Últimas Notícias
Brasil
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

Vírus Nipah pode chegar ao Brasil? Entenda

Possibilidade de uma pandemia causada pelo vírus é considerada baixa, segundo especialistas e o Ministério da Saúde

O vírus Nipah, que recentemente causou surtos na Índia, tem gerado preocupações sobre uma possível disseminação global, mas as autoridades de saúde afirmam que o risco para o Brasil é muito baixo.



Recentemente, um surto de Nipah foi registrado na Índia, com dois casos confirmados, ambos entre profissionais de saúde. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil não indicam qualquer risco imediato de disseminação internacional, especialmente para o Brasil.


A OMS acompanhou o surto na Índia, onde 198 contatos dos casos confirmados foram monitorados, e todos testaram negativo para o vírus. O último caso registrado foi em 13 de janeiro, indicando que o evento se aproxima do fim do período de monitoramento.


O Ministério da Saúde segue monitorando a situação em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições, sem indicar qualquer ameaça iminente.


No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos de vigilância contínua para lidar com agentes patogênicos altamente perigosos, como o Nipah. O país também trabalha em estreita colaboração com instituições como a Fiocruz e o Instituto Evandro Chagas, além de contar com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da OMS. De acordo com o Ministério da Saúde, não há nenhum indicativo de risco para a população brasileira e a situação continua sendo monitorada de perto.


Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus Nipah causa uma infecção zoonótica, ou seja, transmitida de animais para humanos.


A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de alimentos contaminados por secreções de morcegos frutíferos, que são os principais vetores do vírus. Esses morcegos, no entanto, não habitam o Brasil, o que diminui a probabilidade de um surto local. Embora a transmissão humana seja rara, pode ocorrer por contato direto com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas.


O que dizem os especialistas?

O infectologista Renato Kfouri, em entrevista à CNN, afirmou que a chance de uma disseminação global do vírus Nipah, como ocorreu com a COVID-19, é muito baixa. Ele destacou que os dois vírus têm características de transmissão completamente diferentes.


“O coronavírus é um vírus respiratório, passa como uma gripe, um resfriado, com fácil transmissão de pessoa a pessoa. Um caso consegue gerar muitos outros casos. Já o Nipah tem como principal forma de transmissão a picada do morcego”, explicou Kfouri.


Ele também apontou que a transmissão entre humanos é muito mais difícil no caso do Nipah, o que reduz significativamente o risco de pandemia.


Os surtos de Nipah que ocorreram desde a identificação em 1999, principalmente no Sudeste Asiático, foram eficazmente controlados com protocolos de emergência para rápida detecção e isolamento dos casos.


Segundo Kfouri, os surtos de Nipah são tipicamente autolimitados, ou seja, a vigilância e o isolamento das pessoas infectadas acabam por controlar a propagação. "Os surtos mesmo acabam se esgotando só com essa vigilância e isolamento", afirmou o especialista.


Embora o vírus Nipah não represente uma ameaça imediata, Kfouri alerta que outras ameaças virais, como a gripe aviária e as mutações do vírus influenza, devem ser monitoradas com mais atenção. “A principal suspeita para vivermos uma próxima pandemia é um vírus da gripe, como tivemos em 2009 com a gripe suína”, completou o especialista. (CNN)

Saiba o que causou a morte da participante do Quilos Mortais

Ex-integrante do reality morreu aos 50 anos e estava em cuidados médicos

Charity Pierce, conhecida do público por sua participação no reality Quilos Mortais, morreu aos 50 anos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (28/1) por sua filha, Charly Jo, por meio de uma publicação nas redes sociais.



Segundo informações divulgadas pelo site TMZ, Charity faleceu na madrugada de terça-feira, por volta de 1h20, enquanto estava cercada por familiares.


Possível causa da morte

De acordo com uma fonte próxima à família ouvida pela publicação, a ex-participante do reality encontrava-se sob cuidados paliativos havia cerca de um a dois meses, em razão de problemas de saúde preexistentes. Ainda conforme o relato, o acúmulo de líquido nos pulmões pode ter contribuído para o óbito.


Ao anunciar a morte da mãe, Charly Jo afirmou que não pretendia tornar a notícia pública, mas decidiu se pronunciar após receber inúmeras ligações e mensagens. “Eu não ia postar sobre isso, mas as ligações e mensagens estão me deixando arrasada. Minha mãe faleceu hoje”, escreveu.


O texto da filha de Charity Pierce

Em outra mensagem, a filha disse acreditar que Charity estaria finalmente em paz, ao lado de familiares já falecidos, e mencionou o longo período de dificuldades enfrentado pela mãe.


Charly também prestou uma homenagem, destacando a gratidão por ter podido acompanhá-la nos últimos momentos de vida.


Quem foi a participante do reality Quilos Mortais

Charity ganhou notoriedade ao integrar a terceira temporada de Quilos Mortais, exibida em 2015. Na época, seu peso era estimado em cerca de 352 quilos, o que resultava em limitações severas de mobilidade e saúde. Ao longo do programa, o público acompanhou não apenas o processo físico, mas também relatos ligados a traumas pessoais e dificuldades emocionais.


Após a participação no reality, Charity passou por cirurgia bariátrica e conseguiu reduzir significativamente o peso, chegando a aproximadamente 127 quilos. Ao longo dos anos, ela voltou a aparecer em episódios especiais da atração, nos quais relatou a continuidade do tratamento, novas intervenções cirúrgicas e complicações de saúde enfrentadas durante a recuperação.


Nos últimos meses, Charity lidava com um quadro clínico complexo, que incluía linfedema, problemas respiratórios relacionados ao acúmulo de líquido nos pulmões e um câncer renal, diagnóstico que exigiu novos procedimentos médicos. (Metrópoles)

Com unidades móveis, Prefeitura amplia monitoramento de saúde de 12 mil servidores

Ação prioriza prevenção de doenças e acompanhamento da saúde mental

A Prefeitura de Porto Velho ampliou o programa de exames periódicos voltado a cerca de 12 mil servidores municipais. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) e tem como foco a prevenção de doenças, o acompanhamento da saúde mental e a melhoria das condições de trabalho no serviço público.



Município passou a utilizar unidades móveis para a coleta de exames laboratoriais


Para alcançar todas as secretarias, o município passou a utilizar unidades móveis para a coleta de exames laboratoriais, como hemograma e glicose, diretamente nos locais de trabalho. Além disso, os servidores contam com uma unidade fixa de atendimento, localizada na Rua Dom Pedro II, destinada principalmente àqueles que não conseguiram realizar os exames durante a passagem das unidades itinerantes.



Iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad)


O prefeito Léo Moraes destacou que a ação reforça o cuidado com quem atua diariamente no serviço público municipal. “Cuidar da saúde dos servidores é uma forma de fortalecer o funcionamento da administração e garantir melhores condições de trabalho”.


GESTÃO EM SAÚDE


Entre as novidades do programa está a implantação de um aplicativo de monitoramento, que informa o servidor sobre alterações nos resultados dos exames e envia lembretes para acompanhamento médico. A ferramenta ainda está em fase de adesão, mas já é utilizada como apoio na identificação precoce de doenças como hipertensão e diabetes.



Objetivo é antecipar intervenções e reduzir afastamentos prolongados, destacou Antonio Figueiredo


Paralelamente, o Departamento de Saúde Ocupacional realiza um levantamento com base no histórico de afastamentos, com atenção especial aos casos relacionados à saúde mental e a problemas ortopédicos que resultam em readaptação funcional.


Segundo o secretário municipal de Administração, Antônio Figueiredo, o objetivo é antecipar intervenções e reduzir afastamentos prolongados. “A identificação antecipada permite orientar o servidor e encaminhar o tratamento adequado, contribuindo para o bem-estar do trabalhador e para a continuidade dos serviços públicos”.


O programa prevê acompanhamento clínico após a entrega dos resultados dos exames. Quando necessário, o servidor é encaminhado para avaliação médica e início do tratamento.


As ações de atenção à saúde do servidor seguem até abril de 2026. As unidades móveis continuarão percorrendo todas as secretarias municipais nos próximos meses.


Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Anvisa proíbe marca de fita usada para clareamento dental

Agência determinou a apreensão de todos os lotes do produto...

Brasília (DF), 28/01/2026 - Fita de clareamento dental 9D White Teeth Whitening Strips. Foto: VM Global Trade/Divulgação
© VM Global Trade/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda, transporte e uso da fita 9D White Teeth Whitening Strips, usada para clareamento dental.

A determinação foi publicada na terça-feira (27) no Diário Oficial da União. Na resolução, a agência determina a apreensão de todos os lotes da fita.

Em nota, a Anvisa esclarece que o produto não está regularizado junto à agência e que a empresa responsável, a VM Global Trade, não possui autorização de funcionamento para atuar nessa área no Brasil.

Apesar de estar irregular, foi identificada a importação e comercialização da fita no país. O uso de produtos sem registro pode causar danos à saúde, alerta a agência reguladora.

FONTE -AGÊNCIA BRASIL.

Nipah: entenda por que o vírus preocupa especialistas e a OMS

Surto do vírus Nipah na Índia deixa mais de 100 em quarentena e assusta a comunidade científica. Patógeno já tem transmissão entre humanos

Na segunda-feira (26/1), a Índia confirmou que lida com um surto do vírus Nipah. Até o momento, cinco pessoas estão hospitalizadas e mais de 100 foram encaminhadas para fazer quarentena.



O vírus Nipah está na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) de patógenos que devem ter prioridade em estudos científicos e que podem causar futuras pandemias. O que assusta é, principalmente, a letalidade: a entidade estima que de 40% a 75% dos pacientes com o vírus morre por causa dele.


“Não existe tratamento ou vacina disponível para pessoas ou animais. O principal tratamento para humanos é o suporte clínico”, diz o site da OMS.

Outro fator que causa preocupação é que já foi documentada a transmissão do Nipah entre humanos — por enquanto, a situação só aconteceu entre pessoas que estavam em ambiente hospitalar, com contato próximo às secreções respiratórias de um paciente contaminado.


A infecção pode evoluir rapidamente, atingindo o sistema nervoso e respiratório. Em casos graves, o paciente pode ter inchaço no cérebro, entrar em coma e até morrer.


O vírus Nipah

O vírus é zoonótico, transmitido de animais para humanos.

Foi identificado pela primeira vez no fim dos anos 1990.

Seu principal reservatório é o morcego-das-frutas, que o elimina por meio da saliva, urina e fezes.

A transmissão acontece a partir do contato com as secreções, principalmente por meio de frutas contaminadas ou seiva crua de árvores.

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos, confusão mental, convulsões, encefalite, insuficiência respiratória e inflamação do cérebro.


Risco pandêmico do Nipah

Em 2021, a pesquisadora Sarah Gilbert, uma das desenvolvedoras da vacina de Oxford contra o coronavírus, alertou que se o Nipah aprender a se disseminar com maior eficiência, pode causar uma pandemia muito pior que a do Covid-19, com um número maior de mortes.


“Aprendemos que em uma pandemia podemos fazer tudo mais rápido e melhor, e queremos aplicar essas lições, mas precisamos de financiamento. Temos que ter estoques de vacinas contra os patógenos que já conhecemos. Imagine se tivermos, de repente, um grande surto de Nipah que se espalhe ao redor do mundo?”, questionou a pesquisadora. De acordo com Gilbert, o imunizante ainda está longe de ficar pronto. (Metropoles)

Anvisa suspende venda de sal grosso e pó para decoração

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e o uso do pó para decoração da marca Sugar Art, produzido pela Madi Comércio e Indústria de Artigos para Festas e Artesanatos Ltda.


A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto. Em nota, a agência informou que o pó para decoração contém materiais plásticos, tornando o produto impróprio para consumo.

Outro item alvo de ação fiscal e que deve ser recolhido é o Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda. O produto também teve a sua comercialização, distribuição e consumo suspensos.

A agência informou que a medida afeta apenas o lote 004/24 do sal grosso fabricado pela empresa, com vencimento em 30 de outubro de 2026. De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro, o lote citado foi reprovado no teste de determinação de iodo. 

“O iodo deve ser adicionado ao sal de cozinha, para evitar a deficiência desse elemento no organismo, que pode levar ao bócio (aumento da tireoide). A falta de iodo também pode ocasionar vários problemas ao desenvolvimento do feto, durante a gestação, entre outros problemas”, destacou o comunicado.

A Anvisa orienta que consumidores que já tenham adquirido o produto entrem em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 0800 585 0303.

FONTE  - Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil.

Ministério revisa diretrizes e custeio da rede de saúde mental do SUS

Grupo de Trabalho será composto por seis representantes ministeriais...

Brasília (DF), 23/01/2026 - FOTO DE ARQUIVO. Placa mostra CAPS no DF. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
© Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

O Ministério da Saúde estuda revisar as diretrizes e as normas de financiamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne os serviços públicos de todo o país destinados a pessoas em sofrimento psíquico ou que enfrentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

O exame inicial das duas portarias ministeriais que, desde setembro de 2017, estabelecem a forma como a Raps está organizada e é custeada está a cargo de um grupo de trabalho que contará com representantes das entidades que reúnem os secretários de saúde dos estados e do Distrito Federal (Conass) e municipais (Conasems).

O grupo de trabalho responsável por revisar e propor mudanças nas Portarias de Consolidação GM/MS nº 3 nº 6 foi criado por meio da Portaria nº 10, publicada no Diário Oficial da União do último dia 6, e será composto por seis representantes ministeriais; dois do Conass e dois do Conasems.

A portaria também prevê a possibilidade de especialistas e representantes de órgãos e entidades, públicos ou privados, participarem na condição de convidados especiais, sem direito a voto.

De acordo com o texto da portaria, o grupo de trabalho terá 180 dias para apresentar sua proposta de revisão das normas e diretrizes da Raps. Se necessário, o prazo inicial poderá ser prorrogado pelo mesmo período. Ao fim, as sugestões do grupo serão submetidas à avaliação da Comissão Intergestores Tripartites – foro de negociações e decisões composto pelo Ministério da Saúde, Conass e Conasems.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a iniciativa integra suas ações de fortalecimento da política pública de atenção psicossocial e busca aprimorar “a articulação entre os diferentes pontos de atenção [da Raps], a partir das necessidades dos territórios”.

“Com a instituição do grupo de trabalho, o ministério reafirma o compromisso com o fortalecimento do SUS e com a consolidação de uma política de saúde mental orientada pelos princípios da integralidade, da atenção em rede, do cuidado em liberdade e da gestão compartilhada entre os entes federativos," informou a pasta.

Fragilidades

Já o Conass informou que considera a iniciativa “legítima e necessária”, desde que preservados os fundamentos da Lei nº 10.216/2001, principal marco legal da chamada Reforma Psiquiátrica brasileira, por dispor sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e estabelecer um novo modelo assistencial em saúde mental.

De acordo com o conselho, há tempos as secretarias estaduais de saúde vem apontando “importantes fragilidades da Raps”, tais como a dificuldade de muitas prefeituras custearem assistência psicossocial aos munícipes; a falta de arranjos regionais que promovam e garantam este tipo de assistência e o subdimensionamento da saúde mental na atenção primária.

“Somam-se a isso novas demandas do pós-pandemia [como o crescente número de diagnósticos de autismo e outros transtornos mentais; de medicalização de crianças e adolescentes; uso de psicotrópicos pela população em geral; casos de violência nas escolas; jogos e apostas online e dos agravos enfrentados pela situação em população de rua] e impasses quanto ao papel das comunidades terapêuticas, frequentemente desvinculadas da rede de atenção psicossocial e alvo de denúncias de violações de direitos”, pontuou o conselho, acrescentando que, no grupo de trabalho, “continuará reiterando seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), com a Reforma Psiquiátrica e com uma política de saúde mental baseada em evidências, direitos humanos e na realidade dos territórios.”

“O Conass defende atualizar normas e critérios de custeio para fortalecer a Raps e ampliar o acesso e qualificar o cuidado desde que preservados os fundamentos da Reforma Psiquiátrica, como o cuidado em liberdade, serviços comunitários e territoriais, defesa de direitos humanos e protagonismo de usuários e familiares – conquistas da sociedade brasileira”, finalizou o conselho.

Desafios

Segundo o Conasems, União, estados e municípios vêm debatendo os componentes da Raps e os desafios que os gestores públicos enfrentam para garantir a oferta de serviços qualificados de cuidado em saúde mental desde o ano passado. De acordo com a entidade, as demandas relacionadas a sofrimentos psíquicos são cada vez mais complexas, exigindo cada vez mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O problema da saúde mental não se reduz a questões de financiamento ou à atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas envolve a capacidade do sistema em integrar a rede de urgência e emergência, a atenção básica e a hospitalar, aliada à necessidade de profissionais qualificados, à articulação com outros setores e à redução do estigma na sociedade como um todo”, informou o Conasems à Agência Brasil.

Ainda de acordo com a entidade, frente a problemas como a insuficiência de profissionais capacitados e a dificuldade de atrair os existentes para regiões de difícil acesso, os integrantes do grupo de trabalho deverão discutir possíveis melhorias para a rede, considerando as diferenças e particularidades dos 5.570 municípios brasileiros.

“A proposta é que, no âmbito da governança tripartite do SUS, sejam debatidas possíveis melhorias, respeitando os preceitos da reforma psiquiátrica e contando com o apoio do controle social – incluindo usuários, familiares, profissionais e a sociedade em geral –, de modo a formalizar uma política nacional de saúde mental”, acrescentou o conselho de secretarias municipais de saúde.

Suporte

A Raps oferece atendimento integral desde a atenção básica, o que inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes de Consultório na Rua e Centros de Convivência e Cultura (Ceco), até a atenção psicossocial especializada, centrada nas diferentes modalidades de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

A rede também ainda dá suporte às crises por meio da Atenção de Urgência e Emergência (SAMU 192, UPAs e salas de estabilização) e a Atenção Hospitalar, com enfermarias especializadas em hospitais gerais. Complementam a estrutura as Estratégias de Desinstitucionalização, como os Serviços Residenciais Terapêuticos, a Atenção Residencial de Caráter Transitório (unidades de acolhimento e serviços residenciais) e as ações transversais de Reabilitação Psicossocial, que juntas visam promover a autonomia e a reintegração social dos usuários. 

FONTE - AGÊNCIA BRASIL.

Prazo para adesão ao Mais Médicos Especialistas termina no domingo

Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento.


A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto.

"Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025", informa o ministério.

Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país.

A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Governo de RO realiza entrega da reforma e ampliação do Cemetron, nesta sexta-feira, 23

Com o intuito de fortalecer a assistência em saúde aos pacientes e aprimorar a atuação dos profissionais, o governo de Rondônia, realiza, nesta sexta-feira (23), a entrega da área reformada e ampliada do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), referência no atendimento e tratamento de doenças infecciosas. A solenidade da entrega acontecerá às 14h, na Avenida Guaporé, nº 215, Bairro Lagoa, em Porto Velho.

 

A unidade contará com uma nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de novas áreas administrativas e 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A obra possibilitou ainda, a ampliação de mais 21 leitos clínicos.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o Cemetron é um pilar da saúde pública, e a obra é resultado de investimentos estratégicos do governo do estado voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo atendimento com conforto e qualidade.

A diretora da unidade, Evelyn Sousa, afirmou que este é um momento muito esperado pelos profissionais que atuam no hospital. “Essa reforma e construção mostra o compromisso da gestão com seus servidores. Trabalhar para o fortalecimento da saúde no estado, com estruturas de qualidade e conforto, é dignidade e isso não tem preço”, destacou.

ESTRUTURA DA OBRA

Com investimento de R$ 19 milhões do governo de Rondônia, o Cemetron passa a contar com:

  • Auditório com capacidade para 100 pessoas;
  • 9 salas administrativas;
  • 140 m² destinados ao almoxarifado;
  • 173 m² de CME (Central de Material e Esterilização);
  • 365 m² de UTI, com 10 leitos;
  • Nova Central de Gases Medicinais;
  • Nova Subestação de Energia;
  • Novo Abrigo de Gerador.
Foto: Reprodução

Com os novos espaços, tanto a população quanto os trabalhadores do Cemetron passam a contar com uma estrutura mais moderna, o que deve aprimorar a gestão e operação de todas as áreas do hospital. Também foi entregue uma nova Central de Utilidades, que abriga o gerador, a subestação de energia e os gases medicinais, garantindo autonomia às novas áreas sem sobrecarregar a estrutura existente. A obra esteve sob a responsabilidade do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) especializado em infraestrutura.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, ressaltou que a entrega da reforma e ampliação do Cemetron representa mais do que novas estruturas físicas: é a concretização de um compromisso com a vida, com o cuidado e com a dignidade dos rondonienses. “Este investimento é um passo firme para fortalecer o SUS em nosso estado e representa mais segurança e qualidade no atendimento especializado.”

Lote de chocolate Laka deve ser recolhido por problemas na embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).



Segundo a agência, o lote CC28525493 do produto apresenta erro na embalagem. Na fabricação, no lugar do chocolate branco, foi embalado, com o rótulo do Laka, o chocolate na versão com biscoito.

O erro faz com que a embalagem não traga informações importantes, como a presença de trigo, o que pode causar reações em pessoas alérgicas.

A decisão foi tomada após um comunicado de recolhimento voluntário feito pela própria empresa.


Recolhimento voluntário

De acordo com a Anvisa, "foi verificado que produto rotulado como Laka continha, em seu interior, o produto LAKA OREO, o que torna incorreta a lista de ingredientes apresentada no rótulo". 

No Diário Oficial, a Anvisa citou a presença de glúten, mas a empresa corrigiu a informação informando que o ingrediente é o trigo.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.

 

Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados .

 


fonte - G1

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro no país

Não há garantia sobre conteúdo ou qualidade dos produtos, diz agência...

Brasília-DF, 10.11.2023, Fachada do Prédio da Agência de Vigilância Sanitária ANVISA, em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, e de retatrutida, de todas as marcas e lotes, tiveram sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) nesta quarta-feira (21). Esses produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e são vendidos – em perfis no Instagram – “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”.

A Anvisa diz também em seu comunicado que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”, e que por isso essas canetas emagrecedoras não podem ser usadas “em nenhuma hipótese”.

A resolução sobre a proibição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta.

Avaliação do Enamed coloca cursos de medicina de Rondônia sob risco de punições

No estado, receberam notas abaixo do esperado a Faculdade Metropolitana, que obteve nota 1, além do Afya Centro Universitário de Porto Velho, Centro Universitário Aparício Carvalho e Faculdade Uninassau de Vilhena, todas com nota 2...


Quatro faculdades de medicina de Rondônia devem sofrer sanções do Ministério da Educação após apresentarem desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (19) e integra um balanço nacional que aponta falhas na formação médica em diversas instituições do país.

No estado, receberam notas abaixo do esperado a Faculdade Metropolitana, que obteve nota 1, além do Afya Centro Universitário de Porto Velho, Centro Universitário Aparício Carvalho e Faculdade Uninassau de Vilhena, todas com nota 2. No Enamed, as avaliações variam de 1 a 5, sendo as notas 1 e 2 classificadas como insuficientes.

O exame é aplicado anualmente e tem como objetivo avaliar a qualidade da formação oferecida pelos cursos de medicina no Brasil. Em âmbito nacional, mais de 100 instituições foram avaliadas e 99 deverão sofrer algum tipo de penalidade administrativa.

As sanções previstas incluem desde a suspensão da entrada de novos alunos e bloqueio do acesso a programas federais, como o Fies, até a redução do número de vagas ou a proibição de ampliação da oferta nos cursos. 

Parte das instituições terá que reduzir significativamente suas vagas, enquanto outras ficarão impedidas de qualquer crescimento.

Em nota, o grupo Afya informou ter identificado divergências entre dados preliminares e os números oficialmente divulgados, optando por aguardar esclarecimentos técnicos antes de se manifestar de forma definitiva. 

Já a Uninassau afirmou que ainda não foi oficialmente notificada e que aguarda acesso completo às informações no sistema do MEC para apresentar sua posição. 

A instituição também criticou a ausência de um período de adaptação aos critérios do exame, embora tenha reforçado apoio à avaliação da formação médica.

As demais faculdades citadas não se manifestaram até o momento. O Ministério da Educação esclareceu que algumas instituições mal avaliadas não sofrerão sanções diretas por não estarem sob sua gestão, como é o caso de cursos mantidos por estados e municípios.

As apurações seguem e os resultados devem impactar diretamente o futuro da oferta de cursos de medicina no país, reforçando o debate sobre a qualidade do ensino superior na área da saúde.

Vacina em teste tem bons resultados na prevenção do câncer de intestino

Uma pesquisa conduzida por uma equipe internacional e liderada pelo médico espanhol Eduardo Vilar-Sánchez, do MD Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, aponta um possível avanço na criação de vacinas para a prevenção do câncer de intestino.


O estudo avaliou pacientes com síndrome de Lynch, uma condição hereditária rara, que afeta cerca de uma em cada 270 pessoas, e aumenta a chance de desenvolver o tumor. De acordo com os dados iniciais, a vacina conseguiu impedir o surgimento de novas lesões e manter estáveis as que já existiam.

Ensaio com pacientes de síndrome de Lynch

O estudo acompanhou 45 pessoas com síndrome de Lynch que, apesar de não terem câncer, já apresentavam pólipos no intestino. Os pólipos são saliências na parede do cólon que podem se transformar em tumores com o passar do tempo.


Um ano depois da aplicação da vacina Nous-209, os pesquisadores não encontraram lesões novas nos participantes.

Isso significa que além de frear as lesões, os pólipos que já existiam também permaneceram estáveis, indicando que a vacina pode deixar mais lento o processo que dá origem ao câncer de intestino.


Principais sintomas do câncer de intestino

O câncer de intestino não apresenta sintomas em seu estágio inicial, e quando os sinais começam a surgir, em geral são inespecíficos.

Quando o tumor causa sintomas, muitas vezes já está em uma fase mais avançada.

Os sintomas mais comuns incluem alteração do ritmo intestinal, presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal, sensação de empachamento, perda de peso e anemia.

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

Como funciona a vacina Nous-209

A vacina é feita a partir de um vírus inativado, usado como transporte para levar ao organismo 209 fragmentos de proteínas que costumam aparecer em tumores do cólon, do estômago e do endométrio.

A ideia principal é ensinar o sistema imunológico a reconhecer esses sinais e atacar células que apresentem o padrão antes que o câncer se desenvolva. De acordo com os pesquisadores, todos os participantes tiveram uma resposta forte das células de defesa, as células T.

Depois da dose de reforço anual, essa resposta ficou ainda mais intensa. Em testes de laboratório, as células conseguiram destruir células tumorais e mostraram capacidade de manter uma espécie de “memória”, o que ajuda o corpo a reagir mais rápido caso novos sinais apareçam.

Próximos passos da pesquisa

Embora os resultados indiquem potencial para prevenir o câncer em pessoas com síndrome de Lynch, os pesquisadores reforçam que ainda é necessário um número maior de participantes e um acompanhamento mais longo.

A expectativa é que, no futuro, a estratégia também alcance a população geral. Mas, por enquanto, os dados atuais já mostram um avanço importante para quem vive com risco hereditário.

fonte - Metrópoles.

Sesau orienta sobre diferença entre HIV e AIDS, e como prevenir e tratar o vírus

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma realidade mundial. A prevenção e a conscientização são fundamentais, assim como o tratamento adequado, que possibilita às pessoas que vivem com HIV uma vida com qualidade. Nesse contexto, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta sobre a diferença entre HIV e AIDS e orienta a população sobre onde buscar atendimento e medicamentos gratuitos.

De acordo com a infectologista do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Maiara Soares, a transmissão do vírus ocorre principalmente por via sexual ou por contato com sangue contaminado. Inicialmente, pode não haver sintomas. “Após a infecção, nas primeiras semanas, podem surgir febre, ínguas e sintomas que se assemelham a uma virose, que desaparecem. Em muitos casos, a doença permanece silenciosa por anos”, explicou.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a ciência mostra que, com acompanhamento médico e uso correto dos medicamentos é possível viver com saúde e dignidade. “A prevenção continua sendo a maior aliada e, a saúde pública de Rondônia oferece estrutura, profissionais capacitados e medicamentos gratuitos para proteger a população”, salientou.

O Secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, reforça que a conscientização é a forma mais eficiente de prevenção. “Se proteger é o melhor método. Nossas unidades e profissionais estão engajados e prontos para atender e acompanhar os pacientes”, frisou.

HIV OU AIDS?

Conforme a infectologista do Cemetron, o HIV é o vírus que infecta o organismo e ataca o sistema imunológico. Já a AIDS é a doença que pode se desenvolver quando a infecção pelo HIV não é tratada, caracterizada por uma queda acentuada da imunidade e surgimento de infecções oportunistas e, por isso a importância do diagnóstico precoce e tratamento.

TESTE RÁPIDO

Em Rondônia, a Policlínica Oswaldo Cruz (POC) disponibiliza testagem rápida para HIV sem necessidade de regulação. Basta comparecer à unidade, que fica localizada na Avenida Governador Jorge Teixeira, nº 3.862, Bairro Industrial, com o documento de identidade e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado sai em até 20 minutos. Caso seja positivo, o paciente é encaminhado para consultas com infectologista na unidade mesmo e, se necessário, para internação no Cemetron.

MEDICAMENTO

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é um método de prevenção contra o HIV oferecido pelo SUS. Consiste no uso de comprimidos com tenofovir e entricitabina, que bloqueiam a multiplicação do vírus no organismo. Pode ser tomada diariamente ou sob demanda, sempre com acompanhamento médico e exames regulares. Embora reduza significativamente o risco de infecção pelo HIV, não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e, por isso o uso de preservativo continua recomendado.

Na rede pública de Rondônia são oferecidos medicamentos para tratamento e para a prevenção da infecção (PEP e PrEP), testes rápidos, internação hospitalar e acompanhamento multidisciplinar.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO

  • Policlínica Oswaldo Cruz: das 7h às 19h, na Avenida Governador Jorge Teixeira, nº 3.862, Bairro Industrial
  • Unidades Básicas de Saúde mais próximas de sua residência
  • Serviço de Assistência Especializada (SAE): das 7h às 19h, na Rua Duque de Caxias, nº 1.960, Bairro São Cristóvão
FONTE - SECOM RO.
Publicidade