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Prefeitura registra que “Sicário” foi enterrado um mês antes de m*rrer

Em site que registra data de sepultamentos em BH, enterro de “Sicário” de Daniel Vorcaro está registrado um mês antes de sua morte...


A data do sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro, foi registrada de forma errada pela Prefeitura de Belo Horizonte, cidade onde o “faz-tudo” do banqueiro foi enterrado.

No sistema da prefeitura da capital mineira que registra os locais de enterro, consta que Sicário foi sepultado no dia 8 de fevereiro, quase um mês antes da data oficial de sua morte.


Sicário foi preso pela Polícia Federal (PF) em 6 de março de 2026. No mesmo dia, tentou suicídio na carceragem da corporação em Belo Horizonte e foi levado ao Hospital João XXIII, também na capital mineira. Segundo a defesa, ele faleceu devido à falta de oxigênio no cérebro, configurando morte encefálica.

A certidão de óbito foi registrada no Cartório do 1º Subsdistrito de Belo Horizonte. Como a coluna noticiou mais cedo, o documento, emitido um dia após sua morte, não especifica o motivo do falecimento. A certidão diz apenas que a causa da morte está “aguardando exames”.


Segundo donos de cartório consultados pela coluna sob reserva, isso não é usual. Eles ponderam, contudo, que isso pode acontecer quando a família quer realizar o enterro o quanto antes, mas ainda há necessidade de realizar exames para comprovar a causa da morte.

fonte - Igor GadelhaGustavo Zucchi - METRÓPOLES.

Fiocruz mantém alerta para síndrome respiratória grave

Mato Grosso e Maranhão apresentam situação preocupante

Com situação preocupante no Mato Grosso e no Maranhão, boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que 18 estados e o Distrito Federal permanecem em situação de alerta, risco ou alto risco para a ocorrência de casos graves de síndromes gripais, com 13 desses locais apresentando tendência de aumento nos casos nas próximas semanas. 



Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, que estão no patamar de risco de acordo com os registros das últimas semanas, também devem entrar em um cenário pior. 


Mesmo em situação de alerta, a tendência nacional é de estabilidade no longo prazo e os pesquisadores já percebem interrupção do crescimento e até mesmo quedas, em alguns lugares, das ocorrências causadas pela influenza A e pelo rinovírus. 


Esses dois agentes foram responsáveis por mais de 70% dos casos que tiveram diagnóstico positivo para alguma infecção viral nas últimas semanas. 


A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ocorre quando pessoas com sintomas gripais como febre, coriza e tosse têm piora no quadro, e passam a sentir dificuldade para respirar, precisando de hospitalização. 


Geralmente, o gatilho para o problema é uma infecção por vírus, mas nem sempre o agente causador é confirmado por exames. 


Das principais infecções causadoras de SRAG, três podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no SUS: Influenza A, Influenza B e Covid-19. 


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em vigor em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, que são mais suscetíveis a desenvolver quadros graves. 


A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade, e reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis. 


No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite. 


A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta que a vacina é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos. 


Portanto, recomenda, que é fundamental que a população de maior risco e também os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, vacinem-se o quanto antes.


"Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara", destaca Tatiana Portella.


Este ano, já foram notificados 31.768 casos de SRAG no Brasil, e cerca de 13 mil tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório: 42,9% de rinovírus, 24,5% de influenza A, 15,3% de vírus sincicial respiratório, 11,1% de covid-19 e 1,5% de influenza B. 


O país também registrou 1.621 mortes por SRAG este ano, 669 com exame positivo. Mas nesses casos, o grande destaque é a covid-19, responsável por 33,5% dos óbitos, seguida por  32,9% causadas por influenza A, 22,7% causadas por rinovírus, 4,8% vírus sincicial respiratório e 2,8% por influenza B. (Agência Brasil)

O que o Planalto espera da sabatina de Messias

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam como será a sabatina do ministro Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça

Integrantes do Palácio do Planalto estão confiantes e dão como certa a aprovação do indicado do presidente Lula ao STF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu enviar, na quinta-feira (9/4), a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, à CCJ. Essa etapa é decisiva no processo de análise antes da votação em plenário.


Assessores do presidente Lula afirmam que Alcolumbre já sinalizou a aliados que não atuará para postergar a sabatina, já marcada para o próximo dia 29 de abril.


Ainda de acordo com esses interlocutores, lideranças do governo no Senado já fizeram uma contagem prévia de votos e avaliam que Jorge Messias deverá ter apoio suficiente para ser aprovado no colegiado e no plenário.


Como a coluna mostrou, senadores governistas afirmam que há um consenso de que, com a possível ida do senador Rodrigo Pacheco para a disputa do governo de Minas Gerais, Alcolumbre tende a reduzir a resistência em relação ao nome de Messias.


Aliados do presidente apostam ainda que Messias poderá superar a votação obtida pelo ministro do STF Flávio Dino, que recebeu 47 votos na sabatina. (Metrópoles)


Suspeita de vazamento de gás paralisou espaço aéreo, diz ministro

Operações foram retomadas após cerca de 35 minutos de interrupção...


Uma suspeita de vazamento de gás levou à paralisação temporária do espaço aéreo de São Paulo na manhã desta quarta-feira (9), segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. Pousos e decolagens ficaram suspensos em todos os aeroportos do estado por cerca de 35 minutos, após a evacuação preventiva da área ligada ao Controle de Aproximação de São Paulo.

De acordo com o ministro as informações iniciais é que o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) recebeu por volta das 9h30 um telefonema relatando uma falha técnica, possivelmente associada a um vazamento de gás em um dos sistemas utilizados no controle da aviação.

Por medida de segurança, equipes optaram pela evacuação do local até que a situação fosse avaliada, o que impactou diretamente as operações aéreas na região. Após a verificação inicial, as atividades foram retomadas de forma gradual.

As operações foram retomadas às 10h06 e, a princípio, de acordo com Franca, aconteceram 20 atrasos em Congonhas e 20 em Guarulhos. Como a situação ainda está em normalização esse número é uma estimativa e pode sofrer alterações.

O Decea ainda apura para ter certeza da hipótese de vazamento de gás, mas a situação é tratada no momento como suspeita.

fonte - CNN BRASIL.

Anac aciona protocolo pré-crise após falha afetar aeroportos de SP

Medida foi adotada após pane no controle de tráfego aéreo causar atrasos e cancelamentos de voos em todo o estado...



A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acionou, na manhã desta quinta-feira (9), o protocolo de pré-crise após uma falha elétrica no controle de tráfego aéreo atingir aeroportos em todo o estado de São Paulo.

A medida busca monitorar os impactos da ocorrência, que provocou atrasos e cancelamentos de voos nos principais aeroportos do estado.

Segundo a agência, as ações estão concentradas, neste momento, em duas frentes principais:

  • levantamento das companhias aéreas e rotas afetadas;
  • estimativa do número de passageiros impactados.

Também será feito o acompanhamento operacional das empresas e dos aeroportos ao longo do dia, para avaliar possíveis reflexos e impactos em cascata na malha aérea.

De acordo com a Anac, a adoção de novas medidas será analisada a depender da evolução da situação.

Falha elétrica em controle de tráfego

O espaço aéreo do estado de São Paulo foi fechado após uma falha elétrica no controle de tráfego aéreo, na manhã desta quinta-feira (9). Todos os voos nos aeroportos do estado foram suspensos durante a pane. 

Alguns aviões que estavam prontos para decolagem precisaram ser esvaziados.

Segundo a Aena, administradora de Congonhas, a falha elétrica ocorreu na Torre de Controle de São Paulo, que é um órgão do DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo, gerido pela FAB - Força Aérea Brasileira. O prédio do departamento fica em Congonhas.

Neste momento, todas as operações nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte foram retomadas. Em contato com a CNN Brasil, as administradoras se manifestaram sobre a situação. Veja:

Aeroporto de Guarulhos

"A GRU Airport informa que os pousos e decolagens no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, estão momentaneamente suspensos na manhã desta quinta-feira (9). A paralização foi causada por uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP)."

Aeroporto de Congonhas

"Neste momento, o Aeroporto de Congonhas opera normalmente. Das 8h58 às 10h09 da manhã desta quinta-feira (9), operações de pousos e decolagens foram suspensas em toda a Terminal São Paulo devido a uma pane técnica no Centro de Controle do Espaço Aéreo. Mais informações sobre os motivos do ocorrido podem ser obtidas diretamente com a Força Aérea Brasileira, responsável pelo controle de tráfego aéreo no país. A concessionária está tomando todas as medidas para mitigar os impactos em Congonhas."

Aeroporto de Viracopos

"A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), informa que a paralisação no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP), localizada na capital paulista, provocou a interrupção temporária dos pousos e decolagens em Viracopos das 9h às 10h08. Até as 11h30, foram registrados 10 atrasos de voos de chegada e 19 de voos de partida. Também foram cancelados três voos de chegada e sete voos de partida.

A concessionária informa que, assim que recebeu as informações sobre o problema ocorrido na capital paulista, todos os protocolos de contingência do aeroporto foram prontamente acionados para mitigar os impactos."

Aeroporto Campo de Marte

"A PAX Aeroportos informa que, devido a uma pane técnica no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo, as operações no Campo de Marte foram afetadas a partir das 9h30 e só foram normalizadas às 10h34. Nesse período, foi feito procedimento apenas dos voos que estavam se dirigindo para pouso no aeroporto."

À CNN Brasil, a FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que a pane será apurada pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Veja:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), informa que, na manhã desta quinta-feira (09/04), no período das 9h30 às 10h06 (horário de Brasília), houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo. Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo. A FAB informa, por fim, que as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo DECEA".

FONTE - Bruna Lopes, da CNN Brasil*, em São Paulo

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

PRF não registra mortes nas rodovias federais de Rondônia durante a Semana Santa

A Polícia Rodoviária Federal em Rondônia divulgou, nesta terça-feira (7), o balanço da primeira fase da Operação Nacional de Segurança Viária, encerrada no último dia 5 de abril. O principal destaque do feriado da Semana Santa foi a ausência de óbitos nas rodovias federais do estado, apesar do registro de dez acidentes graves no período.



Segundo a PRF, a operação contou com reforço no efetivo, com aumento geral de 7,5% na força de trabalho, chegando a 44% de reforço policial nos momentos de maior fluxo de veículos. Durante a ação, 5.089 pessoas foram fiscalizadas, número que superou a meta prevista para o período.

A análise da corporação apontou uma mudança no perfil dos acidentes graves em relação ao ano anterior. Em 2025, os casos estavam mais associados a condutas agressivas, como trafegar na contramão. Já em 2026, as principais causas identificadas foram desatenção ao volante, fadiga, reação tardia e ausência de reação.

A BR-364 permaneceu como a rodovia com maior índice de ocorrências, concentrando 76,6% dos sinistros registrados em Rondônia.

No balanço geral da primeira fase da operação, iniciada em 24 de fevereiro, foram contabilizados oito óbitos nas rodovias federais do estado, número três superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A PRF destacou que a operação integra as ações da Década de Segurança no Trânsito da ONU, que tem como meta reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030.

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%...


No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

Cesta mais cara do país

Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

FONTE - Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.

Escritório de mulher de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões do Master

Dados da Receita Federal referentes a 2024 e 2025 constam em documentos enviados à CPI do Crime Organizado; escritório nega e fala em “informações incorretas e vazadas ilicitamente”...


Dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025.

Os pagamentos foram levantados pela comissão com base na declaração de IR (Imposto de Renda) da instituição financeira comandada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março.

Procurado, o escritório Barci de Moraes disse não confirmar informações “incorretas e vazadas ilicitamente”.

"O escritório não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos", diz em mensagem enviada à reportagem.

Viviane já havia reconhecido a prestação de serviços ao Master. Em nota pública divulgada em março, o escritório da advogada relatou ter prestado “ampla consultoria e atuação jurídica”.

O texto detalha que o trabalho envolveu uma equipe de 15 advogados, a subcontratação de outros três escritórios e que foram realizadas 79 reuniões na sede do Master. O valor cobrado pelo trabalho, entretanto, não foi revelado.

Em dezembro de 2022, o jornal O Globo revelou que o escritório Barci de Moraes tinha contrato de R$ 129 milhões com o Master. O acordo previa remunerações mensais de 2024 a 2027. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, os pagamentos foram interrompidos.

FONTE - Isabel Mega e Matheus Teixeira, da CNN Brasil.

Governo Federal formaliza o protocolo para investigar crimes contra jornalistas e comunicadores

Com o documento, o Brasil se alinha a uma tendência internacional de criação de mecanismos específicos para proteger jornalistas e enfrentar a violência contra a imprensa...



No Dia do Jornalista, celebrado nesta terça-feira, (7), o Brasil ganha um novo instrumento de proteção à liberdade de imprensa com a formalização de um protocolo nacional específico para investigar crimes contra jornalistas e comunicadores. O protocolo foi assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, em evento realizado no Palácio do Planalto que contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, entre outras autoridades.

Com o documento, o Brasil se alinha a uma tendência internacional de criação de mecanismos específicos para proteger jornalistas e enfrentar a violência contra a imprensa, um dos principais desafios globais para a democracia. “A violência contra jornalistas e comunicadores não será tratada como algo periférico à democracia. O direito de informar e o direito de ser informado merecem proteção efetiva. Este protocolo representa isso. Proteger quem informa é, em última instância, proteger o coração da nossa democracia”, ressaltou Wellington César.

A violência contra jornalistas e comunicadores não será tratada como algo periférico à democracia. O direito de informar e o direito de ser informado merecem proteção efetiva. Este protocolo representa isso. Proteger quem informa é, em última instância, proteger o coração da nossa democracia" 

“O MDHC também tem contribuído com o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores, criado ainda em 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.  O protocolo se insere nesse contexto e compreende uma firme resposta do Estado brasileiro ao cumprimento de obrigações internacionais dos direitos humanos relativas à violência contra jornalistas e comunicadores”, destacou Janine Mello.

COMPROMISSO DO ESTADO – Ao discursar em nome do ministro Sidônio Palmeira, o secretário de imprensa da Secom, Laércio Portela, frisou que zelar pela segurança de jornalistas e comunicadores é um dever do Governo do Brasil e reforçou que a norma assinada é mais um passo no sentido de assegurar o pleno direito da sociedade à informação precisa e de qualidade.

“Nós, que fazemos comunicação com o Governo, sabemos da importância de estarmos reunidos no Palácio Planalto, para assinar o protocolo nacional de investigação de crimes contra jornalistas e comunicadores. O protocolo é mais do que uma norma. É um compromisso do Estado brasileiro e deste governo com a verdade, com a democracia e com as pessoas que arriscam a própria segurança e a própria vida para que a sociedade possa ser bem informada com liberdade”, afirmou.

PREVENÇÃO, APURAÇÃO E RESPONSABILIZAÇÃO – O protocolo estabelece proteção imediata às vítimas, organiza procedimentos investigativos e reforça a cooperação entre instituições para enfrentar a impunidade. Elaborado no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores, a norma cria um padrão nacional de atuação para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco na prevenção, apuração e responsabilização de crimes praticados em razão da atividade jornalística. 

QUATRO EIXOS – Secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula destacou que o protocolo está embasado em quatro eixos: proteção imediata da vítima e dos familiares, qualificação da investigação, produção e a preservação das provas, e a escuta qualificada das vítimas. “O protocolo estabelece parâmetros consistentes e técnicos para a prevenção e a investigação policial de crimes cometidos contra jornalistas e comunicadores. Isso significa reconhecer que esses casos exigem uma resposta estatal que não considere apenas o fato, mas o contexto, a motivação da agressão e a relação do crime com o exercício profissional da atividade jornalística de comunicação. O protocolo também se dedica, com atenção especial, a situações específicas, como desaparecimentos”, ressaltou.

FENAJ – O evento reuniu representantes de diversas organizações ligadas ao exercício do jornalismo, que se pronunciaram antes do início da cerimônia. Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro elogiou a oficialização do protocolo e a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores pelo governo do presidente Lula, em 2023. “O protocolo é uma iniciativa muito aguardada pelas organizações que compõem o campo do jornalismo, inclusive a Federação Nacional dos Jornalistas. Desde 2013, quando a violência contra jornalistas explodiu no Brasil, a gente reivindicava que o poder público brasileiro olhasse para os crimes cometidos contra a nossa categoria”, lembrou Samira de Castro.

“Ao longo da história os jornalistas sempre foram alvo, pela natureza investigativa do nosso trabalho, de denúncias, de escrutínio dos poderes públicos e privados. Com o Observatório Nacional da Violência, e com esse protocolo, que teve muito empenho da Secom e da Presidência da República, para que ele pudesse se materializar, esse instrumento vai normatizar uma série de condutas para que a gente tenha celeridade nas investigações e tenha a efetiva punição dos perpetrantes de violência contra a nossa categoria”, prosseguiu a presidente da Fenaj.

SOCIEDADE CIVIL – O protocolo foi construído em articulação com a sociedade civil, reunindo entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Artigo 19, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), além de organizações como a Fenaj e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entre outros e representantes do jornalismo profissional e da comunicação popular.

 FONTE - GOV.Br

Erro faz GDF pagar em dobro a aposentados, e servidores ficam sem salário

Secretaria de Economia confirmou erro e disse que houve “dupla comunicação da folha de inativos ao BRB”...


Um erro no processamento da folha de pagamento entre o Governo do Distrito Federal e o Banco de Brasília (BRB) deixou servidores sem receber o salário, nesta terça-feira (7/4).

A falha gerou pagamento duplo para alguns aposentados e deixou trabalhadores, principalmente os que contam com portabilidade de salário, sem receber.

A princípio, o problema atingiu servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF). Segundo informações que circularam entre os servidores na manhã desta terça-feira, nos casos em que há portabilidade bancária, os valores foram bloqueados, “tendo em vista que a conta de origem da SES apresentou saldo negativo em função da duplicidade mencionada”.

Em nota, a Secretaria de Economia confirmou que foi identificada a dupla comunicação da folha de inativos ao BRB. Segundo a pasta, as informações são repassadas pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev) e pela Secretaria de Saúde. “No entanto, o banco está empenhado em resolver a questão o mais breve possível”, completou o órgão distrital.

Questionado, o BRB informou que identificou a inconsistência “pontual” e que “a situação foi prontamente tratada”.

O assunto repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde servidores comentaram o ocorrido. “Achei que era presente”, escreveu uma servidora.

Servidores da Secretaria de Saúde, porém, ainda relatam que não receberam as remunerações. “Não caiu”, afirmou uma funcionária pública da pasta. “Também não recebi”, declarou outra.

Por volta das 17h, a Secretaria de Economia do DF informou que o problema foi resolvido e todos receberam os salários devidos. No caso dos pagamentos duplicados, a pasta informou que o BRB recolheu os valores a mais.

FONTE - Samara Schwingel - METRÓPOLES

Além do feriado de 03/04, abril terá outro descanso prolongado de 4 dias seguidos para trabalhadores

O mês de abril de 2026 chegou com duas datas que podem garantir folgas prolongadas para muitos trabalhadores. O primeiro feriado nacional é a Paixão de Cristo, celebrada na sexta-feira, 3 de abril, que abriu a possibilidade de três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Já o segundo é o Dia de Tiradentes, em 21 de abril, que neste ano cai em uma terça-feira, o que pode permitir a tradicional “emenda” com a segunda-feira, dia 20.


No caso dos servidores públicos federais, a segunda-feira, 20 de abril, está prevista como ponto facultativo no calendário oficial do governo, o que amplia a chance de um descanso prolongado de quatro dias, entre sábado e terça-feira. Os serviços essenciais, no entanto, seguem funcionando normalmente, conforme a regulamentação federal.

Apesar disso, nem todos os trabalhadores terão folga automática. A legislação permite o funcionamento de setores considerados essenciais, como saúde, segurança, transporte, comunicação, comércio e outros serviços indispensáveis. 

Nesses casos, o empregado que for escalado para trabalhar no feriado tem direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória, conforme acordo individual, banco de horas ou convenção coletiva.

A Páscoa, celebrada no domingo, 5 de abril, não é considerada feriado nacional e, por isso, não gera direito automático a folga extra, salvo previsão específica em acordo coletivo da categoria.

Depois de abril, o próximo feriado nacional será o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, que cairá em uma sexta-feira, oferecendo nova oportunidade de feriadão para quem folga no fim de semana.

Governo anuncia nova subvenção para baratear preço do diesel

Medida terá efeito em produção nacional e importação do combustível, e valerá por dois meses...


O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), uma MP (medida provisória) que concede uma nova subvenção ao diesel importado, de R$ 1,20 por litro do combustível.

O programa contará ainda com a participação dos estados, que irão arcar com R$ 0,60. A medida valerá nos meses de abril e maio deste ano.

Apesar da expectativa por uma unanimidade na adesão dos estados ao programa, o ministro Dario Durigan, da Fazenda, informou que 25 estados confirmaram que vão aderir à proposta.

Entretanto, em contrapartida, os importadores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

A medida valerá nos meses de abril e maio deste ano e, segundo o governo, terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados.

O governo anunciou também uma subvenção ao diesel nacional de R$ 0,80 por litro. As medidas constam num pacote de ações para conter o preço do combustível no território nacional.

Esta subvenção terá custo estimado de R$ 3 bilhões por mês, segundo o governo. A subvenção durará por dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois meses.

Também em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

As medidas entram em vigor imediatamente, com a publicação da medida provisória.


Isenção de impostos federais sobre o biodiesel

O governo anunciou ainda que irá publicar um decreto que zera o PIS/Cofins incidente sobre o biodiesel, gerando uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível.

O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%.

Essa isenção será custeada com o aumento do IPI (Imposto sobre o Produto Industralizado), que passará de R$ 2,25 para 3,50.

O governo também anunciou o aumento do preço minimo do produto de R$ 6,50 para R$ 7,50. A previsão de arrecadação com a majoração é de R$ 1,2 bilhão.

FONTE - Elis Barreto, da CNN Brasil, em Brasília.

Pacote para conter alta dos combustíveis inclui subsídios e isenções

Governo propõe pena de até 5 anos para aumentos abusivos de preço...

Diesel, bomba de combustível
© Arquivo/Agência Brasil

Após semanas de discussão, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

As ações incluem uma medida provisória (MP), um projeto de lei e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O conjunto de iniciativas prevê subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo. A expectativa é aliviar os custos para consumidores e setores produtivos, além de garantir o abastecimento no país.

Subsídios

Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.

O benefício será válido inicialmente por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões. Inicialmente, o Ministério da Fazenda tinha informado que esse subsídio custaria R$ 3 bilhões.

Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. Em ambos os casos, empresas deverão repassar a redução ao consumidor.

Além disso, o governo vai zerar os impostos federais sobre o biodiesel, que compõe parte do diesel vendido nos postos, e o querosene de aviação.

Para o gás liquefeito de petróleo (GLP), será concedido subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.

Outras fontes

Posteriormente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também informou outras fontes de receita que compensarão o custo das medidas: o Imposto de Exportação de 12% sobre o petróleo anunciada em março; o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas que vendem petróleo e da elevação das receitas de leilão de petróleo, que subiram após o início da guerra.

Em relação à compensação pela isenção do querosene de aviação e do biodiesel, Durigan anunciou a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. Segundo ele, essa medida gerará R$ 1,2 bilhão na arrecadação extra para o governo em 2026.

Setor aéreo

O pacote também prevê até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas, com recursos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil.

Outra medida é a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, além do adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, os subsídios e as isenções serão compensados pelo aumento das receitas de royalties de petróleo, que subiram desde o início da guerra no Oriente Médio.

Punições

O governo também anunciou o reforço na fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para evitar aumentos abusivos de preços em situações de crise, como conflitos geopolíticos e calamidades públicas.

O projeto de lei a ser enviado ao Congresso em regime de urgência constitucional prevê pena de 2 a 5 anos de prisão para esse tipo de prática.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, não apenas as empresas, mas as pessoas físicas que infringirem a Lei da Economia Popular serão punidas, inclusive os sócios dos estabelecimentos.

Além disso, a MP passa a permitir a interdição de postos de combustíveis que aumentarem os preços de forma abusiva. Até agora, os estabelecimentos eram apenas multados.

Segundo Silveira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) passará a ser obrigatoriamente informado de suspeitas de violação da ordem econômica.

As multas, informou o ministro, serão agravadas conforme o ganho inadequado e a usura do agente econômico.

Oscilações

A MP também traz uma previsão para que os agentes econômicos que recebam as subvenções adotem mecanismos para suavizar as oscilações internacionais de preços.

Segundo o Executivo, o pacote busca reduzir os efeitos da crise internacional sobre os preços internos e manter o Brasil menos exposto às oscilações do mercado global de energia.

* Matéria alterada às 17h52 para acrescentar informações sobre fontes de receitas anunciadas pelo ministro da Fazenda

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Governo muda prazo de cadastro biométrico para manter programa social

Nova carteira de identidade será documento válido a partir de 2028...

Nova Carteira de Identidade Nacional
© Assessora de Comunicação Secretaria Especial de Modernização do Estado

As pessoas que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão novo prazo para emiti-lo gratuitamente por meio da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para concessão ou renovação de benefícios sociais.

O prazo que terminaria em 30 de abril foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano, conforme a portaria nº 2.907/2026, publicada no Diário Oficial da União de hoje.

Cadastro biométrico

O cadastro biométrico da carteira de Identidade é o registro da impressão digital dos dedos das duas mãos e da foto do rosto do cidadão em uma base de dados do governo federal. O objetivo da biometria é confirmar a identidade do beneficiário e evitar que terceiros recebam seus valores indevidamente.

A CIN possui número único nacional e estará disponível em formato físico ou digital.

Prazo para outras biometrias existentes

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos estabeleceu que os cadastros biométricos existentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou de passaportes serão aceitos para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais até 31 de dezembro de 2027, desde que estes tenham sido realizados até 31 de dezembro de 2026.

Também serão considerados válidos os nomes de quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026.

De acordo com o novo cronograma, após essa data, ou seja, a partir de 1º de janeiro de 2028, apenas a biometria da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) será aceita para as finalidades mencionadas.

Como emitir

O primeiro passo para a emissão é acessar o site da Carteira de Identidade Nacional, entrar no link de agendamento no estado onde mora e escolher a data disponível para a coleta da biometria.

A primeira emissão em papel da CIN é gratuita.

No dia marcado, é necessário levar ao posto de identificação a certidão de nascimento ou de casamento. Caso seja do interesse, a versão digital da CIN também possibilita a inclusão de outros documentos, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor.

Quem está dispensado

Quem já tem a Carteira de Identidade Nacional (CIN) antes da concessão do benefício social, não precisará repetir o processo de emissão do documento.

A base biométrica da CIN é única e definitiva na identificação dos brasileiros. Por isso, o documento é aceito a qualquer momento para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais.

Na prática, a nova portaria unifica as regras para quem já é beneficiário e para os novos, disse em nota o Ministério da Gestão.

Verificação biométrica

A nova portaria também trata do Serviço de Verificação Biométrica, que será disponibilizado aos órgãos gestores dos benefícios da seguridade social até 31 de dezembro.

A tecnologia permite confirmar a identidade de uma pessoa por meio de características físicas únicas (como digitais e/ou reconhecimento facial).

A infraestrutura pública digital usará tanto a base da carteira CIN, que conta com 49,8 milhões de brasileiros, quanto a identidade digital da plataforma Gov.br, com mais de 175 milhões de usuários.

A portaria obriga ainda os órgãos gestores de benefícios a publicarem suas próprias regras explicando como o cidadão deve incluir sua biometria nos atendimentos. Os órgãos terão que orientar a população sobre como esse novo fluxo vai funcionar na prática.

fonte - agencia brasil.

Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

Estimativa para crescimento da economia é 1,85%...


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

fonte - Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil.

Exclusivo: BRB comprou R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master. Veja planilhas

O BRB comprou maior parte dos ativos do Banco Master mesmo quando já havia identificado que carteiras eram fraudulentas...

fachada do BRB

O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024, como mostram planilhas de prestação de contas obtidas com exclusividade pelo Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

A este valor somam-se outros R$ 10,8 bilhões em carteiras adquiridas pelo BRB a partir de “substituições”, em que o Banco de Brasília devolvia uma carteira podre do Credcesta ao Master e recebia no lugar novos ativos. A partir desta segunda-feira (6/4), o Metrópoles vai mostrar que esses ativos hoje em posse do BRB também são de baixíssima qualidade.

As compras de carteiras do Master começaram em julho de 2024 e se dividiram em crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. A partir de março de 2025, quando o BRB detectou que parte das carteiras adquiridas do Master era fraudulenta, o banco não interrompeu os negócios – pelo contrário: comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

Veja as carteiras de crédito compradas do Master pelo BRB

Outro sinal de alerta ao BRB foi a negativa, pelo Banco Central, à compra do próprio Master, em setembro de 2025. Após a rejeição do pedido pelo BC, o BRB repassou ao Master mais R$ 1,9 bilhão.

As aquisições dos ativos seguiram até outubro de 2025, um mês após o Banco Central ter impedido a compra e pouco antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

Tipos de ativos

No total, o BRB informou à CVM ter realizado 120 aquisições de carteiras de crédito de varejo do Master. A maior parte das compras foi de consignados da Credcesta, mas as negociações também envolviam carteiras de “PIX Crédito”, de parcelamento de faturas e de empréstimo rotativo, por exemplo.

Outros ativos bilionários foram comprados junto ao Master no que o BRB classificou como “crédito atacado”. São basicamente Cédulas de Crédito Bancário (CCB), títulos que registram dívidas assumidas em operações de crédito feitas por empresas e até por uma pessoa física, Bruno Lemos Ferrari, CEO da Oncoclínicas.

Por fim, o BRB informou à agência fiscalizadora que realizou 44 aquisições de CDI (Certificado de Depósito Interbancário), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e fundos diversos do Master, em transações que somam R$ 8,1 bilhões.

Metade desse montante diz respeito a substituições de créditos podres, que ocorreram todas entre maio e o começo de agosto de 2025, quando o Banco Central já dava indícios de que não aprovaria a compra do Master pelo BRB. Em parte dessas transações para devolver carteiras podres, o BRB recebia de volta novos ativos do Credcesta, uma linha de crédito consignado voltada principalmente a beneficiários do INSS, em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício.

Em fevereiro, o presidente Nelson Antônio de Souza disse ao Metrópoles que buscava compradores para toda a carteira comprada do Master. Segundo ele, o pacote – que agora se sabe que custou R$ 30,4 bilhões ao Banco de Brasília – estava avaliado em R$ 21,9 bilhões.

fonte - Demétrio Vecchioli/ Metrópoles.

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