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Eleitores veem saúde e segurança como os principais problemas do país, diz Datafolha

Levantamento aponta que, até o momento, escândalos do Master e dos descontos no INSS não afetaram a percepção dos brasileiros de forma significativa

Uma nova pesquisa Datafolha mostra que a saúde e a segurança são as principais preocupações dos brasileiros a sete meses das eleições gerais no país. Um em cada cinco entrevistados (21%) citou como o principal problema do Brasil a saúde, tecnicamente empatada com a segurança (19%). Os eleitores ainda apontaram receio com a economia (11%), seguida pela educação (9%) e pela corrupção (9%), em meio aos desdobramentos dos escândalos do banco Master e às investigações dos descontos irregulares no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).



O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil antes da revelação, pela colunista do GLOBO Malu Gaspar, de conversas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro horas antes da prisão do banqueiro.


No levantamento, os entrevistados foram instados a indicar a intenção de voto, como avaliam o governo e também responderam à pergunta: “Considerando as áreas que são de responsabilidade do governo federal, na sua opinião qual é o principal problema do país hoje?”. A resposta deveria ser única e espontânea.


Segundo o Datafolha, em setembro de 2023, a corrupção, a roubalheira ou a desonestidade foram citados por 6% como principal problema do Brasil. De lá para cá, o número sempre oscilou dentro da margem de erro.


Embora ainda não tenham repercutido de forma significativa na percepção do brasileiro, o caso Master e suspeitas de ligação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, já acirram troca de ataques entre governistas e bolsonaristas na pré-campanha.


Os dados da pesquisa mostram que a preocupação com corrupção é menor entre os que declaram voto em Lula (4%) em relação aos que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL) (14%).


Ainda de acordo com o Datafolha, a corrupção foi citada como a principal corrupção no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), com 34% e 37%. No primeiro mandato dela, a moralidade como principal problema foi de 3% a 14%, mas bem atrás da saúde, que marcava 31% a 38%. Já no governo de Michel Temer, a corrupção como principal problema despencou de 32%, em 2016, a 20%, em 2018. O dado se estabilizou em um dígito, na variação entre 3% e 9%, a partir do governo de Jair Bolsonaro.


A margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026. (Infomoney)

Trump ameaça atacar o Irã com 20 vezes mais força se o país fechar Estreito de Ormuz

O líder americano também prometeu destruir alvos que "tornarão virtualmente impossível para o Irã se reconstruir, como Nação, novamente"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (9) atacar o Irã com “vinte vezes mais força” do que já foi atingido se o país “fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz”.



O líder americano também prometeu destruir alvos que “tornarão virtualmente impossível para o Irã se reconstruir, como Nação, novamente”.


“Morte, Fogo e Fúria reinarão sobre eles”, disse Trump, em publicação na rede Truth Social.


O presidente americano afirmou ainda que a nova ameaça ao regime iraniano é “um presente dos Estados Unidos da América para a China e todas aquelas Nações que usam intensamente o Estreito de Ormuz”. (Infomoney)


MDB cancela filiação de Dado Dolabella no Rio de Janeiro

A decisão foi tomada pelo presidente nacional da sigla, deputado Baleia Rossi, juntamente com o presidente estadual, Washington Reis, que classificaram a medida como “vitória de emedebistas, especialmente mulheres”.



“A medida está alinhada ao histórico do MDB de dar voz às mulheres e de ampliar a participação feminina no partido, o único a prever em estatuto a presença delas em todos os diretórios”, informou a nota.

O cancelamento ocorreu após a presidente nacional do MDB Mulher, Kátia Lobo, divulgar nota de repúdio na última quinta-feira (5), classificando o ator como “homem agressor, como todo o Brasil o conhece”.

Na semana passada, Dolabella havia oficializado sua filiação ao MDB do Rio e anunciado pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano, defendendo como bandeira central a “defesa da família” e o combate “às falsas acusações de violência doméstica contra os homens”.

Kátia Lobo afirmou ter recebido a notícia com “estarrecimento, surpresa e repúdio”.

“Em pleno mês de março, conhecido por ser ‘o mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que MDB Mulher quer passar às mulheres. Nenhuma mulher merece ser representada por quem trata a violência como espetáculo”, escreveu.

Em sua rede social, o ator comunicou sua desfiliação do partido, afirmando que a decisão foi tomada após refletir sobre posições internas que não se alinham com “os princípios que orientam” sua atuação pública.

“Essa decisão foi tomada depois de refletir sobre posições que vêm sendo defendidas dentro do partido, especialmente no âmbito da bancada feminista, que hoje não se alinham com os princípios que orientam a minha atuação pública”, declarou.

Dado Dolabella já foi investigado em casos de violência doméstica nos anos 2000, durante relacionamentos com a cantora Wanessa Camargo e a atriz Luana Piovani, além de uma acusação mais recente, em dezembro de 2025, envolvendo a modelo Marcela Tomaszewski.

fonte - Poliana Santos, da CNN Brasil, São Paulo

Banco Master: Senado tem assinaturas para CPI contra Toffoli e Moraes

O senador Alessandro Vieira (MDB, na foto em destaque) informou nesta segunda-feira (9/3) que colheu as assinaturas necessárias para instaurar uma CPI a fim de investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do Banco Master.



Vieira apresentou um requerimento na última sexta-feira (6/3) para abertura da comissão. Nesta segunda, o parlamentar anunciou que havia colhido as 27 assinaturas necessárias para dar início ao processo de abertura da CPI.

“Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou o senador.

Nos últimos meses, a condução do caso do Banco Master no STF gerou questionamentos sobre a imparcialidade de magistrados da Corte, sobretudo devido às suspeitas de envolvimento de Toffoli e Moraes com Daniel Vorcaro, o dono da instituição.

Toffoli, que era relator do caso no STF, deixou a condução do processo após a divulgação de notícias sobre uma sociedade que chegou a manter com uma empresa ligada a Vorcaro.

Nos últimos dias, mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular do banqueiro indicaram uma aproximação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, conforme revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

fonte - Metrópoles.

Deputado do MBL aciona Dino contra Osasco por segurar verba de emendas

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) acionou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público Federal (MPF) contra a Prefeitura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, por suposta omissão no encaminhamento de R$ 1,1 milhão encaminhados ao município por meio de emendas parlamentares.

Os recursos seriam usados para a reforma do quartel da Polícia Militar (PM) e a aquisição de um veículo para o Lar Jesus Entre as Crianças. A prefeitura osasquense afirmou que o atraso ocorreu pela troca de capitão no quartel da PM, que onerou a obra, e apontamentos burocráticos no trâmite da compra do veículo.

Ao MPF, o deputado pediu “diligências investigatórias”, a “verificação da regularidade da aplicação dos recursos federais transferidos” e apuração de “eventual responsabilidade de agentes públicos municipais pela omissão administrativa”.

Já o ministro Dino foi notificado porque é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854 no STF, que dá diretrizes de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

Troca de capitão atrasa obra

Para a PM, o deputado encaminhou R$ 755 mil. A verba deveria ser totalmente alocada na reforma do quartel em prédio próprio do município. Segundo Kataguiri, a prefeitura não iniciou nem a licitação, sendo que o plano de trabalho determinava que o início dos trâmites deveriam ser em janeiro de 2025 e o fim da obra em 2028.

“Já transcorreu parcela significativa do período de execução sem que sequer tenha sido iniciado o procedimento licitatório, o que compromete a viabilidade técnica do cronograma inicialmente aprovado”, diz o parlamentar na notícia-crime encaminhada ao MPF.

A prefeitura afirma que é possível fazer a reforma dentro do prazo e que há o projeto básico para obra. Porém, a obra foi protelada por mudanças do próprio batalhão, que trocou de comando “algumas” vezes.

“Houve algumas mudanças de capitão e cada vez que mudava, eles solicitavam novas alterações no projeto. As alterações impactaram significativamente no processo, atrasando a elaboração do projeto e do orçamento da obra”, responde a prefeitura.

Burocracia trava compra de veículo

Quanto ao veículo para o Lar Jesus Entre as Crianças, a prefeitura afirmou que a entidade participa de todas as tratativas e que há um processo administrativo aberto e tramitado para a compra.

“O processo teve vários apontamentos da Secretaria Executiva de Compras e Licitação e pela Procuradoria Geral, que já foram superados”, informa o município.

fonte - Metrópoles.

CPMI do INSS: convocados não comparecem e depoimentos são adiados

Presidente da comissão ameaça usar condução coercitiva...

Brasília- DF  – 09/3/2026 – Reunião da  CPMI do INSS.  - Foto: Lula Marques/Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil

Os três depoimentos previstos para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foram cancelados. Os depoentes: Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam.

Com isso, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu fazer uma reunião de debates entre os integrantes da comissão e disse que poderá determinar condução coercitiva;

À Comissão, as defesas de Leila e de Artur argumentaram que os clientes não compareceriam por entenderem que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se estenderia aos requerimentos de convocação.

No entendimento da defesa, a decisão de Dino se aplica a todos os requerimentos aprovados, inclusive os de convocação. No entanto, o presidente da CPMI disse que a decisão de Dino só vale para a quebra de sigilo e remarcou o depoimento de Leila e de Artur para a próxima quinta-feira (12).

Já o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, esteve na CPMI na quinta-feira da semana passada, quando a reunião foi cancelada por motivos de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL).

Nesta segunda-feira, a justificativa da ausência de Assumpção foram exames médicos marcados anteriormente para hoje. A nova oitiva foi reagendada para o dia 23.

Se não for prorrogada, a CPMI deve ser encerrada no dia 26 de março. A previsão é que a leitura do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) seja feita dia 23 de março..

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).


Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

fonte - Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil.

ECA Digital muda regras das redes sociais com verificação de idade, fim da publicidade e mais controle parental

Marco legislativo brasileiro voltado à proteção digital infantojuvenil entra em vigor em março e amplia responsabilidades das plataformas digitais...


A entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), Lei nº 15.211/25, no mês de março, estabelece regras claras, deveres e punições específicas aplicáveis às plataformas digitais, ampliando ao espaço virtual os direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A nova legislação representa o primeiro marco legal brasileiro voltado exclusivamente à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Segundo Maurício Cunha, presidente executivo do ChildFund, organização que há quase 60 anos atua na defesa dos direitos da infância no Brasil, a implementação da lei é resultado de anos de mobilização da sociedade civil diante dos riscos do uso não protegido das tecnologias. “Em um mapeamento feito pelo ChildFund com mais de 8 mil adolescentes de todo o país, foi possível identificar que mais da metade dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual on-line. É um número muito alto, que revela um ambiente com baixa segurança e uma necessidade de maior letramento digital”, afirma.

O contexto brasileiro acompanha um movimento global de maior regulação das plataformas digitais. Na Austrália, por exemplo, uma lei aprovada em 2025 proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade.

No Brasil, o debate sobre segurança digital também ocorre em meio ao aumento de crimes cibernéticos. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela SaferNet, indicam que as queixas de crimes on-line cresceram 28,4% em 2025 em comparação com 2024, totalizando mais de 87 mil novas denúncias. A maior parte dos registros está relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil. Casos de misoginia, apologia a crimes, racismo e outras formas de violência também apresentaram crescimento significativo.

Embora a legislação passe a valer neste mês, o debate sobre o uso responsável da internet é anterior e envolve pais, responsáveis, educadores e órgãos de proteção. Desde 2022, o ChildFund acompanha e contribui para o desenvolvimento do ECA Digital junto a instituições e parlamentares, com sugestões ao texto técnico e participação em reuniões com equipes legislativas.

“O ChildFund também assinou, em 2024, uma nota da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência Contra Crianças defendendo a relevância do projeto e a urgência da aprovação. A organização também realizou campanhas, como o Maio Laranja, e pesquisas que contribuíram para sensibilizar a sociedade e os tomadores de decisão, processo que se intensificou após a denúncia do influenciador Felca, que evidenciou a vulnerabilidade de crianças e adolescentes”, complementa Águeda Barreto, especialista sênior de Advocacy do ChildFund Brasil.

Sobre os principais avanços do ECA Digital, Águeda destaca que “a nova lei representa um marco na proteção digital ao reconhecer expressamente esse direito no ECA e estabelecer deveres mais claros para as plataformas, como transparência na moderação, canais acessíveis de denúncia e design seguro, além de proporcionar novas formas de mediação para famílias. Ao integrar as dimensões on-line e offline, fortalece a atuação do sistema de garantia de direitos e consolida uma cultura de proteção impulsionada pela pressão da sociedade”.

Atuação na proteção digital

O trabalho do ChildFund na prevenção à violência on-line inclui iniciativas de formação, advocacy e produção de conhecimento. Um dos destaques é o Safe Child – Escola de Proteção Digital, curso voltado à navegação segura na internet para crianças e adolescentes, que vem sendo implementado em parceria com o poder público e organizações da sociedade civil (OSCs). Outra estratégia recém-lançada é o website www.navegandoseguros.org.br, que disponibiliza diversos materiais informativos sobre a proteção on-line.

Recentemente, a formação foi ampliada por meio de articulações com o Governo do Distrito Federal e com as prefeituras de Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Vitória da Conquista (BA), além de uma parceria internacional com uma organização do Paraguai. As formações envolvem crianças, adolescentes, familiares, profissionais da educação e integrantes da rede de proteção, ampliando o alcance e o impacto das ações.

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos dados do estudo Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet, realizado pelo ChildFund com mais de 8 mil adolescentes em todo o país. O levantamento revela que 54% dos adolescentes já sofreram algum tipo de violência sexual on-line e que 20% interagiram com pessoas desconhecidas ou suspeitas em jogos e redes sociais. Apesar de 94% afirmarem ter recebido alguma orientação sobre o uso seguro da internet, a maioria ainda não sabe como agir diante de situações de risco, o que reforça a urgência de ações preventivas.

Principais pontos do ECA Digital

O ECA Digital estabelece uma série de medidas inéditas para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. Entre os principais pontos estão:

  • Verificação real da idade, com a proibição da autodeclaração e a exigência de métodos eficazes para comprovar a faixa etária dos usuários;
  • Responsabilização das plataformas, que passam a ter a obrigação de monitorar e remover de forma ativa conteúdos nocivos, como violência, exploração e abuso sexual, cyberbullying, incentivo à automutilação e jogos de azar. A legislação também determina que as empresas encaminhem relatórios às autoridades com informações sobre conteúdos removidos ou denunciados e mantenham, por no mínimo seis meses, os dados relacionados aos casos, a fim de subsidiar investigações. A solicitação de retirada de conteúdo poderá ser feita pelas próprias vítimas, por seus responsáveis legais, pelo Ministério Público ou por entidades de proteção à infância e adolescência;
  • Supervisão parental reforçada, com a obrigatoriedade de vinculação das contas de crianças e adolescentes menores de 16 anos às de um responsável legal. A lei determina que as plataformas disponibilizem ferramentas claras e acessíveis de controle parental, como bloqueio de conteúdos inadequados, definição de limite de tempo de uso, autorização prévia para compras e monitoramento das interações realizadas no ambiente digital;
  • Proibição da publicidade direcionada a crianças e adolescentes, incluindo o uso de dados pessoais e perfis emocionais para fins comerciais. Também é proibida a veiculação de conteúdos que exponham crianças e adolescentes de forma erotizada ou inadequada, bem como sua monetização ou impulsionamento nas plataformas;
  • Limitação de mecanismos que estimulam o vício, como as chamadas loot boxes, ou caixas-surpresa, presentes em jogos eletrônicos, que exigem pagamento sem que o usuário saiba previamente qual item ou benefício será recebido.

A Lei também define regras claras para a remoção de conteúdos, amplia a transparência das plataformas e estabelece a fiscalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que poderá aplicar advertências, multas e, em casos graves, solicitar a suspensão das atividades das empresas no Brasil por decisão judicial. Para saber mais informações sobre o ECA Digital e o Safe Child, acesse www.childfundbrasil.org.br.

Sobre o ChildFund

O ChildFund é uma organização que atua no desenvolvimento integral, promoção e defesa dos direitos da criança, do adolescente e do jovem, criando futuros com mais oportunidades, para que tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial.

As iniciativas do ChildFund no Brasil, em 2024, alcançaram 1,3 milhão de pessoas. A organização realiza suas iniciativas em oito estados brasileiros: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Piauí. Para realizá-las, conta com a contribuição de pessoas físicas, por meio do programa de apadrinhamento de crianças e de doações para a causa, como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações que apoiam os projetos desenvolvidos.

A organização foi fundada em 1966, sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG) e faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em mais de 60 países e que gera impacto positivo na vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias.

O ChildFund gera retorno de mais de sete reais para a sociedade, para cada um real doado ou investido na organização. A conclusão foi feita a partir de uma avaliação de impacto social dos programas do ChildFund, realizado pela Social Value International, uma rede global dedicada à avaliação e relato de impacto e valor social.

A organização foi premiada internacionalmente em 2025 e está entre as 20 melhores no ranking brasileiro emitido pela The Dot Good, uma certificadora de projetos sociais com sede na Suíça que avalia os impactos locais e globais de ONGs em todo o mundo. O ChildFund Brasil já foi eleito, também, a melhor ONG de assistência social do país em 2022 e a melhor ONG para crianças e adolescentes do Brasil por três anos (2018, 2019 e 2021) pelo Prêmio Melhores ONGs, que também a elegeu entre as 100 melhores ONGs do país por oito anos.

fonte - assessoria.

Em Rondônia, CIEE disponibiliza 108 vagas de estágio para ensino médio e superior

Centro de Integração Empresa-Escola- CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, está com 7,5 mil vagas de estágio abertas em todo o país. Em Rondônia, são 108 oportunidades divididas entre ensino médio e superior.


No estado as vagas estão distribuídas em diversas áreas, com destaque para Administração, Educação, Direito, Contabilidade, Marketing, Farmácia e Informática. Também há oportunidades para estudantes do ensino médio. As bolsas-auxílio podem variar conforme a carga horária e a empresa contratante.


Para se cadastrar nas oportunidades e montar um perfil no Portal CIEE, basta acessar ciee.online (https://portal.ciee.org.br/). O cadastro é gratuito e é importante sempre manter os dados pessoais atualizados, pois é dessa forma que a empresa e o CIEE fazem contato para encaminhamentos de entrevista.

O interessado pode ainda incluir uma redação e um vídeo de apresentação para tornar o seu perfil ainda mais completo e aumentar as chances de ser convocado para uma entrevista.

No estado de Rondônia, o CIEE está localizado em Porto Velho, no seguinte endereço, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h: Av. Calama, 2472 - Sala 3 - 1º andar, bairro São João Bosco.

CIEE 62 anos: Imparável

Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à capacitação profissional de jovens e adolescentes. 

A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.

fonte - assessoria.

SGB publica dados de geologia e recursos minerais para o estado de Rondônia

Os produtos contribuem para o melhor conhecimento da geologia e do potencial mineral do estado...


O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou, neste ano, os mapas geológicos na escala 1:100.000 das folhas Cacoal e Serra Azul, de Rondônia. O lançamento desses produtos representa um avanço no conhecimento geológico e dos recursos minerais do estado. No ano passado, o SGB já havia disponibilizado a nota explicativa Geologia e Recursos Minerais de Rondônia, escala 1:500.000.Todas as publicações estão disponíveis gratuitamente no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo), do SGB.

nota explicativa Geologia e Recursos Minerais do estado de Rondônia faz parte da série Geologia e Recursos Minerais dos estados brasileiros – escala 1:500.000, enquanto as folhas Cacoale Serra Azul fazem parte do projeto Geologia e Potencial Mineral do Centro-Leste de Rondônia, fruto da iniciativa mapeamento geológico sistemático na escala 1:100.000.

O estado de Rondônia tem uma geologia diversificada com rochas pertencentes a diferentes ambientes geológicos e idades, o que favorece a presença de importantes recursos minerais. Entre os bens minerais de interesse econômico no estado destacam-se o estanho, ouro, cobre, manganês, ferro, gemas (diamante, topázio, ametista, turmalina, água-marinha, grafita), minerais industriais (areia, brita, argila, cascalho) e insumos para agricultura (calcário e fosfato).

Os organizadores da nota explicativa Geologia e Recursos Minerais do estado de Rondônia são os pesquisadores Carlos Eduardo Santos de Oliveira, Dalton Rosemberg Valentim da Silva e Gustavo Negrello Bergami, que também estão entre os autores das folhas Cacoal e Serra Azul, juntamente com Carlos Augusto Silva Provenzano, Marco Aurélio Piacentini Pinheiro e Wilson Lopes de Oliveira Neto.


O Projeto Geologia e Potencial Mineral do Centro-Leste de Rondônia foi executado pela Residência de Porto Velho do SGB, com coordenação nacional do Departamento de Geologia da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais do SGB.


Núcleo de Comunicação - Serviço Geológico do Brasil.

Bvlgari anuncia Jake Gyllenhaal como seu novo Embaixador Global

Aclamado ator, produtor e voz ativa na cultura, ele personifica uma rara combinação de profundidade artística, curiosidade intelectual e espírito humano...


Ao longo de uma carreira em constante evolução, definida por escolhas ousadas e integridade intelectual, Jake Gyllenhaal construiu uma obra reconhecida por sua profundidade e impacto cultural. Vencedor do prêmio BAFTA e indicado ao Oscar, ele sempre buscou projetos guiados por substância e intenção. 

Além das telas, seu compromisso com a narrativa significativa e seu engajamento genuíno com as pessoas refletem a visão da Bvlgari de luxo como uma expressão de valores compartilhados, abertura para com os outros e relacionamentos duradouros.

“Jake representa uma forma contemporânea de excelência enraizada na integridade, empatia e autenticidade”, diz Laura Burdese, vice-CEO da Bvlgari e CEO da Bvlgari a partir de 1º de julho de 2026. “Sua sensibilidade artística e sua capacidade de criar conexões sinceras com as pessoas refletem a própria essência da nossa Maison. Ele traz profundidade, humanidade e propósito a tudo o que faz.”

“Eu sempre me senti próximo da Bvlgari pela forma como ela une beleza e significado, criatividade e emoção. Há uma generosidade na abordagem da Maison – em relação ao artesanato, à cultura e às histórias humanas – que ressoa com os meus valores. Para mim, a autenticidade vem dos relacionamentos que construímos e do cuidado que dedicamos ao que criamos, mantendo-nos fiéis ao que realmente importa e a quem somos”, comenta Jake Gyllenhaal.

fonte - assessoria.

Titan Fight reúne lutadores de Rondônia e Acre em noite de MMA com ação solidária em Porto Velho

Porto Velho será palco neste sábado (14/03) da segunda edição do Titan Fight, torneio de artes marciais que promete movimentar o ginásio Eduardo Lima e Silva, conhecido como Ginásio Dudu, na zona Sul da capital. A partir das 17h, o público poderá acompanhar uma programação com 14 combates envolvendo atletas de Rondônia e do Acre.

foto - reprodução

O evento é promovido pela Liga Rondoniense de Karatê Shotokan e Kickboxing em parceria com a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer. 

A iniciativa busca fortalecer o cenário esportivo regional e ampliar a visibilidade de lutadores da região Norte.

A programação inclui duas disputas de cinturão interestadual. Uma delas será realizada na categoria até 75 quilos, reunindo representantes de Rondônia e do Acre. 

Outra novidade da edição é a criação da divisão até 66 quilos, pensada para ampliar as oportunidades de participação de atletas com diferentes perfis físicos e técnicos.

Segundo o promotor do evento, Daniel Picanço, o torneio representa um passo importante para o crescimento dos esportes de combate no estado. Ele destacou que a proposta do Titan Fight é valorizar os atletas locais e abrir espaço para que possam ganhar projeção no cenário esportivo.

Além das lutas, o evento também terá caráter solidário. A entrada será gratuita, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. 

Os mantimentos arrecadados serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Porto Velho, reforçando a proposta de unir esporte e responsabilidade social.

Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter - por Montezuma Cruz (*)

A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, constatei em 1981 ao conversar com o padre salesiano Ângelo Spadari, na Casa Paroquial. Ele me contava da rotineira ida de trabalhadores para as fazendas da região, alimentada diariamente por 'gatos' originários de Mato Grosso ou de estados do sul.

Foto: Fome na praça - 1985 -  M. Cruz/Reproduções do JB

'Gato' era o apelido da pessoa que intermediava mão de obra rural, maiores ou menores de idade. Vinte anos depois, numa vultosa operação na região de Vilhena a Polícia Federal libertou de uma só vez cerca de mil trabalhadores escravizados, a maioria deles analfabetos e arregimentados por esses 'gatos', num vaivém muito comum na extensão de terras entre essa parte rondoniense e a região do Aripuanã mato-grossense.

Interessante é que apesar da modernidade que trouxe máquinas e potentes motoserras para duas derrubadas, os 'gatos' não deixaram de existir.

Fome na praça 1985 - M. Cruz/Reproduções do JB

Talvez ingenuamente, uma juíza recém-chegada ao cargo na Vara do Trabalho lá por 2010 ignorasse a situação. A magistrada argumentava assim: “Quando o patrão conduz o empregado a um supermercado e o condiciona ao trabalho para pagar os utensílios e alimentos isso configura um adiantamento”. “Que deve ser descontado no futuro”, defendia.

Baseava-se na lógica dos seringais amazônicos. Na região onde ocorreram os piores casos de “escravidão branca” nos anos 1970 e 80, a juíza agradou e desagradou. No entendimento dela, essa degradação humana “não mais existia no Brasil”. Saísse do seu gabinete e viajasse pelos cartões rondonienses, notaria os horrores.

Mas insistia: "Escravidão, só a dos negros, no Brasil Colônia."  
Cerejeiras, maio de 1986. Durante alguns meses as fazendas São José e Cerejeiras não pagavam salários para duzentas pessoas mantidas sob sevícias e tortura. Esse era o contingente que apanhava de cipó e se sujeitava a mutilações com motosserras enquanto desmatava ilegalmente.

Este repórter viajou para lá, a fim de constatar a situação denunciada semanas antes pela Igreja Católica.

Fome na praça, 1985 - M.Cruz/Reproduções do JB

Multados pela Justiça, os donos mandaram libertar os peões, mas eles ainda foram vítimas de capatazes raivosos. Saíram das fazendas a pé e alguns baleados nas pernas e nas costas.

Situação semelhante também ocorreu nas Fazendas Gauchinho, Antonio José, Santa Ana e Bordon, de onde foram libertados dezenas de peões.  Encontrei-os esfomeados, comendo em marmitas na pracinha de Cerejeiras. Ali estavam rapazes com solas e calcanhares dos pés cortados, para que não fugissem (!).

O novo estado não vivia o Brasil Colônia, período em que os negros eram identificados pela dentição, mas se vergava à tortura no meio do mato, longe dos olhos de quem deveria impedi-las. A escravidão camuflada ficou conhecida por “trabalho forçado”. Ouvi o promotor de Justiça Osvaldo Luís Araújo e o delegado de polícia, Rivaldo Silva.

Este preferia lavrar o inquérito com o termo “semiescravidão”.
Papel triste e ao mesmo tempo risível desempenhava o destacamento da PM em Cerejeiras: o soldado Riva oferecia-se para convencer os peões a procurar outros patrões, ali mesmo nos quartos de pensões ou na rodoviária de Vilhena, às barbas da lei.

Sem disfarçar suas intenções, o gato Eurides Gonçalves colocava-se ao lado dele para informar que precisava de uns 70 homens para desmatar uma área numa desconhecida fazenda na região do Juruena, em Mato Grosso. Vilhena, o portão de entrada ao novo estado, tornava-se o polo concentrador da mão-de-obra contratada irregularmente para a derrubada da floresta.  

Nem aquela porteira colocada pelo governador Teixeirão para a triagem de migrantes impediu que centenas deles fossem poupados daqueles horrores.

(*) Originalmente publicada no jornal eletrônico Cool do Mundo, de Vilhena.

*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

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