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TCE dá prazo de 3 dias e cobra ação urgente após falta de insumos em hospitais de Rondônia

Decisão do TCE-RO exige ação imediata para proteger pacientes diante da falta de insumos na rede estadual de saúde...

Pacientes atendidos na rede estadual de saúde de Rondônia podem ter a segurança e a continuidade da assistência comprometidas em razão da insuficiência de materiais, insumos e equipamentos essenciais para o funcionamento de unidades hospitalares. Diante da gravidade da situação, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou a adoção imediata de medidas para regularizar o abastecimento e garantir condições adequadas de atendimento à população.

Fiscalizações realizadas pela equipe técnica do Tribunal identificaram insuficiência de insumos considerados críticos em diversos setores assistenciais, incluindo o Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho. Entre os itens apontados estão materiais indispensáveis para procedimentos realizados em unidades neonatais, centros cirúrgicos, centros obstétricos e setores responsáveis pelo atendimento de pacientes em estado grave.

ATUAÇÃO DO TRIBUNAL BUSCA GARANTIR ATENDIMENTO SEGURO AOS PACIENTES

A equipe técnica do TCE-RO também verificou que a limitação de materiais tem levado profissionais de saúde a adotar medidas emergenciais para evitar a interrupção dos atendimentos, cenário que aumenta os riscos assistenciais e compromete a segurança dos pacientes. Entre as situações constatadas estão adaptações operacionais adotadas pelas equipes para manter a continuidade dos serviços diante da insuficiência de insumos essenciais.

Após as fiscalizações realizadas em maio e junho deste ano, o conselheiro relator Jailson Viana de Almeida determinou que a Secretaria de Estado da Saúde adote providências imediatas para regularizar o fornecimento de materiais, medicamentos, equipamentos e dispositivos médico-hospitalares necessários ao funcionamento das unidades da rede estadual.

A decisão também estabelece prioridade absoluta para o abastecimento de setores considerados críticos, como unidades de terapia intensiva, unidades neonatais, centros obstétricos, centros cirúrgicos e serviços de urgência e emergência.

MEDIDAS IMEDIATAS PARA EVITAR A INTERRUPÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Além da adoção das providências emergenciais, o Tribunal determinou que o Estado apresente, no prazo de três dias, informações detalhadas sobre as ações executadas para regularizar o abastecimento da rede estadual de saúde.

Entre as informações solicitadas estão o levantamento das situações de desabastecimento identificadas nas unidades de saúde, as medidas adotadas para solução dos problemas, os quantitativos distribuídos, os itens já regularizados e o cronograma para normalização integral do fornecimento dos materiais ainda pendentes.

O objetivo é assegurar o acompanhamento permanente da situação e evitar que a insuficiência de insumos comprometa a continuidade dos serviços prestados à população.

VALOR PÚBLICO: MAIS SEGURANÇA E CONTINUIDADE DO ATENDIMENTO À POPULAÇÃO

A atuação do Tribunal busca proteger diretamente os cidadãos que dependem do Sistema Único de Saúde, contribuindo para a manutenção de serviços essenciais e para a redução dos riscos assistenciais decorrentes da falta de materiais e equipamentos.

Ao exigir providências imediatas e monitorar a resposta dos gestores públicos, o TCE-RO atua para garantir que hospitais e demais unidades da rede estadual disponham das condições necessárias para oferecer atendimento seguro, contínuo e compatível com as necessidades da população.

A medida reforça o compromisso do controle externo com a proteção da vida, a melhoria dos serviços públicos de saúde e a entrega de resultados concretos para quem mais precisa da assistência pública.

fonte - TCE/RO,

"Está com depressão? Vai trabalhar", diz Lula em evento oficial

Lula fala que depressão é falta de trabalho.

O presidente Lula voltou a gerar polêmica após uma declaração sobre depressão durante um evento em Catalão, em Goiás. Em um trecho que circula nas redes sociais, Lula afirmou: “Eu nunca tive tempo pra depressão, porque ou eu trabalhava ou eu me ferrava.”



A fala foi interpretada por críticos como uma tentativa de relativizar a depressão, tratando um problema sério de saúde mental como se fosse apenas falta de ocupação ou consequência de uma vida sem trabalho.


Para opositores, o comentário expõe mais uma vez o tom improvisado e insensível do presidente diante de assuntos delicados. Em vez de reconhecer a gravidade da depressão como uma condição real, que precisa de tratamento e acolhimento, Lula associou sua experiência pessoal à ideia de que trabalho e dificuldade impediriam o surgimento do problema.


A fala rapidamente viralizou nas redes sociais, com usuários acusando o presidente de menosprezar quem enfrenta depressão clínica. O episódio reforça a cobrança por mais cuidado no discurso de líderes políticos, principalmente quando o assunto envolve saúde mental e sofrimento de milhões de pessoas.

Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário

Parceria entre Prefeitura e Unir abre caminho para ampliar atendimentos e formar novos médicos...


Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).

Foto: Reprodução

Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.

Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.

“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.

De sonho à realidade

Foto: Reprodução

O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.

“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.

O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.

Foto: Reprodução

O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.

A sala de aula onde a vida acontece

Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.

A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.

“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.

E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.

Foto: Reprodução

“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”

Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.

“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.

Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Fotos: Hellon Luiz

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Pseudomonas aeruginosa: o que é a bactéria presente em lote de água

Agente biológico está presente em solo e locais úmidos e pode ser encontrada em pessoas sem apresentar riscos...


A bactéria Pseudomonas aeruginosa foi o motivo de dois casos de recolhimento de produtos nas últimas semanas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Nesta quarta-feira (3), a agência suspendeu o lote LZ1, da marca de água mineral Crystal, após análises clínicas rotineiras detectarem a presença do agente biológico.

A mesma bactéria estava presente em produtos da marca Ypê, que tiveram a venda e o uso proibidos em abril após a agência identificar o risco biológico.

A Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no corpo humano e, em indivíduos saudáveis, não apresenta sintomas graves. De acordo com o Manual MSD, ela está presente no solo e em locais úmidos, ela oferece risco principalmente a diabéticos, pessoas imunossuprimidas, portadores de doenças que prejudicam o sistema imunológico, fibrose cística ou hospitalizados.

Ela pode infectar o sangue, a pele, os ossos, ouvidos, olhos, pulmões, as vias urinárias, as válvulas cardíacas. O contato pode ocorrer por meio de feridas, contato com água contaminada (como em banheiras de hidromassagem), uso de dispositivos médicos (como cateteres, tubos de respiração e ventiladores mecânicos).

As infecções podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário, segundo informações do Manual MSD.

Em quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir para pneumonia hospitalar, especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos.

Algumas das cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com antibióticos. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte.

fonte - Maria Paula Giacomelli, colaboração para a CNN Brasil...

Hospital Municipal atuará para zerar fila da regulação

Muitos porto-velhenses pereceram a espera de atendimento...


A fila da regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) sempre foi uma das maiores preocupações dos moradores de Porto Velho. Durante anos, milhares de pacientes enfrentam longas esperas por consultas especializadas, exames e procedimentos cirúrgicos, uma realidade marcada pela histórica falta de estrutura hospitalar própria do município para atender à crescente demanda da população.

Com a entrega do Hospital Municipal cada vez mais próxima, esse cenário começa a mudar. A nova unidade de saúde, que contará com mais de 200 leitos, terá como uma de suas principais missões atuar diretamente na redução e posterior eliminação da fila da regulação, concentrando esforços na realização de cirurgias eletivas e procedimentos médicos atualmente represados.

A iniciativa representa uma mudança histórica para a saúde pública da capital. Até então, grande parte da responsabilidade pelos atendimentos de média e alta complexidade recaía sobre a rede estadual. Com o Hospital Municipal em pleno funcionamento, Porto Velho passará a contar com uma estrutura própria voltada ao atendimento de seus cidadãos, oferecendo mais agilidade, autonomia e capacidade de resposta às demandas da população.

Foto: Reprodução

“Dessa maneira seguimos firmes no propósito de garantir o acesso à saúde dos nossos munícipes de forma rápida, digna e eficiente, em um hospital completo que irá elevar a qualidade da saúde em nossa cidade”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso.

Segundo o prefeito Léo Moraes, a nova unidade representa uma transformação histórica para a saúde pública municipal e terá impacto direto na qualidade de vida da população.

“O Hospital Municipal é uma resposta a um clamor antigo da nossa população, que sofre há décadas com a fila da regulação. Com essa estrutura, passamos a viver uma nova realidade na saúde pública de Porto Velho. Estamos superando uma condição precária que marcou nosso sistema por muitos anos e construindo um futuro mais digno para quem depende do SUS”.

A gestão do Hospital Municipal será realizada por meio de uma parceria inédita entre a Prefeitura de Porto Velho, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e o Ministério da Educação (MEC), modelo que busca garantir excelência administrativa, qualificação profissional e atendimento de qualidade à população.

Com a nova unidade, Porto Velho dá um passo decisivo para ampliar sua capacidade de atendimento e oferecer mais eficiência, rapidez e dignidade aos usuários da rede pública de saúde.


Texto: João Paulo Prudêncio
Edição: Secom
Fotos: Arquivo / Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Primeira Unidade de Acolhimento Terapêutico de Rondônia inicia atendimento em Porto Velho

Os serviços visam fortalecer o tratamento, apoiar famílias e promover a reinserção social de jovens...


Com o objetivo de acolher jovens em situação de vulnerabilidade por uso de substâncias psicoativas, a Prefeitura de Porto Velho entrega a Casa Bem Viver Saúde, a primeira Unidade de Acolhimento Terapêutico Transitório de Rondônia, localizada na Avenida Guaporé.

Embora o recurso para a construção da unidade tenha sido destinado ainda em 2012 e a obra tenha sido concluída em 2024, somente em 2026 o espaço passa a desempenhar plenamente sua função social, oferecendo acolhimento especializado para jovens entre 10 e 18 anos incompletos.

O acesso ao serviço ocorre por meio de encaminhamento realizado pelos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), Caps Infantil e também pela Casa da Juventude. Após avaliação técnica, os adolescentes são recebidos em um ambiente preparado para promover cuidado, proteção e recuperação.

Foto: Reprodução

A Casa Bem Viver Saúde conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, enfermeiros, cuidadores e profissionais da área da educação, que trabalham de forma integrada para oferecer acompanhamento individualizado e fortalecer os vínculos familiares e sociais dos acolhidos.

A secretária Sandra Cardoso, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), informou que o modelo de atendimento é transitório, porém eficiente para reintegração social.

"Os jovens serão acolhidos por um período de até seis meses. Durante esse tempo, eles receberão acompanhamento terapêutico especializado e participarão de atividades como musicoterapia, oficinas de arte, informática e culinária, que contribuem para o desenvolvimento de habilidades e para uma convivência comunitária mais saudável e integrada".

Atualmente, a unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. A expectativa é que, após a conclusão do quadro completo de profissionais, o serviço passe a operar 24 horas por dia, sete dias por semana, ampliando sua capacidade de acolhimento e assistência.

Foto: Reprodução

De acordo com os profissionais envolvidos, o acompanhamento oferecido já tem contribuído para a redução de incidentes e situações de risco entre os adolescentes atendidos, demonstrando a importância de um cuidado especializado e contínuo.

Segundo o prefeito Léo Moraes, a Casa Bem Viver Saúde vai além de um espaço físico, representa esperança e a possibilidade de um recomeço.

"Muitas famílias infelizmente sofrem ao enfrentar os desafios da dependência química na adolescência. A Unidade surge como um instrumento de transformação, onde é possível mudar a realidade oferecendo apoio, dignidade e uma nova oportunidade para quem deseja reconstruir sua trajetória".

Texto: Leticia Regis
Edição: Secom
Foto: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Morre Angelita Habr-Gama, pioneira da cirurgia no Brasil

Médica era referência mundial em câncer de reto e é velada neste domingo (31), na FMUSP

A médica Angelita Habr-Gama, referência mundial em coloproctologia e cirurgia oncológica, morreu no sábado (30), em São Paulo, aos 92 anos. Ela estava internada desde 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde integrava o corpo clínico desde 1980.



O velório será realizado neste domingo (31), até as 19h, no teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Natural da Ilha do Marajó, no Pará, Angelita construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo em uma área historicamente ocupada por homens.


Professora emérita da FMUSP, ela foi a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na instituição. Também foi a primeira brasileira aceita como membro honorário da American Surgical Association e, em 2006, tornou-se a primeira mulher e a primeira médica latino-americana a integrar o grupo de membros honorários da European Surgical Association.


Ao longo da carreira, Angelita publicou centenas de trabalhos científicos e recebeu mais de 50 prêmios nacionais e internacionais. Em 2022, foi reconhecida pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo.


A médica teve papel central no avanço do tratamento do câncer de reto, com a difusão do protocolo “Watch and Wait”, abordagem que evita cirurgias em casos selecionados após boa resposta ao tratamento inicial. Também fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci) e foi indicada pela Organização Mundial de Gastroenterologia para coordenar no Brasil o Programa de Prevenção do Câncer Colorretal.


Em nota, a FMUSP afirmou que Angelita foi “pioneira da coloproctologia no Brasil e referência mundial no tratamento do câncer de reto”. A instituição destacou que a professora “construiu uma trajetória marcada pela excelência acadêmica, pela inovação científica e pela dedicação à formação de gerações de médicos.”


O Hospital Alemão Oswaldo Cruz declarou estar “profundamente consternado com esta perda irreparável para a medicina brasileira”. A instituição ressaltou o legado de Angelita na assistência, no ensino, na pesquisa e na formação de especialistas. (sbt News)

Menino internado desde que nasceu recebe alta aos 4 anos e é aplaudido no hospital

Emocionante. O Adryan, o menino que estava internado desde que nasceu, recebeu alta agora, aos 4 anos de idade e foi aplaudido nos corredores do hospital

O garotinho, que tem paralisia cerebral causada por falta de oxigenação ao nascer, passou a vida no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba (MG).



E na última segunda-feira (25), os pais dele finalmente puderam levar a criança para casa. A emoção tomou conta dos corredores do hospital na hora da alta. Assista abaixo.


Problemas ao nascer


O Adryan Oliveira dos Santos teve uma asfixia perinatal, uma falta de oxigenação, logo após o parto, que que evoluiu para paralisia cerebral.


A asfixia perinatal é uma das principais causas de mortalidade e lesões cerebrais permanentes em recém-nascidos, mas ele resistiu.


O menino passou a depender de ventilação mecânica e do uso de sonda para se alimentar, ingerir líquidos e receber medicamentos.


Meses na UTI


Aos nove meses, Adryan foi transferido do SUS para a UTI Neonatal do HC-UFTM


Quando tinha dois anos ele foi encaminhado para a enfermaria pediátrica, de onde teve alta esta semana.


A mãe, Nathalia, passou vários aniversários ao lado do filho e ficou com ele esse tempo todo.


“Eu estou muito feliz, muito feliz mesmo. Eu fico com medo, porque vai ser uma experiência nova, mas eu me esforço, faço de tudo para poder dar tudo certo. A irmãzinha dele vai ficar muito feliz também”, disse emocionada à TV Integração.


A alta médica


Adryan foi para casa para evitar infecções.


“Em casa, longe do ambiente hospitalar, as crianças são expostas a menos vírus e bactérias, recebem estímulos sensoriais diferentes, em um ambiente menos invasivo. Além disso, podem vivenciar uma nova rotina, mais flexível e mais agradável”, afirmou a pediatra Ana Laura de Almeida, que acompanhou o menino desde à chegada ao hospital.


“Ele sempre precisou do respirador para respirar e, até então, a gente não tinha um na casa dele. E agora nós temos. Por isso, ele vai ter a oportunidade de morar na casa dele, conviver com a mãe em todos os momentos, com a irmã. A gente considera que ir para casa é melhor para ele.”


A esperança da mãe


E a mãe, depois de tanto tempo acompanhando o filho no hospital, disse que já sabe como cuidar dele.


“Na enfermaria do HC-UFTM eu aprendi tudo sobre ele. O que eu só sabia na teoria, vendo os profissionais fazerem, aprendi na prática: aspirar, dar banho, posicionar e cuidados em geral. Isso me aproximou ainda mais do meu filho”, contou a mãe.

Mulher jogada do penhasco tem alta, volta para casa e recebe carinho dos filhos, em MG

Ela conseguiu! Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, a mulher que foi jogada do penhasco pelo ex-companheiro, teve alta e já está em casa, em Minas Gerais.

A tentativa de feminicídio dessa brasileira de 41 anos chocou o Brasil inteiro. Ela estava desaparecida desde segunda-feira, 25 de maio, e foi encontrada com vida na terça-feira, 26, se segurando num arbusto no penhasco na Serra do Rola-Moça, na região metropolitana de Belo Horizonte. O resgate da Ana Cláudia foi feito de helicóptero.



O ex-companheiro dela, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e confessou o crime de tentativa de feminicídio.


A alta médica


O momento do resgate emocionou muita gente. Mesmo ferida, Ana Cláudia foi encontrada consciente, agarrada à vegetação e lutando para sobreviver.


Ela foi levada para hospitais da capital mineira, fez exames e ficou internada com intensos cuidados médicos.


Agora, dias de recuperação, veio a notícia boa que todos esperavam: Ana Cláudia recebeu alta hospitalar e já passou a primeira noite novamente em casa ao lado da família.


Flores dos filhos


Nas redes sociais, os filhos dela emocionaram internautas ao compartilhar uma mensagem cheia de amor e esperança para a mãe: “Uma nova vida, mãe. Te amo”.


A publicação rapidamente recebeu comentários de apoio de pessoas que acompanharam a história desde o desaparecimento.


“Ela renasceu”, comentou uma pessoa.


“Que Deus abençoe essa nova chance”, escreveu outra.


Atento aos sinais


O caso também reacendeu discussões importantes sobre violência contra a mulher e a importância de denunciar sinais de abuso e agressão.


Ana Cláudia pediu medida protetiva contra o ex-companheiro, de quem tinha se separado há 3 meses, porque sabia que o homem era violento. Mas não adiantou.


Agora, ela tenta reconstruir a vida depois de sobreviver ao que muitos chamaram de milagre.

SAÚDE PÚBLICA - Prefeitura leva Dia D de Combate às Endemias ao bairro Nova Esperança

Cerca de 2 mil residências receberam orientações durante mobilização que reforçou a prevenção contra dengue, zika e chikungunya...


Com a chegada do verão amazônico, Porto Velho reforça ações preventivas contra a dengue nos bairros.

Bastam alguns minutos por semana para evitar que um simples recipiente com água parada se transforme em criadouro do mosquito da dengue. Foi justamente esse alerta que centenas de moradores do bairro Nova Esperança receberam durante o Dia D de Combate às Endemias, realizado pela Prefeitura de Porto Velho neste sábado (30).


A mobilização reuniu equipes municipais em uma força-tarefa voltada à conscientização da população e à prevenção da dengue, zika e chikungunya.

Ao todo, mais de 60 profissionais participaram da ação. Durante a manhã, aproximadamente 2.050 residências receberam orientações sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

PREVENÇÃO ANTES DO AUMENTO DOS CASOS

A proposta da ação é simples: combater o mosquito antes que ele se transforme em uma ameaça maior para a saúde pública.

Segundo o prefeito Léo Moraes, a estratégia é intensificar o trabalho preventivo antes do período em que tradicionalmente aumentam os casos das doenças transmitidas pelo mosquito.

“Estamos antecipando o problema. Quando a chuva chega e os casos explodem, o município acaba trabalhando para apagar incêndio. Nossa meta é agir agora e evitar que a situação saia do controle.”

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil Ribeiro, explicou que o foco principal do Dia D não foi a identificação de focos do mosquito, mas a conscientização dos moradores.


“O intuito é levar conscientização para que cada morador cuide do seu quintal, do seu terreno e da sua residência. Se cada pessoa dedicar alguns minutos por semana para eliminar possíveis criadouros, conseguimos reduzir significativamente os casos de dengue, zika e chikungunya no município.”

O bairro Nova Esperança foi escolhido por apresentar índices elevados de infestação do mosquito e registros de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A expectativa é que ações semelhantes sejam levadas a outras regiões da cidade ao longo do ano.

AÇÃO INTEGRADA EM BENEFÍCIO DA POPULAÇÃO

A mobilização contou com o apoio de diferentes equipes da administração municipal. Entre as ações desenvolvidas, foram utilizados drones para auxiliar na identificação de possíveis focos do mosquito em terrenos baldios e áreas de difícil acesso.

Também foram realizadas atividades de apoio operacional, sinalização viária, organização do tráfego e recolhimento de entulhos, uma das principais medidas para reduzir locais propícios à proliferação do mosquito.

CADA MORADOR FAZ DIFERENÇA

Morador do Nova Esperança, Carlos da Silva Soares afirma que o combate à dengue começa dentro de casa, mas depende também do comprometimento da vizinhança.

“Não adianta apenas uma pessoa fazer a sua parte. É importante que toda a vizinhança cuide dos quintais e evite o acúmulo de água. Esse trabalho da prefeitura ajuda muito porque leva informação e incentiva as pessoas a colaborarem.”

A orientação continua a mesma: eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d’água fechadas e observar regularmente quintais e terrenos. Pequenas atitudes que ajudam a proteger famílias inteiras e contribuem para reduzir os casos de dengue, zika e chikungunya em Porto Velho.

Texto: Helen Paiva

Edição: Secom

Fotos: Isadora Estolano

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Paciente com suspeita de Ebola é internado em São Paulo

Trata-se de um homem de 37 anos, de procedência da República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença, que apresentou febre

Um paciente com suspeita de Ebola foi internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, neste sábado (30). De acordo com a Secretaria da Saúde do estado, trata-se de um homem de 37 anos, de procedência da República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença, que apresentou febre.



A investigação é feita com base em análise feita pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CDD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). Até o momento não há confirmação laboratorial da doença.


“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirma Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.


No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE.


Nesta semana, o Brasil ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais diante do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o Ebola em países da África.


A República Democrática do Congo registra mais de 900 casos suspeitos da cepa Bundibugyo do vírus e 220 mortes sob investigação. Em Uganda, foram confirmados cinco casos e uma morte.

Hospitais universitários realizam 42 mil atendimentos em mutirão

Ação ocorrerá neste sábado em 45 unidades federais...


Hospitais universitários de todo o país realizam neste sábado (30) um mutirão de atendimento voltado à população idosa. A previsão é que sejam feitos mais de 42 mil atendimentos, incluindo 1 mil cirurgias e 31 mil exames. Participam da ação os 45 hospitais vinculados à estatal federal HU Brasil, antiga EBSERH, em 25 unidades da federação.

O objetivo é reduzir as filas de espera por consultas com médicos especialistas, exames e cirurgias de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos que serão realizados correspondem à demanda de cada unidade. Os pacientes foram encaminhados pelo sistema de regulação e já estão com o procedimento agendado.

O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, vai ofertar serviços nas áreas de oftalmologia, pneumologia, geriatria, endocrinologia, fonoaudiologia, oncologia, cirurgia geral e vascular. Somente no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho serão realizados cerca de 450 procedimentos.

A equipe também vai oferecer orientação multiprofissional para os cuidadores e acompanhantes de pessoas idosas internadas ou em atendimento ambulatorial. A formação será feita por médicos geriatras, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicólogos.

Já no Ceará, estão previstos cerca de 1 mil atendimentos, tanto no Hospital Universitário Walter Cantídio quanto na Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Serão consultas em geriatria, gastroenterologia, endocrinologia, urologia e ginecologia, além de exames de mamografia, ultrassonografia, audiometria e laboratoriais.

O hospital da Universidade Federal de Roraima é outra unidade que participa da ação, com mais de 200 atendimentos entre consultas em especialidades como infectologia, pneumologia e cardiologia, e exames como tomografia e ultrassonografia. Assim, como nas outras unidades.

Esta é a segunda edição do mutirão em 2026. A primeira, em março, teve como foco a saúde da mulher, e realizou mais de 45 mil atendimentos em todo o país. A iniciativa da HU Brasil começou no ano passado, com três edições que somaram quase 100 mil procedimento.

Além de contribuir para a redução das filas e do tempo de espera no SUS, as ações envolvem 1,1 mil estudantes das universidades e residentes dos hospitais, além de 2,5 mil trabalhadores, fortalecendo a formação médica. 

FONTE - Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil.

Anvisa libera retomada da produção da Ypê em São Paulo

Agência autoriza fábrica a operar com plano de correções, mas segue proibido o comércio de produtos de lotes afetados por irregularidades

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão veio após uma nova inspeção realizada no local entre quinta (28) e sexta-feira.



Segundo a agência, a Ypê implementou ações corretivas consideradas adequadas e apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários identificados na inspeção feita em abril deste ano.


A nova inspeção contou também com a participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e da Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).


“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou Leandro Safatle, presidente da Anvisa, em visita às instalações da Química Amparo nesta sexta-feira.


A agência informou ainda que continuará monitorando a implementação do plano de ação apresentado pela empresa.


Lotes suspensos

Mesmo com a liberação da produção, continuam suspensos o comércio, a distribuição e o uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1.


Isso porque esses itens foram produzidos no período em que a fábrica estava em desacordo com as normas da vigilância sanitária. A Anvisa orienta que os produtos sejam mantidos armazenados em local seguro e não sejam descartados.


Há a possibilidade de que os produtos desses lotes sejam futuramente liberados, caso a empresa apresente laudos favoráveis emitidos por laboratórios autorizados pela Anvisa. (infomoney)

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