Últimas Notícias
Brasil
Mostrando postagens com marcador Guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra. Mostrar todas as postagens

Por que o porto de Fujairah é importante para o mercado de petróleo mundial?

Alvo de um ataque de drones do Irã, local é considerado estratégico não apenas para o Oriente Médio; entenda

Algumas operações de carregamento ⁠de petróleo foram suspensas no porto ⁠de Fujairah nos Emirados Árabes Unidos, um importante centro global ‌de reabastecimento de navios e de exportação de petróleo e combustível, após um ataque de drones e um incêndio neste ‌sábado.



Entenda, a seguir, os motivos que fazem do porto um ponto estratégico para o mercado mundial de petróleo.


Por que Fujairah é importante globalmente?

Fujairah exportou mais de 1,7 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo bruto e combustíveis refinados, em média, no ano passado, de acordo com dados da Kpler, um volume equivalente a cerca de 1,7% da demanda ⁠mundial ‌diária.


O porto está localizado no Golfo de Omã, a aproximadamente ⁠70 milhas náuticas do Estreito de Ormuz, que está efetivamente fechado devido à guerra com o Irã, aumentando a importância dos fluxos de Fujairah para o mercado global durante o conflito atual.


Por que isso é importante para os Emirados Árabes Unidos?

Os Emirados Árabes Unidos, que antes do início da guerra produziam mais de 3,4 milhões de bpd ​de petróleo bruto, operam um oleoduto com capacidade de 1,5 milhão de bpd que pode transportar parte do petróleo bruto que normalmente teria que passar pelo estreito de Ormuz.


O Abu Dhabi Crude Oil Pipeline (ADCOP), também conhecido como oleoduto Habshan-Fujairah, ‌transporta petróleo dos campos de Abu Dhabi ​para Fujairah. O porto faz o carregamento do petróleo bruto Murban dos Emirados Árabes Unidos, vendido principalmente para compradores na Ásia.


Com Ormuz praticamente fechado a ⁠exportações, interrupções significativas ​em Fujairah forçariam ​o terceiro maior produtor de petróleo bruto da Opep a interromper mais a produção.


Porque isso é importante para os mercados de petróleo e combustível?

O porto tem uma capacidade de armazenamento de 18 milhões de metros cúbicos, o que o torna um ​dos principais centros mundiais de armazenamento de petróleo bruto e combustíveis, bem como de operações de mistura.


A ​mistura no setor de ⁠petróleo é o processo de misturar diferentes componentes de petróleo para criar produtos ⁠acabados, como gasolina, que atendam a padrões específicos.


As principais empresas globais de armazenamento operam no porto, incluindo VTTI, Vitol, ADNOC, Vopak e outras.


A zona industrial de Fujairah Oil abriga a maior capacidade de armazenamento comercial de produtos refinados do Oriente Médio.


(Reportagem de Ahmad ​Ghaddar)

EUA estimam custo da guerra no Irã em mais de US$11 bi em seis dias, diz fonte

O valor, informado em uma reunião a portas fechadas para senadores na terça-feira, não incluiu o custo total da guerra

Autoridades do ⁠governo do presidente Donald Trump estimaram, ⁠durante uma reunião com o Congresso nesta semana, que os ‌primeiros seis dias da guerra contra o Irã custaram aos Estados Unidos pelo menos US$11,3 bilhões, disse uma fonte familiarizada ‌com o assunto nesta quarta-feira.



O valor, informado em uma reunião a portas fechadas para senadores na terça-feira, não incluiu o custo total da guerra, mas foi fornecido aos parlamentares, que demandam mais informações sobre o conflito.


Diversos assessores do Congresso disseram esperar que ⁠a ‌Casa Branca apresente em breve ao Congresso uma solicitação de ⁠financiamento adicional para a guerra.


Algumas delas avaliam que o pedido poderia ser de US$50 bilhões, enquanto outras disseram que essa estimativa parece baixa.


O governo não forneceu uma avaliação pública do custo do conflito ou uma ideia clara de ​previsão de duração. Trump disse, durante uma viagem ao Kentucky nesta quarta-feira, que ‘vencemos’ a guerra, mas que os Estados Unidos ​vão permanecer na luta para terminar o trabalho.


O valor de US$11,3 bilhões foi divulgado pela primeira vez nesta quarta-feira pelo New York Times.


A campanha contra o Irã começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos norte-americanos e israelenses e, ‌até o momento, matou cerca de 2.000 ​pessoas, em sua maioria iranianos e libaneses, enquanto o conflito se espalha para o Líbano e lança o caos sobre os mercados globais de energia ⁠e transporte.


Autoridades do governo ​norte-americano também informaram ​aos parlamentares que foram usados US$5,6 bilhões em munições durante os dois primeiros ⁠dias de ataques.


Membros do Congresso, que ​em breve terão que aprovar um financiamento adicional para a guerra, expressaram preocupação com o fato de o conflito esgotar os estoques ​militares dos EUA em um momento em que o setor de Defesa já estava lutando para acompanhar a ​demanda.


Trump se reuniu ⁠com executivos de sete empresas de defesa na semana passada, enquanto o Pentágono trabalha ⁠para reabastecer suprimentos.


Parlamentares democratas exigiram um depoimento público, sob juramento, dos funcionários do governo sobre os planos do presidente republicano para a guerra, inclusive quanto tempo ela pode durar e quais os planos para o Irã após o fim dos combates.

Trump ameaça atacar o Irã com 20 vezes mais força se o país fechar Estreito de Ormuz

O líder americano também prometeu destruir alvos que "tornarão virtualmente impossível para o Irã se reconstruir, como Nação, novamente"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (9) atacar o Irã com “vinte vezes mais força” do que já foi atingido se o país “fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz”.



O líder americano também prometeu destruir alvos que “tornarão virtualmente impossível para o Irã se reconstruir, como Nação, novamente”.


“Morte, Fogo e Fúria reinarão sobre eles”, disse Trump, em publicação na rede Truth Social.


O presidente americano afirmou ainda que a nova ameaça ao regime iraniano é “um presente dos Estados Unidos da América para a China e todas aquelas Nações que usam intensamente o Estreito de Ormuz”. (Infomoney)


Guerra do Irã traz temor de estagflação e mercado liga “modo pânico” para se proteger

Petróleo perto de US$ 120 e temor de recessão abalam mercados globais e já eliminam US$ 6 bilhões em ativos

O otimismo de que a guerra no Oriente Médio poderia ter uma solução rápida está desaparecendo rapidamente dos mercados financeiros.



O que até poucos dias era uma postura cautelosa de espera deu lugar a um movimento mais decisivo: investidores passaram a precificar um choque de oferta mais profundo e duradouro, capaz de pressionar o crescimento econômico e reacender a inflação. Desde o início da guerra no Irã, cerca de US$ 6 trilhões em valor de mercado de ações globais foram eliminados. Os mercados de títulos também sofreram perdas, enquanto investidores recalibram expectativas para juros.


Embora as bolsas tenham reduzido parte das quedas e o petróleo tenha devolvido parte da alta após a notícia de que países do G7 discutirão liberar reservas estratégicas de petróleo, os movimentos de mercado nesta segunda-feira ainda foram expressivos.


A mudança ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país considera atacar áreas do Irã que ainda não haviam sido alvo de bombardeios, enquanto a liderança iraniana prometeu não recuar. Trump também disse que um petróleo a US$ 100 por barril seria “um preço muito pequeno a pagar” por “segurança e paz”, frustrando expectativas de que o conflito permaneceria limitado.


Com o petróleo se aproximando de US$ 120 por barril no início do dia, operadores passaram a considerar que o mercado já não está posicionado para um confronto curto. O Brent chegou a subir 29% durante o pregão, o maior movimento intradiário em quase seis anos. Indicadores de volatilidade nas bolsas também avançaram e os volumes de negociação na Ásia superaram amplamente as médias mensais.


“O pêndulo está se movendo para o pânico”, disse Danny Wong, diretor-executivo da Areca Capital. “Há uma corrida para vender ou reduzir exposição a qualquer tipo de ativo de risco.”


Os temores de desaceleração econômica global surgem em um momento em que os mercados já estavam pressionados por preocupações com o impacto da inteligência artificial em diversos setores e por tensões crescentes no mercado de crédito privado.


À medida que os mercados abriram em diferentes fusos horários na segunda-feira, níveis técnicos importantes foram rompidos rapidamente em ações, títulos e moedas. O dólar se fortaleceu, enquanto empresas de energia registraram ganhos.


Em determinado momento, as bolsas asiáticas chegaram a cair 5,6%, a maior queda desde abril. O índice Bloomberg Dollar Spot ampliou sua alta.


“Os investidores tiveram que aumentar a probabilidade do pior cenário”, disse Rajeev de Mello, gestor de portfólio macro global da Gama Asset Management. “O desafio é a natureza estagflacionária desse choque.”


Um dos gatilhos para a venda de ativos foi a notícia de novos ataques à infraestrutura energética pelos dois lados do conflito, aumentando o risco de um choque duradouro na oferta de energia. O temor de uma guerra prolongada também foi reforçado pela nomeação do filho do aiatolá Ali Khamenei como novo líder supremo do Irã.


“Achei que conseguiria dormir esta semana, mas não mais”, disse Matthew Haupt, gestor de hedge fund da Wilson Asset Management. “Os investidores estão se preparando para um inverno longo.”


Queda nos títulos

Os títulos também recuaram na Ásia, com rendimentos subindo dois dígitos na Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul.


Na Europa, particularmente sensível a preços mais altos de energia, os mercados também sofreram fortes perdas. Os rendimentos de títulos de curto prazo no Reino Unido subiram quase 60 pontos-base desde o início da guerra, enquanto ações de empresas europeias chegaram a cair 3,1%.


“O mercado está vendendo tudo hoje, independentemente de tamanho ou estilo”, disse Taku Ito, gestor-chefe de portfólio da Nissay Asset Management. “Se a inflação persistir enquanto a demanda por trabalho enfraquece, uma recessão nos EUA se tornará inevitável.”


O custo de proteção contra inadimplência de empresas de alta qualidade também aumentou e atingiu o nível mais alto desde maio na Europa e na Ásia. Investidores estão reduzindo apostas otimistas em crédito global que somavam centenas de bilhões de dólares.


O índice global de crédito corporativo de alta qualidade praticamente perdeu todos os ganhos acumulados no ano, revertendo rapidamente a valorização de 1,6% registrada pouco mais de uma semana atrás.


Saída de capital

Investidores estrangeiros retiraram US$ 14,2 bilhões de ações de mercados emergentes asiáticos, excluindo a China, na semana passada — a maior saída desde pelo menos 2009, segundo dados compilados pela Bloomberg.


As vendas se concentraram em Coreia do Sul e Taiwan, mercados dominados por empresas de semicondutores que haviam atraído investimentos globais ligados à inteligência artificial.


Indicadores de volatilidade ligados ao Nikkei 225 do Japão e ao NSE Nifty 50 da Índia saltaram até 62% e 23%, respectivamente, atingindo os níveis mais altos desde meados de 2024. Na Coreia do Sul, a queda das ações chegou a provocar uma interrupção temporária das negociações.


“Quando os mercados enfrentam um ‘cisne negro’, tudo pode cair ao mesmo tempo”, disse Anna Wu, estrategista de investimentos da VanEck Associates. “É o que estamos vendo hoje: vendas em todos os cantos, de ações a títulos e moedas — exceto petróleo e dólar.”


O índice MSCI Asia Pacific está agora a cerca de 1% de uma correção técnica, enquanto o MSCI Emerging Markets também se aproxima desse nível. O Euro Stoxx 50 seguiu trajetória semelhante.


Parte da queda reflete o forte desempenho anterior dos mercados. Coreia do Sul e Taiwan haviam atingido máximas de vários anos impulsionadas pela demanda por chips de inteligência artificial, deixando as avaliações esticadas. O choque no petróleo agravou a pressão, destacando a vulnerabilidade da Ásia a interrupções no fornecimento de energia.


Uma parcela significativa das importações de petróleo e gás natural liquefeito da região passa pelo Estreito de Ormuz, agora no centro do conflito. China, Índia e Indonésia estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo, enquanto Coreia do Sul e Taiwan são particularmente dependentes do fornecimento energético do Golfo.


“A situação atual é dominada por emoções como medo e incredulidade”, disse Hironori Akizawa, gestor da Tokio Marine Asset Management. “Estou aumentando o nível de caixa.”


Governos da região já discutem medidas para limitar os impactos. Coreia do Sul e Taiwan avaliam intervenções para estabilizar os mercados e formas de conter o custo doméstico de combustíveis.


No mercado de juros, investidores passaram a reduzir apostas em cortes de taxas nos Estados Unidos. Agora, a expectativa para a próxima redução de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve foi empurrada para setembro, enquanto antes da guerra o mercado precificava um corte já em julho. Alguns operadores de opções já consideram a possibilidade de que o Fed não reduza os juros neste ano.


Na zona do euro, por outro lado, investidores passaram a apostar em duas altas de juros neste ano, com a primeira podendo ocorrer já em junho.


“O petróleo é o ponto de ignição”, escreveu Nigel Green, diretor-executivo da consultoria financeira deVere Group. “A segurança energética voltou a ser o principal tema macroeconômico. A estagflação muda radicalmente o ambiente de investimento.”


©️2026 Bloomberg L.P.

Trump diz que novo líder supremo do Irã não vai durar se não tiver seu apoio

Mesmo com a guerra, Trump disse que está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 8, ao canal americano ABC que quem for escolhido para liderar o Irã “não vai durar muito” se não receber sua aprovação prévia.



“Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito”, disse Trump à ABC News. “Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não houver um presidente como eu que faça isso.”


A entrevista ocorreu no domingo, embora não esteja claro se foi antes ou depois de a mídia estatal iraniana ter noticiado que os clérigos estavam prestes a anunciar a escolha do novo líder supremo.


O presidente ainda disse que, mesmo com a guerra, ele está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA), agenda que o republicano tem utilizado desde a corrida eleitoral de políticas protecionistas.


“O que estamos fazendo é algo muito típico do MAGA. Muito, muito típico do MAGA”, acrescentou. “Estou no ponto mais alto da minha vida em termos de apoio ao MAGA.”


Novo líder iraniano


A Assembleia dos Guardiões do Irã escolheu neste domingo, 8, novo líder supremo do país, que sucederá o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro no início da guerra movida por americanos e israelenses contra o país persa.


O nome do novo comandante do país, no entanto, ainda não foi divulgado. “O candidato mais apropriado foi nomeado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestão na assembleia, segundo a agência Irna.


Outro membro do órgão, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que um nome foi indicado. A pessoa escolhida para ser o próximo líder supremo deve ser alguém a quem os Estados Unidos se opunham.


Ataques continuam


Várias explosões atingiram neste domingo a província iraniana de Yazd, no centro do Irã, informou a agência estatal Irna, em meio ao nono dia da guerra entre o país e a aliança formada por Estados Unidos e Israel.


Segundo a Irna, as detonações ocorreram na periferia da cidade de Yazd, capital da província de mesmo nome.


Também neste domingo foram registradas explosões em outros pontos do território iraniano, incluindo a capital, Teerã, e a província de Isfahã, igualmente situada na região central do país. Não houve informações imediatas sobre vítimas ou danos


No início da madrugada no horário brasileiro, a distribuição de combustível em Teerã foi temporariamente interrompida após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana e em áreas próximas, informou o prefeito da cidade, Mohammad Sadegh Motamedian.


Segundo ele, os bombardeios provocaram danos na rede de abastecimento de combustível, o que levou à suspensão temporária da distribuição.


“Em razão dos danos na rede de fornecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, disse Motamedian, citado pela Irna. (Com agências internacionais).


Israel amplia ataques ao Irã, que se movimenta para nomear novo líder supremo

Israel amplia ataques ao Irã enquanto Teerã se movimenta para nomear novo líder supremo

DUBAI/JERUSALÉM, 8 Mar (Reuters) – As forças israelenses expandiram o bombardeio contra ⁠o Irã durante a noite, atingindo depósitos de combustíveis perto de Teerã, enquanto o Barein disse ⁠que um ataque iraniano danificou uma de suas usinas de dessalinização, indicando um ataque cada vez maior à infraestrutura vital em toda a ‌região.



Com a escalada dos combates no nono dia da campanha israelense-americana contra o Irã, Teerã se aproximou da nomeação de um novo líder supremo após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, com todos os indícios sugerindo que seu poderoso filho Mojtaba poderia assumir o comando.


Militares de Israel ameaçaram matar ‌qualquer substituto de Khamenei, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra só terminaria quando os militares e os governantes do Irã fossem eliminados.


Fumaça preta paira sobre Teerã

Uma fumaça preta espessa e sufocante pairou sobre Teerã neste domingo, segundo moradores locais, depois que ataques a instalações de armazenamento de petróleo iluminaram o céu noturno com colunas de chamas alaranjadas.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o ataque em larga escala marcou uma ‘nova e perigosa fase’ do conflito e equivaleu a um crime de guerra.


‘Ao atacar depósitos de combustíveis, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas no ⁠ar, ‌envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando vidas em risco em grande escala’, escreveu ele no X.


O porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, disse a ⁠repórteres que os depósitos eram usados para abastecer o esforço de guerra do Irã, incluindo a produção ou o armazenamento de propelente para mísseis balísticos. ‘Eles são um alvo militar legal’, disse ele.


Logo após o ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que seu governo continuaria com o ataque e atacaria os governantes do Irã ‘sem piedade’.


‘Temos um plano organizado com muitas surpresas para desestabilizar o regime e permitir a mudança’, disse ele em uma declaração em vídeo. ‘Temos muitos outros alvos.’


Trump disse aos repórteres a bordo do Air Force One que não estava interessado em negociar o fim ​do conflito que fez os preços da energia dispararem, prejudicou negócios e paralisou viagens globais.


‘Em algum momento, acho que não sobrará ninguém para dizer: ‘Nós nos rendemos”, disse Trump.


Drones iranianos atacam estados do Golfo

Os governos da Arábia Saudita, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Barein relataram ataques de drones iranianos ​em seus países no sábado e no início deste domingo, com um enorme incêndio engolfando um bloco de escritórios do governo no Kuweit.


O Ministério do Interior do Kuweit disse que dois de seus oficiais foram mortos ‘enquanto desempenhavam suas funções’. Já os Emirados Árabes Unidos afirmaram que quatro trabalhadores migrantes haviam morrido em ataques iranianos até o momento.


Mostrando a intensidade da ofensiva, os Emirados Árabes Unidos disseram que as equipes de defesa aérea derrubaram 16 mísseis balísticos e 113 drones disparados contra o Estado do Golfo no domingo. Um míssil caiu no mar e quatro drones atingiram os territórios do país.


O Barein disse ‌neste domingo que um ataque de drones iranianos havia causado ‘danos materiais’ a uma usina de dessalinização, embora ​a autoridade de eletricidade e água do país tenha dito que o ataque não havia interrompido o abastecimento de água.


Foi a primeira vez que um país árabe disse que o Irã atacou uma instalação de dessalinização durante o conflito. No sábado, o Irã disse que um ataque dos EUA havia atingido uma usina de dessalinização de água doce na ilha de ⁠Qeshm, interrompendo o fornecimento de água em 30 vilarejos, chamando-o de ‘um ​movimento perigoso com graves consequências’.


A Arábia Saudita ​disse a Teerã que os contínuos ataques iranianos ao reino e seu setor de energia poderiam levar Riad a responder da mesma forma, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto.


O Líbano ⁠também foi arrastado para o conflito depois que o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo ​Irã, lançou foguetes e drones contra Israel na semana passada, com quase 400 pessoas mortas por Israel na última semana, informou o Ministério da Saúde.


Israel matou pelo menos quatro pessoas ao atacar um hotel no centro de Beirute neste domingo, dizendo que tinha como alvo comandantes iranianos que operavam na cidade — o primeiro ataque desse tipo no coração ​da capital libanesa — em meio a um pesado bombardeio nos subúrbios do sul e no sul e leste do país.


Irã se aproxima da nomeação do novo líder

O corpo clerical encarregado de escolher o próximo líder supremo do Irã pode se reunir já ​no domingo para nomear o sucessor de Khamenei, ⁠que foi morto em um ataque no início do conflito, informou a mídia iraniana.


Um consenso majoritário sobre o sucessor foi mais ou menos alcançado, disse o membro da Assembleia de Especialistas, aiatolá Mohammad Mehdi ⁠Mirbaqeri, de acordo com a agência de notícias Mehr.


Outro membro do conselho, o aiatolá Mohsen Heidari Alekasir, disse em vídeo que um candidato havia sido selecionado com base na orientação de Khamenei de que o líder máximo do Irã deveria ser ‘odiado pelo inimigo’.


Duas fontes iranianas disseram à Reuters na semana passada que o claro favorito era o filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, que acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior nas forças de segurança e no vasto império de negócios que eles controlam. Escolhê-lo seria um sinal de que a linha dura continua firmemente no comando.


(Reportagem dos escritórios da Reuters; Texto de John Geddie e Crispian ​Balmer)

Trump chama Irã de “perdedor” e diz que país será “duramente atacado”

Declaração foi feita após o presidente iraniano pedir desculpas a países vizinhos do Oriente Médio e declarar que não se renderia aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã neste sábado (7/3). Em um post publicado nas redes sociais, o republicano declarou que o país vai ser “duramente atacado hoje”.

Foto: r1rondonia


A publicação foi feita no Truth Social, plataforma do americano, após o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmar que “rendição incondicional” é “sonho que os EUA deveria levar para o túmulo”.


“Hoje o Irã será duramente atacado! Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã”, declarou Donald Trump.

Na mesma postagem, Trump afirma ainda que “é a primeira vez, em milhares de anos, que o Irã perde para os vizinhos”, em referência ao pedido de desculpas feito por Pezeshkian a países vizinhos atingidos pelo Irã. O chefe da Casa Branca atribuiu o pedido de desculpa aos “implacáveis ataques dos EUA e de Israel”.


“Eles queriam dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perde para os países vizinhos do Oriente Médio. Eles disseram: “Obrigado, Presidente Trump”. Eu disse: “De nada!”. O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO’, e continuará sendo por muitas décadas, até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total”, afirmou Trump.


Hostilidades no Oriente Médio

Chega a oito dias, neste sábado (7/3) a escalada das hostilidades no Oriente Médio, depois que Estados Unidos e Irã realizaram um ataque coordenado contra o Irã na região. A ação culminou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.


Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos na região, elevando a situação à um conflito regional com mais de 10 países atingidos diretamente e milhares de vítimas.


Militares dos Estados Unidos afirmam que mais de 3 mil alvos iranianos foram atacados, incluindo 43 navios, que teriam sido completamente destruídos ou parcialmente danificados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6/3).

Otan intercepta míssil balístico iraniano na Turquia; veja

Sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan atuaram contra ameaça no leste do ​Mar Mediterrâneo

Um míssil ⁠balístico lançado do ‌Irã e que se dirigia ao ‌espaço aéreo turco após passar pela Síria e pelo Iraque ⁠foi ‌destruído pelos ⁠sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan no leste do ​Mar Mediterrâneo, informou o Ministério ​da Defesa turco na quarta-feira (4).



O ministério disse em comunicado ‌que não ​houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando ⁠que ​a ​Turquia se reserva o direito ⁠de responder ​a quaisquer ações hostis contra ​ela, ao mesmo tempo em que ​adverte ⁠as partes a se ⁠absterem de medidas que possam agravar o conflito.

EUA dizem ter matado líder iraniano responsável por plano de assassinato de Trump

“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto", afirmou Pete Hegseth

WASHINGTON, 4 Mar (Reuters) – As Forças Armadas dos EUA anunciaram na quarta-feira que mataram uma autoridade iraniana que chefiava uma unidade responsável por uma suposta conspiração para assassinar o presidente Donald Trump.



“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, mas foi o presidente Trump quem riu por último”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em coletiva de imprensa.


Hegseth não revelou o nome do indivíduo, mas disse que a operação ocorreu na terça-feira.


Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano de envolvimento em um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para assassinar Trump, então presidente eleito dos EUA. (Infomoney)


Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos

Ofensiva atingiu 24 das 31 províncias iranianas

A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.



A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.


Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.


De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 


Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.


Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.


Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 


Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 

Governo Lula condena ataques de EUA e Israel contra o Irã

Nota oficial divulgada pelo Itamaraty afirma que negociação é “o único caminho viável para a paz”

O governo brasileiro divulgou neste sábado (28) nota oficial em que condena os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. No comunicado, o Brasil manifesta “grave preocupação” com a ofensiva e ressalta que as ações ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes envolvidas.



Segundo a nota, o diálogo é “o único caminho viável para a paz”, posição que o país afirma defender tradicionalmente na região. O governo brasileiro também fez um apelo para que todas as partes respeitem o Direito Internacional e exerçam “máxima contenção”, a fim de evitar uma escalada das hostilidades.


O texto destaca ainda a necessidade de proteger civis e a infraestrutura civil diante do agravamento da tensão militar. O posicionamento ocorre após a intensificação do conflito, que elevou o alerta internacional sobre os riscos de ampliação da crise no Oriente Médio.

Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

Com ameaça de ação dos EUA, Estado judeu determinou mobilização interna a retaliação inevitável, como ocorreu no ano passado

O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.



O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.


Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.


O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.


Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.


Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.


Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.


No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.


Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.


Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.


O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.


O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

EUA mata 11 supostos narcotraficantes em novos ataques contra lanchas no Caribe; veja vídeo

Mundo – Três ataques no Pacífico e no Caribe contra lanchas de supostos narcotraficantes resultaram na morte de onze pessoas, informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos nesta terça-feira (17).



Os ataques ocorreram na segunda-feira e deixaram um saldo de “quatro mortos na primeira embarcação no Pacífico oriental, quatro na segunda embarcação no Pacífico oriental e três na terceira embarcação no Caribe”, informou o Comando Sul na rede X.


Os Estados Unidos iniciaram sua campanha contra essas supostas narcolanchas em setembro e, desde então, mataram pelo menos 140 pessoas em cerca de 40 ataques.


O anúncio na rede X inclui vídeos dos ataques contra as três embarcações, duas das quais estavam imóveis quando foram bombardeadas, enquanto uma terceira navegava em alta velocidade.


Nos vídeos, é possível ver pessoas se movimentando dentro de duas das lanchas antes dos ataques.


O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra supostos “narcoterroristas” que operam na América Latina, mas não apresentou provas conclusivas de que as embarcações que tem como alvo estejam envolvidas no tráfico de drogas, o que gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações.


Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques provavelmente constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.


O governo recorda as operações realizadas durante décadas contra supostos jihadistas em países como Iêmen, Somália ou Síria, nas quais os alvos também eram atacados sem representar uma ameaça iminente.

Veja o vídeo: 



Washington mobilizou uma enorme força naval no Caribe que, além de perturbar essas supostas rotas marítimas de contrabando, também ajudou a aplicar um bloqueio petrolífero contra a Venezuela e a capturar seu presidente esquerdista, Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos.


A peça central da flotilha, o porta-aviões “USS Gerald R. Ford”, foi enviado na semana passada ao Oriente Médio, junto com vários destróieres que o acompanham, como parte da ameaça de intervenção militar contra o Irã.


Rússia lança novos ataques contra a Ucrânia horas antes de negociações

Bombardeios deixaram mortos e feridos em diferentes regiões do país enquanto negociações trilaterais com os EUA começam em Genebra

A Rússia lançou uma nova série de ataques contra a Ucrânia na manhã desta terça-feira (17), disseram autoridades locais, horas antes do início das negociações trilaterais com os Estados Unidos em Genebra, destinadas a resolver a guerra no leste europeu.



As forças russas também bombardearam a infraestrutura elétrica ucraniana, matando três trabalhadores do setor energético e deixando dezenas de milhares de pessoas sem energia elétrica e aquecimento, disseram autoridades.


O vice-ministro da Energia da Ucrânia disse que os três trabalhadores foram mortos quando um drone russo atingiu o carro em que estavam perto da usina de Sloviansk, em uma área de fronteira que Moscou quer que Kiev ceda em troca da paz.


Nesta terça-feira, a Moscou ainda lançou um ataque contra a região de Sumy, no norte do país, segundo com Oleh Hryhorov, chefe da administração militar da região.


Seis civis ficaram feridos, e prédios e carros também foram danificados, disse ele. Enquanto isso, pelo menos outras três pessoas ficaram feridas na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, devido aos ataques russos, disseram autoridades locais.


A Ucrânia afirmou nesta terça-feira ter atingido a refinaria de petróleo russa de Ilsky — uma das maiores do sul do país — em um ataque noturno.


"O alvo foi atingido, causando um incêndio nas instalações", disse o Estado-Maior da Ucrânia em um comunicado nesta terça-feira.


As negociações de hoje representam a terceira rodada de conversas para tentar chegar a um acordo de paz que ponha fim a quase quatro anos de guerra.


A Rússia, que iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, tem realizado ataques frequentes a instalações de energia ucranianas neste inverno, deixando-as sem energia elétrica e aquecimento. (CNN)

Ataques de Israel deixam 11 mortos em Gaza, dizem autoridades palestinas

Forças de Defesa de Israel disseram agir contra violação do acordo de cessar-fogo

Pelo menos 11 palestinos foram mortos em ataques aéreos israelenses no norte e no sul da Faixa de Gaza neste domingo (15), disseram autoridades palestinas de defesa civil e saúde, em uma ação que os militares israelenses classificaram como resposta às violações do cessar-fogo pelo Hamas.



Socorristas disseram que um ataque aéreo israelense contra um acampamento de tendas que abrigava famílias deslocadas matou pelo menos quatro pessoas, enquanto autoridades de saúde afirmaram que outro ataque matou cinco em Khan Younis, no sul do país.


"Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel iniciaram ataques em resposta à flagrante violação do acordo de cessar-fogo pelo Hamas ontem na área de Beit Hanoun", disse um oficial militar israelense, acrescentando que "terroristas emergiram de um túnel a leste da linha amarela".


O funcionário classificou os ataques de domingo como "precisos" e em conformidade com o direito internacional, e afirmou que o grupo palestino cometeu mais de seis violações do cessar-fogo de outubro, incluindo o posicionamento a leste da "Linha Amarela", acordada no âmbito do cessar-fogo para demarcar as áreas controladas por Israel e pelo Hamas.


"Cruzar a linha amarela nas proximidades das tropas das Forças de Defesa de Israel, estando armado, é uma violação explícita do cessar-fogo e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo de cessar-fogo com a intenção de prejudicar as tropas das Forças de Defesa de Israel", disse o oficial.


Israel e o Hamas têm se acusado mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo, um elemento do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra em Gaza.


No sábado (14), os militares disseram ter identificado "terroristas" armados perto de membros das Forças de Defesa de Israel (IDF) que operam no norte da Faixa de Gaza.


As Forças de Defesa de Israel afirmaram que continuaram a destruir túneis subterrâneos no norte da Faixa de Gaza, em conformidade com o acordo.


Segundo informações, foram observados vários homens armados saindo do que seria um túnel e entrando sob os escombros de um prédio a leste da Linha Amarela.


Os militares disseram que aeronaves da Força Aérea atacaram o prédio e eliminaram dois homens armados, e que provavelmente outros militantes foram eliminados no ataque.


O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que pelo menos 600 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o início do acordo de Gaza. Israel disse que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza durante o mesmo período. (CNN)


Maduro se diz disposto a negociar acordo com Trump para encerrar crise

Maduro afirmou que está disposto a costurar um “acordo” com Trump para o combate do narcotráfico na América Latina

Enquanto a crise na América Latina aumenta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mostrou-se disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração aconteceu durante entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º/1).



“Precisamos começar a ter conversas sérias, com fatos em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos de seus porta-vozes que, se eles quiserem ter conversas sérias sobre um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, disse Maduro.

No fim de novembro de 2024, os dois presidentes chegaram a conversar. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”. O presidente da Venezuela, porém, afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.


Desde a conversa, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe, e avançou com a ofensiva que começou no segundo semestre do último ano.


No fim de dezembro, o presidente dos EUA anunciou o primeiro ataque norte-americano contra o território da Venezuela, que teria atingido um porto na região costeira do país. O local era supostamente utilizado para o carregamento de barcos ligados ao tráfico de drogas.


A ação se soma a outras realizadas por forças norte-americanas enviadas para a região em meados de agosto de 2024. A mobilização militar inclui fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.


Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região. Até o momento, contudo, Washington ainda não divulgou provas que liguem os barcos atacados ao transporte de entorpecente.


Em meio à tensão, Maduro é o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como o chefe do cartel de Los Soles — mesmo grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.


Além disso, o presidente norte-americano também acusa seu homólogo venezuelano de “roubar petróleo dos EUA” para financiar seu próprio regime. (Metrópoles)

Maduro recebe rifle e diz que Venezuela tem "guerreiros invencíveis"

Ditador pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial do país

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou as Forças Armadas do país, destacando que elas possuem "guerreiros invencíveis". A fala foi feita durante uma cerimônia de homenagem de fim de ano em La Guaira.



No evento, realizado no domingo (28), ele também recebeu um rifle de precisão calibre .50.


Maduro, acompanhado por outras autoridades, afirmou que os valores de emancipação e humanismo das Forças Armadas foram fortalecidos ao longo das 27 semanas de tensões com os Estados Unidos.


O ditador alegou que houve a consolidação do poder nacional da Venezuela "na prática" em 2025, com as forças populares e militares unidas sob seu plano de defesa.


Ele pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial.


Segundo Maduro, a cerimônia na Academia Militar Naval Bolivariana celebrou o papel dos militares como emancipadores, "não imperialistas" e marcou o ápice dos esforços para refundar os valores da nação.


Entenda a tensão entre Estados Unidos e Venezuela

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador Nicolás Maduro.


Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico.


As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.


Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.


Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo de Donald Trump está elaborando planos para "o dia seguinte" à deposição de Maduro, mas ainda não foi tomada uma decisão sobre um ataque direto ao país.


Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.


Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de "roubo descarado" e "um ato de pirataria internacional" pelo regime de Maduro.


Posteriormente, Trump anunciou um "bloqueio total" contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará "ninguém passar sem o devido direito".  (CNN)


Ataque dos EUA atinge embarcação no Pacífico e deixa dois mortos

Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na operação conhecida como Lança do Sul



As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (29), um ataque contra uma embarcação supostamente envolvida com o tráfico de drogas no oceano Pacífico, matando duas pessoas, segundo o Comando Sul dos EUA.


“Em 29 de dezembro, por determinação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais”, escreveu o Comando na rede social X.


O Comando informou, ainda, que dois homens morreram no ataque e que nenhum militar americano ficou ferido.


Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas como parte de uma campanha chamada Operação Lança do Sul, que, segundo o governo Trump, tem como objetivo conter o tráfico de entorpecentes. (CNN)

Com Zelensky, Trump mostra otimismo por fim da guerra da Ucrânia

Antes de reunião, Trump diz que negociações estão na fase final, e Zelensky afirma que cerca de 90% do plano de paz já foi discutido

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se encontrou neste domingo (28/12) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, clube privado do republicano em Palm Beach, na Flórida. Ao lado do líder ucraniano, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia estão no estágio final das negociações para a implementação de um plano de paz.



“Nós estamos nos últimos estágios de conversa. Se não (chegarmos a um acordo) essa guerra vai continuar por muito tempo, milhões serão mortos, e ninguém quer isso”, afirmou Trump.

A reunião entre os líderes ocorrerá a portas fechadas no salão principal do complexo. Autoridades europeias devem acompanhar o diálogo por telefone.


Conversa com Putin

A chegada do líder ucraniano acontece poucas horas depois de Trump afirmar que conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em publicação na Truth Social, o republicano descreveu a ligação como “boa e muito produtiva”.


O telefonema ocorreu em meio a uma intensificação dos ataques russos com mísseis e drones contra Kiev, o que elevou a pressão internacional por avanços diplomáticos e deu caráter de urgência à reunião com Zelensky.


O enviado especial do Kremlin, Kirill Dmitriev, também classificou a conversa entre Trump e Putin como produtiva.


Donald Trump onfirmou ainda que pretende voltar a conversar com Putin após o término das reuniões com Zelensky.


Fim da guerra como prioridade

Questionado sobre a disposição de Putin para negociar, Trump disse considerar que o líder russo “fala sério” sobre o fim da guerra. O republicano, no entanto, evitou cravar que a reunião resultará em um acordo imediato.


Segundo Trump, há “elementos para um acordo”, embora tenha reconhecido que o conflito entre Rússia e Ucrânia é difícil de resolver. Ele também afirmou não trabalhar com prazos e disse que seu objetivo é “acabar com a guerra”.


Sobre os bombardeios russos à Ucrânia, Trump voltou a afirmar que Putin segue comprometido com a paz e ressaltou que Kiev também realizou ataques contra alvos russos.


Histórico de encontros

Esta é a quarta vez que Zelensky se reúne com Trump em busca de garantias de segurança para a Ucrânia. O encontro mais tenso ocorreu em fevereiro, quando os dois protagonizaram um embate no Salão Oval.


Em agosto, os líderes voltaram a se reunir, desta vez com a presença de representantes europeus. Já em outubro, Zelensky esteve em Washington para tentar obter mísseis de cruzeiro Tomahawk, pedido recusado por Trump.


Pauta de Zelensky

Na reunião, o presidente ucraniano pretende apresentar um plano viável para a paz e discutir garantias de segurança e a reconstrução da Ucrânia.


Mais cedo, Zelensky afirmou que as decisões sobre o fim do conflito dependem do apoio dos aliados de Kiev.


Antes da reunião e ao lado de Trump, o ucraniano afirmou que as negociações entre Kiev e Washington avançaram no último mês e disse esperar que a paz seja alcançada o mais rápido possível.


Zelensky afirmou que o foco do encontro será um plano de paz de 20 pontos e a definição das próximas etapas para um acordo. Segundo o líder ucraniano, cerca de 90% do plano já foi discutido pelas equipes dos dois países. (Metrópoles)

Publicidade