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Desenrola 2 foi feito sem estudo técnico e alcança 1/4 dos inadimplentes

Fazenda admite que programa foi baseado em avaliações internas e conversas com o setor financeiro; programa só atende 1/3 dos inadimplentes

O Ministério da Fazenda não fez estudo técnico para fundamentar a abrangência e as regras do programa Desenrola 2, principal vitrine eleitoral do governo Lula.



Em resposta a questionamentos da coluna, o ministério reconheceu a ausência de um “estudo único” e justificou que estruturou o programa com base em “avaliações do governo e discussão com o setor, que consideraram os dados públicos de endividamento e os recursos disponíveis para a política”.


O último levantamento da Serasa indicou 82 milhões de pessoas endividadas no Brasil. O ministério informou que, no Desenrola 2, “se consideradas todas as modalidades contempladas pelo programa, as projeções indicam um potencial de aproximadamente 20 milhões de pessoas atendidas”. Ou seja, apenas 24% do total de inadimplentes.


“É chocante, mas não surpreendente, que uma política pública tão importante tenha sido algo improvisado. O atual Ministro da Fazenda age mais como cabo eleitoral, sem preocupação alguma com as consequências das medidas que toma, do que como uma voz técnica, sóbria, que ajuda o presidente Lula a tomar as melhores decisões para a população”, afirma o cientista político Sérgio Praça.


Leia a íntegra da resposta da Fazenda


Metrópoles – Foi feito um estudo que definiu atender dívidas ser até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e 2 anos? Gostaria de uma cópia do estudo. Podem encaminhar?


Fazenda – Não foi realizado um estudo único, consolidado, passível de compartilhamento. O recorte do programa foi precedido de avaliações do governo e discussão com o setor, que consideraram os dados públicos de endividamento e os recursos disponíveis para a política.


Não é a primeira vez que o governo Lula implementa uma política pública a toque de caixa.


Com custo de R$ 12.5 bilhões, o Pé-de-Meia foi lançado com base em dados de 2022, também sem estudo elaborado pelo Ministério da Educação que apontasse a evasão escolar como o principal problema da educação no país ou apresentasse justificativas para as regras do programa.


Os documentos usados para embasar o projeto se limitam a citações de dados de 2022, um relatório elaborado pelo Insper naquele ano e, até mesmo, um estudo de 17 anos atrás (2009) para sustentar que um programa desenvolvido em Israel elevou em 30% a taxa de certificação no Bagrut (exame semelhante ao Enem).


Na ocasião, o Ministério da Fazenda justificou seu aval ao Pé-de-Meia citando um estudo segundo o qual “a cada R$ 1 investido no Pé-de-Meia, R$ 7 serão gerados no futuro”. O levantamento, porém, nunca foi publicado.


Lançado em janeiro de 2024, o MEC ainda não avaliou oficialmente a implementação do Pé de Meia, “apesar de já ter se passado tempo suficiente para isso. Nem o Ministério do Planejamento fez isso, embora seja uma de suas principais funções”, observa Sérgio Praça.


Desenrola não inclui dívidas com o governo

O Desenrola 2 tem como foco dívidas financeiras e bancárias. As normas valem para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).


Em resposta à coluna, o ministério negou que irá perdoar dívidas de até R$ 100 e admitiu não saber quantas pessoas serão beneficiadas. “A medida não determina perdão da dívida, mas sim a desnegativação, como condição para participar do programa…Quanto ao alcance da medida, a baixa contemplará todas as dívidas negativadas até de R$ 100 relativas a cada instituição financeira que se habilitar, independentemente dos prazos e modalidades de origem dessas dívidas.”


Questionado sobre o motivo de a União não aderir ao programa, o Ministério da Fazenda afirmou que, “a decisão (de não incluir dívidas tributárias) foi privilegiar dívidas que não decorram de subsídios ou recursos públicos”.


O governo, contudo, prevê o uso de recursos públicos no Desenrola 2 por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), abastecido pelo Tesouro Nacional. A equipe econômica autorizou o uso inicial de R$ 2 bilhões do fundo e avalia ampliar esse montante em até mais R$ 5 bilhões.


Juros de bancos públicos seguem os do mercado privado

A coluna perguntou ainda se o governo pretende adotar alguma medida para reduzir os juros cobrados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, que em algumas modalidades praticam taxas semelhantes ou até superiores às do mercado privado.


Em resposta, a Fazenda afirmou que os bancos públicos operam sob as leis de mercado e, embora tenham função pública, seguem os mesmos regramentos do sistema financeiro nacional aplicáveis às instituições privadas.


Segundo o ministério, além de impedimentos legais para alterações arbitrárias, nesse caso, “há estudos que apontam efeitos concorrenciais prejudiciais ao sistema financeiro em caso de intervenção direta na definição das taxas de juros dos bancos oficiais”. (Metrópoles)

Rondônia tem mais de 36 mil famílias atendidas pelo Gás do Povo em maio

No estado, investimento do Governo do Brasil supera R$ 4,33 milhões. Programa contempla, neste mês, mais de 15 milhões de lares em todos os municípios brasileiros...


Rondônia tem, em maio, 36.275 famílias atendidas pelo programa Gás do Povo do Governo do Brasil. Ao todo, o investimento federal no estado supera R$ 4,33 milhões neste mês.

O benefício garante a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de 13 quilos (GLP) para famílias em situação de vulnerabilidade social. Para localizar a revenda credenciada mais próxima, basta acessar o aplicativo Meu Social – Gás do Povo.


NACIONAL — Os pagamentos do benefício ocorreram no último domingo, 10 de maio. O dia 10 de cada mês passa a ser fixo para a liberação mensal do programa em todo o país. Em maio, o investimento do Governo do Brasil é de R$ 288,66 milhões. São 15,05 milhões de lares, ou 45,19 milhões de pessoas, contempladas em todos os municípios do país.


PERIODICIDADE — A periodicidade de acesso ao benefício varia conforme a composição familiar registrada no Cadastro Único. “Como todo dia 10 tem novo vale para recarga, o vale anterior tem prazo até dia 9. É só calcular dois meses para as famílias maiores e três meses para as famílias de duas ou três pessoas”, explica a secretária nacional de Integração e Articulação de Plataformas Sociais Eletrônicas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Analúcia Faggion.


Em maio, 345,11 mil famílias beneficiárias entram no programa, recebendo o vale pela primeira vez. Domicílios com dois ou três membros recebem um vale a cada três meses. Famílias com quatro ou mais integrantes têm direito a um vale a cada dois meses.

REGIÕES — A Região Nordeste é a que conta com o maior número de famílias que recebem o vale em maio: 1,09 milhão. O repasse para elas é de R$ 116,10 milhões no mês. No Sudeste, 760,21 mil vales foram emitidos em maio, somando R$ 76,03 milhões. O Norte teve 480,41 mil domicílios com valores pagos neste mês, com R$ 56,85 milhões em investimento do Governo do Brasil. No Centro-Oeste, foram contemplados 194,05 mil domicílios, fruto de recursos da ordem de R$ 20,59 milhões. O Sul, com 179,71 mil lares atendidos, recebeu repasse de R$ 19,07 milhões.

SEGURANÇA ALIMENTAR E ENERGÉTICA — O Programa Gás do Povo tem como objetivo garantir o acesso ao gás de cozinha, item essencial para o preparo dos alimentos. A política assegura a recarga gratuita do botijão de 13 kg diretamente nas revendas credenciadas. Vale ressaltar: o vasilhame e o frete não estão incluídos no valor do benefício.

Além da distribuição, a iniciativa institui o Programa Nacional de Acesso ao Cozimento Limpo, que organiza e amplia as ações de combate à pobreza energética no país. O modelo integra a gratuidade do botijão com outras modalidades de cocção limpa, utilizando fontes diversificadas de financiamento, mecanismos de monitoramento e governança reforçada, incluindo comitê gestor permanente e publicação periódica de relatórios.

EXPANSÃO NACIONAL – O Gás do Povo vem sendo implantado de forma gradual e estruturada desde novembro de 2025. A primeira etapa contemplou 1 milhão de famílias em dez capitais brasileiras. Em janeiro de 2026, o programa chegou às demais 17 capitais do país. Na sequência, incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que já recebiam recursos do programa anterior.

CRITÉRIOS DE ACESSO – Para participar do Programa Gás do Povo, a família deve possuir renda per capita de até meio salário mínimo e Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. O CPF da pessoa responsável familiar precisa estar regular e o cadastro não pode apresentar pendências, como averiguação cadastral ou indício de óbito do responsável familiar. Também é necessário que a composição familiar tenha, no mínimo, duas pessoas. O programa prioriza famílias beneficiárias do Bolsa Família.

COMO CONSULTAR O BENEFÍCIO – É possível consultar a elegibilidade e localizar a revenda credenciada mais próxima por meio do aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para sistemas Android e iOS. Também é possível consultar informações no portal oficial do programa - Programa Gás do Povo – MDS.

O atendimento gratuito também está disponível pelo Disque Social 121. Ao informar o CPF da pessoa responsável familiar, a Unidade de Resposta Audível (URA) informa automaticamente se a família é beneficiária. O atendimento digital funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e o atendimento humano ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

CANAIS DE COMUNICAÇÃO E ATENDIMENTO

  • Aplicativo Meu Social – Gás do Povo disponível na Apple Store (sistema iOS) e Play Store (sistema Android);
  • Consulta de elegibilidade do CPF do(a) Responsável Familiar e revendas credenciadas no site oficial do MDS: Link
  • Disque Social 121 – Ao digitar o CPF do(a) Responsável Familiar, a Unidade de Resposta Audível comunica se a família é beneficiária ou não. Caso ela queira mais informações, basta seguir o fluxo do atendimento e falar com um operador humano. Este serviço é gratuito. O atendimento digital funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana e o atendimento humano funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
  • Fala BR MDS – Em casos de denúncias, reclamações, sugestões, solicitações e elogios relacionadas à gestão de benefícios e para ter acesso a demais canais de atendimento: Link

GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE REVENDAS

  • Informações gerais sobre precificação, valores do GLP e demais aspectos da gestão de revendas: Link
  • Em casos de denúncias, reclamações relacionadas à ausência de revendas credenciadas, cobrança de valores indevidos e demais questões da gestão de revendas: Link
  • Telefone: 0800 970 0267

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Governo edita MP para conter gasolina com subvenção de até R$ 0,89 o litro

Impacto fiscal da subvenção a gasolina é estimado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão por mês...


O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma subvenção à gasolina de até R$ 0,89 por litro para conter a alta no preço do combustível.

A medida provisória também vale para o óleo diesel - que teve tributação de R$ 0,35 de PIS e Cofins por litro suspensa no mês de março - e estabelece que as subvenções não podem ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis.

Segundo o governo, atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro, o que inclui PIS, Cofins e CIDE.

Em coletiva para explicar a medida, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ressaltou que um ato do Ministério da Fazenda vai estabelecer os valores.

Ainda segundo o ministro, o que se estuda é um valor parcial para gasolina entre R$ 0,40 e R$ 0,45 centavos por litro, considerando que o impacto no combustivel é menor que no diesel.

Quanto ao óleo, para fazer manutenção da desoneração, a equipe econômica optou por dar nova subvenção de R$ 0,35 a partir do dia 1º de junho.

Subsídio será pago por meio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) diretamente aos produtores e importadores do combustível.

"A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra. Mas poderá ser estendida ao diesel quando a subvenção estabelecida pela Medida Provisória 1.340, com prazo de duração prevista para os meses de abril e maio, deixe de ser aplicada", ressalta o governo em nota.

Os recursos para financiar a subvenção virão do orçamento da União, de modo que a despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel.

Ao todo, o impacto fiscal da subvenção a gasolina deve ser de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão por mês, segundo Bruno Moretti.

"Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal", afirma o governo.

A medida vem após pedido do governo ao Congresso Nacional por celeridade na votação do projeto que permite o uso de receitas extras de petróleo como compensação à desoneração de combustíveis.

Entretanto, não houve sinalização do Legislativo de votação do mérito do texto. O projeto trâmita na Câmara dos Deputados e teve a urgência aprovada no fim de abril, acelerando as etapas de discussão e fazendo com que o projeto já possa ser deliberado pelo plenário da Casa.

A decisão ocorre também um dia após a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmar que o reajuste na gasolina "vai acontecer já já".

fonte - Elis Barreto e João Nakamura, da CNN Brasil, em Brasília e São Paulo.

Ministro diz que Brasil manterá exportações de carne para Europa

André de Paula, ministro da Agricultura, afirmou que o governo atenderás as exigências dos europeus e que as reuniões com entendimentos sobre o assunto já começaram...


O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou nesta terça-feira que o governo brasileiro vai trabalhar para atender às novas exigências da União Europeia sobre a cadeia da carne bovina, após a divulgação de regras mais rígidas envolvendo rastreabilidade e controle sanitário da produção animal.

A declaração foi dada um dia depois da repercussão das novas sinalizações europeias ao setor agropecuário brasileiro. Segundo André de Paula, o governo foi surpreendido pela antecipação do tema, que ainda vinha sendo discutido tecnicamente entre representantes brasileiros e europeus.

“Fomos surpreendidos. Foi uma antecipação de uma questão que estava sendo debatida tecnicamente”, afirmou o ministro no Congresso da Abramilho, em Brasília.

O principal ponto de preocupação é que as exigências da União Europeia não devem se limitar apenas à redução do uso de antibióticos. O bloco europeu também quer mecanismos mais rigorosos de comprovação sanitária, segregação da produção e rastreabilidade individual dos animais, o que pode exigir mudanças estruturais em parte da cadeia produtiva brasileira.

Mesmo diante da preocupação do setor, André de Paula procurou transmitir segurança ao mercado e afirmou que o Brasil continuará exportando carne para os europeus.

“O Brasil tem um sistema sólido e robusto de defesa agropecuária. Somos os maiores produtores de proteína animal do mundo. Exportamos para 170 países e estamos há 40 anos na Europa. Vamos seguir exportando para a Europa, fizemos ontem e faremos amanhã”, disse.

O ministro confirmou ainda que houve uma reunião na manhã desta terça-feira entre representantes brasileiros e o embaixador do Brasil junto à União Europeia para alinhar os primeiros entendimentos sobre as exigências apresentadas pelo bloco.

Segundo ele, as negociações devem continuar nos próximos dias para esclarecer os pontos considerados “incipientes” pelo governo brasileiro.

“Teremos novas reuniões e mais clareza do que aconteceu”, afirmou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também sinalizou que as análises podem ocorrer “cadeia por cadeia”, avaliando separadamente os diferentes segmentos do agronegócio brasileiro.

Pressão sobre o agro cresce em meio a juros altos e conflitos 

As novas exigências da União Europeia chegam em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Durante o debate da Abramilho, a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina afirmou que o setor enfrenta uma combinação de crises externas e dificuldades internas.

Segundo ela, a guerra na Ucrânia impactou o mercado global de fertilizantes, enquanto os conflitos no Oriente Médio aumentaram os problemas logísticos e de transporte internacional. No cenário doméstico, o alto custo do crédito rural preocupa produtores.

“Pegar dinheiro a 18% ou 22% é uma insanidade”, afirmou.

Tereza Cristina defendeu mudanças no modelo do Plano Safra e disse que o atual formato já não acompanha o tamanho da agricultura brasileira nem as necessidades do produtor rural.

Ela também cobrou a ampliação do seguro rural diante dos riscos climáticos associados ao El Niño.

“O seguro rural é fundamental para o produtor brasileiro”, declarou.

André de Paula reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo setor e afirmou que as preocupações com juros, endividamento e crédito rural têm sido recorrentes nas conversas com representantes do agro desde o início de sua gestão.

“Queremos juros que possam caber no bolso do produtor rural e uma preocupação permanente com o endividamento do produtor”, disse.

Apesar do cenário desafiador, o ministro afirmou que continuará defendendo o setor dentro do governo federal.

“Ao fim e ao cabo, eu sou governo. Vou lutar dentro do governo para que o setor possa crescer”, concluiu.

LEIA MAIS - UE deixa Brasil fora de exportações de carnes por exigências sanitárias

FONTE - Fernanda Pressinott e Cristiane Noberto, da CNN Brasil, Brasília.

Entenda o que muda com o fim da "taxa das blusinhas"

Presidente Lula assinou medida provisória nesta terça-feira (12) que zera imposto de importação sobre compras até US$ 50...


Com o fim da "taxa das blusinhas", anunciado nesta terça-feira (12) pelo governo, compras internacionais de até US$ 50 voltarão a ser isentas da cobrança do imposto de importação federal.

A iniciativa de zerar a cobrança da tarifa sobre os produtos importados foi oficializada em medida provisória publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União), e entra em vigor a partir desta quarta-feira (13).

A medida foi anunciada no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de ministros da alta cúpula do governo.

Estavam presentes os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães; da Casa Civil, Miriam Belchior; do Desenvolvimento, Indústria, Comério e Serviços, Márcio Elias Rosa; do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti; e da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Além deles, participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.

Entenda como ficarão as compras internacionais

Para remessas de produtos estrangeiros comprados em sites, por exemplo, o imposto de importação de 20% que estava em vigor será zerado em compras de até US$ 50. Vale ressaltar que o fim da "taxa das blusinhas" será uma isenção concedida apenas sobre compras feitas por pessoas físicas.

Com isso, não haverá mais a incidência de nenhum tributo federal sobre essas compras. Continuarão sendo cobrados apenas os tributos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual. A alíquota será a mesma que já está vigente sobre os itens importados: 17%.

As compras acima de US$ 50 atualmente são taxadas em 60% pelo tributo de importação.

Medida ventilada há tempos

A revogação da "taxa das blusinhas" vinha sendo discutida há alguns meses dentro do governo federal. A ala política da gestão defendia que o imposto era impopular e impactava negativamente a aprovação do presidente Lula.

No entanto, setores econômicos do governo estavam resistentes à isenção tarifária sobre as compras internacionais por conta da perda de arrecadação e da pressão da indústria nacional.

O imposto federal começou a ser aplicado no contexto do programa Remessa Conforme, criado para regularizar o comércio eletrônico e alinhar as compras feitas nas plataformas à Receita Federal.

Num primeiro momento, em 2023, o governo já havia deixado de cobrar o tributo sobre as pequenas compras. Como contrapartida, as empresas deveriam aderir ao programa da Receita e recolher tributos estaduais.

Porém, em 1º de agosto de 2024, passou a ser cobrado o tributo federal de 20% sobre compras de US$ 50 em sites do exterior e 60% para itens de US$ 50,01 a US$ 3 mil.

Em março deste ano, a pesquisa Latam Pulse Brasil, divulgada e apurada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, apontou que para 62% dos brasileiros a cobrança seria o maior erro cometido pelo governo Lula até então.

LEIA MAIS - De olho nas eleições, governo Lula anuncia fim de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50; veja

Álvaro Augusto, da CNN Brasil*, em Brasília - *Sob supervisão de João Nakamura.

5 em cada 10 brasileiros adultos estão inadimplentes no Brasil, aponta Serasa

Rondônia ocupa atualmente a nona posição no ranking dos estados com maior índice de inadimplência proporcional à população...


O volume de brasileiros inadimplentes segue crescendo e atingiu a marca histórica de 83,3 milhões de pessoas em abril, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa. Com alta de 0,67% em relação ao mês anterior, são mais de 555 mil novos consumidores negativados, o que corresponde a 50,81% da população adulta do país.

Ao todo, os brasileiros acumulam 342 milhões de dívidas negativadas, somando mais de R$ 568 bilhões em débitos. O valor médio devido por pessoa chegou a R$ 6.814,39 — mais de quatro vezes o salário-mínimo.

Os dados reforçam a pressão do endividamento sobre o orçamento das famílias brasileiras, especialmente em um cenário em que o setor financeiro segue como principal origem das pendências no país. Entre os segmentos das dívidas, bancos e cartões de crédito representam 27,5% do total de débitos, seguidos por contas básicas (21%) e financeiras (19,8%), empresas que concedem crédito, mas não se enquadram como bancos.

Em Rondônia, a inadimplência atinge 693.921 mil pessoas, o que equivale a 53,42% da população do estado. Rondônia ocupa atualmente a nona posição no ranking dos estados com maior índice de inadimplência proporcional à população

Os rondonienses acumulam mais de 3 milhões de dívidas negativadas, somando R$ 5.079.072.637,00 em débitos. O valor médio que cada pessoa deve é de R$7.319,38.

“O crescimento contínuo da inadimplência mostra que muitos brasileiros ainda enfrentam dificuldades para reorganizar o orçamento, especialmente diante do alto custo do crédito”, avalia Aline Maciel, diretora da Serasa. “Em muitos casos, o consumidor utiliza linhas emergenciais, como cartão de crédito e cheque especial, para cobrir despesas básicas ou lidar com perda de renda, o que pode acelerar o efeito bola de neve das dívidas.”

Mutirão amplia descontos para conter endividamento

Em meio ao avanço da inadimplência, a Serasa amplia as oportunidades de negociação de dívidas com iniciativa que reúne cupons e condições especiais para ajudar consumidores a regularizarem a vida financeira. A ação contempla ofertas do Novo Desenrola Brasil, e mobiliza instituições financeiras e outros segmentos do mercado, como securitizadoras e varejistas.

Ao todo, 11,6 milhões de consumidores podem aproveitar mais de 34 milhões de ofertas com cupons disponíveis, que chegam a até R$200 em desconto adicional para dívidas negociadas à vista pelo site ou aplicativo da Serasa, somando os abatimentos já oferecidos pelas empresas parceiras. Em Rondônia são 79.908 mil consumidores que podem aproveitar mais 197 mil ofertas com essa condição extra de descontos.

“Muitas pessoas querem negociar suas dívidas, mas ainda encontram barreiras para fechar acordos que realmente caibam no bolso. Por isso, estamos movimentando o mercado para ampliar descontos e o número de parceiros participantes, oferecendo condições mais acessíveis, que ajudam o consumidor a dar o primeiro passo para recuperar o controle da vida financeira”, complementa Aline.


Como usar os cupons para negociar minhas dívidas com mais descontos na Serasa?

  1. Acesse o site ou o aplicativo da Serasa.

  2. Faça login com CPF e senha.

  3. Clique em Negociar dívidas.

  4. Veja qual oferta possui cupom disponível e clique em Negociar agora.

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  1. Escolha a opção de pagamento à vista, por Pix ou boleto.

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  1. Selecione a data de vencimento desejada.


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  1. Na área de confirmação do acordo, ative a opção “Adicionar cupom”.


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  1. Depois, clique em Fechar acordo e realize o pagamento com desconto.

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Sobre a Serasa   

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais. Mais informações em  www.serasa.com.br e via redes sociais no @serasa. 

fonte - assessoria.

De olho nas eleições, governo Lula anuncia fim de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50; veja

O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A mudança foi oficializada por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e começa a valer já nesta quarta-feira (13).


Com a decisão, produtos adquiridos em plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress voltarão a ter isenção do imposto federal nas compras de pequeno valor. A cobrança de 20% estava em vigor desde 2024 dentro do programa Remessa Conforme.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida foi adotada após avanços no combate ao contrabando e na regularização das compras internacionais. 

O governo afirmou ainda que a tributação para compras acima de US$ 50 continua mantida, podendo chegar a 60% em alguns casos.

Governo diz ter sido surpreendido e tentará reverter decisão da UE

Bloco anunciou decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco europeu...

O governo brasileiro informou nesta terça-feira (12) que recebeu “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco europeu, e que pretende adotar medidas para reverter a decisão.

Segundo nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), a medida foi aprovada em votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável pela atualização da listagem de países habilitados a exportar produtos destinados ao consumo humano para ao mercado europeu. A medida entra em vigor em 3 de setembro deste ano.

Os ministérios afirmaram que, até o momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal continuam ocorrendo normalmente.

O governo brasileiro informou ainda que pretende adotar medidas para reverter a decisão e buscar o retorno do país à lista de autorizados. De acordo com a nota, o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião marcada para terça-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco para solicitar esclarecimentos sobre a decisão.

Na manifestação oficial, o governo destacou que o Brasil possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente e ressaltou a posição do país como maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas para o mercado europeu.

O Brasil exporta produtos de origem animal para a União Europeia há cerca de 40 anos, segundo o comunicado oficial.

LEIA MAIS - UE deixa Brasil fora de exportações de carnes por exigências sanitárias

FONTE - Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo.

UE deixa Brasil fora de exportações de carnes por exigências sanitárias

Bloco alega que país não apresentou garantias suficientes sobre a utilização de antibióticos; Ministério da Agricultura já foi informado...


A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes para o bloco. A relação foi publicada nesta terça-feira (12) e o comunicado já foi feito ao Mapa (Ministério da Agricultura). A medida passa a valer em 3 de setembro.

De acordo com o documento, animais vivos e destinados à produção de alimentos não poderão ser enviados à UE. Ficam bloqueados bois, cavalos, ovos, peixes, mel e aves.

O argumento utilizado é que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a utilização de antimicrobianos na criação de animais. A falta dessa informação vai de encontro às regras de controle de uso de antibióticos na pecuária adotada pela UE.

Mesmo assim, a UE informou que o país pode voltar à lista caso apresente as garantias necessárias.

A lista foi firmada em 2024 e inclui países como México, Argentina e Colômbia, que segundo o bloco, estão em conformidade com as exigências e por isso foram mantidos na relação de países aptos a exportar para a UE.

O anúncio ocorre em meio a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul-União Europeia desde o dia 1º de maior e é vista como uma sinalização política aos agricultores e pecuaristas europeus que são contra o tratado.

FONTE - Cristiane Noberto, da CNN Brasil, Brasília

Ministro da Fazenda critica Rondônia por não aderir à redução do ICMS

Para Durigan, recusa tem motivação política...

Brasília (DF) 06/05/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão de Rondônia de não aderir à proposta do governo federal de reduzir o ICMS que incide sobre o diesel, medida temporária pensada para conter, no Brasil, a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Segundo ele, a recusa tem motivação política e não técnica, uma vez que a maior parte dos estados — inclusive governados por opositores — aceitou a proposta para amenizar o impacto do aumento dos preços sobre a população.

“É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando essa decisão neste momento em que estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população”, disse Durigan nesta quarta-feira (6) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação.

As razões para essa decisão do governo de Rondônia são “estritamente políticas”. “Se fossem razões técnicas, os outros 26 estados também apontariam essa questão”, disse o ministro.

Durigan ressaltou que, por depender fortemente do transporte rodoviário, Rondônia tende a sentir mais intensamente os efeitos da alta dos combustíveis e, por isso, a não adesão prejudica o próprio estado.

“Estados com governadores de oposição, que têm uma série de discussões duras conosco no Congresso Nacional, aderiram porque sentiram essa demanda”, disse o ministro.

“É muito lamentável que, por razões políticas, o governo do estado não tenha aderido”, acrescentou.

Rondônia é governado pelo policial militar Coronel Marcos Rocha, que, no início do ano, trocou de partido, saindo do União Brasil para se filiar ao PSD.

Durigan afirmou ainda que levará o caso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para eventual avaliação de medidas alternativas em benefício da população local.

Agência Brasil tenta contato com o governo de Rondônia a respeito da não adesão à proposta de redução do ICMS e às críticas do ministro.

LEIA MAIS - Rondônia é o único estado do Norte a rejeitar plano federal para conter alta do diesel

VÍDEO - Gasolina dispara novamente e chega a R$ 7,59 em Porto Velho após sequência de aumentos

Preço do combustível sobe em Porto Velho e gasolina já chega a R$ 7,39 nos postos

fonte - agencia brasil.

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