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Moraes determina início da pena de Eduardo e manda cancelar passaportes

Ex-deputado foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto pelo crime de coação

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O magistrado pediu também o cancelamento do seu passaporte.

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada. O colegiado também impôs uma multa de 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, totalizando R$ 162 mil reais.

Moraes determinou ainda a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado -- pelo tempo que durar a condenação -- e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro.

Mulher destrói canavial e planta 119 mil árvores de mais de 10 metros de altura; uma década depois, animais silvestres circulam a região

O parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início do último ano, segundo ele, após sofrer perseguição política no Brasil. No país, Eduardo virou um interlocutor entre a família Bolsonaro e autoridades americanas. Segundo o STF, o ex-deputado usou sua influência no país para tentar interferir no processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos concedeu um green card a Eduardo. O documento garante a permanência do político por prazo indeterminado nos país norte-americano.

O documento de residência permanente de Eduardo foi pedido há mais de um ano para as autoridades americanas. Até então, ele vivia nos EUA, com autorização temporária para residir no Texas.

A extradição seria uma das alternativas da Justiça brasileira para fazer com que o ex-deputado cumprisse a pena. Com a emissão do green card isso fica mais difícil.

O documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

fonte - CNN BRASIL.

Presidente da Expojipa é procurado pela Polícia Civil por envolvimento na morte de dois jovens em Rondônia

Sérgio Sussumo Suganuma teve prisão preventiva decretada após suspensão de julgamento de crime ocorrido em 2016, em uma região marcada por conflitos agrários....

A Polícia Civil de Rondônia divulgou, nesta quinta-feira (8), um cartaz de procurado com a imagem de Sérgio Sussumo Suganuma, presidente da Expojipa e da Associação Rural de Rondônia. Ele é acusado de envolvimento na morte de dois jovens em uma área de conflito agrário no município de Cujubim, em 2016.

As vítimas são Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23 anos. O corpo de Alysson foi encontrado carbonizado dentro de um veículo, enquanto Ruan permanece desaparecido desde a época do crime.

Suganuma teve a prisão preventiva decretada em 14 de setembro de 2026, após a suspensão do julgamento do caso. Desde então, é considerado foragido da Justiça.

Julgamento foi interrompido após abandono da defesa

O processo chegou a julgamento em setembro deste ano, aproximadamente dez anos após os crimes. Entretanto, a sessão foi interrompida depois que os advogados de defesa abandonaram o plenário, alegando não ter recebido acesso a novas provas.

Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), os documentos mencionados pela defesa já integravam o processo e estavam disponíveis anteriormente, tendo passado apenas por digitalização recente.

Diante da interrupção, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou a prisão preventiva dos acusados, argumentando que a medida seria necessária para garantir a aplicação da lei penal e a regularidade processual até a realização de um novo julgamento.

A Justiça também determinou que os réus assumam os custos e despesas decorrentes do cancelamento da sessão.

Denúncia aponta pagamento de R$ 105 mil para atuação em fazenda

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Sérgio Sussumo Suganuma teria sido contratado pelo proprietário rural Paulo Iwakami para organizar um grupo clandestino de segurança privada, destinado a impedir a entrada de ocupantes em uma fazenda localizada na região de Cujubim.

Pela atuação, Suganuma teria recebido R$ 105 mil, segundo a acusação.

Os crimes ocorreram entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2016. Em 1º de fevereiro daquele ano, um corpo carbonizado foi localizado nas proximidades da propriedade rural e posteriormente identificado pelo Instituto Médico Legal (IML) como sendo de Alysson Henrique.

Na mesma data, começaram as buscas por Ruan Lucas. Apesar da mobilização das equipes, o jovem não foi encontrado. Os trabalhos foram encerrados quatro dias depois, e seu corpo permanece desaparecido.

Segundo o MP-RO, outros três réus envolvidos no processo, identificados como Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza e Jonas Augusto dos Santos Silva, foram presos no dia previsto para o julgamento.

Com a divulgação do cartaz, a Polícia Civil busca informações que possam contribuir para a localização de Suganuma. Denúncias podem ser encaminhadas pelos canais oficiais da instituição.

O caso ainda aguarda novo julgamento, e as acusações deverão ser analisadas pela Justiça.

PF desarticula esquema de envio de cocaína pelos Correios e prende suspeito em Porto Velho

Operação No Way investiga grupo responsável pelo envio de aproximadamente 80 quilos de cocaína de Rondônia para três estados do Nordeste; policiais cumpriram quatro mandados judiciais na capital...


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação No Way, com o objetivo de combater um esquema de tráfico interestadual de drogas que utilizava encomendas dos Correios para transportar cocaína de Rondônia para outros estados brasileiros. Durante a ação, os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Porto Velho.

As investigações começaram após a interceptação de encomendas postadas em agências dos Correios na capital rondoniense. Ao verificar o conteúdo das remessas, a Polícia Federal identificou aproximadamente 80 quilos de cocaína que seriam enviados para os estados do Ceará, da Paraíba e de Pernambuco.

A descoberta levou os investigadores a aprofundar as diligências para identificar os responsáveis pela organização e pelo envio dos entorpecentes.

Grupo investigado utilizava encomendas postais para transportar drogas

Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado envolvia diferentes etapas, desde a aquisição da cocaína até a preparação das embalagens e a postagem das encomendas.

As diligências permitiram identificar a atuação de suspeitos envolvidos nessa logística, que utilizava o serviço postal para encaminhar a droga a destinatários em outros estados.

A partir dos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento dos mandados executados na capital de Rondônia.

Material apreendido será analisado pela Polícia Federal

Durante a operação, os policiais também realizaram buscas para reunir novos elementos que possam contribuir com o avanço das investigações.

O material apreendido será submetido à análise para auxiliar na identificação de outros possíveis integrantes do grupo e esclarecer a origem da cocaína transportada.

A Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre a participação dos investigados e a estrutura utilizada para realizar os envios interestaduais.

Os envolvidos poderão responder pelo crime de tráfico de drogas, conforme a participação individual identificada ao longo da investigação. A legislação também prevê aumento de pena quando o tráfico ocorre entre diferentes estados da Federação.

As investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema e identificar outros possíveis participantes.

Deixe o texto mais enxutoEvite repetições sobre a investigação

Ventania arranca parte de telhado de supermercado em Porto Velho durante tempestade

Rajadas de vento surpreenderam clientes e provocaram danos na estrutura do estacionamento; Inmet emitiu alerta para chuvas intensas, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo...

Uma forte ventania atingiu Porto Velho na quarta-feira (7) e provocou momentos de tensão no estacionamento de um supermercado da capital. A força das rajadas arrancou partes da cobertura do local, enquanto clientes tentavam se proteger do temporal.

Imagens registradas durante a ocorrência mostram a intensidade dos ventos e o momento em que a estrutura do estacionamento é atingida. O episódio aconteceu em meio às condições de instabilidade previstas para Rondônia pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O órgão havia emitido um alerta amarelo de perigo potencial para tempestades, válido até as 23h59 de quarta-feira. A previsão indicava chuvas de 20 a 30 milímetros por hora, com acumulados de até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de granizo.

As condições meteorológicas também apresentavam risco de queda de galhos de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica, alagamentos e danos em plantações.

Temporal surpreende clientes em estacionamento

A ventania ganhou força e atingiu a cobertura do estacionamento do supermercado, arrancando partes do telhado. A situação foi registrada em vídeo e mostra a preocupação das pessoas que estavam no estabelecimento durante as rajadas.

Até as informações divulgadas, não havia confirmação de feridos em decorrência do incidente.

O temporal ocorreu em um período de instabilidade atmosférica, com previsão de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas em diferentes regiões de Rondônia.

Inmet orienta população sobre riscos durante tempestades

Diante da possibilidade de novas rajadas de vento, o Inmet reforçou orientações de segurança para reduzir os riscos de acidentes.

Entre as recomendações estão evitar abrigo debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

O instituto também orienta evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante as tempestades.

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

PoderData/Aya: Flávio tem 53% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 47%; veja

Levantamento do instituto realizou 3.000 entrevistas em todo o país entre os dias 5 a 7 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos na disputa de segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 47% da preferência. Os dados são da nova rodada da pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (8) focada na decisão final do eleitorado.



Como a diferença entre os candidatos é de seis pontos percentuais e a margem de erro é de 1,8 ponto, o cenário aponta uma liderança do parlamentar fluminense.



O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.


Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.


Metodologia

A pesquisa PoderData/Aya entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 5 a 7 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.


A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08134/2026. (CNN)

Nova 364 espera 168 mil veículos na Operação Feriado

Equipes terão reforço para atuação em campo com mais segurança, fluidez e suporte aos usuários ao longo do trecho concedido...

Cerca de 168 mil veículos devem circular pela BR-364 em Rondônia no período do feriado prolongado de Dia de Nossa Senhora de Aparecida. O movimento é 10,6% superior ao computado em igual espaço de dias no mês de setembro. Com o aumento esperado no fluxo, a concessionária mobiliza um plano operacional especial.

Durante o feriado, os serviços operacionais estarão mobilizados para atender ocorrências e prestar assistência aos motoristas. O atendimento da Nova 364 funciona 24 horas por dia, com serviços de socorro mecânico, atendimento médico e apoio em situações de emergência ou necessidade de informações sobre a rodovia.

A programação de obras terá alterações durante o feriado. Na sexta-feira, 9, os serviços serão interrompidos a partir do meio-dia; no sábado, 10, serão retomados após o meio-dia; no domingo, 11, seguem normalmente; e na segunda-feira, 12, feriado, ficam suspensos durante todo o dia.

Antes de pegar a estrada, a Nova 364 recomenda a realização da manutenção preventiva do veículo, com verificação de itens como freios, pneus, iluminação e nível de óleo. Também é importante planejar o trajeto e as paradas para descanso.

Durante a viagem, os motoristas devem manter o foco na rodovia, respeitar os limites de velocidade e toda a sinalização. Em caso de necessidade, o usuário pode acionar a Nova 364 pelo telefone 0800 0 364 364, disponível 24 horas para atendimento médico, socorro mecânico e informações sobre a rodovia.

fonte - assessoria.

Síndico acusado de matar corretora de imóveis em Goiás vai a júri popular

Justiça mantém prisão preventiva de Cleber Rosa de Oliveira e confirma três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, réu pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO), vai a júri popular. Segundo a Justiça, ainda não há data definida para o julgamento.



A juíza responsável pelo caso manteve as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público: motivo torpe, meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima, na modalidade emboscada.


Além disso, a prisão preventiva de Cleber também foi mantida. Anteriormente, a defesa havia entrado com um pedido de liberdade.


O réu será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves, que desapareceu em 17 de dezembro de 2025, no condomínio onde ele era síndico. Cleber responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.


Nesta etapa do processo, a Justiça não decide se o acusado é culpado. O julgamento caberá aos sete jurados que compõem o Conselho de Sentença.


Em nota, a equipe que representa a família da vítima considerou a decisão positiva. Os advogados ressaltaram, no entanto, que a decisão ainda está sujeita a medidas recursais.


Defesa de Cleber

A defesa afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade e disse que a pronúncia não significa que o acusado foi considerado culpado. Segundo os advogados, a decisão apenas permite que o caso seja levado ao Tribunal do Júri, sem uma decisão definitiva sobre a culpa.


A defesa ainda vai analisar o teor da decisão e avaliar a possibilidade de apresentar recurso dentro do prazo previsto.


Relembre a dinâmica do crime


Daiane foi encontrada 40 dias depois de ter sido vista pela última vez nas câmeras de segurança do elevador, quando se encaminhava ao subsolo para comprovar que o quadro de energia do apartamento da corretora estava desligado.


O síndico havia desligado o disjuntor propositalmente para atrair Daiane para o piso onde a matou e depois teria desovado o corpo em uma área de mata a 15 km da cidade.


O crime teria ocorrido em um intervalo de oito minutos, desde o momento em que ele ataca Daiane no subsolo.


Incêndio de grandes proporções atinge prédio da UFPE em Pernambuco; veja

Causa das chamas ainda é desconhecida e estudante relata perda de projetos acadêmicos guardados no local

Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), na noite desta quarta-feira (7). O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas para combater as chamas. Segundo a corporação, não houve vítimas.



Segundo a UFPE, o incêndio ocorreu em um prédio no Campus Recife onde funcionavam vários laboratórios na área de fármacos, informática e genética. A Universidade informou que irá avaliar os danos causados e prestou solidariedade à comunidade acadêmica.


Em um vídeo divulgado por uma estudante de Pedagogia da universidade, é possível ver o prédio tomado pelas chamas. Em uma segunda imagem, é possível observar a quantidade de fumaça formada devido à proporção do incêndio. Veja:


A estudante informou à CNN Brasil que seus estudos e projetos foram queimados no prédio.


Ao todo, oito viaturas dos Bombeiro atuaram na ocorrência e extinguiram as chamas.


As causas do incêndio serão determinadas pela perícia técnica.

Corinthians pode entrar no Z4 do Brasileiro na próxima rodada; veja cenário

Primeiro time fora da zona de rebaixamento, Timão enfrenta o rival Palmeiras no próximo domingo onde só a vitória interessa

O Corinthians chegou a sétima derrota seguida no Brasileiro após cair para o Internacional por 2 a 1 na última quarta-feira (8), no Beira-Rio. Com isso, o time paulista pode entrar na zona do rebaixamento já na próxima rodada.



O Timão é o primeiro time fora do Z4. Ele ocupa a 16ª posição com 32 pontos, um a mais que o Colorado, que tem 31 pontos. Grêmio (30), Remo (24) e Chapecoense (18) também estão na zona do descenso.


Na próxima rodada, o Corinthians tem difícil duelo contra o Palmeiras no domingo (11), no Nubank Parque, e só a vitória interessa.


Caso a equipe de Memphis & Cia. sofra mais uma derrota e o clássico entre Grêmio e Internacional tenha um vencedor, o Corinthians entra na zona de rebaixamento.


Um empate contra o Palmeiras também pode empurrar o Corinthians para o Z4. Isso aconteceria com uma vitória do Inter ou o Grêmio levando a melhor e tirando uma diferença de saldo para o Timão, que atualmente é de 4 gols.


O Corinthians entra no Z4 se:

Perder para o Palmeiras e o Grenal tiver vencedor

Empatar com Palmeiras e o Internacional vencer

Empatar com Palmeiras, Grêmio vencer e tirar saldo de gols


Tabela do Brasileiro




Após derrota para Flávio Bolsonaro, fã-clubes de artistas deixam entretenimento de lado e passam a divulgar mensagens padronizadas pró-Lula

Pelo menos 30 fã-clubes de artistas nacionais e internacionais passaram a publicar mensagens políticas semelhantes em favor do presidente, utilizando páginas originalmente dedicadas à música para tentar mobilizar eleitores no segundo turno...

Após a derrota de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, pelo menos 30 fã-clubes de artistas nacionais e internacionais passaram a utilizar suas páginas nas redes sociais para divulgar mensagens políticas em favor da reeleição do presidente. A movimentação chamou atenção pelo uso de publicações padronizadas em perfis originalmente dedicados à música, ao entretenimento e à divulgação de conteúdos sobre celebridades.

A iniciativa começou na noite de domingo (4), após a divulgação dos resultados eleitorais. Administradores de páginas dedicadas a artistas como Beyoncé, Taylor Swift, Ariana Grande, Billie Eilish, Anitta, BTS e BLACKPINK publicaram um manifesto conjunto oferecendo seus canais para compartilhar materiais relacionados à campanha petista.

O que chama atenção é a mudança no conteúdo dessas comunidades digitais. Perfis que conquistaram seguidores por divulgar notícias sobre lançamentos musicais, apresentações e a vida de artistas passaram a assumir posicionamentos eleitorais, utilizando mensagens semelhantes para alcançar um público que não necessariamente acompanha essas páginas por interesse político.

Segundo informações divulgadas pelo R7, os administradores afirmaram que suas redes estavam disponíveis para compartilhar conteúdos relacionados à candidatura de Lula, com o objetivo de ampliar o alcance das informações entre seus seguidores.

A repetição das mensagens evidencia uma articulação conjunta entre os perfis participantes. No entanto, não há comprovação de que a iniciativa tenha sido financiada ou determinada pela campanha presidencial.

Fã-clubes deixam conteúdo musical em segundo plano para entrar na disputa política

Entre os perfis envolvidos estão comunidades dedicadas a Justin Bieber, Katy Perry, Miley Cyrus, Bad Bunny, Kendrick Lamar, The Weeknd, Harry Styles, Shawn Mendes, Cardi B e Luísa Sonza.

A entrada dessas páginas na disputa eleitoral levanta questionamentos sobre a utilização de comunidades de entretenimento como espaços de divulgação partidária, especialmente porque seus seguidores podem ter opiniões políticas diferentes das defendidas pelos administradores.

Apesar do posicionamento público, os próprios responsáveis pelas páginas esclareceram que a iniciativa não representa uma manifestação oficial dos artistas. Trata-se de uma decisão dos administradores, sem que isso signifique apoio das celebridades ou concordância de todos os integrantes dos fã-clubes.

Influenciadores também entram na mobilização política

A movimentação não se limita aos fã-clubes. Influenciadores digitais, comunicadores e parlamentares ligados à esquerda também passaram a intensificar publicações e iniciativas destinadas a ampliar a presença de Lula nas plataformas digitais.

Desvantagem de Lula nas urnas impulsiona mobilização digital

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente do atual presidente. O candidato do PL conquistou 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%.

A diferença superior a 2,2 milhões de votos colocou a campanha petista diante do desafio de conquistar novos eleitores antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

No manifesto divulgado pelos fã-clubes, os administradores mencionaram os mais de 33 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno, além dos eleitores que votaram em branco ou anularam o voto.

“A eleição ainda não acabou”, afirmaram os perfis, ao defenderem a mobilização de seguidores para a próxima etapa da disputa presidencial.

A estratégia busca alcançar principalmente o público jovem, utilizando a popularidade das comunidades musicais para ampliar a circulação de conteúdos políticos.

Janones também organiza mobilização com milhões de seguidores

Paralelamente à atuação dos fã-clubes, o deputado federal André Janones (Rede-MG) intensificou a mobilização digital por meio do canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”.

De acordo com informações divulgadas pelo Brasil de Fato, o canal reunia aproximadamente 50 mil inscritos antes do primeiro turno e alcançou 1,8 milhão de seguidores na manhã desta quarta-feira (7).

O espaço é utilizado para distribuir mensagens, áudios e orientações destinadas a incentivar o compartilhamento de publicações e a participação dos seguidores em ações coordenadas nas plataformas digitais.

Janones também participou de uma reunião com Lula e parlamentares eleitos para discutir mudanças na estratégia de comunicação do presidente.

Entre as propostas defendidas pelo deputado está a adoção de uma linguagem menos institucional, com vídeos espontâneos e conteúdos produzidos de maneira mais próxima do cotidiano dos eleitores.

A intensificação dessas iniciativas demonstra a tentativa de reorganização da comunicação petista após o resultado do primeiro turno.

Publicações padronizadas levantam debate sobre uso político de páginas de entretenimento

A adesão dos fã-clubes evidencia como comunidades digitais construídas em torno de interesses culturais podem passar a atuar diretamente em disputas eleitorais.

Embora os administradores tenham liberdade para manifestar posicionamentos políticos, a utilização de páginas dedicadas a artistas para promover uma candidatura pode gerar divergências entre seguidores que procuram esses espaços exclusivamente para acompanhar conteúdos musicais.

Outro ponto é que a repetição de mensagens em diferentes perfis pode aumentar a circulação de determinada narrativa política, mas não demonstra, por si só, que os seguidores concordem com o posicionamento apresentado.

Também não há elementos suficientes para afirmar que a mobilização dos fã-clubes faça parte de uma operação formal da campanha de Lula.

Com o segundo turno se aproximando, a movimentação expõe a crescente participação de influenciadores e comunidades de entretenimento na disputa eleitoral. Apesar do alcance dessas páginas, ainda não é possível determinar se a estratégia terá impacto significativo nas urnas ou se a mobilização ficará restrita ao ambiente digital.

Coordenador de Flávio diz que votação da 6x1 é "oportunista”

Líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN) tenta fazer com que a proposta não seja votada antes do segundo turno...


Líder da oposição e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira (7) que cobra do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o cumprimento do rito de votação da proposta que acaba com a escala 6x1. Nos cálculos de Marinho, se esse trâmite for seguido, a votação do texto em segundo turno necessariamente ficará para depois das eleições.

“Se ele cumprir o regimento, está de bom tamanho", disse o senador a jornalistas, em referência a Alcolumbre, que prevê votar o primeiro turno do texto já na próxima semana. Para Marinho, a discussão feita de forma atropelada é “oportunista”.

A oposição conta com esse prazo para evitar que a aprovação alavanque a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a poucos dias do segundo turno, em 25 de outubro. Há o entendimento de que, se Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminar eleito, a proposta fica enfraquecida e abre espaço para o texto alternativo que a oposição quer emplacar, com pagamento da jornada por horas trabalhadas.

“Nós não somos contra nem a favor do fim da escala 6x1. Nós somos a favor de que haja uma jornada flexível. Nós acreditamos que quem trabalha precisa ter a condição de escolher e fazer a sua própria condição de trabalho. [...] Eu sou a favor de até 5 dias. Sou a favor que você trabalhe 1x6, 2x5, 3x4, desde que você tenha a possibilidade e a condição de fazer a sua escolha, e não uma imposição de cima para baixo", afirmou.

Nesta quarta (7), o plenário do Senado realiza a segunda das cinco sessões previstas no regimento antes de poder votar a proposta de emenda à Constituição. Serão necessários os votos de ⅗ dos senadores, ou 49, em dois turnos de votação.

fonte - SBT NEWS.

É fake: plano de governo de Flávio Bolsonaro não prevê fim do Bolsa Família, SUS ou direitos trabalhistas

Publicações dizem que candidato pretende acabar com Bolsa Família, SUS, Farmácia Popular, aposentadoria e direitos trabalhistas; documento apresentado pela campanha não traz nenhuma dessas propostas...


Montagens que circulam nas redes sociais atribuem ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) propostas como acabar com o Bolsa Família, privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS), extinguir a Farmácia Popular, vender a Petrobras, acabar com a aposentadoria, o BPC e a Loas e retirar direitos trabalhistas.

A análise das publicações e do plano de governo apresentado pela candidatura mostra que nenhuma dessas acusações aparece no documento da forma como é apresentada nas imagens. Em alguns casos, as montagens partem de propostas que efetivamente constam no programa, mas acrescentam consequências ou medidas que não estão previstas no texto.

O plano prevê, por exemplo, uma retomada do programa de desestatizações, mas não cita a Petrobras; propõe a contratação de serviços da rede privada para complementar o atendimento do SUS, mas não prevê privatizar o sistema nem cobrar dos pacientes; e defende maior espaço para negociação entre trabalhadores e empresas, sem propor o fim da CLT, do 13º salário ou das férias.

FALSO: plano não prevê fim do Bolsa Família

Uma das montagens afirma que Flávio Bolsonaro é “pelo fim do Bolsa Família” e associa uma eventual vitória do candidato ao encerramento do benefício.

A afirmação contraria o plano de governo.

Embora o Bolsa Família não seja citado nominalmente, o documento afirma que um eventual governo Flávio Bolsonaro irá “manter os programas sociais existentes”, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes.

O texto acrescenta que quem depende atualmente da ajuda do Estado para colocar comida na mesa não terá essa ajuda retirada.

O plano também prevê que beneficiários de programas sociais tenham prioridade em ações de primeiro emprego, qualificação profissional e intermediação de mão de obra. A proposta é estabelecer uma transição para o mercado de trabalho e permitir o retorno ao benefício, mantidas as condições de elegibilidade, caso o beneficiário perca o emprego.

Portanto, não consta do plano a proposta de acabar com o Bolsa Família ou com os programas sociais existentes.

FALSO: documento não propõe privatizar ou acabar com o SUS

Outra montagem afirma que Flávio Bolsonaro “finalmente vai privatizar o SUS”, encerrando o atendimento médico gratuito e obrigando os brasileiros a pagar pelos próprios tratamentos.

O plano de governo não traz essa proposta.

Ao tratar da saúde, o documento prevê a correção da tabela SUS, ampliação da Estratégia Saúde da Família, expansão do acesso a exames preventivos, manutenção da imunização e incentivo à produção nacional de vacinas.

O programa também propõe digitalizar o SUS e utilizar inteligência artificial para agilizar o agendamento de consultas e exames.

Há uma proposta de contratar serviços e exames da rede privada em horários ociosos para atender pacientes que aguardam na fila. O texto apresenta a medida como utilização complementar da estrutura privada pelo sistema de saúde, e não como substituição do SUS ou cobrança direta dos usuários.

Assim, não há no plano proposta de privatizar o SUS, encerrar o atendimento gratuito ou obrigar cada paciente a pagar pelo atendimento médico.

NÃO CONSTA DO PLANO: fim da Farmácia Popular

Uma terceira publicação afirma que o “corte de gastos” proposto por Flávio Bolsonaro atingiria a Farmácia Popular e levaria ao fim do programa.

A afirmação não está no plano de governo.

O documento realmente prevê redução de despesas e da estrutura do governo. O programa fala em um “Tesouraço” nos gastos públicos e defende medidas para enxugar a máquina federal.

Não há, porém, qualquer trecho que determine o encerramento da Farmácia Popular ou associe o programa aos cortes previstos.

Na área de medicamentos, o plano apresenta ainda uma proposta para criar um sistema de entrega de remédios em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos.

Portanto, não há base no documento para afirmar que Flávio Bolsonaro pretende acabar com a Farmácia Popular.

FALSO: plano não propõe fim da CLT

Outra publicação diz que Flávio Bolsonaro pretende acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e deixar os trabalhadores apenas sob contratos informais.

A proposta não consta do documento.

O plano defende a redução gradual do custo do emprego formal e afirma que essa redução será feita “sem retirar direitos”.

Ao justificar as medidas, o próprio programa cita carteira assinada, FGTS e seguro-desemprego como proteções associadas ao emprego formal.

O documento também prevê modelos específicos de contratação para jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego e para pessoas com mais de 50 anos que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses.

Não há proposta de extinguir a CLT.

FALSO: plano não prevê fim de 13º salário, férias ou folgas

A mesma montagem afirma que direitos trabalhistas básicos seriam extintos e que caberia ao empregador decidir se o funcionário receberia 13º salário ou teria férias e folgas semanais.

Nenhuma dessas medidas aparece no plano.

O documento não propõe extinguir 13º salário, férias ou descanso semanal, nem afirma que esses direitos passariam a depender exclusivamente da vontade do empregador.

O programa realmente defende maior espaço para negociação entre empregado e empregador, por meio do princípio do “negociado sobre o legislado”. O próprio texto, entretanto, diz que as condições devem ser combinadas entre as partes “dentro da lei”.


Além disso, ao tratar da redução do custo da contratação, o documento afirma expressamente que a medida será feita sem retirar direitos.

FALSO: documento não prevê fim da aposentadoria

A montagem também atribui a Flávio Bolsonaro a proposta de acabar com a aposentadoria.

O plano não traz qualquer medida nesse sentido.

Pelo contrário, uma das seções do programa é dedicada ao “INSS sem fila” e propõe investimentos em tecnologia, digitalização dos processos e profissionalização da gestão do instituto para reduzir o tempo de espera pela concessão de benefícios.

Na parte final do plano, há ainda propostas de combate a fraudes contra aposentados e pensionistas.

Assim, não consta do documento qualquer proposta para extinguir a aposentadoria.

NÃO CONSTA DO PLANO: venda da Petrobras

Outra montagem afirma que Flávio Bolsonaro pretende “vender a Petrobras” e associa essa medida a um aumento no preço de mercadorias, gás, alimentos e combustíveis.

O plano de governo prevê a retomada de desestatizações, mas não determina a venda da Petrobras.

O documento afirma que um eventual governo retomará o Programa Nacional de Desestatização, avaliando “caso a caso” onde a presença do Estado teria deixado de fazer sentido.

A Petrobras, entretanto, não é mencionada nominalmente nessa proposta. Em entrevistas, integrantes da campanha de Flávio descartaram a privatização da estatal.


Também não aparece no documento a afirmação de que essa política provocaria aumento generalizado de preços.

Assim, o plano contém uma diretriz favorável a novas desestatizações, mas não sustenta a afirmação específica de que a Petrobras será vendida.

NÃO CONSTA DO PLANO: oposição ao fim da escala 6×1

Uma das montagens afirma ainda que Flávio Bolsonaro é contra o fim da escala 6×1 e que pretende impedir a concessão de mais um dia de descanso aos trabalhadores.

A escala 6×1 não é mencionada no plano de governo.

O documento defende jornadas mais flexíveis e o chamado “negociado sobre o legislado”, permitindo que trabalhador e empresa combinem condições de trabalho “dentro da lei”.

Não há, contudo, uma proposta específica sobre manutenção ou fim da escala 6×1.

NÃO CONSTA DO PLANO: fim do BPC e da Loas

A publicação também afirma que o candidato pretende acabar com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e com a Loas.

BPC e Loas não aparecem nominalmente no plano de governo, e o documento não apresenta proposta para extinguir benefícios destinados a idosos ou pessoas com deficiência.

Como regra geral, o programa estabelece que os programas sociais existentes serão mantidos.

O documento também prevê políticas específicas voltadas às pessoas com deficiência, incluindo ações de garantia de direitos, inclusão e integração social, além de atendimento e estruturas de cuidado.

Por isso, não há respaldo no plano para afirmar que Flávio Bolsonaro pretende extinguir o BPC ou a Loas.

O que está, de fato, no plano

As montagens utilizam alguns temas que aparecem no plano de governo, mas atribuem a eles medidas que o documento não estabelece.

Flávio Bolsonaro propõe cortar despesas e reduzir a estrutura administrativa do governo, retomar o Programa Nacional de Desestatização, utilizar capacidade ociosa da rede privada para complementar atendimentos do SUS e ampliar a possibilidade de negociação entre trabalhadores e empresas.

O plano também prevê corte de ministérios, redução de cargos comissionados e despesas administrativas e uma revisão de normas nas áreas administrativa, tributária, previdenciária e trabalhista.

Essas propostas, no entanto, não são acompanhadas no documento pelo fim do Bolsa Família, do SUS, da Farmácia Popular, da aposentadoria, da CLT, do 13º salário ou das férias.

Da mesma forma, Petrobras, BPC, Loas e escala 6×1 não são apontados no plano para as medidas específicas apresentadas nas montagens.

Campanha de Flávio chama montagens de “fake news eleitoral” e anuncia medidas legais
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que as montagens fazem parte de uma “nova onda de fake news eleitoral” e disse que pretende adotar medidas legais para responsabilizar os autores das publicações. A equipe do candidato citou o artigo 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação, durante a campanha, de fatos que o autor sabe serem inverídicos em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercer influência sobre o eleitorado.

Na manifestação enviada à Jovem Pan, a campanha negou que Flávio pretenda acabar com programas sociais, alterar o tempo de aposentadoria, fechar unidades da Farmácia Popular ou extinguir o Bolsa Família. Também rejeitou as afirmações sobre fim da CLT, retirada de direitos trabalhistas, privatização do SUS, extinção do BPC e venda da Petrobras.

Sobre os idosos e pessoas com deficiência, a campanha afirmou que o plano prevê políticas de proteção e inclusão, citando medidas como o programa Casa Segura para Envelhecer, ações de acessibilidade e ampliação do atendimento especializado. O documento realmente prevê subsídio para adaptações em residências de famílias de menor renda, ampliação de instituições de longa permanência para idosos e políticas destinadas a pessoas com deficiência e doenças raras.

Em relação à Petrobras, a campanha afirmou que Flávio nunca declarou que venderá a estatal e disse que a política econômica proposta busca reduzir custos de energia, combustíveis e alimentos. Como mostrou a checagem, o plano prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização, com avaliação “caso a caso”, mas não menciona a Petrobras entre as empresas que seriam vendidas.

Sobre o SUS, a equipe do candidato afirmou que Flávio “jamais defendeu o fim ou a privatização” do sistema e que a utilização da rede privada ocorreria apenas de forma complementar, para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias, sem cobrança dos pacientes. O plano prevê correção da tabela SUS, ampliação da Estratégia Saúde da Família e contratação de serviços da rede privada em horários ociosos.

A campanha também negou qualquer intenção de acabar com a Farmácia Popular. Segundo a manifestação, a proposta é ampliar o acesso a medicamentos, inclusive com entrega domiciliar para idosos, pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas. O serviço de entrega aparece no plano de governo, enquanto a Farmácia Popular não é mencionada entre os programas que sofreriam cortes.

Sobre a escala 6×1, a equipe afirmou que Flávio defende que mudanças na jornada sejam discutidas entre empregados e empregadores e argumentou que alterações devem levar em conta os efeitos sobre emprego, pequenos negócios e informalidade. O plano não menciona especificamente a escala 6×1, mas defende jornadas flexíveis e o “negociado sobre o legislado”.

A campanha também negou propostas para acabar com a aposentadoria, o BPC ou benefícios previstos pela Loas. Segundo a manifestação, esses direitos seriam preservados e a proposta é melhorar a gestão do sistema previdenciário e assistencial. No documento, Flávio propõe digitalizar processos do INSS e reduzir filas, além de afirmar que os programas sociais existentes serão mantidos.

Em relação aos direitos trabalhistas, a campanha rejeitou as afirmações sobre fim do 13º salário, férias, descanso semanal e CLT. O plano diz que pretende reduzir gradualmente o custo do emprego formal “sem retirar direitos” e defende medidas para ampliar as contratações com carteira assinada.

Por fim, a equipe de Flávio afirmou que o Bolsa Família será mantido e que os auxílios sociais deverão ser associados a ações de qualificação profissional, geração de emprego e autonomia financeira. O plano não cita nominalmente o Bolsa Família neste trecho, mas estabelece expressamente a manutenção dos programas sociais existentes e prevê prioridade aos beneficiários em políticas de emprego e capacitação.

fonte - JOVEM PAN NEWS.

PF arquiva apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições

Anuncio de abertura de investigação preliminar foi feito por diretor-geral da corporação no dia da votação do primeiro turno, no último domingo (4)...

A PF (Polícia Federal) decidiu arquivar o pedido de apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A representação foi feita pela AGU (Advocacia-Geral da União) à PF na semana passada.

A investigação preliminar foi anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da votação no primeiro turno, no último domingo (4).

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou na ocasião.

Questionada pela CNN, a AGU disse já ter sido informada sobre o arquivamento.

Entenda

O pedido da AGU foi apresentado após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil", que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o veículo, o valor seria investido em organizações que são contra o que consideram "abuso de poder judicial e censura" por parte do STF.

O valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo, afirmou o jornal.

O Guardian diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.

Em outras medidas contra o STF, o governo americano já sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky, como punição por supervisionar o julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe, após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Os EUA posteriormente revogaram as sanções em dezembro. Agora, o financiamento aos grupos no Brasil acontece enquanto o governo do presidente Lula vê uma tentativa de interferência de Washington nas eleições brasileiras.

fonte - Larissa Rodrigues e Elijonas Maia, da CNN Brasil

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