A ponte sobre o rio Candeias, na BR-364, foi inaugurada na manhã desta segunda-feira após quase um ano de obras, com investimento de aproximadamente R$ 25 milhões. A cerimônia contou com a presença do ministro dos Transportes, George Santoro.
A recuperação da estrutura incluiu reforço na base, melhorias no sistema de drenagem, adequações nos acessos e revitalização completa da sinalização e dos dispositivos de segurança. A intervenção ocorreu em caráter emergencial no km 694 da rodovia, no sentido Porto Velho.
A obra foi iniciada após a interdição da antiga ponte, em janeiro de 2025, quando fissuras comprometeram a segurança da estrutura. Com isso, o tráfego foi desviado para a segunda ponte existente, que passou a operar em mão dupla.
Posteriormente, inspeções também identificaram falhas na estrutura alternativa, levando à adoção do sistema de pare e siga, o que gerou longas filas e atrasos para os motoristas durante meses.
Com a entrega da nova estrutura, a expectativa é de normalização do tráfego e mais segurança para quem utiliza o trecho diariamente.
Intervenção vai melhorar o trânsito, retirar caminhões da área urbana e fortalecer a logística da capital...
foto - divulgação
As obras do Expresso Porto tiveram início nesta segunda-feira (4), em Porto Velho, após articulação institucional que antecipou o cronograma originalmente previsto para 2030. A assinatura da Ordem de Serviço ocorreu no km 1 da Rodovia do Porto, com representantes do Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)e integrantes da bancada federal. Um projeto que marca o começo de uma intervenção aguardada há décadas.
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A via, utilizada como acesso ao Porto Novo, apresenta problemas estruturais há anos, com buracos, poeira e lama no período chuvoso. A situação compromete o tráfego de caminhões e impacta diretamente a mobilidade urbana.
O prefeito Léo Moraes disse que com o início da nova via, o impacto será positivo para vários setores sociais. “Conseguimos antecipar uma obra que estava prevista para daqui a quatro anos. Isso significa retirar caminhões da cidade, melhorar o trânsito, reduzir acidentes e garantir mais qualidade de vida. Também fortalece a logística e o setor produtivo”.
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Com as condições atuais da estrada, parte do transporte de cargas passou a utilizar vias dentro da cidade, aumentando o fluxo de veículos pesados, o risco de acidentes e a lentidão no trânsito.
IMPACTO E ECONOMIA
O projeto prevê serviços de terraplenagem, pavimentação e sinalização ao longo de 34,5 quilômetros, ligando a BR-364 aos portos às margens do Rio Madeira. O investimento é de R$ 261,7 milhões, com prazo de execução até dezembro de 2027.
A execução será realizada em etapas. A previsão é concluir cerca de 17 quilômetros ainda neste ano, no trecho entre a BR-364 e a região da Estrada da Penal.
Para o ministro dos Transportes, George Santoro, esse empreendimento resolve um problema logístico antigo. “Essa intervenção tira o tráfego pesado do centro da cidade, melhora a segurança viária e dá mais eficiência ao transporte de cargas. Com isso, Rondônia ganha competitividade e cria condições para gerar mais empregos e desenvolvimento”.
A proposta é criar um corredor exclusivo para o transporte de cargas, reduzindo a circulação de caminhões nas áreas urbanas e melhorando a segurança viária.
Com a nova estrutura, a expectativa é de melhoria no fluxo de veículos, redução de danos aos caminhões e maior eficiência no escoamento da produção.
A Expresso Porto é considerada estratégica para o desenvolvimento de Porto Velho, ao integrar mobilidade urbana e transporte de cargas em um eixo estruturado.
“A Expresso Porto é uma obra fundamental para organizar o fluxo de cargas na região. Com a pavimentação, a tendência é de um trânsito mais seguro, com menos desgaste para os veículos e mais eficiência no transporte”, comentou Guilherme Sampaio, diretor geral da ANTT.
Evento da Prefeitura integrou servidores, famílias e comitivas em um dia de convivência, cultura e geração de renda...
A Festa do Trabalhador reuniu grande público no Parque dos Tanques, em Porto Velho, neste primeiro de maio. Promovido pela Prefeitura, o evento integrou servidores públicos, famílias e moradores da capital em um espaço de convivência, cultura e lazer.
Com entrada gratuita, a programação incluiu apresentações musicais, presença de comitivas, área para alimentação e estrutura organizada com segurança, trânsito, atendimento de emergência e apoio logístico.
O ambiente favoreceu encontros fora da rotina de trabalho. Famílias ocuparam o parque ao longo do dia, com participação de adultos e crianças. O evento também atraiu visitantes de outros municípios.
CULTURA QUE APROXIMA A presença das comitivas marcou o evento. Grupos organizados levaram estrutura própria, reuniram participantes e contribuíram para a movimentação do público.
Segundo o presidente da Fundação Cultural, Vanderlei Silva, a proposta incluiu valorização do trabalhador e fortalecimento da cultura regional. “A ideia foi valorizar o trabalhador e também atender um público que se identifica com a cultura sertaneja, que tem forte presença na região”.
Representantes das comitivas destacaram a importância do espaço para manter tradições culturais e ampliar a participação popular.
ECONOMIA A Prefeitura disponibilizou tendas, segurança com atividade delegada, apoio da Semtran, bombeiros civis e ambulância durante toda a programação. A organização garantiu funcionamento contínuo e segurança para o público.
Além do lazer, o evento também movimentou a economia local. Comerciantes e empreendedores aproveitaram a oportunidade para venda de produtos e serviços.
Participantes relataram aumento nas vendas e geração de renda durante o evento. A presença de visitantes de cidades próximas ampliou o alcance da iniciativa.
A diversidade de públicos também abriu espaço para diferentes segmentos, incluindo comércio, alimentação e atividades ligadas ao universo automotivo e cultural.
Para o prefeito Léo Moraes, o evento reforça o reconhecimento ao trabalhador e a importância de promover momentos de integração. “O trabalhador cuida da cidade todos os dias. Este é o momento de agradecer a cada um que faz Porto Velho avançar. Ficamos satisfeitos em ver as famílias reunidas e participando desse evento”.
A Festa do Trabalhador consolida-se como uma ação de valorização, integração social e incentivo à cultura e à economia local.
Intervenção marca começo da pavimentação da Expresso Porto, corredor logístico aguardado há décadas e que deve retirar o tráfego pesado das vias urbanas da capital...
A Prefeitura de Porto Velho, em parceria com Ministério dos Transportes realiza na próxima segunda-feira (4), às 9h30, a assinatura da ordem de serviço para o início das obras de acesso ao Porto Novo, na Rodovia do Porto, o evento acontece no km 1 da rodovia, conhecida como Expresso Porto. O ato representa o começo de uma das intervenções mais aguardadas para a mobilidade urbana e para o fortalecimento da logística de transporte de cargas em Rondônia.
A obra contempla a pavimentação da Expresso Porto, via com cerca de 35 quilômetros de extensão que liga a BR-364 à região portuária no rio Madeira. Atualmente, a estrada é utilizada como principal corredor para o escoamento da produção do agronegócio, especialmente de grãos, mas ainda apresenta trechos sem infraestrutura adequada, o que dificulta o tráfego e gera impactos diretos no trânsito da cidade.
Sem um acesso estruturado, milhares de caminhões acabam circulando diariamente por avenidas urbanas de Porto Velho para chegar ao porto, provocando lentidão, desgaste das vias, aumento no risco de acidentes e transtornos para motoristas e moradores.
Desde o ano passado, a Prefeitura passou a conduzir uma série de tratativas para acelerar a execução do projeto. A previsão inicial era de que a pavimentação só fosse concluída em 2030, dentro do cronograma da concessionária responsável. Após articulação com o Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Governo de Rondônia e representantes do setor produtivo, o prazo foi reduzido e a expectativa passou para 2026.
O prefeito Léo Moraes explicou que a antecipação da obra representa uma mudança importante para a capital e para toda a cadeia produtiva do estado. “Hoje são muitos caminhões passando por dentro de Porto Velho, mas isso vai mudar. Conseguimos construir esse entendimento com o Ministério dos Transportes, ANTT, Nova 364 e setor produtivo, e o que estava previsto para 2030 começa a acontecer agora”.
Além de melhorar o acesso ao Porto Novo, a pavimentação da Expresso Porto deve reorganizar o fluxo de veículos pesados, garantir mais segurança viária e oferecer melhores condições de trafegabilidade para quem utiliza diariamente a região.
“Durante décadas essa estrada foi sinônimo de poeira, cascalho e dificuldade. Agora a cidade começa a ver essa demanda histórica sair do papel. É um avanço que representa mais desenvolvimento, mais segurança e mais organização no trânsito”, completou o prefeito.
A assinatura da ordem de serviço abre oficialmente uma nova etapa para Porto Velho, com a expectativa de que os serviços sejam iniciados ainda neste primeiro semestre.
Unidade vai fortalecer rede de proteção às mulheres...
Mulheres em situação de violência ainda enfrentam, em muitos casos, atendimento fragmentado, com necessidade de buscar apoio em diferentes órgãos para registro, orientação, acolhimento e encaminhamento. Em Porto Velho, essa estrutura passa a contar com um novo equipamento público previsto dentro do pacote de obras já licitadas pela Prefeitura.
A implantação da Casa da Mulher Brasileira integra o conjunto de 12 grandes empreendimentos que somam R$ 187.893.812,21 em investimentos lançados pelo município entre os meses de janeiro e maio deste ano. Dentro desse total, R$ 17.387.078,27 serão destinados especificamente para a construção da unidade.
A obra está prevista no edital de concorrência eletrônica nº 90006/2026 e será executada na avenida Guaporé com rua Atlas, no bairro Três Marias, zona Leste. O empreendimento foi incluído na programação municipal como parte da ampliação da rede de assistência e proteção social.
Além da Casa da Mulher Brasileira, o pacote de licitações contempla obras nas áreas de saúde, urbanização, esporte, abastecimento, mobilidade e assistência, consolidando um cronograma de intervenções simultâneas em diferentes regiões da capital.
A Casa da Mulher Brasileira será estruturada para reunir em um único espaço os principais serviços voltados às mulheres vítimas de violência. Entre eles estão o acolhimento psicossocial, assistência social, orientação jurídica, atendimento especializado, apoio institucional e articulação com os órgãos de segurança pública.
A proposta do equipamento é concentrar em uma mesma unidade os atendimentos que atualmente ocorrem de forma descentralizada, permitindo agilidade no suporte e maior integração entre os setores envolvidos.
Segundo o prefeito Léo Moraes, a implantação da unidade atende a uma necessidade estrutural da rede pública municipal. “Porto Velho passa a contar com um equipamento específico para organizar o atendimento às mulheres vítimas de violência dentro de uma estrutura adequada. É uma obra inserida no pacote de investimentos da Prefeitura porque trata de uma demanda real e amplia a capacidade de resposta do município em uma área essencial”.
A Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), ficará responsável pela condução dos atendimentos e pela articulação institucional da unidade após a entrega da obra.
De acordo com o secretário da Semias, Paulo Afonso, a centralização dos serviços permitirá um fluxo mais eficiente. “A Casa da Mulher Brasileira vai concentrar serviços que hoje funcionam de forma separada. Isso facilita o encaminhamento, reduz o tempo de atendimento e garante uma atuação mais coordenada entre assistência, apoio jurídico e segurança”.
Lei estabelece prazos e obrigações para recomposição de pavimentos...
A Prefeitura de Porto Velho sancionou a Lei nº 3.410, que estabelece critérios para a reparação de pavimentos e logradouros públicos danificados por intervenções realizadas por concessionárias e permissionárias de serviços públicos. A medida regulamenta desde a execução das obras até a recomposição dos trechos afetados, com definição de prazos, responsabilidades e penalidades.
De acordo com a legislação, toda empresa que realizar serviços que resultem em buracos, cortes ou valas em vias públicas deverá promover a reparação integral dos danos, garantindo que o local retorne às condições adequadas de uso. A regra vale para intervenções em ruas, avenidas e demais espaços públicos do município.
O prefeito Léo Moraes comentou sobre a aplicação da lei: “Essa legislação organiza a atuação das empresas nas vias públicas e estabelece regras claras para evitar que a população continue convivendo com problemas recorrentes. O objetivo é garantir que toda intervenção seja concluída com qualidade e dentro dos prazos definidos.”
A norma também determina que qualquer obra deve ser comunicada previamente à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), com antecedência mínima de 72 horas. Em casos emergenciais, a comunicação deve ocorrer em até 24 horas após o início da intervenção, mediante justificativa.
O secretário municipal de Infraestrutura, Thiago Cantanhede, destacou que a nova legislação fortalece a fiscalização e garante mais segurança para a população. “Estamos estabelecendo critérios claros para que as empresas executem os reparos com qualidade e responsabilidade. A população não pode continuar sofrendo com vias danificadas após intervenções. A lei garante mais controle, segurança e agilidade na recomposição dos pavimentos”.
Entre os pontos definidos pela lei, estão:
Prazos e execução dos reparos: a recomposição do pavimento deve ser iniciada e concluída em até 10 dias corridos após o término da obra. Caso o prazo não seja cumprido, a empresa será notificada e terá até 5 dias adicionais para concluir o serviço ou apresentar justificativa técnica.
Sinalização e segurança: enquanto o reparo definitivo não for realizado, o local deverá permanecer devidamente sinalizado, assegurando a circulação de pedestres e motoristas com segurança durante todas as etapas da intervenção.
Garantia e penalidades: as empresas serão responsáveis pela qualidade do serviço por um período de 12 meses. Caso sejam identificados defeitos, o reparo deverá ser refeito sem custos adicionais. O descumprimento das obrigações pode resultar em multas, com valores progressivos conforme o tempo de atraso, reincidência e gravidade do dano.
A lei também prevê a criação de um programa de fiscalização cidadã, sob responsabilidade da Seinfra, permitindo que a população registre denúncias sobre irregularidades em obras. As informações poderão ser encaminhadas por canais digitais, com envio de fotos, vídeos e localização do problema.
Registro formal permite apuração e resposta das demandas...
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) orienta a população sobre a importância de utilizar os canais oficiais da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) para o registro de denúncias, reclamações, sugestões ou elogios relacionados aos serviços de saúde.
Embora as redes sociais sejam amplamente utilizadas como espaço de manifestação, a Semusa reforça que, para que as demandas sejam devidamente analisadas e encaminhadas, é fundamental que sejam formalizadas pelos canais institucionais.
De acordo com a Ouvidoria do SUS em Porto Velho, quando a manifestação é registrada oficialmente, ela passa a integrar um fluxo estruturado, com protocolo, acompanhamento e encaminhamento para os setores responsáveis. Já as manifestações feitas apenas pelas redes sociais podem não ser formalizadas e, por isso, não gerar apuração administrativa.
Dados da Ouvidoria apontam que, em média, são registradas de três a quatro denúncias por dia por meio da plataforma Fala.BR, totalizando cerca de 60 por mês. Nos últimos três meses, foram contabilizadas 108 denúncias tramitadas no sistema oficial.
Além da plataforma federal, a população também conta com outros canais de atendimento, como WhatsApp, e-mail e atendimento presencial. O WhatsApp, por exemplo, registra uma média de 20 atendimentos por dia, demonstrando a procura da população por orientações e encaminhamentos.
O prefeito Léo Moraes destacou que a participação da população é importante para fortalecer os serviços públicos e garantir melhorias no atendimento. “A gestão precisa ouvir a população para identificar problemas, corrigir falhas e aprimorar os serviços oferecidos. Quando a manifestação é registrada pelos canais oficiais, conseguimos acompanhar cada situação e dar o encaminhamento adequado”.
A ouvidora do SUS, Laura Otilia Chaves Lopes, destaca que o registro correto das manifestações é essencial para garantir a efetividade do atendimento. “A Ouvidoria é o canal oficial para que a população registre denúncias, reclamações, sugestões ou elogios. Quando a manifestação é formalizada, conseguimos encaminhar para os setores responsáveis, acompanhar o andamento e garantir uma resposta ao cidadão”.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforça que a participação da população é fundamental para o aprimoramento contínuo dos serviços. “A população tem total direito de se expressar nas redes sociais, esse é um espaço legítimo de manifestação. No entanto, é por meio dos canais oficiais que conseguimos dar o encaminhamento correto, garantir a apuração dos casos e adotar as medidas necessárias. Por isso, é importante que o cidadão também registre sua demanda na Ouvidoria”.
Canais de atendimento da Ouvidoria do SUS
A Ouvidoria do SUS em Porto Velho disponibiliza diferentes meios de atendimento à população:
Atendimento presencial: Av. Campos Sales, nº 2283, 3º andar
O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
A Semusa reforça que registrar a manifestação pelos canais oficiais é a forma mais eficaz de contribuir para a melhoria dos serviços de saúde, garantindo que cada demanda seja devidamente analisada e encaminhada para as providências cabíveis.
O empresário Wellinton de Souza Botelho morreu nesta quarta-feira (29) após não resistir aos ferimentos provocados por um acidente de trânsito na zona Leste de Porto Velho. Ele foi socorrido com vida, encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas morreu após passar horas internado.
FOTO - REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS
Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento do acidente na avenida Rio de Janeiro, uma das principais vias da capital.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o motociclista trafega em alta velocidade, passa por um quebra-molas sem reduzir e, na sequência, perde o controle da moto, atinge o meio-fio e colide contra uma árvore
Testemunhas confirmaram à polícia que Wellinton estava em velocidade acima do permitido no momento do acidente.
Uma equipe do Samu prestou os primeiros atendimentos ainda no local e realizou o encaminhamento ao hospital, onde ele permaneceu durante a madrugada, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Obra irá reescrever a história da saúde pública na capital...
O que para muitos porto-velhenses era apenas um sonho distante, a construção de uma moderna policlínica para atender demandas de urgência de média e baixa complexidade, já começou a sair do papel com a abertura do processo licitatório para a celebração do contrato de construção dessa nova ferramenta da saúde pública.
Localizada no cruzamento das avenidas Vieira Caúla e Andréia, na zona Leste de Porto Velho, a Policlínica Municipal terá uma área de 3.250 m², com 40 consultórios, centro cirúrgico e salas de exames de imagem, incluindo ressonância magnética e tomografia. O investimento ultrapassa a casa dos R$ 30 milhões.
Exames especializados, atendimento rápido e humanizado são alguns dos diferenciais que a policlínica irá trazer para a sociedade porto-velhense, que até o ano passado vivia uma situação de emergência na saúde pública, segundo levantamento do Ministério da Saúde.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Perillo Cardoso, destacou que a obra representa um marco histórico para a rede pública municipal. “Estamos falando de uma estrutura moderna, planejada para oferecer mais dignidade, agilidade e qualidade no atendimento à população. Essa policlínica vai ampliar a capacidade de assistência especializada e garantir mais acesso aos serviços de saúde para quem mais precisa”.
O prefeito Léo Moraes exaltou o sentimento da população ao saber que, em breve, terá esse aparato disponível para si e para a família, reescrevendo a história da saúde pública no município: “É mais um avanço significativo para nossa cidade. Já conseguimos dar andamento ao Hospital Municipal, estamos reformando a maternidade e agora damos início à construção da policlínica. É uma nova realidade que a sociedade porto-velhense passa a vivenciar em relação à qualidade dos serviços prestados pelo município”.
Vale destacar que a construção da policlínica faz parte de um pacote de investimentos captados pela Prefeitura de Porto Velho junto ao Governo Federal e que, apenas neste primeiro semestre de 2026, irá dar início à licitação de 12 grandes obras.
Texto: João Paulo Prudêncio Edição: Secom Foto: Arquivo / Secom
Motoristas devem respeitar a sinalização e priorizar a segurança no tráfego...
Modelo de sucesso em vários países do mundo, a sinalização da Direita Livre, implantada desde o ano passado, já começa a superar o período de adaptação e passa a se tornar uma constante no dia a dia do cidadão que utiliza o trânsito em Porto Velho.
A placa “Direita Livre” autoriza motoristas a virarem à direita em cruzamentos sinalizados, mesmo com o semáforo no vermelho, visando aumentar a fluidez do tráfego.
A equipe da Prefeitura esteve nas ruas para acompanhar como a população está percebendo as mudanças no trânsito após a instalação das placas em pontos estratégicos da cidade, definidos com base em estudos técnicos de viabilidade.
De acordo com Aline Freire, que trabalha em um estabelecimento comercial bem em frente a uma dessas sinalizações, o fluxo do trânsito melhorou muito. Isso porque as filas de carros que se aglomeravam foram reduzidas conforme os motoristas aprenderam a utilizar a Direita Livre: “A gente consegue perceber que o trânsito está fluindo, porém, é necessário que as pessoas aprendam a ter atenção para evitar acidentes nesses pontos”, disse.
Já para Cláudio Azeredo, que veio trabalhar e morar recentemente em Porto Velho, esse tipo de sinalização já é utilizado em outras regiões do Brasil. Ele alertou apenas para a necessidade de motoristas, ciclistas e pedestres usarem prudência na hora de utilizar essa ferramenta: “Eu percebi que a Prefeitura de Porto Velho utiliza várias ferramentas para modernizar o trânsito, e a Direita Livre é uma delas. O que falta ainda é que a população se atente para as regras dessa sinalização”.
O secretário da Semtran, Iremar Torres, destacou que a implantação da Direita Livre segue critérios técnicos e tem como principal objetivo melhorar a mobilidade urbana sem comprometer a segurança.
“A Direita Livre é uma solução moderna que ajuda a reduzir retenções e melhorar o fluxo de veículos em pontos estratégicos da cidade. Mas é fundamental que os motoristas respeitem a sinalização, reduzam a velocidade e deem preferência aos pedestres para que a medida funcione de forma segura e eficiente”, ressaltou o secretário.
O prefeito Léo Moraes salientou que essa sinalização é fruto de uma série de intervenções promovidas pelo Poder Executivo, que vêm modernizando e trazendo mais fluidez ao trânsito da capital rondoniense: “Desde o ano passado foram promovidas várias intervenções que ajudaram a melhorar significativamente o trânsito de Porto Velho. É claro que ainda temos muita coisa a fazer, porém, é sempre gratificante saber que a sociedade vem usufruindo dessas mudanças que melhoram o nosso dia a dia”.
Texto: João Paulo Prudêncio Edição: Secom Fotos: Hellon Luiz
Carteira municipal e Colar de Girassol reforçam inclusão e reconhecimento das deficiências ocultas...
Nem toda deficiência é visível. E, muitas vezes, o que não se vê é justamente o que mais precisa ser compreendido.
Em Porto Velho, uma nova lei surge com a proposta de mudar essa realidade. A Lei Complementar nº 1.055 institui a Carteira Municipal de Identificação da Pessoa com Deficiência (CMPcD) e reconhece oficialmente o uso do Colar de Girassol, dois instrumentos que vão além da identificação: representam respeito, acolhimento e reconhecimento.
A iniciativa busca facilitar o dia a dia de milhares de pessoas que, até então, enfrentavam dificuldades para comprovar sua condição e acessar direitos básicos.
Um documento que garante visibilidade
A Carteira Municipal de Identificação da Pessoa com Deficiência é um documento oficial, gratuito e opcional, que comprova a condição do cidadão de forma prática e padronizada.
Com validade de cinco anos, a carteira reúne informações como identificação, tipo de deficiência e classificação médica, permitindo acesso mais ágil a atendimentos prioritários e serviços públicos.
A emissão será feita pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), por meio dos CRAS, mediante apresentação de documentos e laudo médico.
Mais do que um documento, a CMPcD chega para evitar constrangimentos, especialmente em situações em que a pessoa precisa explicar repetidamente sua condição.
Segundo o prefeito Léo Moraes, a medida representa um avanço importante na construção de uma cidade mais humana e inclusiva: “Essa lei é um passo importante para garantir dignidade, respeito e inclusão. Estamos falando de pessoas que muitas vezes enfrentam dificuldades invisíveis e que precisam ser acolhidas com empatia e compreensão. Nosso compromisso é construir uma cidade mais acessível e mais humana para todos”, destacou o prefeito.
O girassol que fala sem palavras
Discreto, mas poderoso: o Colar de Girassol é um símbolo internacional utilizado para identificar pessoas com deficiências ocultas, como transtorno do espectro autista, TDAH e outras condições não visíveis.
Na prática, ele funciona como um sinal silencioso de que aquela pessoa pode precisar de mais tempo, paciência ou apoio.
A própria lei define o colar como um instrumento complementar de identificação para esse público, reforçando a importância de um atendimento mais humanizado.
E aqui está o ponto mais importante: o colar não pede privilégio, ele pede compreensão.
O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, ressaltou que a iniciativa fortalece a política de inclusão no município: “Estamos trabalhando para garantir mais dignidade e respeito às pessoas com deficiência. A carteira e o Colar de Girassol são instrumentos importantes para facilitar o acesso aos direitos e promover um atendimento mais humano e consciente”, afirmou o secretário.
Quando o invisível vira desafio
Para quem vive com uma deficiência não aparente, o maior obstáculo nem sempre é a condição em si, mas o olhar do outro.
Impaciência em filas, julgamentos precipitados e falta de preparo no atendimento são situações comuns que, com informação e empatia, poderiam ser evitadas, relata Felipe.
“Nem sempre a nossa deficiência é visível. E isso faz com que, muitas vezes, a gente precise se explicar o tempo todo… em filas, atendimentos, até em situações simples do dia a dia. A carteira e o colar ajudam justamente nisso: evitam constrangimentos e fazem com que as pessoas entendam que a gente precisa de um olhar mais atento, mais humano.”
A nova legislação surge justamente para reduzir esses episódios, criando mecanismos que facilitam a identificação e estimulam uma mudança de comportamento da sociedade.
Entre a lei e a realidade
Apesar dos avanços, o desafio agora é outro: fazer a lei sair do papel.
A própria legislação prevê ações de conscientização para orientar estabelecimentos públicos e privados sobre o uso do Colar de Girassol e o atendimento adequado.
Mas a verdade é simples e direta: enquanto não houver preparo, não adianta ter documento.
Logo, não adianta ter símbolos se não houver empatia por parte de cada pessoa.
A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, destacou que a conscientização da sociedade é essencial para que a lei cumpra seu papel: “Mais do que identificar, precisamos conscientizar. A inclusão acontece quando existe respeito, acolhimento e entendimento das necessidades do outro. Essa é uma construção coletiva que envolve toda a sociedade”.
Um passo importante, mas coletivo
A criação da CMPcD e o reconhecimento do Colar de Girassol representam um avanço importante para Porto Velho.
Mas a inclusão de verdade não nasce só da lei, ela nasce da atitude.
É no olhar mais atento, no atendimento mais humano, na paciência em entender o outro.
Porque, no fim das contas, o que essa lei propõe não é apenas identificar pessoas com deficiência. É fazer com que elas sejam vistas e, acima de tudo, respeitadas.
Texto: Helen Paiva Edição: Secom Fotos: Arquivo / Secom / Internet / José Carlos