A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (30) a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro. A resolução foi publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, a própria empresa detentora do registro do produto, Eli Lilly do Brasil Ltda., identificou no mercado item com número de lote D881474, considerado legítimo e existente em sistema, mas com número de série 302199651396, classificado como incompatível.
Assim, a orientação da agência é que canetas emagrecedoras da marca Mounjaro que apresentam número de lote D881474 e número de série 302199651396 devem ser apreendidas e não podem ser distribuídas, vendidas ou utilizadas.
Em nota, a Anvisa reforçou a orientação para que a população em geral e profissionais de saúde somente adquiram medicamentos em farmácias devidamente regularizadas, sempre em embalagem completa (dentro da caixa) e mediante emissão da nota fiscal.
“Em caso de identificação de unidades dos medicamentos com suspeita de falsificação, a população e os profissionais de saúde não devem utilizar o produto e devem entrar em contato com as empresas detentoras do registro desses produtos, para verificar sua autenticidade”, concluiu a agência.
O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e figura entre os medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
Imunização faz parte do pré-natal e ajuda a prevenir doenças que podem causar complicações durante a gravidez...
A gravidez é um período de muitos cuidados, e manter a vacinação em dia é uma das medidas mais importantes para garantir a saúde da mãe e do bebê. Em Porto Velho, as vacinas recomendadas durante a gestação estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município e também no ponto de vacinação instalado no Porto Velho Shopping.
A imunização faz parte da assistência oferecida durante o pré-natal e contribui para prevenir doenças que podem provocar complicações durante a gestação, além de proteger o recém-nascido nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
Um dos principais destaques da vacinação durante a gestação é a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, conforme as orientações do Ministério da Saúde. A imunização permite que a mãe produza anticorpos que são transferidos ao bebê ainda durante a gravidez, oferecendo proteção contra formas graves de bronquiolite e outras infecções respiratórias causadas pelo VSR nos primeiros meses de vida, período em que os recém-nascidos são mais vulneráveis.
Entre as vacinas recomendadas está a Influenza, indicada para todas as gestantes, independentemente da idade gestacional. Ela reduz o risco de formas graves da gripe, uma doença que pode trazer complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.
Imunização faz parte da assistência oferecida durante o pré-natal e contribui para prevenir doenças
Outra vacina essencial é a dTpa (tríplice bacteriana acelular), aplicada a partir da 20ª semana de gestação, preferencialmente entre a 27ª e a 36ª semana. Ela protege contra coqueluche, tétano e difteria e permite que os anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos ao bebê, oferecendo proteção logo após o nascimento.
A vacina contra a Hepatite B é indicada para gestantes que não foram vacinadas, possuem esquema vacinal incompleto ou apresentam maior risco de exposição ao vírus. Já a vacinação contra a Covid-19 segue as orientações atualizadas do Ministério da Saúde e o calendário nacional de imunização.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destaca que a vacinação é um cuidado indispensável durante toda a gestação.
"Cada vacina aplicada representa mais proteção para a mãe e para o bebê. Por isso, orientamos que as gestantes mantenham a caderneta de vacinação atualizada e conversem com a equipe de saúde durante o pré-natal."
O prefeito Léo Moraes reforçou que ampliar o acesso à vacinação faz parte das ações voltadas ao cuidado com a população. "Garantir que as gestantes tenham acesso às vacinas é investir em um começo de vida mais saudável para os bebês e em mais segurança para as mães. Nossa rede está preparada para oferecer esse atendimento de forma gratuita e próxima da população."
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que, durante as consultas de pré-natal, as gestantes apresentem a caderneta de vacinação para que a equipe avalie quais imunizantes devem ser aplicados. A atualização do esquema vacinal é um cuidado simples, seguro e que protege duas vidas ao mesmo tempo.
Medicamentos à base de semaglutida também são indicados para tratamento de diabetes; produtos foram registrados após comparação com o Ozempic...
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (29) o registro de cinco novas canetas emagrecedoras, chamadas oficialmente de medicamentos injetáveis agonistas do receptor do hormônio natural GLP-1, que estimula produção de insulina, regulação da glicose e atua na controle da saciedade.
Os medicamentos possuem como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética e também são indicados para tratamento de diabetes.
Veja produtos aprovados:
Owozy: registro para a empresa Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. (CNPJ nº 31.203.582/0001-37)
Seemasun: registro para a empresa Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ: 05.035.244/0001-23)
Zempneo: registro para a empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. (CNPJ: 05.161.069/0001-10)
Semavy: registro para a empresa Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (CNPJ: 61.082.426/0001-26)
Orsema: registro para a empresa Ranbaxy Farmacêutica Ltda. (CNPJ 73.663.650/0003-52)
Em nota, a Anvisa informou que os medicamentos aprovados foram registrados "por comparação com o produto biológico Ozempic", reforçando a indicação "para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado".
"Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar à dieta e exercícios, quando o uso de metformina é considerado inapropriado devido a intolerância do paciente ou contra indicações", completou a agência.
O órgão regulador tem priorizado a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida desde agosto de 2025, a partir de pedido do Ministério da Saúde para beneficiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e abastecer o mercado nacional.
Em paralelo, a agência também ativou um plano de ação com 125 iniciativas para reduzir filas de concessão de registros e tempo da análise de pedidos.
"Essa mobilização foi decisiva para acelerar o processo de aprovação de novas canetas: 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos parte do edital já tiveram sua análise concluída, resultando em seis medicamentos aprovados. O processo de avaliação inclui a realização de estudos clínicos, avaliação de documentos e inspeção da linha estéril de produção", explicou a Anvisa.
O órgão ainda salientou que o crescimento de pedidos de aprovação de canetas está relacionado ao desenvolvimento, desde 2022, de versões sintéticas, criadas em laboratório, do GLP-1 e da queda de patentes.
"No total, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para o tratamento de obesidade e diabetes já protocoladas na Anvisa são para medicamentos sintéticos. A expiração de patentes de alguns medicamentos nos últimos anos também tem contribuído para o aumento de pedidos."
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão.
O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União.
Indicação
O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).
O produto farmacêutico passa a ser usado como uma "próxima tentativa" (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.
O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).
Mais letal no mundo
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.
A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos "inteligentes" (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral.
Outra indicação terapêutica
Este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
Uma pesquisa realizada com usuários do aplicativo de relacionamentos Grindr em 10 países alertou nesta segunda-feira (27) que mesmo o elevado conhecimento sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como forma de prevenção ao HIV ainda não se traduz em um uso equivalente dessa forma de proteção. Essa distância indica que o acesso à prevenção é o maior desafio, concluem os pesquisadores.
Segundo o relatório Closing the Gap (Fechando a Lacuna, em português), no Brasil, 72% dos usuários que participaram da pesquisa declararam conhecer a PrEP, mas somente 28% utilizavam o método. Quando a referência é a PrEP sob demanda, embora 65% saibam o que é, apenas 13% já fizeram o uso.
Os números foram divulgados pela iniciativa Grindr for Equality, mantida pelo aplicativo para ações sociais, de saúde e direitos humanos.
Embora o Brasil seja o país com a maior distância entre o percentual que conhece e o percentual que usa a PrEP, o estudo mostrou que, independentemente do nível de conhecimento ser alto ou baixo, a disparidade entre teoria e prática é relevante.
No Reino Unido, que registrou o maior nível de conhecimento (79%), o uso dessa forma de prevenção chegava a 35%. Já na Índia, onde o conhecimento sobre a PrEP de uso diário era de apenas 28%, o menor índice entre os países pesquisados, os entrevistados relataram o uso em somente 7% dos questionários.
“Uma em cada quatro pessoas relatou não utilizar nenhuma das ferramentas de prevenção listadas. As taxas de uso da PrEP sob demanda foram consistentemente inferiores às da PrEP de uso diário em todos os países”, informou a pesquisa, que ouviu 18.287 usuários do aplicativo.
O que é PrEP?
A Profilaxia Pré-Exposição é uma forma de prevenção em que os antirretrovirais são ingeridos antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.
Para pessoas em situação de vulnerabilidade ao vírus, é indicada a PrEP diária, que consiste na ingestão dos comprimidos de forma contínua, todos os dias, o que mantém o corpo sempre preparado para um possível contato.
Já a PrEP sob demanda somente é indicada para quando a pessoa conseguir antecipar que haverá risco de exposição ao HIV e tiver tempo de se preparar, já que devem ser utilizados comprimidos antes e depois da relação sexual.
Apesar de eficaz, o uso da PrEP não permite dispensar a camisinha, uma vez que o preservativo também protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e as hepatites B e C.
Acesso à PrEP
A conclusão do estudo do Grindr é que “o conhecimento sobre a PrEP é alto, mas ainda existe uma grande distância entre conhecer e utilizar a prevenção”.
Os pesquisadores observaram que, atualmente, o principal desafio não é a conscientização, mas o acesso, em um cenário de redução do financiamento internacional destinado à resposta ao HIV.
O relatório apontou ainda que fechar a lacuna na prevenção exige ações que envolvam todo o sistema, desde organizações de base comunitária e agentes de implementação até ministérios da Saúde, financiadores, prestadores de serviços, empresas farmacêuticas e pesquisadores.
“Nenhum ator consegue alcançar esse objetivo sozinho. A criminalização, o estigma, a discriminação e o fechamento de espaços comunitários não são apenas um pano de fundo para a saúde LGBTQ+, são seus determinantes sociais e estruturais, que definem quem tem acesso à prevenção, quem busca atendimento e quem acaba totalmente excluído”, pontuou.
No anúncio do estudo, o Grindr for Equality se comprometeu a conectar 10 milhões de pessoas LGBTQ+ à prevenção do HIV até 2028, iniciativa que será implementada em mais de 50 países.
Conferência Internacional sobre AIDS
A divulgação do relatório inédito faz parte da programação da 26ª edição da Conferência Internacional sobre AIDS, realizada neste ano no Rio de Janeiro, entre 27 e 31 de julho.
É a primeira vez que a principal conferência sobre prevenção ao HIV e tratamento da AIDS ocorre no Brasil.
O encontro reúne líderes comunitários, pesquisadores, formuladores de políticas públicas, financiadores, parceiros de saúde pública e inovadores digitais de 23 países.
Unidade amplia a capacidade de atendimento à população com mais conforto, qualidade e humanização...
A espera chegou ao fim. Depois de anos convivendo com uma estrutura limitada e sem as condições adequadas para atender a população, os moradores de Porto Velho passam a contar com uma nova realidade na saúde pública. A Prefeitura concluiu a entrega da nova Unidade Básica de Saúde Pedacinho de Chão, um espaço moderno, amplo e preparado para oferecer mais dignidade aos pacientes e melhores condições de trabalho às equipes de saúde.
A antiga unidade deu lugar a uma estrutura completamente renovada, que agora tem o dobro do tamanho e foi planejada para atender as necessidades da comunidade. São 10 consultórios, salas de procedimento, triagem, laboratório, observação, brinquedoteca e espaços destinados ao atendimento humanizado de pré-natal, exames preventivos e diversos outros serviços essenciais da atenção básica.
Mais do que uma obra, a nova UBS representa um investimento na qualidade de vida das famílias que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). O ambiente foi pensado para proporcionar acolhimento, conforto e eficiência, tornando a experiência dos usuários mais segura e humanizada.
"O que entregamos hoje vai muito além de um prédio novo. Estamos devolvendo dignidade às pessoas que utilizam a saúde pública todos os dias. Quem conheceu a antiga estrutura sabe o quanto essa transformação era necessária. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas seguimos construindo uma nova realidade para a saúde de Porto Velho, com investimentos que chegam onde a população mais precisa", destacou o prefeito Léo Moraes.
Nova estrutura contará com 10 consultórios para ampliar a capacidade de atendimento
A obra também contou com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Coronel Chrisóstomo, cuja contribuição foi fundamental para viabilizar a transformação da unidade e fortalecer os investimentos na saúde pública do município.
Para a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, a nova UBS representa um avanço importante na qualidade da assistência oferecida aos moradores.
“Essa unidade foi planejada para acolher as pessoas com mais conforto, segurança e respeito. Além de uma estrutura moderna e equipada, entregamos um ambiente preparado para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado, garantindo melhores condições para pacientes e profissionais de saúde.”
A entrega da UBS Pedacinho de Chão reforça o compromisso da gestão municipal com a reestruturação da rede pública de saúde. Em apenas um ano e meio de administração, esta já é a oitava obra entregue ou totalmente revitalizada na área da saúde. Entre os avanços recentes estão a inauguração do Centro Regional Especializado de Atenção Materno Infantil Madeira-Mamoré (Creami), a reativação da Unidade de Saúde Três Marias, que permaneceu cerca de 15 anos sem funcionamento, e um marco histórico para Porto Velho: a aquisição do primeiro hospital municipal da capital.
Os investimentos refletem uma gestão que reconhece que ainda há desafios a superar, mas que segue avançando com planejamento, responsabilidade e compromisso para oferecer uma saúde pública mais acessível, eficiente e humanizada para toda a população.
Instrução normativa padroniza inspeções técnicas antes do início dos plantões e reforça a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento de urgência...
Para reforçar a segurança dos pacientes e garantir ainda mais eficiência no atendimento de urgência, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), oficializou a Instrução Normativa nº 3/2026/SEMUSA-DMAC, que torna obrigatória a realização de checklist diário em todas as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).
A medida padroniza a inspeção técnica das Unidades de Suporte Básico (USB) e das Unidades de Suporte Avançado (USA) no início de cada plantão, assegurando que todos os veículos estejam em plenas condições de uso antes de entrarem em operação. Entre os itens que devem ser verificados estão as condições gerais das ambulâncias, o funcionamento e a higienização dos equipamentos médicos, a integridade das mochilas de medicamentos, o estoque de insumos, como kits de trauma, materiais para procedimentos e rouparia, além da conferência da rede de cilindros de oxigênio.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou que a regulamentação fortalece a qualidade do serviço prestado à população e garante mais segurança para pacientes e profissionais. "No atendimento de urgência, cada segundo é precioso. Instituir essa verificação diária por norma oficial garante que nossas ambulâncias estejam 100% operacionais antes de irem às ruas. Nosso compromisso é estruturar a saúde municipal para que a população de Porto Velho receba um socorro rápido, humano e com total segurança", afirmou o prefeito.
Medida garante a continuidade dos atendimentos com transparência, organização e segurança
A instrução normativa estabelece que a conferência deverá ser realizada por toda a equipe de atendimento, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e socorristas, nas primeiras horas de cada plantão, sendo que cada profissional ficará responsável pela verificação dos materiais relacionados à sua área de atuação.
Para a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, a padronização da rotina representa um avanço importante na organização dos serviços e na qualidade da assistência prestada pelo Samu. "Essa ação traz um ganho imensurável para a gestão da Semusa e para os nossos servidores. O checklist diário previne falhas operacionais, assegura o suprimento contínuo de materiais essenciais e garante que os profissionais trabalhem respaldados por uma rotina organizada e eficiente", ressaltou a secretária.
Além da inspeção diária, a normativa determina que qualquer pendência identificada durante o plantão, como necessidade de reposição de materiais ou manutenção dos veículos e equipamentos, seja obrigatoriamente registrada e comunicada à equipe seguinte, à Diretoria do Samu 192 e à Central de Regulação.
A medida garante a continuidade dos atendimentos com transparência, organização e segurança, fortalecendo ainda mais a capacidade de resposta do serviço de urgência em Porto Velho.
A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.
Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.
A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.
Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:
"Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado"
Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%.
Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%.
De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo "efeito rebanho":
"Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV."
Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.
Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.
"Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero", destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.
Vacinação eficaz
Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante.
A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.
A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma.
Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.
O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.
Estoques dos tipos sanguíneos mais utilizados em transfusões estão em nível crítico; unidades de hemoterapia reforçam o chamado à população...
A Hemorrede Estadual de Rondônia emitiu um alerta sobre a situação crítica dos estoques de sangue, especialmente dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-), considerados essenciais para o atendimento de pacientes em hospitais de todo o estado.
Segundo a rede, o sangue O+ é o mais utilizado em transfusões por atender a maioria dos pacientes com fator Rh positivo. Já o O- é conhecido como doador universal para hemácias e é indispensável em atendimentos de urgência e emergência, quando não há tempo para identificar o tipo sanguíneo do paciente.
Diante da baixa nos estoques, a Hemorrede reforça o pedido para que doadores compareçam às unidades de coleta e contribuam para garantir o abastecimento e a continuidade dos atendimentos.
Para doar sangue é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal), pesar no mínimo 50 quilos, apresentar documento oficial com foto e seguir as orientações sobre alimentação antes da doação.
As coletas são realizadas nas unidades de Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Vilhena e Guajará-Mirim, em horários específicos de atendimento.
Em Porto Velho, o Hemocentro Coordenador funciona de segunda a sexta-feira, das 7h15 às 18h, e aos sábados, das 7h15 às 12h, na Avenida Governador Jorge Teixeira, nº 3.766, bairro Industrial. Informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (69) 99387-2804.
HEMOCENTRO COORDENADOR DE PORTO VELHO Avenida Governador Jorge Teixeira, nº 3766 – Industrial – Porto Velho/RO.
Telefone: (69) 99387- 2804 (Whatsapp).
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h15 às 18h, e aos sábados, das 7h15 às 12h.
ARIQUEMES
Rua: Cassiterita, nº 3613 – Centro
Telefone: (69) 99216-2238 (Whatsapp)
Segunda a sexta das 07h às 12h
CACOAL
Av. Malaquita, s/nº – Bairro Josino Brito. Ao lado do Hospital Regional
Acidente em um balanço de corda interrompeu a viagem de cruzeiro da norte-americana e gerou gastos de R$ 250 mil
O que era para ser a primeira viagem de cruzeiro de Kirsten Lindsey, de 28 anos, acabou se transformando em um pesadelo. A americana sofreu uma grave lesão na região íntima durante um passeio com um balanço de corda em Roatán, ilha de Honduras, e precisou passar por cirurgias de emergência. Os gastos já giram em torno de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil) em despesas médicas e transporte, segundo publicação da vítima em uma rede social.
O acidente aconteceu no terceiro dia da viagem, durante uma excursão em Little French Key. De acordo com Blake Ford, namorado da jovem, uma corda auxiliar do balanço teria sido instalada de forma incorreta. Quando Kirsten se lançou sobre a água, a linha se apertou entre as pernas dela instantes antes da queda, provocando uma lesão considerada "catastrófica" na região genital.
Inicialmente, a norte-americana acreditou que havia sofrido apenas um arranhão e chegou a voltar ao píer rindo da situação. No entanto, poucas horas depois, a dor aumentou rapidamente e o inchaço se agravou. Segundo Ford, a região lesionada chegou a ficar do tamanho de uma bola de beisebol, e Kirsten precisou ser levada em uma cadeira de rodas até a cabine do navio.
Ela recebeu atendimento por mais de 12 horas no centro médico da embarcação, mas o quadro continuou piorando. Diante da gravidade do caso, o casal precisou escolher entre permanecer na enfermaria do cruzeiro até o fim da viagem, buscar atendimento em um hospital no México ou pagar por uma evacuação médica de emergência para os Estados Unidos.
A opção escolhida foi o transporte aéreo. Kirsten foi levada de ambulância até um aeroporto em Costa Maya, no México, e embarcou em um jato médico particular rumo à Flórida, onde passou pela primeira cirurgia. Para a evacuação, o casal precisou pagar um depósito inicial de US$ 20 mil e outros US$ 30 mil na chegada aos Estados Unidos, totalizando US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil).
Antes disso, eles já haviam desembolsado US$ 3,5 mil (cerca de R$ 19 mil) pelo atendimento na enfermaria do navio, valor que, segundo a campanha de arrecadação da família, não incluía honorários médicos, medicamentos nem procedimentos.
Depois de receber alta na Flórida, a americana retornou de carro para a Louisiana, já que não tinha condições de viajar de avião. Poucos dias depois, ela precisou ser internada novamente e passou por uma segunda cirurgia. Em uma publicação nas redes sociais, Ford afirmou que os médicos disseram nunca ter visto um ferimento semelhante e trabalham para evitar danos permanentes.
Para ajudar a custear a recuperação, familiares criaram uma campanha de arrecadação online. Segundo eles, além das despesas médicas e do transporte de emergência, Kirsten também teve gastos com hospedagem, deslocamentos e perda de renda durante o período de recuperação.