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Homem inventa roubo de motocicleta para tentar receber seguro em Porto Velho, aponta polícia

Investigação descobriu que veículo já circulava na região de Guajará-Mirim desde julho; suspeito deverá responder por comunicação falsa de crime e estelionato...

Uma investigação da Polícia Civil de Rondônia descobriu uma suposta tentativa de golpe envolvendo a falsa comunicação do roubo de uma motocicleta em Porto Velho. Segundo a apuração, o proprietário teria inventado o crime com o objetivo de receber indevidamente o valor do seguro.

O caso começou após um boletim de ocorrência ser registrado na terça-feira (4). Na ocasião, o comunicante afirmou que havia sido abordado naquela mesma manhã por dois homens armados em via pública e que, mediante ameaça, a dupla teria levado a motocicleta.

O veículo possuía restrição de alienação fiduciária. Após o registro, a Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) iniciou as diligências para esclarecer o suposto assalto.

Durante a investigação, entretanto, os policiais encontraram informações que contrariavam a versão apresentada no boletim de ocorrência. A apuração indicou que a motocicleta já estava circulando na região de Guajará-Mirim desde julho, sem registro de retorno a Porto Velho.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil concluiu que o roubo relatado não teria ocorrido e apontou que a comunicação teria sido feita como parte de uma tentativa de estelionato para obtenção indevida do seguro.

O investigado, identificado pelas iniciais J. D. S. B., deverá ser indiciado por comunicação falsa de crime e estelionato. A investigação também apura possível associação criminosa.

Adolescentes desaparecidas em Manaus são encontradas caminhando às margens da BR-364 em Porto Velho

Jovens foram localizadas no km 703 durante ação da Polícia Civil de Rondônia com apoio da PRF e encaminhadas ao Conselho Tutelar para viabilizar o reencontro com a família...

Duas adolescentes que estavam desaparecidas de Manaus, no Amazonas, foram encontradas caminhando pelo acostamento da BR-364, em Porto Velho. A localização ocorreu na noite do último sábado (1º), nas proximidades do km 703, durante uma ação da Polícia Civil de Rondônia com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

As investigações foram desenvolvidas a partir do cruzamento de informações e da análise de risco sobre a possível rota seguida pelas adolescentes. Durante as diligências e a fiscalização na rodovia, as equipes avistaram duas pessoas caminhando pelo acostamento e realizaram a abordagem.

Após consultas aos sistemas, os policiais confirmaram que as adolescentes possuíam registro ativo de desaparecimento feito pela Polícia Civil do Amazonas. No momento em que foram encontradas, elas estavam conscientes, orientadas e sem lesões visíveis.

Depois dos procedimentos policiais, as adolescentes foram encaminhadas ao Conselho Tutelar de Porto Velho para acolhimento e adoção das providências necessárias para possibilitar o reencontro com os familiares.

Em situações de desaparecimento, a orientação é registrar o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil o mais rapidamente possível.

Como ferramenta complementar, também está disponível o sistema Sinal Desaparecidos da PRF. O alerta pode ser solicitado pela plataforma oficial ou pelo telefone de emergência 191. Depois da validação, a informação é encaminhada aos dispositivos operacionais dos policiais de plantão em um raio de até 500 quilômetros do local do desaparecimento.

O alerta emergencial funciona como reforço às buscas e não substitui o registro oficial do Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Golpe do falso financiamento: operação prende suspeito e polícia procura dois foragidos em Rondônia

Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca na 3ª fase da Operação Contemplados, que investiga esquema que atraía consumidores com promessa de crédito rápido e os induzia a contratar consórcios...


A Polícia Civil de Rondônia prendeu um investigado e procura outros dois suspeitos durante a 3ª fase da Operação Contemplados, deflagrada para combater um esquema de fraudes envolvendo falsas ofertas de financiamento no estado.

A operação é conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes Contra o Consumidor (DECCON). Nesta etapa da investigação, a Justiça expediu quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva.

Um dos alvos foi localizado e preso pelas equipes policiais. O investigado foi encaminhado à unidade policial, interrogado e formalmente indiciado.

Outros dois alvos dos mandados de prisão não foram encontrados durante as primeiras diligências e são considerados foragidos. As buscas continuam para localizar os investigados e cumprir as determinações judiciais.

As investigações apontam que consumidores eram atraídos por intensa publicidade com promessas de crédito rápido, facilidade na aprovação e liberação imediata de dinheiro para aquisição de bens.

Segundo a apuração, entretanto, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de consórcio acreditando que estavam contratando um financiamento tradicional. Como consequência, o dinheiro prometido não era liberado imediatamente, provocando prejuízos financeiros aos consumidores.

A nova fase da Operação Contemplados pretende ampliar a coleta de provas, identificar a participação dos envolvidos no esquema, interromper as práticas investigadas e possibilitar a reparação dos danos causados às vítimas.

O inquérito permanece sob sigilo enquanto prosseguem as investigações e as buscas pelos demais envolvidos. Aos investigados são assegurados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.

A Polícia Civil orienta os consumidores a verificar cuidadosamente os contratos antes da assinatura, principalmente para identificar se a operação oferecida é financiamento ou consórcio. A recomendação também é desconfiar de promessas de crédito imediato ou condições incompatíveis com as praticadas regularmente no mercado.

Em caso de dúvida, consumidores podem procurar orientação junto ao Procon, Banco Central ou instituições financeiras autorizadas.

Polícia procura foragido investigado por crimes contra a vida em Ariquemes

Roger Santos Pereira não foi localizado durante as diligências e está com mandado de prisão em aberto; informações sobre o paradeiro podem ser repassadas pelos canais de denúncia...

Foto - divulgação PC/RO

A Polícia Civil de Rondônia procura Roger Santos Pereira, considerado foragido após não ser localizado durante diligências realizadas em Ariquemes. Ele está com mandado de prisão em aberto.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada na Repressão de Crimes contra a Vida de Ariquemes. A Polícia Civil divulgou o nome do suspeito e solicita a colaboração da população para obter informações que possam levar à sua localização.

O mandado de prisão está registrado sob o número 7011859-88.2026.8.22.0002.01.0003-09.

Informações sobre o paradeiro de Roger Santos Pereira podem ser comunicadas à polícia pelos números 197 ou 190, além do WhatsApp (69) 3216-8940.

A Polícia Civil informa que o sigilo das informações repassadas pelos denunciantes é garantido.

Professor que trabalha durante recreio escolar tem direito a horas extras, decide Justiça de Rondônia

Decisão manteve pagamento com adicional de 50% a professor da rede pública de Ouro Preto do Oeste que supervisionava alunos durante período destinado ao intervalo...

FOTO - REPRODUÇÃO

A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Rondônia manteve a decisão que reconheceu o direito de um professor da rede pública de Ouro Preto do Oeste ao recebimento de horas extras pelo trabalho realizado durante o recreio escolar. O recurso apresentado pelo Estado de Rondônia foi negado.

O processo demonstrou que, durante o período destinado ao descanso, o professor precisava permanecer trabalhando na supervisão e orientação dos estudantes no chamado intervalo dirigido. Com isso, a Justiça determinou o pagamento do período trabalhado com adicional de 50%, considerando os dias de efetiva atividade presencial.

Na tentativa de reverter a decisão, o Estado argumentou que acordos coletivos e leis estaduais aprovadas em 2016 reestruturaram a carreira do magistério e passaram a considerar o intervalo dentro da jornada remunerada dos professores.

A defesa estadual também citou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril de 2026, segundo a qual o recreio escolar não gera automaticamente o direito ao pagamento de horas extras.

Os julgadores, entretanto, entenderam que a orientação do STF exige a análise das circunstâncias de cada caso. No processo envolvendo o professor de Ouro Preto do Oeste, as provas indicaram que as mudanças previstas para a jornada não foram efetivamente aplicadas na rotina da escola.

Conforme a decisão, embora o Estado tenha demonstrado a existência de normas capazes de incorporar o recreio à jornada remunerada dos docentes, não comprovou que esse modelo funcionava efetivamente na rotina profissional do professor.

Com isso, prevaleceu o entendimento de que o servidor continuava desempenhando atividades além da jornada sem receber a remuneração correspondente.

Para calcular os valores devidos, deverão ser consideradas a jornada legal de 40 horas semanais, o divisor mensal de 200 horas e o adicional constitucional de 50%. A apuração deverá incluir somente os dias de efetivo exercício da docência presencial e excluir períodos em que o professor tenha desempenhado funções fora da sala de aula.

O julgamento ocorreu em sessão eletrônica realizada entre os dias 27 e 31 de julho de 2026. Participaram os juízes Enio Salvador, relator do processo, Guilherme Baldan e Silvana Maria de Freitas.

A decisão foi proferida no Recurso Inominado Cível nº 7004117-11.2023.8.22.0004.

MPF garante medidas para facilitar acesso ao Passe Livre Digital para pessoas com deficiência em Rondônia

Sesau e ANTT anunciaram mudanças após recomendação que apontou dificuldades no cadastramento de laudos médicos exigidos para concessão do benefício em viagens interestaduais...

Pessoas com deficiência em Rondônia deverão encontrar menos dificuldades para solicitar o Passe Livre Digital após medidas anunciadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As providências foram adotadas após recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para eliminar entraves administrativos no acesso ao benefício.

O Passe Livre Digital é assegurado às pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade econômica e permite a gratuidade no transporte coletivo interestadual.

A atuação do MPF começou após relatos de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que enfrentavam dificuldades para realizar o cadastramento do laudo médico exigido pelo sistema da ANTT.

Durante a investigação, foi constatado que o problema não estava relacionado apenas à atuação individual dos profissionais de saúde. A apuração identificou ausência de procedimentos administrativos definidos, orientações padronizadas e distribuição clara das responsabilidades necessárias para realizar o cadastramento na rede pública estadual.

Após receber a recomendação, a Sesau reconheceu que não havia um fluxo formalizado para inserir os laudos médicos no sistema da ANTT. A secretaria informou que irá estruturar esse procedimento, elaborar um plano de ação e criar um grupo de trabalho para estabelecer as atribuições dos setores envolvidos.

A ANTT também anunciou providências para facilitar o acesso às informações. Entre as medidas estão a publicação de orientações atualizadas no portal da agência, novas comunicações ao Ministério da Saúde e a elaboração de um tutorial atualizado sobre a utilização do sistema.

Após analisar as respostas apresentadas pelos órgãos, o MPF considerou que a recomendação foi acolhida. 

O Ministério Público Federal continuará acompanhando as providências anunciadas para verificar se as mudanças serão efetivamente implementadas e facilitarão o acesso das pessoas com deficiência ao Passe Livre Digital em Rondônia.

Inquérito Civil nº 1.31.000.001943/2025-94.

Contas do governo de Rondônia expõem meta negativa e passivos ocultos

Decisão do TCE-RO chama Marcos Rocha para se defender de 13 achados e escancara uma trajetória fiscal que o próximo governador herda já no primeiro dia de mandato...

foto - reprodução

  1. O Tribunal de Contas de Rondônia abriu audiência para o governador Marcos Rocha se defender de 13 achados na prestação de contas de 2025 — decisão preliminar, ainda não julgada.
  2. O próprio governo fixou meta de resultado primário negativa para 2026, o que, na prática, projeta déficit planejado no último ano da gestão.
  3. Entre os passivos que passam ao sucessor estão R$ 1,96 bilhão de impacto do reajuste da segurança sem lastro permanente e mais de R$ 1,6 bilhão de passivo a descoberto da CAERD fora dos anexos de risco.
  4. A conta previdenciária do IPERON quase dobrou em cinco anos, e a saúde manteve dependência crônica de suplementação e contratação emergencial.
  5. Por que isso importa: Rocha está impedido de disputar a reeleição. Quem vencer em outubro assume, em 1º de janeiro de 2027, uma estrutura fiscal que o TCE descreve em deterioração — e que os próximos quatro anos terão de arrumar

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) decidiu ouvir o governador Marcos Rocha (União Brasil) antes de se posicionar sobre as contas de 2025. A decisão preliminar do relator, conselheiro substituto Francisco Júnior Ferreira da Silva, lista 13 achados de auditoria e concede 30 dias de defesa. Nenhuma conclusão foi julgada — mas o retrato fiscal que emerge do processo aponta para além do atual mandato: boa parte da conta vence no colo de quem assume o Palácio Rio Madeira em 2027.

A meta que o próprio governo deixou negativa para 2026

O achado mais revelador para quem pensa no futuro não é uma despesa isolada, e sim uma decisão de planejamento. Segundo o relatório técnico, o Estado descumpriu a meta de resultado primário de 2025 e ainda fixou meta negativa para 2026. Em linguagem direta: o governo projetou gastar mais do que arrecada no seu último exercício, transformando o déficit em premissa, não em acidente.

O que o calendário torna inevitável

O TCE registra que a situação fiscal "vem se deteriorando" e enquadra a falha como potencial risco à sustentabilidade financeira do Estado. Para o sucessor, o efeito é duplo: recebe um exercício-base já no vermelho e uma Lei de Diretrizes Orçamentárias que normaliza o desequilíbrio para o ano da transição.

Uma meta primária negativa em ano eleitoral não é um número técnico qualquer — é a régua que o próximo governo terá de reverter antes de qualquer promessa nova.

R$ 1,96 bilhão da segurança sem lastro permanente

O Achado A3 trata do reajuste das carreiras da segurança pública (PCCR). O relatório calcula um impacto acumulado de R$ 1.961.569.288,83 e conclui que as medidas compensatórias apresentadas são insuficientes para sustentar a expansão dessa despesa obrigatória de caráter continuado.

O ponto sensível é a terceira parcela do reajuste concedido em 2023: sem fonte permanente de receita que a lastreie, o próprio Tribunal adverte que sua implementação pode ser caracterizada como despesa não autorizada. Despesa de pessoal, contudo, não desaparece com a troca de governo — ela é rígida, recorrente e cresce vegetativamente. É exatamente o tipo de obrigação que engessa o orçamento seguinte.

O buraco da CAERD que não aparece nos anexos de risco

No Achado A5, a auditoria aponta a omissão de um passivo a descoberto superior a R$ 1,6 bilhão da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) nos Anexos de Riscos Fiscais do Estado. A empresa passou à condição de estatal dependente, mas seus impactos e passivos contingentes não teriam sido devidamente refletidos nos instrumentos de planejamento.

Esse é o tipo de passivo que mais preocupa numa transição: o que não está no radar oficial. Um risco não quantificado nos anexos é um risco que o próximo gestor descobre depois — e para o qual não há cronograma de equacionamento pronto. O TCE chega a propor prazo para um Plano de Equacionamento do Passivo da estatal, sinal de que a conta ainda precisa ser desenhada.

A conta previdenciária que quase dobrou em cinco anos

O Achado A6 registra atraso no repasse ao IPERON das parcelas do plano de amortização do déficit atuarial do regime próprio de previdência. O dado que salta é a trajetória: a obrigação anual do Poder Executivo com essa amortização quase duplicou em cinco anos, puxada, ao menos em parte, pelo aumento de gastos com pessoal.

Previdência é o passivo mais silencioso e mais implacável de uma gestão pública. Cada parcela adiada eleva o risco atuarial e transfere um custo maior — e mais caro — para os exercícios seguintes. Quem assume em 2027 herda não só o valor, mas a curva ascendente.

Saúde: quando a suplementação vira método

O Achado A1, o de maior materialidade imediata, descreve a execução de aproximadamente R$ 129,5 milhões em despesas sem prévio empenho na Secretaria de Saúde (SESAU) e uma dotação inicial que precisou ser ampliada em 32,44% — de R$ 2,12 bilhões para R$ 2,81 bilhões no exercício.

O relatório trata isso menos como um evento e mais como um padrão: subestimação orçamentária recorrente, contratações emergenciais para demandas previsíveis e reconhecimento de dívida sem respaldo contratual. A herança aqui é cultural além de contábil — um modelo de gestão que o sucessor precisará desmontar, e não apenas pagar.

Um patrimônio que pode valer menos do que o registrado

Dois achados fecham o quadro contábil. O A10 aponta risco de superavaliação de investimentos e aplicações financeiras, com uma divergência de conciliação de cerca de R$ 348,9 milhões entre registros oficiais e circularização externa. O A9 descreve fragilidade estrutural e histórica na recuperação da dívida ativa — receita que o Estado tem direito de arrecadar, mas não consegue converter em caixa.

Somados, os dois sinalizam algo desconfortável para qualquer balanço de abertura: os ativos podem valer menos do que o registrado, e parte da receita "existente" pode nunca entrar. Para o próximo governo, é a diferença entre o patrimônio que aparece na planilha e o que efetivamente sustenta o caixa.

O que o calendário torna inevitável

Marcos Rocha foi eleito em 2018, reeleito em 2022 e está impedido de disputar um terceiro mandato consecutivo. O Estado escolhe novo governador em 4 de outubro de 2026, e a posse ocorre em 1º de janeiro de 2027. O governador indicou o prefeito de Cacoal como seu nome para a sucessão e é cogitado para uma vaga no Senado.

Isso muda a natureza da leitura da decisão. Não se trata apenas de avaliar uma gestão em curso: trata-se de mapear o inventário fiscal que muda de mãos. A prestação de contas de 2025 é, ao mesmo tempo, o penúltimo balanço de um ciclo de oito anos e o ponto de partida contábil do próximo.

Vale a ressalva que sustenta toda a cobertura: a decisão está marcada como não julgada. São achados preliminares, e o governador tem 30 dias para apresentar defesa — parte das ocorrências pode ser afastada, como o próprio Tribunal reconhece ter acontecido na fase de instrução. Achados como o da dívida ativa e o do IPERON são descritos como estruturais e históricos, apontados há vários exercícios, o que recomenda cautela antes de imputá-los a uma única gestão.

Ao fim da instrução, os autos seguem para o Ministério Público de Contas, e só então o TCE emitirá parecer prévio pela aprovação ou rejeição — cabendo o julgamento final à Assembleia Legislativa. É um caminho longo, e o desfecho não sairá antes da eleição.

Mas há um dado que nenhuma defesa reescreve: a meta primária de 2026 já nasceu negativa. Seja quem for eleito em outubro, o primeiro ato de governo não será inaugurar um projeto — será fechar uma conta que começou a ser deixada aberta antes mesmo de a campanha terminar. A pergunta que fica para os próximos quatro anos é simples e incômoda: arrumar a casa vai custar quanto do que foi prometido no palanque?

fonte - Painel Político.

SEM SISTEMA - Policlínica Oswaldo Cruz passa de referência para símbolo de incompetência

A falta de sistema prejudica os serviços na unidade...

Durante anos, a Policlínica Oswaldo Cruz foi referência em atendimento médico especializado em Rondônia, no entanto, a unidade vive atualmente uma realidade diferente e se tornando um símbolo da desorganização na saúde pública estadual.

O principal problema nem sequer está na falta de estrutura física ou na necessidade de grandes investimentos, a crise começa na ausência de um sistema eficiente de agendamento, falha administrativa que impede pacientes de conseguirem marcar consultas e prolonga, por tempo indeterminado, a espera por atendimento.

Enquanto isso, centenas de pacientes permanecem sem qualquer previsão de consulta, correndo o risco de ver seus quadros clínicos se agravarem.

Após quase oito anos da gestão do governador Marcos Rocha, a Policlínica Oswaldo Cruz acumula um declínio evidente, o que antes era referência em atendimento especializado hoje é frequentemente associado à demora e a falta de organização.

A permanência de um problema administrativo tão básico levanta questionamentos sobre a condução da saúde pública estadual, uma vez que a deficiência deixa de ser apenas operacional e passa a refletir diretamente a capacidade de gestão do serviço público.

Texto: Redação

Hildon Chaves: “Vou governar com o povo, ao lado de homens e mulheres de bem!”

Durante a convenção que homologou seu nome e o de Cirone Deiró como candidatos ao Governo do Estado, Hildon Chaves declarou que vai “governar em prol da população, tendo ao lado homens e mulheres de bem”...

O candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves (Federação União Progressistas), destacou que está iniciando sua caminhada rumo ao Palácio Rio Madeira “tendo ao lado um grupo formado por mulheres e homens de bem”. A declaração foi dada durante a convenção partidária de segunda-feira (3), que oficializou o seu nome e o de seu vice, Cirone Deiró, para as eleições ao Governo do Estado, e os nomes de Mariana Carvalho e Silvia Cristina ao Senado Federal.

“Nosso grupo está inserido numa grande frente partidária, mas a nossa maior aliança sempre será com o povo, com as pessoas que trabalham, estudam e fazem com que Rondônia seja melhor todos os dias”, disse Hildon, que fez uma ressalva: “O Governo do Estado está numa situação pré-falimentar, estão vendendo o almoço para pagar o jantar, e o futuro governador terá grandes dificuldades para gerenciar o Estado no ano que vem”, disparou.

Hildon, porém, destacou que tanto ele quanto seu vice, Cirone Deiró, possuem larga experiência em gestão administrativa, pois são empresários de sucesso, e vieram para a política com o único intuito de colaborar para o desenvolvimento de Rondônia”, ressaltou. “Somos gratos a tudo que esse nosso Estado nos proporcionou, e no que depender da gente, se formos eleitos, vamos fazer ainda mais pelo nosso povo”.

SENADORAS

Hildon também fez questão de destacar seu apoio incondicional à presença das mulheres na política. “Hoje temos ao nosso lado a Mariana Carvalho e da Silvia Cristina, que são dois nomes fortíssimos para o Senado, ambas com atuações destacadas na Câmara Federal em prol da população rondoniense”, lembrou. 

“A Silvia Cristina faz um trabalho belíssimo, ela se especializou em cuidar das pessoas, da saúde, dos hospitais”, enquanto que a Mariana é um ícone da nossa política, foi uma grande parceira da prefeitura de Porto Velho nas minhas duas gestões”, afirmou. “Grande parte dos recursos para a construção da nova rodoviária vieram pela Mariana. Praticamente tudo que fizemos de bom em nossa capital teve a participação dela. Esse grupo político, com homens e mulheres de bem, está supermotivado para trabalhar, todos juntos, em prol do nosso estado”. 

fonte - ASSESSORIA.

Ator preso por est*pr0 de criança deu duas versões à polícia: disse que confundiu menino com namorada e depois alegou não se lembrar do caso

Marco Furlan, de 48 anos, foi preso em flagrante após um menino autista de 5 anos ser encontrado com ele em um quarto durante uma festa em Pindamonhangaba. Prisão foi convertida em preventiva...

Os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que o ator Marco Furlan, de 48 anos, apresentou duas versões diferentes sobre o episódio que levou à sua prisão por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Inicialmente, ele afirmou que havia passado mal e entrado no quarto por engano, alegando ter confundido a criança com a namorada. Mais tarde, já na delegacia e acompanhado por advogados, disse que havia consumido cerveja durante a festa e que não se lembrava do que havia acontecido.

O g1 tentou localizar os advogados de Marco Furlan, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem.

O caso ocorreu na madrugada de domingo (2), durante uma festa de aniversário em uma chácara da cidade. Marco Furlan foi preso em flagrante e, após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (3), teve a prisão convertida em preventiva.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança participava da confraternização e havia deixado o filho dormindo em um dos quartos da residência. Em depoimento, ela afirmou que ouviu gritos vindos do cômodo e correu para verificar o que estava acontecendo. Ao entrar no quarto, relatou ter encontrado o filho e o suspeito sem roupas.

A versão apresentada pela mãe foi reforçada pelos depoimentos de testemunhas ouvidas pela Polícia Civil. Uma delas contou ter escutado a criança gritar "para, tá doendo" momentos antes de seguir em direção ao quarto. Ao entrar no local, afirmou ter visto Marco Furlan ao lado do menino. Outra testemunha confirmou ter encontrado a mãe em estado de choque logo após os fatos.

Ao analisar o caso, a delegada responsável entendeu que os relatos da mãe, dos policiais e das testemunhas apresentavam coerência entre si e apontavam indícios suficientes da prática do crime de estupro de vulnerável. Embora o atendimento médico não tenha apontado lesões, a autoridade policial destacou que a jurisprudência dos tribunais superiores considera que a prática de ato libidinoso contra criança já é suficiente para a configuração do crime.

Marco Furlan foi preso em flagrante e indiciado por estupro de vulnerável. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em preventiva, pedido que foi acolhido pela Justiça durante a audiência de custódia.

O ator é conhecido por trabalhos na televisão, no teatro e na publicidade. Nas redes sociais, costumava divulgar campanhas para diversas marcas e registrar sua trajetória artística.

fonte - Por Leonardo Zvarick, g1 SP — São Paulo.

Aparelho de tomografia quebrado no João Paulo II obriga pacientes a serem transferidos ao Hospital de Base para exames

Relatos apontam que vítimas de trauma estão sendo encaminhadas ao HB para tomografia, aumentando a demanda e provocando espera até mesmo entre pacientes da própria unidade...

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A possível indisponibilidade do aparelho de tomografia computadorizada do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II está provocando reflexos no atendimento do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho. Segundo relatos recebidos pela reportagem de funcionários e pacientes que pediram para não ser identificados, vítimas de trauma que necessitam do exame estão sendo encaminhadas de uma unidade para a outra, aumentando a demanda no HB e prolongando a espera pela realização de tomografias.

As informações apontam que o tomógrafo do João Paulo II estaria quebrado. Com isso, pacientes atendidos no principal pronto-socorro de urgência e emergência do estado estariam sendo levados ao Hospital de Base para realizar o procedimento.

A situação estaria impactando também quem já está internado ou em atendimento no próprio HB. Com a chegada de pacientes encaminhados pelo João Paulo II, a fila para realização dos exames teria aumentado, fazendo com que procedimentos considerados necessários precisem aguardar disponibilidade.

Um dos casos relatados à reportagem envolve um paciente que necessitava do exame com urgência, mas não conseguiu realizar a tomografia durante o dia. A previsão era de que o procedimento fosse feito somente à noite, quando houvesse disponibilidade no setor.

O problema chama ainda mais atenção devido ao perfil dos pacientes atendidos pelo João Paulo II. A unidade é referência para urgências e emergências e recebe diariamente vítimas de acidentes e outros casos de trauma nos quais exames de imagem podem ser fundamentais para avaliar lesões e orientar rapidamente a conduta médica.

Nesta quarta-feira (5), por exemplo, dois motociclistas ficaram feridos após uma colisão frontal entre uma Honda XRE e uma Yamaha Fazer na Rua São Miguel, em frente ao campo Abobrão, no bairro Caladinho, zona Sul de Porto Velho. As vítimas foram socorridas após o acidente. O episódio ocorre em meio aos relatos sobre as dificuldades enfrentadas no João Paulo II e os encaminhamentos de pacientes para realização de tomografia no Hospital de Base.

A concentração dessa demanda no HB cria um efeito em cadeia. Enquanto pacientes provenientes do João Paulo II precisam do equipamento, aqueles que já estão sob atendimento no Hospital de Base também dependem da mesma estrutura, aumentando a pressão sobre o serviço e o tempo de espera.

Os relatos recebidos descrevem ainda um cenário de grande sobrecarga no João Paulo II. Por se tratar de uma unidade que atende casos graves e recebe vítimas de trauma de Porto Velho e de outras localidades, a indisponibilidade de um equipamento de diagnóstico como o tomógrafo pode comprometer o fluxo entre os hospitais e pressionar toda a rede.

A situação evidencia um problema que vai além de uma única unidade hospitalar. Quando um equipamento essencial deixa de atender à demanda de um hospital de emergência, a necessidade não desaparece: ela é transferida para outra unidade, que passa a absorver pacientes adicionais sem deixar de atender sua própria demanda.

Até que haja um posicionamento oficial, a informação de que o tomógrafo do João Paulo II está quebrado deve ser tratada como relato de funcionários e pacientes ouvidos pela reportagem. 

O cenário, no entanto, levanta questionamentos sobre a capacidade da rede estadual de absorver a demanda por exames de imagem sem comprometer o atendimento de pacientes que aguardam diagnóstico e definição de tratamento.

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Batida de frente entre XRE e Yamaha Fazer deixa dois motociclistas feridos na zona Sul de Porto Velho

Acidente aconteceu na Rua São Miguel, no bairro Cohab, durante uma tentativa de ultrapassagem; vítimas aguardaram a chegada do Samu para receber atendimento...

Dois motociclistas ficaram feridos após uma colisão frontal envolvendo uma Honda XRE e uma Yamaha Fazer na tarde desta quarta-feira (5), na Rua São Miguel, em frente ao campo de futebol Abobrão, no bairro Cohab, zona Sul de Porto Velho.

O acidente teria ocorrido durante uma tentativa de ultrapassagem. Um dos motociclistas teria invadido a pista contrária para realizar a manobra e acabou atingindo de frente a outra motocicleta, que seguia no sentido oposto.

Com a força da colisão, os dois condutores foram arremessados ao chão e sofreram ferimentos.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender a ocorrência. O socorro demorou a chegar ao local, onde as vítimas permaneceram aguardando atendimento.

Após a chegada da equipe de emergência, os motociclistas receberam os primeiros socorros.

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