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Fachin nega julgamento conjunto com Moraes e STF julgará Mendonça no dia 23 de setembro

Análise de pedido de investigação contra Moraes está marcada para a próxima terça-feira (15)...

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marcou para o dia 23 de setembro o julgamento de pedido de investigação contra o ministro André Mendonça.

Fachin anunciou a data em ofício de resposta ao ministro Alexandre de Moraes neste sábado (12). O ministro havia solicitado que o pedido de investigação contra Mendonça fosse analisado na terça-feira (15), na mesma sessão de análise de apuração contra Moraes.

No documento, Fachin afirma que a análise em sessões separadas assegura um “adequado direcionamento dos trabalhos” e destaca que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução.

“A liberação para inclusão imediata em calendário importaria na submissão ao plenário de matéria cuja instrução preliminar ainda não se encontra concluída”, disse.

O magistrado destaca que o prazo para a prestação das informações solicitadas a Mendonça se encerra na segunda-feira (14), véspera do julgamento sobre Moraes

O pedido contra Moraes se refere ao seu envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já o pedido contra Mendonça se refere a acusação de usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra Moraes.

fonte - CNN BRASIL.

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

Plano de saúde é principal impasse entre empregados e banco...

Brasília (DF), 10/09/2026 - Fachada do banco Caixa Econômica com portas fechadas e faixas com indicativo de greve. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

Os empregados da Caixa Econômica Federalrejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11).

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

Justiça

Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

Origem

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa.

Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.

Proposta rejeitada

Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
  • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
  • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

A proposta tinha validade até ontem (11).

Saúde Caixa

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

  • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
  • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
  • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
  • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

A proposta também previa uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.

Atendimento aos clientes

A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre as opções estão:

  • aplicativo Caixa;
  • internet Banking;
  • WhatsApp Caixa;
  • Caixa Tem;
  • aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
  • caixas eletrônicos;
  • rede Banco24Horas;
  • lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Banco do Brasil

A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11).

A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.

fonte - agencia brasil.

Greve dos Correios começa em todo o país após impasse nas negociações salariais; veja

Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado às 22h de quinta-feira (10), após o fracasso das negociações da campanha salarial. A paralisação envolve funcionários da empresa em todo o país.



O principal ponto de impasse é o plano de saúde dos trabalhadores, além de questões relacionadas ao novo acordo coletivo. A categoria rejeitou a proposta apresentada pelos Correios depois de rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).


Segundo os Correios, a proposta apresentada contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. Diante da paralisação, a empresa informou que adotou um plano de continuidade para tentar reduzir os impactos da greve na prestação dos serviços.


A mobilização dos funcionários dos Correios ocorre em meio a paralisações de outras categorias. Os empregados da Caixa Econômica Federal mantêm uma greve nacional iniciada em 10 de setembro.


No Banco do Brasil, o movimento não ocorre de forma nacional. A paralisação é parcial e está concentrada nas bases sindicais em que os trabalhadores rejeitaram o acordo negociado.

PF reforça segurança de Mendonça com colete à prova de balas e carro blindado

Ministro está à frente dos inquéritos do Master e INSS...

foto - reprodução

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), passou a adotar medidas adicionais de segurança desde que assumiu a relatoria dos casos do Banco Master e dos desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O ministro tem utilizado colete à prova de balas e carro blindado. A proteção também foi reforçada para integrantes de sua família.

O entorno do ministro afirma que, além da gravidade das informações identificadas no curso das investigações, o temor de que Mendonça pudesse ser alvo de um atentado pesou na decisão de retirar o sigilo de um relatório que acabou ampliando a crise interna no STF.

No entorno do ministro, o receio de uma eventual “queima de arquivo” passou a fazer parte das preocupações de segurança. Por razões óbvias, a equipe de Mendonça não fornece detalhes sobre o esquema adotado. A coluna, no entanto, confirmou que a proteção do magistrado foi reforçada.

A decisão de tornar público o conteúdo do relatório teve impacto imediato dentro e fora do Supremo. O documento expôs informações consideradas sensíveis e colocou sob escrutínio relações e episódios que já vinham provocando desconforto entre integrantes da Corte e aumentando a pressão política sobre o tribunal.

O episódio ocorre em um momento particularmente delicado para o STF. A Corte enfrenta uma combinação de desgaste político, questionamentos sobre decisões de seus ministros e pressão crescente do Congresso por mudanças na estrutura e no funcionamento do Judiciário. Nesse ambiente, qualquer informação envolvendo um integrante do Supremo ganha dimensão que ultrapassa o âmbito jurídico.

fonte - Edilene Lopes e Pedro Venceslau, da CNN Brasil.

Mendonça diz que celular de Vorcaro está lacrado; Zanin rebate e reitera pedido de acesso

Ministro do STF afirma que cópia lacrada em poder de André Mendonça deve ser compartilhada com todos os integrantes do STF antes do julgamento...

O ministro Cristiano Zanin reforçou nesta sexta-feira (11) o pedido para ter acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Para ele, a cópia de segurança que está lacrada no gabinete de André Mendonça deve ser compartilhada com os demais ministros do STF.

"Com o devido respeito, a mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo", afirmou.

Zanin argumentou que o fato de a cópia estar lacrada não impede o compartilhamento. Segundo ele, a preservação da cadeia de custódia deve recair sobre o material original, que permanece com a Polícia Federal.

PF reforça segurança de André Mendonça

O ministro também afirmou que, uma vez pautado o processo, todos os integrantes do colegiado devem ter acesso aos elementos colocados à disposição do relator. Ele ediu que a íntegra dos dados seja encaminhada aos gabinetes dos ministros ou, alternativamente, que a própria Polícia Federal forneça uma cópia a cada integrante da Corte.

fonte - FERNANDA FONSECA CNN BRASIL.

Fachin dá 24h para Mendonça retirar sigilo total do caso Master

Ministro acolheu pedido da PGR, mas ressalvou que informações ainda em investigação devem ser mantidas em sigilo...

foto - reprodução

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de retirada do sigilo das investigações relatadas pelo ministro André Mendonça sobre o Banco Master.

O magistrado concedeu prazo de 24 horas para que a remessa dos documentos seja remetida aos gabinetes da Suprema Corte, mas fez uma ressalva relativa a investigações que ainda estejam em curso.

"Ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade", destacou.

Em atualização.

FONTE - CNN BRASIL.

Documentos retirados de sigilo expõem relação de Vorcaro com BC e mostram viagens e pagamentos

Sigilo do caso Banco Master foi derrubado após determinação de Edson Fachin; investigação aponta relação de influência do banqueiro com autoridades do Banco Central...

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), aceitou a solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para retirar o sigilo do caso Banco Master na noite desta quinta-feira (10). 

As investigações da PF (Polícia Federal) reveladas pelos documentos mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teve acesso a informações confidenciais do caso e se beneficiava de documentos manipulados.

O inquérito documenta uma rede de influência de Vorcaro que chegou ao alto escalão do BC (Banco Central). O ex-banqueiro participava de um grupo no WhatsApp com servidores da instituição.

Paulo Sérgio Neves de Souza

As investigações apontam que Vorcaro chegou a comprar imóveis e viagens para Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central e ex-diretor de Fiscalização da instituição. 

Conforme a investigação, Vorcaro teria coordenado a compra de um imóvel rural no valor de R$ 4,8 milhões de Paulo Sérgio Neves de Souza e seu irmão, Luis Roberto. De acordo com as conversas, o ex-banqueiro serviu como um mediador da venda entre Fabiano Zettel e Paulo Sérgio.

A partir do conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro, a PF ainda apurou que Vorcaro teria viabilizado uma viagem à Disney para Paulo Sérgio e sua família. 

Logo após receber a programação de viagem de Paulo Sérgio, Vorcaro a encaminha para o contato Leo Serrano Giunchetti, apontando que precisaria conseguir um guia para os viajantes que realizariam aquela programação. 

Durante o período que Paulo Sérgio estaria embarcando para a Disney, no dia 5 de fevereiro de 2024, a PF indicou uma troca de mensagens entre os envolvidos. 

O ex-diretor do BC agradeceu a Vorcaro e afirmou que Leo havia mandado mensagem. "Bom dia! Léo acabou de me mandar mensagen. Obrigado mais uma vez!!! Estamos embarcando daqui a pouco", disse Paulo Sérgio.

Belline Santana

Além de Paulo Sérgio, outro ex-funcionário do Banco Central que aparece na investigação da PF é o ex-chefe de supervisão do BC, Belline Santana,  que estaria recebendo R$ 760 mil por mês de Vorcaro.

Segundo relatório da corporação, a relação entre Vorcaro e Belline remete, ao menos, a outubro de 2023, quando o então funcionário do BC entrou em contato com o ex-banqueiro.

Em 9 de janeiro de 2024, Zettel enviou uma mensagem para Vorcaro na qual consta um pagamento pendente para Belline. Já no dia 30 de janeiro, Zettel afirma que realizaria, entre outros pagamentos, aquele destinado a Belline.

Meses depois, em 2 de outubro de 2024, Zettel envia outra mensagem a Vorcaro, pontuando que parte do dinheiro enviado a Leonardo Palhares destina-se, na verdade, a Belline, que receberia o valor de R$ 760 mil.

A CNN Brasil tenta contato com Paulo Sérgio e Belline, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue em aberto.

fonte - Laura Molfese, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo.

Flávio Bolsonaro é investigado no STF sobre financiamento de Dark Horse

Candidato à Presidência é alvo de apuração por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, para apurar suposta prática de crimes no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).



Flávio Bolsonaro está sendo investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.


A ordem foi tomada no dia 22 de julho pelo ministro e está em sigilo. O despacho foi tornado público a partir da publicidade dada por Mendonça ao inquérito-mãe do caso Master no STF.


Mendonça autorizou a abertura da investigação atendendo a um pedido feito pela Polícia Federal. A PGR (Procuradoria-Geral da República) concordou com a solicitação dos delegados.


A cinebiografia de Bolsonaro é alvo de duas investigações no STF. Uma é comandada por Flávio Dino e a outra, por André Mendonça.


Mendonça conduz a investigação que apura o repasse de milhões de reais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme a pedido de Flávio Bolsonaro.


Dino, por sua vez, é relator da investigação que apura a suspeita de repasse de emendas parlamentares à produtora responsável pela obra. (CNN)

The Economist diz que STF se tornou uma ameaça à democracia no Brasil

Artigo repercute crise no Supremo Tribunal Federal e disputa envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça...

FOTO - REPRODUÇÃO

Em artigo publicano nesta quinta-feira (10), a The Economist repercutiu a crise que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal). A revista afirma que a corte está no centro de um escândalo de corrupção e se tornou uma ameaça à democracia, destacando a disputa que envolve os ministros Alexandre de Mores e André Mendonça.

A revista lembra que o Supremo responsabilizou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão, mesmo diante de ameaças constantes, inclusive do presidente americano Donald Trump.

"Agora, com a aproximação das eleições gerais de 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça. O Supremo está no centro de um escândalo de corrupção desagradável e cada vez maior. No centro dele está o ministro que supervisionou o processo contra Bolsonaro, Alexandre de Moraes", afirma a publicação.

A Economist afirma que Moraes tomou "várias decisões questionáveis", como derrubar perfis nas redes sociais, e destaca que ele exercia simultaneamente os papéis de vítima, acusador e juiz no âmbito do inquérito das Fake News.

A revista destaca ainda os vínculos de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, reforçados em conversas que foram reveladas em relatório da Polícia Federal, e a resposta de Moraes com o pedido para investigar o também ministro do STF André Mendonça, relator do Caso do Banco Master.

A publicação narra a crise que se seguiu deste então e atingiu também a Polícia Federal, com a tentativa de Mendonça de suspender o chefe da corporação Andrei Rodrigues.

"A Polícia Federal acusou Mendonça de interferir na coleta de provas. Em 8 de setembro, ele tentou suspender o chefe da Polícia Federal e impedir a produção de relatórios de inteligência sobre ministros. No entanto, em 2020, quando Mendonça era ministro da Justiça de Bolsonaro, ele supervisionou a elaboração de um dossiê sobre centenas de policiais e acadêmicos que Bolsonaro considerava inimigos", afirma a Economist.

A publicação conclui que a "disfunção no tribunal" fortalece aliados que Bolsonaro no Congresso e que erros processuais podem fornecer uma justificativa legal para encerrar o caso sobre o Banco Master, o que beneficiaria Moraes e dezenas de políticos, incluindo Flávio Bolsonaro. "O maior perdedor seria a democracia", afirma a Economist, e destaca que a confiança no Supremo está se desgastando.

Da CNN Brasil.

Dino proíbe Mario Frias de sair do Brasil e de se comunicar com investigados do caso Dark Horse

Deputado é alvo de operação sobre repasse de dinheiro para filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)...

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que os 29 alvos de mandados de busca e apreensão na operação Meak Up, desta quinta-feira (10), não poderão sair do país sem autorização. A decisão do magistrado também proíbe que os investigados se comuniquem entre si.

Entre os atingidos pela medida estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), assessores ligados a seu gabinete e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme "Dark Horse" sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar de Mario Frias.

A PF investiga se uma parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme "Dark Horse". Essa suspeita foi o que levou à autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), da operação de busca e apreensão contra o parlamentar nesta manhã.

A força policial cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme. Os mandados da operação estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma "organização criminosa formada por agentes públicos e privados", que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

O financiamento do filme "Dark Horse" é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme "Dark Horse". Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.

A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, operação contra a produtora do filme "Dark Horse”, a Go UP Entertainment. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, a Polícia Civil compartilhou com o STF os dados obtidos na operação.

A CNN procurou a assessoria de Mario Frias sobre a operação da PF realizada nesta quinta e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.

fonte - CNN BRASIL.

Produtora de Dark Horse registrou em cartório pressão para delatar Flávio

Interlocutores apontam abordagem de pelo menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula...

A empresária Karina Ferreira da Gama relatou a aliados ter sofrido pressão para delatar o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo interlocutores, ela foi abordada por pelo menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula, sugerindo que, se ela não delatasse Flávio, seria presa.

Karina foi orientada a registrar os contatos que teve em cartório. Esse documento, segundo fontes, foi encontrado pela PF (Polícia Federal) nas buscas ocorridas hoje.

No relato, ela diz que um dos que a procuraram foi Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. À CNN, ele negou o contato. Outro que teria procurado Karina, segundo ele, teria sido um religioso que seria próximo ao Palácio do Planalto.

fonte - CNN CAIO JUNQUEIRA.

Petrobras recua de reajuste no preço da gasolina

Companhia estatal havia informado que preço teria elevação de R$ 0,19 por litro. No entanto, haverá redução

A Petrobras recuou, nesta quinta-feira (10/9), do reajuste no preço da gasolina anunciado na quarta-feira (9/9). A estatal chegou a divulgar aumento de R$ 0,19 no preço do item para as distribuidoras, mas, nesta quinta, divulgou que haverá desconto para as distribuidoras.



O comunicado postado no site da companhia explica que a estatal vai deixar de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro da gasolina por causa do fim da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026. No entanto, o preço do combustível vai ficar R$ 0,19 mais barato porque haverá redução de R$ 0,63.


“Diferentemente do informado anteriormente, a alteração no preço da gasolina da Petrobras nos pontos de venda corresponderá apenas à suspensão do desconto. Para as distribuidoras, o efeito será de redução de R$ 0,19 no preço percebido com tributos”, explica a Petrobras no comunicado.


Os R$ 0,63 são referentes à redução nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina. A medida foi anunciada na noite dessa quarta e divulgada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta.


O anúncio de reajuste de R$ 0,19 havia sido feito oficialmente pela Petrobras em um comunicado na quarta à noite. Conforme a última nota da Petrobras, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,05 por litro.


A redução nos tributos da gasolina foram implementada por meio de uma medida provisória e um decreto assinados nesta quarta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As determinações também zeram as contribuições de PIS/Pasep e Cofins sobre o etanol hidratado.


De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo mensal deve chegar a R$ 5 bilhões. Ou seja, ao todo, com a desoneração da gasolina e etanol, o impacto mensal será de R$ 7 bilhões.


Ainda na quarta-feira, o governo federal publicou uma medida provisória  que concede crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões para custear subvenção à importação e produção de combustíveis. Os recursos são para o diesel. O subsídio visa a conter os preços dos combustíveis que subiram desde o início da guerra entre Estados Unidos, Irã e Israel, no Oriente Médio. (Metrópoles)

PoderData/Aya: 52% desaprovam governo Lula; aprovação é de 42%

Pesquisa entrevistou 3.000 pessoas, entre os dias 6 e 9 de setembro; margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%



A pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (10) aponta que 52% dos eleitores desaprovam o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, aqueles que declaram aprovar a atual gestão somam 42%, enquanto 6% afirmam não saber avaliar a administração federal de maneira geral.



Panorama da avaliação da atual gestão

Além da métrica binária, o levantamento mediu a avaliação geral da administração federal em diferentes frentes. Os dados mostram que 49% dos entrevistados consideram o governo "ruim ou péssimo". O grupo que classifica a gestão como "ótima ou boa" chega a 33%, ao passo que os eleitores que a veem como "regular" são 15%.


Outros 3% não souberam responder.



Quando a pesquisa questiona especificamente o trabalho e a figura do chefe do Executivo, os números indicam que 51% dos entrevistados desaprovam o presidente, 41% o aprovam de maneira geral e 8% afirmam não saber como avaliá-lo.


Metodologia

Foram ouvidas 3.000 pessoas em 623 municipios nas 27 unidades da Federação entre os dias 6 e 9 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.


A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04914/2026. (CNN)

Anac permite voos após as 23h em Congonhas em situações excepcionais

Medida busca reduzir impactos em cascata na malha aérea...

São Paulo (SP), 14/08/2024 - Fachada do Aeroporto de Congonhas. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para ampliar o horário das operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em situações consideradas excepcionais.

Com a decisão, o aeroporto, que funciona entre as 6h e 23h por estar localizado em área residencial, poderia ter seu horário ampliado para além das 23h, mas somente quando ocorrerem eventos extraordinários que provoquem impactos na malha aérea.

A decisão foi aprovada na 27ª Reunião Deliberativa Eletrônica da Diretoria Colegiada da agência e não prevê a alteração do horário oficial de funcionamento do aeroporto e nem vai permitir que sejam programados voos para além do seu horário normal de funcionamento.

Segundo a Anac, o que ocorreu é que a diretoria colegiada estabeleceu uma interpretação para a Resolução 55, em vigor desde 2008, e que veda operações comerciais regulares e de aviação geral no aeroporto depois das 23h, salvo em situações específicas como voos para transporte de enfermos graves ou órgãos para transplante e operações de busca e salvamento. Essa norma, no entanto, não previa o tratamento em situações de contingências, o que foi revisto agora.

“A medida busca reduzir impactos em cascata na malha aérea e aos passageiros provocados por eventos extraordinários, como mau tempo, e que afetem voos já previstos para o dia”, informou a Anac, por meio de nota.

“A medida será restrita à conclusão, total ou parcial, de operações que já estavam programadas para o dia em que ocorreu a situação excepcional”, acrescentou a agência.

Segundo a concessionária Aena, que administra o aeroporto, a medida da Anac prevê “eventuais prorrogações do horário operacional” exclusivamente em situações excepcionais, “como eventos meteorológicos adversos, normalmente associados a impactos severos na malha aérea que atende o aeroporto, com potenciais desdobramentos em toda a malha aérea nacional”.

Essas situações, esclareceu a Aena, serão avaliadas caso a caso.

“A excepcionalidade dessas medidas também é demonstrada pelos dados registrados recentemente: em 2025, houve cinco ocorrências de prorrogação do funcionamento e, em 2026, foram registradas apenas duas até o momento. Portanto, não se trata de uma mudança do horário operacional de Congonhas nem de uma autorização para funcionamento regular após as 23h”, diz a Aena.

“O horário permanece inalterado, e eventuais prorrogações continuam restritas a situações excepcionais, devidamente caracterizadas e avaliadas de acordo com os critérios aplicáveis”, acrescenta a concessionária, por meio de nota.

A Abear reforçou à Agência Brasil que “a medida é restrita a situações de emergência ou de força maior, como condições meteorológicas adversas, que determinem a interrupção da operação por motivos de segurança, o que tem efeitos em toda a malha aérea do país”.

Segundo a associação, o objetivo “é atualizar a norma para dar previsibilidade e agilidade às iniciativas adotadas pelas autoridades em coordenação com as empresas aéreas e a operadora aeroportuária para mitigar os impactos para os passageiros, sem qualquer prejuízo à segurança das operações em Congonhas”.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

93% dos brasileiros apoiam auxílio para compra de botijão, diz pesquisa

Para 88% dos entrevistados, o gás de cozinha ajuda o Brasil a funcionar todos os dias, e 86% consideram o produto importante para o funcionamento da economia brasileira...

Botijões de gás de cozinha em revendedora em Campo Mourão, na Região Centro-Oeste do Paraná. Na foto, botijões de gás em distribuidora.

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva para o Sindigás mostrou que 93% dos brasileiros são favoráveis a uma política para ajudar famílias de baixa renda a comprar botijões de gás. O apoio chega a 91% entre as classes A e B e a 95% entre C, D e E.

A pesquisa, antecipada ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), mostra ainda que o produto é reconhecido para além do seu papel na rotina das famílias.

Para 88% dos brasileiros, o gás de cozinha (GLP) ajuda o Brasil a funcionar todos os dias, e 86% consideram o produto muito importante para o funcionamento da economia brasileira.

Em média, os brasileiros afirmam conhecer oito aplicações do produto no dia a dia. A cadeia de produção de alimentos é o setor com maior reconhecimento: 96% conhecem pelo menos um uso do GLP nesse segmento.

Na indústria, o porcentual é de 92%; no agronegócio, 66%; e na saúde, 68%. A pesquisa indica ainda que, para 86%, pequenos negócios dependem do GLP para sobreviver, enquanto 88% dizem que muitos serviços essenciais seriam afetados sem o combustível.

Em relação ao uso doméstico, 90% dos entrevistados dizem que o gás de cozinha ajuda a ter uma alimentação adequada, enquanto 88% consideram o produto parte da segurança alimentar do País.

O entendimento de outros 85% é que as famílias podem acabar recorrendo a fontes menos seguras quando não conseguem comprar um botijão. Um porcentual semelhante considera que nenhuma família deveria precisar cozinhar com lenha, carvão ou materiais improvisados por falta de acesso ao GLP.

O acesso ao energético por um maior número de famílias ganhou mais ênfase no final de 2025, com a aprovação do programa Gás do Povo.

Instituído pela Lei nº 15.348/2026, o programa deve atender 17 milhões de famílias com renda per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo, o que significa uma ampliação em três vezes do número de contemplados no antigo Auxílio Gás.

Essa modalidade de gratuidade do programa é custeada conforme a disponibilidade orçamentária e financeira da União.

A estimativa do governo era de um custo de R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos em 2026, mas, com a alta do petróleo e a guerra no Oriente afetando o preço do energético – cerca de 20% do GLP consumido no Brasil é importado –, o governo realizou um ajuste orçamentário de mais R$ 300 milhões neste ano no programa.

Ao mesmo tempo, o programa virou peça central no debate regulatório de 2025-2026 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Medidas como a venda fracionada ou o reenchimento parcial remoto dos botijões e mudanças no modelo de propriedade e marcação dos botijões (incluindo o fim da exclusividade das marcas) figuraram na pauta da agência no último ano.

Distribuidoras e entidades do setor alertaram que esse conjunto de medidas poderia abrir brechas para fraudes e evasão fiscal, aumentar vulnerabilidades e até desestimular investimentos na compra de novos botijões, justamente num momento em que o Gás do Povo tende a elevar a demanda.

Em junho, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a suspensão temporária do processo de reforma do GLP para se concentrar na fiscalização de preços abusivos dos combustíveis e no pagamento das subvenções.

A pesquisa mapeou que 89% dos entrevistados preferem que políticas destinadas a famílias de baixa renda apoiem a compra de botijões comercializados por empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente.

Segurança

Conforme a pesquisa, a segurança é o principal fator considerado por 94% dos brasileiros na hora de comprar um botijão de gás, à frente, inclusive, do preço. A garantia da quantidade correta de gás aparece em seguida (92%), enquanto a qualidade do gás é considerada muito importante por 91%.

A marca também tem peso: para 65%, é muito importante que ela garanta a qualidade do gás vendido.

A pesquisa ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos que utilizam gás de cozinha, de botijão ou encanado, e foi realizada de maneira online. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%.

Para o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, os resultados demonstram que o apoio ao acesso ao GLP vem acompanhado de uma expectativa clara sobre a segurança e a confiabilidade do produto: "É importante olhar para esses resultados em conjunto.

Quando 89% defendem que políticas de acesso priorizem botijões de empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente, fica claro que ampliar o acesso e preservar a segurança precisam andar juntos".

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Fachin convoca sessão sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro

Sessão extraordinária foi marcada para 15 de setembro, após Mendonça encaminhar o caso ao Plenário...

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou sessão plenária extraordinária para analisar o referendo da decisão do ministro André Mendonça que trata das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão foi marcada para 15 de setembro, às 10h. Ao convocar a sessão, Fachin destacou que Mendonça, relator do caso, já havia encaminhado o processo para análise do colegiado.

O caso chegou ao Plenário após Mendonça determinar, em 1º de setembro, o encaminhamento dos autos ao colegiado.

Na ocasião, o ministro afirmou que o Plenário seria o órgão competente para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal (PF).

O material do qual Mendonça retirou o sigilo mostra mensagens trocadas entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master.

Em uma delas, de 15 de novembro, dois dias antes de Vorcaro ser preso, o banqueiro enviou uma mensagem a Moraes na qual citou o nome de um magistrado da Justiça Federal e perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Investigações da PF revelaram que Vorcaro mantinha uma sofisticada rede de monitoramento e influência clandestina, municiada por vazamentos de informações sigilosas vindas de dentro do Banco Central (Bacen) e do próprio Poder Judiciário. O vazamento da informação sobre a prisão seria um deles.

A partir dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, a PF concluiu que o banqueiro soube de sua primeira ordem de prisão preventiva com “significativa antecedência”.

Essa prisão inicial foi decretada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal em 17 de novembro de 2025.

fonte - Pablo Giovanni - METRÓPOLES.

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