Trabalho contempla bairros e principais vias com novas placas, pintura de faixas e quebra-molas...
Ruas mais bem sinalizadas e informações mais visíveis para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. A Prefeitura de Porto Velho iniciou um amplo programa de revitalização e implantação da sinalização de trânsito, com intervenções que serão realizadas gradativamente em vias e bairros da capital.
Os serviços incluem sinalização horizontal e vertical, implantação e substituição de placas, revitalização de faixas de pedestres, pintura de quebra-molas e instalação de faixas elevadas para travessia. A proposta é recuperar pontos que apresentam sinalização desgastada e ampliar a estrutura em locais onde há necessidade de novas intervenções.
Segundo o secretário municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade, Iremar Lima, o trabalho será realizado de forma planejada para alcançar diferentes regiões da cidade. “Estamos avançando por vias e bairros, recuperando aquilo que precisa de manutenção e implantando novas sinalizações onde houver necessidade. Uma sinalização adequada organiza o trânsito, orienta os condutores e, principalmente, contribui para proteger a vida de todos que utilizam as nossas ruas”.
População pode solicitar
Para o prefeito Léo Moraes, o programa une melhorias na cidade com participação da própria população
Os moradores também poderão ajudar a identificar locais que necessitam de sinalização. Ao encontrar uma via com placa danificada, faixa apagada ou outro ponto que precise de intervenção, a solicitação pode ser registrada pelo aplicativo PVH+, informando a localização para que a equipe responsável faça a avaliação.
Além das melhorias na infraestrutura, a Prefeitura reforça que a segurança viária também depende do comportamento de quem circula pela cidade. Respeitar a sinalização, reduzir a velocidade e manter atenção constante são atitudes fundamentais para diminuir os riscos de acidentes.
Para o prefeito Léo Moraes, o programa une melhorias na cidade com participação da própria população. “Estamos ampliando a sinalização e chegando aos pontos que precisam dessa atenção, mas queremos também que o cidadão participe desse processo por meio do PVH+. Trânsito seguro é resultado de infraestrutura, organização e, acima de tudo, responsabilidade de todos”.
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Prorrogado no início de agosto, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31).
A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira.
O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, e tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.
O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão.
A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.
Quem pode participar
A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa.
Podem ser incluídos débitos:
Contratados até 31 de janeiro de 2026;
Com atraso entre 91 dias e dois anos;
Registrados em instituição financeira participante.
A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.
Quais dívidas entram
O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:
Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
Cheque especial;
Crédito pessoal sem consignação em folha;
Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.
A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.
Desconto
O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%.
Tempo de atraso
Cartão rotativo e cheque especial (desconto)
Crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão (desconto)
91 a 120 dias
40%
30%
121 a 150 dias
45%
35%
151 a 180 dias
50%
40%
181 a 240 dias
55%
45%
241 a 300 dias
70%
60%
301 a 360 dias
85%
75%
1 a 2 anos
90%
80%
Fonte: Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
O desconto é aplicado sobre a dívida conforme as regras da operação. Dessa forma, nem todos os consumidores terão direito ao abatimento de 90%.
Condições
Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas:
Juros máximos de 1,99% ao mês;
Prazo de até 48 meses;
Parcela mínima de R$ 50;
Limite de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira;
Primeira parcela em até 35 dias;
Possibilidade de desconto sobre a dívida original;
Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Na prática, o novo crédito substitui os débitos elegíveis por uma operação com condições definidas dentro dos limites do programa.
Como fazer
Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada.
O atendimento pode ser feito, conforme os canais disponibilizados por cada banco, pelo aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física.
Durante a negociação, a instituição informa se o débito é elegível e apresenta as condições disponíveis.
Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.
Nome sai do cadastro
A retirada da dívida dos cadastros de inadimplentes não ocorre simplesmente com a assinatura do acordo.
Nas renegociações realizadas por meio da nova operação de crédito, a instituição financeira deve providenciar a retirada da dívida após o pagamento da primeira parcela.
O consumidor, portanto, precisa cumprir as condições previstas no contrato para manter a regularização.
FGTS pode ser usado
Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada.
Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre:
Até R$ 1 mil; ou
Até 20% do saldo disponível no FGTS.
A utilização depende da contratação da operação e da autorização do trabalhador, além dos procedimentos com a instituição financeira.
Para autorizar o uso do saldo, o trabalhador deve acessar o aplicativo FGTS, consultar o valor disponível e permitir o compartilhamento da quantia com o banco responsável pela dívida.
Depois da autorização, os bancos têm prazo de até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, que fará a transferência do valor diretamente à instituição financeira.
Banco é obrigado a renegociar?
Não. A participação das instituições financeiras é voluntária.
Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco ou financeira responsável tiver aderido à iniciativa e oferecer a operação.
E quem está em dia?
O Novo Desenrola também possui uma modalidade diferente para consumidores que não estão inadimplentes.
O Desenrola Adimplente é destinado a pessoas que mantêm os pagamentos em dia, mas desejam reduzir o custo de empréstimos já contratados. A proposta é substituir operações mais caras por um novo crédito com condições mais favoráveis antes que o consumidor entre em atraso.
O programa também contempla regras específicas para outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), produtores rurais e micro e pequenas empresas.
Formalização
O prazo de 31 de agosto vale para a formalização do acordo, não para a entrada do pedido.
Como a instituição financeira precisa verificar a elegibilidade da dívida e apresentar as condições da operação, a recomendação é iniciar o atendimento antes do último dia do prazo.
O consumidor também deve comparar as condições oferecidas, conferir o valor total a ser pago, a taxa de juros, o número de parcelas e as consequências de eventual novo atraso antes de concluir a renegociação.
Militares tiveram acesso aos sistemas eleitorais e acompanharam a inspeção nas Eleições Gerais de 2022...
Circulou, em mensagens de WhatsApp, a informação falsa de que as Forças Armadas não teriam tido acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas. Isso não é verdade.
Nas Eleições Gerais de 2022, as Forças Armadas estavam entre as entidades fiscalizadoras que inspecionaram o código-fonte das urnas e de outros sistemas eleitorais. O código-fonte reúne as instruções que orientam o funcionamento da urna eletrônica e das demais tecnologias utilizadas na votação.
A inspeção permite que as entidades autorizadas analisem os programas com antecedência, acompanhem atualizações e verifiquem os sistemas que, posteriormente, são assinados digitalmente e lacrados para uso oficial nas eleições.
Fato ou boato?
É boato a mensagem segundo a qual as Forças Armadas teriam ameaçado não reconhecer o resultado das Eleições de 2022 caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não entregasse o código-fonte das urnas. O acesso já estava previsto nas regras de fiscalização do processo eleitoral.
Em 2022, representantes das Forças Armadas foram recebidos pelo TSE em duas ocasiões. Na primeira, acompanharam apresentações técnicas sobre o funcionamento da votação eletrônica e iniciaram a inspeção do código-fonte. Na segunda, deram continuidade à análise dos sistemas e receberam informações sobre a estrutura física e o funcionamento das urnas.
O processo eleitoral brasileiro é aberto à fiscalização de mais de uma centena de entidades. Em 2022, as Forças Armadas estavam entre as instituições credenciadas. Em 2023, porém, o TSE retirou a instituição da lista, por entender que a fiscalização de softwares eleitorais não está entre as atribuições constitucionais dos militares.
Atualmente, podem fiscalizar os sistemas eleitorais instituições como Polícia Federal, Ministério Público, Congresso Nacional, Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União, partidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil, universidades e outras entidades previstas na Resolução TSE nº 23.673/2021.
Para as Eleições 2026, o código-fonte está disponível para inspeção desde outubro de 2025. O acesso permanece aberto às entidades fiscalizadoras até a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, etapa que antecede a preparação das urnas para a votação.
Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, em 4 de outubro, muitos eleitores se perguntam sobre o que podem e o que não podem fazer antes e durante a votação.
Para orientá-los, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formulou o Manual do Eleitor, que reúne em um único documento um resumo explicativo das principais normas e orientações para os cidadãos e cidadãs exercerem seu direito ao voto.
O manual é fruto da Resolução nº 23.759 que o TSE publicou em março deste ano. Dedicada exclusivamente à participação popular no processo eleitoral, a norma reúne, em 13 capítulos, o conjunto de regras que balizam as eleições.
“São orientações práticas sobre o exercício do voto, como a necessidade de apresentação de documento oficial com foto e a proibição do ingresso com aparelho celular na cabine de votação”, explicou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ao apresentar o manual, em junho.
Para Marques, a publicação facilita a consulta às informações necessárias ao exercício consciente do voto e ao fortalecimento da cidadania.
A votação ocorrerá em todo o Brasil, das 8 horas às 17 horas (horário de Brasília). O segundo turno, se houver, será realizado no dia 25 de outubro.
Cada eleitor votará em um candidato a deputado federal, estadual (distrital no caso do Distrito Federal) e em dois candidatos ao Senado, além dos votos para presidente da República e governadores, bem como seus respectivos vices.
Confira, abaixo, alguns itens obrigatórios, permitidos ou proibidos:
O voto é obrigatório a partir dos 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos; maiores de 70 anos e analfabetos. Mas atenção: quem está com o título de eleitor cancelado não pode votar
Para votar, é obrigatório apresentar um documento oficial original, com foto (RG; CNH; passaporte etc)
O eleitor cujo título eleitoral estiver em situação regular pode votar mesmo que não tenha coletado a biometria
Pessoas transgênero têm o direito de ter sua identidade de gênero e nome social respeitados no cadastro eleitoral
É proibido colar propaganda eleitoral em veículos particulares, exceto adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, adesivos até a dimensão máxima fixada
Eleitoras e eleitores que não estiverem em seu domicílio eleitoral no dia do pleito têm direito a votar em trânsito nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a cem mil habitantes, mas o prazo obrigatório para pedir a transferência temporária terminou em 20 de agosto
No dia da eleição
É proibido ingressar na cabine de votação com aparelhos de telefone celular, que devem ser deixados em local indicado pelos mesários
O eleitor pode levar os nomes e números de registro de seus candidatos anotados em um papel e utilizá-lo na hora de votar
Todo eleitor tem direito, conforme a necessidade, a se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem sofrer descontos salariais ou qualquer outro prejuízo
São proibidas a boca de urna e aglomerações com roupas padronizadas
O eleitor pode manifestar sua preferência política de forma individual e silenciosa por meio do uso de bandeiras, broches, adesivos e camisetas
Candidatos ou partidos políticos estão proibidos de oferecer transporte ou refeições para os eleitores em troca de votos
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm direito a ser auxiliadas por alguém de sua escolha na hora de votar, além de poder acessar a urna na companhia de um cão-guia
O voto dos eleitores indígenas deve ser assegurado, independentemente deles falarem ou não a língua portuguesa, podendo se expressar em suas línguas maternas
Os portões dos locais de votação serão fechados às 17 horas (horário de Brasília). A partir deste momento, só quem já estiver na fila de votação poderá votar
Depois da eleição
Eleitores obrigadas a votar que não o fizeram precisam justificar a ausência até 3 de dezembro (se deixar de votar no 1º turno) e até 8 de janeiro de 2027 (caso não votem no 2º turno).
A justificativa pode ser apresentada pela Internet, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral.
Último dia terá balanço da feira, experiências com cafés de Rondônia e atrações culturais...
Depois de cinco dias dedicados ao agronegócio, tecnologia, conhecimento e valorização da produção regional, a Agrotec 2026 chega ao último dia neste domingo (30), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O encerramento será marcado pelo balanço da feira e por uma experiência sensorial com a grande degustação coletiva de cafés especiais de Rondônia.
Ao longo da tarde e da noite, o público também poderá participar de oficinas, conhecer tecnologias aplicadas à piscicultura, prestigiar produtos da agricultura familiar e acompanhar apresentações culturais.
O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, ressalta o legado deixado pela programação. “A Agrotec mostrou a força de quem produz e o potencial que temos para avançar ainda mais. Foram dias de conhecimento, negócios e valorização dos nossos produtos”.
Programação deste domingo (30):
14h às 17h – Palestras, oficinas, rodas de conversa e cerimônia de encerramento
14h às 16h30 – Apresentações culturais e institucionais
14h30 – Torração ao vivo: transformações do grão e efeitos dos perfis de torra
Durante o dia – Comercialização e degustação nos pavilhões do Mel e da Agroindústria/Agricultura Familiar
14h30 às 21h30 – Exposição de peixes nativos e tecnologias de automação
16h – Oficina prática: como preparar um café especial em casa
17h às 17h30 – Banda Marcial da Polícia Militar
17h30 – Degustação para iniciantes: aromas, sabores, acidez, doçura e corpo
17h30 às 18h30 – Encerramento Oficial da Agrotec 2026
18h30 às 18h50 – Apresentação de encerramento da Banda Marcial da Polícia Militar
19h – Grande degustação coletiva dos cafés de Rondônia
19h às 20h – Show com Arthur Eba – Voz e Violão
Para o prefeito Léo Moraes, o encerramento representa a consolidação de uma feira criada para aproximar o produtor de conhecimento, tecnologia e oportunidades. “A Agrotec termina, mas ficam as conexões, o conhecimento e as oportunidades geradas durante esses cinco dias. É a força do nosso campo ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento”.
Em apenas duas edições, evento municipal ganha estrutura, amplia participação de produtores e ocupa espaço que há anos fazia falta à capital...
Rondônia tem uma forte tradição de feiras agropecuárias. Ao longo do ano, diferentes municípios recebem exposições, produtores, empresas, máquinas, animais e oportunidades de negócios que movimentam o setor produtivo.
Porto Velho, mesmo sendo a capital e tendo uma das maiores forças agropecuárias do estado, há algum tempo não contava com uma grande feira que tivesse continuidade e estrutura à altura de sua produção. A Expovel, tradicional exposição agropecuária da capital, foi realizada pela última vez em 2024 e teve as edições de 2025 e 2026 canceladas.
Ao mesmo tempo, a Rondônia Rural Show, promovida pelo Governo do Estado, acontece há anos em Ji-Paraná, onde chegou à 13ª edição em 2026.
É nesse cenário que a Prefeitura de Porto Velho passa a ocupar um espaço importante com a Agrotec: uma feira própria, realizada na capital e pensada para reunir diferentes cadeias do setor produtivo em um mesmo ambiente.
Em apenas dois anos, a Agrotec ganhou dimensão. Se na primeira edição, em 2025, a feira já mostrou potencial, a edição de 2026 ampliou a estrutura, trouxe mais expositores e fortaleceu características de uma grande feira agropecuária.
O número de expositores saltou de 145 para 259, sendo 113 ligados à agricultura familiar.
Quem passou pelo Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré encontrou uma Porto Velho diferente: animais em exposição, produtores negociando, máquinas, equipamentos, tecnologia, crédito, cafés especiais, piscicultura, mandioca, mel, agroindústrias e produtos da agricultura familiar.
Também houve degustações de tambaqui e carne de jacaré, capacitações e encontros de negócios, aproximando de quem vive na área urbana uma parte da economia que nasce nas propriedades rurais do próprio município.
A localização ajuda a dar identidade própria à Agrotec. Em vez de levar o público para uma área distante, a Prefeitura colocou o agro no coração de Porto Velho, em um dos principais espaços históricos e turísticos da cidade.
Mais do que realizar um evento, a iniciativa começa a preencher uma lacuna.
Enquanto diversas cidades do interior mantêm suas tradicionais feiras e a grande feira organizada pelo Governo do Estado permanece sediada em Ji-Paraná, Porto Velho passa a ter, por iniciativa da Prefeitura, uma vitrine agropecuária com estrutura, produtores, animais, tecnologia e negócios dentro da própria capital.
A evolução em apenas duas edições também aponta para o potencial de uma feira ainda maior nos próximos anos.
Para o pequeno produtor, a Agrotech representa oportunidade de exposição, venda e abertura de novos mercados. Para empresas e produtores de maior porte, cria ambiente para negócios, financiamento e acesso a novas tecnologias. Para a população, mostra que o agro de Porto Velho vai muito além das grandes propriedades.
Essa diversidade também diferencia a feira. Agricultura familiar, produção tradicional, tecnologia e grandes negócios dividem o mesmo espaço.
De acordo com o prefeito Léo Moraes, a proposta é justamente construir uma feira com identidade própria e capaz de representar a dimensão do setor produtivo de Porto Velho.
“Rondônia já mostrou que sabe fazer grandes eventos do agro, e Porto Velho também tem potencial para construir uma feira cada vez maior. A Agrotec tem identidade própria, aproxima o campo da cidade e cria espaço para o pequeno, o médio e o grande produtor. Estamos na segunda edição, mas olhando para um evento que pode crescer e se tornar referência para toda a região Norte”, afirmou.
Com a Expovel fora do calendário pelo segundo ano consecutivo e os grandes eventos estaduais concentrados fora da capital, a Agrotech começa a ocupar um espaço que Porto Velho precisava recuperar.
Em apenas sua segunda edição, a Prefeitura mostra que a capital pode não apenas voltar a sediar uma grande feira agropecuária, mas construir uma nova referência para o setor, com identidade própria e à altura da força de quem produz em Porto Velho.
Encontro na Agrotec reuniu setor produtivo e instituições em busca de soluções para a cadeia leiteira...
Os desafios enfrentados por quem vive da produção de leite em Rondônia estiveram no centro das discussões do 2º Fórum +Leite RO, realizado nesta sexta-feira (28), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, dentro da programação da Agrotec 2026.
Promovido pela Associação dos Pecuaristas de Rondônia (Apron), o encontro reuniu representantes do setor produtivo, pesquisadores e instituições como Embrapa Rondônia, IFRO e Ministério da Agricultura para discutir soluções envolvendo genética, sanidade, assistência técnica, dados e políticas públicas.
Para Leandro Martins, coordenador da Câmara Setorial de Leite e Derivados, a união das instituições é fundamental diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores.
“O segundo Fórum do Leite veio justamente para aproximar as entidades e construir propostas para recuperar essa cadeia produtiva. Hoje, infelizmente, muitos produtores estão trabalhando com prejuízo, e precisamos encontrar caminhos para mudar essa realidade”.
A redução da produção também foi colocada em debate. Edmar Gomes, presidente da Girolanda, ressaltou que Rondônia chegou a produzir cerca de 4 milhões de litros de leite por dia em 2012 e atualmente registra aproximadamente 1,5 milhão de litros diários.
“Precisamos de políticas públicas capazes de recuperar a produção. O leite é uma atividade que coloca dinheiro mensalmente no campo, ajuda o produtor a pagar suas despesas e movimentar principalmente a economia dos pequenos municípios. Estamos falando de uma cadeia essencial para milhares de famílias”.
Segundo Dhiony, o objetivo é fazer com que as discussões resultem em ações concretas.
O fórum foi organizado em cinco mesas-redondas, com participação de especialistas ligados à pesquisa, extensão rural e entidades representativas. Segundo Dhiony Costa, diretor-executivo da Apron, o objetivo é fazer com que as discussões resultem em ações concretas.
“É um fórum técnico e permanente. Às instituições discutem os principais problemas, definem encaminhamentos e cada entidade assume responsabilidades que continuam sendo acompanhadas ao longo do ano. É uma união para resgatar uma cadeia extremamente importante, principalmente para a agricultura familiar e para a economia dos municípios menores”.
O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, afirmou que a realização do fórum dentro da Agrotec reforça o compromisso com a recuperação do setor.
“Queremos fortalecer essa cadeia que vem sofrendo muito em Rondônia. A nossa meta é avançar com assistência técnica, melhoramento genético e políticas públicas, além de fazer com que a próxima Agrotec também seja palco de ações ainda maiores voltadas ao gado leiteiro”.
O encontro também foi marcado pela assinatura de um termo de compromisso com a cadeia produtiva do leite, buscando consolidar medidas e investimentos para o desenvolvimento do setor.
Para o prefeito Léo Moraes, o debate precisa resultar em planejamento e ações práticas. “Estamos falando de inovação, genética, investimento, logística e políticas públicas para uma cadeia que é urgente e necessária. O leite gera renda para o pequeno produtor e faz o dinheiro circular dentro das nossas cidades. A Agrotec também tem esse papel: reunir conhecimento, tecnologia e oportunidades para encontrarmos caminhos que tornem o campo cada vez mais eficiente”.
Seleção será realizada a partir das 8h na unidade da avenida Jorge Teixeira, onde funcionava o antigo Arasuper...
Mais de 100 oportunidades de emprego estarão disponíveis nesta segunda-feira (31) durante um processo seletivo presencial promovido pelo Super Nova Era, em Porto Velho. As contratações fazem parte da expansão das operações da rede na capital.
O mutirão começa às 8h e será realizado na unidade localizada na avenida Jorge Teixeira, no bairro Nova Porto Velho, onde anteriormente funcionava o Arasuper.
Entre as oportunidades estão vagas para atendente, fiscal de prevenção, auxiliar de cozinha, auxiliar de serviços gerais, vendedor de cartão, conferente, operador de loja, operador de empilhadeira, confeiteiro, açougueiro e peixeiro, além de outras funções.
Os interessados devem possuir ensino médio completo e experiência na função para a qual pretendem concorrer. Para participar da seleção, é necessário comparecer ao local com currículo impresso.
Também será exigida a apresentação dos documentos originais, como RG, CNH ou Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), certificado de escolaridade e, para candidatos do sexo masculino, certificado de reservista.
A abertura das vagas ocorre após o Grupo Nova Era anunciar a aquisição das operações do Arasuper e do Aramix em Porto Velho, movimento que ampliou a atuação da empresa em Rondônia.
A perícia apontou que a bebê nasceu prematura, com aproximadamente 26 semanas de gestação
Cuiabá – Câmeras de vigilância de um condomínio em Várzea Grande, na região de Cuiabá, ajudaram a Polícia Civil a identificar uma mulher de 25 anos suspeita de abandonar a própria filha recém-nascida em uma lixeira. O caso aconteceu em julho, a bebê foi encontrada morta por um funcionário do condomínio.
Segundo a investigação, a mulher aparece nas imagens carregando uma caixa de papelão até o espaço destinado ao descarte de lixo e deixando o local logo depois.
A perícia apontou que a bebê nasceu prematura, com aproximadamente 26 semanas de gestação, e apresentou sinais de vida após o nascimento. A causa da morte ainda está sendo investigada.
Em depoimento, a mulher confirmou ser a mãe e disse que teve o parto sozinha dentro de casa, enquanto o marido dormia. Ela afirmou que não sabia com certeza que estava grávida e que entrou em estado de desespero após o nascimento da criança.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do caso. Inicialmente, a mulher deve ser investigada por homicídio, mas a tipificação poderá mudar após a conclusão dos exames e demais diligências.