Marta Isabelle dos Santos, de 16 anos, foi encontrada morta dentro de casa na noite de terça-feira, dia 24, em Porto Velho. O corpo apresentava sinais de tortura e maus-tratos, segundo as primeiras informações da perícia. O pai, Callebe José da Silva, confessou que mantinha a filha amarrada todas as noites com fios elétricos.
A adolescente morava com o pai e a madrasta em Rondônia, enquanto outros familiares vivem na Paraíba. Conhecida como Martinha, era descrita pela família como uma jovem que gostava de cantar na igreja e que sonhava em concluir os estudos para construir o próprio futuro.
De acordo com a tia, Isabelle nasceu na Paraíba e ainda criança foi morar com o pai em Rondônia. O último encontro entre elas ocorreu em agosto de 2020. Depois disso, o contato se tornou mais distante.
Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a adolescente cantando em um culto religioso, apontado pela família como o último registro dela em vida.
Parentes afirmam que não sabiam das agressões. Sempre que buscavam informações, recebiam a resposta de que a jovem estava bem. Segundo a tia, Isabelle era querida por todos, tinha comportamentos comuns da adolescência, mas mantinha planos de estudar e seguir novos caminhos.
No dia em que foi localizada, a jovem estava deitada em uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável. O laudo preliminar indicou desnutrição, ossos aparentes, ferimentos com presença de larvas e sinais de que teria permanecido imobilizada por dias.
Além da confissão do pai sobre as amarras e o confinamento, testemunhas relataram maus-tratos frequentes.
O pai e a madrasta foram presos suspeitos de tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
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