Os atendimentos são realizados em todas as unidades de saúde da prefeitura
A vacina contra a influenza está disponível para toda a população de Porto Velho a partir desta segunda-feira, 2 de março, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. A ampliação ocorre após a etapa inicial da campanha voltada aos grupos prioritários.
Com a medida, todas as pessoas que ainda não receberam a dose podem procurar uma unidade de saúde para se imunizar.
A influenza é uma infecção respiratória que pode causar complicações, especialmente em idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A imunização é a principal estratégia para prevenir formas graves da doença, reduzir internações e diminuir a circulação do vírus na comunidade.
O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, destacou que a iniciativa segue orientação nacional e representa uma oportunidade para fortalecer a proteção coletiva no município. “Estamos seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde e ampliando o acesso à vacina como forma de fortalecer a proteção da população. É importante que quem ainda não se imunizou procure uma unidade de saúde e garanta essa proteção.”
Embora a aplicação esteja aberta ao público em geral, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforça que idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e demais públicos prioritários que ainda não receberam a dose devem buscar a imunização o quanto antes.
A diretora da Divisão de Imunização da Semusa, Elizeth Gomes, reforça a orientação. “A abertura para toda a população amplia o acesso, mas é fundamental que os grupos com maior risco de complicações também se vacinem. A vacina é segura e continua sendo a principal forma de prevenir agravamentos.”
COMO SE VACINAR
Para receber a dose, basta procurar a unidade de saúde mais próxima, apresentando documento oficial com foto, Cartão do SUS ou CPF e, se possuir, o cartão de vacina.
A vacinação ocorre nas unidades de saúde das 8h às 18h. No ponto de atendimento do Porto Velho Shopping, o horário é das 10h às 21h30.
A aplicação é gratuita e integra a estratégia nacional de prevenção das doenças respiratórias.
“Março Lilás” tem início no dia 02 de março e, mulheres entre 25 e 64 anos podem realizar o exame de Papanicolaou (preventivo).
Hospital de Amor Amazônia realizará, a partir, do dia 02 de março, a campanha de prevenção do câncer de colo do útero, “Março Lilás”, que tem como objetivo conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para triênio 2026-2028, a estimativa é que, 19.310 novos casos de câncer de colo do útero sejam diagnosticados para cada ano do triênio no Brasil. No norte do país, se desconsiderar os tumores de pele não melanoma, é a região que possuí o maior índice de câncer de colo do útero, 22,79 por 100 mil mulheres.
“É fundamental reforçar que o câncer de colo do útero é uma doença prevenível. A prevenção começa com a vacinação contra o HPV, que é a principal causa desse tipo de câncer, e continua com a realização periódica do exame preventivo, que permite identificar lesões antes mesmo de se tornarem câncer. Aqui na Região Norte, onde temos os maiores índices da doença, ampliar o acesso à informação, à vacina e ao diagnóstico precoce é essencial para reduzir casos e salvar vidas”, destaca a médica ginecologista oncológica do Hospital de Amor Amazônia, Dra. Isabela Assunção Velho.
Entre os dias 02 e 31 de março, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h, o Hospital de Amor Amazônia realizará exame de prevenção do câncer de colo do útero. Mulheres entre 25 e 64 anos, podem realizar o exame de Papanicolaou (preventivo).
Não é necessário agendamento, a mulher que atender aos critérios de faixa etária, poderá comparecer no Hospital de Amor Amazônia, localizado na BR 364 - KM 15 (sentido Candeias), portando o RG, CPF, comprovante de residência e cartão SUS.
Havendo alterações nos exames, a paciente será convocada, o mais breve possível, para passar por uma avaliação mais detalhada com a equipe médica, no Hospital de Amor Amazônia.
Além dos exames, a instituição realizará palestras educativas sobre a prevenção do câncer de colo uterino, na própria unidade, em entidades públicas e privadas, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção primária, com a vacinação contra o HPV e prevenção secundária, com realização de coletas do exame de Papanicolaou.
Serviço:
Campanha de prevenção do câncer de colo do útero (Março Lilás)
Público do programa pode acessar o serviço pela rede básica de saúde municipal...
Neste sábado (28), Luana Wasczuk chegou cedo ao Centro de Especialidades Médicas Dr. Rafael Vaz e Silva. Ela soube pela imprensa da ação em Porto Velho para aplicação do Implanon, buscou informações, organizou a documentação e, após avaliação dos profissionais de saúde, realizou o procedimento.
“Meu processo com o Implanon começou há algum tempo. Eu tinha interesse em utilizar esse método, porém ele não era acessível. Com esse mutirão, consegui a inserção de maneira muito rápida. Comecei o processo de regularização há uma semana e já fui chamada hoje”, relatou.
Luana teve problemas com outro método anticoncepcional, mas o alto custo na rede privada dificultava o acesso ao implante. O método recebido por ela é subdérmico, de longa duração e alta eficácia, considerado vantajoso em relação a outras opções disponíveis.
O Implanon atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse prazo, o implante deve ser retirado e, caso haja interesse, um novo pode ser inserido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realizou neste sábado o primeiro mutirão para inserção do Implanon. A ação, voltada ao fortalecimento do planejamento reprodutivo, atende mulheres já inseridas no sistema de regulação municipal, garantindo agilidade no atendimento com suporte de equipe multiprofissional.
O prefeito Léo Moraes destacou que o método amplia o acesso ao planejamento familiar e é ofertado gratuitamente no município, seguindo todos os protocolos técnicos. “O mais importante é que elas tomem a decisão sobre o seu corpo. Isso dá autonomia, independência e poder sobre o presente e o futuro”.
Atendimento organizado
O mutirão foi planejado com horários pré-definidos para evitar aglomerações e reduzir o tempo de espera. Para atender mais de 400 mulheres nesta etapa, a Semusa mobilizou 14 médicos atuando simultaneamente, além de enfermeiros, técnicos, farmacêuticos e bioquímicos.
O objetivo da gestão municipal é zerar a fila de espera, atualmente com 2,8 mil mulheres cadastradas. Por isso, novos mutirões estão sendo organizados para os próximos fins de semana. “Organizamos um cronograma responsável. Quem ainda não recebeu contato pode ficar tranquila, pois novas etapas serão realizadas aos sábados, sucessivamente, até que a fila seja zerada”, afirmou Mariana Aguiar Prado, secretária-adjunta da Semusa.
O fluxo de agendamento segue o padrão do SUS, com regulação a partir da Unidade Básica de Saúde (UBS), garantindo legalidade e segurança no procedimento.
Como participar
As mulheres de Porto Velho interessadas no método e que ainda não iniciaram o processo devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para solicitar a inclusão no sistema de regulação.
Todas as pacientes passam por avaliação médica prévia, conforme protocolos do Ministério da Saúde, assegurando segurança em todas as etapas da inserção.
Texto: Maximus Vargas Foto: José Carlos Edição: Secom
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai contar com uma tecnologia para agilizar e deixar mais preciso o diagnóstico de doenças raras. A estimativa é que nova plataforma de sequenciamento completo de DNA que vai ser ofertada na rede pública atenda até 20 mil demandas de todo o Brasil por ano e reduza o tempo de espera de um diagnóstico de sete anos para seis meses.
O anúncio foi feito, nesta quinta (26), pelo Ministério da Saúde, em evento em Brasília. A estimativa é que pelo menos 13 milhões de pessoas tenham doenças raras no País.
“Nós colocamos para o SUS o sequenciamento completo do exoma, que é um exame que custaria R$ 5 mil”, detalhou Padilha.
A redução do tempo de diagnóstico é fundamental para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes, conforme ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou a habilitação de novos serviços para tratamento de doenças raras. Padilha lembrou que o próximo sábado é dia mundial para conscientização sobre doenças raras.
Alexandre Padilha durante anuncio de um conjunto de ações para reduzir o tempo de espera no diagnóstico e no tratamento de doenças raras no SUS- Joédson Alves/Agência Brasil
Ampliação de serviços
O ministro defendeu que o país tenha autonomia de pesquisa, produção e tratamento de doenças raras, inclusive prevendo transferências de tecnologias de outros centros de ponta nessa área. “Quando a gente amplia esses serviços para estados que não tinham nenhum serviço ainda, a gente está garantindo um acesso mais próximo onde as pessoas vivem e moram”, ponderou.
O coordenador de doenças raras do ministério, Natan Monsores, explicou que todo paciente que for atendido em um serviço de referência ou for identificado dentro de um serviço de referência de triagem neonatal poderá ser encaminhado para os polos de sequenciamento. “Foi um investimento de R$ 26 milhões nesse primeiro ano. Nós conseguimos fazer a oferta desse exame, que em preços de mercado podem chegar até R$ 5 mil, por R$ 1,2 mil”.
Monsores esclarece que a resolução diagnóstica é bastante precisa.
“É um ganho enorme para a comunidade de pessoas com doenças raras. Fornecendo para os médicos geneticistas, para as equipes de neurologia e de pediatria, uma ferramenta essencial para fechar esse diagnóstico”.
Início com um cotonete
A coleta do material é feita com um cotonete na parte interna da bochecha, que colhe células a serem encaminhadas para os laboratórios. Esse teste também pode ser feito com sangue.
“Permite avançar no diagnóstico de deficiências intelectuais, de condições que implicam no atraso do desenvolvimento global das crianças, e também uma enorme diversidade de condições genéticas que podem afetar essas crianças”, diz Monsores.
O coordenador disse que existem 11 unidades da federação com serviços ativados. Em 90 dias após ação com a ferramenta, foi possível verificar 412 testes já com sequenciamento feito com 175 laudos.
“A nossa perspectiva é fazer a expansão dessa rede para todas as unidades da federação até abril de 2026”.
Outro anúncio do Ministério da Saúde foi o tratamento das crianças com uma terapia gênica inovadora para crianças com atrofia muscular espinhal (AME). “É uma doença que, se não tratada em tempo hábil, é letal. Todas as crianças que receberam essa terapia têm a interrupção da progressão dessa condição”.
Avanços
A presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves, Raras e Deficiências, Maria Cecília Oliveira, que estava no evento do anúncio, celebrou o que chamou de “avanços” nas políticas públicas relacionadas aos pacientes com doenças raras.
“Eu espero que o programa Agora tem especialistas seja realmente um programa que possa impactar significativamente os pacientes com doenças raras, que é a nossa luta”, disse Maria Cecília.
Outra representante de pacientes nesta condição, Lauda Santos, que é presidente da Associação Maria Vitoria de Doenças Raras e Crônicas (Amaviraras) e cofundadora e vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas) destacou a importância da divulgação do serviço para o SUS.
Lauda diz entender que um dos maiores desafios do governo é que essas informações cheguem até os pacientes. “As dificuldades continuam. A gente espera que isso mude porque tudo leva um tempo para poder entrar nos trilhos”.
Ela ainda defendeu que deve haver o fortalecimento de entidades que defendam os pacientes e lamentou a carga de impostos para os medicamentos.
fonte - Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil.
Rondônia passou a registrar oito casos confirmados de Mpox após a identificação de mais dois diagnósticos nesta quarta-feira (25), de acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa). As novas ocorrências envolvem duas pacientes do sexo feminino, uma mulher de 28 anos e uma criança de 8 anos, ambas em Porto Velho.
Com a atualização, o conjunto de pessoas diagnosticadas no estado reúne cinco homens entre 20 e 35 anos, uma adolescente de 16 anos e as duas pacientes confirmadas agora, totalizando oito infectados. Todos passaram por avaliação clínica, receberam orientações e seguem em isolamento.
A mpox é uma doença viral que pode provocar febre e lesões na pele, com possibilidade de evolução para bolhas e feridas.
A orientação das autoridades de saúde é que qualquer pessoa com lesões suspeitas, com ou sem febre, procure atendimento em unidades de saúde. O estado mantém vigilância epidemiológica e monitoramento dos casos.
A transmissão entre humanos ocorre principalmente pelo contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. Também há risco por meio do compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais provenientes das lesões.
Entre os sintomas associados estão manifestações cutâneas em qualquer parte do corpo, que podem vir acompanhadas de febre, fraqueza, linfonodos inchados, dores musculares, dores nas costas, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal ou tosse.
Em situações de suspeita, a recomendação é buscar avaliação médica e, em caso de confirmação, adotar medidas para reduzir a transmissão e seguir o manejo clínico indicado para cada paciente.
Como prevenção, a orientação inclui higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel, não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais, evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que apresentem lesões na pele e manter isolamento imediato diante de suspeita ou confirmação.
O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde.
O que é Mpox e quais são os sintomas?
Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.
Como a Mpox é transmitida?
O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.
O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.
Em quanto tempo a doença se manifesta?
O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.
“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.
Qual é o tratamento?
O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.
A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.
“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.
Mpox pode matar?
Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.
Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.
Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.
São Paulo
Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.
Pacientes inseridas na regulação serão contatadas; quem ainda não iniciou o processo deve procurar a UBS mais próxima...
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realiza neste sábado (28) um mutirão para inserção do implante contraceptivo subdérmico em mulheres que já estão inseridas no sistema de regulação municipal.
Ao todo, 1.700 mulheres estão reguladas e fazem parte do público previsto para atendimento nesta etapa da ação.
A equipe da regulação entrará em contato diretamente com as pacientes para repassar as orientações sobre data, horário e demais informações necessárias. A Semusa orienta que as mulheres verifiquem se o número de telefone informado no momento da regulação está atualizado, para evitar dificuldades no contato.
Método seguro e de longa duração
O implante contraceptivo é um método de longa duração, com 99% de eficácia e proteção por até três anos. A inserção é realizada por profissional capacitado, de forma rápida e segura.
“O implante contraceptivo é um método moderno, seguro e com valor alto no atendimento particular. Ao disponibilizá-lo gratuitamente pelo SUS, garantimos que mais mulheres tenham acesso a essa opção de planejamento reprodutivo. É uma medida que amplia o cuidado com a saúde da mulher e oferece mais segurança para quem deseja se organizar antes de uma nova gestação”, disse o prefeito Léo Moraes.
O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, destacou a importância da iniciativa. “Estamos avançando na política de saúde da mulher e garantindo acesso a um método seguro e eficaz pelo SUS. O mutirão é uma forma de acelerar o atendimento e assegurar que essas mulheres tenham acesso ao planejamento reprodutivo com responsabilidade”.
Para a atendente Klicia Oliveira Sampaio, a iniciativa representa segurança e planejamento. Mãe desde os 20 anos, hoje com 27, ela destaca a importância do preparo antes de uma nova gestação.
“Ser mãe exige preparo emocional e financeiro. A gente aprende o quanto é importante se organizar antes de ter outro filho. O implante é muito seguro, dura anos e no particular é caro, nem todas conseguem pagar. Ter acesso gratuito pelo SUS faz muita diferença. Estou ansiosa para colocar e ter essa tranquilidade pelos próximos anos”.
A oferta do implante integra as ações do Planejamento Reprodutivo no âmbito da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), coordenada pelo Ministério da Saúde. O método é adquirido de forma centralizada pelo governo federal e distribuído aos estados e municípios para atendimento na rede pública.
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semusa, já solicitou novas remessas do implante ao Ministério da Saúde, com o objetivo de ampliar o atendimento e garantir a continuidade da oferta do método às mulheres que estão em processo de regulação no município.
Como participar
O mutirão é destinado exclusivamente às mulheres que já estão inseridas na regulação municipal.
As mulheres que ainda não iniciaram o processo devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para realizar a inclusão no sistema de regulação municipal.
No dia da inserção do implante, todas as pacientes passarão por avaliação médica antes do procedimento, garantindo segurança e adequação ao método.
É necessário apresentar documento oficial com foto, cartão do SUS ou CPF, e comprovante de regulação, no momento do atendimento.
A Semusa reforça que o atendimento segue critérios técnicos e protocolos do Ministério da Saúde, assegurando organização e cuidado em todas as etapas do processo.
O implante contraceptivo previne a gravidez, mas não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Por isso, o uso de preservativo continua sendo fundamental para a prevenção de doenças como HIV, sífilis e outras infecções, devendo fazer parte do cuidado com a saúde sexual.
O Instituto Butantan anunciou nesta terça-feira (24) que antecipará para o primeiro semestre de 2026 a entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra dengue Butantan-DV ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Inicialmente. o lote seria entregue no segundo semestre deste ano. Com o novo prazo, serão distribuídas ao todo 2,6 milhões de doses no primeiro semestre.
A vacina Butantan-DV é produzida no parque fabril do próprio instituto, na capital paulista. O imunizante, aplicado em dose única, tetraviral e 100% nacional, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado na população brasileira de 12 a 59 anos. Nesse público, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.
Na segunda semana de fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a dengue dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde) da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do SUS.
Novo terreno
O governo do estado de São Paulo anunciou, também nesta segunda-feira, a transferência de um terreno no bairro do Jaguaré, zona oeste do município de São Paulo, para a criação de um novo polo de inovação e desenvolvimento de imunobiológicos do Instituto Butantan, além do investimento de R$ 1,38 bilhão em novas fábricas para produção de vacinas e imunobiológicos.
“Nessa área, vamos produzir nosso parque fabril para levarmos São Paulo onde queremos: um expoente máximo da ciência, da biotecnologia, do desenvolvimento e da inovação em Saúde no nosso país”, disse o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.
Ação ocorre entre 24 de fevereiro e 10 de março, com aplicação nas próprias unidades de saúde...
A enfermeira Maria Zilma, foi uma das primeiras servidoras da gestão municipal que receberam imunização contra a dengue, na manhã desta terça-feira (24) por meio da campanha que acontece em todas as unidades de saúde de Porto Velho.“Não senti dor nem tive reação. É uma vacina muito tranquila. Aconselho todos os colegas a procurarem a sala de vacina e se prevenirem”, afirmou.
A Prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) iniciaram a vacinação contra a dengue em servidores ativos da Atenção Básica da rede municipal. A ação segue até o dia 10 de março e será realizada de forma programada, diretamente nas unidades de saúde, nos períodos da manhã e da tarde.
A estratégia tem como objetivo proteger os profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população, como medida preventiva e de cuidado com os trabalhadores da rede municipal.
A vacina utilizada é a dengue (atenuada) do Instituto Butantan, aplicada em dose única, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. A imunização integra o planejamento nacional de ampliação da proteção contra a doença e segue critérios técnicos estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Maria Zilma também lembrou que a estratégia de levar as equipes de imunização até as unidades facilita o processo e evita sobrecarga nas salas de vacina. “A equipe esteve conosco e vacinou um a um, de forma organizada e eficiente. Isso diminui o fluxo ao mesmo tempo na sala de vacina e garante mais agilidade”, explicou.
Zilma comentou sobre a importância da adesão dos agentes comunitários de saúde e dos médicos da rede. “Os agentes que estão em campo precisam estar protegidos para orientar a população. E os médicos que atendem pacientes com sintomas também devem se vacinar. Precisamos dar o exemplo e fortalecer a campanha”.
A chefe da Divisão de Imunização da Semusa, Elizeth Lima, explica que a vacinação segue um cronograma organizado por unidade, garantindo segurança e eficiência no processo. “Estruturamos um planejamento para que a aplicação ocorra dentro das próprias unidades, nos dois turnos, assegurando que todos os servidores contemplados possam ser vacinados de forma organizada e segura”, destacou.
Ampliação para a população
A Secretaria Municipal de Saúde informa que a ampliação da vacinação contra a dengue para a população seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde. A estratégia será implementada de forma escalonada e gradativa, conforme a disponibilidade de doses e a definição das faixas etárias prioritárias, que serão comunicadas por meio de nota técnica oficial.
A Semusa reforça que todas as informações oficiais sobre a vacinação serão divulgadas pelos canais institucionais da Prefeitura.
Com o objetivo de garantir atendimento eficaz e assistência imediata aos pacientes, o governo de Rondônia passou a utilizar, no Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, equipamentos com tecnologia de Inteligência Artificial (IA) para a realização de exames. O recurso permite análises em tempo recorde, para alguns casos em apenas um minuto, oferecendo diagnósticos mais precisos e reduzindo o tempo de resposta em situações de urgência e emergência.
Hospitais estaduais já começam a aderir ao uso de equipamentos e assistentes virtuais, integrando a IA ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a tecnologia contribua para maior eficiência nos diagnósticos e tratamentos em todo o estado.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os novos métodos são resultados de investimentos do governo na saúde do estado. “A Inteligência Artificial se tornou uma parceira poderosa. Com a tecnologia avançando, a utilizamos em favor de quem mais precisa. Assim, seguimos fortalecendo a rede pública e garantindo o melhor atendimento para o cidadão”, ressaltou.
ATENDIMENTOS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Uma das ferramentas em uso no Pronto-Socorro João Paulo II é a Lívia IA, assistente virtual brasileira desenvolvida especialmente para profissionais da saúde. Treinada por médicos, ela auxilia na tomada de decisões clínicas com foco em agilidade, precisão e segurança, tornando-se uma aliada fundamental no atendimento hospitalar.
Segundo o médico emergencista que atua na unidade, Vinicius Nogueira, “com a IA conseguimos analisar um volume muito maior de informações em menos tempo. Ela nos dá suporte para identificar padrões que, a olho nu, poderiam passar despercebidos”, explicou.
Na prática, exames como ecocardiogramas e ultrassonografias point of care são realizados com base em algoritmos de inteligência artificial, o que garante acesso rápido e simplificado, facilitando a jornada do paciente dentro do hospital.
As especialidades que mais utilizam a ferramenta na unidade são:
Medicina de emergência;
Cardiologia;
Radiologia; e
Diagnósticos por imagem.
O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, salientou que a Inteligência Artificial representa um avanço decisivo. “Com o grande fluxo de pacientes no Pronto-Socorro, cada minuto faz diferença. A tecnologia nos permite reduzir o tempo de espera e otimizar processos, o que significa atender muito mais pessoas em menos tempo, sem perder qualidade. A IA garante diagnósticos rápidos e precisos, ampliando nossa capacidade de resposta e oferecendo um cuidado de ponta para os usuários do SUS em Rondônia.”
Mudança adotada pelo Ministério da Saúde moderniza o cadastro dos usuários...
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informa que o Cadastro Nacional de Saúde passa a utilizar o CPF como identificador principal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme diretriz do Ministério da Saúde. A medida moderniza o sistema, promove maior integração das informações e facilita o acesso da população aos serviços da rede municipal.
Com a atualização, o CPF passa a substituir gradualmente o número antigo do Cartão Nacional de Saúde (CNS) como chave principal de identificação do cidadão no sistema. A mudança permite unificar registros, evitar duplicidades e tornar o atendimento mais ágil nas unidades de saúde.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, a atualização representa um avanço importante para a gestão e para o usuário do SUS. “Essa integração traz mais segurança às informações e mais eficiência ao atendimento. O uso do CPF como identificador único reduz inconsistências cadastrais e facilita o acesso do cidadão aos serviços de saúde”, destacou.
A diretora do Departamento de Atenção Básica, Raphaela Castiel, explica que a mudança impacta diretamente na rotina das unidades. “Com o CPF como identificador principal, conseguimos localizar o cadastro do paciente de forma mais rápida no sistema, isso reduz o tempo de espera e evita retrabalho”, afirmou.
Atualização cadastral e orientação aos usuários
Embora o atendimento no SUS seja assegurado a todos, a apresentação de documento oficial com foto e CPF é fundamental para agilizar o atendimento e evitar inconsistências no cadastro. A ausência dessas informações pode demandar conferência manual e atualização de dados, o que pode aumentar o tempo de espera.
A Semusa orienta que os usuários mantenham seus dados atualizados e apresentem documento oficial com foto e CPF nos atendimentos, sempre que possível, para facilitar a identificação no sistema e garantir o registro correto dos procedimentos realizados.
A modernização do cadastro integra a estratégia nacional de qualificação das bases de dados do SUS, fortalecendo a gestão da saúde pública e garantindo mais eficiência, transparência e segurança no atendimento à população.