Investigação apura atuação de servidores, advogados e lobistas em um suposto esquema de comercialização de informações sigilosas e decisões dentro do Superior Tribunal de Justiça.
A Polícia Federal prendeu um servidor ligado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspeito de participação em um esquema de venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas. A medida faz parte dos desdobramentos da Operação Sisamnes, que investiga uma rede formada por servidores, advogados e intermediários que teriam atuado para favorecer interesses privados em processos que tramitavam na Corte.
Segundo as investigações, o suspeito teria utilizado o cargo para acessar documentos internos, minutas de decisões e informações restritas, que posteriormente eram compartilhadas de forma indevida. A apuração também aponta indícios de pagamentos milionários ligados ao esquema e possíveis tentativas de obstrução das investigações.
A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal identificar novos elementos considerados relevantes para o andamento do inquérito. A operação também incluiu cumprimento de mandados de busca e apreensão.
As investigações tiveram origem em apurações sobre um suposto balcão de negócios envolvendo a negociação de decisões judiciais e o vazamento de informações estratégicas dentro do sistema de Justiça. A Procuradoria-Geral da República já apresentou denúncias contra investigados apontados como integrantes da organização.
O STJ informou em ocasiões anteriores que colabora com as investigações e ressaltou que, até o momento, não há indicação de envolvimento de ministros da Corte nos fatos apurados.






