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Defesa de Zambelli apresenta recurso na Itália para evitar extradição

Zambelli deixou o após condenação pelo STF a 10 anos de prisão...

Brasília (DF) 23/04/2024  Deputada Carla Zambelli durante coletiva na Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli informou nesta sexta-feira (10) que apresentou recurso à Corte de Cassação da Itália para derrubar a decisão que autorizou a extradição dela para o Brasil.

No mês passado, a Corte de Apelação aceitou extraditá-la, mas a decisão não foi definitiva porque cabe recurso.

De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, foram feitos questionamentos sobre irregularidades processuais, as condições do sistema carcerário brasileiro e críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução do processo que condenou Zambelli.

“Desde o início, apontamos falhas no processo, tanto na ausência de correspondência do crime de hackeragem na legislação italiana quanto na forma como o pedido de extradição foi formalizado”, disse a defesa.

A Corte de Cassação é a última instância do judiciário italiano. A análise do caso pode durar até seis meses.

Se a extradição for mantida pelo tribunal, a palavra final sobre o retorno de Zambelli ao Brasil será do Ministério da Justiça da Itália.

Fuga

Em julho do ano passado, Carla Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

“Estou livre”, diz Carolina Ferraz após sair do Domingo Espetacular

A apresentadora e atriz usou as redes sociais para falar sobre a conturbada saída da emissora...


Carolina Ferraz usou as redes sociais para falar pela primeira vez sobre a polêmica demissão do Domingo Espetacular. A apresentadora deixou o comando do programa após bastidores conturbados e desabafou no Instagram.

“Estou vivendo um novo momento na minha carreira, desenvolvendo projetos que fazem mais sentido com quem eu sou hoje, com mais liberdade no entretenimento e uma conexão ainda mais próxima com o público”, disse.

Carolina Ferraz ainda deixou em aberto a continuação na Record, afirmando que quer ampliar a área de atuação para o mercado publicitário.

“Após um período no jornalismo, que naturalmente exige uma condução mais institucional, entro agora em uma fase onde posso explorar de forma mais ampla minha versatilidade, com uma comunicação mais leve, próxima e espontânea. Estou livre. É um momento de construção sólida, com muitas novidades por vir. Recomeçar é preciso. E vocês sabem que recomeçar é comigo mesma“, finalizou.

fonte - Vinícius Veloso - metrópoles.

Aposta de Rondônia bate na trave da Mega-Sena e fatura mais de R$ 67 mil

Uma aposta feita em Rondônia ficou a apenas um número do prêmio principal da Mega-Sena e garantiu R$ 67.971,68 no concurso 2.994, realizado na noite de quinta-feira (9), em São Paulo. O jogo premiado foi registrado na cidade de Pimenta Bueno, por meio dos canais eletrônicos da Caixa.

FOTO - REPRODUÇÃO

Os números sorteados foram 01, 10, 23, 31, 40 e 55. Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 40 milhões para o próximo sorteio.

De acordo com as informações divulgadas, a aposta premiada em Rondônia foi um jogo simples, dividido em sete cotas, o que significa que o valor deverá ser repartido entre os participantes do bolão.

A Mega-Sena permite apostas até as 20h, no horário de Brasília, em casas lotéricas de todo o país, além do site e aplicativo Loterias Caixa. Já os bolões digitais podem ser registrados até as 20h30, exclusivamente pelos canais online.

Segundo a Caixa Econômica Federal, a chance de acertar as seis dezenas em uma aposta simples, no valor de R$ 6, é de 1 em 50.063.860. 

Para apostas com maior quantidade de números, as probabilidades aumentam, assim como o custo do jogo.

Esquema com 30 mil cabeças de gado entra na mira de operação contra sonegação em RO

 As investigações apontam que o grupo simulava operações de transferência de bovinos entre Rondônia e Mato Grosso, envolvendo cerca de 30 mil cabeças de gado...

Com atuação decisiva na “Operação Ganatum”, deflagrada na quarta-feira (8), pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), o governo de Rondônia fortaleceu a fiscalização tributária e o combate à sonegação fiscal no estado. A ação integrada realizada pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), em parceria com o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RO), Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO) e a Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, resultou na desarticulação de um esquema estruturado de fraude fiscal no setor pecuário.

A operação é fruto de um trabalho contínuo de inteligência fiscal desenvolvido pela Sefin, por meio do Núcleo de Inteligência Fiscal (NIF), que vem intensificando o monitoramento de operações suspeitas e contribuindo diretamente para a identificação de irregularidades. Esse tipo de atuação demonstra que o estado está atento e preparado para coibir práticas ilícitas, inibindo o avanço de fraudes e fortalecendo a justiça fiscal.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a importância da atuação integrada entre os órgãos. “O governo do estado tem investido no fortalecimento dos mecanismos de controle e inteligência. Essa operação demonstra que estamos atentos e atuando de forma firme para combater a sonegação, proteger os recursos públicos e garantir que eles retornem em benefícios para a população.”

MONITORAMENTO DAS AÇÕES

As investigações apontam que o grupo simulava operações de transferência de bovinos entre Rondônia e Mato Grosso, envolvendo cerca de 30 mil cabeças de gado. O esquema utilizava documentos fiscais falsos e uso de terceiros para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas transações.

Até o momento, a movimentação financeira identificada ultrapassa R$ 44 milhões, com prejuízo tributário superior a R$ 7 milhões. As apurações seguem em andamento. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 14 alvos, nos estados de Rondônia e Mato Grosso, com apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos que serão analisados para aprofundamento das investigações.

O secretário de Estado de Finanças, Franco Maegaki Ono, enfatizou o papel estratégico da atuação da gestão nesse processo. “O resultado é reflexo de um trabalho técnico contínuo, que alia inteligência fiscal e atuação integrada. Combater a sonegação é garantir justiça tributária, fortalecer a arrecadação e assegurar que os recursos públicos sejam aplicados em políticas essenciais para a sociedade.”

JUSTIÇA TRIBUTÁRIA

Além de proteger os cofres públicos, ações como essa também beneficiam diretamente os empresários e produtores que atuam de forma regular, ao combater a concorrência desleal e promover um ambiente de negócios mais justo e equilibrado.

Em entrevista coletiva realizada no Ministério Público de Rondônia, o auditor fiscal do Núcleo de Inteligência Fiscal, Marcelo Hagge, detalhou a atuação da equipe. Segundo ele, a apuração teve início a partir da lavratura de um auto de infração em 2023, que possibilitou o aprofundamento das análises. “A partir desse procedimento, iniciamos uma série de pesquisas que possibilitaram o mapeamento dos envolvidos. Identificamos a utilização de propriedades rurais para simular operações de circulação de gado, com o objetivo de dar aparência de legalidade às transações”, explicou. Ele também destacou que a análise da documentação apreendida será fundamental para identificar os responsáveis pelo esquema.

ATUAÇÃO INTEGRADA

A “Operação Ganatum” evidencia a importância da atuação estratégica e integrada dos órgãos de controle, consolidando o engajamento do governo de Rondônia com a transparência, a legalidade e o desenvolvimento econômico sustentável do estado.

FONTE - SECOM RO.

Cármen Lúcia decide antecipar saída da Presidência do TSE

Mandato de Cármen terminaria em 3 de junho, mas ministra anunciou que já dará início ao processo para ser sucedida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que passará a presidir a Corte Eleitoral...


A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que antecipará a sua saída do comando da Justiça Eleitoral já para o mês de maio. Originalmente, a magistrada permaneceria no cargo até 3 de junho.

"Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão na Presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, iniciar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa", afirmou Cármen durante sessão da Corte Eleitoral.

A ministra marcou para a próxima terça (14) a eleição para os cargos de presidente e vice-presidente do TSE. A votação é simbólica. Na prática, assumirão os postos os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente.

Depois da eleição, Cármen disse que acertará com os dois o início efetivo da transição e a data de posse dos eleitos para o próximo mês.

Segundo a ministra, a mudança nos cargos de direção no TSE e nos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), quando muito próxima à data das eleições, compromete a "tranquilidade administrativa" necessária para o processo eleitoral.

Ela destacou que dirigentes novos sempre têm que montar suas equipes de confiança e definir as orientações aos pontos mais sensíveis da administração.

Cármen afirmou ainda que as eleições devem ocorrer "sem atropelos e sem afobação para que o processo tenha curso regular transparente e seguro".


Nunes Marques será o novo presidente

Será o responsável por chefiar a Corte Eleitoral durante as eleições de 2026 o ministro Nunes Marques. Esta será a primeira vez que um magistrado de Corte Superior indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandará o tribunal eleitoral.

O presidente do TSE atua como o principal organizador do processo eleitoral, que vai desde a pré-campanha, registro das candidaturas, até a divulgação das pessoas eleitas. Nesta condição, Nunes Marques acumulará funções administrativas, normativas e jurisdicionais.


FONTE - Tainá Falcão, Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil.

Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

Beneficiário pode reabastecer botijão nas revendedoras credenciadas...

Revenda de Gás em Sapopemba/SP (14/01/2026) - Foto: Ricardo Botelho/MME
© Ricardo Botelho/MME

Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Para ter acesso à recarga, o responsável familiar deve procurar umas das mais de 20 mil revendedoras em todo o país, que aderiram voluntariamente ao programa e realizar a validação eletrônica na azulzinha (maquininha de cartões) de uma das seguintes formas:

  • Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;
  • Cartão do Bolsa Família (com chip);
  • Cartão de débito da Caixa.

Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

Expansão nacional

Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o programa triplicou o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

Perfil beneficiado

A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

Ampliação

O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

Combate à pobreza energética

O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

Para receber o benefício, a família precisa:

  • Ser beneficiária do Bolsa Família;
  • Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
  • Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;
  • Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
  • Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

Onde consultar o benefício

Canais para tirar dúvidas

  • Disque Social 121 (MDS);
  • FalaBR, do Governo Federal;
  • SAC Caixa: 0800-726-0101.
FONTE - AGENCIA BRASIL.

Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres

Normas definem casos de vicaricídio e monitoramento de agressores...

Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mulheres de todo o país passam a contar nesta sexta-feira (10) com leis de proteção mais abrangentes para casos de violência. Diário Oficial da União desta sexta-feira (10) traz publicadas normas que tipificam crimes e ampliam a vigilância sobre agressores.

As medidas foram sancionadas nessa quinta-feira (9) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atualizam a legislação sobre o tema.

Lei 15.382/2026 cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser lembrado em 5 de setembro.

Tornozeleira

Outra norma prevê o monitoramento eletrônico de agressores. A Lei 15.383/2026 altera a Lei Maria da Penha para incluir tal possibilidade, quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar.

Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

Violência vicária

Lei nº 15.384/2026 tipifica o crime de vicaricídio, que é o assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres.

Um dos casos mais recentes foi o do secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, que atirou nos dois filhos e se matou.

A legislação prevê pena de 20 a 40 anos em regime fechado para casos de violência vicária.

A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle;
  • contra criança ou adolescente ou pessoa idosa ou com deficiência;
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.
  • As medidas entram em vigor hoje
FONTE - AGENCIA BRASIL.

Decisão judicial cancela matrícula de estudante que se passou por indígena em Rondônia

Uma decisão da Justiça Federal determinou o cancelamento da matrícula de um estudante do curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia (Unir) após o Ministério Público Federal em Rondônia comprovar que ele não possui pertencimento a comunidade indígena, embora tenha ingressado por vaga destinada às cotas étnicas. O caso, divulgado pelo MPF durante o Abril Indígena, reacende o debate sobre fraudes no sistema de reserva de vagas no ensino superior.


A ação teve início em 2024, quando o candidato apresentou autodeclaração indígena para disputar a vaga, mas acabou reprovado pela banca de heteroidentificação da universidade. Mesmo assim, ele obteve uma liminar na Justiça e conseguiu efetivar a matrícula no curso.

Após denúncia apresentada por lideranças do povo Karitiana, o MPF passou a atuar no processo e reuniu elementos que demonstraram a inexistência de vínculo étnico, cultural, histórico ou familiar do estudante com a comunidade. Na decisão, a Justiça acolheu os argumentos apresentados pelo órgão federal e determinou o cancelamento da matrícula.

O procurador da República Leonardo Caberlon ressaltou que a autodeclaração, isoladamente, não garante o direito à vaga. “Não basta se autodeclarar indígena, é necessário ser reconhecido pela comunidade indígena”, afirmou, destacando que esse reconhecimento decorre do direito constitucional à autodeterminação dos povos originários.

Segundo o MPF, lideranças Karitiana informaram que o estudante não era reconhecido pelos anciãos nem pelas lideranças tradicionais. O documento encaminhado ao órgão também relata que ele teria induzido integrantes da comunidade ao erro para conseguir assinaturas em uma declaração de pertencimento étnico.

De acordo com a apuração, o estudante afirmou a alguns Karitiana que pertencia ao povo Parintintin e alegou não ter tempo para buscar assinaturas em Humaitá, no Amazonas. A situação, no entanto, despertou suspeitas da banca de heteroidentificação da Unir, composta por indígenas, que decidiu checar a autenticidade do documento.

Durante a entrevista, o candidato não conseguiu demonstrar vínculos de parentesco, vivência comunitária ou conhecimento sobre a cultura, as tradições e a localização geográfica da aldeia Karitiana, o que reforçou as dúvidas sobre a declaração apresentada.

Um laudo antropológico elaborado pela pesquisadora Andréa Carvalho Mendes de Oliveira Castro também foi anexado ao processo. O estudo apontou que não existe qualquer registro genealógico do estudante entre os Karitiana nos últimos 130 anos. A antropóloga alertou para o risco do chamado “índio de papel”, expressão usada para descrever apropriação indevida de identidade indígena.

Ainda segundo o laudo, a comunidade Karitiana vive em uma única aldeia, com pouco mais de 300 indígenas, mantendo fortes vínculos familiares, o que torna inviável a existência de um integrante desconhecido.

O MPF informou que outras denúncias de possíveis fraudes em vagas destinadas às cotas indígenas na Unir seguem sob investigação por meio de inquérito civil.

Justiça condena cooperativa de crédito por cobrança indevida e determina devolução em dobro

A 1ª Turma Recursal Cível da Justiça de Rondônia condenou uma cooperativa de crédito à devolução de valores recebidos a mais do que o valor para quitação da dívida com uma cliente. O banco e a mulher pactuaram um acordo para pôr fim aos processos relativos à dívida de 19 mil reais.

FOTO - REPRODUÇÃO

O pagamento foi dividido em duas parcelas, sendo a primeira de 15 mil reais. Ficou estabelecido que valores objetos de penhora seriam transferidos para a cooperativa para abater o saldo devedor. No entanto, a cooperativa não compensou o valor de R$ 1.248,00 (um mil duzentos e quarenta e oito reais) já retido e enviou um boleto no valor de R$4 mil. A cliente pagou sob ameaça de aplicação de multa de 30% por quebra de acordo, mas solicitou o reembolso, que foi negado.

Seu pedido foi julgado improcedente no Juizado Especial, a cliente não conseguiu reverter a cobrança. Mas o advogado recorreu, alegando que houve cobrança em dobro, pois, conforme o acordo firmado, parte da dívida já havia sido quitada pelos valores penhorados via bloqueio bancário em ação de cobrança. Para o juiz relator do processo, Acir Teixeira Grécia, a Justiça deve reconhecer que houve cobrança indevida com base nas comprovações apresentadas. "Os próprios advogados da cooperativa, ao firmar o acordo, orientaram que a penhora seria abatida da dívida."

Ao reconhecer a relação de consumo e o pagamento indevido, o relator determinou a restituição em dobro. No entanto, não reconheceu o dano moral presumido, entendendo que a situação decorreu de uma falha no atendimento do banco, algo considerado inerente às relações contratuais modernas. O voto foi acompanhado por unanimidade pelos juízes João Rolim Sampaio e José Gonçalves da Silva Filho, em sessão realizada nesta quarta-feira, 8, no Fórum Geral de Porto Velho.

Restituição

Com a decisão, a cooperativa de crédito terá que devolver em dobro o valor pago a mais, acrescido de atualização monetária e juros de 1% ao mês desde a citação.

Processo nº: 7002083-65.2025.8.22.0013

FONTE - TJRO.

Tribunal de Justiça de Rondônia abre seleção para Juiz de Paz em São Felipe D'Oeste

O Poder Judiciário, por meio da Corregedoria Permanente das Serventias Extrajudiciais da Comarca de Pimenta Bueno, abriu um processo seletivo para o preenchimento das vagas de 1º e 2º suplentes de Juiz de Paz. A seleção, regida pelo Edital nº 001/2026, destina-se ao Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas do Município de São Felipe D'Oeste. O Juiz Hugo Soares Bertuccini preside o certame, que busca cidadãos aptos a colaborar com os atos civis na localidade.


Os interessados têm o prazo de 20 dias, contados a partir de 7 de abril de 2026, para efetuar a inscrição de forma gratuita. A participação ocorre mediante a entrega de um requerimento simples e documentação específica diretamente no Cartório de Registro Civil de São Felipe D'Oeste, situado na Avenida Tancredo Neves, nº 21-C. 

O processo exige que os candidatos apresentem currículo, comprovantes de escolaridade, certidões negativas criminais e cíveis, além de uma redação de até 20 linhas sobre o interesse na função.

Para concorrer ao cargo, o edital estabelece critérios rígidos de elegibilidade e conduta. É necessário ter idade mínima de 21 anos, nacionalidade brasileira, residência fixa no município e estar em pleno gozo dos direitos políticos e civis. 

Além disso, a norma proíbe a filiação partidária ou o exercício de atividades políticas pelos candidatos. Após a fase de entrega de documentos, o Juízo Corregedor poderá realizar entrevistas individuais com os inscritos antes do envio da lista final para nomeação pela Presidência do Tribunal de Justiça de Rondônia.

Os selecionados exercerão o mandato por um período de quatro anos, com possibilidade de recondução. 

A atuação não possui vínculo empregatício com o Estado, mas pode prever participação nos emolumentos dos atos realizados. 

O processo seletivo garante a continuidade dos serviços essenciais à população local, assegurando que o município conte com autoridades preparadas para suprir eventuais faltas ou impedimentos do titular.

A função do Juiz de Paz é fundamental para a organização civil da sociedade e para o exercício da cidadania em nível municipal, pois tem a competência legal para a celebração de casamentos civis, a verificação dos processos de habilitação matrimonial, dentre outras questões relacionadas.

Leia o _Edital_001.pdf

FONTE - TJRO.

Atletas rondonienses disputam Campeonato Brasileiro de Ciclismo com apoio do governo de RO

FOTO - REPRODUÇÃO

Atletas rondonienses participam, entre os dias 9 e 12 de abril, do Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada e Contrarrelógio Juniores 2026, realizado em Londrina. Representando o estado, cinco jovens competidores disputam provas nacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Ciclismo, buscando destaque nas categorias de base e projeção no cenário esportivo.

A participação tem como objetivo fortalecer o esporte de base e revelar novos talentos, com apoio do programa Pró-Atleta, desenvolvido pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) que garante suporte para que atletas representem o estado em competições nacionais.

A delegação rondoniense é formada pelos atletas Alícia Martins, Jonathan Trindade e Amanda Souza, de Guajará-Mirim; Murilo Espada, de Vilhena; e Felipe Souza, de Porto Velho. O grupo integra a equipe CTPM-X, que vem ganhando destaque em competições estaduais e nacionais.

Com uma base promissora e resultados consistentes, os atletas entram na disputa com expectativa de alcançar posições de destaque e representar Rondônia com excelência no cenário nacional.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos do governo de incentivo ao esporte fortalecem o esporte de base e apoia jovens talentos para que possam representar o estado em competições importantes no Brasil e no exterior.

REPRESENTAÇÃO NACIONAL

Entre os nomes, a atleta Amanda Souza se destacou por ter sido convocada para representar o Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, que acontecem entre os dias 12 e 25 de abril, no Panamá. A convocação reforça o potencial esportivo da atleta e evidencia a força do ciclismo rondoniense. A competição reúne jovens talentos de todo o país nas modalidades de resistência e contrarrelógio individual, sendo considerada uma das principais vitrines para atletas em formação no ciclismo brasileiro.

A participação de atletas rondonienses nos campeonatos demonstra compromisso do governo do estado com políticas públicas voltadas ao esporte, promovendo oportunidades, incentivando novos atletas e ampliando a presença de Rondônia em competições nacionais e internacionais.

fonte - SECOM RO.

Volta da Artemis II: saiba quando, onde e a que horas a missão chega

Artemis II marcou o retorno dos humanos à Lua após mais de 50 anos, além de bater o recorde de viagem mais distante do nosso planeta...

FOTO - REPRODUÇÃO


Em viagem rumo à Terra, a previsão da Nasa é que os astronautas da Artemis II aterrissem nessa sexta-feira (10/4), às 21h07 (horário de Brasília). A missão histórica marcou a volta dos humanos à Lua após mais de 50 anos, além de bater o recorde de viagem mais distante do nosso planeta. O retorno da tripulação para casa será transmitido pelo Metrópoles a partir das 19h. 

Ao invés de voos convencionais, a cápsula Orion, responsável por levar e trazer os astronautas, irá pousar nas águas do Oceano Pacifico, próximo à costa da cidade de San Diego, nos Estados Unidos – mesmo local do pouso da missão não tripulada Artemis I. A escolha do lugar pela Nasa se dá por vários motivos:

Cronograma do retorno da Artemis II

De acordo com o portal norte-americano Space, a programação da Artemis II para voltar à Terra é a seguinte (os horários estão sujeitos a alterações):

  • 15h53: será feita a terceira manobra de correção de trajetória para pousar a cápsula no Oceano Pacífico.
  • 18h05: os astronautas iniciam a lista de verificação para a reentrada na Terra.
  • 20h33: a unidade de serviço da Orion, responsável por guiar e impulsionar o veículo no espaço, deve se separar do módulo da tripulação, a região onde ficam os astronautas.
  • 20h53: a cápsula Orion entra novamente na atmosfera terrestre e o escudo térmico da nave agirá para proteger o veículo e astronautas do plasma superaquecido que rodeará a Orion.
  • 21h07: a cápsula pousa no Oceano Pacifico, próximo à costa da cidade de San Diego.

Quando pousarem, os tripulantes serão socorridos por helicópteros da Marinha dos Estados Unidos levando equipes já treinadas para tal função. 

ACOMPANHE:

FONTE - METRÓPOLES.

PF deflagra operação contra garimpo ilegal em terras indígenas de Rondônia; veja

A Polícia Federal realizou, na quinta-feira (9), a Operação Turbid River para combater o garimpo ilegal e outros crimes ambientais em áreas protegidas de Rondônia. A ação teve como foco as Terras Indígenas Roosevelt e o Parque do Aripuanã, regiões consideradas de alta sensibilidade ambiental e constantemente pressionadas pela exploração clandestina de recursos naturais.


A operação foi conduzida em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Força Nacional e com apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

Ao todo, 28 agentes participaram da ofensiva, que resultou na apreensão e inutilização de diversos equipamentos utilizados na atividade ilegal. 

Entre os materiais recolhidos estão pás carregadeiras, motores, gerador de energia, combustível, aparelhos celulares, equipamentos de comunicação via satélite e estruturas de acampamento.

Durante a operação, também foi destruída uma ponte clandestina que vinha sendo utilizada por garimpeiros e madeireiros para acessar as áreas protegidas, facilitando a exploração ilegal na região.


Segundo a Polícia Federal, a atuação visa preservar áreas de grande importância ambiental e proteger as comunidades indígenas afetadas pelos impactos da mineração ilegal, que incluem danos ao meio ambiente, pressão sobre o território e prejuízos sociais e culturais às populações tradicionais.


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