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Ministério revisa diretrizes e custeio da rede de saúde mental do SUS

Grupo de Trabalho será composto por seis representantes ministeriais...

Brasília (DF), 23/01/2026 - FOTO DE ARQUIVO. Placa mostra CAPS no DF. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
© Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

O Ministério da Saúde estuda revisar as diretrizes e as normas de financiamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne os serviços públicos de todo o país destinados a pessoas em sofrimento psíquico ou que enfrentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

O exame inicial das duas portarias ministeriais que, desde setembro de 2017, estabelecem a forma como a Raps está organizada e é custeada está a cargo de um grupo de trabalho que contará com representantes das entidades que reúnem os secretários de saúde dos estados e do Distrito Federal (Conass) e municipais (Conasems).

O grupo de trabalho responsável por revisar e propor mudanças nas Portarias de Consolidação GM/MS nº 3 nº 6 foi criado por meio da Portaria nº 10, publicada no Diário Oficial da União do último dia 6, e será composto por seis representantes ministeriais; dois do Conass e dois do Conasems.

A portaria também prevê a possibilidade de especialistas e representantes de órgãos e entidades, públicos ou privados, participarem na condição de convidados especiais, sem direito a voto.

De acordo com o texto da portaria, o grupo de trabalho terá 180 dias para apresentar sua proposta de revisão das normas e diretrizes da Raps. Se necessário, o prazo inicial poderá ser prorrogado pelo mesmo período. Ao fim, as sugestões do grupo serão submetidas à avaliação da Comissão Intergestores Tripartites – foro de negociações e decisões composto pelo Ministério da Saúde, Conass e Conasems.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a iniciativa integra suas ações de fortalecimento da política pública de atenção psicossocial e busca aprimorar “a articulação entre os diferentes pontos de atenção [da Raps], a partir das necessidades dos territórios”.

“Com a instituição do grupo de trabalho, o ministério reafirma o compromisso com o fortalecimento do SUS e com a consolidação de uma política de saúde mental orientada pelos princípios da integralidade, da atenção em rede, do cuidado em liberdade e da gestão compartilhada entre os entes federativos," informou a pasta.

Fragilidades

Já o Conass informou que considera a iniciativa “legítima e necessária”, desde que preservados os fundamentos da Lei nº 10.216/2001, principal marco legal da chamada Reforma Psiquiátrica brasileira, por dispor sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e estabelecer um novo modelo assistencial em saúde mental.

De acordo com o conselho, há tempos as secretarias estaduais de saúde vem apontando “importantes fragilidades da Raps”, tais como a dificuldade de muitas prefeituras custearem assistência psicossocial aos munícipes; a falta de arranjos regionais que promovam e garantam este tipo de assistência e o subdimensionamento da saúde mental na atenção primária.

“Somam-se a isso novas demandas do pós-pandemia [como o crescente número de diagnósticos de autismo e outros transtornos mentais; de medicalização de crianças e adolescentes; uso de psicotrópicos pela população em geral; casos de violência nas escolas; jogos e apostas online e dos agravos enfrentados pela situação em população de rua] e impasses quanto ao papel das comunidades terapêuticas, frequentemente desvinculadas da rede de atenção psicossocial e alvo de denúncias de violações de direitos”, pontuou o conselho, acrescentando que, no grupo de trabalho, “continuará reiterando seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), com a Reforma Psiquiátrica e com uma política de saúde mental baseada em evidências, direitos humanos e na realidade dos territórios.”

“O Conass defende atualizar normas e critérios de custeio para fortalecer a Raps e ampliar o acesso e qualificar o cuidado desde que preservados os fundamentos da Reforma Psiquiátrica, como o cuidado em liberdade, serviços comunitários e territoriais, defesa de direitos humanos e protagonismo de usuários e familiares – conquistas da sociedade brasileira”, finalizou o conselho.

Desafios

Segundo o Conasems, União, estados e municípios vêm debatendo os componentes da Raps e os desafios que os gestores públicos enfrentam para garantir a oferta de serviços qualificados de cuidado em saúde mental desde o ano passado. De acordo com a entidade, as demandas relacionadas a sofrimentos psíquicos são cada vez mais complexas, exigindo cada vez mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O problema da saúde mental não se reduz a questões de financiamento ou à atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas envolve a capacidade do sistema em integrar a rede de urgência e emergência, a atenção básica e a hospitalar, aliada à necessidade de profissionais qualificados, à articulação com outros setores e à redução do estigma na sociedade como um todo”, informou o Conasems à Agência Brasil.

Ainda de acordo com a entidade, frente a problemas como a insuficiência de profissionais capacitados e a dificuldade de atrair os existentes para regiões de difícil acesso, os integrantes do grupo de trabalho deverão discutir possíveis melhorias para a rede, considerando as diferenças e particularidades dos 5.570 municípios brasileiros.

“A proposta é que, no âmbito da governança tripartite do SUS, sejam debatidas possíveis melhorias, respeitando os preceitos da reforma psiquiátrica e contando com o apoio do controle social – incluindo usuários, familiares, profissionais e a sociedade em geral –, de modo a formalizar uma política nacional de saúde mental”, acrescentou o conselho de secretarias municipais de saúde.

Suporte

A Raps oferece atendimento integral desde a atenção básica, o que inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes de Consultório na Rua e Centros de Convivência e Cultura (Ceco), até a atenção psicossocial especializada, centrada nas diferentes modalidades de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

A rede também ainda dá suporte às crises por meio da Atenção de Urgência e Emergência (SAMU 192, UPAs e salas de estabilização) e a Atenção Hospitalar, com enfermarias especializadas em hospitais gerais. Complementam a estrutura as Estratégias de Desinstitucionalização, como os Serviços Residenciais Terapêuticos, a Atenção Residencial de Caráter Transitório (unidades de acolhimento e serviços residenciais) e as ações transversais de Reabilitação Psicossocial, que juntas visam promover a autonomia e a reintegração social dos usuários. 

FONTE - AGÊNCIA BRASIL.

Prazo para adesão ao Mais Médicos Especialistas termina no domingo

Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento.


A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto.

"Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025", informa o ministério.

Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país.

A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Governo de RO realiza entrega da reforma e ampliação do Cemetron, nesta sexta-feira, 23

Com o intuito de fortalecer a assistência em saúde aos pacientes e aprimorar a atuação dos profissionais, o governo de Rondônia, realiza, nesta sexta-feira (23), a entrega da área reformada e ampliada do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), referência no atendimento e tratamento de doenças infecciosas. A solenidade da entrega acontecerá às 14h, na Avenida Guaporé, nº 215, Bairro Lagoa, em Porto Velho.

 

A unidade contará com uma nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de novas áreas administrativas e 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A obra possibilitou ainda, a ampliação de mais 21 leitos clínicos.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o Cemetron é um pilar da saúde pública, e a obra é resultado de investimentos estratégicos do governo do estado voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo atendimento com conforto e qualidade.

A diretora da unidade, Evelyn Sousa, afirmou que este é um momento muito esperado pelos profissionais que atuam no hospital. “Essa reforma e construção mostra o compromisso da gestão com seus servidores. Trabalhar para o fortalecimento da saúde no estado, com estruturas de qualidade e conforto, é dignidade e isso não tem preço”, destacou.

ESTRUTURA DA OBRA

Com investimento de R$ 19 milhões do governo de Rondônia, o Cemetron passa a contar com:

  • Auditório com capacidade para 100 pessoas;
  • 9 salas administrativas;
  • 140 m² destinados ao almoxarifado;
  • 173 m² de CME (Central de Material e Esterilização);
  • 365 m² de UTI, com 10 leitos;
  • Nova Central de Gases Medicinais;
  • Nova Subestação de Energia;
  • Novo Abrigo de Gerador.
Foto: Reprodução

Com os novos espaços, tanto a população quanto os trabalhadores do Cemetron passam a contar com uma estrutura mais moderna, o que deve aprimorar a gestão e operação de todas as áreas do hospital. Também foi entregue uma nova Central de Utilidades, que abriga o gerador, a subestação de energia e os gases medicinais, garantindo autonomia às novas áreas sem sobrecarregar a estrutura existente. A obra esteve sob a responsabilidade do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) especializado em infraestrutura.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, ressaltou que a entrega da reforma e ampliação do Cemetron representa mais do que novas estruturas físicas: é a concretização de um compromisso com a vida, com o cuidado e com a dignidade dos rondonienses. “Este investimento é um passo firme para fortalecer o SUS em nosso estado e representa mais segurança e qualidade no atendimento especializado.”

Anvisa determina recolhimento de chocolate Laka

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (22).



Segundo a agência, o lote CC28525493 do produto apresenta erro na embalagem. Na fabricação, no lugar do chocolate branco, foi embalado, com o rótulo do Laka, o chocolate na versão com biscoito.

O erro faz com que a embalagem não traga informações importantes, como a presença de trigo, o que pode causar reações em pessoas alérgicas.

A decisão foi tomada após um comunicado de recolhimento voluntário feito pela própria empresa.


Recolhimento voluntário

De acordo com a Anvisa, "foi verificado que produto rotulado como Laka continha, em seu interior, o produto LAKA OREO, o que torna incorreta a lista de ingredientes apresentada no rótulo". 

No Diário Oficial, a Anvisa citou a presença de glúten, mas a empresa corrigiu a informação informando que o ingrediente é o trigo.

fonte - G1

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro no país

Não há garantia sobre conteúdo ou qualidade dos produtos, diz agência...

Brasília-DF, 10.11.2023, Fachada do Prédio da Agência de Vigilância Sanitária ANVISA, em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, e de retatrutida, de todas as marcas e lotes, tiveram sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) nesta quarta-feira (21). Esses produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e são vendidos – em perfis no Instagram – “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”.

A Anvisa diz também em seu comunicado que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”, e que por isso essas canetas emagrecedoras não podem ser usadas “em nenhuma hipótese”.

A resolução sobre a proibição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta.

Avaliação do Enamed coloca cursos de medicina de Rondônia sob risco de punições

No estado, receberam notas abaixo do esperado a Faculdade Metropolitana, que obteve nota 1, além do Afya Centro Universitário de Porto Velho, Centro Universitário Aparício Carvalho e Faculdade Uninassau de Vilhena, todas com nota 2...


Quatro faculdades de medicina de Rondônia devem sofrer sanções do Ministério da Educação após apresentarem desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (19) e integra um balanço nacional que aponta falhas na formação médica em diversas instituições do país.

No estado, receberam notas abaixo do esperado a Faculdade Metropolitana, que obteve nota 1, além do Afya Centro Universitário de Porto Velho, Centro Universitário Aparício Carvalho e Faculdade Uninassau de Vilhena, todas com nota 2. No Enamed, as avaliações variam de 1 a 5, sendo as notas 1 e 2 classificadas como insuficientes.

O exame é aplicado anualmente e tem como objetivo avaliar a qualidade da formação oferecida pelos cursos de medicina no Brasil. Em âmbito nacional, mais de 100 instituições foram avaliadas e 99 deverão sofrer algum tipo de penalidade administrativa.

As sanções previstas incluem desde a suspensão da entrada de novos alunos e bloqueio do acesso a programas federais, como o Fies, até a redução do número de vagas ou a proibição de ampliação da oferta nos cursos. 

Parte das instituições terá que reduzir significativamente suas vagas, enquanto outras ficarão impedidas de qualquer crescimento.

Em nota, o grupo Afya informou ter identificado divergências entre dados preliminares e os números oficialmente divulgados, optando por aguardar esclarecimentos técnicos antes de se manifestar de forma definitiva. 

Já a Uninassau afirmou que ainda não foi oficialmente notificada e que aguarda acesso completo às informações no sistema do MEC para apresentar sua posição. 

A instituição também criticou a ausência de um período de adaptação aos critérios do exame, embora tenha reforçado apoio à avaliação da formação médica.

As demais faculdades citadas não se manifestaram até o momento. O Ministério da Educação esclareceu que algumas instituições mal avaliadas não sofrerão sanções diretas por não estarem sob sua gestão, como é o caso de cursos mantidos por estados e municípios.

As apurações seguem e os resultados devem impactar diretamente o futuro da oferta de cursos de medicina no país, reforçando o debate sobre a qualidade do ensino superior na área da saúde.

Vacina em teste tem bons resultados na prevenção do câncer de intestino

Uma pesquisa conduzida por uma equipe internacional e liderada pelo médico espanhol Eduardo Vilar-Sánchez, do MD Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, aponta um possível avanço na criação de vacinas para a prevenção do câncer de intestino.


O estudo avaliou pacientes com síndrome de Lynch, uma condição hereditária rara, que afeta cerca de uma em cada 270 pessoas, e aumenta a chance de desenvolver o tumor. De acordo com os dados iniciais, a vacina conseguiu impedir o surgimento de novas lesões e manter estáveis as que já existiam.

Ensaio com pacientes de síndrome de Lynch

O estudo acompanhou 45 pessoas com síndrome de Lynch que, apesar de não terem câncer, já apresentavam pólipos no intestino. Os pólipos são saliências na parede do cólon que podem se transformar em tumores com o passar do tempo.


Um ano depois da aplicação da vacina Nous-209, os pesquisadores não encontraram lesões novas nos participantes.

Isso significa que além de frear as lesões, os pólipos que já existiam também permaneceram estáveis, indicando que a vacina pode deixar mais lento o processo que dá origem ao câncer de intestino.


Principais sintomas do câncer de intestino

O câncer de intestino não apresenta sintomas em seu estágio inicial, e quando os sinais começam a surgir, em geral são inespecíficos.

Quando o tumor causa sintomas, muitas vezes já está em uma fase mais avançada.

Os sintomas mais comuns incluem alteração do ritmo intestinal, presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal, sensação de empachamento, perda de peso e anemia.

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

Como funciona a vacina Nous-209

A vacina é feita a partir de um vírus inativado, usado como transporte para levar ao organismo 209 fragmentos de proteínas que costumam aparecer em tumores do cólon, do estômago e do endométrio.

A ideia principal é ensinar o sistema imunológico a reconhecer esses sinais e atacar células que apresentem o padrão antes que o câncer se desenvolva. De acordo com os pesquisadores, todos os participantes tiveram uma resposta forte das células de defesa, as células T.

Depois da dose de reforço anual, essa resposta ficou ainda mais intensa. Em testes de laboratório, as células conseguiram destruir células tumorais e mostraram capacidade de manter uma espécie de “memória”, o que ajuda o corpo a reagir mais rápido caso novos sinais apareçam.

Próximos passos da pesquisa

Embora os resultados indiquem potencial para prevenir o câncer em pessoas com síndrome de Lynch, os pesquisadores reforçam que ainda é necessário um número maior de participantes e um acompanhamento mais longo.

A expectativa é que, no futuro, a estratégia também alcance a população geral. Mas, por enquanto, os dados atuais já mostram um avanço importante para quem vive com risco hereditário.

fonte - Metrópoles.

Sesau orienta sobre diferença entre HIV e AIDS, e como prevenir e tratar o vírus

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma realidade mundial. A prevenção e a conscientização são fundamentais, assim como o tratamento adequado, que possibilita às pessoas que vivem com HIV uma vida com qualidade. Nesse contexto, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta sobre a diferença entre HIV e AIDS e orienta a população sobre onde buscar atendimento e medicamentos gratuitos.

De acordo com a infectologista do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Maiara Soares, a transmissão do vírus ocorre principalmente por via sexual ou por contato com sangue contaminado. Inicialmente, pode não haver sintomas. “Após a infecção, nas primeiras semanas, podem surgir febre, ínguas e sintomas que se assemelham a uma virose, que desaparecem. Em muitos casos, a doença permanece silenciosa por anos”, explicou.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a ciência mostra que, com acompanhamento médico e uso correto dos medicamentos é possível viver com saúde e dignidade. “A prevenção continua sendo a maior aliada e, a saúde pública de Rondônia oferece estrutura, profissionais capacitados e medicamentos gratuitos para proteger a população”, salientou.

O Secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, reforça que a conscientização é a forma mais eficiente de prevenção. “Se proteger é o melhor método. Nossas unidades e profissionais estão engajados e prontos para atender e acompanhar os pacientes”, frisou.

HIV OU AIDS?

Conforme a infectologista do Cemetron, o HIV é o vírus que infecta o organismo e ataca o sistema imunológico. Já a AIDS é a doença que pode se desenvolver quando a infecção pelo HIV não é tratada, caracterizada por uma queda acentuada da imunidade e surgimento de infecções oportunistas e, por isso a importância do diagnóstico precoce e tratamento.

TESTE RÁPIDO

Em Rondônia, a Policlínica Oswaldo Cruz (POC) disponibiliza testagem rápida para HIV sem necessidade de regulação. Basta comparecer à unidade, que fica localizada na Avenida Governador Jorge Teixeira, nº 3.862, Bairro Industrial, com o documento de identidade e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado sai em até 20 minutos. Caso seja positivo, o paciente é encaminhado para consultas com infectologista na unidade mesmo e, se necessário, para internação no Cemetron.

MEDICAMENTO

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é um método de prevenção contra o HIV oferecido pelo SUS. Consiste no uso de comprimidos com tenofovir e entricitabina, que bloqueiam a multiplicação do vírus no organismo. Pode ser tomada diariamente ou sob demanda, sempre com acompanhamento médico e exames regulares. Embora reduza significativamente o risco de infecção pelo HIV, não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e, por isso o uso de preservativo continua recomendado.

Na rede pública de Rondônia são oferecidos medicamentos para tratamento e para a prevenção da infecção (PEP e PrEP), testes rápidos, internação hospitalar e acompanhamento multidisciplinar.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO

  • Policlínica Oswaldo Cruz: das 7h às 19h, na Avenida Governador Jorge Teixeira, nº 3.862, Bairro Industrial
  • Unidades Básicas de Saúde mais próximas de sua residência
  • Serviço de Assistência Especializada (SAE): das 7h às 19h, na Rua Duque de Caxias, nº 1.960, Bairro São Cristóvão
FONTE - SECOM RO.

Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

Maranguape e Nova Lima começaram a aplicar vacina do Butantan...

Maranguape (CE), 17/01/2026 - Dia D de Vacinação contra a Dengue. Foto: Prefeitura de Maranguape/Divulgação
© Prefeitura de Maranguape/Divulgação

As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa no domingo (18).

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, "mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada".

fonte - AGÊNCIA BRASIL.

Virginia revela que filha sente mesmas dores que ela

Influenciadora compartilhou o relato em vídeo publicado nas redes sociais

Virginia Fonseca usou as redes sociais na tarde dessa sexta-feira (16/1) para compartilhar uma situação envolvendo a filha mais velha, Maria Alice, de 4 anos.



Segundo a influenciadora, a criança tem apresentado dores de cabeça semelhantes às crises que ela própria enfrenta há anos.


O relato foi feito por meio dos stories, onde Virginia publicou um vídeo ao lado da filha e questionou como ela estava se sentindo. Na gravação, a menina respondeu de forma simples sobre o incômodo. “Era só sono a minha dor de cabeça”, disse a criança.


Ao comentar a situação, a empresária associou o episódio às próprias experiências com enxaqueca, condição que já relatou em diversas ocasiões aos seguidores. Na legenda da publicação, ela escreveu: “Mariazinha tem dores de cabeça igual eu”.



Relembre

Virginia é mãe de três filhos, todos do casamento com o cantor Zé Felipe. Além de Maria Alice, ela também é mãe de Maria Flor, de 3 anos, e de José Leonardo, de 1 ano.


Em 2024, a influenciadora revelou que iniciou um tratamento específico para amenizar as dores de cabeça frequentes. Entre as medidas adotadas, ela mencionou a realização de fisioterapia craniana como parte do processo.


Na época, Virginia explicou que o cuidado com a enxaqueca envolve um acompanhamento mais amplo. Segundo ela, a ideia é manter um suporte multidisciplinar, com profissionais como psicóloga, nutricionista, dentista e médicos, além da continuidade das sessões de fisioterapia voltadas para a região do crânio. (Metrópoles)

Prefeitura entrega salas para pequenos procedimentos cirúrgicos no CEM Rafael Vaz e Silva

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), entregou duas salas de procedimentos no Centro de Especialidades Médicas (CEM) Rafael Vaz e Silva. Os novos espaços passam a ofertar pequenos procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, suprindo uma demanda histórica da população que, até então, não contava com esse tipo de atendimento na rede municipal.

Jaime Gazola disse que a entrega representa um avanço importante para a saúde pública do município

Nas salas serão realizados procedimentos como retirada de cistos sebáceos, drenagem de abscessos e furúnculos, tratamento de unhas encravadas, biópsias de pele, além de curativos de menor complexidade. A iniciativa amplia o acesso a cuidados resolutivos e evita que casos simples sobrecarreguem unidades de urgência e emergência.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, a entrega representa um avanço importante para a saúde pública do município. Segundo ele, a inexistência de um espaço adequado obrigava pacientes a buscar alternativas fora da rede municipal. “Agora existe um local estruturado para esses procedimentos, o que representa mais dignidade e acesso para quem precisava desse atendimento”, destacou.

O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, nos dois turnos, com equipe multiprofissional capacitada. Conforme explicou a diretora do Departamento de Média e Alta Complexidade (DMAC), Francisca Nery, o acesso aos procedimentos ocorrerá por meio da regulação municipal, tendo as Unidades Básicas de Saúde (UBS) como porta de entrada, além de encaminhamentos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), quando o médico avaliar que o caso não é de urgência e pode ser programado.

Médico Leonardo Moreira ressaltou que o serviço vem atender uma demanda reprimida

Responsável médico pelas salas de procedimentos, o médico Leonardo Moreira Pinto ressaltou que o serviço vem atender uma demanda reprimida. “São procedimentos de pequeno porte que a população tinha muita dificuldade de realizar. Agora, o município passa a ofertar esse atendimento de forma organizada e contínua”, afirmou.

Para os usuários do sistema, a entrega representa alívio e expectativa de melhora na qualidade de vida. A paciente Sigma Santana de Assis relatou que aguardava há tempo a retirada de um cisto sebáceo. “Isso incomoda, inflama, causa dor. Estou muito feliz por poder resolver aqui”, disse, agradecendo à gestão municipal.

A implantação das salas contou com emenda da vereadora Elis Regina. “Destinamos mais de R$ 800 mil para a compra de equipamentos como câmara hiperbárica e bisturi elétrico, reforçando o atendimento especializado”, completou.

Sigma Santana relatou que aguardava há tempo a retirada de um cisto sebáceo

Representando o Ministério da Saúde, o superintendente Sid Orleans destacou que a iniciativa está alinhada à política federal de fortalecimento das policlínicas. “O objetivo é concentrar atendimentos e garantir que a população resolva seus problemas em um único local”, afirmou, parabenizando a Prefeitura de Porto Velho e a Semusa pela ampliação dos serviços.

Com a entrega das duas salas de procedimentos, o CEM Rafael Vaz e Silva passa a desempenhar papel estratégico na rede municipal, ampliando o acesso, reduzindo filas e garantindo mais eficiência no cuidado à saúde da população de Porto Velho.

fonte - SMC PREFEITURA DE PORTO VELHO

Secretaria de Saúde confirma segundo caso de mpox do grupo lp em SP

Mpox do grupo lp é mais agressiva e pode ser letal...

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© REUTERS/Dado Ruvic/Proibida reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso de mpox (chamada antigamente de varíola dos macacos) do grupo lp no estado. Trata-se de um homem, de 39 anos, morador de Portugal, que apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro no Brasil, procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e permaneceu internado por um dia no local. Ele já retornou ao país de origem.

“Até o momento, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente”, disse a secretaria, em nota.

Em 2025, foi registrado o primeiro caso em SP da mpox do grupo lp, em uma mulher de 29 anos, que evoluiu para a cura. A mpox do grupo lp é mais agressiva e pode ser letal.

A mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente causa menos letalidade. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

FONTE - AGÊNCIA BRASIL.

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