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Kassio dá 24 horas para Meta responder sobre suspeita no "Exército do Lula"

Presidente do TSE pede relatório sobre possível ação coordenada de canal de André Janones, que já reúne mais de 7 milhões de seguidores...


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para que a Meta entregue relatório técnico sobre a atuação do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A determinação atende a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que quer verificar se a empresa cumpriu o plano de conformidade entregue à Justiça Eleitoral, documento em que as big techs listam as medidas adotadas para prevenir e mitigar riscos à integridade das eleições.

Segundo o ministro, o objetivo é confrontar o que foi informado ao tribunal com o funcionamento do canal.

A Meta, responsável pelo Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, deverá informar se identificou comportamento coordenado, sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos ou articulação entre contas, canais e plataformas. Terá de explicar também os critérios que usa para distinguir mobilização legítima de atuação coordenada potencialmente irregular, além de apresentar dados sobre alcance, compartilhamento e circulação das publicações, amplificação artificial e eventual impulsionamento pago.

Google e X também terão 24 horas para informar se identificaram amplificação coordenada de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro em indicadores como buscas em alta, sugestões de pesquisa e Assuntos do Momento.

As duas plataformas foram incluídas na apuração após a campanha de Flávio afirmar ao TSE que o “Exército do Lula” incentivou seguidores a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a impulsionar hashtags no X.

Janones sustenta que a mensagem publicada no canal tinha caráter de pergunta e não apresentava a expressão como uma afirmação.

Disputa sobre o “Exército do Lula”

A decisão é mais um capítulo da disputa em torno do “Exército do Lula”. Em 11 de outubro, Nunes Marques mandou suspender o canal, mas a ordem foi derrubada no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator de outra frente do caso, que determinou o restabelecimento da página.

Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdo falso entre as publicações examinadas.

Dois dias depois, Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula informou o endereço ao tribunal, mas afirmou que o fez apenas para cumprir a determinação, sem assumir a administração nem a responsabilidade pelo espaço. Na mesma noite, o canal saiu do ar e só voltou no dia seguinte, após nova decisão do ministro.

Depois que o TSE aprovou critérios para definir quando canais mantidos por apoiadores integram formalmente uma candidatura, Nunes Marques autorizou a coligação de Lula a desvincular o “Exército do Lula” da campanha.

FONTE - CNN BRASIL.

Polícia Penal intensifica revistas e reforça segurança nas unidades prisionais de Rondônia

Animais treinados reforçam o trabalho das equipes durante as operações de revista nas unidades prisionais...

Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (22), a equipe da Polícia Penal revistou a Penitenciária Estadual Jorge Thiago Aguiar Afonso, em Porto Velho. As fiscalizações e revistas gerais nas unidades operacionais são intensificadas, dando continuidade ao trabalho contínuo de prevenção e combate a irregularidades. As operações são conduzidas pela Secretaria do Estado da Justiça (Sejus), através dos policiais penais do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (GAPE).

As revistas gerais e as rondas diárias permanecem ativas e mantidas por tempo indeterminado em todas as unidades do estado, concentrando-se em unidades estratégicas:

  • Centro de Detenção Provisória (CDP);
  • Penitenciária Estadual Jorge Thiago Aguiar Afonso; e
  • Penitenciária Milton Soares de Carvalho.
Foto: Reprodução

As operações da Polícia Penal seguem por tempo indeterminado, com foco na manutenção da ordem e da segurança nas unidades prisionais

USO DE TECNOLOGIA

A equipe da Polícia Penal assegura máxima eficiência na varredura das estruturas, empregando recursos tecnológicos e operacionais avançados, sendo eles:

  • Cães farejadores e detectores de metais no apoio tático às revistas;
  • Aprimoramento dos procedimentos de segurança rotineiros; e
  • Análise e controle externo contínuo das imagens de monitoramento.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, as ações são essenciais para identificar e coibir a entrada de ilícitos, e assegurar a estabilidade e a integridade do sistema prisional.

O diretor-geral da Polícia Penal, Célio Lima, destacou que a atuação dos policiais penais tem sido fundamental para neutralizar tentativas de desestabilização e garantir o cumprimento da lei no cotidiano das unidades prisionais.

De acordo com o secretário da Sejus, Marcus Rito, o fortalecimento da segurança prisional é um compromisso permanente da gestão. “Ao integrarmos o uso de tecnologias avançadas e a atuação firme das equipes de segurança pública, garantimos a tranquilidade não apenas dentro do sistema, mas para toda a sociedade”, ressaltou.

fonte - SECOM RO.

Influenciador é preso com arma de PF, BMW e distintivos falsos no Rio

Gustavo Gonçalves é suspeito de participar de um esquema de obtenção, receptação e comercialização de peças retiradas de veículos roubados

O influenciador Gustavo Gonçalves Porto Melo (foto em destaque), conhecido nas redes sociais como “GT” ou “Rei dos Batidos”, que divulga nas redes sociais trabalho de recuperação e restauração de veículos batidos, foi preso em flagrante nessa quarta-feira (21/10), em Itaipu, Niterói (RJ). Ele é suspeito de participar de um esquema de obtenção, receptação e comercialização de peças retiradas de veículos roubados. 



Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência dele, policiais civis encontraram uma pistola calibre .380 com 29 munições, duas réplicas de distintivos da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e um simulacro de fuzil. Um segundo homem também foi preso durante a ação.


A arma estava dentro de um cofre metálico e, após consulta, foi identificada como pertencente a um policial federal aposentado. Segundo a Polícia Civil, o armamento havia sido extraviado.


Ao ser perguntado sobre a procedência, Gustavo afirmou que teria comprado a pistola por R$ 5 mil, por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Monopólio”.


Também foram encontrados um colete, uma balaclava, um rádio comunicador, uma máquina de contar dinheiro, celulares, componentes automotivos e veículos.


Entre os bens recolhidos estão um automóvel BYD, um Chevrolet Spin, uma motocicleta BMW e um jet ski.


À polícia, Gustavo afirmou que havia comprado os veículos. No entanto, eles estavam registrados em nome da avó dele, identificada como pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

A origem dos bens e dos recursos usados nas aquisições será investigada pela PCERJ. Os policiais também vão apurar a eventual relação entre o patrimônio exibido pelo suspeito nas redes sociais e sua capacidade financeira.


Nas publicações, Gustavo mostrava viagens para destinos turísticos, embarcações, jet skis, veículos e acessórios de alto valor aparente. Ele acumula cerca de 12 mil seguidores.

Investigação

Segundo a investigação, embora divulgasse serviços de recuperação e restauração de veículos sinistrados, o investigado supostamente recebia encomendas de componentes automotivos de alto valor e intermediava a obtenção de peças retiradas de carros roubados.


Um dos elementos analisados pelos investigadores surgiu em setembro de 2026, durante a apuração de um flagrante de receptação. Na ocasião, dois motores provenientes de veículos roubados foram encontrados em uma oficina.


Em declaração formal, o responsável pelo estabelecimento mencionou Gustavo como a pessoa que havia indicado o serviço.


A polícia também identificou registros anteriores envolvendo o investigado, incluindo ocorrências relacionadas à receptação, à desobediência e a veículos de origem criminosa. Em um dos casos, ele foi preso em flagrante enquanto conduzia uma motocicleta roubada, com o chassi cortado e sem placa de identificação.


Gustavo foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, desobediência e associação criminosa armada.


A investigação foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói e São Gonçalo (DRFA-NSG). (Metrópoles)

PF faz operação contra esquema de fraudes em empréstimos consignados

 As investigações começaram após denúncias sobre irregularidades em contratos de crédito. Operação foi deflagrada nesta quinta (21/10) no AP

Uma operação foi deflagrada nesta quinta-feira (22/10) pela Polícia Federal (PF) para investigar possíveis fraudes em empréstimos consignados de servidores públicos estaduais e municipais no Amapá (AP).



A investigação que culminou na operação batizada de Margem Zero teve início após comunicações sobre irregularidades em contratos de crédito. Levantamentos revelaram que servidores sem margem consignável disponível eram abordados por intermediários que ofereciam a chamada liberação de margem mediante o pagamento de um percentual sobre os novos empréstimos.


O esquema investigado consistiria na exclusão ou na desaverbação indevida de contratos ativos nos sistemas de consignação, criando espaço artificial para novas operações de crédito.


A ação policial cumpre sete mandados de busca e apreensão em Macapá e Mazagão. (Metrópoles)


Justiça condena 20 integrantes de organização criminosa armada que atuava dentro e fora de presídios em RO

Operação Conúbio revelou estrutura hierarquizada, tráfico de drogas, controle de armas e comunicação entre facções. Quinze condenados deverão cumprir pena inicialmente em regime fechado...

A Justiça de Rondônia condenou 20 integrantes de uma organização criminosa armada investigada durante a Operação Conúbio, que revelou a atuação de grupos criminosos dentro e fora do sistema prisional. A sentença foi proferida pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO).

Segundo o MPRO, as investigações identificaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções, controle de armas e munições, tráfico de drogas, movimentação financeira e transmissão de ordens entre integrantes presos e em liberdade.

A decisão judicial também reconheceu a existência de conexões entre duas organizações criminosas independentes, que compartilhavam informações sobre facções rivais, ameaças, armamentos e comercialização de entorpecentes.

Dos 20 condenados, 15 deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado e cinco no semiaberto.

Penas chegam a mais de oito anos de prisão

As duas maiores condenações foram fixadas em oito anos, oito meses e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa.

Outras cinco pessoas receberam penas de sete anos, quatro meses e 24 dias de prisão.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público envolvia inicialmente 50 pessoas. Nesta etapa do processo, a Justiça analisou o mérito das acusações contra 44 réus, resultando na condenação de 20 deles.

O MPRO informou que recorrerá dos pontos da sentença em que a acusação não foi integralmente acolhida.

Organização mantinha atuação dentro e fora dos presídios

Conforme reconhecido na sentença, o grupo criminoso possuía uma estrutura hierarquizada e funções distribuídas entre seus integrantes.

As atividades identificadas incluíam coordenação da facção, aplicação de regras internas, controle de armas e munições, tráfico de drogas, administração de recursos financeiros e cadastro de integrantes.

Também havia pessoas responsáveis pela transmissão de ordens e pelo apoio a membros que estavam presos ou em liberdade.

Outro ponto destacado na decisão foi a ligação entre organizações criminosas independentes.

Segundo a sentença, integrantes dessas estruturas utilizavam canais comuns de comunicação para trocar informações sobre grupos rivais, ameaças, armas e negociação de drogas.

Operação cumpriu 104 ordens judiciais em Rondônia e São Paulo

A Operação Conúbio foi deflagrada pela Polícia Federal em 20 de setembro de 2022, com apoio da Polícia Civil de Rondônia.

Na ocasião, foram expedidas 104 ordens judiciais, sendo 50 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão.

As ações ocorreram nos municípios de Porto Velho, Ariquemes, Cujubim, Cacoal, Espigão do Oeste e Vilhena, além do estado de São Paulo.

A investigação teve origem em um inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão a Drogas da Polícia Federal em Rondônia e pelo Grupo de Investigações Sensíveis.

O trabalho reuniu provas compartilhadas judicialmente de uma investigação anterior e informações obtidas pela Polícia Civil.

Após o oferecimento da denúncia, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPRO, passou a atuar no processo e acompanhou a produção das provas até o julgamento.

Justiça determina perda de bens e destruição de armas

Além das penas de prisão, a sentença determinou a perda, em favor do Estado, dos bens e valores vinculados aos condenados, com destinação à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.

A decisão também prevê a destruição de bens considerados antieconômicos, aparelhos celulares relacionados aos condenados e eventuais substâncias entorpecentes apreendidas.

As armas de fogo deverão ser encaminhadas ao Exército Brasileiro para destruição.

Ministério Público vai recorrer

Apesar das 20 condenações, o Ministério Público de Rondônia informou que apresentará recurso contra os pontos da decisão em que não houve acolhimento integral das acusações.

O órgão sustenta que continuará buscando a responsabilização pelos fatos que considera comprovados durante a investigação e a instrução processual.

A sentença representa um desdobramento judicial da Operação Conúbio, deflagrada há quatro anos para investigar a atuação de organizações criminosas com ramificações em diferentes municípios de Rondônia e fora do estado.

PF apreende quase 104 kg de skunk e prende dois homens em Porto Velho

Droga foi encontrada em veículo vindo de região próxima à fronteira com a Bolívia; outro automóvel que dava apoio ao transporte também foi apreendido...


Dois homens foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas durante uma operação integrada que resultou na apreensão de 103,9 quilos de maconha do tipo skunk, no distrito de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho. A ação ocorreu na terça-feira (20) e contou com a participação da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar de Rondônia, por meio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON).

A apreensão aconteceu durante diligências da Operação Integrada Madeira-Mamoré II, voltada ao combate a crimes na região de fronteira.

Segundo a Polícia Federal, as equipes abordaram um veículo que vinha de uma área próxima à fronteira com a Bolívia. Durante a vistoria, os policiais localizaram a carga de entorpecentes, que totalizou 103,9 quilos.

Além do automóvel utilizado para transportar a droga, os agentes apreenderam um segundo veículo que, conforme a investigação, prestava apoio ao deslocamento da carga.

Suspeitos foram levados para Guajará-Mirim

Após a apreensão, os dois homens foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Guajará-Mirim, onde foi formalizado o auto de prisão em flagrante.

Os suspeitos poderão responder pelo crime de tráfico de drogas. A Polícia Federal não divulgou a identidade dos envolvidos nem informou o destino previsto para os entorpecentes.

Operação integrada na fronteira

A ação faz parte da Operação Integrada Madeira-Mamoré II, que reúne forças de segurança federais e estaduais no enfrentamento ao tráfico de drogas e a outros crimes na região.

A apreensão ocorreu em Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho situado na região da BR-364, em uma área de circulação de veículos provenientes de municípios próximos à fronteira.

O material apreendido e os veículos foram encaminhados para os procedimentos policiais cabíveis.

Caso Jaiane e Everaldo: 14 testemunhas serão ouvidas em julgamento de acusados de duplo assassinato em RO

Vinicius Wallace é acusado de invadir a casa da ex-companheira e matar duas pessoas a tiros; Railson Ferreira responde por suposta participação na fuga após o crime...

Começou na manhã desta quarta-feira (21) o julgamento de Vinicius Wallace do Casal Marinho, acusado de assassinar a ex-namorada, Jaiane Lemos, e o amigo dela, Everaldo Oliveira, dentro de uma residência em Rondônia. O crime aconteceu em abril de 2024, na presença da filha do ex-casal, que tinha apenas um ano de idade na época.

Além de Vinicius, Railson Ferreira da Silva também será submetido ao Tribunal do Júri. Ele é acusado de ter ajudado o amigo a fugir após os assassinatos, utilizando um veículo que teria sido posicionado em frente à residência durante a execução dos crimes.

Foto - Vinicius Walace - reprodução redes sociais

O julgamento prevê a participação de 14 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Entre elas está a mãe de Jaiane, uma das primeiras pessoas chamadas para prestar depoimento.

Crime foi registrado por câmeras

Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação dos suspeitos no dia dos assassinatos. Segundo a investigação, Vinicius foi filmado escalando o portão da residência onde Jaiane morava, ultrapassando uma cerca elétrica e a concertina instalada sobre o muro.

Após entrar no imóvel, ele teria efetuado disparos de arma de fogo contra a ex-companheira e Everaldo.

A filha de Jaiane e Vinicius estava na casa durante o ataque. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a criança ao lado do corpo da mãe.

As gravações também mostram um carro preto, conduzido por Railson, realizando uma manobra de ré e estacionando diante do portão enquanto Vinicius permanecia dentro da residência.

Após os disparos, o acusado aparece deixando o imóvel pelo mesmo muro utilizado na entrada e embarcando no veículo, que sai do local.

Acusações de feminicídio e homicídio

Os réus serão julgados por acusações relacionadas aos crimes de feminicídio e homicídio, conforme a participação atribuída a cada um.

No assassinato de Jaiane, a acusação aponta circunstâncias como motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de arma de fogo de uso restrito, violência doméstica e o fato de o crime ter ocorrido na presença da filha.

Já em relação à morte de Everaldo, são apontadas circunstâncias como motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e utilização de arma de fogo de uso restrito.

Julgamento reúne 14 testemunhas

Durante a sessão, o Tribunal do Júri deverá ouvir os depoimentos das testemunhas, além das manifestações da acusação e das defesas dos réus.

Os jurados terão a responsabilidade de analisar as provas apresentadas e decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

O caso ganhou repercussão pela violência dos assassinatos e pela presença da filha de Jaiane, ainda bebê, no local do crime.

Até a divulgação das informações sobre o início da sessão, não havia decisão dos jurados.

Polícia procura mulher que confessou ter matado o marido e alegou legítima defesa em Rondônia

Priscila de Jesus é suspeita de matar o fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, em Mirante da Serra. Ela está foragida e tem mandado de prisão em aberto...

A Polícia Civil de Rondônia divulgou, nesta terça-feira (20), a fotografia de Priscila de Jesus, suspeita de matar o próprio marido, o fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, no município de Mirante da Serra, interior de Rondônia. A mulher confessou ter desferido o golpe de faca que matou a vítima, mas alegou que agiu em legítima defesa durante uma discussão.

O crime aconteceu em 27 de setembro, na zona rural do município. Segundo a Polícia Civil, Priscila é considerada foragida e possui um mandado de prisão preventiva em aberto. As autoridades pedem a colaboração da população para localizar a suspeita.

De acordo com o delegado Flaviano José, Priscila chegou a se apresentar à polícia às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026. Na ocasião, confessou o crime e relatou que teria utilizado uma faca para se defender de agressões do marido.

Apesar da existência de uma ordem judicial de prisão preventiva, a mulher não foi detida naquele momento devido às restrições previstas na legislação eleitoral, que limita as possibilidades de prisão de eleitores nos cinco dias anteriores à votação e nas 48 horas seguintes.

Crime aconteceu na presença das filhas

Conforme as investigações, o casal teria discutido dentro de uma caminhonete, onde também estavam as duas filhas. Durante o desentendimento, Vanderlei foi atingido por um golpe de faca na região do peito.

O fazendeiro foi encontrado morto em uma estrada rural, próximo ao veículo, que estava com as duas portas traseiras abertas.

Durante a perícia, foram identificados vestígios de sangue no interior da caminhonete, além de uma bolsa contendo a carteira e documentos da esposa da vítima.

O exame médico-legal constatou uma perfuração no lado esquerdo do peito de Vanderlei. O corpo também apresentava lesões nas mãos que, segundo o delegado, são compatíveis com uma possível tentativa de defesa.

A faca utilizada no crime foi localizada dentro do veículo. Testemunhas informaram à polícia que o fazendeiro costumava carregar uma faca na caminhonete.

Suspeita procurou ajuda após a morte

Ainda segundo a investigação, após o golpe, Priscila teria deixado uma das filhas próxima ao corpo do marido, às margens da estrada, e seguido em direção à área urbana.

Testemunhas relataram que a mulher foi vista dirigindo a caminhonete horas antes do crime. Posteriormente, ela teria procurado o proprietário de um estabelecimento comercial da região e informado que o marido estava morto.

Após esse episódio, Priscila deixou de ser vista. Ela se apresentou posteriormente à polícia, mas não foi presa naquele momento em razão da restrição eleitoral.

Polícia pede ajuda para localizar suspeita

Com o mandado de prisão preventiva em aberto, a Polícia Civil intensificou a divulgação da imagem de Priscila de Jesus para obter informações sobre seu paradeiro.

foto - divulgação PC/RO

Qualquer informação que possa contribuir para a localização da suspeita pode ser repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo telefone (69) 3216-8940.

A identidade dos denunciantes será preservada.

PF mira servidores suspeitos de cobrar propina na fronteira com a Guiana

Os investigados são suspeitos de cobrar valores para facilitar a fiscalização aduaneira na fronteira entre o Brasil e a Guiana

Nesta terça-feira (20/10), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema criminoso envolvendo servidores públicos e particulares que atuam na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana.



A investigação apura indícios de que servidores públicos teriam utilizado suas funções para solicitar ou exigir vantagens indevidas de comerciantes, transportadores e pessoas envolvidas na internalização de mercadorias provenientes da Guiana, em troca da facilitação de procedimentos de fiscalização aduaneira.


Os levantamentos da PF apontam para o cometimento de crimes de corrupção passiva, concussão, facilitação ao contrabando ou descaminho, associação criminosa e lavagem de capitais.


Na ação policial, batizada de Operação Zaqueu, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal. O objetivo, de acordo com a corporação, é coletar elementos probatórios.


A operação contou com o apoio institucional da Receita Federal do Brasil. Outras infrações penais podem ser identificadas ao longo da investigação.


Ouça áudio de mulher fingindo pedir pizza ao chamar PM; bebê é resgatado; veja

Vítima de violência doméstica conseguiu fugir de casa e resgatar o filho de três meses com a ajuda dos policiais militares na Região do ABC

Uma ação da Polícia Militar, no último domingo (18), levou ao resgate de um bebê de três meses e à prisão de um homem por violência doméstica no Jardim Jussara, em São Bernardo do Campo. 



O resgate teve início quando a mãe da criança ligou para os agentes e simulou a compra de uma pizza para pedir ajuda de forma discreta. Com a viatura já nas proximidades, a central de emergências retornou o contato mantendo o disfarce para avisar que “a pizza havia chegado”, orientando a saída segura da vítima do imóvel sem alertar o agressor.


A mulher relatou aos policiais ter sofrido agressões e ameaças do ex-companheiro, que havia levado o filho do casal para a própria casa após o ataque. As equipes realizaram buscas pela comunidade e localizaram a residência informada.


Ouça pedido de socorro


Ao entrarem no imóvel, os agentes encontraram o bebê sozinho sobre a cama, com peças de roupa cobrindo seu rosto e dificultando a respiração, que foi prontamente reestabelecida após a remoção dos tecidos.


O suspeito foi localizado logo em seguida e alegou ter se ausentado por um curto período. O homem foi detido e conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo, onde o caso foi registrado e o indivíduo permaneceu preso à disposição da Justiça. (CNN)


PF mira rede clandestina de importação de eletrônicos ao Brasil; veja

Grupo movimentou R$ 460 milhões e é alvo de 36 mandados judiciais

A PF (Polícia Federal) faz na manhã desta terça-feira (20) uma operação para combater crimes de contrabando e descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa com importação clandestina de eletrônicos ao Brasil.



São cumpridos 36 mandados de busca e apreensão nos municípios de São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca, no interior de São Paulo.


As investigações identificaram uma rede clandestina de importação de produtos eletrônicos, especialmente celulares, associada a movimentações financeiras superiores a R$ 460 milhões.


A PF aponta que o grupo utilizava empresas e pessoas “sem capacidade econômica compatível” com as operações para movimentar recursos sem lastro e para ocultar o patrimônio dos reais proprietários.


Durante as buscas em andamento, já foram apreendidos veículos e aparelhos eletrônicos. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de contrabando e descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto/SP e determinam também a indisponibilidade de bens e valores dos investigados, a aplicação de medidas cautelares e a suspensão de perfis em redes sociais utilizados na comercialização de aparelhos eletrônicos vinculados ao grupo. (CNN)


Ex-vereador de Queimados é morto a tiros pela polícia na Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio

Ele teria desobedecido a uma ordem de parada. Jefferson Dias da Silva atuava como secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados e ex-vereador Jefferson Dias da Silva, o Jefferson da Linave, de 51 anos, morreu após ser baleado na noite desta segunda-feira (19) na Avenida Brasil, na altura da estação do BRT Marinha Mercante, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.



Segundo testemunhas, Jefferson estava em um BYD e teria desobedecido a uma ordem de parada policial. Ainda de acordo com os relatos, policiais dispararam contra o automóvel. O secretário parou metros à frente.


Vídeos gravados por outros motoristas mostram agentes efetuando disparos em direção ao veículo.


As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, onde os policiais envolvidos na ação prestaram depoimento.


Jefferson era filiado ao partido Democracia Cristã (DC). Ele era casado e tinha 1 filha. Além de ocupar o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, também havia exercido mandato como vereador em Queimados.


O prefeito de Queimados, Glauco Kaizer, esteve no local e acompanhou a perícia da Polícia Civil. Nas redes sociais, o político lamentou a morte do secretário.


"É com o coração profundamente ferido pela dor que comunico o falecimento do nosso secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e ex-vereador, Jeferson da Linave", escreveu o prefeito em nota publicada nas redes sociais.


A publicação também pede orações por familiares e amigos e deseja conforto aos que conviviam com o secretário.


A esposa de Jefferson Dias, Cíntia Belchior, também foi ouvida pelos investigadores. Ainda não há confirmação se ela acompanhava o ex-vereador no momento da ação policial.


O corpo dele foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio. Não há informações sobre o local e o horário do sepultamento de Jefferson da Linave.


O que dizem os envolvidos

A Prefeitura de Queimados postou uma nota de pesar lamentando a morte. “Neste momento de dor, a prefeitura se solidariza com seus familiares e amigos, especialmente sua esposa e filha, desejando força e conforto para enfrentar essa perda irreparável”, diz o texto.


Sem informação o número, a PM informou que as armas dos militares envolvidos na morte do secretário foram aprendidas.


A assessoria de imprensa da instituição disse ainda que policiais do 22º BPM (Maré) tentaram abordar um veículo que trafegava pela Avenida Brasil, na pista sentido Zona Oeste, na altura de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, na noite de segunda-feira (19). A corporação não informou a quem pertencia o carro abordado.


A PM afirmou que lamenta a morte de Jefferson Dias e que as circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas. Segundo a corporação, o local foi preservado para a realização da perícia.


A Polícia Militar informou ainda que, além de colaborar com as investigações da Polícia Civil, instaurou um procedimento interno, por meio da Corregedoria-Geral, para apurar a conduta dos policiais envolvidos na ação.


A Polícia Civil e o governo do estado ainda não se pronunciaram.




Por Betinho Casas Novas, Filipe Brasil, TV Globo

Polícia Civil apreende 244 kg de drogas em Nova Mamoré após suspeitos atirarem contra policiais e fugirem

Operação conjunta entre a delegacia do município e o Denarc apreendeu skunk, cocaína, crack, haxixe e equipamento de comunicação via satélite; nenhum policial ficou ferido.

A Polícia Civil de Rondônia apreendeu aproximadamente 244 quilos de drogas durante uma operação realizada neste domingo (18), em Nova Mamoré, município localizado na região de fronteira do estado. A ação foi marcada por uma tentativa de fuga e disparos de arma de fogo contra os policiais. Apesar do confronto, nenhum agente ficou ferido.



A operação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Nova Mamoré, em conjunto com o Departamento de Narcóticos (Denarc), durante diligências voltadas ao combate ao tráfico de entorpecentes.

Segundo a Polícia Civil, os ocupantes de um veículo suspeito de transportar drogas por rotas transfronteiriças tentaram escapar da abordagem e efetuaram disparos contra as equipes. Os policiais adotaram medidas para conter a ameaça, enquanto os envolvidos conseguiram fugir.

Após a ocorrência, foram realizadas buscas na região para tentar localizar os suspeitos.

Durante a vistoria no veículo, os investigadores encontraram aproximadamente 244 quilos de entorpecentes, entre maconha do tipo skunk, cocaína, crack e haxixe. Um equipamento de comunicação via satélite também foi apreendido.

O automóvel e todo o material recolhido foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Mamoré, onde foram adotados os procedimentos legais.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo carregamento e esclarecer a possível participação de outras pessoas no esquema criminoso.

A Polícia Civil destacou que a atuação integrada entre as unidades policiais busca combater o tráfico de drogas, interromper rotas utilizadas por organizações criminosas e reforçar a segurança nas regiões de fronteira de Rondônia.

Gate descarta ameaça de bomba em carro de Flávio Bolsonaro após debate na Band

Cães farejadores identificaram componentes químicos suspeitos, mas vistoria especializada não encontrou explosivos no veículo.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo descartou, na noite deste domingo (18), uma suspeita de bomba no carro utilizado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), após o debate com o presidente Lula (PT), realizado na Band.



O alerta foi encaminhado pela Polícia Legislativa do Senado, responsável pela segurança do senador. Durante a inspeção, dois cães farejadores sinalizaram a presença de substâncias químicas que poderiam estar associadas a explosivos.

A área foi isolada e o esquadrão antibombas realizou uma vistoria detalhada, mas nenhum artefato explosivo foi encontrado. Segundo o capitão Vitor Capello Haddad, a reação dos animais pode ter sido provocada por componentes químicos presentes no próprio automóvel.

Por precaução, jornalistas e convidados tiveram a saída temporariamente restringida. Flávio Bolsonaro deixou a emissora em um veículo da comitiva do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A ocorrência foi encerrada após a polícia confirmar que se tratava de um alarme falso.

Justiça condena três réus por assassinato de empresário e ocultação de cadáver em Rondônia; penas chegam a 27 anos

Julgamento do caso Dalton durou dois dias em Porto Velho; dois acusados foram condenados pelo homicídio e uma mulher recebeu pena de um ano por ocultar o corpo da vítima...

Três pessoas foram condenadas por crimes relacionados ao assassinato do empresário Dalton, ocorrido em maio de 2024, em uma propriedade rural de Rondônia. O julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri em Porto Velho, terminou na noite desta sexta-feira (16), com penas de 27 e 20 anos de prisão para os responsáveis pelo homicídio e de um ano para uma terceira acusada, condenada por ocultação de cadáver.

A sessão começou na quinta-feira (15) e foi encerrada por volta das 23h do dia seguinte, após dois dias de julgamento. O Ministério Público de Rondônia (MPRO) foi representado pelo promotor de Justiça Marcus Alexandre, que atuou na acusação.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu após uma discussão entre o empresário e dois funcionários da propriedade rural. O desentendimento teria sido motivado por cobranças relacionadas às atividades profissionais e à administração do local.

Durante a discussão, Dalton foi agredido com uma colher grande de madeira, recebendo golpes na cabeça e em outras partes do corpo. Os ferimentos provocaram sua morte.

Após o assassinato, os envolvidos teriam limpado o local para eliminar vestígios do crime. O corpo do empresário foi levado até um rio, onde permaneceu oculto até ser encontrado três dias depois.

Ainda conforme a acusação, o veículo da vítima foi afundado em uma lagoa próxima à propriedade, numa tentativa de dificultar a descoberta do crime.

Durante o julgamento, os dois acusados confessaram a autoria do homicídio, mas sustentaram que agiram após terem sido injustamente provocados pela vítima. A defesa buscou o reconhecimento do homicídio privilegiado, tese que foi rejeitada pelo Conselho de Sentença.

Os jurados acolheram as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que o assassinato foi cometido por motivo fútil, mediante meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

A terceira ré, que respondia exclusivamente pela ocultação do cadáver, admitiu ter participado da limpeza do local após o assassinato. Os jurados também reconheceram sua responsabilidade pelo crime.

Ao final dos debates, o Tribunal do Júri estabeleceu pena de 27 anos de prisão para um dos autores do homicídio e de 20 anos para o outro. A mulher condenada pela ocultação do cadáver recebeu pena de um ano de prisão.

A sentença encerra o julgamento em primeira instância. Os condenados ainda poderão recorrer da decisão, conforme os procedimentos previstos na legislação brasileira.

Caso Dark Horse: PF pede a Mendonça prorrogação do inquérito por 90 dias

Inquérito da PF sobre Dark Horse foi instaurado no fim de julho deste ano e teve prazo de tramitação com vencimento em 10 de outubro deste ano

A PF (Polícia Federal) pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a prorrogação do inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse por 90 dias. A solicitação ao magistrado foi registrada na quinta-feira (15).



O inquérito foi instaurado no fim de julho deste ano e teve prazo de tramitação com vencimento em 10 de outubro deste ano. Segundo a corporação, no período, foram colhidas informações da Ancine (Agência Nacional do Cinema) e da produtora Go Up, responsável por executar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.


A PF também ressalta que novas informações foram obtidas por meio depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A investigação apura se a "Entre Investimentos e Participações", que pertence a Freixo, seria utilizada para repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”.


Ao solicitar a prorrogação, a Polícia Federal aponta que estão pendentes, entre outras questões, uma realização de perícia contábil-financeira, análise de dados telemáticos, um pedido de cooperação jurídica internacional para obtenção de registros financeiros de entidades estrangeiras e requisições complementares.


Depoimento de Freixo

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior prestou esclarecimentos como testemunha colaborado no inquérito sobre o "Dark Horse". Ele confirmou que a Entre Investimentos realizou sete remessas ao fundo Havengate Development Fund LP, fundo americano que administrava o dinheiro para o filme e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, totalizando US$ 12,3 milhões. Os repasses teriam ocorrido a pedido de Fabiano Zettel e confirmados por Daniel Vorcaro.


Segundo Freixo, a operação foi apresentada a ele como voltada para um fundo imobiliário norte-americano associado a Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e que não teriam informado que os recursos se destinariam a um filme.


A PF indica que o empresário ainda declarou ter tomado conhecimento da destinação do dinheiro para a obra audiovisual pela imprensa. Depois disso, teria então solicitado o resgate dos valores, sem resposta. Negou, ainda, contato com os agentes políticos e com os demais envolvidos na produção da obra.


O homem ligado ao ex-dono do Banco Master apresentou documentos ao prestar depoimento. Uma análise preliminar da PF indica que os ofícios confirmam o número de remessas, os valores, as instituições envolvidas e o destinatário final. No entanto, haveria divergências em comparação com o depoimento, o que merece uma apuração mais detalhada por parte da corporação.


As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção. Uma das suspeitas é que parte dos recursos possam ter sido direcionados para Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. O ex-deputado nega ter recebido repasses.


As parcelas pagas por Vorcaro para a produção do "Dark Horse" foram negociada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. (CNN)


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