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Primeira versão de carta, candidato derrotado à Presidência se declarou “verdadeiro presidente eleito”; após alguns minutos, republicou a ca...
Primeira versão de carta, candidato derrotado à Presidência se declarou “verdadeiro presidente eleito”; após alguns minutos, republicou a carta se dizendo "líder do Brasil"; senador agradece a Trump e Milei, diz que vai liderar a oposição do exterior e repete, sem provas, acusações contra STF e TSE; primeira versão do texto lembrava estratégia do venezuelano Juan Guaidó...
Na carta, Flávio confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.
Flávio foi derrotado no segundo turno, no domingo (25), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.
"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos", escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.
Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, "ex-advogado do Lula", permitiu "uma impossibilidade matemática": Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.
Os dados oficiais não sustentam a tese. Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.
Ou seja, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para Lula, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os dois candidatos. No primeiro turno, sem nenhuma prorrogação, 3,7 milhões de eleitores votaram depois das 17h por estarem na fila, como prevê o Código Eleitoral.
O crescimento de Lula entre os turnos também tem explicação aritmética. No primeiro turno, cerca de 9,3 milhões de votos válidos foram para outros candidatos. No segundo, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o número de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões. Esses 14,1 milhões de votos foram divididos entre os finalistas: Lula ganhou 10,4 milhões, e Flávio, 3,7 milhões.
A prorrogação foi pedida pela coligação de Lula, depois de problemas na circulação de ônibus em várias cidades. A campanha de Flávio também havia pedido ao TSE para estender o horário em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, alegando que as condições do tempo prejudicaram o comparecimento. A carta não menciona esse pedido.
Resultado proclamado por indicado de Jair Bolsonaro
O resultado foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF em 2020 por Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
"Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral", afirmou o ministro após a divulgação do resultado.
Aliados de Flávio reconheceram a derrota. O PL, partido do senador, afirmou em nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto que reconhece o resultado proclamado pelo TSE. O candidato a vice na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), fez o mesmo na terça-feira (27), em vídeo nas redes sociais.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fez campanha para Flávio, reconheceu a vitória de Lula em vídeo divulgado também na terça-feira. "A eleição passou", disse, ao defender que a direita se organize para fazer oposição. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o do União Brasil, Antonio Rueda, também cumprimentaram Lula.
Estratégia Guaidó
Na carta, ao se declarar presidente eleito do exterior, Flávio se aproximou do roteiro adotado pelo venezuelano Juan Guaidó, citado nominalmente no texto. A retirada da expressão na republicação afasta a autoproclamação formal, mas a carta mantém a tese de fraude e a promessa de liderar a oposição de fora do país.
Em janeiro de 2019, Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se proclamou presidente interino do país, alegando que a reeleição de Nicolás Maduro havia sido fraudulenta. Ele foi reconhecido pelos Estados Unidos, no primeiro governo Trump, e por dezenas de outros países. Montou uma estrutura paralela de governo, mas nunca chegou a controlar o Estado.
A própria oposição venezuelana extinguiu o "governo interino" no fim de 2022, e Guaidó deixou o país no ano seguinte.
Há diferenças entre os casos brasileiro e venezuelano. Guaidó atuava de dentro da Venezuela, apoiado em um cargo institucional e em uma eleição contestada por observadores internacionais. Flávio está fora do país, deixou para trás uma decisão judicial que o proibia de sair e contesta um resultado reconhecido pelo próprio partido e pelos principais aliados.
A carta reforça a comparação ao listar outros líderes que atuaram do exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Edmundo González e María Corina Machado. "Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil", escreveu Flávio.
O apoio de Washington, decisivo no caso venezuelano, até agora se limitou à acolhida em território americano pelo governo Trump.
Passaportes e inquérito
A carta também ataca o ministro Alexandre de Moraes, sem citá-lo nominalmente. Flávio diz que, "sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral", o juiz "pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime".
Moraes determinou que o senador entregasse os passaportes à Polícia Federal, no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Na terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador, que já havia deixado o país.
"Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime", afirma Flávio no texto.
Recado aos aliados
No trecho final, Flávio se dirige a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger e cita o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado. "Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer", escreveu.
Ele promete se dirigir regularmente à população e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição "por todos os meios pacíficos e legítimos". O mandato de Flávio no Senado termina em fevereiro de 2027.
FONTE - CNN BRASIL.
Senador desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), acompanhado de sua esposa e das duas filhas, após descumprir medida judicial que obrigava entrega de passaportes...
Apesar do cancelamento de seus passaportes comum e diplomático, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), acompanhado de sua esposa e das duas filhas.
Como mostrou a CNN Brasil, o ex-candidato a presidente utilizou um passaporte italiano para ingressar na Argentina e, depois, o passaporte diplomático para dar entrada nos EUA.
A PF (Polícia Federal) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal), no último domingo (25), a adoção de medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados.
O pedido se deu no âmbito do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.
Segundo a PF, após a decisão judicial, os passaportes emitidos no Brasil foram cancelados e o senador foi intimado a entregar documentos de outras nacionalidade em até 24 horas. A determinação não foi cumprida.
Apesar disso, a corporação afirma que a "existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares".
Especialistas em direito penal consultados pela CNN Brasil explicam que o senador não pode ser considerado foragido, porque ele não é alvo de pedido de prisão.
"Ele evidentemente não cumpriu uma determinação judicial e está inadimplente, mas isto não significa que ele esteja foragido", afirma a advogada Marina Coelho Araújo, doutora em direito penal.
A professora de direito penal da FGV (Fundação Getulio Vargas) Luisa Ferreira referenda a explicação, mas destaca que o o não cumprimento da determinação judicial poderia resultar em um decreto de prisão preventiva.
"Só foge, só é foragido alguém que tenha uma prisão preventiva decretada e foge do país. A notícia que nós temos todos é a de que há uma determinação de entrega de passaporte e que não teria sido cumprida por Flávio Bolsonaro", diz.
"Isso pode ensejar a decretação da prisão preventiva, porque existe nas nas nossas regras de processo penal uma norma que indica que, se a pessoa descumpre uma medida cautelar, pode ser decretada a prisão", completa.
Além do inquérito envolvendo o advogado Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro é alvo de outras duas investigações.
O primeiro inquérito apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme "Dark Horse", produção que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O segundo inquérito investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, em 3 de janeiro deste ano.
Na postagem, feita na plataforma X, o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O caso foi encaminhado ao STF para apuração da conduta do parlamentar.
FONTE - Renata Souza, da CNN Brasil.
Com o objetivo de reforçar a assistência oftalmológica na rede pública estadual, o governo de Rondônia recebeu do Ministério da Saúde (MS) dois novos equipamentos. A entrega foi realizada nesta terça-feira (27), na sede do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), ampliando os recursos disponíveis para a realização de procedimentos especializados.
Os equipamentos somam R$ 475 mil em investimentos e incluem um fotocoagulador a laser e um equipamento a laser para uso oftalmológico, dos tipos YAG e diodo. A iniciativa reforça a estrutura de atendimento e amplia os recursos disponíveis para a realização de procedimentos especializados.

O fotocoagulador a laser é utilizado em tratamentos da retina por meio da aplicação de feixes de laser terapêuticos. O procedimento pode auxiliar no tratamento de alterações nos vasos sanguíneos, no controle de sangramentos e em determinadas condições que comprometem a retina. Já o laser oftalmológico YAG/diodo é utilizado em procedimentos específicos, conforme a tecnologia e a indicação clínica, contribuindo para ampliar as possibilidades de tratamento na área da oftalmologia.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha ressaltou a importância da parceria entre os governos estadual e federal para o aprimoramento da saúde pública. “Essa parceria com o Ministério da Saúde contribui para ampliar e reforçar a estrutura e o atendimento da saúde ocular em Rondônia. A chegada de novos equipamentos representa mais recursos para os profissionais e melhores condições para atender a população que depende dos serviços públicos de saúde”.
Para o secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, a chegada dos equipamentos representa um reforço à estrutura da rede estadual e às condições de atendimento especializado. “Esses equipamentos impulsionam a capacidade de atendimento da rede estadual e ampliam os recursos disponíveis para os profissionais de saúde. Nosso objetivo é oferecer melhores condições para a realização dos procedimentos e garantir uma assistência cada vez mais qualificada à população”.
A entrega dos equipamentos no Hospital de Base integra as ações de fortalecimento da rede estadual de saúde, com foco na ampliação da capacidade de atendimento especializado e na melhoria da assistência oferecida aos pacientes.
fonte - SECOM RO.
Drogas foram descobertas durante buscas por um possível foragido da Justiça; equipes investigam quem utilizava o imóvel para armazenar os entorpecentes...
Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO), com apoio da Polícia Militar, resultou na apreensão de aproximadamente 57 quilos de maconha e cocaína nesta quarta-feira (28), em Porto Velho. As drogas estavam escondidas no forro de uma residência em construção, que, segundo os indícios encontrados, era utilizada para armazenar entorpecentes.
A ação foi desencadeada após levantamentos de inteligência apontarem que o imóvel poderia estar sendo frequentado por uma pessoa procurada pela Justiça. Diante da suspeita, as equipes se deslocaram até o endereço para verificar as informações e tentar localizar o investigado.
Durante a vistoria, os policiais identificaram vestígios de uma substância semelhante à maconha em um dos cômodos da construção. A descoberta motivou uma busca mais detalhada no imóvel.
Em uma área destinada ao armazenamento de materiais de construção, os agentes encontraram uma escada que dava acesso ao espaço entre o teto e a cobertura da residência. Ao examinarem o compartimento, localizaram uma grande quantidade de substâncias com características de drogas, ocultadas no forro da edificação.
O material apreendido foi encaminhado para análise pericial, que deverá confirmar a composição das substâncias.
Os elementos reunidos durante a operação indicam que a residência em construção estava sendo utilizada para esconder e armazenar entorpecentes. As equipes também adotaram procedimentos para preservar os vestígios encontrados no local.
As investigações continuam para identificar os responsáveis pelas drogas, esclarecer sua procedência e determinar qual seria o destino do material apreendido. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas à ocorrência.
A FICCO/RO é formada por integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
A força integrada atua no enfrentamento ao crime organizado em Rondônia, reunindo esforços de diferentes instituições de segurança pública.

O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos, informou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabiliadde Financeira do Banco Central (BC).
O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante do avanço do problema, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano.
Principais números:
Segundo Galípolo, as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que já utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas.
“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, afirmou o presidente do BC. Ele destacou a preocupação com pessoas que já enfrentam juros elevados e dificuldades financeiras.
Galípolo também apontou o crescimento de modalidades de crédito sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.
“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse.
Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC considera quatro critérios. É necessário atender a pelo menos dois deles:
A classificação não significa que todos os 20,3 milhões de brasileiros estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira.
O relatório do BC mostra ainda que o comprometimento da renda com dívidas no cartão aumentou em todas as faixas salariais. Entre os que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento total chegou a 42% da renda em junho de 2026.
Na última sexta-feira (23), o Banco Central anunciou medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos.
Entre as mudanças, as instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.
Nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade, sem concessão de novos recursos.
FONTE - AGENCIA BRASIL.
As regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.
As iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias brasileiras.
Operação Nêmesis foi realizada entre os distritos de Calama e São Carlos, em Porto Velho, com apoio do Ibama; 17 dragas estão entre os equipamentos inutilizados...
A Polícia Federal, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Nêmesis, que resultou na inutilização de 72 embarcações e equipamentos utilizados na extração ilegal de ouro no Rio Madeira, em Rondônia. A ação também atingiu 16 mil litros de óleo diesel destinados ao abastecimento das estruturas clandestinas.
A operação ocorreu no trecho do rio localizado entre os distritos de Calama e São Carlos, na região de Porto Velho, e teve como objetivo interromper atividades de garimpo realizadas sem autorização.
Entre os 72 bens inutilizados estão 17 dragas, dois rebocadores, três voadeiras, 21 motores, 25 bombas de draga e quatro bombas de água. Os equipamentos eram utilizados na extração e no processamento do ouro retirado ilegalmente do leito do Rio Madeira.
Durante as diligências, os agentes também apreenderam três frascos de mercúrio e oito aparelhos celulares. Os materiais serão submetidos à análise para auxiliar na identificação dos proprietários das embarcações e dos possíveis financiadores da atividade criminosa.
As investigações buscam identificar os responsáveis pela estrutura utilizada no garimpo ilegal e esclarecer a participação de outras pessoas no esquema.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização e uso de substância tóxica.
A Polícia Federal dará continuidade às investigações para identificar os proprietários dos equipamentos e os responsáveis pelo financiamento da exploração ilegal de ouro na região.
Alto funcionário do órgão confirmou que o senador e seus familiares poderão entrar no país...
O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares, além de permitir a entrada deles no país, segundo confirmou um alto funcionário do órgão à CNN Brasil.
“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, afirmou o funcionário.
Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmaram, nesta terça-feira (27), que o político fugiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.
A decisão acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26).
Ainda na manhã desta terça, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.
Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.
O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).
Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações de que o senador esteja no Brasil.
Mais cedo, aliados e a própria defesa de Flávio Bolsonaro, ouvidos pela CNN, não sabiam do paradeiro do senador. Os advogados afirmaram que o último contato teria ocorrido às 16h30 desta segunda e que deveriam encontrar o senador nesta terça para recolher os passaportes.
O site argentino Infobae publicou nesta terça que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.
O sumiço do senador tem gerado incômodo entre os próprios aliados. A avaliação de membros do PL (Partido Liberal) é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.
Políticos próximos ao senador o cobram para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.
Além disso, o governo de Javier Milei negou que Flávio tenha entrado na Argentina. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou para a reportagem que o ex-candidato do PL não entrou, nem pediu para entrar no país.
“Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar [quanto a isso]”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, à CNN Brasil.
No fim da manhã desta terça, a Casa Rosada também informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações "não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina".
"Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação", acrescentou o texto.
fonte - Mariana Janjácomo, da CNN Brasil, em Washington.
Em comício no Texas, presidente dos EUA citou "trapaças dos democratas" em comparação com votação brasileira...
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), durante um comício no Texas, que as eleições no Brasil foram fraudadas.
“Eles fraudam muito bem (os democratas). São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, disse Trump.
O presidente americano está em meio a uma intensa agenda de campanha pelo país antes das Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, marcadas para 3 de novembro. Trump tem realizado comícios quase diariamente para incentivar a participação de eleitores em apoio aos republicanos, que tentam manter o controle do Congresso.
Em discursos que chegam a durar 90 minutos, Trump defende suas políticas econômicas, vangloria-se do tamanho das multidões, zomba de manifestantes e chegou a fazer comentários sobre as nádegas de um colega republicano.
Aqui estão cinco pontos principais sobre as aparições do presidente, realizadas, em sua maioria, em áreas de forte apoio republicano pelo país:
O discurso econômico de Trump
No início do mês, Trump afirmou ter feito um "mau trabalho" ao explicar seu desempenho econômico. Ele tem tentado corrigir isso em seus comícios, destacando uma taxa de pobreza em nível historicamente baixo, baixo desemprego, recordes no mercado de ações e preços mais acessíveis para alguns itens alimentícios.
No entanto, seu discurso entra em conflito com as preocupações dos eleitores quanto aos gastos com combustível, compras de supermercado e outras despesas do dia a dia.
Os preços ao consumidor aceleraram em setembro, impulsionados pela disparada no custo da gasolina. O preço médio do combustível nos EUA é de US$ 4,27 por galão (US$ 1,13 por litro) — cerca de 40% mais caro do que há um ano, segundo a AAA. Trump tem prometido, repetidamente, que os preços da gasolina cairão assim que a "guerra com o Irã" terminar.
Esse descompasso ficou evidente do lado de fora de um comício de Trump na zona rural do Kansas, onde Chester Daniel, um veterano militar de 90 anos e apoiador de Trump, afirmou que a economia ainda tem "um longo caminho a percorrer" para ajudar os trabalhadores.
"Preços? Altos demais! Nunca voltaremos aos patamares de quando tudo isso começou, mas eles precisam cair bastante", disse Daniel. "Não sei como esses jovens conseguem sustentar suas famílias."
Republicanos na defensiva e o mapa dos comícios
O roteiro de viagens de Trump revela o quão difícil será para os republicanos manterem o controle do Congresso, com o presidente sendo forçado a adotar uma postura defensiva, mesmo em redutos conservadores. Trump viajou duas vezes ao Texas em apoio a Ken Paxton, candidato republicano ao Senado; fez campanha para o senador republicano em exercício Roger Marshall, no Kansas; e esteve duas vezes em Ohio em apoio ao senador Jon Husted.
Trump também participou de comícios para candidatos republicanos em disputas acirradas no Alasca, Iowa, Montana e Carolina do Sul. Ele tem uma visita ao Mississippi programada para segunda-feira (26).
Trata-se de locais onde os republicanos costumam vencer com facilidade — e não de campos de batalha eleitorais onde Trump normalmente dedicaria tempo durante as semanas cruciais que antecedem uma eleição.
Nas pesquisas, Paxton aparece ligeiramente atrás do democrata James Talarico, enquanto Marshall enfrenta um desafio considerável do democrata Adam Hamilton em um estado que não elege um senador democrata há quase um século. Em Ohio, Husted está atrás do ex-senador democrata Sherrod Brown, e, em Iowa, a candidata republicana ao Senado, Ashley Hinson, trava uma disputa acirrada contra o democrata Josh Turek.
Chama a atenção a ausência, até o momento — a menos de duas semanas do dia das Midterms —, de estados como Michigan, Maine, Minnesota e New Hampshire, que também registram disputas acirradas para o Senado. É provável que ele visite alguns desses locais em breve; há uma viagem programada para Michigan no domingo, e ele também mencionou planos de ir ao Maine.
O foco de Trump sobre o tamanho do público nos comícios
Trump transformou o tamanho do público em um tema recorrente de seus comícios durante o ciclo eleitoral de Meio de Mandato, descrevendo arenas lotadas e milhares de pessoas que, segundo ele, teriam ficado do lado de fora — o que ele apresenta como prova de sua popularidade contínua.
No entanto, a adesão real aos eventos de campanha nas últimas semanas tem sido irregular. Alguns comícios atingiram a capacidade máxima, mas sem qualquer sinal da multidão excedente descrita por Trump. Em outros, grandes setores de assentos permaneceram vazios, mesmo em locais de porte modesto.
"Faço isso todas as noites e, não importa aonde eu vá, é sempre a mesma coisa. São multidões enormes", disse Trump em um comício na Carolina do Norte, na terça-feira. "Temos telões do lado de fora. Milhares e milhares de pessoas. Há algo muito especial acontecendo."
O local estava lotado, mas não havia sinais de multidões do lado de fora esperando para entrar ou acompanhando o evento pelos telões. Em um comício realizado no dia 7 de outubro em San Antonio, no Texas, Trump afirmou que as filas do lado de fora da arena estendiam-se por duas milhas (aproximadamente 3,2 km), mesmo com grandes áreas vazias no interior do local.
O tamanho do público nem sempre é um indicador preciso de apoio político; contudo, Trump tem utilizado esse dado como um sinal de força, ainda que seu índice de aprovação tenha caído para 31% — o patamar mais baixo de todo o seu mandato presidencial —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada.
Trump não é candidato nas eleições de 3 de novembro. Para os candidatos republicanos, a questão é saber se o entusiasmo que ele desperta entre seus apoiadores pode se converter em votos para eles.
A França como um exemplo nas Eleições de Meio de Mandato
Trump tem usado frequentemente o presidente francês, Emmanuel Macron, como um contraponto em seus discursos de campanha, alegando ter forçado Macron — por meio da ameaça de impor tarifas sobre o champanhe (um produto de exportação francês muito popular) e outros bens — a aumentar os preços de medicamentos prescritos na França.
No entanto, na última semana, aproximadamente, Trump adotou uma nova narrativa sobre a França, apresentando os violentos distúrbios ocorridos no país nas últimas semanas como um alerta do que, segundo ele, poderia acontecer nos EUA caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato. Trump atribuiu a responsabilidade pelos distúrbios a imigrantes e muçulmanos, seguindo uma estratégia já conhecida que tem marcado sua atuação política há mais de uma década.
"Que diabos aconteceu com a França?", perguntou Trump a uma multidão em uma arena de competições agropecuárias em Clemson, na Carolina do Sul, na quarta-feira.
Vale notar que os protestos na França ganharam mais destaque nos discursos recentes de Trump do que dois outros grandes problemas de política externa que ele não conseguiu solucionar: a invasão da Ucrânia pela Rússia e sua "guerra" contra o Irã.
"Eles vão acabar, de um jeito ou de outro", disse Trump sobre os dois conflitos durante o comício em Clemson. Ele não explicou como esses conflitos poderiam terminar, mas queixou-se de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços na resolução de conflitos ao redor do mundo.
Trump e o foco no físico
Há muito tempo, Trump demonstra uma fixação pelo físico humano que vai além da metáfora do "corpo político".
Nesta temporada eleitoral, Trump tem dado atenção especial a Husted, um ex-jogador de futebol americano universitário da Universidade de Dayton, de 59 anos.
Em comícios realizados em Ohio, Kentucky e Carolina do Norte, Trump expressou admiração pelo físico de Husted, chegando a comentar que os glúteos dele parecem "um amontoado de músculos".
"Depois, olhei para as pernas dele e pensei: 'Caramba, que pés grandes!'. Em seguida, observei seus ombros e dei um tapinha — cheguei a machucar a mão! Parecia um pedaço de aço. Eu disse: 'Esse cara é um monstro!'", relatou Trump.
Na sexta-feira, Trump teceu elogios semelhantes a Robert F. Kennedy Jr., seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, declarando em um comício na Flórida que o político de 72 anos "tem o corpo de alguém de 30 anos".
Comentários desse tipo são recorrentes no repertório de Trump. Na reta final de sua campanha de 2024, ele aproveitou um discurso em um comício na Pensilvânia para contar uma história grosseira sobre as proezas — para além do golfe — da lenda do esporte Arnold Palmer. Ao longo dos anos, Trump tem focado frequentemente nos atributos físicos das pessoas, chegando, inclusive, a zombar do peso e da aparência de seus oponentes.
Trump considera que até alguns de seus amigos carecem de senso de moda — é o caso de Paxton, conhecido por seu visual desleixado.
"Pode ser que alguns não gostem do jeito que ele se veste", disse Trump sobre ele durante uma convenção republicana em Dallas, em meados de setembro, acrescentando: "Eu não gosto".
Isso, contudo, não impediu Trump de fazer campanha para Paxton. Ele retorna ao Texas na terça-feira (27) para participar de mais dois comícios.
fonte - Da CNN Brasil,
Senador deve desembarcar com a família na Flórida nesta terça-feira (27)...
Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disseram à CNN Brasil que o governo de Donald Trump endossou o movimento dele de deixar o Brasil e sinalizou a concessão de asilo político.
A expectativa é de que a esposa e as filhas de Flávio também recebam o benefício. Ele deve desembarcar na Flórida ainda nesta terça-feira (27).
Como a CNN mostrou, aliados confirmaram que ele fugiu para os Estados Unidos com a família.
O principal motivo foi o medo de ser preso após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar a retenção de seus passaportes.
Mais cedo, o governo brasileiro acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do senador.
FONTE - CNN Brasil .
Informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano...
Flávio repetiu a decisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que viajou aos EUA dois meses depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022.
O senador deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ele entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF (Polícia Federal).
*Em atualização.
FONTE - CNN BRASIL.
Grupo investigado pela Polícia Federal transportava toneladas de drogas para São Paulo e utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro; Justiça também determinou o confisco de bens...
As investigações apontaram que, entre 2022 e 2024, os criminosos transportavam grandes carregamentos de entorpecentes de Rondônia para estados da região Sudeste, principalmente São Paulo.
Durante as apurações, a Polícia Federal apreendeu mais de 2,4 toneladas de drogas, incluindo cocaína, pasta base de cocaína e skunk. Em uma única ocorrência relacionada à organização, foram encontrados quase mil quilos de entorpecentes.
Além do tráfico, os investigadores identificaram um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para esconder a origem dos recursos obtidos com as atividades criminosas.
Para movimentar e ocultar o patrimônio, o grupo utilizava empresas de fachada do setor de transportes, registradas em nome de terceiros, além de uma autoescola adquirida com dinheiro proveniente dos crimes.
Durante a investigação, os policiais também apreenderam uma máquina de gravação a laser utilizada na produção de lacres falsificados.
As condenações incluem os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fuga do local de acidente de trânsito, conforme a participação de cada condenado.
A sentença determinou ainda o confisco de caminhões, semirreboques, automóveis, imóveis, joias, dinheiro em espécie e outros bens relacionados às atividades ilegais.
As empresas utilizadas para ocultar o patrimônio também foram incluídas na decisão judicial. Os bens confiscados serão destinados à União, conforme determinação da Justiça.
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