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Unidades de pronto atendimento de Porto Velho ficam vazias durante jogo do Brasil

Estratégia da Prefeitura de Porto Velho garantiu atendimentos rápidos...

Historicamente considerado um período que exige atenção redobrada dos serviços de urgência e emergência, os dias de jogos da Copa do Mundo têm apresentado um cenário positivo nas unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Porto Velho.

Durante a partida da Seleção Brasileira pela segunda rodada da Copa do Mundo FIFA 2026 nesta última sexta-feira (19), a Policlínica Dra. Ana Adelaide, além das UPAs das zonas Sul e Leste, registraram fluxo tranquilo de pacientes, sem filas ao longo de todo o período do jogo.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) acompanhou de perto a movimentação nas unidades, monitorando os atendimentos em tempo real para garantir que qualquer eventual aumento na demanda pudesse ser prontamente absorvido pela rede.

"Acompanhamos de perto as necessidades das nossas unidades de pronto-socorro que na linha frente da saúde em nosso município. Nosso trabalho atento e diligente", falou Sandra Cardoso, secretária municipal de Saúde.

Com investimentos contínuos em estrutura, equipes e gestão, a Prefeitura de Porto Velho segue trabalhando para fortalecer a saúde pública e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população.

Anvisa manda recolher 2 antibióticos; um deles tinha vidro

Agência Nacional de Vigilância Sanitária também proibiu anestésicos sem registro de uma marca específica e suspendeu produtos de uma farmácia de manipulação...


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de antibióticos e de uma solução fisiológica após identificar desvios de qualidade nos produtos. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (18) e inclui ainda a proibição de medicamentos sem registro sanitário e medidas contra uma farmácia de manipulação.

Antibióticos e solução fisiológica recolhidos

Entre os produtos recolhidos está o lote 2519879 do antibiótico injetável Polycid, fabricado pela União Química. A empresa já iniciou o recolhimento voluntário do lote.

Segundo a Anvisa, foi identificado um pedaço de vidro dentro de um frasco ampola íntegro do medicamento, utilizado no tratamento de infecções graves. A União Química Farmacêutica Nacional disse em nota ao SBT News que o recolhimento é decorrente de um comunicado realizado pela própria empresa em 01/04/2026 em resposta à Anvisa, quanto à identificação pontual do desvio de qualidade em um frasco do referido lote do produto.

"Assim, de forma preventiva, a empresa informa que optou por iniciar o recolhimento voluntário do referido lote e aproveita a oportunidade para destacar que nenhum outro relato de uso indevido deste lote e/ou evento adverso decorrente do medicamento foi notificado em nosso sistema de Farmacovigilância. Por fim, a Empresa se coloca à disposição para esclarecimento de eventuais dúvidas sobre o tema", afirmou no comunicado.

Também foi determinado o recolhimento do lote 24101854 do fosfato de clindamicina injetável, produzido pela Hypofarma. A fiscalização constatou solução amarelada, além da presença de corpos estranhos e precipitados no interior de frascos lacrados.

Após a decisão, a Hypofarma afirmou que está cumprindo a determinação de acordo com as exigências regulatórias e em coordenação com a autoridade sanitária. "A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios", disse.

Outra medida atinge o lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio 9 mg/ml, com validade até junho de 2027. O produto teve a comercialização, distribuição e uso proibidos. Produzido pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda, segundo a Anvisa, o medicamento apresentou desvio de qualidade.

Medicamentos sem registro proibidos

Além dos recolhimentos, a Anvisa proibiu a fabricação, venda, distribuição, propaganda e uso de diversos produtos da marca New Agulha, incluindo anestésicos e despigmentantes voltados para procedimentos de micropigmentação.

De acordo com a agência, os itens eram comercializados sem registro sanitário e fabricados por empresa sem autorização para produzir medicamentos.

Veja quais produtos da marca foram proibidos:

  • Despigmentante;
  • Anestésicos;
  • Anestésico micropigmentação de sobrancelha 30g;
  • Anestésico micropigmentação labial 30g;
  • Anestésico para micropigmentação de sobrancelha 15g;
  • Anestésico micropigmentação labial 15g;
  • Kit anestésicos para micropigmentação 15g;
  • Anestésico micropigmentação de sobrancelha 15g - pump;
  • Anestésico micropigmentação labial 15g — pump;
  • Kit anestésicos para micropigmentação 15g;
  • Despigmentante para sobrancelhas 15g — pump.

A proibição também alcança os produtos Glowvena, Master Fit One e Trembolona, anunciados na internet sem registro ou cadastro na Anvisa. A agência determinou a apreensão dos produtos e proibiu sua comercialização, fabricação e divulgação em todo o país.

Farmácia de manipulação suspensa

Outra medida foi aplicada à Farmácia S J do Jabour, que teve suspensas a comercialização e a propaganda de todas as suas preparações magistrais. Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais.

Conforme a Anvisa, foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente, prática vedada pela legislação sanitária.

As medidas fazem parte da Resolução RE nº 2.403/2026 e entraram em vigor com a publicação no Diário Oficial da União.

O SBT News tenta contato com União Química Farmacêutica Nacional, New Agulha, Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e Farmácia S J do Jabour. O espaço segue aberto.

FONTE - SBT NEWS.

Ensaio clínico do Cemetron é publicado em revista científica de renome mundial

Estudo foi conduzido em pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) com apoio do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem)...


Um ensaio clínico de tele-reabilitação em pacientes críticos foi realizado no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) em parceria com o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem) e foi publicado em 10 de junho no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das mais prestigiadas revistas médicas e científicas do mundo. O desenho metodológico rigoroso, avaliou os efeitos de uma intervenção de reabilitação multicomponente, integrada e baseada em telessaúde, na qualidade de vida de pacientes adultos 90 dias após a alta hospitalar.

O Tele-Rehab MV Trial foi conduzido em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de 20 hospitais públicos brasileiros, incluindo o Hospital Cemetron, em parceria com o Cepem. O projeto reuniu diversas áreas da linha de cuidado hospitalar para promover uma reabilitação integral do paciente: Medicina Intensiva, Infectologia, Clínica Médica, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia — essencial para a recuperação da fala e da deglutição após intubação —, Psicologia e Nutrição.


SOBRE O ESTUDO

O público-alvo foi composto por indivíduos com insuficiência respiratória hipoxêmica aguda que necessitaram de ventilação mecânica invasiva. O diferencial estratégico foi o acompanhamento do paciente em toda a jornada de recuperação: desde o período crítico na UTI, passando pela internação na enfermaria, até os dois primeiros meses após a alta hospitalar, por meio de consultas virtuais.

A coordenadora da UTI do Cemetron, Larissa Macedo explicou que o programa de telessaúde ajudou a reduzir em mais de seis dias o tempo de uso dos respiradores. “Isso significa liberar leitos de UTI mais rápido, diminuir filas de espera e cortar custos. Também houve queda na mortalidade: de 78,3% para 71,8% em 90 dias. Na prática, vidas foram salvas”.

DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE 

Com esse modelo, os pacientes ganharam, em média, 5 dias a mais de vida fora do hospital. Isso significa que eles recebem alta mais cedo para terminar a recuperação em casa, o que, além de ser benéfico ao paciente, significa maior rotatividade de leitos.

O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira ressaltou que o artigo evidencia como o modelo foi pensado para funcionar mesmo diante de orçamento limitado e escassez de especialistas. “Isso prova que a telessaúde é uma solução viável para enfrentar desigualdades no acesso à saúde.”

FONTE - SECOM RO.

Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

Resolução publicada no DOU restringe venda e uso de itens fabricados antes de março e abril de 2026 após falhas identificadas na produção...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (15) duas resoluções que mantêm suspensos lotes específicos de produtos de limpeza da Ypê fabricados antes de março e abril de 2026. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e atinge desinfetantes, lava-louças e lava-roupas produzidos pela Química Amparo, fabricante da marca.

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A decisão ocorre após a agência concluir a análise de medidas corretivas adotadas pela empresa e delimitar quais produtos continuam sujeitos à restrição. Em maio, a Anvisa havia determinado a suspensão de duas linhas de produção da fábrica da Ypê, em Amparo (SP), após identificar irregularidades no cumprimento das Boas Práticas de Fabricação.

Posteriormente, uma reinspeção autorizou a retomada da produção na unidade, mas a comercialização e o uso de parte dos produtos permaneceram condicionados à análise de laudos apresentados pela fabricante.

Quais produtos continuam suspensos

Segundo a Anvisa, permanecem suspensos os lotes com final "1" de desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê fabricados antes de 1º de março de 2026.

Também continuam proibidos para comercialização, distribuição e uso os lotes com final "1" de lava-louças da marca fabricados antes de 1º de março de 2026, incluindo as linhas Ypê, Ypê Clear, Ypê Green, Ypê Toque Suave e Lava-Louças com Enzimas Ativas.

No caso dos lava-roupas líquidos, a restrição vale para os lotes com final "1" fabricados antes de 1º de abril de 2026, incluindo produtos das linhas Tixan Ypê e Ypê.

A agência informou que os produtos fabricados após essas datas apresentaram resultados satisfatórios nos testes realizados pela empresa e, por isso, não estão sujeitos à medida.

Por que os produtos foram suspensos

De acordo com a Anvisa, a suspensão está relacionada ao descumprimento de requisitos previstos na norma que estabelece as Boas Práticas de Fabricação para saneantes. As irregularidades foram identificadas durante inspeções realizadas entre os dias 27 e 30 de abril deste ano.

No início de maio, a agência informou que as falhas observadas poderiam favorecer contaminação microbiológica nos produtos, o que levou à adoção das medidas preventivas.

A Ypê afirmou, à época, que seus produtos eram seguros e não representavam riscos aos consumidores.

O que diz a empresa

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Ypê informou que a Anvisa autorizou a comercialização e o uso de todos os lava-louças líquidos e desinfetantes fabricados em março de 2026 nos lotes com final "1". Segundo a empresa, os produtos fabricados a partir de abril já haviam sido liberados anteriormente.

A fabricante informou ainda que apresentou à agência os resultados de análises laboratoriais referentes aos lotes produzidos em janeiro e fevereiro de 2026 e aguarda uma decisão sobre a liberação desses itens.

Em relação aos lava-roupas líquidos fabricados até 31 de março de 2026 e pertencentes aos lotes com final "1", a empresa orienta os consumidores a entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para solicitar a troca ou o reembolso dos produtos.

Segundo a Ypê, a ampliação do programa de troca e reembolso foi adotada em alinhamento com a Anvisa para agilizar a normalização das operações e o atendimento aos clientes.

Leia a nota na íntegra:

A Ypê informa que, na data de hoje, a Anvisa autorizou o uso e a comercialização de todos os lava-louças líquido e desinfetantes fabricados no mês de março de 2026 dos lotes de número final "1". Os itens produzidos a partir de abril já haviam sido liberados.

Informamos ainda que, também no dia de hoje, foram apresentados à Anvisa os resultados dos laudos de análise realizados por laboratórios autorizados para todos os lotes de final "1" produzidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2026 para esses mesmos produtos, na expectativa de que também sejam liberados após análise da Agência.

Importante reforçar que, mesmo com a apresentação dos laudos de janeiro e fevereiro, os consumidores e clientes ainda precisam aguardar a autorização formal da Anvisa para retomar o uso e a comercialização desses itens. Até lá, devem mantê-los segregados em local seguro.

Quanto ao lava-roupas líquido, caso o consumidor ainda possua produtos fabricados até 31 de março de 2026 e de lotes identificados pelo final 1, entre em contato com o nosso SAC, pois continuaremos efetuando a troca ou o reembolso do produto. A empresa optou por ampliar o programa de troca e reembolso em decisão alinhada com a Anvisa, para garantir maior agilidade na normalização das operações e melhor atendimento aos consumidores e clientes. As unidades de lava-roupas líquido produzidas a partir de abril estão liberadas para venda e utilização.

Seguimos colaborando integralmente com a Anvisa e investindo continuamente no aprimoramento de nossos processos para assegurar a qualidade e a segurança que sempre marcaram a trajetória da Ypê.

Agradecemos a confiança e a compreensão demonstradas pelos nossos consumidores e clientes ao longo de todo esse processo, apoio essencial que reforça ainda mais a importância de seguirmos firmes em nosso propósito.

FONTE - SBT NEWS.

Tecnologia e educação se unem em ação de prevenção do câncer em escolas municipais

Carreta educativa transforma aprendizado sobre saúde em missão virtual dentro da escola...


A Unidade Móvel de Educação da Liga de Combate ao Câncer (LCC), integrante da Unidade de Prevenção do Hospital de Amor, esteve na manhã desta quinta-feira (11) na Escola Municipal Joaquim Vicente Rondon, zona sul de Porto Velho, proporcionando aos estudantes uma experiência inovadora de conscientização sobre saúde, autocuidado e prevenção do câncer. A iniciativa reforça a cultura da prevenção por meio de uma abordagem lúdica, tecnológica e gamificada, aproximando informações importantes da população de forma acessível e interativa.

Na tarde desta quinta-feira, das 13h30 às 17h, a carreta estará na Escola Municipal Pedro Batalha, localizada na Rua Alba, nº 5972, bairro Nova Caiari II.

Voltada para alunos do Ensino Fundamental II, com idades entre 11 e 14 anos, a unidade utiliza recursos de realidade virtual e gamificação para abordar temas como Educação em Saúde, Autocuidado e Prevenção do Câncer de Mama. O objetivo é transformar assuntos complexos em uma experiência envolvente, despertando o interesse dos adolescentes e estimulando a compreensão dos conteúdos.

Durante a atividade, os estudantes assumem o papel de agentes secretos em uma missão científica. Com o auxílio de óculos de realidade virtual, eles percorrem um ambiente imersivo dentro do organismo humano para investigar o caso da personagem Matilda, que apresenta hábitos prejudiciais à saúde. Ao longo da jornada, os participantes identificam sinais de câncer de mama e aprendem, de forma prática e divertida, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Estudantes assumem o papel de agentes secretos em uma missão científica. Com o auxílio de óculos de realidade virtual

O secretário municipal de Educação, Giordani Lima, destacou a relevância da ação para a formação integral dos estudantes.
“Quando levamos iniciativas como essa para dentro das escolas, ampliamos o papel da educação para além da sala de aula. Estamos oferecendo conhecimento que impacta diretamente a qualidade de vida dos nossos alunos e de suas famílias. A prevenção e o autocuidado precisam fazer parte da formação das novas gerações, e essa experiência contribui para que os estudantes se tornem multiplicadores dessas informações”.

A diretora do Departamento de Assistência ao Aluno da Semed, Fernanda Miranda, ressaltou o caráter inovador do projeto e o potencial de alcance da iniciativa. “A linguagem utilizada pela carreta dialoga diretamente com os adolescentes, tornando o aprendizado mais atrativo e eficiente. Além de conscientizar os estudantes, a ação fortalece o vínculo entre saúde e educação, incentivando hábitos saudáveis que podem acompanhar esses jovens por toda a vida e alcançar também suas famílias e comunidades”.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância de ações educativas voltadas à prevenção e ao cuidado com a saúde desde a infância e adolescência.
“Levar conhecimento de forma inovadora para dentro das escolas é investir na prevenção e no futuro das nossas crianças e adolescentes. A informação salva vidas e iniciativas como essa fortalecem a consciência sobre o autocuidado desde cedo”.

A unidade móvel

Idealizada em 2019, graças a uma doação do Ministério Público do Trabalho de Rondônia e Acre (MPTROAC), a Unidade Móvel de Educação possui papel fundamental no fortalecimento das ações preventivas e na capacitação de educadores. A proposta é difundir o conhecimento científico sobre autocuidado e prevenção do câncer, formando multiplicadores da informação dentro e fora do ambiente escolar.

A Unidade Móvel de Educação da Liga de Combate ao Câncer integra a estrutura de prevenção do Hospital de Amor e atua na divulgação dos programas de rastreamento de câncer de mama, colo do útero, boca e pele. A iniciativa busca sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre a importância da prevenção, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a própria saúde.

Texto: Meiry Santos
Edição: Secom
Fotos: Semed

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Gestão Léo Moraes reduz prazo para diagnóstico de HPV e amplia acesso a exame gratuito em Porto Velho

Nova tecnologia diminui tempo de espera por resultados e fortalece prevenção ao câncer do colo do útero...


A Prefeitura de Porto Velho passou a realizar na própria rede municipal o exame de DNA HPV, medida que promete reduzir significativamente o tempo de espera para diagnóstico e acompanhamento de pacientes. A nova tecnologia foi instalada no Laboratório Central Municipal (LAM) e já está em funcionamento.

Até então, as amostras coletadas na capital precisavam ser enviadas para análise na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o que fazia com que os resultados demorassem cerca de 30 dias para serem liberados. Com a estrutura implantada pela administração municipal, o prazo caiu para aproximadamente 10 a 15 dias.

A mudança é considerada estratégica para fortalecer as ações de prevenção ao câncer do colo do útero, doença diretamente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Com resultados mais rápidos, pacientes que apresentarem alterações poderão iniciar o acompanhamento médico em menos tempo.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que Porto Velho já encaminhou 326 amostras para análise pelo programa desenvolvido em parceria com a Fiocruz. Desse total, 12 pacientes precisaram realizar citologia reflexa, exame complementar utilizado para aprofundar a investigação de casos específicos. As mulheres atendidas tinham entre 24 e 64 anos.

A implantação do serviço coloca Porto Velho entre as primeiras capitais brasileiras a disponibilizar gratuitamente o exame de DNA HPV na rede pública municipal, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e à prevenção.

Para o prefeito Léo Moraes, a incorporação da nova tecnologia demonstra a prioridade dada à modernização da saúde pública local.

“Quando investimos em tecnologia voltada à saúde, estamos investindo diretamente na qualidade de vida das pessoas. Essa conquista representa um grande avanço. Com ela, é possível reduzir a ansiedade das pacientes e aumentar as chances de um tratamento eficaz”, declarou.

A iniciativa integra uma série de ações da atual gestão voltadas à ampliação do acesso a serviços especializados e à redução do tempo de espera na rede municipal. Na avaliação da prefeitura, a expectativa é que a nova estrutura contribua para aumentar a capacidade de diagnóstico precoce e melhorar os indicadores de saúde da mulher na capital rondoniense.

Texto: Redação.

Prefeitura agiliza diagnóstico do HPV com exame gratuito

Nova tecnologia está instalada no Laboratório Central Municipal...


Com o compromisso de oferecer um atendimento cada vez mais ágil e eficiente, a Prefeitura de Porto Velho deu mais um importante passo no fortalecimento da saúde da mulher com a implantação de uma nova tecnologia voltada à realização do exame DNA HPV no município. O equipamento, instalado no Laboratório Central Municipal (LAM), permitirá que os resultados sejam entregues em um prazo muito menor, garantindo mais rapidez no diagnóstico e no encaminhamento para tratamento quando necessário.

Antes, as amostras coletadas na rede municipal precisavam ser encaminhadas para análise na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o que fazia com que os resultados levassem cerca de 30 dias para serem liberados. Com a nova estrutura disponível na capital, esse tempo foi reduzido para aproximadamente sete dias.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, acredita que a redução no tempo de espera pelos resultados é fundamental para agilizar o diagnóstico e o início precoce do tratamento.

"A redução do prazo dos resultados representa um ganho enorme para a rede municipal. Com essa tecnologia, conseguimos agilizar o acompanhamento das pacientes e fortalecer as ações de prevenção ao câncer do colo do útero, que continua sendo uma das principais causas de adoecimento entre as mulheres."

Foto: Reprodução

A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, já que o exame identifica a presença do Papilomavírus Humano (HPV), principal responsável pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero, possibilitando um acompanhamento mais rápido das pacientes que apresentarem alterações.

A capital rondoniense já enviou 326 amostras para análise pela Fiocruz. Desse total, 12 pacientes precisaram realizar citologia reflexa, procedimento complementar utilizado para aprofundar a investigação em casos específicos. As mulheres atendidas tinham idades entre 24 e 64 anos.

A iniciativa coloca Porto Velho entre as primeiras capitais brasileiras a oferecer gratuitamente esse tipo de exame na rede pública municipal, ampliando o acesso à prevenção e contribuindo para a detecção precoce de lesões que podem evoluir para o câncer do colo do útero.

Segundo o prefeito Léo Moraes, a nova conquista do município chega para mudar a realidade da saúde das mulheres da capital.

"Quando investimos em tecnologia voltada à saúde, estamos investindo diretamente na qualidade de vida das pessoas. Essa conquista representa um grande avanço, com ela, é possível reduzir a ansiedade das pacientes e aumentar as chances de um tratamento eficaz. É mais uma ação que contribui para a transformação e desenvolvimento da saúde feminina em Porto Velho".

Texto: Letícia Regis
Edição: Secom
Foto: Eduardo Freitas

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Vacina do Butantan: casos graves e óbitos são de profissionais de saúde

Ministério da Saúde afirma que os dois óbitos e o terceiro caso grave investigados foram registrados entre trabalhadores da atenção primária vacinados em diferentes regiões do país...

Os três casos graves investigados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (8).

Entre os casos estão duas mortes e uma paciente que precisou de internação em unidade de terapia intensiva (UTI), mas se recuperou. Segundo a pasta, ainda não há evidências suficientes para comprovar uma relação de causa e efeito entre a vacinação e os episódios.

Os casos fazem parte de um conjunto de 42 eventos adversos graves registrados entre cerca de 500 mil doses aplicadas do imunizante, o que levou o governo federal a suspender temporariamente a estratégia de vacinação para aprofundar as investigações.

Maioria das doses foi aplicada em profissionais de saúde

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproximadamente 417 mil das 500 mil doses aplicadas no país foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde.

O grupo inclui agentes comunitários de saúde, médicos de família, enfermeiros e integrantes das equipes de Saúde da Família, considerados mais expostos ao risco de infecção pela dengue devido ao contato direto com a população.

“Nós temos profissionais de todo o Brasil que receberam a maior parte dessas 500 mil doses. A grande maioria das doses foi destinada a esses profissionais, que estão protegidos contra a dengue”, afirmou o ministro.


Além dos trabalhadores da saúde, o Ministério da Saúde também promoveu estratégias de vacinação em massa em Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína, no Tocantins.

Nessas localidades, pessoas de 15 a 59 anos foram convocadas para receber a vacina. Ao todo, cerca de 83 mil doses foram aplicadas nessas regiões.

Casos graves não ocorreram em cidades com vacinação ampliada

Segundo informações da coletiva, embora parte das 42 reações adversas graves tenha sido registrada nas cidades que participaram da estratégia ampliada, os três casos mais graves não ocorreram nesses locais.

“Dos três casos graves que levaram à internação, nenhum deles é das cidades da estratégia ampliada. Ocorreram na estratégia de vacinação dos profissionais da atenção primária à saúde”, disse.

O ministro também afirmou que nenhum dos dois óbitos investigados foi registrado nos municípios e regiões que receberam a vacinação ampliada.

“Não são nem das três cidades de vacinação ampla nem da região de Tocantins. Dessas quatro regiões, não tivemos nenhum caso de óbito com relação temporal à vacina”, afirmou.

De acordo com o governo federal, as localidades que participaram da vacinação em massa também não apresentaram a mesma proporção de reações adversas graves observada no conjunto nacional de vacinados.

O que se sabe sobre os casos

Segundo informações apresentadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), um dos casos envolveu uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, precisou de internação em terapia intensiva e recebeu alta.

Outro caso foi o de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave com comprometimento neurológico 19 dias após receber a vacina. Ela morreu.

O terceiro caso envolveu um homem de 58 anos que apresentou sintomas cinco dias após a vacinação e evoluiu rapidamente para um quadro grave, também resultando em morte.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os casos passaram por análise do Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e Outros Imunobiológicos (CIFAVI).

Investigações continuam

O governo federal informou que a suspensão temporária da vacinação tem caráter preventivo e permitirá aprofundar as investigações sobre os 42 eventos adversos graves registrados.

As análises serão conduzidas pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Butantan, especialistas independentes e órgãos de vigilância estaduais e municipais.

De acordo com a pasta, os trabalhos irão avaliar possíveis fatores de risco em comum entre os pacientes, histórico clínico, condições de armazenamento e aplicação das doses, além de outras hipóteses que possam explicar os casos.

Até o momento, o Ministério da Saúde afirma que não há elementos suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e os dois óbitos investigados.

Veja pronunciamento do Butantan

"O Instituto Butantan informa que, seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, a vacinação contra a dengue será, de maneira preventiva, temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal.

No momento, profissionais de saúde estavam sendo vacinados. A orientação ocorre em razão de alguns casos de reação adversa detectados, três deles com sinal de gravidade, em um universo de aproximadamente 500 mil vacinados, que podem ou não estar relacionados à vacinação. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.

O Instituto Butantan mantém seu compromisso e rigor absoluto com a ciência e a saúde da população e irá seguir trabalhando para apoiar o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos vacinados. Cabe ressaltar que a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.

O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS. O Instituto Butantan reafirma seu compromisso de entregar produtos seguros e eficazes para enfrentamento de problemas de saúde pública brasileira pelo SUS."

LEIA MAIS - Governo suspende vacina contra dengue do Butantan por reações adversas; duas mortes são investigadas

fonte - CNN BRASIL.

Governo suspende vacina contra dengue do Butantan por reações adversas; duas mortes são investigadas

Ministro da Saúde afirmou que decisão segue critérios científicos e reforçou que segurança da população é prioridade do programa de imunização...

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da estratégia de vacinação com a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema de vigilância pós-vacinação.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa.

“Nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou.

Segundo o ministro, a interrupção afeta a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o Brasil e também a estratégia que vinha sendo conduzida nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Ibaranguá (CE) e na região do Araguaia, no Tocantins. Padilha explicou que aproximadamente 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando os casos começaram a ser identificados pelos sistemas de vigilância.

“Neste meio milhão de doses, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas ao momento em que a vacina foi aplicada. Inclusive, algumas dessas reações foram absolutamente inesperadas, porque não haviam sido observadas nos estudos clínicos realizados antes da aprovação do imunizante”, disse.

De acordo com o ministro, alguns dos eventos registrados não haviam sido observados nos estudos clínicos de fases 1, 2 e 3 realizados antes da autorização da vacina. Os testes envolveram cerca de 11 mil participantes.

Casos graves e óbitos a serem investigados

Entre os 42 episódios registrados, o Ministério da Saúde identificou três casos considerados graves, incluindo dois óbitos, a serem investigados. Segundo Padilha, as investigações realizadas até o momento não encontraram elementos suficientes para comprovar uma relação de causa e efeito entre a vacinação e as ocorrências.

“Não existem informações suficientes para estabelecer uma causalidade entre a vacina e esses óbitos. Também não existem, até este momento, dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses casos graves, mas isso representa um sinal de alerta para o sistema de vigilância”, afirmou.

O ministro destacou que os 42 registros representam aproximadamente oito casos graves para cada 100 mil doses aplicadas. Apesar da baixa incidência, a pasta decidiu adotar uma medida de precaução.

“Por mais que para muitas pessoas esse número possa parecer pequeno, é um sinal de alerta que nos recomenda a descontinuidade temporária da atual estratégia de vacinação até que sejam concluídas todas as investigações necessárias”, declarou.

Vacinas não serão descartadas

Após a coletiva, o Ministério da Saúde informou que realizará reuniões com gestores estaduais e municipais para orientar a interrupção da vacinação e apresentar uma nota técnica detalhando as recomendações.

Segundo Padilha, as doses já distribuídas permanecerão armazenadas nas redes de frio dos estados e municípios enquanto as investigações estiverem em andamento.

“Como é uma descontinuidade temporária da estratégia, nossa recomendação é que as vacinas continuem armazenadas nas unidades básicas de saúde e nas redes de frio dos estados e municípios. Não é o momento de descartar essas vacinas, mas de interromper temporariamente sua utilização”, afirmou.

Orientação para quem já foi vacinado

O ministro reforçou que pessoas que já receberam a vacina permanecem protegidas contra a doença e não precisam se preocupar. Segundo ele, os dados de eficácia indicam proteção contra os quatro sorotipos da dengue.

“Os dados de eficácia mostram que a vacina protege contra os quatro tipos de dengue. Reforçamos para as pessoas que tomaram a vacina que elas estão protegidas”, disse.

O Ministério da Saúde também informou que fará um acompanhamento especial de pessoas vacinadas nos últimos 21 dias para monitorar eventuais sinais de alerta ou reações adversas.

Investigação será aprofundada

De acordo com Padilha, a suspensão tem caráter preventivo e permitirá que o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan aprofundem a análise dos casos registrados.

As investigações deverão avaliar os 42 episódios de reações graves, possíveis fatores de risco em comum entre os pacientes, além de aspectos relacionados ao armazenamento, transporte e aplicação das doses.

“A descontinuidade tem um objetivo. Primeiro, é uma ação de precaução, que deve sempre guiar quem respeita a vida e quem respeita a ciência, ainda mais quando estamos falando de vacinação. Segundo, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem as investigações”, afirmou.

Segundo o ministro, a recomendação foi aprovada por consenso pelo Comitê Nacional de Farmacovigilância e apresentada ao Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI), órgão que auxilia o Programa Nacional de Imunizações na definição de estratégias de vacinação.

Cobertura vacinal e combate à dengue

Durante a coletiva, Padilha também afirmou que o Brasil registrou em 2025 a maior cobertura vacinal dos últimos nove anos, com índices superiores a 90%.

O ministro destacou ainda a redução dos impactos da dengue no país. Segundo dados apresentados por ele, houve queda de 97% nos óbitos e de 92% nos casos da doença nos primeiros meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2024.

Apesar da redução, Padilha ressaltou que a dengue continua representando um desafio para a saúde pública brasileira e reforçou que a vacinação seguirá sendo uma ferramenta importante no combate à doença após a conclusão das investigações sobre a vacina do Butantan.

FONTE - CNN BRASIL.

SAÚDE PÚBLICA - Saúde de Porto Velho vive nova realidade após ações de Léo Moraes

Final de semana foi de tranquilidade nas unidades de saúde da capital...

Há pouco mais de um ano, a saúde pública municipal de Porto Velho foi classificada pelo Ministério da Saúde como estando em situação crítica após uma força-tarefa realizada nas unidades geridas pela Prefeitura. 


À época, a realidade encontrada era marcada por superlotação, demora nos atendimentos, falta de profissionais e escassez de insumos, desde então, o prefeito Léo Moraes colocou em prática uma série de medidas voltadas para a reestruturação do sistema municipal de saúde. 

Em sua estratégia, ele promoveu um choque de gestão, com acompanhamento mais próximo da realidade de cada unidade e investimentos em áreas consideradas prioritárias.

Nestas ações executadas estão a reforma da UPA Leste, a ampliação dos serviços de saúde nos distritos, a modernização dos sistemas de cadastro e atendimento, o fortalecimento dos atendimentos especializados e a aquisição da estrutura que abrigará o futuro Hospital Municipal de Porto Velho.

Os reflexos desse trabalho puderam ser observados neste fim de semana, durante a madrugada de sexta-feira (5) para sábado (6), e ao longo dos atendimentos realizados nas principais unidades municipais, o cenário registrado foi de tranquilidade, sem grandes filas e com fluxo considerado rápido para os pacientes que procuraram assistência.

A situação contrasta com a realidade vivida anteriormente, quando eram frequentes os registros de demora, superlotação e dificuldades no atendimento.

“Sabemos da dificuldade do nosso trabalho, porém, desde o primeiro dia em que tomamos conhecimento da situação da saúde em Porto Velho, estamos arduamente trabalhando para colocar um ponto final nessa realidade inaceitável. Hoje já temos uma série de ações executadas tanto na área urbana quanto nos distritos do município, e a grande entrega deste ano será a estrutura que abrigará o Hospital Municipal”, afirmou Léo Moraes.

O resultado observado neste fim de semana é apontado pela gestão municipal como um dos sinais mais claros dos avanços obtidos até agora, dentro de um processo de reestruturação que segue em andamento e que tem como principal objetivo garantir mais eficiência, rapidez e qualidade no atendimento à população porto-velhense.

Texto: Redação

Vacina com "superantígeno" feito por IA pode prevenir futuras pandemias

Tecnologia inédita pode oferecer ampla proteção contra milhares de variantes de vírus, como coronavírus ou Ebola

Uma nova vacina que utiliza um "superantígeno" feito por inteligência artificial pode prevenir futuras pandemias antes delas começarem. A tecnologia inovadora é desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido.



Com o método inédito, segundo a universidade, seriam criadas vacinas melhores que podem oferecer ampla proteção contra milhares de variantes de vírus — como coronavírus ou Ebola.


O primeiro teste clínico em humanos de uma vacina universal contra o coronavírus Sarbeco, desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pela empresa spin-off DIOSynVax (DVX) Ltd, demonstrou que a vacina é segura e não apresenta efeitos colaterais significativos.


O ensaio, que envolveu 39 voluntários saudáveis, testou uma vacina desenvolvida para fornecer proteção contra múltiplos coronavírus da família Sarbeco - o grande grupo de vírus que ocorrem na natureza, incluindo o Sars-CoV-2, causador da pandemia de Covid-19.



Transformamos o desenvolvimento de vacinas, deixando de ser reativo para se tornar à prova do futuro. Nossas vacinas continuarão a oferecer proteção contra vírus, mesmo que eles sofram mutações e se transformem em novas cepas.

Jonathan Heeney, professor do Laboratório de Zoonoses Virais do Departamento de Medicina Veterinária

Segundo Cambridge, a vacina desencadeou respostas imunológicas nos voluntários não apenas contra o SARS-CoV-2 e o SARS, mas também contra vírus de morcego relacionados que poderiam transmitir de animais para humanos e causar futuras pandemias.


As vacinas desenvolvidas com o "superantígeno" poderiam proteger contra futuras ameaças de vírus emergentes. A tecnologia também reduz a necessidade de reformulações frequentes, o que é uma limitação fundamental das vacinas atuais.


Esta é a primeira vez que uma vacina, cujo componente ativo foi projetado inteiramente por simulações computacionais, foi testada em humanos. Os participantes fizeram parte dos ensaios clínicos nas instalações de pesquisa clínica do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde e Cuidados (NIHR) em Southampton e Cambridge. O estudo foi patrocinado pelo University Hospital Southampton NHS Foundation Trust (UHSFT).


Superamos o problema das vacinas tradicionais, que têm proteção limitada. Isso significa que podemos escapar do ciclo constante de perseguir as variantes do vírus que circulam em humanos e atualizar as vacinas para tentar alcançá-las", afirmou o professor Heeney, que é o líder científico da pesquisa.


"Superantígeno"

O antígeno é o ingrediente ativo de uma vacina: ele estimula o sistema imunológico do corpo a produzir uma resposta imune protetora, treinando-o para combater futuras infecções por uma ampla gama de patógenos que contenham esses antígenos DVX específicos. 


As vacinas atuais, como a vacina contra a gripe sazonal e as vacinas existentes contra a Covid-19, utilizam antígenos de cepas ou variantes virais específicas que já foram detectadas em humanos. Mas, como os vírus estão em constante mutação, quando essas vacinas tradicionais são produzidas e distribuídas, elas oferecem proteção limitada e precisam ser atualizadas anualmente para se manterem relevantes.


Para desenvolver o antígeno para uma vacina universal contra o coronavírus, a equipe utilizou todos os dados de sequência genética disponíveis para os coronavírus da sarbeco, registrados por programas de vigilância em todo o mundo.


Usando aprendizado de máquina, os pesqusiadores projetaram um superantígeno contendo as características antigênicas comuns a todo esse grupo de vírus – incluindo aqueles que ainda não surgiram.


Testes em humanos

A vacina foi aplicada em voluntários com idades entre 18 e 50 anos no Centro de Pesquisa Clínica NIHR de Southampton, na UHSFT, e no Centro de Pesquisa Clínica NIHR de Cambridge, no Hospital Addenbrooke's, em Cambridge.


O superantígeno é compatível com a maioria dos sistemas de administração de vacinas. Neste ensaio clínico, foi administrado como vacina de DNA por meio de um microjato de fluido. Este método de administração sem agulha oferece uma alternativa para aqueles que têm medo de injeções com agulha. Isso poderia tornar a vacinação mais rápida e fácil de ser realizada em um grande número de pessoas, especialmente em locais onde as injeções convencionais são mais difíceis de administrar. 


Um estudo anterior em animais — uma etapa importante antes do início dos testes em humanos — constatou que a vacina proporcionou uma forte resposta imunológica contra uma variedade de coronavírus. 


É necessário desenvolver ainda mais a vacina antes que ela esteja pronta para uso público. Um ensaio de Fase 2, em maior escala, avaliará a capacidade da vacina de induzir respostas imunes em uma população mais ampla e diversificada, e confirmará se ela gera respostas imunes fortes e com ampla proteção.


Os pesquisadores de Cambridge também destacaram a ameaça contínua de uma pandemia, principalmente com constantes evoluções de vírus do Ebola e do coronavírus. “Se conseguirmos desenvolver e avançar clinicamente com essa nova classe de vacinas antes do início de um surto viral, milhões de vidas poderão ser salvas, confinamentos evitados e a economia preservada", afirma o professor Saul Faust, da Universidade de Southampton, investigador principal dos testes.


Os resultados dos testes foram publicados no Journal of Infection.

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