Operação distrato mira esquema bilionário de créditos falsos de ICMS, em que consultorias prometiam reduções de impostos inexistentes a centenas de empresas...
Um dos maiores advogados do Brasil e dono de um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, Nelson Wilians está no centro de uma investigação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) com participação da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), que envolve supostas fraudes tributárias com a venda de créditos falsos de ICMS, em cifras que chegam a R$ 3,8 bilhões.
A Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15) apura um sofisticado esquema que identificou que consultorias prometiam reduções de impostos inexistentes a centenas de empresas, gerando um prejuízo bilionário aos cofres públicos.
Até o momento, a Secretaria da Fazenda já realizou verificações fiscais que culminaram na lavratura de autos de infração em 752 empresas envolvidas na fraude, cujo montante sonegado supera R$ 3,8 bilhões — cifra que revela um esquema estruturado e de larga escala.
Somado às sanções financeiras, a força-tarefa executou diversos mandados de busca e apreensão para desarticular a rede de empresas fictícias que simulava tais operações. A CNN Brasil apurou que o escritório do grupo ligado a Nelson Wilians foi alvo de buscas nesta manhã.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) confirmou que um dos núcleos centrais da investigação da Operação Distrato está ligado ao grupo econômico de Nelson Wilians.
Além dele, a advogada Mayra de Paula, apontada pelas investigações como "sócia" de Wilians nas supostas fraudes, também foi alvo de mandados em Londrina, no Paraná.
De acordo com o MP-SP o objetivo central da iniciativa é punir a concorrência desleal e garantir que empresas cumpridoras da lei não sejam prejudicadas por práticas ilícitas.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Nelson Wilians e Mayra de Paula para comentar as investigações. O espaço segue aberto.
fonte - Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo.
Órgão investiga lacunas na comunicação entre redes de ensino e cobra criação de diretrizes nacionais; medida busca fortalecer proteção de crianças e adolescentes...
O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar falhas no sistema de transferência escolar entre estados brasileiros e cobrar a criação de normas nacionais que garantam o acompanhamento de crianças e adolescentes durante esse processo. A medida foi motivada pelo caso da adolescente Marta Isabelle, morta em Porto Velho (RO) após sofrer tortura e maus-tratos familiares, e busca evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
O objetivo é verificar se há uma lacuna na comunicação entre os sistemas estaduais de ensino que permita que crianças e adolescentes deixem de frequentar a escola após uma transferência sem que os órgãos públicos sejam informados e possam realizar a busca ativa.
No caso de Marta Isabelle, o pai informou que a adolescente seria transferida da rede estadual de Rondônia para a Paraíba. No entanto, não havia um mecanismo nacional que permitisse confirmar se a matrícula foi efetivamente realizada no estado de destino. Para o MPF, caso essa comunicação existisse e fosse constatado que a estudante não ingressou na nova escola, seria possível acionar a busca ativa e, se necessário, os órgãos de proteção e segurança pública para localizar a adolescente.
Como primeiras providências, o MPF encaminhou ofícios à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) e ao Conselho Nacional de Educação (CNE), solicitando informações sobre como funciona atualmente a transferência interestadual de estudantes, se existem normas específicas para esses casos e quais medidas são adotadas quando o aluno não se matricula na escola de destino. Os órgãos terão prazo de 15 dias úteis para responder.
Caso seja confirmada a ausência de regulamentação nacional, o MPF poderá expedir recomendação para que o MEC e o CNE estabeleçam diretrizes que obriguem a comunicação entre os sistemas estaduais de ensino. A medida busca fortalecendo a busca ativa escolar e a proteção de crianças e adolescentes em todo o país.
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fonte - MPF/RO.
Guarda Revolucionária Islâmica afirma que a energia regional será "compartilhada por todos ou negada a todos" após intervenção americana no Estreito de Ormuz...
“As exportações regionais de energia são compartilhadas por todos ou negadas a todos”, afirmou a Guarda em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA nesta quarta-feira (15).
Analistas afirmaram que o Irã vem sinalizando que pode usar seus aliados Houthis, no Iêmen, para fechar a passagem de Bab el-Mandeb para o Mar Vermelho, abrindo uma nova frente contra Washington e colocando em risco duas das principais rotas de abastecimento energético do mundo.
O estreito canal liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, por onde passam as exportações de petróleo da Arábia Saudita e uma parcela substancial do transporte marítimo global.
Uma autoridade de alto escalão houthi advertiu na segunda-feira (13) que o grupo estava preparado para fechar o Estreito de Bab el-Mandeb — uma medida que, segundo ele, poderia fazer os preços do petróleo dispararem para US$200 o barril — caso a Arábia Saudita continuasse a atacar o Iêmen, segundo reportagem no site da Press TV do Irã.
Forças houthis dispararam mísseis contra a Arábia Saudita após acusarem o reino de bombardear um aeroporto sob seu controle na segunda-feira, rompendo uma trégua de quatro anos no conflito entre o reino e o grupo alinhado ao Irã.
Os Houthis já demonstraram que podem paralisar o comércio global por meio do Estreito de Bab el-Mandeb.
Após o início da guerra de Gaza, em outubro de 2023, o grupo apoiado pelo Irã lançou ataques contra a navegação comercial no Mar Vermelho, afirmando que tinha como alvo embarcações ligadas a Israel, em apoio aos palestinos.
A mais recente ameaça à navegação global ocorre um dia depois que as Forças Armadas dos EUA anunciaram o início de uma nova rodada de ataques “para continuar a enfraquecer as capacidades iranianas utilizadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.”
Os Estados Unidos afirmaram que o Irã havia atacado sete navios comerciais na última semana, resultando em quase uma dúzia de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.
As Forças Armadas dos EUA informaram na noite de terça-feira (14) que atingiram dezenas de alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e em áreas costeiras iranianas. A onda de ataques durou sete horas, informou o Comando Central dos EUA em comunicado.
A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, disse que pelo menos 30 civis foram mortos nos últimos dias devido aos ataques dos EUA ao sul do Irã, informou a mídia estatal nesta quarta-feira (15).
O Exército iraniano informou que pelo menos sete militares da ativa e recrutas foram mortos nos ataques norte-americanos realizados durante a madrugada contra a base militar de Bampur, no sudeste do país.
Irã mantém ameaça
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) afirmou nesta quarta-feira que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado até o que descreveu como “o fim dos males dos Estados Unidos”. Antes do início da guerra, em fevereiro, cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás passava por Ormuz diariamente.
A Guarda afirmou ter atacado o que descreveu como instalações de comando e controle, logística, combustível e equipamentos militares pertencentes à Quinta Frota dos EUA no Bahrein, em resposta aos últimos ataques norte-americanos no Estreito de Ormuz.
Eles também afirmaram ter incendiado e destruído o que descreveram como uma instalação logística dos Estados Unidos em Mina Abdullah, no Kuwait, e que sua força aérea havia atacado o que descreveram como uma base dos EUA em Azraq, na Jordânia, tendo como alvo hangares de aeronaves.
As forças informaram que alguns dos ataques dos EUA haviam sido lançados a partir de bases em território jordaniano.
Na manhã desta quarta-feira (15), a agência de notícias estatal do Kuwait informou que um incêndio havia sido controlado em um local alvo de ataques iranianos. Não ficou claro imediatamente se o fogo ocorreu no mesmo local mencionado no comunicado do IRGC.
A defesa aérea da Jordânia interceptou e abateu três mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do país a partir do território iraniano na madrugada desta quarta-feira.
As hostilidades entre o Irã e os EUA se reacenderam na semana passada, abalando uma trégua já frágil alcançada em junho, após vários meses de combates que mataram milhares de pessoas.
Trump ameaça setor de energia iraniano
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou na terça-feira atacar usinas de energia e pontes iranianas na próxima semana, a menos que Teerã retome as negociações.
“Vou deixar os alvos do setor energético para o final, mas, no fim das contas, vamos atacá-los”, disse Trump em entrevista a Trey Yingst, da Fox News.
Os negociadores dos EUA estavam em contato com seus homólogos iranianos para dizer a eles “é melhor vocês chegarem a um acordo”, acrescentou o presidente americano.
À medida que as tensões aumentavam, Trump sugeriu, na segunda-feira, a ideia de uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo pelo estreito, o que gerou críticas contundentes da agência de navegação da ONU e de outros.
Na terça-feira, ele descartou a ideia e disse, sem fornecer detalhes, que buscaria, em vez disso, acordos de investimento com os países do Golfo.
Os preços do petróleo subiam nesta quarta-feira, após fecharem com alta de 2% na terça-feira — atingindo a maior cotação em um mês —, à medida que os últimos ataques agravaram a interrupção no abastecimento no Estreito de Ormuz.
Pela segunda sessão consecutiva, o Brent fechou em seu maior nível desde 12 de junho e o West Texas Intermediate (WTI) em seu maior nível desde 15 de junho. Ambos os contratos se valorizavam ainda mais no início das negociações desta quarta-feira.
fonte - cnn brasil.
Segundo investigação, esquema usava empresas de fachada para simular operações e diminuir imposto devido...
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/7), operação contra suposto esquema bilionário de sonegação de impostos. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão advogados, incluindo o escritório de Nelson Wilians, investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.
A advogada Mayra Fahur de Paula, cujo escritório é localizado em Londrina, no Paraná, é também apontada como integrante do núcleo principal do esquema, que seria liderado pelo “Grupo Econômico Nelson Wilians”, segundo as investigações.
Batizada de Distrato, a operação cumpre 38 mandados em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé.
Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam a empresários paulistas a possibilidade de pagar menos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio da compra de supostos créditos tributários vendidos com desconto. Os intermediários afirmavam que esses créditos eram legais e haviam sido autorizados pela Secretaria da Fazenda, apresentando a operação como forma legítima de planejamento tributário.
Essa autorização da secretaria, no entanto, não existia. Após aderir ao esquema, a empresa deixava de pagar parte do ICMS devido ao Estado e repassava aos intermediários comissão que podia chegar a 70% do valor do imposto economizado. Assim, segundo a investigação, parte do dinheiro que deveria entrar nos cofres públicos acabava destinada aos integrantes do grupo. Foram identificadas infrações em 752 empresas, e o montante sonegado supera R$ 3,8 bilhões.
Ainda conforme a apuração, os créditos tributários negociados estavam ligados a empresas sem condições de operar, empresas falidas ou operações comerciais consideradas fictícias. Para fazer a aparência de legalidade, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices de seguro e até documentos falsos atribuídos à própria administração tributária.
Quem é Nelson Wilians
Alvo da operação desta quarta-feira, Nelson Wilians é formado em direito e fundou, em 1999, um escritório de advocacia tributária.
O escritório dele foi alvo, em setembro de 2025, de operação da Polícia Federal durante investigação sobre descontos indevidos contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com as investigações da PF, Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre 2019 e 2024.
Um relatório do Coaf já havia revelado pagamentos no valor de R$ 15,5 milhões feitos por Nelson Wilians a Maurício Camisotti, investigado como possível “beneficiário final” da farra dos descontos sobre aposentadoria.
Além das transações milionárias apontadas pelo Coaf, outro negócio envolvendo mansões em uma das regiões com o metro quadrado mais caro de São Paulo une Camisotti e Wilians. Em novembro de 2020, o empresário adquiriu, por R$ 22 milhões, uma mansão no Jardim Europa, bairro nobre paulistano, que depois se tornaria jardim da mansão de Nelson Wilians.
Na ocasião, a defesa do advogado afirmou que a relação com Camisotti — seu cliente na área jurídica — é “estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal”. “Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, diz a nota.
O Cira é formado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE/SP). A operação contou com apoio das polícias Civil e Militar. O objetivo é reunir novos elementos probatórios, identificar beneficiários econômicos e responsabilizar os envolvidos nas esferas administrativa, cível e penal.
fonte - metrópoles.
O suspeito aproveitou a distração de um atendente para tentar realiza o furto, mas foi descoberto
Pará – Imagens de câmeras de vigilância registraram o mometo em que um suspeito se deu mal ao tentar realizar um furto em um mercadinho, na última sexta-feira (10). Conforme informações, a ação criminosa aconteceu no município de Juruti, no Pará.
No vídeo, é possível observar que o suspeito está no balcão se passando por um cliente. Em seguida, ele se aproveita de um momento de distração do atendente para pegar um produto e guardar na bermuda.
Porém, o suspeito não esperava que uma outra funcionária ia perceber a tentativa do furto e ia reagir a ação. Antes mesmo que o homem saísse do mercadinho, a mulher puxou ele pela camisa e pediu o produto que ele tinha escondido.
A funcionária aida desferiu alguns tapas no homem que ficou sem demosntrar nenhuma reação. Após o episódio, o homem foi embora do local. Não há informações se a polícia foi acionada para verificar a ocorrência.
Fonte: D24am
Ao ver a dupla fingir estar armado para anunciar o suposto assalto, o policial acreditou que o crime era real e efetuou disparos
São Paulo – Morre um dos homens que foi baleado por um policial civil de folga após realizar uma brincadeira simulando um assalto a uma loja de carros, na tarde da segunda-feira (13), na Avenida Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, dois homens que simularam o assalto eram conhecidos de funcionários do estabelecimento e afirmaram que tudo não passava de uma brincadeira entre amigos.
O segundo homem baleado foi socorrido e segue internado. Ainda conforme a polícia, a dupla fez a brincadeira sem saber que o policial civil de folga estava no local.
Ao ver a dupla se aproximar em uma motocicleta e um dos homens fingir estar armado para anunciar o suposto assalto, o agente acreditou que o crime era real e efetuou quatro disparos.
Após perceber que se tratava de uma brincadeira, o policial acionou o Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol), solicitou atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e prestou os primeiros socorros aos feridos.]
O caso foi classificado como lesão corporal decorrente de intervenção policial e legítima defesa. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha as investigações.
Mailson Araújo se preparava para disputar um campeonato em Curitiba; causa da morte ainda não foi divulgada
Bahia – O fisiculturista Mailson Araújo, de 35 anos, morreu na noite desta segunda-feira (13) após passar mal dentro de casa, em Alagoinhas, no interior da Bahia. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Segundo a família, o atleta pediu ajuda aos pais após sentir-se mal. A mãe, técnica de enfermagem, iniciou manobras de reanimação enquanto acionava o socorro. Como a residência fica em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros, os militares chegaram rapidamente e deram continuidade ao atendimento.
Em seguida, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada, mas, apesar das tentativas de reanimação, Mailson morreu no local.
Preparo para competição
Conhecido no fisiculturismo baiano, Mailson acumulava títulos na modalidade e se preparava para disputar uma competição marcada para esta quarta-feira (15), em Curitiba (PR).
Nas redes sociais, onde tinha mais de 30 mil seguidores, compartilhava a rotina de treinos, alimentação e preparação física. Horas antes de passar mal, publicou imagens de um treino e de uma sessão de fisioterapia.
Velório
O velório ocorre nesta terça-feira (14), no Lar São Francisco, em Alagoinhas. O sepultamento está previsto para as 15h, no Cemitério Jardim Paraíso da Saudade.
Até o momento, a causa da morte não foi informada oficialmente.
As imagens mostram Auricélia de Sousa Rocha pegando a criança das mãos da tia
Vídeos das câmeras de segurança da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, no Piauí, registraram o momento em que a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha pega o bebê que tentou sequestrar no último dia 6 de julho.
No vídeo, é possível ver o momento em que a bebê é entregue à técnica de enfermagem, que já carregava sua bolsa consigo, pela tia da criança. A tia relata que entregou sua sobrinha para a realização do exame do pezinho.
Veja o vídeo:
A tia publicou um relato sobre o ocorrido em suas redes sociais, explicando que, depois que a criança foi entregue à técnica de enfermagem, a autora colocou a criança dentro de uma bolsa, trocou de roupa e direcionou-se para a saída do estabelecimento, quando foi questionada pela tia.
Daniela Beatriz, a tia, responsável por impedir a ação, afirmou à CNN Brasil que a técnica contou com o apoio de outras pessoas durante a tentativa de retirar a criança da unidade de saúde.
Ela relata que Auricélia entrou em um banheiro da instituição, trocou o uniforme por um vestido jeans, soltou o cabelo e colocou o bebê dentro da bolsa que carregava. Daniela afirmou que encontrou a técnica saindo da maternidade e conseguiu impedir o sequestro.
Suspeita de participação de terceiros
A tia da recém-nascida afirma que, durante o confronto no banheiro, uma segunda mulher apareceu e tentou acobertar Auricélia. Segundo Daniela, essa pessoa se apresentou como colega da técnica e afirmou que ela seria uma paciente grávida que estava na maternidade para uma consulta.
Além disso, a familiar também questiona a atuação da unidade de saúde após o flagrante. Segundo Daniela, a Polícia Militar não foi acionada imediatamente, o que teria permitido que a suspeita deixasse o local.
"Ela recebe ajuda de lá para sair. Se se tratava de uma pessoa que não trabalhava lá dentro, por que deixaram sair com tanta facilidade?", questionou.
Inicialmente, a maternidade informou que Auricélia não estava em serviço no momento do crime. Posteriormente, confirmou que ela era funcionária da unidade, mas estava de folga naquele dia.
Daniela afirmou ainda que teve acesso a imagens do circuito interno de segurança diferentes das divulgadas inicialmente. Segundo ela, as gravações indicariam que a técnica recebeu auxílio de outra pessoa. A família informou que já ingressou na Justiça para obter acesso integral às imagens da maternidade.
Embora o delegado responsável pelo caso tenha descartado, em um primeiro momento, a participação de terceiros, a família acredita que novas provas possam alterar as investigações.
Defesa cita transtorno psiquiátrico
A defesa de Auricélia afirma que ela foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos após avaliação no Hospital Areolino de Abreu.
Leia também: Defesa de técnica de enfermagem que tentou roubar bebê no PI alega "surto"
Segundo o advogado, a investigada já fazia uso de medicação psiquiátrica e apresenta comprometimento da capacidade de compreender a realidade e a gravidade de seus atos.
Com base no laudo, a defesa informou que pedirá a revogação da prisão preventiva.
Veja a nota na íntegra:
"Desde o início, a defesa manifesta profundo respeito à família da recém-nascida, aos profissionais da Maternidade Dona Evangelina Rosa e ao trabalho desenvolvido pelas autoridades responsáveis pela investigação dos fatos.
Entretanto, é imprescindível destacar que o caso possui um aspecto de extrema relevância que não pode ser ignorado: a condição de saúde mental da investigada.
Após os acontecimentos, Auricélia foi submetida à avaliação por equipe especializada do Hospital Areolino de Abreu, referência em psiquiatria no Estado do Piauí, tendo recebido o diagnóstico de Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1), permanecendo em observação e recebendo alta com encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico especializado.
Além disso, a defesa juntou aos autos documentos que demonstram que ela fazia uso de medicação de natureza psiquiátrica, circunstância que será devidamente submetida à apreciação do Poder Judiciário.
No atual estado clínico, conforme constatado pela defesa e pelos familiares, Auricélia apresenta importante comprometimento de sua compreensão acerca da realidade vivenciada, demonstrando dificuldade para compreender a gravidade dos fatos investigados e até mesmo a própria situação processual em que se encontra. Essa percepção é compatível com a necessidade de avaliação especializada já documentada, mas a repercussão jurídica desse quadro deverá ser apurada pelos meios periciais previstos na legislação, não cabendo à defesa antecipar conclusões sobre sua imputabilidade penal.
A defesa informa que protocolará pedido de revogação da prisão preventiva e, caso necessário, impetrará Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, sustentando que a manutenção da custódia cautelar deve ser reavaliada também à luz dos documentos médicos supervenientes já apresentados ao Juízo.
É importante ressaltar que essa iniciativa não busca minimizar a gravidade dos fatos investigados, tampouco desrespeitar o sofrimento da família envolvida. O objetivo é assegurar que o processo penal observe integralmente a Constituição Federal, o devido processo legal e os direitos fundamentais da investigada, inclusive o direito de receber tratamento médico adequado quando há elementos clínicos relevantes.
A defesa reafirma sua confiança nas instituições, no Ministério Público e no Poder Judiciário, acreditando que todas as decisões serão tomadas com base nas provas constantes dos autos, na legislação vigente e nos princípios constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito."
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil do Piauí como tentativa de sequestro e subtração de incapaz. O inquérito tramita sob segredo de Justiça.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí informou que registrou boletim de ocorrência, entregou as imagens do circuito interno de monitoramento às autoridades, afastou a técnica de enfermagem das funções e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar.
Já o Coren-PI (Conselho Regional de Enfermagem do Piauí) também abriu procedimento ético em caráter de urgência para apurar a conduta da profissional.
O processo poderá resultar na suspensão cautelar do registro profissional durante a investigação e, ao final da apuração, na cassação definitiva do direito ao exercício da enfermagem, caso sejam comprovadas infrações éticas graves.
Em nota, o Coren-PI afirmou que adotará medidas legais para proteger a imagem de uma segunda profissional de enfermagem que estaria sendo associada indevidamente ao caso nas redes sociais. (CNN)
As imagens dos suspeitos foram divulgadas para incentivar a colaboração da população nas investigações
Maaus – Câmeras de vigilância registraram a ação de dois homens durante um assalto que terminou com o roubo de aproximadamente R$ 200 mil, na última sexta-feira (10), na rua Montefusco, no bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus.
As imagens mostram os suspeitos chegando ao local em um carro branco. Um dos homens, vestido com camisa azul, desce do veículo e aborda a vítima. Instantes depois, o comparsa, que usa camisa preta e boné azul, também participa do crime. Após a ação, os dois deixam o local no mesmo automóvel.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), um dos investigados é uma pessoa com deficiência física, característica que pode auxiliar na identificação. As imagens dos suspeitos foram divulgadas para incentivar a colaboração da população nas investigações.
O caso está sendo apurado pelo 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Quem tiver informações que possam ajudar na localização dos envolvidos pode entrar em contato pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
Até o momento, os suspeitos não foram presos e o dinheiro levado durante o assalto ainda não foi recuperado.
Fonte: D24am
Orestones Emiliano da Silva foi localizado sem vida em União Bandeirantes. Inicialmente tratado como morte natural, o caso mudou de rumo após a constatação de sinais de violência...
Um homem de 63 anos foi encontrado morto com sinais de violência na tarde de segunda-feira (13), no distrito de União Bandeirantes, em Porto Velho. A vítima foi identificada como Orestones Emiliano da Silva, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.
O corpo foi localizado na Linha Triângulo, nas proximidades da Rua das Pacas. A Polícia Militar foi acionada por moradores e, durante o atendimento da ocorrência, uma médica constatou que o idoso apresentava um afundamento no lado esquerdo da testa e grande quantidade de sangue no rosto, lesões incompatíveis, a princípio, com uma morte por causas naturais.
Diante dos indícios de violência, equipes da Perícia Técnico-Científica e da Força-Tarefa da Polícia Civil foram acionadas para realizar os levantamentos no local e dar início às investigações.
Segundo relato de um dos filhos da vítima, Orestones permaneceu online no WhatsApp por volta das 3h da madrugada. Após esse horário, ele deixou de responder às mensagens enviadas pela família.
O corpo foi encontrado por volta das 15h por um vendedor de picolés que passava pela região. Ao perceber que o idoso estava sem sinais vitais, o homem avisou os familiares.
Parentes e amigos informaram à polícia que desconhecem qualquer desavença ou conflito envolvendo Orestones e não souberam indicar possíveis suspeitos ou motivações para o crime.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames periciais deverão apontar a causa da morte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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