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Trump diz que novo líder supremo do Irã não vai durar se não tiver seu apoio

Mesmo com a guerra, Trump disse que está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 8, ao canal americano ABC que quem for escolhido para liderar o Irã “não vai durar muito” se não receber sua aprovação prévia.



“Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito”, disse Trump à ABC News. “Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não houver um presidente como eu que faça isso.”


A entrevista ocorreu no domingo, embora não esteja claro se foi antes ou depois de a mídia estatal iraniana ter noticiado que os clérigos estavam prestes a anunciar a escolha do novo líder supremo.


O presidente ainda disse que, mesmo com a guerra, ele está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA), agenda que o republicano tem utilizado desde a corrida eleitoral de políticas protecionistas.


“O que estamos fazendo é algo muito típico do MAGA. Muito, muito típico do MAGA”, acrescentou. “Estou no ponto mais alto da minha vida em termos de apoio ao MAGA.”


Novo líder iraniano


A Assembleia dos Guardiões do Irã escolheu neste domingo, 8, novo líder supremo do país, que sucederá o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro no início da guerra movida por americanos e israelenses contra o país persa.


O nome do novo comandante do país, no entanto, ainda não foi divulgado. “O candidato mais apropriado foi nomeado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestão na assembleia, segundo a agência Irna.


Outro membro do órgão, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que um nome foi indicado. A pessoa escolhida para ser o próximo líder supremo deve ser alguém a quem os Estados Unidos se opunham.


Ataques continuam


Várias explosões atingiram neste domingo a província iraniana de Yazd, no centro do Irã, informou a agência estatal Irna, em meio ao nono dia da guerra entre o país e a aliança formada por Estados Unidos e Israel.


Segundo a Irna, as detonações ocorreram na periferia da cidade de Yazd, capital da província de mesmo nome.


Também neste domingo foram registradas explosões em outros pontos do território iraniano, incluindo a capital, Teerã, e a província de Isfahã, igualmente situada na região central do país. Não houve informações imediatas sobre vítimas ou danos


No início da madrugada no horário brasileiro, a distribuição de combustível em Teerã foi temporariamente interrompida após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana e em áreas próximas, informou o prefeito da cidade, Mohammad Sadegh Motamedian.


Segundo ele, os bombardeios provocaram danos na rede de abastecimento de combustível, o que levou à suspensão temporária da distribuição.


“Em razão dos danos na rede de fornecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, disse Motamedian, citado pela Irna. (Com agências internacionais).


Israel amplia ataques ao Irã, que se movimenta para nomear novo líder supremo

Israel amplia ataques ao Irã enquanto Teerã se movimenta para nomear novo líder supremo

DUBAI/JERUSALÉM, 8 Mar (Reuters) – As forças israelenses expandiram o bombardeio contra ⁠o Irã durante a noite, atingindo depósitos de combustíveis perto de Teerã, enquanto o Barein disse ⁠que um ataque iraniano danificou uma de suas usinas de dessalinização, indicando um ataque cada vez maior à infraestrutura vital em toda a ‌região.



Com a escalada dos combates no nono dia da campanha israelense-americana contra o Irã, Teerã se aproximou da nomeação de um novo líder supremo após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, com todos os indícios sugerindo que seu poderoso filho Mojtaba poderia assumir o comando.


Militares de Israel ameaçaram matar ‌qualquer substituto de Khamenei, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra só terminaria quando os militares e os governantes do Irã fossem eliminados.


Fumaça preta paira sobre Teerã

Uma fumaça preta espessa e sufocante pairou sobre Teerã neste domingo, segundo moradores locais, depois que ataques a instalações de armazenamento de petróleo iluminaram o céu noturno com colunas de chamas alaranjadas.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o ataque em larga escala marcou uma ‘nova e perigosa fase’ do conflito e equivaleu a um crime de guerra.


‘Ao atacar depósitos de combustíveis, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas no ⁠ar, ‌envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando vidas em risco em grande escala’, escreveu ele no X.


O porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, disse a ⁠repórteres que os depósitos eram usados para abastecer o esforço de guerra do Irã, incluindo a produção ou o armazenamento de propelente para mísseis balísticos. ‘Eles são um alvo militar legal’, disse ele.


Logo após o ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que seu governo continuaria com o ataque e atacaria os governantes do Irã ‘sem piedade’.


‘Temos um plano organizado com muitas surpresas para desestabilizar o regime e permitir a mudança’, disse ele em uma declaração em vídeo. ‘Temos muitos outros alvos.’


Trump disse aos repórteres a bordo do Air Force One que não estava interessado em negociar o fim ​do conflito que fez os preços da energia dispararem, prejudicou negócios e paralisou viagens globais.


‘Em algum momento, acho que não sobrará ninguém para dizer: ‘Nós nos rendemos”, disse Trump.


Drones iranianos atacam estados do Golfo

Os governos da Arábia Saudita, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Barein relataram ataques de drones iranianos ​em seus países no sábado e no início deste domingo, com um enorme incêndio engolfando um bloco de escritórios do governo no Kuweit.


O Ministério do Interior do Kuweit disse que dois de seus oficiais foram mortos ‘enquanto desempenhavam suas funções’. Já os Emirados Árabes Unidos afirmaram que quatro trabalhadores migrantes haviam morrido em ataques iranianos até o momento.


Mostrando a intensidade da ofensiva, os Emirados Árabes Unidos disseram que as equipes de defesa aérea derrubaram 16 mísseis balísticos e 113 drones disparados contra o Estado do Golfo no domingo. Um míssil caiu no mar e quatro drones atingiram os territórios do país.


O Barein disse ‌neste domingo que um ataque de drones iranianos havia causado ‘danos materiais’ a uma usina de dessalinização, embora ​a autoridade de eletricidade e água do país tenha dito que o ataque não havia interrompido o abastecimento de água.


Foi a primeira vez que um país árabe disse que o Irã atacou uma instalação de dessalinização durante o conflito. No sábado, o Irã disse que um ataque dos EUA havia atingido uma usina de dessalinização de água doce na ilha de ⁠Qeshm, interrompendo o fornecimento de água em 30 vilarejos, chamando-o de ‘um ​movimento perigoso com graves consequências’.


A Arábia Saudita ​disse a Teerã que os contínuos ataques iranianos ao reino e seu setor de energia poderiam levar Riad a responder da mesma forma, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto.


O Líbano ⁠também foi arrastado para o conflito depois que o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo ​Irã, lançou foguetes e drones contra Israel na semana passada, com quase 400 pessoas mortas por Israel na última semana, informou o Ministério da Saúde.


Israel matou pelo menos quatro pessoas ao atacar um hotel no centro de Beirute neste domingo, dizendo que tinha como alvo comandantes iranianos que operavam na cidade — o primeiro ataque desse tipo no coração ​da capital libanesa — em meio a um pesado bombardeio nos subúrbios do sul e no sul e leste do país.


Irã se aproxima da nomeação do novo líder

O corpo clerical encarregado de escolher o próximo líder supremo do Irã pode se reunir já ​no domingo para nomear o sucessor de Khamenei, ⁠que foi morto em um ataque no início do conflito, informou a mídia iraniana.


Um consenso majoritário sobre o sucessor foi mais ou menos alcançado, disse o membro da Assembleia de Especialistas, aiatolá Mohammad Mehdi ⁠Mirbaqeri, de acordo com a agência de notícias Mehr.


Outro membro do conselho, o aiatolá Mohsen Heidari Alekasir, disse em vídeo que um candidato havia sido selecionado com base na orientação de Khamenei de que o líder máximo do Irã deveria ser ‘odiado pelo inimigo’.


Duas fontes iranianas disseram à Reuters na semana passada que o claro favorito era o filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, que acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior nas forças de segurança e no vasto império de negócios que eles controlam. Escolhê-lo seria um sinal de que a linha dura continua firmemente no comando.


(Reportagem dos escritórios da Reuters; Texto de John Geddie e Crispian ​Balmer)

Trump chama Irã de “perdedor” e diz que país será “duramente atacado”

Declaração foi feita após o presidente iraniano pedir desculpas a países vizinhos do Oriente Médio e declarar que não se renderia aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã neste sábado (7/3). Em um post publicado nas redes sociais, o republicano declarou que o país vai ser “duramente atacado hoje”.

Foto: r1rondonia


A publicação foi feita no Truth Social, plataforma do americano, após o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmar que “rendição incondicional” é “sonho que os EUA deveria levar para o túmulo”.


“Hoje o Irã será duramente atacado! Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã”, declarou Donald Trump.

Na mesma postagem, Trump afirma ainda que “é a primeira vez, em milhares de anos, que o Irã perde para os vizinhos”, em referência ao pedido de desculpas feito por Pezeshkian a países vizinhos atingidos pelo Irã. O chefe da Casa Branca atribuiu o pedido de desculpa aos “implacáveis ataques dos EUA e de Israel”.


“Eles queriam dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perde para os países vizinhos do Oriente Médio. Eles disseram: “Obrigado, Presidente Trump”. Eu disse: “De nada!”. O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO’, e continuará sendo por muitas décadas, até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total”, afirmou Trump.


Hostilidades no Oriente Médio

Chega a oito dias, neste sábado (7/3) a escalada das hostilidades no Oriente Médio, depois que Estados Unidos e Irã realizaram um ataque coordenado contra o Irã na região. A ação culminou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.


Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos na região, elevando a situação à um conflito regional com mais de 10 países atingidos diretamente e milhares de vítimas.


Militares dos Estados Unidos afirmam que mais de 3 mil alvos iranianos foram atacados, incluindo 43 navios, que teriam sido completamente destruídos ou parcialmente danificados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6/3).

Otan intercepta míssil balístico iraniano na Turquia; veja

Sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan atuaram contra ameaça no leste do ​Mar Mediterrâneo

Um míssil ⁠balístico lançado do ‌Irã e que se dirigia ao ‌espaço aéreo turco após passar pela Síria e pelo Iraque ⁠foi ‌destruído pelos ⁠sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan no leste do ​Mar Mediterrâneo, informou o Ministério ​da Defesa turco na quarta-feira (4).



O ministério disse em comunicado ‌que não ​houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando ⁠que ​a ​Turquia se reserva o direito ⁠de responder ​a quaisquer ações hostis contra ​ela, ao mesmo tempo em que ​adverte ⁠as partes a se ⁠absterem de medidas que possam agravar o conflito.

EUA dizem ter matado líder iraniano responsável por plano de assassinato de Trump

“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto", afirmou Pete Hegseth

WASHINGTON, 4 Mar (Reuters) – As Forças Armadas dos EUA anunciaram na quarta-feira que mataram uma autoridade iraniana que chefiava uma unidade responsável por uma suposta conspiração para assassinar o presidente Donald Trump.



“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, mas foi o presidente Trump quem riu por último”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em coletiva de imprensa.


Hegseth não revelou o nome do indivíduo, mas disse que a operação ocorreu na terça-feira.


Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano de envolvimento em um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para assassinar Trump, então presidente eleito dos EUA. (Infomoney)


Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos

Ofensiva atingiu 24 das 31 províncias iranianas

A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.



A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.


Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.


De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 


Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.


Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.


Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 


Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 

Governo Lula condena ataques de EUA e Israel contra o Irã

Nota oficial divulgada pelo Itamaraty afirma que negociação é “o único caminho viável para a paz”

O governo brasileiro divulgou neste sábado (28) nota oficial em que condena os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. No comunicado, o Brasil manifesta “grave preocupação” com a ofensiva e ressalta que as ações ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes envolvidas.



Segundo a nota, o diálogo é “o único caminho viável para a paz”, posição que o país afirma defender tradicionalmente na região. O governo brasileiro também fez um apelo para que todas as partes respeitem o Direito Internacional e exerçam “máxima contenção”, a fim de evitar uma escalada das hostilidades.


O texto destaca ainda a necessidade de proteger civis e a infraestrutura civil diante do agravamento da tensão militar. O posicionamento ocorre após a intensificação do conflito, que elevou o alerta internacional sobre os riscos de ampliação da crise no Oriente Médio.

Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

Com ameaça de ação dos EUA, Estado judeu determinou mobilização interna a retaliação inevitável, como ocorreu no ano passado

O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.



O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.


Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.


O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.


Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.


Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.


Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.


No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.


Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.


Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.


O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.


O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

EUA mata 11 supostos narcotraficantes em novos ataques contra lanchas no Caribe; veja vídeo

Mundo – Três ataques no Pacífico e no Caribe contra lanchas de supostos narcotraficantes resultaram na morte de onze pessoas, informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos nesta terça-feira (17).



Os ataques ocorreram na segunda-feira e deixaram um saldo de “quatro mortos na primeira embarcação no Pacífico oriental, quatro na segunda embarcação no Pacífico oriental e três na terceira embarcação no Caribe”, informou o Comando Sul na rede X.


Os Estados Unidos iniciaram sua campanha contra essas supostas narcolanchas em setembro e, desde então, mataram pelo menos 140 pessoas em cerca de 40 ataques.


O anúncio na rede X inclui vídeos dos ataques contra as três embarcações, duas das quais estavam imóveis quando foram bombardeadas, enquanto uma terceira navegava em alta velocidade.


Nos vídeos, é possível ver pessoas se movimentando dentro de duas das lanchas antes dos ataques.


O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra supostos “narcoterroristas” que operam na América Latina, mas não apresentou provas conclusivas de que as embarcações que tem como alvo estejam envolvidas no tráfico de drogas, o que gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações.


Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques provavelmente constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.


O governo recorda as operações realizadas durante décadas contra supostos jihadistas em países como Iêmen, Somália ou Síria, nas quais os alvos também eram atacados sem representar uma ameaça iminente.

Veja o vídeo: 



Washington mobilizou uma enorme força naval no Caribe que, além de perturbar essas supostas rotas marítimas de contrabando, também ajudou a aplicar um bloqueio petrolífero contra a Venezuela e a capturar seu presidente esquerdista, Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos.


A peça central da flotilha, o porta-aviões “USS Gerald R. Ford”, foi enviado na semana passada ao Oriente Médio, junto com vários destróieres que o acompanham, como parte da ameaça de intervenção militar contra o Irã.


Rússia lança novos ataques contra a Ucrânia horas antes de negociações

Bombardeios deixaram mortos e feridos em diferentes regiões do país enquanto negociações trilaterais com os EUA começam em Genebra

A Rússia lançou uma nova série de ataques contra a Ucrânia na manhã desta terça-feira (17), disseram autoridades locais, horas antes do início das negociações trilaterais com os Estados Unidos em Genebra, destinadas a resolver a guerra no leste europeu.



As forças russas também bombardearam a infraestrutura elétrica ucraniana, matando três trabalhadores do setor energético e deixando dezenas de milhares de pessoas sem energia elétrica e aquecimento, disseram autoridades.


O vice-ministro da Energia da Ucrânia disse que os três trabalhadores foram mortos quando um drone russo atingiu o carro em que estavam perto da usina de Sloviansk, em uma área de fronteira que Moscou quer que Kiev ceda em troca da paz.


Nesta terça-feira, a Moscou ainda lançou um ataque contra a região de Sumy, no norte do país, segundo com Oleh Hryhorov, chefe da administração militar da região.


Seis civis ficaram feridos, e prédios e carros também foram danificados, disse ele. Enquanto isso, pelo menos outras três pessoas ficaram feridas na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, devido aos ataques russos, disseram autoridades locais.


A Ucrânia afirmou nesta terça-feira ter atingido a refinaria de petróleo russa de Ilsky — uma das maiores do sul do país — em um ataque noturno.


"O alvo foi atingido, causando um incêndio nas instalações", disse o Estado-Maior da Ucrânia em um comunicado nesta terça-feira.


As negociações de hoje representam a terceira rodada de conversas para tentar chegar a um acordo de paz que ponha fim a quase quatro anos de guerra.


A Rússia, que iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, tem realizado ataques frequentes a instalações de energia ucranianas neste inverno, deixando-as sem energia elétrica e aquecimento. (CNN)

Ataques de Israel deixam 11 mortos em Gaza, dizem autoridades palestinas

Forças de Defesa de Israel disseram agir contra violação do acordo de cessar-fogo

Pelo menos 11 palestinos foram mortos em ataques aéreos israelenses no norte e no sul da Faixa de Gaza neste domingo (15), disseram autoridades palestinas de defesa civil e saúde, em uma ação que os militares israelenses classificaram como resposta às violações do cessar-fogo pelo Hamas.



Socorristas disseram que um ataque aéreo israelense contra um acampamento de tendas que abrigava famílias deslocadas matou pelo menos quatro pessoas, enquanto autoridades de saúde afirmaram que outro ataque matou cinco em Khan Younis, no sul do país.


"Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel iniciaram ataques em resposta à flagrante violação do acordo de cessar-fogo pelo Hamas ontem na área de Beit Hanoun", disse um oficial militar israelense, acrescentando que "terroristas emergiram de um túnel a leste da linha amarela".


O funcionário classificou os ataques de domingo como "precisos" e em conformidade com o direito internacional, e afirmou que o grupo palestino cometeu mais de seis violações do cessar-fogo de outubro, incluindo o posicionamento a leste da "Linha Amarela", acordada no âmbito do cessar-fogo para demarcar as áreas controladas por Israel e pelo Hamas.


"Cruzar a linha amarela nas proximidades das tropas das Forças de Defesa de Israel, estando armado, é uma violação explícita do cessar-fogo e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo de cessar-fogo com a intenção de prejudicar as tropas das Forças de Defesa de Israel", disse o oficial.


Israel e o Hamas têm se acusado mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo, um elemento do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra em Gaza.


No sábado (14), os militares disseram ter identificado "terroristas" armados perto de membros das Forças de Defesa de Israel (IDF) que operam no norte da Faixa de Gaza.


As Forças de Defesa de Israel afirmaram que continuaram a destruir túneis subterrâneos no norte da Faixa de Gaza, em conformidade com o acordo.


Segundo informações, foram observados vários homens armados saindo do que seria um túnel e entrando sob os escombros de um prédio a leste da Linha Amarela.


Os militares disseram que aeronaves da Força Aérea atacaram o prédio e eliminaram dois homens armados, e que provavelmente outros militantes foram eliminados no ataque.


O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que pelo menos 600 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o início do acordo de Gaza. Israel disse que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza durante o mesmo período. (CNN)


Maduro se diz disposto a negociar acordo com Trump para encerrar crise

Maduro afirmou que está disposto a costurar um “acordo” com Trump para o combate do narcotráfico na América Latina

Enquanto a crise na América Latina aumenta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mostrou-se disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração aconteceu durante entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º/1).



“Precisamos começar a ter conversas sérias, com fatos em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos de seus porta-vozes que, se eles quiserem ter conversas sérias sobre um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, disse Maduro.

No fim de novembro de 2024, os dois presidentes chegaram a conversar. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”. O presidente da Venezuela, porém, afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.


Desde a conversa, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe, e avançou com a ofensiva que começou no segundo semestre do último ano.


No fim de dezembro, o presidente dos EUA anunciou o primeiro ataque norte-americano contra o território da Venezuela, que teria atingido um porto na região costeira do país. O local era supostamente utilizado para o carregamento de barcos ligados ao tráfico de drogas.


A ação se soma a outras realizadas por forças norte-americanas enviadas para a região em meados de agosto de 2024. A mobilização militar inclui fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.


Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região. Até o momento, contudo, Washington ainda não divulgou provas que liguem os barcos atacados ao transporte de entorpecente.


Em meio à tensão, Maduro é o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como o chefe do cartel de Los Soles — mesmo grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.


Além disso, o presidente norte-americano também acusa seu homólogo venezuelano de “roubar petróleo dos EUA” para financiar seu próprio regime. (Metrópoles)

Maduro recebe rifle e diz que Venezuela tem "guerreiros invencíveis"

Ditador pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial do país

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou as Forças Armadas do país, destacando que elas possuem "guerreiros invencíveis". A fala foi feita durante uma cerimônia de homenagem de fim de ano em La Guaira.



No evento, realizado no domingo (28), ele também recebeu um rifle de precisão calibre .50.


Maduro, acompanhado por outras autoridades, afirmou que os valores de emancipação e humanismo das Forças Armadas foram fortalecidos ao longo das 27 semanas de tensões com os Estados Unidos.


O ditador alegou que houve a consolidação do poder nacional da Venezuela "na prática" em 2025, com as forças populares e militares unidas sob seu plano de defesa.


Ele pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial.


Segundo Maduro, a cerimônia na Academia Militar Naval Bolivariana celebrou o papel dos militares como emancipadores, "não imperialistas" e marcou o ápice dos esforços para refundar os valores da nação.


Entenda a tensão entre Estados Unidos e Venezuela

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador Nicolás Maduro.


Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico.


As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.


Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.


Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo de Donald Trump está elaborando planos para "o dia seguinte" à deposição de Maduro, mas ainda não foi tomada uma decisão sobre um ataque direto ao país.


Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.


Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de "roubo descarado" e "um ato de pirataria internacional" pelo regime de Maduro.


Posteriormente, Trump anunciou um "bloqueio total" contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará "ninguém passar sem o devido direito".  (CNN)


Ataque dos EUA atinge embarcação no Pacífico e deixa dois mortos

Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na operação conhecida como Lança do Sul



As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (29), um ataque contra uma embarcação supostamente envolvida com o tráfico de drogas no oceano Pacífico, matando duas pessoas, segundo o Comando Sul dos EUA.


“Em 29 de dezembro, por determinação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais”, escreveu o Comando na rede social X.


O Comando informou, ainda, que dois homens morreram no ataque e que nenhum militar americano ficou ferido.


Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas como parte de uma campanha chamada Operação Lança do Sul, que, segundo o governo Trump, tem como objetivo conter o tráfico de entorpecentes. (CNN)

Com Zelensky, Trump mostra otimismo por fim da guerra da Ucrânia

Antes de reunião, Trump diz que negociações estão na fase final, e Zelensky afirma que cerca de 90% do plano de paz já foi discutido

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se encontrou neste domingo (28/12) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, clube privado do republicano em Palm Beach, na Flórida. Ao lado do líder ucraniano, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia estão no estágio final das negociações para a implementação de um plano de paz.



“Nós estamos nos últimos estágios de conversa. Se não (chegarmos a um acordo) essa guerra vai continuar por muito tempo, milhões serão mortos, e ninguém quer isso”, afirmou Trump.

A reunião entre os líderes ocorrerá a portas fechadas no salão principal do complexo. Autoridades europeias devem acompanhar o diálogo por telefone.


Conversa com Putin

A chegada do líder ucraniano acontece poucas horas depois de Trump afirmar que conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em publicação na Truth Social, o republicano descreveu a ligação como “boa e muito produtiva”.


O telefonema ocorreu em meio a uma intensificação dos ataques russos com mísseis e drones contra Kiev, o que elevou a pressão internacional por avanços diplomáticos e deu caráter de urgência à reunião com Zelensky.


O enviado especial do Kremlin, Kirill Dmitriev, também classificou a conversa entre Trump e Putin como produtiva.


Donald Trump onfirmou ainda que pretende voltar a conversar com Putin após o término das reuniões com Zelensky.


Fim da guerra como prioridade

Questionado sobre a disposição de Putin para negociar, Trump disse considerar que o líder russo “fala sério” sobre o fim da guerra. O republicano, no entanto, evitou cravar que a reunião resultará em um acordo imediato.


Segundo Trump, há “elementos para um acordo”, embora tenha reconhecido que o conflito entre Rússia e Ucrânia é difícil de resolver. Ele também afirmou não trabalhar com prazos e disse que seu objetivo é “acabar com a guerra”.


Sobre os bombardeios russos à Ucrânia, Trump voltou a afirmar que Putin segue comprometido com a paz e ressaltou que Kiev também realizou ataques contra alvos russos.


Histórico de encontros

Esta é a quarta vez que Zelensky se reúne com Trump em busca de garantias de segurança para a Ucrânia. O encontro mais tenso ocorreu em fevereiro, quando os dois protagonizaram um embate no Salão Oval.


Em agosto, os líderes voltaram a se reunir, desta vez com a presença de representantes europeus. Já em outubro, Zelensky esteve em Washington para tentar obter mísseis de cruzeiro Tomahawk, pedido recusado por Trump.


Pauta de Zelensky

Na reunião, o presidente ucraniano pretende apresentar um plano viável para a paz e discutir garantias de segurança e a reconstrução da Ucrânia.


Mais cedo, Zelensky afirmou que as decisões sobre o fim do conflito dependem do apoio dos aliados de Kiev.


Antes da reunião e ao lado de Trump, o ucraniano afirmou que as negociações entre Kiev e Washington avançaram no último mês e disse esperar que a paz seja alcançada o mais rápido possível.


Zelensky afirmou que o foco do encontro será um plano de paz de 20 pontos e a definição das próximas etapas para um acordo. Segundo o líder ucraniano, cerca de 90% do plano já foi discutido pelas equipes dos dois países. (Metrópoles)

Rússia mata dois em mega-ataque a Kiev na véspera de reunião Trump-Zelensky

Ofensiva russa durou cerca de dez horas; delegações americanas, russas e ucranianas estão em intensas negociações há semanas para chegar a um acordo que acabe com o conflito de quase quatro anos

A Rússia realizou um dos ataques mais longos e prolongados deste ano contra a Ucrânia durante a madrugada deste sábado (27), um dia antes do encontro entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e seu homólogo americano Donald Trump na Flórida, em meio aos esforços para pôr fim à guerra de quase quatro anos no Leste Europeu.



O ataque aéreo à cidade de Kiev, capital do país, matou pelo menos duas pessoas e feriu outras 44, incluindo duas crianças, segundo autoridades locais.


Mais de 40% dos prédios residenciais em Kiev também estão sem aquecimento devido às temperaturas congelantes, afirmou Oleksiy Kuleba, ministro do governo, nas redes sociais.


O ataque durou quase 10 horas. Mas os moradores permaneceram em estado de alerta, com sirenes de ataque aéreo soando intermitentemente ao longo do dia.


Falando a bordo de um avião rumo aos Estados Unidos neste sábado, Zelensky afirmou que buscaria um sinal, durante as negociações com Trump, de que a Ucrânia receberia garantias de segurança juridicamente vinculativas como parte de qualquer acordo de paz.


Ele também reiterou os apelos pelo fortalecimento das defesas aéreas da Ucrânia, afirmando que o país precisa de mais mísseis em meio aos ataques implacáveis ​​da Rússia.


"O apoio dos europeus é importante para nós hoje. Não temos sistemas de defesa aérea adicionais suficientes", disse ele.


Antes de se encontrar com Trump, no domingo (28), Zelensky fez uma escala no Canadá neste sábado (27) para conversar com o primeiro-ministro Mark Carney.


Em declarações à imprensa antes da reunião em Halifax, Nova Escócia, Carney anunciou um auxílio econômico adicional de 2,5 bilhões de dólares canadenses para a Ucrânia.


Segundo uma fonte do governo canadense com conhecimento do novo pacote de ajuda, ele também permitirá que o Fundo Monetário Internacional empreste à Ucrânia mais US$ 8,4 bilhões.


Trump disse em entrevista à Politico que espera que o encontro com Zelensky “corra bem”, mas alertou que o presidente ucraniano "não tem nada a declarar até que eu aprove". 


Ele acrescentou que também espera conversar com o presidente russo Vladimir Putin “em breve, o quanto eu quiser”.


Quanto a Putin, a agência de notícias estatal russa TASS citou-o dizendo neste sábado que, “se Kiev não estiver disposta a resolver a questão pacificamente, a Rússia alcançará todos os objetivos da operação militar especial por meios militares”, usando um eufemismo para a guerra na Ucrânia.


No total, a Rússia lançou 519 drones e 40 mísseis contra a Ucrânia durante a madrugada, segundo a Força Aérea Ucraniana.


Zelensky afirmou na manhã deste sábado (27) que, embora as autoridades russas estejam em negociações para pôr fim aos combates, a violência em curso fala por si só.


Os ataques mais recentes visaram principalmente a infraestrutura de energia e civil na capital, disse o presidente ucraniano.


“Em alguns bairros da capital e da região, a eletricidade e o aquecimento estão indisponíveis”, relatou ele. “Os esforços de combate aos incêndios estão em andamento.”


Incêndios começaram por toda a cidade, consumindo uma oficina mecânica e diversos prédios residenciais, e forçando idosos a fugirem um lar de repouso devido à propagação das chamas, segundo o Serviço de Emergência de Kiev.


Referindo-se ao recente envolvimento da Rússia em negociações com representantes dos Estados Unidos para pôr fim aos combates no país, Zelensky escreveu na rede social X, após o ataque, que “os representantes russos participam de longas conversas, mas, na realidade, os Kinzhals e os ‘shaheds’ falam por eles”.


A fala se refere aos mísseis Kinzhals e aos drones Shaheds, usados por Moscou na guerra.


Ele acrescentou: “Essa é a verdadeira atitude de Putin e seu círculo”.


Em resposta aos ataques, a Polônia enviou caças e fechou temporariamente dois aeroportos, informou a agência de notícias Reuters, citando uma publicação da Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea no Facebook.


Autoridades americanas disseram estar esperançosas que o encontro entre Zelensky e Trump no domingo (28) seja produtivo, após uma semana de intensos esforços entre negociadores dos Estados Unidos e da Ucrânia.


Embora as autoridades não tenham mencionado um objetivo específico para a reunião, o presidente ucraniano disse ao Axios na sexta-feira (26) que desejava concluir um acordo para pôr fim à guerra.


Não se espera que a reunião inclua líderes europeus, segundo autoridades americanas e europeias.


No entanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participará de uma chamada telefônica no sábado com Zelensky, Trump e outros líderes europeus, disse um porta-voz da Comissão à Reuters.


Os ucranianos vêm pressionando por um encontro entre Zelensky e Trump há meses, afirmaram autoridades europeias. Os europeus esperam uma reunião positiva, pois descrevem a dinâmica atual entre os EUA e a Ucrânia como produtiva.


Ainda assim, reconhecem que o resultado de qualquer encontro com Trump é imprevisível.


“Não existe cenário de baixo risco com Trump”, disse um funcionário da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).


Estratégia ucraniana

Em preparação para a reunião de domingo, Zelensky afirmou na sexta-feira que havia conversado com os líderes da Otan, Canadá, Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Estônia para coordenar suas posições.


No início desta semana, o ucraniano ofereceu-se para fazer concessões em algumas das questões mais espinhosas que até agora têm paralisado o processo de paz mediado pelos EUA com a Rússia.


Não está claro, no entanto, se as concessões de Zelensky satisfarão o Kremlin.


Questionado sobre a possível disposição de Kiev em considerar concessões territoriais para um acordo de paz, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à CNN que "ceder o restante de Donetsk poderia contribuir significativamente".


O plano de paz inicial de 28 pontos, que surgiu em novembro após negociações entre os Estados Unidos e a Rússia, foi criticado pelos aliados da Ucrânia por favorecer fortemente Moscou.


Após semanas de negociações entre autoridades ucranianas e americanas, essa versão foi reduzida ao plano atual de 20 pontos, que Zelensky afirmou poder servir como um "documento fundamental para o fim da guerra".


Últimas informações sobre as negociações de paz

Zelensky disse a jornalistas que a Ucrânia não recebeu uma resposta oficial do Kremlin à última proposta. Ele afirmou que Kiev está negociando exclusivamente com Washington, que por sua vez está se comunicando com Moscou.


Caso a Rússia não concorde com o plano de paz elaborado pela Ucrânia e pelos Estados Unidos, o governo ucraniano sugeriu que mais esforços devem ser feitos para forçar Moscou a mudar de ideia.


"Se a Ucrânia demonstrar que sua posição é construtiva — e a Rússia, por exemplo, não concordar, então a pressão (existente) não será suficiente", expressou Zelensky, acrescentando que deseja discutir o assunto com Trump.


As principais exigências da Rússia são que a Ucrânia abandone sua ambição de ingressar na Otan — uma perspectiva distante antes de Moscou lançar sua invasão total do país em fevereiro de 2022 — e que as forças armadas de Kiev se retirem completamente das regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, uma vasta área conhecida como Donbas.


Foi nessa região que o Kremlin começou a desestabilizar a Ucrânia em 2014, ajudando separatistas pró-Rússia a obter o controle da maior parte da área. O Donbas foi finalmente anexado ilegalmente pela Rússia em setembro de 2022.


Zelensky ofereceu concessões em ambas as questões. Durante uma ampla coletiva de imprensa na terça-feira (23), para discutir o novo plano de paz de 20 pontos, o presidente ucraniano disse que Kiev buscava garantias de segurança de seus aliados que "espelhassem" o Artigo 5 da Otan — que exige que todos os membros defendam qualquer membro que tenha sido atacado — mas que não buscaria mais a adesão plena à aliança militar.


O líder também afirmou que a Ucrânia estaria disposta a retirar suas tropas de partes da região de Donetsk que não estão atualmente ocupadas por forças russas.


O presidente afirmou que qualquer retirada de tropas teria que ser recíproca, com Moscou cedendo tanto território ucraniano quanto o cedido por Kiev e essas áreas do Donbas sendo desmilitarizadas como consequência.


No início deste mês, Zelensky observou que os negociadores americanos queriam que esses territórios se tornassem “zonas econômicas livres” assim que todas as tropas fossem retiradas.


A Constituição da Ucrânia exige que quaisquer alterações nas fronteiras do país sejam aprovadas em referendo. O presidente reiterou na sexta-feira (26) que "o destino da Ucrânia deve ser decidido pelo povo ucraniano" e afirmou que os aliados do país "têm poder suficiente para pressionar a Rússia ou negociar com os russos" para garantir que qualquer plebiscito desse tipo possa ser realizado em segurança. (CNN)

China acusa EUA de violar direito internacional contra Venezuela

China repudiou ações do exército estadunidense, que já interceptou três navios de petróleo na costa da Venezuela nas últimas duas semanas

A China se posicionou, nesta segunda-feira (22/12), a favor da Venezuela, após a interceptação do terceiro navio petroleiro venezuelano pelos Estados Unidos (EUA) no fim de semana. A escalada de interceptações petroleiras começou há duas semanas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian afirmou que a prática dos EUA de apreender arbitrariamente navios de outras nações “viola gravemente o direito internacional”.



“A China tem se oposto consistentemente a sanções ilegais e unilaterais que carecem de fundamento no direito internacional”, afirmou.


EUA x Venezuela


No dia 10 de dezembro, os EUA apreenderam um grande navio petroleiro venezuelano chamado Skipper.

No sábado (20/12), o segundo navio foi apreendido pelos EUA na costa da Venezuela, o petroleiro Centuries.

No domingo (21/12), o agências internacionais Reuters e Bloomberg afirmaram que os EUA interceptaram mais um navio petroleiro do país sul-americano, o que seria a terceira embarcação em menos de duas semanas, o petroleiro Bella 1.

Os EUA alegam que o presidente da Venezuela Nicolás Maduro é o líder da suposta organização criminosa “Cartel de Los Soles” e que a ação busca interceptar “petroleiros sancionados”;

A Venezuela repudiou a ofensiva estadunidense e classificou o ato como “roubo” e “pirataria internacional”.

Maduro reagiu à ação dos EUA e afirmou nesse domingo que o país vem sofrendo com atos de “corsários que assaltam petroleiros“.


Posição da China


Desde o mês passado, a China vem se posicionado a favor da Venezuela em meio ao conflito com os Estados Unidos acerca do petróleo.


“A China opõe-se à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, declarou o Ministério das Relações Exteriores dia 19 de novembro.


Na última quarta-feira (17/12), o governo chinês já havia defendido o país sul-americano, afirmando que se opõe a “toda forma de assédio unilateral e apoia os países na proteção de sua própria soberania e dignidade nacional”. A fala ocorreu em uma ligação entre ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o chanceler venezuelano Yvan Gil, divulgado pelo ministério chinês. (Metrópoles)

General do Exército russo é morto em explosão de carro em Moscou

A vítima é o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do departamento de treinamento operacional das Forças Armadas da Rússia

Um general do Exército russo foi morto na explosão de um carro no sul de Moscou, na manhã desta segunda-feira (22/12), anunciou o Comitê de Investigação do Kremlin. As autoridades russas suspeitam que forças especiais ucranianas, entre outras, estejam por trás do ataque.




A vítima é o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do departamento de treinamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia. Ele ocupava um dos cargos-chave na hierarquia militar e participou ativamente na guerra contra a Ucrânia.

Sarvarov dirigia seu carro, um Kia Sorento, no momento do atentado. Segundo os investigadores, um dispositivo explosivo havia sido colocado sob o automóvel e foi detonado quando ele saia de uma vaga de estacionamento na capital russa, por volta das 6h55 (0h55, horário de Brasília).


“As janelas tremeram. Sentimos que era uma explosão. É o custo da guerra”, contou um maquinista aposentado de 70 anos que mora próximo de onde aconteceu o atentado. Autoridades russas divulgaram um vídeo mostrando o carro destruído com manchas de sangue no banco do motorista.


Os investigadores indicaram que estão estudando várias hipóteses, incluindo o envolvimento dos serviços especiais ucranianos, já que uma das pistas aponta para esse caminho. Segundo as autoridades, foi aberta uma investigação por “homicídio” e “tráfico de explosivos”.

O tenente-general Fanil Sarvarov tinha 56 anos e era militar de carreira nascido nos Urais, região russa na fronteira com a Ásia, formada por várias montanhas. Ele participou da guerra na Chechênia nas décadas de 1990 e 2000, da intervenção russa na Síria em 2015 e 2016, além de atuar no conflito com Ucrânia desde 2022.

Acusações a Kiev

Desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, Kiev foi acusada várias vezes de ter realizado ataques direcionados contra personalidades e autoridades militares russas, tanto na Rússia quanto nas zonas ocupadas por Moscou na Ucrânia.


Em agosto de 2022, um carro-bomba matou Daria Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexander Dugin. Em abril de 2023, o blogueiro militar russo Maxim Fomin foi morto na explosão de uma estatueta em um café de São Petersburgo.


Mais recentemente, em abril, o general Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria Operacional Principal do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, foi morto em um atentado com carro-bomba perto de Moscou.


Em dezembro de 2024, o comandante das Forças de Defesa Química, Radiológica e Biológica da Rússia, Igor Kirillov, foi morto na explosão de uma scooter elétrica também em Moscou, atentado reivindicado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). (Fonte: FRI)

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