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Qualidade do atendimento em hospital do interior mobiliza nova atuação do TCE-RO

Medicamentos disponíveis, exames acessíveis e equipamentos em funcionamento são condições essenciais para que a população receba atendimento seguro e de qualidade. Para que esses serviços sejam efetivamente oferecidos, é necessário que as unidades de saúde mantenham processos de gestão, controle e manutenção em funcionamento permanente.


Com esse foco, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou novas providências para o Hospital de Pequeno Porte Francisco Amaral de Brito, no município de Parecis.
 
Durante o monitoramento de determinações expedidas anteriormente, o TCE verificou que ainda permanecem pendências relacionadas à estrutura e à gestão da unidade, fixando novo prazo para comprovação das medidas corretivas.
 
O QUE PRECISA MELHORAR
 
Entre os pontos acompanhados pelo Tribunal estão o controle de estoque e armazenamento de medicamentos, a oferta de exames laboratoriais, a manutenção de ambulâncias e equipamentos, a implantação de protocolos clínicos e a organização dos procedimentos internos da unidade de saúde.
 
O monitoramento apontou que apenas parte das determinações anteriores foi cumprida e que, mesmo após novo prazo concedido pelo Tribunal, o município não apresentou documentos capazes de comprovar a regularização das pendências.
 
Na Decisão Monocrática nº 0153/2026-GCJVA, proferida no processo nº 2187/24, o relator, conselheiro Jailson Viana, concedeu prazo de 30 dias para que a administração municipal comprove a adoção das medidas determinadas. Caso as providências continuem sem comprovação, os responsáveis poderão estar sujeitos às sanções previstas na legislação.
 
NOVO PRAZO PARA ADEQUAÇÕES
 
As determinações abrangem melhorias que influenciam diretamente a rotina dos pacientes, como a disponibilidade de medicamentos, o acesso a exames, o funcionamento adequado dos equipamentos e a organização dos atendimentos.
 
Entre as providências estão o aperfeiçoamento da gestão farmacêutica, a manutenção de equipamentos e ambulâncias, a ampliação da oferta de exames e a implantação de protocolos para qualificar a assistência prestada à população.
 
O acompanhamento realizado pelo Tribunal busca estimular a adoção de soluções que fortaleçam a prestação dos serviços públicos de saúde.

fonte - TCE/RO.

Farmácia Municipal mantém atendimento aos sábados

Unidade que funciona no Maurício Bustani é a única da rede municipal com atendimento todos os sábados, das 8h às 12h


A população de Porto Velho conta com uma alternativa para retirar medicamentos também aos finais de semana. A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) mantém o atendimento da Farmácia Básica Municipal, que funciona na unidade Maurício Bustani, todos os sábados, das 8h às 12h.

O atendimento aos sábados amplia o acesso aos medicamentos disponibilizados pela assistência farmacêutica municipal, principalmente para trabalhadores e demais usuários que encontram dificuldades para procurar uma unidade durante os dias úteis.

De segunda a sexta-feira, a Farmácia Municipal funciona das 8h às 18h, seguindo o horário das demais farmácias da rede. O diferencial do Maurício Bustani é justamente o funcionamento semanal aos sábados, sendo a única unidade municipal a oferecer esse serviço nesse dia.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destaca que a ampliação do horário busca aproximar os serviços da realidade da população. “Nem sempre o cidadão consegue sair do trabalho ou reorganizar sua rotina durante a semana para buscar um medicamento. Manter essa farmácia aberta aos sábados é uma forma de ampliar o acesso e oferecer mais uma possibilidade para que o paciente dê continuidade ao tratamento. Nosso objetivo é facilitar a vida de quem precisa da rede municipal de saúde”.

COMO FUNCIONA

Atendimento é realizado por ordem de chegada e a unidade conta com equipe responsável pela triagem inicial dos usuários

O atendimento é realizado por ordem de chegada e a unidade conta com equipe responsável pela triagem inicial dos usuários, além de três atendentes para dar mais agilidade à dispensação dos medicamentos.

No local, estão disponíveis para retirada os medicamentos que integram o estoque da assistência farmacêutica municipal e são disponibilizados conforme a Relação Municipal de Medicamentos (Remume).

Para o prefeito Léo Moraes, ampliar o acesso aos serviços também significa adaptar a rede pública às necessidades do dia a dia da população. “A saúde pública precisa estar cada vez mais próxima das pessoas. O atendimento aos sábados oferece uma alternativa especialmente para quem trabalha durante a semana e muitas vezes encontra dificuldade para buscar seu medicamento. São medidas como essa, voltadas para a realidade do cidadão, que ajudam a tornar o serviço público mais acessível e eficiente”, destaca Léo Moraes.

MEDICAMENTOS

Antes de sair de casa, o usuário pode verificar pela internet a disponibilidade do medicamento que procura. A consulta é realizada em tempo real por meio do FarmaPub, ferramenta que permite conferir os estoques da assistência farmacêutica municipal.

https://farmapub.portovelho.ro.gov.br/

Para retirar os medicamentos, o paciente deve residir em Porto Velho e apresentar documento oficial com foto, Cartão SUS, comprovante de residência e receita médica válida. A Semusa reforça que também ocorre a entrega de medicação controlada.

A Farmácia Municipal funciona na unidade Maurício Bustani, localizada na avenida Governador Jorge Teixeira, nº 1989, bairro Liberdade.

Texto: Jhon Silva

Fotos: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Vacinação e atendimentos extras são ofertados neste sábado (15) em três unidades de Porto Velho

Unidades terão vacinação para toda a população, além de consultas previamente agendadas, farmácia, regulação e aferição de pressão e glicemia...


A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realiza neste sábado (15) um dia extra de atendimento em três unidades de saúde da capital. A iniciativa tem como objetivo dar agilidade aos atendimentos de consultas médicas que já estavam agendadas e, ao mesmo tempo, integrar as ações da Campanha Nacional de Multivacinação.

A sala de vacinação estará aberta para a população em geral que deseja avaliar e atualizar a caderneta de vacinas com as doses previstas no Calendário Nacional. Além disso, estarão disponíveis para o público os serviços de farmácia, regulação e medição de pressão arterial e glicemia.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destaca que o atendimento no fim de semana visa aproximar os serviços da comunidade.

"Essa abertura no sábado é um esforço da gestão para agilizar a agenda de consultas da rede e oferecer mais comodidade à população. É uma oportunidade para que os moradores aproveitem o dia extra e mantenham os cuidados com a saúde e a vacinação em dia", ressalta Sandra Cardoso, secretária da Semusa.

Sandra Cardoso destacou que o atendimento no fim de semana visa aproximar os serviços da comunidade

A gerente da Divisão de Imunização da Semusa, Elizeth Gomes, lembra que o momento é ideal para colocar a caderneta vacinal em ordem.

"A Campanha de Multivacinação é um momento fundamental para identificar doses em atraso. Orientamos que todos levem a caderneta para que as equipes de vacinação façam a conferência e apliquem os imunizantes necessários", orienta Elizeth Gomes, gerente da Divisão de Imunização da Semusa.

Para o atendimento, os cidadãos devem apresentar documento de identificação com foto, cartão do SUS ou CPF e a caderneta de vacinação.

Unidades em Atendimento Neste Sábado (15)

Unidade de Saúde da Família Mariana

Horário: 8h às 14h

Endereço: Rua Petrolina, nº 10415, bairro Mariana (antiga Clínica 02 de Julho).

Unidade de Saúde da Família Renato Medeiros

Horário: 8h às 12h

Endereço: Rua: Magno Arsolino, 1456 - Cidade do Lobo,

Unidade de Saúde da Família Socialista

Horário: 7h às 12h30

Endereço: Rua Mané Garrincha, nº 9340, bairro Socialista

Siga o canal oficial no WhatsApp e receba as principais informações diretamente no seu celular:

https://whatsapp.com/channel/0029VbCaSTO5q08TB4mYNM0o

Texto: Taiana Mendonça

Edição: Secom

Fotos: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)



Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos

Programa vai criar unidades volantes em regiões ribeirinhas...

medicamentos
© Arquivo/Agência Brasil

Uma nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, publicada esta semana, prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e a melhoria do monitoramento do serviço.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que um grupo de trabalho vai discutir a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.

Segundo a pasta, também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros.

Para locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para assistência, como unidades volantes ou avançadas de atendimento.

Ainda de acordo com o ministério, o uso de inteligência artificial poderá permitir a identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes no programa.

“A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território”, completou a nota.

Unidades credenciadas

De forma imediata, a atualização da portaria do Farmácia Popular traz o aprimoramento do controle e o monitoramento das unidades credenciadas, com foco em gestão de risco.

“O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto”, informou o ministério.

A adoção de sistemas automatizados e a digitalização de dados e processos, segundo a pasta, também vão permitir maior acompanhamento do serviço.

Ainda segundo a nota, o sistema responsável pela dispensação de insumos passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais.

O programa

O Farmácia Popular oferece, gratuitamente, um total de 41 itens de saúde, incluindo fraldas geriátricas, absorventes higiênicos e medicamentos para diversas condições, como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.

Atualmente, o programa registra 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura de 97% da população brasileira. Em 2025, dados do ministério indicam que 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.

FONTE - AGENCIA BRASIL.



Resultado de exames laboratoriais pode ser consultado pela plataforma PVH+

Serviço permite que pacientes da rede municipal visualizem e baixem laudos pelo celular ou computador...

A Prefeitura de Porto Velho tem ampliado o uso da tecnologia para facilitar o acesso da população aos serviços da rede municipal de saúde. Entre as ferramentas disponíveis está a consulta on-line dos resultados de exames laboratoriais realizados por meio do Laboratório de Análises Clínicas Municipal (LAM), permitindo que o paciente tenha acesso ao laudo sem precisar retornar à unidade apenas para buscar o documento impresso.

O serviço pode ser utilizado pelo celular ou computador e representa mais comodidade para quem utiliza a rede pública municipal. Além de economizar tempo, a consulta digital evita gastos com deslocamento e contribui para diminuir o fluxo de pessoas nas recepções das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para o prefeito Léo Moraes, a modernização dos serviços precisa refletir diretamente na rotina da população. “Estamos utilizando a tecnologia para tornar os serviços públicos mais simples e próximos das pessoas. Se o resultado pode chegar ao cidadão pelo celular ou computador, evitamos um deslocamento que muitas vezes exige tempo, transporte e reorganização de toda a rotina familiar”.

É necessário realizar o login ou fazer o cadastro no primeiro acesso

Para consultar o resultado, o usuário deve acessar a plataforma PVH+ e selecionar o serviço “Consultar resultado de exames laboratoriais”, que direciona para o sistema Meu Exame. Na plataforma, é necessário realizar o login ou fazer o cadastro no primeiro acesso.

Depois de entrar no sistema, o paciente deve procurar a opção “Requisição e Data de requisição” e selecionar a requisição correspondente ao comprovante entregue pela Unidade Básica de Saúde. Ao lado da data, estará disponível a opção de download, identificada por uma seta para baixo. Ao clicar, o usuário poderá visualizar e baixar o laudo do exame.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explica que a facilidade beneficia tanto o usuário quanto a própria organização dos serviços de saúde. “É uma solução que traz mais autonomia para o paciente e também contribui para a organização das nossas unidades. A pessoa não precisa retornar à UBS exclusivamente para retirar um papel e consegue acessar o resultado onde estiver. Ao mesmo tempo, reduzimos demandas desnecessárias nas recepções e permitimos que nossas equipes direcionem a atenção para quem precisa de atendimento presencial”.

Para a realização dos procedimentos presenciais relacionados aos exames laboratoriais, o paciente deve apresentar documento oficial com foto e Cartão do SUS. Também é importante guardar a requisição entregue pela unidade de saúde, já que as informações contidas no documento auxiliam na localização do exame dentro da plataforma.

Acesse aqui o PVH+

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Texto: Jhon Silva

Fotos: Arquivo

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

Manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas são principais sintomas...

Pessoa com sintomas de sarampo. Foto: OMS
© OMS

Em junho deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e de disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.

A nota técnica citava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados.”

No mesmo mês, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves.

À época, a zona norte de São Paulo registrava três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.

>> Confira, a seguir, as principais informações sobre o sarampo:

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, sobretudo em regiões com baixas taxas de imunização.

Transmissão e prevenção

Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente.

A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das conhecidas manchas vermelhas pelo corpo.

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas:

  • tosse seca;
  • irritação nos olhos (conjuntivite);
  • mal-estar intenso.

Entre três a cinco dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo restante do corpo.

A febre persistente é considerada sinal de alerta e pode indicar gravidade, sobretudo em crianças menores de 5 anos.

Complicações

O sarampo é considerado uma doença grave, que pode deixar sequelas por toda a vida ou, até mesmo, causar a morte.

Algumas complicações associadas ao sarampo incluem:

  • pneumonia (infecção no pulmão): cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;
  • otite média aguda (infecção no ouvido): ocorre em cerca de 1 em cada 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
  • encefalite aguda (inflamação no cérebro): entre 1 e 4 de cada mil crianças podem desenvolver essa complicação e 10% podem morrer em decorrência do quadro;
  • morte: entre 1 e 3 de cada mil crianças infectadas pelo sarampo podem morrer em decorrência de complicações da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, com base em sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mas o diagnóstico considerado ideal é o laboratorial, por meio de amostra de sangue e também por meio de amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos utilizados têm como objetivo reduzir o desconforto causado pelos sintomas.

A orientação é não fazer uso de nenhum medicamento sem antes passar pelo médico e procurar o serviço de saúde mais próximo caso apresente sintomas.

O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional e diminuir a hipertermia (elevação da temperatura corporal).

Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional.

Vacinação

O sarampo é uma doença prevenível por meio da vacinação. Os critérios para indicação da dose levam em conta características clínicas, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida e a ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

A vacinação contra o sarampo está disponível em apresentações diferentes, sendo que todas previnem a doença.

Cabe ao profissional de saúde aplicar a dose adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

Tipos de vacinas

  • dupla viral: protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto.
  • tríplice viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba e da rubéola.
  • tetra viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba, da rubéola e da varicela (catapora).

Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo.

Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Nos postos de saúde, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A depender da situação epidemiológica de cada localidade, há necessidade de estabelecer outras estratégias – além das doses de rotina, a vacina contra o sarampo pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, em localidades com o surto da doença, por exemplo.

Esquema vacinal

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

Em situação de risco para o sarampo — surtos ou exposição domiciliar, por exemplo – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses.

A dose não deve ser considerada como dose válida para o cumprimento do esquema de rotina: continuam sendo necessárias duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de 1 mês.

>> Veja como é o esquema vacinal por faixa etária:

  • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • 15 meses: segunda dose, por meio da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
  • 5 anos a 29 anos: duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, caso não tenham sido vacinados no período recomendado.
  • 30 anos a 59 anos: se não tiver comprovação de vacinação prévia deve receber uma dose da vacina.

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina durante o puerpério.

Em casos de surto de sarampo, pode ser considerada a aplicação de uma terceira dose em pessoas com esquema completo.

Indivíduos com história pregressa de sarampo são considerados imunizados contra a doença, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é a vacinação.

fonte - agencia brasil.

Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

Exame precoce e estilo de vida saudável protegem o coração...

Uma das principais causas do aumento do colesterol em crianças e adolescentes é uma alimentação rica em gorduras. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. "O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose", afirmou.

Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

"Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia", alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. "Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa."

Dieta carnívora

A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

"Isso é uma invenção", afirmou.

Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

"Não é uma dieta aconselhável", resumiu.

Estilo de vida

Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

"A pior gordura que tem é essa", disse, referindo-se à gordura trans.

O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

"O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação", explicou.

O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

Estatinas

Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

"O paciente não deve interromper esse tratamento", reforçou.

Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

"Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.", avaliou.

O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

"O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular."

Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Hipercolesterolemia familiar

Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

"Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância."

Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

Obesidade

O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

Fatores de risco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

"Eu diria que ela já é o quinto fator de risco", afirmou.

O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.

fonte - agencia brasil.

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