Veículo será destinado ao distrito de Palmeiras e atenderá também o Assentamento Tiago Campin e comunidades da região.
O deputado estadual Ezequiel Neiva (União Brasil) participará nesta sexta-feira (06), às 16h30, da entrega de uma ambulância que ficará à disposição da comunidade para reforçar o atendimento à saúde da população no distrito de Palmeiras, em Nova Mamoré. O veículo irá atender diretamente os moradores do distrito de Palmeiras, do Assentamento Tiago Caezempin e de toda a região, garantindo mais agilidade no transporte de pacientes e no acesso aos serviços de saúde.
Segundo o parlamentar, a entrega representa mais um passo importante para ampliar a estrutura de atendimento no município. “Essa é mais uma conquista importante para fortalecer o atendimento à saúde da nossa população. Recentemente, já entregamos uma ambulância UTI para o distrito de Jacinópolis e outra para Nova Dimensão, e agora damos mais esse passo para ampliar a estrutura de atendimento em Nova Mamoré”, destacou Ezequiel Neiva.
Com a nova entrega, esta será a terceira ambulância destinada pelo deputado estadual Ezequiel Neiva ao município de Nova Mamoré, beneficiando diretamente os distritos de Jacinópolis, Nova Dimensão e, agora, a comunidade do distrito de Palmeiras e do Assentamento Tiago Campin. “O objetivo é fortalecer a rede de atendimento e garantir mais segurança e rapidez no deslocamento de pacientes que necessitam de cuidados médicos”, frisou o parlamentar.
A ação é resultado da parceria do parlamentar com o prefeito Marcélio Brasileiro (PL) e com lideranças do município, reforçando o compromisso conjunto em atender as principais demandas da população. Também atuam nesse trabalho os vereadores Adalto Ferreira (União Brasil) e Toinho Barroso (União Brasil), além do secretário municipal de Agricultura, Abílio Baiano, e do ex-vereador Zé Carlos.
Benefício atende trabalhadores rurais levados pelo governo militar para projetos de colonização entre 1971 e 1974...
Célia Xakriabá comparou a situação desses colonos aos "soldados da borracha"
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria uma pensão especial vitalícia para trabalhadores rurais levados pelo governo federal para projetos de colonização na Amazônia entre 1971 e 1974. A medida beneficia quem foi assentado pelo Incra ao longo das rodovias BR-163 (Cuiabá-Santarém) e BR-230 (Transamazônica).
Por recomendação da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), foi aprovado substitutivo da Comissão de Agricultura, com emendas. A proposta original (PL 2952/19) é do deputado Airton Faleiro (PT-PA).
Conforme a proposta, o benefício será de dois salários mínimos mensais, o que equivale atualmente a R$ 3.018. O valor visa reparar os danos causados pelo descumprimento das promessas do governo militar, que incentivou a migração com garantias de infraestrutura e apoio que nunca se concretizaram, deixando milhares de famílias em condições precárias.
Critérios de comprovação Para receber o benefício, o trabalhador precisará apresentar prova material (documentos da época), não sendo aceita apenas prova testemunhal. Essa exigência foi incluída no substitutivo da Comissão de Agricultura e mantida pela relatora Célia Xakriabá, que a considerou necessária para evitar fraudes, equiparando o processo às regras previdenciárias de trabalhadores rurais.
Por meio de emendas, Xakriabá incluiu critérios objetivos de renda para a concessão, estabelecendo que o beneficiário deve ter renda familiar per capita igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo.
Reparação histórica Em seu parecer, a relatora comparou a situação desses colonos aos "soldados da borracha" – migrantes que foram levados para a Amazônia na primeira metade do século 20 para trabalhar nos seringais, onde muitos morreram ou viveram na miséria. "A realidade dos projetos de colonização, em vez de prosperidade, era de luta pela subsistência. A fome era uma ameaça real e constante", afirmou.
Transferência: em caso de morte do titular, a pensão pode ser transferida aos dependentes, desde que comprovem baixa renda.
Acúmulo: o benefício não poderá ser acumulado com aposentadorias do INSS ou regimes próprios. A relatora também incluiu a vedação de acúmulo com outras indenizações pagas pela União ou pelo Incra pelos mesmos fatos, garantindo, porém, o direito de opção pelo valor mais vantajoso.
Próximos passos O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Uma planilha que integra investigação da Polícia Federal indica que os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, sentaram na mesa denominada “2 Banco Master“, em um jantar de gala promovido durante a Lide Brazil Conference, em Nova York (EUA).
O evento ocorreu em novembro de 2022, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, e teve patrocínio do dono do Banco Master. O estabelecimento, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião.
Foto - reprodução Metrópoles
Os nomes de Moraes, Toffoli e Viviane Barci aparecem na planilha de organização das mesas do jantar. Na mesma mesa estava o empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do Banco Master e que, segundo a investigação, teria “exercido influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”.
Os três citados estão no centro da crise envolvendo a instituição financeira. Toffoli vendeu sua participação no Resort Tayayá, no Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro. Já o escritório de advocacia de Viviane Barci firmou contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master.
Outra mesa patrocinada pelo instituição financeira, identificada como “1 Banco Master”, reuniu o ex-presidente Michel Temer, a esposa Marcela Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o então governador de São Paulo e CEO do Lide, João Doria, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, além do próprio Daniel Vorcaro.
À época do evento, Daniel Vorcaro já havia sido investigado por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos e chegou a ser alvo de ordem de prisão em 2019.
Outras mesas
O jantar também contou com a presença de outras autoridades e empresários que ficaram em mesas sem patrocínio do Banco Master.
Entre eles estavam os ministros do STF Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, os ministros aposentados da Corte Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e o ex-presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco.
fonte - Paulo CappelliFelipe Salgado - METRÓPOLES.
O presidente Lula (PT) transferiu R$ 721,3 mil para o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três transações. Dois desses pagamentos — um de R$ 244,8 mil e outro de R$ 92,4 mil — foram feitos no dia 27 de dezembro de 2023.
Um outro pagamento, de R$ 384 mil, foi feito por Lula a Lulinha em 22 de julho de 2022. Os depósitos partiram de uma conta de Lula na agência do Banco do Brasil de São Bernardo do Campo (SP).
Na mesma data de julho de 2022, o petista Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo, o “think tank” do PT, transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O depósito aparece acompanhado da anotação “Depósito cheque BB liquidado”. Paulo Okamotto também é diretor do Instituto Lula.
Não há qualquer indicação do motivo do pagamento.
Dois dias depois desse pagamento de R$ 384 mil, em 25 de julho, Lulinha investiu R$ 386 mil em um fundo de investimentos do Banco do Brasil, o BB Renda Fixa Longo Prazo High. Trata-se de um fundo voltado para títulos públicos e privados, visando rentabilidade acima do CDI.
Antes da transferência de Lula, o saldo da conta era de R$ 12.031,92. Após o depósito do então presidenciável do PT e da aplicação no fundo, o montante ficou em R$ 10.199,12.
A mesma coisa aconteceu com os pagamentos de dezembro de 2023. Antes dos depósitos de Lula e Okamotto, o saldo da conta era de R$ 5.196,55. Após os depósitos dos dois, que somaram R$ 489 mil, Lulinha investiu o equivalente a R$ 299,2 mil em fundos do Banco do Brasil. Além do BB Renda Fixa Longo Prazo High, aplicou em outro fundo de renda fixa, o BB Referenciado DI Plus Estilo.
Após esses investimentos, o Banco do Brasil debitou pouco menos de R$ 180 mil a título de “taxa de custódia”, levando o saldo da conta para R$ 2 mil negativos.
Essas informações constam da quebra de sigilo de uma das contas bancárias de Lulinha. Como revelou a coluna, o filho do presidente da República movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta bancária em quatro anos, de 2022 a 2025.
À coluna de Igor Gadelha no Metrópoles aliados de Lulinha disseram que parte do valor movimentado por ele na conta era de uma herança.
Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou com os descontos indevidos nas aposentadorias. A defesa afirma que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.
Evento foi proposto pelo deputado Alan Queiroz e aconteceu no plenário da Alero, em Porto Velho...
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) realizou na tarde de segunda-feira (2), uma audiência pública para debater os impactos da privatização da BR-364 no estado. A iniciativa da convocação foi do deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) e teve o apoio de todos os demais parlamentares. A audiência teve como objetivo a discussão dos reflexos da concessão da rodovia para a população, o setor produtivo e o desenvolvimento regional.
Também estiveram presente na audiência pública, os deputados Delegado Camargo (Republicanos), Cirone Deiró (União Brasil), o representante do Ministério Público Federal (MPF), representante do Ministério Público, da Defensoria Pública, prefeitos, vereadores, além de um representante da Concessionária Nova 364 e um representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que é a gestora do contrato de concessão.
A audiência aconteceu no plenário da Assembleia Legislativa foi transmitida ao vivo pela TV Alero e pelo canal Youtube da Assembleia Legislativa com ampla participação da comunidade rondoniense.
Audiência aconteceu no plenário da Casa (Foto: Alex Cardoso)
Objetivo do debate
De acordo com o deputado Alan Queiroz, a audiência pública não teve como objetivo discutir a concessão pública, fato que já foi consolidado, mas sim, a situação dos municípios e dos seus moradores com essa privatização, seus impactos e consequências para o desenvolvimento da comunidade.
“A BR-364 é considerada uma das principais rodovias de Rondônia, desempenhando papel estratégico no escoamento da produção, na mobilidade da população e na integração do estado com outras regiões do país. Diante da privatização, surgem debates sobre investimentos, segurança viária, tarifas de pedágio, qualidade dos serviços e os impactos econômicos e sociais para os rondonienses. Foi nesse sentido que buscamos ampliar essa discussão, buscando alternativas para que possamos lidar melhor com essa novidade, que está prejudicando a nossa população, especialmente em relação aos valores cobrados e a falta de investimentos necessários para melhorar a trafegabilidade da nossa BR 364”, disse o deputado.
“Estamos tratando de uma rodovia essencial para Rondônia. A privatização da BR-364 precisa ser amplamente debatida, com transparência, para que a população seja ouvida e para que possamos garantir melhorias reais, segurança e preços justos para quem depende diariamente dessa estrada”, completou Alan Queiroz.
Alan Queiroz foi o proponete da audiência (Foto: Alex Cardoso)
O representante do Sindicato dos Transportadores de Rondônia (Sintrar), o ex-vereador Da Silva, destacou a necessidade desta discussão e as dificuldades enfrentadas pelos transportadores com o alto custo do pedágio e a falta de estrutura da concessionária para apoio aos transportadores.
Concessionária e a ANTT
Na sequência, o gerente de Relações Institucionais da Concessionária, João Siqueira, agradeceu o convite formulado para participar da audiência pública e se colocou à disposição para buscar junto com a comunidade esclarecer dúvidas e buscar alternativas para a melhor operação do pedágio em Rondônia. Siqueira destacou ainda a participação dos municípios e a parceria a ser desenvolvida pela concessionária com as cidades onde as praças estão instaladas, onde, segundo ele, ficará o recolhimento do Imposto Sobre Serviço (ISS), além de outros investimentos a serem feitos pela concessionária em parceria com a municipalidade.
Ainda de acordo com João Siqueira, a Nova 354 se propõe a ouvir as reclamações e as sugestões e junto com os municípios, Assembleia Legislativa, ANTT, Ministério Público Federal e outros representantes da comunidade como os produtores rurais e os transportadores. “A gente precisa entender as necessidades, as demandas da população de Rondônia, dos municípios, para levar para dentro da concessionária e buscar alternativas para buscar um consenso, garantindo segurança viária, conforto ao usuário, ampliando essa parceria com o Estado de Rondônia”, disse.
O representante a ANTT, gestor do contrato de concessão da BR 364, Marcelo José Gotardello, destacou a importância desta audiência pública, e explicou o sistema de concessão adotado na primeira rodovia privatizada de Rondônia, os investimentos previstos em contrato e da fiscalização a ser feita pela ANTT durante os 30 anos da concessão.
“Como gestora do contrato de concessão com a Nova 364 a ANTT tem a missão de administrar e fiscalizar essa rodovia, garantindo a trafegabilidade e a modernização da rodovia. Temos nesse contrato um novo sistema que vem sendo implementado, que é o sistema Free Flow, sem a implantação de praças físicas de pedágio, o que garante a trafegabilidade e a comodidade para os motoristas. Essa é uma tendência que estamos implantando em todas as rodovias privatizadas em todo o país. A empresa vencedora da licitação cumpriu todas as exigências, o contrato está sendo cumprido, mas teremos revisões anuais e quinquenais, que podem alterar os parâmetros do contrato, para ajustes necessários, de acordo com as necessidades da comunidade”, disse.
Evento contou com a participação de diversas autoridades (Foto: Alex Cardoso)
Gotardello reconheceu ainda que os estudos feitos para a implantação dos pedágios tiveram falhas, mas “que agora já estão finalizados, os preços, embora caros, já estão definidos, não tendo muito o que discutir agora.
Manifestação de autoridades e sociedade
O deputado estadual Delegado Camargo subiu à tribuna e detalhou os métodos adotado pela ANTT para os estudos de implementação da privatização da rodovia. De acordo com o parlamentar, os erros vêm acontecendo desde o início, com a avaliação da rodovia, os estudos de trafegabilidade e o modelo utilizado para a cobrança. O deputado pontuou que os valores cobrados são os mais caros do Brasil e destacou a fórmula de cálculo para a definição do valor.
Delegado Camargo discursou em tribuna (Foto: Alex Cardoso)
“Nós temos o pedágio mais caro do país e esse cálculo tem como base a tarifa média para cada 100 km rodados e hoje aqui são cobrados R$ 21,10 para cada 100 quilômetros rodados, enquanto outros estados como Mato Grosso do Sul, esse valor é de R$ 9,00 por quilômetro rodado. E esse valor exorbitante, foi definido por meio de uma série de erros, que aconteceram desde o início dos estudos, como por exemplo, a contagem do volume de tráfego, talvez o pior erro, que levaram a outros e hoje quem paga o preço é o usuário da rodovia”, disse Camargo
De acordo com o deputado, o correto é que os estudos de volume de tráfego seja feito durante um ano, em períodos normais, analisando as idas e vindas, os tipos de veículos, os trechos percorridos ao longo da rodovia.
“Para a concessão da 364 esse estudo foi feito em sete dias, (de 13 a 19 de outubro de 2020), exatamente na segunda onda da pandemia da Covid-19, quando o volume de tráfego na rodovia era mínimo, não reportando a realidade do tráfego nesta que é a "Rodovia da Morte", onde o volume de carros e veículos aumenta todos os anos. Fizeram o estudo em sete dias, três dias úteis apenas, durante a pandemia. Claro que o volume de veículos e caminhões não corresponde com a realidade. E esse estudo é a base da cobrança da tarifa, pois quanto e nos veículos transitando, maior é o valor que precisa ser pago para custear a operação. Tudo errado”, disse Camargo.
O parlamentar também pontuou os investimentos previstos na licitação deveriam ser realizados pela empresa antes do início da cobrança do pedágio, além do sistema de cobrança.
"Na licitação, estava prevista a instalação de praças de pedágio, alargamento da pista, construção de pontos de apoio para veículos e caminhões, locais de descanso, instalação de antenas de comunicação. Foi tudo feito ao contrário. Instalaram umas bases de apoio que não cabem cinco pessoas dentro, não fizeram grandes investimentos na recuperação da malha viária, não instalaram as antenas e não fizeram as praças de pedagio, que geraria emprego para a nossa população e estava na base de cálculo para definição do preço final da cobrança. Nada foi feito e estão nos cobrando pela mesma rodovia que todo dia registra acidentes e mortes”, apontou.
Camargo também falou de um projeto de lei de sua autoria que versa sobre desconto no valor do Imposto sobre propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para quem paga pedágio e isenção de cobrança para pessoas com qualquer tipo de deficiência. O projeto está tramitando na Assembleia e autoriza o governo do estado a conceder abatimento no valor do Imposto sobre o IPVA, sobre a parte resultante ao governo do estado sobre os valores cobrados na rodovia.
“É injusto que paguemos duas, três, quatro vezes sobre o mesmo motivo. Já pagamos IPVA, licenciamento e outros impostos e taxas para que o governo mantenha a rodovia em perfeito estado de conservação. Como o governo não faz, terceiriza o serviço através da concessão e cobra de novo o contribuinte, com o pedágio. A conta sempre arrebenta no final, no consumidos”, disse Camargo, que sugeriu ainda que seja feito estudo para pavimentação da Rodovia do Boi, um traçado que liga Colorado do Oeste, no Sul do Estado, até Porto Velho, correndo paralelamente à BR 364.
Temos que apresentar uma alternativa. Não podemos ficar refém de uma rodovia federal, que o governo faz o que quer, quando quer, sem ouvir a população. A Rodovia do Boi é a nossa alternativa para isso. Estudos preliminares mostram que a pavimentação total custaria aproximadamente R$ 5 bilhões e é viável. Poderíamos fazer por partes, conforme a necessidade de cada região. Esse valor é muito abaixo do que a concessionária vai faturar na BR 364 em cinco anos. Imaginem nos 30 anos da concessão, disse Camargo, que se colocou à disposição para discutir as alternativas, o projeto de isenção e os dados que levaram Rondônia a ter “o pedágio mais caro do Brasil”.
Evento foi transmitido ao vivo pela TV Alero e pelo canal Youtube da Assembleia Legislativa (Foto: Alex Cardoso)
O prefeito Eder Silva, de Rio Crespo, falou dos problemas enfrentados pela população do Vale do Jamari com a cobrança do pedágio, especialmente os produtores rurais que utilizam parte da rodovia, exatamente onde estão implantadas as câmeras do sistema Free Flow, na região de Cujubim, para carga de descarga nos armazéns de cereais instalados.
“Ninguém aguenta. Tem produtor que faz cinco, seis viagens por semana e está vendo seu dinheiro indo pro ralo, só com os pedágios. Além disso, temos a questão da destruição da nossa pavimentação urbana, pois os caminhões pesados, estão utilizando o trânsito das nossas cidades para desviar do pedágio, o que acaba destruindo o asfalto. O representante da empresa falou dos valores a serem arrecadados com ISS pelos municípios, mas esse valor não chega nem perto com dos prejuízos que estamos tendo. Isso precisa ser discutido com urgência. Estamos pagando um preço que não é nosso”, disse.
O vereador de Guajará-Mirim, Davino Cerrati, destacou que apesar de pertencer a uma regição onde o trecho da BR 364 não foi privatizado, a população paga o pedágio, assim como se o utilizasse. “Esse valor do pedágio vem nos alimentos, no combustível, no transporte de mercadoria. Todos pagamos, usando a BR ou não. As empresas não vão absorver esse custo do frete e vão repassar às mercadorias”, disse.
A promotora de justiça, Daniela Nicolai de Oliveira (MP/RO), destacou as reclamações que vêm recebendo da população sobre a cobrança do pedágio, o preço elevado da tarifa e pontuou, elogiou a iniciativa do deputado Alan Queiroz de chamar essa audiência pública para ouvir as partes envolvidas. Ela destacou ainda as informações do deputado Camargo, especialmente, no que diz respeito aos dados técnicos apresentados, as falhas nos estudos básicos para a definição da cobrança. A promotora sugeriu que a Assembleia Legislativa, os municípios o Ministério Público estadual e o Ministério Púbico Federal aprofundem essa discussão para buscar uma alternativa que se adeque à realidade da população. A promotora solicitou o envio das informações por parte do gabinete do deputado Camargo.
O representante do Ministério Público Federal, procurador Leonardo Trevizani, disse ter ouvido atento à todas as manifestações, às sugestões, a apresentação de alternativas e prioridades. "Já estávamos trabalhando na tentativa de encontrar uma forma de rediscutir essa concessão pública da BR 364, várias ações já tramitam na justiça pedindo a suspensão do pedágio, a revisão do processo, a rediscussão da concessão e os dados colhidos aqui, serão essenciais para que aprofundemos essa discussão. Precisamos encontrar o equilíbrio e faremos um esforço ainda maior para que a população não pague por um serviço que não lhe é prestado”, disse
Produtores rurais, lideranças comunitárias e representantes de entidades como a Aprossoja também se manifestaram, reforçando a importância do debate promovido pela Alero.
Ao finalizar o evento, o deputado Alan Queiroz agradeceu a presença de todos que estiveram na Assembleia Legislativa, a participação da população que acompanhou por mio da TV Alero e das redes sociais e destacou estar otimista de que juntos, será possível encontrar uma forma de resolver esse problema do pedágio em Rondônia.
“Não somos contra o pedágio, sabemos do benefício que a concessão pública concede para a população. Mas é importante que seja feita de forma justa e ordenada, o que não está acontecendo aqui em Rondônia. A população reclama do preço da tarifa, da falta de investimentos por parte da concessionária, do sistema implantado que não estava no projeto básico da licitação. Nossa ideia é construir alternativas para encontrarmos um consenso. Foi uma reunião importante, com apresentação de dados e sugestões de extrema relevância e agora vamos utilizar tudo o que foi proposto para junto com o Ministério Público Federal, Ministério Público estadual, governo do estado, governo federal e a própria concessionária para rediscutir o que é necessário, os investimentos, a possibilidade da readequação das praças de pedágio. É uma luta longa, mas juntos conseguiremos chegar a um denominador que seja bom para a população de Rondônia”, finalizou Alan Queiroz
Texto: Jocenir Sérgio Santanna I Jornalista Secom ALE/RO
Decisão do STF | O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aprovada pela CPMI do INSS.
A decisão foi tomada após a empresária Roberta Luchsinger, também alvo da medida, apresentar mandado de segurança no STF questionando a decisão da comissão parlamentar.
Na decisão liminar, Dino determinou a suspensão dos efeitos da quebra de sigilo e do envio de informações às autoridades. Caso dados já tenham sido encaminhados, o ministro ordenou que eles permaneçam preservados sob sigilo pela Presidência do Senado.
O ministro também afirmou que não há impedimento para que a CPMI realize nova votação, desde que o procedimento seja feito com debate, motivação adequada e decisão individualizada, devidamente registrada em ata.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre indicou a aliados quando deve decidir se anula quebra dos sigilos de Lulinha aprovados na CPMI do INSS
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a aliados que não vai demorar a decidir se anula ou se mantém a votação da CPMI do INSS que quebrou o sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha.
A votação, que ocorreu na quinta-feira (26/2), foi marcada por agressões entre parlamentares e acusações de “fraude” por parte de governistas contra o presidente do comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Nas últimas horas, Alcolumbre indicou que deve tomar sua decisão “nos próximos dias”. Ele aguarda apenas a manifestação das partes e o parecer de servidores da advocacia e da Polícia Legislativa do Senado.
Como mostrou a coluna, a cúpula da CPMI do INSS aponta que a culpa pela votação teria sido dos próprios líderes do governo, que formularam um pedido de votação em bloco de quase uma centena de requerimentos.
Na hora da votação, que foi simbólica, Viana entendeu que os governistas estavam em minoria em relação ao quórum total. Pelas imagens, é possível ver 14 parlamentares em pé, com o painel marcando quórum de 31 presentes.
Governistas, por sua vez, sustentam que o regimento interno prevê que a maioria deveria ser em relação ao total de parlamentares presentes na hora da votação. Naquele dia, havia 21 deputados e senadores na sala da CPMI.
A representação de governistas a Alcolumbre
Diante da derrota, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) formularam uma representação a Alcolumbre pedindo a anulação da votação.
Como mostrou a coluna, membros da cúpula da CPMI avaliam ir ao STF caso o presidente do Senado derrube a votação. Já governistas dizem que isso tem de ser resolvido pelo próprio Alcolumbre.
Na visão da cúpula da CPMI, o risco de o presidente do Senado derrubar a votação é real. Especialmente porque, entre os outros sigilos quebrados, está o de um ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT), aliado de Alcolumbre. (Metrópoles)
O tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) não era consenso entre os organizadores da manifestação deste domingo (1º/3)
Durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (1º/3), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ignorou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No discurso, em ato pela primeira vez desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o foco foram ataques a Lula e impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em cima do trio, Nikolas chamou o atual do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “bandido” e puxou coro de “Lula Ladrão, seu lugar é na prisão”.
“Quem devia estar na cadeia não é Jair Bolsonaro, não. Quem devia estar na cadeia chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. O maior corrupto que já pisou aqui nesse país. Ou seja, por que perseguir um homem que até hoje não conseguiu colocar absolutamente nada na ficha criminal dele? Tudo cai”, afirmou Nikolas.
O parlamentar destacou que uma das principais bandeiras atuais da direita no país é derrubar o veto ao PL da Dosimetria, que recalcula e reduz as penas dos condenados por crimes da trama golpista e dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Em relação a Dias Toffoli, Nikolas também subiu o tom. “Foi ele quem iniciou o inquérito das fake news. Não tem como ter a esposa de um ministro com contrato de milhões com o Banco Master. (…) Eu sei que há também uma vontade da esquerda de até derrubar o Toffoli, porque eles estão brigados. Eles estão achando que a gente pode derrubar um e depois vai parar. Se a gente derrubar um, cai outro, cai [Alexandre] Moraes, cai todo mundo“, alegou o parlamentar. “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachmet. O destino dele é cadeia”, disse.
O tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, não era consenso entre os organizadores do evento.
Além do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a agenda reúne as presenças de Valdemar Costa Neto, presidente do PL; dos deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP), Sóstenes Cavalcante (PP-RJ), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Rosana Valle (Partido Liberal-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), e dos deputados estaduais Lucas Bove (PL-SP), Coronel Telhada (PP-SP) e Valéria Bolsonaro (PL-SP), entre outros.
No páreo ao Senado
Derrite, que é pré-candidato ao Senado na chapa à reeleição de Tarcísio, comemorou a inclusão ao PL Antifacção da proibição do voto por presos provisórios.
“E este ano, em 2026, aquele que comemorou, que foi o mais votado nos presídios, não vai comemorar mais. Acabamos com direito ao voto dentro do presídio. Chega de bandido votar, porque a gente sabe que eles votam. Fiquem todos com Deus”, disse.
Também convidado a discursar, Mário Frias, cotado para a segunda vaga de candidato ao Senado por São Paulo, reforçou ser “radicalmente cristão”. “Muita gente diz que a gente é extremo, que a gente é radical. E a gente é radical, sim, a gente é radicalmente cristão. A gente é radicalmente temente a Deus. A gente é radicalmente patriota e radicalmente Bolsonaro”, afirmou no palanque.
Outra concorrente à mesma vaga, Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), fez elogios à madrinha política. “Eu quero registrar aqui e fazer uma referência especial à nossa primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tantas e tantas vezes esteve aqui na Paulista e o seu discurso, as suas lágrimas nos emocionaram. Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”, disse.
Na sexta-feira (27/2), Valdemar afirmou ao Metrópoles que quem decidirá o nome do partido para a disputa do Senado em São Paulo será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a tendência é que seja alguém “mais ideológico e bolsonarista”.
“O Eduardo quer participar disso também. Eu acho que nós sairíamos com uma vaga e provavelmente o Derrite com a outra. Essa é a minha opinião. Agora vai ter muita conversa pela frente. Acho que quem for o candidato do Bolsonaro ganha a eleição. Acho que ele vai pegar um camarada que tem a marca da direita. Mais ideológico, mais próximo dele, mais bolsonarista. Ele gosta disso”, disse Valdemar após evento em sua homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Caiado e Zema
Caiado prometeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos outros condenados pelos atos golpistas de 2022.
“Quero saudar o Nikolas [Ferreira], esse jovem que teve a coragem também de levantar a bandeira do Acorda Brasil e caminhar pelo país todo, mostrando a cara e a sua competência. Flávio Bolsonaro, meu amigo senador da República pré-candidato, saiba que eu, ao meu lado também o governador de Minas Gerais, nós estamos com o mesmo objetivo, aquele que chega lá, eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027”, declarou Caiado.
No discurso, o governador de Goiás também destacou o “poder de mobilização” de Bolsonaro, mesmo preso.”Esse homem que conseguiu levantar o Brasil, e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e a democracia plena”, afirmou.
Outro pré-candidato, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) defendeu o fim da “farra dos intocáveis”, em referência ao ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estão em Brasília e se consideram acima de todas as leis, não vamos nos vergar, não vemos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, argumentou.
Eduardo exilado
Por meio de uma chamada de vídeo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também se pronunciou, mas defendeu o pleito do irmão. “Não é sobre partido político, nem sobre eleição. A eleição é só a ferramenta, o caminho talvez mais rápido para gente levar justiça que vai ser traduzida em anistia, se Deus quiser, com a eleição de Flávio Bolsonaro presidente e uma bancada de senadores e deputados federais fortes e valentes”, disse.
Atualmente, Eduardo está nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente é réu no STF por coação devido à atuação contra autoridades brasileiras. (Metrópoles)
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26/2), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido é referente ao período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026. A sessão está no intervalo.
foto - RDNEWS
Depois de aprovados os requerimentos, parlamentares da ala do governo no Congresso foram para cima da mesa da presidência do colegiado. Houve uma confusão generalizada, com gritos, xingamentos e até agressão física.
A sessão do colegiado chegou a ser suspensa por 15 minutos.
Nas imagens, é possível ver um empurra-empurra envolvendo os deputados Rogério Correia (PT) e Luiz Lima (Novo). Lima afirma que chegou a ser agredido com um soco por Correia, que admitiu a agressão e pediu desculpas ao colega.
O Requerimento nº 2.939/2026 foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, Lulinha teria recebido uma mesada de cerca de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A declaração integra o depoimento de uma testemunha ouvida pela Polícia Federal. Esse relato, posteriormente, foi encaminhado à CPMI do INSS, no Congresso Nacional. A iniciativa partiu de Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma ser alvo de perseguição por parte do ex-empregador.
Em seu relato, Edson Claro afirmou que o empresário conhecido como Careca do INSS teria efetuado um pagamento de R$ 25 milhões a Fábio Luís, além de repassar uma quantia mensal aproximada de R$ 300 mil. O depoimento, no entanto, não especifica a moeda utilizada na suposta transferência de R$ 25 milhões.
Ainda na coluna de Andreza Matais, foi revelado que Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, e André Fidelis, ex-diretor de Benefícios da autarquia, preparam uma delação premiada para revelar a atribuição de Lulinha nos descontos indevidos do instituto.
Em nota à coluna, a defesa do filho do presidente afirmou que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”. É a primeira vez que ele comenta o tema por meio de advogados constituídos.
Assessor de Weverton Rocha
O colegiado aprovou também a convocação de Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor do senador e vice-líder do Governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), na condição de testemunha. O requerimento foi feito pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).
O senador foi alvo de uma das fases da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em 18 de novembro. Foi alvo de busca e apreensão, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Weverton (PDT-MA) compartilhou o uso de um jatinho com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A aeronave era um beech aircraft modelo F90 e prefixo PT-LPL.
Documentos obtidos pela coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, mostram que o Careca do INSS usou essa aeronave ao menos duas vezes em 2024. Uma das viagens ocorreu em 2 de fevereiro. Já a outra foi realizada em 13 de julho. Em ambas as ocasiões, o jatinho saiu de um aeroporto executivo em São Paulo.
Em 2025, o Metrópoles flagrou o senador Weverton usando a mesma aeronave para ir e voltar de São Luís, no Maranhão. A reportagem fotografou o político descendo do jatinho nos dias 1º e 15 deste mês, no Aeroporto Internacional de Brasília. Pelo menos desde o início de 2024, a maioria dos percursos do avião é realizada entre estas cidades: Brasília, São Paulo e São Luís.