Últimas Notícias
Brasil

IA vai eliminar os empregos mais bem pagos, e o processo já começou

O problema não é o que a IA já fez — é o que ela está prestes a fazer, enquanto boa parte dos profissionais ainda a trata como curiosidade tecnológica.

O aviso soou como um balde de água fria num debate que reuniu três dos gestores mais experientes do mercado financeiro brasileiro e internacional: a inteligência artificial não vai atacar primeiro os trabalhadores de menor renda. Vai atacar os de maior salário — advogados, contadores, analistas, banqueiros. E está atacando agora, em velocidade que a maioria das pessoas ainda não percebeu.



A provocação partiu de Paulo Passoni, managing partner da Valor Capital Group, com sede em Nova York, e ecoou pela conversa sem encontrar contestação. Para ele, o problema não é o que a IA já fez — é o que ela está prestes a fazer, enquanto boa parte dos profissionais ainda a trata como curiosidade tecnológica.


“Ninguém percebeu que as ferramentas estão melhorando em uma velocidade absurda, muito rápida”, afirmou. “O que você achava que era IA hoje já é um negócio bem diferente.”


O debate aconteceu no programa Stock Pickers Aftermarket, apresentado por Lucas Collazo. Além de Passoni, participaram Andrew Reider, sócio e gestor do WHG Long Biased, e Christian Keleti, CEO da Alpha Key. Os três discutiram o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, sobre os modelos de negócios do setor de tecnologia e sobre as estratégias de investimento num cenário de ruptura acelerada.


“Todo tipo de trabalho intelectual vai mudar”, disse Passoni. Na sua avaliação, qualquer função que consuma tempo sem exigir criatividade genuína já é candidata à automação. Pesquisa setorial, relatórios analíticos, triagem de informações, tarefas jurídicas repetitivas — tudo isso, segundo ele, pode ser feito hoje por ferramentas disponíveis ao público.


“O que ainda terá valor é a capacidade de interpretar resultados, pensar no futuro e raciocinar de forma criativa. Mas aquele trabalho mais básico — garimpar dezenas de fontes para reconstruir o que aconteceu no passado — esse já é, hoje, inteiramente automatizado.”


O sonho do mercado financeiro virou o pior emprego

O sinal mais concreto do que está por vir veio de dentro do próprio sistema financeiro. Passoni citou declaração recente de Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, sobre a possibilidade de adotar semana de trabalho de quatro dias para parte dos funcionários do banco — consequência direta dos ganhos de produtividade gerados pela automação.


Para quem acompanha o setor, a imagem é simbólica: se o maior banco do mundo começa a reduzir sua necessidade de mão de obra qualificada, o movimento é irreversível.


Outro caso concreto veio da Block — empresa de pagamentos fundada por Jack Dorsey, criador do Twitter, e anteriormente conhecida como Square. A companhia anunciou a redução de quase metade de seu quadro, de mais de dez mil para menos de seis mil funcionários.


O detalhe que chamou atenção dos gestores: o corte não foi motivado por crise financeira, mas por ganhos de eficiência proporcionados pela inteligência artificial. “Esse é o começo”, disse Passoni.


A ironia, apontada por ele, é que as carreiras historicamente associadas ao prestígio e à alta remuneração são justamente as mais vulneráveis nessa transição. “Todo mundo achava que trabalhar nesse tipo de coisa era o trabalho do sonho. Agora é o pior trabalho que você pode fazer.”


A lógica é direta: quanto mais o trabalho depende de processar informação e produzir documentos estruturados, mais facilmente uma máquina o substitui.


Reider traçou um paralelo histórico para dar dimensão ao fenômeno. Assim como a globalização, a partir dos anos 1990, exportou empregos industriais dos países ricos para China e Leste Europeu, a IA agora faz o mesmo com os trabalhadores de escritório.


“A IA tem um monte de trabalhador muito barato, que trabalha 24 horas por dia, não reclama, não quer semana de quatro dias, e vai substituir o contador, o advogado, o banker”, disse.


Para o gestor, o grau de incerteza gerado por essa ruptura só encontra paralelo em duas crises recentes: o colapso do mercado imobiliário americano em 2008 e a pandemia de Covid-19. (Infomoney)

Guerra do Irã traz temor de estagflação e mercado liga “modo pânico” para se proteger

Petróleo perto de US$ 120 e temor de recessão abalam mercados globais e já eliminam US$ 6 bilhões em ativos

O otimismo de que a guerra no Oriente Médio poderia ter uma solução rápida está desaparecendo rapidamente dos mercados financeiros.



O que até poucos dias era uma postura cautelosa de espera deu lugar a um movimento mais decisivo: investidores passaram a precificar um choque de oferta mais profundo e duradouro, capaz de pressionar o crescimento econômico e reacender a inflação. Desde o início da guerra no Irã, cerca de US$ 6 trilhões em valor de mercado de ações globais foram eliminados. Os mercados de títulos também sofreram perdas, enquanto investidores recalibram expectativas para juros.


Embora as bolsas tenham reduzido parte das quedas e o petróleo tenha devolvido parte da alta após a notícia de que países do G7 discutirão liberar reservas estratégicas de petróleo, os movimentos de mercado nesta segunda-feira ainda foram expressivos.


A mudança ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país considera atacar áreas do Irã que ainda não haviam sido alvo de bombardeios, enquanto a liderança iraniana prometeu não recuar. Trump também disse que um petróleo a US$ 100 por barril seria “um preço muito pequeno a pagar” por “segurança e paz”, frustrando expectativas de que o conflito permaneceria limitado.


Com o petróleo se aproximando de US$ 120 por barril no início do dia, operadores passaram a considerar que o mercado já não está posicionado para um confronto curto. O Brent chegou a subir 29% durante o pregão, o maior movimento intradiário em quase seis anos. Indicadores de volatilidade nas bolsas também avançaram e os volumes de negociação na Ásia superaram amplamente as médias mensais.


“O pêndulo está se movendo para o pânico”, disse Danny Wong, diretor-executivo da Areca Capital. “Há uma corrida para vender ou reduzir exposição a qualquer tipo de ativo de risco.”


Os temores de desaceleração econômica global surgem em um momento em que os mercados já estavam pressionados por preocupações com o impacto da inteligência artificial em diversos setores e por tensões crescentes no mercado de crédito privado.


À medida que os mercados abriram em diferentes fusos horários na segunda-feira, níveis técnicos importantes foram rompidos rapidamente em ações, títulos e moedas. O dólar se fortaleceu, enquanto empresas de energia registraram ganhos.


Em determinado momento, as bolsas asiáticas chegaram a cair 5,6%, a maior queda desde abril. O índice Bloomberg Dollar Spot ampliou sua alta.


“Os investidores tiveram que aumentar a probabilidade do pior cenário”, disse Rajeev de Mello, gestor de portfólio macro global da Gama Asset Management. “O desafio é a natureza estagflacionária desse choque.”


Um dos gatilhos para a venda de ativos foi a notícia de novos ataques à infraestrutura energética pelos dois lados do conflito, aumentando o risco de um choque duradouro na oferta de energia. O temor de uma guerra prolongada também foi reforçado pela nomeação do filho do aiatolá Ali Khamenei como novo líder supremo do Irã.


“Achei que conseguiria dormir esta semana, mas não mais”, disse Matthew Haupt, gestor de hedge fund da Wilson Asset Management. “Os investidores estão se preparando para um inverno longo.”


Queda nos títulos

Os títulos também recuaram na Ásia, com rendimentos subindo dois dígitos na Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul.


Na Europa, particularmente sensível a preços mais altos de energia, os mercados também sofreram fortes perdas. Os rendimentos de títulos de curto prazo no Reino Unido subiram quase 60 pontos-base desde o início da guerra, enquanto ações de empresas europeias chegaram a cair 3,1%.


“O mercado está vendendo tudo hoje, independentemente de tamanho ou estilo”, disse Taku Ito, gestor-chefe de portfólio da Nissay Asset Management. “Se a inflação persistir enquanto a demanda por trabalho enfraquece, uma recessão nos EUA se tornará inevitável.”


O custo de proteção contra inadimplência de empresas de alta qualidade também aumentou e atingiu o nível mais alto desde maio na Europa e na Ásia. Investidores estão reduzindo apostas otimistas em crédito global que somavam centenas de bilhões de dólares.


O índice global de crédito corporativo de alta qualidade praticamente perdeu todos os ganhos acumulados no ano, revertendo rapidamente a valorização de 1,6% registrada pouco mais de uma semana atrás.


Saída de capital

Investidores estrangeiros retiraram US$ 14,2 bilhões de ações de mercados emergentes asiáticos, excluindo a China, na semana passada — a maior saída desde pelo menos 2009, segundo dados compilados pela Bloomberg.


As vendas se concentraram em Coreia do Sul e Taiwan, mercados dominados por empresas de semicondutores que haviam atraído investimentos globais ligados à inteligência artificial.


Indicadores de volatilidade ligados ao Nikkei 225 do Japão e ao NSE Nifty 50 da Índia saltaram até 62% e 23%, respectivamente, atingindo os níveis mais altos desde meados de 2024. Na Coreia do Sul, a queda das ações chegou a provocar uma interrupção temporária das negociações.


“Quando os mercados enfrentam um ‘cisne negro’, tudo pode cair ao mesmo tempo”, disse Anna Wu, estrategista de investimentos da VanEck Associates. “É o que estamos vendo hoje: vendas em todos os cantos, de ações a títulos e moedas — exceto petróleo e dólar.”


O índice MSCI Asia Pacific está agora a cerca de 1% de uma correção técnica, enquanto o MSCI Emerging Markets também se aproxima desse nível. O Euro Stoxx 50 seguiu trajetória semelhante.


Parte da queda reflete o forte desempenho anterior dos mercados. Coreia do Sul e Taiwan haviam atingido máximas de vários anos impulsionadas pela demanda por chips de inteligência artificial, deixando as avaliações esticadas. O choque no petróleo agravou a pressão, destacando a vulnerabilidade da Ásia a interrupções no fornecimento de energia.


Uma parcela significativa das importações de petróleo e gás natural liquefeito da região passa pelo Estreito de Ormuz, agora no centro do conflito. China, Índia e Indonésia estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo, enquanto Coreia do Sul e Taiwan são particularmente dependentes do fornecimento energético do Golfo.


“A situação atual é dominada por emoções como medo e incredulidade”, disse Hironori Akizawa, gestor da Tokio Marine Asset Management. “Estou aumentando o nível de caixa.”


Governos da região já discutem medidas para limitar os impactos. Coreia do Sul e Taiwan avaliam intervenções para estabilizar os mercados e formas de conter o custo doméstico de combustíveis.


No mercado de juros, investidores passaram a reduzir apostas em cortes de taxas nos Estados Unidos. Agora, a expectativa para a próxima redução de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve foi empurrada para setembro, enquanto antes da guerra o mercado precificava um corte já em julho. Alguns operadores de opções já consideram a possibilidade de que o Fed não reduza os juros neste ano.


Na zona do euro, por outro lado, investidores passaram a apostar em duas altas de juros neste ano, com a primeira podendo ocorrer já em junho.


“O petróleo é o ponto de ignição”, escreveu Nigel Green, diretor-executivo da consultoria financeira deVere Group. “A segurança energética voltou a ser o principal tema macroeconômico. A estagflação muda radicalmente o ambiente de investimento.”


©️2026 Bloomberg L.P.

Tarcísio lidera todos os cenários e marca até 49% na disputa em SP, aponta pesquisa

Governador de São Paulo tem vantagem contra os principais nomes projetados por Lula para disputar a eleição no estado, mostra levantamento RealTime Big Data

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera todos os cenários na disputa pela reeleição no estado, segundo a mais recente pesquisa RealTime Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9).



Tarcísio lidera a intenção de voto tanto na modalidade espontânea quanto nos cenários estimulado, possíveis adversários como Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB), Simone Tebet (MDB) e Kim Kataguri (Missão).


Na espontânea, Tarcísio soma 16% dos votos, enquanto Fernando Haddad, o segundo mais citado, fica com 5%. Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos (PSOL), Kim Kataguri, Simone Tebet e Marcio França detêm 1% da intenção de voto. Mais da metade dos eleitores (65%) não soube responder em quem votaria para governador neste ano.


1º cenário

No primeiro cenário estimulado, Tarcísio desponta com 47% da intenção de voto ante 31% de Haddad. Na sequência, Kim Kataguri figura com 8%, Paulo Serra (PSDB) com 7%.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 47%

Fernando Haddad (PT): 31%

Kim Kataguiri (Missão): 8%

Paulo Serra (PSDB): 7%

Nulo/Branco: 4%

NS / NR: 3%

2º cenário

Em um cenário contra Alckmin, o governador de São Paulo lidera a disputa por 44% ante 33% do vice-governador da República. Kataguri e Serra somam, ambos, 8% dos votos.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 44%

Geraldo Alckmin (PSB): 33%

Kim Kataguiri (Missão): 8%

Paulo Serra (PSDB): 8%

Nulo/Branco: 4%

NS / NR: 3%


3º cenário

O cenário mais proveitoso para Tarcísio é uma eventual disputa contra Simone Tebet. Nesta projeção, o republicano detém 49% dos votos válidos contra 21% da ministra do Planejamento e Orçamentário. Na sequência, Kataguri figura com 9% e Serra com 5%.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 49%

Simone Tebet (MDB): 21%

Kim Kataguiri (Missão): 10%

Paulo Serra (PSDB): 9%

Nulo/Branco: 5%

NS / NR: 6%

4º cenário

Na disputa contra Márcio França, o atual governador também figura como o melhor colocado com 48% ante 23% do ministro do Empreendedorismo. Nesta projeção, Kataguri soma 10% dos votos e Serra 8%.


Tarcísio de Freitas (Republicanos): 48%

Márcio França (PSB): 23%

Kim Kataguiri (Missão): 10%

Paulo Serra (PSDB): 8%

Nulo/Branco: 5%

NS / NR: 6%

Perfil do eleitorado

O desempenho do governador é mais forte entre homens, segmento que alcança até 50% das intenções de voto em um dos cenários. Entre os eleitores com mais de 60 anos, os votos saltam para 55%.


Tarcísio também é o preferido para os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, mantendo 56% do eleitorado. A vantagem diminui conforme a faixa salarial e Fernando Haddad passa a ser o favorito, com 40% das intenções, entre os que recebem até 2 salários mínimos.


O levantamento RealTime Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 6 e 7 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número SP-00705/2026. (Informoney)


Com mais 2 pódios, Brasil encerra Grand Prix de judô com 6 medalhas

Giovanna Santos faturou prata e Giovani Ferreira bronze na Áustria

O Brasil assegurou mais duas medalhas e encerrou o Grand Prix de judô na Áustria neste domingo (8) com seis pódios. Giovanna Santos faturou prata após revés contra a atual vice-campeã olímpica, a israelense Raz Hershko, na final da categoria acima dos 78 quilos. Já Giovani Ferreira arrematou o bronze ao derrotar o húngaro Zsombor Veg no último embate dos 100 kg.



Primeiro Grand Prix da temporada, o torneio na Áustria conta pontos no ranking mundial que classifica para a Olimpíada de Los Angeles 2028. Apenas os 17 melhores em cada categoria e gênero, até 17 de julho de 2028, garantirão vaga direta no megaevento olímpico.


A peso-pesado Giovanna Santos, a Gigi Santos, somou três vitórias para chegar a sua primeira final no circuito mundial organizado pela Federação Internacional de Judô (IJFm na sigla em inglês). Antes a brasileira já fora bronze duas vezes em edições de Grand Prix – Áustria (2023) e Guadalajara (2025).


Na estreia hoje, Gigi Santos derrotou com um yuko Rochele Nunes – compatriota naturalizada portuguesa – e, na sequência, despachou Emma-Melis Aktas (Estônia) para a repescagem, também com yuko. Na semifinal, a brasileira voltou a vencer, ao aplicar novo yuko contra a primeira adversária israelense do dia, Alma Mishiner. Depois,a brasileira brasileira travou um duelo equilibrado, mas deixou escapar o ouro no fim, ao levar uma chave de braço da israelense Hershko.


O segundo brasileiro a subir ao pódio hoje foi Giovani Ferreira, conhecido pelo apelido de Pezão. O brasileiro venceu três lutas seguidas na disputa dos 100 kg - o tcheco Frantisek Lhotzky, o eslovaco Peter Zilka e o português Jorge Fonseca, medalhista olímpico e ex-campeão mundial – antes de cair na semifial para o ucraniano Anton Savytskiy, que mais tarde foi campeão na categoria. Na decisão do bronze, Pezão chegou a sofrer três yukos do húngaro Zsombor Veg, mas se recuperou a tempo de desferir um waza-ari (golpe com pontuação superior ao yuko) para garantir o bronze.


Outros dois brasileiros ficaram perto do pódio. Rafael Macedo jterminou em quinto lugar na categoria até 90 kg. Ele somou três lutas vitórias, antes de ser superado na semifinal pelo atual campeão , o georgiano Tato Grigalashvili. Depois, na luta pelo bronze, Macedo foi superado pelo japonês Shunta Nakamura. Beatriz Freitas também encerrou o Grand Prix na quinta posição dos 78 kg. Venceu na estreia, caiu nas quartas, passou pela repescagem, mas sucumbiu na luta pelo bronze contra a eslovena Metka Lobnik.


O Brasil abriu o primeiro dia de Grand Prix, na última sexta-feira (8), com prata de Ronald Lima (-66kg) e o bronze de Gabriela Conceição (-52kg). No sábado, somou outros dois pódios, com ouro da carioca Rafaela Silva (- 63 kg) e bronze do gaúcho Daniel Cargnin (-73 kg).


O próximo compromisso do Brasil no circuito mundial será o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia), entre 20 e 22 de março. (Agência Brasil)

Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irã

Assembleia de Peritos é a responsável pela eleição. Mídia estatal confirma o nome do segundo filho do aiatolá morto como líder supremo

O Irã anunciou, neste domingo (8/3), que o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, Motjaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido como novo líder supremo do país. Ele é, atualmente, clérigo de posição intermediária e conhecido por ter fortes ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar mais influente do Irã. A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana.



“Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei. O nome de Khamenei permanecerá”, disse Eshkevari Hosseinali, membro da Assembleia de Peritos do Irã, em um vídeo divulgado pela mídia iraniana na manhã deste domingo.

A instituição é responsável por eleger o líder máximo do país desde a Revolução Islâmica de 1979. O anúncio oficial depende do chefe do secretariado da Assembleia — composta por 88 aiatolás.


Mojtaba Khamenei é um religioso xiita que, durante muitos anos, não esteve entre os clérigos de maior prestígio da hierarquia religiosa iraniana. No islamismo xiita, os religiosos são classificados conforme a formação teológica e a influência que exercem. Antes de receber o título de aiatolá, ele era considerado um clérigo de nível intermediário, ou seja, tinha formação religiosa, mas ainda não fazia parte do grupo mais influente de autoridades religiosas.



Morte

Líder religioso e político, o aiatolá Khamenei, 86 anos, ocupou o cargo mais importante do país por mais de três décadas, em um regime marcado pela repressão a opositores e duras políticas de costumes.


Ele acumulava as funções de líder religioso e político, atuando como chefe de Estado e comandante-chefe, além de ter a palavra final sobre as políticas públicas do país. Foi assassinado em 28 de fevereiro durante os ataques conjuntos conduzidos por Israel e Estados Unidos contra o Irã. O governo decretou 40 dias de luto nacional e sete feriados. (Metrópoles)

Trump diz que novo líder supremo do Irã não vai durar se não tiver seu apoio

Mesmo com a guerra, Trump disse que está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 8, ao canal americano ABC que quem for escolhido para liderar o Irã “não vai durar muito” se não receber sua aprovação prévia.



“Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito”, disse Trump à ABC News. “Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não houver um presidente como eu que faça isso.”


A entrevista ocorreu no domingo, embora não esteja claro se foi antes ou depois de a mídia estatal iraniana ter noticiado que os clérigos estavam prestes a anunciar a escolha do novo líder supremo.


O presidente ainda disse que, mesmo com a guerra, ele está mais popular que nunca com a base de seu movimento Make America Great Again (MAGA), agenda que o republicano tem utilizado desde a corrida eleitoral de políticas protecionistas.


“O que estamos fazendo é algo muito típico do MAGA. Muito, muito típico do MAGA”, acrescentou. “Estou no ponto mais alto da minha vida em termos de apoio ao MAGA.”


Novo líder iraniano


A Assembleia dos Guardiões do Irã escolheu neste domingo, 8, novo líder supremo do país, que sucederá o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro no início da guerra movida por americanos e israelenses contra o país persa.


O nome do novo comandante do país, no entanto, ainda não foi divulgado. “O candidato mais apropriado foi nomeado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestão na assembleia, segundo a agência Irna.


Outro membro do órgão, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que um nome foi indicado. A pessoa escolhida para ser o próximo líder supremo deve ser alguém a quem os Estados Unidos se opunham.


Ataques continuam


Várias explosões atingiram neste domingo a província iraniana de Yazd, no centro do Irã, informou a agência estatal Irna, em meio ao nono dia da guerra entre o país e a aliança formada por Estados Unidos e Israel.


Segundo a Irna, as detonações ocorreram na periferia da cidade de Yazd, capital da província de mesmo nome.


Também neste domingo foram registradas explosões em outros pontos do território iraniano, incluindo a capital, Teerã, e a província de Isfahã, igualmente situada na região central do país. Não houve informações imediatas sobre vítimas ou danos


No início da madrugada no horário brasileiro, a distribuição de combustível em Teerã foi temporariamente interrompida após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana e em áreas próximas, informou o prefeito da cidade, Mohammad Sadegh Motamedian.


Segundo ele, os bombardeios provocaram danos na rede de abastecimento de combustível, o que levou à suspensão temporária da distribuição.


“Em razão dos danos na rede de fornecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, disse Motamedian, citado pela Irna. (Com agências internacionais).


Explosão na embaixada dos EUA em Oslo pode ter sido ataque deliberado, diz polícia

OSLO, 8 Mar (Reuters) – A embaixada dos ⁠Estados Unidos em Oslo foi atingida por ‌uma forte explosão na madrugada de domingo, causando pequenos danos, mas sem feridos, no que pode ‌ter sido um ataque deliberado ligado à crise no Oriente Médio, informou a polícia norueguesa.



‘É natural ver isso no contexto da situação atual de segurança e que poderia ser um ataque deliberadamente ⁠direcionado ‌à embaixada dos EUA’, disse Frode Larsen, ⁠chefe da unidade de investigação da polícia de Oslo, em uma coletiva de imprensa.


Nenhum suspeito foi identificado até o momento, mas a polícia está procurando por um ou vários autores ​da ação e está cooperando estreitamente com a embaixada, disse Larsen.


‘Uma de nossas hipóteses é ​que se trata de terrorismo, mas também estamos explorando outras opções’, disse Larsen posteriormente à emissora pública NRK.


A explosão no complexo da embaixada, no oeste de Oslo, ocorreu à 1h ‌da manhã no horário local, lançando ​uma fumaça espessa na rua próxima à entrada da seção consular, segundo testemunhas oculares.


O governo norueguês entrou em contato com ⁠as autoridades ​da embaixada ​dos EUA para informar que esse foi ‘um ato inaceitável que levamos ⁠muito a sério’, disse ​o ministro das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, em um comunicado.



‘A segurança das missões diplomáticas é muito importante ​para nós’, disse ele.


A polícia disse que nenhum outro dispositivo explosivo foi encontrado na ​área.


A embaixada ⁠dos EUA encaminhou todas as perguntas ao Departamento de Estado dos ⁠EUA, quando contatada pela Reuters. O Departamento de Estado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.


(Reportagem de Gwladys Fouche, Nora Buli e Terje Solsvik em Oslo; reportagem adicional de Sergio Non em ​Washington)

Israel diz ter atacado comandantes iranianos em Beirute, no Líbano

Número de mortos chega a quase 400

BEIRUTE, 8 Mar (Reuters) – Militares de Israel disseram que atingiram comandantes iranianos na capital libanesa na madrugada de domingo, expandindo o escopo de sua campanha para o coração de Beirute após dias de ataques que deixaram quase 400 pessoas mortas.



O ataque com drone foi o primeiro dentro dos limites da cidade da capital libanesa desde que as hostilidades entre Israel e o Hezbollah foram retomadas na semana passada, e ocorreu em meio a um pesado bombardeio nos subúrbios ao sul de Beirute e no sul e leste do país.


Israel disse que tinha como alvo os principais comandantes da Força Quds de elite da Guarda Revolucionária do Irã, mas não os nomeou.


“Os comandantes do Corpo do Líbano da Força Quds operavam para promover ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus civis, enquanto operavam simultaneamente para o IRGC no Irã”, disseram os militares israelenses em um comunicado.

Israel amplia ataques ao Irã, que se movimenta para nomear novo líder supremo

Israel amplia ataques ao Irã enquanto Teerã se movimenta para nomear novo líder supremo

DUBAI/JERUSALÉM, 8 Mar (Reuters) – As forças israelenses expandiram o bombardeio contra ⁠o Irã durante a noite, atingindo depósitos de combustíveis perto de Teerã, enquanto o Barein disse ⁠que um ataque iraniano danificou uma de suas usinas de dessalinização, indicando um ataque cada vez maior à infraestrutura vital em toda a ‌região.



Com a escalada dos combates no nono dia da campanha israelense-americana contra o Irã, Teerã se aproximou da nomeação de um novo líder supremo após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, com todos os indícios sugerindo que seu poderoso filho Mojtaba poderia assumir o comando.


Militares de Israel ameaçaram matar ‌qualquer substituto de Khamenei, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra só terminaria quando os militares e os governantes do Irã fossem eliminados.


Fumaça preta paira sobre Teerã

Uma fumaça preta espessa e sufocante pairou sobre Teerã neste domingo, segundo moradores locais, depois que ataques a instalações de armazenamento de petróleo iluminaram o céu noturno com colunas de chamas alaranjadas.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o ataque em larga escala marcou uma ‘nova e perigosa fase’ do conflito e equivaleu a um crime de guerra.


‘Ao atacar depósitos de combustíveis, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas no ⁠ar, ‌envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando vidas em risco em grande escala’, escreveu ele no X.


O porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, disse a ⁠repórteres que os depósitos eram usados para abastecer o esforço de guerra do Irã, incluindo a produção ou o armazenamento de propelente para mísseis balísticos. ‘Eles são um alvo militar legal’, disse ele.


Logo após o ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que seu governo continuaria com o ataque e atacaria os governantes do Irã ‘sem piedade’.


‘Temos um plano organizado com muitas surpresas para desestabilizar o regime e permitir a mudança’, disse ele em uma declaração em vídeo. ‘Temos muitos outros alvos.’


Trump disse aos repórteres a bordo do Air Force One que não estava interessado em negociar o fim ​do conflito que fez os preços da energia dispararem, prejudicou negócios e paralisou viagens globais.


‘Em algum momento, acho que não sobrará ninguém para dizer: ‘Nós nos rendemos”, disse Trump.


Drones iranianos atacam estados do Golfo

Os governos da Arábia Saudita, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Barein relataram ataques de drones iranianos ​em seus países no sábado e no início deste domingo, com um enorme incêndio engolfando um bloco de escritórios do governo no Kuweit.


O Ministério do Interior do Kuweit disse que dois de seus oficiais foram mortos ‘enquanto desempenhavam suas funções’. Já os Emirados Árabes Unidos afirmaram que quatro trabalhadores migrantes haviam morrido em ataques iranianos até o momento.


Mostrando a intensidade da ofensiva, os Emirados Árabes Unidos disseram que as equipes de defesa aérea derrubaram 16 mísseis balísticos e 113 drones disparados contra o Estado do Golfo no domingo. Um míssil caiu no mar e quatro drones atingiram os territórios do país.


O Barein disse ‌neste domingo que um ataque de drones iranianos havia causado ‘danos materiais’ a uma usina de dessalinização, embora ​a autoridade de eletricidade e água do país tenha dito que o ataque não havia interrompido o abastecimento de água.


Foi a primeira vez que um país árabe disse que o Irã atacou uma instalação de dessalinização durante o conflito. No sábado, o Irã disse que um ataque dos EUA havia atingido uma usina de dessalinização de água doce na ilha de ⁠Qeshm, interrompendo o fornecimento de água em 30 vilarejos, chamando-o de ‘um ​movimento perigoso com graves consequências’.


A Arábia Saudita ​disse a Teerã que os contínuos ataques iranianos ao reino e seu setor de energia poderiam levar Riad a responder da mesma forma, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto.


O Líbano ⁠também foi arrastado para o conflito depois que o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo ​Irã, lançou foguetes e drones contra Israel na semana passada, com quase 400 pessoas mortas por Israel na última semana, informou o Ministério da Saúde.


Israel matou pelo menos quatro pessoas ao atacar um hotel no centro de Beirute neste domingo, dizendo que tinha como alvo comandantes iranianos que operavam na cidade — o primeiro ataque desse tipo no coração ​da capital libanesa — em meio a um pesado bombardeio nos subúrbios do sul e no sul e leste do país.


Irã se aproxima da nomeação do novo líder

O corpo clerical encarregado de escolher o próximo líder supremo do Irã pode se reunir já ​no domingo para nomear o sucessor de Khamenei, ⁠que foi morto em um ataque no início do conflito, informou a mídia iraniana.


Um consenso majoritário sobre o sucessor foi mais ou menos alcançado, disse o membro da Assembleia de Especialistas, aiatolá Mohammad Mehdi ⁠Mirbaqeri, de acordo com a agência de notícias Mehr.


Outro membro do conselho, o aiatolá Mohsen Heidari Alekasir, disse em vídeo que um candidato havia sido selecionado com base na orientação de Khamenei de que o líder máximo do Irã deveria ser ‘odiado pelo inimigo’.


Duas fontes iranianas disseram à Reuters na semana passada que o claro favorito era o filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, que acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior nas forças de segurança e no vasto império de negócios que eles controlam. Escolhê-lo seria um sinal de que a linha dura continua firmemente no comando.


(Reportagem dos escritórios da Reuters; Texto de John Geddie e Crispian ​Balmer)

Macron pede que Irã cesse imediatamente seus ataques contra países da região

O presidente francês manteve conversas telefônicas com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Em mensagem na rede social X, o presidente da França, Emmanuel Macron, reforçou a necessidade de que o Irã “cesse imediatamente” os seus ataques contra os países da região do Oriente Médio.



O líder francês reforçou, ainda, a importância de reduzir a escalada militar e de preservar a estabilidade regional, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação os recentes confrontos e trocas de ataques na região.


O presidente francês manteve conversas telefônicas com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às tensões crescentes entre os dois países.


As conversas acontecem em um momento delicado, marcado pelo aumento das tensões entre o Irã e outros países do Oriente Médio, o que levanta temores de um conflito mais amplo. Macron segue liderando o único esforço diplomático para tentar interromper o conflito no Oriente Médio.


Gilmar Mendes dá 72h para MP do Rio se explicar sobre penduricalhos

Ministro considerou as informações prestadas anteriormente insuficientes para verificar o cumprimento das determinações

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (8/3) que o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresente, em até 72 horas, informações complementares que comprovem o cumprimento das decisões sobre o pagamento de verbas indenizatórias, os chamados penduricalhos.



Na decisão, o decano da Suprema Corte, que é relator do caso, determina que o procurador deve encaminhar “indicação detalhada e discriminada de todas as verbas remuneratórias e indenizatórias (gratificações, adicionais, indenizações e outros congêneres), inclusive eventuais valores retroativos, que tenham sido autorizados e efetivamente pagos nos meses de janeiro e fevereiro de 2026”.


Mendes também pede “a indicação das datas precisas em que foram autorizados os pagamentos e em que efetivamente foram realizados, acompanhada das respectivas documentações comprobatórias contemporâneas aos atos de autorização, aptas a demonstrar o momento exato em que foi encaminhada à instituição financeira responsável a ordem de pagamento”.


No documento, Gilmar cita a primeira decisão proferida nos autos, em 23 de fevereiro, que proibiu imediatamente o pagamento de valores retroativos.


Ele ainda justifica a ação afirmando que considerou que as informações prestadas anteriormente pelo procurador-geral foram insuficientes para verificar o cumprimento das determinações anteriores. (Metrópoles)

Indígena é torturado e deixado à deriva em rio por pescadores ilegais

Caso ocorreu na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, na última quarta-feira (3/3). Ministério Público Federal (MPF) vai investigar

O Ministério Público Federal (MPF) abriu, nesse sábado (7/3), uma investigação para apurar uma denúncia de ameaça e possível agressão contra um indígena ocorrida na terça-feira (3/3), na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas.



A região é conhecida por registrar conflitos frequentes relacionados a invasões e à exploração ilegal de recursos naturais, especialmente a pesca predatória. O território é o mesmo onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados em 2022.


A denúncia foi feita pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Segundo a entidade, o indígena teria sido abordado por pescadores ilegais não indígenas enquanto pescava em um lago do rio Ituí, nas proximidades da aldeia Beija-Flor, do povo Matis.


Ele teria sido ameaçado, imobilizado e amarrado dentro de uma embarcação. Em seguida, os suspeitos o teriam deixado à deriva no meio do rio.


A Univaja alega ainda que pertences da vítima teriam sido levados pelo grupo. O indígena foi encontrado no dia seguinte, quarta-feira (4/3), durante buscas realizadas na região, coordenadas por um cacique da comunidade.


MPF pede mais informações

O responsável pelo inquérito, o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, solicitou informações a diferentes órgãos para reunir dados sobre o ocorrido e a situação de segurança na área.


Um dos ofícios foi enviado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que terá dois dias para informar se há registros recentes de invasões, pesca ilegal ou outras atividades ilícitas no trecho indicado da terra indígena. O órgão também deverá relatar eventuais medidas de proteção territorial adotadas ou planejadas para a região.


O procurador também pediu informações ao Distrito Sanitário Especial Indígena Vale do Javari (Dsei) para verificar se a vítima recebeu atendimento médico ou acompanhamento após o episódio.


Outros pedidos foram encaminhados à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), que poderá fornecer detalhes adicionais sobre o caso, e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O instituto deverá informar se há registros recentes de fiscalização, autuações ou operações contra pesca ilegal na região do rio Ituí.


A investigação busca esclarecer as circunstâncias da agressão e identificar os responsáveis pelo ataque. O episódio ocorreu em uma área remota do oeste do Amazonas que, nos últimos anos, tem sido alvo de disputas envolvendo atividades ilegais e a presença de invasores em territórios indígenas. (Metrópoles)

Publicidade