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Artemis II: Vídeo mostra Terra no momento em que nave deixa órbita

Imagens mostram a curvatura do planeta e o Sol durante manobra que impulsiona a cápsula Órion em direção à Lua; missão tripulada deve quebrar recorde de distância da Terra

A missão Artemis II, primeira viagem tripulada à Lua em 50 anos, segue seu trajeto rumo ao satélite natural da Terra. A Nasa divulgou um vídeo impressionante que mostra a curvatura do planeta e o Sol no momento em que a nave Órion deixa a órbita terrestre, iniciando sua jornada em direção à Lua.

Artemis II: Vídeo mostra Terra no momento em que nave deixa órbita


Gravado de dentro da própria nave, o vídeo registra a manobra que impulsionou a Órion para além dos limites do nosso planeta. Esta foi a última grande propulsão da nave durante a missão, que a partir de agora se deslocará pela influência das órbitas da Lua e da Terra.


Além do vídeo, a agência espacial americana também divulgou as primeiras fotografias feitas pela tripulação a bordo do foguete. Publicadas nas redes sociais, as imagens foram tiradas através da janela da cápsula Órion e mostram o planeta Terra por inteiro, marcado por tons de azul e marrom, além de uma aurora boreal que parece iluminar a atmosfera.

Artemis II: Vídeo mostra Terra no momento em que nave deixa órbita


Detalhes da missão

No total, os quatro astronautas levarão entre 22 e 24 horas para entrar na trajetória final. Após completar as primeiras etapas da missão, o módulo de serviço e a cápsula Órion realizam duas órbitas ao redor da Terra antes de seguir em direção à Lua.


Até o momento, a nave está há pouco mais de um dia e 20 horas em missão, a uma distância de 170 mil quilômetros da Terra. Da Lua, ainda faltam 253 mil quilômetros, com a espaçonave viajando a aproximadamente 6 mil quilômetros por hora.


A cápsula será impulsionada em direção ao satélite natural da Terra em uma trajetória de livre retorno. Dessa forma, a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas por parte da tripulação.


Recorde histórico

Com duração estimada de dez dias, a nave seguirá uma trajetória em forma de oito, inclusive contornando o lado oculto da Lua. A expectativa é que a missão Artemis II quebre o recorde de maior distância da Terra já atingida por humanos.


Atualmente, esta marca pertence à missão Apollo 13, de 1970. Na ocasião, a nave que transportava os astronautas apresentou problemas e não conseguiu pousar no solo lunar, mas acabou estabelecendo o recorde de distância que permanece até hoje.


A tripulação da Artemis II é composta por três astronautas da Nasa, todos americanos, and um astronauta da Agência Espacial Canadense. Esta é a primeira vez em mais de cinco décadas que seres humanos viajam em direção à órbita lunar. (CNN)

Artemis II: Nasa deve lançar nesta quarta missão histórica de sobrevoo tripulado à Lua; saiba tudo

Expedição marca a primeira etapa com astronautas do programa Artemis e leva quatro tripulantes, mais de 50 anos após a última missão humana ao satélite. Lançamento está previsto para às 19h24 (no horário de Brasília), dependendo das condições do tempo.



Saiba como vai ser a missão Artemis II

Depois de uma série de ajustes no cronograma , a Nasa se aproxima de um momento histórico nesta quarta-feira (1º de abril): o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972.

E desta vez, diferentemente da Artemis I, há astronautas a bordo.

Quatro tripulantes vão viajar dentro da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System - SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial), o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana.

A previsão é que a decolagem aconteça às 19h24 (horário de Brasília), a partir da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

A agência terá uma janela de cerca de duas horas para tentar o lançamento e, se for preciso, novas tentativas podem ocorrer nos dias seguintes (entenda mais abaixo).

A missão terá duração aproximada de dez dias e não prevê pouso na Lua. O plano é levar os astronautas a um sobrevoo pelo satélite natural, passando pelo seu lado oculto e retornando à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, que aproveita a gravidade da Terra e da Lua para trazer a cápsula de volta sem necessidade de grandes manobras de propulsão.

Durante o voo, a tripulação vai testar sistemas essenciais da Orion em um ambiente de espaço profundo (longe da influência da Terra), incluindo suporte de vida, comunicações, navegação e controle manual da cápsula — etapas consideradas fundamentais antes de uma tentativa de pouso lunar.

A bordo estão Reid Wiseman, comandante da missão; Victor Glover, piloto; Christina Koch, especialista de missão; e o canadense Jeremy Hansen. Eles serão os primeiros humanos a se afastar tanto da Terra em mais de meio século, superando distâncias alcançadas desde as missões Apollo.

Por isso, se bem-sucedida, a Artemis II abre caminho para a ainda mais aguardada Artemis III, missão que deve marcar o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no satélite natural.

Abaixo, você confere tudo sobre como será o voo da Artemis II e vai entender por que essa missão é considerada um dos passos mais importantes da nova era da exploração espacial.



O que é o programa Artemis?

É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.

O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua" em meados desta década.

Para chegar lá, a Nasa planejou uma série de missões progressivas ao redor e na superfície lunar.

A primeira missão, a Artemis I, aconteceu em novembro de 2022 e não foi tripulada. Agora, quatro astronautas viajarão ao redor da Lua durante esses 10 dias, testando todos os sistemas da Orion com humanos a bordo.

Eles não pousarão no satélite natural, mas chegarão a aproximadamente 7.500 km além do nosso satélite natural, mais longe do que qualquer ser humano já esteve da Terra.

A terceira missão, a Artemis III, prevista para não antes de 2027 ou 2028, levará astronautas de volta à superfície lunar pela primeira vez desde a Apollo 17 em 1972. O pouso acontecerá no polo sul da Lua, uma região nunca antes explorada por humanos.

No futuro mais distante, a Nasa planeja inclusive não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer uma presença humana permanente em solo lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway, que orbitará o satélite e servirá como base para missões de longa duração.

O objetivo final é usar a Lua como "trampolim" para futuras missões tripuladas a Marte.



O que são o foguete SLS e a cápsula Orion?

O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo que serve de transporte para essa nova geração de astronautas em missões lunares.

Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”.

Embora um pouco menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o modelo produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747.

O foguete tem dois propulsores de combustível sólido nas laterais e um estágio central equipado com quatro motores RS-25.

Após consumir todo seu combustível durante a subida, o estágio central se separa e um estágio superior chamado ICPS (Estágio criogênico provisório de propulsão, em tradução livre) continua impulsionando a Orion para além da órbita terrestre.

Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço profundo.

O módulo da tripulação, onde os astronautas viajam, tem capacidade para quatro pessoas e conta com sistemas de suporte de vida, painéis de controle avançados e janelas que permitirão vistas espetaculares da Terra e da Lua.

Um componente crucial da Orion é o Módulo de Serviço Europeu (ESM), construído pela Agência Espacial Europeia e pela Airbus na Alemanha.

Ele fornece propulsão, energia elétrica através de painéis solares, controle térmico, água e os gases respiráveis (oxigênio e nitrogênio) essenciais para manter a tripulação viva durante toda a missão.

A Orion também possui um sistema de escape de lançamento no topo, que pode puxar rapidamente o módulo da tripulação para longe do foguete em caso de emergência durante o lançamento.

“A Artemis II será um passo decisivo para a exploração espacial humana”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman.

“A Artemis II representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura e ao envio de americanos a Marte. Não poderia estar mais impressionado com a equipe da NASA e com a tripulação da Artemis II, e desejo sucesso a todos. Avante, com ousadia.”


Quem são os astronautas?

São três homens e um mulher. Entre eles, um homem negro. A astronauta Christina Hammock Koch será a primeira mulher que irá para uma missão ao redor da Lua organizada pela Nasa. Já Victor Glover será o primeiro homem negro.

Os escolhidos foram:

  • Jeremy R. Hansen - função: especialista de missão; é um coronel da Força Aérea Real Canadense e o primeiro canadense escolhido para um voo para a Lua;
  • Victor Glover - função: piloto; é um aviador da Marinha dos EUA e veterano de quatro caminhadas espaciais;
  • Christina Hammock Koch - função: especialista de missão; ela é uma engenheira que já detém o recorde de voo espacial contínuo mais longo por uma mulher e fez parte das três primeiras caminhadas espaciais femininas da Nasa;
  • Reid Wiseman - função: comandante, é ex-piloto de caça da Marinha dos EUA.

Todos os três astronautas da Nasa escolhidos para a missão Artemis 2 são veteranos de expedições anteriores a bordo da Estação Espacial Internacional.

O canadense Hansen é um novato em voos espaciais.


A Artemis II vai pousar na lua? Como vai ser essa missão?

Novamente, não veremos um pouso lunar desta vez.

Esta é uma missão de teste tripulada que preparará o terreno para o pouso lunar da Artemis III, previsto para acontecer alguns anos depois.

Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 10 dias e será a primeira vez em mais de 50 anos que seres humanos viajarão para além da órbita terrestre.

A missão começará com o lançamento do foguete SLS do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em 1º de abril.

Após a decolagem, a Orion e seu estágio superior entrarão em órbita ao redor da Terra, onde permanecerão por aproximadamente um dia completo, período em que os astronautas deve realizar checagens importantes dos sistemas da nave ainda relativamente perto do nosso planeta.

Durante essa fase em órbita terrestre, a tripulação também assume o controle manual da Orion para um teste inédito: os astronautas vão pilotar a cápsula nas proximidades de uma parte do foguete já separada, simulando manobras que serão necessárias em missões futuras, como a aproximação de outras naves e estruturas no espaço, incluindo a estação lunar Gateway.

Ao se aproximar da Lua, a Orion vai passar entre 6.400 e 9.600 quilômetros acima da superfície lunar, distância que deve variar conforme a data exata do lançamento.

E mesmo sendo mais distante do que o sobrevoo feito pela Artemis I, a trajetória ainda levará os astronautas a dezenas de milhares de quilômetros mais perto da Lua do que qualquer ser humano esteve nos últimos 50 anos.

O momento mais marcante da missão deve acontecer quando a cápsula voar atrás do lado oculto da Lua - o lado que não conseguimos avistar aqui da Terra.

Durante essa passagem, a tripulação ficará sem comunicação com a Terra por 30 a 50 minutos, enquanto fotografa e filma a superfície lunar para observações científicas.

Após contornar a Lua, a Orion viajará aproximadamente 7.500 km além do lado oculto, alcançando o ponto mais distante da Terra que humanos já atingiram - quebrando o recorde estabelecido pela Apollo 13 em 1970.

E, diferentemente das missões Apollo, a Artemis II não depende de grandes queimas de motor para voltar. Depois de passar pela Lua, a Orion entra em uma trajetória de retorno livre, em que a gravidade conduz a espaçonave de volta à Terra, reduzindo a necessidade de combustível e aumentando a segurança da missão.

No total, a Orion viajará mais de 2,2 milhões de quilômetros durante sua missão. Ao retornar, a espaçonave entrará na atmosfera terrestre a aproximadamente 40.000 km/h - uma das reentradas mais rápidas já realizadas por uma nave tripulada. O escudo térmico da Orion enfrentará temperaturas de cerca de 3.000 graus Celsius.

Finalmente, após uma sequência de paraquedas - primeiro dois paraquedas estabilizadores, depois três paraquedas-piloto e finalmente três paraquedas principais de 35 metros de diâmetro - a cápsula amerissará (pousará) no Oceano Pacífico, onde será recuperada pela Nasa.

Por que a Nasa ainda não lançou o foguete?

A Artemis II ainda não saiu do chão porque a Nasa decidiu avançar com cautela máxima antes de colocar astronautas novamente em uma missão lunar tão importante.

Desde o voo de teste realizado em 2022, a agência vem revisando sistemas, ajustando procedimentos e aceitando atrasos como parte do processo para reduzir riscos.

O principal ponto de atenção surgiu justamente após a missão Artemis I, quando análises revelaram danos inesperados no escudo térmico da cápsula Orion. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, mais de 100 pontos de desgaste foram identificados: pedaços do material de proteção se desprenderam de forma irregular, um comportamento que poderia comprometer a segurança de uma missão tripulada.

Fora isso, investigações descobriram que gases ficaram presos dentro do revestimento da cápsula durante a reentrada, o que provocou fissuras no material. A Nasa precisou realizar ao todo mais de 100 testes em diferentes centros para entender o problema e, por isso, decidiu alterar o perfil de reentrada da Artemis II para reduzir esse risco.

Além do escudo térmico, os sistemas de suporte à vida — que fornecem ar respirável, água e controle de temperatura durante os 10 dias de viagem — também passaram por testes extras.

E mesmo com as correções encaminhadas, a agência ainda precisa concluir o ensaio final com o foguete na plataforma. É o chamado Wet Dress Rehearsal (algo como ensaio geral "molhado"), que simula o abastecimento de combustível, a contagem regressiva completa e procedimentos de emergência.

Aliado a isso, o clima também atrapalhou. Em janeiro, uma onda de frio intenso na Flórida inviabilizou os testes da agência — o ar ártico representa risco para os propulsores de combustível sólido, e a memória do desastre do Challenger, em 1986, causado por falha em condições de frio, ainda pesa nessas decisões.

Depois disso, a agência também identificou um vazamento de hidrogênio líquido e de hélio durante testes técnicos realizados antes da decolagem prevista para fevereiro e março.

Segundo a agência espacial, o vazamento de hidrogênio aconteceu em uma conexão do foguete responsável por levar o combustível até a parte central do veículo, durante um teste que simula todas as etapas do lançamento, incluindo o abastecimento.

E o problema com hélio, causado por um selo defeituoso, levou ao retorno do foguete ao prédio de montagem para reparos, adiando o lançamento de março para abril.

John Honeycutt, chefe da equipe de gestão da missão, resumiu a filosofia da Nasa: "Vamos voar quando estivermos prontos. A segurança da tripulação será nossa prioridade número um."

Equipes da Nasa treinam procedimentos de resgate no mar durante simulação de emergência da missão Artemis II, na costa da Flórida. O exercício usou um modelo em tamanho real da cápsula Orion, em 12 de junho de 2025. — Foto: NASA/Isaac Watson

E caso haja qualquer outro problema?

Caso surja qualquer problema — seja técnico ou relacionado ao clima — o lançamento não acontece.

A NASA segue critérios rígidos de segurança e pode interromper a contagem regressiva até nos minutos finais, se algum parâmetro sair do padrão.

No caso do tempo, fatores como ventos fortes, formação de nuvens ou risco de raios são suficientes para adiar a decolagem.

Mesmo com previsão favorável, basta uma mudança repentina nas condições para que a missão seja suspensa temporariamente.

Já do ponto de vista técnico, qualquer falha em sistemas do foguete, da cápsula Orion ou das comunicações também leva a um adiamento.

Se isso acontecer novamente, a agência trabalha com janelas alternativas nos dias seguintes (veja ABAIXO).


Há pressão política para lançar a Artemis II?

Sim, mas não do tipo que força a Nasa a lançar a qualquer custo. A pressão existe e vem de várias frentes — do Congresso americano, de parceiros internacionais e da competição geopolítica com a China.

Isso acontece porque a missão está no centro de uma nova corrida espacial. De um lado, os Estados Unidos lideram uma coalizão de países aliados.

Do outro, China e Rússia promovem seu próprio projeto lunar, com planos ousados de pousos tripulados chineses até 2030.

Por causa disso, políticos americanos até usaram expressões como "Lua vermelha" para descrever o risco de a China dominar a corrida caso os EUA atrasem demais.

Fora isso, a missão carrega peso diplomático: A Artemis II inclui o astronauta canadense Jeremy Hansen como parte de um acordo pelo qual o Canadá fornece o braço robótico Canadarm3 para a futura estação lunar Gateway, em troca de vagas em missões do programa.

A Europa participa com o Módulo de Serviço da cápsula Orion, já integrado à cápsula que voará na Artemis II, além de componentes de módulos habitacionais do Gateway.

O Japão contribui com sistemas de suporte à vida e com o desenvolvimento de um rover pressurizado para missões futuras na superfície lunar. Já os Emirados Árabes Unidos ficaram responsáveis pela câmara de ar de tripulação do Gateway.

Assim, para os parceiros internacionais, a Artemis II funciona como um teste de confiança no programa e um passo decisivo antes da montagem da estação lunar e das próximas missões tripuladas.


E os outros lançamentos?

Por ora, haverá pelo menos mais duas missões tripuladas no programa: a Artemis III e a Artemis IV, além de outras planejadas para estabelecer presença humana permanente na Lua.

A Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972.

Prevista para acontecer "não antes de 2027", segundo a Nasa, embora especialistas considerem 2028 um período mais realista, a missão fará história ao pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na superfície lunar, especificamente na região do polo sul da Lua — uma área nunca antes explorada por humanos.

Para a Artemis III, a Nasa ainda precisa escolher entre duas opções de módulo de pouso: o Starship da SpaceX ou uma nave desenvolvida pela Blue Origin, de Jeff Bezos. Novos trajes espaciais fabricados pela empresa Axiom também ainda estão em desenvolvimento.

Depois dessa etapa, o programa Artemis entra em uma nova fase. As missões seguintes devem priorizar a presença direta na Lua, com estruturas voltadas a operações mais longas na superfície, deixando em segundo plano o plano original de uma estação orbital ao redor do satélite.

A ideia é criar condições para estadias mais frequentes prolongadas, com participação de diferentes países nas missões.

No longo prazo, o objetivo é ambicioso: manter astronautas vivendo e trabalhando na Lua por mais tempo, com apoio de robôs na coleta de amostras e na realização de experimentos científicos.

FONTE - Por Roberto Peixoto, g1.

Nasa enviará missão tripulada à Lua após 53 anos na quarta-feira (1)

O lançamento será realizado com o foguete Space Launch System, que possui altura equivalente a um prédio de cerca de 32 andares...

A NASA iniciou nesta segunda-feira, 30, a contagem regressiva para o primeiro lançamento tripulado à Lua em 53 anos. A missão Artemis II está programada para decolar na noite de quarta-feira, 1º, com quatro astronautas a bordo.



O lançamento será realizado com o foguete Space Launch System, que possui altura equivalente a um prédio de cerca de 32 andares. Após um dia em órbita terrestre, a cápsula Orion seguirá em direção à Lua, realizando uma manobra de contorno antes de retornar à Terra.


A missão não prevê pouso no satélite natural. O objetivo é testar sistemas e preparar futuras expedições tripuladas que devem, de fato, levar humanos à superfície lunar nos próximos anos.


O voo terá duração de aproximadamente 10 dias e terminará com um pouso no Oceano Pacífico.


Ajustes e adiamentos


Inicialmente prevista para fevereiro, a missão foi adiada após a identificação de vazamentos de hidrogênio. Embora o problema tenha sido resolvido, uma obstrução em uma linha de pressurização de hélio levou o foguete a retornar ao hangar para novos ajustes.


O veículo voltou à plataforma de lançamento há cerca de uma semana e meia, e, segundo a NASA, está em boas condições para a decolagem. A previsão do tempo também é considerada favorável.


Tripulação diversa


A equipe da Artemis II é composta por três astronautas americanos e um canadense. Diferentemente do programa Apollo, que levou apenas homens à Lua entre 1968 e 1972, a nova missão marca um avanço em diversidade.


A tripulação inclui uma mulher, uma pessoa negra e um astronauta não americano, refletindo uma proposta mais inclusiva da exploração espacial contemporânea.


O piloto da missão, Victor Glover, destacou o impacto simbólico da viagem. "Quero que meninas pensem ‘isso é incrível’, e que jovens negros possam se ver representados e imaginar que também podem chegar lá", afirmou.


Glover também ressaltou que espera que, no futuro, essas "primeiras vezes" deixem de ser destaque e que a exploração espacial seja vista como uma conquista coletiva.


Próximos passos


A NASA tem até os primeiros dias de abril para realizar o lançamento. Caso a missão não ocorra dentro dessa janela, a próxima oportunidade será apenas no fim do mês.

Tecnogame reúne Danilo Gentili, Júlio Cocielo, Guilherme Briggs e Toguro neste fim de semana em Porto Velho

Porto Velho recebe neste fim de semana o Tecnogame Brasil 2026, festival dedicado ao universo dos games, tecnologia e cultura digital que será realizado nos dias 21 e 22 de março na Villa Privilege, antigo Talismã 21. O evento promete reunir jogadores, criadores de conteúdo, estudantes e profissionais da área tecnológica em dois dias de programação voltada ao público geek.

foto - edição R1 Rondônia

Com entrada gratuita, o festival deve atrair fãs de diferentes áreas da cultura digital, oferecendo uma programação que inclui competições de e-sports, desfiles de cosplay, apresentações de K-pop, exposição de produtos tecnológicos e participação de startups que irão apresentar projetos ligados à inovação.

Entre os convidados confirmados estão influenciadores e personalidades conhecidas da internet, como Danilo Gentili, Toguro, Júlio Cocielo, Guilherme Briggs, Muca Muriçoca, Luiz Carlos Persy e Jotapê. Outras personalidades do universo digital também devem participar do evento, com encontros com o público e diversas atividades ao longo da programação.

A entrada para o Tecnogame será solidária, mediante a doação de três quilos de alimentos não perecíveis ou uma caixa de chocolate. As doações serão destinadas a projetos sociais do município.

A organização também reforça o alerta para golpes envolvendo a venda de ingressos. Como o evento é totalmente gratuito, qualquer tentativa de comercialização de entradas deve ser denunciada para evitar que pessoas sejam prejudicadas.

As denúncias podem ser feitas pelo canal de atendimento (92) 9 9459-7834 ou pelo e-mail contato@tecnogamebr.com.br. Informações oficiais sobre o evento estão disponíveis no site e nas redes sociais da Prefeitura de Porto Velho, e também nos canais da organização do festival.


fonte - R1 Rondônia.

Tecnogame terá entrada gratuita e alerta para golpes na venda de ingressos

Prefeitura orienta população a denunciar cobranças indevidas; festival de games e tecnologia acontece nos dias 21 e 22 de março em Porto Velho...


A expectativa cresce entre fãs de tecnologia, games e cultura digital para a chegada do Tecnogame Brasil 2026, que acontece nos dias 21 e 22 de março, em Porto Velho. O festival será realizado na Villa Privilege (antigo Talismã 21) e promete reunir jogadores, criadores de conteúdo, estudantes e profissionais da área tecnológica em dois dias de programação voltada ao universo digital.

Tecnogame Brasil é totalmente gratuito e qualquer anúncio de comercialização de entradas deve ser denunciado

A organização alerta que a venda de ingressos para o evento é ilegal. O Tecnogame Brasil é totalmente gratuito e qualquer anúncio de comercialização de entradas deve ser denunciado. A orientação é que a população fique atenta para evitar golpes.

A produção do evento ainda reforça que, caso o ingresso seja bipado na entrada e não esteja devidamente transferido para o nome da pessoa que está tentando acessar o evento, o acesso não será permitido. Nessa situação, o sistema identificará a inconsistência e o participante não poderá entrar no local.

As denúncias podem ser feitas pelo canal de atendimento (92) 9 9459-7834 ou pelo e-mail contato@tecnogamebr.com.br. Informações oficiais sobre o evento estão disponíveis no site e nas redes sociais da Prefeitura de Porto Velho, e também nos canais da organização do festival.

Léo Moraes disse que o objetivo é garantir que todos tenham acesso ao evento de forma transparente e segura

De acordo com o prefeito Léo Moraes, o objetivo é garantir que todos tenham acesso ao evento de forma transparente e segura. “Esse é um evento pensado para a população, especialmente para os jovens que gostam de tecnologia e inovação. A entrada é gratuita e pedimos que as pessoas fiquem atentas para não cair em golpes e denunciem qualquer tentativa de venda de ingressos”, afirmou.

A entrada para o festival será solidária, mediante a doação de três quilos de alimentos não perecíveis ou uma caixa de chocolate, que serão destinados a projetos sociais do município.

Entre os convidados confirmados estão nomes conhecidos da internet e do entretenimento digital, como Danilo Gentili, Toguro e Rodrigo Defante. O evento também contará com a presença de criadores de conteúdo como Júlio Cocielo, Bruno PlayHard, Muca Muriçoca, Luiz Carlos Persy e Jotapê.

Além das startups locais apresentarem projetos ligados à inovação e tecnologia, também haverá exposição de produtos, encontros com influenciadores, o Tecnogame Brasil terá competições de e-sports, desfiles de cosplay, e apresentações de K-pop.

Texto: Jhon Silva
Fotos: Hellon/ Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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