O Colégio Pedro II informou que dois dos envolvidos estudam na unidade, nesta segunda-feira (2), sobre o caso de violência sexual investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Assim que tomou conhecimento do caso, a gestão do Campus Humaitá II adotou as providências necessárias, incluindo o acolhimento à família da vítima, e solicitou o desligamento dos alunos.
De acordo com o comunicado, um dos alunos é Vitor Hugo Oliveira Simonin, maior de idade, e está sendo procurado pelos investigadores. O outro estudante é menor e, por isso, não teve a identidade revelada. Segundo a polícia, ele seria ex-namorado da vítima e teria feito o convite do encontro no apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio, onde estavam os outros jovens.
Os investigadores destacaram que as conversas entre os jovens revelaram que o crime se trata de uma "emboscada planejada".
Confira a nota da íntegra:
"A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II se manifestaram sobre o caso de violência sexual investigado pela Polícia Civil e divulgado nos noticiários. Em nota, a instituição informou que dois dos envolvidos estudam na unidade e que foi iniciado processo para o desligamento de ambos.
De acordo com o comunicado, um dos alunos é Vitor Hugo Oliveira Simonin, maior de idade. O outro estudante é menor e, por isso, não teve a identidade revelada.
Segundo o colégio, assim que tomou conhecimento do caso, a gestão do Campus Humaitá II adotou as providências cabíveis, incluindo o acolhimento à família da vítima, com manutenção do sigilo conforme orientação das autoridades competentes.
A instituição informou ainda que o procedimento de desligamento foi aberto em conjunto com a Reitoria e sob orientação da Procuradoria Federal.
Na nota, o Colégio Pedro II declarou que repudia toda forma de violência e reafirmou sua política institucional de combate ao assédio, à violência de gênero e a qualquer tipo de discriminação. A direção do campus e a Reitoria também manifestaram solidariedade às mulheres da comunidade escolar e informaram que permanecem à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Por fim, a instituição afirmou que seguirá adotando as medidas consideradas necessárias diante da gravidade da situação."
Entenda o caso
A investigação teve início após a denúncia da vítima de 17 anos. Ela relatou que o estupro coletivo aconteceu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio.
Segundo a Polícia Civil, a jovem foi atraída ao imóvel pelo ex-namorado, também adolescente, que teria articulado previamente a presença de outros quatro jovens no local. Mensagens trocadas por aplicativo e imagens de câmeras de segurança integram o inquérito. A vítima passou por exame de corpo de delito, que apontou lesões compatíveis com violência física. Quatro investigados foram indiciados por estupro com concurso de pessoas, denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os jovens são considerados foragidos, e a Polícia Civil realizou diligências, no último sábado (28) para localizá-los, inclusive com a deflagração de operação para cumprimento das ordens judiciais.
O Disque Denúncia divulgou cartaz solicitando informações que possam levar ao paradeiro dos suspeitos. No caso do adolescente envolvido, foi expedido mandado de busca e apreensão, e a apuração segue sob responsabilidade da Vara da Infância e da Adolescência.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos jovens citados na reportagem.
fonte - Camille Barbosa, da CNN Brasil, Rio de Janeiro.












