Últimas Notícias
Brasil
Mostrando postagens com marcador Guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra. Mostrar todas as postagens

Maduro se diz disposto a negociar acordo com Trump para encerrar crise

Maduro afirmou que está disposto a costurar um “acordo” com Trump para o combate do narcotráfico na América Latina

Enquanto a crise na América Latina aumenta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mostrou-se disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração aconteceu durante entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º/1).



“Precisamos começar a ter conversas sérias, com fatos em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos de seus porta-vozes que, se eles quiserem ter conversas sérias sobre um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, disse Maduro.

No fim de novembro de 2024, os dois presidentes chegaram a conversar. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”. O presidente da Venezuela, porém, afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.


Desde a conversa, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe, e avançou com a ofensiva que começou no segundo semestre do último ano.


No fim de dezembro, o presidente dos EUA anunciou o primeiro ataque norte-americano contra o território da Venezuela, que teria atingido um porto na região costeira do país. O local era supostamente utilizado para o carregamento de barcos ligados ao tráfico de drogas.


A ação se soma a outras realizadas por forças norte-americanas enviadas para a região em meados de agosto de 2024. A mobilização militar inclui fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.


Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região. Até o momento, contudo, Washington ainda não divulgou provas que liguem os barcos atacados ao transporte de entorpecente.


Em meio à tensão, Maduro é o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como o chefe do cartel de Los Soles — mesmo grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.


Além disso, o presidente norte-americano também acusa seu homólogo venezuelano de “roubar petróleo dos EUA” para financiar seu próprio regime. (Metrópoles)

Maduro recebe rifle e diz que Venezuela tem "guerreiros invencíveis"

Ditador pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial do país

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou as Forças Armadas do país, destacando que elas possuem "guerreiros invencíveis". A fala foi feita durante uma cerimônia de homenagem de fim de ano em La Guaira.



No evento, realizado no domingo (28), ele também recebeu um rifle de precisão calibre .50.


Maduro, acompanhado por outras autoridades, afirmou que os valores de emancipação e humanismo das Forças Armadas foram fortalecidos ao longo das 27 semanas de tensões com os Estados Unidos.


O ditador alegou que houve a consolidação do poder nacional da Venezuela "na prática" em 2025, com as forças populares e militares unidas sob seu plano de defesa.


Ele pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial.


Segundo Maduro, a cerimônia na Academia Militar Naval Bolivariana celebrou o papel dos militares como emancipadores, "não imperialistas" e marcou o ápice dos esforços para refundar os valores da nação.


Entenda a tensão entre Estados Unidos e Venezuela

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador Nicolás Maduro.


Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico.


As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.


Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.


Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo de Donald Trump está elaborando planos para "o dia seguinte" à deposição de Maduro, mas ainda não foi tomada uma decisão sobre um ataque direto ao país.


Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.


Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de "roubo descarado" e "um ato de pirataria internacional" pelo regime de Maduro.


Posteriormente, Trump anunciou um "bloqueio total" contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará "ninguém passar sem o devido direito".  (CNN)


Ataque dos EUA atinge embarcação no Pacífico e deixa dois mortos

Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na operação conhecida como Lança do Sul



As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (29), um ataque contra uma embarcação supostamente envolvida com o tráfico de drogas no oceano Pacífico, matando duas pessoas, segundo o Comando Sul dos EUA.


“Em 29 de dezembro, por determinação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais”, escreveu o Comando na rede social X.


O Comando informou, ainda, que dois homens morreram no ataque e que nenhum militar americano ficou ferido.


Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas como parte de uma campanha chamada Operação Lança do Sul, que, segundo o governo Trump, tem como objetivo conter o tráfico de entorpecentes. (CNN)

Com Zelensky, Trump mostra otimismo por fim da guerra da Ucrânia

Antes de reunião, Trump diz que negociações estão na fase final, e Zelensky afirma que cerca de 90% do plano de paz já foi discutido

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se encontrou neste domingo (28/12) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, clube privado do republicano em Palm Beach, na Flórida. Ao lado do líder ucraniano, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia estão no estágio final das negociações para a implementação de um plano de paz.



“Nós estamos nos últimos estágios de conversa. Se não (chegarmos a um acordo) essa guerra vai continuar por muito tempo, milhões serão mortos, e ninguém quer isso”, afirmou Trump.

A reunião entre os líderes ocorrerá a portas fechadas no salão principal do complexo. Autoridades europeias devem acompanhar o diálogo por telefone.


Conversa com Putin

A chegada do líder ucraniano acontece poucas horas depois de Trump afirmar que conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em publicação na Truth Social, o republicano descreveu a ligação como “boa e muito produtiva”.


O telefonema ocorreu em meio a uma intensificação dos ataques russos com mísseis e drones contra Kiev, o que elevou a pressão internacional por avanços diplomáticos e deu caráter de urgência à reunião com Zelensky.


O enviado especial do Kremlin, Kirill Dmitriev, também classificou a conversa entre Trump e Putin como produtiva.


Donald Trump onfirmou ainda que pretende voltar a conversar com Putin após o término das reuniões com Zelensky.


Fim da guerra como prioridade

Questionado sobre a disposição de Putin para negociar, Trump disse considerar que o líder russo “fala sério” sobre o fim da guerra. O republicano, no entanto, evitou cravar que a reunião resultará em um acordo imediato.


Segundo Trump, há “elementos para um acordo”, embora tenha reconhecido que o conflito entre Rússia e Ucrânia é difícil de resolver. Ele também afirmou não trabalhar com prazos e disse que seu objetivo é “acabar com a guerra”.


Sobre os bombardeios russos à Ucrânia, Trump voltou a afirmar que Putin segue comprometido com a paz e ressaltou que Kiev também realizou ataques contra alvos russos.


Histórico de encontros

Esta é a quarta vez que Zelensky se reúne com Trump em busca de garantias de segurança para a Ucrânia. O encontro mais tenso ocorreu em fevereiro, quando os dois protagonizaram um embate no Salão Oval.


Em agosto, os líderes voltaram a se reunir, desta vez com a presença de representantes europeus. Já em outubro, Zelensky esteve em Washington para tentar obter mísseis de cruzeiro Tomahawk, pedido recusado por Trump.


Pauta de Zelensky

Na reunião, o presidente ucraniano pretende apresentar um plano viável para a paz e discutir garantias de segurança e a reconstrução da Ucrânia.


Mais cedo, Zelensky afirmou que as decisões sobre o fim do conflito dependem do apoio dos aliados de Kiev.


Antes da reunião e ao lado de Trump, o ucraniano afirmou que as negociações entre Kiev e Washington avançaram no último mês e disse esperar que a paz seja alcançada o mais rápido possível.


Zelensky afirmou que o foco do encontro será um plano de paz de 20 pontos e a definição das próximas etapas para um acordo. Segundo o líder ucraniano, cerca de 90% do plano já foi discutido pelas equipes dos dois países. (Metrópoles)

Rússia mata dois em mega-ataque a Kiev na véspera de reunião Trump-Zelensky

Ofensiva russa durou cerca de dez horas; delegações americanas, russas e ucranianas estão em intensas negociações há semanas para chegar a um acordo que acabe com o conflito de quase quatro anos

A Rússia realizou um dos ataques mais longos e prolongados deste ano contra a Ucrânia durante a madrugada deste sábado (27), um dia antes do encontro entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e seu homólogo americano Donald Trump na Flórida, em meio aos esforços para pôr fim à guerra de quase quatro anos no Leste Europeu.



O ataque aéreo à cidade de Kiev, capital do país, matou pelo menos duas pessoas e feriu outras 44, incluindo duas crianças, segundo autoridades locais.


Mais de 40% dos prédios residenciais em Kiev também estão sem aquecimento devido às temperaturas congelantes, afirmou Oleksiy Kuleba, ministro do governo, nas redes sociais.


O ataque durou quase 10 horas. Mas os moradores permaneceram em estado de alerta, com sirenes de ataque aéreo soando intermitentemente ao longo do dia.


Falando a bordo de um avião rumo aos Estados Unidos neste sábado, Zelensky afirmou que buscaria um sinal, durante as negociações com Trump, de que a Ucrânia receberia garantias de segurança juridicamente vinculativas como parte de qualquer acordo de paz.


Ele também reiterou os apelos pelo fortalecimento das defesas aéreas da Ucrânia, afirmando que o país precisa de mais mísseis em meio aos ataques implacáveis ​​da Rússia.


"O apoio dos europeus é importante para nós hoje. Não temos sistemas de defesa aérea adicionais suficientes", disse ele.


Antes de se encontrar com Trump, no domingo (28), Zelensky fez uma escala no Canadá neste sábado (27) para conversar com o primeiro-ministro Mark Carney.


Em declarações à imprensa antes da reunião em Halifax, Nova Escócia, Carney anunciou um auxílio econômico adicional de 2,5 bilhões de dólares canadenses para a Ucrânia.


Segundo uma fonte do governo canadense com conhecimento do novo pacote de ajuda, ele também permitirá que o Fundo Monetário Internacional empreste à Ucrânia mais US$ 8,4 bilhões.


Trump disse em entrevista à Politico que espera que o encontro com Zelensky “corra bem”, mas alertou que o presidente ucraniano "não tem nada a declarar até que eu aprove". 


Ele acrescentou que também espera conversar com o presidente russo Vladimir Putin “em breve, o quanto eu quiser”.


Quanto a Putin, a agência de notícias estatal russa TASS citou-o dizendo neste sábado que, “se Kiev não estiver disposta a resolver a questão pacificamente, a Rússia alcançará todos os objetivos da operação militar especial por meios militares”, usando um eufemismo para a guerra na Ucrânia.


No total, a Rússia lançou 519 drones e 40 mísseis contra a Ucrânia durante a madrugada, segundo a Força Aérea Ucraniana.


Zelensky afirmou na manhã deste sábado (27) que, embora as autoridades russas estejam em negociações para pôr fim aos combates, a violência em curso fala por si só.


Os ataques mais recentes visaram principalmente a infraestrutura de energia e civil na capital, disse o presidente ucraniano.


“Em alguns bairros da capital e da região, a eletricidade e o aquecimento estão indisponíveis”, relatou ele. “Os esforços de combate aos incêndios estão em andamento.”


Incêndios começaram por toda a cidade, consumindo uma oficina mecânica e diversos prédios residenciais, e forçando idosos a fugirem um lar de repouso devido à propagação das chamas, segundo o Serviço de Emergência de Kiev.


Referindo-se ao recente envolvimento da Rússia em negociações com representantes dos Estados Unidos para pôr fim aos combates no país, Zelensky escreveu na rede social X, após o ataque, que “os representantes russos participam de longas conversas, mas, na realidade, os Kinzhals e os ‘shaheds’ falam por eles”.


A fala se refere aos mísseis Kinzhals e aos drones Shaheds, usados por Moscou na guerra.


Ele acrescentou: “Essa é a verdadeira atitude de Putin e seu círculo”.


Em resposta aos ataques, a Polônia enviou caças e fechou temporariamente dois aeroportos, informou a agência de notícias Reuters, citando uma publicação da Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea no Facebook.


Autoridades americanas disseram estar esperançosas que o encontro entre Zelensky e Trump no domingo (28) seja produtivo, após uma semana de intensos esforços entre negociadores dos Estados Unidos e da Ucrânia.


Embora as autoridades não tenham mencionado um objetivo específico para a reunião, o presidente ucraniano disse ao Axios na sexta-feira (26) que desejava concluir um acordo para pôr fim à guerra.


Não se espera que a reunião inclua líderes europeus, segundo autoridades americanas e europeias.


No entanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participará de uma chamada telefônica no sábado com Zelensky, Trump e outros líderes europeus, disse um porta-voz da Comissão à Reuters.


Os ucranianos vêm pressionando por um encontro entre Zelensky e Trump há meses, afirmaram autoridades europeias. Os europeus esperam uma reunião positiva, pois descrevem a dinâmica atual entre os EUA e a Ucrânia como produtiva.


Ainda assim, reconhecem que o resultado de qualquer encontro com Trump é imprevisível.


“Não existe cenário de baixo risco com Trump”, disse um funcionário da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).


Estratégia ucraniana

Em preparação para a reunião de domingo, Zelensky afirmou na sexta-feira que havia conversado com os líderes da Otan, Canadá, Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Estônia para coordenar suas posições.


No início desta semana, o ucraniano ofereceu-se para fazer concessões em algumas das questões mais espinhosas que até agora têm paralisado o processo de paz mediado pelos EUA com a Rússia.


Não está claro, no entanto, se as concessões de Zelensky satisfarão o Kremlin.


Questionado sobre a possível disposição de Kiev em considerar concessões territoriais para um acordo de paz, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à CNN que "ceder o restante de Donetsk poderia contribuir significativamente".


O plano de paz inicial de 28 pontos, que surgiu em novembro após negociações entre os Estados Unidos e a Rússia, foi criticado pelos aliados da Ucrânia por favorecer fortemente Moscou.


Após semanas de negociações entre autoridades ucranianas e americanas, essa versão foi reduzida ao plano atual de 20 pontos, que Zelensky afirmou poder servir como um "documento fundamental para o fim da guerra".


Últimas informações sobre as negociações de paz

Zelensky disse a jornalistas que a Ucrânia não recebeu uma resposta oficial do Kremlin à última proposta. Ele afirmou que Kiev está negociando exclusivamente com Washington, que por sua vez está se comunicando com Moscou.


Caso a Rússia não concorde com o plano de paz elaborado pela Ucrânia e pelos Estados Unidos, o governo ucraniano sugeriu que mais esforços devem ser feitos para forçar Moscou a mudar de ideia.


"Se a Ucrânia demonstrar que sua posição é construtiva — e a Rússia, por exemplo, não concordar, então a pressão (existente) não será suficiente", expressou Zelensky, acrescentando que deseja discutir o assunto com Trump.


As principais exigências da Rússia são que a Ucrânia abandone sua ambição de ingressar na Otan — uma perspectiva distante antes de Moscou lançar sua invasão total do país em fevereiro de 2022 — e que as forças armadas de Kiev se retirem completamente das regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, uma vasta área conhecida como Donbas.


Foi nessa região que o Kremlin começou a desestabilizar a Ucrânia em 2014, ajudando separatistas pró-Rússia a obter o controle da maior parte da área. O Donbas foi finalmente anexado ilegalmente pela Rússia em setembro de 2022.


Zelensky ofereceu concessões em ambas as questões. Durante uma ampla coletiva de imprensa na terça-feira (23), para discutir o novo plano de paz de 20 pontos, o presidente ucraniano disse que Kiev buscava garantias de segurança de seus aliados que "espelhassem" o Artigo 5 da Otan — que exige que todos os membros defendam qualquer membro que tenha sido atacado — mas que não buscaria mais a adesão plena à aliança militar.


O líder também afirmou que a Ucrânia estaria disposta a retirar suas tropas de partes da região de Donetsk que não estão atualmente ocupadas por forças russas.


O presidente afirmou que qualquer retirada de tropas teria que ser recíproca, com Moscou cedendo tanto território ucraniano quanto o cedido por Kiev e essas áreas do Donbas sendo desmilitarizadas como consequência.


No início deste mês, Zelensky observou que os negociadores americanos queriam que esses territórios se tornassem “zonas econômicas livres” assim que todas as tropas fossem retiradas.


A Constituição da Ucrânia exige que quaisquer alterações nas fronteiras do país sejam aprovadas em referendo. O presidente reiterou na sexta-feira (26) que "o destino da Ucrânia deve ser decidido pelo povo ucraniano" e afirmou que os aliados do país "têm poder suficiente para pressionar a Rússia ou negociar com os russos" para garantir que qualquer plebiscito desse tipo possa ser realizado em segurança. (CNN)

China acusa EUA de violar direito internacional contra Venezuela

China repudiou ações do exército estadunidense, que já interceptou três navios de petróleo na costa da Venezuela nas últimas duas semanas

A China se posicionou, nesta segunda-feira (22/12), a favor da Venezuela, após a interceptação do terceiro navio petroleiro venezuelano pelos Estados Unidos (EUA) no fim de semana. A escalada de interceptações petroleiras começou há duas semanas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian afirmou que a prática dos EUA de apreender arbitrariamente navios de outras nações “viola gravemente o direito internacional”.



“A China tem se oposto consistentemente a sanções ilegais e unilaterais que carecem de fundamento no direito internacional”, afirmou.


EUA x Venezuela


No dia 10 de dezembro, os EUA apreenderam um grande navio petroleiro venezuelano chamado Skipper.

No sábado (20/12), o segundo navio foi apreendido pelos EUA na costa da Venezuela, o petroleiro Centuries.

No domingo (21/12), o agências internacionais Reuters e Bloomberg afirmaram que os EUA interceptaram mais um navio petroleiro do país sul-americano, o que seria a terceira embarcação em menos de duas semanas, o petroleiro Bella 1.

Os EUA alegam que o presidente da Venezuela Nicolás Maduro é o líder da suposta organização criminosa “Cartel de Los Soles” e que a ação busca interceptar “petroleiros sancionados”;

A Venezuela repudiou a ofensiva estadunidense e classificou o ato como “roubo” e “pirataria internacional”.

Maduro reagiu à ação dos EUA e afirmou nesse domingo que o país vem sofrendo com atos de “corsários que assaltam petroleiros“.


Posição da China


Desde o mês passado, a China vem se posicionado a favor da Venezuela em meio ao conflito com os Estados Unidos acerca do petróleo.


“A China opõe-se à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, declarou o Ministério das Relações Exteriores dia 19 de novembro.


Na última quarta-feira (17/12), o governo chinês já havia defendido o país sul-americano, afirmando que se opõe a “toda forma de assédio unilateral e apoia os países na proteção de sua própria soberania e dignidade nacional”. A fala ocorreu em uma ligação entre ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o chanceler venezuelano Yvan Gil, divulgado pelo ministério chinês. (Metrópoles)

General do Exército russo é morto em explosão de carro em Moscou

A vítima é o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do departamento de treinamento operacional das Forças Armadas da Rússia

Um general do Exército russo foi morto na explosão de um carro no sul de Moscou, na manhã desta segunda-feira (22/12), anunciou o Comitê de Investigação do Kremlin. As autoridades russas suspeitam que forças especiais ucranianas, entre outras, estejam por trás do ataque.




A vítima é o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do departamento de treinamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia. Ele ocupava um dos cargos-chave na hierarquia militar e participou ativamente na guerra contra a Ucrânia.

Sarvarov dirigia seu carro, um Kia Sorento, no momento do atentado. Segundo os investigadores, um dispositivo explosivo havia sido colocado sob o automóvel e foi detonado quando ele saia de uma vaga de estacionamento na capital russa, por volta das 6h55 (0h55, horário de Brasília).


“As janelas tremeram. Sentimos que era uma explosão. É o custo da guerra”, contou um maquinista aposentado de 70 anos que mora próximo de onde aconteceu o atentado. Autoridades russas divulgaram um vídeo mostrando o carro destruído com manchas de sangue no banco do motorista.


Os investigadores indicaram que estão estudando várias hipóteses, incluindo o envolvimento dos serviços especiais ucranianos, já que uma das pistas aponta para esse caminho. Segundo as autoridades, foi aberta uma investigação por “homicídio” e “tráfico de explosivos”.

O tenente-general Fanil Sarvarov tinha 56 anos e era militar de carreira nascido nos Urais, região russa na fronteira com a Ásia, formada por várias montanhas. Ele participou da guerra na Chechênia nas décadas de 1990 e 2000, da intervenção russa na Síria em 2015 e 2016, além de atuar no conflito com Ucrânia desde 2022.

Acusações a Kiev

Desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, Kiev foi acusada várias vezes de ter realizado ataques direcionados contra personalidades e autoridades militares russas, tanto na Rússia quanto nas zonas ocupadas por Moscou na Ucrânia.


Em agosto de 2022, um carro-bomba matou Daria Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexander Dugin. Em abril de 2023, o blogueiro militar russo Maxim Fomin foi morto na explosão de uma estatueta em um café de São Petersburgo.


Mais recentemente, em abril, o general Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria Operacional Principal do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, foi morto em um atentado com carro-bomba perto de Moscou.


Em dezembro de 2024, o comandante das Forças de Defesa Química, Radiológica e Biológica da Rússia, Igor Kirillov, foi morto na explosão de uma scooter elétrica também em Moscou, atentado reivindicado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). (Fonte: FRI)

EUA interceptaram mais um navio na costa da Venezuela, dizem fontes

Autoridades americanas confirmaram que apreenderam outra embarcação no sábado (20)

Os Estados Unidos interceptaram mais uma embarcação na costa da Venezuela, em águas internacionais, disseram dois funcionários americanos à Reuters neste domingo (21).



Esta é a segunda operação do tipo neste fim de semana.


A medida surge dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado um "bloqueio" a todos os petroleiros sujeitos a sanções que entram e saem da Venezuela.


As autoridades, que falaram sob condição de anonimato, não disseram qual embarcação foi interceptada nem informaram a localização específica da operação.


Autoridades dos Estados Unidos embarcaram e apreenderam outro um navio na costa da Venezuela no sábado (20). A apreensão foi confirmada pela secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, em um post no X. “Os Estados Unidos continuarão a perseguir o movimento ilícito de petróleo sancionado que é usado para financiar o narcoterrorismo na região”, escreveu Noem.


Os EUA apreenderam um grande petroleiro chamado Skipper, que era alvo de sanções pelas suas ligações com o Irã, em 10 de dezembro. (CNN)


Trump anuncia bloqueio total de petroleiros da Venezuela e eleva tensão com Maduro

Presidente dos EUA afirma que país está “totalmente cercado” e ordena bloqueio de navios ligados ao setor de petróleo venezuelano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (16) um bloqueio total e completo de navios petroleiros que entram e saem da Venezuela, afirmando que o país está “totalmente cercado”.



A medida representa uma forte escalada na tensão diplomática entre Washington e o governo de Nicolás Maduro.


Em comunicado publicado na rede social Truth Social, Trump declarou que a Venezuela estaria cercada pela “maior armada já reunida na história da América do Sul” e afirmou que o bloqueio permanecerá até que o país “devolva” aos Estados Unidos petróleo, terras e outros bens que, segundo ele, teriam sido “roubados”.


O presidente dos Estados Unidos acusa o governo de Nicolás Maduro de usar recursos do petróleo para financiar o narcotráfico, o tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros, e afirma que o regime venezuelano foi classificado por Washington como uma “organização terrorista estrangeira”.


Com a ação anunciada nesta terça-feira, o bloqueio atinge diretamente o setor de petróleo, principal fonte de receita da Venezuela, e pode indicar uma intensificação dos esforços americanos para asfixiar economicamente o país.


Presença militar dos EUA na região

A medida ocorre após o aumento da presença militar americana no Caribe e no Pacífico Oriental. Na segunda-feira (15), a Marinha dos EUA atacou três embarcações na região.


Segundo Washington, este foi o 22º ataque desde setembro, quando os Estados Unidos iniciaram uma operação naval contra o narcotráfico próximo às costas da Venezuela e da Colômbia.


Além de navios de guerra e submarinos, os EUA mobilizaram Caças F-35 e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais moderno do mundo.


Trump já afirmou anteriormente que operações marítimas podem evoluir para ações terrestres na Venezuela.


O governo venezuelano reagiu com preocupação. Nicolás Maduro iniciou a mobilização de militares e milicianos para reforçar o patrulhamento das fronteiras, temendo que a operação naval americana seja uma ofensiva disfarçada para derrubar o regime.


Maduro acusa Trump de colonialismo e ingerência nos assuntos internos do país.


Carta à Opep amplia crise diplomática

A crise se aprofundou após a divulgação de uma carta enviada por Maduro à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aos países da Opep+ em novembro.


O documento acusa os Estados Unidos de tentar se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas por meio de pressão militar. A carta foi tornada pública pela vice-presidente Delcy Rodríguez, durante uma reunião virtual da entidade.


Segundo ela, uma ação desse tipo pode provocar fortes impactos no mercado global de energia.


Washington acusa Maduro de liderar o chamado “Cartel de los Soles”, grupo que, segundo os EUA, estaria ligado ao narcotráfico internacional. O governo americano mantém sanções econômicas, pressão diplomática e apoio à oposição venezuelana.


Maduro nega as acusações e afirma que os Estados Unidos agem para controlar recursos estratégicos da Venezuela.

Ucrânia atinge submarino russo em ataque inédito no Mar Negro; veja o vídeo

Ataque com drones submarinos ocorre enquanto Ucrânia cobra garantias de segurança em negociações de paz em Berlim

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) declarou nesta segunda-feira (15/12) ter atingido um submarino russo no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, em uma operação inédita com o uso de drones subaquáticos. Segundo o órgão, a explosão causou danos críticos à embarcação, que teria ficado efetivamente fora de ação.



Segundo o comunicado do SBU, a operação utilizou drones submarinos do tipo “Sub Sea Baby” e marcou a primeira vez que esse tipo de equipamento foi empregado com sucesso contra um submarino russo.


O alvo seria um submarino da classe Kilo (Varshavyanka, na designação russa), utilizado pela Marinha da Rússia para lançar mísseis de cruzeiro Kalibr. Cada embarcação desse tipo pode disparar até quatro mísseis simultaneamente, armamento frequentemente usado por Moscou em ataques contra o território ucraniano desde o início da guerra.


Últimas movimentações

O anúncio do ataque ocorre em meio a uma nova rodada de tratativas para tentar encerrar a guerra.

A ação foi divulgada pouco depois do fim do segundo dia de negociações entre delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia, realizadas em Berlim.

Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev precisa ter “absoluta certeza” sobre quais garantias de segurança serão oferecidas por seus aliados antes de aceitar qualquer definição de linha de frente em um eventual acordo de paz com a Rússia.

Autoridades norte-americanas relataram otimismo, e afirmaram que até “90%” dos pontos teriam sido encaminhados.

Zelensky, afirmou que o país abriu mão da intenção de ingressar na Otan em troca de garantias de segurança do Ocidente.


Conhecida pelo apelido de “Buraco Negro”, a classe Kilo é projetada para reduzir a detecção por sonar, graças à capacidade do casco de absorver ondas sonoras.


Segundo o SBU, o custo estimado de um submarino desse tipo é de cerca de US$ 400 milhões.


O Serviço de Segurança da Ucrânia afirmou ainda que o submarino estava estacionado em Novorossiysk após sucessivas operações ucranianas com drones marítimos forçarem a Rússia a retirar parte de sua frota da Baía de Sebastopol, na península da Crimeia, território ucraniano ocupado por Moscou desde 2014. (Metrópoles)

Zelensky afirma que ainda não recebeu resposta dos EUA às últimas propostas de paz

O presidente da Ucrânia disse, este domingo, que ainda não recebeu uma resposta oficial dos EUA sobre as últimas propostas para o plano de paz de 20 pontos, que prevê um cessar-fogo e exige compromissos de Kiev e Moscovo.



"Não, ainda não recebi uma resposta dos Estados Unidos. Ouvi várias mensagens através da minha equipa de negociação, mas recebi todos os sinais e estarei pronto para o diálogo que começará agora" em Berlim, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa reunião com a imprensa, segundo a rádio e televisão pública "Suspline", citada pela agência EFE.


"Hoje temos um dia ucraniano-americano em Berlim", explicou, referindo-se às reuniões na capital alemã previstas entre a equipa de negociação ucraniana liderada pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Rustem Umérov, e os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner.


Zelensky indicou antes de partir para Berlim que, além de se encontrar com os enviados do Presidente norte-americano, Donald Trump, se reunirá separadamente com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e provavelmente à tarde "com alguns outros líderes europeus".


Na opinião do presidente ucraniano, Berlim, onde na segunda-feira haverá uma cimeira, será uma importante plataforma de negociação, que prevê um cessar-fogo, que deve alterar a situação de segurança no terreno.


Zelensky também respondeu às declarações de Trump, que afirmou que o presidente ucraniano "é o único que não gosta do plano de paz" norte-americano, afirmando que a versão final desse documento não será do agrado de todos.


"É claro que há muitos compromissos em um ou outro formato do plano. Enviamos aos Estados Unidos os últimos comentários e alterações. O mais importante é que o plano seja mais justo, acima de tudo para a Ucrânia, porque a Rússia iniciou a guerra", salientou.


"E, o mais importante, que seja eficaz, para que o plano não seja realmente apenas um pedaço de papel, mas um passo importante para o fim da guerra. E, o que é ainda mais importante, é que o plano seja tal que, após a sua assinatura, a Rússia não tenha a oportunidade de lançar outra, uma terceira agressão contra o povo ucraniano", acrescentou, referindo-se ao conflito armado no Donbass, que começou em 2014, e à guerra lançada pelo Kremlin em 2022.


Na opinião de Zelensky, se os EUA pressionarem Moscovo, será possível obrigar o presidente russo, Vladimir Putin, a fazer concessões.


"Não temos um diálogo direto com a parte russa. E no diálogo [da Ucrânia] com a parte americana, eles, se me é permitido dizê-lo, representam a parte russa, porque falam dos seus sinais, exigências, passos, disposição ou falta de disposição", explicou.


Segundo Zelensky, a Ucrânia já fez uma concessão nas garantias de segurança que negocia com os EUA, porque considera que a garantia "real" seria a adesão do país à NATO, mas, consciente da rejeição de uma possível adesão à Aliança por parte de Washington e de "alguns" países europeus, Kiev aceitará garantias "do tipo artigo 5.º do Tratado da NATO" de defesa mútua por parte dos Estados Unidos e dos colegas europeus, bem como de outros países do G7.

Tensão no Caribe: caças F-18 dos EUA sobrevoam o Golfo da Venezuela

Dois caças F-18 realizaram voos com menos de 1 hora de duração sobre o Golfo da Venezuela

Aumentando ainda mais a tensão na América Latina, dois caças F-16 dos Estados Unidos sobrevoaram uma região no mar do Caribe próximo à Venezuela. O caso aconteceu na terça-feira (10/12), segundo o site de monitoramento FlighRadar24.



De acordo com o site, especializado em rastrear voos ao redor do mundo, os voos aconteceram no Golfo da Venezuela a cerca de 26 mil pés de altitude — algo em torno de 8 km —, e tiveram menos de 1 hora de duração.


Fabricados pela Boeing, os caças podem atingir mais de 1.000 km/h, e tem capacidade de transportar inúmeros armamentos. Eles foram projetados para operarem em qualquer condição climática, seja em missões defensivas, quanto em operações de ataque.


No mesmo dia que os voos foram rastreados, o presidente dos EUA voltou a ameaçar Nicolás Maduro. Em entrevista ao site Politico, Donald Trump afirmou que os dias do da do líder chavista na presidência da Venezuela “estão contados”.


O governo da Venezuela ainda não se pronunciou sobre o tema.


Crise no Caribe

Uma ofensiva militar dos EUA na América Latina e Caribe foi ordenada por Trump em meados de agosto, época em que os primeiros navios de guerra com militares norte-americanos foram deslocados para a região.


Posteriormente, a frota recebeu reforços de caças F-35, um submarino nuclear e do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford. Com o cerco formado, o Pentágono anunciou a operação militar Lança do Sul no início de novembro.


Segundo a administração Trump, a medida busca interromper o tráfico de drogas para os EUA, realizado por cartéis que transitam na região. Até o momento, 23 embarcações já foram atacadas em águas caribenhas e do Oceano Pacífico, regiões próximas à Venezuela e Colômbia.


Apesar das alegações, um dos principais alvos das ameaças de Trump tem sido Nicolás Maduro. O presidente da Venezuela é apontado como líder do cartel de Los Soles, um dos supostos grupos que traficam drogas para os EUA. (Metrópoles)

Tailândia lança ataques contra o Camboja em meio à retomada das tensões

Ambos os países se acusam de violar o acordo de cessar-fogo mediado por Trump em outubro

A Tailândia lançou ataques aéreos ao longo de sua fronteira disputada com o Camboja, informou o exército tailandês nesta segunda-feira (8), após ambos os países acusarem o outro de violar o acordo de cessar-fogo mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, há cerca de dois meses.



Pelo menos um soldado tailandês foi morto e quatro ficaram feridos nos novos confrontos que aconteceram em torno de duas áreas na província de Ubon Ratchathani, no extremo leste do país, informou o exército tailandês em um comunicado, após suas tropas serem alvejadas por disparos cambojanos.


"O lado tailandês começou a usar aeronaves para atacar alvos militares em diversas áreas", disse o comunicado.


O Ministério da Defesa do Camboja afirmou em um comunicado que o exército tailandês lançou ataques ao amanhecer contra suas forças em dois locais, após dias de ações provocativas, e acrescentou que as tropas cambojanas não retaliaram.


O exército tailandês disse que o exército cambojano disparou foguetes BM-21 contra áreas civis tailandesas, acrescentando que não há relatos de vítimas.


A disputa de fronteira eclodiu em um conflito de cinco dias em julho, antes do cessar-fogo intermediado pelo primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, e por Trump, que também testemunhou a assinatura de um acordo de paz ampliado entre os dois países em Kuala Lumpur, em outubro.


Pelo menos 48 pessoas morreram e estima-se que 300 mil foram deslocadas temporariamente durante os confrontos de julho, com os países vizinhos trocando foguetes e fogo de artilharia pesada.


Após a explosão de uma mina terrestre no mês passado, que deixou um de seus soldados mutilado, a Tailândia anunciou a suspensão da implementação do pacto de cessar-fogo com o Camboja.


O influente ex-primeiro-ministro cambojano Hun Sen, pai do atual primeiro-ministro Hun Manet, afirmou que os militares tailandeses eram "agressores" que buscavam provocar uma resposta retaliatória e instou as forças cambojanas a exercerem moderação.


"A linha vermelha para a resposta já foi definida. Exorto os comandantes em todos os níveis a instruírem todos os oficiais e soldados de acordo com isso", disse Hun Sen no Facebook, sem dar mais detalhes.


Na Tailândia, mais de 385 mil civis em quatro distritos fronteiriços estão sendo movidos, com mais de 35 mil já alojados em abrigos temporários, informou o exército tailandês.


A Tailândia e o Camboja disputam há mais de um século a soberania em pontos não demarcados ao longo de sua fronteira terrestre de 817 quilômetros, mapeada pela primeira vez em 1907 pela França, quando governava o Camboja como colônia. (CNN)

Rússia rescinde acordos militares com Portugal, Canadá e França

A revogação dos pactos reflete o crescente afastamento da Rússia em relação ao Ocidente em matéria de segurança e cooperação técnica.

O Governo da Rússia anunciou a rescisão de três acordos de cooperação em matéria de defesa, assinados entre 1989 e 2000 com Portugal, Canadá e França.



A decisão foi formalizada através de um decreto emitido pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, na sexta-feira, citado pela agência de notícias oficial russa TASS.


O documento refere que a decisão inclui o tratado entre a Rússia e Portugal para a cooperação militar, assinado em 04 de agosto de 2000, assim como um pacto de 1989 entre a antiga União Soviética e o Canadá e um protocolo de 1994 com a França.


O Governo defendeu que os três acordos carecem de relevância estratégica no contexto atual, pelo que foram rescindidos em simultâneo, sem qualquer consideração de possíveis substitutos ou mecanismos alternativos de cooperação.


A ordem governamental estipula ainda que o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo é responsável por notificar formalmente Portugal, Canadá e França da decisão, a fim de concluir o procedimento diplomático correspondente.


Segundo o decreto, a notificação constitui a etapa final necessária para o encerramento definitivo dos acordos.


A revogação dos pactos reflete o crescente afastamento da Rússia em relação ao Ocidente em matéria de segurança e cooperação técnica.


Em julho, Mishustin já tinha rescindido um acordo de cooperação técnico-militar com a Alemanha, acusando Berlim de seguir uma "política abertamente hostil" e uma "postura militarista cada vez mais agressiva".


Portugal e França apoiam um plano apresentado pela Comissão Europeia para canalizar para Kiev receitas provenientes dos cerca de 235 mil milhões de euros de ativos russos congelados na União Europeia (UE).


Na sexta-feira, o embaixador russo na Alemanha, Serguei Nechayev, avisou que a utilização de ativos soberanos russos congelados na Europa para financiar a Ucrânia terá “consequências consideráveis” para a UE.


“Qualquer transação com ativos soberanos da Rússia sem o consentimento do país seria um roubo. E é evidente que o roubo de fundos estatais russos terá consequências de longo alcance”, afirmou Nechayev.


A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.


Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.


A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Forças de Kiev atacam refinaria a 200 quilómetros de Moscovo

A Ucrânia atacou este sábado a refinaria de Riazán, a cerca de 200 quilómetros de Moscovo, com o objetivo de "minar o potencial" militar da Rússia, informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.



Segundo avança a agência de notícias Efe, a extensão dos danos está ainda por determinar.


"As forças de defesa continuam a tomar medidas para minar o potencial militar-económico dos agressores russos", garante o comunicado, citado pela Efe.


A refinaria de Riazán tem capacidade de processar 17,1 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano e é uma das maiores da Rússia, segundo o Estado-Maior ucraniano, e produz diesel, gasolina e combustível de aviação que abastecem as forças russas.


Além daquela infraestrutura, foi atingida a fábrica metalúrgica de Alchevsk, na parte ocupada da região ucraniana de Lugansk, onde são produzidos componentes de mísseis para o exército russo.

Ataque dos EUA a barco que supostamente traficava drogas mata quatro; veja

Comando Sul, que abrange América Latina e Caribe, afirma que embarcação transitava por rota conhecida do narcotráfico

Os Estados Unidos lançaram nesta quinta-feira (4) mais um ataque a um barco que supostamente traficava drogas no Pacífico. Quatro pessoas que estavam a bordo da embarcação foram mortas.



O Comando Sul dos Estados Unidos, que abrange a América Latina e o Caribe, divulgou o vídeo do ataque nas redes sociais. A publicação afirma que a embarcação era operada por uma Organização Terrorista Designada e transitava por uma rota conhecida do narcotráfico no Pacífico.


As forças americanas disseram ainda que informações de inteligência confirmam o envolvimento da embarcação com o narcotráfico, mas não apresentaram evidências.


Nos últimos meses, os EUA intensificaram as operações contra embarcações que supostamente traficavam drogas perto da costa venezuelana. Mas o ditador Nicolás Maduro, no poder desde 2013, afirmou que Donald Trump está tentando derrubá-lo e que os cidadãos e os militares da Venezuela vão resistir.


Internamente, o governo Trump tem enfrentado questionamentos no Congresso sobre a legalidade desses ataques.



Nos últimos dias, parlamentares republicanos passaram a expressar preocupação com as ações militares dos Estados Unidos na costa da Venezuela diante da notícia de que sobreviventes de um ataque a barco foram alvos de um bombardeio subsequente.


Até este bombardeio mais recente, os EUA haviam lançado 21 ataques a barcos no Caribe e no Pacífico, matando 83 pessoas.


Washington já reuniu cerca de 15 mil militares na região em mobilização que inclui o maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, além de navios de guerra, jatos e submarino.


Recentemente, o líder americano anunciou que os Estados Unidos pretendiam lançar uma fase de operações terrestres das operações contra o narcotráfico. (CNN)

Publicidade