A Polícia Civil informou que o pai e a madrasta da adolescente Marta Isabelle, de 16 anos, serão indiciados por feminicídio e também responderão por tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. Segundo a investigação, a jovem foi mantida presa dentro de casa, sofreu agressões recorrentes e morreu após um período de violência que, conforme a polícia, se intensificou com o passar do tempo.
Em coletiva realizada na última terça-feira (3), a corporação afirmou que o caso se enquadra no artigo 121-A do Código Penal, que trata do feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar. A delegada Leisaloma Carvalho declarou que a adolescente viveu dentro de casa um quadro de agressões progressivas, que culminou no desfecho fatal.
De acordo com o que foi apurado até agora, Marta foi encontrada deitada em uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável. O laudo inicial apontou desnutrição, ossos expostos, ferimentos com larvas e sinais de que ela teria passado dias imobilizada.
A investigação indica que o pai e a madrasta amarravam a adolescente com fios, restringiam água, alimentação e higiene, e não buscavam atendimento médico mesmo diante de ferimentos graves.
O inquérito também registra que ela era forçada a comer restos de comida e submetida a castigos frequentes, inclusive sem motivo definido, e que o pai teria cortado o cabelo da filha como forma de punição.
Ainda segundo a delegada, o pai foi descrito como ciumento e teria retirado Marta da escola há quase três anos, sob a justificativa de que faria uma transferência para a Paraíba, o que a polícia afirmou ser falso, contribuindo para o isolamento da adolescente e a ruptura com qualquer convívio social.
A Polícia Civil também declarou que há elementos no inquérito que apontam indícios de que Marta pode ter sido vítima de abusos sexuais.
A corporação informou que a apuração segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas à morte da adolescente e reunir todos os detalhes do caso.





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