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Escritório de mulher de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões do Master

Dados da Receita Federal referentes a 2024 e 2025 constam em documentos enviados à CPI do Crime Organizado; escritório nega e fala em “informações incorretas e vazadas ilicitamente”...


Dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025.

Os pagamentos foram levantados pela comissão com base na declaração de IR (Imposto de Renda) da instituição financeira comandada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março.

Procurado, o escritório Barci de Moraes disse não confirmar informações “incorretas e vazadas ilicitamente”.

"O escritório não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos", diz em mensagem enviada à reportagem.

Viviane já havia reconhecido a prestação de serviços ao Master. Em nota pública divulgada em março, o escritório da advogada relatou ter prestado “ampla consultoria e atuação jurídica”.

O texto detalha que o trabalho envolveu uma equipe de 15 advogados, a subcontratação de outros três escritórios e que foram realizadas 79 reuniões na sede do Master. O valor cobrado pelo trabalho, entretanto, não foi revelado.

Em dezembro de 2022, o jornal O Globo revelou que o escritório Barci de Moraes tinha contrato de R$ 129 milhões com o Master. O acordo previa remunerações mensais de 2024 a 2027. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, os pagamentos foram interrompidos.

FONTE - Isabel Mega e Matheus Teixeira, da CNN Brasil.

Pesquisa mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno

Flávio tem 45,8%, e Lula, 45,5% no 2º turno...


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pelo Planalto, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8). O resultado representa empate técnico entre ambos.

No cenário entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o presidente soma 45%, ante 39% do ex-governador de Goiás. Brancos, nulos e indecisos chegam a 16%.

Em disputa contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 44,7%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais tem 38,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 16,6%.

No quarto cenário, Lula registra 45%, contra 26,4% do coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão). Brancos, nulos e indecisos também totalizam 28,6%.

Já contra o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), Lula aparece com 46%, enquanto Rebelo tem 22,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 31,4%.


Metodologia

Foram ouvidas 1.500 pesoas em todo o país entre os dias 3 e 7 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00605/2026.

fonte - Poliana Santos, da CNN Brasil, São Paulo.

Hugo diz que governo não enviará urgência e escala 6x1 tramitará por PEC

Projeto de interesse da base do presidente Lula deve passar por uma comissão temática e mais critérios de votação em plenário



O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira (7) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desistiu de enviar um projeto de lei que encerra a escala 6x1 em regime de urgência, como havia ventilado a ex-ministra Gleisi Hoffman. 

Segundo o presidente da Casa, o Planalto  optou por apoiar a tramitação da proposta por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). (CNN)


Família de Moraes triplicou patrimônio em cinco anos, diz jornal

Levantamento aponta compra de R$ 23,4 milhões em imóveis entre 2021 e 2025; ministro do STF e esposa ainda não se manifestaram...


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário da família em cinco anos, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

O levantamento, ainda de acordo com a publicação, foi feito com base em contratos registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Só entre 2021 e 2025, o casal teria comprado, à vista, imóveis no valor de R$ 23,4 milhões em Brasília e em São Paulo.

Ao todo, o casal teria 17 imóveis avaliados em um total de R$ 31,5 milhões. O valor, conforme a reportagem, é três vezes superior aos R$ 8,6 milhões registrados até 2017, quando o ministro assumiu uma cadeira no STF.

A CNN entrou em contato com o gabinete de Moraes no STF e com a esposa do ministro, mas ainda não teve retorno.

A reportagem destaca que Moraes não é sócio da empresa, mas que é casado com a advogada sob o regime de comunhão parcial de bens, ou seja, os bens adquiridos durante o casamento integram o patrimônio do casal. Como ministro do STF, Moraes ganha o teto do funcionalismo: R$ 46 mil.

Dentre os imóveis adquiridos, estão uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília; um apartamento em Campos de Jordão (SP); e dois apartamentos no Jardim América, na área nobre de São Paulo.

A maior parte das compras de imóveis teria sido realizada pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, sociedade de Viviane com os filhos do casal, Alexandre e Giuliana. A empresa também não se manifestou até a publicação desta reportagem.

fonte - Da CNN Brasil, da CNN Brasil, Brasília

Roni Irmãozinho se filia ao Podemos e se consolida como pré-candidato a deputado estadual por Rondônia

O ex-prefeito Roni Irmãozinho oficializou sua filiação ao Podemos em 4 de abril de 2026, reforçando sua atuação política na região e consolidando seu nome como pré-candidato a deputado estadual.


Com a filiação, Roni passa a integrar a chapa proporcional do partido, colocando-se como uma das apostas da legenda para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia sob a liderança do prefeito Léo Moraes.

Conhecido por sua trajetória no Poder Executivo, Roni construiu sua carreira política no município de Buritis, onde atuou como prefeito por dois mandatos. Ao longo de suas gestões, ganhou reconhecimento pelo trabalho realizado à frente da prefeitura, o que agora fundamenta sua nova etapa na vida pública.

Ao ingressar no cenário da política estadual, o pré-candidato mantém um discurso pautado no compromisso com o desenvolvimento de seu município e do estado de Rondônia. Sua chegada ao partido foi celebrada por lideranças como o deputado Rafael Fera, que destacou a importância de sua experiência administrativa para o projeto da legenda.

Com um perfil voltado à gestão pública, Roni Irmãozinho fortalece sua pré-candidatura ao Legislativo Estadual, buscando consolidar uma base de apoio ligada à continuidade do trabalho que o projetou regionalmente.

A filiação ao Podemos amplia a capilaridade do partido no interior do estado e reforça o posicionamento de Roni como uma liderança política em ascensão, agora com foco na disputa por uma vaga como deputado estadual por Rondônia.


Onze governadores renunciam para disputar eleições de outubro

Primeiro turno das eleições será em 4 de outubro...

FOTO - Reprodução

O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado (4). A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro.

Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura.

Nove governadores saíram o cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.

Reeleição

Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

De acordo com a legislação eleitoral, políticos não precisam deixar os cargos no Poder Executivo se pretendem disputar o segundo mandato.

Ficam no governo

Sete govenadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).

Eleições

O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a elegerem o presidente da República, o vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.

O segundo turno poderá realizado, no dia 25 de outubro, para os cargos de presidente e govenador se nenhum dos candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, no primeiro turno.

FONTE - Agência Brasil.

COMBATE: Vereador destrata mãe após ser questionado por críticas a evento de Páscoa para crianças em Porto Velho

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um momento de tensão envolvendo o vereador Marcos Combate durante a festa de Páscoa promovida pela Prefeitura de Porto Velho, realizada neste sábado (4), no Parque da Cidade. O parlamentar estava no local produzindo conteúdo com críticas ao evento quando foi abordado por uma mãe que participava da programação ao lado dos dois filhos.

foto - reprodução

De forma pacífica, a mulher questionou o teor das críticas feitas por ele e pediu mais respeito à iniciativa, voltada ao público infantil. 

Durante a abordagem, ela chegou a oferecer um bombom ao vereador, em um gesto interpretado como tentativa de amenizar o tom da conversa.

A reação de Marcos Combate, no entanto, foi considerada desproporcional por parte do público. Visivelmente irritado, ele interrompeu a interação, respondeu de forma ríspida e se afastou, ainda criticando a atitude da mulher.

A cena foi registrada em vídeo e rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando repercussão entre os internautas. 

O episódio ocorreu enquanto diversas famílias participavam das atividades de Páscoa no parque, o que ampliou o debate online sobre a postura do vereador e o respeito em espaços públicos, especialmente em eventos voltados a crianças.

Termina neste sábado prazo para que partidos registrem seus estatutos

TSE informa que a exigência segue a legislação eleitoral...


Hoje (4) é o último dia para os partidos políticos e as federações que desejam participar do pleito registrem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, a legislação eleitoral estabelece que “partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições”, marcadas para o dia 4 de outubro.

Também acaba neste sábado o prazo para que candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem concorrer e para que estejam com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido.

O Tribunal informa que a “exigência segue a legislação eleitoral, embora as agremiações possam estabelecer prazos mais longos nos respectivos estatutos”.

Desincompatibilização

Outro prazo que termina neste sábado deve ser observado por ocupantes de cargos do Poder Executivo. De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data das eleições.

A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o TSE, serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

fonte - Agência Brasil.

Médicos reforçam ao STF indicação de nova cirurgia para Bolsonaro

Documento periódico foi anexado ao processo por ordem do ministro Alexandre de Moraes

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) novos relatórios médicos que reforçam a indicação de cirurgia no ombro direito, diante de quadro de dor e limitação funcional.

Médicos reforçam ao STF indicação de nova cirurgia para Bolsonaro


Moraes deu aval para a prisão domiciliar de Bolsonaro por um período de 90 dias quando o ex-presidente foi internado no final de março. O ministro justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.


A decisão condicionou a medida ao envio de relatórios periódicos ao STF. A defesa e a equipe médica devem apresentar, a cada sete dias, informações sobre o estado de saúde e a evolução do tratamento.


Este foi o primeiro relatório desde que Bolsonaro chegou em sua casa no Jardim Botânico em 27 de março.


Segundo os documentos enviados ao STF nesta sexta-feira (3), Bolsonaro apresenta redução de movimentos, perda de força e dificuldade para realizar atividades. O laudo aponta que o ex-presidente está em fase pré-operatória.


Os relatórios também indicam que a fisioterapia segue restrita ao controle da dor, sem progressão para exercícios ativos. (CNN)

“Glória a Deus”: Cabo Daciolo diz que disputará a Presidência em 2026

Ex-deputado federal Cabo Daciolo disputou em 2018 e ganhou projeção pela frase “Glória a Deus” e por questionar a existência da “Ursal”

O ex-deputado federal Cabo Daciolo se filiou, nesta sexta-feira (3/4), ao Mobiliza para disputar as eleições deste ano. O pastor evangélico deverá se lançar à Presidência da República, pleito que disputou em 2018.



Daciolo ficou conhecido na disputa pela frase “Glória a Deus”. Ele usou repetidamente a expressão durante os debates presidenciais e ao pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ter voto impresso e, depois, para anular o primeiro turno das eleições, que colocaram Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, no segundo turno.


Cabo Daciolo também protagonizou embates que viralizaram nas redes sociais, como quando perguntou ao então candidato Ciro Gomes (PDT) sobre a “Ursal”, um suposto plano para replicar o modelo da União Soviética na América Latina.


Nas redes sociais, Daciolo anunciou a filiação ao Mobiliza e publicou fotos ao lado do presidente da legenda, Carlos Massarollo.


Cabo Daciolo iniciou a trajetória política no PSol, partido pelo qual se elegeu à Câmara dos Deputados em 2014 e do qual foi expulso em 2015. Para as eleições de 2018 se filiou ao Patriota. Em 2022, o pastor evangélico migrou para o PDT.


No segundo turno entre Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Daciolo foi contra a posição do partido e pediu voto nulo. (Metrópoles)


Governo dos EUA expressa “séria preocupação” com censura no Brasil

Sem nomear Moraes, Departamento de Estado dos EUA se disse “seriamente preocupado” com ordens judiciais de censura...


O Departamento de Estado (DoS) dos Estados Unidos afirmou, nesta quarta-feira (1º/4), ter “sérias preocupações” com decisões judiciais brasileiras que “restringem a liberdade de expressão on-line” e com supostas ações do governo brasileiro para “suprimir” críticos.

A declaração, enviada ao Metrópoles, foi feita em resposta a um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA que critica decisões do ministro Alexandre de Moraes (STF) que determinam a supressão de postagens e de contas em redes sociais. O texto do DoS, no entanto, não menciona Moraes.

No governo dos EUA, o Departamento de Estado é equivalente ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) brasileiro. A pasta é comandada atualmente pelo político e advogado Marco Rubio.

“Temos manifestado séria preocupação com decisões judiciais amplas e desproporcionais que restringem a liberdade de expressão on-line e o acesso à informação, bem como com ações governamentais que, de forma secreta, suprimem opiniões políticas desfavoráveis — incluindo as de jornalistas e autoridades eleitas — sem o devido processo legal”, diz a declaração do Departamento de Estado dos EUA.

A declaração não detalha quais seriam essas “ações governamentais”.

Como mostrou a coluna, um relatório do Comitê Judiciário do Congresso dos Estados Unidos, atualmente controlado pelo Partido Republicano, acusou o ministro Alexandre de Moraes de atacar o direito à liberdade de expressão naquele país.

Publicado nesta quarta-feira, o relatório afirma ainda que decisões de Moraes promoveriam uma “campanha de censura e lawfare” que “atinge o cerne da democracia brasileira”, com impacto potencial sobre as eleições de 2026.

O texto cita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente vivendo nos EUA, e seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República.

“As ordens de censura e o lawfare conduzidos pelo ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente sua capacidade de se expressar on-line sobre temas de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”, diz um trecho.

Por meio de intimações na Justiça dos EUA, o Comitê Judiciário obteve cópias de ordens de Alexandre de Moraes e de outros órgãos da Justiça brasileira direcionadas a empresas de redes sociais dos EUA, determinando a remoção de postagens e a suspensão de contas.

O relatório é acompanhado de 85 anexos. A maioria consiste em decisões de Moraes ordenando a suspensão de contas e a remoção de postagens. Há, por exemplo, quatro diferentes ordens para a plataforma de áudio Spotify remover conteúdos do youtuber Bruno Aiub, conhecido como Monark.

Outro anexo traz “ordens e decisões do ministro Alexandre de Moraes para censurar e fornecer dados sobre Eduardo Bolsonaro e outros dois indivíduos”, datadas de 23 de setembro de 2025.

A reportagem do Metrópoles procurou Moraes para comentar, na manhã desta quarta-feira (1º/4), mas não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto.

fonte - Andre ShaldersSamuel Pancher - METRÓPOLES.

Planalto oficializa ao Senado indicação de Messias ao STF

Formalização do nome do advogado-geral da União para vaga na Corte abre caminho de análise no Senado; escolha foi anunciada por Lula em novembro do ano passado...


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou, nesta quarta-feira (1°), mensagem ao Senado Federal para oficializar a indicação de Jorge Messias para vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em 20 de novembro do ano passado, o chefe do Palácio do Planalto anunciou a escolha do advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

A escolha de Lula por Messias desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a escolha do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A indicação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) ainda em novembro, mas não enviada ao Parlamento, como prevê o protocolo. A decisão foi interpretada no Legislativo como uma manobra para evitar uma eventual derrota do advogado-geral da União.

Ainda em dezembro, o presidente do Senado chegou a agendar a sabatina. Sem a mensagem presidencial, Alcolumbre cancelou a sessão e criticou a demora do Planalto. Desde então, Messias realizou encontros com senadores para tentar reunir apoio e diminuir a resistência ao seu nome.

O envio do documento é o passo essencial para dar início à tramitação da indicação, que inclui sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e votação no plenário do Senado.

Como a CNN mostrou, com o envio oficial de sua indicação, Messias deve retomar e intensificar reuniões com senadores em busca de apoio.

fonte - CNN BRASIL.

Lula sanciona ampliação gradual da licença-paternidade

Nova lei aumenta período de licença de 5 para 20 dias e institui salário-maternidade; ausência passa a ser bancada pelo governo, e não mais pelas empresas...


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na manhã desta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade de cinco para 20 dias. 

O texto também institui o salário-paternidade, que será pago pela Previdência Social, que também passará a arcar com o custo da ausência dos pais durante a licença — antes da lei, o custo era bancado pela empresa contratante. O custo do aumento do tempo de ausência será de cerca de R$ 5,4 bilhões até 2030.

Para instituir a licença-paternidade, o tempo de ausência a ser aplicado aumentará de forma gradual:

  • 10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei (2026 e 2027);
  • 15 dias no terceiro ano da lei (2028);
  • 20 dias a partir do quarto ano da lei (2029).

A nova lei também valerá para os pais adotivos de crianças ou adolescentes. Além disso, os pais também poderão dividir o período de licença, podendo tirar metade doas dias depois do nascimento ou da adoção, e o restante em um prazo de 180 dias.

Em caso de morte da mãe da criança, o pai terá direito ao mesmo período da licença-maternidade (120 dias). A remuneração deve ser integral durante o período de afastamento.

A transferência de custos da empresa contratante para a Previdência foi uma forma de evitar atritos com o setor privado. Com a medida, o benefício é igualado às condições da licença-maternidade, que já é paga pelo governo federal.

O texto foi aprovado pelo Senado Federal no início de março, depois de já ter passado pela Câmara dos Deputados. A proposta não enfrentou grandes resistências por parte dos congressistas.

Com a aprovação do PL (projeto de lei), o Congresso cumpriu determinação por parte do STF (Supremo Tribunal Federal), que, em 2023, estabeleceu um prazo para que o Legislativo se movimentasse acerca do tema, considerando que o período de afastamento de 5 dias era insuficiente.

Na ocasião, a Corte reconheceu omissão por parte do Congresso Nacional. Caso não houvesse uma regulamentação por parte do Legislativo, a licença-paternidade passaria a seguir as regras da licença-maternidade, que tem duração de 120 dias.

fonte - Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, Brasília.

Após mais de dois anos foragido, ex-deputado de RO se entrega à polícia

O ex-deputado estadual de Rondônia Jidalias dos Anjos Pinto, conhecido como Tiziu, se apresentou espontaneamente à polícia na segunda-feira (30), no município de Cerejeiras, após ser alvo de investigação sobre a comercialização ilegal de minério extraído da Terra Indígena Yanomami.


De acordo com a Polícia Civil, após se entregar na 1ª Delegacia de Cerejeiras, foram realizados os procedimentos de praxe e, em seguida, ele foi encaminhado para a Casa de Detenção do município, onde permanece à disposição da Justiça.

Tiziu é investigado por suposta participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de patrimônio da União. 

As apurações fazem parte da operação Forja de Hefesto, deflagrada em dezembro de 2023, que investiga um esquema de venda de cassiterita extraída ilegalmente em território indígena para empresas multinacionais.

Segundo as investigações, o ex-parlamentar seria suspeito de integrar a estrutura do grupo e de possuir maquinários utilizados na atividade ilegal dentro da área Yanomami.

Empresário de Ariquemes, Tiziu teve atuação na política rondoniense entre 2007 e 2010 como deputado estadual. Posteriormente, também disputou outros cargos eletivos no estado.

Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice-presidente

Alckmin deixará comando do ministério para se candidatar a vice, diz Lula...


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em reunião ministerial nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin será pré-candidato a vice-presidente na sua chapa pela reeleição no pleito de outubro deste ano.

Ao discursar durante reunião ministerial, Lula disse que Alckmin deixará o comando do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Pela legislação, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.

"O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", afirmou o presidente.

Em atualização.

fonte - CNN BRASIL.

Lula comanda reunião ministerial com auxiliares que vão deixar cargos

Reunião com todos os auxiliares de Lula acontece nesta terça (31/3), no Palácio do Planalto. Cerca de 18 ministros devem deixar a Esplanada...

FOTO - Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz, nesta terça-feira (31/3), reunião ministerial com ministros que vão deixar o governo para disputar as eleições e seus respectivos sucessores. A expectativa é que ao menos 18 auxiliares entreguem os cargos, respeitando o prazo para desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado (4/4).

O objetivo é fazer um balanço das ações da gestão e formalizar a “passagem de bastão” aos titulares que comandarão as pastas até o fim do mandato. A previsão é de que todos os auxiliares participem, inclusive os que permanecerão no Executivo até o término do governo. O encontro acontecerá na Sala de Reunião Suprema do Palácio do Planalto.

A tendência é que a maioria dos ministros seja substituída pelos secretários-executivos. Lula vai priorizar nomes da casa, que já estão familiarizados com a rotina dos ministérios e devem manter as entregas.

Em algumas pastas, o cenário está indefinido. O presidente ainda não bateu o martelo sobre o sucessor da ministra Gleisi Hoffmann (PT), na Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. Segundo a titular da pasta, que deixa o cargo na quarta-feira (1º/4), a decisão deve ser tomada até o fim da semana.

Inicialmente, o plano era promover o atual chefe do Conselhão, Olavo Noleto, ao cargo de ministro. Nos últimos dias, porém, o presidente passou a avaliar alternativas com maior trânsito no Congresso.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Noleto segue no páreo, e aliados apostam que ele pode acabar escolhido caso o Planalto não encontre um nome mais experiente disposto a assumir o posto nesta reta final do mandato.

Indefinições

O destino do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), segue incerto. Ele é cotado tanto para disputar o Senado quanto para compor, como vice, a chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad na corrida ao governo de São Paulo.

Em outra frente, também é apontado como possível substituto de Geraldo Alckmin (PSB) no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Alckmin, por sua vez, vai deixar o comando da pasta, mas permanecerá na Vice-Presidência da República. A tendência é que volte a compor a chapa de Lula como vice, apesar de o presidente já ter sugerido publicamente a possibilidade de uma candidatura de Alckmin ao Senado por São Paulo.

De toda forma, o pessebista, com forte capital político no estado, deve atuar como peça-chave na campanha de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes.

Já o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), também está indefinido. Ele ainda não decidiu se deixará o governo para disputar vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco.

Para o ministro da Educação, o cenário também é incerto. Camilo Santana (PT) vai se desincompatibilizar do cargo, inicialmente para atuar na campanha pela reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Nos bastidores, porém, o PT não descarta lançá-lo ao governo estadual, caso Elmano não avance nas pesquisas frente a Ciro Gomes (PSDB).

Nessa segunda-feira (30/3), Lula afirmou que Camilo será “candidato a não sei o quê” e anunciou que o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, vai assumir o comando da pasta.

Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), decidiu permanecer no cargo. Inicialmente cotado para disputar o Senado por Minas Gerais, ele confirmou, em Belo Horizonte, nessa segunda, que não concorrerá a um cargo eletivo neste ano.

Silveira segue no Executivo em um momento sensível, marcado pela alta nos preços dos combustíveis em meio ao conflito no Oriente Médio.

Saída de ministros

Cerca de 18 ministros devem deixar o governo para disputar cargos na Câmara, no Senado e nos Executivos locais.

A legislação eleitoral determina que autoridades públicas que pretendem concorrer a cargos diferentes daqueles que ocupam devem se desincompatibilizar do posto seis meses antes da eleição.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Portanto, a data-limite para desincompatibilização é 4 de abril.

A tendência é que os auxiliares do presidente sejam substituídos por quadros de dentro dos ministérios, com o objetivo de manter as entregas até o fim do mandato.

Veja os ministros que devem deixar o governo para disputar as eleições e quais cargos vão concorrer:

Governos estaduais

  • Fernando Haddad (PT), Fazenda: deixou o cargo em 20 de março: pré-candidato ao governo de São Paulo;
  • Renan Filho (MDB), Transportes: pré-candidato ao governo de Alagoas.


Senado

  • Rui Costa (PT), Casa Civil: pré-candidato ao Senado pela Bahia;
  • Gleisi Hoffmann (PT), Secretaria de Relações Institucionais: pré-candidata ao Senado pelo Paraná;
  • Simone Tebet (PSB), Planejamento e Orçamento: pré-candidata ao Senado por São Paulo;
  • Marina Silva (Rede), Meio Ambiente: cotada para concorrer ao Senado ou vice em São Paulo;
  • Carlos Fávaro (PSD), Agricultura e Pecuária: pré-candidato ao Senado por Mato Grosso;
  • Waldez Góes (PDT), Integração Regional: pré-candidato ao Senado pelo Amapá;
  • André Fufuca (PP), Esporte: cotado para concorrer ao Senado ou governo do Maranhão.


Câmara dos Deputados

  • Jader Filho (MDB), Cidades: pré-candidato à Câmara pelo Pará;
  • Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos: pré-candidato à Câmara por Pernambuco;
  • Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário: pré-candidato à Câmara por São Paulo;
  • Anielle Franco (PT), Igualdade Racial: pré-candidata à Câmara pelo Rio de Janeiro;
  • Sonia Guajajara (PSol), Povos Indígenas: pré-candidata à Câmara por São Paulo.


Assembleias estaduais

  • Macaé Evaristo (PT), Direitos Humanos e da Cidadania: cotada para concorrer a uma vaga de deputada estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

fonte - Daniela SantosAlice Groth/METRÓPOLES.

Euma Tourinho se filia ao Podemos e se consolida como pré-candidata a deputada federal por Rondônia

A ex-magistrada Euma Tourinho oficializou sua filiação ao Podemos, reforçando sua atuação política em Rondônia e consolidando seu nome como pré-candidata a deputada federal.

foto - divulgação

Com a filiação, Euma passa a integrar a chapa proporcional do partido, colocando-se como uma das apostas da legenda na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Conhecida por sua trajetória no Judiciário, construiu carreira como juíza de Direito no Tribunal de Justiça de Rondônia, com atuação em diversas comarcas, especialmente em Porto Velho. Ao longo dos anos, ganhou notoriedade por decisões firmes e posicionamentos rigorosos em casos de grande repercussão.

Após se aposentar da magistratura, iniciou uma nova fase na vida pública ao ingressar na política, com um discurso pautado na ética, transparência e combate à corrupção. Desde então, tem participado ativamente do cenário político, inclusive com candidatura à Prefeitura de Porto Velho.

foto - divulgação

Com perfil firme e combativo, Euma Tourinho fortalece sua pré-candidatura à Câmara Federal, consolidando uma base de apoio ligada à defesa da boa gestão pública, segurança jurídica e fortalecimento dos mecanismos de controle.

A filiação ao Podemos amplia sua presença partidária e reforça seu posicionamento como uma liderança política em ascensão, agora com foco na disputa por uma vaga como deputada federal por Rondônia.

Jaime Gazola se filia ao Podemos e mira vaga na Câmara Federal por Rondônia

O atual secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Jaime Gazola, oficializou sua filiação ao Podemos em um momento marcado por avanços na área da saúde no município.

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A filiação ao Podemos marca também sua entrada na composição da chapa proporcional do partido, onde aparece como pré-candidato a deputado federal, reforçando o grupo que disputará vagas na Câmara dos Deputados por Rondônia.

Com perfil técnico e trajetória consolidada na gestão pública, Gazola tem se destacado à frente da Secretaria Municipal de Saúde pela condução de ações voltadas à melhoria do atendimento e à reestruturação da rede pública.

Entre os principais resultados de sua gestão estão iniciativas de reorganização dos serviços, fortalecimento da rede hospitalar e avanços em projetos estruturantes, como a implantação do Hospital Universitário, considerado estratégico para ampliar a capacidade de atendimento na capital.

Médico de formação e especialista em gestão em saúde, Gazola também acumulou experiência como secretário estadual de Saúde de Rondônia, além de ter tido papel relevante durante a pandemia da COVID-19, quando coordenou medidas emergenciais e expansão de leitos.

Na atual gestão municipal, sua atuação tem sido marcada pelo foco em eficiência administrativa, modernização dos processos e busca por soluções estruturais para os desafios da saúde pública.

O movimento amplia sua presença no cenário político e consolida seu nome como uma liderança técnica com experiência em gestão e participação em projetos de grande impacto.

CPMI do INSS termina sem relatório aprovado, após 7 meses de trabalho

Última sessão da CPMI do INSS terminou na madrugada deste sábado (28/3), após mais de 16 horas e com a rejeição do relatório final...


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou ao fim neste sábado (28/3), após sete meses de trabalho e sem um relatório final aprovado. O texto oficial, do relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi rejeitado por 19 votos a 12 no início da madrugada, depois de mais de 16 horas de sessão.

A expectativa era que os parlamentares apreciassem um relatório paralelo, apresentado pelos governistas, em uma sessão neste sábado, último dia da CPMI. Contudo, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não aceitou a possibilidade, ao negar o pedido da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) de indicação de um relator para a leitura do texto.


Sem tempo hábil para mais discussões, a CPMI não terá um parecer oficial. O colegiado tentava a prorrogação dos trabalhos desde dezembro e tinha as assinaturas necessárias para isso. No entanto, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não foi favorável à medida. De acordo com o regimento interno, para estender o prazo, Alcolumbre precisaria fazer a leitura do pedido em uma sessão do Congresso, o que não ocorreu.

O impasse chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A CPMI entrou com um pedido na Corte para obrigar Alcolumbre a autorizar a prorrogação do prazo. O ministro André Mendonça chegou a determinar a continuidade dos trabalhos. Contudo, a decisão foi revertida pelo plenário, que entendeu que o tema é de competência interna do Congresso.

Sem concesso no relatório

O relatório oficial foi apresentado por Alfredo Gaspar nessa sexta-feira (27/3) e pedia o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no desvio bilionário de aposentadorias e pensões do INSS.

Entre os nomes com pedido de indiciamento está o de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento também pedia a prisão preventiva dele por ter deixado o Brasil com destino à Espanha, onde reside, o que a CPMI considerou como tentativa de fuga.

O texto, com mais de 4 mil páginas, ainda solicitava o indiciamento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e de Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência do governo Lula.

Mas, antes mesmo de o parecer ser apresentado, os governistas, maioria na comissão, submeteram um relatório paralelo que pedia o indiciamento de 130 pessoas. De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o texto incluía o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os pedidos de indiciamento. Bolsonaro seria indiciado por furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa; e Flávio, por organização criminosa.

O relatório, no entanto, não chegou a ser lido e nem votado. Após o fim da sessão, Paulo Pimenta declarou que a decisão do presidente da CPMI de não colocar o texto em votação é uma “afronta à democracia” e que levará o relatório à Polícia Federal. “Se essa comissão concluiu seus trabalhos sem ter um relatório final, foi uma decisão política. Isso é uma afronta à democracia”, avaliou.

Apesar do resultado, o senador Carlos Viana se disse satisfeito com o trabalho e fez críticas aos governistas. “Hoje ficou muito claro quem estava a favor da verdade da investigação e quem blindou aqueles que, infelizmente, roubaram e tomaram de assalto a Previdência brasileira”, afirmou.

O que diz o relatório de Alfredo Gaspar

A CPMI investigou as fraudes bilionárias envolvendo descontos de mensalidades associativas e empréstimos consignados não autorizados, com danos estimados em R$ 6,3 bilhões, entre 2015 e 2025.

O relatório final aponta que o INSS e a Dataprev falharam em validar a capacidade operacional das entidades e celebraram Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) baseados em documentações meramente declaratórias, sem a devida verificação.

Foi detectada a liberação ilegal e em massa de benefícios para permitir a inclusão de descontos sem qualquer autorização prévia ou específica.

A gestão do INSS permitiu que entidades utilizassem sistemas próprios e provisórios de biometria facial, desrespeitando normas de segurança.

Além das associações, a investigação revelou problemas estruturais no crédito consignado, incluindo falta de transparência e cobranças indevidas de seguro.

O relatório mapeou núcleos criminosos com ramificações nos setores público e financeiro, destacando a “Rede ARPAR” como uma das maiores redes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas identificadas.

O documento final propõe o indiciamento de diversos agentes públicos, ex-gestores e empresários, além de sugerir o fortalecimento de órgãos como a CGU e o Coaf e o aperfeiçoamento da legislação previdenciária.

Sete meses de trabalho

A CPMI teve sete meses de trabalho, 38 reuniões e mais de mil quebras de sigilo. O colegiado também decretou a prisão em flagrante de quatro pessoas:

  • o economista Rubens Oliveira Costa;
  • o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes;
  • o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz; e
  • o ex-coordenador-geral do INSS Jucimar Fonseca da Silva.

Entretanto, o colegiado acumulou uma série de derrotas durante as atividades. Além de inúmeros depoimentos cancelados por habeas corpus concedidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a CPMI não conseguiu obter declarações importantes em audiências, como a do Careca do INSS, nem ouvir figuras midiáticas, como o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


FONTE - METRÓPOLES.

CPMI: Governo exonera ministro da Agricultura para votar contra relatório

Senadora suplente diz que soube pelo Diário Oficial...

O governo exonerou na tarde desta sexta-feira (27) o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que ele ocupe o lugar da senadora Margareth Buzetti (MT) e vote contra o relatório oficial da CPMI do INSS.

A informação foi confirmada à CNN pela senadora e pelo palácio do Planalto.

“Eles estão com medo dessa votação e como eu ia votar a favor do relatório, me destituíram. Tem muito indício e prova contra o governo. O governo está colocando a tropa de choque para derrubar o relatório”, disse a senadora à CNN.

Ela disse que soube pelo Diário Oficial que perdeu a vaga.

“Soube agora pelo Diário oficial. Ninguém teve a educação de me avisar”, afirmou.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), incluiu em seu parecer, apresentado nesta sexta-feira (27), o pedido de indiciamento de dois ex-ministros da Previdência que atuaram no governo de Jair Bolsonaro (PL) e na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parecer ainda deve ser submetido à votação.

Gaspar recomendou indicar Carlos Lupi, que ocupou o cargo de 2023 até abril de 2025. Ele deixou a pasta após a revelação das fraudes nos benefícios de aposentados e pensionistas.

O deputado também sugeriu indiciar José Carlos Oliveira – que atualmente atende pelo nome de Ahmed Mohamad Oliveira Andrade –, ministro durante o ano de 2022 e ex-presidente do INSS.

A CNN procurou Carlos Fávaro, mas ele não se manifestou.

FONTE - CNN BRASIL.

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