O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante do avanço do problema, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano.
Principais números:
20,3 milhões: brasileiros em situação de endividamento de risco;
75%: crescimento do contingente entre junho de 2021 e junho de 2026;
17%: participação dos devedores de risco no sistema financeiro;
42%: comprometimento da renda com dívidas entre pessoas que ganham até dois salários mínimos;
15%: parcela da renda dessa faixa comprometida com dívidas no cartão de crédito;
18,6%: comprometimento total da renda entre quem ganha mais de dez salários mínimos.
BC prepara novas medidas
Segundo Galípolo, as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que já utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas.
“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, afirmou o presidente do BC. Ele destacou a preocupação com pessoas que já enfrentam juros elevados e dificuldades financeiras.
Galípolo também apontou o crescimento de modalidades de crédito sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.
“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse.
Quem está em risco
Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC considera quatro critérios. É necessário atender a pelo menos dois deles:
Atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas de crédito;
Comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas;
Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo;
Renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza.
A classificação não significa que todos os 20,3 milhões de brasileiros estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira.
O relatório do BC mostra ainda que o comprometimento da renda com dívidas no cartão aumentou em todas as faixas salariais. Entre os que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento total chegou a 42% da renda em junho de 2026.
Regras para empréstimos
Na última sexta-feira (23), o Banco Central anunciou medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos.
Entre as mudanças, as instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.
Nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade, sem concessão de novos recursos.
FONTE - AGENCIA BRASIL.
As regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.
As iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias brasileiras.
Em relatório, autoridade monetária alerta para comprometimento de renda das famílias, que atingiu o nível mais elevado dos últimos 21 anos...
O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026. O documento aponta a existência de 20,3 milhões de endividados de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo período de 2021.
O número equivale a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Para ser considerado endividado de alto risco, a pessoa precisa se encaixar em dois dos indicadores estabelecidos pelo BC ao mesmo tempo. Veja:
Comprometer mais de 50% com o pagamento de dívidas;
Ter uma renda que, após o pagamento das dívidas, fique abaixo da linha da pobreza (R$ 500 a R$ 600);
Inadimplência;
Multimodalidade (quando a pessoa tem financiamentos em diferentes modalidades).
Segundo o Banco Central, o comprometimento de renda atingiu o nível mais elevado dos últimos 21 anos, com intenso impacto nos tomadores de menor renda. A autoridade monetária indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a exposição de consumidores de menor renda a ofertas de crédito, contribuindo para intensificar o endividamento.
“As famílias utilizaram o aumento da renda disponível para ampliar seu endividamento, com maior demanda por modalidades mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”, diz o relatório.
Na semana passada, o Banco Central adotou três novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores do endividamento. As resoluções contemplam ações contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação de operações de crédito.
Além do endividamento das famílias, a capacidade de pagamento de empresas também permanece desafiadora.
“Embora não haja sinais de deterioração relevante na maioria das corporações, aumentou o número de empresas com lucro líquido menor e despesa financeira líquida maior, indicando margem de segurança mais estreita para honrar dívidas”, afirma.
Moraes determinou que senador entregasse passaporte em 24 horas; parlamentar não foi visto ao longo desta terça-feira (27)...
O governo brasileiro acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do país do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Polícia Federal tem também checado informações de registros nos postos regulares de fronteira com o país.
O site argentino Infobae publicou nesta terça-feira (27) que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.
Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações se o senador está no Brasil.
FONTE - Gustavo Uribe, Elijonas Maia e Luciana Taddeo, da CNN Brasil.
Um dia negativo nos mercados pode não assustar, mas Lula não pode desprezar a urgência de recolocar as contas públicas sob controle para não comprometer ainda mais o crescimento...
Virada histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provoca forte reação nos mercados e aumenta expectativa pelo plano econômico do quarto mandato.
A correção dos preços dos ativos financeiros foi violenta. Tesouro Nacional e Banco Central tiveram que intervir no mercado de títulos e de câmbio para devolver alguma funcionalidade aos negócios, num ambiente onde só apareceu vendedor.
Lula faz história ao conquistar a presidência pela quarta vez, na virada inédita e legítima pela escolha da maioria. Por isso mesmo, tem mais responsabilidade na correção – essa sim necessária – dos rumos da economia.
Um dia negativo nos mercados pode não assustar, mas Lula não pode desprezar a urgência de recolocar as contas públicas sob controle para não comprometer ainda mais o crescimento.
Do outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) insiste em não reconhecer a derrota e ganhou adesão do presidente americano, Donald Trump, sem provas, diz que a eleição brasileira "pareceu" fraudada. Flávio, pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, terá que entregar seus passaportes à Justiça.
Em seu último mandato, Lula não precisa mais de votos, mas necessita de popularidade para enfrentar um Congresso ainda mais adverso. Mesmo vitorioso, continua com alta rejeição e as decisões que tomar sobre a economia serão a assinatura final sobre seu legado.
Os micro e pequenos empresários precisam ficar atentos. Acaba nesta sexta-feira (30) o prazo para a escolha do regime tributário que entrará em vigor em janeiro, com a reforma tributária.
Os negócios que desejarem recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular terão até sexta-feira para registrar a opção. Quem não fizer a escolha continuará a recolher pelo regime simplificado, que tem uma alíquota variável por tipo e tamanho de negócio posteriormente rateada em diversos tributos.
Também na sexta-feira acaba o prazo para as empresas regularizarem as pendências que impediram o ingresso no Simples Nacional. O prazo de opção pelo regime acabou no dia 15.
O Simples Nacional é um regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano. Por causa do novo sistema tributário, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha do regime tributário.
As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 devem fazer o pedido até 30 de outubro. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.
A data limite acabaria em 30 de setembro, mas, após diálogo com o Conselho Federal de Contabilidade e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o CGSN estendeu o prazo para 15 de outubro.
O novo prazo foi regulamentado por resolução do CGSN editada no fim de setembro. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.
As micro e pequenas empresas têm de 3 de novembro a 20 de dezembro para desistir das opções. O prazo vale tanto para reverter a inclusão no Simples como para cancelar o recolhimento do IBS e da CBS a partir de 2027.
O que muda
A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.
Os novos prazos são:
1º de setembro a 15 de outubro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
1º de setembro a 30 de outubro de 2026: escolha do regime regular da CBS e do IBS para o primeiro semestre de 2027;
30 de outubro de 2026: regularização de pendências que tenham impedido opção pelo Simples Nacional;
3 de novembro a 20 de dezembro de 2026: prazo para desistir das opções.
As seguintes datas estão mantidas:
1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.
Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.
IBS e CBS
Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.
Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deveria ter sido feita em setembro, com validade de janeiro a junho.
Quem não fez a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.
A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.
A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.
Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:
perfil dos clientes;
cadeia de fornecedores;
possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
formação de preços;
impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.
Optantes
Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.
Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa em setembro deste ano para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.
As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.
Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.
Abertura
As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.
Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.
A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.
Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.
Desistência
A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.
Quem fez o pedido até 15 de outubro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.
O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.
A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.
Regra do MEI
A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao Microempreendedor Individual (MEI).
Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.
Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.
NFS-e nacional
Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.
A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.
O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.
Entre as providências recomendadas estão:
testar a emissão das notas;
verificar a integração com sistemas de gestão;
conferir a parametrização dos dados fiscais;
preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.
A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.
A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.
A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.
Planejamento
Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.
A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.
Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.
Reação do mercado à reeleição de Lula faz Ibovespa derreter mais de 17% nesta segunda-feira, em meio à aversão a ativos brasileiros...
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma forte aversão a ativos brasileiros nesta segunda-feira (26), levando o principal índice acionário da Bolsa brasileira a cair mais de 17% no pior momento do pregão.
A queda coloca o Ibovespa no caminho de uma das maiores perdas diárias desde a implementação do Plano Real.
Os dados fazem parte de um levantamento da Elos Ayta, que dimensiona a intensidade das dez maiores quedas diárias da Bolsa brasileira desde 1994.
Das dez perdas mais expressivas, apenas uma teve origem doméstica: em setembro de 1994, a Bolsa paulista registrou uma queda de 10,50% após a repercussão das declarações do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, no episódio conhecido como “escândalo da parabólica”, que gerou incertezas quanto à continuidade do Plano Real.
A maior queda da série foi registrada em setembro de 1998, quando o Ibovespa recuou 15,83%, em meio à crise financeira russa e à fuga de capitais dos mercados emergentes. Em outubro de 1997, durante a crise asiática, o índice caiu 14,98%.
A pandemia de Covid-19 também provocou perdas expressivas no mercado brasileiro. Quatro das dez maiores quedas aconteceram em março de 2020, quando o avanço da doença e as restrições à circulação de pessoas junto ao temor de uma recessão global intensificaram a aversão ao risco entre os investidores.
Naquele mês, o Ibovespa registrou quedas de 14,78% em 12 de março, 13,92% no dia 16, 12,17% no dia 9 e 10,35% em 18 de março.
Os movimentos ocorreram em um intervalo de apenas oito pregões, evidenciando a intensidade da turbulência nos mercados.
Dólar também reage à incerteza
Com boa parte dos investidores posicionada para uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia liderado a apuração no primeiro turno, o resultado eleitoral levou os agentes financeiros a rever suas posições e realizar prejuízos.
A reação dos investidores brasileiros também pressionou o mercado de câmbio e os juros futuros nesta segunda-feira.
Na abertura das negociações, o dólar chegou a subir mais de 12%, alcançando R$ 5,60, enquanto as taxas de juros de longo prazo avançaram mais de 300 pontos-base.
Analistas e mercados apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro, precificando reformas enquanto o Brasil se debate com a deterioração das finanças públicas
As ações de empresas brasileiras listadas nos EUA se desvalorizavam no pré-mercado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar o quarto mandato.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia vencido o primeiro turno das eleições no início deste mês, se recusou a reconhecer a derrota.
Analistas e mercados apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro, precificando reformas enquanto o Brasil se debate com a deterioração das finanças públicas e o aumento das taxas de juros.
As ações da Petrobras despencavam 20%;
O Itaú Unibanco caía 28,5%, o Banco Bradesco, 26,8%, e o Nubank, 24%;
A empresa de comércio eletrônico Mercado Livre se desvalorizava 10,3%;
O ETF iShares MSCI Brasil EWZ.P despencava 26%.
"A vitória surpreendente de Lula vai frustrar as esperanças de reformas que melhorariam as finanças públicas e fortaleceriam as perspectivas de crescimento”, afirma William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics.
Cortes nas taxas de juros em duas reuniões este ano não parecem mais prováveis, já que riscos fiscais mais elevados e um real mais fraco podem pesar, acrescentou Jackson.
O índice de referência Ibovespa, que registrou em 5 de outubro seu maior salto em um único dia desde março de 2020, acumulou alta de mais de 27% no ano. (CNN)
Em todo o Brasil, 158 milhões de pessoas vão retornar às urnas neste domingo (25) para escolher quem será o chefe do Poder Executivo de 2027 a 2030. Além do cargo de presidente da República, em cinco estados e o Distrito Federal terão disputa para governador. Para ter direito a votar, o eleitor deve comparecer a uma das 499 mil seções eleitorais e apresentar um documento oficial com foto.
São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:
e-Título (desde que apareça a foto do eleitor no aplicativo)
carteira de identidade
identidade social
passaporte
carteira de categoria profissional reconhecida por lei
certificado de reservista
carteira de trabalho física
Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor.
As certidões de nascimento ou de casamento não valem como prova de identidade na hora de votar.
É possível votar sem o título de eleitor?
Sim. Documentos oficiais com foto, físicos ou digitais, serão aceito para identificação.
No entanto, para votar apresentando somente o e-Título, disponível nas plataformas iOS ou Android, é preciso que o aplicativo contenha a foto do eleitor.
Na véspera do segundo turno, há regras para propaganda, manifestações e atividades de campanha; entenda o que pode e o que não pode..
No domingo (25), os brasileiros voltam às urnas para o segundo turno das eleições. Além de escolher o presidente da República, eleitores de cinco estados e do Distrito Federal também vão definir os governadores. Na véspera da votação, algumas regras precisam ser seguidas. Veja o que pode e o que não pode ser feito antes do início do pleito.
O que pode fazer até as 22h da véspera
Até as 22h deste sábado (24), véspera do segundo turno, ainda é permitida a distribuição de material gráfico de campanha, como santinhos, folhetos e adesivos.
Também podem ser realizadas caminhadas, passeatas e carreatas, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio. O uso de alto-falantes e amplificadores de som também é permitido até as 22h, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
O que é proibido a partir das 22h
Depois das 22h de sábado, termina o prazo para a distribuição de material gráfico, realização de caminhadas, passeatas e carreatas. O uso de alto-falantes e amplificadores de som também deixa de ser permitido.
A partir desse horário, atividades de campanha nas ruas não podem mais ser realizadas. O derrame de santinhos na véspera ou no dia da votação, especialmente nas proximidades dos locais de votação, também configura propaganda irregular.
Como ficam as redes sociais
Na internet, a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral é proibida desde 48 horas antes da eleição até 24 horas depois do pleito. A regra vale mesmo que o serviço tenha sido contratado anteriormente.
No dia da votação, também não é permitido publicar novos conteúdos de propaganda eleitoral ou realizar novos impulsionamentos. Conteúdos publicados anteriormente podem continuar disponíveis, desde que não sejam impulsionados.
Além disso, conteúdos sintéticos produzidos por inteligência artificial têm uma restrição específica: a veiculação é proibida desde 72 horas antes da votação até 24 horas após o encerramento do pleito.
O que pode fazer no domingo
No dia da eleição, o eleitor pode manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política. São permitidos, por exemplo, bandeiras, broches, adesivos, dísticos e camisetas que identifiquem a preferência por candidata, candidato, partido, federação ou coligação.
A manifestação, porém, precisa ser individual e silenciosa. Não é permitida a formação de aglomerações de pessoas com roupas ou elementos padronizados que caracterizem uma manifestação coletiva.
Também é permitido levar uma anotação em papel com os números das candidatas e dos candidatos escolhidos para consultar na cabine de votação.
O que é considerado boca de urna?
A boca de urna ocorre quando alguém tenta convencer, influenciar ou pedir que outros eleitores votem ou deixem de votar em determinada candidatura ou partido no dia da eleição.
A prática é proibida e configura crime eleitoral. No domingo, portanto, o eleitor não pode abordar outras pessoas para pedir votos ou tentar convencê-las a escolher determinado candidato.
A diferença é que a manifestação individual e silenciosa da própria preferência política continua permitida.
Uso de celular e equipamentos na cabine
O eleitor não pode levar para a cabine de votação celular, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer outro equipamento capaz de registrar imagens, vídeos ou áudios. A restrição também alcança relógios inteligentes, óculos com câmera, câmeras corporais e dispositivos semelhantes.
Antes de entrar na cabine, o aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora. O equipamento é devolvido depois da votação. Quem se recusar a entregar o celular ou outro dispositivo não poderá acessar a cabine naquele momento.
O celular pode ser utilizado antes da votação para identificação por meio do e-Título, desde que o aplicativo apresente a foto do eleitor, ou para apresentar documentos oficiais digitais nos respectivos aplicativos. Depois da conferência pelos mesários, o aparelho deve ser deixado no local indicado.
O trabalho envolverá militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica...
As Forças Armadas vão mobilizar cerca de 25 mil militares para apoiar a Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições, neste domingo (25). O trabalho envolverá militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
A atuação incluirá ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) em 306 municípios de 11 estados e apoio logístico em outros 39 municípios de oito unidades da federação, sobretudo em áreas de difícil acesso.
Além da presença em localidades definidas pela Justiça Eleitoral, as Forças Armadas serão responsáveis pelo transporte de urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e equipes eleitorais.
Para tanto, serão empregados aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares. O apoio alcançará comunidades rurais, regiões ribeirinhas, terras indígenas e outras localidades com desafios de acesso e infraestrutura.
Segundo o Ministério da Defesa, o objetivo é contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade da votação e da apuração dos votos e o livre exercício do voto. A atuação ocorre mediante solicitação da Justiça Eleitoral e autorização presidencial.
Ações integradas
As ações serão realizadas de forma integrada entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa, as três Forças Armadas e órgãos de segurança pública.
Os pedidos de apoio são apresentados pelos tribunais eleitorais, que também coordenam o detalhamento das atividades com os comandos militares.
A coordenação nacional ficará a cargo do Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, em articulação com os Comandos Conjuntos ativados para a operação.
Participam da estrutura os comandos Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste, além do Comando de Operações Aeroespaciais, responsável pelos meios aéreos empregados durante o pleito.
O medicamento possui duas fontes de ação para controlar o melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele
A última etapa de testes da vacina contra o câncer desenvolvida pela Moderna e pela MSD indicou que o medicamento diminuiu em 42% o risco de morte ou de retorno do melanoma, um tipo de câncer de pele.
O tratamento com o intismeran autogene não funciona, porém, como uma vacina tradicional. Isso porque ela não previne a doença, mas ajuda a tratar um tumor já existente a partir das mutações genéticas específicas de cada paciente.
O estudo fase 3 divulgado pelas empresas indica que, dois anos após o tratamento, 82,2% dos pacientes que receberam a vacina com o imunoterápico Keytruda continuavam sem sinais de câncer. Já para aqueles que mantiveram a terapia padrão do melanoma, somente com o Keytruda, o índice foi de 70%.
A combinação do tratamento com a vacina ainda reduziu em 38% o risco de o câncer se espalhar para outros órgãos, efeito conhecido como metástase.
Com a descoberta, as companhias devem pedir aprovação do tratamento nos Estados Unidos, com expectativa de que a vacina chegue ao mercado em 2027. Para que uma vacina do tipo seja liberada no Brasil, as empresas devem buscar aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Como funciona a vacina contra o melanoma?
A vacina é construída a partir das mutações do tumor de cada paciente, somada a um remédio que aciona o sistema imune, garantindo que a doença fique sob controle.
A intismeran autogene, nome da vacina, começa a ser montada a partir de uma amostra do tumor retirado na cirurgia. O material genético do câncer é sequenciado para identificar as mutações que só ele carrega e, depois, é fabricada uma molécula de mRNA com instruções para até 34 desses alvos.
Quando a substância é injetada no paciente, a vacina induz as células a produzirem cópias dessas mutações, fazendo com que o sistema imunológico do corpo daquele paciente localize e destrua as células cancerosas.
Por sua vez, o Keytruda bloqueia a proteína PD-1, que agr como um “freio” e impede as células de defesa de atacar as cancerosas.
Em conjunto, os dois tratamentos se complementam: vacina indica quem deve ser atacado e o imunoterápico Keytruda deixa o sistema imune livre para atingir o alvo. (infomoney)
Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa.
A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.
Aplicativo e-título
O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local.
Autoatendimento Eleitoral
O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.
ChatVote
O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta.
A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Fontes oficiais
Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.
Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.
Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.
O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral.