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PGR pede nulidade de relatório da PF que cita Moraes

Parecer foi encaminhado ao STF nesta terça-feira...

O procurador-geral da república, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório produzido pela PF (Polícia Federal) que cita conversas do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O parecer foi encaminhado ao STF no começo da noite desta terça-feira.

“Quando o Ministro relator determinou a investigação ... sabia que entre elas havia pessoas detentoras de foro por prerrogativa de função, submetidas a processo e julgamento apenas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Sabia que entre elas estava o Ministro Alexandre de Moraes. Não poderia deixar de o saber", argumentou a PGR em trecho parecer.

Aguarde mais informações.

fonte - CNN BRASIL.

Mendonça pede sessão 'pública, transparente, presencial' do plenário do STF para analisar mensagens entre Moraes e Vorcaro

Ministro afirma que análise dos novos elementos da Polícia Federal pelo plenário ocorrerá independentemente da manifestação da PGR...


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicou nesta terça-feira (1º) que levará ao plenário da Corte os novos elementos apresentados pela Polícia Federal sobre a suposta rede de monitoramento e influência atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O relatório, que teve o sigilo levantado nesta terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

“Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.

Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.

O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.

A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação.

Nesta terça, Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.

fonte - Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília.

MP Eleitoral recomenda a partidos políticos que não façam propaganda eleitoral em eventos festivos de Rondônia

Órgão orienta legendas e pré-candidatos a evitarem promoção pessoal e distribuição de bens em cavalgadas, feiras agropecuárias e festivais de praia...

O Ministério Público (MP) Eleitoral recomendou que diretórios regionais de partidos políticos não promovam nem permitam a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios durante eventos festivos em Rondônia, como cavalgadas, feiras agropecuárias e festivais de praia. Pela Lei das Eleições (Lei n. 9.504/97), a distribuição de bens é proibida em anos eleitorais, exceto em casos de calamidade pública ou programas sociais já em execução.

Arte em foto que mostra um homem de terno em um púlpito traz o texto propaganda eleitoral

Pela recomendação, candidatos e partidos também não devem usar a estrutura física ou de pessoal dos eventos para propaganda eleitoral, nem fazer promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. O MP Eleitoral destaca que a utilização de fotografias, nomes, cargos e slogans que levem ao conhecimento geral uma candidatura, mesmo de forma dissimulada ou sem pedido expresso de voto, caracteriza propaganda antecipada.

O procurador regional eleitoral Leonardo Caberlon ressaltou na recomendação que, embora a jurisprudência do Tribunal Regional Eleitoral (TSE) permita, de forma excepcional, a panfletagem em espaços abertos e de convivência pública, como praças, ruas e feiras, é proibida a afixação ou a incorporação do material ao bem público. Os locais onde comumente ocorrem as feiras agropecuárias, os festivais de praia, as cavalgadas e demais festividades regionais e culturais de Rondônia são considerados bens de uso comum.

A intenção do MP Eleitoral é prevenir o abuso do poder político e econômico, assegurando que a eleição tenha concorrência justa e igualitária entre todos os que pretendem ocupar cargos eletivos. A recomendação será enviada a prefeitos, governadores, presidentes de câmaras e diretórios partidários para ciência imediata. O MP Eleitoral ressalta que o descumprimento dessas orientações ensejará a adoção de medidas judiciais cabíveis para assegurar a regularidade do processo eleitoral de 2026.

Íntegra da recomendação.

fonte - MPF/RO.

Toffoli libera campanha de Renan Santos à Presidência da República

Ministro do TSE autorizou a continuidade da campanha do coordenador do MBL, candidato pelo partido Missão.



O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou a campanha de Renan Santos, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato à Presidência da República pelo partido Missão.


Com a decisão, Renan Santos fica autorizado a prosseguir com a campanha eleitoral.

Moraes e Mendonça batem boca e quase chegam às vias de fato no STF

Discussão ocorreu após Moraes descobrir que Mendonça mandou a PF aprofundar investigação que revelou conversas do ministro com Vorcaro...

Ao saber que o ministro André Mendonça havia pedido o aprofundamento de investigações que acabaram por descortinar suas conversas com Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes quase chegou às vias de fato com o colega do Supremo.

Moraes pediu ontem (31/08) uma conversa com Mendonça, que o recebeu em seu gabinete. O encontro desandou. A coluna apurou que o clima esquentou, o tom ficou ríspido de parte a parte e, por pouco, a discussão não descambou para agressões físicas.

Moraes descobriu que Mendonça havia determinado à PF que revelasse quem era o interlocutor de Vorcaro em uma conversa na qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A PF averiguou que se tratava de Moraes. No diálogo, revelado pela coluna, Vorcaro pede a Moraes “proteção” de Gonet e Andrei Rodrigues.

Mendonça quis saber como Moraes tomou conhecimento dessa investigação, que é sigilosa e está sob sua relatoria. “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”, respondeu Moraes. 

Moraes acusou o colega de direcionar as investigações para ele. Para investigar um ministro do Supremo, é preciso ter a concordância de todos os ministros da Corte.

A coluna apurou que, antes de os bombeiros entrarem em ação, haverá um “fogo de encontro”. Moraes está se municiando para contra-atacar Mendonça.

FONTE - Andreza Matais - METRÓPOLES.

PF: Vorcaro negociou cotas de jatinho com esposa de Moraes

Relatório da Polícia Federal aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro negociou a transferência de cotas de aeronaves como pagamento para o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes...


A PF (Polícia Federal) afirma, em relatório investigativo, que o ex-banqueiro e dono do Banco Master Daniel Vorcaro negociou a transferência de cotas de um jatinho e um helicóptero como pagamento para o escritório de Viviane Barci de Moraes, a esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Um segundo contrato apontado pela investigação da PF, previa o pagamento de R$ 50 milhões pelos serviços advocatícios prestados pelo escritório.

Desses, R$ 40 milhões seriam quitados pelas cotas das duas aeronaves. Outros R$ 10 milhões seriam acertados como reembolso após os gastos envolvidos nos voos.

De acordo com o material recuperado de dispositivos apreendidos, em registros datados de julho de 2025, Vorcaro cobra resoluções sobre pendências de ativos e discute a liberação dos veículos com interlocutores ligados à empresa Prime You -- especializada no compartilhamento de bens de luxo e associada a Marcus Vinicius da Mata.

Em uma conversa obtida pela PF, Vorcaro questiona ao sócio Marcos da Mata se as aeronaves já estavam sendo utilizadas pelo escritório.

Em seguida, da Mata envia o recorte de uma conversa com Viviane de Moraes para Vorcaro:

Marcos da Mata: estão gostando da utilização das cotas de vocês?

Viviane: Sim, estamos gostando muito.

Entre os diálogos obtidos pela PF, é citada, ainda, uma outra viagem marcada por uma funcionária da Prime para Viviane.

"Não deixa de atender Barci", afirma Vorcaro.

FONTE - Helena Prestes, da CNN Brasil*, Brasília.

Mendonça já mapeia votos para abertura de investigação contra Moraes no STF

Novas revelações apontam que o ministro Alexandre de Moraes pode ter pedido ao procurador-geral da República e ao diretor-geral da Polícia Federal proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça avaliou, em conversas com interlocutores, considerar graves as novas revelações que apontam que o ministro Alexandre de Moraes possa ter pedido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Nesse sentido, ele avalia levar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido formal de abertura de investigação contra Moraes e já mapeia os votos que teria a favor da abertura da investigação.

Por se tratar de um ministro do STF, só o plenário da Corte pode autorizar a abertura de investigação desse porte.

Além das mensagens, outra informação é considerada grave e passível de investigação: a de que Moraes teria manuseado o contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o banqueiro.

Mendonça, segundo fontes, já vinha alertando Fachin de que havia indícios de envolvimento direto de Moraes com Vorcaro.

Seus aliados, inclusive, já vêm mapeando votos caso haja o pedido formal de investigação contra Moraes. A avaliação é de que Moraes tem três votos garantidos: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Mendonça teria os de Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia é dúvida — ela e o ministro nunca foram próximos, mas a aposta é de que ela votaria pela abertura da investigação.

Há dúvida se Toffoli participaria da votação por ser suspeito de envolvimento com Vorcaro, mas, caso participe, ele é considerado um voto a favor da investigação contra Moraes.

Mendonça e ele são próximos, e a investigação contra Toffoli não teria avançado. A leitura é de que a relação de Vorcaro com o resort da família de Toffoli foi apenas uma transação comercial. (CNN)

MPRO recebe encontro com representante do Instituto Maria da Penha para fortalecer ações de prevenção à violência contra a mulher em Porto Velho

A cofundadora do instituto, Conceição de Maria, ministrou uma palestra sobre os 20 anos da Lei 11.340 e participou de roda de conversa com representantes da rede rondoniense de proteção de mulheres

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) apoiou o evento “Sua atitude importa no combate à violência contra a mulher”, na tarde da quinta-feira (27/8), no auditório da instituição em Porto Velho. O encontro integrou as ações do Agosto Lilás e focou na conscientização sobre a violência contra a mulher e no fortalecimento da atuação conjunta dos órgãos e instituições que integram a rede de proteção.


A ação foi promovida pela Jirau Energia e Instituto Maria da Penha, em parceria com a Prefeitura de Porto Velho, o Ministério das Mulheres e a Rede Lilás, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Proteção Integral e Defesa dos Direitos das Vítimas (Gaevit) do MPRO.
Atuação do MPRO
Em defesa constante dos direitos das mulheres, a coordenadora do Gaevit, promotora de Justiça Tânia Garcia, defendeu que o enfrentamento à violência de gênero exige uma postura de vigilância permanente das instituições e da sociedade civil.
Com 22 anos de atuação na instituição e pelo menos 15 dedicados ao combate à violência doméstica, ressaltou que as conquistas femininas operam em uma dinâmica de constantes avanços e recuos. Segundo ela, é incoerente que, após duas décadas de existência da Lei nº 11.340/06 (Lei Maria da Penha), a legislação ainda sofra ataques severos e a própria ativista, que dá nome à lei, continue sob medidas de proteção.
Para conter os índices de violência, a promotora propôs focar em estratégias de massificação que levem o "arroz com feijão" — isto é, o básico da Lei Maria da Penha — a todos os cidadãos e ambientes corporativos. “A prevenção eficaz deve articular famílias, escolas, serviços de saúde e assistência social no combate ao machismo, à misoginia e à desigualdade”, reforça.


Na perspectiva do engajamento privado, ela evidenciou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece uma responsabilidade compartilhada para que as empresas ofereçam canais de denúncia, acolhimento e encaminhamento. Contudo, alertou que a adesão de empresas locais no estado ainda é muito tímida frente à gravidade do problema enfrentado.
A complexidade das nuances que envolvem a identificação do abuso, segundo a promotora, revela que cada mulher possui um tempo muito particular para agir e que as mulheres precisam ser ativamente treinadas e empoderadas para estabelecer limites firmes.
Tânia Garcia destacou ações concretas que buscam quebrar ciclos de reincidência da violência em Rondônia, como o projeto "Face a Face", que promove o acolhimento e a orientação inicial a homens sob medidas protetivas de urgência, desenvolvido em Ariquemes e em fase de expansão para Porto Velho.
Em âmbito nacional, a promotora apontou a importância do "Dia C", uma ação federal voltada a capacitar agentes de segurança pública sob uma perspectiva de gênero em todo o país.
Ação reúne instituições e especialistas
A programação contou com a participação de Conceição de Maria, cofundadora e superintendente do Instituto Maria da Penha. Com o tema: 20 Anos Lei Maria da Penha - Proteção, Prevenção e Transformação, a palestrante falou sobre a prevenção da violência contra a mulher, a responsabilidade da sociedade no enfrentamento do problema e o papel das instituições na proteção das vítimas.


O evento também buscou estimular a troca de experiências entre os participantes por meio de uma roda de conversa, fortalecendo a cooperação entre órgãos públicos, entidades, iniciativa privada e profissionais que atuam na defesa dos direitos das mulheres. Também serviu como espaço para a discussão de estratégias voltadas à ampliação da prevenção e ao aprimoramento da resposta institucional diante dos casos de violência.
Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

MPF aciona Justiça para garantir direitos de cotistas em concurso da Previdência Social em Rondônia

Órgão quer reclassificação dos candidatos aprovados em Rondônia para que pelo menos 20% das vagas sejam destinadas a negros, conforme legislação...

Foto mostra fachada de agência da previdência em Rondônia
Foto: Divulgação/INSS

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal para que o Ministério da Previdência Social e a banca organizadora Cebraspe corrijam o resultado do concurso para perito médico federal em Rondônia. Com a correção, os candidatos negros aprovados no concurso passariam a constar tanto na lista de ampla concorrência quanto na lista das vagas reservadas. Dessa forma, aqueles que obtiverem nota suficiente para passar na ampla concorrência não ocupariam as vagas destinadas às cotas raciais, liberando vaga para outros cotistas que aguardam na fila.

O concurso, lançado no fim de 2024, oferecia inicialmente dez vagas para o estado, mas um decreto federal de 2025 aumentou esse número para 20 vagas. Um candidato cotista tirou nota suficiente para ficar na 20ª posição da ampla concorrência. Mesmo aprovado na ampla concorrência, ele só foi chamado como cotista.

Para o MPF, essa decisão do governo federal e da banca Cebraspe acabou prejudicando outros candidatos negros que deveriam ter sido chamados na sequência. Como o candidato com nota para a lista geral acabou ocupando a vaga de cota, pelo menos uma pessoa negra deixou de ser contratada, o que desvirtua totalmente o objetivo da lei. “A cota serve para garantir um valor mínimo de inclusão e não para limitar a entrada de pessoas negras. O propósito da lei é o de aumentar concretamente as oportunidades para pessoas negras”, destacou o procurador da República Raphael Bevilaqua na ação.

Antes de ingressar na Justiça, o MPF tentou resolver a situação de forma amigável, administrativamente. O órgão enviou uma recomendação ao Ministério da Previdência Social pedindo a correção imediata da lista de aprovados e a convocação de candidato cotista prejudicado. No entanto, o Ministério alegou questões de segurança jurídica e vinculação ao edital. Diante da negativa, o MPF ingressou com a ação civil pública para evitar o que chamou de racismo institucional.

Na ação, o MPF lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) já deixou claro que a reserva mínima de 20% deve ser respeitada em todas as fases dos concursos e contratações. O Ministério Público defende que as ações afirmativas existem para reparar injustiças históricas e garantir que pessoas negras tenham oportunidades reais de trabalho no serviço público.

Pedidos – O MPF pede que a Justiça Federal obrigue o Ministério da Previdência Social e o Cebraspe a:

* reclassificar os candidatos aprovados e nomeados, de forma a computar na lista da ampla concorrência todos os candidatos negros que obtiveram nota suficiente para convocação/admissão nas vagas da ampla concorrência no cargo de perito médico federal do Ministério da Previdência Social, considerando as 20 vagas autorizadas e outras que surgirem, excluindo-os das vagas reservadas;
* refazer o cálculo para reservar aos negros o mínimo de 20% das vagas oferecidas no concurso, visando a liberação de outras vagas a candidatos cotistas;
* convocar os candidatos negros classificados dentro das vagas reservadas em número suficiente para alcançar o percentual de 20%;
* inserir item específico nos próximos editais de concursos públicos para que sejam feitas duas listagens – ampla concorrência e cota para negros –, para que candidatos negros tenham garantido o direito de serem convocados em qualquer das listas, privilegiando-se aquela que ocorrer primeiro, de acordo com a ordem de classificação.

Ação civil pública nº 1021078-76.2026.4.01.4100


FONTE - MPF/RO.

MP Eleitoral recomenda a órgãos públicos que impeçam propaganda e atos eleitorais dentro de repartições em Rondônia

Recomendação quer garantir eleições limpas e proibir o uso de dinheiro e bens públicos em campanhas políticas...

Imagem com a expressão
Arte: Comunicação/MPF.

O Ministério Público (MP) Eleitoral expediu uma recomendação para proibir qualquer ato de campanha política dentro de repartições públicas federais, estaduais e municipais em Rondônia. O documento visa assegurar que a disputa eleitoral ocorra sob os princípios da igualdade e da concorrência justa entre os candidatos. Com a proximidade das eleições, o órgão destaca que a atuação preventiva é fundamental para proteger as regras do processo democrático.

A recomendação, assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon, orienta que chefes e dirigentes de órgãos públicos não permitam a realização de propaganda, de forma direta ou dissimulada, nas dependências das instituições. A restrição é ampla e proíbe a fixação ou distribuição de material de campanha, como cartazes, faixas e adesivos, além do uso de camisetas, bótons ou adereços por agentes públicos que demonstrem apoio eleitoral durante o exercício de suas funções.

Além da proibição de exibição de materiais físicos, o MP Eleitoral adverte que nenhum recurso ou bem custeado pelo dinheiro público pode ser utilizado para beneficiar candidaturas, partidos, federações ou coligações. A proibição se aplica a veículos oficiais, telefones corporativos, computadores, e-mails institucionais, perfis de redes sociais oficiais de órgãos públicos e até bancos de dados e programas sociais da administração pública. Da mesma forma, é proibido o uso da mão de obra de servidores, terceirizados e estagiários em benefício de qualquer campanha durante a jornada de trabalho.

Outro ponto destacado pelo MP Eleitoral é a restrição ao trânsito de políticos nas repartições. Os órgãos públicos não devem permitir o ingresso ou a permanência de candidatos, cabos eleitorais ou apoiadores que queiram fazer discursos, reuniões ou gravar vídeos e fotos para fins de divulgação eleitoral. O Ministério Público esclarece que os serviços prestados à população não podem ser interrompidos ou atrasados sob o pretexto de recepção a candidatos.

A iniciativa do MP Eleitoral também serve para alertar sobre as duras punições previstas em lei para quem desrespeitar as regras. Conforme as leis eleitorais vigentes, os responsáveis por propaganda irregular em bens de uso comum estão sujeitos a multas que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Além disso, a utilização de repartições públicas para favorecer partidos ou candidatos configura crime eleitoral, punível com pena de detenção de até seis meses, além de multa. A responsabilização penal e administrativa se estende tanto a servidores e autoridades quanto aos candidatos beneficiados.

A recomendação foi distribuída a diversas esferas do poder público, sendo encaminhada ao governador de Rondônia, ao presidente da Assembleia Legislativa e a gestores de diversas instituições federais baseadas no estado. Entre elas, estão o Exército Brasileiro, a Receita Federal do Brasil (RFB), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Para alcançar a esfera municipal, o documento foi remetido aos promotores eleitorais, que farão a notificação de prefeitos e presidentes de câmaras municipais em cada localidade.

O descumprimento dos termos recomendados levará o MP Eleitoral a adotar as medidas judiciais cabíveis para garantir que a legalidade do pleito seja rigorosamente mantida.

O MP Eleitoral é composto por membros do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual.

Íntegra da recomendação

fonte - MPF/RO.

Festival de Praia de Costa Marques terá reforço na segurança após recomendação do MPRO

Medidas para evento de 24 a 27 de setembro incluem guarda-vidas, patrulhamento, atendimento de emergência, acessibilidade e proteção de crianças e adolescentes...

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) recomendou uma série de medidas de segurança e proteção para o 26º Festival de Praia de Costa Marques, programado para ocorrer entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026. As orientações abrangem segurança pública, saúde, acessibilidade, meio ambiente e proteção de crianças e adolescentes.

A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Costa Marques e assinada pelo promotor de Justiça Luís Tiago Fernandes Kliermann. O documento é direcionado à Prefeitura, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Marinha, Conselho Tutelar, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Associação dos Pescadores Esportivos de Seringueiras (Aspes).

Entre as principais medidas está a elaboração de um plano integrado de emergência e contingência, com definição de pontos de atendimento, rotas de entrada e saída, meios de comunicação e formas de acionamento das equipes de segurança, saúde e salvamento.

O MPRO também orientou a presença de guarda-vidas nas áreas de banho, conforme avaliação do Corpo de Bombeiros, além de estratégias para atendimento médico de emergência. A Polícia Militar deverá reforçar o patrulhamento durante o festival, principalmente entre 18h30 e 5h.

As áreas destinadas aos banhistas e à circulação de embarcações deverão ser delimitadas e sinalizadas para reduzir riscos de acidentes.

Na estrutura do evento, deverão ser disponibilizados banheiros químicos em quantidade suficiente, com limpeza durante toda a programação. Também estão previstas lixeiras, coleta de resíduos e limpeza da praia após o encerramento do festival.

As barracas deverão ser cadastradas e identificadas, enquanto a Vigilância Sanitária ficará responsável por fiscalizar as condições de higiene e a qualidade dos alimentos comercializados.

A proteção de crianças e adolescentes também integra as medidas. O Conselho Tutelar deverá manter atendimento no local ou em regime de sobreaviso para situações envolvendo desaparecimento, abandono momentâneo, violência, abuso ou exploração sexual.

Comerciantes deverão ser orientados sobre a proibição da venda ou fornecimento de bebidas alcoólicas, cigarros e outros produtos capazes de causar dependência a menores de idade.

Na área ambiental, a Sedam deverá realizar fiscalização e ações educativas. A Prefeitura também deverá assegurar condições de acessibilidade, incluindo rotas adequadas, banheiros adaptados, áreas de permanência e vagas de estacionamento reservadas para idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

O documento ainda prevê campanhas contra a combinação de álcool e direção e orienta a proibição de recipientes e copos de vidro, além de churrasqueiras em áreas de circulação e próximas ao palco.

Os órgãos e entidades destinatários terão cinco dias, contados do recebimento da recomendação, para informar à Promotoria se adotarão as providências. A ausência injustificada de cumprimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais.

Réu é condenado a 35 anos por tentar m*tar ex-companheira com canivete em Ariquemes

Ataque ocorreu na presença da filha de três anos do casal; vítima também receberá R$ 20 mil como reparação por danos...

Um homem foi condenado a 35 anos de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em Ariquemes. O julgamento começou na terça-feira (25) e terminou na madrugada de quarta-feira (26), no Tribunal do Júri.

O Conselho de Sentença reconheceu a prática do crime e circunstâncias que aumentaram sua gravidade. A sentença também estabeleceu o pagamento de R$ 20 mil à vítima como valor mínimo para reparação dos danos.

O crime aconteceu em agosto de 2025. Conforme a denúncia, o réu obrigou a ex-companheira a conduzir um veículo e, durante a ação, a atacou com golpes de canivete. A mulher conseguiu pedir ajuda e recebeu atendimento médico, impedindo a consumação do crime.

A filha do casal, que tinha três anos na época, estava dentro do veículo e presenciou o ataque. O acusado foi preso em flagrante após os fatos.

Histórico de violência

As investigações apontaram que a tentativa de feminicídio foi precedida por perseguições, ameaças e violência psicológica depois do término do relacionamento. Também houve descumprimento de medidas protetivas concedidas pela Justiça em favor da vítima.

Julgamento

Durante o Tribunal do Júri, foram ouvidos testemunhas, a vítima e o acusado. A acusação foi realizada pela promotora de Justiça Natalie Del Carmen R. de C. Maranhão e sustentada em plenário pela promotora Luciana Maria Rocha Ponte Damasceno.

Após os debates entre acusação e defesa, os jurados decidiram pela condenação por tentativa de feminicídio. Entre as circunstâncias consideradas estão o contexto de violência contra a mulher e a prática do crime na presença de descendente da vítima.

Ao final, o réu recebeu pena de 35 anos de reclusão em regime inicial fechado. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

MPRO lança portal Maria da Penha com canais de ajuda e teste sobre violência contra a mulher

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) lançou um portal comemorativo pelos 20 anos da Lei Maria da Penha que permite identificar diferentes formas de violência contra a mulher a partir de situações do cotidiano. Por meio de um teste anônimo para autopercepção de situações caracterizadoras de violência, a plataforma permite que as usuárias identifiquem comportamentos e circunstâncias que podem configurar violência física, psicológica, sexual, patrimonial, moral ou vicária, além de reunir informações sobre direitos, canais de atendimento e formas de acesso à proteção.


Desenvolvido como um espaço de orientação, memória institucional e acesso a serviços, o portal reúne conteúdos destinados tanto a mulheres em situação de violência quanto a familiares, profissionais da rede de proteção e cidadãos que desejam compreender melhor os mecanismos de prevenção e enfrentamento da violência de gênero.

A ferramenta, que pode ser acessada por meio de baner na área superior do portal do MPRO, tem caráter informativo e educativo, contribuindo para que mulheres reconheçam sinais de violência que muitas vezes são naturalizados ou dificilmente percebidos no cotidiano.

As respostas não são armazenadas nem enviadas para o MPRO ou para terceiros. As informações permanecem apenas no dispositivo utilizado para acessar a ferramenta.

Segurança

A plataforma também foi desenvolvida com recursos voltados à segurança de mulheres que possam estar acessando o conteúdo sob vigilância do agressor. Um botão de saída rápida permanece disponível na página e direciona imediatamente para uma busca neutra na internet. O mesmo recurso pode ser acionado ao pressionar duas vezes a tecla ESC.

Os principais canais de atendimento aparecem em destaque no topo do site. Pelo celular, os números 180, 190 e 197 podem ser acionados diretamente.

A plataforma também disponibiliza acesso aos formulários oficiais da Ouvidoria das Mulheres e do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), além de direcionar para o sistema de solicitação de medida protetiva on-line do Tribunal de Justiça de Rondônia.

O objetivo é facilitar o acesso à informação e reduzir barreiras para que mulheres em situação de violência possam buscar apoio, orientação e proteção de forma rápida e segura.

A atuação do MPRO no enfrentamento à violência doméstica é apresentada em uma linha do tempo que percorre o período de 2006 a 2026. Entre os marcos estão a criação da primeira Promotoria especializada, a Ouvidoria das Mulheres, o Núcleo de Defesa da Mulher (Nuvid), o Navit e a Procuradoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica.

A linha do tempo registra a evolução da atuação institucional ao longo das duas décadas de vigência da Lei Maria da Penha e destaca iniciativas voltadas à proteção das mulheres, à qualificação da rede de atendimento e ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero em Rondônia.

Após a denúncia

Outra seção apresenta, em formato de jornada interativa, informações sobre o que ocorre após a denúncia. A usuária pode percorrer sete etapas, desde o registro da ocorrência até a proteção contínua, com orientações sobre medidas protetivas de urgência, atuação do Ministério Público e direitos previstos na legislação.

A proposta é tornar mais compreensível o funcionamento da rede de proteção e reduzir dúvidas que frequentemente surgem após a formalização da denúncia, auxiliando as mulheres na tomada de decisões informadas e seguras.

O portal também reúne conteúdos sobre os direitos assegurados pela Lei Maria da Penha, projetos desenvolvidos pelo MPRO ao longo das duas décadas, registros históricos e o Mapa da Violência Doméstica, plataforma pública de dados da instituição.

Rede de apoio

A plataforma possui ainda uma área destinada a familiares, amigas, amigos e colegas de mulheres em situação de violência. O conteúdo apresenta sinais de alerta e orientações sobre como oferecer apoio, o que dizer e quais atitudes podem ser evitadas para não aumentar os riscos ou afastar a vítima da rede de proteção.

Além de orientar as mulheres diretamente afetadas, o portal busca mobilizar toda a sociedade para o enfrentamento da violência doméstica e familiar, disseminando informações qualificadas e estimulando a atuação responsável da rede de apoio.

O lançamento integra as ações alusivas aos 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça o compromisso do Ministério Público de Rondônia com a promoção dos direitos das mulheres, a prevenção da violência e a ampliação do acesso à informação, à proteção e à justiça.

Divulgação

Nesta quarta-feira (26/8), o MPRO iniciou uma ação de divulgação do portal no Porto Velho Shopping, na capital, com a exposição de um painel, localizado na praça de alimentação. A peça traz informações e QRCode para acesso ao portal.

FONTE - MPRO.

TCE orienta busca ativa e planejamento de vagas para acesso de crianças às creches em município do interior de Rondônia

Localizar crianças fora da escola, dar transparência às filas das creches e planejar a ampliação de vagas estão entre as medidas recomendadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) ao município de Novo Horizonte do Oeste.


As orientações buscam assegurar que as crianças, especialmente aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade, tenham acesso à educação infantil e não permaneçam invisíveis para o poder público.

As medidas constam no Acórdão APL-TC 00077/26, referente ao Processo nº 1200/24, relatado pelo conselheiro Omar Pires Dias, em substituição regimental.

CRIANÇAS PRECISAM SER LOCALIZADAS

O Tribunal recomendou que as áreas de educação, saúde e assistência social atuem de forma integrada para identificar crianças de até 3 anos que ainda não estejam matriculadas em creches.

A busca ativa deverá priorizar crianças de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, de famílias monoparentais e de domicílios em que as mães trabalhem ou precisem contribuir para a renda familiar.

Também deverão ser localizadas crianças de 4 e 5 anos que não frequentam a pré-escola. Para isso, o município poderá cruzar informações do Cadastro Único e dos sistemas de atenção básica à saúde, além de realizar contato direto com as famílias.

FILA DA CRECHE DEVE SER TRANSPARENTE

Outra recomendação é a criação de um cadastro único para organizar a demanda por vagas nas creches.

As listas de espera deverão ser mantidas atualizadas na internet, por ordem de colocação e por estabelecimento. A divulgação permite que as famílias acompanhem sua posição e verifiquem se os critérios de prioridade estão sendo cumpridos.

O município também deverá estabelecer, em norma própria, regras para o atendimento prioritário de crianças de famílias de baixa renda, de famílias monoparentais e de domicílios em que as mães trabalhem para compor a renda familiar.

EXPANSÃO DE VAGAS EXIGE PLANEJAMENTO

O TCE-RO orientou o município a mapear as localidades onde a oferta é insuficiente e a elaborar um programa de expansão das vagas em creches e pré-escolas.

Esse planejamento deverá conter metas físicas e financeiras anuais e indicar os recursos necessários para os próximos anos. A medida busca evitar iniciativas isoladas e garantir continuidade à política de educação infantil.

O acesso à creche contribui para o desenvolvimento da criança, fortalece a aprendizagem futura e oferece melhores condições para que mães e responsáveis possam trabalhar.

Ao aproximar educação, saúde e assistência social, a decisão busca assegurar que cada criança seja identificada, acompanhada e incluída nas políticas públicas desde os primeiros anos de vida.

FONTE - TCE/RO.

Casamento comunitário oficializa união de 23 casais indígenas do povo Cinta Larga em Rondônia

Casamento comunitário oficializa união de 23 casais indígenas do povo Cinta Larga em Rondônia...

Cerimônia promovida pelo TJRO na Aldeia Central teve entrega gratuita das certidões, tradução simultânea para o idioma Cinta Larga e celebração de costumes indígenas.

Vinte e três casais indígenas oficializaram a união durante um casamento comunitário realizado na Aldeia Central do povo Cinta Larga, em Rondônia. A cerimônia ocorreu no dia 21 de agosto e reuniu a formalização civil dos matrimônios com tradições da comunidade.

A iniciativa foi promovida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). As 23 certidões de casamento foram entregues gratuitamente aos casais.

A celebração ocorreu no barracão principal da aldeia, ornamentado com folhas, flores e frutos da floresta. Os casais entraram no espaço ao som de músicas tradicionais do povo Cinta Larga.

A cerimônia contou com tradução simultânea para o idioma Cinta Larga, pertencente ao tronco linguístico Tupi-mondé, para garantir a compreensão dos participantes.

Participaram da solenidade o presidente do Nupemec, desembargador Antonio Robles, o cacique Daniel Cinta Larga, o chefe da Unidade Técnica da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Gilliard Carneiro, e o pastor da igreja da comunidade, Célio Cinta Larga.

Durante o evento, Robles destacou a importância de levar os serviços da Justiça às comunidades mais distantes, respeitando suas particularidades. O desembargador também ressaltou a promoção da cidadania e a proteção dos direitos das famílias.

O cacique Daniel Cinta Larga destacou o orgulho pela cultura e pela história de seu povo e defendeu a garantia dos mesmos direitos aos indígenas. Segundo ele, apesar do preconceito, a comunidade segue preservando sua cultura e seu território.

Entre os casais estava o professor Hugo Cinta Larga, que afirmou conviver há 13 anos com a esposa, integrante da etnia Zoró. Para ele, a realização do casamento na comunidade facilitou a regularização das famílias.

A cerimônia terminou com a entrega das certidões, troca de alianças e os tradicionais beijos dos recém-casados. A comunidade também celebrou as uniões com músicas, danças típicas e um jantar no barracão para as famílias e convidados.

TCE-RO aponta sobrepreço e ilegalidades em licitação de R$ 43 milhões para infraestrutura em Rondônia

Tribunal identificou falhas no planejamento, problemas na formação de preços e atuação combinada de empresas em contratação do Cimcero...

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) reconheceu irregularidades em uma licitação de R$ 43.045.132 destinada à compra de tubos de polietileno de alta densidade para municípios integrantes do Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro-Leste do Estado de Rondônia (Cimcero).

A decisão consta no Acórdão APL-TC 00076/26, referente ao Processo nº 01518/22, relatado pelo conselheiro substituto Francisco Júnior Ferreira da Silva, em substituição regimental ao conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello.

A análise envolveu o Pregão Eletrônico nº 10/2021 e a Ata de Registro de Preços nº 1/2022, que previa a aquisição de tubos corrugados para atender às demandas dos municípios consorciados.

Durante a fiscalização, o TCE-RO constatou que a escolha do material não foi acompanhada de estudo prévio suficiente para demonstrar que aquela alternativa apresentava a melhor relação entre custos e benefícios.

Apesar de características como leveza, baixa rugosidade e facilidade de instalação, o Tribunal entendeu que outras soluções disponíveis deveriam ter sido comparadas antes da definição do objeto da contratação.

Também foram identificadas inadequações na elaboração do orçamento estimativo, que resultaram em sobrepreço na licitação e na ata de registro de preços.

Na fase externa do processo, a fiscalização apontou irregularidades envolvendo duas empresas, com atuação combinada, simulação de disputa e violação do sigilo das propostas. Uma das participantes ainda teria utilizado tratamento diferenciado destinado a microempresas e empresas de pequeno porte sem atender aos requisitos legais.

Com as constatações, o TCE-RO julgou parcialmente procedente a representação e reconheceu a ilegalidade da licitação e da ata. Como o procedimento já havia sido revogado pela administração, não foi necessária a declaração de nulidade.

O Tribunal aplicou multas aos agentes públicos e às empresas responsabilizadas. As duas empresas envolvidas na atuação combinada também foram declaradas inidôneas para participar de licitações nas administrações públicas estadual e municipais pelos períodos definidos no acórdão.

Uma cópia da decisão será encaminhada ao Ministério Público do Estado de Rondônia para análise de eventual prejuízo aos cofres públicos e de outras possíveis responsabilidades relacionadas ao caso.

O TCE-RO ainda alertou o Cimcero para que futuras compras de tubos sejam precedidas de estudos de viabilidade técnica e econômica, com comparação das alternativas disponíveis e demonstração objetiva da solução mais vantajosa para a administração pública.

INTENCIONAL - Homem é condenado a 5 anos por transmitir HIV à namorada em Porto Velho

Jean José Dunga de Oliveira está preso desde junho, terá de pagar R$ 50 mil à vítima e também responde por acusações envolvendo outras três mulheres...

Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, foi condenado pela Justiça de Rondônia a 5 anos e 5 meses de reclusão por transmitir HIV a uma mulher com quem mantinha relacionamento em Porto Velho. Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima.

Jean está preso preventivamente desde 10 de junho e permanece detido. A decisão foi proferida pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Velho e ainda cabe recurso. O processo tramita em segredo de Justiça.

Conforme os autos, o condenado sabia de sua condição sorológica e manteve relações sexuais sem preservativo com a vítima sem informar que vivia com HIV. A mulher apresentou sintomas posteriormente e procurou as autoridades em abril deste ano.

Durante a investigação, também foi identificado que Jean não realizava o tratamento necessário para reduzir a carga viral. Segundo informações da denúncia, ele tinha conhecimento do diagnóstico havia cerca de dez anos.

Na sentença, assinada pela juíza Keila Roeder, Jean foi condenado pelo crime de lesão corporal. A Justiça considerou que houve conduta deliberada ao omitir a condição sorológica durante o relacionamento, expondo a vítima ao contágio e resultando na transmissão do vírus.

Outras três mulheres

Jean também responde a outro processo envolvendo três mulheres que procuraram as autoridades em 2025. Segundo o Ministério Público de Rondônia (MPRO), mesmo já respondendo à primeira ação penal, ele continuou mantendo relacionamentos com outras mulheres.

O caso julgado agora envolve uma quarta vítima. Dessa forma, além desta condenação, Jean ainda responde às acusações relacionadas às outras três mulheres.

A Justiça informou que a análise das provas no processo seguiu o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com as diretrizes aplicadas desde a produção da prova oral.

TCE-RO apura possível prejuízo de R$ 8,6 milhões em contrato de asfalto do DER

Tribunal converteu processo em Tomada de Contas Especial após identificar indícios relacionados à comprovação de R$ 8,3 milhões em materiais e ao recolhimento de R$ 290,8 mil em imposto...

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) decidiu aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades em um contrato do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO) destinado à usinagem e ao transporte de concreto asfáltico. O processo envolve indícios de dano potencial de R$ 8.601.564,15 aos cofres públicos.

Por meio da Decisão Monocrática nº 0166/2026-GCJEPPM, o caso foi convertido em Tomada de Contas Especial. O procedimento permitirá verificar se houve efetivamente prejuízo, calcular eventuais valores e individualizar possíveis responsabilidades.


O principal ponto da apuração envolve o pagamento de R$ 8.310.690 sem documentação considerada suficiente para comprovar a pesagem dos materiais fornecidos.

Apesar de um laudo pericial indicar que os serviços foram fisicamente executados, os documentos analisados não permitiram estabelecer uma relação segura entre a quantidade de concreto asfáltico utilizada e o volume registrado na nota fiscal questionada.

A pesagem é considerada essencial para comprovar que a quantidade de material cobrada corresponde ao que efetivamente foi entregue e utilizado.

Além disso, o TCE-RO investiga uma possível ausência de retenção e recolhimento de R$ 290.874,15 referentes ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre uma nota fiscal da contratação.

A apuração identificou indícios de falhas nas etapas de orientação, conferência, processamento e autorização do pagamento.

A abertura da Tomada de Contas Especial não significa condenação. Os agentes públicos e a empresa citados poderão apresentar documentos, justificativas e defesa antes da análise conclusiva.

O processo é relatado pelo conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello e, após a fase de defesa, deverá passar novamente pela área técnica e pelo Ministério Público de Contas antes da decisão final do TCE-RO.

Justiça aceita denúncia contra 22 investigados por desvio de materiais da Semob em Porto Velho

Operação Basalto apurou por mais de quatro anos o desvio de brita, areia, cascalho e horas de máquinas da Prefeitura para atender interesses particulares...

A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) contra 22 pessoas investigadas na Operação Basalto, que apurou um esquema de desvio de materiais de construção e horas de uso de máquinas da Secretaria Municipal de Obras de Porto Velho (Semob).

A investigação durou mais de quatro anos e analisou a conduta de 91 pessoas, entre servidores públicos e particulares. Além dos 22 denunciados, o MPRO propôs acordos de não persecução penal para 17 investigados e pediu o arquivamento dos casos envolvendo outras 49 pessoas.

Segundo a investigação, o esquema teria sido dividido em cinco núcleos responsáveis pelo comando, operação dos desvios, produção de documentos, transporte dos materiais e recebimento das cargas por particulares.

Entre os materiais que teriam sido desviados estão brita, pedrisco, cascalho, areia e rip-rap. Também foram identificados casos envolvendo horas de utilização de máquinas da Prefeitura. Durante a apuração, o valor de mercado de uma caçamba de 12 metros cúbicos de brita ou pedrisco foi estimado em R$ 900.

A Operação Basalto foi deflagrada em novembro de 2021, após uma investigação iniciada a partir de denúncia anônima. Na ocasião, a Polícia Civil identificou caminhões da Prefeitura transportando brita para propriedades particulares sem relação com obras públicas.

As apurações incluíram interceptações telefônicas e de mensagens, buscas e apreensões em 20 locais e na sede da Semob, análise de aparelhos eletrônicos e depoimentos de 62 testemunhas.

A denúncia contra os 22 investigados foi recebida pela Justiça em 12 de agosto de 2026. Agora, os denunciados serão chamados para apresentar defesa. A Justiça também autorizou o compartilhamento das provas para apuração de possíveis atos de improbidade na esfera cível.

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