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Fim da escala 6x1: estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação

Impactos da redução de jornada viram disputa entre economistas...


As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1.  

De um lado, estudos de entidades que representam o empresariado, as chamadas confederações patronais, projetam queda no Produto Interno Bruto (PIB) e alta da inflação.

Por outra perspectiva, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenham um cenário diferente, com impactos reduzidos atingindo apenas alguns setores, além da criação de mais empregos e possível aumento do PIB.  

Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, a diferença entre as pesquisas sobre os custos econômicos da redução da jornada ocorre porque não se trata de um debate puramente técnico, mas político.  

“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda – ignorando, assim, os ajustes dinâmicos que historicamente ocorrem no mercado de trabalho”, aponta. 

Membro do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesite), Marilene defende que a resistência à redução da jornada, por parte dos empregadores, pode levar a projeções alarmistas.  

“Do ponto de vista dos empregadores, é claro que, qualquer mudança é vista a partir do seu negócio. Eles não olham a economia como um todo, mas isso traz benefícios para o conjunto da sociedade”, acredita. 

Previsões  

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro (-0,7%) com a redução da jornada das atuais 44 para 40 horas. No caso da indústria, o PIB cairia 1,2%. 

“Nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban. 

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reúne empresários desses setores, afirma que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21%. A estimativa da CNC cita que o repasse de preços ao consumidor poderia chegar a 13%.  Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média. 

“Sem redução dos salários nominais, espera-se por impactos significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil”, diz a CNC. 


Custos x benefícios 

Já o estudo do Ipea afirma que a alta no custo das empresas com os trabalhadores, a partir da redução da jornada, não passaria dos 10%, no caso dos setores mais impactados. Na média, a previsão é de um custo extra do trabalho de 7,8%.   

Porém, considerando o custo total das empresas, conta que engloba o conjunto de gastos, o impacto da redução da jornada varia de 1%, em setores como comércio e indústria, a até 6,6%, no caso do ramo de vigilância e segurança. 

“Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”, diz o estudo do Ipea. 

A exceção seriam as empresas com até nove trabalhadores, que empregam cerca de 25% dos assalariados formais do país. Segundo o Ipea, esses negócios podem precisar de apoio estatal para transição à nova jornada de trabalho.   

O coordenador de cadastro e identificação profisional da secretaria de trabalho, Felipe Pateo,fala à imprensa durante a divulgação dos dados de março do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged)

Autor do estudo do Ipea, Felipe Pateo afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Um dos autores do estudo do Ipea, Felipe Pateo, afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho. 

“Mesmo olhando só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 horas semanais”, afirmou. 

A Agência Brasil procurou a CNC para comentar as divergências, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. 


Inflação dos preços 

Projeções de aumento de preços com o fim da escala 6x1 são destaque nos estudos de entidades patronais como CNC e CNI, que argumentam que o aumento do custo da mão de obra será repassado ao consumidor final.   

O economista da CNI Marcelo Azevedo pondera que a necessidade de contratar mais vai gerar aumento de custos na ponta. 

“Tem aumento de custo porque o valor do salário-hora aumentou, então vai ter aumento de custo. Todos os produtos vão ter aumento. Isso é um efeito que vai se acumulando porque cada setor tem o mesmo problema”, explica. 

Por sua vez, o economista do Ipea Felipe Pateo avalia que o impacto inflacionário será limitado, lembrando que os empresários podem ainda absorver essa diferença com redução de lucros. 

“O aumento no custo operacional é de 1%. Se o empresário repassar integralmente esse aumento, vai ser um aumento de 1% no preço do produto”, afirma Pateo. 

Já a economista da Unicamp, Marilane Teixeira, avalia que não há risco de aumento generalizado de preços. 

“Se fosse assim, então, toda vez que eleva o salário mínimo, você teria um aumento da inflação exponencial porque o salário mínimo tem impacto para o conjunto da economia”, compara. 

Ela acrescenta que praticamente todos os setores da economia atuam com capacidade ociosa, que permite aumentar a oferta em caso de pressão no lado da demanda. 

“Essa ideia de que uma elevação marginal no custo do trabalho pela contratação gera inflação, não se sustenta. O impacto disso no custo total é tão marginal que é óbvio que não vai impactar no preço do produto. E se a empresa compete, ele não vai reajustar preço porque corre o risco de perder cliente para o concorrente”, justifica. 

A nota técnica do Ipea sustenta que a redução da jornada terá efeito semelhante a de aumentos do salário mínimo e afirma que as projeções que preveem redução do PIB e do emprego não são respaldadas por estudos que analisam a experiência histórica brasileira. 

“Aumentos reais [do salário mínimo], que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego”, diz a nota técnica do Ipea. 

Divergências 

A divergência entre as pesquisas ocorre porque os levantamentos partem de pressupostos e premissas diferentes para calcular os impactos sobre o PIB e inflação, por exemplo.  

O estudo da Unicamp parte da premissa de que a redução da jornada vai incentivar os empregadores a contratar mais. Em contrapartida, o estudo da CNI parte do pressuposto de que a redução do total de horas trabalhadas diminuiria o total do produto final. 

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explicou à Agência Brasil que os estudos de projeções econômicas simplificam a realidade e precisam definir hipóteses para fazer projeções de impactos da mudança. 

“Você pode assumir que vai ter ganho de produtividade, você pode assumir que não vai ter ganho de produtividade. E tudo bem. Isso faz parte dos estudos, desde que bem explicitados que tipo de hipótese você está assumindo. Não à toa você tem visões diferentes e não necessariamente erradas, mesmo que conflitantes”, pondera. 

Marilene ressalta que a diferença entre as pesquisas não é resultado de uma manipulação das evidências. A partir dos mesmos dados, pode-se chegar a resultados distintos em razão da perspectiva política, econômica e social que o pesquisador tem do contexto que se analisa. 

“É um conflito que chamamos de conflito distributivo. É uma disputa para definir para onde canalizar os lucros, a renda do trabalho, o salário e o consumo. O que está em disputa são os ganhos da produtividade”, completa. 



Produtividade 

O estudo da CNI aponta que a redução da jornada de trabalho vai impactar a competitividade das empresas. Ele avalia como improvável o aumento da produtividade para compensar a redução das horas trabalhadas. 

Entrevista coletiva sobre a Sondagem Industrial. Marcelo Azevedo, economista da CNI.

Ao aumentar a produtividade, uma empresa pode produzir o mesmo com menos tempo de trabalho. 

“A gente, infelizmente, e por diversas razões que não são simples de contornar, está com uma produtividade estagnada há muito tempo. Ela é baixa frente aos outros países. Acho difícil apostar numa melhora significativa de produtividade”, explicou à Agência Brasil o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

A economista Marilane Teixeira aponta que, mesmo com uma jornada relativamente extensa como a brasileira, a produtividade se mantém estagnada. 

“Portanto, não é a jornada de trabalho que vai resolver o problema da produtividade. Talvez, até reduzindo a jornada de trabalho, você possa melhorar a produtividade porque as pessoas vão estar mais descansadas”, completa. 

O técnico do Ipea Felipe Pateo afirma que há muitas possibilidades para adequação das empresas frente a redução da jornada, não sendo possível antecipar uma queda no PIB. 

“A hora liberada do trabalhador pode gerar também maior produção, maior consumo. Pode fazer com que as outras atividades, no tempo livre, tenham uma dinâmica positiva na economia”, explica.   


Evolução histórica 

“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988.

Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988. - Arquivo Agência Brasil

Em 1988, a Constituição brasileira reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Em 2002, economistas da PUC Rio e da Universidade de São Paulo (USP) publicaram estudo que não identificou efeitos negativos no nível de emprego. 

“As mudanças relacionadas à jornada de trabalho em 1988 não aumentaram a probabilidade de o trabalhador afetado perder o emprego e diminuíram a sua probabilidade de sair da força de trabalho no ano seguinte à mudança regulatória”. 

O economista da CNI Marcelo Azevedo questiona a comparação da redução atual da jornada com a que foi realizada durante a Constituição de 1988, alegando que a economia mudou muito nesses 40 anos. 

“A economia era mais fechada, não tinha globalização como tem hoje, não tinha o comércio eletrônico de hoje. Era mais fácil absorver os custos com uma inflação elevadíssima como a daquela época”, rebate Azevedo. 

fonte - Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil.

Motta anuncia relator da PEC do fim da escala 6X1 na comissão especial

A proposta que acaba com a jornada de seis dias trabalhados para um de descanso será relatada por Leo Prates...


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou, nesta terça-feira (28/4), quem será o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O responsável pelo parecer na comissão especial, que discutirá o mérito da proposta, será o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).

A presidência ficará a cargo do deputado federal Alencar Santana (PT-SP). A instalação do colegiado será nesta quarta-feira (29/4), às 14h (horário de Brasília).

A admissibilidade da PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 22 de abril, em votação simbólica do parecer do deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA), que relatou a proposta no colegiado.

O texto reúne duas PECs. A principal, de nº 221/2019, foi apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Posteriormente, foi incorporada a ela a PEC nº 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton (PSol-SP).

A proposta da parlamentar ganhou impulso no último ano, impulsionado pela mobilização do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que reuniu cerca de 800 mil assinaturas em defesa do fim da escala 6×1.

Comissão especial será centro do debate

A CCJ da Câmara só deliberou sobre a constitucionalidade da proposta, enquanto a comissão especial vai tratar do mérito.

No colegiado serão discutidos o formato da escala: 5×2, 4×3, além das horas trabalhadas por semana e a inclusão de uma compensação.

A avaliação feita por líderes é de que a questão das horas e o formato já estão mais avançadas.

A Casa deve aprovar uma jornada de 40 horas semanais com a escala 5×2.

A transição será outro ponto ainda a ser alinhado.

Motta cria comissão especial para a PEC 6×1

A PEC é uma bandeira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aposta na redução da jornada de trabalho como uma das prioridades para o ano eleitoral de 2026.

Com pressa em avançar com o andamento da matéria, o Palácio do Planalto encaminhou, em 14 de abril, um projeto de lei (PL) sobre a redução da jornada no modelo 6×1, com regime de urgência constitucional. Nesse caso, Câmara e Senado têm, cada Casa, 45 dias para analisar e votar o texto.

Motta, no entanto, já reforçou publicamente que manterá o cronograma da PEC. O presidente da Casa avalia que uma proposta constitucional é melhor para tratar do tema, e sinaliza o desejo de aprovar o texto até o final de maio.

Atlas Bloomberg: Lula empata com Flávio, Jair e Zema em eventual 2º turno

Diferença entre as intenções de voto do petista e das principais pré-candidaturas da direita está dentro da margem de erro de 1 ponto percentual...


Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (28) mostra que o presidente Lula (PT) teria empate técnico em um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível.

Em uma simulação entre Lula e Flávio, o senador leva vantagem por 0,3 pontos percentuais, com 47,8% das intenções de voto. O petista aparece com 47,5%.  Aqueles que votariam em branco, nulo ou não sabem somam 4,7%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Mesmo em prisão domiciliar e inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro somou 46,8% das intenções de voto contra 48% do atual chefe do Executivo. Aqueles que votariam em branco, nulo ou não sabem somam 5,2%.

Contra o ex-governador goiano, Lula soma 46,8% das intenções de voto, Caiado tem 42,2%. Aqueles que votariam em branco, nulo ou não sabem somam 11%

Contra Renan Santos, Lula tem sua maior margem. O petista conta com 47,1% das intenções de voto contra 29,5% de Renan. Aqueles que votariam em branco, nulo ou não sabem somam 23,5%.

Metodologia

Foram ouvidas 5.008 pessoas, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07992/2026.

FONTE - Pedro Penteado, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo.

Álbuns e figurinhas da Copa do Mundo 2026 serão vendidos na rede lotérica da Caixa

Vendas terão início em 30 de abril e estarão disponíveis nas lotéricas cadastradas como ponto de venda oficial...


O maior torneio de futebol do mundo começa em 11 de junho de 2026, mas os amantes do esporte já podem viver a magia do mundial por meio das figurinhas colecionáveis da Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026. Neste ano, as unidades lotéricas da CAIXA passam a integrar oficialmente a venda do álbum e das figurinhas da Copa, reforçando sua presença no cotidiano dos brasileiros e conectando colecionadores de todas as regiões do país. 

A partir de quinta-feira (30), o álbum e as figurinhas estarão disponíveis para compra nas lotéricas cadastradas como ponto de venda oficial, conforme a disponibilidade de estoque.

Cada pacote com 7 figurinhas custa R$ 7 e o álbum avulso R$ 24,90. Para completar todo o álbum são necessárias 980 figurinhas, sendo 68 dessas especiais em papel metalizado.

Em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento e a comercialização do álbum e das figurinhas nas lotéricas são restritos a maiores de 18 anos, vedada a venda direta a crianças e adolescentes neste canal.

Capilaridade

Com cerca de 13 mil unidades, as lotéricas são a maior rede de atendimento física da CAIXA e levam conveniência e atendimento próximo a mais de 95% dos municípios brasileiros.

fonte - assessoria CAIXA.

Nexus: no 2º turno, Lula tem empate técnico com Flávio, Zema e Caiado

Foram entrevistados 2.028 eleitores, entre os dias 24 e 26 de abril; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos...



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empata tecnicamente em um eventual segundo turno da disputa pela Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), segundo a pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (27). 

Uma simulação entre Lula e Flávio mostra o petista com 46% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 45%. 

Aqueles que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois somam 8%. Outro 1% não sabe ou não respondeu.

O levantamento ainda comparou os resultados atuais com os de março deste ano. Na ocasião, Lula e Flávio empatavam com 46%.

Já um quadro entre Lula e Zema mostra que o petista fica à frente numericamente, com 45%, contra os 41% do ex-governador de Minas Gerais. 

São 12% os que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% não sabem ou não responderam. 

Em março, Lula tinha 46% e Zema alcançava 40%, indicando oscilação de um ponto percentual no resultado do pré-candidato do Novo.

O último cenário, entre Lula e Caiado, indica o chefe do Executivo com 45% das intenções de voto. O ex-governador de Goiás soma 41%. 

Outros 11% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois. Os que não sabem ou não responderam são 2%. 

No mês passado, Lula registrou 46%, enquanto Caiado, permaneceu com 41% das intenções de voto. 

Metodologia 

A Nexus/BTG entrevistou 2.028 eleitores, entre os dias 24 e 26 de abril, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01075/2026.

FONTE - Laura Molfese, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo.

Endividamento das famílias sobe para 49,9% e bate recorde, aponta BC

Dados do Banco Central mostram que comprometimento da renda das pessoas físicas alcançou 29,7% em fevereiro...


O endividamento das famílias subiu para 49,9% em fevereiro, alcançando o maior patamar da série histórica do BC (Banco Central). Os dados constam no Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgado nesta segunda-feira (27).

Segundo o documento, o comprometimento da renda das pessoas físicas também avançou no período, quando alcançou 29,7%. É uma alta de 0,2 p.p. no mês e 1,9 p.p em 12 meses.

Os dados do Banco Central mostram que 10,63% da renda das famílias é destinada ao pagamento dos juros da dívida. Outra fatia, cerca de 19%, vai para honrar o principal.

O avanço do endividamento das famílias está na mira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prepara um pacote para mudar este cenário. A equipe econômica gesta um Desenrola 2.0 para que a população renegocie suas dívidas a partir de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).


Vilões do endividamento

O novo programa do governo federal para reduzir o endividamento das famílias brasileiras deve trazer mecanismos que "travam" determinados tipos de empréstimo para quem se beneficiar com as medidas. A ideia é que as pessoas contempladas assumam o compromisso de não adquirir novas linhas de crédito consideradas mais caras, como o rotativo do cartão de crédito.

Em março, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo variou para 428,3%. Embora seja uma dívida cara, a concessão de crédito nesta modalidade somou R$ 109,7 bilhões nos três primeiros meses de 2026.

O uso do cartão de crédito rotativo subiu 9,7% no período. No primeiro trimestre de 2025, a concessão somou R$ 99,9 bilhões.

fonte - Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília.

Butantan busca voluntários para teste de vacina da gripe para idosos

Novo imunizante irá aumentar proteção para público 60...

São Paulo (SP), 02/05/2023 - Aplicação da vacina bivalente contra a covid-19 no posto móvel de vacinação da Unidade Básica de Saúde - UBS República na galeria subterrânea da praça do Patriarca. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

O Instituto Butantan está recrutando voluntários com 60 anos ou mais, residentes de 15 municípios de nove estados brasileiros, para realizar ensaio clínico da nova vacina contra a gripe em idosos.

A nova vacina do Butantan possui uma substância em sua composição para aumentar a proteção contra a gripe em idosos, que naturalmente possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações da doença.

Podem participar homens e mulheres de 60 anos ou mais que estejam saudáveis ou com comorbidades tratadas, como diabetes e hipertensão, e clinicamente estáveis. Não serão aceitos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas.

“A população de 60 anos ou mais enfrenta um processo chamado de imunossenescência, que faz com que a resposta protetora às infecções e às vacinas contra a gripe seja menor em comparação à população adulta ou adolescente", explica a gestora médica de Desenvolvimento Clínico do Butantan Carolina Barbieri, responsável pelo estudo.

Em razão desta particularidade, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina contra a gripe. "É uma vacina aprimorada, adjuvada, a fim de gerar uma maior proteção e evitar ainda mais complicações, hospitalizações e óbitos pelo vírus influenza entre os mais velhos”, afirma Carolina Barbieri.

Os participantes voluntários serão acompanhados durante seis meses. Na primeira etapa do estudo, que teve início em janeiro de 2026, com 300 voluntários, o imunizante demonstrou um perfil de segurança satisfatório, de acordo com a avaliação do Comitê de Monitoramento de Dados e Segurança.

A nova fase amplia o número de participantes para 6,9 mil e dá continuidade à avaliação de segurança e resposta imune da vacina. Poderão participar residentes de 15 municípios brasileiros:

  • Bahia: Salvador
  • Sergipe: Laranjeiras
  • Rio Grande do Norte: Natal
  • Pernambuco: Recife
  • São Paulo: Valinhos, Serrana, São José do Rio Preto, Campinas, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Paulo.
  • Minas Gerais: Belo Horizonte
  • Espírito Santo: Vitória
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre

Os interessados deverão procurar os centros de pesquisa de seus municípios, conforme os endereços abaixo:

Nordeste

- Associação Obras Sociais Irmã Dulce - Salvador (BA)

- Centro de Pesquisas Clínicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) - Laranjeiras (SE)

- Instituto Atena de Pesquisa Clínica - Natal (RN)

- Plátano Centro de Pesquisa Clínica LTDA - Recife (PE)

Sudeste

- A2Z Clinical Centro Avançado de Pesquisa Clínica - Valinhos (SP)

- Centro de Pesquisa S / Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP) - Serrana (SP)

- Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME) - São José do Rio Preto (SP)

- Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) - Campinas (SP)

- Centro de Pesquisa Clínica Santa Casa de Ribeirão Preto - Ribeirão Preto (SP)

- Núcleo de Estudos sobre Infecção Materna, Perinatal e Infantil (NEIMPI) - Ribeirão Preto (SP)

- Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) - São Caetano do Sul (SP)

- CP Quali Pesquisa Clínica - São Paulo (SP)

- Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS - São Paulo (SP)

- Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras - CT Terapias Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG)

- Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) - Belo Horizonte (MG)

- Centro de Avaliação de Medicamentos e Especialidades de Pesquisa (CENDERS) / Vitória Clinical Institute - Vitória (ES)

- Centro de Pesquisa Clínica e Diagnóstico do Espírito Santo (CEDOES) - Vitória (ES)

Centro-Oeste

- Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) - Campo Grande (MS)

Sul

- Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) - Porto Alegre (RS)

- Hospital Moinhos de Vento - Porto Alegre (RS)

Governo do Brasil libera R$ 4,5 milhões para a construção de duas novas unidades de saúde em Rondônia

Recursos foram transferidos integralmente para a execução das obras que devem começar imediatamente; Ministério da Saúde repassou R$ 1,2 bilhão para todo o País...


Nesta sexta-feira (24), o Ministério da Saúde liberou para o Rondônia cerca de R$ 4,5 milhões pelo Novo PAC Saúde que contemplam duas obras que devem começar imediatamente. Serão construídas no estado um novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no município de Nova Brasilândia D’Oeste e uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) na cidade de Rolim de Moura. 

A iniciativa marca a maior liberação imediata de recursos do Novo PAC Saúde em uma única etapa: R$ 1,2 bilhão destinados a construção de 541 novas unidades de saúde em 26 estados.

Com a articulação da União, com estados e municípios, a liberação desses recursos reafirma o compromisso do Governo do Brasil com a redução das desigualdades regionais e a ampliação do acesso à saúde pública de qualidade, evidenciando que a integração entre os entes federados é essencial para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir mais equidade no atendimento à população brasileira.

“É o SUS sendo ampliado com rapidez, presença do Governo do Brasil e justiça social. Onde antes faltava estrutura, o governo do Presidente Lula está fazendo chegar Unidades Básicas de Saúde, centros de atendimento em saúde mental e voltados a pessoas com deficiência. É investimento que vira obra, obra que vira atendimento e atendimento que melhora a vida do povo brasileiro”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

fonte - governo federal

Mulheres fazem ato na Avenida Paulista em defesa do PL da Misoginia

Ato ocorreu um dia após presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciar grupo de trabalho para discutir o projeto, que já foi aprovado no Senado

Manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde deste sábado (25/4) para pedir a aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, em tramitação na Câmara dos Deputados.



Nessa sexta-feira (24/4), o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), criou um grupo de trabalho para discutir o texto, que prevê equiparar a misoginia ao crime de racismo. O texto foi aprovado pelo Senado há mais de um mês e aguarda deliberação dos deputados.


O ato foi convocado pelo Levante Mulheres Vivas e teve o apoio de parlamentares da esquerda, como a deputada federal Érika Hilton (PSol), presidente da Comissão das Mulheres na Câmara.


“Transformando a nossa indignação em luta, tomando as ruas e mostrando as forças das mulheres brasileiras, que não aceitam mais essa onda de ataques, de feminicídio e de discurso de ódio. Nós, enquanto presidente da Comissão das Mulheres já procuramos a Mesa Diretora para pedir que o projeto seja pautado em regime de urgência”, disse a deputada em vídeo publicado nas redes sociais.

A concentração começou por volta das 14h, em frente ao vão livre do Masp, e o público, majoritariamente de mulheres, seguiu pela avenida empunhando cartazes. O trânsito não precisou ser fechado.


Grupo de Trabalho

O Grupo Trabalho que vai discutir o projeto de lei será coordenado pela deputa Tabata Amaral (PSB-SP) e terá duração de 45 dias.

Diferentemente das comissões permanentes, os GTs têm caráter temporário e funcionamento mais flexível. Eles são formados por deputados escolhidos pelo presidente da Câmara com o objetivo de analisar um assunto específico e apresentar uma proposta de encaminhamento.

Na prática, o grupo reúne parlamentares de diferentes partidos para discutir, negociar e consolidar um texto. Esse trabalho pode incluir audiências públicas, reuniões técnicas e interlocução com especialistas, governo e setores da sociedade civil.

Ao final, o GT costuma apresentar um relatório ou minuta de projeto, que pode servir de base para a tramitação formal de uma proposta legislativa.

Embora não tenha poder deliberativo — ou seja, não pode aprovar leis —, o grupo de trabalho exerce influência política relevante. Isso, porque o texto construído ali frequentemente chega ao plenário com maior grau de consenso, reduzindo resistências e encurtando o caminho para votação.

Nos bastidores, a criação de um GT também pode sinalizar uma tentativa da cúpula da Câmara de controlar o ritmo e o conteúdo de debates sensíveis, evitando que propostas avancem diretamente nas comissões ou no plenário sem articulação prévia. (Metrópoles)

Vídeo: balão cai no mar de Copacabana e banhistas registram momento

Agentes avistaram o artefato e realizaram a retirada do material, prevenindo possíveis riscos à segurança e ao meio ambiente

Um vídeo feito por banhistas registrou o momento em que um balão caiu no mar, na Praia de Copacabana, Zona sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (25).



Nas imagens, é possível ver as chamas que atingiam o artefato e o momento da queda. Soltar balões que possam provocar incêndios é crime no Brasil, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).


De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Militar, agentes do 19º BPM (Copacabana) realizaram um patrulhamento na Avenida Atlântica e avistaram o artefato, que caiu no espelho d’água do mar.

Veja:



Os policiais militares realizaram o recolhimento do material, prevenindo possíveis riscos à segurança e ao meio ambiente.


O balão será encaminhado à 13ª DP para as medidas cabíveis e a ocorrência segue em andamento. (CNN)

Estudante de medicina de SC é morta a facadas no Paraguai; ex-namorado é suspeito

Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, era estudante de medicina e foi encontrada morta com ferimentos de faca na sexta-feira (24), em Ciudad del Este, no Paraguai, onde estudava...

Uma estudante de medicina, natural de Navegantes, no Vale do Itajaí, foi morta a facadas dentro do próprio apartamento, em Ciudad del Este, no Paraguai, na sexta-feira (24). Julia Victoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, estudava medicina no país vizinho.

Estudante de medicina de SC é morta a facadas no Paraguai

O caso é investigado pela polícia paraguaia como feminicídio. O principal suspeito da morte de Julia é o ex-companheiro, que está foragido.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa paraguaia, uma amiga encontrou o corpo da jovem ao tentar acessar o prédio. Ao não conseguir entrar pela porta principal, ela tentou acessar uma outra entrada, quando olhou por meio de uma divisória de vidro e encontrou Julia sem vida.

Suspeito de feminicídio é brasileiro e estudante de medicina

As investigações apontam que uma faca, encontrada próximo ao corpo, tenha sido a arma do crime. O ex-companheiro de Julia e principal suspeito também é brasileiro e estuda medicina na mesma universidade.

Conforme a imprensa paraguaia, o relacionamento dos dois havia terminado há cinco meses, mas o suspeito tinha retomado o contato afirmando querer ser amigo da jovem.

A polícia presume que ele tenha entrado no apartamento na noite de sexta-feira, cometido o crime, e fugido em seguida.

Universidade lamentou a morte da jovem em nota

Em uma nota divulgada nas redes sociais, a universidade em que a jovem estudava lamentou a morte.

Lamentamos profundamente e com todo o respeito esta perda. A Universidade da Integração das Américas expressa suas mais sinceras condolências à família e aos entes queridos de Julia Victoria Soberai Cardoso. Sua memória permanecerá viva na comunidade universitária e em todos que compartilharam sua trajetória. Que o amor e a lembrança tragam conforto neste momento difícil. 

(ndmais)

 

Agora é lei: governo federal obriga hóspedes a fazer check-in pelo Gov.br em hotéis e pousadas

A nova regra vale desde segunda-feira (20) e atinge 19.231 estabelecimentos de hospedagem cadastrados no Cadastur. Airbnb, Booking e aluguéis por temporada ficam de fora da obrigação...

FOTO - REPRODUÇÃO

Desde segunda-feira (20), hotéis, pousadas, hostels e resorts de todo o Brasil passaram a ser obrigados a adotar o chamado check-in digital, conectado ao sistema Gov.br, no lugar das tradicionais fichas de papel. A nova regra atinge 19.231 estabelecimentos cadastrados no Cadastur, mas deixa de fora Airbnb, Booking e os aluguéis por temporada em geral.

A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital foi criada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Na prática, o hóspede recebe um link por WhatsApp, e-mail ou QR Code na recepção, acessa o sistema, preenche os dados online e tem o check-in concluído em poucos minutos, em modelo parecido com o de voos comerciais.


Hotel é obrigado, Airbnb fica livre

A regulamentação foi formalizada pelas portarias MTur nº 28 e nº 41, de 2025, e só atinge estabelecimentos registrados como meios de hospedagem sob CNAE, não abrangendo imóveis residenciais alugados por plataformas digitais como Airbnb ou Booking.

Ou seja, o hotel formal, que paga imposto e tem Cadastur, precisa se adequar sob pena de advertência e multa. Já o imóvel ofertado por temporada em plataforma digital, que na maior parte das vezes opera sem Cadastur, continua fora da obrigação. O Ministério do Turismo não justificou a razão pela qual a portaria não se aplica para plataformas virtuais de aluguel.


Como Santa Catarina se compara

Santa Catarina aparece entre os cinco estados com mais adesão ao novo sistema, com 351 empreendimentos já adequados, atrás apenas de São Paulo (782), Rio de Janeiro (401) e Minas Gerais (373), e à frente do Rio Grande do Sul (296).

Ainda assim, o número representa uma parcela pequena da hotelaria catarinense, já que o Cadastur lista milhares de estabelecimentos em todo o estado. A adesão nacional chegou a 4.077 meios de hospedagem após o feriado da Páscoa, o que equivale a pouco mais de um em cada cinco hotéis obrigados a migrar.

Como funciona para o hóspede

A autenticação com uma conta Gov.br é recomendada, mas não obrigatória. Quem optar por não usar esse método tem a opção de preencher o formulário eletrônico da FNRH Digital. Estrangeiros ficam dispensados da conta e são identificados pelo passaporte.

Quem usar o Gov.br tem os dados preenchidos automaticamente, com validação de identidade, o que dispensa assinatura física e acelera o processo. Se o hóspede tiver dificuldade com a tecnologia, a equipe do hotel pode ajudar no preenchimento.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em nota divulgada pela pasta.


Multa para quem não aderir

Empreendimentos que ainda não se adequaram poderão regularizar a situação, mas estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração. A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios.

A regularidade no envio da FNRH Digital também está vinculada à manutenção do cadastro no Cadastur. Se o registro do hotel vencer, o envio é bloqueado, o que pode gerar autuações. O prazo original era 19 de fevereiro e foi prorrogado para 20 de abril após reclamações do setor.


Base legal e próximos passos

A obrigatoriedade da FNRH Digital está prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A implantação começou de forma gradual em novembro de 2025 e se tornou compulsória em todo o país na última segunda-feira. Antes da obrigatoriedade, mais de 1,71 milhão de fichas já haviam sido preenchidas no novo modelo.

O Ministério do Turismo afirma que o sistema cumpre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que as informações dos hóspedes são armazenadas em ambiente criptografado. A pasta disponibiliza vídeos, tutoriais e página de perguntas frequentes para orientar hoteleiros que ainda não aderiram.

Até o momento, não havia informação oficial sobre novo prazo de tolerância para o setor. O caso segue em implementação.

FONTE - Por equipe Jornal Razão.

Ministro Gilmar Mendes cita “boneco de Zema como homossexual” para reclamar de críticas ao Supremo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou nesta quinta-feira (23) a possibilidade de que se façam “bonecos de (Romeu) Zema como homossexual” ao reclamar de críticas do governador ao STF e indagou se isso não seria “ofensivo”. Na mesma fala, Gilmar também citou a possibilidade de uma representação que colocasse Zema como alguém que rouba dinheiro público.


“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso?”, indagou Gilmar Mendes, em entrevista ao portal “Metrópoles”.

Na mesma entrevista, o decano questionou se a produção de sátiras sobre autoridades e instituições ultrapassa limites aceitáveis.

Em resposta, Zema afirmou, em publicação na rede social X, que “Esse sujeito (Gilmar) extrapola cada vez mais os limites. Se comporta como um INTOCÁVEL”, escreveu.

Em vídeo, ele também questionou o fato de Zema citar homossexuais e ladrões no mesmo contexto.

“Gilmar, estou achando isso uma vergonha. Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que bem entender. Pode me satirizar à vontade. O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil”, disse.

Zema também interagiu com uma imagem gerada por inteligência artificial que circulou nas redes, na qual aparece segurando uma bandeira LGBTQIA+ e uma placa com a frase “Zema com orgulho”. O político respondeu à publicação com um emoji de risada.

A troca de farpas entre os dois começou quando o ex-governador compartilhou um vídeo retratando uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado. Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.

O vídeo é uma sátira ao fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.

Na segunda (20), Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema por compartilhar em suas redes sociais o vídeo debochando dos ministros da Corte.

Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.

FONTE - Redação do Jornal O Sul.

Análise: corrida por delação potencializa desgaste e preocupa ala do STF

Vorcaro e Zettel negociam acordo de colaboração premiada; Paulo Henrique Costa trocou de advogados e deve seguir o mesmo caminho...


A corrida por delações no caso do Banco Master preocupa uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal), que teme que as revelações possam ampliar o desgaste da Corte.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, negocia uma colaboração premiada e seu cunhado, Fabiano Zettel, apontado como operador do esquema, estuda adotar a mesma estratégia. O ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa, após ser preso, trocou a equipe de advogados e também pretende encaminhar um acordo de delação.

A preocupação do Supremo é que os relatos dos três atores envolvidos nas fraudes bilionárias do Master tragam novamente nomes do Supremo para o centro do noticiário em meio ao esforço da Corte para se descolar do escândalo bancário.

Dois ministros já foram mencionados durante as investigações por relações de parentes com a instituição financeira que foi liquidada extrajudicialmente pelo BC (Banco Central).

A mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, firmou um contrato de prestação de serviço jurídico de R$ 129 milhões com o Master. Uma empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli, por sua vez, manteve relação comercial em um resort no Paraná com um fundo ligado ao Master.

Todos negam qualquer ilegalidade na relação com o banco.

fonte - MATEUS TEIXEIRA - CNN BRASIL.

Ryan SP, Poze e Choquei: veja o que diz decisão que determinou prisões

Juiz Roberto Lemos dos Santos Filho destacou que Polícia Federal entregou "provas concretas" sobre crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa; presos na Operação Narco Fluzo não tem prazo para serem soltos...


Em decisão proferida nesta quinta-feira (23), o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, determinou a prisão preventiva de 36 pessoas investigadas pela Polícia Federal durante a Operação Narco Fluxo. Entre os alvos que tiveram a custódia decretada estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, dono da página de entretenimento Choquei. 

O magistrado afirmou que a nova ordem de prisão tem como base a necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a instrução criminal diante de novos elementos apresentados pelas investigações. A determinação ocorreu horas após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) conceder habeas corpus a todos os presos na operação.

A CNN Brasil separou os principais detalhes da decisão e te mostra o que o juiz destacou como "provas concretas": Entenda abaixo:

A engrenagem

A investigação da Polícia Federal aponta e existência de uma organização sofisticada voltada à lavagem de dinheiro de apostas e rifas ilegais, com movimentações que ultrapassam os valores de R$ 1,6 bilhão.

O magistrado descrevou o esquema como uma "engrenagem criminosa" que operava por meio de intermediadoras financeiras de alto risco e empresas de fachada.

"Ao que tudo indica, a engrenagem criminosa operava movimentando valores bilionários por meio de intermediadoras financeiras de alto risco, empresas de fachada e múltiplas contas de passagem. Há indícios, também, de evasão de divisas por meio de remessas de valores a empresa Golden Cat, grande processadora de pagamentos que movimentou centenas de milhões de reais e funciona, ao que parece, como eixo central para arrecadação de recursos provenientes de apostas ilegais pelo grupo criminoso", destaca a decisão.

Segundo os autos, a empresa funcionava como o eixo central para a arrecadação de recursos das apostas ilegais realizadas pelo grupo.

Liderança e operação de mídia

A decisão aponta MC Ryan SP como o líder e beneficiário econômico final do esquema. O artista é suspeito de usar empresas de produção muisical e entretenimento para misturar receitas legítimas com o capital oriundo das apostas e rifas digitais.

Com os movimentos, ele teria usado mecanismos de blindagem patrimonial por meio de "laranjas".

Já Raphael Sousa Oliveira, o dono da Choquei, é apontado como o "operador de mídia da organização". De acordo com o documento, Raphael recebeia altos valores da estrutura financeira de Ryan para divulgar conteúdos favoráveis ao artista, promover plataformas de apostas e atuar na mitigação de crises de imagem por conta de investigações.

A decisão ainda destaca que a prisão preventiva é fundamental, pois se soltos, os investigados poderiam manipular provas digitais sensíveis que ainda são analisadas. Além disso, teriam a possibilidade de reorganizar do esquema para ocultar ou destruir ativos e evidências digitais. As prisões não tem prazo definitivo.


Veja últimos posicionamentos:

Defesa de MC Ryan SP

"A defesa tomou conhecimento, há pouquíssimo, da representação da Polícia Federal pela decretação de prisão preventiva, formulada apenas após a concessão de habeas corpus pelo STJ, que reconheceu a ilegalidade da prorrogação da prisão temporária.

Causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido. Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno?

Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida."


Defesa de Raphael Sousa Oliveira

'A defesa de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, informa que vai recorrer imediatamente ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal, para restabelecer a Constituição.

O advogado criminalista Pedro Paulo de Medeiros afirma que a nova decisão repete vícios já apontados pela defesa desde a decretação da prisão temporária, especialmente pela ausência de fundamentação individualizada em relação a Raphael Sousa Oliveira, pois o juiz sequer menciona o nome dele na decisão. Segundo a defesa, a decisão não apresenta elementos concretos e específicos que justifiquem a imposição da medida extrema em relação ao investigado.

Pedro Paulo de Medeiros sustenta que a decretação da prisão preventiva mantém a mesma ausência de fundamentos concretos já questionada pela defesa e viola a exigência constitucional e legal de motivação das decisões que restringem a liberdade, sobretudo pela falta de individualização dos motivos atribuídos a Raphael Sousa Oliveira.

A defesa também argumenta que a decisão não demonstra, de forma específica, por que a prisão preventiva seria necessária no caso concreto, nem apresenta fundamentos individualizados que autorizem a custódia cautelar. Por isso, questionará imediatamente a decisão nas instâncias superiores."

A CNN Brasil tenta localizar os representantes da empresa Golden Cat. O espaço está aberto para manifestações.

LEIA MAIS - Justiça aceita pedido da PF e decreta nova prisão de MC Ryan e investigados


fonte - Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Adriana De Luca, da CNN Brasil.

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