Sérgio Sussumo Suganuma teve prisão preventiva decretada após suspensão de julgamento de crime ocorrido em 2016, em uma região marcada por conflitos agrários....
A Polícia Civil de Rondônia divulgou, nesta quinta-feira (8), um cartaz de procurado com a imagem de Sérgio Sussumo Suganuma, presidente da Expojipa e da Associação Rural de Rondônia. Ele é acusado de envolvimento na morte de dois jovens em uma área de conflito agrário no município de Cujubim, em 2016.
As vítimas são Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23 anos. O corpo de Alysson foi encontrado carbonizado dentro de um veículo, enquanto Ruan permanece desaparecido desde a época do crime.
Suganuma teve a prisão preventiva decretada em 14 de setembro de 2026, após a suspensão do julgamento do caso. Desde então, é considerado foragido da Justiça.
Julgamento foi interrompido após abandono da defesa
O processo chegou a julgamento em setembro deste ano, aproximadamente dez anos após os crimes. Entretanto, a sessão foi interrompida depois que os advogados de defesa abandonaram o plenário, alegando não ter recebido acesso a novas provas.
Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), os documentos mencionados pela defesa já integravam o processo e estavam disponíveis anteriormente, tendo passado apenas por digitalização recente.
Diante da interrupção, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou a prisão preventiva dos acusados, argumentando que a medida seria necessária para garantir a aplicação da lei penal e a regularidade processual até a realização de um novo julgamento.
A Justiça também determinou que os réus assumam os custos e despesas decorrentes do cancelamento da sessão.
Denúncia aponta pagamento de R$ 105 mil para atuação em fazenda
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Sérgio Sussumo Suganuma teria sido contratado pelo proprietário rural Paulo Iwakami para organizar um grupo clandestino de segurança privada, destinado a impedir a entrada de ocupantes em uma fazenda localizada na região de Cujubim.
Pela atuação, Suganuma teria recebido R$ 105 mil, segundo a acusação.
Os crimes ocorreram entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2016. Em 1º de fevereiro daquele ano, um corpo carbonizado foi localizado nas proximidades da propriedade rural e posteriormente identificado pelo Instituto Médico Legal (IML) como sendo de Alysson Henrique.
Na mesma data, começaram as buscas por Ruan Lucas. Apesar da mobilização das equipes, o jovem não foi encontrado. Os trabalhos foram encerrados quatro dias depois, e seu corpo permanece desaparecido.
Segundo o MP-RO, outros três réus envolvidos no processo, identificados como Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza e Jonas Augusto dos Santos Silva, foram presos no dia previsto para o julgamento.
Com a divulgação do cartaz, a Polícia Civil busca informações que possam contribuir para a localização de Suganuma. Denúncias podem ser encaminhadas pelos canais oficiais da instituição.
O caso ainda aguarda novo julgamento, e as acusações deverão ser analisadas pela Justiça.





















