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OPERAÇÁO AUDÁCIA - Polícia Civil de RO divulga fotos de oito foragidos de facção e faz apelo à população

A Polícia Civil de Rondônia divulgou as imagens de oito investigados considerados foragidos da Justiça durante a Operação Audácia e solicita o apoio da população para localizar os suspeitos. A ação foi deflagrada na última terça-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Rondônia (FICCO/RO).

foto - divulgação PC/RO

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual. Os oito investigados possuem mandados de prisão em aberto e continuam sendo procurados pelas forças de segurança.

Os foragidos são:

  • Alan Ferreira da Cruz, conhecido como "Kanela";
  • Charles Erik da Conceição;
  • Daniel Edmar Sena Braga, conhecido como "Menor Imbaçado" ou "Pocotó";
  • Edeilson Freitas do Nascimento, conhecido como "Turinha", "M16" ou "Mentor";
  • Emerson Melo da Silva, conhecido como "Mimi";
  • Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como "Da Roça", "Zeus", "Crânio", "Fiel" ou "Articulado";
  • Miguel Farias Costa, conhecido como "Picolé", "Maestro", "HM" ou "Chocolate";
  • Ricardo Nobre Paiva, conhecido como "Mexicano".

A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa contribuir para a localização dos procurados pode ser repassada de forma anônima pelo WhatsApp do Disque-Denúncia, no número (69) 99301-5824, pelo telefone 197 da Polícia Civil ou pelo 190 da Polícia Militar. 

Segundo a corporação, o sigilo da identidade do denunciante é garantido.

LEIA MAIS Facção que exibia armas, drogas e dinheiro nas redes sociais é alvo de megaoperação em RO

Com falha de goleiro, Espanha vence a Bélgica e vai à semifinal da Copa

Equipe espanhola derrotou o adversário por 2 a 1 e se classificou para confronto contra a França na próxima fase da competição...


A Espanha superou a Bélgica por 2 a 1 nesta sexta-feira (10), no SoFi Stadium, em Los Angeles, e garantiu seu lugar na semifinal da Copa do Mundo de 2026.

Os espanhóis saíram na frente na partida com o gol anotado por Fabián Ruiz. Pouco tempo depois, os belgas chegaram no empate com a cabeçada de Charles De Ketelaere, que balançou as redes pela terceira vez neste Mundial. No segundo tempo, Mikel Merino aproveitou uma falha do goleiro Senne Lammens e decretou a classificação do país à próxima fase.

Com o resultado, a Espanha segue adiante no torneio e encara a França na semifinal. O confronto acontece na próxima terça (14), às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos.


Já a Bélgica, se despediu da Copa nas quartas de final, mesma campanha que obteve na edição de 2014. Somente em 1986 e em 2018 que os Diabos Vermelhos conseguiram alcançar as semis da competição.

A partida

Depois de um início com o controle das ações por parte da Espanha, o ponta Lamine Yamal teve a primeira oportunidade aos 21 minutos, em finalização para fora da entrada da área. Depois da pausa para a hidratação, a equipe de Luis de la Fuente abriu o placar com o meio-campista Fabián Ruiz. Ele aproveitou o rebote dado pelo goleiro Thibaut Courtois, após chute do meia Dani Olmo, e empurrou a bola para as redes.

Na marca de 35 minutos, Yamal cobrou uma falta direta para o gol e Courtois defendeu. Já aos 40, o próprio Yamal fez uma linda jogada pela direita e bateu à esquerda da meta adversária. Pouco depois, o lateral Timothy Castagne cruzou na cabeça do atacante Charles De Ketelaere, que antecipou a defesa e empatou o confronto para a Bélgica.

Após o intervalo, os belgas tiveram a primeira boa chance da segunda etapa. Aos 10 minutos, o lateral Maxim De Cuyper pegou uma bola mal afastada pela marcação espanhola e encheu o pé de dentro da área, mas acabou errando o alvo. A Espanha respondeu com o atacante Mikel Oyarzabal, que bateu para uma boa intervenção de Courtois.

Um dos destaques da Seleção Belga em campo, Thibaut Courtois precisou deixar o jogo por conta de uma lesão na coxa. Ele saiu na marca de 26 minutos e foi substituído por Senne Lammens, jogador do Manchester United.

Em uma das primeiras tentativas que chegaram no gol defendido por Lammens, a Espanha marcou seu segundo gol. O zagueiro Pau Cubarsí arriscou de longe, o goleiro belga deu rebote e o meio-campista Mikel Merino deixou o seu. Resultado final: 2 a 1 e vaga garantida na semifinal para a La Roja.

FONTE - Victor Fardin, da CNN Brasil.

Justiça do Trabalho reconhece violência de gênero após trabalhadora sofrer humilhações em frigorífico

Sentença aplicou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ na análise das provas...


A Vara do Trabalho de São Miguel do Guaporé, em Rondônia, reconheceu a ocorrência de violência de gênero no ambiente de trabalho contra uma empregada de frigorífico que foi alvo de chacotas e humilhações após um episódio relacionado ao seu ciclo menstrual. 

Na decisão, o magistrado condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais, além de reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho e deferir outros direitos trabalhistas pleiteados na ação.

Segundo os autos, a trabalhadora relatou que, após ter a roupa manchada pela menstruação durante o expediente, passou a ser alvo de comentários ofensivos e zombarias por parte de colegas de trabalho e de um superior hierárquico. A situação teria sido divulgada entre outros empregados, causando constrangimento e sofrimento emocional. O entendimento da Justiça do Trabalho foi de que a conduta ultrapassou os limites do poder diretivo do empregador e atingiu direitos fundamentais da trabalhadora, como a dignidade, a honra e a integridade psicológica. 

Ao analisar o caso, o magistrado aplicou as disposições do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e considerou que o valor probatório do depoimento da trabalhadora não poderia ser descartado. 
A decisão também registrou que testemunhas ouvidas em audiência confirmaram as humilhações relatadas pela empregada. Uma das testemunhas confirmou que a empregada foi alvo de zombarias em razão do episódio, que chorou após os acontecimentos e que o ambiente de trabalho ficou desconfortável. 

Nesse contexto, a Justiça do Trabalho considerou que a exposição vexatória da empregada, associada a uma condição fisiológica inerente às mulheres, caracteriza violência de gênero e afronta aos princípios constitucionais da não discriminação e da valorização do trabalho humano. 

A indenização pelos danos morais sofridos foi fixada em R$ 75.000,00, considerando a capacidade econômica do empregador, considerada altíssima pelo magistrado, e a gravidade da lesão gerada na vítima. De acordo com o juiz, o valor é correspondente ao faturamento que a empresa obtém em apenas 6 segundos.

Condições de trabalho

Além da condenação por danos morais, a decisão também reconheceu o direito ao adicional de insalubridade em grau médio, declarou a nulidade do banco de horas adotado pela empresa e deferiu o pagamento de horas extras e reflexos.

A decisão analisou as condições de trabalho em ambiente artificialmente frio, a concessão de pausas para recuperação térmica e relatos de constrangimentos relacionados ao gênero da empregada.

De acordo com os autos, a empregada atuava em setor refrigerado de uma unidade frigorífica e alegou exposição contínua ao frio, irregularidades na compensação de jornada, supressão de pausas térmicas e episódios de assédio moral. A empresa contestou os pedidos.

Ao examinar o pedido de adicional de insalubridade, a sentença destacou que, embora a perícia técnica tenha concluído pela inexistência de insalubridade, a análise do conjunto probatório indicou que não houve comprovação suficiente da neutralização dos agentes nocivos por meio dos equipamentos de proteção individual. Com isso, foi reconhecido o direito ao adicional em grau médio, correspondente a 20%, durante todo o período contratual.

A decisão também declarou a nulidade do banco de horas e do regime de compensação de jornada. O entendimento adotado foi o de que a prestação de horas extras em atividade considerada insalubre exigia autorização prévia da autoridade competente em matéria de saúde e segurança do trabalho, o que não foi demonstrado pela empresa. Em razão disso, foi determinado o pagamento das horas irregularmente compensadas e das excedentes aos limites legais da jornada.

Da decisão ainda cabe recurso.

(Processo nº 0000102-13.2026.5.14.0061)

Diálogos obtidos pela PF levaram Dino a bloquear R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de uma servidora da Câmara dos Deputados indicam que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, participava da definição e do remanejamento de emendas parlamentares, apesar de não exercer mandato eletivo.

Os diálogos constam de uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a indisponibilidade de até R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar.

O magistrado também suspendeu a execução de despesas relacionadas às emendas investigadas, inclusive aquelas que ainda estejam nas fases de empenho, liquidação ou pagamento.

Segundo a PF, as conversas apontam a existência de um “arranjo decisório paralelo” dentro da Câmara. Nesse sistema, servidores teriam organizado e encaminhado indicações atribuídas a Valdemar, enquanto deputados federais eram formalmente registrados como solicitantes dos recursos.

Para os investigadores, essa dinâmica serviria para conferir aparência de legalidade às indicações feitas pelo dirigente partidário, que não possui autorização jurídica para dispor diretamente de verbas do Orçamento da União.

As mensagens foram extraídas do aparelho de Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", servidora apontada como responsável pela organização e pelo encaminhamento de emendas de comissão. O celular foi apreendido em dezembro de 2025, durante a Operação Transparência.

Menções ao “presidente Valdemar”

Uma das conversas destacadas pela PF ocorreu em agosto de 2025. Nela, Garigham Amarante Pinto, advogado e apontado como homem de confiança do presidente do PL, afirma que havia marcado uma reunião com Valdemar e pergunta se seria possível concentrar R$ 24 milhões em emendas para a área do Turismo.

“Marquei com o Valdemar amanhã 10:30. Acho que ele vai jogar no turismo os 24. Pode ser?", diz.

No dia seguinte, Garigham questiona Mariângela se havia sido fechado o valor destinado ao “Pres Valdemar”.

“GARIGHAM cobra a MARIÂNGELA: ‘Fechou o valor do Pres Valdemar?’, uma provável referência ao presidente do PL. MARIÂNGELA responde: ‘Se puder trocar tudo turismo ótimo’. Em resposta a essa mensagem, GARIGHAM diz: ‘24 milhoes tá bom’", relata a PF.

Na sequência, o servidor encaminha uma lista com municípios, CNPJs e referências ao setor de Turismo. A suspeita da PF é de que os dados estivessem relacionados aos R$ 24 milhões discutidos anteriormente.

Em outro diálogo revelado pela PF, a servidora Nara Benedetti Nicolau Brum, lotada na Liderança do PL, afirma que as indicações atribuídas a Valdemar já estavam sendo cadastradas.

“NARA BRUM envia uma planilha intitulada ‘Alteração em Turismo – VCN’. Em resposta, MARIÂNGELA FIALEK diz: “Já tenho”. Todavia, NARA explica: ‘Não, o Valdemar pediu pra trocar algumas das indicações que ele fez ontem em turismo, porque os municípios não iriam conseguir executar’".

PF identificou 21 emendas

Ao comparar as planilhas encontradas no celular de Mariângela com informações do Portal da Transparência, a Polícia Federal afirma ter identificado ao menos 21 emendas atribuídas a Valdemar que foram empenhadas ou pagas.

Os recursos somam R$ 119.216.703,15. De acordo com a investigação, aproximadamente R$ 104 milhões desse total já teriam sido efetivamente pagos.

A PF sustenta que diferentes deputados foram registrados como solicitantes das emendas, embora as indicações tivessem partido, na prática, de Valdemar.

Os investigadores apuram se esses parlamentares tinham conhecimento do procedimento, aderiram ao suposto esquema ou tiveram os nomes utilizados sem participação direta.

As suspeitas investigadas incluem os crimes de peculato, desvio e associação criminosa.

Para a PF, os servidores teriam usado suas funções e o acesso aos sistemas da Câmara para dar às verbas públicas uma destinação orientada pelos interesses de uma pessoa sem mandato parlamentar.

A CNN questionou Valdemar sobre a conclusão da Polícia Federal de que ele teria indicado emendas mesmo sem exercer mandato.

“Não [indiquei], quando temos cidades pequenas que não têm representação em Brasília, o Líder do Partido é quem faz”, afirmou.

FONTE - CNN BRASIL.

Adolescente de 15 anos é sequestrado e encontrado m*rto com sinais de t*rtura em Porto Velho

O adolescente Vitor Emanuel L. do Nascimento, de 15 anos, foi encontrado morto na quinta-feira (9) em uma área de mata nos fundos do Residencial Morar Melhor, na zona sul de Porto Velho. A vítima apresentava sinais de tortura, segundo informações repassadas à Polícia Militar.

foto - reprodução

De acordo com o boletim de ocorrência, o jovem fazia a entrega de uma geladeira acompanhado de um homem quando ambos foram abordados por criminosos armados no residencial. Os suspeitos renderam Vitor e o levaram para um local desconhecido.

Ainda conforme o registro policial, os criminosos afirmaram que matariam o adolescente por ele supostamente integrar uma facção criminosa. O outro homem que acompanhava a entrega não foi levado.

Após denúncias, equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região e localizaram o corpo da vítima entre os blocos das ruas 3 e 4 do residencial.

A Perícia Técnico-Científica (Politec) foi acionada para realizar os trabalhos no local. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), e a Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

2° Bera Spark: Evento segue programação nesta sexta-feira (10)

Maratona de Inovação Rural busca impulsionar o fortalecimento do setor produtivo da capital...



A Prefeitura de Porto Velho segue fortalecendo a inovação por meio da realização do 2º Béra Spark – Maratona de Inovação, que nesta sexta-feira (10) dá continuidade à programação com atividades voltadas ao desenvolvimento de soluções para os desafios do agronegócio.

O evento reúne empreendedores, estudantes, pesquisadores, startups, instituições de ensino, empresas e parceiros estratégicos em uma grande rede de colaboração, incentivando a criação de projetos inovadores que possam contribuir para o fortalecimento do setor produtivo da capital e de toda a região.

Ao longo do dia, os participantes passam por uma intensa programação que inclui alinhamento e briefing das equipes, Workshop de Pitch (apresentação rápida e direta usada para vender uma ideia, produto ou negócio), Pitch Clinic com mentores especializados, pré-pitch para ajustes das apresentações, apresentação da banca avaliadora, abertura oficial do Demo Day e, por fim, a apresentação das propostas desenvolvidas pelas equipes.

A proposta da maratona é aproximar diferentes setores da sociedade, promovendo conexões entre o poder público, universidades, instituições de pesquisa, empresas e o setor produtivo. Essa integração amplia as oportunidades de desenvolvimento de soluções tecnológicas com potencial para gerar impacto econômico e social.

Evento reúne empreendedores, estudantes, pesquisadores, startups, instituições de ensino, empresas e parceiros estratégicos

Para o prefeito Léo Moraes, a união entre os diversos parceiros demonstra que o desenvolvimento da capital passa pela inovação e pelo trabalho colaborativo.

"Porto Velho está construindo um ambiente cada vez mais favorável à inovação. Quando reunimos empresas, instituições e empreendedores em torno de um mesmo objetivo, todos ganham. O Béra Spark mostra que, por meio das parcerias, conseguimos transformar boas ideias em soluções que fortalecem o agronegócio, geram oportunidades e impulsionam o desenvolvimento da nossa cidade".

O encerramento da programação acontece com o Demo Day, momento em que as equipes apresentam suas propostas à banca avaliadora, compartilhando soluções desenvolvidas durante a maratona. A expectativa é que as ideias apresentadas possam se transformar em projetos com potencial de aplicação prática, reforçando Porto Velho como referência em inovação e desenvolvimento sustentável.

Texto: Letícia Regis

Edição: Secom

Foto: Hellon Luiz 

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Prefeitura implanta posto do Cadastro Único na Praça CEU e amplia acesso aos serviços sociais na zona Leste

O atendimento ao público no posto do Cadastro Único na Praça CEU começa na segunda-feira (13), das 8h às 13h30...


A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), instalou, na quinta-feira (9), um posto de atendimento do Cadastro Único (CadÚnico) na Praça CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados), à rua Antônio Fraga Moreira, nº 1706, bairro Juscelino Kubitschek (JK), localizada na zona Leste da capital. Os atendimentos ao público terão início na segunda-feira, 10 de julho, das 8h às 13h30, com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços socioassistenciais, aproximando o atendimento das famílias que vivem em uma das regiões mais populosas do município.

O novo posto representa um importante avanço na descentralização dos serviços públicos, oferecendo mais comodidade, agilidade e economia de tempo para os cidadãos que precisam realizar inscrição, atualização cadastral, transferência de município ou obter orientações sobre o Cadastro Único.

O CadÚnico é a principal ferramenta de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda no Brasil. É por meio dele que os cidadãos podem acessar diversos programas e benefícios sociais dos governos federal, estadual e municipal, desde que atendam aos critérios estabelecidos para cada política pública.

A escolha da Praça CEU para sediar o novo posto reforça a vocação do espaço como um centro de cidadania, inclusão e desenvolvimento social. Além de atividades culturais, esportivas, educacionais e de qualificação profissional, o equipamento público passa a concentrar mais um serviço essencial para a população da zona Leste, fortalecendo a rede de proteção social do município.

Com a implantação do posto, milhares de famílias da região passam a contar com atendimento mais próximo de suas residências, reduzindo deslocamentos até outras unidades da cidade e garantindo maior facilidade no acesso aos serviços da assistência social.

Rotina de serviços

No novo posto do Cadastro Único, os usuários terão acesso aos seguintes serviços: realização de inscrição no Cadastro Único; atualização e revisão cadastral; transferência de cadastro de outros municípios; inclusão ou exclusão de integrantes da composição familiar; emissão de comprovante de cadastramento; consulta ao Número de Identificação Social (NIS); orientações sobre programas sociais vinculados ao CadÚnico; averiguação e regularização cadastral; e atendimento para esclarecimento de dúvidas sobre benefícios sociais.

Para Paulo Afonso, a descentralização do Cadastro Único é uma das prioridades da Semias

A Semias reforça que o cadastramento de famílias unipessoais continuará sendo realizado exclusivamente nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), de acordo com o território de residência de cada usuário, em conformidade com as diretrizes vigentes do Cadastro Único.

A Prefeitura de Porto Velho segue investindo na ampliação e descentralização dos serviços públicos, levando cidadania, inclusão e atendimento humanizado para mais perto da população e fortalecendo o compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos porto-velhenses.

"O nosso compromisso é fazer com que os serviços públicos estejam cada vez mais próximos da população. A implantação do posto do Cadastro Único na Praça CEU fortalece a cidadania, facilita o acesso aos programas sociais e garante mais dignidade às famílias da zona Leste, que agora passam a contar com esse atendimento mais perto de casa”, disse o prefeito Léo Moraes.

Para o secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, “a descentralização do Cadastro Único é uma das prioridades da Semias, devido a importância desse serviço para milhares de famílias. Ao levar esse atendimento para a Praça CEU, ampliamos o acesso da população aos programas sociais e reforçamos a Praça como um espaço de inclusão, cidadania e acolhimento para toda a comunidade da zona Leste."

FONTE - SMC.

Carretas explodem após colisão frontal e incêndio fecha trecho da BR-364

Duas carretas colidiram de frente, pegaram fogo e explodiram na manhã desta sexta-feira (10) na BR-364, entre os municípios de Ariquemes e Jaru. Apesar da violência do impacto e das chamas, não houve registro de mortes.

Segundo informações preliminares, uma das carretas transportava bois e a outra estava carregada com açúcar. As circunstâncias que provocaram a colisão ainda serão apuradas pelas autoridades.

Vídeos gravados por pessoas que passavam pelo local mostram o momento em que populares abrem os compartimentos da carreta para retirar os animais antes que o incêndio atingisse toda a carga.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa de Ariquemes, algumas pessoas ficaram feridas, mas nenhuma delas sofreu lesões graves. 

O acidente provocou interdição e congestionamento na rodovia enquanto equipes de resgate e combate ao incêndio atuavam no local.

PF investiga possível vazamento da Operação Reduto após afastamento de 11 servidores da ALE-RO e prisões

A confirmação foi feita pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) nesta sexta-feira (10)...



A Polícia Federal abriu investigação para apurar um possível vazamento de informações da Operação Reduto, deflagrada na última quarta-feira (9), que teria ocorrido um dia antes do cumprimento dos mandados judiciais. A confirmação foi feita pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) nesta sexta-feira (10).

A operação investiga um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa e prática de rachadinha. Durante a ação, dois investigados foram presos, 11 servidores da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) foram afastados de suas funções e a Justiça determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos de até R$ 9 milhões.


Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus. Na capital rondoniense, a operação teve como alvo a Assembleia Legislativa, onde agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que passarão por perícia. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

As investigações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus contratada pelo poder público em Rondônia. Segundo a Polícia Federal, as apurações apontaram movimentações superiores a R$ 9 milhões incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

De acordo com a PF, o grupo investigado atuava em duas frentes. A primeira seria responsável por fraudar licitações e direcionar contratos públicos no município de Ariquemes. A segunda envolveria o desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, em um esquema caracterizado como rachadinha.

Além das medidas cautelares já cumpridas, dinheiro em espécie também foi apreendido durante as diligências realizadas em Manaus. A Polícia Federal informou que esta fase da Operação Reduto busca reunir novas provas e aprofundar as investigações, incluindo a apuração sobre o possível vazamento das informações antes da deflagração da operação.

Em nota, a Prefeitura de Ariquemes informou que está colaborando integralmente com as autoridades e fornecendo toda a documentação solicitada. A administração municipal destacou que, até o momento, não há conclusão sobre eventual irregularidade envolvendo a prefeitura e que os serviços públicos seguem funcionando normalmente.

Já a Assembleia Legislativa de Rondônia afirmou que acompanha a operação e permanece à disposição das autoridades. A Casa reforçou que adota mecanismos de controle e fiscalização em seus processos de contratação e reiterou o compromisso com a transparência e a legalidade.

LEIA MAIS - PF mira suposta rachadinha na Assembleia de RO em operação com 2 presos e 11 servidores afastados

Virginia induziu público a aposta improvável em jogo de Cabo Verde, diz MP

Ministério Público aponta que influenciadora teria usado linguagem emocional para induzir os seguidores a apostarem na vitória da seleção africana...

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) apontou que a influenciadora Virginia Fonseca teria participado de um modelo "estruturado de captação de apostadores", comandado pela plataforma de apostas Blaze, durante os jogos da Copa do Mundo deste ano.

Segundo o documento do MP, obtido pela CNN Brasil, Virginia teria adotado estratégias para captar os apostadores na partida entre Argentina e Cabo Verde. Na ocasião, a influenciadora, com mais de 56 milhões de seguidores nas redes sociais, teria estimulado o público a apostar na vitória da seleção africana.

Para o Ministério Público, além da aposta ser "de baixa probabilidade e alto retorno potencial", a influenciadora ainda teria usado linguagem emocional para induzir os seguidores a apostarem. Nos vídeos divulgados por Virginia, a influenciadora afirmou que estava "esperançosa" com a vitória de Cabo Verde.

O MP ainda argumentou que as gravações não tinham sinalização para avisar ao público que o conteúdo tinha indícios de publicidade. "Virginia operou sobre um viés cognitivo documentado, intensificando a percepção de atratividade de um resultado objetivamente improvável sem qualquer menção às probabilidades reais", diz o documento.

"Como esperado pelo senso médio, a seleção da Argentina venceu a partida (3 a 2), impondo perda integral aos consumidores que seguiram a recomendação [...] Tal cenário transparece ser uma estrutura voltada à maximização do volume de apostas em detrimento absoluto da proteção do consumidor", afirmou o Ministério Público.

Segundo o documento, além de Virginia, a plataforma de apostas também adotou uma estratégia coordenada de intensificação publicitária coincidente com as partidas do campeonato, explorando uma "alta exposição emocional e o engajamento coletivo do torneio para induzir o consumo impulsivo".

Nesta quinta-feira (8), o Ministério Público ajuizou uma ação que sustenta que a empresa de apostas usou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

A investigação aponta que, enquanto simulava "esperança" no resultado da disputa entre as seleções, a influenciadora poderia receber 30% de comissão sobre as perdas de quem seguia as recomendações de aposta.

Relembre ação do Ministério Público

O Ministério Público pediu a condenação solidária da Blaze e da influenciadora ao pagamento de indenização por danos morais coletivos de R$ 120 milhões.

Segundo a ação, o valor foi calculado com base em uma estimativa conservadora de que a Blaze movimentaria cerca de R$ 600 milhões por ano em receita bruta de jogos.

O MPDFT aplicou, por analogia, um percentual de 20% sobre esse montante, chegando aos R$ 120 milhões, quantia que considera suficiente para punir e desestimular a repetição das condutas apontadas na ação.

Segundo o MPDFT, a investigação teve início após o recebimento de denúncias de consumidores que relataram retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para sacar recursos depositados na plataforma.

Além disso, um relatório técnico reuniu mais de 42 mil reclamações contra a Blaze, indicando, segundo o órgão, um padrão recorrente de possíveis violações aos direitos do consumidor, incluindo a oferta de bônus condicionados a exigências consideradas abusivas.

Em relação à influenciadora Virginia Fonseca, o promotor Paulo Binicheski afirma que ela publicou, durante a Copa do Mundo de 2026, conteúdos incentivando seguidores a realizar apostas na plataforma Blaze sem deixar claro o caráter publicitário da divulgação, especialmente no jogo de Cabo Verde.

A ação aponta ainda que a influenciadora teria apresentado uma aposta como se fosse uma recomendação espontânea e cita informações de investigações que indicam a existência de remuneração vinculada às perdas dos apostadores captados, circunstância que, segundo o órgão, agrava o conflito de interesses e aumenta o risco de prejuízo aos consumidores.

A ação também destaca que a Blaze teria mantido uma estratégia contínua de publicidade com celebridades para ampliar o alcance das campanhas e usa a frase “A aposta te vende a fantasia do dinheiro fácil. A única aposta garantida é a da casa. E a casa contratou justamente quem você admira para te convencer a jogar”.

De acordo com o Ministério Público, a utilização de personalidades conhecidas reforçaria a falsa percepção de oportunidade de lucro fácil, especialmente entre consumidores em situação de vulnerabilidade econômica, ampliando o potencial de danos financeiros em larga escala.

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça determine a interrupção imediata das campanhas publicitárias consideradas irregulares e adote medidas para impedir novas práticas que, segundo o órgão, violam o Código de Defesa do Consumidor e a regulamentação das apostas esportivas.

O que diz a Blaze

"A Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, esclarece que, até o presente momento, não foi formalmente intimada a respeito do referido procedimento do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). A Foggo se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor no país. Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável. Assim que formalmente notificada, a Foggo prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário."

O que diz a defesa de Virginia

"A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento, por meio da imprensa, nesta quinta-feira (9), da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). As alegações serão respondidas tecnicamente nos autos.

Contudo, cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes. Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca.

A defesa entende que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das apurações instauradas pelo próprio órgão, o que certamente daria outro rumo à demanda. A defesa refuta as alegações manifestadas na ação, especialmente qualquer afirmação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores. A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora. A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no Poder Judiciário e prestará todos os esclarecimentos nos autos, oportunidade em que demonstrará, de forma técnica e documentada, a improcedência dos pedidos formulados contra Virginia Fonseca."

fonte - Julia Farias e Elijonas Maia, da CNN Brasil, em São Paulo e em Brasília.

Sesc EAD EJA abre inscrições em Rondônia

As inscrições são feitas apenas pela internet...


O Sesc está com inscrições abertas para o programa Sesc EAD EJA (Educação de Jovens e Adultos), que oferece formação gratuita no ensino médio integrado à qualificação profissional. O processo seletivo destina-se ao ingresso no 2º semestre de 2026. Em Rondônia, todas as vagas oferecidas nesta edição serão voltadas exclusivamente para a qualificação em Assistente de Marketing e Vendas, preparando os estudantes para um mercado de trabalho dinâmico. 

O programa é voltado para pessoas com mais de 18 anos e que tenham concluído o ensino fundamental. O curso terá uma carga horária dividida em 50% presencial e 50% a distância, contando com o suporte do ambiente virtual de aprendizagem e os encontros presenciais obrigatórios nos polos educacionais do projeto.

A oferta ocorre de acordo com as normas do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG) do Sesc. O programa destina-se, preferencialmente, aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes, seguidos de estudantes da educação básica (matriculados ou egressos) oriundos da rede pública, da rede particular ou de atividades do próprio Sesc, todos de baixa renda, cuja renda familiar bruta mensal não ultrapasse o valor de renda familiar mensal per capita de dois salários-mínimos nacionais.

Em Rondônia, são 120 vagas no total, distribuídas igualmente com 20 vagas para cada uma das unidades polos:

Ariquemes – 20 vagas
Ji-Paraná – 20 vagas
Nova Mamoré – 20 vagas
Porto Velho – 20 vagas
Presidente Médici – 20 vagas
Vilhena – 20 vagas

Os candidatos devem realizar a inscrição pela internet e entregar os documentos necessários presencialmente nas unidades do Sesc dentro do período estipulado pelo edital.

Endereços dos polos para entrega de documentos:

Ariquemes: Rua Tancredo Neves, 3998 – Setor Institucional
Ji-Paraná: Av. Dois de Abril, 2030 – Bairro 2 de Abril
Nova Mamoré: Av. 12 de outubro, 4042 – Novo Horizonte
Porto Velho: Rua Matrichã, 915 – bairro Lagoa
Presidente Médici: R. Santos Dumont, 3665 – Lino Alves Teixeira
Vilhena: Av. Sabino Bezerra de Queiróz, 3625 – Jardim América

Para saber mais informações, acesse o edital: bit.ly/3SSOECb

Sesc EAD EJA

O Sesc EAD EJA (Educação a Distância para Jovens e Adultos) tem como objetivo dar a jovens e adultos a oportunidade de retomarem os estudos com mais flexibilidade. 

Durante os encontros nos polos, os alunos têm a possibilidade de desenvolver na prática atividades relacionadas à qualificação profissional escolhida. 

fonte - assessoria.

AGEVISA-RO reforça cuidados contra doenças diarreicas diante do histórico de estiagem em Rondônia

As previsões climáticas indicam a possibilidade de novos períodos de seca e estiagem em Rondônia, associados à influência do fenômeno El Niño. Esse cenário pode comprometer o acesso à água de qualidade e aumentar o risco de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), reforçando a importância das medidas de prevenção.



VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO 

O acompanhamento rigoroso dos índices epidemiológicos tem sido uma prioridade para evitar surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), além de conter o número de internações e óbitos associados. 

O monitoramento da Vigilância Epidemiológica aponta oscilações expressivas: o estado saltou de 50.470 casos em 2023 para 78.463 em 2024, registrando 63.385 em 2025 e 18.792 casos até o momento em 2026. Diante disso, a Agevisa-RO alerta que a prevenção e o cuidado domiciliar são as principais armas para proteger a população, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, como comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas. 


SINAIS DE ALERTA 


A diarreia, embora comum, pode evoluir rapidamente para quadros graves de desidratação se não houver a devida atenção. Sintomas como náuseas, dor abdominal, presença de muco ou sangue nas fezes demandam vigilância constante. A Coordenadora Estadual das DTHA, Viviane de Carvalho Nascimento, alerta para a importância de procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de sinais de desidratação ou agravamento do quadro e reforça que a automedicação deve ser evitada. É fundamental aumentar a ingestão de líquidos ao primeiro sinal de diarreia e observar sinais de alerta, como sede intensa, diminuição da urina, sonolência ou piora do estado geral. Não utilize antidiarreicos ou antibióticos por conta própria, pois o tratamento adequado depende de avaliação por um profissional de saúde e pode variar desde os cuidados domiciliares com terapia de reidratação oral até a necessidade de atendimento imediato nos casos de desidratação grave."

Solicitamos, por gentileza, a análise do conteúdo e, se aprovado, o link da publicação.

Porto Velho Shopping segue como ponto de encontro para acompanhar a Copa do Mundo

Programação acompanha as fases decisivas da competição, com exibição gratuita para o público...

Desde o início da Copa do Mundo, o Porto Velho Shopping tem sido um dos pontos de encontro para quem quer acompanhar os jogos em um ambiente de torcida. Mesmo com a Seleção Brasileira fora da competição, os apaixonados por futebol podem seguir acompanhando as fases decisivas do torneio no shopping, com segurança, comodidade e a emoção das partidas em grupo.

A iniciativa transforma os jogos em uma experiência coletiva, reunindo familiares, amigos e torcedores que desejam assistir aos confrontos fora de casa. Além das transmissões, realizadas na Praça de Alimentação, os visitantes também podem aproveitar as opções gastronômicas e participar de atividades temáticas, como troca de figurinhas, futebol de botão e pebolim.


Para o superintendente do Porto Velho Shopping, Bruno Vianna, a programação reforça o papel do empreendimento como ponto de encontro durante a Copa do Mundo. “As transmissões têm reunido torcedores desde o início da competição, criando um ambiente de convivência e emoção no shopping. Mesmo com a Seleção Brasileira fora da disputa, seguimos oferecendo um espaço seguro e confortável para quem quer acompanhar as fases decisivas da Copa”, afirma.

A programação segue acompanhando as fases decisivas da competição, com jogos das oitavas de final, quartas de final, semifinais e disputa pelo terceiro lugar. As transmissões são gratuitas e acontecem no Porto Velho Shopping.


Serviço

Evento: Transmissão dos jogos da Copa do Mundo

Local: Porto Velho Shopping

Entrada: Gratuita


Programação

Quinta-feira, 9 de julho

França x Marrocos (quartas de final)

Horário: 16h


Sexta-feira, 10 de julho

Espanha x Bélgica (quartas de final)

Horário: 15h


Sábado, 11 de julho

Noruega x Inglaterra (quartas de final)

Horário: 17h


Terça-feira, 14 de julho

Semifinal

Horário: 15h


Quarta-feira, 15 de julho

Semifinal

Horário: 15h


Sábado, 18 de julho

Disputa do 3º lugar

Horário: 17h


Mais informações: redes sociais do Porto Velho Shopping.

fonte - assessoria.

O legado de Guedes é o estado (3 - final) - por Montezuma Cruz

MONTEZUMA CRUZ*

Dona Gilsa: determinação e solidariedade com flagelados do Madeira (Foto Acervo Sejucel, modificada)

Mulher determinada, dona Gilsa Auvray Guedes esteve ao lado do ex-governador Humberto da Silva Guedes desde o início, no enfrentamento dos desafios do extinto Território Federal de Rondônia. Nascida no Rio de Janeiro, ela criou 12 filhos. Dedicou-se a obras sociais e liderou pessoalmente a retirada de famílias de áreas alagadas às margens do Rio Madeira, em seguida assentadas no Bairro Meu Pedacinho de Chão, por ela própria criado.

Entre 1975 e 1977, a esposa do coronel do Exército Guedes tomava conhecimento e convivia com o maior fenômeno climático até então, a cheia do rio. Enquanto o marido se dedicava a missões administrativas, dona Gilsa trouxe para si a pobreza. Guedes faleceu em 18 de junho passado, aos 103 anos; dona Gilsa, em 3 de agosto de 2007, aos 81.

O INCRA e o Ministério do Interior colaboravam com o trabalho governamental, movidos pela realidade do futuro estado amazônico ocidental: a marca dolorosa da escassez de recursos facilmente notada no território rico em minérios e com grande perspectiva agrícola.

O fluxo migratório quase incontrolável rumo à Amazônia Brasileira acelerava a instalação do Estado de Rondônia. Era tempo de vacinação contra febre amarela e do alto consumo de remédios à base de quinino para o controle da malária que até hoje não tem vacina.

Porto Velho ultrapassava a marca de cem mil habitantes. Ao lado direito da Avenida Kennedy (depois denominada Jorge Teixeira), a mata cobria áreas repletas de ranchos de pau a pique, onde mais tarde surgiriam a Nova Porto Velho e o bairro Agenor de Carvalho.

Socorro e apoio a flagelados do Madeira

Famílias desembarcadas para fazer a ficha pessoal no Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena, a 704 quilômetros de Porto Velho, tinham diferentes destinos, inclusive a Capital que já não dava conta de tantos problemas de saúde.

Dona Gilsa Guedes, que andava sem seguranças, convocava seus voluntários e abraçava a causa social mais emergente naquele período: remanejar para um lugar seguro famílias ilhadas que já não possuíam camas, mesas, cadeiras, nem a botija de gás procedente de Manaus.

Quando o Rio Madeira transbordou, em 1977, dona Gilsa estacionava o carro na Avenida Farquhar e caminhava a pé até o porto Cai N’Água, de onde saía de canoa com dois remadores, para visitas diárias aos bairros Triângulo e Baixa da União.

Ali mesmo ela fazia a triagem das famílias dispostas ao remanejamento para o Meu Pedacinho de Chão, onde quis o destino, até crianças adotou. Na história rondoniense ela foi a única “primeira-dama” a tomar tal decisão, comovida pela situação de penúria vivida pelos sem-teto.

Assentada lembra o primeiro emprego

Em 2019, Ecila Farias Capistrano, hoje com 78 anos, relatava ao repórter ter sido uma das beneficiadas pelas ações de dona Gilsa:  contou que fora assentada num lote no Pedacinho de Chão. “Ganhei dela até a madeira para construir minha casinha.”

Acreana de Tarauacá e recém-chegada de Rio Branco com seis filhos para criar em Porto Velho estava carente de tudo. “Eu conheci essa santa mulher quando prestava auxílio voluntário a outras mães no lanche diário do Jardim de Infância Casa de Davi. Ali ela me incentivou a aprender a assinar meu nome, e assim passei a trabalhar para o Governo do Território”, ela me contava em 2019.

Com Roberto Carlos

O jornalista Ciro Pinheiro lembra: “Ela não andava com seguranças. O cantor Roberto Carlos estava em Porto Velho para um show no Estádio Aluízio Ferreira e dona Gilsa pediu minha companhia para ir até o Hotel Shelton (ao lado do ex- Hotel Vila Rica), a fim de lhe reivindicar um show beneficente para suas campanhas. O cantor deu toda atenção e garantiu que agendaria um show, de graça.”

“Fiz foto dela com o cantor e em seguida ele pediu minha máquina e entregou a um assessor para que eu, também, saísse nas fotos. Poucos dias depois o governador Guedes foi substituído e não houve o show prometido. Era assim a senhora Gilsa Guedes, esposa de um dos melhores, mais competentes e corretos governadores que Rondônia já teve”, acrescenta Ciro Pinheiro.

Obras concluídas

Prédio original do Tribunal de Contas foi construído pelo ex-governador (Foto AcervoTCE).

Fundador da Polícia Militar de Rondônia, cujo quartel general construiu e deixou para seu sucessor inaugurar, o ex-governador Humberto Guedes deixou prontas: a sede do Instituto Médico-Legal, o primeiro prédio do Tribunal de Contas, e reestruturou a segurança pública. Reformou o Palácio das Secretarias (antigo Porto Velho Hotel) em Porto Velho; iniciou as obras da Esplanada das Secretarias, no Bairro Pedrinhas; construiu o prédio do Fórum Rui Barbosa, primeira sede do futuro Tribunal de Justiça e concluiu o projeto da hidrelétrica de Samuel – a primeira.

“Minha mãe foi uma mulher de opinião forte e decidida, sempre trabalhou para o próximo”, conta a filha Beatriz Guedes Neves lembrando o voluntariado de dona Gilsa em várias frentes sociais.

“Amor ao próximo foi sua motivação. Desde que eu era criança acompanhei sua dedicação ao ajudar as pessoas em creches, orfanatos e lar de idosos”, diz Beatriz.

Sempre atuante

Segundo a filha, dona Gilsa “fez uma grande diferença” no Hospital São José, onde transformou a Pediatra e Hidratação em um lar para crianças desnutridas, com malária, pneumonia e outras doenças. “Depois de curadas, elas não queriam ir embora, isso foi muito gratificante.”

Ainda a filha Beatriz: “Ela era uma mulher forte, determinada e sem medo de falar a verdade. O novo bairro se chamou Meu Pedacinho Chão, porque ela gostava muito de uma novela de tevê com esse nome, naquela época.”

Realmente tinha tudo a ver, pois aquelas pessoas foram tiradas de uma grande área alagada.  “Fui lá várias vezes, com ela”, lembra Beatriz.

“A gente ia na canoa para fazer os registros das famílias, e o interessante é que, conforme a água subia, o acesso ao piso ficava difícil; em alguns momentos tínhamos dificuldade para entrar na casa, pois o piso estava quase junto ao telhado”, descreve a filha.

Beatriz lembra que o novo bairro povoado por ex-flagelados contou com o apoio do Governo do Território e muitas ações de arrecadação em almoços e festas.

E assim, dona Gilsa conseguiu construir uma escola que colocou o nome de Brasília; um jardim de Infância denominado Casa de Davi; uma Igreja onde a filha se casou; e uma creche que entregou para as Irmãs Marcelinas.

“Ela continuou a cuidar do bairro, para que as pessoas não vendessem as casas e voltassem para o alagado. Minha mãe tinha uma visão muito diferente da pobreza: dizia que ser pobre não quer dizer que seja humilde, pois conheceu pessoas ricas mais simples do que alguns pobres”, acrescenta Beatriz.

Reconhecimento oficial

“Ele desempenhou papel fundamental na construção das bases que contribuíram para a futura transformação de Rondônia em estado”, reconhece o Governo Estadual em nota de pesar pelo falecimento do ex-governador Humberto Guedes.

“Sua gestão deixou marcas relevantes na história rondoniense, especialmente pelo compromisso com o desenvolvimento e pela busca de soluções para os desafios enfrentados por uma região em pleno processo de crescimento”, assinala a nota.

No campo político, Guedes começou e terminou seu período insatisfeito com duas oposições: a do MDB, natural e aceitável já no período do Presidente da República, general Ernesto Geisel, e a do próprio Diretório Regional da Aliança Renovadora Nacional (Arena), esta, questionável.

Nas eleições de 1976, o ex-governador Guedes perderia o controle das duas únicas câmaras municipais no Território: em Guajará-Mirim (fronteira fluvial Brasil-Bolívia) e Porto Velho. O MDB elegia a maioria nas duas casas legislativas.

Mesmo assim, ele seguia sua programação de visitas às vilas, dando especial atenção aos projetos do INCRA: o Iata, no município de Guajará-Mirim, e Ouro Preto, onde cresceu o município de Ouro Preto do Oeste.

O aspecto fundiário, sob a jurisdição do INCRA, fez parte dos desafios a Guedes, mesmo com a liberação dos primeiros recursos do Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (Amazônia). Em consequência do inchaço dos projetos (em Colorado do Oeste, Ji-Paraná e Rolim de Moura), faltava o essencial: educação, saúde, segurança e transportes nos aglomerados humanos que dariam origem a novos municípios.

Em 1978, Rondônia elegeria pela primeira vez dois deputados federais. Guedes se esforçou durante 20 dias de campanha para levar a Brasília o ex-funcionário do Banco do Brasil, advogado acreano Isaac Newton Pessoa, cuja base eleitoral era Guajará-Mirim. Outro acreano, advogado Odacir Soares, ex-prefeito da Capital, por ele exonerado em seu primeiro ato no governo, em 1975, presidia o diretório regional da Arena.

Odacir montava uma chapa composta por ele, o vereador João Bento da Costa, Isaac Newton Pessoa e o professor Francisco Teixeira. Com isso, prejudicava a formação de outra chapa formada pelo coronel do Exército Carlos Augusto Godoy, médico Leônidas Rachid e agrônomo Assis Canuto.

“Guedes achava que essa chapa seria vencedora e cederia a quarta vaga para Odacir, que era presidente da Arena e figurava na outra chapa”, conta o economista e comunicador Eudes Lustosa, no governo seguinte assumiria por um período a Casa Civil.

“Convencional com nove votos, eu tinha esses dez votos, atendi o apelo do coronel Guedes e votamos na chapa que ele apoiava. No dia da convenção, a chapa do Odacir ganhou por 21 a 10. Os dez que eu prometi ao governador eram dos convencionais de Guajará-Mirim e os 21 votos vencedores eram os que Odacir dominava na convenção”, acrescenta.

Guedes trabalhou a favor de Isaac, com apoio do INCRA. De todos os órgãos federais, o INCRA detinha o maior orçamento, superando o próprio governo. “Isaac Newton era um funcionário semi-gago. As chances de ser eleito eram tantas quanto à de um elefante passar num buraco de fechadura, mas o governador, conforme se falava abertamente àquela altura teria recebido determinação de participar do processo eleitoral, mesmo contra a sua vontade”, relata o jornalista Lúcio Albuquerque.

Apelo por estradas

Governador Humberto Guedes em uma das fotos mais notáveis do período 1976-1977: a construção de Ariquemes (Foto Acervo Sejucel)

Em 21 de julho de 1978 Guedes opinava ao Conselho de Segurança Nacional que INCRA precisa melhorar estradas. A produção agrícola não escoava, o prejuízo e a malária levavam à falência milhares de assentados em projetos, cuja coordenadoria regional, durante seu governo, fora ocupada pelo amazonense Bernardo Martins Lindoso, irmão do então influente senador José Lindoso (Arena-AM).

Sobravam críticas do então deputado federal Jerônimo Santana (MDB-RO), que, entre cobranças, se insurgia contra o INCRA, cobrando da Polícia Federal resultados de um inquérito que apurava a venda ilegal de terras devolutas por funcionários da autarquia em Pimenta Bueno.

Em 29/11/78 o extinto jornal “A Tribuna” publicava: “INCRA toma terras de colonos para negociá-las”.  O processo INCRA/BR/5.139/75 apurava irregularidades no Projeto Fundiário de Rondônia e totalizava mais de quinhentas páginas, em três volumes. Ainda assim, alguns envolvidos seguiam trabalhando sem serem incomodados.

Migração aumentou no período Guedes, em 1975, alcançando seu apogeu na década seguinte (Foto Kim-Ir-Sen Pirees Leal)

Em 1985, já sob o Governo Jorge Teixeira, Rondônia alcançava seu primeiro milhão de habitantes e atualmente sua população supera 1,7 milhão. Foi considerado o estado que mais crescia no País, com taxas superiores à média nacional e sua base econômica se destacando cada vez mais.

Inegável, conforme descrições nos dois capítulos anteriores desta reportagem, o papel de Humberto Guedes na edificação do novo estado brasileiro.


Leia também:
O legado de Guedes é o estado (1 e 2)

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).



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Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

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