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Análise: por que a Europa está se preparando para um conflito mais amplo?

Manobras em região estratégica do continente, próxima aos Países Bálticos, geram preocupação entre membros da Otan

Algo está deixando a Europa apreensiva.



Nesta semana, Belarus — o aliado militar mais próximo da Rússia — realizou exercícios de grande porte perto do Corredor de Suwałki, a estreita faixa de terra que liga os Estados Bálticos ao restante da Otan.


Trata-se de uma região cuja geografia, há muito tempo, faz dela um dos pontos mais vulneráveis ​​da aliança.


O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou líderes políticos da França para uma reunião confidencial de inteligência e, em seguida, anunciou novas medidas para proteger a infraestrutura crítica contra a intensificação dos ataques híbridos russos.


O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, foi além, alertando que a Rússia pode lançar ataques com drones ou mísseis contra países da Otan e disfarçá-los como acidentes.


O Reino Unido orientou os cidadãos a começarem a se preparar para a possibilidade de guerra e a estocarem alimentos enlatados e água potável. O chefe de defesa do país afirmou que a região enfrenta o período "mais perigoso" em décadas.


A Alemanha está preparando seus hospitais para um possível ataque russo. O chanceler Friedrich Merz alertou para "momentos decisivos" na "defesa da liberdade e da paz do nosso continente".


Até mesmo a tradicionalmente neutra Suíça adotou uma nova estratégia de segurança nacional que preconiza maior resiliência e a capacidade de se defender contra um ataque armado.


Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou repentinamente avanços para a criação de uma base permanente do Exército dos Estados Unidos na Polônia. Duas semanas atrás, ele enviou o diretor da CIA em uma missão secreta para alertar Moscou a não atacar o território da Otan.


Países de ambos os lados do Atlântico parecem alarmados com a possibilidade de o presidente russo, Vladimir Putin, expandir em breve sua guerra para além da Ucrânia.


A expansão do campo de batalha da Rússia

Os EUA tiveram um vislumbre da ameaça nesta semana. Promotores federais denunciaram cinco pessoas que supostamente atuavam a serviço da inteligência russa em uma rede que planejava ataques e assassinatos ao redor do mundo, inclusive em território americano.


Os promotores também alegam que a rede encomendou ataques contra infraestruturas civis e militares em países europeus.


As acusações se enquadram em um padrão mais amplo que os europeus vêm enfrentando há anos: ataques cibernéticos, sabotagem, incêndios criminosos, uso de drones e ataques a infraestruturas críticas.


No mês passado, a Alemanha atribuiu à Rússia a responsabilidade por um ataque com drone a um aeroporto civil.


O desafio estratégico para a Otan é que a Rússia pode realizar tais operações sem cruzar claramente a linha que levaria a uma guerra convencional. Pilotar um drone no espaço aéreo da Otan, paralisar um aeroporto, sabotar infraestruturas, executar assassinatos por meio de redes criminosas — todas essas são operações de "zona cinzenta" passíveis de negação.


Putin utiliza a ambiguidade e a negação como arma, testando a determinação da Otan, ao mesmo tempo em que reconhece que a aliança está dividida sobre a melhor forma de responder — ou se deve sequer responder.


Mas e se o presidente russo decidir ir além?


A Lacuna

O Corredor de Suwałki oferece uma resposta. É uma fronteira de aproximadamente 104 quilômetros entre a Polônia e a Lituânia, e a única ligação terrestre entre os Estados bálticos da Otan — Lituânia, Letônia e Estônia — e o restante da aliança.


Imagine uma crise em que a Rússia, talvez em ação conjunta com Belarus, deslocasse forças para uma parte do corredor.


Não se trataria de uma invasão explícita de um Estado-membro da Otan, como a entrada de tanques na Polônia.


Putin alegaria tratar-se de uma incursão limitada — caso chegasse a se pronunciar a respeito — e afirmaria que a Rússia não buscava uma escalada do conflito.


A Rússia também alegaria, por meio de canais não oficiais, que uma resposta da Otan acarretaria o risco de uma guerra nuclear.


O objetivo não é tanto a lacuna estratégica e o corte do flanco báltico do grupo, mas sim minar a própria e seus compromissos de defesa mútua.


Será que 32 países da Otan concordariam em lutar contra a Rússia para recuperar uma pequena faixa de território? Um presidente americano arriscaria uma escalada com uma potência nuclear por causa da Lituânia? E a Alemanha e a França?


Ninguém pode afirmar com certeza, e isso joga a favor de Putin.


O Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, foi questionado este ano sobre uma simulação de guerra envolvendo exatamente esse tipo de movimento russo contra o corredor de Suwałki.


Sua resposta foi que a Otan realiza exercícios regularmente para tais cenários e que um ataque provocaria uma resposta devastadora. Será que Putin acredita nele? Com ​​Washington em conflito com seus aliados mais próximos, inclusive o Canadá — talvez não.


Aprendendo com a Ucrânia

A Ucrânia ofereceu aos europeus uma lição brutal sobre o que a guerra moderna exige. Os países precisam de mais do que apenas material bélico. Precisam de redes elétricas capazes de resistir a ataques, hospitais aptos a lidar com um grande número de vítimas, sistemas de comunicação redundantes, redes de transporte em funcionamento e governos capazes de operar sob pressão constante.


Mais importante ainda, eles precisam de sociedades capazes de absorver custos sem entrar em colapso ou se polarizar.


Nesta semana, a Otan divulgou publicamente requisitos atualizados para a resiliência nacional, abrangendo desde a continuidade do governo e o suprimento de energia até alimentos, água, assistência médica e comunicações durante situações de “crise e conflito”.


Autoridades da Organização estão analisando como os ucranianos têm mantido os serviços essenciais em funcionamento sob ataques russos constantes.


É uma reviravolta extraordinária. A Ucrânia não está mais apenas recebendo lições da Otan — a Otan também está aprendendo com a Ucrânia.


Ao agir assim, a Aliança busca dissuadir não apenas prometendo uma resposta devastadora a qualquer agressão, mas demonstrando a Putin que sua agressão não funcionará. A própria prontidão passa a fazer parte da dissuasão. Essa é uma das razões para a enxurrada de manchetes desta semana.


Perguntas sobre Washington

Há também um fator americano por trás da urgência da Europa. Os EUA estão mobilizados simultaneamente na Europa, combatendo o Irã no Oriente Médio e dissuadindo a China no Indo-Pacífico. Defesas aéreas, forças navais, plataformas de inteligência e estoques de munição — que se esgotam — não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo.


Trump fez muito para fortalecer a Otan, mas seu compromisso com a cláusula de defesa mútua da aliança é incerto. Moscou sabe disso.


A Rússia continua atolada na Ucrânia. Mas Putin não precisa de outra invasão na escala daquela ocorrida na Ucrânia para desafiar a Otan.


Ele pode subir os degraus de uma escalada: sabotagem, ataques cibernéticos, planos de assassinato, ataques com drones ou mísseis — e, então, uma operação militar limitada, concebida para testar se a Aliança realmente mantém sua palavra.


Pergunte a si mesmo se Trump entraria em guerra com a Rússia por uma faixa de terra chamada Corredor de Suwalki. Os americanos estariam preparados para algo assim? A resposta é óbvia. E isso, por si só, mina a dissuasão.


Na Europa, o fim das ilusões

Durante as três décadas que se seguiram à Guerra Fria, a Europa permitiu que a sua capacidade de prontidão nacional sofresse um processo de atrofia.


Os riscos de guerra pareciam remotos. Os gastos militares e o recrutamento despencaram. A defesa civil tornou-se uma relíquia do passado. E presumia-se que os EUA estariam presentes em caso de necessidade.


Essa era chegou ao fim. A Europa está se preparando para a guerra porque seus líderes compreendem, cada vez mais, uma verdade desconfortável: a dissuasão depende daquilo em que Putin acredita, e a resposta dos Estados Unidos a uma guerra em expansão seria incerta.


Os exercícios militares da Bielorrússia nas proximidades do Corredor de Suwalki estão gerando alertas porque, apesar das dificuldades da Rússia na Ucrânia, a equação da dissuasão se enfraqueceu.


A melhor maneira de evitar uma guerra em expansão é garantir que Putin acredite que ela fracassará.


E, a julgar pelas medidas urgentes que estão sendo adotadas nas capitais europeias, cresce a preocupação de que ele possa acreditar no contrário. (CNN)

Guerra no Oriente Médio se expande; veja últimos países atacados

Conflito escalou na última semana depois que o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz, provocando resposta dos EUA

Os Estados Unidos bombardearam o Irã pela oitava noite consecutiva na madrugada deste domingo (19), visando instalações relacionadas às defesas aéreas e costeiras do país, bem como locais de armazenamento de mísseis e drones, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).



Os ataques foram realizados para "punir rapidamente" o Irã pela morte de dois soldados americanos na Jordânia, na sexta-feira (17), informou o Centcom.


Veja como o conflito escalou na última semana:


No domingo passado (12), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) fechou o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que, segundo o grupo, tentava usar uma rota não autorizada para atravessar a via navegável.


Em resposta, as forças armadas dos EUA lançaram várias séries de ataques contra o Irã. Bahrein, Catar, Kuwait, Omã e Jordânia relataram ataques iminentes à medida que o Irã revidava.


Nas primeiras horas de segunda-feira (13), os EUA realizaram outra rodada de ataques contra o Irã, incluindo dois locais próximos a Ahvaz — cidade conhecida por sua indústria petrolífera — e uma estação de bombeamento de água na província do Cuzistão, no sudoeste do país, segundo a mídia estatal. O IRGC lançou uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra bases dos EUA na região, incluindo no Bahrein e no Kuwait.


Na madrugada de terça-feira (14), as Forças Armadas dos EUA informaram ter atacado alvos em todo o Irã durante cinco horas, danificando uma usina de energia na ilha iraniana de Kish, segundo a mídia estatal do Irã.


O Irã lançou ondas de ataques em direção ao Bahrein, enquanto a agência de notícias estatal da Jordânia informou que o país abateu quatro mísseis disparados pelo Irã. Quatro militares do Kuwait ficaram feridos em um ataque iraniano a uma embarcação naval kuwaitiana, segundo o Ministério da Defesa do país. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) também afirmou ter "atingido e inutilizado" dois petroleiros no Estreito de Ormuz.


Naquela noite, os EUA atacaram o Irã antes de reimplementar o bloqueio aos portos do país.


Na quarta-feira (15), os EUA realizaram várias rodadas de ataques contra o Irã, matando pelo menos sete militares iranianos, segundo o Exército do Irã. Um hospital no sudoeste do Irã foi temporariamente isolado após um projétil de um ataque dos EUA cair nas proximidades, relatou a mídia estatal. Jordânia, Kuwait e Bahrein responderam aos ataques iranianos.


No início da quinta-feira (16), uma explosão foi ouvida em Teerã, enquanto a mídia estatal relatava ataques em todo o Irã. Os exércitos da Jordânia e do Kuwait informaram ter interceptado ataques iranianos. Naquela noite, os EUA lançaram mais ataques, com investidas registradas em todo o Irã.


Nas primeiras horas de sexta-feira (17), Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar relataram mais ataques iranianos. O Kuwait afirmou que o Irã atingiu uma usina de geração de energia e dessalinização de água. Os EUA atacaram o Irã novamente; a mídia estatal iraniana relatou que várias pontes no sul do país e uma torre de controle marítimo foram atingidas. O Irã alegou ter visado forças dos EUA na Síria, embora tanto militares americanos quanto autoridades sírias tenham contestado essa afirmação.


Os EUA realizaram uma sétima noite de ataques contra o Irã, estendendo-se até o sábado (18); a ação danificou uma usina de dessalinização no sul do país, segundo o vice-governador da província de Hormozgan. Kuwait, Bahrein, Jordânia e Arábia Saudita relataram o acionamento de alertas ou a interceptação de ataques iranianos, com o Kuwait informando que outra usina de energia e dessalinização de água havia sido atingida.


Durante a noite e até a manha deste domingo (19), os EUA lançaram novos ataques contra o Irã após a morte de militares americanos na Jordânia. Explosões foram ouvidas em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, no Irã, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA, citando moradores locais. Enquanto isso, o Bahrein informou ter interceptado e destruído vários ataques aéreos iranianos. (CNN)

Trump diz que não haverá pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (20) que não haverá cobrança de pedágio para navios que utilizam o Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo provisório de 60 dias com o Irã. Segundo ele, a passagem continuará livre mesmo após esse prazo, a menos que os próprios Estados Unidos decidam impor uma taxa caso as negociações de paz fracassem.



A declaração foi publicada na rede Truth Social e ocorre em meio às tratativas entre Washington e Teerã para um acordo definitivo após meses de tensão na região. Trump afirmou que uma eventual cobrança serviria como compensação pelos custos e pela atuação dos EUA como garantidores da segurança dos países do Oriente Médio.


O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, responsável por uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo e gás natural. Qualquer restrição ao tráfego na região costuma provocar impactos imediatos nos mercados internacionais de energia.


A fala de Trump ocorre após avanços recentes nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que incluem a manutenção da livre navegação pelo estreito durante o período de negociações.

Acordo com o Irã será assinado neste domingo, diz Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos afirma que o estreito de Ormuz será ‘aberto a todos’ após a assinatura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma publicação nas redes sociais neste sábado (13) que a assinatura de um acordo com o Irã está prevista para este domingo (14) e que o estreito de Ormuz deve imediatamente ser "aberto a todos" após a assinatura.



Trump afirmou que, "no momento apropriado", os EUA vão remover "a poeira nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas, graças aos nossos belos bombardeiros B-2 e seus brilhantes pilotos".


O presidente americano também disse que "aguarda com expectativa a oportunidade de trabalhar com o Irã e com todo o Oriente Médio por muitos anos." Trump declarou que "espera que todo esse processo se resolva de forma rápida, fácil e tranquila e, caso contrário, temos a alternativa definitiva, que esperamos nunca mais precise ser usada."


Irã diz que acordo pode levar mais tempo


Apesar do crescente otimismo por um acordo entre Irã e Estados Unidos nas próximas horas, mediado pelo Paquistão, um dos porta-vozes do regime iraniano fez declarações neste sábado indicando que pode haver necessidade de mais tempo antes de a paz ser selada na região.


No início da manhã de hoje, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou uma mensagem dizendo que um acordo de paz estava "mais próximo do que nunca" e que as negociações deveriam ser encerradas nas próximas 24 horas.


Mais tarde, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, também demonstrou otimismo, mas mencionou a possibilidade de mais tempo para negociações. "Embora o acordo não aconteça amanhã, a possibilidade de que ocorra nos próximos dias não pode ser descartada", disse ele, em nota transmitida pela TV estatal do país. Ele também afirmou que "a probabilidade de finalizar o memorando de entendimento nos próximos dias é alta".


Baghaei acrescentou que o memorando de Islamabad em discussão estava focado em encerrar a guerra e que "nesta etapa, foi decidido que não haverá discussão da questão nuclear".


O programa nuclear do Irã e o urânio altamente enriquecido há muito tempo estão no centro das tensões com os EUA e Israel e são uma fonte internacional de preocupação.


Três autoridades regionais disseram na sexta-feira, sob condição de anonimato devido à sensibilidade das negociações, que esperavam uma cerimônia de assinatura nos próximos dias, após autoridades em Washington e Teerã aprovarem o acordo.


O aparente avanço ocorreu depois que o Irã trocou disparos com os EUA e Israel no início da semana, ameaçando romper o cessar-fogo e empurrar o Oriente Médio de volta para uma guerra em grande escala. Fonte: R7

EUA voltará a atacar o Irã nesta noite, afirma chefe do Pentágono

Durante visita ao Comando Central dos EUA (Centcom), Pete Hegseth afirmou que o Irã será alvo de fortes ataques

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos voltarão a atacar o Irã “nesta noite”. A declaração do secretário de Guerra norte-americano aconteceu nesta quarta-feira (10/6), durante visita a militares do Comando Central dos EUA (Centcom), na Flórida.



“Os ataques ao Irã que acontecerão esta noite serão claros e fortes”, disse chefe do Pentágono, chamado pelo governo Donald Trump de Departamento de Guerra.

De acordo com Hegseth, os possíveis ataques serão uma forma de pressionar o Irã a avançar nas negociações para um acordo com os EUA. As discussões seguem estagnadas devido a divergências nos termos e pedidos, incluindo exigências de Trump sobre o programa nuclear iraniano.


“Se precisarmos negociar com bombas, vamos negociar com bombas”, destacou.


Mais cedo, Donald Trump fez declarações semelhantes às de Hegseth. Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente dos EUA afirmou que o Irã seria atacado “fortemente de novo hoje”.


Na terça-feira (9/6), os EUA voltaram a atacar posições iranianas pela segunda vez desde o início do cessar-fogo entre os dois países, no início de abril.


A ofensiva foi motivada pela queda de um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz, vista por Trump como uma ação dos iranianos.


Além de instalações militares no sudeste iraniano, a cidade portuária de Bandar Abbas, estratégica para o país persa, foi alvo de bombardeios.


O Irã respondeu a ofensiva, voltou a lançar mísseis e drones contra bases militares norte-americanas localizadas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. (Metrópoles)

Tomahawk, Patriot e THAAD: queda no estoque de munições dos EUA preocupa

Embora os EUA estejam reabastecendo seus arsenais, o tempo necessário para reconstruir os estoques até os níveis anteriores à guerra contra o Irã tornou-se um fator de risco

Os Estados Unidos entraram em uma fase de vulnerabilidade militar após a campanha de bombardeios e de uso de defesa aérea contra o Irã. O alerta é do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que aponta o esgotamento de estoques de munições-chave e a preocupação com um eventual conflito no Pacífico Ocidental, mesmo considerando que Washington ainda tenha armamento suficiente para qualquer cenário plausível na guerra com Teerã.



Segundo o think tank, a ofensiva contra o Irã e seus aliados, somada ao envio de interceptadores Patriot para a Ucrânia, acelerou o consumo de mísseis estratégicos americanos.


Embora os Estados Unidos estejam reabastecendo seus arsenais, o tempo necessário para reconstruir os estoques até os níveis anteriores à guerra tornou-se o principal fator de risco – mais até do que o volume de recursos disponíveis.


O secretário de Defesa, Pete Hegseth, admitiu recentemente que levará “meses e anos, dependendo do sistema de armas” para recompor o estoque as munições. A análise do CSIS confirma esse diagnóstico ao detalhar, munição por munição, os prazos projetados para voltar aos níveis pré‑guerra.


Em vários casos, a recomposição completa se estende para além de 2028 e 2029, num contexto em que a atenção estratégica de Washington se volta também para o Pacífico Ocidental e para a China.


Arsenal próprio e de aliados



Entre os sistemas mais pressionados estão os mísseis de ataque terrestre Tomahawk (TLAM), o sistema de defesa em alta altitude THAAD e os interceptores Patriot. Amplamente utilizados na guerra com o Irã, esses três pilares da capacidade ofensiva e defensiva dos EUA devem levar três anos ou mais, a partir de agora, para retornar aos estoques anteriores ao conflito.


Já os mísseis Standard SM-3 e SM-6, embarcados em navios, têm prazos de cerca de dois anos, enquanto o JASSM e o PrSM, utilizados em menor escala relativa ou com produção recente, demandam de alguns meses a até um ano para reposição.


A situação se complica porque Washington precisa conciliar a reposição de seus próprios arsenais com a entrega de armamentos a aliados e parceiros. O CSIS relata que decisões sobre a prioridade de distribuição da produção já geraram atritos bilaterais e que essa tensão deve persistir nos próximos anos, na medida em que a demanda supera a capacidade industrial.


Em alguns casos, o Departamento de Defesa reprogramou cronogramas de entrega para privilegiar o reabastecimento norte‑americano em detrimento de encomendas de países aliados.


Questão não é dinheiro: é o tempo

O governo Trump, segundo o estudo, reconheceu a urgência e ampliou significativamente a alocação de recursos para munições no orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão para o ano fiscal de 2027.


Além de prever um suplemento de guerra específico para repor o que foi gasto na Operação Epic Fury e elevar os estoques acima dos níveis pré‑guerra, a administração assinou acordos‑quadro com a indústria para expandir a capacidade de produção, o que pode acelerar as entregas nos próximos cinco a sete anos.


Apesar desse reforço orçamentário, o CSIS ressalta que “o problema hoje não é dinheiro; é tempo”. A expansão da capacidade industrial e a fabricação de sistemas de alta complexidade não ocorrem de forma imediata. Até que os estoques retornem aos patamares anteriores e alcancem os níveis considerados ideais pelos planejadores de guerra, haverá um período de vulnerabilidade que exigirá planos específicos do Pentágono para mitigar riscos e, quando possível, substituir determinados armamentos por alternativas com outros custos e limitações.


O estudo detalha que, para vários sistemas, a produção já opera em níveis próximos à capacidade máxima, mas que ainda assim há gargalos, inclusive na cadeia de suprimentos e no escalonamento de entregas a aliados. As estimativas do CSIS, baseadas em dados públicos do orçamento do Departamento de Defesa, consideram variáveis como taxa de produção, prazos administrativos até a assinatura de contratos, tempo de fabricação e cronogramas de entrega de cada lote.


Pacífico Ocidental

Na avaliação dos autores, o quadro no Pacífico Ocidental não é inteiramente negativo, apesar da janela de vulnerabilidade. O texto lembra que a guerra com o Irã e outras operações recentes, como contra a Venezuela e os Houthis (no Iêmen), tornaram visível a capacidade operacional das forças norte‑americanas.


Já a China, enfatizam os pesquisadores, não tem experiência recente em combate e teve desempenho considerado fraco em sua última guerra, contra o Vietnã em 1979 — um contraste que, segundo o estudo, pode ajudar a preservar a dissuasão até que os estoques de munições dos Estados Unidos sejam restabelecidos.


O artigo do CSIS destaca ainda que a ampliação dos estoques começou no governo Biden e foi intensificada na gestão Trump, com apoio bipartidário no Congresso. Para os autores, a combinação de consenso político interno, expansão gradual da capacidade industrial e manutenção da credibilidade militar dos Estados Unidos será decisiva para atravessar o período em que os arsenais ainda estarão abaixo dos níveis desejados. (Infomoney)

Vídeo mostra momento que prédio no Líbano é atingido por ataque de Israel

Forças israelenses afirmam que local era utilizado por membros do Hezbollah

Imagens feitas por testemunhas nesta quinta-feira (28) capturaram o momento de um ataque israelense contra uma suposta infraestrutura do Hezbollah na cidade de Tiro, no sul do Líbano.



O vídeo mostra uma grande explosão atrás de um prédio, lançando uma bola de fogo ao céu antes que densas colunas de fumaça subissem e formassem uma nuvem em formato de cogumelo.


A agência de notícias Reuters confirmou a localização com base no traçado das ruas, prédios e árvores, que correspondiam a imagens de arquivo e de satélite. Vídeos adicionais mostram fumaça subindo do mesmo local.


A data das imagens foi verificada por meio de uma declaração das Forças de Defesa de Israel sobre o ataque em Tiro. O Exército israelense também afirmou, na manhã desta quinta-feira, que começou a atacar infraestrutura do Hezbollah no sul do Líbano, na região de Tiro.


Mais cedo, o porta-voz militar israelense Avichay Adraee havia alertado sobre ataques a vários locais em Tiro.


Na quarta-feira (27), o Exército de Israel declarou uma nova faixa do sul do Líbano como zona de combate e informou que os moradores da área deveriam se deslocar para o norte, alertando que agiria “com grande força” contra o grupo armado libanês Hezbollah na região.


A declaração militar, publicada no X, indicou uma possível nova escalada após mais de 120 ataques realizados na terça-feira (26) atingirem o sul e o leste do Líbano, apesar de um cessar-fogo anunciado em 16 de abril. (Da Reuters)


Veja momento do ataque:



 

Trump publica imagem de IA de ataque a navio iraniano, após falar em acordo de paz

Neste domingo, o secretário americano de Estado, Marco Rubio, observou que "houve progresso significativo, embora não progresso final"



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no Truth Social há pouco uma imagem gerada por Inteligência Artificial mostrando um navio da marinha iraniana sendo destruído por drone lançado de um avião dos EUA, com a legenda “Adios”.


A publicação foi feita um dia depois de Trump ter declarado que houve um memorando de entendimento voltado à paz com a República Islâmica do Irã, após encontro com Israel e outros aliados na região.



Neste domingo, o secretário americano de Estado, Marco Rubio, observou que “houve progresso significativo, embora não progresso final” nas negociações entre EUA e Irã. Rubio, que está em uma visita de quatro dias à Índia para reuniões com autoridades indianas, australianas e japonesas, disse esperar que haja boas notícias nas próximas horas.

Ucrânia utiliza soldados robôs no lugar de humanos em guerra contra Rússia

Operação inédita de captura de inimigos por sistemas robóticos e drones terrestres destaca nova era do combate para Kiev

A cena é tão antiga quanto a própria guerra. Dois soldados, mãos ao alto, se rendendo e seguindo cuidadosamente as ordens gritadas pelo outro lado.



Exceto que, neste caso, não havia captores humanos à vista. Em vez disso, os dois russos estavam se submetendo a robôs terrestres e drones ucranianos controlados por um piloto operando em segurança de uma posição a quilômetros da linha de frente.


Este é o futuro da guerra – e está acontecendo agora.


"A posição foi tomada sem um único tiro disparado", afirmou à CNN Mykola "Makar" Zinkevych, o comandante da unidade ucraniana que conduziu a missão.


Zinkevych, que serve na unidade "NC13" da Terceira Brigada de Assalto Separada da Ucrânia, lidando com sistemas de ataque robóticos terrestres, disse que a operação no verão passado foi a primeira vez na história em que uma posição inimiga foi invadida e prisioneiros foram capturados por robôs terrestres e drones sem o envolvimento de infantaria.


É uma afirmação difícil de comprovar, mas ressalta o orgulho de Kiev em sua tecnologia.


Desde então, missões em que os robôs substituem os soldados humanos se tornaram o pão de cada dia da unidade.


Os céus acima das linhas de frente na Ucrânia estão repletos de drones há anos, representando uma grave ameaça para a infantaria.


Como resultado, os ucranianos começaram a experimentar combates com drones terrestres – veículos controlados remotamente que funcionam com rodas ou esteiras – e sistemas robóticos terrestres.


Originalmente, eram usados principalmente para retirar baixas e reabastecer tropas, mas cada vez mais também para conduzir missões de assalto em combate.


Drones terrestres são muito mais difíceis de detectar e interceptar do que veículos militares maiores.


Em comparação com seus equivalentes aéreos, eles podem operar em todas as condições climáticas e transportar cargas muito maiores.


Eles também são mais duráveis e têm uma vida útil de bateria muito mais longa.


No final do ano passado, o Terceiro Corpo de Exército, do qual a Terceira Brigada de Assalto Separada faz parte, disse que um único robô terrestre equipado com uma metralhadora conseguiu conter um avanço russo por 45 dias, necessitando apenas de manutenção leve e recarga de bateria a cada dois dias.


"Precisamos entender que nunca teremos mais pessoal e nunca teremos uma vantagem numérica sobre o inimigo", afirmou Zinkevych, destacando a força militar muito maior da Rússia. "Então, precisamos alcançar essa vantagem por meio da tecnologia."


O objetivo atual, segundo ele, era substituir um terço da infantaria por drones e robôs este ano.


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou na terça-feira (21) que drones e robôs realizaram mais de 22 mil missões apenas nos últimos três meses.


"Vidas foram salvas mais de 22 mil vezes quando um robô entrou nas áreas mais perigosas em vez de um guerreiro", declarou Zelensky em um discurso destacando os sucessos da indústria de tecnologia militar da Ucrânia.


Robert Tollast, especialista em guerra terrestre do Royal United Services Institute, um think tank britânico de defesa e segurança, falou que os novos avanços na Ucrânia "alimentarão um debate furioso sobre se esses robôs são o futuro da guerra ou não".


Ele afirmou que era provável que os drones terrestres tivessem dificuldade para realmente manter território, os comparando ao uso de tanques sem apoio de infantaria.


Mas eles agora "regularmente salvam vidas de soldados na retirada de feridos, missões perigosas de reabastecimento, remoção de minas e, cada vez mais, em combate", disse ele.


"Isso é crítico em uma guerra onde a observação aérea por drones tornou o movimento perto da linha de frente quase mortal... mesmo imaginando um futuro onde a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não lute exatamente como a Ucrânia, é quase certo que esses sistemas encontrarão muitos usos em outras forças", acrescentou.


Supremacia ucraniana de drones

Mais de quatro anos de guerra forçaram a Ucrânia a se tornar líder global em drones de campo de batalha e sistemas robóticos. Mas a busca pela supremacia nessa área foi impulsionada com a nomeação de Mykhailo Fedorov como ministro da Defesa da Ucrânia em janeiro.


Anteriormente, Fedorov foi o ministro da transformação digital, cargo no qual supervisionou o bem-sucedido projeto de guerra com drones da Ucrânia.


Após assumir a pasta da defesa, ele introduziu o que o Ministério chamou de plano de guerra, um projeto de como a Ucrânia planeja "forçar a Rússia à paz".


A estratégia é fortemente focada em tecnologia e dados, com centenas de empresas participando de dezenas de iniciativas governamentais de desenvolvimento e produção de drones.


Mykhailo Fedorov afirmou no domingo (19) que queria que sistemas robóticos terrestres eventualmente lidassem com toda a logística da linha de frente.


O plano de guerra se concentra tanto na defesa quanto no ataque. O objetivo é usar dados e tecnologia para identificar cada ameaça aérea em tempo real e interceptar pelo menos 95% dos mísseis e drones, além de criar uma "zona de morte" de 15 a 20 quilômetros de profundidade ao longo da linha de frente, onde drones e robôs operam ininterruptamente.


O Ministério da Defesa declarou na semana passada que cerca de mil equipes já estavam operando como parte deste novo programa unificado.


Zinkevych, o comandante ucraniano de robótica terrestre, disse que a capacidade de escalar é fundamental.


A Rússia está atrás na corrida, mas também está avançando, disse ele. "No campo de batalha, o fator decisivo não é quem inventou a tecnologia e (descobriu) como aplicá-la, mas quem conseguiu escalá-la a longo prazo."


Os mais recentes avanços tecnológicos deram à Ucrânia uma clara vantagem em drones no campo de batalha, dizem os analistas.


O Instituto para o Estudo da Guerra, um monitor de conflitos com sede nos EUA, avaliou recentemente que esta superioridade em drones "provavelmente está contribuindo para a estagnação dos avanços russos e recentes contra-ataques ucranianos."


"Embora nenhum dos lados tenha conseguido obter uma vantagem decisiva, a campanha de ataques de médio alcance da Ucrânia permitiu a Kiev recuperar a vantagem", escreveram seus analistas em uma nota, dizendo que o "desafio agora para a Ucrânia será se manter um passo à frente enquanto a Rússia responde."


Ucrânia troca expertise por mísseis

Embora a vantagem no campo de batalha baseada em drones possa não ser decisiva para a guerra, a clara liderança de Kiev na guerra de drones está agora recebendo mais atenção fora da Europa.


Um exemplo está no Oriente Médio, onde vários países que investiram grandes somas de dinheiro na construção de suas capacidades militares convencionais, desde o início do conflito com o Irã, inesperadamente se viram usando mísseis de 4 milhões de dólares para derrubar um drone que custou 50 mil dólares para fabricar.


Os recursos limitados da própria Ucrânia a forçaram a desenvolver formas mais baratas e muito mais eficientes de combater os drones. Aliados anteriormente relutantes agora estão dando ouvidos.


Zelensky viajou pessoalmente ao Oriente Médio, visitando Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos antes de seguir para Turquia e Síria, oferecendo compartilhar parte da expertise duramente conquistada pela Ucrânia em troca de apoio.


Kiev tem muito a oferecer aos países do Golfo, que por sua vez possuem recursos que a Ucrânia precisa desesperadamente – como mísseis para defesas aéreas.


O presidente da Ucrânia também assinou uma série de novos acordos com vários países europeus. A próxima grande novidade para a Ucrânia, e qualquer força militar no mundo, é, obviamente, a Inteligência Artificial.


Kiev está avançando no desenvolvimento e treinamento de modelos de IA para sistemas não tripulados usando dados reais de campo de batalha.


Mas muitos permanecem cautelosos quanto ao uso de IA em drones terrestres.


Zinkevych, o comandante ucraniano de robótica terrestre, disse que, embora possa ver alguns processos sendo automatizados, não está certo de que tecnologias totalmente autônomas tenham lugar no campo de batalha.


"A decisão final deve sempre ser tomada por um humano", afirmou ele.


"Você confiaria armas à inteligência artificial? Como podemos ter certeza de que ela será capaz de distinguir um amigo de um inimigo? Como podemos ter certeza de que não haverá um mau funcionamento ou que algo não dará errado?", perguntou.


Ainda assim, como ex-soldado de infantaria e comandante de grupos de assalto, agora responsável por robôs, Zinkevych declarou que estava continuamente impressionado com os avanços tecnológicos que testemunhou nos últimos quatro anos.


"Se eu tivesse me ouvido falando assim em 2022, teria dito que era algum louco falando... era tudo apenas ficção científica", afirmou ele.


Mas agora ele está totalmente comprometido. "A vida humana é inestimável, enquanto robôs não sangram. Com base nisso, minha posição é que os sistemas robóticos terrestres precisam ser desenvolvidos muito mais rapidamente, em uma escala muito maior, e implementados como um sistema global para uso no campo de batalha." (CNN)

EUA ameaçam Peru após governo sugerir pausa em compra de aviões de combate

Presidente interino disse em entrevista que aquisição de caças implica endividamento e deve ser tomada pelo próximo presidente

O embaixador dos Estados Unidos no Peru, Bernie Navarro, ameaçou na sexta-feira (17) o presidente interino do país sul-americano, José María Balcázar, após ele indicar que pode pausar a compra de aviões de combate para renovar a frota da Força Aérea.



“Se negociarem de má-fé com os EUA e prejudicarem os interesses norte-americanos, tenham certeza de que, como representante da administração Trump, utilizarei todas as ferramentas disponíveis para proteger e promover a prosperidade e a segurança do nosso país e da região”, escreveu Navarro na rede social X.



Balcázar, que assumiu em fevereiro após a destituição do também interino José Jerí, afirmou que está “avaliando” e que falará com seus ministros na próxima semana para definir se tomará a decisão.


O governo peruano ainda não informou se escolheu um modelo para a compra de 24 aviões de combate. A expectativa é que o país opte por caças F-16 dos Estados Unidos.


Mas Balcázar afirmou que a aquisição implicaria um endividamento “enorme” e deveria ser decidida pelo próximo governo, cujo mandato começa em 28 de julho.


“Meu governo é transitório e termina em julho. Acho que deveríamos deixar [a decisão] para o novo governo, após a eleição e [conforme] a vontade dos cidadãos”, disse ele à rádio peruana Exitosa.


O processo de compra das aeronaves para a Força Aérea do Peru começou, de acordo com a presidência peruana, no governo da ex-presidente Dina Boluarte, destituída em outubro do ano passado.


Em março, a presidência peruana informou em comunicado que a aquisição ainda não estava concluída. (CNN)

Ataque no estreito de Ormuz aumenta tensão entre Irã e Estados Unidos

Em meio à escalada de tensões no Golfo, embarcações armadas da Guarda Revolucionária do Irã dispararam contra um navio petroleiro que trafegava pelo Estreito de Ormuz neste sábado (18), conforme informou a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido.

Navio de bandeira tailandesa Mayuree Naree em chamas após bombardeio na região do Golfo Pérsico


De acordo com o comunicado, o alerta partiu diretamente do comandante da embarcação, que relatou a aproximação de duas lanchas militares iranianas a cerca de 30 quilômetros da costa de Omã. Segundo o capitão, não houve qualquer tentativa de contato por rádio antes do início dos disparos. A identidade do navio não foi divulgada.


Apesar da ação, a organização britânica afirmou que tanto o petroleiro quanto os tripulantes permanecem fora de perigo.


O episódio ocorre no mesmo período em que o Irã reforçou medidas restritivas à navegação no estreito, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. A decisão foi tomada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou a continuidade do bloqueio americano a embarcações que utilizem portos iranianos.


Em resposta, a Marinha ligada à Guarda Revolucionária publicou nas redes sociais que a situação no Estreito de Ormuz seguirá inalterada enquanto houver ameaças à circulação de navios iranianos com destino ao próprio país.

Trump diz que 'não faz diferença' se um acordo for alcançado ou não com o Irã

O presidente americano disse na Casa Branca que acompanha por relatos as negociações com o Irã em Islamabad, e afirmou que, independentemente de um acordo, considera que os EUA já venceram.



Enquanto as negociações continuam no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que, do ponto de vista dele, "não faz diferença" se um acordo for alcançado ou não com o Irã".


Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que está recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, que, segundo ele, já se estendem por muitas horas. Apesar disso, Trump afirmou que os EUA já saíram vencedores.


"Independentemente do que aconteça, nós vencemos", disse. "Derrotamos completamente aquele país."


Ao comentar as negociações, o presidente reiterou que não vê o desfecho das conversas como algo decisivo.


“Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou.

Trump ainda repetiu declarações anteriores de que os EUA teriam eliminado a força aérea, a marinha e a liderança do Irã.


Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”.


O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA.


Trump diz que está limpando Ormuz

Dois navios de guerra dos EUA passaram pelo Estreito de Ormuz neste sábado (11), pela primeira vez desde o início do conflito com o Irã. Teerã, no entanto, negou que a travessia tenha ocorrido.


Trump mencionou que os americanos teriam começado a "limpar" a via marítima, referindo-se às minas navais colocadas na região pelo Irã. Logo depois, a informação foi confirmada pelas Forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM).


As falas do republicano acontecem em meio ao encontro entre representantes americanos e iranianos no Paquistão, a respeito de um possível acordo de paz entre os países. O presidente americano também aproveitou para reforçar a ideia de que os EUA estão "vencendo" a guerra.


Segundo Teerã, há condições que Washington precisa aceitar antes de qualquer negociação direta para encerrar a guerra, que já dura seis semanas.


No início da semana, Trump também disse que o Irã não deveria cobrar taxas de navios que atravessam o Estreito de Ormuz, região atualmente bloqueada e que tem provocado a maior interrupção da oferta global de energia da história.

Por Redação g1

Israel indica que manterá ataques ao Líbano para destruir o Hezbollah

Ministério das Relações Exteriores de Israel diz que ataques devem ser mantidos, já que o governo do Líbano não desmilitarizou o Hezbollah

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou, nesta quarta-feira (8/4), que o país vai manter os ataques ao Líbano com o objetivo de destruir o Hezbollah. Em publicação nas redes sociais, o órgão criticou autoridades libanesas por não impedirem ações do grupo contra o território israelense.



“O presidente e o primeiro-ministro do Líbano não têm vergonha em atacar Israel por fazer o que eles deveriam ter feito: atacar o Hezbollah. Eles não desarmaram o Hezbollah, não impedem que disparem contra Israel. Eles mentiram quando afirmaram que haviam desmilitarizado a área até o Litani. Agora, nós devemos fazer isso no lugar deles. É hora de começar a agir contra o Hezbollah. Em atos, não em palavras. E se vocês são incapazes de fazer isso — pelo menos não atrapalhem”, diz a publicação.

Veja post:



Os ataques israelenses desta quarta-feira foram descritos por autoridades libanesas como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito. Ao menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas. A capital, Beirute, foi a área mais atingida.


As Forças de Defesa de Israel informaram ter realizado mais de 100 bombardeios em poucos minutos, alegando que os alvos eram estruturas do Hezbollah.


A continuidade da ofensiva levou o Hezbollah a pedir contenção e alertar para possíveis desdobramentos. Já o embaixador do Irã na ONU afirmou que novas ofensivas israelenses podem agravar ainda mais a situação e gerar consequências regionais.


Diante da escalada, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz. Segundo autoridades iranianas, a intensificação das ações de Israel no Líbano representa uma violação do cessar-fogo firmado com os Estados Unidos nessa terça-feira (7/4). (Metrópoles)

Irã afirma ter derrubado segundo avião dos EUA

Caça A-10 Thunderbolt II caiu no Golfo Pérsico após ser interceptado pelos sistemas de defesa aérea do país na sexta-feira

As forças armadas do Irã afirmaram ter atingido um segundo avião de combate dos EUA na sexta-feira (3).



O A-10 Thunderbolt II, apelidado de Warthog, caiu nas águas do Golfo Pérsico após os sistemas de defesa aérea do Irã interceptarem e o alvo atingirem próximo ao estreito de Ormuz, segundo a mídia estatal iraniana, citando um comunicado do escritório de relações públicas do exército.


Um oficial americano familiarizado com o assunto informou que o piloto conseguiu retirar a aeronave do território iraniano antes de ejetar do avião. Ele foi resgatado.


O caso ocorreu no mesmo dia em que um F-15E foi abatido sobre o Irã, conforme relatado anteriormente pela CNN. Um membro da tripulação foi resgatado após uma missão de busca e resgate, mas o destino do segundo tripulante da aeronave ainda é incerto.


Os Warthogs são aviões de assento único e estão realizando missões sobre o Irã há várias semanas. (CNN)

Ataque do Irã atinge petroleiro em Dubai e provoca incêndio

Mundo – Um petroleiro kuwaitiano foi atingido por um projétil lançado a partir do Irã na madrugada desta terça-feira (31/03), enquanto estava ancorado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi confirmada pela Kuwait Oil Corporation.


De acordo com a companhia, o impacto provocou um incêndio e causou danos à embarcação, que estava totalmente carregada com petróleo bruto no momento do ataque. Apesar da gravidade da ocorrência, autoridades de Dubai informaram que não houve feridos nem registro de vazamento de óleo

O episódio ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. O Irã tem intensificado ataques com mísseis e drones contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel na região do Golfo, em resposta a ofensivas realizadas por Washington e Tel Aviv contra Teerã.

Pouco antes do ataque, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO) havia alertado para um incidente envolvendo uma embarcação a cerca de 31 milhas náuticas a noroeste de Dubai — aproximadamente 57 quilômetros da costa.

Desde 28 de fevereiro, quando teve início o confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã, a UKMTO já registrou ao menos 24 incidentes envolvendo navios nas proximidades do Estreito de Ormuz. Desse total, 16 envolvem embarcações atingidas por projéteis.

A região do Golfo Pérsico é considerada uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo, o que aumenta a preocupação internacional diante da sequência de ataques e do risco de impactos no fornecimento de energia.

Ataques no sul do Líbano deixam três jornalistas mortos e elevam tensão com Israel

Mundo – Três jornalistas libaneses morreram neste sábado (28) após um ataque israelense atingir o veículo em que estavam no sul do Líbano. O carro estava identificado como sendo da imprensa no momento do bombardeio. O caso ocorreu na região de Jezzine e provocou reação do governo do país, que classificou o ataque como violação do direito internacional.



As vítimas foram Ali Shaib, repórter da Al-Manar TV, Fatima Ftouni, jornalista da rede Al-Mayadeen, e Mohammed Ftouni, operador de câmera da mesma emissora e irmão de Fatima. De acordo com informações confirmadas por agências internacionais, o ataque ocorreu enquanto os profissionais cobriam os confrontos na região.


Em comunicado citado pela agência Reuters, o exército de Israel afirmou ter “eliminado” Ali Shaib, alegando que ele seria integrante de uma unidade de inteligência do Hezbollah e que suas reportagens teriam exposto posições de soldados israelenses. A nota, no entanto, não mencionou as outras duas vítimas.


O ataque gerou forte reação das autoridades libanesas. O presidente Joseph Aoun condenou o episódio e classificou a ação como um “crime flagrante”, afirmando que o ataque viola normas do direito internacional e do direito humanitário.


Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou que jornalistas são civis e devem ser protegidos, mesmo em cenários de guerra. Ele também citou tratados internacionais que proíbem ataques a profissionais da imprensa durante conflitos.


Diversas entidades e partidos políticos do Líbano também se manifestaram, lamentando as mortes e pedindo investigação sobre o caso. Entre eles estão o Partido Social Nacionalista Sírio, o Partido Democrático Libanês e a emissora NBN.


Jornalistas em zonas de conflito possuem a mesma proteção geral concedida a civis, a menos que estejam diretamente envolvidos em hostilidades. Ataques deliberados e intencionais contra civis, incluindo jornalistas, são violações graves das Convenções de Genebra e do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (TPI), podendo ser processados como crimes de guerra.


O episódio aumenta a tensão na região e levanta preocupações sobre a segurança de profissionais de imprensa em áreas de conflito.

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