Últimas Notícias
Brasil
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

Carnaval de 2026 terá reforço policial e ações integradas de segurança em Porto Velho e no interior

O Carnaval de 2026 em Rondônia contará com um esquema especial de segurança, com reforço do policiamento na capital e operações planejadas para municípios do interior durante todo o período festivo. As ações serão coordenadas pela Polícia Militar e têm como objetivo ampliar a presença ostensiva, prevenir crimes e garantir a segurança dos foliões.


De acordo com o planejamento divulgado, a operação terá início no dia 31 de janeiro e seguirá até 28 de fevereiro. O foco principal será a intensificação do policiamento em locais de eventos, áreas abertas ao público e pontos com grande fluxo de pessoas.

Segundo o comandante-geral da corporação, coronel PM Glauber Souto, o aumento do efetivo em espaços públicos busca elevar a sensação de segurança, proteger a integridade física e patrimonial da população e coibir práticas criminosas durante as festividades carnavalescas.

A execução da operação ficará sob responsabilidade dos comandos regionais, com atuação direta dos batalhões e companhias subordinadas, que irão adotar estratégias específicas conforme o perfil de cada evento, tanto em Porto Velho quanto nas cidades do interior.

Entre as metas estabelecidas estão a orientação ao público, o policiamento ostensivo para proteção dos foliões, a prevenção de roubos e furtos — especialmente de veículos —, a preservação do patrimônio público e privado e a redução de condutas que provoquem transtornos durante os festejos.

O planejamento também contempla ações voltadas ao atendimento de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes perdidos, além do gerenciamento de situações de tumulto e desordem em locais com grande concentração de pessoas.

Durante todo o período carnavalesco, os batalhões deverão ampliar a presença nas ruas como medida preventiva. No interior do estado, as unidades farão o mapeamento prévio dos pontos onde ocorrerão eventos, direcionando o efetivo conforme a demanda local.

As ações incluem policiamento a pé, instalação de pontos-base, bloqueios e patrulhamento direcionado, tanto nos locais de festa quanto nas áreas de entorno, consideradas mais suscetíveis a crimes oportunistas. Haverá atenção especial para ocorrências patrimoniais, infrações de trânsito, uso de entorpecentes e cumprimento das regras de interdição de vias e controle de som.

Com o esquema definido, a Polícia Militar afirma que a meta é assegurar um Carnaval mais seguro e tranquilo para moradores e visitantes em todo o estado.

Polícia Militar e Polícia Civil cumprem mandados judiciais durante investigação de duplo hom*cídio no Riozinho

Na manhã desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, a Polícia Militar em Cacoal, em apoio à Polícia Civil, por meio das delegacias especializadas em Crimes Contra a Vida e Repressão a Roubos e Furtos de Veículos, deu cumprimento a dois mandados de busca e apreensão domiciliar e um mandado de prisão preventiva no distrito do Riozinho.


As diligências são decorrentes da investigação de um crime de duplo homicídio ocorrido no dia 01 de janeiro, no distrito Riozinho de Cacoal, que vitimou duas pessoas. As medidas cautelares tiveram como objetivo a obtenção de novos elementos de prova, com base em informações levantadas ao longo das investigações.

Durante a apuração dos fatos, surgiram indícios da participação de um segundo suspeito, bem como da possível associação dos investigados para a prática do tráfico de drogas na região. Ressalta-se que, na data do crime, um dos autores foi preso em flagrante, ocasião em que foram apreendidas substâncias entorpecentes, dinheiro e outros elementos que indicaram que a motivação do delito estaria relacionada a desentendimentos ligados à comercialização de drogas.

A ação contou com a atuação integrada do Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, da Patrulha Rural, responsável pelo apoio operacional e pela segurança perimetral, além da Guarnição do Canil do 4º BPM, que contribuiu para a segurança das equipes e para a eficiência do cumprimento das ordens judiciais.

A operação reforça a integração entre as forças de segurança pública em Cacoal, evidenciando o compromisso conjunto no combate à criminalidade e na preservação da ordem pública e da paz social.

FONTE - PM/RO.

Motociclista sem habilitação é flagrado fazendo manobras perigosas e tem veículo apreendido em Cacoal

Na noite de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a Polícia Militar registrou uma ocorrência envolvendo infrações de trânsito de natureza penal e administrativa no município de Cacoal (RO).

FOTO - PM/RO

A ação ocorreu por volta das 21h20, em uma via localizada no bairro Nova Esperança, nas proximidades de uma praça pública com grande circulação de pessoas, onde a guarnição policial realizava abordagens preventivas com o objetivo de preservar a ordem pública e coibir práticas ilícitas.

Durante o policiamento, os militares visualizaram um condutor de motocicleta realizando manobras perigosas, colocando em risco a integridade física de pedestres e demais frequentadores do local, além de comprometer a segurança viária.

Após a conclusão de uma abordagem em andamento, a equipe deslocou-se até o ponto onde o veículo havia sido estacionado e procedeu à abordagem do condutor. 

Na averiguação, constatou-se que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação, circunstância que agravou a conduta observada e evidenciou o risco à coletividade.

Diante dos fatos, foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência, com o devido compromisso de comparecimento em juízo quando intimado. 

A motocicleta foi autuada pelas infrações administrativas cabíveis e removida ao pátio da CIRETRAN, conforme os procedimentos legais vigentes.

A atuação da Polícia Militar foi fundamental para cessar a conduta irregular, prevenir possíveis acidentes e garantir a segurança das pessoas que se encontravam no local. Após o atendimento, a guarnição manteve o patrulhamento preventivo na região.

fonte - PM/RO.

Direita chama esquerda na USP, e o parto urbanístico de Rondônia saiu muito bem

Montezuma Cruz (*)

Saudoso geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP), é um personagem pouco conhecido na história de Rondônia. Pudera, ele trabalhava em sua mesa lá na Capital Paulista, ajudando a projetar o lado urbano de cidades por aqui. Assim foi com Rolim de Moura e sua larga avenida principal que agora dá espaço à formação de quatro bosques.

Geográfo Milton Santos (ARQUIVO USP)


Santos e o arquiteto e urbanista Sílvio Sawaya, também da USP, foram contatados pelo então secretário territorial de planejamento, Luiz César Auvray Guedes, filho do ex-governador Humberto da Silva Guedes – um ser meio chato com jornalistas, porém, inteligente e suficientemente capaz de enxergar 50 anos à frente.

Ao que eu saiba, nem Guedes, nem Santos, nem Sawaya deram nome a alguma rua, avenida, creche e escola. Todos passaram como águias, relâmpagos, pelos capítulos da construção do Interior de Rondônia, ainda no regime militar.

Imaginem: o coronel governador Humberto Guedes, nomeado pelo general presidente Ernesto Geisel, trazendo notáveis esquerdistas da USP para fincar raízes urbanas e enfeitar a chamada Capital da Zona da Mata.

Arquiteto Sylvio Sawaya (Revista Circuito)


O economista Sílvio Persivo e seu colega administrador Jorge Elage coordenaram o Desenvolvimento e Articulação dos Municípios (Codram), divisão da antiga Seplan responsável pela organização dos novos municípios e seus planos urbanos. Ambos testemunham o bom trabalho feito à época pela equipe da USP.

Pena que grande parte da população rondoniense segue arrotando fakes, desinformações nocivas, desconhecendo benfeitores que merecem ser lembrados pela história oficial.

Esses sabujos propagadores de lorotas e mentiras, nem dão conta de estudar um século atrás de nossa história, não têm ideia de quem foram: Santos, Sawaya, Persivo, Elage, Claude-Levy Strauss, e quando muito, conseguem pronunciar o nome do marechal Cândido Rondon.

Guedes, homem inteligente, alinhado à direita, soube equilibrar discussões e convidar a USP para tornar Rondônia bonita. Para tal, uniu pensadores de diferentes tendências.

Persivo lembrou-me do trabalho dos grupos de discussões em torno de uma diretriz de pensamento sobre o planejamento que se apoiava de certa forma nas ações do INCRA.

Segundo ele, Elage entendia "de tudo um pouco", e o geógrafo Milton Santos foi “o pensador do estado."

Mas daí para dizer aos inflexíveis desinformados que existiu um pacto célebre de pensamentos para a concepção de Rondônia, a distância é oceânica. Eles teimam não aceitar e rejeitam estudar o assunto com profundidade.

Então, engulam e aprendam de vez, ouvindo quietinhos as palavras do próprio economista Sílvio Persivo: “Buscava-se fazer um estado onde houvesse uma hierarquia urbana e uma localização espacial que aproveitasse os projetos de colonização para criar uma riqueza mais bem distribuída, e nesse contexto os Núcleos Urbanos de Apoio Rural (NUARs) foram o grande laboratório das cidades.”

Estava, pois, consolidando o trabalho do geógrafo Milton Santos.

Ariquemes, Ji Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena tiveram digitais do governador Humberto Guedes.

Ipê plantado num dos bosquês de Rolim de Moura (Montezuma Cruz)


A floresta uniu-se à cidade.

Direita e esquerda inteligentes souberam dar passos seguros para que tudo acontecesse. E aí está o estado mais pujante da Amazônia Ocidental Brasileira.
___

* Originalmente publicado no Cool do Mundo, jornal digital de Vilhena.

____________________________

*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

------------------

_____________________

Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

Olho d’água surge em estrada rural e surpreende moradores em Ouro Preto do Oeste

Uma nascente de água cristalina que brotou de forma inesperada em uma estrada de terra chamou a atenção de moradores na zona rural de Ouro Preto do Oeste. O fenômeno natural, conhecido como olho d’água, foi registrado por um jovem que passava pelo local e acabou despertando curiosidade nas redes sociais.

FOTO - Reprodução

A descoberta aconteceu enquanto o atleta Devanio Santos realizava uma entrega em uma propriedade rural próxima. Ao chegar ao ponto indicado, ele se deparou com a água jorrando diretamente do solo, formando uma pequena fonte à beira da estrada. 

Impressionado com a limpidez da água, decidiu gravar um vídeo e até entrou na nascente para se refrescar.

Especialistas explicam que o surgimento do olho d’água está ligado a processos naturais do solo. A água da chuva infiltra-se na terra até encontrar uma camada impermeável, como rochas ou argila, formando um reservatório subterrâneo. Quando há uma abertura no terreno, essa água aflora à superfície, dando origem à nascente.

Durante esse percurso subterrâneo, a água passa por uma filtragem natural ao atravessar camadas de solo e rocha, o que contribui para sua aparência limpa e transparente. 

Além de encantar pela beleza, os olhos d’água desempenham papel fundamental no equilíbrio ambiental, alimentando rios, mantendo o lençol freático e garantindo a sobrevivência de diversas espécies da fauna e da flora.

A presença dessas nascentes reforça a importância da preservação ambiental, já que proteger os olhos d’água significa assegurar não apenas recursos hídricos para comunidades humanas, mas também a manutenção de ecossistemas inteiros.

Prefeitura de Porto Velho resgata cães abandonados após denúncia

A ação teve início após denúncia anônima informando que o tutor teria abandonado a cadela por estar grávida...


A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Coordenadoria de Proteção Animal (CPA), vinculada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), realizou o resgate de quatro cães em situação de abandono, sendo uma cadela e três filhotes, no bairro Igarapé.

A ação teve início após denúncia anônima informando que o tutor teria abandonado a cadela por estar grávida. Conforme o relato recebido, um morador encontrou a cadela já com os filhotes em situação de vulnerabilidade e acionou a Sema para o atendimento do caso.


As equipes da Coordenadoria de Proteção Animal foram até o local, constataram a situação de risco e realizaram o resgate, garantindo a segurança e o bem-estar imediato dos animais.

Sema acompanha o caso, e o responsável pelo abandono será identificado

De acordo com o coordenador de Proteção Animal, André Oliveira, os cães seguirão o protocolo de cuidados adotado pelo município. “Os animais foram encaminhados à Clínica Bem-Estar Animal, onde passarão por avaliação veterinária e receberão os procedimentos necessários, como medicação, vacinação e castração. Após estarem aptos, serão disponibilizados para adoção responsável”.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Vinícius Miguel, destacou a importância do apoio da população no enfrentamento aos crimes contra os animais. “O abandono é crime. A atuação da Sema demonstra o compromisso da gestão municipal com a proteção da vida, a apuração dos casos e a responsabilização dos infratores”.

A Sema acompanha o caso, e o responsável pelo abandono será identificado. Confirmada a autoria, o infrator será encaminhado às autoridades competentes, conforme a legislação vigente.

O prefeito Léo Moraes reforçou que a causa animal é uma das prioridades da gestão. “Nossa administração não compactua com abandono e maus-tratos. Estamos fortalecendo as ações de proteção animal e contamos com a população para denunciar. Cuidar dos animais é um dever coletivo”.

Somente no mês de janeiro deste ano, a Prefeitura já contabiliza o resgate de 28 animais em situação de maus-tratos, resultado do trabalho contínuo de fiscalização, resposta às denúncias e fortalecimento das políticas públicas de proteção animal.

Denúncias

Casos de abandono, maus-tratos ou situações de risco envolvendo animais podem ser denunciados de forma anônima pelo WhatsApp da Sema: (69) 9 8423-4091.

Texto: Jhon Silva
Fotos: Jhon Silva

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Comitê de Mudanças Climáticas debate ações e planejamento para 2026

Reunião tratou da atualização do plano de ação e da realização do 1º Fórum Municipal de Mudanças Climáticas...


Foi realizada a primeira reunião do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas de Porto Velho. O encontro teve como foco a análise e atualização do plano de ação elaborado ao final de 2005, que será adequado para aplicação ao longo de 2026, considerando a realidade atual do município e os eventos climáticos registrados nos últimos anos.

Durante a reunião, também foi discutida a programação do 1º Fórum Municipal de Mudanças Climáticas, previsto para o dia 20 de março, no Teatro Banzeiros. O evento contará com a participação do poder público, técnicos da área ambiental e representantes da sociedade civil, ampliando o diálogo sobre os desafios e soluções relacionados às mudanças climáticas.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Vinícius Miguel, destacou a importância do encontro como etapa fundamental para transformar o planejamento em ações efetivas. “Essa reunião foi importante para avançarmos na construção de medidas concretas, alinhadas à realidade que Porto Velho vive hoje diante das mudanças climáticas”.

Texto: Jhon Silva
Fotos: Arquivo

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

CRÔNICA DE FIM DE SEMANA - Quem não tem história não sustenta discurso em Rondônia

O ano mal começou e o caldeirão político de Rondônia já ferve. As eleições de outubro dão as caras e arrivistas de plantão se assanham em lançar candidaturas.

foto - edição Rondonoticias

Nos sites e noticiários, surgem pretendentes aos cargos eletivos como quem fareja o poder à distância e corre para alcançá-lo a qualquer custo. É sempre assim: A democracia atrai interessados. O problema surge quando a quantidade, somada à biografia dos ungidos, ameaça sufocar a qualidade do processo eleitoral. Fique atento.

Na década de 80, no início da formação política do Estado, venceu quem correu mais e ocupou espaços vazios. Era outro tempo, outra urgência — e isso abriu caminho para aventureiros e despreparados. Rondônia, porém, já não é mais terra de improvisos. Não é mais o lugar onde qualquer um fincava bandeira, colhia votos e depois pegava a estrada, deixando para trás promessas e frustrações, como fez o ex-deputado federal Múcio Athaíde.

Nesse período, quase nos acostumamos a caminhar entre cobras e lagartos. Canibais da política, espertinhos de toda ordem, alguns cassados, outros salvos por atalhos jurídicos — todos ávidos por morder o que restou de vergonha pública. Homens de palavra curta e biografia longa em escândalos, tentando ensinar moral depois de vender a própria mãe.

Tais formigas fizeram estrago. Mordidas silenciosas, transferências suspeitas, roubalheiras miúdas, escândalos no Executivo, no Legislativo, prisões. Um conjunto de fatos que abriu fendas profundas no peito do eleitor desta terra.

Hoje, no entanto, o Estado já não comporta corpos estranhos disputando o comando do que pertence ao coletivo e não basta prometer: é preciso atravessar os anos sem se vender a eles. A política desta terra deixou de ser abrigo para carreiras ocas e passou a exigir densidade humana e há um divisor claro.

De um lado, os que prestam. Do outro, os 'ocasionistas', os arrivistas, os “safadistas” de plantão — figuras que reaparecem de quatro em quatro anos com discurso reciclado e passado mal explicado. A paciência social se esgotou, e o voto passou a pesar como consciência, não mais como impulso.

O povo já apanhou feio e deve ter aprendido a distinguir quem caminhou pelas brenhas do Estado com o suor do próprio rosto e fez entregas, de quem apenas deslizou sobre o esforço alheio e “se deu bem”.

Isso precisa ser dito porque a política rondoniense entrou numa fase em que o passado cobra a conta do presente. O improviso perdeu espaço para a responsabilidade. Caráter não se improvisa em ano eleitoral.

Que se diga com franqueza: a atual bancada federal atravessou esta legislatura com presença discreta, quase invisível. Baixo clero. Pouca voz. Pouca entrega. A exceção foi a deputada Sílvia Cristina, que honrou o mandato, trabalhou, apareceu e entregou resultado. O restante passou como pegada na areia — vem a onda e leva.

Presumo — e tomara Deus — que o eleitor tenha amadurecido o olhar e endurecido o critério. Neste chão, não há mais espaço para ingenuidade nem encenação. Quem não tem história não sustenta discurso. É tempo de refletir. Quando o excesso apodrece, a consciência coletiva exige limpeza geral. Não se trata de perseguição nem de radicalismo. Trata-se de seleção histórica. Quem não sustenta o próprio peso moral fica pelo caminho. O alerta é claro: há gente se lançando com a alma já apodrecida. Olho vivo.

Ainda bem que ainda sobraram homens de bem. Poucos, mas decisivos. Gente que atravessou o mar de lama sem se lambuzar, contrariando a versão catastrófica do Estado com trabalho, presença e decência. Como dizia Santo Agostinho: “Mantiveram-se santos convivendo com o lodo.” Quando falam, encantam. Não espantam.

Esta crônica é um aviso há nove meses das eleições. Um alerta de fim de semana de quem acompanha a política rondoniense há mais de trinta anos. Em outubro, o voto não pode ser aposta cega. Precisa ser depositado em homens e mulheres de mãos limpas, com história, lastro e coragem para acenar com o lenço — e serem reconhecidos.

Porque, com sósias de virtude duvidosa, o risco é enorme. E esse risco Rondônia já pagou caro demais. O poder por aqui não pode ser prêmio. Tem que ser missão. Ponto.

Ainda bem que há tempo para refletir — e para vigiar os arrivistas que ensaiam candidaturas fajutas.

Reflitamos, então!

Até sexta!
Amém.

Autor -  Arimar Souza  de Sá

O autor é jornalista, advogado e apresentador do Programa A VOZ DO POVO da Rádio Caiari, FM.

--------------------------

Texto anterior - A violência contra a mulher – O ventre que gera vida não pode sangrar - por Arimar Souza de Sá

---------------------------------

Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

Publicidade