Autoridade iraniana afirmou que cerca de duas mil pessoas foram vítimas durante os confrontos nos protestos; grupos de direitos humanos relatam mais de 10.600 presos
Imagens divulgadas no domingo (11) mostraram corpos espalhados pelo chão, em uma rua em frente ao Centro Médico Legal de Kahrizak, em Teerã, capital do Irã, onde um necrotério foi improvisado para receber as vítimas da onda de protestos antigovernamentais, que varrem o país há duas semanas.
Nas imagens é possível ver familiares reunidos no local chorando enquanto buscam identificar entes queridos.
Um vídeo obtido pela CNN, gravado no centro forense, mostra sacos pretos para cadáveres enfileirados em uma passarela do lado de fora do prédio, com pessoas ao redor. Alguns corpos estão espalhados pelo que parece ser o pátio do centro.
Outros jazem em terreno irregular. Alguns estão a poucos metros de carros estacionados, enquanto famílias buscam freneticamente pelos restos mortais de entes queridos.
O grupo ativista Mamlekate afirmou no sábado (10) que o número de corpos levados ao instituto forense é tão alto que eles estão sendo enfileirados no pátio.
Veja o vídeo:
Outro vídeo, gravado na sexta-feira (9), mostra o interior de um galpão próximo ao centro forense. A sala, transformada em um necrotério improvisado, está repleta de corpos em sacos pretos, enfileirados no chão e sobre mesas de metal.
A mídia estatal iraniana reconheceu as cenas macabras na unidade médica, mas insistiu que os corpos vistos são, em sua maioria, de “pessoas comuns” — transeuntes que foram arrastados para os protestos e atribuiu as mortes a “manifestantes violentos”.
As manifestações antigovernamentais em massa, desencadeadas pela deterioração das condições econômicas, tomaram conta do país, representando o maior desafio para o regime iraniano em anos.
Cerca de duas mil pessoas, incluindo o membros da segurança, foram mortas em protestos no Irã, declarou uma autoridade do país, nesta terça-feira (13), a primeira vez que as autoridades reconheceram o alto número de mortos.
A autoridade iraniana, falando à agência de notícias Reuters, disse que "terroristas" estavam por trás das mortes de manifestantes e do pessoal de segurança. A autoridade não forneceu um detalhamento de quem havia sido morto. (CNN)





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