As contas de luz no Brasil devem subir 8% em 2026, em média, segundo projeções da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
O percentual representa praticamente o dobro da estimativa do mercado para o IPCA, índice oficial de inflação, projetado em 4,1% no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central.
A estimativa foi apresentada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, em entrevista exclusiva ao programa “Alta Voltagem”, da CNN Infra. “Para 2026, a nossa previsão é que as tarifas de energia elétrica cresçam, em média, 8%. É maior que o IPCA e o IGPM e preocupa”, disse Feitosa.
A estimativa ocorre em um momento em que os reajustes já pressionam a conta de luz em diferentes regiões do país. Em janeiro, foi aprovado um reajuste médio de 24,13% nas tarifas da Roraima Energia. Mais recentemente, a agência aprovou um reajuste de ordem de 8,6% para os clientes da distribuidora Light e de 15,6% para os da Enel Rio.
De acordo com a agência, o principal fator por trás da elevação das tarifas é o aumento de encargos do setor elétrico, especialmente os ligados à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo bancado pelos consumidores que financia subsídios e políticas públicas do setor.
A projeção da Aneel mostra que os encargos têm pressionado cada vez mais a conta de luz ao longo dos anos. Segundo Feitosa, esse componente tem crescido em ritmo muito superior ao da inflação e até mesmo ao das tarifas de distribuição.
“De 2011 a 2026, nossa previsão é que os encargos setoriais crescerão 300% quando comparados, por exemplo, com a tarifa de distribuição média, em torno de 158%. Apenas o serviço de distribuição, que é responsabilidade de regulação técnica e econômica da Aneel, cresceu 109%. O IGP cresceu 150% e o IPCA 129%. Os encargos setoriais estão a 300%”, afirmou.
A análise técnica da agência indica que os encargos setoriais, custos de energia, transmissão e ajustes financeiros compõem o aumento projetado para 2026. Entre os principais impactos estão o crescimento da CDE, ajustes financeiros tarifários e custos de contratos de energia no mercado regulado.
Os dados da Aneel apontam ainda que os componentes financeiros respondem por cerca de 3,8 pontos percentuais do efeito tarifário médio, enquanto encargos setoriais, energia e transmissão também contribuem para a elevação da conta de luz.
A agência destaca que a estimativa ainda pode sofrer alterações ao longo do ano, dependendo de fatores como revisões tarifárias das distribuidoras, condições hidrológicas e mudanças em custos setoriais.
Além disso, a Aneel avalia medidas que podem reduzir parcialmente o impacto tarifário em determinadas regiões, como o uso de recursos provenientes da repactuação de pagamentos de geradoras pelo uso de bens públicos, que podem ajudar a atenuar as tarifas em áreas da Sudam e da Sudene.
fonte - Robson Rodrigues, Daniel Rittner, da CNN Brasil, Brasília e São Paulo.
A Receita Federal divulgou, nesta segunda-feira (16) as regras do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025. Mais curto que nos anos anteriores, o prazo de envio da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e a expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações.
Entre as novidades estão mudanças na restituição, novas exigências para ganhos com apostas online e a possibilidade de uso de nome social na declaração.
Principais mudanças
Nome social: contribuintes poderão informar nome social na declaração.
Dados de diversidade: formulário terá campo para informar raça e cor do titular e dos dependentes.
Declaração pré-preenchida: ficará disponível desde o primeiro dia do prazo, com mais informações automáticas.
Restituição em quatro lotes: pagamento ocorrerá em quatro etapas, e não mais em cinco.
Prioridade digital: quem usar declaração pré-preenchida e Pix terá prioridade no recebimento.
Os 44 milhões de contribuintes obrigados a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física neste ano (IRPF 2026) terão um prazo menor do que o habitual para enviar a declaração à Receita Federal. A entrega do documento começará mais tarde neste ano, às 8h de 23 de março, e o prazo se encerrará às 23h59m59s de 29 de maio.
As datas estão na instrução normativa publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União. Tradicionalmente, o prazo de entrega começa em 15 de março, ou no primeiro dia útil posterior, e vai até o último dia útil de maio.
Em 2026, os contribuintes terão pouco mais de dois meses para prestar contas ao Fisco, contra o prazo habitual de dois meses e meio.
Com o adiamento do início do prazo, o programa gerador da declaração só será liberado na próxima sexta-feira (20), às 8h, para download e preenchimento, mas sem transmissão.
Quem perder o prazo estará sujeito a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido de 2025, mesmo que o tributo já tenha sido quitado. A penalidade tem valor mínimo de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido, segundo a Receita.
Quem deve declarar
Devem entregar a declaração os contribuintes que, em 2025, receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, como salários, aposentadorias, pensões ou aluguéis.
Também entram na obrigatoriedade pessoas que tiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil, obtiveram ganho de capital na venda de bens, realizaram operações relevantes em bolsa ou possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025.
Produtores rurais com receita bruta superior a R$ 177.920 e contribuintes que passaram a residir no Brasil em 2025 também precisam declarar.
Limites atualizados
A Receita atualizou alguns valores que determinam a obrigatoriedade de entrega da declaração, acompanhando a mudança na tabela progressiva do imposto.
O limite de rendimentos tributáveis subiu de R$ 33.888 para R$ 35.584, enquanto o piso de receita bruta da atividade rural passou de R$ 169.440 para R$ 177.920.
Regras do exterior
O Fisco também detalhou regras relacionadas a investimentos fora do país. Além de quem recebeu rendimentos ou dividendos no exterior, passam a estar explicitamente incluídos contribuintes que desejam compensar prejuízos em aplicações internacionais.
As novas normas também reforçam a obrigatoriedade de declaração para titulares de trust estrangeiro e para proprietários de offshores transparentes, estruturas nas quais bens e obrigações no exterior são declarados diretamente pela pessoa física.
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13/3) um aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel, a partir deste sábado (14/3), para as distribuidoras.
Conforme a Petrobras, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro. Já a participação da estatal no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.
O anúncio de aumento pela companhia veio um dia após o governo federal divulgar duas medidas para reduzir o preço do diesel em R$ 0,64 para as refinarias. Uma das iniciativas foi a de zerar os tributos federais PIS e Cofins sobre o combustível derivado do petróleo.
A outra ação do governo do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter os preços do diesel foi a disposição em pagar uma subvenção aos produtores, no valor de R$ 0,32 por litro.
A Petrobras ressalva, no comunicado que anunciou o aumento do diesel, que o último ajuste de preços para as distribuidoras foi uma redução ocorrida em 6 maio de 2025, ou seja, há 311 dias. O último aumento, argumenta a companhia, foi em 1º de fevereiro de 2025.
“Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período”, diz a estatal.
Antes do anúncio do aumento no preço do diesel, postos de combustíveis no Brasil já recebiam o produto com acréscimo de até R$ 0,80 por litro das distribuidoras. Informação foi publicada pelo Metrópoles na última segunda-feira (9/3).
Em compasso de espera
No último dia 6, durante entrevista coletiva que apresentou balanço de resultados da estatal, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu cautela sobre o preço dos combustíveis derivados do petróleo – diesel e gasolina.
“(A gente vai seguir) observando atentamente. Toda vez que esse mercado fica nervoso, como está agora, nós analisamos isso diariamente. Quando ele está calmo, uma semana, 15 dias. Neste momento, a gente está olhando para isso todos os dias e vamos ver em que ponto vamos atuar ou se essa coisa se reverte”, disse Chambriard.
A Petrobras já estava pressionada pelo aumento nos preços do petróleo no mercado internacional. Após o início do conflito centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel, o barril do petróleo tipo brent, que é referência internacional, flutuava próximo dos US$ 70 e chegou a bater a casa dos US$ 120.
No início da tarde desta sexta, o barril do petróleo era cotado a US$ 101,72 no mercado internacional, considerando alta de 1,25%.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média dos preços nos polos da Petrobras é de 72% para o diesel e de 43% para a gasolina.
O governo federal decidiu zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível. A medida tem como objetivo reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil.
Participaram do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (MJSP), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (MME).
O preço do barril de petróleo voltou a superar US$ 100 em reflexo aos ataques que atingiram navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Desde o início do conflito no Irã, a commodity acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana.
O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo o diesel. No entanto, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena.
O Irã disse que o mundo deve estar pronto para o petróleo a US$ 200 por barril, enquanto suas forças atingiam navios mercantes nessa quarta-feira (11) e a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendava a liberação maciça de reservas estratégicas para reduzir um dos piores choques do petróleo desde a década de 1970.
A guerra desencadeada por ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel há quase duas semanas já matou cerca de 2 mil pessoas, a maioria iranianos e libaneses, à medida que se espalhou pelo Líbano e lançou o caos nos mercados globais de energia e transporte.
Apesar do que o Pentágono descreveu como ataques aéreos mais intensos desde o início da guerra, o Irã também disparou contra Israel e alvos em todo o Oriente Médio nessa quarta-feira, demonstrando que ainda pode revidar.
Ontem, três embarcações teriam sido atingidas nas águas do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã disse que suas forças haviam disparado contra navios que tinham desobedecido às suas ordens.
Embora o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, tenha dito que a operação "continuará sem limite de tempo, até que sejam atingidos todos os objetivos e seu país a campanha", Trump sugeriu que a guerra não duraria muito mais tempo.
Ele disse ao site de notícias Axios, por telefone, que não havia "praticamente mais nada" para atingir no Irã.
"Quando eu quiser que ela termine, ela terminará", afirmou.
A ABC News informou que o FBI havia alertado sobre a possibilidade de drones iranianos atacarem a costa oeste dos EUA, embora Trump tenha dito que não estava preocupado com a possibilidade de o Irã lançar ataques em solo norte-americano.
Mais tarde, Trump disse aos repórteres que as forças dos EUA haviam destruído 28 navios iranianos que lançam minas e que os preços do petróleo cairiam.
O Departamento de Estado dos EUA também alertou que o Irã e as milícias alinhadas podem estar planejando atacar a infraestrutura de petróleo e energia de propriedade dos EUA no Iraque e alertou que as milícias já haviam atacado hotéis frequentados por norte-americanos em todo o Iraque, inclusive na região do Curdistão iraquiano.
Autoridades norte-americanas e israelenses afirmaram que seu objetivo é acabar com a capacidade do Irã de projetar força além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear.
Os preços do petróleo, que subiram no início da semana para quase US$ 120 por barril antes de voltarem para cerca de US$ 90, subiam quase 5% nessa quarta-feira em meio a novos temores sobre a interrupção do fornecimento, enquanto os principais índices de ações de Wall Street caíam.
Anteriormente, os mercados acionários haviam se recuperado com os investidores apostando que Trump encontraria uma saída rápida.
Mas outros sinais apontaram para a continuação dos combates, que viram portos e cidades nos Estados do Golfo, bem como alvos em Israel, serem atingidos por drones e mísseis do Irã, aumentando a urgência dos apelos da Turquia e da Europa para pôr fim aos combates.
Um oficial militar israelense disse que os militares ainda tinham uma extensa lista de alvos a serem atingidos no Irã, incluindo mísseis balísticos e locais relacionados à energia nuclear.
Alvos legítimos
Até o momento, não há sinais de que os navios possam navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, o canal agora bloqueado ao longo da costa iraniana que serve de passagem para cerca de um quinto do petróleo do mundo.
Trump disse que os navios "deveriam" transitar pelo Estreito, mas fontes afirmaram que o Irã havia implantado cerca de uma dúzia de minas no canal, complicando ainda mais o bloqueio.
Os militares norte-americanos disseram aos iranianos para ficarem longe dos portos com instalações da Marinha iraniana, o que gerou um alerta dos militares do Irã de que, se os portos fossem ameaçados, os centros econômicos e comerciais da região seriam "alvos legítimos".
Com os preços nas bombas de combustíveis já subindo em alguns países e com o Partido Republicano de Trump em péssima posição nas pesquisas antes das eleições de meio de mandato em novembro, os preços do petróleo se tornaram um elemento cada vez mais urgente nos cálculos por trás da guerra.
A Agência Internacional de Energia, formada pelas principais nações consumidoras de petróleo, recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais para estabilizar os preços, a maior intervenção desse tipo na história, que foi rapidamente endossada por Washington.
O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, informou à CNBC que as empresas petrolíferas norte-americanas anunciarão em breve o aumento da produção em resposta aos "sinais de preço".
Mas a taxa na qual os países podem liberar as reservas estratégicas varia e a quantidade liberada representaria apenas uma fração do fornecimento pelo Estreito de Ormuz.
As autoridades iranianas deixaram claro que pretendiam impor um choque econômico prolongado.
"Preparem-se para que o petróleo chegue a US$200 o barril, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que foi desestabilizada por vocês", disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos a Washington.
Depois que os escritórios de um banco em Teerã foram atingidos durante a noite, Zolfaqari disse que o Irã responderia com ataques a bancos que fazem negócios com os EUA ou Israel. As pessoas em todo o Oriente Médio devem ficar a mil metros dos bancos, acrescentou.
No mar, um navio graneleiro de bandeira tailandesa foi incendiado, forçando a retirada da tripulação, com três pessoas dadas como desaparecidas e supostamente presas na sala de máquinas.
Mais dois navios, um porta-contêineres de bandeira japonesa e um graneleiro de bandeira das Ilhas Marshall, também sofreram danos causados por projéteis, elevando para 14 o número de navios mercantes que foram atingidos desde o início da guerra.
Funerais
No Irã, grandes multidões foram às ruas para os funerais dos principais comandantes mortos em ataques aéreos. Eles carregaram caixões, bandeiras e retratos do líder supremo morto, o aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba.
Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei havia sido ferido levemente no início da guerra, quando os ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Ele não apareceu em público ou emitiu qualquer mensagem direta desde o início da guerra.
Em Teerã, os moradores estão se acostumando aos ataques aéreos noturnos que levaram centenas de milhares de pessoas a fugir para o campo e contaminaram a cidade com a chuva negra da fumaça do petróleo.
"Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei assustado como antes. A vida continua", disse Farshid, 52 anos, à Reuters por telefone.
"Sem limite de tempo", diz Israel
Apesar dos apelos de Trump para que os iranianos se levantem, as esperanças dos EUA e de Israel de que o sistema de governo clerical do Irã seja derrubado por protestos populares não se confirmaram.
O chefe de polícia do Irã, Ahmadreza Radan, alertou ontem que qualquer pessoa que saia às ruas será tratada "como inimigo, não como manifestante. Todas as nossas forças de segurança estão com os dedos no gatilho".
Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes israelenses agora aceitam, em particular, que o sistema governamental do país pode sobreviver à guerra. Outras autoridades israelenses disseram que não há sinal de que Washington esteja perto de encerrar a campanha.
Mesmo assim, Abdullah Mohtadi, chefe do Partido Komala do Curdistão Iraniano, parte de uma coalizão de seis partidos curdos iranianos, disse à Reuters que os partidos são altamente organizados dentro do Irã e que "dezenas de milhares de jovens estão prontos para pegar em armas" contra o governo iraniano se receberem apoio dos EUA.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse afirmou que a operação "continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha".
O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), instituiu novos benefícios tributários voltados à atividade pecuária. As medidas têm como objetivo fortalecer o setor produtivo, incentivar a economia e aumentar a competitividade da pecuária rondoniense no mercado nacional e internacional.
O Decreto nº 31.305, de 2 de março de 2026, acrescenta dispositivo ao Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS/RO), estabelecendo redução da base de cálculo do ICMS nas operações de saída interestadual de gado bovino para abate.
A medida, fundamentada no Convênio ICMS nº 177/2025, prevê redução de 66,67% do imposto incidente nas operações realizadas por produtor rural pessoa física com destino aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Com isso, a carga tributária efetiva passa a ser equivalente à aplicação de 4% sobre o valor da operação.
FORTALECIMENTO DA CADEIA PRODUTIVA
A iniciativa busca tornar a pecuária rondoniense mais competitiva no mercado nacional, além de estimular a comercialização do rebanho bovino e fortalecer toda a cadeia produtiva da carne no estado.
Para usufruir do benefício fiscal, o contribuinte deverá recolher, no início da operação de saída do produto beneficiado, 1% do valor do benefício fiscal ao Fundo Estadual de Defesa Sanitária Animal (FESA-RO), por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE), que deverá acompanhar a nota fiscal durante o trânsito da mercadoria.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a medida representa um avanço estratégico para o setor agropecuário do estado. “Estamos adotando políticas fiscais responsáveis e inteligentes, que fortalecem a produção local, geram emprego, renda e garantem mais competitividade à carne produzida em Rondônia, sempre com foco no desenvolvimento sustentável do nosso estado”, afirmou.
BENEFÍCIO COM PRAZO DETERMINADO
O decreto também estabelece critérios para a vigência do benefício. A aplicação cessará no último dia do mês subsequente àquele em que o total de saídas beneficiadas ultrapassar 500 mil cabeças de gado bovino ou em 30 de junho de 2026, o que ocorrer primeiro.
O secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando Pereira da Silva, ressaltou que a proposta foi construída com base em análise técnica e alinhamento com as diretrizes do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Esse trabalho contou com a atuação da Sefin na construção da proposta em conformidade com o Convênio do Confaz, garantindo segurança jurídica e criando condições para fortalecer a atividade pecuária e o desenvolvimento econômico de Rondônia”, destacou.
Proposta de autoria do Executivo que contempla servidores do governo federal foi aprovada em votação simbólica, em que não há contabilização individual dos votos
O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (10), um projeto de lei que dá reajustes para servidores do Executivo e reestrutura carreiras do governo federal. O impacto orçamentário previsto, segundo o próprio Ministério da Gestão e Inovação, é de até R$ 5,3 bilhões para este ano.
Foram quatro projetos de lei apensados em um, todos de autoria do Executivo, que agora seguem para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os textos haviam sido aprovados na Câmara no início de fevereiro, logo no começo das atividades legislativas, após acordo entre Casa e o governo para acelerar a aprovação.
A proposta foi aprovada em votação simbólica, em que não há contabilização individual dos votos.
O reajuste é concedido em um momento em que se discute o fim dos penduricalhos, tema alvo de discussão em grupo de trabalho que reúne governo, Congresso e STF. Para o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), relator do texto no Senado, essa proposta não tem relação com os supersalários.
“Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nós estamos fazendo a maior reestruturação de carreira da história do serviço público brasileiro. Sem conceder um aumento. É a melhor e maior reestruturação de carreira da história do serviço público, que ficou congelado durante anos. Isso não tem nada a ver com penduricalhos. É valorização do servidor público”, disse após a votação.
A proposta institui ainda o Reconhecimento de Saberes e Competências para técnicos-administrativos da educação, mecanismo que permite elevar o incentivo à qualificação com base na experiência profissional acumulada ao longo da carreira.
Outra mudança relevante é a criação da Carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal, destinada a profissionais de nível superior que atuarão em atividades técnico-administrativas especializadas em órgãos e entidades da administração pública federal.
A carreira terá exercício descentralizado, com servidores podendo atuar em diferentes áreas do governo conforme a demanda.
O texto também promove mudanças na estrutura de carreiras na área da cultura, reorganiza cargos no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e cria a GTATA (Gratificação Temporária de Execução e Apoio a Atividades Técnicas e Administrativas) para servidores que atuem em funções específicas da administração federal.
De acordo com o MGI, todo o impacto orçamentário da aprovação do projeto está previsto na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2026, “mas não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da própria realização ou finalização dos concursos para os cargos que estão sendo criados”.
“Ao estruturar essas mudanças de forma integrada, o projeto amplia os instrumentos de modernização da gestão de pessoas na Administração Pública Federal, busca reduzir distorções remuneratórias entre carreiras e cria condições mais equilibradas para atrair e reter profissionais qualificados no serviço público”, completou o ministério. (CNN)
Motoristas de Porto Velho começaram a semana enfrentando mais um aumento no preço dos combustíveis. Em diversos postos da capital, a gasolina comum que recentemente era encontrada na faixa de R$ 7,09 passou a ser vendida por até R$ 7,39, situação que tem gerado preocupação entre consumidores e trabalhadores que dependem diariamente do veículo.
O reajuste tem sido sentido principalmente por quem precisa abastecer com frequência, como motoristas de aplicativo, taxistas e trabalhadores que utilizam motocicletas para deslocamento. Muitos relatam que a alta impacta diretamente no orçamento mensal e também nos custos de serviços e entregas na cidade.
Nos postos da capital, o novo valor já aparece nos painéis de preços e chama a atenção de quem passa pelas avenidas mais movimentadas. Embora a diferença de centavos possa parecer pequena, ao longo do mês representa um gasto significativo para quem utiliza o veículo de forma constante.
Em alguns estabelecimentos ainda é possível encontrar a gasolina por cerca de R$ 6,85. No entanto, esses valores tendem a desaparecer rapidamente, já que parte dos postos ainda trabalha com estoques comprados antes do reajuste, enquanto outros já receberam combustível com preços atualizados pelas distribuidoras.
Especialistas apontam que o cenário internacional também influencia diretamente os reajustes. Tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel têm provocado instabilidade no mercado global de petróleo, o que acaba refletindo nos preços praticados no Brasil.
Além disso, fatores como custos logísticos, variações no mercado nacional e políticas das distribuidoras também contribuem para as mudanças no valor final pago pelos consumidores.
Mesmo assim, consumidores seguem atentos e buscam postos com valores mais competitivos para tentar reduzir o impacto no bolso.