O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) concluiu a primeira campanha experimental de abate de búfalos invasores em áreas protegidas do oeste de Rondônia. Mais de 300 animais já foram mortos durante a ação, que faz parte de um estudo científico voltado à elaboração de um plano definitivo de erradicação da espécie na região.
A operação ocorre em áreas da Reserva Biológica do Guaporé, Reserva Extrativista Pedras Negras e Reserva de Fauna Pau D’Óleo, locais considerados extremamente sensíveis ambientalmente por concentrarem ecossistemas da Amazônia, Pantanal e Cerrado.
Segundo o ICMBio, os búfalos se reproduzem sem controle por não possuírem predadores naturais no Brasil. A presença dos animais vem causando danos severos à fauna e flora nativas, além de alterações em campos alagados e ameaça à sobrevivência de espécies endêmicas da região.
A ação foi realizada por equipes especializadas em três modalidades: terrestre, aquática e aérea. O objetivo é identificar os métodos mais eficientes e seguros para a futura eliminação do rebanho invasor. Até o fim deste ano, a previsão é que pelo menos 500 animais sejam abatidos, o equivalente a cerca de 10% da população total existente nas reservas.
O projeto chegou a ser suspenso após questionamentos judiciais, mas a Justiça Federal autorizou a retomada das atividades ao reconhecer o caráter científico da pesquisa e a necessidade técnica da operação para elaboração de um plano consistente de controle ambiental.
Além do ICMBio, participam da pesquisa a Universidade Federal de Rondônia, responsável pelos estudos sanitários dos animais abatidos, e uma empresa especializada em controle de fauna.
De acordo com os pesquisadores, a remoção dos animais vivos é considerada inviável devido ao difícil acesso da região. A carne também não pode ser aproveitada por ausência de controle sanitário ao longo dos anos.
Para o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido, a permanência dos búfalos coloca em risco espécies que existem apenas naquela área protegida. Segundo ele, o avanço dos animais pode provocar desequilíbrios ambientais irreversíveis nos ecossistemas da região amazônica de Rondônia.












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