O projeto foi desenvolvido em uma escola da capital e teve como proposta aproximar alunos e famílias do universo esportivo por meio da arte...
| foto - reprodução redes sociais |
O projeto foi desenvolvido em uma escola da capital e teve como proposta aproximar alunos e famílias do universo esportivo por meio da arte. O espaço ganhou cores da seleção brasileira, referências ao sonho do hexacampeonato, imagens ligadas ao torneio e elementos regionais que reforçam a identidade amazônica.
foto - Acervo pessoal/Léo França
Responsável pela execução do trabalho, o grafiteiro Léo França explicou que a composição buscou unir símbolos nacionais e características da região. Entre os destaques da pintura estão a taça da Copa do Mundo, a bola oficial da competição, a bandeira do Brasil e uma onça estilizada nas cores verde e amarela, acompanhada da mensagem “Rumo ao Hexa”.
A participação das crianças foi um dos pontos centrais da iniciativa. Após a etapa inicial de desenho, os alunos ajudaram a colorir a arte, sugeriram elementos para a composição e acompanharam todo o processo de criação. Segundo o artista, um dos pedidos mais frequentes foi a inclusão do jogador Neymar, considerado uma das principais referências esportivas para o público infantil.
A produção foi concluída em apenas dois dias graças ao uso de tecnologias que auxiliaram na execução do projeto. Para projetar os traços no chão com maior precisão, o grafiteiro utilizou óculos de realidade virtual integrados a recursos de inteligência artificial. A ferramenta permitiu ampliar imagens em escala real, reduzindo significativamente o tempo necessário para a elaboração do desenho.
Com mais de uma década de atuação na área, Léo afirma que a tecnologia tem revolucionado sua rotina profissional e possibilitado a realização de trabalhos de grande porte em prazos menores. Ele também observa um crescimento na procura por pinturas temáticas relacionadas à Copa do Mundo, tanto em ruas quanto em residências e estabelecimentos comerciais.
A obra despertou o interesse de moradores da região, que acompanharam de perto a transformação do espaço. Para muitos, a iniciativa representa o retorno de uma tradição que marcou gerações e que, nos últimos anos, perdeu força em diversas cidades brasileiras.
Especialistas apontam que o costume de decorar e pintar ruas durante os Mundiais ganhou destaque nacional principalmente a partir da década de 1970, quando o futebol se consolidou como um dos principais símbolos da identidade brasileira. Mesmo com mudanças culturais ao longo do tempo, a prática continua sendo transmitida entre diferentes gerações e volta a ganhar espaço diante da expectativa pela participação do Brasil na Copa de 2026.
Além de celebrar o futebol, o mural transformou a rua em um ambiente de convivência, integração e valorização cultural, reunindo crianças, famílias e moradores em torno de uma manifestação artística que reforça o sentimento de pertencimento e a paixão nacional pelo esporte.
Com informações G1 RO - edição de texto R1 RO.










