Últimas Notícias
Brasil
Mostrando postagens com marcador Justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Justiça. Mostrar todas as postagens

PF reforça segurança de Mendonça com colete à prova de balas e carro blindado

Ministro está à frente dos inquéritos do Master e INSS...

foto - reprodução

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), passou a adotar medidas adicionais de segurança desde que assumiu a relatoria dos casos do Banco Master e dos desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O ministro tem utilizado colete à prova de balas e carro blindado. A proteção também foi reforçada para integrantes de sua família.

O entorno do ministro afirma que, além da gravidade das informações identificadas no curso das investigações, o temor de que Mendonça pudesse ser alvo de um atentado pesou na decisão de retirar o sigilo de um relatório que acabou ampliando a crise interna no STF.

No entorno do ministro, o receio de uma eventual “queima de arquivo” passou a fazer parte das preocupações de segurança. Por razões óbvias, a equipe de Mendonça não fornece detalhes sobre o esquema adotado. A coluna, no entanto, confirmou que a proteção do magistrado foi reforçada.

A decisão de tornar público o conteúdo do relatório teve impacto imediato dentro e fora do Supremo. O documento expôs informações consideradas sensíveis e colocou sob escrutínio relações e episódios que já vinham provocando desconforto entre integrantes da Corte e aumentando a pressão política sobre o tribunal.

O episódio ocorre em um momento particularmente delicado para o STF. A Corte enfrenta uma combinação de desgaste político, questionamentos sobre decisões de seus ministros e pressão crescente do Congresso por mudanças na estrutura e no funcionamento do Judiciário. Nesse ambiente, qualquer informação envolvendo um integrante do Supremo ganha dimensão que ultrapassa o âmbito jurídico.

fonte - Edilene Lopes e Pedro Venceslau, da CNN Brasil.

Mendonça diz que celular de Vorcaro está lacrado; Zanin rebate e reitera pedido de acesso

Ministro do STF afirma que cópia lacrada em poder de André Mendonça deve ser compartilhada com todos os integrantes do STF antes do julgamento...

O ministro Cristiano Zanin reforçou nesta sexta-feira (11) o pedido para ter acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Para ele, a cópia de segurança que está lacrada no gabinete de André Mendonça deve ser compartilhada com os demais ministros do STF.

"Com o devido respeito, a mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo", afirmou.

Zanin argumentou que o fato de a cópia estar lacrada não impede o compartilhamento. Segundo ele, a preservação da cadeia de custódia deve recair sobre o material original, que permanece com a Polícia Federal.

PF reforça segurança de André Mendonça

O ministro também afirmou que, uma vez pautado o processo, todos os integrantes do colegiado devem ter acesso aos elementos colocados à disposição do relator. Ele ediu que a íntegra dos dados seja encaminhada aos gabinetes dos ministros ou, alternativamente, que a própria Polícia Federal forneça uma cópia a cada integrante da Corte.

fonte - FERNANDA FONSECA CNN BRASIL.

Dark Horse, Jaques, Ciro Nogueira e Castro: Mendonça derruba sigilo de mais 18 processos do caso Master

Documentos são referentes a nomes como Jaques Wagner, Ciro Nogueira e Cláudio Castro, além do filme Dark Horse...

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu ao pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e levantou nova leva de processos do caso do Banco Master. Os novos documentos envolvem inquéritos sobre os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI) e Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro.

A PGR havia pedido nesta sexta-feira (11) ao presidente do STF, Edson Fachin, que determinasse a retirada do sigilo de todos os procedimentos relacionados à investigação do Banco Master.

A nova leva de documentos incluem também as investigações o filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma parte dos documentos divulgados na noite desta quinta (10), apresentam um relatório da PF (Polícia Federal) encaminhado ao STF afirmando que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro apresentou orientações sobre a forma que os recursos enviados por Daniel Vorcaro poderiam ser geridos nos Estados Unidos.

Já o inquérito contra Jaques Wagner diz respeito aos diálogos que foram extraídos de celulares apreendidos, registros de voos, fotografias, documentos e contratos. De acordo com a PF, os documentos apreendidos apresentam indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e atuação parlamentar em benefício de interesses do banco

A PF também apontou que o senador Ciro Nogueira recebeu ao menos R$ 6 milhões em pagamentos de Vorcaro, entre 2024 e 2025.

fonte - CNN BRASIL - 

TCE-RO age para que unidades de saúde de Porto Velho recebam manutenção de qualidade e pagamento só ocorra por serviço comprovado

Para proteger o atendimento prestado à população e evitar que recursos da saúde sejam pagos por serviços sem comprovação, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou a retenção cautelar de R$ 1.880.646,33 em um contrato de manutenção dos prédios da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa).


O Tribunal de Contas também exige a revisão dos serviços realizados e a correção, sem custo adicional para o Município, de reparos inacabados ou executados de forma insatisfatória.

A decisão foi proferida pelo conselheiro Paulo Curi Neto no Processo nº 00945/26/TCE-RO. O contrato fiscalizado possui valor total de R$ 16.245.590,94 e prevê serviços de manutenção preventiva e corretiva, com fornecimento de materiais, equipamentos e mão de obra.

PAGAMENTO SOMENTE COM COMPROVAÇÃO

A fiscalização realizada pelo TCE-RO identificou indícios de fragilidades no planejamento, na execução e no controle das despesas. Entre os problemas apontados estão ausência de memórias de cálculo, inclusão de serviços não previstos nas ordens, quantitativos superiores aos inicialmente autorizados e insuficiência de registros fotográficos e relatórios de execução.

Também foram verificadas possíveis sobreposições de serviços, divergências de preços e falhas na fiscalização realizada antes da liquidação das despesas. Com base em análise por amostragem, o Corpo Técnico estimou preliminarmente em R$ 1,88 milhão o possível dano ao erário.

Diante do risco de novos pagamentos sem a comprovação dos serviços, o Tribunal determinou que a Semusa se abstenha de liquidar e pagar itens que não estejam acompanhados de memória de cálculo, documentos que comprovem a execução e autorização formal para a inclusão de serviços ou alteração de quantitativos.

A retenção deverá permanecer enquanto não for demonstrada a regularidade de cada item questionado. Os valores poderão ser liberados progressivamente, desde que a fiscalização e o gestor do contrato comprovem, de maneira individualizada, que os serviços foram efetivamente realizados.

SERVIÇOS INACABADOS DEVERÃO SER CORRIGIDOS

A decisão também determina a revisão técnica das ordens de serviço já pagas, daquelas que ainda estão em execução e das que aguardam pagamento. Caso as inconsistências sejam confirmadas, deverão ser adotadas medidas como glosa, retenção, compensação, estorno ou ressarcimento dos valores.

A empresa contratada deverá ser formalmente notificada para corrigir ou concluir, sem custo adicional para o Município, serviços inacabados ou executados de forma insatisfatória. A determinação menciona, entre outros pontos, remoção de entulho, recuperação de forros, conclusão de telhados e retirada de materiais e equipamentos deixados nos locais.

O TCE-RO também ordenou o aperfeiçoamento dos procedimentos de emissão, execução, medição, fiscalização e pagamento das ordens de serviço. A medida busca fazer com que cada despesa esteja acompanhada dos documentos necessários para demonstrar o que foi realizado, em qual unidade, em que quantidade e por qual valor.

ATENDIMENTO À POPULAÇÃO DEVE SER PRESERVADO

A decisão cautelar não impede a continuidade dos serviços regulares de conservação e manutenção das unidades de saúde. Os trabalhos poderão prosseguir, desde que sejam devidamente executados, medidos, fiscalizados e comprovados.

A Semusa terá 15 dias para demonstrar ao Tribunal o cumprimento da retenção determinada, sob pena de multa. Os responsáveis pela gestão, fiscalização e controle do contrato também foram chamados a apresentar esclarecimentos.

A decisão é cautelar e foi adotada antes do julgamento definitivo do processo. Por isso, as irregularidades e o possível prejuízo ainda serão analisados após o exercício do contraditório e da ampla defesa.

fonte - TCE/RO.

TJRO manda soltar acadêmica que admitiu ter bebido antes de acidente que m*tou motociclista

Stefany T. F. Liberato estava presa desde o dia 4 e teve habeas corpus concedido pela 2ª Câmara Criminal nesta sexta-feira (11)...


A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) concedeu habeas corpus nesta sexta-feira (11) e determinou a soltura da acadêmica de Direito Stefany T. F. Liberato, presa após o acidente que resultou na morte do motociclista João Pedro de Oliveira Souza, de 21 anos, em Porto Velho. Ela deixou a prisão durante a tarde.

Stefany estava presa desde a madrugada do dia 4 de setembro, quando o Troller que dirigia se envolveu na colisão com a motocicleta de João Pedro, no cruzamento das ruas José Ribeiro Filho e Emil Gorayeb, no bairro São João Bosco.

Uma câmera de segurança registrou o acidente. As imagens mostram o motociclista passando pelo cruzamento e, segundos depois, sendo atingido pelo veículo e lançado contra um muro.

Antes da colisão, Stefany relatou aos policiais que havia saído da faculdade e ido a um restaurante, onde afirmou ter consumido quatro copos de cerveja. Depois, assumiu a direção do Troller para retornar para casa.

Segundo o relato apresentado pela acadêmica, ela seguia pela Rua José Ribeiro Filho e, ao se aproximar do cruzamento com a Rua Emil Gorayeb, engatou a quarta marcha e acelerou.

João Pedro chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o acidente, Stefany deixou o local e seguiu para casa, onde posteriormente foi localizada por policiais. Ela se recusou a realizar o teste do bafômetro.

Conforme o registro policial, a acadêmica apresentava sinais como hálito alcoólico, olhos vermelhos, sonolência, dispersão, exaltação, fala excessiva e dificuldade de equilíbrio. Após a confirmação da morte de João Pedro, ela foi presa.

O TJRO não divulgou detalhes sobre os fundamentos da decisão que concedeu o habeas corpus nesta sexta-feira.

LEIA MAIS - Identificado jovem de 21 anos m*rto após ser atingido por veículo de acadêmica que admitiu ter bebido em Porto Velho

LEIA MAIS - Motorista é presa após avançar preferencial, m*tar motociclista e fugir em Porto Velho

Ifro transfere aluno autista para Porto Velho após atuação do MPF

Pedido havia sido negado por falta de vaga; medida buscou preservar a convivência familiar e garantir a continuidade dos estudos...

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) efetivou a transferência de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) do campus de Ji-Paraná para o campus Porto Velho/Calama após recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

O aluno cursava o técnico em Química integrado ao Ensino Médio em Ji-Paraná e havia solicitado a mudança para Porto Velho. Inicialmente, o pedido foi negado sob a justificativa de ausência de vaga.

Após a intervenção do MPF, o Ifro adotou as providências administrativas e acadêmicas necessárias e concluiu a transferência. O estudante já está regularmente matriculado no campus Porto Velho/Calama.

A instituição encaminhou ao MPF documentos que comprovam a regularização da situação acadêmica, incluindo comprovante de matrícula, boletim de notas, histórico escolar de transferência e análise de aproveitamento.

O pedido de mudança estava relacionado à situação familiar do estudante. A mãe, que é servidora pública, passou a morar em Porto Velho para dar suporte à outra filha, também autista, aprovada no curso de Medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir). A transferência permitiria que ela permanecesse na capital com os dois filhos.

Na recomendação enviada ao Ifro em agosto, o MPF sustentou que a negativa poderia provocar a ruptura da unidade familiar e prejudicar o suporte aos estudantes com TEA. O órgão defendeu que direitos relacionados à saúde, educação, dignidade e convivência familiar deveriam prevalecer sobre entraves administrativos.

Com a transferência concluída e a documentação apresentada pelo Ifro, o MPF registrou o cumprimento integral da recomendação.

MP Eleitoral proíbe uso da Expovale para propaganda de candidatos em Rondônia

Organizadores e prefeitura foram orientados a coibir propaganda política e distribuição de brindes no evento...

FOTO - IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA

O Ministério Público Eleitoral emitiu recomendação para assegurar que as eleições ocorram de forma justa e equilibrada em Rondônia. O foco da iniciativa é a 15ª Expovale, tradicional feira agropecuária que será realizada entre os dias 17 e 20 de setembro, no Parque de Exposições do município de Vale do Paraíso. O objetivo é evitar que o espaço festivo seja utilizado para condutas que desrespeitem as leis eleitorais e prejudiquem a disputa entre os candidatos.

Na recomendação direcionada ao prefeito, aos secretários e aos organizadores da feira, o MP Eleitoral alerta que é proibido realizar ou permitir a distribuição gratuita de bens, valores ou qualquer tipo de benefício por parte da administração pública, de candidatos ou de detentores de mandato eletivo. Além disso, a estrutura física e a equipe de apoio contratada para o evento não podem ser utilizadas, sob qualquer hipótese, para fazer propaganda de quem está disputando cargos eletivos nas Eleições 2026. A orientação também vale para campanhas difamatórias ou negativas contra outros candidatos.

O MP Eleitoral também destaca que há proibição rigorosa de propagandas visuais de grande porte. Painéis, banners ou outdoors que promovam pessoalmente autoridades ou candidatos, utilizando fotos, nomes, símbolos ou slogans políticos, estão proibidos no espaço do evento. A legislação eleitoral classifica o Parque de Exposições como um bem de uso comum, local onde é proibida a fixação de qualquer tipo de publicidade partidária.

Embora a Justiça Eleitoral permita a entrega de panfletos informativos em espaços abertos de convivência pública, o MP Eleitoral reforça que esses materiais não podem ser colados ou fixados em nenhuma estrutura física do local. A orientação segue determinações do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, que já ordenou a remoção de painéis publicitários gigantes que causavam efeito semelhante a outdoors e traziam promoção de agentes públicos no estado.

Neutralidade - A ação preventiva busca contextualizar a importância de manter a neutralidade nas festividades regionais, que reúnem produtores, artesãos e milhares de visitantes. Para o MP Eleitoral, o abuso de poder político e econômico em celebrações financiadas ou apoiadas pelo dinheiro público desvirtua o caráter estritamente informativo e educativo que a publicidade oficial deve possuir, afetando diretamente a igualdade de oportunidades no pleito que se aproxima.

O documento é assinado pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon e pela promotora eleitoral Naiara Ames de Castro Lazzari. O MP Eleitoral adverte que o desrespeito a essas orientações resultará na adoção de medidas judiciais imediatas para punir os responsáveis e garantir o cumprimento da lei.

Íntegra da recomendação

FONTE - MPF/RO.

Fachin dá 24h para Mendonça retirar sigilo total do caso Master

Ministro acolheu pedido da PGR, mas ressalvou que informações ainda em investigação devem ser mantidas em sigilo...

foto - reprodução

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de retirada do sigilo das investigações relatadas pelo ministro André Mendonça sobre o Banco Master.

O magistrado concedeu prazo de 24 horas para que a remessa dos documentos seja remetida aos gabinetes da Suprema Corte, mas fez uma ressalva relativa a investigações que ainda estejam em curso.

"Ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade", destacou.

Em atualização.

FONTE - CNN BRASIL.

MP Eleitoral recomenda ações contra propaganda irregular no Festival de Praia de Costa Marques

Orientações buscam coibir promoção pessoal de candidatos e uso de bens públicos durante festividade em Rondônia...

O Ministério Público (MP) Eleitoral expediu recomendação direcionada ao município de Costa Marques para coibir a propaganda eleitoral irregular e impedir a promoção pessoal de políticos durante o 26º Festival de Praia. A iniciativa preventiva foca em disciplinar a conduta de agentes públicos ao longo do tradicional evento, programado para ocorrer entre 24 e 27 de setembro de 2026.

Título de eleitor e parte da bandeira do Brasil em primeiro plano, sobre fundo verde com o texto
Arte: Comunicação MPF

Entre as principais diretrizes traçadas, o MP Eleitoral orienta que a prefeitura e suas secretarias não realizem nem permitam a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios a cidadãos durante o festival. As autoridades municipais também devem impedir o uso de qualquer estrutura física ou de servidores públicos do evento para a veiculação de propaganda política, seja ela favorável ou contrária a qualquer candidato.

A recomendação também reforça a proibição de propagandas por meio de outdoors, faixas, painéis ou outros engenhos publicitários de grande porte que causem impacto visual semelhante. Essa medida encontra respaldo em decisões liminares recentes proferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), que determinaram a remoção imediata de materiais publicitários com menções promocionais, nomes ou imagens de agentes políticos no estado.

A atuação do MP Eleitoral ocorre em um contexto de vigilância redobrada devido à proximidade de diversas festividades em Rondônia, incluindo feiras agropecuárias, cavalgadas e aniversários de municípios. De acordo com a legislação, os locais que abrigam essas comemorações públicas são considerados bens de uso comum. Por essa razão, qualquer veiculação de propaganda política nesses espaços é proibida por lei.

A preocupação central das autoridades é preservar o equilíbrio e a igualdade de oportunidades entre todos os concorrentes na disputa eleitoral. O MP Eleitoral lembra que a publicidade de atos, programas e serviços do governo deve ter caráter estritamente educativo, informativo ou de orientação social, sem conter símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal. Embora a distribuição de panfletos informativos em espaços abertos seja permitida de forma excepcional, esses materiais não podem ser colados ou fixados na estrutura física dos bens públicos.

A inobservância das orientações poderá levar o MP Eleitoral a adotar medidas judiciais para garantir a regularidade do processo democrático. A recomendação foi assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon e pelo promotor eleitoral Luís Tiago Fernandes Kliemann.

Recomendação nº 10/2026

FONTE - MPF/RO

Documentos retirados de sigilo expõem relação de Vorcaro com BC e mostram viagens e pagamentos

Sigilo do caso Banco Master foi derrubado após determinação de Edson Fachin; investigação aponta relação de influência do banqueiro com autoridades do Banco Central...

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), aceitou a solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para retirar o sigilo do caso Banco Master na noite desta quinta-feira (10). 

As investigações da PF (Polícia Federal) reveladas pelos documentos mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teve acesso a informações confidenciais do caso e se beneficiava de documentos manipulados.

O inquérito documenta uma rede de influência de Vorcaro que chegou ao alto escalão do BC (Banco Central). O ex-banqueiro participava de um grupo no WhatsApp com servidores da instituição.

Paulo Sérgio Neves de Souza

As investigações apontam que Vorcaro chegou a comprar imóveis e viagens para Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central e ex-diretor de Fiscalização da instituição. 

Conforme a investigação, Vorcaro teria coordenado a compra de um imóvel rural no valor de R$ 4,8 milhões de Paulo Sérgio Neves de Souza e seu irmão, Luis Roberto. De acordo com as conversas, o ex-banqueiro serviu como um mediador da venda entre Fabiano Zettel e Paulo Sérgio.

A partir do conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro, a PF ainda apurou que Vorcaro teria viabilizado uma viagem à Disney para Paulo Sérgio e sua família. 

Logo após receber a programação de viagem de Paulo Sérgio, Vorcaro a encaminha para o contato Leo Serrano Giunchetti, apontando que precisaria conseguir um guia para os viajantes que realizariam aquela programação. 

Durante o período que Paulo Sérgio estaria embarcando para a Disney, no dia 5 de fevereiro de 2024, a PF indicou uma troca de mensagens entre os envolvidos. 

O ex-diretor do BC agradeceu a Vorcaro e afirmou que Leo havia mandado mensagem. "Bom dia! Léo acabou de me mandar mensagen. Obrigado mais uma vez!!! Estamos embarcando daqui a pouco", disse Paulo Sérgio.

Belline Santana

Além de Paulo Sérgio, outro ex-funcionário do Banco Central que aparece na investigação da PF é o ex-chefe de supervisão do BC, Belline Santana,  que estaria recebendo R$ 760 mil por mês de Vorcaro.

Segundo relatório da corporação, a relação entre Vorcaro e Belline remete, ao menos, a outubro de 2023, quando o então funcionário do BC entrou em contato com o ex-banqueiro.

Em 9 de janeiro de 2024, Zettel enviou uma mensagem para Vorcaro na qual consta um pagamento pendente para Belline. Já no dia 30 de janeiro, Zettel afirma que realizaria, entre outros pagamentos, aquele destinado a Belline.

Meses depois, em 2 de outubro de 2024, Zettel envia outra mensagem a Vorcaro, pontuando que parte do dinheiro enviado a Leonardo Palhares destina-se, na verdade, a Belline, que receberia o valor de R$ 760 mil.

A CNN Brasil tenta contato com Paulo Sérgio e Belline, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue em aberto.

fonte - Laura Molfese, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF sobre financiamento de Dark Horse

Candidato à Presidência é alvo de apuração por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, para apurar suposta prática de crimes no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).



Flávio Bolsonaro está sendo investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.


A ordem foi tomada no dia 22 de julho pelo ministro e está em sigilo. O despacho foi tornado público a partir da publicidade dada por Mendonça ao inquérito-mãe do caso Master no STF.


Mendonça autorizou a abertura da investigação atendendo a um pedido feito pela Polícia Federal. A PGR (Procuradoria-Geral da República) concordou com a solicitação dos delegados.


A cinebiografia de Bolsonaro é alvo de duas investigações no STF. Uma é comandada por Flávio Dino e a outra, por André Mendonça.


Mendonça conduz a investigação que apura o repasse de milhões de reais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme a pedido de Flávio Bolsonaro.


Dino, por sua vez, é relator da investigação que apura a suspeita de repasse de emendas parlamentares à produtora responsável pela obra. (CNN)

Dino proíbe Mario Frias de sair do Brasil e de se comunicar com investigados do caso Dark Horse

Deputado é alvo de operação sobre repasse de dinheiro para filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)...

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que os 29 alvos de mandados de busca e apreensão na operação Meak Up, desta quinta-feira (10), não poderão sair do país sem autorização. A decisão do magistrado também proíbe que os investigados se comuniquem entre si.

Entre os atingidos pela medida estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), assessores ligados a seu gabinete e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme "Dark Horse" sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar de Mario Frias.

A PF investiga se uma parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme "Dark Horse". Essa suspeita foi o que levou à autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), da operação de busca e apreensão contra o parlamentar nesta manhã.

A força policial cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme. Os mandados da operação estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados", que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

O financiamento do filme "Dark Horse" é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme "Dark Horse". Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.

A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, operação contra a produtora do filme "Dark Horse”, a Go UP Entertainment. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, a Polícia Civil compartilhou com o STF os dados obtidos na operação.

A CNN procurou a assessoria de Mario Frias sobre a operação da PF realizada nesta quinta e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.

fonte - CNN BRASIL.

Bolsonaro é silenciado mais uma vez; entenda aqui

A decisão da justiça eleitoral censura o sobrenome Bolsonaro e impede Bruno Scheid de utilizá-lo na campanha para senado...

A Justiça Eleitoral determinou a retirada do sobrenome Bolsonaro do nome de urna de Bruno Scheid, candidato ao Senado por Rondônia. Para apoiadores, a decisão representa mais um capítulo da perseguição contra Jair Bolsonaro e uma nova tentativa do sistema de calar um nome que continua vivo no coração de milhões de brasileiros.

Bolsonaro autorizou pessoalmente Bruno Scheid a usar seu sobrenome. O gesto, colocado por escrito, confirmou uma relação de confiança e uma missão política que nenhuma decisão judicial consegue desfazer.

Podem retirar o nome da urna, mas não apagam a escolha. O escolhido não deixa de ser escolhido porque foi censurado.

Jair Bolsonaro está vivo, e o povo que permanece ao seu lado não vai decepcioná-lo. Em Rondônia, Bruno Scheid seguirá carregando seus valores, defendendo sua história e enfrentando o sistema que tenta silenciar tudo o que esse nome representa.

A missão continua: resgatar o Brasil e devolver a nação aos brasileiros. Porque sempre foi e sempre será  pelo povo, para o povo e do povo.

fonte - assessoria.

Mario Frias e produtora de "Dark Horse" são alvos de operação da PF

Agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará; ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF

A PF (Polícia Federal) cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do filme, e o deputado Mario Frias (PL-SP) são alvos.



A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), apura suposto desvio de emendas parlamentares repassadas a organização da sociedade civil.


Os mandados da operação Make Up, realizada em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.


Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados", que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.


De acordo com a corporação, levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. A operação investiga crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.


O financiamento do filme "Dark Horse" é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.


Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme "Dark Horse". Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.


O parlamentar é produtor do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.


O  site procurou Mario Frias sobre a operação desta quinta e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama. (CNN)

Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse

Acordo de delação premiada do empresário havia sido fechado com a PGR, que encaminhou o caso para o ministro do STF André Mendonça homologar

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, segura documento contendo imagens do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do empresário Daniel Vorcaro

O ministro do STF André Mendonça homologou, nesta quarta-feira (9/9), o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, mais conhecido como “Mineiro”.

O empresário é dono da “Entre Investimentos”, empresa usada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para repassar recursos para o filme Dark Horse, que é sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O empresário tinha fechado o acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que enviou o caso para Mendonça decidir se homologava ou não.

A decisão de Mendonça ocorre um dia após o empresário participar de uma audiência no gabinete do ministro, na qual confirmou ter feito a delação de forma espontânea.

No acordo de colaboração, conforme revelou a coluna, o empresário admitiu que era o responsável por entregar dinheiro vivo a destinatários de Vorcaro e disse ter vídeos das entregas.

Segundo apurou a coluna, Mineiro chegou a citar na delação um ex-ministro de Jair Bolsonaro como um dos receptores das malas de dinheiro — e disse ter vídeos.

Dark Horse

Na proposta de delação, o empresário admite ter sido o responsável por repassar o dinheiro prometido por Vorcaro ao filme Dark Horse. O patrocínio foi negociado pelo banqueiro com Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Aos investigadores, o empresário afirmou que não sabia o destino efetivo dos recursos que gerou para Vorcaro, entre eles, o endereçado ao filme de Bolsonaro.

O dinheiro foi enviado a um fundo nos Estados Unidos gerido pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive autoexilado no Texas.

fonte - IGOR GADELHA - METRÓPOLES.

Fachin dá 48h para Andrei se manifestar e deixa o futuro do cargo em aberto

Decisão ocorre em meio à disputa sobre afastamento e reintegração de integrantes da cúpula da Polícia Federal...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou, nesta quarta-feira (9/9), que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seja intimado para prestar informações no prazo de 48 horas. Após esse período, Fachin vai analisar a permanência de Andrei no comando da PF.

“Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta oito) horas, querendo, prestar informações, prazo após o qual sua permanência na Direção-Geral da Polícia Federal, à luz do disposto no art. 33, parágrafo único da LOMAN, será apreciada por esta Presidência”, diz o ministro na decisão.

A determinação faz parte de uma decisão sobre o conflito entre medidas adotadas por ministros do STF envolvendo o afastamento e a reintegração de integrantes da cúpula da Polícia Federal.

Edson Fachin também suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino envolvendo o comando da Polícia Federal e determinou que o impasse seja levado ao Plenário da Corte.

Nessa terça-feira, André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e de Leandro Almada dos cargos na Polícia Federal. Também ordenou que a Corregedoria da PF abrisse procedimentos para apurar, nas esferas penal e administrativa, os fatos relacionados ao caso.

Já nesta quarta, o ministro Flávio Dino havia determinado, em outro processo, a reintegração dos dois delegados aos cargos de direção da PF, com o restabelecimento integral de suas atribuições. A decisão foi tomada a pedido de Andrei.

Na decisão, Fachin afirmou que a sequência de decisões monocráticas criou um “conflito de posições judiciais” e comandos considerados incompatíveis entre si. Segundo o ministro, é necessário evitar “conflitos e sobreposições processuais” que possam afetar a ordem pública e a integridade do tribunal.

fonte - metrópoles.

Vara do Trabalho de Rolim de Moura determina envio de ofícios ao MPF e à Polícia Civil para apuração de intolerância religiosa

Decisão acolheu contradita de testemunha após análise de mensagens com manifestações consideradas discriminatórias e determinou apuração pelos órgãos competentes...

imagem gerada por IA

A Vara do Trabalho de Rolim de Moura (RO) determinou o envio de ofícios ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Civil do Estado de Rondônia para apuração de possível crime de intolerância religiosa/racismo e de eventuais crimes contra a honra e ameaça. A determinação consta de decisão proferida pelo juiz do Trabalho titular José Roberto Coelho Mendes Junior, no processo nº 0000651-41.2025.5.14.0131, em 26 de agosto de 2026.

A medida foi adotada durante a análise de um incidente de contradita, instrumento utilizado para questionar a imparcialidade de uma testemunha. No caso, as partes rés sustentaram que a pessoa indicada para depor pela parte autora teria interesse no litígio e “inimizade capital” com um dos sócios da empresa, apresentando como provas atas notariais e áudios.

Segundo a decisão, as atas notariais registravam mensagens enviadas pela testemunha antes da audiência, onde usou termos como “macumbeiro”, entre outros, de forma pejorativa. Ao analisar o material, o magistrado entendeu que o conteúdo ultrapassava um desentendimento decorrente da relação de trabalho e continha manifestações de intolerância religiosa dirigidas às crenças de matriz africana de um dos envolvidos no processo.

Justiça não pode conferir valor probatório a declarações discriminatórias

Na decisão, o juiz destacou que as expressões utilizadas demonstravam, além da ausência de isenção necessária ao depoimento, uma conduta capaz de fomentar preconceito e segregação social.

O magistrado ressaltou que a Justiça do Trabalho, como ramo do Poder Judiciário, não pode conferir valor probatório a declarações com conteúdo discriminatório, sob pena de conivência com a violação de direitos fundamentais. “A gravidade da situação exige, portanto, não apenas o acolhimento da contradita, mas a pronta atuação estatal para coibir que o processo judicial seja utilizado como palco para a disseminação do ódio religioso”, registrou o juiz na decisão.

Com esse entendimento, a Vara do Trabalho acolheu a contradita e declarou a suspeição da testemunha, com fundamento no artigo 447, § 3º, inciso II, do Código de Processo Civil (CPC), e no artigo 829 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por considerar caracterizadas a inimizade capital e a ausência de isenção de ânimo.

O juízo também indeferiu o pedido para realização de uma nova audiência destinada à oitiva da testemunha. Conforme a decisão, o processo já havia sofrido três adiamentos em razão da impossibilidade de conexão da pessoa indicada para depor e, diante das provas posteriormente apresentadas, uma nova tentativa não se mostraria adequada.

Apuração pelos órgãos competentes

Além de afastar a testemunha, o magistrado determinou a expedição imediata de ofícios, acompanhados de cópia da decisão e das atas notariais, ao Ministério Público Federal, para apuração de possível crime de intolerância religiosa/racismo, nos termos da Lei nº 7.716/1989, e à Polícia Civil de Rondônia, para apuração de eventuais crimes contra a honra e ameaça.

A decisão também determinou o encerramento da instrução processual e concedeu às partes prazo comum de cinco dias para apresentação das razões finais e/ou eventual proposta de conciliação.

#JustiçaSimples

Em termos simples, “acolher a contradita” significa que o juiz aceitou o questionamento feito sobre a imparcialidade da testemunha e decidiu que ela não deveria prestar depoimento no processo.

A expressão “inimizade capital” é usada no meio jurídico para indicar uma relação de hostilidade grave entre a testemunha e uma das partes, capaz de comprometer sua imparcialidade.

Já a “ausência de isenção de ânimo” significa que, diante dessa relação e das manifestações apresentadas no processo, não havia a neutralidade necessária para que o depoimento fosse considerado imparcial e confiável.

(Processo nº 0000651-41.2025.5.14.0131)

CCOM/TRT-14 (Ana Lages / Imagem: gerada por IA)

Fachin convoca sessão sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro

Sessão extraordinária foi marcada para 15 de setembro, após Mendonça encaminhar o caso ao Plenário...

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou sessão plenária extraordinária para analisar o referendo da decisão do ministro André Mendonça que trata das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão foi marcada para 15 de setembro, às 10h. Ao convocar a sessão, Fachin destacou que Mendonça, relator do caso, já havia encaminhado o processo para análise do colegiado.

O caso chegou ao Plenário após Mendonça determinar, em 1º de setembro, o encaminhamento dos autos ao colegiado.

Na ocasião, o ministro afirmou que o Plenário seria o órgão competente para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal (PF).

O material do qual Mendonça retirou o sigilo mostra mensagens trocadas entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master.

Em uma delas, de 15 de novembro, dois dias antes de Vorcaro ser preso, o banqueiro enviou uma mensagem a Moraes na qual citou o nome de um magistrado da Justiça Federal e perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Investigações da PF revelaram que Vorcaro mantinha uma sofisticada rede de monitoramento e influência clandestina, municiada por vazamentos de informações sigilosas vindas de dentro do Banco Central (Bacen) e do próprio Poder Judiciário. O vazamento da informação sobre a prisão seria um deles.

A partir dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, a PF concluiu que o banqueiro soube de sua primeira ordem de prisão preventiva com “significativa antecedência”.

Essa prisão inicial foi decretada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal em 17 de novembro de 2025.

fonte - Pablo Giovanni - METRÓPOLES.

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre Andrei Rodrigues

Fachin suspendeu tanto a ordem de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, quanto a ordem de Dino que determinou a reintegração de Andrei...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9/9) as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino envolvendo o comando da Polícia Federal (PF) e determinou que o impasse seja levado ao Plenário da Corte.

Fachin suspendeu tanto a ordem de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, quanto a decisão de Dino que determinou a reintegração dos dois.

“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência. Essa a razão pela qual determinei, nos autos da Pet 16.704, a suspensão de decisão proferida pelo Ministro Flávio Dino sobre o mesmoobjeto, nos autos da Pet 16.669”, afirmou Fachin. 

fonte - Manoela Alcântara - metrópoles.

Decisão de Dino atropela Fachin e Mendonça e escala crise no STF

Ordem incomoda colegas, amplia desgaste institucional e arrasta governo para crise do tribunal..

A decisão do ministro Flávio Dino de determinar o retorno de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal ampliou a tensão interna no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida contrariou, na prática, uma ordem anterior de André Mendonça e ocorreu antes da análise do recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Mendonça havia determinado nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A decisão foi levada ao plenário virtual extraordinário da Segunda Turma e recebeu os votos favoráveis de Luiz Fux e Nunes Marques, formando maioria.

O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes. O ministro argumentou que precisava de mais tempo para analisar o caso, questionou a legitimidade do partido Novo para pedir o afastamento do diretor-geral da PF e defendeu que a questão fosse examinada pelo plenário do STF.

Paralelamente, a AGU recorreu e pediu a Fachin a derrubada dos afastamentos. O presidente do Supremo determinou inicialmente que Mendonça se manifestasse sobre o recurso em até 72 horas.

Antes dessa manifestação e de uma decisão de Fachin sobre o pedido, Dino determinou o retorno dos dois delegados aos cargos. A medida provocou incômodo entre integrantes da Corte e acrescentou um novo capítulo à crise institucional envolvendo decisões tomadas dentro do próprio Supremo.

Andrei Rodrigues trabalhou sob o comando de Dino quando o atual ministro do STF ocupava o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Dino deixou o ministério após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo, no fim de 2023.

LEIA MAIS Dino usa inquérito sobre Dark Horse para reconduzir Andrei ao comando da PF

Dino determina recondução de Andrei Rodrigues ao comando da PF

Publicidade