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Moraes determina início da pena de Eduardo e manda cancelar passaportes

Ex-deputado foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto pelo crime de coação

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O magistrado pediu também o cancelamento do seu passaporte.

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada. O colegiado também impôs uma multa de 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, totalizando R$ 162 mil reais.

Moraes determinou ainda a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado -- pelo tempo que durar a condenação -- e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro.

Mulher destrói canavial e planta 119 mil árvores de mais de 10 metros de altura; uma década depois, animais silvestres circulam a região

O parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início do último ano, segundo ele, após sofrer perseguição política no Brasil. No país, Eduardo virou um interlocutor entre a família Bolsonaro e autoridades americanas. Segundo o STF, o ex-deputado usou sua influência no país para tentar interferir no processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos concedeu um green card a Eduardo. O documento garante a permanência do político por prazo indeterminado nos país norte-americano.

O documento de residência permanente de Eduardo foi pedido há mais de um ano para as autoridades americanas. Até então, ele vivia nos EUA, com autorização temporária para residir no Texas.

A extradição seria uma das alternativas da Justiça brasileira para fazer com que o ex-deputado cumprisse a pena. Com a emissão do green card isso fica mais difícil.

O documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

fonte - CNN BRASIL.

PF arquiva apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições

Anuncio de abertura de investigação preliminar foi feito por diretor-geral da corporação no dia da votação do primeiro turno, no último domingo (4)...

A PF (Polícia Federal) decidiu arquivar o pedido de apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A representação foi feita pela AGU (Advocacia-Geral da União) à PF na semana passada.

A investigação preliminar foi anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da votação no primeiro turno, no último domingo (4).

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou na ocasião.

Questionada pela CNN, a AGU disse já ter sido informada sobre o arquivamento.

Entenda

O pedido da AGU foi apresentado após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil", que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o veículo, o valor seria investido em organizações que são contra o que consideram "abuso de poder judicial e censura" por parte do STF.

O valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo, afirmou o jornal.

O Guardian diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.

Em outras medidas contra o STF, o governo americano já sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky, como punição por supervisionar o julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe, após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Os EUA posteriormente revogaram as sanções em dezembro. Agora, o financiamento aos grupos no Brasil acontece enquanto o governo do presidente Lula vê uma tentativa de interferência de Washington nas eleições brasileiras.

fonte - Larissa Rodrigues e Elijonas Maia, da CNN Brasil

EUA enviam drones militares à Colômbia e ao Equador, diz jornal

Drones MQ-9 Reaper foram transferidos da África para a América do Sul em meio à estratégia de Trump de ampliar as ações dos EUA no combate ao narcotráfico

O exército dos Estados Unidos já deu início ao envio de drones MQ-9 Reaper para operações antidrogas e antiterrorismo na Colômbia e no Equador, segundo o The New York Times.



As aeronaves foram transferidas da África para a América do Sul no último mês como parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump para expandir a influência militar em países latinos aliados.


O plano de deslocar os equipamentos para operações militares na América do Sul foi antecipado pela CNN em setembro, enquanto o destino deles foi confirmado nesta terça-feira (6) pelo NYT.


Segundo o jornal americano, a transferência foi detalhada por "dois funcionários americanos familiarizados com a decisão", que pediram para não serem identificados.


Ainda não se sabe quantas aeronaves, no total, serão deslocadas para Bogotá e Quito.


O ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, afirmou que duas já operam no espaço aéreo do país em entrevista à imprensa local na semana passada.


Já autoridades colombianas afirmaram durante o verão que haviam concordado em receber três unidades do MQ-9 Reaper e que a Colômbia consideraria a compra de mais uma aeronave, destaca o NYT.


O Comando Sul dos EUA, que supervisiona a região, optou por não se manifestar ao ser procurado pela reportagem.


Escudo das Américas

Tanto o Equador quanto a Colômbia fazem parte do Escuro das Américas, aliança contra o crime organizado formada pelos EUA com países ideologicamente alinhados ao governo Trump na América Latina.


Os presidentes Daniel Noboa e Abelardo De La Espriella já concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em seus territórios.


A aliança, que também é conhecida como "Coalizão das Américas contra os Cartéis", começou neste ano com 12 países membros e já alcançou 19 integrantes.


O foco declarado da aliança é combater o narcotráfico, que, segundo os Estados Unidos, tem origem na América Latina e atravessa o continente para abastecer o território americano com drogas, por meio de grupos criminosos organizados — os cartéis.


A aliança funciona principalmente por meio do compartilhamento de inteligência e de operações militares conjuntas. O modelo adotado foi inspirado em ações realizadas anteriormente pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.

Drones de elite

O modelo MQ-9 Reaper é conhecido como "caçador-assassino", sendo usado em ataques de precisão contra grupos terroristas, como o ISIS e o al-Shabab na África.


A operação que matou o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Qassim Suleimani, em 2020, também foi realizada com as aeronaves.


Porém, os equipamentos de elite entraram em falta no mercado após perdas na guerra do Irã, "onde pelo menos 45 unidades foram destruídas", afirma a reportagem.


Planos adiantados pelo site



Um drone MQ-9 Reaper realiza uma missão de treinamento sobre o Campo de Testes e Treinamento de Nevada em 15 de julho de 2019 • Assessoria de Comunicação da 432ª Ala / William Rosado

O exército dos EUA já planejava enviar drones MQ-9 Reaper que operam na África para o comando militar responsável pela América do Sul, disseram seis fontes familiarizadas com o planejamento à CNN em setembro, como parte de uma onda de equipamentos militares deslocados para a região enquanto autoridades americanas anunciam parcerias militares contra o narcoterrorismo.


No ano passado, o exército dos EUA deslocou uma combinação de drones MQ-9, caças F-35 e pelo menos um gunship AC-130 para o Caribe como parte de sua campanha contra supostos barcos de tráfico de drogas.


Mas a mais recente mudança ocorre enquanto autoridades do governo Trump delinearam publicamente planos para intensificar operações em terra com nações parceiras na América do Sul.


O afastamento da África ocorre apesar das preocupações contínuas com o terrorismo naquele continente. Líderes militares dos EUA alertaram que grupos como o ISIS e o al-Shabaab continuam a prosperar à medida que a presença americana diminuiu nos últimos anos. Ainda assim, manteve-se um ritmo constante de ataques e operações militares conjuntas visando esses grupos.


O secretário de Defesa Pete Hegseth nomeou a defesa do território dos EUA e do hemisfério ocidental como a prioridade número um do Pentágono na Estratégia Nacional de Defesa oficial do departamento, divulgada em janeiro.


E com interesses concorrentes no exterior — entre o Pacífico, o Oriente Médio e a Europa — a atividade militar dos EUA na África há muito ocupa uma das últimas posições na lista de prioridades militares. (CNN)


Trump ordena execução por fuzilamento de autor de ataque em base nos EUA

Nidal Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 32 em Fort Hood, no Texas, em 2009

O presidente americano, Donald Trump, ordenou a execução por fuzilamento do ex-psiquiatra do Exército dos EUA que matou 13 pessoas em Fort Hood, no Texas, em um ataque a tiros em 2009 que o atirador posteriormente descreveu como uma retaliação às guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano, informou o Pentágono na segunda-feira.



A execução do ex-major do Exército dos EUA Nidal Hasan por um pelotão de fuzilamento do Exército foi aprovada por Trump, por recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, no X.


Parnell destacou que Hasan gritou “Allahu Akbar” — “Deus é grande”, em árabe — durante o ataque, que matou 12 soldados da ativa desarmados e um militar aposentado, além de deixar outras 32 pessoas feridas.



O secretário do Exército definirá a data, o horário e o local da execução, disse Parnell, acrescentando: “O dia do julgamento de Hasan finalmente chegou”.


A morte por fuzilamento foi uma das várias formas de pena capital que o governo Trump recentemente acrescentou à lista de métodos permitidos para a execução de pessoas condenadas pelos crimes federais mais graves, ao lado da cadeira elétrica e da asfixia por gás.


O número de opções para execuções federais foi ampliado, em parte, devido às dificuldades crescentes para obter os medicamentos usados em injeções letais, que também já apresentaram problemas de execução por outros motivos.


Os planos do estado do Tennessee de executar uma mulher pela primeira vez em mais de 200 anos deram errado na semana passada, quando funcionários penitenciários cometeram erros durante uma tentativa de administrar uma injeção letal, deixando a detenta no corredor da morte, Christa Pike, viva, mas inconsciente e internada com suporte de vida.


Os advogados de Pike já haviam pedido ao Departamento de Correções do Tennessee que considerasse uma alternativa à injeção letal, como enforcamento ou fuzilamento, diante das dificuldades previstas pelos responsáveis pela execução para estabelecer uma via intravenosa adequada.


Um tribunal militar condenou Hasan à morte em agosto de 2013, após considerá-lo culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado por abrir fogo com uma pistola equipada com mira a laser em uma instalação médica da extensa base militar localizada no centro do Texas.


O ataque ocorreu semanas antes de Hasan, hoje com 56 anos, ser enviado ao Afeganistão. Ele ficou parcialmente paralisado e passou a usar cadeira de rodas após ser baleado pela polícia durante sua prisão.


Em um comunicado em resposta à decisão de Trump, o grupo Death Penalty Action, que se opõe à pena de morte, afirmou: “Não há nada que Donald Trump ame mais do que o poder de matar”.


Execuções militares são raras e, de acordo com o Código Uniforme de Justiça Militar dos EUA, uma sentença de morte imposta por uma corte marcial não pode ser executada “até ser aprovada pelo presidente”.


Caso Hasan seja executado, será a primeira execução militar desde 1961, afirmou o grupo. Segundo o Death Penalty Information Center, a execução de 1961 foi realizada por enforcamento. A última execução conhecida por fuzilamento pelas Forças Armadas dos EUA ocorreu, aparentemente, em novembro de 1945, por meio de “fuzilamento com mosquetes”, informou o centro.


Pelo menos cinco estados têm o fuzilamento previsto em suas legislações, de acordo com o Death Penalty Information Center. Em 2025, a Carolina do Sul realizou a primeira execução desse tipo nos Estados Unidos em 15 anos. (CNN)

Trump elogia rapidez da apuração nas eleições do Brasil em rede social

Sem citar candidatos, o presidente americano elogiou a rapidez das apurações na eleição brasileira; republicano editou publicação após trocar Brasil por Índia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta segunda-feira (5) a rapidez da apuração do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil e usou o resultado para voltar a criticar o sistema eleitoral americano.



“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, NO MESMO DIA!”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.


Na sequência, o presidente americano comparou a apuração brasileira com a dos Estados Unidos e fez críticas ao processo eleitoral americano.


“Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem manipulados, quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, afirmou.


O presidente americano terá sua própria popularidade testada nas urnas em 3 de novembro, quando os Estados Unidos realizam as Eleições de Meio de Mandato para montar o Congresso.


Ele assina como "Presidente DJT" no fim do texto.


Trump não comentou diretamente o desempenho dos candidatos brasileiros.


Na publicação, feita na madrugada desta segunda-feira (5), ele chegou a escrever que as eleições tinham sido na Índia ao invés do Brasil, mas editou a postagem tempo depois.



Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputarão o segundo turno das eleições em 25 de outubro.


Eleição "importante" para americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (1°) antes do primeiro turno que a eleição no Brasil é "muito importante" e que acompanha o pleito de perto.


"O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante", disse Trump a jornalistas ao sair da Casa Branca.


A fala do líder americano foi breve, sem citar candidatos ou outros pontos da disputa presidencial brasileira.


Em entrevista à Priscila Yazbek, correspondente da CNN Brasil, o governo dos Estados Unidos negou interferência nas eleições brasileiras.


A porta-voz do Departamento de Estado americano Amanda Roberson garantiu que influenciar votações em outros países não faz parte da estratégia do país.


“Nos Estados Unidos, estamos focados nas nossas prioridades. Como falou o presidente Trump, estamos focados na segurança, na prosperidade, na paz. Trabalhando assim dentro de outros países sobre eleições não é parte da nossa estratégia”, afirmou.


Ela havia declarado que a Casa Branca acompanha a disputa presidencial, mas reconhecem que o Brasil é um país soberano e que defendiam um pleito livre. (CNN)


Estudante de 15 anos tem mão arrancada por explosão de granada na França

O jovem, de 15 anos, teria sido atingido por uma granada de efeito moral lançada pela polícia francesa durante um protesto estudantil

Um estudante, de 15 anos, teve a mão arrancada após a explosão de uma granada, nesta segunda-feira (5/10), em Lens, na França. O adolescente protestava contra condições precárias e falta de funcionários nas escolas.



Segundo o jornal francês La Voix du Nord, o protesto estudantil ocorre por toda a França, mas sobretudo no norte do país, em cidades como Lille, Arras e Pas-de-Calais— sendo esta última o local em que o jovem perdeu a mão durante a manifestação.


O protesto ocorreu devido à falta de professores, falta de recursos nas escolas, salas de aula superlotadas e “deterioração geral de condições de estudo”.


Nesta segunda, cerca de 200 a 250 alunos participaram do protesto perto da escola profissionalizante Auguste Béhal, em Pas-de-Calais. O estudante de 15 anos teria sido atingido por uma granada de efeito moral lançada pela polícia francesa, que explodiu em seguida.



“Infelizmente, um estudante do ensino médio ficou gravemente ferido durante uma manifestação. Um jovem, de 15 anos, teve a mão arrancada”, declarou François-Xavier Lauch, prefeito de Pas-de-Calais.


Após ter a mão esquerda arrancada, o jovem foi socorrido pelos serviços de emergência e levado às pressas para o Hospital Universitário de Lille. A vida dele não corre perigo, segundo autoridades francesas.


A Inspeção Geral da Polícia Nacional (IGPN), órgão de supervisão policial da França, abriu uma investigação sobre alegações de “violência que resultou em incapacidade/mutilação permanente” (CNN)


Netanyahu parabeniza Flávio por vencer 1º turno e deseja sorte: "Meu amigo"

Recado evidencia o alinhamento político e a proximidade diplomática entre o governo israelense e o grupo liderado pelo clã Bolsonaro

O desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições brasileiras foi comemorado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Por meio de uma publicação em sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter), o líder israelense parabenizou o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).



“Parabéns, Flávio Bolsonaro. Parabéns pela votação de ontem e boa sorte na final. Espero que possamos restaurar a extraordinária amizade entre Israel e o Brasil. Meus melhores votos para a sua grande vitória, meu amigo”.

Veja:



O recado evidenciou o alinhamento político e a proximidade diplomática entre o governo israelense e o grupo político liderado pelo clã Bolsonaro. Além de felicitar o candidato pela votação obtida, o primeiro-ministro enfatizou o desejo de estreitar os laços bilaterais.


“Irmãos”

A aproximação entre o premiê israelense e a família Bolsonaro começou a se consolidar fortemente a partir da eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Na ocasião, Netanyahu fez uma visita histórica ao Brasil para a posse presidencial, sendo chamado por Bolsonaro de “irmão”.


O governo brasileiro da época adotou posições de alinhamento automático com Israel em fóruns internacionais, como a defesa da mudança da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém (medida que acabou parcialmente convertida na abertura de um escritório comercial na cidade).


A relação estendeu-se diretamente aos filhos do ex-presidente, especialmente Eduardo e Flávio Bolsonaro. Os irmãos mantêm canais abertos com o governo israelense e realizam viagens oficiais e diplomáticas a Jerusalém, onde são recebidos com destaque por Netanyahu e ministros de seu gabinete. (Metrópoles)

Trump diz acompanhar de perto eleição brasileira e não declara apoio

Declaração ocorre em meio a tensões entre Brasil e EUA

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha "muito de perto" as eleições brasileiras, que ocorrerão daqui a três dias, em 1º turno. A declaração foi dada em resposta à pergunta de uma jornalista, na saída da Casa Branca, antes do presidente norte-americano embarcar em uma aeronave para o Texas.



"Estou acompanhando [as eleições] muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", disse Trump, sem citar nomes ou declaração de apoio a nenhum concorrente, como já fez recentemente em outras eleições presidenciais, como a da Colômbia. A fala do líder estadunidense ocorre em meio a tensões recentes entre os governos brasileiro e norte-americano e a preocupações no Brasil sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral.


Em setembro, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. No documento, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um "nível de criticidade" e contextualiza o problema dizendo que "a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Segundo a Abin, o objetivo seria afastar ‘rivais dos EUA’, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.


A avaliação da Abin indica ainda que houve intensificação das ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil ao longo dos últimos meses. Além da ingerência nas eleições, o Brasil vem sendo alvo de medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais.


Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que pretendiam conversar com autoridades eleitorais brasileira sobre liberdade de expressão relacionada às eleições. A visita ocorreria depois de eventos envolvendo políticos que questionaram as urnas eletrônicas.


Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliaram riscos associados a possíveis ações cibernéticas e à atuação de grandes plataformas digitais.  (Agência Brasil)

ICE emite novas instruções sobre abordagens veiculares após ocorrências

Conteúdo exclusivo: Diretrizes não proíbem os procedimentos, mas estabelecem quais agentes possuem permissão para participar e como elas devem ser conduzidas

Os Agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) só terão permissão para realizar abordagens veiculares se tiverem concluído cursos de treinamento específicos e deverão garantir que os veículos utilizados nessas operações estejam equipados com luzes e sirenes, de acordo com novas diretrizes internas analisadas pela CNN.



O memorando, que segundo um alto funcionário do ICE altera orientações anteriores, surge na sequência de várias abordagens veiculares controversas que resultaram em disparos — fatais e não fatais — e em meio a tensões internas no governo do presidente Donald Trump sobre como proceder com essas abordagens, consideradas pelo governo uma ferramenta fundamental à medida que intensifica as prisões relacionadas à imigração.


Segundo as diretrizes, datadas de 30 de setembro, apenas agentes da divisão de Operações de Fiscalização e Remoção (Enforcement and Removal Operations) que tenham "concluído com êxito" um dos seis cursos de treinamento da agência podem realizar "abordagens veiculares tradicionais e abordagens de veículos solicitadas posteriormente — comumente conhecidas como abordagens de alto risco ou relacionadas a crimes graves".


Aqueles que não tiverem concluído um desses cursos só poderão participar em funções de apoio.


As diretrizes estabelecem que todos os agentes presentes no local "devem portar e manter ativada uma câmera corporal fornecida pela agência". Também determinam que, "em nenhuma circunstância", os agentes estão autorizados a iniciar perseguições veiculares caso os motoristas não parem o veículo; em vez disso, devem anotar informações para investigações posteriores.


Um porta-voz do ICE negou, em comunicado, que as diretrizes fossem novas, afirmando: "Ocasionalmente, a liderança do ICE emite lembretes de diretrizes aos agentes da lei". O porta-voz sustentou que as abordagens veiculares continuarão e que o memorando "não altera a forma como o ICE realiza essas abordagens".


No início do verão, Trump ficou furioso com a suspensão da maioria das abordagens veiculares realizadas pelo ICE após tiroteios fatais no Texas e no Maine.


A decisão de suspender essas abordagens — que Trump acabou revertendo — gerou reação imediata de sua base política, que via a medida como um sinal de que o governo estava sendo leniente em sua política rigorosa de controle de imigração. As novas diretrizes não proíbem abordagens de veículos, mas estabelecem quem tem permissão para participar — e em que função — e como realizá-las.


As orientações também abordam, por exemplo, abordagens que envolvem o bloqueio físico de um veículo (conhecido como *pinning*) e o uso de dispositivos para esvaziar pneus. O documento define esse bloqueio como o uso de uma viatura ou barreira física para encurralar ou parar um automóvel.


Os agentes têm permissão para realizar esse bloqueio "para a segurança do veículo suspeito e de seus ocupantes, dos agentes do ICE envolvidos na abordagem e dos demais motoristas na via".


Ao longo do segundo mandato de Trump, as abordagens de veículos estiveram no centro de várias interações entre agentes federais e imigrantes que eles tentavam deter, bem como cidadãos americanos. Diversas colisões envolvendo suspeitos em fuga ou manifestantes acusados ​​de jogar seus veículos contra agentes federais foram registradas em vídeo.


No início deste ano, uma cidadã americana, Renee Good, foi morta a tiros por um agente do ICE em Minneapolis enquanto dirigia seu carro e protestava contra agentes da agência.


O DHS (Departamento de Segurança Interna) afirmou inicialmente que Good tentou usar seu veículo como arma contra o agente, mas vídeos e relatos de testemunhas colocaram em dúvida a versão do DHS sobre os fatos. A família de Good entrou com duas ações cíveis relacionadas à sua morte nesta quinta-feira (1°).


Em julho, dois imigrantes — Lorenzo Salgado Araujo, em Houston, e Joan Sebastian Durán Guerrero, em Biddeford, Maine — foram mortos a tiros por agentes do ICE em incidentes separados, com cerca de uma semana de intervalo entre eles. Esses tiroteios e suas repercussões levaram o DHS a instruir os agentes do ICE a suspender temporariamente a maioria das abordagens de veículos e a coordenar ações mais estreitas com agências locais ao cumprir um mandado criminal contra alguém que esteja dentro de um veículo.


Além disso, no mês passado, um agente do ICE baleou e feriu um homem da Venezuela que trabalhava como entregador do DoorDash em Austin, Texas. (CNN)


Tennessee suspende execuções após mulher sobreviver a injeção letal

Decisão de Bill Lee ocorre após a prisioneira Christa Pike resistir ao procedimento de injeção letal em penitenciária de Nashville

O governador do Tennessee, Bill Lee, afirmou nesta quinta-feira (1) que suspenderá as execuções no estado e determinou uma revisão independente dos protocolos utilizados após Christa Pike sobreviver à tentativa de execução por injeção letal realizada na noite anterior.



"Estou profundamente decepcionado, assim como os moradores do Tennessee, com o que aconteceu na noite passada", disse Lee.


O governador não divulgou informações do estado de saúde de Christa.


“Até onde sabemos, o Departamento de Correção seguiu exatamente o protocolo que havia sido estabelecido, analisado e aprovado pelo gabinete do procurador-geral. Neste momento, isso é tudo o que sabemos. E é justamente por isso que teremos uma investigação.”


A execução frustrada é a segunda no Tennessee neste ano. Em maio, autoridades penitenciárias interromperam a tentativa de executar um homem condenado por assassinatos depois de não conseguirem encontrar uma veia adequada para aplicar a injeção letal.


O que aconteceu

Christa Pike, condenada pelo assassinato de uma colega de escola há três décadas, sobreviveu à tentativa do estado do Tennessee de executá-la por injeção letal na noite de quarta-feira (30), segundo autoridades penitenciárias. A tentativa frustrou o primeiro esforço do estado para executar uma mulher em dois séculos.


Ela foi levada para receber atendimento médico depois de deixar a prisão de segurança máxima Riverbend, em Nashville.


O Departamento de Correção do Tennessee defendeu a condução da execução, que havia sido contestada pelos advogados de Pike e por especialistas em direitos humanos devido à idade dela na época do crime, ao histórico de abuso sexual na infância e à doença mental não tratada.


“Os produtos químicos utilizados na injeção letal previstos no protocolo têm sido consistentemente eficazes, e o protocolo não permite procedimentos adicionais além dos que foram realizados nesta noite. Christa Pike foi transportada para uma unidade médica externa”, concluiu o comunicado.



Os advogados de Pike apresentaram uma petição em um tribunal federal durante o procedimento para tentar interromper a execução, citando relatos de testemunhas de que “os executores haviam injetado as duas seringas com os produtos químicos letais e Pike ainda estava viva e roncando”, segundo a NBC News.


A tentativa desta quarta-feira ocorreu horas depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar uma decisão de última hora de um tribunal de instância inferior que havia suspendido a execução, abrindo caminho para que Pike, de 50 anos, fosse executada por seu papel na tortura e no assassinato, em 1995, de Colleen Slemmer, de 19 anos, em Knoxville.


Pike tinha 18 anos em janeiro de 1995 quando ela, seu namorado de 17 anos, Tadaryl Shipp, e uma terceira pessoa atraíram Slemmer, colega do centro profissional Job Corps de Knoxville, para uma área de mata, onde a torturaram e mataram.


A natureza brutal do assassinato, que envolveu a gravação de um pentagrama no peito da vítima e a retirada de um pedaço de seu crânio como lembrança, gerou ampla cobertura da imprensa na época.


Pike e Shipp confessaram o assassinato, e ambos foram condenados por homicídio em primeiro grau.


A mãe de Slemmer, May Martinez, já se manifestou publicamente a favor da execução.


*Com informações da Reuters / CNN

Israel diz que copiloto tentou esfaquear piloto em voo da Flydubai; veja

Passageiros de voo desviado para a Arábia Saudita relatam momentos de pânico e sangue na cabine antes do pouso de emergência no aeroporto de Tabuk

Autoridades israelenses suspeitam que o incidente envolvendo um voo da Flydubai possa ter sido uma tentativa de ataque terrorista, segundo dois funcionários israelenses e uma fonte israelense familiarizada com o caso à CNN.



O voo com destino a Israel vindo dos Emirados Árabes Unidos foi desviado para a Arábia Saudita depois de emitir sinais de emergência por causa de briga entre os pilotos nesta quarta-feira (30).


Um dos funcionários disse que informações obtidas pelas autoridades israelenses indicam que o copiloto tentou esfaquear o superior, e que um passageiro israelense ajudou a imobilizar o suspeito.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cancelou sua agenda para realizar consultas com os principais responsáveis pela segurança de Israel sobre o incidente, segundo a fonte.


O voo FZ1073, da Flydubai, que seguia de Dubai para Tel Aviv, foi desviado quando sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia em direção à Arábia Saudita. Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, a aeronave transmitiu primeiro um sinal geral de emergência e, alguns minutos depois, outro alerta que indicava uma possível interferência ilícita.


O Boeing 737, que segundo a imprensa israelense transportava cerca de 150 passageiros israelenses, voltou a transmitir o sinal geral de emergência antes de pousar no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.


Os dados da aeronave indicam que ela desceu de forma repentina e rápida, perdendo quase 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos antes do primeiro sinal de emergência, segundo o Flightradar24.



Os dados de voo mostraram que a aeronave desceu 17.400 pés – de 34.000 para cerca de 16.600 pés – sobre o noroeste da Arábia Saudita em pouco mais de dois minutos, por volta de 1h20 da manhã, horário do leste dos EUA. FlightRadar 24 • FlightRadar24 via CNN

Passageiros relatam confusão: "Fora de controle"

Uma passageira a bordo do voo da Flydubai disse ao canal israelense i24 que um dos pilotos foi esfaqueado e que houve momentos em que ela acreditou que morreria.


“Nós apenas ouvimos gritos. Então a porta da cabine se abriu e vimos uma enorme quantidade de sangue”, disse a passageira, identificada apenas como Miriam, ao canal.


Ela afirmou que um dos pilotos estava ferido e recebia primeiros socorros, mas não estava claro quem o havia esfaqueado.


Segundo ela, o avião estava “completamente fora de controle”.


“Houve momentos em que todos nós aqui tínhamos certeza de que não sairíamos vivos”, afirmou.


Já uma mãe de uma passageira que estava no voo disse à Reuters que o avião perdeu o controle antes que outros pilotos assumissem o comando e a aeronave pousasse na Arábia Saudita.


Yasmin Abukasis, cuja filha Miriam estava no voo, disse que a filha contou ter ouvido gritos e visto um homem sacar uma faca e forçar o piloto a ir ao chão, com sangue espalhado pelo local.


“Foi um momento muito, muito louco. É muito difícil explicar o que aconteceu”, afirmou.


Segundo Abukasis, a filha estava voltando de Bangkok, na Tailândia, quando ligou para a mãe. Ela contou que ouviu alguém pedir ajuda e, em seguida, um piloto gritando: “Socorro, socorro, socorro”.


“O avião começou a perder o controle, então todas as pessoas gritaram e acharam que iam morrer. Depois de alguns minutos, dois outros pilotos assumiram o controle”, relatou a mãe.


Segundo ela, alguns passageiros israelenses correram em direção ao homem que havia sacado uma faca e tentado atacar o piloto. “Eles seguraram a mão dele e o colocaram no chão. Havia muito sangue por toda parte.”


Abukasis afirmou ainda que a filha descreveu a situação como extremamente estressante e que os passageiros ficaram em estado de choque após o pouso na Arábia Saudita.


O voo FZ1073, da Flydubai, que seguia de Dubai para Tel Aviv, foi desviado quando sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia em direção à Arábia Saudita. A aeronave transmitiu um sinal geral de emergência e, alguns minutos depois, outro alerta que indicava uma possível interferência ilícita, segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24.


O Boeing 737 voltou a transmitir o sinal geral de emergência antes de pousar no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, informou o site. (CNN)


Primeira mulher em 200 anos deve ser executada no Tennessee na quarta (30)

Christa Gail Pike foi condenada à morte em 1996 por um homicídio que cometeu em 1995, quando tinha 18 anos. Governador do estado diz que não vai interferir na execução

Christa Gail Pike pode se tornar a primeira mulher em mais de 200 anos a ser executada no estado do Tennessee. A execução está programada para acontecer nesta quarta (30).



Os advogados de Pike haviam pedido ao governador do estado, Bill Lee, que comutasse a sentença de morte para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, citando os traumas sofridos durante sua infância, seu histórico de saúde mental e o que descrevem como sua reabilitação e seu arrependimento ao longo de décadas no corredor da morte.


No entanto, na segunda-feira (28), Lee rejeitou o pedido de clemência e disse que não intervirá na execução.


“Após uma análise cuidadosa do pedido de clemência de Christa Gail Pike e uma revisão minuciosa do caso, estou mantendo a sentença do Estado do Tennessee e não pretendo intervir”, disse Lee em um comunicado.


Em um comunicado divulgado na segunda-feira, os advogados de Pike disseram estar “profundamente tristes e de coração partido” com a decisão de Lee e afirmaram que continuarão a apoiá-la em todas as possibilidades jurídicas restantes.


Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em Knoxville em 1995. Ela tinha 18 anos na época do crime.


Recentemente, a Suprema Corte do Tennessee se recusou a suspender a execução de Pike.


Leia abaixo a íntegra do comunicado dos advogados de Pike em resposta à decisão de Lee:


“Estamos profundamente tristes e de coração partido com a decisão do governador Lee de negar a clemência a Christa Pike. Prosseguir com sua execução coloca o Estado do Tennessee em uma situação única: Christa será a primeira pessoa executada pelo Tennessee na era moderna da pena de morte que era adolescente na época do crime e a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos.


Durante toda a sua infância, Christa foi abandonada por pessoas e instituições que deveriam ter lhe oferecido cuidado e intervenções significativas. Em vez disso, sua infância foi marcada por estupros e abusos sexuais repetidos e documentados, negligência e violência.


A jovem de 18 anos que sofria de uma grave doença mental e de um trauma quase incapacitante já não existe. Christa é uma mulher de 50 anos arrependida, que compreende seus atos, recebe tratamento adequado para sua doença mental e oferece apoio e orientação a outras mulheres encarceradas.


Com essa decisão, o Estado do Tennessee está ignorando o que tanto a ciência quanto nosso sistema jurídico já estabeleceram: o cérebro de uma pessoa de 18 anos não é o cérebro de um adulto, e 18 anos é uma idade jovem demais para enfrentar a execução. Essa decisão também deixa sem resposta questões importantes sobre o protocolo de execução do Tennessee.


Continuaremos a apoiar Christa em todas as possibilidades jurídicas restantes e a defender um sistema transparente para o povo do Tennessee.”

EUA anunciam captura de líder do cartel Clan del Golfo na Colômbia

Operação foi realizada em cooperação com as Forças Armadas da Colômbia, informou o Comando Sul dos Estados Unidos

As Forças Armadas dos EUA anunciaram a captura de "Ñato" um líder de alto escalão do cartel Clan del Golfo, em uma operação realizada na área rural da cidade Turbo, no departamento de Antioquia, na Colômbia.



Segundo o SOUTHCOM (Comando Sul dos EUA), a operação, realizada pela A3C (Coalizão Americana Contra os Cartéis), também conhecida como Escudo das Américas, em cooperação com as Forças Armadas da Colômbia e autoridades da DEA (Agência Antidrogas dos EUA).


Segundo as Forças da Colômbia, "Ñato" ou "Cachaco" seria líder so narcotráfico do Clan del Golfo. As autoridades colombianas informaram que ele era requerido em extradição por um tribunal federal de Massachusetts, nos EUA, por participação no envio de cocaína para a América do Norte e Central.




Escudo das Américas

A aliança, que também é conhecida como "Coalizão das Américas contra os Cartéis", começou com 12 países membros e já alcançou 19 integrantes.


Esse crescimento expressivo está relacionado à chegada ao poder de governos ideologicamente alinhados com Donald Trump em diversos países da região, como Colômbia, Peru e Chile, nos últimos meses.


O foco declarado da aliança é combater o narcotráfico, que, segundo os Estados Unidos, tem origem na América Latina e atravessa o continente para abastecer o território americano com drogas, por meio de grupos criminosos organizados — os cartéis.


Além disso, a iniciativa serve para reforçar a narrativa sobre segurança na fronteira sul dos Estados Unidos, incluindo o combate à imigração ilegal.


Operações conjuntas e tropas estacionadas

A aliança funciona principalmente por meio do compartilhamento de inteligência e de operações militares conjuntas. O modelo adotado foi inspirado em ações realizadas anteriormente pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.


"É esse modelo de operação que está agora servindo como exemplo para essas outras operações militares", explicou a editora de Internacional.


Além das operações coordenadas, três países já concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em solo latino-americano: Colômbia, Equador e Paraguai. Outros países da região estariam em vias de negociar acordos semelhantes com os Estados Unidos.


Toda essa movimentação faz parte do que foi descrito como um plano para fortalecer a primazia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. (CNN)

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