O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) acionou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público Federal (MPF) contra a Prefeitura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, por suposta omissão no encaminhamento de R$ 1,1 milhão encaminhados ao município por meio de emendas parlamentares.
Os recursos seriam usados para a reforma do quartel da Polícia Militar (PM) e a aquisição de um veículo para o Lar Jesus Entre as Crianças. A prefeitura osasquense afirmou que o atraso ocorreu pela troca de capitão no quartel da PM, que onerou a obra, e apontamentos burocráticos no trâmite da compra do veículo.
Ao MPF, o deputado pediu “diligências investigatórias”, a “verificação da regularidade da aplicação dos recursos federais transferidos” e apuração de “eventual responsabilidade de agentes públicos municipais pela omissão administrativa”.
Já o ministro Dino foi notificado porque é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854 no STF, que dá diretrizes de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.
Troca de capitão atrasa obra
Para a PM, o deputado encaminhou R$ 755 mil. A verba deveria ser totalmente alocada na reforma do quartel em prédio próprio do município. Segundo Kataguiri, a prefeitura não iniciou nem a licitação, sendo que o plano de trabalho determinava que o início dos trâmites deveriam ser em janeiro de 2025 e o fim da obra em 2028.
“Já transcorreu parcela significativa do período de execução sem que sequer tenha sido iniciado o procedimento licitatório, o que compromete a viabilidade técnica do cronograma inicialmente aprovado”, diz o parlamentar na notícia-crime encaminhada ao MPF.
A prefeitura afirma que é possível fazer a reforma dentro do prazo e que há o projeto básico para obra. Porém, a obra foi protelada por mudanças do próprio batalhão, que trocou de comando “algumas” vezes.
“Houve algumas mudanças de capitão e cada vez que mudava, eles solicitavam novas alterações no projeto. As alterações impactaram significativamente no processo, atrasando a elaboração do projeto e do orçamento da obra”, responde a prefeitura.
Burocracia trava compra de veículo
Quanto ao veículo para o Lar Jesus Entre as Crianças, a prefeitura afirmou que a entidade participa de todas as tratativas e que há um processo administrativo aberto e tramitado para a compra.
“O processo teve vários apontamentos da Secretaria Executiva de Compras e Licitação e pela Procuradoria Geral, que já foram superados”, informa o município.
fonte - Metrópoles.
Presidente da comissão ameaça usar condução coercitiva...

Os três depoimentos previstos para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foram cancelados. Os depoentes: Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam.
Com isso, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu fazer uma reunião de debates entre os integrantes da comissão e disse que poderá determinar condução coercitiva;
À Comissão, as defesas de Leila e de Artur argumentaram que os clientes não compareceriam por entenderem que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se estenderia aos requerimentos de convocação.
No entendimento da defesa, a decisão de Dino se aplica a todos os requerimentos aprovados, inclusive os de convocação. No entanto, o presidente da CPMI disse que a decisão de Dino só vale para a quebra de sigilo e remarcou o depoimento de Leila e de Artur para a próxima quinta-feira (12).
Já o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, esteve na CPMI na quinta-feira da semana passada, quando a reunião foi cancelada por motivos de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL).
Nesta segunda-feira, a justificativa da ausência de Assumpção foram exames médicos marcados anteriormente para hoje. A nova oitiva foi reagendada para o dia 23.
Se não for prorrogada, a CPMI deve ser encerrada no dia 26 de março. A previsão é que a leitura do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) seja feita dia 23 de março..
O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
fonte - Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil.
Marco legislativo brasileiro voltado à proteção digital infantojuvenil entra em vigor em março e amplia responsabilidades das plataformas digitais...
A entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), Lei nº 15.211/25, no mês de março, estabelece regras claras, deveres e punições específicas aplicáveis às plataformas digitais, ampliando ao espaço virtual os direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A nova legislação representa o primeiro marco legal brasileiro voltado exclusivamente à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Segundo Maurício Cunha, presidente executivo do ChildFund, organização que há quase 60 anos atua na defesa dos direitos da infância no Brasil, a implementação da lei é resultado de anos de mobilização da sociedade civil diante dos riscos do uso não protegido das tecnologias. “Em um mapeamento feito pelo ChildFund com mais de 8 mil adolescentes de todo o país, foi possível identificar que mais da metade dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual on-line. É um número muito alto, que revela um ambiente com baixa segurança e uma necessidade de maior letramento digital”, afirma.
O contexto brasileiro acompanha um movimento global de maior regulação das plataformas digitais. Na Austrália, por exemplo, uma lei aprovada em 2025 proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade.
No Brasil, o debate sobre segurança digital também ocorre em meio ao aumento de crimes cibernéticos. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela SaferNet, indicam que as queixas de crimes on-line cresceram 28,4% em 2025 em comparação com 2024, totalizando mais de 87 mil novas denúncias. A maior parte dos registros está relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil. Casos de misoginia, apologia a crimes, racismo e outras formas de violência também apresentaram crescimento significativo.
Embora a legislação passe a valer neste mês, o debate sobre o uso responsável da internet é anterior e envolve pais, responsáveis, educadores e órgãos de proteção. Desde 2022, o ChildFund acompanha e contribui para o desenvolvimento do ECA Digital junto a instituições e parlamentares, com sugestões ao texto técnico e participação em reuniões com equipes legislativas.
“O ChildFund também assinou, em 2024, uma nota da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência Contra Crianças defendendo a relevância do projeto e a urgência da aprovação. A organização também realizou campanhas, como o Maio Laranja, e pesquisas que contribuíram para sensibilizar a sociedade e os tomadores de decisão, processo que se intensificou após a denúncia do influenciador Felca, que evidenciou a vulnerabilidade de crianças e adolescentes”, complementa Águeda Barreto, especialista sênior de Advocacy do ChildFund Brasil.
Sobre os principais avanços do ECA Digital, Águeda destaca que “a nova lei representa um marco na proteção digital ao reconhecer expressamente esse direito no ECA e estabelecer deveres mais claros para as plataformas, como transparência na moderação, canais acessíveis de denúncia e design seguro, além de proporcionar novas formas de mediação para famílias. Ao integrar as dimensões on-line e offline, fortalece a atuação do sistema de garantia de direitos e consolida uma cultura de proteção impulsionada pela pressão da sociedade”.
Atuação na proteção digital
O trabalho do ChildFund na prevenção à violência on-line inclui iniciativas de formação, advocacy e produção de conhecimento. Um dos destaques é o Safe Child – Escola de Proteção Digital, curso voltado à navegação segura na internet para crianças e adolescentes, que vem sendo implementado em parceria com o poder público e organizações da sociedade civil (OSCs). Outra estratégia recém-lançada é o website www.navegandoseguros.org.br, que disponibiliza diversos materiais informativos sobre a proteção on-line.
Recentemente, a formação foi ampliada por meio de articulações com o Governo do Distrito Federal e com as prefeituras de Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Vitória da Conquista (BA), além de uma parceria internacional com uma organização do Paraguai. As formações envolvem crianças, adolescentes, familiares, profissionais da educação e integrantes da rede de proteção, ampliando o alcance e o impacto das ações.
A iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos dados do estudo Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet, realizado pelo ChildFund com mais de 8 mil adolescentes em todo o país. O levantamento revela que 54% dos adolescentes já sofreram algum tipo de violência sexual on-line e que 20% interagiram com pessoas desconhecidas ou suspeitas em jogos e redes sociais. Apesar de 94% afirmarem ter recebido alguma orientação sobre o uso seguro da internet, a maioria ainda não sabe como agir diante de situações de risco, o que reforça a urgência de ações preventivas.
Principais pontos do ECA Digital
O ECA Digital estabelece uma série de medidas inéditas para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. Entre os principais pontos estão:
- Verificação real da idade, com a proibição da autodeclaração e a exigência de métodos eficazes para comprovar a faixa etária dos usuários;
- Responsabilização das plataformas, que passam a ter a obrigação de monitorar e remover de forma ativa conteúdos nocivos, como violência, exploração e abuso sexual, cyberbullying, incentivo à automutilação e jogos de azar. A legislação também determina que as empresas encaminhem relatórios às autoridades com informações sobre conteúdos removidos ou denunciados e mantenham, por no mínimo seis meses, os dados relacionados aos casos, a fim de subsidiar investigações. A solicitação de retirada de conteúdo poderá ser feita pelas próprias vítimas, por seus responsáveis legais, pelo Ministério Público ou por entidades de proteção à infância e adolescência;
- Supervisão parental reforçada, com a obrigatoriedade de vinculação das contas de crianças e adolescentes menores de 16 anos às de um responsável legal. A lei determina que as plataformas disponibilizem ferramentas claras e acessíveis de controle parental, como bloqueio de conteúdos inadequados, definição de limite de tempo de uso, autorização prévia para compras e monitoramento das interações realizadas no ambiente digital;
- Proibição da publicidade direcionada a crianças e adolescentes, incluindo o uso de dados pessoais e perfis emocionais para fins comerciais. Também é proibida a veiculação de conteúdos que exponham crianças e adolescentes de forma erotizada ou inadequada, bem como sua monetização ou impulsionamento nas plataformas;
- Limitação de mecanismos que estimulam o vício, como as chamadas loot boxes, ou caixas-surpresa, presentes em jogos eletrônicos, que exigem pagamento sem que o usuário saiba previamente qual item ou benefício será recebido.
A Lei também define regras claras para a remoção de conteúdos, amplia a transparência das plataformas e estabelece a fiscalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que poderá aplicar advertências, multas e, em casos graves, solicitar a suspensão das atividades das empresas no Brasil por decisão judicial. Para saber mais informações sobre o ECA Digital e o Safe Child, acesse www.childfundbrasil.org.br.
Sobre o ChildFund
O ChildFund é uma organização que atua no desenvolvimento integral, promoção e defesa dos direitos da criança, do adolescente e do jovem, criando futuros com mais oportunidades, para que tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial.
As iniciativas do ChildFund no Brasil, em 2024, alcançaram 1,3 milhão de pessoas. A organização realiza suas iniciativas em oito estados brasileiros: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Piauí. Para realizá-las, conta com a contribuição de pessoas físicas, por meio do programa de apadrinhamento de crianças e de doações para a causa, como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações que apoiam os projetos desenvolvidos.
A organização foi fundada em 1966, sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG) e faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em mais de 60 países e que gera impacto positivo na vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias.
O ChildFund gera retorno de mais de sete reais para a sociedade, para cada um real doado ou investido na organização. A conclusão foi feita a partir de uma avaliação de impacto social dos programas do ChildFund, realizado pela Social Value International, uma rede global dedicada à avaliação e relato de impacto e valor social.
A organização foi premiada internacionalmente em 2025 e está entre as 20 melhores no ranking brasileiro emitido pela The Dot Good, uma certificadora de projetos sociais com sede na Suíça que avalia os impactos locais e globais de ONGs em todo o mundo. O ChildFund Brasil já foi eleito, também, a melhor ONG de assistência social do país em 2022 e a melhor ONG para crianças e adolescentes do Brasil por três anos (2018, 2019 e 2021) pelo Prêmio Melhores ONGs, que também a elegeu entre as 100 melhores ONGs do país por oito anos.
fonte - assessoria.
O Centro de Integração Empresa-Escola- CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, está com 7,5 mil vagas de estágio abertas em todo o país. Em Rondônia, são 108 oportunidades divididas entre ensino médio e superior.
No estado as vagas estão distribuídas em diversas áreas, com destaque para Administração, Educação, Direito, Contabilidade, Marketing, Farmácia e Informática. Também há oportunidades para estudantes do ensino médio. As bolsas-auxílio podem variar conforme a carga horária e a empresa contratante.
Para se cadastrar nas oportunidades e montar um perfil no Portal CIEE, basta acessar ciee.online (https://portal.ciee.org.br/). O cadastro é gratuito e é importante sempre manter os dados pessoais atualizados, pois é dessa forma que a empresa e o CIEE fazem contato para encaminhamentos de entrevista.
O interessado pode ainda incluir uma redação e um vídeo de apresentação para tornar o seu perfil ainda mais completo e aumentar as chances de ser convocado para uma entrevista.
No estado de Rondônia, o CIEE está localizado em Porto Velho, no seguinte endereço, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h: Av. Calama, 2472 - Sala 3 - 1º andar, bairro São João Bosco.
CIEE 62 anos: Imparável
Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à capacitação profissional de jovens e adolescentes.
A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
fonte - assessoria.
Os produtos contribuem para o melhor conhecimento da geologia e do potencial mineral do estado...
Os organizadores da nota explicativa Geologia e Recursos Minerais do estado de Rondônia são os pesquisadores Carlos Eduardo Santos de Oliveira, Dalton Rosemberg Valentim da Silva e Gustavo Negrello Bergami, que também estão entre os autores das folhas Cacoal e Serra Azul, juntamente com Carlos Augusto Silva Provenzano, Marco Aurélio Piacentini Pinheiro e Wilson Lopes de Oliveira Neto.
O Projeto Geologia e Potencial Mineral do Centro-Leste de Rondônia foi executado pela Residência de Porto Velho do SGB, com coordenação nacional do Departamento de Geologia da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais do SGB.
Aclamado ator, produtor e voz ativa na cultura, ele personifica uma rara combinação de profundidade artística, curiosidade intelectual e espírito humano...
Ao longo de uma carreira em constante evolução, definida por escolhas ousadas e integridade intelectual, Jake Gyllenhaal construiu uma obra reconhecida por sua profundidade e impacto cultural. Vencedor do prêmio BAFTA e indicado ao Oscar, ele sempre buscou projetos guiados por substância e intenção.
Além das telas, seu compromisso com a narrativa significativa e seu engajamento genuíno com as pessoas refletem a visão da Bvlgari de luxo como uma expressão de valores compartilhados, abertura para com os outros e relacionamentos duradouros.
“Jake representa uma forma contemporânea de excelência enraizada na integridade, empatia e autenticidade”, diz Laura Burdese, vice-CEO da Bvlgari e CEO da Bvlgari a partir de 1º de julho de 2026. “Sua sensibilidade artística e sua capacidade de criar conexões sinceras com as pessoas refletem a própria essência da nossa Maison. Ele traz profundidade, humanidade e propósito a tudo o que faz.”
“Eu sempre me senti próximo da Bvlgari pela forma como ela une beleza e significado, criatividade e emoção. Há uma generosidade na abordagem da Maison – em relação ao artesanato, à cultura e às histórias humanas – que ressoa com os meus valores. Para mim, a autenticidade vem dos relacionamentos que construímos e do cuidado que dedicamos ao que criamos, mantendo-nos fiéis ao que realmente importa e a quem somos”, comenta Jake Gyllenhaal.
fonte - assessoria.
Porto Velho será palco neste sábado (14/03) da segunda edição do Titan Fight, torneio de artes marciais que promete movimentar o ginásio Eduardo Lima e Silva, conhecido como Ginásio Dudu, na zona Sul da capital. A partir das 17h, o público poderá acompanhar uma programação com 14 combates envolvendo atletas de Rondônia e do Acre.
| foto - reprodução |
O evento é promovido pela Liga Rondoniense de Karatê Shotokan e Kickboxing em parceria com a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer.
A iniciativa busca fortalecer o cenário esportivo regional e ampliar a visibilidade de lutadores da região Norte.
A programação inclui duas disputas de cinturão interestadual. Uma delas será realizada na categoria até 75 quilos, reunindo representantes de Rondônia e do Acre.
Outra novidade da edição é a criação da divisão até 66 quilos, pensada para ampliar as oportunidades de participação de atletas com diferentes perfis físicos e técnicos.
Segundo o promotor do evento, Daniel Picanço, o torneio representa um passo importante para o crescimento dos esportes de combate no estado. Ele destacou que a proposta do Titan Fight é valorizar os atletas locais e abrir espaço para que possam ganhar projeção no cenário esportivo.
Além das lutas, o evento também terá caráter solidário. A entrada será gratuita, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível.
Os mantimentos arrecadados serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Porto Velho, reforçando a proposta de unir esporte e responsabilidade social.
A prática do trabalho em condições análogas à escravidão em Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia e Vilhena estava longe de ser um fato novo, constatei em 1981 ao conversar com o padre salesiano Ângelo Spadari, na Casa Paroquial. Ele me contava da rotineira ida de trabalhadores para as fazendas da região, alimentada diariamente por 'gatos' originários de Mato Grosso ou de estados do sul.
| Foto: Fome na praça - 1985 - M. Cruz/Reproduções do JB |
Interessante é que apesar da modernidade que trouxe máquinas e potentes motoserras para duas derrubadas, os 'gatos' não deixaram de existir.
| Fome na praça 1985 - M. Cruz/Reproduções do JB |
Talvez ingenuamente, uma juíza recém-chegada ao cargo na Vara do Trabalho lá por 2010 ignorasse a situação. A magistrada argumentava assim: “Quando o patrão conduz o empregado a um supermercado e o condiciona ao trabalho para pagar os utensílios e alimentos isso configura um adiantamento”. “Que deve ser descontado no futuro”, defendia.
Baseava-se na lógica dos seringais amazônicos. Na região onde ocorreram os piores casos de “escravidão branca” nos anos 1970 e 80, a juíza agradou e desagradou. No entendimento dela, essa degradação humana “não mais existia no Brasil”. Saísse do seu gabinete e viajasse pelos cartões rondonienses, notaria os horrores.
Mas insistia: "Escravidão, só a dos negros, no Brasil Colônia."
Cerejeiras, maio de 1986. Durante alguns meses as fazendas São José e Cerejeiras não pagavam salários para duzentas pessoas mantidas sob sevícias e tortura. Esse era o contingente que apanhava de cipó e se sujeitava a mutilações com motosserras enquanto desmatava ilegalmente.
Este repórter viajou para lá, a fim de constatar a situação denunciada semanas antes pela Igreja Católica.
| Fome na praça, 1985 - M.Cruz/Reproduções do JB |
Multados pela Justiça, os donos mandaram libertar os peões, mas eles ainda foram vítimas de capatazes raivosos. Saíram das fazendas a pé e alguns baleados nas pernas e nas costas.
Situação semelhante também ocorreu nas Fazendas Gauchinho, Antonio José, Santa Ana e Bordon, de onde foram libertados dezenas de peões. Encontrei-os esfomeados, comendo em marmitas na pracinha de Cerejeiras. Ali estavam rapazes com solas e calcanhares dos pés cortados, para que não fugissem (!).
O novo estado não vivia o Brasil Colônia, período em que os negros eram identificados pela dentição, mas se vergava à tortura no meio do mato, longe dos olhos de quem deveria impedi-las. A escravidão camuflada ficou conhecida por “trabalho forçado”. Ouvi o promotor de Justiça Osvaldo Luís Araújo e o delegado de polícia, Rivaldo Silva.
Este preferia lavrar o inquérito com o termo “semiescravidão”.
Papel triste e ao mesmo tempo risível desempenhava o destacamento da PM em Cerejeiras: o soldado Riva oferecia-se para convencer os peões a procurar outros patrões, ali mesmo nos quartos de pensões ou na rodoviária de Vilhena, às barbas da lei.
Sem disfarçar suas intenções, o gato Eurides Gonçalves colocava-se ao lado dele para informar que precisava de uns 70 homens para desmatar uma área numa desconhecida fazenda na região do Juruena, em Mato Grosso. Vilhena, o portão de entrada ao novo estado, tornava-se o polo concentrador da mão-de-obra contratada irregularmente para a derrubada da floresta.
Nem aquela porteira colocada pelo governador Teixeirão para a triagem de migrantes impediu que centenas deles fossem poupados daqueles horrores.
(*) Originalmente publicada no jornal eletrônico Cool do Mundo, de Vilhena.
Texto anterior - O jumento é nosso irmão - por Montezuma Cruz*
Nota de responsabilidade
As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.
+ Lidas do Mês
-
Uma cozinheira morreu após a explosão de uma panela de pressão, na noite de quinta-feira (9), em uma churrascaria no bairro Distrito Industr...
-
Um homem foi baleado na cabeça durante uma tentativa de homicídio no Garimpo Bom Futuro, próximo a Ariquemes (RO). Segundo informações do bo...
-
Erle Santos da Silva, acusado de matar o amigo Wesley Carlos de Oliveira Guimarães, será julgado pelo Juízo do 2º Tribunal do Júri da Comarc...
-
O adolescente Thaylo Freire Farias, 16, foi encontrado morto a tiros na tarde desta terça-feira (7), próximo de um lago em uma fazenda, nos ...
-
A Policia Militar foi acionada pela esposa da vítima e ao se dirigir ao local encontrou a vítima andando ensanguentado. O crime aconteceu na...





