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Advogado diz que errou após fala sobre arrancar cabeça de bolsonarista

Procurado pela coluna, Lindomar confirmou a autoria da mensagem e afirmou que a conversa ocorreu em um grupo restrito a advogados

Após a repercussão negativa de mensagens atribuídas ao advogado Lindomar da Silva Rezende (foto em destaque) em um grupo de WhatsApp ligado à advocacia de Cáceres (MT), o próprio autor afirmou à coluna que foi “infeliz” nos comentários.



As mensagens, que circularam na noite de quarta-feira (7/1), causaram indignação entre profissionais do direito por trazerem defesa explícita de violência política.


Em um dos trechos que geraram maior reação, Lindomar escreveu que “torcia para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública”, acrescentando que se colocaria como “voluntário”.


Prints da conversa, obtidos pela coluna, mostram que a fala ocorreu no contexto de uma discussão política acalorada no grupo, após o compartilhamento de uma notícia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.


A publicação tratava do uso da cota parlamentar para custear passagens aéreas em viagem a São Paulo, com pedido de reembolso de R$ 13,6 mil ao Senado, valor que, segundo a assessoria do parlamentar, seria devolvido após a identificação de um equívoco.


Retratação

Procurado pela coluna, Lindomar confirmou a autoria da mensagem e afirmou que a conversa ocorreu em um grupo restrito a advogados, em meio a um debate político intenso. Em nota enviada à reportagem, ele declarou:


“Reafirmo que fui infeliz em meus comentários e deles me retrato publicamente.”


O advogado disse ainda que as falas foram feitas “em tom de galhofa”, sem intenção de incentivar violência, e alegou que outros participantes do grupo também teriam proferido ofensas durante a discussão. Segundo ele, o vazamento das mensagens contribuiu para ampliar a repercussão do caso.

Lindomar já ocupou cargo público em Cáceres, onde atuou como coordenador do Procon. Até o momento, segundo informou a OAB Mato Grosso por meio de sua assessoria, não há registro de denúncia formal ou pedido de apuração disciplinar relacionado ao caso. (Metrópoles)

Devedor contumaz: lei é sancionada com veto a benefício ao bom pagador

 Norma endurece punições a empresas que usam inadimplência como estratégia e mantém vetos a benefícios fiscais para bons pagadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nessa quinta-feira (8/1) a criação do Código de Defesa do Contribuinte, que enquadra o chamado Devedor Contumaz, aposta do governo para reduzir fraudes fiscais. No entanto, o presidente vetou partes que tratavam de benefícios aos bons pagadores, como o prazo para pagamento dos tributos.



A norma foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9/1), e endurece as regras para identificar e penalizar contribuintes que usam a inadimplência tributária de forma reiterada como estratégia de negócio, e cria mecanismos para estimular o pagamento regular de tributos.


O ponto central da lei é a definição do chamado devedor contumaz, contribuinte, pessoa física ou jurídica, que acumula dívidas fiscais substanciais, repetidas e sem justificativa plausível. A nova legislação estabelece critérios objetivos para essa caracterização e prevê punições mais rígidas para quem se enquadrar na categoria.


O que muda com a lei

Pela nova regra, ao ser notificado, o contribuinte terá um prazo para regularizar sua situação ou apresentar defesa administrativa antes de ser oficialmente declarado devedor contumaz. Caso a condição seja confirmada, ele poderá enfrentar penalidades severas, como:


Restrição do uso de benefícios fiscais;

Impeditivo de participar de licitações públicas;

Vedação a firmar novos contratos com o setor público;

Possibilidade de declaração de inaptidão do CNPJ, limitando a atuação da empresa no mercado.

A lei também cria programas para incentivar uma postura fiscal correta por parte dos contribuintes, como o Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia), o Programa de Estímulo à Conformidade Tributária (Sintonia) e o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA), que preveem benefícios como tratamento diferenciado e facilidades administrativas para quem mantém bom histórico de pagamento.


Vetos presidenciais e impacto


Apesar de sancionar a lei, o presidente Lula vetou cinco dispositivos do texto, incluindo alguns que previam benefícios fiscais e facilidades para bons contribuintes que enfrentam dificuldades pontuais. Entre os principais vetos estão:


Desconto de até 70% em multas e juros moratórios para contribuintes com bom histórico, mas com capacidade de pagamento prejudicada temporariamente;

Uso de créditos de prejuízo fiscal e base negativa da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para abater parte da dívida;

Prazos de parcelamento de até 120 meses para quitação de tributos.

O governo justificou os vetos com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), argumentando que algumas das medidas poderiam representar renúncia tributária excessiva ou violar normas orçamentárias ao ampliar gastos sem contrapartida definida.


Como resultado, embora a lei mantenha estímulos para bons contribuintes por meio de programas de conformidade e atendimento prioritário, os dispositivos que concediam descontos e facilidades mais amplas foram excluídos do texto final sancionado.


A maioria dos dispositivos já entra em vigor imediatamente, com exceção de algumas partes dos programas de conformidade e selos de conformidade, cujas regras começarão a valer em até 90 dias após a publicação no DOU. (Metrópoles)

PT aposta em Haddad para concorrer ao Senado ou ao governo de SP

O ministro da Fazenda, no entanto, manifestou que não quer concorrer a nenhum cargo, uma vez que Haddad vai coordenar a campanha de Lula

Cúpula do núcleo duro do Partido dos Trabalhadores (PT) defende que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concorra ou ao governo de São Paulo (SP) ou ao Senado, também pelo estado paulista.



O problema, no entanto, é que o próprio petista resiste a se candidatar a qualquer cargo, uma vez que quer ficar responsável pela coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato.


No cenário em que Haddad concorreria pelo governo do estado com maior capital do Brasil, ele seria páreo para o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB), que pretende concorrer à reeleição.


Haddad pretende deixar o cargo antes do fim do mandato, como mostrou o Metrópoles. O desejo de Haddad foi tratado diretamente com Lula, mas o ministro sabe que o presidente deve deixar a decisão para o último momento; por isso, ainda não há data para a saída.


Caso dispute algum cargo em 2026 ou coordene a campanha presidencial do PT, Haddad precisa sair do cargo até abril de 2026.


Na visão de petistas ouvidos pela reportagem, a única possibilidade de Haddad concorrer ao governo do SP seria se Tarcísio anunciasse a candidatura para a Presidência da República. Até o momento, o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou que não pretende concorrer ao Planalto.


Na equação, há ainda a manifestação de tentar emplacar o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), para o governo paulista. Este, entretanto, quer continuar na chapa de Lula para as eleições presidenciais deste ano. (Metrópoles)

Prefeito de Porto Velho lidera ranking nacional em avaliação inédita de serviços públicos

Léo Moraes aparece no topo da pesquisa e destaca a capital de Rondônia no maior estudo já realizado sobre gestão municipal no país...


Porto Velho aparece no centro do debate nacional sobre gestão pública após os resultados preliminares da maior avaliação independente de serviços públicos municipais já realizada no Brasil. O levantamento, conduzido pelo Instituto Veritá, aponta o prefeito Léo Moraes (Podemos) como o mais bem avaliado entre todas as capitais brasileiras, com índice de aprovação de 94,5%, segundo a percepção direta da população.


A pesquisa avaliou 51 serviços municipais e o desempenho geral dos prefeitos, o que resultou em 52 indicadores consolidados a partir de 91 temas considerados prioritários pelos cidadãos. Esses temas se organizam em 18 áreas da administração pública, como transporte, educação, saúde, infraestrutura, segurança e saneamento. 

Ao todo, mais de 100 mil pessoas participaram da etapa nacional, sendo cerca de 30 mil entrevistados que responderam integralmente às 77 perguntas do questionário, com margem de erro entre 2% e 3%.

No ranking geral dos prefeitos das capitais, Porto Velho ocupa a primeira colocação. A avaliação positiva do prefeito Léo Moraes se concentra principalmente nas áreas de transporte público e de obras, infraestrutura e mobilidade urbana, que figuram entre os melhores desempenhos atribuídos à gestão municipal pela população. O estudo também identificou desafios, como saneamento e meio ambiente, o que ressalta o caráter técnico e detalhado do levantamento.

“O resultado reflete o que a população sente no dia a dia. A avaliação nasce da experiência real das pessoas com os serviços públicos da cidade”, afirmou Léo Moraes, prefeito de Porto Velho. Moraes avalia que a pesquisa oferece um retrato direto da relação entre gestão e cidadão, além de servir como base para decisões administrativas mais precisas. 


Além do desempenho do prefeito, Porto Velho aparece com destaque em áreas específicas avaliadas pelo estudo, o que posiciona a capital rondoniense como referência nacional em gestão municipal baseada na percepção popular. 

Parte dos resultados detalhados e da metodologia utilizada está disponível no relatório técnico que acompanha a divulgação da pesquisa, já apresentada como base para a expansão do projeto a municípios com mais de 100 mil habitantes.

O Instituto Veritá informa que o projeto resulta de mais de uma década de aperfeiçoamento metodológico e de mais de 30 anos de atuação na avaliação de políticas públicas. 

O objetivo é oferecer dados qualificados à sociedade e aos gestores, com foco na melhoria contínua dos serviços municipais e no fortalecimento da transparência pública.

Lula veta PL da Dosimetria de forma integral

Veto agora segue para análise do Congresso; proposta aprovada pelo Legislativo reduzia penas dos condenados pelos atos criminosos de 2023 e dos que planejaram um golpe de Estado em 2022, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou na manhã desta quinta-feira (8) o texto do PL (projeto de lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos criminosos do 8 de Janeiro.


Aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado, a proposta também beneficiava aqueles que participaram da elaboração de um plano de golpe para tirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência.


De forma simbólica, a assinatura do veto se deu durante cerimônia organizada pelo governo Lula para marcar os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.


O evento, que tem como objetivo “reforçar os valores da democracia”, se dá em um momento em que políticos de direita do país defendem a redução de penas.


Com mais de 800 condenações pelo STF (Supremo Tribunal Federal), os julgamentos relacionados ao plano de golpe de Estado também resultaram na prisão de Bolsonaro, considerado o maior nome da direita brasileira, e de generais das Forças Armadas.


No Legislativo, o tema causou embate ao longo de todo o ano de 2025 entre governistas e oposição. Lula já havia manifestado publicamente a intenção de barrar a proposta.


Agora, o veto de Lula segue para análise do Congresso Nacional. Em sessão especial reunindo Senado e Câmara, os congressistas vão decidir se devem ou não derrubar o veto presidencial.


O que diz o PL da Dosimetria

O PL da Dosimetria altera regras da Lei de Execução Penal e prevê mudanças no cálculo das penas.


Na prática, o texto altera a forma como as penas são somadas quando um réu é condenado por mais de um crime cometido no mesmo contexto, proibindo esse tipo de conta.


Dessa forma, quando, por exemplo, os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado são praticados juntos, apenas a penas mais grave é aplicada, e não a soma das duas.


Além disso, o projeto também prevê o menor tempo possível de prisão para a progressão do regime em crimes contra o Estado Democrático de Direito, sem considerar se o réu é reincidente ou se houve o uso de violência ou grave ameaça. (CNN)


Erika Hilton pede para Justiça fiscalizar preços abusivos em praias

Deputada propõe manual de boas práticas e canal para recebimento de denúncias; solicitação ocorre após agressão de casal em Porto de Galinhas

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu para o Ministério da Justiça fiscalizar os preços abusivos praticados em praias do litoral brasileiro. A CNN Brasil teve acesso ao documento, que foi enviado à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), nesta quarta-feira (7).



A solicitação ocorreu após o aumento de denúncias envolvendo consumação mínima e preços elevados em praias. Um dos casos citados no pedido foi o do casal de turistas de Mato Grosso, agredido no dia 27 de dezembro, na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, após uma briga por conta do valor que seria pago pelo uso de cadeiras no local.


O episódio, que envolveu cerca de 15 agressores, revisitou a discussão sobre os limites legais das cobranças em praias e a proibição da consumação mínima e da venda casada. Atualmente, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) veta a prática de condicionar aluguéis de itens a consumo em estabelecimentos.


Conforme aponta o ofício, condutas semelhantes têm sido registradas em outros estados, como Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. "A naturalização dessas cobranças contribui para a privatização informal das praias e reforça desigualdades no acesso ao lazer e ao território", diz trecho de ofício assinado por Erika Hilton.


A deputada pede ainda para a Senacon avaliar a elaboração do que chama de um Manual Nacional de Boas Práticas para utilização de cadeiras e serviços em praias, "com orientações claras aos prestadores de serviço, bem como a instalação de placas informativas nas orlas, indicando os direitos dos consumidores".


Erika propõe a criação de um canal específico para recebimento de reclamações sobre casos similares no Procon. A ideia é aumentar a agilidade da atuação do órgão após as denúncias.


"Cabe ao Estado, por meio de seus órgãos de defesa do consumidor, atuar de forma preventiva e educativa, garantindo que atividades econômicas sejam exercidas com respeito à lei, à boa-fé e à dignidade das pessoas. A ausência de fiscalização contínua favorece a repetição dessas condutas e enfraquece a confiança da população nos instrumentos de proteção ao consumidor", afirma.


A deputada também acredita na necessidade da implementação de um grupo unificado com a participação da Senacon, Procons, prefeituras e outros órgãos competentes para acompanharem permanentemente as condutas nas praias.


A CNN Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça para um posicionamento da pasta, mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.


O que diz a Prefeitura do Ipojuca

Em nota, a Prefeitura do Ipojuca, cidade em que fica Porto de Galinhas, afirma que os episódios recentes envolvendo turistas estão sendo tratados com prioridade pelas forças de segurança e receberam resposta imediata do Estado, com investigações em andamento para a completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.


Ainda reforça que "o balneário de Porto de Galinhas é um dos destinos turísticos mais conhecidos e visitados do país e, como qualquer local com grande circulação de pessoas, registra ocorrências pontuais, que não refletem a realidade cotidiana do balneário".


Veja a nota na íntegra:


"O balneário de Porto de Galinhas é um dos destinos turísticos mais conhecidos e visitados do país e, como qualquer local com grande circulação de pessoas, registra ocorrências pontuais, que não refletem a realidade cotidiana do balneário. Os dados oficiais da Secretaria de Defesa Social (SDS) demonstram um cenário consistente de segurança: informações da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGace) indicam que o ano de 2025 foi encerrado sem registro de homicídios na praia. Nos últimos anos, as Mortes Violentas Intencionais apresentaram redução contínua, e os crimes patrimoniais seguem em patamar considerado baixo para uma área de intenso fluxo turístico.


Os episódios recentes envolvendo turistas estão sendo tratados com prioridade pelas forças de segurança e receberam resposta imediata do Estado, com investigações em andamento para a completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.


Durante a alta temporada, as ações de segurança foram ampliadas no âmbito da Operação Verão, com reforço do efetivo da Polícia Civil na Delegacia de Porto de Galinhas, que funciona 24 horas, e intensificação do policiamento ostensivo da Polícia Militar, com novas viaturas, patrulhamento a pé na orla e presença preventiva em pontos estratégicos. O planejamento integrado assegura resposta rápida às ocorrências e fortalece a sensação de segurança ao longo de todo o período de maior movimentação turística."


O site também entrou em contato com o Governo de Pernambuco e aguardo retorno. (CNN)

PGR opina pela suspensão de trechos que alteraram Lei da Ficha Limpa

Para Gonet, mudanças igualam agentes responsabilizados uma única vez com quem foi sancionado com múltiplas e mais graves condenações

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou, nesta terça-feira (6/1), pelo deferimento da medida cautelar para suspender algumas das mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas em 2025.



No parecer, Gonet opinou pela suspensão dos parágrafos § 4º-D e § 4º-E da Lei nº 64/1990. O primeiro prevê que as ações judiciais pelos mesmos fatos gerarão a inelegibilidade a partir da primeira condenação proferida por órgão colegiado, ainda que tenham sido impostas sanções ulteriores mais gravosas.


Já o segundo diz que, na hipótese de ocorrência de fatos ímprobos conexos, mesmo que haja ações de improbidade administrativa em processos separados, o prazo de 8 anos de inelegibilidade deverá ser contado a partir da primeira condenação proferida ou confirmada por órgão colegiado.


Segundo Gonet, esses trechos “igualam agentes responsabilizados uma única vez com aqueles que tenham sido sancionados com múltiplas e mais graves condenações”.


O PGR se manifestou no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de autoria do partido Rede Sustentabilidade.


Gonet, porém, se posicionou pela manutenção do trecho que estabelece teto de 12 anos para a inelegibilidade em caso de múltiplas condenações por improbidade administrativa. Segundo o procurador-geral da República, “não merece crítica, do ponto de vista estritamente técnico-constitucional”, o limite de inelegibilidade unificado em 12 anos também estabelecido pela nova norma.


“Novamente, aqui, o legislador fez uma opção no âmbito da margem de discricionariedade política de que dispõe. A alguém ocorrerá que seria preferível uma consequência mais severa, mas não se pode dizer que a que o legislador adotou não se ajusta ao propósito que se liga o instituto da inelegibilidade”, pontuou o procurador-geral da República.


A ADI

A Rede pediu, na ADI protocolada no STF, a suspensão de todas as alterações na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso Nacional. A relatora da ADI é a ministra Cármen Lúcia.


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vetou alguns trechos da norma que tratavam da retroatividade e que poderiam beneficiar os políticos já condenados, como o ex-governador do DF José Roberto Arruda; o ex-governador do Rio Anthony Garotinho; e o ex-deputado Eduardo Cunha. (Metrópoles)

Rússia condena “agressão armada” dos EUA contra Venezuela

Rússia critica ação externa dos Estados Unidos, apoia governo interino e exige respeito à soberania venezuelana

A Rússia criticou duramente nesta terça-feira (6/1), o que classificou como “flagrantes ameaças neocoloniais e agressão armada externa” contra a Venezuela, em reação aos desdobramentos da operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.



Embora não cite diretamente os Estados Unidos, o tom do comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo deixa claro o alvo das críticas.


Em nota oficial, a chancelaria russa saudou a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, afirmando que a medida demonstra a determinação das autoridades de Caracas em preservar a unidade institucional, conter riscos de uma crise constitucional e criar condições para um desenvolvimento “pacífico e estável” do país diante do atual cenário de tensão.


“Saudamos os esforços empreendidos pelas autoridades oficiais deste país para proteger a soberania do Estado e os interesses nacionais. Reafirmamos a inabalável solidariedade da Rússia com o povo e o governo venezuelanos”, diz o comunicado.


O Kremlin ainda manifesta disposição para prestar “todo o apoio necessário” ao que chama de “país amigo”.


Defesa da soberania

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino “sem qualquer interferência externa destrutiva”.


Moscou defendeu ainda a redução das tensões e a resolução de conflitos por meio do diálogo, com base no respeito à Carta das Nações Unidas, ressaltando que a América Latina e o Caribe devem permanecer como “zona de paz”.


Aliança estratégica

Rússia e Venezuela mantêm uma relação estreita há anos, aprofundada após o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos a Caracas em 2024.


Com isso, o governo venezuelano passou a depender mais de parceiros como Moscou. Em maio do ano passado, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o comércio bilateral cresceu 64% ao longo de 2024.


Após a operação norte-americana no último sábado, a chancelaria russa já havia condenado o que chamou de “ato de agressão armada contra a Venezuela”, classificando como “insustentáveis” quaisquer justificativas apresentadas para a ação. (Metrópoles)

Conselheiro de Trump xinga Lula após Brasil criticar intervenção dos EUA

Presidente brasileiro afirmou que operação americana que capturou Nicolás Maduro ultrapassou "linha inaceitável"

Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, fez uma publicação nas redes sociais xingando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (4). Ele fez referência à fala do petista criticando a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.



"Vai se f****, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição!", disse Miller no X ao compartilhar uma matéria sobre a fala do presidente brasileiro.



Lula afirmou no sábado (3) que a operação americana na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro ultrapassou "linha inaceitável" e abre “precedente extremamente perigoso”.


"Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", escreveu.


A CNN Brasil questionou o Itamaraty sobre a publicação de Miller e aguarda retorno.


*em atualização

Venezuelanos insatisfeitos com o atual governo comemoram anúncio da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos; veja vídeo

Venezuelanos insatisfeitos com o governo de Nicolás Maduro saíram às ruas neste sábado (03), para comemorar o que foi divulgado como a captura do presidente da Venezuela por forças dos Estados Unidos. As manifestações ocorreram em meio a um clima de expectativa e forte repercussão internacional após o anúncio feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump.


Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pessoas celebrando em vias públicas,  Para parte dos manifestantes, a notícia representa esperança de mudanças políticas no país, marcado por anos de crise econômica, instabilidade institucional e denúncias de violações de direitos.

O episódio segue em desenvolvimento e é acompanhado com atenção pela comunidade internacional, diante das possíveis consequências políticas e diplomáticas para a Venezuela e para a região.

Trump publica foto de Maduro dentro de navio de guerra após captura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou neste sábado a primeira imagem do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após anunciar que ele teria sido detido por forças norte-americanas. 

A publicação foi feita por meio da rede social Truth Social.

Na fotografia compartilhada, Maduro aparece a bordo do navio de guerra norte-americano USS Iwo Jima. Ele surge algemado, vestindo um fato de treino e segurando uma garrafa de água, conforme é possível observar na imagem divulgada pelo líder norte-americano.


A divulgação ocorreu após Trump afirmar que houve uma ação dos Estados Unidos contra a Venezuela. 

Até o momento, não há mais detalhes oficiais sobre as circunstâncias da suposta detenção nem sobre o estado atual do presidente venezuelano.

O caso segue em atualização e repercute intensamente no cenário internacional.

Maduro e esposa serão julgados pelos Estados Unidos, diz procuradora

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em tribunais de justiça dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi, neste sábado (3). Eles foram sequestrados durante ação militar, confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Segundo Bondi, ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.

“Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu Bondi no X (antigo Twitter). A procuradora-geral não detalhou as acusações contra Cilia Flores.

Coragem

“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, finalizou Bondi.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de "vil e covarde". Padrino pediu ajuda internacional. Bombardeios dos Estados Unidos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses. 

fonte - Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil.

Fronteira do Brasil com a Venezuela está tranquila e aberta, diz Múcio

A fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, está tranquila, monitorada e aberta, informou neste sábado (3) o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio. O governo disse ainda que não há notícia de brasileiros feridos pelos bombardeios dos Estados Unidos (EUA) contra a Venezuela.


“A fronteira está absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo lá de homens e equipamentos. Estamos aguardando que as coisas aconteçam. Vamos aguardar a entrevista do presidente da República dos Estados Unidos, algumas coisas que vão acontecer durante o dia”, disse Múcio.

O ministro da Defesa disse que o Brasil tem 10 mil militares na região amazônica, com 2,3 mil em Roraima. Múcio acrescentou que há muita informação desencontrada e que o governo monitora os acontecimentos.

A fala ocorreu após reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, da qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou por videoconferência. Uma segunda reunião de emergência foi marcada para às 17h, também no Itamaraty.

Participaram também da primeira reunião as ministras interinas das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e da Casa Civil, Miriam Belchior, além do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O ministro da Defesa, José Múcio, e as ministras interinas Maria Laura da Rocha e Miriam Belchior falam sobre a invasão da Venezuela pelos EUA - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) disse que o presidente Lula reforçou o posicionamento divulgado mais cedo no sentido de condenar o ataque dos EUA contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolas Maduro, e sua esposa Cilia Flores, por militares estadunidenses.

A ministra interina Maria Laura da Rocha disse que o Brasil ainda não tem informações sobre o paradeiro do presidente Maduro, mas confirmou que não há relatos de brasileiros feridos.  

“A comunidade brasileira está tranquila e nenhuma ocorrência até o momento. Os turistas que lá estão, estão conseguindo sair normalmente. Normalidade total com relação à comunidade brasileira”, disse a ministra interina.

Entenda

A invasão da Venezuela pelos EUA marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam, sem apresentar provas, Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

fonte - Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil.

Reunião de emergência no Itamaraty discute invasão da Venezuela

Começou por volta das 10h30 da manhã deste sábado (3) uma reunião de emergência do governo brasileiro no Itamaraty, em Brasília, para discutir a invasão dos Estados Unidos (EUA) à Venezuela na madrugada deste sábado (3). O presidente Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país. 


Estão presentes no encontro o ministro da Defesa, José Múcio, e a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. A secretária-executiva e ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, também participa da reunião, que conta com outros diplomatas brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar por videoconferência, uma vez que está no Rio de Janeiro. A assessoria informou que o presidente retorna ainda hoje para Brasília. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estava de férias e também retorna hoje a Brasília. 

Os Estados Unidos bombardearam diversos locais na capital da Venezuela, Caracas, e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira.

Não se sabe sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro que, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, foi capturado por militares norte-americano e já está fora da Venezuela.

A vice-presidente do país, Delcy Rodrigues, pediu prova de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. 

Nas redes sociais, o presidente Lula condenou o uso da força contra o país vizinho.

“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação", disse o presidente.

fonte - Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil.

Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é "afronta gravíssima à soberania" ; veja

Presidente disse que país norte-americano ultrapassou "linha inaceitável"...

Foto: R1 Rondônia



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou neste sábado (03), o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Pelas redes sociais, Lula disse que o país norte-americano cometeu "afronta gravíssima" e ultrapassou uma "linha inaceitável".

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. 

Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.


LEIA MAIS  - Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é "afronta gravíssima à soberania"

*Em atualização.

Após cirurgias, Bolsonaro recebe alta e volta à prisão 8 dias depois

Ex-presidente estava internado no Hospital DF Star, em Brasília (DF), desde a véspera de Natal

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nesta quinta-feira (1º/1), após passar por quatro procedimentos médicos, sendo três cirurgias. Ele estava internado no local desde a véspera de Natal (24/12). Bolsonaro saiu por volta das 18h30. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhava o marido e saiu um pouco antes, em um carro particular.



Bolsonaro internado

Bolsonaro foi levado DF Star, em Brasília, na véspera de Natal (24/12).

Em 25 de dezembro, ele passou por uma cirurgia para tratar de uma hérnia inguinal bilateral.

Em 27 de dezembro, realizou o bloqueio do nervo frênico do lado direito. Em 29 de dezembro, foi a vez do bloqueio do nervo frênico do lado direito. Em 29 de dezembro, ele passou por um reforço no bloqueio do nervo frênico

Os procedimentos no nervo frênico visam reverter o quadro de soluços persistentes.

Durante a internação, ele apresentou alteração em sua pressão arterial e iniciou tratamento para apneia do sono.


De volta à cela da PF

Agora, o ex-mandatário retorna à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Mais cedo, nesta quinta, o ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa que solicitava prisão domiciliar humanitária.


A defesa havia protocolado o pedido no STF, na quarta-feira (31/12), após o ex-presidente realizar uma série de procedimentos médicos na última semana.


Na decisão, Moraes cita a ausência de requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar e o risco concreto de fuga.


A defesa também chegou a solicitar que Bolsonaro continuasse no hospital enquanto o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, não decidisse sobre o pedido de prisão domiciliar. (Metrópoles)

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