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Califórnia registra terremoto de 4,9 e moradores recebem alerta

Na rede social X, usuários relataram que foram acionados pelo alerta do sistema ShakeAlert. O tremor aconteceu nessa terça-feira (30/12)

Um terremoto de magnitude 4,9 próximo a Susanville, na Califórnia, foi registrado na noite dessa terça-feira (30/12), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Inicialmente, a magnitude foi relatada como 5,3, mas posteriormente revisada para 4,9.



Na rede social X, usuários relataram que foram acionados pelo alerta do sistema ShakeAlert, que informava sobre o tremor na região.



Segundo o jornal Daily Mail, o alerta de terremoto foi emitido da Califórnia até Nevada, com a mensagem “Abaixe-se, proteja-se e segure-se”. Moradores relataram ter sentido os tremores em diversas regiões da Califórnia, no oeste de Nevada e no sul do Oregon.


Ao menos seis réplicas, com magnitudes entre 2,1 e 2,5, foram detectadas pelo USGS. Não há relatos de danos ou feridos. (Metrópoles)


Maduro recebe rifle e diz que Venezuela tem "guerreiros invencíveis"

Ditador pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial do país

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou as Forças Armadas do país, destacando que elas possuem "guerreiros invencíveis". A fala foi feita durante uma cerimônia de homenagem de fim de ano em La Guaira.



No evento, realizado no domingo (28), ele também recebeu um rifle de precisão calibre .50.


Maduro, acompanhado por outras autoridades, afirmou que os valores de emancipação e humanismo das Forças Armadas foram fortalecidos ao longo das 27 semanas de tensões com os Estados Unidos.


O ditador alegou que houve a consolidação do poder nacional da Venezuela "na prática" em 2025, com as forças populares e militares unidas sob seu plano de defesa.


Ele pontuou ainda que as Forças Armadas venezuelanas estão preparadas para defender a soberania e a integridade territorial.


Segundo Maduro, a cerimônia na Academia Militar Naval Bolivariana celebrou o papel dos militares como emancipadores, "não imperialistas" e marcou o ápice dos esforços para refundar os valores da nação.


Entenda a tensão entre Estados Unidos e Venezuela

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela começou a aumentar em agosto, quando o governo de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador Nicolás Maduro.


Enquanto isso, os EUA enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico.


As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.


Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.


Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo de Donald Trump está elaborando planos para "o dia seguinte" à deposição de Maduro, mas ainda não foi tomada uma decisão sobre um ataque direto ao país.


Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.


Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de "roubo descarado" e "um ato de pirataria internacional" pelo regime de Maduro.


Posteriormente, Trump anunciou um "bloqueio total" contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará "ninguém passar sem o devido direito".  (CNN)


Trump reage a suposto ataque da Ucrânia à casa de Putin: "Não é bom"

Presidente dos EUA também afirmou que alegação poderia ser falsa, apesar do líder russo ter falado com ele sobre isso ao telefone

O presidente Donald Trump afirmou que o presidente russo Vladimir Putin o informou, em uma ligação telefônica na manhã de segunda-feira (29), sobre um suposto ataque de drone ucraniano contra uma de suas residências, dizendo que a ação "não era boa", mesmo com Kiev rejeitando imediatamente a alegação.



"Não gostei. Não é bom", disse Trump. Ele admitiu que era "possível" que a alegação fosse falsa e que tal ataque não tivesse ocorrido, mas acrescentou: "Mas o presidente Putin me disse esta manhã que sim".


Esses comentários representam as primeiras declarações de Trump sobre o assunto desde que o ministro das Relações Exteriores da Rússia tornou a alegação pública.


"Acabei de ouvir falar disso, na verdade, mas não sei se aconteceu. Seria muito ruim. Não seria bom", disse ele a repórteres antes de uma reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida.


Trump descreveu sua ligação com Putin como "produtiva", embora tenha dito que ainda há questões a serem resolvidas para a intermediação de um acordo de paz na Ucrânia.


“Foi uma conversa muito produtiva. Quer dizer, temos algumas questões muito espinhosas, como você pode imaginar”, acrescentou. “Temos algumas questões que vamos resolver, com sorte, e se as resolvermos, vocês poderão ter paz.” (CNN)

Avalanche em montanhas na Espanha deixa três mortos e um ferido

Vítimas faziam parte de um grupo de seis pessoas que praticavam esqui; dois integrantes conseguiram escapar e pedir ajuda

Uma avalanche matou três pessoas e deixou uma ferida no município de Panticosa, na Espanha, localizado nas cadeias montanhosas conhecidas como Pirineus espanhóis, informou a Guarda Civil nesta segunda-feira (29).



As vítimas faziam parte de um grupo de seis pessoas que praticavam esqui cross-country, um esporte de neve onde os praticantes percorrem grandes distâncias sem o uso de teleférico ou outros equipamentos de auxílio.


Os outros dois integrantes do grupo que ficaram feridos conseguiram escapar e pedir ajuda.


A avalanche ocorreu na encosta oeste do Pico Tablato, próxima à estação de esqui de Panticosa.


Outro evento climático também deixou mais vítimas na Espanha, informou a Guarda Civil nesta segunda-feira (29). Chuvas torrenciais inundaram as províncias do sul e do leste do país durante o fim de semana, matando três pessoas.


A Guarda Civil encontrou os corpos de duas pessoas desaparecidas em Illora e Alhaurín el Grande, ambas na região da Andaluzia.


Leitos de rios transbordaram, arrastando carros e motocicletas, enquanto as autoridades alertavam os moradores para que permanecessem em suas casas.


Em Valência, onde enchentes mortais em outubro do ano passado mataram mais de 220 pessoas e causaram bilhões de euros em prejuízos, as autoridades emitiram alertas vermelhos para os celulares das pessoas na noite de domingo (28), pedindo que permanecessem em suas casas e em locais elevados. (CNN)

Ataque dos EUA atinge embarcação no Pacífico e deixa dois mortos

Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na operação conhecida como Lança do Sul



As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (29), um ataque contra uma embarcação supostamente envolvida com o tráfico de drogas no oceano Pacífico, matando duas pessoas, segundo o Comando Sul dos EUA.


“Em 29 de dezembro, por determinação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas em águas internacionais”, escreveu o Comando na rede social X.


O Comando informou, ainda, que dois homens morreram no ataque e que nenhum militar americano ficou ferido.


Ao menos 107 pessoas já foram mortas em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas como parte de uma campanha chamada Operação Lança do Sul, que, segundo o governo Trump, tem como objetivo conter o tráfico de entorpecentes. (CNN)

Com Zelensky, Trump mostra otimismo por fim da guerra da Ucrânia

Antes de reunião, Trump diz que negociações estão na fase final, e Zelensky afirma que cerca de 90% do plano de paz já foi discutido

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se encontrou neste domingo (28/12) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, clube privado do republicano em Palm Beach, na Flórida. Ao lado do líder ucraniano, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia estão no estágio final das negociações para a implementação de um plano de paz.



“Nós estamos nos últimos estágios de conversa. Se não (chegarmos a um acordo) essa guerra vai continuar por muito tempo, milhões serão mortos, e ninguém quer isso”, afirmou Trump.

A reunião entre os líderes ocorrerá a portas fechadas no salão principal do complexo. Autoridades europeias devem acompanhar o diálogo por telefone.


Conversa com Putin

A chegada do líder ucraniano acontece poucas horas depois de Trump afirmar que conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em publicação na Truth Social, o republicano descreveu a ligação como “boa e muito produtiva”.


O telefonema ocorreu em meio a uma intensificação dos ataques russos com mísseis e drones contra Kiev, o que elevou a pressão internacional por avanços diplomáticos e deu caráter de urgência à reunião com Zelensky.


O enviado especial do Kremlin, Kirill Dmitriev, também classificou a conversa entre Trump e Putin como produtiva.


Donald Trump onfirmou ainda que pretende voltar a conversar com Putin após o término das reuniões com Zelensky.


Fim da guerra como prioridade

Questionado sobre a disposição de Putin para negociar, Trump disse considerar que o líder russo “fala sério” sobre o fim da guerra. O republicano, no entanto, evitou cravar que a reunião resultará em um acordo imediato.


Segundo Trump, há “elementos para um acordo”, embora tenha reconhecido que o conflito entre Rússia e Ucrânia é difícil de resolver. Ele também afirmou não trabalhar com prazos e disse que seu objetivo é “acabar com a guerra”.


Sobre os bombardeios russos à Ucrânia, Trump voltou a afirmar que Putin segue comprometido com a paz e ressaltou que Kiev também realizou ataques contra alvos russos.


Histórico de encontros

Esta é a quarta vez que Zelensky se reúne com Trump em busca de garantias de segurança para a Ucrânia. O encontro mais tenso ocorreu em fevereiro, quando os dois protagonizaram um embate no Salão Oval.


Em agosto, os líderes voltaram a se reunir, desta vez com a presença de representantes europeus. Já em outubro, Zelensky esteve em Washington para tentar obter mísseis de cruzeiro Tomahawk, pedido recusado por Trump.


Pauta de Zelensky

Na reunião, o presidente ucraniano pretende apresentar um plano viável para a paz e discutir garantias de segurança e a reconstrução da Ucrânia.


Mais cedo, Zelensky afirmou que as decisões sobre o fim do conflito dependem do apoio dos aliados de Kiev.


Antes da reunião e ao lado de Trump, o ucraniano afirmou que as negociações entre Kiev e Washington avançaram no último mês e disse esperar que a paz seja alcançada o mais rápido possível.


Zelensky afirmou que o foco do encontro será um plano de paz de 20 pontos e a definição das próximas etapas para um acordo. Segundo o líder ucraniano, cerca de 90% do plano já foi discutido pelas equipes dos dois países. (Metrópoles)

Rússia mata dois em mega-ataque a Kiev na véspera de reunião Trump-Zelensky

Ofensiva russa durou cerca de dez horas; delegações americanas, russas e ucranianas estão em intensas negociações há semanas para chegar a um acordo que acabe com o conflito de quase quatro anos

A Rússia realizou um dos ataques mais longos e prolongados deste ano contra a Ucrânia durante a madrugada deste sábado (27), um dia antes do encontro entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e seu homólogo americano Donald Trump na Flórida, em meio aos esforços para pôr fim à guerra de quase quatro anos no Leste Europeu.



O ataque aéreo à cidade de Kiev, capital do país, matou pelo menos duas pessoas e feriu outras 44, incluindo duas crianças, segundo autoridades locais.


Mais de 40% dos prédios residenciais em Kiev também estão sem aquecimento devido às temperaturas congelantes, afirmou Oleksiy Kuleba, ministro do governo, nas redes sociais.


O ataque durou quase 10 horas. Mas os moradores permaneceram em estado de alerta, com sirenes de ataque aéreo soando intermitentemente ao longo do dia.


Falando a bordo de um avião rumo aos Estados Unidos neste sábado, Zelensky afirmou que buscaria um sinal, durante as negociações com Trump, de que a Ucrânia receberia garantias de segurança juridicamente vinculativas como parte de qualquer acordo de paz.


Ele também reiterou os apelos pelo fortalecimento das defesas aéreas da Ucrânia, afirmando que o país precisa de mais mísseis em meio aos ataques implacáveis ​​da Rússia.


"O apoio dos europeus é importante para nós hoje. Não temos sistemas de defesa aérea adicionais suficientes", disse ele.


Antes de se encontrar com Trump, no domingo (28), Zelensky fez uma escala no Canadá neste sábado (27) para conversar com o primeiro-ministro Mark Carney.


Em declarações à imprensa antes da reunião em Halifax, Nova Escócia, Carney anunciou um auxílio econômico adicional de 2,5 bilhões de dólares canadenses para a Ucrânia.


Segundo uma fonte do governo canadense com conhecimento do novo pacote de ajuda, ele também permitirá que o Fundo Monetário Internacional empreste à Ucrânia mais US$ 8,4 bilhões.


Trump disse em entrevista à Politico que espera que o encontro com Zelensky “corra bem”, mas alertou que o presidente ucraniano "não tem nada a declarar até que eu aprove". 


Ele acrescentou que também espera conversar com o presidente russo Vladimir Putin “em breve, o quanto eu quiser”.


Quanto a Putin, a agência de notícias estatal russa TASS citou-o dizendo neste sábado que, “se Kiev não estiver disposta a resolver a questão pacificamente, a Rússia alcançará todos os objetivos da operação militar especial por meios militares”, usando um eufemismo para a guerra na Ucrânia.


No total, a Rússia lançou 519 drones e 40 mísseis contra a Ucrânia durante a madrugada, segundo a Força Aérea Ucraniana.


Zelensky afirmou na manhã deste sábado (27) que, embora as autoridades russas estejam em negociações para pôr fim aos combates, a violência em curso fala por si só.


Os ataques mais recentes visaram principalmente a infraestrutura de energia e civil na capital, disse o presidente ucraniano.


“Em alguns bairros da capital e da região, a eletricidade e o aquecimento estão indisponíveis”, relatou ele. “Os esforços de combate aos incêndios estão em andamento.”


Incêndios começaram por toda a cidade, consumindo uma oficina mecânica e diversos prédios residenciais, e forçando idosos a fugirem um lar de repouso devido à propagação das chamas, segundo o Serviço de Emergência de Kiev.


Referindo-se ao recente envolvimento da Rússia em negociações com representantes dos Estados Unidos para pôr fim aos combates no país, Zelensky escreveu na rede social X, após o ataque, que “os representantes russos participam de longas conversas, mas, na realidade, os Kinzhals e os ‘shaheds’ falam por eles”.


A fala se refere aos mísseis Kinzhals e aos drones Shaheds, usados por Moscou na guerra.


Ele acrescentou: “Essa é a verdadeira atitude de Putin e seu círculo”.


Em resposta aos ataques, a Polônia enviou caças e fechou temporariamente dois aeroportos, informou a agência de notícias Reuters, citando uma publicação da Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea no Facebook.


Autoridades americanas disseram estar esperançosas que o encontro entre Zelensky e Trump no domingo (28) seja produtivo, após uma semana de intensos esforços entre negociadores dos Estados Unidos e da Ucrânia.


Embora as autoridades não tenham mencionado um objetivo específico para a reunião, o presidente ucraniano disse ao Axios na sexta-feira (26) que desejava concluir um acordo para pôr fim à guerra.


Não se espera que a reunião inclua líderes europeus, segundo autoridades americanas e europeias.


No entanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participará de uma chamada telefônica no sábado com Zelensky, Trump e outros líderes europeus, disse um porta-voz da Comissão à Reuters.


Os ucranianos vêm pressionando por um encontro entre Zelensky e Trump há meses, afirmaram autoridades europeias. Os europeus esperam uma reunião positiva, pois descrevem a dinâmica atual entre os EUA e a Ucrânia como produtiva.


Ainda assim, reconhecem que o resultado de qualquer encontro com Trump é imprevisível.


“Não existe cenário de baixo risco com Trump”, disse um funcionário da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).


Estratégia ucraniana

Em preparação para a reunião de domingo, Zelensky afirmou na sexta-feira que havia conversado com os líderes da Otan, Canadá, Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Estônia para coordenar suas posições.


No início desta semana, o ucraniano ofereceu-se para fazer concessões em algumas das questões mais espinhosas que até agora têm paralisado o processo de paz mediado pelos EUA com a Rússia.


Não está claro, no entanto, se as concessões de Zelensky satisfarão o Kremlin.


Questionado sobre a possível disposição de Kiev em considerar concessões territoriais para um acordo de paz, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à CNN que "ceder o restante de Donetsk poderia contribuir significativamente".


O plano de paz inicial de 28 pontos, que surgiu em novembro após negociações entre os Estados Unidos e a Rússia, foi criticado pelos aliados da Ucrânia por favorecer fortemente Moscou.


Após semanas de negociações entre autoridades ucranianas e americanas, essa versão foi reduzida ao plano atual de 20 pontos, que Zelensky afirmou poder servir como um "documento fundamental para o fim da guerra".


Últimas informações sobre as negociações de paz

Zelensky disse a jornalistas que a Ucrânia não recebeu uma resposta oficial do Kremlin à última proposta. Ele afirmou que Kiev está negociando exclusivamente com Washington, que por sua vez está se comunicando com Moscou.


Caso a Rússia não concorde com o plano de paz elaborado pela Ucrânia e pelos Estados Unidos, o governo ucraniano sugeriu que mais esforços devem ser feitos para forçar Moscou a mudar de ideia.


"Se a Ucrânia demonstrar que sua posição é construtiva — e a Rússia, por exemplo, não concordar, então a pressão (existente) não será suficiente", expressou Zelensky, acrescentando que deseja discutir o assunto com Trump.


As principais exigências da Rússia são que a Ucrânia abandone sua ambição de ingressar na Otan — uma perspectiva distante antes de Moscou lançar sua invasão total do país em fevereiro de 2022 — e que as forças armadas de Kiev se retirem completamente das regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, uma vasta área conhecida como Donbas.


Foi nessa região que o Kremlin começou a desestabilizar a Ucrânia em 2014, ajudando separatistas pró-Rússia a obter o controle da maior parte da área. O Donbas foi finalmente anexado ilegalmente pela Rússia em setembro de 2022.


Zelensky ofereceu concessões em ambas as questões. Durante uma ampla coletiva de imprensa na terça-feira (23), para discutir o novo plano de paz de 20 pontos, o presidente ucraniano disse que Kiev buscava garantias de segurança de seus aliados que "espelhassem" o Artigo 5 da Otan — que exige que todos os membros defendam qualquer membro que tenha sido atacado — mas que não buscaria mais a adesão plena à aliança militar.


O líder também afirmou que a Ucrânia estaria disposta a retirar suas tropas de partes da região de Donetsk que não estão atualmente ocupadas por forças russas.


O presidente afirmou que qualquer retirada de tropas teria que ser recíproca, com Moscou cedendo tanto território ucraniano quanto o cedido por Kiev e essas áreas do Donbas sendo desmilitarizadas como consequência.


No início deste mês, Zelensky observou que os negociadores americanos queriam que esses territórios se tornassem “zonas econômicas livres” assim que todas as tropas fossem retiradas.


A Constituição da Ucrânia exige que quaisquer alterações nas fronteiras do país sejam aprovadas em referendo. O presidente reiterou na sexta-feira (26) que "o destino da Ucrânia deve ser decidido pelo povo ucraniano" e afirmou que os aliados do país "têm poder suficiente para pressionar a Rússia ou negociar com os russos" para garantir que qualquer plebiscito desse tipo possa ser realizado em segurança. (CNN)

Trump chama ataque contra Estado Islâmico na Nigéria de “presente de Natal”

Em entrevista ao jornal Político, o presidente dos EUA disse que a ofensiva foi adiantada para surpreender militantes

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o ataque militar americano contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria estava originalmente previsto para quarta-feira, mas ele ordenou que fosse adiado por um dia.



“Eles iam fazer isso antes”, disse o líder americano em entrevista ao jornal Politico nesta sexta-feira (26). “E eu disse: 'não, vamos dar um presente de Natal'. ... Eles não esperavam por isso, mas os atacamos com força. Todos os lados foram dizimados.”


Ao comunicar a ofensiva através das redes sociais, Trump acusou o grupo terrorista de ataques e assassinatos contra "cristãos inocentes, em níveis nunca vistos há muitos anos".


O Comando Militar dos EUA para a África afirmou que o ataque foi realizado a pedido das autoridades nigerianas no noroeste da Nigéria e matou vários militantes do Estado Islâmico.


Nos últimos meses, Trump tem se concentrado na situação dos cristãos na Nigéria, incluindo um apelo feito em novembro ao seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, para que os militares se "preparasse para uma possível ação" caso o país não interrompesse a "matança de cristãos". 


O líder republicano disse que os EUA entrariam "com tudo" na Nigéria para proteger a população cristã do país mais populoso da África.


A população do país está dividida entre muçulmanos, que vivem principalmente no norte, e cristãos, no sul. (CNN)

Homem ataca mulheres com faca em estações de metrô em Paris e é preso

De acordo com autoridades locais, o homem tentou fugir, mas foi localizado com o auxílio da localização do celular

Um homem, que não teve a identidade revelada, atacou três mulheres com uma faca em diferentes estações da linha 3 do metrô em Paris, na tarde desta sexta-feira (26/12). De acordo com informações do jornal francês Le Parisien, os ataques ocorreram nos pontos Arts-et-Métiers, République e Opéra, em um intervalo de cerca de 30 minutos.



As mulheres sofreram apenas ferimentos leves, sendo que, duas delas foram atingidas nas costas e nas coxas. Uma das vítimas está grávida. As vítimas foram atendidas pelos bombeiros e encaminhadas para hospitais.


Uma testemunha relatou o estado de uma das mulheres atingidas. “Havia muito sangue, foi um corte bastante profundo”.


Após os ataques, o homem fugiu utilizando a linha 8 do metrô e acabou sendo identificado por câmeras de segurança do sistema de transporte público. Com o auxílio da localização do celular do suspeito, os agentes conseguiram rastrear sua localização até a residência onde ele morava. Ele foi preso em casa, no município de Sarcelles.


Autoridades identificaram que o homem nasceu em Mali e já era conhecido da polícia por diversos delitos, incluindo danos à propiedade e agressão sexual. As investigações indicam que o ataque teria sido cometido por um “indivíduo com problemas mentais”.


O caso é investigado pelas autoridades francesas. 


Rússia planeja colocar reator nuclear na Lua dentro de uma década

Projeto deve auxiliar Moscou a manter programa de exploração espacial a longo prazo

A Rússia planeja colocar uma usina nuclear na Lua na próxima década para abastecer seu programa espacial lunar e uma estação de pesquisa conjunta russo-chinesa, enquanto as grandes potências se apressam para explorar o único satélite natural da Terra.



Desde que o cosmonauta soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro humano a ir ao espaço em 1961, a Rússia orgulhou-se de ser uma potência líder na exploração espacial, mas nas últimas décadas ficou atrás dos Estados Unidos e, cada vez mais, da China.


As ambições da Rússia sofreram um golpe maciço em agosto de 2023, quando sua missão não tripulada Luna-25 colidiu com a superfície da Lua ao tentar pousar, e Elon Musk revolucionou o lançamento de veículos espaciais - uma vez uma especialidade russa.


Reator na Lua

A corporação espacial estatal russa, Roscosmos, disse em um comunicado que planejava construir uma usina de energia lunar até 2036 e assinou um contrato com a empresa aeroespacial da Associação Lavochkin para fazê-lo.

A Roscosmos não disse explicitamente que a usina seria nuclear, mas disse que os participantes incluíam a empresa nuclear estatal russa Rosatom e o Instituto Kurchatov, principal instituto de pesquisa nuclear da Rússia.


A Roscosmos disse que o objetivo da usina era alimentar o programa lunar da Rússia, incluindo rovers, um observatório e a infraestrutura da Estação Internacional de Pesquisa Lunar russo-chinesa.


"O projeto é um passo importante para a criação de uma estação científica lunar em funcionamento permanente e a transição de missões únicas para um programa de exploração lunar de longo prazo", disse Roscosmos.


O chefe da Roscosmos, Dmitry Bakanov, disse em junho que um dos objetivos da corporação era colocar uma usina nuclear na Lua e explorar Vênus, conhecido como planeta "irmão" da Terra.


A Lua, que fica a 384.400 km do nosso planeta, modera a oscilação da Terra em seu eixo, o que garante um clima mais estável, e também influencia as marés nos oceanos do mundo.


Plano dos EUA

A Rússia não é a única com tais planos. Em agosto, a NASA declarou sua intenção de colocar um reator nuclear na Lua até o primeiro trimestre do ano fiscal de 2030.


"Estamos em uma corrida para a Lua, em uma corrida com a China para a Lua. E para ter uma base na Lua, precisamos de energia", disse o secretário de transportes dos EUA, Sean Duffy, em agosto, quando perguntado sobre os planos.


Ele acrescentou que os Estados Unidos estavam atualmente atrasados na corrida para a Lua e ainda reforçou que a energia era essencial para permitir que a vida fosse sustentada na Lua para os seres humanos chegarem a Marte.


As regras internacionais proíbem colocar armas nucleares no espaço, mas não há proibições de colocar fontes de energia nuclear no espaço - desde que cumpram certas regras.


Alguns analistas espaciais previram uma corrida ao ouro lunar: a NASA diz que há estimativas de um milhão de toneladas de hélio-3, um isótopo do hélio que é raro na terra, na Lua.


Metais de terras raras - usados em smartphones, computadores e tecnologias avançadas - também estão presentes na Lua, incluindo o escândio, ítrio e os 15 lantanídeos, segundo pesquisa da Boeing. (CNN)

EUA vão focar em "quarentena" do petróleo da Venezuela nos próximos 2 meses

Autoridade dos EUA afirmou à Reuters que "embora ainda existam opções militares, o foco inicial é usar a pressão econômica"

A manifestação indica que Washington está atualmente mais interessado em usar meios econômicos do que militares para pressionar Caracas.



"Embora ainda existam opções militares, o foco inicial é usar a pressão econômica por meio da aplicação de sanções para alcançar o resultado desejado pela Casa Branca", disse o funcionário do governo.


Embora o presidente Donald Trump tenha se mostrado publicamente evasivo sobre seus objetivos precisos em relação à Venezuela, ele pressionou Nicolás Maduro em conversas privadas para que deixasse o país, segundo informações da Reuters.


"Os esforços realizados até agora exerceram uma enorme pressão sobre Maduro, e acredita-se que, até o final de janeiro, a Venezuela enfrentará uma calamidade econômica, a menos que concorde em fazer concessões significativas aos EUA", disse o funcionário.


EUA tentam apreender terceiro petroleiro


Trump acusou a Venezuela de inundar os EUA com drogas, e seu governo vem bombardeando há meses embarcações originárias da América do Sul, sob a alegação de transportarem drogas. Muitas nações condenaram os ataques, classificando os bombardeios como execuções extrajudiciais.


Trump também ameaçou frequentemente começar a bombardear infraestruturas de tráfico de drogas em terra e autorizou atividades secretas da CIA direcionadas a Caracas.


Neste mês, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no Mar do Caribe, ambos carregados com petróleo bruto venezuelano.


Os comentários do funcionário da Casa Branca nesta quarta-feira vêm após a Reuters ter noticiado que a Guarda Costeira aguardava reforços para realizar uma terceira apreensão, tentada inicialmente no domingo, contra um navio vazio sujeito a sanções, conhecido como Bella-1.


O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, disse na terça-feira: "A ameaça não é a Venezuela. A ameaça é o governo dos EUA."


Presença militar reforçada dos EUA no Caribe

A autoridade da Casa Branca não explicou exatamente o que significava para as forças armadas se concentrarem "quase exclusivamente" na interceptação do petróleo venezuelano.


A presença militar dos EUA se estende por todo o globo, e a maioria de suas missões e capacidades não está relacionada à interdição marítima.


O Pentágono acumulou uma enorme presença militar no Caribe, com mais de 15 mil soldados. Isso inclui um porta-aviões, 11 outros navios de guerra e mais de uma dúzia de aeronaves F-35.


Embora muitos desses recursos possam ser usados ​​para auxiliar na aplicação de sanções, muitos outros, como caças, não são adequados para essa tarefa.


Na terça-feira, os Estados Unidos disseram às Nações Unidas que irão impor e fazer cumprir sanções "na máxima extensão" para privar Maduro de recursos.


No início deste mês, Trump ordenou um "bloqueio" de todos os petroleiros sancionados que entravam e saíam da Venezuela, mas o uso da palavra "quarentena" pelo funcionário da Casa Branca parece ecoar a linguagem usada durante a crise dos mísseis de Cuba em 1962, quando o governo do presidente americano John F. Kennedy queria evitar uma escalada do conflito.


Robert McNamara, secretário de Defesa de Kennedy na época, disse em 2002: "Chamamos de quarentena porque bloqueio é uma palavra de guerra." (CNN)

Em aceno à Rússia, Zelensky propõe zona desmilitarizada em Donetsk

Ucrânia anuncia plano de paz reformulado com apoio dos EUA que prevê congelamento da linha de frente. Rússia diz que analisará proposta

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (24/12) que está disposto a retirar tropas ucranianas de áreas ainda sob controle de Kiev na região de Donetsk, no leste do país, caso a Rússia faça o mesmo. Tal aceno do ucraniano é parte de uma proposta para criar uma zona desmilitarizada na linha de frente da guerra.



A declaração foi feita durante entrevista coletiva em que Zelensky detalhou um novo plano de paz com 20 pontos, reformulado após dias de reuniões entre delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos, realizadas em Miami. Segundo ele, a proposta prevê o congelamento das atuais posições militares como base para a criação da zona desmilitarizada.


Segundo o presidente ucraniano, ainda não há consenso sobre a questão territorial — considerada o ponto mais sensível das negociações— nem um veto explícito à eventual entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).


Zelensky afirmou que os Estados Unidos sugeriram a criação de uma “zona potencialmente desmilitarizada e econômica” ao longo da linha de frente atual.


Outro ponto que segue em aberto é o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia, uma das maiores da Europa e sob controle russo desde o início do conflito. A proposta americana prevê uma gestão conjunta tripartite entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, com divisão igualitária de participação. Kiev, no entanto, defende um modelo bilateral com os EUA, no qual ficaria com metade da energia produzida.


Principais pontos do plano de 20 itens

Entre os eixos centrais da proposta estão a reafirmação da soberania ucraniana;

Um acordo formal de não agressão entre Rússia e Ucrânia; garantias de segurança internacionais a Kiev;

Manutenção de um Exército ucraniano de até 800 mil soldados; e compromissos de apoio dos EUA, da Otan e de países europeus, em moldes semelhantes ao Artigo 5 da aliança militar.


Negociações “cara a cara”

Zelensky disse ainda que solicitou um encontro ao nível de chefes de Estado para tentar destravar o impasse territorial e afirmou estar disposto a se reunir com Donald Trump.


O líder ucraniano não mencionou um possível encontro com o presidente russo, Vladimir Putin.


Governo russo analisa proposta

O Kremlin confirmou nesta quarta-feira que recebeu a versão reformulada do plano de paz e informou que prepara uma resposta a ser enviada aos Estados Unidos “em futuro próximo”. Segundo o governo russo, o enviado especial para as negociações, Kirill Dmitriev, participou das reuniões em Miami e já apresentou um relatório a Putin.


Apesar do avanço diplomático, persistem incertezas sobre a viabilidade do acordo. A Rússia já indicou que não aceitará um plano que não contemple suas principais demandas, como o controle da região do Donbass —que inclui Donetsk e Luhansk— e garantias formais de que a Otan não se expandirá mais em direção ao leste europeu. O documento atual não atende a essas exigências.


O texto também prevê a futura adesão da Ucrânia à União Europeia, um amplo pacote internacional de reconstrução estimado em US$ 800 bilhões, criação de fundos humanitários e econômicos, além da realização de eleições no país após a assinatura do acordo.


No campo territorial, a proposta estabelece zonas desmilitarizadas e econômicas livres ao longo da atual linha de frente em Donetsk e o compromisso de que quaisquer acordos sobre fronteiras não sejam alterados pelo uso da força. (Metrópoles)

Venezuela prenderá por até 20 anos quem apoiar bloqueio dos EUA; veja lei

Lei impõe penas de 15 a 20 anos para apoiadores da "pirataria" naval e crimes contra comércio internacional

Em meio à escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, Caracas anunciou uma lei que impõe penas de prisão de 15 a 20 anos para aqueles que apoiarem a “pirataria e o bloqueio” naval dos EUA.



Conforme detalhado pelo líder venezuelano Nicolás Maduro em um evento transmitido pela VTV, a legislação se chama "Lei para Garantir a Livre Navegação e o Comércio Contra a Pirataria nos Mares do Mundo".


“É uma lei especial para as convenções internacionais que proíbem o ataque a navios, a pirataria e todos os crimes contra o comércio internacional”, falou Maduro.


“Este teste que a vida nos apresenta é o que precisávamos para dar o salto econômico e nos libertar da dependência do petróleo”, enfatizou o ditador venezuelano, referindo-se à apreensão de petroleiros que transportavam petróleo bruto venezuelano pelo Comando Sul dos EUA.


“Também superaremos este teste e emergiremos mais fortes como economia, como nação soberana”, ressaltou Nicolás Maduo.


A legislação foi aprovada em primeira leitura na segunda-feira (22) e recebeu a aprovação final nesta terça-feira (23).


Giuseppe Alessandrello, integrante da Assembleia Nacional da Venezuela que anunciou a legislação, afirmou que ela visa “qualquer pessoa que promova, incite, solicite, invoque, favoreça, facilite, apoie, financie ou participe de atos de pirataria, bloqueios ou outros crimes internacionais contra pessoas jurídicas que fazem negócios com a República e suas entidades, por Estados, potências, empresas ou indivíduos estrangeiros”.


Alessandrello explicou que “os responsáveis ​​serão punidos com pena de prisão de 15 a 20 anos e multa em bolívares equivalente a entre 100 mil e um milhão de vezes a maior cotação publicada pelo Banco Central da Venezuela”.


“Esta lei busca proteger a economia nacional e evitar a erosão do padrão de vida da população”, declarou o deputado.


Bloqueio de petroleiros da Venezuela

Na semana passada, Trump ordenou um bloqueio “total” de petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.


Até o momento, duas embarcações, com destino final à Ásia, foram apreendidas.


Uma terceira embarcação foi perseguida, mas não pôde ser interceptada.


Essas medidas representam o passo mais recente do governo Trump para pressionar a Venezuela em meio às crescentes tensões no Caribe.


Os EUA alegam, sem apresentar provas, que os ataques são a embarcações que transportam drogas.


Na segunda-feira (22), Trump foi questionado sobre seu objetivo final em relação ao país.


Embora tenha reiterado a possibilidade de ataques terrestres, ele não respondeu diretamente à pergunta.


“Não há resposta. Ele pode fazer o que quiser. Temos uma Marinha enorme, a maior que já tivemos e a maior que já tivemos na América do Sul”, disse Trump.


Quando perguntado se estava tentando forçar a saída de Maduro, o presidente americano disse: “Bem, acho que provavelmente. Não posso afirmar”, acrescentando: “Isso depende dele, do que ele quer fazer. Acho que seria inteligente da parte dele fazer isso”. (CNN)

Greta Thunberg é presa em Londres, em ato pró-Palestina

Uma organização diz que ela foi enquadrada na Lei Anterrorismo após mostrar um cartaz com palavras de apoio ao grupo Palestine Action

A ativista Greta Thunberg foi presa nesta terça-feira (23/12) em Londres, na Inglaterra, em um ato pró-Palestina. A informação foi divulgada pelo grupo de campanha “Defend Our Juries” (Defenda Nossos Júris em português), com sede no Reino Unido.



Ela foi enquadrada na Lei Antiterrorismo do país britânico, enquanto segurava um cartaz escrito “eu apoio os presos do Palestine Action [organização de apoio], e me oponho ao genocídio”.


O cartaz que a ativista segurava era em apoio ao grupo Palestine Action (Ação Palestina), considerado um grupo terrorista pelo governo britânico.


Greta já foi presa outras vezes, ainda neste ano. Em outubro, foi deportada de Israel, em embarcações da Global Sumud Flotilla, que viajava até Gaza para levar ajuda humanitária. (Metrópoles)


Piloto desiste de decolar e faz greve por salário atrasado: “Não trabalho de graça!”; veja vídeo

Mundo – Um piloto mexicano protagonizou uma cena inusitada nessa sexta-feira (19/12), ao “prender” os passageiros no avião e se recusar a decolar, após a empresa atrasar o pagamento do salário. Segundo relatos de passageiros, divulgados nas redes sociais, o voo GMT 780 viajava da Cidade do México para Cancún.



Rapidamente, vídeos gravados por pessoas que testemunharam a situação viralizaram nas redes sociais. Nas imagens, o piloto aparece explicando seus motivos e pedindo desculpas aos afetados, enfatizando sua preocupação com a segurança.


Veja o vídeo: 



No vídeo, ele ainda acusa a empresa de dever mais de cinco meses de salário, bônus de Natal, uniformes e cartas náuticas, descrevendo a situação como uma “máfia”, sem um sindicato protetor aos funcionários. As pessoas a bordo se solidarizaram, entenderam a forma de protesto do homem e criticaram a empresa aérea.


A companhia Magnicharters, responsável pelo voo, ainda não se manifestou sobre o ocorrido. Já o Aeroporto Internacional Benito Juárez Ciudad de México emitiu uma nota afirmando que: “Com relação ao incidente ocorrido por volta das 15h de hoje, no voo GMT 780, com destino a Cancún, a AFAC, por meio da Comandância do Aeroporto, está realizando as investigações cabíveis e, oportunamente, informará a opinião pública sobre o caso”. (CM7)

Trump lamenta "reputações destruídas" após divulgação de arquivos Epstein

Líder americano afirmou que "detestou" ver tantas fotos do ex-presidente Bill Clinton na última divulgação feita pelo Departamento de Justiça dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou na segunda-feira (22) o potencial dano à reputação das pessoas que aparecem nas fotos divulgadas como parte dos arquivos de Jeffrey Epstein, que, segundo ele, só foram tornadas públicas numa tentativa de desviar a atenção de suas realizações.



“Muita gente está furiosa com a divulgação de fotos de outras pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com Epstein. Mas elas aparecem em fotos com ele porque ele estava em uma festa, e vocês arruinaram a reputação de alguém”, disse Trump durante um evento na biblioteca de Mar-a-Lago, seu clube em Palm Beach, do qual ele afirma ter expulsado Epstein no início dos anos 2000.


“Muita gente está furiosa com a continuidade disso. Muitos republicanos”, disse ele, alegando que a questão tinha o objetivo de “desviar a atenção de um enorme sucesso”. (Os arquivos foram divulgados devido a uma lei bipartidária aprovada pelo Congresso.)


Trump afirmou que "detestou" ver tantas fotos do ex-presidente Bill Clinton no último lote de documentos divulgado pelo Departamento de Justiça na sexta-feira (19).


"Acho que Bill Clinton é um adulto. Ele sabe lidar com isso", disse ele.


Quanto às fotos suas contidas nos arquivos de Epstein, Trump minimizou o que chamou de uma conexão social de outra época.


"Eles também mostram as fotos minhas", disse ele. "Todo mundo era amigo desse cara, ou não, mas ele estava por perto. Ele estava em todos os lugares em Palm Beach." (CNN)

A mensagem de Lula ao não assinar documento contra a Venezuela

A avaliação é que o movimento de Lula, ao não assinar o texto, foi cuidadosamente calculado para reduzir riscos diplomáticos

Ao não assinar o documento que pede a libertação de prisioneiros políticos na Venezuela, o presidente Lula optou por manter uma posição de cautela em relação ao governo de Nicolás Maduro, evitando um posicionamento público que pudesse ser interpretado como alinhamento ou confronto direto. A escolha é lida como estratégica em meio a negociações com Donald Trump para retirada de sobretaxas em metal, aço e acordos para suspensão de embargos sobre vistos de ministros do governo brasileiro.


Integrantes do Itamaraty relataram à coluna que a decisão funciona como um “aceno” a Washington. Segundo um representante do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores, “não é do interesse do Brasil avançar nesse debate além do que já foi estabelecido”.


Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é que o movimento foi cuidadosamente calculado para reduzir riscos diplomáticos em um momento de reacomodação do cenário internacional. Esse reposicionamento ocorre em meio à retomada das tratativas entre Brasil e Estados Unidos, que já resultou na retirada de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes (STF).


Auxiliares presidenciais ponderam que um posicionamento público mais enfático sobre a Venezuela poderia gerar desgastes desnecessários e afetar outras agendas consideradas prioritárias da política externa.


No Itamaraty, o entendimento é semelhante. Diplomatas afirmam que Lula optou por preservar margem de manobra nas relações regionais, evitando sinais que pudessem ser interpretados como alinhamento automático ao governo Maduro ou como confronto direto com os Estados Unidos. A estratégia, segundo relatos, é manter canais abertos e atuar de forma discreta, sem protagonismo público no tema. (Metrópoles)


Piloto passa mal e avião faz pouso autônomo após acionamento de sistema de emergência

Aeronave equipada com tecnologia Autoland aterrissou sozinha no Colorado após incapacidade do piloto

Um avião pousou de forma totalmente autônoma no sábado (20) no Aeroporto Metropolitano de Rocky Mountain, em Broomfield, no Colorado, após o piloto passar mal durante o voo. O pouso foi realizado com o uso do sistema Autoland, da empresa americana Garmin, acionado em situação de emergência.



A Garmin confirmou à emissora FOX31 que houve a “ativação de emergência do sistema de pouso automático”, resultando em um pouso bem-sucedido. A empresa informou que divulgará mais detalhes posteriormente.


O Autoland é uma tecnologia desenvolvida para situações em que o piloto fica incapacitado de operar a aeronave. Segundo a Garmin, o sistema assume o controle total do avião, escolhe o aeroporto mais adequado, se comunica automaticamente com os controladores de tráfego aéreo, ajusta a rota, realiza a aproximação e executa o pouso de forma autônoma.


O recurso pode ser acionado automaticamente pelo sistema ou manualmente por passageiros, por meio de um botão de emergência.


Registros do LiveATC.net, serviço que transmite comunicações das torres de controle, mostram que controladores relataram uma “situação de emergência” envolvendo um avião King Air no espaço aéreo do aeroporto.


Minutos depois, um alerta sonoro identificou a aeronave de matrícula N479BR e informou a intenção de realizar um “pouso automático de emergência” na pista 30, em razão da incapacitação do piloto. O sistema também passou a fornecer atualizações constantes sobre a distância até o aeroporto e o horário estimado de aterrissagem.


De acordo com dados da plataforma FlightAware, o avião, um King Air 200, decolou do Aeroporto do Condado de Aspen-Pitkin às 13h43 e pousou às 14h19 no aeroporto de Broomfield. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do piloto nem sobre quantas pessoas estavam a bordo.


O especialista em aviação comercial Steve Cowell explicou à FOX31 que o Autoland avalia automaticamente fatores como condições meteorológicas, comprimento das pistas e segurança operacional para escolher o local mais apropriado para o pouso. Segundo ele, assim que o sistema é ativado, os controladores são imediatamente alertados e a aeronave passa a transmitir um código de emergência no transponder, visível em todos os radares.


Cowell destacou ainda que qualquer aeronave equipada com o Autoland precisa receber certificação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), o que garante que o sistema atenda aos padrões de segurança exigidos para esse tipo de operação.

China acusa EUA de violar direito internacional contra Venezuela

China repudiou ações do exército estadunidense, que já interceptou três navios de petróleo na costa da Venezuela nas últimas duas semanas

A China se posicionou, nesta segunda-feira (22/12), a favor da Venezuela, após a interceptação do terceiro navio petroleiro venezuelano pelos Estados Unidos (EUA) no fim de semana. A escalada de interceptações petroleiras começou há duas semanas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian afirmou que a prática dos EUA de apreender arbitrariamente navios de outras nações “viola gravemente o direito internacional”.



“A China tem se oposto consistentemente a sanções ilegais e unilaterais que carecem de fundamento no direito internacional”, afirmou.


EUA x Venezuela


No dia 10 de dezembro, os EUA apreenderam um grande navio petroleiro venezuelano chamado Skipper.

No sábado (20/12), o segundo navio foi apreendido pelos EUA na costa da Venezuela, o petroleiro Centuries.

No domingo (21/12), o agências internacionais Reuters e Bloomberg afirmaram que os EUA interceptaram mais um navio petroleiro do país sul-americano, o que seria a terceira embarcação em menos de duas semanas, o petroleiro Bella 1.

Os EUA alegam que o presidente da Venezuela Nicolás Maduro é o líder da suposta organização criminosa “Cartel de Los Soles” e que a ação busca interceptar “petroleiros sancionados”;

A Venezuela repudiou a ofensiva estadunidense e classificou o ato como “roubo” e “pirataria internacional”.

Maduro reagiu à ação dos EUA e afirmou nesse domingo que o país vem sofrendo com atos de “corsários que assaltam petroleiros“.


Posição da China


Desde o mês passado, a China vem se posicionado a favor da Venezuela em meio ao conflito com os Estados Unidos acerca do petróleo.


“A China opõe-se à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, declarou o Ministério das Relações Exteriores dia 19 de novembro.


Na última quarta-feira (17/12), o governo chinês já havia defendido o país sul-americano, afirmando que se opõe a “toda forma de assédio unilateral e apoia os países na proteção de sua própria soberania e dignidade nacional”. A fala ocorreu em uma ligação entre ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o chanceler venezuelano Yvan Gil, divulgado pelo ministério chinês. (Metrópoles)

General do Exército russo é morto em explosão de carro em Moscou

A vítima é o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do departamento de treinamento operacional das Forças Armadas da Rússia

Um general do Exército russo foi morto na explosão de um carro no sul de Moscou, na manhã desta segunda-feira (22/12), anunciou o Comitê de Investigação do Kremlin. As autoridades russas suspeitam que forças especiais ucranianas, entre outras, estejam por trás do ataque.




A vítima é o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe do departamento de treinamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia. Ele ocupava um dos cargos-chave na hierarquia militar e participou ativamente na guerra contra a Ucrânia.

Sarvarov dirigia seu carro, um Kia Sorento, no momento do atentado. Segundo os investigadores, um dispositivo explosivo havia sido colocado sob o automóvel e foi detonado quando ele saia de uma vaga de estacionamento na capital russa, por volta das 6h55 (0h55, horário de Brasília).


“As janelas tremeram. Sentimos que era uma explosão. É o custo da guerra”, contou um maquinista aposentado de 70 anos que mora próximo de onde aconteceu o atentado. Autoridades russas divulgaram um vídeo mostrando o carro destruído com manchas de sangue no banco do motorista.


Os investigadores indicaram que estão estudando várias hipóteses, incluindo o envolvimento dos serviços especiais ucranianos, já que uma das pistas aponta para esse caminho. Segundo as autoridades, foi aberta uma investigação por “homicídio” e “tráfico de explosivos”.

O tenente-general Fanil Sarvarov tinha 56 anos e era militar de carreira nascido nos Urais, região russa na fronteira com a Ásia, formada por várias montanhas. Ele participou da guerra na Chechênia nas décadas de 1990 e 2000, da intervenção russa na Síria em 2015 e 2016, além de atuar no conflito com Ucrânia desde 2022.

Acusações a Kiev

Desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, Kiev foi acusada várias vezes de ter realizado ataques direcionados contra personalidades e autoridades militares russas, tanto na Rússia quanto nas zonas ocupadas por Moscou na Ucrânia.


Em agosto de 2022, um carro-bomba matou Daria Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexander Dugin. Em abril de 2023, o blogueiro militar russo Maxim Fomin foi morto na explosão de uma estatueta em um café de São Petersburgo.


Mais recentemente, em abril, o general Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria Operacional Principal do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, foi morto em um atentado com carro-bomba perto de Moscou.


Em dezembro de 2024, o comandante das Forças de Defesa Química, Radiológica e Biológica da Rússia, Igor Kirillov, foi morto na explosão de uma scooter elétrica também em Moscou, atentado reivindicado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). (Fonte: FRI)

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