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STF condena, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro por coação em processo

Primeira Turma entendeu que ex-deputado tentou constranger ministros da Corte para favorecer Jair Bolsonaro...

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (16), por unanimidade, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Relator da ação no colegiado, Moraes entendeu que o parlamentar atuou para constranger ministros da Corte e interferir no andamento da Justiça.

Segundo o ministro, as articulações de Eduardo com autoridades dos Estados Unidos, entre elas o próprio presidente Donald Trump, e a defesa de sanções contra integrantes do STF e contra o Brasil extrapolaram os limites da atuação política e configuraram grave ameaça às instituições judiciárias e ao governo brasileiro.

Afirmou que não é função de um deputado federal fazer "lobby" no exterior contra o Brasil. "Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Isso não consta, desde a Constituição do Império até a atual, como função de deputado federal", disse Moraes.

Para Moraes, as condutas tinham como finalidade favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do ex-deputado, e influenciar os processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

ENTENDA

O crime de coação no curso do processo fica configurado quando há uso de violência ou grave ameaça para favorecer interesse próprio ou alheio contra autoridade, parte ou qualquer pessoa que intervenha em processo judicial, policial ou administrativo.

Eduardo respondia à acusação de ter atuado junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar o governo americano a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil.

Segundo a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), o objetivo seria constranger integrantes da Corte e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de golpe de Estado por meio da articulação de sanções internacionais, entre elas a Lei Magnitsky.

A defesa sustentou que as manifestações de Eduardo estavam protegidas pela liberdade de expressão e se inseriam no âmbito da atuação política.

Em sustentação oral nesta terça-feira, a DPU (Defensoria Pública da União) argumentou que o ex-deputado não praticou coação porque não tinha poder para impor as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra ministros do STF e contra o Brasil.

FONTE - CNN BRASIL.

Pesquisa Futura/Apex: 49,6% aprovam Lula; 47,7% desaprovam presidente

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 12 de junho; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos...


Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16) mostra que 49,6% dos brasileiros aprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, os que desaprovam o chefe do Executivo são 47,7%.

Simultaneamente, 2,7% dos eleitores não souberam ou não responderam ao questionamento.

Em comparação com a rodada anterior da pesquisa, publicada em maio, a aprovação superou a desaprovação. Na ocasião, 51,8% dos entrevistados disseram desaprovar Lula, enquanto 44,9% afirmaram aprovar o mandatário. Já os que não responderam ou não souberam eram 3,2% à época.

Avaliação do governo Lula

A pesquisa também pediu aos eleitores para avaliarem o presidente Lula, com 41,4% classificando-o como ruim ou péssimo. Já os que consideram o petista como ótimo ou bom são 39,8% dos entrevistados.

Ainda no levantamento, 18% consideram o chefe do Executivo como regular e 0,9% não souberam ou não responderam ao questionamento.

Em relação ao levantamento de maio, as avaliações negativas caíram. No mês passado, 45,7% dos eleitores colocaram o governante como ruim ou péssimo, enquanto os que o classificavam como ótimo ou bom eram 37,5%.

Ainda segundo os dados, no último mês, 15,6% viam o presidente como regular. Outros 1,2% não responderam ou não sabiam.

Metodologia

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 12 de junho por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computados. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01461/2026.

fonte - Filipe Pereira, da CNN Brasil*, São Paulo.

Pesquisa Real Time Big Data: Flávio tem 47% ante 44% de Lula no 2º turno em SP

Levantamento do instituto Real Time Big Data também mostra liderança do senador no primeiro turno em São Paulo, com 36% contra 31% do petista...


Nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (16), mostra o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, liderando a corrida presidencial entre os eleitores de São Paulo.

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De acordo com o levantamento, Flávio está à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto no primeiro turno quanto numa eventual segunda etapa da disputa.

No cenário de primeiro turno, por exemplo, o senador aparece com 36% das intenções de votos, contra 31% do petista.


O terceiro mais bem colocado é Renan Santos (Missão), com 10%. Depois, aparecem Romeu Zema (Novo), que registra 5%, Joaquim Barbosa (DC), com 4%, Ronaldo Caiado (PSD), que atinge 3%, e Aécio Neves (PSDB), marcando 3%. Outros 4% escolheram a opção de voto nulo ou em branco e 3% não sabem ou não responderam.

Somados, Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) atingiram 1%.

O levantamento realizou entrevistas com 2.000 pessoas em São Paulo, entre os dias 13 e 15 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de confiança chega a 95%.


No cenário de segundo turno, enquanto 47% afirmam votar em Flávio e 44% declaram voto em Lula, outros 9% não escolhem nenhum dos dois: 5% não sabem ou não responderam e 4% dizem que vão votar nulo ou em branco.

No levantamento espontâneo, em que pesquisadores não dizem nomes de candidatos, o índice mais alto é de quem não sabe ou não respondeu, atingindo 41%. Lula tem 23%, quatro pontos acima de Flávio (19%). Renan Santos fica em terceiro, com 3%.

Quatro políticos somam 1% cada: Caiado, Zema, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve concorrer à reeleição para governador de São Paulo, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Votos nulos ou em branco chegam a 8% e outros nomes somam 2%.

A pesquisa Real Time Big Data também mediu índices de rejeição de 13 presidenciáveis em SP. Lula lidera neste quesito, com 51%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, que marcou 50%. Aécio Neves é o terceiro nome mais rejeitado entre os paulistas, atingindo 47%. A lista dos cinco primeiros é completada por Daciolo (40%) e Caiado (38%).

O levantamento também testou a popularidade do presidente Lula junto a eleitores paulistas. O petista é desaprovado por 53% e aprovado por 43%. Outros 4% não sabem ou não responderam.


Na avaliação, o percentual mais alto é de quem avalia o trabalho do mandatário como ruim ou péssimo (39%). O grupo de quem considera o governo regular marca 33%, enquanto 26% consideram o trabalho ótimo ou bom. Outros 2% não sabem ou não responderam.

FONTE - SBT NEWS.

MP Eleitoral aciona 13 agentes públicos por suposta propaganda antecipada na Rondônia Rural Show; veja quem são

Na ação, o MP Eleitoral sustenta que a feira agropecuária foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação...


O Ministério Público (MP) Eleitoral ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada durante a Rondônia Rural Show Internacional 2026, realizada em Ji-Paraná (RO). Na ação, o MP Eleitoral sustenta que a feira agropecuária foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação.

Segundo a ação, foram identificadas diversas condutas que, em conjunto, teriam extrapolado os limites da divulgação de atividades parlamentares e configurado propaganda com finalidade eleitoral. Entre os fatos apontados estão a instalação de outdoors, a distribuição de brindes personalizados e a divulgação de mensagens consideradas de apelo eleitoral.

Entre os representados está a deputada federal Silvia Cristina Amancio Chagas. De acordo com o MP Eleitoral, durante a feira foram distribuídos bonés, camisetas e ventarolas contendo seu nome, fotografia e identificação parlamentar. 

O Ministério Público Eleitoral também atribui à parlamentar a instalação de outdoors voltados à promoção de sua imagem. Outro alvo da ação é o senador Jaime Bagattoli. Conforme a representação, outdoors exibidos durante o evento associavam diretamente sua atuação política à destinação de recursos e investimentos públicos.

A ação também aponta propaganda antecipada do deputado federal Lúcio Mosquini por utilizar materiais promocionais durante a feira. A representação ainda menciona a instalação de um outdoor com a mensagem “100 Máquinas para Rondônia”. 

Já o senador Marcos Rogério responde por suposta propaganda eleitoral antecipada relacionada à utilização de outdoor contendo a expressão “A mudança que Rondônia quer”, interpretada pelo Ministério Público como mensagem de conteúdo eleitoral.

A representação inclui ainda o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos. Segundo o MP Eleitoral, durante uma transmissão pública ele teria se referido ao senador Marcos Rogério como “nosso futuro governador”. 

Para o Ministério Público Eleitoral, a manifestação ultrapassou os limites da liberdade de expressão política e configurou promoção eleitoral antecipada em favor do parlamentar.

Também figuram como representados na ação:

  •  • Deputado federal Alex Mendonça Alves (Alex Redano);
  •  • Deputado estadual José Cassiano Góis de Freitas (Cássio Gois);
  •  • Deputado estadual Elcirone Moreira Deiro (Cirone Deiró);
  •  • Deputado estadual Laerte Gomes;
  •  • Deputado estadual Alexandro Barroso Duarte Santana (Nim Barroso);
  •  • Deputada estadual Cláudia Regina Abreu (Cláudia de Jesus);
  •  • Vereador Márcio Alves de Freitas (Márcio Freitas);
  •  • Assessora técnica da ALE-RO Dalita da Silva Rover

Nesses casos, o Ministério Público Eleitoral descreve as condutas individualizadas, que incluem participação em materiais publicitários e outras formas de divulgação consideradas irregulares. Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento do caso.

Representação nº  0600166-54.2026.6.22.0000

fonte - MPF/RO.

PGR diz ser contra domiciliar a Vorcaro e que local de prisão cabe ao STF

Polícia Federal defende remoção de ex-banqueiro da superintendência da corporação em Brasília...

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (15) contra a concessão de prisão domiciliar ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A manifestação foi encaminhada pelo procurador-geral ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribhnal Federal). Gonet também se posicionou contra a nova versão da proposta de delação premiada de Vorcaro.

Gonet sustenta em seu parecer que não houve fatos novos que justificassem a alteração do regime domiciliar do ex-banqueiro desde que a Segunda Turma do STF determinou a manutenção de sua prisão.

Na avaliação de Gonet, cabe ao tribunal definir o local de cumprimento da prisão preventiva, levando em conta o risco que o ex-banqueiro oferece.

Na semana passada, ao rejeitar pela segunda vez a proposta de delação de Vorcaro, a Polícia Federal sugeriu a Mendonça que o ex-banqueiro deixe a cela da superintendência da corporação em Brasília.

Vorcaro permanecia na superintendência da PF para articular os termos da proposta de delação premiada que vinha sendo negociada com a corporação e com a PGR.

Ele está atualmente em uma sala especial com ar-condicionado, banheiro privativo, frigobar, armário e janela para o jardim da corporação.

fonte - Teo Cury, Gustavo Uribe e Matheus Teixeira, da CNN Brasil, Brasília.

PGR deve rejeitar nova proposta de delação de Vorcaro

Procuradoria vê inconsistência em relatos de ex-banqueiro...

foto - reprodução

A avaliação da Procuradoria é semelhante à da PF, que enxerga as informações apresentadas pelo ex-banqueiro sem consistência suficiente para justificar o avanço de um acordo de colaboração premiada. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil.

Na nova proposta, protocolada na PGR entre os dias 1º e 2 de junho, Vorcaro ampliou o conteúdo da colaboração.

Segundo a apuração da CNN, o documento detalhava a relação do ex-banqueiro com integrantes dos Três Poderes, com informações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de menção de recursos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Antes, em maio, A Polícia Federal já havia rejeitado formalmente a primeira proposta de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos.

Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.

A avaliação na Procuradoria hoje é de que os novos elementos não afastam as inconsistências já apontadas pelos investigadores anteriormente.

Sob reserva, advogados de Vorcaro rebatem à PF e sustentam que a proposta foi “completamente reformulada” por uma nova versão com fatos “inéditos” e “avanços”.

O dono do extinto Banco Master está preso desde 4 de março, no âmbito de uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras. 

FONTE - TAINÁ FALCÃO - CNN BRASIL.

Eduardo Bolsonaro sugere rompimento total com o Novo após fala de Zema

Ex-deputado afirmou que as críticas do ex-governador de Minas Gerais sobre a relação de Flávio com Daniel Vorcaro ocorreram porque ele "queria estar no lugar do Flávio"...

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) sugeriu neste sábado (13) o rompimento total com o Partido Novo, de Romeu Zema, após as críticas do ex-governador mineiro ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).



Em entrevista ao portal Brasil Paralelo, Zema disse ter ficado "indignado" com as notícias envolvendo Flávio e o dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro. "Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela", afirmou.


Em resposta a esse trecho da sabatina, Eduardo criticou o ex-governador e afirmou que ele só diz isso "porque ele queria estar no lugar do Flávio".


"Que postura vagabunda, critica o Flávio apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Partido Novo", escreveu.


Antes da rusga criada entre os dois, o nome de Zema vinha sendo citado como favorito por pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para integrar o posto de candidato à vice-presidência na chapa de Flávio.


Desde as críticas tecidas pelo ex-governador ao parlamentar, um outro nome parece entrar em campo. Eduardo tem defendido a deputada Júlia Zanatta para o cargo: "Basta ver a sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda", escreveu em um post no início da semana.


Na última sexta-feira (12), ele voltou a elogia-la: "Quero ver o Flávio Bolsonaro presidente, alguém querer fazer o impeachment dele para entrar a Júlia Zanatta. Agora, bota um vice igual ao Zema, que você tanto ama, para ver como será...."


"Onde você enxerga voto eu enxergo caráter", publicou ao responder um jornalista nas redes sociais.


Relembre

Essa não é a primeira vez que Romeu Zema, também pré-candidato na disputa pela Presidência da República, tece duras críticas ao adversário Flávio Bolsonaro em decorrência das mensagens vazadas entre o senador e Vorcaro.


Em entrevista coletiva após participação na Marcha dos Municípios, por exemplo, o presidenciável mineiro afirmou que continua "muito decepcionado”.


“Precisamos de um presidente com credibilidade. Mesmo morando na mesma cidade do banqueiro bandido, nunca tive uma reunião com ele. Ele foi atrás de pessoas que viu que seria bem recebido. Minha forma de atuar é o oposto do que ele [Vorcaro] pratica. Até estranho que ele nunca tenha procurado o governo de Minas”, disse Zema. (CNN)

"Vítima e juiz": Justiça italiana cita Moraes e diz que Brasil foi parcial sobre Zambelli

Decisão que liberou ex-deputada da prisão fala em “violação a um julgamento justo no Brasil”; ministro não se manifestou...


A decisão que permitiu à ex-deputada federal Carla Zambelli responder em liberdade na Itália critica o julgamento que a condenou por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A CNN Brasil teve acesso ao conteúdo integral da decisão da Corte de Apelação da Itália. O documento acolhe o argumento da defesa da brasileira e fala em “violação do direito a um julgamento justo”.

No despacho, a Justiça da Italia diz que a falta de princípios de imparcialidade e independência no julgamento de Zambelli constituiu impedimento para que ela seja extraditada ao Brasil.

O documento lembra, por exemplo, que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, participou do julgamento de Zambelli mesmo sendo vítima de um dos crimes imputados à brasileira.

O texto se refere a uma “dupla função” assumida por Moraes, o que afetaria a imparcialidade do processo judicial.

“É indiscutível que [Moraes] é considerado prejudicado pelos crimes atribuídos ao apelante [Zambelli], dado ao dano causado pela introdução no sistema informático do Conselho Nacional de Justiça do documento relativo ao mandado de prisão falso expedido contra ele”, afirma.

A decisão atesta ainda que, na jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, a falta de imparcialidade de um juiz é identificada no “exercício, pela mesma pessoa, de diferentes funções no âmbito do processo judicial”.

E ressalta que foi o mesmo magistrado quem expediu o mandado de prisão, solicitou a extradição ao Brasil e forneceu informações sobre as condições da penitenciária no Brasil.

A CNN Brasil entrou em contato com o gabinete de Moraes, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.

O documento refuta, porém, o argumento da defesa da ex-congressista bolsonarista sobre o risco de desrespeito aos diretos humanos caso ela cumprisse pena no Brasil, na penitenciária feminina do Distrito Federal.

A decisão final sobre a extradição de Zambelli cabe agora ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. A ex-deputada federal aguarda à decisão em Roma.

Além do processo de invasão ao sistema do CNJ, Zambelli também foi condenada por perseguir com arma um jornalista no segundo turno das eleições de 2022.

A última condenação não foi ainda submetida à Justiça da Itália para pedido de extradição ao Brasil, o que ainda pode ocorrer neste ano.

FONTE- CNN BRASIL.

PF rejeita nova versão de proposta de delação de Vorcaro

Essa é a segunda tentativa de colaboração premiada apresentada pelo ex-banqueiro...

A Polícia Federal rejeitou a nova versão da proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os delegados responsáveis pelas tratativas do acordo comunicaram a decisão aos advogados do dono do Banco Master na quarta-feira (10).

O dono do extinto Banco Master está preso desde 4 de março, no âmbito de uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras.

As prisões e sucessivas fases da ação policial revelaram um dos maiores esquemas de corrupção financeira do país, envolvendo fraudes bilionárias e uma rede institucional de proteção.

Daniel Vorcaro foi preso em flagrante pela Polícia Federal em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai.

Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio por supostas fraudes na emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias detido, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a substituição da prisão por medidas cautelares, permitindo que ele deixasse a prisão sob monitoramento eletrônico.

Março de 2026: segunda prisão e a descoberta da Turma

Vorcaro voltou a ser preso preventivamente em 4 de março deste ano, por determinação do ministro do STF André Mendonça, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, o ex-banqueiro comandava um grupo de inteligência e coerção conhecido como "A Turma", responsável por invasões de dispositivos eletrônicos e intimidação de desafetos e jornalistas.

Também foram presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo; e Luiz Philip Mourão, conhecido como "Sicário" e descrito como braço operacional da organização, que atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado e morreu dois dias depois

Dois dias depois da segunda prisão, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Abril e maio de 2026: avanço sobre os núcleos político e familiar

16 de abril: Na quarta fase da operação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso sob suspeita de receber imóveis de luxo como propina para viabilizar operações financeiras sem lastro envolvendo o Banco Master.

7 de maio: A quinta fase teve como alvo endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. A PF sustenta que o parlamentar teria utilizado o mandato para favorecer o ex-banqueiro em troca de vantagens indevidas.

13 de maio: Áudios de Flávio Bolsonaro são divulgados revelando pedidos de apoio financeiro ao Dark Horse, filme de Jair Bolsonaro. Na semana seguinte, o senador confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro em dezembro de 2025.

14 de maio: Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, foi preso sob suspeita de atuar no grupo de intimidação física e cibernética, repassando ordens e pagamentos à Turma.

19 de maio: Na sexta fase, agentes da própria Polícia Federal e peritos foram alvo de mandados de prisão e afastamento por suposta participação no esquema de espionagem. A investigação aponta vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a bases de dados do Ministério Público Federal e da Interpol.

20 de maio de 2026: 1ª delação rejeitada

A Polícia Federal rejeitou formalmente a primeira proposta de delação premiada de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos. Após a decisão, o ex-banqueiro reformulou sua equipe jurídica.

Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.

Análise entorno de Vorcaro era de que  o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, tensionou a relação com Mendonça e inviabilizou uma delação. A saída levou a uma reorganização com o advogado criminal Sérgio Leonardo  assumindo à frente do caso e a equipe que tinha 14 integrantes passou para cinco.

Junho de 2026: a nova proposta

Na nova proposta, protocolada na PGR entre os dias 1º e 2 de junho, Vorcaro ampliou o conteúdo da colaboração.

Segundo a apuração, o documento passa a detalhar sua relação com integrantes dos Três Poderes e inclui informações sobre o financiamento do filme solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro e sobre pagamentos periódicos destinados a Ciro Nogueira.

*colaborou Poliana Santos

FONTE - Teo Cury e Caio Junqueira, da CNN Brasil, São Paulo.

Por unanimidade, TRE autoriza divulgação de pesquisa que mostra Marcos Rogério na liderança em Rondônia

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11), após a Corte rejeitar uma ação apresentada pelo PSD, partido ligado ao prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que questionava a validade do levantamento...


O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) autorizou, por unanimidade, a divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Veritá que apontou crescimento do senador Marcos Rogério (PL) na disputa pelo Governo de Rondônia.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11), após a Corte rejeitar uma ação apresentada pelo PSD, partido ligado ao prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que questionava a validade do levantamento.

Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 4 e 8 de maio, Marcos Rogério aparece com 42,5% das intenções de voto. Adailton Fúria registra 22,2%, enquanto o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, soma 21,7%.

O julgamento seguiu o voto da relatora, juíza Letícia Botelho, que considerou improcedentes os argumentos apresentados pelo PSD. A Procuradoria Regional Eleitoral também se manifestou contra a suspensão da pesquisa.

Na ação, o partido apontava supostas irregularidades relacionadas ao período de coleta, metodologia utilizada, distribuição da amostra, perguntas do questionário e comprovação do autofinanciamento do levantamento.

Ao analisar o caso, a magistrada destacou que a Justiça Eleitoral exerce controle principalmente formal sobre as pesquisas, garantindo transparência e possibilidade de fiscalização, sem interferir nos critérios estatísticos adotados pelos institutos.

Segundo a decisão, não foram apresentadas provas capazes de demonstrar fraude, manipulação dos dados ou falhas técnicas graves que justificassem a manutenção da suspensão.

A relatora também concluiu que não houve comprovação de prejuízo à fiscalização da pesquisa nem evidências de indução de respostas ou irregularidades financeiras relevantes.

Com a decisão, fica liberada a divulgação integral do levantamento registrado sob o número RO-02673/2026.

A pesquisa ouviu 1.220 eleitores, possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos

Votação se deu por 44 a 18 votos depois de ser adiada três vezes; texto agora segue para análise de comissão especial sobre o tema...

FOTO - Reprodução

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Agora, o texto segue para análise de uma comissão especial para tratar do tema e, depois, para o plenário da Casa.

A proposta foi aprovada por 44 votos contra 18. Venceu o posicionamento do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), que apresentou parecer favorável.

Na prática, a PEC faz com que adolescentes de 16 e 17 anos acusados de crimes hediondos, como homicídio, estupro e latrocínio, passem a responder criminalmente perante a Justiça comum e possam ser condenados à prisão. Hoje, menores de 18 anos não respondem pelo Código Penal e estão sujeitos apenas às medidas socioeducativas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A votação se deu depois de o debate ser adiado três vezes por falta de consenso entre os congressistas de esquerda, sob o argumento de que diminuir a maioridade penal não resolveria o problema da criminalidade entre os mais jovens e poderia levá-los à reincidência. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) chegou a apresentar um voto pela rejeição da PEC.

O texto foi apresentado em 2015, pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A proposta original tinha dispositivo que tornava obrigatório o voto em eleições para maiores de 16 anos e permitia com que a faixa etária pudesse se candidatar para o cargo de vereador. Esses trechos foram retirados pelo relator.

Somada à redução da maioridade penal em si, a PEC tramita de forma conjunta a outras duas propostas: uma delas sugere a responsabilização penal de menores de 18 anos nos casos de crimes hediondos ou de maus-tratos e crueldade extrema contra pessoas e animais; a outra prevê a responsabilização para adolescentes a partir de 12 anos que cometerem crimes cometidos com violência ou grave ameaça, crimes hediondos e crimes contra a vida. O parecer do deputado Coronel Assis também foi a favor das duas.

A CCJ não discutiu a PEC da Maioridade Penal em seu mérito. Os deputados fizeram apenas o debate para saber se as regras previstas no texto estão de acordo com as normas constitucionais. Para analisar a proposta em si, a pauta ainda precisa ser analisada por uma comissão específica antes de ser votada no plenário.

Como mostrou a CNN, a PEC ganhou força por conta da articulação do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos últimos meses, o tema recebeu destaque após uma série de casos envolvendo menores de idade. Dentre eles, o estupro coletivo de uma adolescente de 12 anos no Rio de Janeiro; e o assassinato de um cão, conhecido como Orelha, em Santa Catarina. Este último foi arquivado sem comprovação de participação dos jovens.

Segundo o coordenador da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, o também senador Rogério Marinho (PL-RN), a intenção é pautar o assunto “no Senado e na campanha”. O objetivo é fazer com que a discussão funcione como um "contraponto" à PEC da 6x1, que visa reduzir a jornada de trabalho, que tem sido protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

fonte - Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, Brasília.

Genial/Quaest: Lula abre vantagem contra Flávio no 2º turno

Pré-candidatos do PT e PL apareciam empatados tecnicamente no levantamento do mês de maio...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma margem de seis pontos de diferença sobre o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e lidera a corrida num eventual segundo turno entre eles. Com isso, o petista está na frente para além da margem de erro.

É o que mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10). De acordo com o levantamento, Lula tem 44% da preferência neste cenário (ante 42% na pesquisa anterior), enquanto Flávio oscilou de 41%, em maio, para 38% na pesquisa atual.

A pesquisa feita pela Genial/Quaest apresenta a sondagem atual a partir, primeiramente, dos cenários de pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos.

Neste tipo de questionário, Lula aparece com 23% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com 17%. Outros 56% afirmam não saber em quem votar ou não responderam à pergunta.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, ante 29% de Flávio. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PDS) aparecem em seguida, com 3%, na frente de Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 2% cada. Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) somam 1% cada.

Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Indecisos somam 10% e branco/nulo ou não vai votar, 9%.

Segundo os dados, Lula concentra vantagem principalmente entre eleitores de baixa renda, moradores do Nordeste e beneficiários de programas sociais, segmentos que seguem como sua principal base eleitoral. Já Flávio consolida apoio entre eleitores identificados com a direita e o bolsonarismo.

Ainda em relação ao primeiro turno, a pesquisa mostra que a disputa segue polarizada. Quando questionados sobre a possibilidade de mudança de voto até as eleições, 36% dos entrevistados afirmam que sua escolha ainda pode mudar, enquanto para 63% o voto é definitivo.

A oscilação de Flávio Bolsonaro começou após áudios serem vazados sobre sua relação de proximidade com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.

Já para o segundo turno, a pesquisa estudou quatro cenários – todos com Lula. Na disputa contra Flávio, por exemplo, o petista tem 44% contra 38% do pré-candidato do PL. Na prática, o presidente da República ampliou a diferença para o concorrente em relação ao último levantamento do mesmo instituto, datado de maio de 2026. Naquele mês, o cenario de segundo turno apontava o petista com 42% enquanto que o representante da família Bolsonaro tinha 41% da preferência, o que coloca os dois em cenário de empate técnico.

Ainda sobre os cenários de segundo turno, Lula também aparece à frente de Romeu Zema (45% ante 35%), de Ronaldo Caiado (45% ante 35%) e de Renan Santos (45% ante 31%).

Rejeição

Ao questionar os entrevistados sobre os candidatos à Presidência da República, 45% disseram que conhecem e votariam em Lula, ante 53% que conhecem e não votariam no atual presidente. Em relação à Flávio, 39% afirmaram conhecer o senador e que votariam nele, enquanto 56% disseram que não votariam no parlamentar.


A pesquisa Genial/Quaest contou com 2.004 entrevistados entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de cerca de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro da sondagem no Tribunal Superior Eleitoral é BR-007661/2026.

FONTE - SBT NEWS.

CCJ do Senado aprova PEC que dá autonomia financeira ao Banco Central

Proposta seguirá agora para análise do plenário; governo pediu ao menos uma semana para negociar possíveis ajustes...


A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10), de forma simbólica, a proposta que garante autonomia financeira para o BC (Banco Central). O texto seguirá agora para a análise do plenário, onde a base governista espera ter maior prazo para negociar mudanças.

Na prática, a proposta amplia a autonomia do BC, aprovada em 2021 pelo Congresso, ao garantir à instituição o controle do seu próprio orçamento e o custeio por receitas próprias, a transformando em " "entidade pública de natureza especial".

Nesta semana, o governo fez novas sugestões ao texto elaboradas pelos Ministério da Fazenda e do Planejamento, com o aval do BC. Uma emenda foi apresentada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que pediu ao menos uma semana para negociação antes da votação no plenário.

Antes da votação, a proposta foi alvo de sucessivos pedidos de adiamentos e teve várias versões do parecer apresentadas pelo relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM). Ele rejeitou a nova emenda sugerida pelo governo, mas disse estar aberto para mudanças acordadas durante a análise no plenário. O senador reforçou, no entanto, a necessidade de um compromisso para que a votação no plenário aconteça.

Apresentada em 2023, a Proposta de Emenda à Constituição é alvo de impasse entre senadores e enfrentou resistência do Executivo. A PEC foi apresentada pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e altera o regime jurídico do BC.

A última versão do parecer de Plínio Valério define o BC como uma "entidade pública de natureza especial com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, integrante do setor público financeiro".

Por outro lado, a emenda do governo propõe manter o BC como uma autarquia federal "dotada de orçamento próprio custeado com suas receitas financeiras". O governo justificou que a sugestão "busca conferir ao Banco Central um regime orçamentário compatível com a natureza estratégica de suas funções, sem afastá-lo do controle público nem da disciplina fiscal".

O texto de Plínio Valério, aprovado nesta quarta, também estabelece que a instituição é "dotada de poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução". Reforça ainda que o BC não tem vinculação a ministério ou qualquer órgão ou sistema da administração pública.

Em relação à questão orçamentária, a PEC determina que o orçamento será aprovado e executado por ato próprio do Banco Central, com apreciação prévia do Conselho Monetário Nacional, e posterior deliberação em comissão temática pertinente do Senado.

O controle orçamentário é o principal ponto questionado pelo governo. A PEC, no entanto, é defendida pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, que considera a mudança “essencial” para a autonomia financeira e a garantia de recursos da autoridade monetária.

Atualmente, os recursos do BC têm origem em duas fontes principais: o Orçamento da União e a peça orçamentária que detalha todas as receitas e as despesas do Banco Central relacionadas às operações típicas de autoridade monetária.

O relator também incluiu trecho na PEC que reforça como competência exclusiva do BC a regulação e operação do Pix. A intenção é garantir a gratuidade do uso por pessoa física e a segurança da ferramenta para prevenção e combate a fraudes.

Para o relator, as recentes críticas do governo norte-americano em relação ao sistema do Pix dão força para aprovação da PEC, com o objetivo de proteger esse mecanismo.

fonte - CNN BRASIL

Lula e Trump não devem se encontrar no G7, diz ministro

Os dois presidentes participam da cúpula de líderes do Grupo dos 7, que acontece em Paris, na França

Um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump na Cúpula de Líderes do G7 não deve ocorrer, de acordo com um ministro do petista. O evento acontece entre os dias 15 e 17 de junho na França e, embora a possibilidade de uma reunião permeie a visita de Lula ao evento, ainda não há nada marcado entre os dois líderes.



Questionado pela imprensa nesta quarta-feira (10/6), o ministro Marcio Rosa Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que é “pouco provável” que ocorra um encontro bilateral entre os dois presidentes.


Também questionado pela imprensa sobre um eventual encontro, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, aventou a possibilidade de uma conversa entre os dois.


“Não tem reunião marcada. O presidente não ligou para marcar. Mas pode acontecer lá, porque o G7 é pequeno, como aconteceu na Ásia no ano passado, mas não tem nada agendado”, afirmou Sidônio.

Embora não tenha uma reunião bilateral marcada, a possibilidade de conversas “informais” não é descartada, como ocorreu durante a Assembleia Geral da ONU em 2025, quando Lula e Trump se esbarraram nos bastidores do evento.


Na próxima semana, os dois líderes estarão presentes na Cúpula do G7, que acontece na França. Embora não seja um membro efetivo do grupo, o Brasil é tradicionalmente convidado para participar do encontro e se juntar a reuniões abertas a outros países.


Novo encontro entre Lula e Trump

Uma nova reunião entre Lula e Trump vinha sendo ventilada nas últimas semanas depois que os Estados Unidos anunciou sérias medidas contra o Brasil. O encontro poderia ser uma oportunidade para discutir as medidas e até mesmo busca reverter as tarifas que o país sugeriu a produtos brasileiros.


Os dois líderes se reuniram no início do mês de maio na Casa Branca. O encontro, contudo, ocorreu antes das decisões norte-americanas. Entre os anúncios, o Departamento de Estado do país declarou duas organizações criminosas brasileiras como terroristas, e o escritório de comércio sugeriu que novas tarifas fossem aplicadas a produtos brasileiros.


Interlocutores que conduzem a política externa do presidente, contudo, avaliam a possibilidade com cautela. Para membros do Palácio do Planalto consultados sob reserva, um encontro entre os dois líderes poderia ser articulado com a possibilidade de avançar em temas para além do que foi discutido em maio. (Metópoles)

Nova delação de Vorcaro cita Rueda e PT da Bahia

Nova proposta de delação de Daniel Vorcaro aponta pagamentos para o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e para membros do PT da Bahia

A nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro cita pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.



Em relação a Rueda, segundo fontes que tiveram acesso ao material, os repasses milionários teriam sido feitos pelo Banco Master por meio do escritório de advocacia ligado ao cacique partidário.


Rueda é considerado um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do estado que fez aportes bilionários em papéis e fundos ligados ao Banco Master.


Publicamente, Rueda nega qualquer irregularidade. O cacique diz não ter relação pessoal com Vorcaro, mas admite ter prestado serviços advocatícios para o Banco Master por meio de seu escritório.


Já em relação ao PT baiano, a proposta de delação de Vorcaro menciona pagamentos que teriam sido realizados como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco Master no estado.


O Credcesta é um cartão de benefício consignado voltado para servidores públicos ativos e aposentados e cujos pagamentos das faturas são descontados diretamente em folha.


O Banco Master passou a operar o Credcesta na Bahia entre os anos 2018 e 2022. Na época, o estado era governado por Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil no terceiro mandato de Lula.


Rui já negou publicamente ter relações próximas com Vorcaro. Ele disse que esteve com o banqueiro apenas uma única vez em agenda institucional e defendeu as investigações sobre o Caso Master.


A nova versão da delação premiada de Vorcaro foi entregue pela defesa na semana passada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora analisam o material.


Ciro Nogueira e Cláudio Castro

Como a coluna revelou, a delação de Vorcaro também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).


Na nova proposta, o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar as benesses pagas por ele a Ciro e a Castro como propina, e não mais apenas como amizade, como sustentava até então.


A interlocutores, Castro tem negado qualquer recebimento de propina e desafiado Vorcaro a provar o que diz na delação. Ciro também nega irregularidades. O espaço segue aberto para manifestações. (Metrópoles)

Deputado Alex Redano indica recuperação da RO-458 entre Alto Paraíso e Distrito de Triunfo

A iniciativa atende a uma demanda da população local, que enfrenta dificuldades de tráfego em razão das condições precárias da estrada, especialmente durante o período chuvoso...


O deputado estadual Alex Redano (Republicanos) apresentou indicação ao Governo de Rondônia, com cópia ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), solicitando a realização urgente de serviços de patrolamento e encascalhamento na RO-458, conhecida como Travessão B-20, no trecho que liga o município de Alto Paraíso ao Distrito de Triunfo.

A rodovia é uma das principais vias de acesso da região e desempenha papel fundamental para o transporte escolar, deslocamento de pacientes para atendimento de saúde, circulação de trabalhadores e escoamento da produção agropecuária.

Segundo o parlamentar, a recuperação da via é essencial para garantir mais segurança aos usuários e fortalecer o desenvolvimento econômico da região. “A RO-458 é uma estrada estratégica para centenas de famílias que dependem dela diariamente. Melhorar suas condições de trafegabilidade significa assegurar o acesso aos serviços públicos, apoiar os produtores rurais e proporcionar mais qualidade de vida para a população”, destacou Alex Redano.

Atualmente, diversos pontos da estrada apresentam erosões, atoleiros e trechos comprometidos, dificultando a passagem de veículos e causando prejuízos aos moradores e produtores rurais. A situação também aumenta os riscos de acidentes e compromete o transporte de mercadorias e insumos.

Com a indicação, o deputado reforça a necessidade de uma ação rápida por parte do Governo do Estado e do DER para a execução dos serviços de patrolamento e encascalhamento, garantindo melhores condições de tráfego e contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e econômico da região de Alto Paraíso e do Distrito de Triunfo.

Texto: Mateus Andrade | Jornalista
Foto: Rafael Oliveira | Secom ALE/RO

Em evento, Flávio diz que Lula parece ser "chefe do PCC"

Durante evento com empresários em São Paulo, o senador criticou o presidente pela postura diante da decisão dos EUA em classificar facções como organizações terroristas

O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta segunda-feira (8) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se parece com "o chefe do PCC" durante evento com empresários, em São Paulo.



"[A classificação] é a maior oportunidade que nós temos de acabar com esse poder paralelo, que é o que eles são. Então não tem que ter tolerância, tem que ter unidade da nossa parte. Aí você olha para o presidente do Brasil, ele pensa o contrário. Parece que ele é o chefe do PCC. Muitas pessoas começam a pensar nisso", disse Flávio.


A declaração, feita durante o almoço do grupo Voto no Palácio Tangará, se deu pela postura contrária do Planalto diante da decisão dos Estados Unidos classificarem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.


O posicionamento defendido pelo governo Lula é de que nenhum dos dois grupos têm motivações políticas ou religiosas, essenciais para a classificação de terrorismo, e que os Estados Unidos estariam ferindo a soberania do Brasil.


Procurada pela CNN, a assessoria do presidente não se manifestou sobre as declarações do senador. O espaço segue aberto.


O anúncio do Departamento de Estado americano de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas se deu após o encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente americano, Donald Trump, no fim de maio. A decisão, assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, entrou em vigor na última sexta-feira (5) e gerou um debate sobre sua legitimidade e seus impactos.


O anúncio feito pelos EUA foi adotado pela campanha de Flávio — que admitiu ter pedido a classificação ao presidente americano — e passou a ser utilizado como bandeira eleitoral.


"Em uma viagem como pré-candidato, fiz mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus dezessete anos de mandato", comentou à época. (CNN)

PF demonstra insatisfação com conteúdo de proposta de delação de Vorcaro

Investigadores avaliam que, apesar de mais completa, o empresário não tem demonstrado avanços em detalhes da investigação...

A Polícia Federal tem considerado insuficiente o conteúdo da nova proposta de delação premiada apresentada na semana passada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo relatos feitos à CNN Brasil, apesar de ter ampliado os tópicos para o acordo de redução de pena, e ser considerada pela PF como "mais completa", o empresário não tem avançado em detalhes da investigação.

A falta de colaboração tem levado integrantes da força policial a defender que o novo acordo deva ser recusado. A decisão final, porém, ainda não foi tomada.

Após a definição da PF, prevista para ainda nesta semana, depoimentos de Vorcaro tendem a ser marcados.

Na última proposta, Vorcaro sinalizou que traria novos fatos tanto em relação ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, como sobre as relações do Banco Master com o PT da Bahia.

Até o momento, porém, o empresário tem apenas esclarecido os fatos que já foram trazidos pelas últimas fases da Compliance Zero.

Ainda assim, a PGR (Procuradoria-Geral da República) insiste na colaboração premiada e espera que novos elementos surjam em novas inquirições ao empresário.

O ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal, também aguarda novos depoimentos que possam validar o acordo com o ex-dono do Banco Master.

fonte - Gustavo Uribe e Elijonas Maia, da CNN Brasil, Brasília.

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