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Governo do Brasil garantirá botijão gratuito a 15,5 milhões de famílias

Estimativa é que 65 milhões de botijões de gás sejam distribuídos por ano. Investimento em 2025 será de R$ 3,57 bilhões e para 2026, de R$ 5,1 bilhões...

FOTO - REPRODUÇÃO


O Governo do Brasil lançou, nesta quinta-feira (4.09), o Programa Gás do Povo, que garante gratuidade no botijão de gás de cozinha para as famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade. A iniciativa vai ampliar para 50 milhões de pessoas, aproximadamente 15,5 milhões de residências, o acesso ao benefício, o triplo do Auxílio Gás.

A estimativa é que 65 milhões de botijões de gás sejam distribuídos gratuitamente, por ano, para as famílias inscritas no Cadastro Único. O investimento do Governo do Brasil para 2025 é de R$ 3,57 bilhões, já previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), enquanto a estimativa para o próximo ano é de R$ 5,1 bilhões.

O acesso ao gás de cozinha promove justiça social, promove a saúde e amplia a segurança alimentar da população de baixa renda. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a importância da ação, uma das maiores de acesso ao cozimento limpo do mundo, durante o lançamento do Gás do Povo, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (4.09).

“Todo mundo tem que ter direito a comer e, para isso, precisa ter direito ao alimento e depois ao gás para cozinhar. É por isso que estamos tentando mostrar que o que falta nesse país não é dinheiro, é tratar o povo com o respeito e a decência que o povo brasileiro precisa”, enfatizou o presidente Lula.

O benefício contemplará as famílias inscritas no Cadastro Único, com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para quem recebe o Bolsa Família. Quem recebe o Auxílio Gás continuará recebendo o valor do benefício enquanto a migração estiver em andamento.

Desenhado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e operacionalizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo começa a ser pago em novembro de 2025. Presente na cerimônia de lançamento, o ministro Wellington Dias projetou a implementação total do programa. “Até o mês de março do próximo ano, queremos alcançar as mais de 15 milhões de famílias beneficiadas com o Gás do Povo.”

 Após a mudança do Auxílio Gás para o novo programa, o beneficiário poderá ir até o ponto de revenda mais próximo de sua residência, apresentar o vale eletrônico disponibilizado por meio do aplicativo Gás do Povo, operacionalizado pelo MDS, e retirar o botijão de gás.

Além do acesso pelo aplicativo, a retirada do botijão também poderá ser feita com o cartão do próprio programa, por meio de vale impresso a ser retirado nas agências da Caixa Econômica Federal ou em lotéricas, ou com o cartão do Bolsa Família.

A entrega do botijão não será mais bimestral e a quantidade de vales será disponibilizada de acordo com o número de integrantes da família:

  • Famílias com 2 integrantes: Receberão até 3 botijões por ano. Validade de 4 meses, cada vale;
  • Famílias com 3 integrantes: Receberão até 4 botijões por ano. Validade de 3 meses, cada vale;
  • Famílias com 4 ou mais integrantes: Receberão até 6 botijões por ano. Validade de 4 meses, cada vale.

Revenda

A adesão dos pontos de revenda varejista de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, será voluntária por meio do credenciamento ao programa no sistema da Caixa. Todos os distribuidores e pontos de revenda que aderirem ao Gás do Povo serão devidamente identificados com a logomarca do programa, identidade visual padronizada, incluindo os pontos de venda, botijões, veículos e materiais de comunicação.

O crédito do Gás do Povo será disponibilizado diretamente às famílias e transferido automaticamente às revendas credenciadas após a compra do botijão. O valor do benefício será definido a partir de um preço de referência por estado, calculado pelo MME e pelo Ministério da Fazenda, com base nos preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP).

O programa prevê ainda mecanismos para reduzir desigualdades regionais, assegurando que distribuidores com mais de 10% de participação no estado devem garantir o benefício em municípios que não possuem revendas credenciadas no programa. Caso não haja nenhuma revenda no município (dentro ou fora do programa), o beneficiário deve ir até o município mais próximo para retirar o gás.

Regiões

O Nordeste concentra o maior número de famílias contempladas. A estimativa é de que mais de 7,1 milhões de lares sejam atendidos. Na sequência aparecem Sudeste (4,4 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil).

Estados

Entre as Unidades da Federação, oito estados terão mais de um milhão de famílias beneficiadas. São elas: Pará (1,11 milhão); Maranhão (1,01 milhão); Ceará (1,13 milhão); Pernambuco (1,14 milhão); Bahia (1,84 milhão); Rio de Janeiro (1,12 milhão); Minas Gerais (1,20 milhão); e São Paulo (1,87 milhão).


Saúde

Além de aliviar o orçamento familiar, o Gás do Povo terá impacto direto na saúde pública e na segurança alimentar. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas no mundo ainda não tenham acesso a tecnologias limpas de cozimento, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA).

No Brasil, cerca de 12 milhões de domicílios ainda utilizam lenha e gás de forma combinada para cozinhar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre esses, aproximadamente 5 milhões são famílias de baixa renda — um universo de cerca de 15 milhões de pessoas que ainda recorrem à lenha, sobretudo devido ao impacto do botijão no orçamento familiar.

Essa prática aumenta em até três vezes o risco de infecções respiratórias em crianças e contribui para doenças pulmonares crônicas, principalmente em mulheres.

Com o novo programa, será possível reduzir a dependência do fogão à lenha e, consequentemente, diminuir internações no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionadas à exposição à fumaça tóxica.

O Gás do Povo também reforça o compromisso do Brasil com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 7), que prevê acesso universal a tecnologias limpas de cocção. A iniciativa está alinhada à liderança brasileira no debate sobre transição energética justa, no âmbito do G20 e dos BRICS.

Assessoria de Comunicação - MDS.

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Pedidos de financiamento solar disparam em Rondônia e têm alta de 685%

▪︎ Dados da Financeira do Santander mostram avanço na busca por energia limpa no estado...



Rondônia registrou um crescimento de 685% na concessão de crédito para projetos de energia solar em 2024, segundo dados da Financeira do Santander. Na Região Norte, a expansão foi de 225% no ano passado, em comparação com 2023.

“Ampliamos a oferta de financiamento a partir do ano passado, sempre com ofertas e soluções adaptadas para atender as necessidades do mercado. O resultado positivo é reflexo também do fortalecimento da nossa rede de parceiros e os constantes

investimentos realizados para ampliar as alianças estratégicas”, explica Cezar Janikian, diretor da Financeira do Santander.

Esse crescimento é importante quando se observa a Região Norte como uma referência da biodiversidade no planeta e a transição energética um instrumento fundamental para a sua proteção. “O aumento na busca por financiamento mostra que o brasileiro está atento às vantagens da energia limpa. Nosso papel é facilitar esse acesso com agilidade e segurança”, afirma Janikian.

A empresa financia toda a estrutura necessária para projetos solares, incluindo placas, baterias de armazenamento, eletropostos, carregadores elétricos, sistemas de monitoramento e estruturas de montagem. A contratação é simples, digital e pode ser feita pelo site https://www.santander.com.br/hotsite/santanderfinanciamentos/ . Por meio de milhares de parceiros comerciais, o Santander oferece crédito facilitado para residências e empresas que querem investir em energia limpa e economia na conta de luz.

FONTE - ASSESSORIA.

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PF deflagra operação contra crimes ambientais na Terra Indígena Zoró

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (4/9), a Operação Fragmentos, destinada a combater a prática de garimpo ilegal no interior da Terra Indígena Zoró. 

FOTO - PF/RO


A ação decorre de decisão da Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Juína/MT e envolve o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, 04 mandados de prisão preventiva, além de medida cautelar de bloqueio judicial de mais de R$12 milhões.

As investigações tiveram início a partir de representações encaminhadas pelo Ministério Público Federal e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), relatando extração ilegal de minérios e madeira na região. 

Diligências realizadas pela Polícia Federal, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da FUNAI, confirmaram a existência de atividades criminosas em áreas próximas à Aldeia Ikarej (Pepuj), no interior da Terra Indígena Zoró.

Durante as incursões em campo, foram localizados diversos acampamentos, estruturas de extração de ouro, desmatamento irregular e equipamentos utilizados nas práticas ilegais. As diligências também permitiram a identificação de indivíduos envolvidos na logística e no financiamento das atividades criminosas.

A operação tem como objetivo desarticular a organização criminosa atuante na exploração ilegal de recursos naturais na Terra Indígena Zoró, além de promover a descapitalização econômica dos investigados por meio da constrição judicial de bens e valores. A investigação prossegue com a análise do material apreendido.

FONTE - PF/RO.

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Gênese rondoniense (1): Marcha para o Oeste desembocou nos NUARs

Gênese rondoniense (1): Marcha para o Oeste desembocou nos NUARs

 MONTEZUMA CRUZ*


Famílias de migrantes posam para a foto durante a viagem rumo a Cacoal e Espigão d´Oeste (foto Marcos Santili)


Existem outros grandes atores na ocupação e elevação de Rondônia a estado, mas a história oficial ainda fecha os olhos ao ex-governador Humberto da Silva Guedes, limitando-se a vangloriar o coronel Jorge Teixeira de Oliveira, Teixeirão, na condição de único milagreiro. Cometem injustiças contra algumas pessoas, entre as quais o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Rondônia (Codaron), William Cury, “pai do Polonoroeste.”

William Cury, 45 anos depois: pingos nos is a respeito da elevação de Rondônia a estado (Foto Rosinaldo Machado)

De Humberto Guedes, acompanhávamos as atividades governamentais quando ele confiou ao filho, secretário de Planejamento Luiz César Auvray Guedes, a contratação de profissionais de arquitetura e geógrafos da Universidade de São Paulo, para o planejamento de cidades. Somando-se esse a outros feitos, não é exagero dizer que aquele governador “plantava as bases dos futuros municípios.”

Por que não reconhecer o papel legítimo de outros atores, se até ex-ministros e suas respectivas equipes ofereceram o seu quinhão a um dos mais famosos partos geopolíticos do século passado: a criação do estado, três anos depois de Mato Grosso do Sul?

Isso ocorrera desde as notáveis reuniões entre os presidentes, generais Ernesto Geisel e João Baptista de Oliveira Figueiredo, Golbery do Couto e Silva (Casa Civil) e seus ministros João Paulo dos Reis Veloso, Delfim Neto – três titulares do Planejamento e Coordenação Geral; Maurício Rangel Reis (Interior) e Alysson Paulinelli (Agricultura).

Cada qual em seu quadrado, todos eles deram seguimento ao ímpeto da notável Marcha para o Oeste. Para viabilizar essa Marcha, o governo Getúlio Vargas estabeleceu acordo com os Estados Unidos, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.

Antes de pisar solo rondoniense, o ministro Paulinelli já havia “caído nas graças” de Geisel ao lançar o Programa de Desenvolvimento do Cerrado (Polocentro) e apoiado o desenvolvimento agrícola da região de Dourados (MS).

Lembra o engenheiro agrônomo, pesquisador e professor universitário Eneas Salati, que os EUA queriam a borracha e o governo brasileiro necessitava de recursos financeiros para executar os planos de desenvolvimento. Recrutados no porto de Fortaleza (CE), os “soldados da borracha” nordestinos que optaram pela selva inóspita ao teatro da guerra viajavam de barco para Amazônia, incursionando por seringais brasileiros e até bolivianos.

Esse capítulo todos conhecem: a exemplo dos acreanos, com esforço incomum eles garantiram o látex exportado às indústrias automobilísticas e de aviação nos EUA. Mais tarde, no governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961), a industrialização ganhava corpo. Ele queria fazer “cinquenta anos em cinco.” Para alcançar seus objetivos, optou por uma desnacionalização da economia e primou pela indústria de bens de consumo duráveis – eletrodomésticos e automóveis – em detrimento da indústria de base que tinha sido prioridade no governo de Vargas.

“O favorecimento a empresas estrangeiras provocou a aceleração da industrialização no Brasil”, analisou o também graduado em Agronomia Adriano Luís Schünemann. Nesse embalo, JK projetou Brasília, e com ela, a interligação dos diferentes centros econômicos do País.

Vieram ideias e projetos, e um deles se afunilou na construção da BR-29 (depois BR-364), que alcançou Cruzeiro do Sul, na fronteira Brasil-Peru.

Dois anos atrás, eu e os colegas Lúcio Albuquerque e Rosinaldo Machado ouvimos William Cury durante duas horas, na casa dele. Foi o tempo suficiente para clarear a maneira como os então governadores Teixeirão (aqui) e Júlio Campos (Mato Grosso) conseguiram o maior financiamento da história do Centro-Oeste da Amazônia Brasileira, a fim pavimentar “a estrada de JK e demarcar terras indígenas.”

O ex-presidente da Codaron e organizador do Polonoroeste, com os repórteres Lúcio Albuquerque e Montezuma Cruz (foto Rosinaldo Machado)

Bem depois dos anos 1970, quando deixou o interior paulista, ingressou na assistência técnica rural do ex-território federal e obteve vaga na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já trabalhando para o governo Teixeirão, o engenheiro agrônomo William Cury tomou a frente da secretaria da agricultura e foi presidente da Codaron, criada para desenvolver 32 núcleos urbanos de apoio rural (NUARs), a maioria deles embriões para futuras cidades.

Ele nos contou que um dia saiu de avião de Porto Velho e desembarcou em Brasília, indo diretamente à sede do IPEA fazer palestra para um seleto grupo de economistas. IPEA é a siga do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, ligado ao Ministério do Planejamento.

Cury demonstrava à nata da tecnocracia a concepção do Programa de Desenvolvimento Integrado para o Noroeste do Brasil (Polonoroeste), que fora concebido sob suas mãos.

O ex-presidente da Codaron clareia a história, na qual agora aparecem aqueles até então ocultos, especialmente o ministro do Planejamento Antônio Delfim Neto, que autorizaria as negociações com o Banco Mundial para obras de asfaltamento da BR-364.

Da noite para o dia Rondônia e Mato Grosso desfrutavam do montante de US$ 1,2 bilhão, uma fortuna nunca imaginada por aqueles que sonhavam com o estado.

A dinheirama vinha de Washington, DC. Entusiasmado, o chefe da Divisão daquele banco para o Brasil, Robert Skilling, tanto apreciou o trabalho de Cury que desejava vê-lo governador!

Foi Bob quem” derrubou” Cury do cargo mais adiante, pois se acostumava a desembarcar em Porto Velho e dispensava despachar no Palácio Presidente Vargas, ficando à vontade na sede da Codaron, na Rua José de Alencar. O secretário de planejamento estadual, José Renato da Frota Uchôa, não gostava nada do que via.

As relações com Bob vinham desde Humberto Guedes, revelou-nos Cury em sua conversa. Em 1979, no final do governo daquele coronel, Cury trabalhava na Embrapa, quando o dirigente bancário americano vinha a Porto Velho pela primeira vez. 

“Ele desembarcou aqui, hospedou-se e foi diretamente ao Palácio Presidente Vargas, onde ouviu do governador Guedes:  Olhe, eu estou em final de governo, há situações que demandam tempo, procure o Cury” – descreveu.

No entanto, Guedes atendeu o visitante que programara passar apenas três dias em Rondônia, mas aqui permaneceu duas semanas. Bob tinha que conhecer a Embrapa.

“Eu o levei para todas as bases físicas da empresa aqui e no interior” – lembra Cury, citando Ouro Preto e Presidente Médici. Ali se desenvolviam cultivares de forrageiras, e em Vilhena vicejavam lavouras de café da variedade robusta.

O ciúme, uma das chagas da Humanidade, passou a correr solto e venenoso entre as paredes da sede do Palácio Presidente Vargas. Daí...

E numa terra que até então endeusava o ministro Mário Andreazza (Transportes e Interior), considerado o maior aliado de Teixeirão, é possível constatar nessa gênese outros atores importantes da construção do estado.

Texto anterior - Mader ajudou mineração que ainda desconhecia a “pedra da cura”

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No próximo texto, saiba como William Cury convenceu o ministro do Planejamento Delfim Neto a avalizar o dinheiro do Banco Mundial e quem fazia parte de sua notável equipe.

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

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Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.


Prefeitura de Porto Velho convoca pais para matrícula de crianças no Projeto “Creche Noturna”

Confira a lista com os nomes das crianças homologadas...

FOTO - SMC

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) divulgou nesta quinta-feira (4), a convocação para pais e responsáveis das crianças inscritas no Projeto “Creche Noturna”, em conformidade com o Edital nº 7/2025/ASTEC/SEMED, publicado em 6 de agosto de 2025.

O chamado se destina às famílias cujas crianças ainda não possuem matrícula na rede pública municipal de ensino, garantindo que possam participar do projeto. O período para comparecimento vai de 5 a 10 de setembro de 2025, na sede da Semed, localizada na rua Elias Gorayeb, nº 1514, bairro Nossa Senhora das Graças, na Divisão de Avaliação e Indicadores Educacionais (DIAIED/DPE).

O órgão alerta que o não comparecimento dentro do prazo será considerado desistência, resultando na perda da vaga no projeto.

Leonardo Leocádio reforça a importância da participação das famílias neste processo

O projeto “Creche Noturna” tem como objetivo atender crianças em horários diferenciados, oferecendo segurança, educação e cuidado para famílias que possuem jornadas de trabalho noturnas.

A lista de crianças homologadas para matrícula já está disponível. CONFIRA AQUI.

O secretário municipal de Educação, Leonardo Pereira Leocádio, reforça a importância da participação das famílias neste processo para assegurar que todas as crianças inscritas tenham acesso à educação e cuidado oferecidos pelo projeto.

SERVIÇO

• Período de comparecimento: 5 a 10 de setembro de 2025
• Local: Semed – rua Elias Gorayeb, 1514, bairro Nossa Senhora das Graças (DIAIED/DPE).

Texto: Meiry Santos
Foto: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).


Sílvia Cristina diz que bancada do Norte está unida pela PEC 47 da transposição

 Reunião nesta semana definiu estratégias para buscar celeridade na aprovação da matéria na Câmara...

FOTO - REPRODUÇÃO RONDONOTICIAS

A deputada federal Sílvia Cristina provocou a realização de uma reunião da bancada do Norte, na última terça-feira (2), para tratar da PEC 47 da transposição dos servidores do ex-território aos quadros da União.

“Não dá mais para esperar: são dois anos que a PEC está parada na Câmara dos Deputados, sem sequer ser cogitada entrar na pauta. É preciso por em votação, para fazer justiça aos servidores que dedicaram suas vidas ao trabalho, na época dos ex-territórios de Rondônia, Roraima e Amapá. É uma pauta que une toda a bancada de Rondônia e da região e temos que seguir nos mobilizando, para que a matéria seja votada”, disse a deputada.

O coordenador da bancada, deputado Sidney Leite (PSD/AM), afirmou que essa é uma pauta que une os representantes de todos os Estados da região. “Essa PEC é uma questão de justiça com Rondônia, Roraima e o Amapá e tem o apoio da bancada do Norte e essa reunião definiu estratégias de atuação nossa, de agora em diante. Importante frisar que o presidente da Câmara, Hugo Motta, assumiu o compromisso de pautar a PEC e esperamos que ela cumpra”, completou.

No encontro, ficou definida a mobilização no plenário, em defesa da PEC 47. Um encontro com Hugo Motta será agendado para tratar da matéria, além da cobrança de uma data concreta para a prometida instalação de um grupo de trabalho ou comissão, para tratar do tema.

FONTE - RONDONOTICIAS.

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MP ajuíza Ação Civil Pública cobrando medidas urgentes para reduzir acidentes em Rolim de Moura

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ajuizou uma Ação Civil Pública com obrigação de fazer contra o Município Rolim de Moura, demandando a execução de um projeto técnico que prevê a construção de rotatórias como medida essencial para a redução de acidentes no trânsito.

FOTO - MPRO


Esta iniciativa é baseada em estudos técnicos realizados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e considera dados alarmantes sobre o crescimento dos acidentes e suas consequências na cidade.

A ação foi proposta pela Promotora de Justiça Maira de Castro Coura Campanha, diante do volume de sinistros ocorridos na cidade. No primeiro semestre de 2025, Rolim de Moura apresentou a maior taxa de acidentes por habitante, evidenciando um agravamento da situação no trânsito urbano.

Os dados revelam um crescimento significativo de acidentes e fatalidades, reforçando a necessidade de medidas estruturais urgentes. Em 2022, foram registrados 523 acidentes, 347 vítimas (5 fatais). Em 2024, os números saltaram 837 acidentes, 615 vítimas (23 fatais).

Conforme relata o MP na ação, o Detran elaborou um estudo técnico detalhado, identificando os pontos críticos de vulnerabilidade no trânsito da cidade e propondo a construção de rotatórias como uma das principais soluções. Foi comprovado que essa medida funciona, com exemplo em um local onde o número de acidentes caiu de 32 para 11 após a intervenção.

O MP aponta como consequências da demora na tomada de providências:

  • Danos Materiais e Emocionais: As vítimas e seus familiares sofrem prejuízos significativos, sejam de ordem financeira, psicológica ou física.
  • Sobrecarga na Saúde Pública: As ocorrências sobrecarregam unidades de saúde locais, além de gerar custos com deslocamento para atendimentos especializados em outros municípios.
  • Comprometimento ao Policiamento: Cada acidente mobiliza ao menos uma viatura da Polícia Militar e uma guarnição, por cerca de 2h30min, em média. O aumento dos acidentes impacta diretamente na segurança geral da população.

Pedidos

Na ação, o MP requer ao Poder Judiciário que obrigue o Município a executar intervenções estruturais e de sinalização no trânsito, conforme o projeto elaborado pelo Detran. 

Além de implementar uma política de educação no trânsito, com ações planejadas e permanentes, com campanhas de conscientização e segurança, visando à redução de acidentes e uma cultura de respeito às normas.

O Ministério Público argumenta que a omissão do Município gera consequências graves para a sociedade. 

Assim, busca-se, com a ação ajuizada, garantir a segurança dos usuários do trânsito de Rolim de Moura, reduzir os acidentes e seus impactos, e assegurar a proteção da vida e dos recursos públicos.

Essa ação reforça a importância da execução rápida e efetiva de políticas públicas voltadas à segurança viária, tanto no âmbito estrutural quanto educacional.

FONTE - MPRO.

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PF e Previdência descobrem fraude milionária ligada a investigado de ataque a site de notícias em Porto Velho

A Polícia Federal, em uma ação conjunta com o Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social, deflagrou nesta quinta-feira (4/9) a Operação Desafio, destinada ao cumprimento de medidas cautelares expedidas pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia.

FOTO - PF/RO

A operação é um desdobramento da Operação Tango, iniciada após atentado a um veículo de imprensa em 2022. 

Durante a análise das provas obtidas, identificaram-se indícios de utilização de múltiplas identidades por um dos investigados, o que resultou na abertura de nova linha investigativa voltada à apuração de fraudes previdenciárias.

As investigações revelaram um esquema sofisticado, no qual um único indivíduo utilizava, simultaneamente, ao menos cinco identidades falsas para obter benefícios previdenciários indevidos. 

Além dos valores recebidos mensalmente, constatou-se que os registros eram utilizados para a contratação de empréstimos consignados, com indícios de participação de correspondentes bancários.

Estima-se que o montante indevidamente recebido ultrapasse R$ 3,3 milhões, enquanto o total de empréstimos consignados associados aos benefícios atinja aproximadamente R$ 1,4 milhão. 

O prejuízo potencial ao erário, considerando a expectativa de vida dos beneficiários fictícios, é estimado em cerca de R$ 7,7 milhões.

Entre os alvos da operação estão pessoas com registro na Ordem dos Advogados do Brasil, investigadas por possível participação na estruturação e facilitação do esquema fraudulento, inclusive mediante a abertura de empresas em nome de identidades falsas.

O preso foi encaminhado à sede da Polícia Federal em Porto Velho/RO, onde permanece à disposição da Justiça.

A investigação prossegue com a análise do material apreendido. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, falsidade ideológica, uso de documento falso, falsificação de documento público e outros eventualmente identificados.

FONTE - PF/RO.

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PRF em Rondônia prende homem por tráfico de drogas e c#rrupção de m#nores em Porto Velho

A Polícia Rodoviária Federal em Rondônia apreendeu, nesta terça-feira (02), aproximadamente 6 kg de material entorpecente, durante fiscalização na BR 364, km 815, no município de Porto Velho.

FOTO - DIVULGAÇÃO PRF/RO

Ao dar ordem de parada ao condutor, a equipe policial constatou a inexistência de placa e de alguns equipamentos obrigatórios na motocicleta. 

Além do comportamento suspeito dos ocupantes, foi notado um forte odor de produto químico na mochila que transportavam, sendo localizados em seu interior 5,0 kg de substância análoga à cocaína e 0,6 kg de substância análoga à maconha.

O homem, a droga e o veículo foram encaminhados à Central de Flagrantes de Porto Velho. 

A adolescente foi conduzida na condição de vítima e, posteriormente, encaminhada ao Conselho Tutelar para demais providências.

FONTE - PRF/RO

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Tráfego na avenida Jorge Teixeira terá alteração durante Desfile da Independência em Porto Velho

Para garantir a segurança e melhorar a organização do trânsito durante a realização do Desfile Cívico-Militar de 7 de setembro, que ocorrerá no domingo, às 8 hora, na avenida Santos Dumont, o governo de Rondônia contará com a parceria de órgãos estaduais e municipais que implementarão mudanças no tráfego a fim de proporcionar maior conforto ao público, além de facilitar a organização das atrações e o transporte dos participantes.



De acordo com a Casa Militar da Governadoria (Casa Militar), o lado direito da avenida Governador Jorge Teixeira, entre a Vila Militar e o local do evento será fechado, sendo reservado apenas para participantes. Outro impedimento de acesso será a rua Projetada, localizada no bairro Nova Esperança, onde a passagem será restrita às pessoas credenciadas vindas da avenida Prefeito Chiquilito Erse (Rio Madeira).


Durante todo o evento, a avenida Santos Dumont permanecerá exclusiva às apresentações do Desfile Cívico-Militar, e o acesso de veículos e pedestres ao local será limitado ao lado esquerdo da Jorge Teixeira. O trecho funcionará temporariamente como via de mão dupla, garantindo o fluxo do trânsito e facilitando o acesso dos participantes ao ponto de encontro. Confira como ficará o trafego.


Estacionamento


Ainda segundo a Casa Militar, um amplo estacionamento estará disponível ao público, localizado em um terreno próximo à Avenida Santos Dumont, na qual o acesso dos motoristas será feito pelo lado esquerdo da Avenida Governador Jorge Teixeira, com o objetivo de facilitar a chegada do público ao desfile, bem como contribuir para a organização e a permanência dos participantes durante todo o evento.


Ação em conjunto


A ação contará com o apoio da PM, Detran e Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran), que atuarão nos pontos de interdição, auxiliando no fluxo de veículos e garantindo que a população tenha acesso facilitado ao desfile.  

Secom/RO

Nível do rio Madeira fica abaixo dos 3 metros e Defesa Civil de Porto Velho intensifica monitoramento e orientações

Proprietários e comandantes das embarcações devem redobrar os cuidados especialmente durante a navegação noturna

O período é de forte estiagem na região Norte do Brasil, e em Porto Velho a situação não é diferente. Nesta terça-feira (2), o nível do rio Madeira chegou a 2,99 metros. Com a cota abaixo de 4 metros, a Capitania Fluvial estabeleceu novas regras para a segurança das embarcações e a Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMDC) intensifica as ações de monitoramento.


Capitania Fluvial estabeleceu novas regras para a segurança das embarcações


Apesar da situação preocupante, e coloca as autoridades em alerta, o superintendente da SMDC, Marcos Berti, afirma que nível do rio Madeira ainda está um pouco acima em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, as equipes reforçam os trabalhos.


“Seguimos realizando monitoramento e orientando os proprietários e comandantes das embarcações para redobrarem os cuidados, especialmente durante a navegação noturna, para evitar transtornos ou mesmo algum acidente, tendo como foco principal a proteção de vidas humanas”, comentou Marcos Berti.


RIBEIRINHOS



SMDC realiza o acompanhamento da situação nas comunidades ribeirinhas

Paralelo ao trabalho com as embarcações, a SMDC também realiza o acompanhamento da situação nas comunidades ribeirinhas. Caso a estiagem venha a agravar a crise hídrica, um plano de contingência será colocado em ação para atender as famílias com água potável.


A Defesa Civil informa que, com o agravamento do período de estiagem, surgem grandes bancos de areia que acabam dificultando a captação de água diretamente do rio. Além disso, a seca afeta os lençóis freáticos e quem utiliza poços também acaba ficando sem água, o que demanda ação para distribuir água potável.


“Estamos em alerta, realizando o nosso planejamento técnico e estratégico, mas, ao mesmo tempo, prontos para acatar as determinações do prefeito Léo Moraes para que ninguém fique desassistido, caso seja necessário”, finalizou Marcos Berti.


A boa notícia é que, de acordo com a Marinha, diferentemente do que foi registrado em 2024, quando a régua fluviométrica marcou apenas 0,25 metro de água no Madeira, para 2025 as projeções são bem melhores e indicam que não serão atingidos índices tão críticos.


Texto: Augusto Soares

Fotos: Leandro Morais/ Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Prefeitura avança com obras de drenagem em vários bairros de Porto Velho

Tem serviços acontecendo na avenida Rio de Janeiro, rua Sucupira e Nova Esperança

Com o objetivo de minimizar o impacto das chuvas durante o próximo inverno amazônico, a Prefeitura de Porto Velho tem implementado significativas obras de drenagem em diversos pontos da cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), a ação faz parte de um cronograma crucial para enfrentar e prevenir problemas relacionados a enchentes e acúmulos de água em vários pontos da capital.



Obras fazem parte do cronograma de ações da Seinfra

Durante esta semana, a Seinfra realiza serviços de drenagens em diversas regiões: avenida Raimundo Cantuária, avenida Rio de Janeiro, rua das Mangueiras, Beco da Campo Sales, rua Michele, rua Torres, rua Nova Iorque, ponte do bairro Costa e Silva, rua Sucupira, rua Ana Oliveira próxima à Torre de Transmissão e ainda a rua Nova Esperança. Além da drenagem, as equipes também seguem com serviço de limpeza de bocas de lobo.


Para evitar que esses problemas antigos continuem em Porto Velho, a drenagem é um aspecto fundamental para que os porto-velhenses não tenham que enfrentá-los novamente. As obras fazem parte do cronograma de ações da Seinfra, que trabalha, por exemplo, com colocação de grandes tubos de concreto, manilhas, bueiros, entre outras demandas para captação e escoamento de águas no período chuvoso.



Obras não só visam melhorar a infraestrutura urbana, mas também melhorar a qualidade de vida dos moradores

Segundo a Prefeitura, as obras não só visam melhorar a infraestrutura urbana, mas também melhorar a qualidade de vida dos moradores, reduzindo riscos à saúde pública e também prejuízos materiais. Além disso, desde do início da atual gestão, a Prefeitura intensifica a Operação Cidade limpa com iniciativas que contribuem com a qualidade de vida dos moradores.


De acordo com o secretário da Seinfra, Thiago Cantanhede, a iniciativa da Prefeitura busca a resolução definitiva de problemas antigos da rede de drenagem em Porto Velho.


“Por determinação do prefeito Léo Moraes, estamos trabalhando em diversas frentes com as obras de drenagem, recuperação de ruas, pavimentação, entre outras ações, que estão sendo reforçadas com a proximidade do inverno amazônico. Além disso, ouvimos os moradores, buscando acima de tudo melhorias, para que os problemas relacionados a infraestrutura da capital sejam solucionados de forma definitiva”, finaliza o secretário.


Texto: André Oliveira

Fotos: Thaís Alves/ Seinfra/ Francisco Ribeiro


Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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