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Mensagens revelam atuação de sócio oculto do Careca do INSS para se blindar

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam a atuação do empresário Tiago Schettini Batista para se blindar e não ser identificado como sócio do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, na criação de uma empresa de call center, investigada por envolvimento no esquema dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Schettini chegou a dizer que era necessário esconder “meu nome do dígito do Antônio”.

Ainda nas conversas, Schettini afirmou: “Onde entra meu nome, fode. Por causa das investigações e das dívidas”. Procurada, a defesa pontuou que é “errada a suposição de que Tiago era sócio de qualquer empresa da qual não figura no quadro societário”.

Schettini e o Careca do INSS, segundo a PF, eram sócios ocultos e controladores da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), investigada por fraudar descontos de mensalidade nas aposentadorias do INSS.

De acordo com os relatórios da apuração policial, o esquema de ocultação ficou evidente durante as tratativas para a criação de uma empresa de teleatendimento, a ACDS Call Center Ltda (Truetrust Call Center).

Em junho de 2023, o consultor Rubens Oliveira Costa — apontado pela PF como o “homem da mala” do Careca do INSS — informou a Schettini que havia recebido uma demanda do lobista para a abertura da nova empresa, que contaria com a sociedade de Tiago, Antonio Antunes e Domingos Sávio de Castro.

Em resposta a Rubens Oliveira, Tiago Schettini foi explícito sobre a necessidade de ocultar seu nome da estrutura formal do negócio. Em áudio enviado no dia 9 de junho de 2023, o empresário afirmou: “Não dá pra ser eu, cara, senão fica ruim o nome da empresa, entendeu? Se for meu nome… Meu nome cheio de problema, não posso levar confusão pra empresa nova”. Tiago justificou que sua participação direta poderia comprometer o acesso da empresa a crédito e atrair investigações e dívidas pessoais para a nova estrutura.

Para viabilizar a sociedade sem aparecer oficialmente, Schettini sugeriu a Rubens Oliveira Costa o uso de uma empresa de fachada ou intermediária, mencionando a BrasilDev como forma de “esconder meu nome do dígito do Antônio”.

Passado de problemas

Conforme revelou a coluna, Tiago Schettini é dono uma empresa de tecnologia que esteve no centro de investigações sobre fraudes contratuais com o governo federal, e o próprio empresário chegou a ser preso pela Polícia Federal por causa disso.

A empresa em questão, a Business to Technology Consultoria e Análise de Sistemas LTDA (B2T), chegou a ser punida pela Controladoria-Geral da União (CGU) por corrupção e fraude contratual, e não pode ser contratada e licitar com a administração pública pelo prazo de cinco anos.

A sanção foi aplicada em fevereiro de 2023, mas só passou a vigorar em junho de 2024. A empresa recebeu multa de R$ 7,7 milhões. A B2T não quitou os débitos, e a multa está inscrita na Dívida Ativa da União.

Conforme revelou, a B2T recebeu R$ 16,26 milhões de pelo menos cinco entidades associativas investigadas pela PF no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Tiago Schettini Batista é apontado pela PF como um dos controladores da CBPA ao lado do Careca do INSS

Schettini foi alvo de mandado de prisão no âmbito da Farra do INSS, mas se encontra nos Estados Unidos. A defesa dele tenta, no Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva, decretada em dezembro, na última fase da Operação Sem Desconto.

Pelo fato de ele estar associado aos escândalos que envolvem o Dnit e o Ministério do Trabalho e Emprego, a PF viu indícios de que, antes da deflagração da primeira fase da Operação Sem Desconto contra o escândalo do INSS, em abril do ano passado, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, blindou Schettini.

Tiago Schettini faltou à CPMI do INSS

Em novembro do ano passado, uma reunião da CPMI do INSS chegou a ser cancelada após Schettini apresentar habeas corpus. Com o benefício concedido pelo STF, ele ficou desobrigado de comparecer perante o colegiado.

fonte - Manuel Marçal - Tácio Lorran

Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito

Aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre usuários que circulam por ela. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e serviram de base para a nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária.


O documento surge em meio à recente vigência da medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de fazer exames de aptidão física e mental.

Em nota, a Abramet avalia que a diretriz consolida dados científicos que reforçam que decisões administrativas no trânsito precisam considerar os limites biomecânicos do corpo humano e o impacto direto da velocidade na gravidade dos sinistros.

“A diretriz parte de um princípio central: o corpo humano possui limites biomecânicos inegociáveis e eles devem ser o ponto de partida das políticas públicas de trânsito”, destacou o comunicado.

Em suma, o documento demonstra que a energia liberada em um sinistro cresce exponencialmente com a velocidade e rapidamente ultrapassa a capacidade fisiológica de absorção do impacto, sobretudo entre usuários vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

 “A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando esses limites são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais”, avaliou o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.

Dados

O documento mostra que pequenas reduções de velocidade geram quedas expressivas no risco de morte, enquanto acréscimos aparentemente modestos elevam de forma desproporcional a gravidade dos sinistros.

A diretriz também chama atenção para o impacto crescente da expansão da frota de SUVs e de veículos com frente elevada, associados a maior risco de lesões fatais em pedestres e ciclistas, mesmo em velocidades moderadas.

A norma evidencia ainda que, em colisões com usuários fora do veículo, a velocidade responde por cerca de 90% da energia transferida ao corpo da vítima.

A diretiva cita que dados recentes do DataSUS mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, “cenário agravado pela combinação entre alta velocidade, infraestrutura inadequada e baixa proteção física”.


Renovação da CNH

A diretriz aborda ainda implicações para a atuação de médicos do tráfego, tema avaliado pela Abramet como “especialmente sensível” diante do cenário de renovação automática da CNH.

“O documento reforça que condições clínicas como envelhecimento, doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, osteoporose e sequelas de traumatismos reduzem significativamente a tolerância humana a impactos e à desaceleração, exigindo avaliação periódica e individualizada pelo médico do tráfego.”

A diretriz demostra, portanto, que a aptidão para dirigir não é um estado permanente, mas varia conforme a condição de saúde, a idade e o contexto de exposição ao risco.

Recomendações

A norma também apresenta recomendações para gestores públicos, instituições de ensino e sociedade, defendendo a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, além de políticas permanentes de gestão da velocidade e campanhas educativas.

“Ao reunir dados epidemiológicos, biomecânicos e clínicos, a Abramet reforça que decisões sobre trânsito não podem se apoiar apenas na fluidez ou na conveniência administrativa”, destacou a Abramet.


Entenda

O programa de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), regulamentado pela Medida Provisória 1327/2025, beneficiou 323.459 condutores na primeira semana de validade.

A medida inclui motoristas que estão no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e economizou R$ 226 milhões, que seriam pagos em taxas, exames e custos administrativos.

A maior parte dos beneficiados são motoristas com a CNH de categoria B, exclusiva para carros, com 52% de renovações automáticas.

Condutores com a licença AB, que permite dirigir carros e motocicletas, foram 45% dos beneficiados e aqueles que dirigem somente motocicletas (categoria A) somaram 3% das renovações automáticas.

Os demais são condutores profissionais (categorias C e D).

Para fazer parte do RNPC, o condutor não pode ter tido registro de infrações de trânsito nos últimos 12 meses e deve realizar o cadastro no aplicativo por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Exceções

Alguns grupos de motoristas não terão direito ao processo automático e devem continuar procurando os Detrans estaduais. É o caso de motoristas com 70 anos ou mais, que precisam renovar o documento a cada três anos.

Também é o caso daqueles que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias.

Para os motoristas com mais de 50 anos, que precisam renovar a CNH a cada cinco anos, o processo automático será permitido uma única vez.

fonte - agencia brasil.

Prisão do avô amplia para quatro familiares detidos no caso da adolescente Marta Isabelle em Porto Velho

As investigações sobre a morte da adolescente Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos, tiveram novo avanço com a prisão do avô da vítima, Manoel José S., de 60 anos. A detenção ocorreu na noite de sexta-feira, após decisão judicial que autorizou a prisão preventiva do idoso. Com a medida, quatro familiares passaram a estar presos no caso que chocou a população.

De acordo com a Polícia Civil, o avô é investigado por ter conhecimento das agressões sofridas pela neta dentro da residência, sem adotar qualquer providência para impedir a continuidade das violências. A apuração é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que aponta que a omissão também contribuiu para o desfecho do caso.

Além do avô, já estavam presos o pai da adolescente, Callebe José da Silva, a madrasta, Ivanice Farias de Souza, e a avó paterna, Benedita Maria da Silva. Os três também são investigados por envolvimento direto ou por omissão nas agressões que resultaram na morte da jovem.

Conforme a investigação, o pai e a madrasta devem responder por crimes como tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. A polícia afirma que a adolescente era mantida confinada dentro da casa e submetida a agressões constantes.

A jovem foi localizada por policiais militares deitada em uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável. 

O laudo preliminar apontou um quadro grave de desnutrição e múltiplos sinais de violência. Também foram identificados indícios de que a adolescente permaneceu imobilizada por vários dias.

As investigações ainda indicam que a vítima era mantida amarrada com fios dentro da residência. Segundo a apuração policial, ela era obrigada a se alimentar com restos de comida, ficava sem acesso regular à água e não recebia cuidados básicos de higiene. Mesmo apresentando ferimentos e estado de saúde extremamente debilitado, não houve encaminhamento para atendimento médico.

A Polícia Civil segue reunindo provas e depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias do caso e definir a responsabilidade de cada um dos investigados. 

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Mort*s após exames em clínica de Cerejeiras levam Polícia Civil a investigar procedimentos médicos

A Polícia Civil abriu investigação para apurar duas mortes relatadas por familiares de pacientes que passaram por exames de colonoscopia em uma clínica particular no município de Cerejeiras. Os casos envolvem homens que teriam apresentado complicações após os procedimentos médicos, o que levou as famílias a buscarem esclarecimentos sobre as circunstâncias dos atendimentos.

foto - reprodução

Quem são os pacientes

Uma das vítimas é Thyago da Silva Severino, de 34 anos, que faleceu no dia 28 de fevereiro deste ano, um dia após realizar o exame. Segundo familiares, ele fazia acompanhamento médico por possuir síndrome nefrótica e realizava monitoramento frequente de saúde. 

O que aconteceu com Thyago

Durante a colonoscopia, realizada em 27 de fevereiro, teria ocorrido uma perfuração no intestino, o que levou à interrupção do procedimento. Após o exame, Thyago foi encaminhado ao Hospital São Lucas, em Cerejeiras, e posteriormente transferido para o Hospital Regional de Vilhena. Ele passou por cirurgia e chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva, mas morreu no dia seguinte.

O que aconteceu com Alzery

Outro caso citado pelas famílias envolve Alzery Geraldo de Souza, que morreu em 30 de setembro de 2025, cerca de dez dias depois de realizar colonoscopia e endoscopia na mesma clínica. 

De acordo com os parentes, logo após a realização dos exames ele começou a sentir dores intensas na região abdominal ainda dentro da unidade de saúde. Os familiares afirmam que o paciente recebeu medicação para dor e foi liberado.

Com a piora do quadro clínico, Alzery foi levado inicialmente ao hospital de Cerejeiras e depois transferido para Vilhena, onde passou por tomografia. Conforme relato da família, o exame identificou uma perfuração intestinal, sendo necessária uma cirurgia de emergência. 

Após o procedimento, ele entrou em coma, permaneceu internado na UTI por dez dias e acabou falecendo.

Os familiares apontam que os dois exames teriam sido realizados pelo mesmo médico e na mesma clínica, porém até o momento não existe confirmação oficial de ligação direta entre as duas mortes.

A família de Thyago afirma que registrou denúncia para que as circunstâncias do atendimento sejam investigadas e eventuais responsabilidades apuradas. Parentes de Alzery também procuraram a polícia e solicitaram a abertura de investigação para esclarecer o ocorrido.

Polícia investiga

A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para analisar os fatos e já solicitou o prontuário médico completo de um dos pacientes. A apuração deve verificar como foram realizados os procedimentos e se houve alguma irregularidade no atendimento.

Procurados, o médico responsável pelos exames e a clínica citada nas denúncias não se manifestaram até a última atualização das informações. 

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia informou que tomou conhecimento do caso e que as informações serão avaliadas internamente, destacando que eventuais investigações na esfera do conselho seguem caráter sigiloso.

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Escritório de esposa de Moraes produziu 36 pareceres para Banco Master

O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master.


Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.

Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência.

A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica” por meio de uma equipe composta por quinze advogados.

Ao todo, foram contratados ainda outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

“O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, esclareceu.

A esposa do ministro negou neste final de semana que a mensagem enviada por Vorcaro no dia da sua prisão tenha sido direcionada a ela.

Segundo o jornal “O Globo”, o recado teria sido endereçado ao ministro. Ele, porém, nega a informação.

fonte - Teo Cury e Gustavo Uribe, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília.

Petróleo acima dos US$ 100: Petrobras vai elevar os combustíveis? XP traça cenários

Analista traça cenários e aponta ainda preferir PRIO neste cenário

Cerca de uma semana após o conflito entre o Irã e os EUA, o petróleo brent ultrapassou os US$ 100 o barril (bbl) nesta segunda-feira (9), levando os analistas a revisarem as suas projeções para o setor.



“As implicações de um evento geopolítico de tão grande alcance são numerosas e, por vezes, conflitantes e interligadas”, avalia em relatório o analista da XP Regis Cardoso.


De uma perspectiva macroeconômica, o conflito provavelmente impulsionará ainda mais o sentimento de aversão ao risco nos mercados globais. Além disso, os preços mais elevados da energia elevarão a inflação, reduzirão a margem para cortes nas taxas de juros e poderão desacelerar a atividade econômica global — fatores que são negativos para as ações. No entanto, nem tudo aponta para uma queda.


O petróleo e o gás representam uma parcela significativa do PIB brasileiro e das receitas do governo. Além disso, ações individuais do setor de petróleo e gás se beneficiam diretamente dos preços mais altos das commodities.


Olhando para as ações do setor, Cardoso destaca que o cálculo da sensibilidade da Petrobras (PETR3;PETR4) depende de uma premissa principal: a empresa repassará os aumentos para os preços domésticos da gasolina e do diesel.


Se a resposta for sim, a Petrobras ganha entre US$ 4 e US$ 5 bilhões para cada US$ 10/bbl (barril). Mas há mais, segundo o analista. Não só os preços do Brent aumentaram, como também os spreads de refino se ampliaram (o diesel americano em relação ao Brent está em US$ 66/bbl, um aumento de US$ 27/bbl desde o início do conflito).


Para cada US$ 10/bbl, a sensibilidade aos spreads de refino do diesel é de US$ 1,5 a 2,0 bilhões. Isso significa que, com o Brent a 100/bbl e os spreads de refino US$ 50/bbl acima de nossas premissas básicas, a Petrobras poderia gerar cerca de US$ 28,5 bilhões de FCFE (rendimento do fluxo de caixa livre) ou cerca de 25% de retorno.


Se a Petrobras não aumentar os preços dos derivados, então o aumento será limitado às exportações de petróleo bruto e outras vendas que seguem os padrões internacionais.


“Nesse caso, não há vantagem com os maiores spreads de refino (pelo contrário, há uma desvantagem de cerca de US$ 300 milhões para cada US$ 10/bbl de importação com prejuízo). Além disso, a sensibilidade do spread de refino funciona contra a empresa, e a Petrobras obtém apenas um ganho líquido de cerca de US$ 2,0 a 2,5 bilhões para cada US$ 10/bbl”, avalia.


No total, isso significa que, com o Brent a 100/bbl e os spreads de refino do diesel 50 USD/bbl acima das nossas premissas de base, a Petrobras geraria apenas US$ 13 bilhões de FCFE ou 11% de retorno se não repassasse os aumentos de preço.


“No entanto, em nossa visão, não há dúvida de que a Petrobras terá que aumentar os preços. Se não o fizer, as distribuidoras de combustíveis e os postos de gasolina enfrentarão uma crescente escassez de diesel dentro de duas ou três semanas.”, aponta.


Na quarta semana, o analista acredita que os preços nas bombas precisariam subir para incentivar as importações, mesmo que os preços de tabela da Petrobras permanecessem inalterados.


Nesse ponto, se a Petrobras continuasse a conter os aumentos de preços, estaria efetivamente transferindo os lucros e prejuízos para as distribuidoras que comprariam seus produtos com desconto.


Para o setor em geral, se os preços do Brent ficassem em média em US$ 100/bbl em 2026, a Petrobras geraria retornos acima de 20% e a PRIO (PRIO3) acima de 30% — embora ainda não considere isso um cenário base.


Por outro lado, embora o aumento dos preços do petróleo seja um argumento convincente para as empresas mais alavancadas – Brava (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3) -, seus hedges de petróleo limitam o potencial de alta.


Incluindo os hedges, as sensibilidades para cada US$ 10/bbl são +4 pontos percentuais (pp) para a Brava, +3 pp para a RECV3, +5 pp para a PRIO e Petrobras.


Isso significa que, se o aumento dos preços do petróleo durar menos de um ano, a PRIO será a mais beneficiada.


“Continuamos a preferir a PRIO e a Petrobras – acreditamos que essas duas empresas continuam a oferecer o melhor equilíbrio entre risco e retorno. Também vemos as distribuidoras bem posicionadas para se beneficiarem, e a Vibra continua sendo nossa preferência no setor de distribuição de combustíveis”, apontam os analistas. (Infomoney)

IA vai eliminar os empregos mais bem pagos, e o processo já começou

O problema não é o que a IA já fez — é o que ela está prestes a fazer, enquanto boa parte dos profissionais ainda a trata como curiosidade tecnológica.

O aviso soou como um balde de água fria num debate que reuniu três dos gestores mais experientes do mercado financeiro brasileiro e internacional: a inteligência artificial não vai atacar primeiro os trabalhadores de menor renda. Vai atacar os de maior salário — advogados, contadores, analistas, banqueiros. E está atacando agora, em velocidade que a maioria das pessoas ainda não percebeu.



A provocação partiu de Paulo Passoni, managing partner da Valor Capital Group, com sede em Nova York, e ecoou pela conversa sem encontrar contestação. Para ele, o problema não é o que a IA já fez — é o que ela está prestes a fazer, enquanto boa parte dos profissionais ainda a trata como curiosidade tecnológica.


“Ninguém percebeu que as ferramentas estão melhorando em uma velocidade absurda, muito rápida”, afirmou. “O que você achava que era IA hoje já é um negócio bem diferente.”


O debate aconteceu no programa Stock Pickers Aftermarket, apresentado por Lucas Collazo. Além de Passoni, participaram Andrew Reider, sócio e gestor do WHG Long Biased, e Christian Keleti, CEO da Alpha Key. Os três discutiram o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, sobre os modelos de negócios do setor de tecnologia e sobre as estratégias de investimento num cenário de ruptura acelerada.


“Todo tipo de trabalho intelectual vai mudar”, disse Passoni. Na sua avaliação, qualquer função que consuma tempo sem exigir criatividade genuína já é candidata à automação. Pesquisa setorial, relatórios analíticos, triagem de informações, tarefas jurídicas repetitivas — tudo isso, segundo ele, pode ser feito hoje por ferramentas disponíveis ao público.


“O que ainda terá valor é a capacidade de interpretar resultados, pensar no futuro e raciocinar de forma criativa. Mas aquele trabalho mais básico — garimpar dezenas de fontes para reconstruir o que aconteceu no passado — esse já é, hoje, inteiramente automatizado.”


O sonho do mercado financeiro virou o pior emprego

O sinal mais concreto do que está por vir veio de dentro do próprio sistema financeiro. Passoni citou declaração recente de Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, sobre a possibilidade de adotar semana de trabalho de quatro dias para parte dos funcionários do banco — consequência direta dos ganhos de produtividade gerados pela automação.


Para quem acompanha o setor, a imagem é simbólica: se o maior banco do mundo começa a reduzir sua necessidade de mão de obra qualificada, o movimento é irreversível.


Outro caso concreto veio da Block — empresa de pagamentos fundada por Jack Dorsey, criador do Twitter, e anteriormente conhecida como Square. A companhia anunciou a redução de quase metade de seu quadro, de mais de dez mil para menos de seis mil funcionários.


O detalhe que chamou atenção dos gestores: o corte não foi motivado por crise financeira, mas por ganhos de eficiência proporcionados pela inteligência artificial. “Esse é o começo”, disse Passoni.


A ironia, apontada por ele, é que as carreiras historicamente associadas ao prestígio e à alta remuneração são justamente as mais vulneráveis nessa transição. “Todo mundo achava que trabalhar nesse tipo de coisa era o trabalho do sonho. Agora é o pior trabalho que você pode fazer.”


A lógica é direta: quanto mais o trabalho depende de processar informação e produzir documentos estruturados, mais facilmente uma máquina o substitui.


Reider traçou um paralelo histórico para dar dimensão ao fenômeno. Assim como a globalização, a partir dos anos 1990, exportou empregos industriais dos países ricos para China e Leste Europeu, a IA agora faz o mesmo com os trabalhadores de escritório.


“A IA tem um monte de trabalhador muito barato, que trabalha 24 horas por dia, não reclama, não quer semana de quatro dias, e vai substituir o contador, o advogado, o banker”, disse.


Para o gestor, o grau de incerteza gerado por essa ruptura só encontra paralelo em duas crises recentes: o colapso do mercado imobiliário americano em 2008 e a pandemia de Covid-19. (Infomoney)

Guerra do Irã traz temor de estagflação e mercado liga “modo pânico” para se proteger

Petróleo perto de US$ 120 e temor de recessão abalam mercados globais e já eliminam US$ 6 bilhões em ativos

O otimismo de que a guerra no Oriente Médio poderia ter uma solução rápida está desaparecendo rapidamente dos mercados financeiros.



O que até poucos dias era uma postura cautelosa de espera deu lugar a um movimento mais decisivo: investidores passaram a precificar um choque de oferta mais profundo e duradouro, capaz de pressionar o crescimento econômico e reacender a inflação. Desde o início da guerra no Irã, cerca de US$ 6 trilhões em valor de mercado de ações globais foram eliminados. Os mercados de títulos também sofreram perdas, enquanto investidores recalibram expectativas para juros.


Embora as bolsas tenham reduzido parte das quedas e o petróleo tenha devolvido parte da alta após a notícia de que países do G7 discutirão liberar reservas estratégicas de petróleo, os movimentos de mercado nesta segunda-feira ainda foram expressivos.


A mudança ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país considera atacar áreas do Irã que ainda não haviam sido alvo de bombardeios, enquanto a liderança iraniana prometeu não recuar. Trump também disse que um petróleo a US$ 100 por barril seria “um preço muito pequeno a pagar” por “segurança e paz”, frustrando expectativas de que o conflito permaneceria limitado.


Com o petróleo se aproximando de US$ 120 por barril no início do dia, operadores passaram a considerar que o mercado já não está posicionado para um confronto curto. O Brent chegou a subir 29% durante o pregão, o maior movimento intradiário em quase seis anos. Indicadores de volatilidade nas bolsas também avançaram e os volumes de negociação na Ásia superaram amplamente as médias mensais.


“O pêndulo está se movendo para o pânico”, disse Danny Wong, diretor-executivo da Areca Capital. “Há uma corrida para vender ou reduzir exposição a qualquer tipo de ativo de risco.”


Os temores de desaceleração econômica global surgem em um momento em que os mercados já estavam pressionados por preocupações com o impacto da inteligência artificial em diversos setores e por tensões crescentes no mercado de crédito privado.


À medida que os mercados abriram em diferentes fusos horários na segunda-feira, níveis técnicos importantes foram rompidos rapidamente em ações, títulos e moedas. O dólar se fortaleceu, enquanto empresas de energia registraram ganhos.


Em determinado momento, as bolsas asiáticas chegaram a cair 5,6%, a maior queda desde abril. O índice Bloomberg Dollar Spot ampliou sua alta.


“Os investidores tiveram que aumentar a probabilidade do pior cenário”, disse Rajeev de Mello, gestor de portfólio macro global da Gama Asset Management. “O desafio é a natureza estagflacionária desse choque.”


Um dos gatilhos para a venda de ativos foi a notícia de novos ataques à infraestrutura energética pelos dois lados do conflito, aumentando o risco de um choque duradouro na oferta de energia. O temor de uma guerra prolongada também foi reforçado pela nomeação do filho do aiatolá Ali Khamenei como novo líder supremo do Irã.


“Achei que conseguiria dormir esta semana, mas não mais”, disse Matthew Haupt, gestor de hedge fund da Wilson Asset Management. “Os investidores estão se preparando para um inverno longo.”


Queda nos títulos

Os títulos também recuaram na Ásia, com rendimentos subindo dois dígitos na Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul.


Na Europa, particularmente sensível a preços mais altos de energia, os mercados também sofreram fortes perdas. Os rendimentos de títulos de curto prazo no Reino Unido subiram quase 60 pontos-base desde o início da guerra, enquanto ações de empresas europeias chegaram a cair 3,1%.


“O mercado está vendendo tudo hoje, independentemente de tamanho ou estilo”, disse Taku Ito, gestor-chefe de portfólio da Nissay Asset Management. “Se a inflação persistir enquanto a demanda por trabalho enfraquece, uma recessão nos EUA se tornará inevitável.”


O custo de proteção contra inadimplência de empresas de alta qualidade também aumentou e atingiu o nível mais alto desde maio na Europa e na Ásia. Investidores estão reduzindo apostas otimistas em crédito global que somavam centenas de bilhões de dólares.


O índice global de crédito corporativo de alta qualidade praticamente perdeu todos os ganhos acumulados no ano, revertendo rapidamente a valorização de 1,6% registrada pouco mais de uma semana atrás.


Saída de capital

Investidores estrangeiros retiraram US$ 14,2 bilhões de ações de mercados emergentes asiáticos, excluindo a China, na semana passada — a maior saída desde pelo menos 2009, segundo dados compilados pela Bloomberg.


As vendas se concentraram em Coreia do Sul e Taiwan, mercados dominados por empresas de semicondutores que haviam atraído investimentos globais ligados à inteligência artificial.


Indicadores de volatilidade ligados ao Nikkei 225 do Japão e ao NSE Nifty 50 da Índia saltaram até 62% e 23%, respectivamente, atingindo os níveis mais altos desde meados de 2024. Na Coreia do Sul, a queda das ações chegou a provocar uma interrupção temporária das negociações.


“Quando os mercados enfrentam um ‘cisne negro’, tudo pode cair ao mesmo tempo”, disse Anna Wu, estrategista de investimentos da VanEck Associates. “É o que estamos vendo hoje: vendas em todos os cantos, de ações a títulos e moedas — exceto petróleo e dólar.”


O índice MSCI Asia Pacific está agora a cerca de 1% de uma correção técnica, enquanto o MSCI Emerging Markets também se aproxima desse nível. O Euro Stoxx 50 seguiu trajetória semelhante.


Parte da queda reflete o forte desempenho anterior dos mercados. Coreia do Sul e Taiwan haviam atingido máximas de vários anos impulsionadas pela demanda por chips de inteligência artificial, deixando as avaliações esticadas. O choque no petróleo agravou a pressão, destacando a vulnerabilidade da Ásia a interrupções no fornecimento de energia.


Uma parcela significativa das importações de petróleo e gás natural liquefeito da região passa pelo Estreito de Ormuz, agora no centro do conflito. China, Índia e Indonésia estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo, enquanto Coreia do Sul e Taiwan são particularmente dependentes do fornecimento energético do Golfo.


“A situação atual é dominada por emoções como medo e incredulidade”, disse Hironori Akizawa, gestor da Tokio Marine Asset Management. “Estou aumentando o nível de caixa.”


Governos da região já discutem medidas para limitar os impactos. Coreia do Sul e Taiwan avaliam intervenções para estabilizar os mercados e formas de conter o custo doméstico de combustíveis.


No mercado de juros, investidores passaram a reduzir apostas em cortes de taxas nos Estados Unidos. Agora, a expectativa para a próxima redução de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve foi empurrada para setembro, enquanto antes da guerra o mercado precificava um corte já em julho. Alguns operadores de opções já consideram a possibilidade de que o Fed não reduza os juros neste ano.


Na zona do euro, por outro lado, investidores passaram a apostar em duas altas de juros neste ano, com a primeira podendo ocorrer já em junho.


“O petróleo é o ponto de ignição”, escreveu Nigel Green, diretor-executivo da consultoria financeira deVere Group. “A segurança energética voltou a ser o principal tema macroeconômico. A estagflação muda radicalmente o ambiente de investimento.”


©️2026 Bloomberg L.P.

Tarcísio lidera todos os cenários e marca até 49% na disputa em SP, aponta pesquisa

Governador de São Paulo tem vantagem contra os principais nomes projetados por Lula para disputar a eleição no estado, mostra levantamento RealTime Big Data

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera todos os cenários na disputa pela reeleição no estado, segundo a mais recente pesquisa RealTime Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9).



Tarcísio lidera a intenção de voto tanto na modalidade espontânea quanto nos cenários estimulado, possíveis adversários como Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB), Simone Tebet (MDB) e Kim Kataguri (Missão).


Na espontânea, Tarcísio soma 16% dos votos, enquanto Fernando Haddad, o segundo mais citado, fica com 5%. Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos (PSOL), Kim Kataguri, Simone Tebet e Marcio França detêm 1% da intenção de voto. Mais da metade dos eleitores (65%) não soube responder em quem votaria para governador neste ano.


1º cenário

No primeiro cenário estimulado, Tarcísio desponta com 47% da intenção de voto ante 31% de Haddad. Na sequência, Kim Kataguri figura com 8%, Paulo Serra (PSDB) com 7%.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 47%

Fernando Haddad (PT): 31%

Kim Kataguiri (Missão): 8%

Paulo Serra (PSDB): 7%

Nulo/Branco: 4%

NS / NR: 3%

2º cenário

Em um cenário contra Alckmin, o governador de São Paulo lidera a disputa por 44% ante 33% do vice-governador da República. Kataguri e Serra somam, ambos, 8% dos votos.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 44%

Geraldo Alckmin (PSB): 33%

Kim Kataguiri (Missão): 8%

Paulo Serra (PSDB): 8%

Nulo/Branco: 4%

NS / NR: 3%


3º cenário

O cenário mais proveitoso para Tarcísio é uma eventual disputa contra Simone Tebet. Nesta projeção, o republicano detém 49% dos votos válidos contra 21% da ministra do Planejamento e Orçamentário. Na sequência, Kataguri figura com 9% e Serra com 5%.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 49%

Simone Tebet (MDB): 21%

Kim Kataguiri (Missão): 10%

Paulo Serra (PSDB): 9%

Nulo/Branco: 5%

NS / NR: 6%

4º cenário

Na disputa contra Márcio França, o atual governador também figura como o melhor colocado com 48% ante 23% do ministro do Empreendedorismo. Nesta projeção, Kataguri soma 10% dos votos e Serra 8%.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 48%

Márcio França (PSB): 23%

Kim Kataguiri (Missão): 10%

Paulo Serra (PSDB): 8%

Nulo/Branco: 5%

NS / NR: 6%

Perfil do eleitorado

O desempenho do governador é mais forte entre homens, segmento que alcança até 50% das intenções de voto em um dos cenários. Entre os eleitores com mais de 60 anos, os votos saltam para 55%.


Tarcísio também é o preferido para os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, mantendo 56% do eleitorado. A vantagem diminui conforme a faixa salarial e Fernando Haddad passa a ser o favorito, com 40% das intenções, entre os que recebem até 2 salários mínimos.


O levantamento RealTime Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 6 e 7 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número SP-00705/2026. (Informoney)


Com mais 2 pódios, Brasil encerra Grand Prix de judô com 6 medalhas

Giovanna Santos faturou prata e Giovani Ferreira bronze na Áustria

O Brasil assegurou mais duas medalhas e encerrou o Grand Prix de judô na Áustria neste domingo (8) com seis pódios. Giovanna Santos faturou prata após revés contra a atual vice-campeã olímpica, a israelense Raz Hershko, na final da categoria acima dos 78 quilos. Já Giovani Ferreira arrematou o bronze ao derrotar o húngaro Zsombor Veg no último embate dos 100 kg.



Primeiro Grand Prix da temporada, o torneio na Áustria conta pontos no ranking mundial que classifica para a Olimpíada de Los Angeles 2028. Apenas os 17 melhores em cada categoria e gênero, até 17 de julho de 2028, garantirão vaga direta no megaevento olímpico.


A peso-pesado Giovanna Santos, a Gigi Santos, somou três vitórias para chegar a sua primeira final no circuito mundial organizado pela Federação Internacional de Judô (IJFm na sigla em inglês). Antes a brasileira já fora bronze duas vezes em edições de Grand Prix – Áustria (2023) e Guadalajara (2025).


Na estreia hoje, Gigi Santos derrotou com um yuko Rochele Nunes – compatriota naturalizada portuguesa – e, na sequência, despachou Emma-Melis Aktas (Estônia) para a repescagem, também com yuko. Na semifinal, a brasileira voltou a vencer, ao aplicar novo yuko contra a primeira adversária israelense do dia, Alma Mishiner. Depois,a brasileira brasileira travou um duelo equilibrado, mas deixou escapar o ouro no fim, ao levar uma chave de braço da israelense Hershko.


O segundo brasileiro a subir ao pódio hoje foi Giovani Ferreira, conhecido pelo apelido de Pezão. O brasileiro venceu três lutas seguidas na disputa dos 100 kg - o tcheco Frantisek Lhotzky, o eslovaco Peter Zilka e o português Jorge Fonseca, medalhista olímpico e ex-campeão mundial – antes de cair na semifial para o ucraniano Anton Savytskiy, que mais tarde foi campeão na categoria. Na decisão do bronze, Pezão chegou a sofrer três yukos do húngaro Zsombor Veg, mas se recuperou a tempo de desferir um waza-ari (golpe com pontuação superior ao yuko) para garantir o bronze.


Outros dois brasileiros ficaram perto do pódio. Rafael Macedo jterminou em quinto lugar na categoria até 90 kg. Ele somou três lutas vitórias, antes de ser superado na semifinal pelo atual campeão , o georgiano Tato Grigalashvili. Depois, na luta pelo bronze, Macedo foi superado pelo japonês Shunta Nakamura. Beatriz Freitas também encerrou o Grand Prix na quinta posição dos 78 kg. Venceu na estreia, caiu nas quartas, passou pela repescagem, mas sucumbiu na luta pelo bronze contra a eslovena Metka Lobnik.


O Brasil abriu o primeiro dia de Grand Prix, na última sexta-feira (8), com prata de Ronald Lima (-66kg) e o bronze de Gabriela Conceição (-52kg). No sábado, somou outros dois pódios, com ouro da carioca Rafaela Silva (- 63 kg) e bronze do gaúcho Daniel Cargnin (-73 kg).


O próximo compromisso do Brasil no circuito mundial será o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia), entre 20 e 22 de março. (Agência Brasil)

Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irã

Assembleia de Peritos é a responsável pela eleição. Mídia estatal confirma o nome do segundo filho do aiatolá morto como líder supremo

O Irã anunciou, neste domingo (8/3), que o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, Motjaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido como novo líder supremo do país. Ele é, atualmente, clérigo de posição intermediária e conhecido por ter fortes ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar mais influente do Irã. A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana.



“Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei. O nome de Khamenei permanecerá”, disse Eshkevari Hosseinali, membro da Assembleia de Peritos do Irã, em um vídeo divulgado pela mídia iraniana na manhã deste domingo.

A instituição é responsável por eleger o líder máximo do país desde a Revolução Islâmica de 1979. O anúncio oficial depende do chefe do secretariado da Assembleia — composta por 88 aiatolás.


Mojtaba Khamenei é um religioso xiita que, durante muitos anos, não esteve entre os clérigos de maior prestígio da hierarquia religiosa iraniana. No islamismo xiita, os religiosos são classificados conforme a formação teológica e a influência que exercem. Antes de receber o título de aiatolá, ele era considerado um clérigo de nível intermediário, ou seja, tinha formação religiosa, mas ainda não fazia parte do grupo mais influente de autoridades religiosas.



Morte

Líder religioso e político, o aiatolá Khamenei, 86 anos, ocupou o cargo mais importante do país por mais de três décadas, em um regime marcado pela repressão a opositores e duras políticas de costumes.


Ele acumulava as funções de líder religioso e político, atuando como chefe de Estado e comandante-chefe, além de ter a palavra final sobre as políticas públicas do país. Foi assassinado em 28 de fevereiro durante os ataques conjuntos conduzidos por Israel e Estados Unidos contra o Irã. O governo decretou 40 dias de luto nacional e sete feriados. (Metrópoles)

Trump diz que novo líder supremo do Irã não vai durar se não tiver seu apoio

Mesmo com a guerra, Trump disse que está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 8, ao canal americano ABC que quem for escolhido para liderar o Irã “não vai durar muito” se não receber sua aprovação prévia.



“Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito”, disse Trump à ABC News. “Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não houver um presidente como eu que faça isso.”


A entrevista ocorreu no domingo, embora não esteja claro se foi antes ou depois de a mídia estatal iraniana ter noticiado que os clérigos estavam prestes a anunciar a escolha do novo líder supremo.


O presidente ainda disse que, mesmo com a guerra, ele está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA), agenda que o republicano tem utilizado desde a corrida eleitoral de políticas protecionistas.


“O que estamos fazendo é algo muito típico do MAGA. Muito, muito típico do MAGA”, acrescentou. “Estou no ponto mais alto da minha vida em termos de apoio ao MAGA.”


Novo líder iraniano


A Assembleia dos Guardiões do Irã escolheu neste domingo, 8, novo líder supremo do país, que sucederá o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro no início da guerra movida por americanos e israelenses contra o país persa.


O nome do novo comandante do país, no entanto, ainda não foi divulgado. “O candidato mais apropriado foi nomeado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestão na assembleia, segundo a agência Irna.


Outro membro do órgão, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que um nome foi indicado. A pessoa escolhida para ser o próximo líder supremo deve ser alguém a quem os Estados Unidos se opunham.


Ataques continuam


Várias explosões atingiram neste domingo a província iraniana de Yazd, no centro do Irã, informou a agência estatal Irna, em meio ao nono dia da guerra entre o país e a aliança formada por Estados Unidos e Israel.


Segundo a Irna, as detonações ocorreram na periferia da cidade de Yazd, capital da província de mesmo nome.


Também neste domingo foram registradas explosões em outros pontos do território iraniano, incluindo a capital, Teerã, e a província de Isfahã, igualmente situada na região central do país. Não houve informações imediatas sobre vítimas ou danos


No início da madrugada no horário brasileiro, a distribuição de combustível em Teerã foi temporariamente interrompida após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana e em áreas próximas, informou o prefeito da cidade, Mohammad Sadegh Motamedian.


Segundo ele, os bombardeios provocaram danos na rede de abastecimento de combustível, o que levou à suspensão temporária da distribuição.


“Em razão dos danos na rede de fornecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, disse Motamedian, citado pela Irna. (Com agências internacionais).


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