Recurso compartilhava localização de usuários em tempo real; deputada Erika Hilton acionou MPF contra ferramenta...
O novo recurso de localização em tempo real do Instagram gerou polêmica entre usuários brasileiros e levou a Meta a admitir que a ferramenta foi liberada no país de forma acidental. A funcionalidade, chamada de Mapa do Instagram, começou a aparecer para mais usuários na quarta-feira (10), mas deixou de ser exibida para parte do público nesta quinta-feira (11).
Em nota enviada ao SBT News, a Meta informou que a disponibilização da ferramenta no Brasil ocorreu por engano. "Estamos cientes de que o recurso Mapa do Instagram foi disponibilizado acidentalmente para usuários no Brasil. Estamos trabalhando para corrigir isso", afirmou a empresa.
O recurso permitia que usuários compartilhassem sua localização em tempo real com seguidores selecionados. A ferramenta foi lançada nos Estados Unidos e, segundo a empresa, a proposta seria criar uma nova forma de interação social, permitindo que amigos descubram onde outras pessoas estão, encontrem locais de interesse e iniciem conversas a partir da localização.
O compartilhamento de localização vinha desativado por padrão e precisava ser habilitado manualmente pelo usuário. Era possível escolher quem poderia visualizar a posição em tempo real, incluindo amigos, lista de 'Amigos Próximos', perfis específicos ou ninguém.
A novidade, no entanto, provocou críticas nas redes sociais. Usuários apontaram riscos relacionados à privacidade, como monitoramento constante, perseguição, assédio e exposição de dados de localização.
Erika Hilton aciona MPF
A repercussão levou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, a anunciar medidas contra a funcionalidade. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que acionou o Ministério Público Federal para pedir a suspensão imediata do recurso.
Segundo Hilton, o compartilhamento da localização em tempo real pode representar riscos para mulheres, crianças, idosos e pessoas vulneráveis. A deputada também criticou o que classificou como um processo confuso de ativação da ferramenta e alertou para possíveis consequências relacionadas a crimes como perseguição, roubo e violência.
"Essa é uma função lançada de forma completamente irresponsável por uma big tech que só pensa em lucro e não se importa se uma nova funcionalidade pode acarretar em casos de roubo, stalking, perseguição, violência, estup*o ou assassinato", escreveu a deputada.











