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Anvisa proíbe venda de leite condensado e dois suplementos

Intoxicação e origem desconhecida provocaram as medidas do órgão...

Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado La Vaquita e apreendeu os suplementos Glicojax e Durasil.

O lote do leite condensado foi reprovado no teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), após análises fiscais do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels. O teste mede a quantidade de bactérias Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens, que, em níveis elevados, podem causar intoxicações alimentares e outras doenças.

A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos, porém, a alimentícia afirmou, em nota oficial, que o produto não faz parte do seu portfólio e que foi associado erroneamente pela agência de vigilância sanitária.

Suplementos

A Anvisa constatou que os suplementos Glicojax e Durasil possuem origem desconhecida e utilizam propagandas enganosas. O Glicojax diz possuir benefícios terapêuticos, como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, suporte à saúde metabólica e controle da diabetes. Segundo a Anvisa, tais benefícios não apresentam comprovação científica.

Já o suplemento em gotas da marca Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil. O produto também tem o fabricante desconhecido. Apesar das irregularidades, plataformas de vendas online como Shopee e Mercado Livre continuam a distribuir o suplemento.

A Agência Brasil entrou em contato com as empresas e aguarda os retornos.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

SP começa projeto-piloto de vacinação contra chikungunya em Mirassol

Teve início nesta segunda-feira (2) na cidade de Mirassol, interior de São Paulo, a aplicação da vacina contra a chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O projeto-piloto marca o início de uma estratégia nacional do Ministério da Saúde para combater a doença viral que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

FOTO - REPRODUÇÃO


Os moradores da cidade que têm entre 18 e 59 anos poderão receber o imunizante de forma gratuita nas unidades de saúde. Segundo o governo de São Paulo, Mirassol foi escolhida devido ao aumento expressivo de casos da doença na região. De acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, em 2024, o local registrou 833 casos prováveis de chikungunya.

“Estamos diante de um marco histórico para a saúde pública. Com 10 municípios em quatro estados, Mirassol está entre os primeiros selecionados e, agora, cerca de 37, 5 mil habitantes poderão receber a vacinação nos postos de saúde. Isso coloca a região na linha de frente de uma proteção inédita contra a chikungunya”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

O Ministério da Saúde prosseguirá com a vacinação em formato piloto em 10 municípios de quatro estados. Os locais serão selecionados com base em critérios epidemiológicos, tamanho populacional e viabilidade operacional para a introdução do imunizante em curto prazo.


Ensaios clínicos

Em abril do ano passado, a vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O imunizante também recebeu autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia.

Os estudos clínicos da vacina foram realizados no Brasil e nos Estados Unidos. Os testes buscaram comprovar a segurança e capacidade da vacina de induzir a produção de anticorpos. Os resultados mostraram que o imunizante é bem tolerado e capaz de induzir resposta imunológica após uma única dose.

A vacina é contraindicada para pessoas imunodeficientes, imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade a componentes do imunizante. As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa.

Sobre a chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e do zika. Ela pode provocar dor crônica nas articulações. Os sintomas mais comuns são febre alta, dores nas articulações, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas no corpo. Em casos graves, os pacientes podem desenvolver dor crônica nas articulações que podem durar anos.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Reino Unido alerta para pancreatite associada a canetas emagrecedoras

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.



Em nota, a agência destacou que a pancreatite aguda é um efeito colateral conhecido, porém pouco frequente, do uso desse tipo de medicamento.

“Em alguns casos extremamente raros, as complicações da pancreatite aguda podem ser particularmente graves”.

De acordo com o comunicado, médicos e pacientes devem estar atentos aos sintomas iniciais de pancreatite aguda para que o quadro não evolua para forma grave, incluindo dor abdominal intensa e persistente que pode irradiar para as costas e ser acompanhada de náuseas e vômitos.

A diretora de Segurança da MHRA, Alison Cave, destacou que, para a grande maioria dos pacientes que recebem prescrição médica para utilizar medicamentos agonistas GLP-1, eles se mostram seguros e eficazes, “proporcionando benefícios significativos para a saúde”.

“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados”, completou Alison.



Entenda

Os medicamentos agonistas GLP-1 são prescritos para o tratamento de diabetes tipo 2 e, no caso de produtos específicos, para o controle de peso e a redução do risco cardiovascular em indivíduos com doença estabelecida e alto índice de massa corpórea (IMC).

Pesquisa recente publicada pela University College London estima que 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia usaram as chamadas canetas emagrecedoras, incluindo a semaglutida (Wegovy e Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro), entre o início de 2024 e o início de 2025, com o objetivo de perda de peso.

FONTE - Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Vírus Nipah pode chegar ao Brasil? Entenda

Possibilidade de uma pandemia causada pelo vírus é considerada baixa, segundo especialistas e o Ministério da Saúde

O vírus Nipah, que recentemente causou surtos na Índia, tem gerado preocupações sobre uma possível disseminação global, mas as autoridades de saúde afirmam que o risco para o Brasil é muito baixo.



Recentemente, um surto de Nipah foi registrado na Índia, com dois casos confirmados, ambos entre profissionais de saúde. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil não indicam qualquer risco imediato de disseminação internacional, especialmente para o Brasil.


A OMS acompanhou o surto na Índia, onde 198 contatos dos casos confirmados foram monitorados, e todos testaram negativo para o vírus. O último caso registrado foi em 13 de janeiro, indicando que o evento se aproxima do fim do período de monitoramento.


O Ministério da Saúde segue monitorando a situação em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições, sem indicar qualquer ameaça iminente.


No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos de vigilância contínua para lidar com agentes patogênicos altamente perigosos, como o Nipah. O país também trabalha em estreita colaboração com instituições como a Fiocruz e o Instituto Evandro Chagas, além de contar com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da OMS. De acordo com o Ministério da Saúde, não há nenhum indicativo de risco para a população brasileira e a situação continua sendo monitorada de perto.


Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus Nipah causa uma infecção zoonótica, ou seja, transmitida de animais para humanos.


A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de alimentos contaminados por secreções de morcegos frutíferos, que são os principais vetores do vírus. Esses morcegos, no entanto, não habitam o Brasil, o que diminui a probabilidade de um surto local. Embora a transmissão humana seja rara, pode ocorrer por contato direto com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas.


O que dizem os especialistas?

O infectologista Renato Kfouri, em entrevista à CNN, afirmou que a chance de uma disseminação global do vírus Nipah, como ocorreu com a COVID-19, é muito baixa. Ele destacou que os dois vírus têm características de transmissão completamente diferentes.


“O coronavírus é um vírus respiratório, passa como uma gripe, um resfriado, com fácil transmissão de pessoa a pessoa. Um caso consegue gerar muitos outros casos. Já o Nipah tem como principal forma de transmissão a picada do morcego”, explicou Kfouri.


Ele também apontou que a transmissão entre humanos é muito mais difícil no caso do Nipah, o que reduz significativamente o risco de pandemia.


Os surtos de Nipah que ocorreram desde a identificação em 1999, principalmente no Sudeste Asiático, foram eficazmente controlados com protocolos de emergência para rápida detecção e isolamento dos casos.


Segundo Kfouri, os surtos de Nipah são tipicamente autolimitados, ou seja, a vigilância e o isolamento das pessoas infectadas acabam por controlar a propagação. "Os surtos mesmo acabam se esgotando só com essa vigilância e isolamento", afirmou o especialista.


Embora o vírus Nipah não represente uma ameaça imediata, Kfouri alerta que outras ameaças virais, como a gripe aviária e as mutações do vírus influenza, devem ser monitoradas com mais atenção. “A principal suspeita para vivermos uma próxima pandemia é um vírus da gripe, como tivemos em 2009 com a gripe suína”, completou o especialista. (CNN)

Saiba o que causou a morte da participante do Quilos Mortais

Ex-integrante do reality morreu aos 50 anos e estava em cuidados médicos

Charity Pierce, conhecida do público por sua participação no reality Quilos Mortais, morreu aos 50 anos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (28/1) por sua filha, Charly Jo, por meio de uma publicação nas redes sociais.



Segundo informações divulgadas pelo site TMZ, Charity faleceu na madrugada de terça-feira, por volta de 1h20, enquanto estava cercada por familiares.


Possível causa da morte

De acordo com uma fonte próxima à família ouvida pela publicação, a ex-participante do reality encontrava-se sob cuidados paliativos havia cerca de um a dois meses, em razão de problemas de saúde preexistentes. Ainda conforme o relato, o acúmulo de líquido nos pulmões pode ter contribuído para o óbito.


Ao anunciar a morte da mãe, Charly Jo afirmou que não pretendia tornar a notícia pública, mas decidiu se pronunciar após receber inúmeras ligações e mensagens. “Eu não ia postar sobre isso, mas as ligações e mensagens estão me deixando arrasada. Minha mãe faleceu hoje”, escreveu.


O texto da filha de Charity Pierce

Em outra mensagem, a filha disse acreditar que Charity estaria finalmente em paz, ao lado de familiares já falecidos, e mencionou o longo período de dificuldades enfrentado pela mãe.


Charly também prestou uma homenagem, destacando a gratidão por ter podido acompanhá-la nos últimos momentos de vida.


Quem foi a participante do reality Quilos Mortais

Charity ganhou notoriedade ao integrar a terceira temporada de Quilos Mortais, exibida em 2015. Na época, seu peso era estimado em cerca de 352 quilos, o que resultava em limitações severas de mobilidade e saúde. Ao longo do programa, o público acompanhou não apenas o processo físico, mas também relatos ligados a traumas pessoais e dificuldades emocionais.


Após a participação no reality, Charity passou por cirurgia bariátrica e conseguiu reduzir significativamente o peso, chegando a aproximadamente 127 quilos. Ao longo dos anos, ela voltou a aparecer em episódios especiais da atração, nos quais relatou a continuidade do tratamento, novas intervenções cirúrgicas e complicações de saúde enfrentadas durante a recuperação.


Nos últimos meses, Charity lidava com um quadro clínico complexo, que incluía linfedema, problemas respiratórios relacionados ao acúmulo de líquido nos pulmões e um câncer renal, diagnóstico que exigiu novos procedimentos médicos. (Metrópoles)

Com unidades móveis, Prefeitura amplia monitoramento de saúde de 12 mil servidores

Ação prioriza prevenção de doenças e acompanhamento da saúde mental

A Prefeitura de Porto Velho ampliou o programa de exames periódicos voltado a cerca de 12 mil servidores municipais. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) e tem como foco a prevenção de doenças, o acompanhamento da saúde mental e a melhoria das condições de trabalho no serviço público.



Município passou a utilizar unidades móveis para a coleta de exames laboratoriais


Para alcançar todas as secretarias, o município passou a utilizar unidades móveis para a coleta de exames laboratoriais, como hemograma e glicose, diretamente nos locais de trabalho. Além disso, os servidores contam com uma unidade fixa de atendimento, localizada na Rua Dom Pedro II, destinada principalmente àqueles que não conseguiram realizar os exames durante a passagem das unidades itinerantes.



Iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad)


O prefeito Léo Moraes destacou que a ação reforça o cuidado com quem atua diariamente no serviço público municipal. “Cuidar da saúde dos servidores é uma forma de fortalecer o funcionamento da administração e garantir melhores condições de trabalho”.


GESTÃO EM SAÚDE


Entre as novidades do programa está a implantação de um aplicativo de monitoramento, que informa o servidor sobre alterações nos resultados dos exames e envia lembretes para acompanhamento médico. A ferramenta ainda está em fase de adesão, mas já é utilizada como apoio na identificação precoce de doenças como hipertensão e diabetes.



Objetivo é antecipar intervenções e reduzir afastamentos prolongados, destacou Antonio Figueiredo


Paralelamente, o Departamento de Saúde Ocupacional realiza um levantamento com base no histórico de afastamentos, com atenção especial aos casos relacionados à saúde mental e a problemas ortopédicos que resultam em readaptação funcional.


Segundo o secretário municipal de Administração, Antônio Figueiredo, o objetivo é antecipar intervenções e reduzir afastamentos prolongados. “A identificação antecipada permite orientar o servidor e encaminhar o tratamento adequado, contribuindo para o bem-estar do trabalhador e para a continuidade dos serviços públicos”.


O programa prevê acompanhamento clínico após a entrega dos resultados dos exames. Quando necessário, o servidor é encaminhado para avaliação médica e início do tratamento.


As ações de atenção à saúde do servidor seguem até abril de 2026. As unidades móveis continuarão percorrendo todas as secretarias municipais nos próximos meses.


Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Anvisa proíbe marca de fita usada para clareamento dental

Agência determinou a apreensão de todos os lotes do produto...

Brasília (DF), 28/01/2026 - Fita de clareamento dental 9D White Teeth Whitening Strips. Foto: VM Global Trade/Divulgação
© VM Global Trade/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda, transporte e uso da fita 9D White Teeth Whitening Strips, usada para clareamento dental.

A determinação foi publicada na terça-feira (27) no Diário Oficial da União. Na resolução, a agência determina a apreensão de todos os lotes da fita.

Em nota, a Anvisa esclarece que o produto não está regularizado junto à agência e que a empresa responsável, a VM Global Trade, não possui autorização de funcionamento para atuar nessa área no Brasil.

Apesar de estar irregular, foi identificada a importação e comercialização da fita no país. O uso de produtos sem registro pode causar danos à saúde, alerta a agência reguladora.

FONTE -AGÊNCIA BRASIL.

Nipah: entenda por que o vírus preocupa especialistas e a OMS

Surto do vírus Nipah na Índia deixa mais de 100 em quarentena e assusta a comunidade científica. Patógeno já tem transmissão entre humanos

Na segunda-feira (26/1), a Índia confirmou que lida com um surto do vírus Nipah. Até o momento, cinco pessoas estão hospitalizadas e mais de 100 foram encaminhadas para fazer quarentena.



O vírus Nipah está na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) de patógenos que devem ter prioridade em estudos científicos e que podem causar futuras pandemias. O que assusta é, principalmente, a letalidade: a entidade estima que de 40% a 75% dos pacientes com o vírus morre por causa dele.


“Não existe tratamento ou vacina disponível para pessoas ou animais. O principal tratamento para humanos é o suporte clínico”, diz o site da OMS.

Outro fator que causa preocupação é que já foi documentada a transmissão do Nipah entre humanos — por enquanto, a situação só aconteceu entre pessoas que estavam em ambiente hospitalar, com contato próximo às secreções respiratórias de um paciente contaminado.


A infecção pode evoluir rapidamente, atingindo o sistema nervoso e respiratório. Em casos graves, o paciente pode ter inchaço no cérebro, entrar em coma e até morrer.


O vírus Nipah

O vírus é zoonótico, transmitido de animais para humanos.

Foi identificado pela primeira vez no fim dos anos 1990.

Seu principal reservatório é o morcego-das-frutas, que o elimina por meio da saliva, urina e fezes.

A transmissão acontece a partir do contato com as secreções, principalmente por meio de frutas contaminadas ou seiva crua de árvores.

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos, confusão mental, convulsões, encefalite, insuficiência respiratória e inflamação do cérebro.


Risco pandêmico do Nipah

Em 2021, a pesquisadora Sarah Gilbert, uma das desenvolvedoras da vacina de Oxford contra o coronavírus, alertou que se o Nipah aprender a se disseminar com maior eficiência, pode causar uma pandemia muito pior que a do Covid-19, com um número maior de mortes.


“Aprendemos que em uma pandemia podemos fazer tudo mais rápido e melhor, e queremos aplicar essas lições, mas precisamos de financiamento. Temos que ter estoques de vacinas contra os patógenos que já conhecemos. Imagine se tivermos, de repente, um grande surto de Nipah que se espalhe ao redor do mundo?”, questionou a pesquisadora. De acordo com Gilbert, o imunizante ainda está longe de ficar pronto. (Metropoles)

Anvisa suspende venda de sal grosso e pó para decoração

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e o uso do pó para decoração da marca Sugar Art, produzido pela Madi Comércio e Indústria de Artigos para Festas e Artesanatos Ltda.


A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto. Em nota, a agência informou que o pó para decoração contém materiais plásticos, tornando o produto impróprio para consumo.

Outro item alvo de ação fiscal e que deve ser recolhido é o Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda. O produto também teve a sua comercialização, distribuição e consumo suspensos.

A agência informou que a medida afeta apenas o lote 004/24 do sal grosso fabricado pela empresa, com vencimento em 30 de outubro de 2026. De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro, o lote citado foi reprovado no teste de determinação de iodo. 

“O iodo deve ser adicionado ao sal de cozinha, para evitar a deficiência desse elemento no organismo, que pode levar ao bócio (aumento da tireoide). A falta de iodo também pode ocasionar vários problemas ao desenvolvimento do feto, durante a gestação, entre outros problemas”, destacou o comunicado.

A Anvisa orienta que consumidores que já tenham adquirido o produto entrem em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 0800 585 0303.

FONTE  - Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil.

Ministério revisa diretrizes e custeio da rede de saúde mental do SUS

Grupo de Trabalho será composto por seis representantes ministeriais...

Brasília (DF), 23/01/2026 - FOTO DE ARQUIVO. Placa mostra CAPS no DF. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
© Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

O Ministério da Saúde estuda revisar as diretrizes e as normas de financiamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne os serviços públicos de todo o país destinados a pessoas em sofrimento psíquico ou que enfrentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

O exame inicial das duas portarias ministeriais que, desde setembro de 2017, estabelecem a forma como a Raps está organizada e é custeada está a cargo de um grupo de trabalho que contará com representantes das entidades que reúnem os secretários de saúde dos estados e do Distrito Federal (Conass) e municipais (Conasems).

O grupo de trabalho responsável por revisar e propor mudanças nas Portarias de Consolidação GM/MS nº 3 nº 6 foi criado por meio da Portaria nº 10, publicada no Diário Oficial da União do último dia 6, e será composto por seis representantes ministeriais; dois do Conass e dois do Conasems.

A portaria também prevê a possibilidade de especialistas e representantes de órgãos e entidades, públicos ou privados, participarem na condição de convidados especiais, sem direito a voto.

De acordo com o texto da portaria, o grupo de trabalho terá 180 dias para apresentar sua proposta de revisão das normas e diretrizes da Raps. Se necessário, o prazo inicial poderá ser prorrogado pelo mesmo período. Ao fim, as sugestões do grupo serão submetidas à avaliação da Comissão Intergestores Tripartites – foro de negociações e decisões composto pelo Ministério da Saúde, Conass e Conasems.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a iniciativa integra suas ações de fortalecimento da política pública de atenção psicossocial e busca aprimorar “a articulação entre os diferentes pontos de atenção [da Raps], a partir das necessidades dos territórios”.

“Com a instituição do grupo de trabalho, o ministério reafirma o compromisso com o fortalecimento do SUS e com a consolidação de uma política de saúde mental orientada pelos princípios da integralidade, da atenção em rede, do cuidado em liberdade e da gestão compartilhada entre os entes federativos," informou a pasta.

Fragilidades

Já o Conass informou que considera a iniciativa “legítima e necessária”, desde que preservados os fundamentos da Lei nº 10.216/2001, principal marco legal da chamada Reforma Psiquiátrica brasileira, por dispor sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e estabelecer um novo modelo assistencial em saúde mental.

De acordo com o conselho, há tempos as secretarias estaduais de saúde vem apontando “importantes fragilidades da Raps”, tais como a dificuldade de muitas prefeituras custearem assistência psicossocial aos munícipes; a falta de arranjos regionais que promovam e garantam este tipo de assistência e o subdimensionamento da saúde mental na atenção primária.

“Somam-se a isso novas demandas do pós-pandemia [como o crescente número de diagnósticos de autismo e outros transtornos mentais; de medicalização de crianças e adolescentes; uso de psicotrópicos pela população em geral; casos de violência nas escolas; jogos e apostas online e dos agravos enfrentados pela situação em população de rua] e impasses quanto ao papel das comunidades terapêuticas, frequentemente desvinculadas da rede de atenção psicossocial e alvo de denúncias de violações de direitos”, pontuou o conselho, acrescentando que, no grupo de trabalho, “continuará reiterando seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), com a Reforma Psiquiátrica e com uma política de saúde mental baseada em evidências, direitos humanos e na realidade dos territórios.”

“O Conass defende atualizar normas e critérios de custeio para fortalecer a Raps e ampliar o acesso e qualificar o cuidado desde que preservados os fundamentos da Reforma Psiquiátrica, como o cuidado em liberdade, serviços comunitários e territoriais, defesa de direitos humanos e protagonismo de usuários e familiares – conquistas da sociedade brasileira”, finalizou o conselho.

Desafios

Segundo o Conasems, União, estados e municípios vêm debatendo os componentes da Raps e os desafios que os gestores públicos enfrentam para garantir a oferta de serviços qualificados de cuidado em saúde mental desde o ano passado. De acordo com a entidade, as demandas relacionadas a sofrimentos psíquicos são cada vez mais complexas, exigindo cada vez mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O problema da saúde mental não se reduz a questões de financiamento ou à atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas envolve a capacidade do sistema em integrar a rede de urgência e emergência, a atenção básica e a hospitalar, aliada à necessidade de profissionais qualificados, à articulação com outros setores e à redução do estigma na sociedade como um todo”, informou o Conasems à Agência Brasil.

Ainda de acordo com a entidade, frente a problemas como a insuficiência de profissionais capacitados e a dificuldade de atrair os existentes para regiões de difícil acesso, os integrantes do grupo de trabalho deverão discutir possíveis melhorias para a rede, considerando as diferenças e particularidades dos 5.570 municípios brasileiros.

“A proposta é que, no âmbito da governança tripartite do SUS, sejam debatidas possíveis melhorias, respeitando os preceitos da reforma psiquiátrica e contando com o apoio do controle social – incluindo usuários, familiares, profissionais e a sociedade em geral –, de modo a formalizar uma política nacional de saúde mental”, acrescentou o conselho de secretarias municipais de saúde.

Suporte

A Raps oferece atendimento integral desde a atenção básica, o que inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes de Consultório na Rua e Centros de Convivência e Cultura (Ceco), até a atenção psicossocial especializada, centrada nas diferentes modalidades de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

A rede também ainda dá suporte às crises por meio da Atenção de Urgência e Emergência (SAMU 192, UPAs e salas de estabilização) e a Atenção Hospitalar, com enfermarias especializadas em hospitais gerais. Complementam a estrutura as Estratégias de Desinstitucionalização, como os Serviços Residenciais Terapêuticos, a Atenção Residencial de Caráter Transitório (unidades de acolhimento e serviços residenciais) e as ações transversais de Reabilitação Psicossocial, que juntas visam promover a autonomia e a reintegração social dos usuários. 

FONTE - AGÊNCIA BRASIL.

Prazo para adesão ao Mais Médicos Especialistas termina no domingo

Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento.


A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto.

"Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025", informa o ministério.

Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país.

A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Governo de RO realiza entrega da reforma e ampliação do Cemetron, nesta sexta-feira, 23

Com o intuito de fortalecer a assistência em saúde aos pacientes e aprimorar a atuação dos profissionais, o governo de Rondônia, realiza, nesta sexta-feira (23), a entrega da área reformada e ampliada do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), referência no atendimento e tratamento de doenças infecciosas. A solenidade da entrega acontecerá às 14h, na Avenida Guaporé, nº 215, Bairro Lagoa, em Porto Velho.

 

A unidade contará com uma nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de novas áreas administrativas e 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A obra possibilitou ainda, a ampliação de mais 21 leitos clínicos.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o Cemetron é um pilar da saúde pública, e a obra é resultado de investimentos estratégicos do governo do estado voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo atendimento com conforto e qualidade.

A diretora da unidade, Evelyn Sousa, afirmou que este é um momento muito esperado pelos profissionais que atuam no hospital. “Essa reforma e construção mostra o compromisso da gestão com seus servidores. Trabalhar para o fortalecimento da saúde no estado, com estruturas de qualidade e conforto, é dignidade e isso não tem preço”, destacou.

ESTRUTURA DA OBRA

Com investimento de R$ 19 milhões do governo de Rondônia, o Cemetron passa a contar com:

  • Auditório com capacidade para 100 pessoas;
  • 9 salas administrativas;
  • 140 m² destinados ao almoxarifado;
  • 173 m² de CME (Central de Material e Esterilização);
  • 365 m² de UTI, com 10 leitos;
  • Nova Central de Gases Medicinais;
  • Nova Subestação de Energia;
  • Novo Abrigo de Gerador.
Foto: Reprodução

Com os novos espaços, tanto a população quanto os trabalhadores do Cemetron passam a contar com uma estrutura mais moderna, o que deve aprimorar a gestão e operação de todas as áreas do hospital. Também foi entregue uma nova Central de Utilidades, que abriga o gerador, a subestação de energia e os gases medicinais, garantindo autonomia às novas áreas sem sobrecarregar a estrutura existente. A obra esteve sob a responsabilidade do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) especializado em infraestrutura.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, ressaltou que a entrega da reforma e ampliação do Cemetron representa mais do que novas estruturas físicas: é a concretização de um compromisso com a vida, com o cuidado e com a dignidade dos rondonienses. “Este investimento é um passo firme para fortalecer o SUS em nosso estado e representa mais segurança e qualidade no atendimento especializado.”

Lote de chocolate Laka deve ser recolhido por problemas na embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).



Segundo a agência, o lote CC28525493 do produto apresenta erro na embalagem. Na fabricação, no lugar do chocolate branco, foi embalado, com o rótulo do Laka, o chocolate na versão com biscoito.

O erro faz com que a embalagem não traga informações importantes, como a presença de trigo, o que pode causar reações em pessoas alérgicas.

A decisão foi tomada após um comunicado de recolhimento voluntário feito pela própria empresa.


Recolhimento voluntário

De acordo com a Anvisa, "foi verificado que produto rotulado como Laka continha, em seu interior, o produto LAKA OREO, o que torna incorreta a lista de ingredientes apresentada no rótulo". 

No Diário Oficial, a Anvisa citou a presença de glúten, mas a empresa corrigiu a informação informando que o ingrediente é o trigo.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Informamos que adotamos preventivamente o processo de recolhimento voluntário do CHOCOLATE BRANCO 145g, da marca LAKA do lote CC28525493 (formato tablete), com prazo de validade 14/07/2026, pois este apresenta indevidamente em seu interior o tablete de LAKA OREO. Reforçamos que o chocolate não apresenta qualquer problema de qualidade, mas está sendo recolhido voluntariamente, de maneira preventiva do mercado, prezando pela segurança dos consumidores alérgicos ou intolerantes ao trigo, por conter este ingrediente em sua composição, não declarado no rótulo de LAKA.

 

Os produtos destes lotes já adquiridos pelos consumidores poderão ser substituídos por outro produto da mesma natureza sem qualquer custo, por meio de contato gratuito com o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor, pelo telefone 0800 704 1940, de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados .

 


fonte - G1

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro no país

Não há garantia sobre conteúdo ou qualidade dos produtos, diz agência...

Brasília-DF, 10.11.2023, Fachada do Prédio da Agência de Vigilância Sanitária ANVISA, em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, e de retatrutida, de todas as marcas e lotes, tiveram sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) nesta quarta-feira (21). Esses produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e são vendidos – em perfis no Instagram – “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”.

A Anvisa diz também em seu comunicado que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”, e que por isso essas canetas emagrecedoras não podem ser usadas “em nenhuma hipótese”.

A resolução sobre a proibição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta.

Avaliação do Enamed coloca cursos de medicina de Rondônia sob risco de punições

No estado, receberam notas abaixo do esperado a Faculdade Metropolitana, que obteve nota 1, além do Afya Centro Universitário de Porto Velho, Centro Universitário Aparício Carvalho e Faculdade Uninassau de Vilhena, todas com nota 2...


Quatro faculdades de medicina de Rondônia devem sofrer sanções do Ministério da Educação após apresentarem desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (19) e integra um balanço nacional que aponta falhas na formação médica em diversas instituições do país.

No estado, receberam notas abaixo do esperado a Faculdade Metropolitana, que obteve nota 1, além do Afya Centro Universitário de Porto Velho, Centro Universitário Aparício Carvalho e Faculdade Uninassau de Vilhena, todas com nota 2. No Enamed, as avaliações variam de 1 a 5, sendo as notas 1 e 2 classificadas como insuficientes.

O exame é aplicado anualmente e tem como objetivo avaliar a qualidade da formação oferecida pelos cursos de medicina no Brasil. Em âmbito nacional, mais de 100 instituições foram avaliadas e 99 deverão sofrer algum tipo de penalidade administrativa.

As sanções previstas incluem desde a suspensão da entrada de novos alunos e bloqueio do acesso a programas federais, como o Fies, até a redução do número de vagas ou a proibição de ampliação da oferta nos cursos. 

Parte das instituições terá que reduzir significativamente suas vagas, enquanto outras ficarão impedidas de qualquer crescimento.

Em nota, o grupo Afya informou ter identificado divergências entre dados preliminares e os números oficialmente divulgados, optando por aguardar esclarecimentos técnicos antes de se manifestar de forma definitiva. 

Já a Uninassau afirmou que ainda não foi oficialmente notificada e que aguarda acesso completo às informações no sistema do MEC para apresentar sua posição. 

A instituição também criticou a ausência de um período de adaptação aos critérios do exame, embora tenha reforçado apoio à avaliação da formação médica.

As demais faculdades citadas não se manifestaram até o momento. O Ministério da Educação esclareceu que algumas instituições mal avaliadas não sofrerão sanções diretas por não estarem sob sua gestão, como é o caso de cursos mantidos por estados e municípios.

As apurações seguem e os resultados devem impactar diretamente o futuro da oferta de cursos de medicina no país, reforçando o debate sobre a qualidade do ensino superior na área da saúde.

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