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STF manda CPMI fechar sala-cofre e veda acesso a dados de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (16) que a CPMI do INSS não tenha acesso ao material apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro armazenado na chamada “sala-cofre” da comissão no Congresso.



A decisão foi tomada após a suspeita de que assessores tenham entrado com óculos de gravação e câmeras escondidas no corpo, mesmo com o acesso a parlamentares e auxiliares sendo permitido apenas com papel e caneta.

A decisão, assinada na noite desta segunda-feira (16), considerou a necessidade de preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada de investigados na “Operação Compliance Zero”.

Segundo apurou a CNN, havia conteúdo íntimo, inclusive fotos, no material acessado por parlamentares e assessores.

“Determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI-INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, afirma.

O ministro também determinou que a Polícia Federal, em colaboração com a presidência da CPMI do INSS, retire todos os equipamentos que estão armazenados na sala para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes, de maneira que eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada de Vorcaro ado não seja compartilhado com a comissão.

A sala secreta teve acesso liberado aos parlamentares no final da semana passada. Assim que foi informada da decisão do ministro, o presidente Carlos Viana determinou o fechamento do local, segundo apurou a CNN.

FONTE - CNN BRASIL.

Dino proíbe aposentadoria compulsória como maior punição a magistrados

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), reforçou nesta segunda-feira (16) que a aposentadoria compulsória de magistrados não é mais permitida como pena máxima por violações disciplinares.


O texto da Constituição foi alterado em 2019 para definir que a punição mais severa a magistrados deve ser a perda de cargo, e não um afastamento remunerado. No entanto, instituições de justiça continuaram concedendo a aposentadoria compulsória como pena para condutas graves.

"A Emenda Constitucional nº 103/2019, ao promover modificações no sistema previdenciário brasileiro, também alcançou expressamente o regime jurídico aplicável aos magistrados e as competências do Conselho Nacional de Justiça, revogando a sanção de 'aposentadoria compulsória”, ao eliminar o seu fundamento constitucional', diz o ministro na decisão.

Nesta segunda, ao analisar um recurso que discute sanções aplicadas a um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Dino anulou uma decisão do CNJ que havia afastado um magistrado mantendo sua remuneração e ordenou que o caso seja reavaliado pelo órgão.

"Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia Geral da União", afirmou Dino.

Na decisão, o ministro também mandou que o presidente do CNJ, Edson Fachin, seja oficiado para que, caso considere necessário, regulamente o sistema de responsabilidade disciplinar do Poder Judiciário para adequá-lo ao novo texto da Constituição e esclarecer que a perda do cargo será a punição mais severa a ser aplicada.

Casos recentes

O CNJ decide com frequência aposentar magistrados compulsóriamente. Entre casos recentes e de maior repecussão estão os afastamentos de juízes condenados por venda de sentenças.

Há ainda o caso do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, que é acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. Conforme mostrou a CNN, em caso de condenação, a punição administrativa mais provável para o ministro era a aposentadoria compulsória, o que permitiria que ele continuasse recebendo o valor integral do teto previdenciário mesmo afastado de suas funções por conduta grave.

Agora, com a decisão de Dino, a perda do cargo deve ser o cenário mais provável ao ministro em caso de condenação.

fonte - CNN BRASIL.

Flávio Bolsonaro está em Ji-Paraná para evento do PL que lança pré-candidatura de Marcos Rogério ao governo de Rondônia

O senador Flávio Bolsonaro chegou a Ji-Paraná neste sábado (14) para participar de um evento político do Partido Liberal e lançar oficialmente a pré-candidatura do senador Marcos Rogério ao Governo de Rondônia nas eleições de 2026. 

O encontro reúne lideranças e filiados da legenda em um movimento de fortalecimento da sigla no estado.


A agenda também conta com a apresentação de outros nomes que devem disputar cargos eletivos pelo partido no próximo pleito. 

O evento tem sido utilizado como espaço para alinhar estratégias políticas e discutir a organização das candidaturas que representarão a legenda nas eleições.

Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação

Ex-presidente está internado com broncopneumonia, sem previsão de alta...



O ex-presidente Jair Bolsonaro teve piora da função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, informou neste sábado (14) o Hospital DF Star, em Brasília.

Brasília (DF), 17/09/2025 - Fachada do hospital DF Star, onde Jair Bolsonaro está internado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o último boletim médico, ele continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.

O hospital informou que, apesar do agravamento dos rins, o ex-presidente está clinicamente estável e mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa. Bolsonaro também faz exercícios de fisioterapia respiratória e motora e recebe medidas de prevenção de trombose venosa.

Desde a manhã de sexta-feira (13), Bolsonaro está na UTI do DF Star, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

Decisão

Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.

Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.

O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.

Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.

Partido do MBL pede cassação de Erika Hilton após xingamentos

Ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), o partido Missão protocolou, nesta sexta-feira (13/3), na Câmara, um pedido de cassação da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP), nova presidente da Comissão da Mulher da Casa.


O requerimento é assinado pelo presidente nacional do Missão, Renan Santos, e será defendido pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), primeiro parlamentar filiado ao novo partido do MBL.

Na representação, o Missão pede a cassação de Erika Hilton em razão dos xingamentos feitos pela parlamentar paulista nas redes sociais após sua eleição como presidente da Comissão da Mulher.

No pedido, o presidente do Missão lembra que a deputada do PSol chamou de “imbeCIS” (sic) quem criticou sua eleição e afirmou que seus detratores “podem latir”.

“É inaceitável que a presidente da Comissão da Mulher, em seu primeiro ato público, escolha não apenas segregar, mas também insultar de forma tão vil justamente o grupo que deveria representar”, diz o presidente do Missão.

A representação apresentada vai para o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O colegiado analisará o caso e poderá recomendar sanções que vão desde uma advertência até a perda do mandato.

“Ela, insatisfeita e muito bravinha com as críticas, demonstra que talvez ainda não esteja preparada para ocupar um cargo de relevância dentro da Câmara dos Deputados. Se a pessoa não aguenta ser criticada, tenho uma sugestão muito simples: a política não é o caminho. Fique em casa, como, aliás, diz o seu ídolo, o ministro Alexandre de Moraes”, disse Kataguiri à coluna.


FONTE - Gustavo Zucchi/METRÓPOLES.

Bolsonaro deve ficar internado por pelo menos uma semana

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ficar internado no Hospital DF Star, em Brasília, por pelo menos uma semana. A previsão é de médicos que acompanham o quadro de saúde de Bolsonaro.

Tudo depende da evolução clínica de Bolsonaro, pontuam os profissionais ouvidos pela CNN. A nota oficial do hospital traz o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa e a confirmação da entrada na UTI da unidade, "em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo".

Bolsonaro tem 70 anos e um histórico de diversas cirurgias e procedimentos clínicos desde o episódio da facada, na eleição em 2018. No próximo dia 21, ele completará 71 anos.

O ex-presidente apresentou um quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A pneumonia é descrita como de provável origem aspirativa. Os sintomas foram descritos à CNN como agudos, ou seja, ocorreram de forma súbita.


FONTE - CNN BRASIL.

Lula revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (13) que revogou o visto de Darren Beattie, assessor do presidente Donald Trump, ao Brasil.


Darren Beattie viria ao país na próxima semana e estava com ida programada à Papudinha para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A visita foi revogada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (12).

Fontes do governo relataram à CNN que a revogação do visto de Beattie se deu por omissão de informações relevantes à visita ao Brasil. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro disse que o visto foi revogado em razão de "omissão e e falseamento de informações" em relação a viagem.

"O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional", declarou o ministério.

Moraes tomou a decisão de revogação da visita de Darren Beattie a Bolsonaro após o chanceler Mauro Vieira alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.

"A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro", afirmou Vieira.

Em evento no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, Lula comentou o caso e pediu a liberação do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aos Estados Unidos.

"Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado", disse Lula.

O Itamaraty confirmou à CNN que convocou o Encarregado de Negócios dos EUA, Gabriel Escobar, a prestar esclarecimentos sobre a visita do assessor de Trump, Darren Beattie, ao Brasil. Escobar foi recebido na última terça (11) pelo embaixador Roberto Abdalla.

Segundo apurou a CNN, o governo brasileiro não acredita que a revogação do visto de Beattie causará um possível tensionamento na relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

fonte - Tainá Falcão, Gustavo Uribe e Débora Bergamasco, da CNN Brasil, em Brasília.

Especialista esclarece se Ratinho pode ser preso após fala sobre Erika Hilton

Ratinho virou alvo de críticas após comentários sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante programa no SBT. Ao comentar a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, o apresentador questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher trans e afirmou, entre outras declarações, que “ela não é mulher, ela é trans”.


As falas geraram repercussão nas redes sociais e levantaram questionamentos sobre possíveis consequências jurídicas para o apresentador e para o SBT pela veiculação da fala.

Segundo a advogada Patrícia Piasecki Custódio, mestre em Direitos Humanos e professora da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), as declarações podem ser analisadas pela legislação e até resultar em condenação.

Entenda o caso

Ratinho foi criticado após um comentário sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

As falas foram exibidas durante o programa do apresentador no SBT nesta quarta-feira (11/3).

Durante a atração, Ratinho questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher trans e afirmou que “ela não é mulher, ela é trans”, além de dizer que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero.

Ele também declarou que “para ser mulher tem que ter útero” e mencionou a menstruação ao comentar o tema.

Hilton protocolou, nesta quinta-feira (12/3), no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), um pedido de investigação contra o apresentador.

Em nota, o SBT se pronunciou após o caso e disse que “repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa”. Leia na íntegra.

Ratinho pode ser preso?

Segundo Patrícia Piasecki Custódio, o mais provável neste caso é que as declarações de Ratinho sejam enquadradas no crime de injúria racial. “A injúria racial leva em consideração a pessoalização: é quando o autor profere manifestações injuriosas e falas racistas direcionadas a uma pessoa certa, a um indivíduo certo”, explicou.

Ela ressalta que a diferença para o crime de racismo está no alcance da ofensa. “No racismo, temos um âmbito mais coletivo; não precisa ter a pessoalização, é algo geral, falando de todo aquele grupo atingido pela ofensa.”

Apesar da distinção entre os crimes, a especialista destaca que ambos passaram por mudanças recentes na legislação. “Ambos têm responsabilização bastante rigorosa. Há pouco tempo tivemos uma equiparação tanto na pena quanto nos critérios, como a imprescritibilidade e um tratamento mais rigoroso quanto à aplicação da pena.”

Entretanto, mesmo com punições previstas em lei, a prisão costuma ser rara em casos como esse, mesmo que a pessoa seja condenada. “Em regra, a pena é cumprida em regime aberto, levando em conta o histórico do autor”, afirmou.

Segundo a advogada, na prática, a Justiça costuma aplicar outras medidas, como o pagamento de multa, prestação pecuniária a órgãos filantrópicos ou a reparação de dano à vítima no âmbito criminal.

Outro fator que pode influenciar na gravidade da situação é o fato de as declarações terem sido feitas em rede nacional de televisão. “O uso do meio de comunicação de grande alcance influencia na pena. Quanto maior o meio de propagação, mais rigorosa deve ser a pena com relação ao autor”, disse.

Além da esfera criminal, o caso também pode gerar um processo por danos morais. “É corretíssimo o ingresso da ação indenizatória. Ela [Érika] tem grandíssimas chances de sucesso, fundamentada no artigo 186 do Código Civil, que trata do ato ilícito”, explicou.

Segundo a especialista, o valor da indenização leva em conta diferentes fatores e utiliza do caráter pedagógico para calcular o valor. A indenização não pode propiciar o enriquecimento ilícito da vítima, mas também não pode ser muito branda, para que cumpra sua função de punir e evitar a repetição do comportamento.

SBT pode ser responsabilizado?

Além da possível responsabilização do apresentador, o caso também pode ter desdobramentos para o SBT, dependendo da esfera analisada pela Justiça.

Segundo a advogada, no âmbito criminal a responsabilização recai apenas sobre pessoas físicas. “Não há possibilidade de uma condenação criminal da emissora como instituição”, explicou.

Isso não significa, no entanto, que a empresa esteja totalmente livre de consequências jurídicas. A especialista afirma que pessoas que participaram da decisão de exibir o conteúdo também podem ser investigadas.

Já na esfera cível, a emissora pode ser responsabilizada junto ao apresentador. “No âmbito cível, a emissora responde solidariamente. Como pessoa jurídica, ela pode ser obrigada a arcar com as condenações monetárias juntamente com o apresentador”, afirmou.

fonte - metrópoles.

Lula pede "boa vontade" de governadores para reduzir ICMS de combustíveis

Durante o anúncio do governo federal sobre zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu "boa vontade" de governadores para reduzir também o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).


"Nós vamos fazer tudo que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores do estados que podem reduzir um pouco o ICMS no preço dos combustíveis, naquilo que for possível cada estado fazer", afirmou Lula.

O ICMS é um tributo estadual que incide sobre a venda de produtos e serviços e representa uma das principais fontes de arrecadação dos estados.

Sua principal função é arrecadar recursos para os governos estaduais, a fim de financiar serviços públicos essenciais.

Na prática, quem paga o ICMS é o consumidor final, porque o imposto é embutido no preço de produtos e serviços, como no caso dos combustíveis.

Já o PIS e Cofins são tributos federais. Ao zerar os dois impostos, o governo tenta reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil em meio a guerra no Oriente Médio.

Participaram do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (MME).

O conjunto de medidas para mitigar os efeitos da volatilidade do preço do petróleo somam R$ 30 bilhões em renúncia fiscal. Por outro lado, o imposto de exportação de petróleo implementado deve arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. Por essa razão, o Ministério da Fazenda estima que as medidas terão impacto fiscal neutro.

O anúncio inclui zerar as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel e o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel.

Veja:

  • Zerar Pis/Cofins: R$ 20 bilhões;
  • Subvenção do diesel: R$ 10 bilhões;
  • Imposto de exportação: R$ 30 bilhões.

O preço do barril de petróleo voltou a superar US$ 100 em reflexo aos ataques que atingiram navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial.

Desde o início do conflito no Irã, a commodity acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana.

O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo o diesel. No entanto, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena.

FONTE - CNN BRASIL.

Moraes determina busca e apreensão a jornalista após reportagem sobre Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou busca e apreensão na residência do jornalista do Maranhão Luis Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo.



Moraes ordenou a apreensão de celulares e notebook após a publicação de reportagens em que Luis Pablo apontou suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino em São Luís (MA). A medida foi cumprida terça-feira (10).

Segundo a decisão proferida por Moraes, obtida pela CNN, “há indícios relevantes de que o representado incorreu na prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (crime de perseguição), sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal”.

Moraes também menciona uma série de reportagens publicada pelo jornalista em seu blog desde o dia 20 de novembro. A série começou com um conteúdo intitulado “Carro pago pelo Tribunal de Justiça do Maranhão é entregue a Flávio Dino e usado por sua família em São Luís”. O jornalista aponta na série que o carro oficial do TJ-MA é utilizado pela família do ministro para se deslocar pela cidade.

Segundo Moraes, o conteúdo indica “que o autor da publicação se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiriam a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”.

Moraes afirmou que “no que diz respeito às condutas gravíssimas de LUÍS PABLO CONCEIÇÃO ALMEIDA, verifico que foram praticadas em modus operandi semelhante ao da organização criminosa investigada nos autos do Inq. 4781/DF (inquérito das Fake News)”.


À CNN, o jornalista encaminhou a seguinte nota:

“Recebi a decisão com serenidade e respeito às instituições. Sou jornalista há muitos anos e sempre exerci minha profissão com responsabilidade, tratando de temas de interesse público. As reportagens que motivaram a investigação foram produzidas dentro da atividade jornalística. mConfio que, ao longo do processo, ficará demonstrado que o trabalho realizado está amparado pelas garantias constitucionais da liberdade de imprensa e pelo direito ao sigilo da fonte, que são pilares do jornalismo em uma democracia. Embora tenha havido divulgação institucional parcial dos fatos em canais oficiais (Gov.com), deixarei de prestar novos esclarecimentos neste momento, em respeito à decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o sigilo da investigação.”

Procurado, o STF encaminhou a seguinte nota:

“A investigação não é decorrente do Inq 4781. Foi solicitada pela Polícia Federal, em 23/12/2025, para investigação do crime de perseguição contra Ministro do STF (CP, art. 147-A) e distribuída ao Min. Cristiano Zanin. Em 13/1/2026, a PGR manifestou-se a favor da investigação. Em 12/02/2026, a pedido do Min Cristiano Zanin, a Presidência determinou a redistribuição dos autos ao Ministro Alexandre de Moraes”

A CNN também questionou o gabinete de Flávio Dino se seus familiares utilizam carro oficial do TJ-MA e, por meio de sua assessoria, informou que não iria comentar.

Questionado, o TJ-MA disse que não se manifestaria.

fonte - CNN BRASIL.

Governador exonera Luis Fernando Pereira da Secretaria de finanças de Rondônia

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, exonerou o auditor Luis Fernando Pereira da Silva do cargo de secretário de Estado de Finanças. A decisão foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira e não indica que a saída tenha ocorrido a pedido.


Servidor de carreira da Secretaria de Estado de Finanças desde 2003, Luis Fernando ocupou diversos cargos estratégicos ligados à área fiscal do governo estadual. Desde 2019 ele estava à frente da pasta responsável pela gestão financeira do Estado.


No mesmo dia, o governador nomeou Franco Maegaki Ono para assumir o comando da Secretaria de Finanças. Ele já havia ocupado anteriormente a função de secretário da pasta em outra gestão.

Zanin nega pedido para instalar CPI do Master e devolve decisão à Câmara

O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou, nesta quinta-feira (12), a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados para investigar as irregularidades envolvendo o Banco Master.

Na decisão, o magistrado afirma que faltam provas, no pedido protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha cometido uma omissão institucional

Zanin afirma que o parlamentar “atribui indevida omissão ao presidente da Câmara dos Deputados sob o argumento de que a autoridade ofereceria resistência pessoal à instalação” da CPI do Banco Master.

O magistrado ressalta, porém, que a prova apresentada “não comprova a afirmação de direito com o grau de certeza exigido” para apresentar um mandado de segurança.

“A própria petição inicial relata que o presidente da Câmara dos Deputados teria afirmado que respeitará a ordem de requerimentos”, escreve.

O ministro afirma ainda que a decisão não afasta a prerrogativa da Câmara dos Deputados de “instaurar a pretendida comissão parlamentar de inquérito paralelamente às investigações que tramitam perante o Supremo Tribunal Federal”.

Hugo já disse que avaliava a questão, mas que a atual fila de instalações de comissões parlamentares não permitiram uma iniciativa neste momento. A postura tem sido criticada por parlamentares tando de direita como de esquerda.

Fonte - CNN Brasil.

Zanin é sorteado relator de ação por CPI do Master após Toffoli se declarar suspeito

O sorteio da relatoria, que inicialmente caiu no colo de Toffoli, ocorreu depois de o ministro ter deixado a condução do inquérito do Master no STF

O ministro Cristiano Zanin foi sorteado na noite desta quarta-feira, 11, relator da ação que pede a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O sorteio ocorreu logo após o ministro Dias Toffoli declarar suspeição para a condução dos autos, alegando ‘foro íntimo’, porém sem especificar seus motivos.



O sorteio da relatoria, que inicialmente caiu no colo de Toffoli, ocorreu depois de o ministro ter deixado, em 12 de fevereiro, a condução do inquérito no STF que investiga os crimes supostamente cometidos pelos controladores do Master.


O afastamento de Toffoli ocorreu após uma reunião reservada entre os dez ministros da Corte. Na ocasião, eles decidiram retirar Toffoli do caso, sem declarar formalmente sua suspeição ou impedimento.


Ao abrir mão da relatoria, o ministro amparou a alegação de ‘foro íntimo’ no artigo 145, parágrafo 1º do Código de Processo Civil, “há suspeição do juiz quando amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”.


O ministro não revelou, porém, a quem se refere como ‘amigo íntimo’ ou desafeto nos autos da Compliance Zero.


A questão da CPI no Supremo foi apresentada pelo deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar solicita a abertura da comissão para apurar suspeitas de fraudes envolvendo a negociação da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.


Na petição enviada ao Supremo, o deputado Rodrigo Rollemberg afirma que há um “ato omissivo inconstitucional” do presidente da Câmara, Hugo Motta, ao não instalar a CPI destinada a investigar “as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB”.


“A prolongada inércia na investigação de graves fraudes financeiras, como as que envolvem o Banco Master e o BRB, pode causar danos irreparáveis ao sistema financeiro, à confiança dos investidores e à própria imagem da fiscalização parlamentar”, atesta o deputado na petição.

Toffoli se declara suspeito para relatar pedido de CPI do Master

Ministro pediu que o caso seja redistribuído para outro membro do STF...


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para relatar a ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Na decisão, Toffoli pediu que o caso seja redistribuído para outro membro da Corte.

Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação nesta quarta-feira (11), pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.

No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF. 

Na decisão proferida hoje, Toffoli disse que os ministros da Corte reconheceram, durante reunião realizada no mês passado, que não há quaisquer hipótese de impedimento ou suspeição contra ele nos processos sobre as investigações que envolvem o Banco Master.

Contudo, no caso concreto, o ministro decidiu se afastar do processo que trata da abertura da CPI.

“Todavia, nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, decidiu.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

fonte - André Richter - Repórter da Agência Brasil.

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