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M*rte de Maria Antônia não aponta envolvimento de terceiros e PCRO alerta para fake news nas redes

A Polícia Civil informou que seguem em andamento as investigações sobre a morte de Maria Antônia da Silva Barros, conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a corporação, todas as providências técnicas cabíveis foram adotadas desde o primeiro momento.

Foto - edição R1 Rondônia

No local, foram realizados os procedimentos periciais e o exame pelo médico legista para auxiliar no esclarecimento dos fatos. De acordo com a nota oficial, até o momento não foram encontrados elementos que indiquem a participação de terceiros ou qualquer sinal de violência.


A instituição também reforçou o alerta para que a população evite compartilhar informações não verificadas, destacando que a disseminação de boatos pode causar desinformação, expor pessoas de forma indevida e comprometer o andamento das apurações.

A investigação segue sob responsabilidade do DHPP, e novas informações deverão ser divulgadas exclusivamente pelos canais oficiais da Polícia Civil.

fonte - PC/RO

3º Festival Peixes da Amazônia começa nesta quinta-feira (02/04) com praça de alimentação e mais de 15 empreendedores da gastronomia regional

Evento gratuito na Estrada de Ferro Madeira Mamoré terá também praça de alimentação com sabores da Amazônia com pratos como tambaqui assado, moqueca de dourado e açaí com peixe frito...

FOTO - DIVULGAÇÃO

A partir desta quinta-feira (02/04), a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) se transforma também no ponto de encontro dos amantes da boa gastrônomia amazônica. Tem início o 3º Festival Peixes da Amazônia, que segue até domingo (05/04), sempre das 16h às 22h, com entrada gratuita para o público e expositores.

Nesta edição, o festival aposta forte na culinária regional: a praça de alimentação reúne mais de 15 empreendedores da gastronomia local, oferecendo um cardápio exclusivamente voltado a preparos à base de peixe, verdadeiros patrimônios de sabor da região Norte.

FOTO - DIVULGAÇÃO

Entre os destaques do menu estão o tradicional tambaqui assado, o pacu frito crocante, a moqueca de dourado, e o campeão de pedidas: o açaí acompanhado de peixe frito e camarão, combinação que se tornou sucesso absoluto em Porto Velho e em toda a Amazônia. Para fechar a refeição com chave de ouro, o público poderá saborear doces regionais como o bolo de banana e o bolo moca.

“A gastronomia é a grande estrela desta edição. Queremos mostrar a força dos nossos peixes e o talento dos empreendedores locais, que transformam o tambaqui, o dourado e o pacu em pratos que contam a história da nossa região”, destaca a organização do evento.

Além da experiência gastronômica, o festival se consolida como um importante espaço de articulação entre os setores de comércio, serviços, turismo e piscicultura. A programação estimula o networking, a geração de negócios e a valorização da biodiversidade aquática, com expectativa de grande circulação de público durante os quatro dias.

A escolha do cenário – a histórica Estrada de Ferro Madeira-Mamoré – reforça o encontro entre cultura, tradição e desenvolvimento econômico sustentável. A entrada gratuita elimina barreiras e incentiva a participação de famílias, turistas e pequenos empreendedores, movimentando a economia local e promovendo a riqueza da Amazônia.

FONTE - ASSESSORIA.

MPRO entrega chocolates arrecadados para Páscoa de crianças de distrito no Baixo Madeira

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) entregou 145 caixas de bombom à diretora da Escola João de Barros Gouveia, localizada no distrito de Demarcação, nesta quarta-feira (1º/4). A entrega aconteceu no edifício-sede da Instituição e foi realizada pela chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, promotora de Justiça Flávia Barbosa Shimizu Mazzini.


A diretora da escola, Raimunda Valente, ressaltou que nasceu e foi criada no distrito e destacou a importância de iniciativas como essa para a comunidade, cuja subsistência se baseia principalmente na pesca e na agricultura. 

Ela também agradeceu a todos que contribuíram com as doações, que vão levar alegria a muitas crianças nesta Páscoa.

A promotora de Justiça Flávia Shimizu destacou a confiança da diretora na campanha promovida pelo Ministério Público e desejou uma Páscoa feliz às crianças e a seus familiares.

FONTE - MPRO.

Após mais de dois anos foragido, ex-deputado de RO se entrega à polícia

O ex-deputado estadual de Rondônia Jidalias dos Anjos Pinto, conhecido como Tiziu, se apresentou espontaneamente à polícia na segunda-feira (30), no município de Cerejeiras, após ser alvo de investigação sobre a comercialização ilegal de minério extraído da Terra Indígena Yanomami.


De acordo com a Polícia Civil, após se entregar na 1ª Delegacia de Cerejeiras, foram realizados os procedimentos de praxe e, em seguida, ele foi encaminhado para a Casa de Detenção do município, onde permanece à disposição da Justiça.

Tiziu é investigado por suposta participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de patrimônio da União. 

As apurações fazem parte da operação Forja de Hefesto, deflagrada em dezembro de 2023, que investiga um esquema de venda de cassiterita extraída ilegalmente em território indígena para empresas multinacionais.

Segundo as investigações, o ex-parlamentar seria suspeito de integrar a estrutura do grupo e de possuir maquinários utilizados na atividade ilegal dentro da área Yanomami.

Empresário de Ariquemes, Tiziu teve atuação na política rondoniense entre 2007 e 2010 como deputado estadual. Posteriormente, também disputou outros cargos eletivos no estado.

Irã nega que tenha pedido cessar-fogo a Trump, diz TV estatal

Porta-voz da chancelaria iraniana disse que comentário do líder americano sobre suposta solicitação de pausa no conflito é "falso" e "infundado"...


Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que o país tenha pedido um cessar-fogo, segundo a TV estatal do país.

Isso acontece após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter dito nas redes sociais que a liderança iraniana havia solicitado pausa no conflito.

O porta-voz chamou o comentário de Trump de "falso" e "infundado".

*em atualização

FONTE - CNN BRASIL - *com informações da Reuters.

Alexandre de Moraes nega ter viajado em aviões de Vorcaro

Manifestação foi divulgada após reportagem do jornal Folha de S. Paulo...


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (31) ter viajado em aeronaves do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A manifestação do ministro foi divulgada após o jornal Folha de S.Paulo publicar que o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, voaram, pelo menos sete vezes, em jatinhos particulares ligados à empresa do banqueiro, em 2025.

Segundo a reportagem, os aviões pertencem à empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro foi sócio.

O oitavo voo, segundo o jornal, teria sido realizado em um jato de propriedade de uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que também é investigado pelas fraudes no Master.

Em nota à imprensa, o gabinete de Moraes classificou as supostas viagens como “ilações”.

“As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, declarou.

O escritório Barci de Moraes informou que contratou serviços de táxi aéreo, incluindo os da Prime Aviation.

Em nota, o escritório também disse que Vorcaro e Zettel nunca estiveram presentes em voos realizados por advogados da banca.

“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”, completou o escritório.

fonte - Andre Richter - Repórter da Agência Brasil.

Operação revela clínica ilegal que aplicava remédios para emagrecer sem prescrição em Porto Velho

A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Consumidor (Deccon), deflagrou, nesta terça-feira (31), a Operação “Dose Clandestina”, com o objetivo de combater crimes contra a saúde pública e as relações de consumo na Capital.

FOTO - DIVULGAÇÃO PC/RO

A ação institucional teve como alvo um estabelecimento de estética que realizava procedimentos exclusivos da medicina sem a devida habilitação legal, incluindo avaliações clínicas e a aplicação de substâncias de uso controlado para emagrecimento sem qualquer prescrição médica ou controle sanitário.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes da Polícia Civil de Rondônia recolheram medicamentos, materiais publicitários e dispositivos eletrônicos que auxiliarão na identificação de possíveis vítimas e na análise do alcance das práticas ilícitas realizadas no local.

A operação contou com o apoio técnico do Conselho Regional de Medicina (Cremero), do Conselho Regional de Farmácia (CRF) e da Vigilância Sanitária Municipal, reforçando a importância da fiscalização conjunta para garantir a segurança e a integridade física da população rondoniense.

A Polícia Civil de Rondônia alerta a sociedade para que desconfie de promessas de resultados imediatos ou tratamentos invasivos realizados fora de ambientes médicos autorizados, uma vez que tais práticas representam graves riscos à saúde e podem causar danos irreversíveis.

FONTE - PC/RO.

Artemis II: Nasa deve lançar nesta quarta missão histórica de sobrevoo tripulado à Lua; saiba tudo

Expedição marca a primeira etapa com astronautas do programa Artemis e leva quatro tripulantes, mais de 50 anos após a última missão humana ao satélite. Lançamento está previsto para às 19h24 (no horário de Brasília), dependendo das condições do tempo.



Saiba como vai ser a missão Artemis II

Depois de uma série de ajustes no cronograma , a Nasa se aproxima de um momento histórico nesta quarta-feira (1º de abril): o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972.

E desta vez, diferentemente da Artemis I, há astronautas a bordo.

Quatro tripulantes vão viajar dentro da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System - SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial), o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana.

A previsão é que a decolagem aconteça às 19h24 (horário de Brasília), a partir da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

A agência terá uma janela de cerca de duas horas para tentar o lançamento e, se for preciso, novas tentativas podem ocorrer nos dias seguintes (entenda mais abaixo).

A missão terá duração aproximada de dez dias e não prevê pouso na Lua. O plano é levar os astronautas a um sobrevoo pelo satélite natural, passando pelo seu lado oculto e retornando à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, que aproveita a gravidade da Terra e da Lua para trazer a cápsula de volta sem necessidade de grandes manobras de propulsão.

Durante o voo, a tripulação vai testar sistemas essenciais da Orion em um ambiente de espaço profundo (longe da influência da Terra), incluindo suporte de vida, comunicações, navegação e controle manual da cápsula — etapas consideradas fundamentais antes de uma tentativa de pouso lunar.

A bordo estão Reid Wiseman, comandante da missão; Victor Glover, piloto; Christina Koch, especialista de missão; e o canadense Jeremy Hansen. Eles serão os primeiros humanos a se afastar tanto da Terra em mais de meio século, superando distâncias alcançadas desde as missões Apollo.

Por isso, se bem-sucedida, a Artemis II abre caminho para a ainda mais aguardada Artemis III, missão que deve marcar o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no satélite natural.

Abaixo, você confere tudo sobre como será o voo da Artemis II e vai entender por que essa missão é considerada um dos passos mais importantes da nova era da exploração espacial.



O que é o programa Artemis?

É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.

O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua" em meados desta década.

Para chegar lá, a Nasa planejou uma série de missões progressivas ao redor e na superfície lunar.

A primeira missão, a Artemis I, aconteceu em novembro de 2022 e não foi tripulada. Agora, quatro astronautas viajarão ao redor da Lua durante esses 10 dias, testando todos os sistemas da Orion com humanos a bordo.

Eles não pousarão no satélite natural, mas chegarão a aproximadamente 7.500 km além do nosso satélite natural, mais longe do que qualquer ser humano já esteve da Terra.

A terceira missão, a Artemis III, prevista para não antes de 2027 ou 2028, levará astronautas de volta à superfície lunar pela primeira vez desde a Apollo 17 em 1972. O pouso acontecerá no polo sul da Lua, uma região nunca antes explorada por humanos.

No futuro mais distante, a Nasa planeja inclusive não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer uma presença humana permanente em solo lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway, que orbitará o satélite e servirá como base para missões de longa duração.

O objetivo final é usar a Lua como "trampolim" para futuras missões tripuladas a Marte.



O que são o foguete SLS e a cápsula Orion?

O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo que serve de transporte para essa nova geração de astronautas em missões lunares.

Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”.

Embora um pouco menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o modelo produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747.

O foguete tem dois propulsores de combustível sólido nas laterais e um estágio central equipado com quatro motores RS-25.

Após consumir todo seu combustível durante a subida, o estágio central se separa e um estágio superior chamado ICPS (Estágio criogênico provisório de propulsão, em tradução livre) continua impulsionando a Orion para além da órbita terrestre.

Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço profundo.

O módulo da tripulação, onde os astronautas viajam, tem capacidade para quatro pessoas e conta com sistemas de suporte de vida, painéis de controle avançados e janelas que permitirão vistas espetaculares da Terra e da Lua.

Um componente crucial da Orion é o Módulo de Serviço Europeu (ESM), construído pela Agência Espacial Europeia e pela Airbus na Alemanha.

Ele fornece propulsão, energia elétrica através de painéis solares, controle térmico, água e os gases respiráveis (oxigênio e nitrogênio) essenciais para manter a tripulação viva durante toda a missão.

A Orion também possui um sistema de escape de lançamento no topo, que pode puxar rapidamente o módulo da tripulação para longe do foguete em caso de emergência durante o lançamento.

“A Artemis II será um passo decisivo para a exploração espacial humana”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman.

“A Artemis II representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura e ao envio de americanos a Marte. Não poderia estar mais impressionado com a equipe da NASA e com a tripulação da Artemis II, e desejo sucesso a todos. Avante, com ousadia.”


Quem são os astronautas?

São três homens e um mulher. Entre eles, um homem negro. A astronauta Christina Hammock Koch será a primeira mulher que irá para uma missão ao redor da Lua organizada pela Nasa. Já Victor Glover será o primeiro homem negro.

Os escolhidos foram:

  • Jeremy R. Hansen - função: especialista de missão; é um coronel da Força Aérea Real Canadense e o primeiro canadense escolhido para um voo para a Lua;
  • Victor Glover - função: piloto; é um aviador da Marinha dos EUA e veterano de quatro caminhadas espaciais;
  • Christina Hammock Koch - função: especialista de missão; ela é uma engenheira que já detém o recorde de voo espacial contínuo mais longo por uma mulher e fez parte das três primeiras caminhadas espaciais femininas da Nasa;
  • Reid Wiseman - função: comandante, é ex-piloto de caça da Marinha dos EUA.

Todos os três astronautas da Nasa escolhidos para a missão Artemis 2 são veteranos de expedições anteriores a bordo da Estação Espacial Internacional.

O canadense Hansen é um novato em voos espaciais.


A Artemis II vai pousar na lua? Como vai ser essa missão?

Novamente, não veremos um pouso lunar desta vez.

Esta é uma missão de teste tripulada que preparará o terreno para o pouso lunar da Artemis III, previsto para acontecer alguns anos depois.

Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 10 dias e será a primeira vez em mais de 50 anos que seres humanos viajarão para além da órbita terrestre.

A missão começará com o lançamento do foguete SLS do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em 1º de abril.

Após a decolagem, a Orion e seu estágio superior entrarão em órbita ao redor da Terra, onde permanecerão por aproximadamente um dia completo, período em que os astronautas deve realizar checagens importantes dos sistemas da nave ainda relativamente perto do nosso planeta.

Durante essa fase em órbita terrestre, a tripulação também assume o controle manual da Orion para um teste inédito: os astronautas vão pilotar a cápsula nas proximidades de uma parte do foguete já separada, simulando manobras que serão necessárias em missões futuras, como a aproximação de outras naves e estruturas no espaço, incluindo a estação lunar Gateway.

Ao se aproximar da Lua, a Orion vai passar entre 6.400 e 9.600 quilômetros acima da superfície lunar, distância que deve variar conforme a data exata do lançamento.

E mesmo sendo mais distante do que o sobrevoo feito pela Artemis I, a trajetória ainda levará os astronautas a dezenas de milhares de quilômetros mais perto da Lua do que qualquer ser humano esteve nos últimos 50 anos.

O momento mais marcante da missão deve acontecer quando a cápsula voar atrás do lado oculto da Lua - o lado que não conseguimos avistar aqui da Terra.

Durante essa passagem, a tripulação ficará sem comunicação com a Terra por 30 a 50 minutos, enquanto fotografa e filma a superfície lunar para observações científicas.

Após contornar a Lua, a Orion viajará aproximadamente 7.500 km além do lado oculto, alcançando o ponto mais distante da Terra que humanos já atingiram - quebrando o recorde estabelecido pela Apollo 13 em 1970.

E, diferentemente das missões Apollo, a Artemis II não depende de grandes queimas de motor para voltar. Depois de passar pela Lua, a Orion entra em uma trajetória de retorno livre, em que a gravidade conduz a espaçonave de volta à Terra, reduzindo a necessidade de combustível e aumentando a segurança da missão.

No total, a Orion viajará mais de 2,2 milhões de quilômetros durante sua missão. Ao retornar, a espaçonave entrará na atmosfera terrestre a aproximadamente 40.000 km/h - uma das reentradas mais rápidas já realizadas por uma nave tripulada. O escudo térmico da Orion enfrentará temperaturas de cerca de 3.000 graus Celsius.

Finalmente, após uma sequência de paraquedas - primeiro dois paraquedas estabilizadores, depois três paraquedas-piloto e finalmente três paraquedas principais de 35 metros de diâmetro - a cápsula amerissará (pousará) no Oceano Pacífico, onde será recuperada pela Nasa.

Por que a Nasa ainda não lançou o foguete?

A Artemis II ainda não saiu do chão porque a Nasa decidiu avançar com cautela máxima antes de colocar astronautas novamente em uma missão lunar tão importante.

Desde o voo de teste realizado em 2022, a agência vem revisando sistemas, ajustando procedimentos e aceitando atrasos como parte do processo para reduzir riscos.

O principal ponto de atenção surgiu justamente após a missão Artemis I, quando análises revelaram danos inesperados no escudo térmico da cápsula Orion. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, mais de 100 pontos de desgaste foram identificados: pedaços do material de proteção se desprenderam de forma irregular, um comportamento que poderia comprometer a segurança de uma missão tripulada.

Fora isso, investigações descobriram que gases ficaram presos dentro do revestimento da cápsula durante a reentrada, o que provocou fissuras no material. A Nasa precisou realizar ao todo mais de 100 testes em diferentes centros para entender o problema e, por isso, decidiu alterar o perfil de reentrada da Artemis II para reduzir esse risco.

Além do escudo térmico, os sistemas de suporte à vida — que fornecem ar respirável, água e controle de temperatura durante os 10 dias de viagem — também passaram por testes extras.

E mesmo com as correções encaminhadas, a agência ainda precisa concluir o ensaio final com o foguete na plataforma. É o chamado Wet Dress Rehearsal (algo como ensaio geral "molhado"), que simula o abastecimento de combustível, a contagem regressiva completa e procedimentos de emergência.

Aliado a isso, o clima também atrapalhou. Em janeiro, uma onda de frio intenso na Flórida inviabilizou os testes da agência — o ar ártico representa risco para os propulsores de combustível sólido, e a memória do desastre do Challenger, em 1986, causado por falha em condições de frio, ainda pesa nessas decisões.

Depois disso, a agência também identificou um vazamento de hidrogênio líquido e de hélio durante testes técnicos realizados antes da decolagem prevista para fevereiro e março.

Segundo a agência espacial, o vazamento de hidrogênio aconteceu em uma conexão do foguete responsável por levar o combustível até a parte central do veículo, durante um teste que simula todas as etapas do lançamento, incluindo o abastecimento.

E o problema com hélio, causado por um selo defeituoso, levou ao retorno do foguete ao prédio de montagem para reparos, adiando o lançamento de março para abril.

John Honeycutt, chefe da equipe de gestão da missão, resumiu a filosofia da Nasa: "Vamos voar quando estivermos prontos. A segurança da tripulação será nossa prioridade número um."

Equipes da Nasa treinam procedimentos de resgate no mar durante simulação de emergência da missão Artemis II, na costa da Flórida. O exercício usou um modelo em tamanho real da cápsula Orion, em 12 de junho de 2025. — Foto: NASA/Isaac Watson

E caso haja qualquer outro problema?

Caso surja qualquer problema — seja técnico ou relacionado ao clima — o lançamento não acontece.

A NASA segue critérios rígidos de segurança e pode interromper a contagem regressiva até nos minutos finais, se algum parâmetro sair do padrão.

No caso do tempo, fatores como ventos fortes, formação de nuvens ou risco de raios são suficientes para adiar a decolagem.

Mesmo com previsão favorável, basta uma mudança repentina nas condições para que a missão seja suspensa temporariamente.

Já do ponto de vista técnico, qualquer falha em sistemas do foguete, da cápsula Orion ou das comunicações também leva a um adiamento.

Se isso acontecer novamente, a agência trabalha com janelas alternativas nos dias seguintes (veja ABAIXO).


Há pressão política para lançar a Artemis II?

Sim, mas não do tipo que força a Nasa a lançar a qualquer custo. A pressão existe e vem de várias frentes — do Congresso americano, de parceiros internacionais e da competição geopolítica com a China.

Isso acontece porque a missão está no centro de uma nova corrida espacial. De um lado, os Estados Unidos lideram uma coalizão de países aliados.

Do outro, China e Rússia promovem seu próprio projeto lunar, com planos ousados de pousos tripulados chineses até 2030.

Por causa disso, políticos americanos até usaram expressões como "Lua vermelha" para descrever o risco de a China dominar a corrida caso os EUA atrasem demais.

Fora isso, a missão carrega peso diplomático: A Artemis II inclui o astronauta canadense Jeremy Hansen como parte de um acordo pelo qual o Canadá fornece o braço robótico Canadarm3 para a futura estação lunar Gateway, em troca de vagas em missões do programa.

A Europa participa com o Módulo de Serviço da cápsula Orion, já integrado à cápsula que voará na Artemis II, além de componentes de módulos habitacionais do Gateway.

O Japão contribui com sistemas de suporte à vida e com o desenvolvimento de um rover pressurizado para missões futuras na superfície lunar. Já os Emirados Árabes Unidos ficaram responsáveis pela câmara de ar de tripulação do Gateway.

Assim, para os parceiros internacionais, a Artemis II funciona como um teste de confiança no programa e um passo decisivo antes da montagem da estação lunar e das próximas missões tripuladas.


E os outros lançamentos?

Por ora, haverá pelo menos mais duas missões tripuladas no programa: a Artemis III e a Artemis IV, além de outras planejadas para estabelecer presença humana permanente na Lua.

A Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972.

Prevista para acontecer "não antes de 2027", segundo a Nasa, embora especialistas considerem 2028 um período mais realista, a missão fará história ao pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na superfície lunar, especificamente na região do polo sul da Lua — uma área nunca antes explorada por humanos.

Para a Artemis III, a Nasa ainda precisa escolher entre duas opções de módulo de pouso: o Starship da SpaceX ou uma nave desenvolvida pela Blue Origin, de Jeff Bezos. Novos trajes espaciais fabricados pela empresa Axiom também ainda estão em desenvolvimento.

Depois dessa etapa, o programa Artemis entra em uma nova fase. As missões seguintes devem priorizar a presença direta na Lua, com estruturas voltadas a operações mais longas na superfície, deixando em segundo plano o plano original de uma estação orbital ao redor do satélite.

A ideia é criar condições para estadias mais frequentes prolongadas, com participação de diferentes países nas missões.

No longo prazo, o objetivo é ambicioso: manter astronautas vivendo e trabalhando na Lua por mais tempo, com apoio de robôs na coleta de amostras e na realização de experimentos científicos.

FONTE - Por Roberto Peixoto, g1.

Flamengo atinge 2° maior superávit da história; veja balanço de 2025

O Flamengo divulgou o relatório anual com as demonstrações financeiras referentes ao ano de 2025 nessa terça-feira (31/3)...

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Flamengo divulgou, nessa terça-feira (31/3), o relatório anual com as demonstrações financeiras referentes ao ano de 2025. No documento, a equipe carioca apontou um superávit superior a R$ 336 milhões — o segundo maior da história do clube.

Além disso, a equipe treinada por Leonardo Jardim atingiu uma receita recorrente de R$ 1,571 bilhões, um crescimento 22% em relação a 2024.

Recorde

O clube Rubro-Negro atingiu uma receita operacional bruta total de R$ 2,089 bilhões em 2025, e ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões. O resultado foi possível graças ao desempenho esportivo da equipe no ano passado, com os títulos da Supercopa Rei, Campeonato Carioca, Brasileirão e Libertadores.

Além disso, a equipe arrecadou R$ 519 milhões com a venda de atletas, o que representa um aumento de 359% em relação a 2024, quando o faturamento foi de R$ 113 milhões.

O patrimônio líquido do Flamengo também bateu recorde e atingiu R$ 954 milhões, 54% maior que 2024 (aproximadamente R$ 620 milhões). Em 2019, esse valor era de R$ 128 milhões.


    Com base na receita recorrente de R$ 1,571 bilhão, as despesas com pessoal foram estimadas em cerca de R$ 785 milhões, o que representa aproximadamente 50% desse indicador.

    Já em relação à receita total, que inclui as transferências, o clube atingiu R$ 2,089 bilhões. Os gastos com a folha salarial giraram em torno de R$ 815 milhões, equivalentes a 39% do valor total.

    Confira o balanço do Flamengo em comparação aos últimos três anos:

    Foto colorida de balanço financeiro - Metrópoles
    FOTO - REPRODUÇÃO

    *Valores em milhões.


    FONTE - CNN BRASIL.

    Abertas as inscrições para o Desafio Liga Jovem, maior competição de empreendedorismo estudantil do Sebrae no país

    Alunos de todo o Brasil estão desafiados a criar projetos de impacto social que resolvam problemas reais da escola ou da comunidade...


    Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Desafio Liga Jovem (DLJ), maior competição de empreendedorismo tecnológico de impacto realizada pelo Sebrae em instituições de ensino brasileiras. Podem participar estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental 2, do Ensino Médio e do Técnico. 

    A proposta é desenvolver soluções criativas para desafios da escola ou da comunidade tendo a tecnologia como aliada. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 28 de maio pelo site desafioligajovem.com.br.


    Nesta terça-feira (31), o Sebrae/PE promove o lançamento oficial da edição do DLJ, no Recife. A programação vai incluir palestra, música e outras dinâmicas e contará com autoridades, gestores e players do ecossistema de educação, além de estudantes da rede pública de ensino da Região Metropolitana da capital. A ação começa às 10h, também com transmissão ao vivo pelo canal do Sebrae/PE no YouTube.

    INSCREVA-SE AQUI

    Soluções de problemas

    Na última edição do DLJ, Pernambuco teve destaque nacional: conquistou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental com o projeto “Bioplacas de cascas de mariscos: uma alternativa inteligente para comunidades sustentáveis”.

    A proposta envolveu a concepção de placas de revestimento que usam como matéria-prima conchas de ostras descartadas de forma irregular em Itapissuma, no Grande Recife, onde a pesca artesanal é uma importante atividade econômica. Além de eliminar problemas como ferimentos causados pelas cascas jogadas em locais indevidos, o projeto evita acúmulo de resíduos sem tratamento e desenvolve um produto com potencial para se tornar uma fonte de renda para os moradores.

    A equipe vencedora, formada pelas estudantes Giovana Andrade e Maria Eloíza Ferreira e pela professora Maria Eduarda Santos da Silva, do 9º ano da Escola Municipal de Referência João Bento de Paiva, ganhou uma viagem com todas as despesas pagas para Barcelona, na Espanha. A missão internacional aconteceu no início deste mês de março.

    Criação de ideias

    O Desafio Liga Jovem funciona também como um laboratório de criação de ideias. Ao longo da jornada, os participantes são incentivados a transformar proposições em projetos concretos de inovação social. Na disputa, vale desenvolver desde aplicativos, jogos e plataformas até produtos físicos, serviços e metodologias sustentáveis que tragam impacto positivo e sejam construídos de forma colaborativa e inovadora.

    “O primeiro ganho do Desafio Liga Jovem é o aprendizado. É fundamental estimular o engajamento de todo o ecossistema escolar para conversar sobre o impacto socioambiental no planeta e criar soluções, já na fase estudantil, para o desenvolvimento do nosso território e da nossa realidade comunitária”, enfatiza Danilo Lopez, especialista em Educação Empreendedora do Sebrae/PE.

    Competição

    O Desafio Liga Jovem é dividido nas categorias Ensino Fundamental (8º e 9º ano), Ensino Médio e Educação Profissional (Técnico), com participação de estudantes das redes pública e particular de educação. Cada equipe, com estudantes do Ensino Fundamental (8º e 9º anos), do Ensino Médio e da Educação Profissional (Técnico), pode ter de dois a cinco alunos, com apoio de um professor orientador.

    Na primeira fase, serão classificados os seis melhores times por categoria e estado. Entre agosto e setembro, os selecionados apresentarão suas ideias online para uma banca de jurados. Avança para a etapa seguinte a melhor equipe de cada banca. As primeiras colocadas ganharão uma viagem com tudo pago para participar da Etapa Nacional. Cada aluno e orientador que ficar em 2º lugar receberá um vale-compras de R$ 500.

    As equipes semifinalistas participam da missão nacional, em novembro, quando vão detalhar seus projetos em bancas presenciais de semifinal e final. Elas ainda vão participar de uma imersão em centros de tecnologia, inovação e empreendedorismo. Os primeiros lugares de cada categoria ganharão uma viagem internacional com todas as despesas custeadas pelo Sebrae. Quem ficar em segundo receberá um notebook; os terceiros lugares e honras ao mérito serão contemplados com celulares pelo desempenho na disputa.


    Números

    Em 2025, o Desafio Liga Jovem registrou cerca de 62,3 mil inscritos e cinco mil projetos de inovação social submetidos. 

    As quantidades superaram as marcas do ano anterior, quando foram contabilizadas 54 mil inscrições e três mil propostas inovadoras.

    FONTE - SEBRAE

    PRF em Rondônia participa de operação conjunta na fiscalização de combustíveis

    PCRO, PROCON e ANP compuseram a força-tarefa...


    A Polícia Rodoviária Federal em Rondônia, entre os dias 25 e 27 de março, participou, em conjunto com a Polícia Civil do estado, PROCON e Agência Nacional de Petróleo, de ações de fiscalização na capital.

    Diante do recente aumento nos preços dos combustíveis, impulsionado pela elevação da demanda e pelas instabilidades no mercado internacional decorrentes de conflitos no exterior, tornou-se necessária a intensificação das ações de fiscalização que envolvem o transporte, venda, compra e consumo desses insumos.

    O trabalho se desenvolveu com o escopo de coibir a prática de preços abusivos, adulterações, armazenamento irregular e outros delitos relacionados ao transporte, venda, compra e consumo desses combustíveis, especialmente em postos. 

    Em Porto Velho, foram fiscalizados cinco postos e seis distribuidoras de combustíveis. Houve lavratura de dois autos de infração e coleta de uma amostra de combustível para análise laboratorial.

    FONTE - PRF/RO.

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