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Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

Exame precoce e estilo de vida saudável protegem o coração...

Uma das principais causas do aumento do colesterol em crianças e adolescentes é uma alimentação rica em gorduras. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. "O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose", afirmou.

Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

"Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia", alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. "Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa."

Dieta carnívora

A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

"Isso é uma invenção", afirmou.

Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

"Não é uma dieta aconselhável", resumiu.

Estilo de vida

Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

"A pior gordura que tem é essa", disse, referindo-se à gordura trans.

O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

"O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação", explicou.

O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

Estatinas

Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

"O paciente não deve interromper esse tratamento", reforçou.

Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

"Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.", avaliou.

O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

"O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular."

Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Hipercolesterolemia familiar

Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

"Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância."

Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

Obesidade

O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

Fatores de risco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

"Eu diria que ela já é o quinto fator de risco", afirmou.

O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.

fonte - agencia brasil.

Giro da Saúde leva atendimento especializado ao bairro Nacional neste sábado (8)

Ação itinerante da Prefeitura de Porto Velho busca agilizar a fila de espera da regulação municipal com consultas em cinco especialidades médicas...


Com o objetivo de descentralizar os serviços de saúde e dar celeridade ao atendimento de moradores que aguardam na fila do Sistema de Regulação Municipal, a Prefeitura de Porto Velho realiza, neste sábado (8), a primeira edição do projeto "Giro da Saúde". A ação concentrada acontecerá das 8h às 14h, nas instalações da Unidade de Saúde da Família Ronaldo Aragão.

O mutirão é voltado prioritariamente para os pacientes residentes no bairro Nacional que já possuem solicitação cadastrada no sistema para consultas com especialistas e forem convocados. Nesta etapa, serão oferecidos atendimentos nas áreas de ortopedia, cardiologia, pediatria, psiquiatria e oftalmologia.

Além do foco principal nas especialidades médicas, a estrutura contará com clínicos gerais para acolher demandas espontâneas da comunidade, por ordem de chegada, e realizar encaminhamentos necessários.

Agilidade e humanização na saúde pública

Para o prefeito Léo Moraes, o Giro da Saúde representa um compromisso direto com a redução do tempo de espera por consultas especializadas na capital. "A nossa prioridade é aproximar a gestão pública da vida das pessoas e levar a estrutura de saúde para onde a população está. O Giro da Saúde nasce justamente com essa missão: percorrer os quatro cantos de Porto Velho para zerar gargalos históricos da regulação e garantir que o cidadão receba a consulta com o especialista de forma ágil, digna e perto de casa".

Para Léo Moraes, o Giro da Saúde reforça o compromisso de reduzir a espera por consultas especializadas

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforça que a escolha estratégica do bairro atende a uma diretriz de busca ativa e otimização da rede municipal. "Muitos pacientes enfrentam dificuldades de deslocamento até as unidades centrais. Com o Giro da Saúde, nós levamos a equipe médica diretamente até o bairro para atender quem já está no aguardo do chamado da regulação. É uma força-tarefa pensada para dar resolutividade e qualidade de vida aos nossos munícipes".

Serviço

Evento: Giro da Saúde
Data: Sábado, 8 de agosto
Horário: Das 8h às 14h
Local: Unidade de Saúde da Família Ronaldo Aragão (Estr. Belmonte, 2044 - Nacional, Porto Velho - RO, 78905-230 )

Atendimentos: Ortopedia, Cardiologia, Pediatria, Psiquiatria, Oftalmologia (para pacientes cadastrados na regulação que forem convocados) e Clínico Geral (atendimento de demanda).

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Texto: Taiana Mendonça

Foto: Eduardo Freitas/ Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Anvisa proíbe produtos sem registro que prometiam emagrecimento

Resolução manda apreender "ozempic natural"...

Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (6) a apreensão de remédios que prometem emagrecimento mas não tinham registro na agência. A decisão foi publicada na Resolução 3.055/2026, no Diário Oficial da União.

A agência proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes dos produtos Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold.

De acordo com a decisão, os produtos eram comercializados sem registro, e as empresas fabricantes não têm cadastro na agência.

Testosterona

Na mesma resolução, a agência reguladora também alerta para um lote falsificado do medicamento Nebido, que contém testosterona, hormônio masculino.

O produto ─ indicado para casos específicos ─ costuma ser utilizado, mesmo sem indicação médica, para ganho acelerado de massa muscular.

O lote apontado como falsificado, segundo alerta da própria fabricante do medicamento, é o KT0S5T4. A empresa afirma não reconhecer o padrão de impressão dos dados variáveis da embalagem.

Associação Canábica Nordeste

Outra restrição da Anvisa é para todos os produtos de cannabis da Associação Canábica Nordeste (Acanne). O motivo, para a agência, é que a Acanne não tem autorização de funcionamento válida, além de operar em local desconhecido. 

A reportagem procurou a associação, mas não obteve retorno o fechamento da reportagem.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

SEM SISTEMA - Policlínica Oswaldo Cruz passa de referência para símbolo de incompetência

A falta de sistema prejudica os serviços na unidade...

Durante anos, a Policlínica Oswaldo Cruz foi referência em atendimento médico especializado em Rondônia, no entanto, a unidade vive atualmente uma realidade diferente e se tornando um símbolo da desorganização na saúde pública estadual.

O principal problema nem sequer está na falta de estrutura física ou na necessidade de grandes investimentos, a crise começa na ausência de um sistema eficiente de agendamento, falha administrativa que impede pacientes de conseguirem marcar consultas e prolonga, por tempo indeterminado, a espera por atendimento.

Enquanto isso, centenas de pacientes permanecem sem qualquer previsão de consulta, correndo o risco de ver seus quadros clínicos se agravarem.

Após quase oito anos da gestão do governador Marcos Rocha, a Policlínica Oswaldo Cruz acumula um declínio evidente, o que antes era referência em atendimento especializado hoje é frequentemente associado à demora e a falta de organização.

A permanência de um problema administrativo tão básico levanta questionamentos sobre a condução da saúde pública estadual, uma vez que a deficiência deixa de ser apenas operacional e passa a refletir diretamente a capacidade de gestão do serviço público.

Texto: Redação

Aparelho de tomografia quebrado no João Paulo II obriga pacientes a serem transferidos ao Hospital de Base para exames

Relatos apontam que vítimas de trauma estão sendo encaminhadas ao HB para tomografia, aumentando a demanda e provocando espera até mesmo entre pacientes da própria unidade...

foto - reprodução

A possível indisponibilidade do aparelho de tomografia computadorizada do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II está provocando reflexos no atendimento do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho. Segundo relatos recebidos pela reportagem de funcionários e pacientes que pediram para não ser identificados, vítimas de trauma que necessitam do exame estão sendo encaminhadas de uma unidade para a outra, aumentando a demanda no HB e prolongando a espera pela realização de tomografias.

As informações apontam que o tomógrafo do João Paulo II estaria quebrado. Com isso, pacientes atendidos no principal pronto-socorro de urgência e emergência do estado estariam sendo levados ao Hospital de Base para realizar o procedimento.

A situação estaria impactando também quem já está internado ou em atendimento no próprio HB. Com a chegada de pacientes encaminhados pelo João Paulo II, a fila para realização dos exames teria aumentado, fazendo com que procedimentos considerados necessários precisem aguardar disponibilidade.

Um dos casos relatados à reportagem envolve um paciente que necessitava do exame com urgência, mas não conseguiu realizar a tomografia durante o dia. A previsão era de que o procedimento fosse feito somente à noite, quando houvesse disponibilidade no setor.

O problema chama ainda mais atenção devido ao perfil dos pacientes atendidos pelo João Paulo II. A unidade é referência para urgências e emergências e recebe diariamente vítimas de acidentes e outros casos de trauma nos quais exames de imagem podem ser fundamentais para avaliar lesões e orientar rapidamente a conduta médica.

Nesta quarta-feira (5), por exemplo, dois motociclistas ficaram feridos após uma colisão frontal entre uma Honda XRE e uma Yamaha Fazer na Rua São Miguel, em frente ao campo Abobrão, no bairro Caladinho, zona Sul de Porto Velho. As vítimas foram socorridas após o acidente. O episódio ocorre em meio aos relatos sobre as dificuldades enfrentadas no João Paulo II e os encaminhamentos de pacientes para realização de tomografia no Hospital de Base.

A concentração dessa demanda no HB cria um efeito em cadeia. Enquanto pacientes provenientes do João Paulo II precisam do equipamento, aqueles que já estão sob atendimento no Hospital de Base também dependem da mesma estrutura, aumentando a pressão sobre o serviço e o tempo de espera.

Os relatos recebidos descrevem ainda um cenário de grande sobrecarga no João Paulo II. Por se tratar de uma unidade que atende casos graves e recebe vítimas de trauma de Porto Velho e de outras localidades, a indisponibilidade de um equipamento de diagnóstico como o tomógrafo pode comprometer o fluxo entre os hospitais e pressionar toda a rede.

A situação evidencia um problema que vai além de uma única unidade hospitalar. Quando um equipamento essencial deixa de atender à demanda de um hospital de emergência, a necessidade não desaparece: ela é transferida para outra unidade, que passa a absorver pacientes adicionais sem deixar de atender sua própria demanda.

Até que haja um posicionamento oficial, a informação de que o tomógrafo do João Paulo II está quebrado deve ser tratada como relato de funcionários e pacientes ouvidos pela reportagem. 

O cenário, no entanto, levanta questionamentos sobre a capacidade da rede estadual de absorver a demanda por exames de imagem sem comprometer o atendimento de pacientes que aguardam diagnóstico e definição de tratamento.

LEIA MAIS Batida de frente entre XRE e Yamaha Fazer deixa dois motociclistas feridos na zona Sul de Porto Velho

SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets

Ministério ampliou oferta em razão da alta procura...

Brasília - DF - 09/07/2026 - Governo notifica 37 fintechs por movimentarem dinheiro de bets ilegais. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
© Antônio Cruz/ Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil o número de teleatendimentos mensais a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A iniciativa passa a valer nesta terça-feira (4).

O serviço começou a ser ofertado em março, com uma média de 600 teleatendimentos mensais. A expansão, de acordo com o Ministério da Saúde, se fez necessária em razão da alta procura.

A ferramenta é oferecida por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
  • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
  • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
  • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
  • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
  • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
  • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

  • exposição precoce a jogos de aposta;
  • facilidade de acesso a jogos online;
  • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
  • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
  • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
  • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
  • solidão e isolamento social; e
  • vulnerabilidade social.
fonte - agencia brasil.

Mosquitos que ajudam a combater a dengue? Tecnologia inédita chega a Porto Velho

Método Wolbachia utiliza um mosquito aliado para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya...

Você já imaginou usar o próprio mosquito para combater a dengue? Parece contraditório, mas é exatamente essa tecnologia que começa a fazer parte da realidade de Porto Velho.

A capital passa a contar com o Método Wolbachia, uma estratégia do Ministério da Saúde, desenvolvida em parceria com a Fiocruz, que utiliza mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria natural chamada Wolbachia. Ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, reduzindo a transmissão dessas doenças.

A tecnologia já é utilizada no Brasil há mais de dez anos e agora chega a Porto Velho. No novo insetário instalado na capital, ovos enviados de Curitiba passam por todo o ciclo de desenvolvimento até a fase adulta. Depois, os mosquitos são liberados pelas equipes da Prefeitura nos bairros contemplados.

Depois de liberados, esses mosquitos cruzam com os Aedes aegypti que já vivem na cidade e transmitem a bactéria, que é uma bactéria boa e natural, para as próximas gerações. Aos poucos, aumenta a quantidade de mosquitos que não conseguem transmitir os vírus.

Método já está presente em 15 países e tem resultados muito positivos, explicou Diogo Challegre

“Nosso primeiro trabalho é informar a população. Durante muito tempo aprendemos que era preciso eliminar o mosquito e isso continua sendo importante. A diferença é que agora existe um mosquito aliado, que carrega a bactéria Wolbachia e não transmite dengue. O método já está presente em 15 países e tem resultados muito positivos. Em Niterói (RJ), por exemplo, houve redução de 89% dos casos de dengue. Em Campo Grande, a redução foi de aproximadamente 64%. Nossa expectativa é alcançar resultados semelhantes em Porto Velho ao longo dos próximos anos.”, explicou o biólogo e pesquisador da Fiocruz, Diogo Challegre.

“Essa tecnologia chega para reforçar o trabalho que já realizamos no combate às arboviroses. Ela soma às ações de vigilância e prevenção, precisamos da participação da população, mesmo com a nova tecnologia, porque os cuidados continuam sendo indispensáveis.”, ressalta a secretária municipal de saúde, Sandra Maria.

• Eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e baldes.

• Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios sempre bem tampados.

• Limpar calhas e ralos para evitar o acúmulo de água.

• Colocar areia nos pratinhos das plantas.

• Descartar corretamente recipientes que possam acumular água da chuva.

• Manter piscinas tratadas ou devidamente cobertas.

Combate à dengue exige inovação e responsabilidade, disse Léo Moraes

A expectativa é beneficiar mais de 276 mil moradores em 27 bairros da capital. Em cidades onde o método já foi implantado, os resultados apontaram redução significativa dos casos de dengue.

“O combate à dengue exige inovação e responsabilidade. A Capital passa a contar com uma tecnologia que já vem sendo utilizada em outras cidades e que fortalece o trabalho que já realizamos diariamente. É mais uma ferramenta para proteger a nossa população, sempre com o apoio da ciência e sem substituir a participação da comunidade, que continua sendo fundamental no combate aos focos do mosquito.”, disse o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes.

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Texto: Helen Paiva
Fotos: Erisson Soares

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Programa “Menstruação com dignidade” avança mais uma etapa

Publicação do decreto marca mais uma fase concretizada do programa que promove saúde e dignidade para mulheres em vulnerabilidade...

A dignidade começa pelos direitos mais básicos. Entre eles, está a possibilidade de viver o período menstrual com segurança, saúde e respeito. Pensando nisso, a Prefeitura de Porto Velho instituiu, na última semana, o Programa Municipal de Dignidade Menstrual "Menstruação com Dignidade", uma iniciativa que transforma o acesso à higiene menstrual em uma política pública permanente voltada às mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade social.

O programa prevê a distribuição gratuita e contínua de absorventes por meio da rede pública municipal, especialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de ações de educação em saúde menstrual, saúde sexual e reprodutiva, autocuidado e combate aos estigmas que ainda cercam o tema.

A iniciativa também prioriza o atendimento de mulheres e meninas pretas, pardas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, moradoras da zona rural e de comunidades periféricas, reconhecendo que a pobreza menstrual afeta de forma mais intensa quem enfrenta desigualdades sociais e dificuldades de acesso a serviços básicos.

Para o prefeito Léo Moraes, o programa representa um importante avanço na promoção da cidadania e da igualdade. “Nenhuma menina deve deixar de estudar, nenhuma mulher deve abrir mão da sua dignidade por falta de um item de higiene básico. Estamos transformando um problema muitas vezes invisível em uma política pública permanente, que acolhe, protege e garante mais respeito às mulheres de Porto Velho. Cuidar das pessoas também é assegurar direitos fundamentais.”

Iniciativa prioriza o atendimento de mulheres e meninas em situação de maior vulnerabilidade

Além da distribuição dos absorventes, o programa prevê campanhas educativas, ações intersetoriais e o monitoramento dos impactos da política pública, incluindo a redução das faltas escolares relacionadas ao período menstrual e a ampliação do acesso à informação.

Outro diferencial é a integração entre diversas secretarias municipais, fortalecendo uma atuação conjunta nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura, meio ambiente e políticas públicas para as mulheres. O decreto também cria uma comissão permanente responsável pelo planejamento, acompanhamento e aperfeiçoamento das ações.

A Diretora de Políticas Públicas para as Mulheres, Lena Assis, destacou que a iniciativa representa um passo importante para combater a pobreza menstrual e promover a inclusão.

"Muitas vezes temos evasão escolar de meninas que não vão à escola por falta desse item de higiene básico, por medo de terem incidentes. Há relatos de meninas que levam papel higiênico da escola para casa, na tentativa de manter a dignidade. Por isso, é tão importante termos esse programa implantado no nosso município, que irá reduzir esses casos de evasão escolar e oferecer saúde, educação e respeito para as meninas e mulheres da capital”.

Decreto

Os principais pontos socias do decreto são:

Programa prevê campanhas educativas, ações intersetoriais e o monitoramento dos impactos da política pública
  • Distribuição gratuita e contínua de absorventes pela rede pública municipal, principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outros pontos definidos pelo programa.
  • Prioridade para mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade, com atenção especial às populações pretas, pardas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, rurais e periféricas.
  • Educação menstrual e em saúde sexual e reprodutiva, promovendo informação, autocuidado e combate aos preconceitos relacionados à menstruação.
  • Redução da evasão e das faltas escolares causadas pela falta de acesso a produtos de higiene menstrual.
  • Ações integradas entre as áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura, meio ambiente e políticas para as mulheres.
  • Distribuição de kits de higiene menstrual e implantação de projetos-piloto com métodos menstruais reutilizáveis.
  • Criação de uma Comissão Intersetorial, responsável por planejar, acompanhar e avaliar a execução do programa.
  • Monitoramento permanente, com transparência dos resultados e proteção dos dados pessoais das beneficiárias, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Com essa etapa concluída, o município aguarda validação das próximas fases até que o programa possa entrar oficialmente em vigor e iniciar a distribuição dos kits.

Acesse aqui para conferir o decreto completo.

Texto: Letícia Regis

Foto: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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