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INSS paga primeira parcela do 13º salário nesta sexta-feira; confira datas

Pago em duas parcelas, as estimativas do INSS é que o abono salarial antecipado projete mais de R$ 78 bilhões na economia...

Fachada da sede do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS
Fachada da sede do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS • Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Cerca de 35,2 milhões de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) receberão a primeira parcela do seu 13º salário a partir desta sexta-feira (24). A medida faz parte da antecipação do pagamento do abono anual pelo Governo Federal.

O pagamento será realizado em duas parcelas, projetando mais de R$ 78 bilhões na economia brasileira. A primeira parcela será paga de 24 de abril a 8 de maio, enquanto a segunda parcela vai de 25 de maio a 8 de junho. Veja o calendário completo abaixo.

• INSS
• INSS

De acordo com o INSS, tem direito a receber aqueles que, em 2026, receberam benefícios como:

  • Aposentadoria;
  • Pensão por morte;
  • Auxílio por incapacidade temporária;
  • Auxílio-acidente;
  • Salário-maternidade;
  • Auxílio-reclusão.

Já os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia não recebem o abono anual.

As datas são definidas pelo número final do NIS (Número de Identificação Social) e com base na renda do beneficiário.

Assim, aqueles que recebem apenas um salário mínimo (R$ 1.621), recebem antecipadamente de pessoas que recebem acima desse valor.

    A consulta da liberação já pode ser feita via site ou aplicativo do Meu INSS. No entanto, aqueles que não tiverem acesso à internet, podem consultar pelo telefone 135.

    Em casos como esse, é necessário informar o número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no fim de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Em 2020 e 2021 o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia da Covid-19. Em 2022 e 2023 as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024 e 2025, em abril e maio.

    *Com informações de Wellton Máximo, da Agência Brasil

    Erro no IR joga milhares na malha fina; veja como corrigir

    Falha no envio de dados pelas empresas gera divergências e trava restituições; cerca de 897 mil declarações estão pendentes de correção...


    Um erro no envio de informações pelas empresas à Receita Federal está levando milhares de trabalhadores à malha fina do Imposto de Renda 2026.

    O problema está na forma como o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) passou a ser informado. Com a mudança no modelo, as empresas agora enviam os dados mensalmente à Receita por meio do eSocial, enquanto o informe de rendimentos entregue ao trabalhador segue outro padrão de consolidação anual.

    Na prática, isso tem gerado divergências. Em alguns casos, o valor total de imposto retido que aparece no informe não bate com o que foi informado mês a mês pelas empresas ao Fisco.

    Quando o contribuinte preenche a declaração com base no informe, o sistema da Receita cruza os dados com o eSocial. Se houver diferença, mesmo que pequena, a declaração é retida automaticamente.

    Até agora, a Receita Federal já recebeu 14.052.027 declarações do Imposto de Renda 2026. Desse total, cerca de 8,15% caíram na malha fina, o equivalente a quase 897 mil contribuintes.

    Os dados também mostram que 73,6% das declarações resultam em restituição, enquanto 15,1% têm imposto a pagar e 11,2% não têm imposto devido.

    Em anos anteriores, cerca de 1,5 milhão de contribuintes acabaram na malha fina, o que dá uma dimensão do impacto que esse tipo de erro pode gerar.

    Mesmo assim, a Receita esclarece que, assim que essas informações são ajustadas pelas empresas, o Fisco faz o reprocessamento automático das declarações, o que permite que retenções sejam revistas e, quando for o caso, liberadas sem necessidade de nova ação do contribuinte.

    Como resolver

    A orientação para quem caiu na malha fina é verificar os dados antes de qualquer ação.

    O caminho mais comum envolve três etapas:

    1. conferir todas as informações do informe de rendimentos;
    2. procurar a empresa pagadora em caso de erro;
    3. enviar uma declaração retificadora, se necessário

    Se o erro estiver nos dados enviados pela empresa, o ideal é aguardar a correção antes de retificar, para evitar novos desencontros de informação.

    Também é possível consultar a situação da declaração no sistema da Receita Federal, que indica exatamente onde está a divergência.


    O que acontece agora

    “Malha não é punição; é etapa de conferência”, diz a Receita Federal.

    Na prática, cair na malha fina não significa multa automática, mas sim que a declaração foi separada para análise.

    Isso pode atrasar a restituição, que só é liberada após a regularização. Quanto antes o contribuinte corrigir o problema, mais rápido volta para a fila de pagamento.

    A Receita afirma que faz o reprocessamento contínuo das declarações ao longo dos meses, à medida que empresas e contribuintes corrigem as informações.


    Formas mais comuns de cair na malha

    Para os contribuintes de modo geral, as principais retenções na malha decorrem de:

    • omissão de rendimentos: quando a pessoa não informa ou informa valores menores do que os recebidos, inclusive em trabalhos temporários ou serviços eventuais;
    • omissão de rendimentos de dependentes: ao incluir dependentes, todos os rendimentos deles devem ser declarados;
    • despesas médicas não confirmadas: quando o valor não é validado pelo prestador do serviço;
    • despesas médicas não dedutíveis: gastos sem previsão legal, como nutricionista, óculos, medicamentos e vacinas — exceto quando incluídos em conta hospitalar.

    FONTE - Cristiane Noberto, da CNN Brasil, Brasília.

    Aéreas suspendem 2 mil voos em maio e querosene deve ter novo aumento

    Levantamento feito no sistema da Anac indica perda na oferta de 10 mil assentos por dia, em rotas domésticas, na comparação com o que era programado pelas companhias até o início de abril...


    Diante da disparada do petróleo no mercado internacional e dos aumentos aplicados pela Petrobras no querosene de aviação, as companhias aéreas brasileiras suspenderam mais de 2 mil voos que estavam programados para o mês de maio, segundo levantamento feito com base no sistema eletrônico da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

    Os destinos mais afetados por enquanto são Amazonas (-17,5% no número de voos), Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%), Pará (-9,0%) e Paraíba (-8,9%).

    De acordo com relatos feitos à CNN por executivos do setor, o cancelamento das operações ainda se concentra em ligações aéreas menos rentáveis, sem atingir significativamente rotas mais cobiçadas, como São Paulo-Rio de Janeiro ou São Paulo-Brasília.

    No entanto, é um movimento que pode se espalhar, dependendo da extensão do prejuízo causado pelos altos preços do petróleo no mercado internacional.

    Reservadamente, esses executivos afirmam que se trata de um efeito direto do aumento de custos nas empresas, após o reajuste de 54% do querosene de aviação no dia 1º de abril. A Petrobras atualiza o valor -- para cima ou para baixo -- no primeiro dia útil de cada mês.

    A CNN apurou que distribuidoras de combustíveis foram informadas de que deve haver um novo aumento em 1º de maio. Pela estimativa preliminar da estatal, segundo fontes, a alta ficaria em torno de 20% -- o percentual depende ainda das variações nos últimos dez dias de abril.

    No levantamento realizado a partir de dados do Siros, o sistema de registro de operações da Anac, 2.193 voos por dia estavam previstos inicialmente para o mês de maio (em consulta feita em 2 de abril).

    Em consulta feita na última sexta-feira (17), o número havia caído para 2.128. Isso significa 2.015 voos a menos por mês e uma redução de 2,9% no fluxo total de viagens.

    Parece pouco, mas são 10 mil assentos diários eliminados na aviação doméstica e 12 aeronaves de médio porte -- como um Boeing 737, um Airbus 320 ou um Embraer 195 -- retiradas de circulação.

    Procurada, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirmou que os impactos decorrentes do aumento do querosene são "gravíssimos" e que "mantém diálogo constante" com o governo em busca de soluções para minimizar o impacto aos passageiros.

    De acordo com a entidade, as companhias "continuam trabalhando para efetivar" as medidas anunciadas pelo governo no início de abril para amenizar o reajuste.

    O governo zerou a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e postergou o pagamento das tarifas de navegação aérea. Também prometeu financiamento do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) para a compra do combustível e o parcelamento em seis vezes do reajuste de 54% pela Petrobras.

    Dias depois, porém, houve frustração das empresas aéreas quando a estatal divulgou que cobraria juros acima do CDI para parcelar o aumento.

    Primeiro, a Petrobras comunicou às distribuidoras de combustíveis a incidência de uma taxa de 1,6% ao mês. Depois, passou para 1,23%. De qualquer forma, os juros mais altos do que a Selic pegaram o setor aéreo de surpresa.

    As aéreas afirmam, nos bastidores, que as medidas anunciadas pelo governo até agora são bem-vindas, mas residuais para amenizar a alta de custos.

    Elas pedem ainda a volta da alíquota zero do Imposto de Renda sobre o leasing de aeronaves e a reversão do aumento nas alíquotas de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) formalizado no ano passado.

    Procurada pela CNN, a Petrobras ainda não retornou.

    FONTE - Daniel Rittner, da CNN Brasil, Brasília.

    Auditoria no BRB confirma empresários de Brasília como laranjas do Master. Veja organograma

    Machado Meyer, que defende BRB na Justiça, aponta que Leonardo Ávila e Adalberto Valadão foram intermediários em operação de R$ 265 milhões...


    O escritório Machado Meyer, que realizou auditoria independente no Banco de Brasília (BRB) com a Kroll, confirmou que os empresários de Brasília Adalberto Valadão Júnior e Leonardo Ávila foram “laranjas” do Banco Master na compra de ações do BRB, como revelado pelo Metrópoles.

    A Machado Meyer representa o BRB no processo judicial em que pede indenização pelas carteiras de crédito podres ou inexistentes compradas do Master, além de solicitar o bloqueio das ações em posse de pessoas e fundos vinculadas ao Master e à Reag.

    No documento enviado à 13ª Vara Cível de Brasília, a Machado Meyer diz que houve “uso sistemático de estruturas pulverizadas, pessoas interpostas e ‘laranjas’ para dificultar a rastreabilidade perante os entes reguladores e fiscalizadores, tais como CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e Bacen [Banco Central]”.

    “A engenharia de triangulação envolveu: (a) pessoas físicas que atuaram como meros veículos de passagem, sem animus de investimento ou assunção de risco próprios, como Adalberto Valadão e Leonardo Augusto, que receberam juntos aproximadamente R$ 265 milhões para subscrever ações no ACP 1 e posteriormente aliená-las aos fundos Borneo e Verbier; e (b) fundos administrados e geridos por entidades do grupo Reag e Master Corretora, como Borneo, Delta, Deneb, Asterope FIP, Celeno, entre outros”, diz trecho do documento do BRB, representado pela Machado Meyer.

    O fundo Borneo, administrado pela Reag, tornou-se sócio do BRB após comprar ações de Leonardo Ávila, dono da incorporadora Faenge, em julho de 2024. A operação foi intermediada pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, segundo a auditoria.

    “Como resultado dessa operação, o Borneo adquiriu 2.275.000 recibos de subscrição de ações ordinárias (ON) e 13.109.615 recibos de subscrição de ações preferenciais (PN) pelo valor total de R$ 129.999.997,75”, afirma o escritório que faz a defesa do BRB.

    Já Adalberto Valadão Júnior serviu para que o fundo Verbier, da Victoria FIM, virasse sócio do BRB a partir de contrato de compra e venda de recibos de subscrição, de R$ 130 milhões, também em julho de 2024. O empresário é dono da Soltec Engenharia e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).

    Veja o organograma feito pela auditoria independente que mostra o envolvimento dos empresários na complexa operação para que Master e Reag entrassem na estrutura societária do BRB:

    Auditoria do BRB confirma empresários de Brasília como laranjas do Master. Veja organograma

    Valadão Júnior e Ávila estiveram juntos com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no evento do Lide em Nova York, nos Estados Unidos (foto em destaque), no Harvard Club.

    O que dizem

    A defesa de Valadão Júnior disse que “as informações apresentadas na referida petição não correspondem à realidade dos fatos, uma vez que não houve qualquer ganho financeiro por parte de Adalberto na operação em questão”. “Ressalte-se, ainda, que os devidos esclarecimentos já foram prestados, há algumas semanas, diretamente à equipe responsável pela condução da auditoria interna no BRB”, pontuou o advogado Bernardo Fenelon.

    Em fevereiro de 2026, Ávila afirmou, via assessoria de imprensa, que a cessão do direito “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há – nem nunca houve – relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou a Reag”, declarou.

    fonte - Isadora Teixeira/METRÓPOLES.

    Socorrista atende acidente e descobre que vítima era o próprio filho

    Pai, que integra equipe do Samu, participou do resgate sem saber da identidade da vítima...


    Um socorrista do Samu viveu uma tragédia pessoal ao atender uma ocorrência na BR-376, em Mauá da Serra, no norte do Paraná, na madrugada de sábado (18). Ao chegar ao local do acidente, ele descobriu que uma das vítimas era o próprio filho.

    O jovem, identificado como Natan Pereira da Silva, de 24 anos, dirigia o carro que capotou no km 290 da rodovia, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O pai, Silvio Silva, atua como condutor-socorrista em Faxinal e fazia parte de uma equipe que retornava de outro atendimento quando foi acionada para prestar socorro.

    Com a violência do acidente, todos os ocupantes do veículo foram lançados para fora. Quatro pessoas caíram na mesma pista em que o carro trafegava, enquanto outra foi arremessada para o sentido contrário. Essa última acabou sendo atingida por dois veículos e sofreu ferimentos gravíssimos, com risco de amputação de uma das pernas.

    Natan chegou a ser atendido pelo próprio pai e por outros profissionais do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

    A cena do socorrista ajoelhado ao lado do corpo do filho, sendo amparado por um colega de trabalho, passou a circular nas redes sociais e comoveu moradores da região.

    O sepultamento de Natan foi realizado na manhã de domingo (19), às 8h30, no Cemitério Municipal de Mauá da Serra.

    fonte - Noticias ao Minuto

    Defesa de Vorcaro sinaliza delação “forte” que aborde Três Poderes

    Expectativa levada ao ministro do STF André Mendonça é de que a colaboração possa tratar inclusive da relação de Vorcaro com ministros do governo Lula e o Judiciário...

    A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sinalizou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso Master, uma delação premiada “forte” que envolva personagens dos Três Poderes, segundo relatos feitos por interlocutores à CNN.

    A conversa entre o advogado José Luís de Oliveira Lima e o ministro aconteceu recentemente em São Paulo e foi pelo menos a segunda já realizada entre ambos.

    Os relatos foram de uma mudança entre a primeira e a segunda conversa.

    Enquanto no primeiro encontro Mendonça saiu mais pessimista quanto ao alcance da delação de Vorcaro e sem dar garantias de que caminharia para homologar a delação, conforme revelado pela CNN, nesta segunda o ministro pareceu mais otimista.

    A expectativa é de que o material, que só deve ser apresentado a ele em maio, seja amplo e aborde a relação de Vorcaro com integrantes dos Três Poderes da República tratando inclusive de ministros do governo Lula e o Judiciário.

    Uma mudança no plano inicial da defesa de poupar ministro do Supremo Tribunal Federal, conforme mostrou a CNN no início das tratativas.

    O motivo principal é de que sem uma delação completa, a chance de Mendonça não homologar o acordo é grande e consequentemente a de Vorcaro permanecer por um longo tempo preso.

    FONTE - CAIO JUNQUEIRA - CNN BRASIL.

    PF prende ex-presidente do BRB citado no caso do Banco Master

    Paulo Henrique Costa foi alvo da Operação Compliance Zero...


    A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa nesta quinta-feira (16) durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter descumprido práticas de governança, de forma a facilitar negócios sem lastro entre o banco público e o Banco Master. Outro alvo da operação foi o advogado Daniel Monteiro, apontado como administrador de fundos usados para dificultar a rastreabilidade de recursos ilícitos.

    Em novembro de 2025, a PF deflagrou a primeira etapa da Compliance Zero. O então presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi afastado pela Justiça e posteriormente demitido.

    Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise.

    O negócio, anunciado em março daquele ano, já enfrentava resistência no mercado devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade questionada de parte dos ativos da instituição.

    Fases recentes

    Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16) os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal e em São Paulo.

    As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a PF, “estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

    Compliance Zero

    Na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, a PF cumpriu o mandado de prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


    Governo do DF

    A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, divulgou nota há pouco na qual informa que “os fatos envolvendo o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e o  julgamento”.

    Na nota ela acrescentou que, “desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes”.

    LEIA MAIS - “Estou com você”: veja troca de mensagens entre Vorcaro e Paulo Henrique

    *Colaborou Michelle Canes, da TV Brasil.

    “Estou com você”: veja troca de mensagens entre Vorcaro e Paulo Henrique

    PF aponta oferta de propina referente a seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões para o então presidente do BRB, preso nesta quinta...

    FOTO - METRÓPOLES

    A troca de mensagens entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa revelada com a apreensão dos aparelhos celulares de ambos mostra proximidade e indica, segundo a Polícia Federal, ajuste para pagamento de propina com objetivo de manter os negócios entre as instituições financeiras.

    Veja, abaixo, os diálogos suspeitos citados na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Paulo Henrique, ocorrida na manhã desta quinta-feira (16/4), durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero.

    Segundo a PF, Vorcaro teria ofertado a Paulo Henrique seis imóveis no valor de R$ 146,5 milhões durante as negociações envolvendo o Master e o BRB.

    Primeiro diálogo

    • PAULO HENRIQUE: “Amigo, obrigado pela conversa de hoje. A cada passo, o caminho está mais claro e estou mais empolgado com o que vamos construir. Além disso, dou muito valor ao alinhamento pessoal.E acho que estamos bem alinhados em relação ao trabalho, visão de mundo e perfil. Estou trabalhando para lançar a operação amanhã ou, no mais tardar, na segunda-feira. O governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas.Acredito que aquele desenho de CEO da holding financeira e/ou da empresa financeira consolidadora com participação no conselho do BRB e da empresa de private equity vai ser o mais funcional e que gera sinergia entre todas as empresas. Se o Daniel puder fazer e enviar o contrato, seria ótimo. Conversei com a minha esposa e estaremos em SP na próxima semana. Seria legal mostrar o apartamento para ela. Assim, ela também vai se ambientando. Dia 01/03 está logo aí. Acabei de pousar em Salvador e estou trabalhando na Renogrid.Um forte abraço”.

    • DANIEL VORCARO: “Fala, amigo! Ótimo, também estou empolgado. Vou alinhar tudo com Daniel. Vou te passar uma pessoa que te mostrará o apto”.
    • PAULO HENRIQUE: “Fechado! Obrigado”.


    Segundo diálogo

    • PAULO HENRIQUE: “Estive no outro hoje de manhã. A esposa ainda está meio cismada. Seria ótimo olhar outro para construir uma referência”.
    • DANIEL VORCARO: “Por quê?”.
    • PAULO HENRIQUE: “Hoje estava com a região toda fechada. Seria bom dar o parâmetro”
    • DANIEL VORCARO: “Ah, tá. Esse outro é uma cobertura. Já pensando trazer família”.
    • PAULO HENRIQUE: “Eu venho na frente mesmo e elas vêm depois. Boa”.
    • DANIEL VORCARO: “Vale a pena ver”.
    • PAULO HENRIQUE: “Claro. Qual o empreendimento?”.
    • DANIEL VORCARO: “Outra coisa, quando tiver um tempinho aí no final de semana, veja se conseguimos falar. Esta semana estou com um gargalo de 300mm na quarta, queria bolar contigo o que acha que poderíamos conseguir fazer”.
    • PAULO HENRIQUE: “Meu foco é nisso nessa semana. Já monto uma estrutura na segunda com a equipe. O que ainda temos de carteira varejo? E aí equilibro com PJ”.DANIEL VORCARO: “Vou levantar aqui com minha turma. E te volto”.


    Terceiro diálogo

    Segundo a decisão, Paulo Henrique ficou “decepcionado” por não ter conseguido visitar um dos apartamentos luxuosos com a corretora designada por Daniel Vorcaro. O dono do Master, então, diz a corretora: “Preciso dele feliz [nome da corretora preservado]. Reverte isso aí”.


    Quarto diálogo

    Há indícios, segundo a investigação, de que Paulo Henrique e Vorcaro ajustaram valor milionário a título de corrupção e que referido montante precisaria corresponder a um dado número de imóveis luxuosos.

    • PAULO HENRIQUE: “Fiz as contas para chegar ao valor que combinamos. Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafer, que está no contrapiso. Apagando algumas mensagens”.
    • DANIEL VORCARO: “Você diz casa Leopoldo, né? Cobertura que você foi. Pq o heritage melhor que o Lafer, não?”.
    • PAULO HENRIQUE: “Esse era enorme. A Cris nos levou no Casa Lafer, um apartamento tipo. Sim. Bem melhor”.
    • DANIEL VORCARO: “E vamos ter os delas novos de agora”.


    Quinto diálogo

    O então presidente do BRB teria cobrado Vorcaro avanço em relação aos imóveis.

    • PAULO HENRIQUE: “Amigo, pessoal esperando seu de acordo sobre os imóveis de São Paulo. Pode ajudar?”.
    • DANIEL VORCARO: “Do meu lado dei carta branca. Onde está travado. Pode me falar?”.
    • PAULO HENRIQUE: “Na equipe do Daniel. Mas disseram que é simples”.


    Sexto diálogo

    • PAULO HENRIQUE: “Desculpe dar trabalho. É que estou focado na agenda que combinamos e fico em cima de todos os assuntos até resolver”.
    • DANIEL VORCARO: “Nada. Isso não é trabalho. Eu sou resolvedor de problemas rsrs”.
    • PAULO HENRIQUE: “Estou tratando de carteira de outro lado”.


    Sétimo diálogo

    Vorcaro pergunta se Paulo Henrique ainda teria “interesse no deal [negócio]” e ressalta a trajetória de parceria entre ambos. Afirma, inclusive, que teriam “um negócio de continuidade” e “centenas de ajustes ao longo da trajetória”.

    • PAULO HENRIQUE: “Estou com você. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver”.

    Segundo as investigações da PF, Paulo Henrique atuava como “mandatário” de Vorcaro no BRB e, como contrapartida, receberia imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. Naquela época, o BRB adquiria carteiras de crédito falsas do Master, estimadas em R$ 12,2 bilhões.

    O pagamento da propina, contudo, não teria sido feito por completo, porque Vorcaro sabia que havia investigação em curso. O dono do Master ordenou ao advogado Daniel Monteiro, que teria operacionalizado o negócio escuso, que não levasse as escrituras ao registro imobiliário.

    Em mensagens, Monteiro diz a Vorcaro que o então presidente do BRB o procurou para “dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele”.


    Veja:

    • DANIEL MONTEIRO: “O Paulo me procurou para dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele. Disse que você pediu para ele falar comigo a respeito. Devo dar andamento?”.
    • DANIEL VORCARO: “Eu pedi isso anteontem. Pra dar foco nisso. Achei que já estava resolvido”.
    • DANIEL MONTEIRO: “Ele só me contou agora cedo. Vou pedir os dados dos imóveis a ele e faço hj mesmo”.
    • Com o avanço das negociações, Vorcaro disse a Monteiro:
    • DANIEL VORCARO: “Eu preciso assinar e pagar hoje. Os imóveis Paulo”.

    Em outro diálogo, Monteiro fala com Vorcaro sobre a documentação.

    • DANIEL MONTEIRO: “A documentação está pronta. Só falta: 1. Confirmar imóveis e valores. Vou te enviar a seguir para você validar. 2. Definirmos quem será o diretor das sociedades que comprarão os imóveis. Por favor, você tem alguém que possamos usar (para não misturar com o restante das estruturas que temos)? 3. Descer o dinheiro do Astrato para o fundo dono das sociedades que comprarão os imóveis”.

    LEIA MAIS - PF prende ex-presidente do BRB citado no caso do Banco Master


    FONTE - Isadora TeixeiraManoela Alcântara - METRÓPOLES.

    Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

    Reajuste segue previsão de inflação mais PIB de 2025...

    Dinheiro
    © Marcello Casal JrAgência Brasil

    O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

    O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

    O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

    Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

    O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

    fonte - agencia brasil.

    Rede chefiada por MC Ryan “lavou” lucro do tráfico de 3 t de cocaína, diz PF

    A investigação da Polícia Federal (PF) indica que o tráfico de cocaína era uma das fontes de dinheiro ilícito utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro liderado pelo MC Ryan SP. O artista foi preso na manhã desta quarta-feira (15/4) durante a Operação Narco Fluxo.

    Segundo a PF, o cantor utilizava suas empresas ligadas à produção musical e a própria fama nas redes sociais para mesclar receitas legítimas com dinheiro ilícito de apostas ilegais, rifas digitais e tráfico de drogas. As autoridades citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).


    Na decisão que deu origem à Operação Narco Fluxo, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 alvos da PF. Segundo o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, o valor foi calculado com base no suposto lucro do tráfico de mais de três toneladas de cocaína e também nas movimentações financeiras dos alvos da PF.


    Os detalhes sobre o tráfico de drogas foram apurados durante as operações Narco Vela, deflagrada em abril de 2025, e Narco Bet, em janeiro de 2026.


    Liderança de MC Ryan

    A PF aponta o MC Ryan SP como líder do esquema de lavagem de dinheiro. Após a lavagem, os valores eram reinseridos na economia formal a partir da aquisição de imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor.


    A investigação ainda indica que Ryan pagava operadores de mídia para publicar conteúdos favoráveis a ele e promover suas plataformas de apostas. O objetivo seria mitigar eventuais crises de imagem relacionadas às investigações. O artista também teria transferido participações societárias para laranjas, inclusive familiares, para ocultar seu patrimônio.


    Operação Narco Fluxo

    Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.


    De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, e no Distrito Federal.


    A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.

    Entre os presos na operação desta quarta, estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.

    A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.

    O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.

    De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.

    Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

    As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

    Em nota, a defesa do MC Ryan informou que não teve acesso ao procedimento, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.

    “Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”. A defesa ainda alegou confiar que os esclarecimentos que serão prestados demonstrarão a verdade dos fatos.

    FONTE - METROPOLES.

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