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Após derrota para Flávio Bolsonaro, fã-clubes de artistas deixam entretenimento de lado e passam a divulgar mensagens padronizadas pró-Lula

Pelo menos 30 fã-clubes de artistas nacionais e internacionais passaram a publicar mensagens políticas semelhantes em favor do presidente, utilizando páginas originalmente dedicadas à música para tentar mobilizar eleitores no segundo turno...

Após a derrota de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, pelo menos 30 fã-clubes de artistas nacionais e internacionais passaram a utilizar suas páginas nas redes sociais para divulgar mensagens políticas em favor da reeleição do presidente. A movimentação chamou atenção pelo uso de publicações padronizadas em perfis originalmente dedicados à música, ao entretenimento e à divulgação de conteúdos sobre celebridades.

A iniciativa começou na noite de domingo (4), após a divulgação dos resultados eleitorais. Administradores de páginas dedicadas a artistas como Beyoncé, Taylor Swift, Ariana Grande, Billie Eilish, Anitta, BTS e BLACKPINK publicaram um manifesto conjunto oferecendo seus canais para compartilhar materiais relacionados à campanha petista.

O que chama atenção é a mudança no conteúdo dessas comunidades digitais. Perfis que conquistaram seguidores por divulgar notícias sobre lançamentos musicais, apresentações e a vida de artistas passaram a assumir posicionamentos eleitorais, utilizando mensagens semelhantes para alcançar um público que não necessariamente acompanha essas páginas por interesse político.

Segundo informações divulgadas pelo R7, os administradores afirmaram que suas redes estavam disponíveis para compartilhar conteúdos relacionados à candidatura de Lula, com o objetivo de ampliar o alcance das informações entre seus seguidores.

A repetição das mensagens evidencia uma articulação conjunta entre os perfis participantes. No entanto, não há comprovação de que a iniciativa tenha sido financiada ou determinada pela campanha presidencial.

Fã-clubes deixam conteúdo musical em segundo plano para entrar na disputa política

Entre os perfis envolvidos estão comunidades dedicadas a Justin Bieber, Katy Perry, Miley Cyrus, Bad Bunny, Kendrick Lamar, The Weeknd, Harry Styles, Shawn Mendes, Cardi B e Luísa Sonza.

A entrada dessas páginas na disputa eleitoral levanta questionamentos sobre a utilização de comunidades de entretenimento como espaços de divulgação partidária, especialmente porque seus seguidores podem ter opiniões políticas diferentes das defendidas pelos administradores.

Apesar do posicionamento público, os próprios responsáveis pelas páginas esclareceram que a iniciativa não representa uma manifestação oficial dos artistas. Trata-se de uma decisão dos administradores, sem que isso signifique apoio das celebridades ou concordância de todos os integrantes dos fã-clubes.

Influenciadores também entram na mobilização política

A movimentação não se limita aos fã-clubes. Influenciadores digitais, comunicadores e parlamentares ligados à esquerda também passaram a intensificar publicações e iniciativas destinadas a ampliar a presença de Lula nas plataformas digitais.

Desvantagem de Lula nas urnas impulsiona mobilização digital

A movimentação ocorre após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente do atual presidente. O candidato do PL conquistou 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%.

A diferença superior a 2,2 milhões de votos colocou a campanha petista diante do desafio de conquistar novos eleitores antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

No manifesto divulgado pelos fã-clubes, os administradores mencionaram os mais de 33 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno, além dos eleitores que votaram em branco ou anularam o voto.

“A eleição ainda não acabou”, afirmaram os perfis, ao defenderem a mobilização de seguidores para a próxima etapa da disputa presidencial.

A estratégia busca alcançar principalmente o público jovem, utilizando a popularidade das comunidades musicais para ampliar a circulação de conteúdos políticos.

Janones também organiza mobilização com milhões de seguidores

Paralelamente à atuação dos fã-clubes, o deputado federal André Janones (Rede-MG) intensificou a mobilização digital por meio do canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”.

De acordo com informações divulgadas pelo Brasil de Fato, o canal reunia aproximadamente 50 mil inscritos antes do primeiro turno e alcançou 1,8 milhão de seguidores na manhã desta quarta-feira (7).

O espaço é utilizado para distribuir mensagens, áudios e orientações destinadas a incentivar o compartilhamento de publicações e a participação dos seguidores em ações coordenadas nas plataformas digitais.

Janones também participou de uma reunião com Lula e parlamentares eleitos para discutir mudanças na estratégia de comunicação do presidente.

Entre as propostas defendidas pelo deputado está a adoção de uma linguagem menos institucional, com vídeos espontâneos e conteúdos produzidos de maneira mais próxima do cotidiano dos eleitores.

A intensificação dessas iniciativas demonstra a tentativa de reorganização da comunicação petista após o resultado do primeiro turno.

Publicações padronizadas levantam debate sobre uso político de páginas de entretenimento

A adesão dos fã-clubes evidencia como comunidades digitais construídas em torno de interesses culturais podem passar a atuar diretamente em disputas eleitorais.

Embora os administradores tenham liberdade para manifestar posicionamentos políticos, a utilização de páginas dedicadas a artistas para promover uma candidatura pode gerar divergências entre seguidores que procuram esses espaços exclusivamente para acompanhar conteúdos musicais.

Outro ponto é que a repetição de mensagens em diferentes perfis pode aumentar a circulação de determinada narrativa política, mas não demonstra, por si só, que os seguidores concordem com o posicionamento apresentado.

Também não há elementos suficientes para afirmar que a mobilização dos fã-clubes faça parte de uma operação formal da campanha de Lula.

Com o segundo turno se aproximando, a movimentação expõe a crescente participação de influenciadores e comunidades de entretenimento na disputa eleitoral. Apesar do alcance dessas páginas, ainda não é possível determinar se a estratégia terá impacto significativo nas urnas ou se a mobilização ficará restrita ao ambiente digital.

Coordenador de Flávio diz que votação da 6x1 é "oportunista”

Líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN) tenta fazer com que a proposta não seja votada antes do segundo turno...


Líder da oposição e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira (7) que cobra do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o cumprimento do rito de votação da proposta que acaba com a escala 6x1. Nos cálculos de Marinho, se esse trâmite for seguido, a votação do texto em segundo turno necessariamente ficará para depois das eleições.

“Se ele cumprir o regimento, está de bom tamanho", disse o senador a jornalistas, em referência a Alcolumbre, que prevê votar o primeiro turno do texto já na próxima semana. Para Marinho, a discussão feita de forma atropelada é “oportunista”.

A oposição conta com esse prazo para evitar que a aprovação alavanque a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a poucos dias do segundo turno, em 25 de outubro. Há o entendimento de que, se Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminar eleito, a proposta fica enfraquecida e abre espaço para o texto alternativo que a oposição quer emplacar, com pagamento da jornada por horas trabalhadas.

“Nós não somos contra nem a favor do fim da escala 6x1. Nós somos a favor de que haja uma jornada flexível. Nós acreditamos que quem trabalha precisa ter a condição de escolher e fazer a sua própria condição de trabalho. [...] Eu sou a favor de até 5 dias. Sou a favor que você trabalhe 1x6, 2x5, 3x4, desde que você tenha a possibilidade e a condição de fazer a sua escolha, e não uma imposição de cima para baixo", afirmou.

Nesta quarta (7), o plenário do Senado realiza a segunda das cinco sessões previstas no regimento antes de poder votar a proposta de emenda à Constituição. Serão necessários os votos de ⅗ dos senadores, ou 49, em dois turnos de votação.

fonte - SBT NEWS.

É fake: plano de governo de Flávio Bolsonaro não prevê fim do Bolsa Família, SUS ou direitos trabalhistas

Publicações dizem que candidato pretende acabar com Bolsa Família, SUS, Farmácia Popular, aposentadoria e direitos trabalhistas; documento apresentado pela campanha não traz nenhuma dessas propostas...


Montagens que circulam nas redes sociais atribuem ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) propostas como acabar com o Bolsa Família, privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS), extinguir a Farmácia Popular, vender a Petrobras, acabar com a aposentadoria, o BPC e a Loas e retirar direitos trabalhistas.

A análise das publicações e do plano de governo apresentado pela candidatura mostra que nenhuma dessas acusações aparece no documento da forma como é apresentada nas imagens. Em alguns casos, as montagens partem de propostas que efetivamente constam no programa, mas acrescentam consequências ou medidas que não estão previstas no texto.

O plano prevê, por exemplo, uma retomada do programa de desestatizações, mas não cita a Petrobras; propõe a contratação de serviços da rede privada para complementar o atendimento do SUS, mas não prevê privatizar o sistema nem cobrar dos pacientes; e defende maior espaço para negociação entre trabalhadores e empresas, sem propor o fim da CLT, do 13º salário ou das férias.

FALSO: plano não prevê fim do Bolsa Família

Uma das montagens afirma que Flávio Bolsonaro é “pelo fim do Bolsa Família” e associa uma eventual vitória do candidato ao encerramento do benefício.

A afirmação contraria o plano de governo.

Embora o Bolsa Família não seja citado nominalmente, o documento afirma que um eventual governo Flávio Bolsonaro irá “manter os programas sociais existentes”, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes.

O texto acrescenta que quem depende atualmente da ajuda do Estado para colocar comida na mesa não terá essa ajuda retirada.

O plano também prevê que beneficiários de programas sociais tenham prioridade em ações de primeiro emprego, qualificação profissional e intermediação de mão de obra. A proposta é estabelecer uma transição para o mercado de trabalho e permitir o retorno ao benefício, mantidas as condições de elegibilidade, caso o beneficiário perca o emprego.

Portanto, não consta do plano a proposta de acabar com o Bolsa Família ou com os programas sociais existentes.

FALSO: documento não propõe privatizar ou acabar com o SUS

Outra montagem afirma que Flávio Bolsonaro “finalmente vai privatizar o SUS”, encerrando o atendimento médico gratuito e obrigando os brasileiros a pagar pelos próprios tratamentos.

O plano de governo não traz essa proposta.

Ao tratar da saúde, o documento prevê a correção da tabela SUS, ampliação da Estratégia Saúde da Família, expansão do acesso a exames preventivos, manutenção da imunização e incentivo à produção nacional de vacinas.

O programa também propõe digitalizar o SUS e utilizar inteligência artificial para agilizar o agendamento de consultas e exames.

Há uma proposta de contratar serviços e exames da rede privada em horários ociosos para atender pacientes que aguardam na fila. O texto apresenta a medida como utilização complementar da estrutura privada pelo sistema de saúde, e não como substituição do SUS ou cobrança direta dos usuários.

Assim, não há no plano proposta de privatizar o SUS, encerrar o atendimento gratuito ou obrigar cada paciente a pagar pelo atendimento médico.

NÃO CONSTA DO PLANO: fim da Farmácia Popular

Uma terceira publicação afirma que o “corte de gastos” proposto por Flávio Bolsonaro atingiria a Farmácia Popular e levaria ao fim do programa.

A afirmação não está no plano de governo.

O documento realmente prevê redução de despesas e da estrutura do governo. O programa fala em um “Tesouraço” nos gastos públicos e defende medidas para enxugar a máquina federal.

Não há, porém, qualquer trecho que determine o encerramento da Farmácia Popular ou associe o programa aos cortes previstos.

Na área de medicamentos, o plano apresenta ainda uma proposta para criar um sistema de entrega de remédios em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos.

Portanto, não há base no documento para afirmar que Flávio Bolsonaro pretende acabar com a Farmácia Popular.

FALSO: plano não propõe fim da CLT

Outra publicação diz que Flávio Bolsonaro pretende acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e deixar os trabalhadores apenas sob contratos informais.

A proposta não consta do documento.

O plano defende a redução gradual do custo do emprego formal e afirma que essa redução será feita “sem retirar direitos”.

Ao justificar as medidas, o próprio programa cita carteira assinada, FGTS e seguro-desemprego como proteções associadas ao emprego formal.

O documento também prevê modelos específicos de contratação para jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego e para pessoas com mais de 50 anos que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses.

Não há proposta de extinguir a CLT.

FALSO: plano não prevê fim de 13º salário, férias ou folgas

A mesma montagem afirma que direitos trabalhistas básicos seriam extintos e que caberia ao empregador decidir se o funcionário receberia 13º salário ou teria férias e folgas semanais.

Nenhuma dessas medidas aparece no plano.

O documento não propõe extinguir 13º salário, férias ou descanso semanal, nem afirma que esses direitos passariam a depender exclusivamente da vontade do empregador.

O programa realmente defende maior espaço para negociação entre empregado e empregador, por meio do princípio do “negociado sobre o legislado”. O próprio texto, entretanto, diz que as condições devem ser combinadas entre as partes “dentro da lei”.


Além disso, ao tratar da redução do custo da contratação, o documento afirma expressamente que a medida será feita sem retirar direitos.

FALSO: documento não prevê fim da aposentadoria

A montagem também atribui a Flávio Bolsonaro a proposta de acabar com a aposentadoria.

O plano não traz qualquer medida nesse sentido.

Pelo contrário, uma das seções do programa é dedicada ao “INSS sem fila” e propõe investimentos em tecnologia, digitalização dos processos e profissionalização da gestão do instituto para reduzir o tempo de espera pela concessão de benefícios.

Na parte final do plano, há ainda propostas de combate a fraudes contra aposentados e pensionistas.

Assim, não consta do documento qualquer proposta para extinguir a aposentadoria.

NÃO CONSTA DO PLANO: venda da Petrobras

Outra montagem afirma que Flávio Bolsonaro pretende “vender a Petrobras” e associa essa medida a um aumento no preço de mercadorias, gás, alimentos e combustíveis.

O plano de governo prevê a retomada de desestatizações, mas não determina a venda da Petrobras.

O documento afirma que um eventual governo retomará o Programa Nacional de Desestatização, avaliando “caso a caso” onde a presença do Estado teria deixado de fazer sentido.

A Petrobras, entretanto, não é mencionada nominalmente nessa proposta. Em entrevistas, integrantes da campanha de Flávio descartaram a privatização da estatal.


Também não aparece no documento a afirmação de que essa política provocaria aumento generalizado de preços.

Assim, o plano contém uma diretriz favorável a novas desestatizações, mas não sustenta a afirmação específica de que a Petrobras será vendida.

NÃO CONSTA DO PLANO: oposição ao fim da escala 6×1

Uma das montagens afirma ainda que Flávio Bolsonaro é contra o fim da escala 6×1 e que pretende impedir a concessão de mais um dia de descanso aos trabalhadores.

A escala 6×1 não é mencionada no plano de governo.

O documento defende jornadas mais flexíveis e o chamado “negociado sobre o legislado”, permitindo que trabalhador e empresa combinem condições de trabalho “dentro da lei”.

Não há, contudo, uma proposta específica sobre manutenção ou fim da escala 6×1.

NÃO CONSTA DO PLANO: fim do BPC e da Loas

A publicação também afirma que o candidato pretende acabar com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e com a Loas.

BPC e Loas não aparecem nominalmente no plano de governo, e o documento não apresenta proposta para extinguir benefícios destinados a idosos ou pessoas com deficiência.

Como regra geral, o programa estabelece que os programas sociais existentes serão mantidos.

O documento também prevê políticas específicas voltadas às pessoas com deficiência, incluindo ações de garantia de direitos, inclusão e integração social, além de atendimento e estruturas de cuidado.

Por isso, não há respaldo no plano para afirmar que Flávio Bolsonaro pretende extinguir o BPC ou a Loas.

O que está, de fato, no plano

As montagens utilizam alguns temas que aparecem no plano de governo, mas atribuem a eles medidas que o documento não estabelece.

Flávio Bolsonaro propõe cortar despesas e reduzir a estrutura administrativa do governo, retomar o Programa Nacional de Desestatização, utilizar capacidade ociosa da rede privada para complementar atendimentos do SUS e ampliar a possibilidade de negociação entre trabalhadores e empresas.

O plano também prevê corte de ministérios, redução de cargos comissionados e despesas administrativas e uma revisão de normas nas áreas administrativa, tributária, previdenciária e trabalhista.

Essas propostas, no entanto, não são acompanhadas no documento pelo fim do Bolsa Família, do SUS, da Farmácia Popular, da aposentadoria, da CLT, do 13º salário ou das férias.

Da mesma forma, Petrobras, BPC, Loas e escala 6×1 não são apontados no plano para as medidas específicas apresentadas nas montagens.

Campanha de Flávio chama montagens de “fake news eleitoral” e anuncia medidas legais
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que as montagens fazem parte de uma “nova onda de fake news eleitoral” e disse que pretende adotar medidas legais para responsabilizar os autores das publicações. A equipe do candidato citou o artigo 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação, durante a campanha, de fatos que o autor sabe serem inverídicos em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercer influência sobre o eleitorado.

Na manifestação enviada à Jovem Pan, a campanha negou que Flávio pretenda acabar com programas sociais, alterar o tempo de aposentadoria, fechar unidades da Farmácia Popular ou extinguir o Bolsa Família. Também rejeitou as afirmações sobre fim da CLT, retirada de direitos trabalhistas, privatização do SUS, extinção do BPC e venda da Petrobras.

Sobre os idosos e pessoas com deficiência, a campanha afirmou que o plano prevê políticas de proteção e inclusão, citando medidas como o programa Casa Segura para Envelhecer, ações de acessibilidade e ampliação do atendimento especializado. O documento realmente prevê subsídio para adaptações em residências de famílias de menor renda, ampliação de instituições de longa permanência para idosos e políticas destinadas a pessoas com deficiência e doenças raras.

Em relação à Petrobras, a campanha afirmou que Flávio nunca declarou que venderá a estatal e disse que a política econômica proposta busca reduzir custos de energia, combustíveis e alimentos. Como mostrou a checagem, o plano prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização, com avaliação “caso a caso”, mas não menciona a Petrobras entre as empresas que seriam vendidas.

Sobre o SUS, a equipe do candidato afirmou que Flávio “jamais defendeu o fim ou a privatização” do sistema e que a utilização da rede privada ocorreria apenas de forma complementar, para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias, sem cobrança dos pacientes. O plano prevê correção da tabela SUS, ampliação da Estratégia Saúde da Família e contratação de serviços da rede privada em horários ociosos.

A campanha também negou qualquer intenção de acabar com a Farmácia Popular. Segundo a manifestação, a proposta é ampliar o acesso a medicamentos, inclusive com entrega domiciliar para idosos, pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas. O serviço de entrega aparece no plano de governo, enquanto a Farmácia Popular não é mencionada entre os programas que sofreriam cortes.

Sobre a escala 6×1, a equipe afirmou que Flávio defende que mudanças na jornada sejam discutidas entre empregados e empregadores e argumentou que alterações devem levar em conta os efeitos sobre emprego, pequenos negócios e informalidade. O plano não menciona especificamente a escala 6×1, mas defende jornadas flexíveis e o “negociado sobre o legislado”.

A campanha também negou propostas para acabar com a aposentadoria, o BPC ou benefícios previstos pela Loas. Segundo a manifestação, esses direitos seriam preservados e a proposta é melhorar a gestão do sistema previdenciário e assistencial. No documento, Flávio propõe digitalizar processos do INSS e reduzir filas, além de afirmar que os programas sociais existentes serão mantidos.

Em relação aos direitos trabalhistas, a campanha rejeitou as afirmações sobre fim do 13º salário, férias, descanso semanal e CLT. O plano diz que pretende reduzir gradualmente o custo do emprego formal “sem retirar direitos” e defende medidas para ampliar as contratações com carteira assinada.

Por fim, a equipe de Flávio afirmou que o Bolsa Família será mantido e que os auxílios sociais deverão ser associados a ações de qualificação profissional, geração de emprego e autonomia financeira. O plano não cita nominalmente o Bolsa Família neste trecho, mas estabelece expressamente a manutenção dos programas sociais existentes e prevê prioridade aos beneficiários em políticas de emprego e capacitação.

fonte - JOVEM PAN NEWS.

PF arquiva apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições

Anuncio de abertura de investigação preliminar foi feito por diretor-geral da corporação no dia da votação do primeiro turno, no último domingo (4)...

A PF (Polícia Federal) decidiu arquivar o pedido de apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A representação foi feita pela AGU (Advocacia-Geral da União) à PF na semana passada.

A investigação preliminar foi anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da votação no primeiro turno, no último domingo (4).

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou na ocasião.

Questionada pela CNN, a AGU disse já ter sido informada sobre o arquivamento.

Entenda

O pedido da AGU foi apresentado após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil", que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o veículo, o valor seria investido em organizações que são contra o que consideram "abuso de poder judicial e censura" por parte do STF.

O valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo, afirmou o jornal.

O Guardian diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.

Em outras medidas contra o STF, o governo americano já sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky, como punição por supervisionar o julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe, após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Os EUA posteriormente revogaram as sanções em dezembro. Agora, o financiamento aos grupos no Brasil acontece enquanto o governo do presidente Lula vê uma tentativa de interferência de Washington nas eleições brasileiras.

fonte - Larissa Rodrigues e Elijonas Maia, da CNN Brasil

Léo Moraes consolida força política nas eleições de 2026

Ele saiu como um dos grandes vitoriosos do pleito...

Mesmo com o seu nome fora da disputa oficial do pleito, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (PODE), foi, sem dúvidas, um dos grandes protagonistas da eleição de 2026 em Rondônia, que serviu para referendar o trabalho político desenvolvido por ele ao longo dos dois últimos anos.

Além de eleger o seu irmão, Paulo Moraes, para a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), com a maior votação da capital, o apoio de Léo Moraes também foi decisivo para eleger Marcos Rogério (PL) ao Governo do Estado ainda no primeiro turno.

Léo Moraes conseguiu somar a força eleitoral que Rogério precisava para ser o mais votado em Porto Velho, condição que lhe assegurou uma dianteira desde os primeiros minutos da apuração dos votos e desbancou o ex-prefeito Hildon Chaves (UNIÃO) neste último domingo (4).

Além disso, o Podemos, legenda capitaneada por Moraes, terá dois deputados na Câmara Federal: o ex-secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, e a jornalista Cristiane Lopes, ambos parceiros diretos do prefeito.

“Foi uma eleição vitoriosa para a nossa capital, que terá representantes públicos comprometidos com os porto-velhenses a partir de 2027. Por aqui seguimos nosso trabalho firme para assegurar uma cidade justa, organizada e digna ao povo que vive nessa terra abençoada”, disse Léo Moraes após o resultado das urnas.

Essas conquistas mostram o tamanho da força política de Léo Moraes e reforçam o espaço que o prefeito passou a ocupar no cenário político de Rondônia.

Moraes e Gilmar mandam quatro sinais em 48h ao bolsonarismo

Decisões sobre Débora do Batom, visita a Bolsonaro e arquivamentos marcam mudança de tom após o 1º turno

A ala governista do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou pelo menos quatro recados ao bolsonarismo nas 48 horas que se seguiram ao resultado do primeiro turno.



Primeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a progressão de pena para o regime semiaberto para Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, um dos símbolos dos atos de 8 de janeiro de 2023.


O motivo da progressão da pena se deve a atividades laborais realizadas por ela, bem como ao tempo de leitura durante o cumprimento da pena de prisão.


Moraes atesta na decisão que a condenada cumpriu “todos os requisitos legais exigidos para a progressão ao regime semiaberto”.


Ela foi condenada a 14 anos por participação no episódio golpista e virou símbolo do 8 de janeiro tanto pela imagem que gerou, ao pintar com batom a escultura “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, como pela pena considerada pelos bolsonaristas desproporcional à sua participação no episódio.


O segundo sinal feito também por Moraes foi a sinalização dada de que deverá acatar o pedido de Flávio Bolsonaro para que possa visitar o pai, Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar.


Moraes havia rejeitado o pedido no início da campanha, mas, diante de um novo pedido nesta segunda-feira, encaminhou a solicitação para avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.


O terceiro sinal veio na noite desta terça-feira, quando foi tornado público o arquivamento da investigação contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo.


A decisão acolheu parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo o qual as provas não sustentam uma denúncia.


A Polícia Federal havia indiciado os quatro por suspeita de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime. A apuração mirava uma campanha de ataques e exposição de agentes públicos envolvidos em investigações conduzidas no STF, sobretudo pelo delegado da PF Fábio Shor.


Por fim, o ministro decano do STF, Gilmar Mendes, que liderou, no STF e fora dele, as articulações para salvar Moraes da abertura de investigação contra ele por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, arquivou nesta terça-feira a investigação que apurava denúncias de estupro contra o candidato a vice de Flávio, Alfredo Gaspar.


O quarto sinal veio do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que arquivou a investigação por suspeita de estupro contra o candidato a vice de Flávio, Alfredo Gaspar. A acusação havia sido feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-BA).


No começo da campanha, a defesa de Gaspar pediu que a PGR e Gilmar avançassem na investigação, mas o sinal dado por Gilmar foi o de que não havia prazo para o arquivamento.


Como a CNN mostrou nesta terça-feira, o PL rejeita acordão e pretende avançar com o impeachment de Moraes e, a depender da postura de Flávio Dino caso Flávio vença, também seria apresentado um impeachment contra ele.


No entanto, a cúpula do partido entende que o melhor caminho seria o próprio STF “resolver” a questão envolvendo Moraes, abrindo uma investigação contra ele por sua relação com Daniel Vorcaro e o afastando enquanto a investigação durar. (CNN)

PGR se manifesta a favor de Bolsonaro receber visita de Flávio

Paulo Gonet afirmou não haver fatos novos que justifiquem manter a suspensão e não se opôs ao pedido para que o senador volte a visitar o pai...

A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou nesta terça-feira (6) que não se opõe a que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) volte a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, antes do fim da suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em manifestação enviada a Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que não há fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro nem necessidade de prorrogar a medida. Por isso, disse não ver impedimento ao pedido da defesa.

"Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado", diz trecho da manifestação.

Moraes suspendeu as visitas de Flávio em 13 de julho, depois que o senador divulgou uma carta escrita pelo ex-presidente sobre a disputa presidencial.

À época, o ministro entendeu que houve descumprimento da cautelar que proíbe Bolsonaro de usar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros. Em despacho nesta terça, Moraes lembrou que a autorização de visitas de Flávio estava suspensa por 90 dias.

O pedido da defesa, porém, é mais amplo. Os advogados querem a antecipação do restabelecimento do regime ordinário de visitas, com o argumento de que já passou um período significativo sem novos episódios que justifiquem restrições excepcionais ao convívio do ex-presidente com familiares e pessoas próximas.

Se Moraes negar o pedido principal, a defesa pede, de forma subsidiária, que Flávio possa fazer uma única visita ao pai antes do fim da suspensão. Segundo os advogados, o prazo de 90 dias termina em 11 de outubro, e faltam poucos dias para o cumprimento integral da medida.

Com a manifestação da PGR, a decisão final cabe a Moraes.

fonte - Fernanda Fonseca, da CNN Brasil.

Governador eleito inicia diálogo com TCE-RO para fortalecer gestão e resultados para a população

A poucos meses do início de um novo ciclo administrativo em Rondônia, o governador eleito Marcos Rogério escolheu o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) para realizar sua primeira visita institucional após a eleição...

Mais do que uma agenda protocolar, o encontro, realizado na tarde desta terça-feira (6/10), na sede do Tribunal de Contas, simboliza um movimento em direção a uma transição baseada no diálogo, no planejamento e na busca por soluções que fortaleçam a capacidade do Estado de atender às demandas da população.

Recebido pelo presidente do TCE-RO, conselheiro Wilber Coimbra, o futuro governador destacou o significado da visita e o respeito à instituição, reconhecendo o papel estratégico do Tribunal para a boa condução da administração pública.

SUSTENTABILIDADE DAS CONTAS ESTADUAIS

Durante a reunião, foram tratados temas que impactam diretamente a qualidade dos serviços públicos e a sustentabilidade das contas estaduais, como orçamento, equilíbrio fiscal, previdência, arrecadação, investimentos, despesas com pessoal, governança. Também estiveram em pauta áreas essenciais para a população, entre elas saúde, educação e segurança pública.

A agenda reforça uma compreensão cada vez mais presente na gestão pública moderna: órgãos de controle e gestores compartilham o mesmo objetivo de promover resultados concretos para a sociedade, por meio de decisões mais seguras, eficientes e transparentes.

Nesse contexto, Marcos Rogério destacou a importância da orientação técnica do Tribunal durante a transição governamental e ao longo da futura administração, que terá início em janeiro de 2027.

Para o presidente do TCE-RO, a iniciativa demonstra compromisso com o planejamento e com a construção de um ambiente institucional cooperativo. Wilber Coimbra ressaltou que o Tribunal permanece à disposição para orientar, dentro dos limites legais, ações que contribuam para uma transição equilibrada e para uma gestão pública capaz de impulsionar o desenvolvimento do Estado.

fonte - assesssoria.

TSE desmente fraude e explica pausa na divulgação de votos por 50 minutos

Tribunal afirma que falha atingiu apenas módulo responsável por apresentar na internet a visualização da disputa presidencial; apuração e totalização seguiram normalmente...


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou, nesta terça-feira (6), que a pausa na divulgação dos resultados do primeiro turno da eleição presidencial tenha comprometido a votação. Em nota, a Corte atribuiu o episódio a uma "contenção no processamento de dados", que travou por cerca de 50 minutos a atualização do placar nacional na noite de domingo (4).

De acordo com o tribunal, a paralisação ocorreu quando 64,81% dos dados já haviam sido divulgados, depois de um aumento no volume de informações por volta das 19h14. A situação foi normalizada às 20h04.

O TSE afirma que a falha ficou restrita ao módulo responsável por apresentar na internet a visualização nacional da disputa presidencial. Os dados por unidade da Federação, segundo a corte, continuaram sendo publicados sem interrupção.

"Portanto, a interrupção na divulgação dos resultados na visualização 'Brasil' não altera os resultados registrados pelas urnas. Os resultados das urnas estão preservados e expressam fielmente a vontade das eleitoras e dos eleitores", diz.

Segundo a nota, a apuração, feita pela urna eletrônica em cada seção, não foi atingida. Sobre a totalização, que soma os resultados das urnas, o tribunal informa que o cálculo seguiu normalmente, exceto por "um breve momento" em que foi suspenso por um protocolo de segurança que prevê a verificação individual dos sistemas.

Ainda de acordo com o TSE, os boletins de urna continuaram a ser transmitidos, recebidos, processados e publicados na internet durante o problema, assim como os sistemas de acompanhamento.

O esclarecimento foi divulgado após a circulação, nas redes sociais, de publicações e vídeos que associam a interrupção a uma suposta fraude no resultado do primeiro turno para presidente. O tribunal classifica a alegação como falsa e afirma que os resultados registrados pelas urnas estão preservados.

A Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE também apura as causas da paralisação, e os estudos técnicos começaram na própria noite de domingo. Segundo o tribunal, uma nova rotina está em desenvolvimento para impedir que a falha se repita no segundo turno.

Presidente do TSE já havia citado congestionamento

A explicação de que houve sobrecarga no sistema já havia sido dada no próprio domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Em pronunciamento após o fim da votação, ele afirmou que um congestionamento, provocado por um fluxo de dados superior ao normal, atrasou a divulgação dos resultados, e disse que o tribunal tinha "absoluto controle da situação".

Nunes Marques declarou que, diante de ocorrências desse tipo, o TSE adota um protocolo de revisão de todos os sistemas, já que, a princípio, não se sabe se o problema deriva de outra falha. Segundo ele, a equipe de tecnologia do tribunal constatou apenas o aumento no fluxo de dados.

Sobre uma possível interferência estrangeira, o ministro disse que não houve alerta dos setores do TSE nesse sentido e que não foi constatado nenhum tipo de intervenção após o encerramento da votação, às 17h. Ele acrescentou que o dia de votação não teve intercorrência grave e que os resultados continuavam sendo divulgados de forma transparente, pública e segura. 

fonte - Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília.

Kassio avalia liberar pedido de soltura de Bolsonaro a Fachin após 2º turno

Ministro deixará para depois das eleições o caso, do qual é relator no STF, para evitar impacto no resultado da disputa entre Flávio e Lula

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende se manifestar sobre o pedido de soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado por Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como relator, o magistrado libera o caso para julgamento e caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pautar a ação em plenário.



A informação foi adiantada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Metrópoles. A segunda etapa da votação está agendada para 25 de outubro.


Segundo interlocutores do ministro ouvidos pelo Metrópoles, Kassio descarta – por ora – libertar Bolsonaro por meio de decisão liminar (provisória). A expectativa é de que o caso seja levado para apreciação no plenário da Corte.


A ação deve ficar somente para depois do resultado da disputa presidencial. O magistrado é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e receia impactar resultado das eleições de 2026.


Pedido de soltura e visita

Os advogados do ex-chefe do Planalto entraram com nova revisão criminal sob o argumento de que o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal do golpe de Estado, seria suspeito de julgar o caso por causa de sua suposta ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar trama criminosa para se manter no poder após derrota nas urnas, em 2022, e cumpre a pena em caráter domiciliar.


A defesa também alega que não teve acesso à íntegra do conjunto probatório do processo e apresentou parecer técnico para questionar a cadeia de custódia das provas digitais.


Após o resultado do 1º turno, a defesa do ex-presidente também pediu autorização para a visita do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) antes do dia 11, quando acaba a proibição de visitas do senador ao pai.


No domingo (4/10), Flávio avançou para o 2º turno das eleições e garantiu a liderança na corrida ao Palácio do Planalto contra o presidente Lula. O candidato do PL prometeu conceder indulto ao pai caso vença as eleições. (Metrópoles)

Mendonça manda remover posts que dizem que Lula jogou bandeira no chão

Ministro determinou a exclusão de 16 publicações que afirmavam que, no dia das eleições, Lula havia amassado a bandeira do Brasil e a jogado no chão, demonstrando suposto "desprezo" pelo país



O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a remoção, no prazo de 24 horas, de publicações nas redes sociais que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jogou a bandeira do Brasil no chão após votar no primeiro turno das eleições de 2026.


A decisão atende parcialmente a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais. Segundo o grupo, Lula votou acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no último domingo (4) e, após o voto, ambos tiraram uma foto segurando a bandeira do Brasil, que foi enrolada e entregue a uma terceira pessoa após o registro.


Depois do episódio, porém, passaram a circular nas redes sociais publicações afirmando, sem provas, que Lula havia amassado a bandeira e a jogado no chão, demonstrando um suposto "desprezo pelo Brasil".


Ao analisar o caso, Mendonça fez uma distinção entre as diferentes narrativas sobre o episódio. Segundo ele, as imagens de alguns ângulos não permitem identificar com precisão o destino dado à bandeira após o registro das fotos. Ele pontuou que, em determinadas gravações, o movimento ocorre rapidamente e na parte inferior ou fora do enquadramento.


Por isso, o ministro avaliou não ser possível considerar que toda interpretação crítica sobre o episódio seja necessariamente falsa ou que os responsáveis pelas publicações tenham conhecimento prévio de que estariam disseminando uma fake news.


No entanto, o ministro também considerou uma gravação feita por outro ângulo, veiculada por veículo de imprensa, que permite visualizar que a bandeira foi, sim, entregue a uma terceira pessoa e não jogada no chão.


Com base nesse registro, Mendonça determinou a remoção das publicações que apresentam como fato que Lula “jogou”, “atirou” ou “deixou” a bandeira no chão pelo "perigo de dano",


A decisão não alcança, porém, publicações que afirmam que Lula “amassou” a bandeira, que a tratou de maneira inadequada ou que seu comportamento demonstraria desrespeito, desprezo ou falta de consideração pelo país.


Segundo o ministro, essas formulações envolvem juízo de valor acerca da forma como Lula manipulou a bandeira e do significado político ou simbólico atribuído à conduta.


"Cabe ao eleitor formar sua própria percepção sobre se a maneira pela qual a bandeira foi dobrada, enrolada ou manuseada representou gesto adequado, descuidado ou desrespeitoso. A Justiça Eleitoral não deve substituir o eleitor nesse tipo de avaliação política", afirmou. (CNN)


Direita domina Brasil nas urnas e Lula tem pior votação desde 1998

Presidente perde 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e vê PL e Novo conseguirem dominar quase 40% do Senado a partir do ano que vem...

Capitaneada pelo PL de Flávio Bolsonaro, a direita tirou cadeiras do centrão no Senado e fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amargar a sua pior votação em termos de votos válidos em um primeiro turno desde 1998.

Lula teve 53,9 milhões de votos neste domingo (4) e ficou atrás de Flávio, com 56,1 milhões de votos. Em porcentagem, o candidato do PL teve 47% dos votos válidos e o petista, 45,2%.

Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro (PL), Lula teve 48,4% dos votos válidos. Em 2006, quando disputava a reeleição, marcou 48,6%. E em 2002, quando chegou à Presidência pela primeira vez, teve 46,4%.

A última vez que o petista teve uma porcentagem de votos válidos tão baixa em um primeiro turno foi em 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em busca da reeleição e marcou 31,7%. Na ocasião, Lula foi derrotado ainda no primeiro turno.

Quem perde, quem ganha

Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e saiu derrotado em estados-chave para o resultado eleitoral, como em Minas Gerais, que sempre deu maioria dos votos a todos os presidentes eleitos desde 1989.

Na outra ponta, Flávio superou a votação do pai em 2022 em cerca de 5 milhões de votos, saltando de 51,1 milhões (43,2% dos votos válidos) para 56,1 milhões.

Os números de Flávio neste domingo se refletem nos resultados do PL nas eleições para o Senado.

O PL elegeu 19 senadores. Somados aos nove que já cumpriam mandatos definidos pelas urnas em 2022, o Partido Liberal tem hoje a previsão de ocupar 28 cadeiras no Senado a partir de 2027.

fonte - Henrique Sales Barros, da CNN Brasil, em São Paulo.

Ala do STF vê Moraes e Dino na mira do Senado

Nova composição do Senado, com cerca de 50 nomes favoráveis ao impeachment, preocupa ministros do Supremo Tribunal Federal; a apuração do analista de Política da CNN Matheus Teixeira...

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) avalia com preocupação a nova composição do Senado Federal após o primeiro turno das eleições, que apontou ampla presença da direita na Casa. Segundo apuração do analista de Política da CNN Matheus Teixeira, a estimativa dentro do tribunal é de que cerca de 50 senadores são declaradamente favoráveis ao impeachment de ministros do STF.

Na avaliação interna do tribunal, Alexandre de Moraes seria o principal alvo de um eventual processo de impeachment.

Matheus Teixeira explicou que Moraes se tornou figura central das críticas do bolsonarismo nos últimos anos e que sua condição de relator da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão aprofundou esse conflito.

"Ali no Supremo a aposta é que o número um da fila é o ministro Alexandre de Moraes", afirmou o analista.

Flávio Dino como segundo alvo e as diferenças jurídicas

Flávio Dino seria o segundo nome na fila, segundo as avaliações internas do STF. No entanto, Matheus Teixeira destacou uma diferença jurídica relevante entre os dois casos.

Uma decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, proferida no ano passado e ainda em vigor, elevou de 41 para 54 o número de votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo.

Além disso, a mesma decisão estabeleceu que apenas crimes comuns ou crimes de responsabilidade podem fundamentar o processo — e não o chamado "crime de hermenêutica", que consiste em criminalizar decisões judiciais.

"Flávio Dino é mais contestado por suas decisões, portanto, juridicamente, teria menos chances de prosperar o impeachment", pontuou o analista.

Já Moraes enfrenta questionamentos também relacionados ao caso do Banco Master, descrito como de "casos gravíssimos".

Vitória de Flávio Bolsonaro aumentaria as chances

Segundo Matheus Teixeira, caso Flávio Bolsonaro confirme o favoritismo e vença o segundo turno das eleições, as chances de avanço de um processo de impeachment seriam ainda maiores, uma vez que as articulações do Palácio do Planalto também influenciam esse tipo de votação.

O analista ressaltou que um impeachment de ministro do STF seria um evento inédito na história do país. "Nunca o ministro do Supremo sofreu impeachment na história", afirmou.

Reforma do Judiciário no horizonte

Além da ameaça de impeachment, o STF também se prepara para a possibilidade de uma reforma do Judiciário. A avaliação, segundo o analista, é de que mesmo em caso de vitória de Lula haveria pressão por alguma reforma, mas que, com Flávio Bolsonaro vencedor, ela seria muito mais ampla.

Dois pontos principais estariam no centro das mudanças esperadas: a retirada dos casos criminais da alçada do STF — o que retiraria do tribunal o julgamento de políticos com foro por prerrogativa de função — e a criação de mandatos para os ministros, de modo a impedir que nomes indicados com cerca de 48 ou 50 anos permaneçam no tribunal por até 25 ou 30 anos.

"Essas duas ideias andam em paralelo e a expectativa é que, em caso de vitória de Flávio, isso também possa se concretizar na própria legislatura", concluiu Matheus Teixeira.

fonte - Da CNN Brasil.

Quem Zema, Cury, Renan e Caiado apoiarão no segundo turno? Entenda

Candidatos derrotados da primeira etapa do pleito começaram a definir os posicionamentos para a sequência da disputa; Flávio Bolsonaro saiu na frente com 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%...

Com a confirmação do segundo turno presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), os candidatos derrotados da primeira etapa do pleito começaram a definir os posicionamentos para a sequência da disputa.

Flávio saiu na frente com 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%.

Romeu Zema (Novo)

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência reafirmou a postura de oposição ao PT. Na declaração concedida durante a apuração do primeiro turno, Zema afirmou que, "onde tiver PT", ele e seu partido serão "do outro lado". 

Embora houvesse expectativa em relação ao anúncio formal de apoio a Flávio Bolsonaro, o candidato do Novo não citou nominalmente o senador do PL na primeira manifestação pública.

Na ocasião, Zema destacou que a prioridade do partido no pleito foi o cumprimento da cláusula de barreira para garantir prerrogativas e recursos na próxima legislatura.

Neste segunda-feira (5), Zema declarou apoio a Flávio, afirmando que não poderia "ficar em cima do muro".

Augusto Cury (Avante)

O escritor e candidato pelo Avante declarou que não apoiará nenhum postulante no segundo turno e que manterá a neutralidade.

Cury afirmou que vai se "silenciar completamente" em relação as dois nomes que avançaram na disputa, além de acrescentar que suas propostas de governo continuam à disposição para quem desejar aproveitá-las.

Além disso, o escritor ressaltou que ninguém está autorizado a utilizar seu nome ou o de seu candidato a vice-presidente para declarar apoio a qualquer um dos lados. Cury indicou ainda que não pretende dar continuidade à carreira política e descartou assumir cargos ministeriais em um futuro governo.

Renan Santos (Missão)

O postulante do partido Missão anunciou que não fará campanha para nenhum candidato e tampouco para o voto nulo. Ao comentar o resultado das urnas, afirmou que não faria diferença se engajar na etapa final e orientou seus eleitores a agirem como preferirem. 

Renan avaliou que o cenário desenhado pelas urnas indica favorecimento ao candidato do PL no segundo turno. Apesar de criticar o resultado do pleito, o candidato afirmou que não deixará a atuação política e que rpetende dar sequência à construção do seu partido para as próximas eleições.

Ronaldo Caiado (PSD)

Quinto colocado na corrida presidencial, o ex-governador de Goiás informou que passará por alinhamento intenrno antes de formalizar qualquer posição. Caiado declarou que pretende manter sua coerência política, mas ponderou que só anunciará uma decisão após se reunir com Gilberto Kassab.

O político goiano destacou o agradecimento ao partido pela oportunidade de disputar o Palácio do Planalto e indicou que, independentemente do desfecho nacional, continuará a acompanhar a política regional em apoio ao governo de Goiás.

fonte - Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo.

Maurício Carvalho é reeleito deputado federal por Rondônia

Mais de 36 mil rondonienses renovaram a confiança no deputado para dar continuidade ao trabalho...

Maurício Carvalho foi reeleito deputado federal por Rondônia neste domingo (4), com mais de 36.242 votos. O resultado garante mais quatro anos de mandato e renova a confiança no trabalho construído ao longo dos últimos anos.

“Mais de 36 mil pessoas confiaram novamente em mim para representar Rondônia. Minha palavra hoje é gratidão. Obrigado por cada voto, cada abraço e cada pessoa que caminhou ao nosso lado. Vou honrar essa confiança com ainda mais trabalho”, afirmou.


Durante a campanha, Maurício percorreu o estado prestando contas do mandato e ouvindo a população sobre os próximos desafios. Agora, reeleito, reforça o compromisso de continuar presente nos municípios e defendendo Rondônia em Brasília.

“Eu disse que trabalho realizado era a melhor credencial para falar do que ainda queremos fazer. Rondônia nos deu a oportunidade de continuar. Muito obrigado pela confiança. O trabalho continua.”

fonte - assessoria.

Cirone Deiró agradece 134 mil votos e reafirma compromisso de continuar trabalhando por Rondônia

Deputado destaca a caminhada ao lado de Hildon Chaves, agradece o apoio recebido nos municípios e afirma que o resultado de Noeli Deiró nas urnas representa o reconhecimento ao trabalho realizado em favor da população...


O deputado estadual Cirone Deiró, candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Hildon Chaves, agradeceu os 134.355 votos recebidos pela coligação União Progressista nas eleições deste domingo. Ao avaliar o resultado das urnas, Cirone destacou que a candidatura foi a última a ser lançada na disputa pelo Governo de Rondônia e que, em apenas cinco meses, ele e Hildon percorreram diferentes regiões do estado para ouvir a população e apresentar propostas para o desenvolvimento dos municípios.

Com mais de R$ 150 milhões em recursos destinados aos municípios, associações rurais e instituições que atendem pessoas com deficiência, Cirone destacou-se na atual legislatura pela atuação municipalista e pela defesa de setores como agricultura familiar, cafeicultura, saúde, educação e inclusão. Segundo ele, esse trabalho contribuiu para sua escolha como candidato a vice-governador e também se refletiu na votação de sua esposa, Noeli Deiró, que recebeu 13.983 votos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. “A votação da Noeli demonstra o reconhecimento da população ao trabalho que realizamos na Assembleia Legislativa e à presença que mantivemos nos municípios ao longo desses anos”, avaliou.

Cirone fez questão de agradecer às famílias que receberam o candidato ao governo Hildon Chaves e ele durante a campanha, assim como produtores rurais, trabalhadores do campo e da cidade, comerciantes, lideranças e representantes de associações que participaram das agendas realizadas em diferentes regiões de Rondônia. “Obrigado a cada família que abriu as portas de sua casa e dividiu conosco seus sonhos e suas preocupações. Obrigado por nos ouvirem e por permitirem que estivéssemos tão próximos. Essa caminhada reforçou ainda mais a certeza de que há muito trabalho a ser feito. Continuaremos perto das pessoas, defendendo quem produz, quem precisa de oportunidades e quem espera mais presença e respeito do poder público”, afirmou.

Para Cirone, o encerramento da eleição não representa o fim do compromisso assumido com a população. O parlamentar garantiu que continuará trabalhando pelos 52 municípios e defendendo ações capazes de gerar oportunidades, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a economia de Rondônia. “A eleição terminou, mas o nosso compromisso com os rondonienses continua. Rondônia sempre poderá contar com o meu trabalho e da Noeli. Temos um compromisso com cada família, cada empresário, trabalhador, produtor rural e agricultor que acredita que é possível construir um estado melhor”, destacou.

Cirone também ressaltou que os investimentos realizados ao longo de seu mandato, especialmente na agricultura familiar e na cafeicultura, continuarão produzindo resultados nos próximos anos, contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento nos municípios rondonienses.

Jornalista Edna Okabayashi/ assessoria.

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