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Senado aprova "pauta-bomba" dos agentes de saúde; impacto é de R$ 28 bilhões

Ministério da Previdência estima que o projeto pode custar ao menos R$ 28 bilhões para os cofres públicos...


O Senado aprovou nesta terça-feira (14) em dois turnos a PEC (proposta de emenda à Constituição) que garante a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. O texto preocupa o governo por ser uma pauta que pode ter impacto de R$ 28 bilhões aos cofres públicos.

A proposta, que agora vai à promulgação do Congresso Nacional, determina regras de transição para a aposentadoria de duas categorias: agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O texto também estabelece a forma de contratação desses agentes, financiamento pela União e amplia as regras aos agentes indígenas de saneamento e agentes indígenas de saúde.

Com essa nova regra, esses agentes terão direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício.

A proposta também garante que sejam contados para a aposentadoria os períodos de afastamento para ocupar cargos de representação sindical.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) já havia sinalizado o avanço da PEC, depois de resistir inicialmente a pautar a matéria. Em plenário, o senador declarou que não pode ser "o único vilão" do país por frear a tramitação de propostas que impactam os cofres públicos.

A proposta cria um benefício extraordinário que será pago pela União. O benefício tem como objetivo complementar os valores pagos pelo regime geral.

Um dos pontos retirados do texto final aprovado no Senado foi a paridade. A proposta inicial sugeria que o aposentado recebesse os mesmos reajustes e aumentos salariais dos servidores que estão na ativa. Esse trecho foi suprimido.

O governo vê com preocupação a votação do texto no atual contexto. O Palácio do Planalto entende que a aprovação da PEC nos moldes atuais pode comprometer o orçamento dos anos seguintes, o que teria um impacto nos programas sociais federais.

Nas discussões, o Planalto chamou a proposta de "pauta-bomba" por entender que a proposta prejudicava o orçamento da União em um momento em que a oposição cobra ajuste fiscal ao governo.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu a proposta ao final dos debates no plenário e disse que o Planalto sempre pretende valorizar os trabalhadores. No entanto, deixou claro que é preciso ter responsabilidade fiscal e liberou o voto da bancada do governo.

"Temos que garantir que o que é aprovado em lei se tornará realidade. Todos sabem a pressão que o governo recebe dos estados e municípios. Isso não tira o mérito da proposta. O governo entende que a valorização dos profissionais deve caminhar junto com a preservação do equilíbrio das contas públicas e a prestação desses serviços", disse.

FONTE - CNN BRASIL.

Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em cenário de 2º turno, aponta Futura/Apex

Levantamento mostra Lula com 46,3% e Flávio Bolsonaro com 46,1% em eventual segundo turno; diferença está dentro da margem de erro...

FOTO - REPRODUÇÃO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem em empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

No cenário testado pelo instituto, Lula registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 46,1%. Como a diferença é inferior à margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos candidatos representam 6,5% dos entrevistados. Outros 1,1% disseram não saber ou preferiram não responder.

A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno. Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45,1%, ante 38,9% do adversário. Em uma disputa com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente tem 46%, enquanto Zema registra 38,1%.

No confronto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula soma 46,1% e Michelle aparece com 44,3%, configurando outro empate técnico dentro da margem de erro. Já em um cenário contra Renan Santos (Missão), o presidente registra 46,4%, contra 33,1% do adversário.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. 

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07294/2026.

Dino determina que Polícia Federal amplie investigações sobre emendas parlamentares

Em relatório da apresentado pela CGU, nove de 15 municípios analisados apresentavam irregularidades...

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PF (Polícia Federal) amplie as investigações sobre possíveis irregularidades na execução de emendas parlamentares após receber novos relatórios da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontam indícios irregularidades no repasse dos recursos.

A decisão foi tomada após a Corte receber relatórios de auditoria que apontam indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço, superfaturamento e falhas de transparência na aplicação dos recursos públicos.

A pedido do STF, a CGU avaliou a execução das chamadas emendas Pix entre 2020 e 2024. A auditoria analisou uma amostra de 15 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país e concluiu que nove dos 14 entes que efetivamente executaram os recursos apresentaram algum tipo de irregularidade na contratação de bens e serviços.

Segundo a Controladoria, os casos mais graves envolvem "indícios de direcionamento da contratação, sobrepreço e superfaturamento". O relatório também aponta que 12 dos 15 municípios auditados apresentaram nível inadequado de transparência ativa e rastreabilidade na aplicação das emendas, além de falhas no acompanhamento da execução dos recursos.

Outro relatório encaminhado ao STF trata da aplicação de emendas destinadas à saúde. Elaborado pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), o documento analisou R$ 53,3 milhões destinados a 48 municípios de 23 unidades da federação para custeio da atenção primária, média e alta complexidade, aquisição de equipamentos e reformas de unidades básicas de saúde.

A auditoria concluiu que, embora parte significativa dos recursos tenha sido executada, permanecem fragilidades nos mecanismos de planejamento, gestão, monitoramento e prestação de contas. Entre os principais problemas identificados estão deficiência na rastreabilidade da execução financeira, controles administrativos insuficientes, ausência de monitoramento sistemático e falhas na documentação das despesas.

O relatório também aponta situações que resultaram em propostas de devolução de recursos por dano ao erário ou aplicação em desacordo com a finalidade legal das transferências.

Na decisão, o ministro voltou a criticar práticas relacionadas à destinação das verbas parlamentares. Dino afirmou ser "totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar" e reiterou que as emendas parlamentares "não são parcelas do patrimônio privado de cada membro do Congresso".

Na última semana, o ministro determinou o bloqueio de bens de investigados em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, contrariando parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). A medida atingiu, em especial, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Eduardo Cunha (Republicanos-MG), cujos patrimônios foram parcialmente congelados.

A decisão ocorre no âmbito da Operação Transparência, que investiga o suposto desvio de emendas parlamentares conduzido por pessoas sem mandato, com o uso da estrutura administrativa da Câmara dos Deputados para realizar a destinação irregular de recursos em nome de deputados.

Segundo o ministro, o papel desempenhado pelo STF no processo não representa falhas sobre decisões políticas do Congresso ou do Executivo, mas se limita à fiscalização da constitucionalidade e da legalidade da execução das emendas.

A decisão integra o acompanhamento feito pelo Supremo do plano de trabalho firmado entre os Poderes para melhorar o controle sobre as emendas parlamentares após as mudanças determinadas pela Corte no modelo de execução desses recursos.

Helena Prestes, da CNN Brasil* - *Sob supervisão.

FUNCIONALISMO - Pacote de leis do prefeito Léo Moraes é aprovado e garante valorização dos servidores

São 14 matérias criando gratificações, funções e até transposição...

Um dia histórico para os servidores municipais de Porto Velho. Assim pode ser definida a aprovação, em duas votações, de 14 matérias encaminhadas pelo prefeito Léo Moraes à Câmara de Vereadores. O pacote de projetos promove uma série de correções históricas para diversas categorias do funcionalismo público municipal, com criação de gratificações, novas funções, transposição de servidores e melhorias salariais.

Cada uma das propostas foi construída por meio de reuniões e negociações entre a administração municipal e as categorias, ouvindo as demandas dos servidores até a consolidação de um conjunto de medidas que começará a ser implantado a partir do mês de outubro.

A área da saúde foi uma das mais beneficiadas. Entre os projetos aprovados estão a transposição dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias para o quadro municipal, além da criação do Auxílio de Incentivo à Enfermagem, com valores de R$ 500 e R$ 700.

Os profissionais da área odontológica também foram contemplados com o Auxílio de Incentivo, que prevê gratificações de R$ 300 e R$ 500, conforme os critérios estabelecidos na legislação.

Os servidores que atuam na limpeza pesada com roçadeiras, na conservação e na manutenção do patrimônio público passarão a receber uma gratificação de R$ 450. Já os garis tiveram incorporada ao vencimento a gratificação própria da função, fixada em R$ 750, medida que também contribuirá para melhorar a remuneração considerada para a aposentadoria desses profissionais.

Outro avanço aprovado foi o reajuste do Auxílio de Atividades Específicas, benefício pago aos agentes de educação ambiental, servidores da limpeza, secretários escolares, vigilantes e outras categorias. O valor passa de R$ 300 para R$ 400, representando o primeiro reajuste desde 2013.

Os motoristas de ambulância que realizam deslocamentos em rodovias federais a serviço do município também passarão a receber uma gratificação pela atividade desempenhada. A medida foi comemorada por diversas categorias que lotaram a sessão da Câmara de Vereadores realizada nesta segunda-feira (13), acompanhando e aplaudindo a aprovação de cada uma das propostas encaminhadas pelo Poder Executivo.

"Hoje é um dia histórico para o funcionalismo. Estamos promovendo avanços esperados há décadas, sempre ouvindo as categorias, trabalhando em parceria e demonstrando que Porto Velho valoriza os seus servidores", afirmou o prefeito Léo Moraes.

Com a aprovação em plenário, as matérias seguem para sanção do prefeito e, posteriormente, para publicação no Diário Oficial do Município, permitindo que as novas medidas entrem em vigor conforme o cronograma previsto pela administração municipal.

Texto: Redação.


Ministros do STF veem exagero de Moraes em decisão sobre carta de Bolsonaro

Sob reserva, até mesmo nomes da ala mais alinhada ao ministro fazem críticas; avaliação é que Moraes comete "erro estratégico"...


A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar as visitas do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pegou de surpresa membros do STF (Supremo Tribunal Federal) e se tornou alvo de críticas inclusive de integrantes da ala da corte que costuma respaldar a atuação do magistrado.

A avaliação de dois ministros ouvidos sob reserva pela CNN é de que a determinação deve gerar o efeito contrário e reforçar o discurso de que a família Bolsonaro é vítima de perseguição do Supremo e, com mais ênfase, de Moraes.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Segundo o magistrado, o desrespeito “à medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro de ‘proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro’ está totalmente configurado por suas próprias afirmações”.

No entanto, uma ala da corte afirma que a decisão vai na contramão do discurso da corte que preza pela liberdade de expressão e que só limita essa garantia em casos extremos. A leitura é de que, apesar de não se tratar da mesma situação, é inevitável lembrar das duras críticas contra o ministro Luiz Fux em 2018, quando derrubou decisão do então colega, Ricardo Lewandowski, que havia liberado Luiz Inácio Lula da Silva, à época preso, a conceder uma entrevista.

Citam, ainda, o trecho da Lei de Execução Penal que autoriza detentos a manterem “contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”.

O questionamento é sobre a determinação de Moraes de proibir Bolsonaro de usar “diretamente ou por intermédio de terceiro” as redes sociais. A crítica é que a decisão abre brecha para interpretações e que não deixa claro os limites para que seja respeitada. A questão é sobre a forma de divulgação de cartas de Bolsonaro, que não estão proibidas.

“Se Flávio tivesse lido a mensagem em uma coletiva de imprensa e isso fosse explorado por aliados depois seria permitido?”, argumenta um integrante da corte sob reserva.

LEIA MAIS - Moraes suspende visita de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias após leitura de carta de ex-presidente

fonte - agência brasil.

Moraes suspende visita de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias após leitura de carta de ex-presidente

Motivo é a divulgação de carta do ex-presidente sobre a disputa presidencial...

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, Jair Bolsonaro (PL). A decisão vem após o senador tornar pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Na decisão, Moraes ressalta que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

O magistrado ressalta que houve “desrespeito” do senador, que atuou com uma “conduta irregular”, à medida cautelar imposta ao pai.

“Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, ressaltou.

A decisão ainda abre um prazo de 48 horas para que a defesa do dirigente de direita se manifeste “sobre a possível desobediência à ordem judicial”, esclarecendo se o ex-presidente “tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho”.

fonte - CNN BRASIL.

Lideranças do Congresso acionam ministros do STF contra decisão de Dino

Avaliação é de que a real intenção de Dino é julgar inconstitucionais as emendas parlamentares impositivas e devolver o controle delas ao Executivo...


Lideranças do Congresso acionaram pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal para contestar a decisão do ministro Flávio Dino de bloquear os bens do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

A avaliação feita pelos políticos foi a de que a real intenção de Dino é julgar inconstitucionais as emendas parlamentares impositivas e devolver o controle delas ao Executivo, ainda mais se o presidente Lula for reeleito.

Também há a leitura de que Dino busca criminalizar a direita para favorecer a reeleição de Lula e intimidar parlamentares que têm como bandeira um discurso contra o STF.

Por um lado, há a percepção de que há um descontrole e regras informais estabelecidas pelos políticos sobre as emendas, que acabam criando um ambiente propício a desvios e que, portanto, a questão das emendas, em algum momento, deverá ser enfrentada pelos Três Poderes de forma conjunta.

Um ministro da Corte avaliou à CNN ser difícil voltar a um modelo pré-2015, quando a primeira emenda constitucional determinando a impositividade das emendas foi aprovada.

Mas avalia, contudo, que é preciso enfrentar o que considera uma "encruzilhada" desse assunto. Menciona, por exemplo, um modelo adotado no Chile, defendido por economistas, no qual o próprio Congresso aprova um banco de projetos formulado junto com o Executivo.

Por outro lado, há também o entendimento de que as emendas não devem ser criminalizadas em sua totalidade, porque parte delas alcança seu destino de forma adequada em setores que o Executivo não alcançaria. Um exemplo citado são emendas endereçadas a Santas Casas e outras entidades filantrópicas.

Além disso, para uma parte do STF, é difícil imaginar que um dirigente partidário como Valdemar não tenha influência sobre emendas, mesmo porque, no limite, cúpulas partidárias indiretamente têm responsabilidade pela eleição de parlamentares e por estratégias eleitorais em seus mandatos.

fonte - CNN BRASIL.

Oposição atua para transformar redução da maioridade em bandeira eleitoral

Plano é colocar proposta em palanques e fazer frente a pautas governistas com apelo popular, como o fim da escala 6x1

Integrantes da oposição no Congresso Nacional avaliam que a proposta sobre a redução da maioridade penal para 16 anos deve ser um dos principais temas de campanha nas eleições. Parlamentares defendem que o assunto seja tratado como uma bandeira de maior peso para o pleito deste ano e faça frente a pautas governistas, como o fim da escala 6x1.



Na última semana, a pauta da maioridade penal avançou na Câmara dos Deputados com a criação da comissão especial que irá analisar a proposta a partir de agosto. Há consenso, no entanto, para que a votação só ocorra após as eleições. O prazo é defendido pela cúpula da Casa, líderes partidários e o relator, deputado Mendonça Filho (PL-PE).


Adiar a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para depois do período eleitoral busca evitar a “contaminação” da pauta, segundo o relator.


“Ela [a proposta] pode ser e deve ser motivo de uma discussão ampliada no processo eleitoral, mas a decisão do Parlamento se dará depois das eleições o que é, de certo modo, positivo para que a maturidade política possa enxergar uma saída equilibrada e sintonizada com o anseio geral da média da opinião pública", afirmou o relator à CNN.


A segurança pública é um dos principais temas explorados pela extrema direita nos últimos anos e um dos assuntos com maior preocupação na sociedade. Congressistas do campo conservador entendem que essa é a principal vantagem frente à esquerda no debate eleitoral.


A maioridade penal entra nesse cálculo também por ter apoio na sociedade, apesar de a adesão ter caído nos últimos anos. Pesquisa Datafolha divulgada em junho aponta que 79% dos entrevistados apoiam a redução da maioridade penal, sendo o menor percentual registrado na série histórica, que teve início em 2003. Do total de entrevistados, 17% se disseram contra esse tipo de medida e 1%, indiferente. Outros 3% não sabem.


O presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF), avalia que há pressa da sociedade para o avanço do tema e haveria espaço para votar o texto antes das eleições.


Chefe da chamada “bancada da bala”, ele também entende que a PEC deveria ser usada eleitoralmente pelo pré-candidato à Presidência do PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ). Na visão dele, a segurança pública “é a discussão do momento” da campanha eleitoral.


"Eu assumiria essa bandeira, se eu fosse o Flávio [Bolsonaro], eu assumiria publicamente sem nenhum medo de errar”, disse à CNN. Para Fraga, a pauta é importante para “qualquer candidato”, apesar de enfrentar resistência da esquerda. “É um assunto que a sociedade não aguenta mais, não suporta mais. É uma bandeira boa", afirmou.


Em 18 de junho, a pré-campanha de Flávio lançou um plano chamado "Brasil Sem Medo", voltado para ações na área de segurança. No documento, a defesa da redução é apresentada como a segunda prioridade, atrás apenas da classificação de organizações criminosas como terroristas.


Debate na Câmara

Presidente da comissão especial sobre a PEC da maioridade, o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA) afirma que votar a matéria após o período eleitoral permitirá aprofundar o debate, ouvindo todos os segmentos envolvidos.


Ele e o relator do texto são favoráveis à redução e defendem, por exemplo, que jovens com menos de 18 anos sejam detidos em áreas separadas de penitenciárias normais até atingir 18 anos.


Os dois parlamentares repetem a “dobradinha” da análise da PEC da Segurança, quando Mendonça também foi relator e Aluísio comandou a comissão especial. Na época, a redução da maioridade chegou a ser incluída no parecer, mas foi retirada após acordo entre líderes para que o tema fosse tratado de forma separada.


"Reduzida a maioridade penal para 16 anos, que a gente mantenha esses presos de 16 até 18 anos em estabelecimentos prisionais diferente dos maiores e a partir do momento que eles concluírem a maioridade que eles seriam levados para as penitenciárias normais", disse Aluísio em entrevista à CNN.


Esquerda com 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deve usar pautas ainda não aprovadas no Congresso Nacional como bandeiras de campanha. A principal delas será a PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1.


O plano inicial de Lula era ter o fim da escala 6x1 como uma entrega em sua campanha. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou a tramitação da matéria na Casa e frustrou petistas. O movimento de comunicação será então abordar a redução da jornada de trabalho como uma bandeira, uma “razão” para a escolha pelo candidato do PT.


Também devem ser usadas na campanha de Lula o PL (projeto de lei) dos minerais críticos e a PEC da Segurança.


A primeira será tratada como uma iniciativa do governo em defesa da soberania, ao tentar garantir que, em vez de vender matéria-prima, o Brasil desenvolva as commodities em território nacional. Já a segunda, como caminho para desarticular o crime organizado, inclusive possibilitando a criação de um Ministério da Segurança Pública.


Em outra frente, integrantes de siglas de esquerda são historicamente contra a mudança na maioridade penal e avaliam a pauta como inconstitucional. A legislação estabelece como inimputáveis, ou seja, que não podem ser responsabilizados criminalmente, todos os cidadãos com menos de 18 anos.


Para parlamentares de partidos progressistas, o tema é uma cláusula pétrea e não pode ser alterado. Congressistas também argumentam que a redução poderia implicar em superlotação de presídios.


Com o avanço da pauta na Câmara, o líder da bancada petista, Pedro Uczai (SC), afirmou nesta semana que a sigla vai “enfrentar o tema”. (CNN)


Maioridade penal: Brasil já previu punição a partir dos 7 anos; entenda

Diretriz atual, de 18 anos para responsabilização de atos criminais, foi instituída em 1940, sob governo Vargas; PEC em debate Câmara propõe redução para 16 anos

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade deve começar a ser debatida na comissão especial da Câmara dos Deputados na volta do recesso legislativo, em agosto.



O colegiado será presidido pelo deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA) e o texto terá o deputado Mendonça Filho (PL-PE) como relator. Se aprovado na comissão, a proposta seguirá para o plenário da Câmara, onde terá de ser aprovada em dois turnos antes de ser encaminhada ao Senado.


Como o site já mostrou, a redução da maioridade penal foi proposta 57 vezes no Congresso Nacional desde a Constituição de 1988. O debate da pauta, porém, atravessa a história da legislação brasileira. A idade para que alguém fosse responsabilidade criminalmente chegou a ser a partir dos 7 anos durante o período colonial.


A responsabilidade penal é o dever jurídico de responder por um ato ilícito. Já a maioridade penal é o marco etário em que o indivíduo passa a ser julgado como adulto, respondendo ao Código Penal vigente.


Brasil Colônia

Na época colonial, as normas da Ordenações Filipinas de 1808 previam que indivíduos com no mínimo 7 anos de idade pertenciam, segundo o código real, à "idade da razão".


As crianças nãopodiam ser condenados à pena de morte, mas estavam sujeitas a outras punições e eram mantidas nos mesmos estabelecimentos prisionais destinados aos adultos. A responsabilidade penal plena se concretizaria aos 21 anos.


Código Penal do Império

Em 1830, sob o período do Império português, a lei se debruçaria sob um novo molde, o critério de discernimento biopsicológico. Na prática, o adolescente, independentemente da idade, poderia ser punido penalmente se comprovada a capacidade de entender a ilicitude do ato.


Menores de 14 anos não seriam punidos penalmente dependendo da capacidade de discernimento. Entre 14 e 17 anos, o juiz responsável poderia aplicar a “pena da cumplicidade”, o que equivaleria à dois terços da pena aplicada aos maiores de idade. Todos os condenados permaneciam sendo enviados para prisões comuns, com adultos, crianças e idosos.


República

Já sob a República de 1890, cabia ao juiz destacado decidir se o jovem entre 9 e 14 anos denunciado possuía discernimento no cometimento do crime e definir sua punição.


1921

Em 1921, a Lei Orçamentária nº 4.242 representou um avanço ao determinar que o menor de 14 anos "não será submetido a processo penal de nenhuma espécie". Poucos anos depois, em 1927, o primeiro Código de Menores da América Latina – revogado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em 1990 – abandonou a lógica puramente punitiva e passou a priorizar a regeneração e a educação.


Era Vargas

O Código Penal de 1940 estabeleceu a maioridade penal que hoje vigora no país, de 18 anos de idade. Desse modo, passou a ser instituído o uso restrito do critério biológico para a maioridade, ou seja, a idade como balizador da decisão judicial.


Regime militar

Durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, em outubro de 1969, houve uma tentativa de abolir o critério vigente e adotar o modelo de interpretação biopsicológico, com possibilidade de consideração do discernimento. Pela nova regra, adolescentes entre 16 e 18 anos poderiam ser responsabilizados criminalmente. Contudo, a mudança nunca chegou a produzir efeitos práticos e foi revogada em 1978.


Como é a legislação atual

Após a redemocratização, a idade mínima para responsabilização penal foi fixada pela Constituição Federal de 1988, com a determinação de que são penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas de legislação especial.


O ECA criou o sistema que vigora até hoje: jovens de 12 a 17 anos que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas, incluindo internação, por no máximo três anos, sem ir ao sistema penitenciário adulto. (CNN)

Leia a íntegra da "Carta aos Brasileiros" escrita por Jair Bolsonaro

Após conflito na Família Bolsonaro, ex-presidente fala sobre "deixar as diferenças de lado" e pede união

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), leu neste sábado (11) uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o momento atual é de "deixar as diferenças de lado".


Durante uma live em seu próprio canal, o senador disse ter visitado o ex-presidente, que cumpre prisão em regime domiciliar e está proibido de acessar a internet, na manhã de hoje.


11 de julho de 2026, Carta aos brasileiros


Saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a presidencia, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violencia e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a ´paz e a prosperidade. Uma fetuosos abraço a todos na certeza de que juntos tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade. 



Jair Bolsonaro


Conflito com Michelle Bolsonaro

A carta surge em meio a um desentendimento entre Flávio e sua madrasta, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, que decidiu por expor, em vídeos publicados nas redes sociais no mês passado, um desentendimento entre os dois, decorrente do acordo de apoio do PL envolvendo o ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará.


"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante e então eu me recolhi", afirmou a ex-primeira-dama.


No dia em que ela fez as publicações, Flávio rebateu as acusações: "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu o senador em publicação nas redes sociais. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil".


Alguns dias depois, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. O motivo citado por ela é a vontade de se dedicar exclusivamente aos cuidados do ex-presidente.

Confira as principais datas do calendário eleitoral

Convenções partidárias estão autorizadas a partir do dia 20 de julho...

Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro. Faltando menos de três meses para o pleito, eleitores e candidatos devem observar diversas regras previstas na Lei 9.504 de 1997, conhecida como Lei das Eleições, e nas resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir das próximas semanas, as principais datas já começam a mobilizar eleitores, candidatos e partidos.

Convenções

As convenções partidárias estão autorizadas a partir do dia 20 de julho até 5 de agosto.

Para concorrer às vagas disputadas nas eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.

Após serem chanceladas pelas legendas, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Voto em trânsito

O dia 20 de julho também marcará a abertura do prazo para pedidos de voto em trânsito, mecanismo que permite ao eleitor votar fora de sua cidade (domicílio eleitoral) no dia da eleição. Os detalhes da solicitação ainda serão divulgados pela Justiça Eleitoral.

O eleitor quer estiver em outra cidade, mas dentro de seu estado, poderá votar para presidente da República, governador, deputados federal, estadual e distrital. Se estiver em outro estado, somente para presidente.

O voto em trânsito estará disponível nas capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.

O prazo também vale para pessoas com deficiência solicitarem mudança do local de votação.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral nas ruas vai começar no dia 16 de agosto. Os candidatos poderão participar de carreatas e passeatas entre as 8h e as 22h. As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas.

Os comícios podem ser realizados entre as 8h e a meia-noite. Os anúncios pagos na imprensa escrita e internet também estarão liberados a partir desta data.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

fonte - AGENCIA BRASIL.

Tribunal mantém multas e decide sobre contas e ações eleitorais

Colegiado analisou recursos sobre propaganda irregular, prestação de contas, fraude à cota de gênero, inelegibilidade e habeas corpus durante a sessão...

Colegiado analisou recursos sobre propaganda irregular, prestação de contas, fraude à cota de gê...

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) julgou, nos dias 07 e 09 de julho, recursos e ações relacionados às Eleições Municipais de 2024 e ao processo eleitoral de 2026. Entre os temas analisados estavam propaganda irregular, prestação de contas, fraude à cota de gênero, inelegibilidade e habeas corpus. As decisões foram tomadas pelo Plenário durante a sessão de julgamento.

Propaganda eleitoral

O Tribunal manteve, por unanimidade, a multa aplicada em razão do derramamento de material de campanha (santinhos) nas proximidades de locais de votação durante o primeiro turno das Eleições Municipais de 2024. A decisão considerou que o candidato é responsável pelo controle e pela destinação do material utilizado na campanha.

Prestação de contas

O Plenário autorizou a regularização da omissão na prestação de contas de um diretório estadual referente ao exercício financeiro de 2018. A área técnica e o Ministério Público Eleitoral concluíram que não houve irregularidades graves nem utilização de recursos de origem vedada, sendo identificada apenas a entrega fora do prazo.

Contas de campanha permanecem desaprovadas

Em outro julgamento, o Tribunal manteve a desaprovação das contas de campanha de um candidato às Eleições Municipais de 2024. Parte das irregularidades foi afastada, reduzindo o valor a ser devolvido ao Tesouro Nacional, mas permaneceram inconsistências na comprovação de despesas realizadas durante a campanha.

Embargos sobre contas são rejeitados

A Corte Eleitoral também rejeitou recurso apresentado contra decisão que havia aprovado contas partidárias com ressalvas. O entendimento foi de que não foram apresentados elementos capazes de modificar o julgamento anterior.

Recurso sobre contas partidárias é negado

Em outro processo, o Tribunal manteve a decisão que determinou a devolução de recursos ao Tesouro Nacional em razão de irregularidades na aplicação do Fundo Partidário. A maioria dos magistrados, no entanto, afastou a aplicação de multa por entender que não cabia penalidade adicional naquele caso.

Fraude à cota de gênero

Os magistrados rejeitaram embargos de declaração em ação que discutia suposta fraude à cota de gênero, por entenderem que o recurso pretendia apenas rediscutir matéria já analisada pelo Plenário.

Correção em acórdão não altera decisão

Em outro julgamento sobre fraude à cota de gênero, o Tribunal reconheceu a existência de erro material na redação da ementa do acórdão, mas concluiu que a correção não altera o conteúdo da decisão nem as sanções já impostas.

Inelegibilidade

O TRE-RO decidiu que não é possível reconhecer antecipadamente a elegibilidade de um pré-candidato cuja causa de inelegibilidade ainda estará vigente na data do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. A decisão foi unânime.

Habeas corpus

Os magistrados também negaram, por unanimidade, um pedido de habeas corpus que questionava a condução de investigação pela Polícia Federal. O entendimento foi de que a organização interna das investigações não gera nulidade do processo quando não há demonstração de prejuízo à defesa.

Publicidade institucional

O Tribunal rejeitou recursos apresentados em ação que discutia gastos com publicidade institucional e manutenção de publicidade em período vedado. O Plenário concluiu que os embargos não apontaram erro ou omissão na decisão anterior, buscando apenas reexaminar a matéria já julgada.

As decisões ainda aguardam a publicação dos acórdãos no Diário da Justiça Eletrônico.

A íntegra das sessões de julgamento pode ser acompanhada no canal oficial do TRE-RO no YouTube. 

FONTE - Assessoria de Comunicação do TRE-RO.

Nota Oficial da Assembleia Legislativa de Rondônia

Nota Oficial da Assembleia Legislativa de Rondônia

A Assembleia Legislativa de Rondônia informa que acompanha as medidas relacionadas à operação realizada nesta quinta-feira (9), a partir de informações divulgadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.



A Casa de Leis permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários e colaborar com as apurações.

A Assembleia Legislativa ressalta que os fatos investigados devem ser apurados com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, sem qualquer interferência no trabalho dos órgãos responsáveis.

Em relação aos procedimentos licitatórios, a Casa destaca que adota mecanismos de controle interno, fiscalização e governança para assegurar a regularidade das contratações públicas. Os processos são públicos e estão disponíveis no Portal da Transparência do Poder Legislativo.

A Assembleia Legislativa reafirma sua confiança nas instituições de controle e fiscalização e seguirá colaborando para que os fatos sejam esclarecidos, preservando a lisura de seus atos administrativos e o interesse público.

LEIA MAIS - PF mira suposta rachadinha na Assembleia de RO em operação com 2 presos e 11 servidores afastados

fonte  -  da Secom/ALE.

"Inconsistência de informações" de armas motivou busca na casa de Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes diz que versão apresentada diverge de dados constantes nos registros e não comprova localização de armamentos...


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou em decisão que a busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro (PL) foi necessária por causa das "inconsistências" nas informações prestadas pelos advogados sobre a localização das armas em nome do ex-presidente.

De acordo com o ministro, a versão apresentada sobre uma das armas que estaria no Rio Grande do Sul diverge dos dados dos registros existentes e não foi acompanhada de documentação capaz de comprovar a localização da pistola.

"A discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado Jair Messias Bolsonaro", disse o ministro.

O mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente foi cumprido na manhã desta quarta-feira (8). O procedimento durou cerca de uma hora e meia e nada foi encontrado.

Na última sexta-feira (3), ao decidir manter Bolsonaro em prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à PF pela defesa. Na decisão, o ministro considerou "incompatível" a manutenção da posse de armas de fogo por Bolsonaro enquanto ele cumpre pena criminal.

Ainda na sexta-feira, porém, a defesa informou ao STF que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023, em cumprimento a uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União).

Outras oito, segundo os advogados, estariam acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército. Nesta segunda, o Exército informou, porém, que duas armas não estão em posse do batalhão, mas que os demais itens, foram entregues à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A defesa informou, então, que uma espingarda está, desde sua aquisição, em uma empresa importadora de artigos bélicos sediada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul (RS). Os advogados relatam que a arma foi recebida pelo político "a título de presente" e nunca chegou a ser retirada da loja.

Segundo Moraes, porém, a justificativa apresenta inconsistências. "A versão apresentada diverge dos dados constantes dos registros existentes e não foi acompanhada de documentação idônea capaz de comprovar a efetiva localização do armamento, a identidade do suposto depositário ou a regularidade da alegada custódia", afirmou Moraes na decisão que determinou as buscas.

FONTE - Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília.

Presidente da Câmara cria comissão para analisar PEC que reduz maioridade penal

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves.


A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado em junho a admissibilidade da proposta.

A criação de uma comissão especial é uma das etapas previstas na tramitação de uma PEC no Congresso. O colegiado será responsável por aprofundar o debate sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas e a consulta a especialistas.

Ao final dos trabalhos, a comissão deverá votar um relatório com a indicação de aprovação ou rejeição, antes que a proposta possa levada ao plenário da Câmara. Ainda não está decidido quem será o relator da PEC da maioridade penal.

A proposta a ser analisada altera o artigo 228 da Constituição para incluir a previsão de que a maioridade penal - idade a partir da qual uma pessoa pode ser julgada e condenada por crimes comuns, por exemplo - é atingida aos 16 anos, e não aos 18 anos, como estabelece o texto atual.

Pelas normas atuais, pessoas abaixo de 18 anos são inimputáveis e estão submetidas a uma legislação diferenciada.

Após Motta ter autorizado a instalação da comissão especial sobre o tema, os partidos deverão indicar os integrantes do colegiado. O prazo inicial para a análise e apresentação de modificações ao texto da PEC é de 10 sessões do plenário.

O colegiado tem o tempo máximo de até 40 sessões plenárias para aprovar um parecer final. Após esse período, o presidente da Câmara pode levar a PEC para votação diretamente no plenário, segundo o regimento interno.

FONTE - da Agência Brasil.

Flávio deve depor sobre calúnia contra Lula, defende PGR

Senador é investigado por publicação que associa falsamente presidente a crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro...

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reprodução

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido pela Polícia Federal em inquérito sobre calúnia contra o presidente Lula (PT).

A Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu crime de calúnia ao publicar vídeo nas redes sociais associando, falsamente, Lula aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A defesa de Flávio Bolsonaro enviou um pedido à Polícia Federal para que colhesse os depoimentos de diversas autoridades e enviasse ofícios para a Presidência da República, para o Ministério das Relações Exteriores e para o Tribunal Distrital dos Estados Unidos. A PF negou as solicitações feitas pela defesa de Flávio.

Para Gonet, falta somente ouvir Flávio Bolsonaro. Ele destaca que o senador e pré-candidato à Presidência pode ser isento da acusação caso se retrate da publicação caluniosa.

"A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações", diz Gonet.

fonte - SBT NEWS.

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