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IA vai eliminar os empregos mais bem pagos, e o processo já começou

O problema não é o que a IA já fez — é o que ela está prestes a fazer, enquanto boa parte dos profissionais ainda a trata como curiosidade tecnológica.

O aviso soou como um balde de água fria num debate que reuniu três dos gestores mais experientes do mercado financeiro brasileiro e internacional: a inteligência artificial não vai atacar primeiro os trabalhadores de menor renda. Vai atacar os de maior salário — advogados, contadores, analistas, banqueiros. E está atacando agora, em velocidade que a maioria das pessoas ainda não percebeu.



A provocação partiu de Paulo Passoni, managing partner da Valor Capital Group, com sede em Nova York, e ecoou pela conversa sem encontrar contestação. Para ele, o problema não é o que a IA já fez — é o que ela está prestes a fazer, enquanto boa parte dos profissionais ainda a trata como curiosidade tecnológica.


“Ninguém percebeu que as ferramentas estão melhorando em uma velocidade absurda, muito rápida”, afirmou. “O que você achava que era IA hoje já é um negócio bem diferente.”


O debate aconteceu no programa Stock Pickers Aftermarket, apresentado por Lucas Collazo. Além de Passoni, participaram Andrew Reider, sócio e gestor do WHG Long Biased, e Christian Keleti, CEO da Alpha Key. Os três discutiram o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, sobre os modelos de negócios do setor de tecnologia e sobre as estratégias de investimento num cenário de ruptura acelerada.


“Todo tipo de trabalho intelectual vai mudar”, disse Passoni. Na sua avaliação, qualquer função que consuma tempo sem exigir criatividade genuína já é candidata à automação. Pesquisa setorial, relatórios analíticos, triagem de informações, tarefas jurídicas repetitivas — tudo isso, segundo ele, pode ser feito hoje por ferramentas disponíveis ao público.


“O que ainda terá valor é a capacidade de interpretar resultados, pensar no futuro e raciocinar de forma criativa. Mas aquele trabalho mais básico — garimpar dezenas de fontes para reconstruir o que aconteceu no passado — esse já é, hoje, inteiramente automatizado.”


O sonho do mercado financeiro virou o pior emprego

O sinal mais concreto do que está por vir veio de dentro do próprio sistema financeiro. Passoni citou declaração recente de Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, sobre a possibilidade de adotar semana de trabalho de quatro dias para parte dos funcionários do banco — consequência direta dos ganhos de produtividade gerados pela automação.


Para quem acompanha o setor, a imagem é simbólica: se o maior banco do mundo começa a reduzir sua necessidade de mão de obra qualificada, o movimento é irreversível.


Outro caso concreto veio da Block — empresa de pagamentos fundada por Jack Dorsey, criador do Twitter, e anteriormente conhecida como Square. A companhia anunciou a redução de quase metade de seu quadro, de mais de dez mil para menos de seis mil funcionários.


O detalhe que chamou atenção dos gestores: o corte não foi motivado por crise financeira, mas por ganhos de eficiência proporcionados pela inteligência artificial. “Esse é o começo”, disse Passoni.


A ironia, apontada por ele, é que as carreiras historicamente associadas ao prestígio e à alta remuneração são justamente as mais vulneráveis nessa transição. “Todo mundo achava que trabalhar nesse tipo de coisa era o trabalho do sonho. Agora é o pior trabalho que você pode fazer.”


A lógica é direta: quanto mais o trabalho depende de processar informação e produzir documentos estruturados, mais facilmente uma máquina o substitui.


Reider traçou um paralelo histórico para dar dimensão ao fenômeno. Assim como a globalização, a partir dos anos 1990, exportou empregos industriais dos países ricos para China e Leste Europeu, a IA agora faz o mesmo com os trabalhadores de escritório.


“A IA tem um monte de trabalhador muito barato, que trabalha 24 horas por dia, não reclama, não quer semana de quatro dias, e vai substituir o contador, o advogado, o banker”, disse.


Para o gestor, o grau de incerteza gerado por essa ruptura só encontra paralelo em duas crises recentes: o colapso do mercado imobiliário americano em 2008 e a pandemia de Covid-19. (Infomoney)

Circuito Tecnogame 2026 chega a Porto Velho com Guilherme Briggs, Júlio Cocielo, Bruno Playhard e Muca Muriçoca

Festival reúne e-sports, tecnologia, oficinas e arrecadação de alimentos...


Porto Velho vai receber uma edição do circuito Tecnogame Brasil 2026, festival dedicado a games, tecnologia, inovação e cultura digital. O evento terá organização da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel).

A programação será realizada nos dias 21 e 22 de março de 2026, na Villa Privilege (antigo Talismã 21), na capital. A entrada será três quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a projetos sociais.

Games, inovação e cultura geek no Tecnogame 2026 em Porto Velho

Além das competições e atividades culturais, o evento contará com rodadas de negócios voltadas ao setor de tecnologia e economia criativa, aproximando desenvolvedores, empresas, startups e jovens talentos interessados em ingressar no mercado digital.

Entre as atrações confirmadas estão grandes nomes da internet e do universo gamer, como dublador Guilherme Briggs e os youtubers Júlio Cocielo, Bruno Playhard e Muca Muriçoca, além de mais de 30 atrações nacionais.

O evento também prevê a oferta de bolsas para cursos de tecnologia e inovação, ampliando as oportunidades de formação para jovens interessados no setor.

“Esse evento integra um circuito nacional que conecta jogos eletrônicos, tecnologia, educação, cultura e entretenimento, que já realizamos em outras capitais brasileiras. Cada etapa reúne atividades abertas ao público com foco em cultura digital e mercado criativo”, comentou Andryw Antony, diretor executivo do projeto.

O secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Paulo Moraes Júnior, lembrou que o evento também representa uma oportunidade de aproximar a juventude das novas tecnologias e incentivar o desenvolvimento do setor criativo na capital.

“A realização do Tecnogame em Porto Velho reforça o compromisso da gestão em incentivar iniciativas que dialoguem com inovação, cultura digital e oportunidades para a juventude. Além do entretenimento, o evento estimula a formação, o empreendedorismo e o acesso ao universo da tecnologia”.

O que é o Tecnogame?

O festival reúne competições de e-sports, arenas temáticas, shows, debates, oficinas e encontros com criadores de conteúdo. Há painéis sobre empreendedorismo digital, impacto dos e-sports na indústria de games e oportunidades de carreira no setor. Oficinas abordam criação de jogos, modelagem 3D e formação para quem busca espaço no mercado tecnológico.

A estrutura do evento se divide em quatro áreas. A Arena Inovação apresenta projetos de tecnologia, desenvolvimento de jogos, realidade virtual e negócios. A Arena Gamer concentra disputas de e-sports e jogos retrô. A Arena Music reúne apresentações musicais e batalhas de rima. A Arena Geek abre espaço para cosplay, dança e cultura pop.

As competições de jogos eletrônicos distribuem prêmios e incluem títulos populares do cenário competitivo e casual, como FIFA, League of Legends, Counter-Strike 2, Free Fire, Fortnite, Mortal Kombat, Street Fighter e Pokémon Go.

Porto Velho entra no circuito nacional dos games com o Tecnogame 2026

O evento também inclui atividades de formação. O público poderá participar de cursos sobre introdução ao mercado de games e desenvolvimento de jogos. Existem ainda desafios de criação, como a Tecnogame Jam, voltada a estúdios locais, e o Hacka Gamer, que propõe soluções tecnológicas para órgãos públicos e empresas.

“Esse evento coloca a nossa Porto Velho no mapa nacional da tecnologia e dos games. A Prefeitura, por meio da Semtel, aposta no evento como porta de acesso para jovens à inovação, ao conhecimento e às oportunidades do mercado digital”, disse o prefeito Léo Moraes.

“O Tecnogame abre espaço para a juventude de Porto Velho ter contato direto com tecnologia, inovação e o universo dos games. São iniciativas que ampliam oportunidades, incentivam talentos e aproximam os jovens do mercado digital”, explicou Paulo Moraes Júnior, secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel).

O circuito já reuniu mais de 200 mil pessoas em cinco edições realizadas no Brasil, com geração de empregos temporários, mobilização de voluntários e campanhas de arrecadação de alimentos.

Influenciadores, dubladores, streamers e criadores de conteúdo ligados ao universo gamer são convidados. São esperados no evento estudantes, universitários, desenvolvedores, empresas de tecnologia, famílias e interessados na cultura geek e nos jogos eletrônicos.

Texto: Francisco Costa
Edição: Secom
Fotos: Arquivo / Secom / José Carlos - 
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)


Vírus de R$ 160 trava o WhatsApp de vítimas e rouba dados pessoais

O WhatsApp está na mira de cibercriminosos mais uma vez: pesquisadores de segurança da Dark Web Informer descobriram que hackers estão comercializando um script malicioso em fóruns clandestinos que explora vulnerabilidades do app de mensagens para roubar dados.



O caso consiste na venda de um exploit entre criminosos que aproveita falhas de segurança do WhatsApp em diversos sistemas operacionais para provocar interrupções no funcionamento do aplicativo. Pelo que foi observado, o agente por trás do serviço cobra um preço relativamente baixo pelo código comprometido: US$ 30 (aproximadamente R$ 158).


O valor baixo demonstra uma operação mais acessível, aumentando as chances de que mais compradores invistam no exploit, inclusive aqueles que não possuem tanta experiência na área.


Exploração de vulnerabilidades

Com alcance em larga escala por afetar plataformas diversas, o exploit foi projetado para causar o travamento completo do WhatsApp em dispositivos Android. Já no iOS, o código malicioso, além de provocar o problema, também congela conversas em grupos, interrompendo o acesso do usuário a esse recurso.



O serviço ainda conta com outros recursos que corrompem o aplicativo, como ferramentas para provocar um bombardeio de chamadas de voz e vídeo, que sobrecarrega o dispositivo para que ele permaneça inutilizável durante o ataque. O exploit ainda apresenta um recurso de spam em pares cuja operação segue um mistério para os especialistas.


Alto alcance e sem complexidade

Outro aspecto que chamou a atenção da Dark Web Informer é que o exploit não precisa de uma configuração complexa para funcionar: basta recursos simples para que o script comece a provocar estragos significativos no WhatsApp da vítima.


Além disso, o ataque pode ser feito diretamente de um dispositivo móvel, sem a necessidade de uma infraestrutura complexa para ser concretizado. Isso é possível porque o script pode ser executado pelo Termux, um emulador de terminal Android e ambiente Linux.


Os hackers ainda conseguem adicionar uma camada maior de anonimato ao ataque por precisarem apenas de um número de celular para executar o exploit, passando despercebido pelo sistema até ser tarde demais.


Fonte: Cyber Security News

Mais 35 mil pessoas em Rondônia terão internet de alta qualidade e melhor sinal de celular

Iniciativa do Governo do Brasil vai ampliar a cobertura do serviço móvel em 21 localidades de 13 cidades não assistidas, incluindo rodovias do estado, com previsão de implementação a partir de abril...


Com ações estratégicas de inclusão digital, o Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), levarão internet de melhor sinal de celular para 21 localidades de 13 municípios de Rondônia. Ao todo, cerca de 35 mil pessoas serão beneficiadas.

As melhorias fazem parte das metas do edital de licitação da faixa de 700 MHz, lançado em fevereiro deste ano para ampliar a cobertura móvel, com tecnologia 5G em diversas regiões do país. O leilão, previsto para abril, priorizará a expansão do serviço em áreas rurais e remotas.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, explicou que a medida vem para reduzir desigualdades no acesso das pessoas à internet. “Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, disse.

Além disso, está prevista a cobertura de 563,2 km de trechos desassistidos da rodovia federal BR-364, passando por 10 municípios do estado. Esses locais, hoje invisíveis para as operadoras tradicionais, terão prioridade na nova licitação.

Municípios de Rondônia que serão atendidos: Ariquemes, Candeias do Jamari, Chupinguaia, Corumbiara, Costa Marques, Espigão D'Oeste, Guajará-Mirim, Machadinho D'Oeste, Nova Mamoré, Novo Horizonte do Oeste, Pimenta Bueno, Porto Velho e Rolim de Moura.

Municípios de Rondônia com trechos de rodovias que serão atendidos:

· BR-364: Alto Paraíso, Ariquemes, Cacoal, Candeias do Jamari, Chupinguaia, Itapuã do Oeste, Jaru, Pimenta Bueno, Porto Velho e Presidente Médici.

Novos serviços

No Brasil, a expectativa com o leilão é de 1,2 milhão de pessoas beneficiadas e 500 pequenas localidades sejam conectadas. Além de fortalecer o 4G, a faixa de 700 MHz vai ampliar o alcance do 5G, levando a tecnologia a locais que hoje ainda não contam com conexão de qualidade. A iniciativa também abre caminho para novos serviços, como equipamentos conectados à internet.

Diferente de outros leilões, este não tem como foco arrecadar recursos para o governo federal. A maior parte do valor pago pelas empresas será convertida em investimentos obrigatórios para ampliar a cobertura do serviço móvel, principalmente em regiões que hoje não são atendidas de forma adequada.

A liberação da faixa de 700 MHz foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o uso das frequências e abrir espaço para a expansão dos serviços móveis.

O edital, aprovado pelo Tribunal de Contas da União, está alinhado à política pública de ampliar a competição, acelerar a cobertura e evitar que o espectro permaneça ocioso caso não haja interesse nas etapas iniciais.

Como vai funcionar o leilão:

  • A faixa será oferecida novamente para aumentar a concorrência entre as operadoras.
  • O espectro será dividido em blocos regionais.
  • Cada empresa poderá adquirir até duas regiões.
  • O processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada.
  • O foco é ampliar a cobertura, estimular investimentos e melhorar a qualidade do sinal.
FONTE - Assessoria Especial de Comunicação Social - Ministério das Comunicações.

Equipamentos com tecnologia de IA agilizam exames no Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho

Com o objetivo de garantir atendimento eficaz e assistência imediata aos pacientes, o governo de Rondônia passou a utilizar, no Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, equipamentos com tecnologia de Inteligência Artificial (IA) para a realização de exames. O recurso permite análises em tempo recorde, para alguns casos em apenas um minuto, oferecendo diagnósticos mais precisos e reduzindo o tempo de resposta em situações de urgência e emergência.

Hospitais estaduais já começam a aderir ao uso de equipamentos e assistentes virtuais, integrando a IA ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a tecnologia contribua para maior eficiência nos diagnósticos e tratamentos em todo o estado.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os novos métodos são resultados de investimentos do governo na saúde do estado. “A Inteligência Artificial se tornou uma parceira poderosa. Com a tecnologia avançando, a utilizamos em favor de quem mais precisa. Assim, seguimos fortalecendo a rede pública e garantindo o melhor atendimento para o cidadão”, ressaltou.

ATENDIMENTOS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Uma das ferramentas em uso no Pronto-Socorro João Paulo II é a Lívia IA, assistente virtual brasileira desenvolvida especialmente para profissionais da saúde. Treinada por médicos, ela auxilia na tomada de decisões clínicas com foco em agilidade, precisão e segurança, tornando-se uma aliada fundamental no atendimento hospitalar.

Segundo o médico emergencista que atua na unidade, Vinicius Nogueira, “com a IA conseguimos analisar um volume muito maior de informações em menos tempo. Ela nos dá suporte para identificar padrões que, a olho nu, poderiam passar despercebidos”, explicou.

Na prática, exames como ecocardiogramas e ultrassonografias point of care são realizados com base em algoritmos de inteligência artificial, o que garante acesso rápido e simplificado, facilitando a jornada do paciente dentro do hospital.

As especialidades que mais utilizam a ferramenta na unidade são:

  • Medicina de emergência;
  • Cardiologia;
  • Radiologia; e
  • Diagnósticos por imagem.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, salientou que a Inteligência Artificial representa um avanço decisivo. “Com o grande fluxo de pacientes no Pronto-Socorro, cada minuto faz diferença. A tecnologia nos permite reduzir o tempo de espera e otimizar processos, o que significa atender muito mais pessoas em menos tempo, sem perder qualidade. A IA garante diagnósticos rápidos e precisos, ampliando nossa capacidade de resposta e oferecendo um cuidado de ponta para os usuários do SUS em Rondônia.”

fonte - SECOM RO.

Nasa mira 6 de março para lançamento de missão tripulada à Lua

Com o sucesso do ensaio de lançamento da Artemis 2, na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento real da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial americana ocorreu nesta sexta-feira (20). Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março.


Apesar do planejamento para essa data, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, disse Lori Glaze, gerente do programa da Nasa da Lua para Marte, durante coletiva de imprensa nesta sexta.

"Toda noite eu olho para a Lua. E fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos", afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas também assistiram o ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

O ensaio em questão recebe o nome de "wet dress", basicamente um ensaio muito próximo do que vai realmente ocorrer no dia do lançamento, mas sem a presença dos astronautas da Artemis 2 e, obviamente, o lançamento propriamente dito -apesar de até a contagem regressiva ser testada.

No primeiro ensaio da Artemis 2, no começo deste mês, um vazamento de hidrogênio líquido, que é combustível na nave, acima do aceitável marcou o teste e levou ao adiamento do lançamento, que poderia já acontecer em fevereiro.

Após análises no local de vazamentos, foram identificados diversos fatores que poderiam ter levado ao escape. Segundo os representantes da Nasa presentes na conferência de imprensa, a situação foi resolvida e não foram verificados vazamentos significativos no segundo teste wet dress.

FONTE - Notícias ao Minuto.

Veja: Robôs humanoides lutam Kung Fu na China em apresentação de Ano Novo

Máquinas dividiram performance com humanos em evento que celebra a chegada do Ano do Cavalo

Uma equipe de robôs humanoides se uniu a jovens artistas de Kung Fu para apresentar uma performance de artes marciais de tirar o fôlego durante o Festival de Gala da Primavera de 2026 do CMG (China Media Group), na segunda-feira (16).



A apresentação, repleta de energia, viu os versáteis robôs e os jovens mestres humanos de Kung Fu executarem uma série de acrobacias coreografadas impressionantes e movimentos sincronizados em um segmento de palco de tirar o fôlego.


De uma demonstração da graciosa elegância dos movimentos de artes marciais, a sequência logo passou para uma apresentação mais dinâmica, que exibiu a agilidade e a destreza física dos robôs, deixando o público maravilhado.

Veja a apresentação dos robôs:



Os robôs também utilizaram armas tradicionais de Kung Fu, como espadas e nunchakus, demonstrando velocidade, equilíbrio, coordenação e precisão impressionantes enquanto executavam a performance pulsante com estilo.


O Festival da Primavera, ou Ano Novo Chinês, é o feriado tradicional mais importante para o povo chinês, e assistir ao Festival de Gala da Primavera, também conhecido como "Chunwan", é uma parte querida das celebrações todos os anos em centenas de milhões de lares chineses.


Desde sua primeira transmissão em 1983, o evento é reconhecido pelo Guinness World Records como o programa de televisão anual mais assistido do planeta.


O Festival da Primavera foi inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO em dezembro de 2024.


A festividade de 2026 acontece nesta terça-feira (17), marcando o início do Ano do Cavalo.


Expansão do mercado


O entusiasmo em torno do setor de robôs humanoides da China surge no momento em que grandes empresas, incluindo AgiBot e Unitree, se preparam para ofertas públicas iniciais este ano, e startups domésticas de inteligência artificial lançam uma série de modelos de ponta durante o lucrativo feriado público de nove dias do Ano Novo Lunar.


A gala do ano passado impressionou os espectadores com 16 humanoides Unitree em tamanho real girando lenços e dançando em uníssono com artistas humanos.


O fundador da Unitree se encontrou com o presidente Xi Jinping semanas depois em um simpósio de tecnologia de alto nível — o primeiro do tipo desde 2018.


Xi se reuniu com cinco fundadores de startups de robótica no ano passado, número comparável aos quatro empreendedores de veículos elétricos e quatro de semicondutores que ele conheceu no mesmo período, dando ao setor nascente uma visibilidade incomum. (CNN)

Nubank segue fora do ar e usuários relatam erro ao abrir o aplicativo

O Nubank enfrenta instabilidade nesta manhã, com falhas que impedem clientes de acessar serviços básicos da conta. Segundo o Downdetector, os problemas mais notificados envolvem login no aplicativo móvel (56%), seguido por dificuldades no internet banking (26%) e falhas em transferências (18%).

foto - reprodução

Os relatos de usuários indicam que o erro é generalizado e persistente. Flora afirmou há poucos minutos que “não consegue abrir o app, aparece apenas uma mensagem de erro”. Victor relatou que, ao tentar acessar a conta, surge o aviso: “Ocorreu um erro – Não foi possível carregar as informações”. Paulo descreveu a mesma situação, com erro ao abrir o aplicativo, enquanto Vivi Fabri disse que tenta repetidamente acessar a conta no celular, mas nada muda, com o app travado na tela de erro.

Nas redes sociais e fóruns de monitoramento, clientes reclamam de telas de carregamento infinito e mensagens de falha mesmo após reiniciar o aplicativo ou o aparelho. Até o momento, o Nubank não divulgou um comunicado oficial detalhando a causa da instabilidade ou um prazo para normalização dos serviços.

Enquanto o problema persiste, especialistas recomendam evitar transferências e pagamentos urgentes até que o sistema seja totalmente restabelecido, além de acompanhar apenas os canais oficiais da fintech para novas atualizações.

FONTE - ULTRACOMBO.

Pix volta a operar normalmente após instabilidade durante a tarde

O sistema de pagamentos instantâneos Pix apresentou instabilidade na tarde desta segunda-feira (19), provocando falhas em diversos bancos e gerando milhares de reclamações de usuários em todo o país. O problema afetou transferências e pagamentos em tempo real, com impacto imediato sobre consumidores e empresas.


Segundo o Banco Central (BC), a instabilidade foi causada por um problema interno no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base central de dados que armazena as informações das chaves Pix.

“As equipes técnicas atuaram na identificação e resolução da causa, e o Pix já está operando normalmente”, informou o BC em nota.

De acordo com o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços digitais, mais de 6 mil reclamações foram registradas por volta das 14h40, indicando uma falha de grande alcance e não restrita a uma instituição específica. As queixas começaram a diminuir no fim da tarde, sugerindo a normalização do serviço.

Bancos afetados

O DownDetector apontou aumento simultâneo de reclamações em ao menos oito instituições financeiras, reforçando a avaliação de falha no sistema central. Entre os bancos citados pelos usuários estão:

  • Banco do Brasil;
  • Caixa Econômica Federal;
  • Itaú Unibanco;
  • Bradesco;
  • Santander;
  • Nubank;
  • Inter;
  • C6 Bank.

Impacto imediato

Além das transferências entre pessoas físicas, comerciantes relataram dificuldades para receber pagamentos e até problemas na recarga de equipamentos de cartão que dependem do Pix. Como principal meio de pagamento eletrônico do país, qualquer instabilidade no sistema gera efeitos imediatos sobre o comércio e os serviços.

No início da noite, o volume de reclamações caiu para perto de zero, indicando que o sistema voltou a operar normalmente após a intervenção técnica do Banco Central.

FONTE - Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

Plataforma Não Me Perturbe teve 1,7 milhão de adesões em 2025

Cadastro bloqueia chamadas de telemarketing e crédito consignado...

Brasília (DF), 23/01/2025 - Telefone celular com ligações de spam ou fraude. As prestadoras de telefonia móvel e fixa terão que enviar mensalmente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os relatórios referentes a chamadas recebidas, incluindo aquelas com indícios de alteração indevida de código de acesso (spoofing) nos números de telefones. Esta técnica é usada por criminosos para falsificar o número de telefone de uma ligação.. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil

A plataforma Não Me Perturbe, criada pelo setor de telecomunicações, fechou o ano de 2025 com 14,2 milhões de números de telefone cadastrados para não receber chamadas de telemarketing de empresas de telecom e de oferta de crédito consignado.

Durante o ano passado, o número de telefones cadastrados na plataforma aumentou em 1,7 milhão, registrando quase 5 mil cadastros por dia, segundo informou nesta quinta-feira (15) à Agência Brasil a Conexis Brasil Digital, por meio de sua assessoria de imprensa.

A plataforma foi criada dentro do sistema de autorregulação das operadoras de telecomunicações e está em operação desde julho de 2019. A Conexis Brasil Digital é a nova marca do SindiTelebrasil, sindicato que reunia as principais operadoras de telecomunicações do país.

A unidade federativa com a maior relação entre números cadastrados na plataforma e o total de telefones foi o Distrito Federal: 9,4% da base de números fixos e móveis do DF estão registrados na Não Me Perturbe.

Para o presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, “a iniciativa da Não Me Perturbe é um excelente exemplo do impacto positivo da autorregulação e comprova a maturidade do setor de telecomunicações”.

Ferrari disse que a iniciativa reforça o respeito à vontade do consumidor e tem contribuído para reduzir o número de reclamações nos últimos anos.

Funcionamento

O usuário que quiser bloquear seus números de celular e telefone fixo para não receber ligações de telemarketing com ofertas de serviços de telecom e crédito consignado deve fazer o cadastro diretamente no site https://www.naomeperturbe.com.br/, pelo aplicativo Não Me Perturbe ou por meio dos Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Procons) em todo o país. O bloqueio ocorre em até 30 dias após o cadastro no site.

A plataforma só funciona para ligações das empresas que aderiram à Não Me Perturbe, ou seja, empresas de telecomunicações e de oferta de crédito consignado. A solução não bloqueia, por exemplo, ligações de telemarketing de planos de saúde ou outros serviços.

Em decisão tomada em setembro do ano passado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que todas as empresas prestadoras de serviços de telecomunicações deveriam aderir à plataforma Não Me Perturbe.

A medida inclui as operadoras de pequeno porte que não poderão oferecer serviços de telemarketing para quem estiver na lista da plataforma.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Ex-assessora de Trump é nova presidente da Meta, dona do Facebook

Dina Powell McCormick, ex-assessora de Trump, foi nomeada como nova presidente da companhia e vice-presidente do Conselho de Administração

A Meta, gigante norte-americana de tecnologia e controladora do Facebook, anunciou, nesta segunda-feira (12/1), a nomeação de Dina Powell McCormick como nova presidente da companhia e vice-presidente do Conselho de Administração.



O anúncio logo chamou atenção do mercado porque McCormick foi assessora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano, aliás, elogiou a indicação da big tech.


“Parabéns a Dina Powell McCormick, que acaba de ser nomeada a nova presidente da Meta. Uma ótima escolha de Mark Zuckerberg! Ela é uma pessoa fantástica e muito talentosa, que serviu ao governo Trump com força e distinção!”, escreveu Trump em seu perfil na Truth Social, sua própria rede social.


Trajetória

McCormick fez parte do primeiro governo de Trump (2017-2021). Entre 2017 e 2018, ela atuou como conselheira adjunta de Segurança Nacional dos EUA.


Antes da gestão Trump, ela já havia participado do governo do ex-presidente George W. Bush (2001-2009), entre 2003 e 2007.


McCormick entrou no Conselho de Administração da Meta em abril do ano passado e ficou até dezembro. Agora retorna como presidente do colegiado. Em sua nova função, ela fará parte da equipe de gestão da companhia e deve ajudar diretamente na estratégia e execução dos negócios.


Zuckerberg elogia

Por meio de nota, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, elogiou a nomeação de McCormick e destacou sua experiência “nos mais altos níveis das finanças globais, combinada com seus relacionamentos profundos ao redor do mundo”. (Metrópoles)

Elon Musk é criticado por não acabar com "nudes digitais" feitos com o Grok

IA do X produz imagens com conteúdo sexual de pessoas reais, em sua maioria mulheres e algumas menores de idade

O chatbot de IA de Elon Musk, o Grok, inundou o X, antigo Twitter, com imagens de conteúdo sexual, principalmente de mulheres, muitas delas pessoas reais. Os usuários começaram a solicitar que o chatbot fizesse "nudes digitais" dessas pessoas ao despi-las com o uso da tecnologia e, às vezes, as colocando em poses sugestivas.



Em diversos casos na semana passada, algumas imagens pareciam ser de menores de idade, levando à criação de "nudes digitais" que muitos usuários estão classificando como pornografia infantil.


As imagens destacam os perigos da IA ​​e das redes sociais – especialmente combinadas – sem salvaguardas suficientes para proteger alguns dos membros mais vulneráveis ​​da sociedade. As imagens podem violar leis nacionais e internacionais e colocar muitas pessoas, incluindo crianças, em risco.


Musk e a xAI – divisão especializada em inteligência artificial da corporação – afirmaram que estão tomando medidas “contra conteúdo ilegal no X, incluindo material de abuso sexual infantil, removendo-o, suspendendo contas permanentemente e trabalhando com governos locais e autoridades policiais, conforme necessário”. Mas as respostas do Grok às solicitações dos usuários ainda estão repletas de imagens que sexualizam mulheres.


Publicamente, Musk há muito tempo se posiciona contra modelos de IA "woke" e contra o que ele chama de censura. Internamente na xAI, Musk resistiu às medidas de segurança para o Grok, segundo uma fonte com conhecimento da situação na xAI relatou à CNN. Enquanto isso, a equipe de segurança da xAI, já pequena em comparação com seus concorrentes, perdeu vários funcionários nas semanas que antecederam a explosão de "nudes digitais".


"Despir digitalmente" pessoas reais

O Grok sempre foi um caso atípico em comparação com outros modelos de IA convencionais por permitir, e em alguns casos promover, conteúdo sexualmente explícito e avatares de companhia.


E, ao contrário de concorrentes como o Gemini do Google ou o ChatGPT da OpenAI, o Grok está integrado a uma das plataformas de mídia social mais populares, o X. Embora os usuários possam conversar com o Grok em particular, eles também podem marcá-lo em uma publicação com uma solicitação, e o Grok responderá publicamente.


O recente aumento generalizado e não consensual de "desnudamento digital" começou no final de dezembro, quando muitos usuários descobriram que podiam marcar o Grok e pedir que ele editasse imagens de uma postagem ou tópico do X.


Inicialmente, muitas postagens pediam que Grok colocasse pessoas de biquíni. Musk republicou imagens dele mesmo e de outras pessoas, como seu antigo rival Bill Gates, de biquíni.


Pesquisadores da Copyleaks, uma plataforma de IA para detecção e governança de conteúdo, descobriram que a tendência pode ter começado quando criadores de conteúdo adulto solicitaram ao Grok que gerasse imagens sexualizadas de si mesmos como forma de marketing. Mas quase imediatamente, "os usuários começaram a enviar solicitações semelhantes sobre mulheres que nunca haviam consentido com isso", constatou a Copyleaks.


Pesquisadores da AI Forensics, uma organização europeia sem fins lucrativos que investiga algoritmos, analisaram mais de 20.000 imagens aleatórias geradas pelo Grok e 50.000 solicitações de usuários entre 25 de dezembro e 1º de janeiro.


Os pesquisadores encontraram “uma alta prevalência de termos como 'dela', 'colocar/remover', 'biquíni' e 'roupa'”. Mais da metade das imagens geradas de pessoas, ou 53%, “continham indivíduos com roupas mínimas, como roupas íntimas ou biquínis, dos quais 81% eram indivíduos que se apresentavam como mulheres”, descobriram os pesquisadores. Notavelmente, 2% das imagens retratavam pessoas que aparentavam ter 18 anos ou menos, constataram os pesquisadores.


A AI Forensics também descobriu que, em alguns casos, os usuários solicitaram que menores fossem colocados em posições eróticas e que fluidos sexuais fossem representados em seus corpos. De acordo com a AI Forensics, o Grok atendeu a esses pedidos.


Embora o X permita conteúdo pornográfico, a própria "política de uso aceitável" da xAI proíbe "representar pessoas de forma pornográfica" e "a sexualização ou exploração de crianças". O X suspendeu algumas contas por esse tipo de solicitação e removeu as imagens.


Em 1º de janeiro, um usuário do X reclamou que "propor um recurso que exibe pessoas de biquíni sem impedir adequadamente que ele funcione com crianças é extremamente irresponsável". Um membro da equipe do xAI respondeu: "Olá! Obrigado por avisar. A equipe está analisando como podemos reforçar ainda mais nossas medidas de segurança."


Questionado pelos usuários, o próprio Grok reconheceu que gerou algumas imagens de menores em situações sexualmente sugestivas.


“Agradecemos por ter levantado essa questão. Como já foi mencionado, identificamos falhas nas medidas de segurança e estamos corrigindo-as com urgência — material de abuso sexual infantil é ilegal e proibido”, publicou o Grok em 2 de janeiro, orientando os usuários a registrarem denúncias formais junto ao FBI e ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas.


Em 3 de janeiro, o próprio Musk comentou em uma publicação separada: "Qualquer pessoa que usar o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que quem publicar conteúdo ilegal."


A conta de Segurança do X complementou, acrescentando: "Tomamos medidas contra conteúdo ilegal no X, incluindo material de abuso sexual infantil, removendo-o, suspendendo permanentemente contas e trabalhando com governos locais e autoridades policiais, conforme necessário."


Musk critica duramente a censura

Musk há muito tempo critica o que considera censura excessiva. E ele promoveu as versões mais explícitas do Grok. Em agosto, ele publicou que o "modo picante" ajudou novas tecnologias no passado, como o VHS, a terem sucesso.


Segundo uma fonte com conhecimento da situação na xAI, Musk está "insatisfeito com a censura excessiva" no Grok "há muito tempo". Uma segunda fonte com conhecimento da situação na xAI disse que os funcionários constantemente expressavam preocupação internamente e para Musk sobre o conteúdo inadequado criado pelo Grok.


Em uma reunião realizada nas últimas semanas, antes da explosão da mais recente controvérsia, Musk se encontrou com funcionários da xAI de diversas equipes, onde se mostrou "muito insatisfeito" com as restrições impostas ao gerador de imagens e vídeos Imagine, do Grok, segundo a primeira fonte com conhecimento da situação na xAI.


Por volta da época do encontro com Musk, três funcionários da xAI que trabalhavam na já pequena equipe de segurança da empresa anunciaram publicamente no X que estavam deixando a empresa: Vincent Stark, chefe de segurança de produto; Norman Mu, que liderava a equipe de segurança pós-treinamento e raciocínio; e Alex Chen, que liderava a equipe de personalidade e comportamento do modelo pós-treinamento. Eles não citaram os motivos de suas saídas.


A fonte também questionou se a xAI ainda utilizava ferramentas externas como Thorn e Hive para verificar a presença de material de abuso sexual infantil. Confiar no Grok para essas verificações poderia ser mais arriscado, disse a fonte. (Um porta-voz da Thorn afirmou que a empresa não trabalha mais diretamente com a xAI; a Hive não respondeu ao pedido de comentário.)


De acordo com fontes que trabalham na X e na xAI, a equipe de segurança da X também tem pouca ou nenhuma supervisão sobre o que o Grok publica publicamente.


Em novembro, o The Information noticiou que a X demitiu metade da equipe de engenharia que trabalhava, em parte, em questões de confiança e segurança. O The Information também relatou que os funcionários do X estavam particularmente preocupados com o fato de a ferramenta de geração de imagens do Grok "poder levar à disseminação de imagens ilegais ou prejudiciais".


A xAI não respondeu aos pedidos de comentários, além de um e-mail automático para todas as solicitações da imprensa, que diz: “A mídia tradicional mente”.


Diretrizes e consequências legais

O Grok não é o único modelo de IA que apresentou problemas com imagens de menores de idade geradas por IA sem o seu consentimento.


Pesquisadores encontraram vídeos gerados por IA mostrando o que parecem ser menores de idade em roupas ou posições sexualizadas no TikTok e no aplicativo Sora, do ChatGPT. O TikTok afirma ter uma política de tolerância zero para conteúdo que "mostre, promova ou se envolva em abuso ou exploração sexual de jovens". A OpenAI declara que "proíbe estritamente qualquer uso de seus modelos para criar ou distribuir conteúdo que explore ou prejudique crianças".


Steven Adler, ex-pesquisador de segurança de IA da OpenAI, afirmou que já existiam mecanismos de proteção que teriam impedido a geração de imagens por IA no Grok. “Com certeza é possível criar mecanismos de proteção que analisem uma imagem para verificar se há uma criança nela e, assim, façam com que a IA se comporte de maneira mais cautelosa. Mas esses mecanismos têm custos.”


Segundo Adler, esses custos incluem a lentidão no tempo de resposta, o aumento do número de cálculos e, às vezes, a rejeição de solicitações não problemáticas pelo modelo.


Autoridades na Europa, Índia e Malásia iniciaram investigações sobre imagens geradas pelo Grok.


A OFCOM, órgão regulador de mídia do Reino Unido, afirmou ter entrado em contato "urgente" com as empresas de Musk a respeito de "preocupações muito sérias" com o recurso Grok, que "produz imagens de pessoas nuas e imagens sexualizadas de crianças".


Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, disse que a autoridade está "investigando muito seriamente" as denúncias de que o "modo picante" do X e do Grok exibe conteúdo sexual explícito, com algumas imagens infantis em sua composição.


“Isto é ilegal. Isto é revoltante. Isto é repugnante. É assim que vemos a situação, e isto não tem lugar na Europa”, disse ele.


A Comissão de Comunicações e Multimídia da Malásia (MCMC) afirma estar investigando o assunto.


E na semana passada, o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia ordenou que o X “realizasse imediatamente uma revisão abrangente, técnica, processual e de governança do… Grok”.


Nos Estados Unidos, plataformas de IA que produzem imagens problemáticas de crianças podem estar sujeitas a riscos legais, afirmou Riana Pfefferkorn, advogada e pesquisadora de políticas públicas do Instituto de Inteligência Artificial Centrada no Ser Humano de Stanford. Embora a lei conhecida como Seção 230 proteja há muito tempo as empresas de tecnologia de conteúdo gerado por terceiros e hospedado em suas plataformas, como postagens de usuários de redes sociais, ela nunca impediu a aplicação de sanções por crimes federais, incluindo o abuso sexual infantil online.


E as pessoas retratadas nas imagens também poderiam entrar com ações civis, disse ela.


“Essa história do Grok nos últimos dias faz com que a xAI pareça mais com aqueles sites de deepfake de nudez do que com seus concorrentes, como o OpenAI e o Meta”, disse Pfefferkorn.


Questionado sobre as imagens no Grok, um porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse à CNN que o departamento "leva o material de abuso sexual infantil gerado por IA extremamente a sério e processará agressivamente qualquer produtor ou possuidor de material de abuso sexual infantil". (CNN)

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