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O legado do ex-governador Guedes é o estado (1) - por Montezuma Cruz

Montezuma Cruz*

1975: a pé, o  presidente Ernesto Geisel caminha próximo a populares, na Praça Getúlio Vargas em sua visita a Porto Velho; atrás dele, o governador Guedes (Foto Presidência da República)

Duas décadas após deixar o cargo, o ex-governador do extinto Território Federal de Rondônia, Humberto da Silva Guedes caminhava lentamente pelo terreno da sede do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, em Planaltina (DF), quando se deparou com este repórter. “Eu me lembro do senhor. Tinha algumas coisas a dizer, mas vocês eram ‘mancheteiros’ e eu não desejava atritos com o presidente”, disse. Guedes e sua esposa, dona Gilsa, participavam da confraternização denominada “Talentos da Primavera”, em 2000.

Guedes, coronel do Exército, falecido quinta-feira num hospital de Brasília aos 103 anos, era pai de Beatriz Guedes e sogro do médico Edison Saraiva Neves, ambos sócios do Centro Espírita, razão por que lá esteve, a convite deles.

Construtor das primeiras cidades ao longo da BR-364, das primeiras estradas intermunicipais, incentivador dos projetos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Humberto Guedes nunca foi oficialmente reconhecido. Mesmo com uma série de realizações, seu nome não foi dado a nenhuma rua, creche ou escola.

Conversando brevemente a respeito de seu governo (1975-19779), ele frisava que fora nomeado por decreto do então presidente da República, general Ernesto Geisel e, se fosse relatar inquietudes e insatisfações em seu governo “favoreceria possível animosidade”. Seu sucessor, coronel Jorge Teixeira de Oliveira, fora nomeado pelo general João Baptista de Oliveira Figueiredo.

“O senhor conhece hierarquia? Eu tinha que respeitá-la”, ele declarava. No entanto, ao deixar o governo territorial, desligando-se do Partido Democrático Social (PDS), Guedes demonstrava-se insatisfeito com Teixeirão.

Deixou o cargo em 2 de abril de 1979, assumindo pouco depois o cargo de superintendente administrativo da Telebras. Na carta pública denominada “Aos amigos de Rondônia”, em 12 de outubro de 1982, ele se queixava de Teixeirão, a quem acusava de “detratar” a sua administração.

Desfiliava-se do PDS, partido sucedâneo da antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena): “Não poderia continuar em um partido (PDS), cujos dirigentes em Rondônia tratam aqueles que me apoiaram como adversários políticos” – justificava-se.

O principal descontentamento de Guedes foi a restrição imposta pelo partido ao coronel Carlos Augusto Godoy, ex-comandante de fronteira do Acre e Rondônia. “Ele só ingressou na oposição (MDB), porque foi rejeitado pelo PDS”, escrevia Guedes.

“Ao mesmo tempo em que me chama de irmão, reúne-se amigavelmente com todos aqueles que foram ferrenhos opositores à minha administração, para contemplá-los com importantes cargos na administração e no comando do PDS”, queixava-se Guedes.

Incisivo, dizia desconhecer as razões de o sucessor tratá-lo como adversário. “Nunca tive pretensões políticas ou outras aspirações que representassem ameaça às suas grandes ambições”, continuava.

Para Guedes, a atitude de Teixeira teria impossibilitado, por exemplo, as candidaturas do ex-governador João Carlos Mader, do ex-prefeito de Guajará-Mirim, Rigomero da Costa Agra, e do deputado Antônio Morimoto, que trocara São Paulo por Rondônia.

Coronel Humberto Guedes, o governador que preparou Rondônia para ser mais um estado brasileiro (Arquivo Museu da Memória Rondoniense)

“Chá de cadeira”

Entre as indisposições que conseguiu evitar durante os quatro anos de governo no território, está uma audiência que fora concedida em Brasília pelo então ministro da Indústria e Comércio, Ângelo Calmon de Sá.

Guedes quis apresentar-lhe um plano para o fomento cafeeiro, valendo-se da construção de vilas rurais, do apoio o INCRA, da Embrapa, e da antiga Associação de Crédito e Extensão Rural de Rondônia (Aster).

Depois de um ‘chá de cadeira’, Calmon, que também havia dirigido o Banco Econômico S/A, o dissuadia, alegando que Rondônia deveria se contentar com a riqueza mineral. “Vocês têm enorme riqueza metal e mineral, ele me dizia, e eu retornei para Porto Velho com algum desânimo”

O governador percebeu que o ministro baiano defendia mesmo os interesses de seu estado. Nessa mesma ocasião, o grupo Fischer em Ouro Preto do Oeste preparava sua primeira exportação de cacau para Hanover (Alemanha), missão confiada ao agrônomo Assis Canuto, executor do Projeto Integrado de Colonização Ouro Preto.

Na área cafeeira, Guedes já contava com o entusiástico apoio da Embrapa, em cuja Unidade trabalhavam, entre outros, os agrônomos pesquisadores William Curi e Wilson Veneziano.

Para o cacau, o grupo Fischer havia conseguido financiamento da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), com o objetivo de beneficiar as colheitas dentro de Rondônia. Em meio a batalhas burocráticas nos escalões do poder, em Brasília, o então presidente do Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau, Humberto Salomão Mafuz entregava documento ao presidente Geisel, condenando investimentos em cacaueiros rondonienses por causa do fungo Crinipellis perniciosa (vassoura de bruxa).

Rondônia no período Guedes

► O secretário de agricultura Edgar Cordeiro instalou em Costa Marques, em1976, o primeiro berçário de tartarugas e tracajás da Amazônia Ocidental, conservando assim essas espécies de quelônios.

► Guedes criou núcleos, entre os quais, os de Apoio Administrativo e da Secretaria de Finanças, divididos provisoriamente entre o titular, Alexandre Ferreira Lima Neto, e o auxiliar, Arthur de Mello Júnior. O major Arthur morreu na explosão de um avião Minuano em Jaru.

► Guedes transformou a Guarda Territorial em Polícia Militar e construiu o quartel da corporação. Construiu ainda a sede do Instituto Médico-Legal, o primeiro prédio do Tribunal de Contas, e reestruturou a segurança pública. Reformou o Palácio das Secretarias (antigo Porto Velho Hotel) na Capital e iniciou as obras da Esplanada das Secretarias, no Bairro Pedrinhas. Construiu o prédio do Fórum Rui Barbosa, primeira sede do futuro Tribunal de Justiça e concluiu o projeto da hidrelétrica de Samuel.

► Promoveu em 1976, com o Ministério de Minas e Energia, o 1º Congresso Brasileiro do Estanho, realizado numa sala do Colégio Carmela Dutra.

► De 1975 a 1979, dentro do II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), o território recebeu o Polamazônia (Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia), cujo objetivo foi criar polos agrícolas regionais que permitissem fixação populacional nas áreas de mineração e de interesse estratégico, formando zonas de integração para a concentração de capitais.

► Em meados dos anos 1970, o rebanho bovino de Cacoal ultrapassava 6 mil cabeças. Nas áreas do Projeto de Colonização Gy-Paraná (na época escrito com G), próximas àquele município havia 1,1mil cabeças; ao longo da BR-364, 3,8 mil, e nos finais de linha, 1,45 mil. Rondônia já criava gado mestiço nelore, gir e indu-Brasil, com matrizes trazidas dos estados de Mato Grosso e Minas Gerais. Ainda não havia exportação.

► A produção de leite in natura era muito pequena, de 1,5 mil litros por dia. Leite em pó vendia bem naquela cidade e em todas as outras do território. Hortifrútis vinham de Presidente Prudente (SP) e Campo Grande (MS), distribuídos por caminhões da empresa Takigawa, que atuava aqui e no Acre.

► Era de 40 cruzeiros, com alimentação, o valor da diária do trabalhador braçal no território, e de 50, sem alimentação; na zona rural, 30 e 40 cruzeiros respectivamente.

(Continua)...

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

PF apreende mais de 26 quilos de skunk em dois dias e prende suspeitos no aeroporto de Porto Velho

A Polícia Federal apreendeu mais de 26 quilos de drogas durante ações de fiscalização realizadas no Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira de Oliveira, em Porto Velho, entre sábado (20) e domingo (21). As operações resultaram na prisão em flagrante de dois passageiros por tráfico interestadual de drogas.

No primeiro caso, os policiais localizaram aproximadamente 12 quilos de maconha do tipo skunk escondidos na bagagem despachada de um passageiro que embarcaria em um voo doméstico. O suspeito foi preso ainda no aeroporto.

Já no domingo, a PF encontrou outros 14 quilos da mesma droga na bagagem de outro passageiro. Durante a abordagem, o investigado apresentou um documento de identificação falso na tentativa de evitar a prisão e ainda resistiu à ação policial.

Segundo a Polícia Federal, as ocorrências fazem parte da intensificação das fiscalizações aeroportuárias em Rondônia. 

Os dois suspeitos responderão por tráfico interestadual de drogas. O passageiro preso no segundo caso também poderá responder pelos crimes de uso de documento falso e resistência.

Em menos de uma hora, 51 pets são adotados em feira da Prefeitura de PVH; veja

A Prefeitura de Porto Velho celebrou o sucesso da Feira de Adoção realizada na Rua do Hexa, que garantiu um novo lar para 51 animais em menos de uma hora. A ação mobilizou dezenas de famílias interessadas em oferecer amor, cuidado e uma nova oportunidade para cães e gatos.



Ao todo, foram adotados 33 cães e 18 gatos, totalizando 51 pets que agora passam a integrar novos lares.


Os animais disponibilizados para adoção eram provenientes da Clínica de Bem-Estar Animal, de protetoras independentes e também de munícipes que buscavam famílias responsáveis para seus pets. 



A grande procura logo nos primeiros minutos do evento demonstrou o compromisso da população portovelhense com a causa animal.


O prefeito Léo Moraes destacou a importância de ações que incentivam a adoção responsável e o cuidado com os animais.


“Esse resultado é motivo de alegria para todos nós. Em menos de uma hora, 51 animais encontraram um novo lar. Isso mostra a sensibilidade da população de Porto Velho e reforça o compromisso da nossa gestão com o bem-estar animal e o combate ao abandono”.



A iniciativa integra as ações da Prefeitura voltadas à proteção animal e à conscientização sobre a guarda responsável. O sucesso da feira reforça a importância da parceria entre o poder público, protetoras independentes, clínica e a comunidade para transformar a vida de animais que aguardavam uma nova chance.

Colômbia: boca de urna aponta vitória de Espriella, candidato da direita

Com 99,65% das urnas apuradas, candidato de direita apoiado por Trump obteve 49,65% dos votos, superando o esquerdista Iván Cepeda

Levantamento de boca de urna indica que Abelardo de la Espriella, candidato de direita, venceu as eleições presidenciais na Colômbia. O país foi às urnas neste domingo (21/6), em um cenário de forte polarização. Com 99,65% das urnas apuradas, Espriella obteve 49,65% dos votos, superando Iván Cepeda, candidato de esquerda e aliado do presidente Gustavo Petro, que teve 48,70%.



O resultado divulgado neste domingo pelo Registro Nacional, porém, é preliminar. Ao longo da semana, juízes eleitorais ratificam a votação em uma contagem oficial, que determinará o resultado da eleição. Historicamente, essa checagem nunca foi diferente do resultado da pré-contagem dos votos.


No primeiro turno, Espriella obteve 43,78% dos votos (10.366.143), enquanto Cepeda conquistou 40,98% (9.703.921), em uma votação que contou com participação de 57% dos eleitores, já que na Colômbia o voto não é obrigatório. No segundo turno, 62,51% dos aptos a votar participaram do processo eleitoral.


A vitória de Espriella sinaliza uma guinada à direita no país. Ele conta com apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca ampliar a influência de governos alinhados na América Latina.


Advogado de 47 anos, Abelardo de la Espriella é filiado ao movimento Defensores da Pátria e ganhou notoriedade com propostas duras na área de segurança pública. Ele se inspira em líderes como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o de El Salvador, Nayib Bukele, defendendo a redução do tamanho do Estado e uma postura mais rígida no combate à violência.


Entre as propostas, estão a construção de megaprisões nos moldes das adotadas em El Salvador, o endurecimento de penas, o fim da política de “paz total” de Gustavo Petro e a intensificação de operações militares contra grupos armados.


Apelidado de “El Tigre”, Espriella nunca ocupou cargo eletivo e se apresenta como um “outsider”, distante da classe política tradicional. Ele deve tomar posse em 7 de agosto de 2026.


Segurança pública no centro do debate

Se Cepeda fosse eleito, representaria a continuidade do projeto político de Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, que não pôde disputar a reeleição, já que a legislação do país não permite mandatos consecutivos.


Durante seu governo, Petro aprovou reformas trabalhista, que ampliou direitos, e tributária, com aumento de impostos sobre os mais ricos. No entanto, sua política de “paz total” enfrentou críticas por não conter o avanço de grupos armados.


Com isso, a segurança pública foi um dos principais temas da disputa. A Colômbia enfrenta a expansão de organizações como o Exército de Libertação Nacional (ELN), dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Clã do Golfo.


Ao longo do mandato, Petro tentou implementar o chamado “Plano de Paz”, que previa negociações com guerrilhas e acordos de rendição judicial para integrantes do crime organizado.


As medidas não conseguiram frear a escalada da violência. Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), 322.688 pessoas foram deslocadas no país em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior. No mesmo período, 965 pessoas foram feridas ou mortas por artefatos explosivos, a maioria civis. (Metrópoles)

Sem vencer na Copa, Uruguai cede empate a Cabo Verde, que sonha com vaga

Cabo Verde está a uma vitória contra a Arábia Saudita de se garantir na fase de mata-mata do Mundial, que já começa na próxima semana

Uruguai e Cabo Verde empataram por 2 a 2 em um jogo cheio de emoções no Hard Rock Stadium, em Miami, Flórida, nos Estados Unidos. A partida é válida pela segunda rodada do Grupo H da Copa do Mundo 2026.



Sensação deste Mundial, Cabo Verde enfrentou mais um campeão mundial de igual para igual. O time saiu na frente com Kevin Pina.


O Uruguai empatou com Maxi Araújo e virou com Canobbio, nos minutos finais do primeiro tempo. Na etapa complementar, Hélio Varela deixou tudo igual. Com o placar, a seleção sul-americana joga a vida contra a Espanha na próxima rodada, e Cabo Verde pode conseguir uma vaga na mata-mata se vencer a Arábia Saudita.


O jogo

O Uruguai se impôs nos minutos iniciais para tentar construir vantagem de maneira rápida. O time pressionou apostando em lançamentos e trocas de passe, mas nada encaixou. Varela apareceu bem posicionado para pegar a defesa caboverdiana de surpresa, mas mandou para fora.



A sensação do Mundial

Aos 20 minutos do primeiro tempo a seleção de Cabo Verde celebrou mais um marco na história desta Copa. Kevin Pina cobrou falta na intermediária acertando o cantinho do goleiro Muslera, que não conseguiu chegar na bola.


A barreira montada pelo uruguaio falhou, e os jogadores do pequeno país se emocionaram em campo ao comemorar o primeiro gol na história dos Mundiais.


Jogo perigoso para o Uruguai

Atrás no placar, o Uruguai viu um filme repetido: contra a Arábia Saudita, a equipe também saiu atrás e precisou correr atrás do prejuízo se organizando no intervalo.


Em campo, teve mais dificuldades para chegar ao gol com a aplicada marcação caboverdiana. Cabo Verde aproveitou os espaços e teve chances de ampliar com Benchimol, que acabou cortado pela zaga, e com Sidny Cabral, que bateu cruzado e Muslera precisou recuar um pouco para fazer a defesa com a ponta dos dedos.


Empatou e virou

Também como foi no primeiro jogo, o Uruguai chegou ao empate com um gol brigado. Valverde fez um cruzamento longo e Betancur subiu para disputar de cabeça com a zaga. Vozinha faz a defesa, mas Maxi Araújo apareceu na sobra sozinho para cabecear para as redes.


Cabo Verde sentiu o gol e, nos minutos finais, o Uruguai se aproveitou disso. Na troca de passes na intermediária, Maxi Araújo escorou de cabeça para Canobbio completar para o gol, sem chances para o goleiro Vozinha.


Vacilo uruguaio e emoção até o final


O jogo parecia controlado, mas um erro em uma Copa do Mundo pode custar caro. Aos 15 minutos, Cabo Verde chegou ao empate em uma sucessão de erros do Uruguai. Mathías Oliveira errou o recuo, e Hélio Varela roubou, aproveitando a saída equivocada de Muslera para empurrar para o gol vazio. O gol mudou tudo, e o jogo virou um toma lá, da cá.


Cabo Verde chegou novamente com perigo no lance seguinte, a bola passou muito perto mas foi para fora. Aos 24, mais um bate rebate na pequena área caboverdeana após cobrança curta de escanteio. A bola bateu na trave, Vozinha defendeu, soltou, e Maxi Araújo marcou no rebote. A arbitragem pegou impedimento e o lance não valeu.


O Uruguai voltou a pressionar mas faltava acertar os últimos passes. De la Cruz bateu de longa distância e não acertou o alvo, e Darwin Núñez foi desarmado dentro da área. Valverde teve grande chance na bola parada, mas a cobrança da falta passou por cima do gol. Canobbio disparou pelo lado direiro, invadiu sozinho a grande área e também bateu para fora.


Próximos jogos

Na próxima rodada, o Uruguai enfrenta a favorita Espanha para definir os classificados para a fase de mata-mata. As seleções entram em campo na sexta (26), às 21h. Já Cabo Verde joga às 21h, contra a Arábia Saudita, no Estádio NRG. (CNN)

Brasil encerra Pan no Rio com nove medalhas e ouro de Rebeca Andrade

Além do ouro de Rebeca, Brasil ainda conquistou a prata na competição por equipes feminina e quatro medalhas individuais no masculino

O Brasil encerrou a sua participação no Pan-Americano de ginástica artística com um total de nove medalhas. A competição realizada na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, teve início na última quarta-feira (17/8) e terminou neste domingo (21/6)



A competição marcou o retorno de Rebeca Andrade aos tablados após dois anos parada. Última a se apresentar no aparelho neste domingo (21/6), a ginasta garantiu a medalha de ouro na final do salto com a média de 14.266 pontos. No primeiro, a brasileira obteve a nota de 14.433, a maior da final. Na segunda execução, cometeu um desvio na linha de chegada e recebeu 13.700.


Rebeca Andrade estava sem competir desde os Jogos de Paris 2024, após anunciar uma pausa na carreira para recuperar a saúde física e mental.


Resultados

Além do resultado individual, a ginasta já havia participado das etapas classificatórias na última quarta. Na ocasião, ela obteve a nota de 14.533 no salto e ajudou a equipe feminina do Brasil a conquistar a medalha de prata na disputa por equipes. O resultado assegurou a classificação da seleção brasileira para o Mundial de Ginástica Artística de 2026, que será disputado em Roterdã, na Holanda.


No masculino, Diogo Soares subiu ao pódio em duas oportunidades. O ginasta conquistou a medalha de prata nas barras paralelas, registrando a nota 13.933, e garantiu mais uma prata na barra fixa, com 14.133 pontos. Na mesma prova, Arthur Nory completou o pódio para o Brasil, ficando com o bronze ao anotar 14.033. Vitaly Guimarães ficou em terceiro no solo.


Thais Fidelis garantiu duas medalhas de bronze para o Brasil.  No individual geral, ao somar 52.232 pontos na classificação, e na decisão da trave, com a nota 13.533. O nono pódio brasileiro veio com Sophia Weisberg, que conquistou a medalha de bronze nas barras assimétricas com a pontuação de 13.033. (Metrópoles)

Copa: Irã aguenta pressão da Bélgica, segura empate e assume liderança

Mesmo com um jogador a menos em campo, a Bélgica ocupou o campo do Irã durante boa parte da partida, mas não conseguiu balançar as redes

Bélgica e Irã ficaram no 0 x 0, neste domingo (21/6), em jogo pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo. Os iranianos aguentaram a pressão adversária durante os 90 minutos, assumiram a liderança da chave e estão a uma partida de se classificar para a fase seguinte. A seleção belga saltou para a 2ª colocação.



As outras duas equipes do Grupo G, Nova Zelândia e Egito, entram em campo às 22h (horário de Brasília), deste domingo. Em caso de empate, todos do grupo ficam com os mesmos dois pontos, mas a Bélgica cai para a 3ª colocação por conta dos gols marcados.


Uma vitória de Nova Zelândia ou Egito é suficiente para que o vencedor assuma a liderança da chave. Neste cenário, o Irã ficaria em 2º.


A Bélgica volta a campo no próximo sábado (27/6), às 00h (de Brasília), em duelo contra a Nova Zelândia. Já o Irã enfrenta o Egito na última rodada da fases de grupos, no mesmo horário.


Como foi o jogo

A pressão no primeiro tempo foi toda da Bélgica. O Irã tinha dificuldade de ficar com a bola no pé e avançar por meio do toque de bola. Já os belgas, mesmo carimbando o campo de ataque, não conseguiam ser efetivos na hora de finalizar.


Mesmo assim, os iranianos conseguiram balançar as redes, aos 24 minutos, mas o gol foi anulado por posição irregular. Em cobrança de falta, Mehdi Taremi fez a recepção na grande área, girou e marcou para o Irã. Mas o VAR foi acionado e assinalou impedimento do camisa 9.


No segundo tempo, o ritmo se manteve o mesmo. O centroavante belga Romelu Lukaku teve um desempenho frustrado por erros na partida. O Irã ficou ainda mais apagado na etapa final, na qual os belgas ficaram quase todo o tempo no campo de ataque.


Aos 20 minutos, Nathan Ngoy ainda foi expulso de campo. Quando o adversário iraniano dominou a bola, o zagueiro belga jogou o corpo para cima do rival, que foi ao chão. O árbitro entendeu como lance agressivo e o concedeu cartão vermelho direto. (Metrópoles)

Motorista de aplicativo dorme ao volante, bate em poste e capota carro em avenida de Porto Velho

Um motorista de aplicativo ficou ferido após adormecer ao volante e provocar um acidente na madrugada deste domingo (21), em Porto Velho. O veículo atingiu uma placa de sinalização, bateu contra um poste e capotou na Avenida Rio de Janeiro, em frente ao complexo do SESI/SENAI.



Segundo informações da Polícia Militar, equipes do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRAN) foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações Policiais Especiais (CIOP) e encontraram um Renault Kwid tombado sobre a pista.


O condutor, identificado como Rodrigo Ferreira de Souza, já recebia atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) quando os policiais chegaram ao local. Ele relatou que trabalha como motorista de aplicativo e acabou pegando no sono enquanto dirigia.


De acordo com a apuração, o automóvel seguia pela Avenida Rio de Janeiro, no sentido da Avenida Rio Madeira para a Avenida Guaporé, quando saiu da trajetória, atingiu uma placa de sinalização e, em seguida, colidiu contra um poste instalado no canteiro central. Com o impacto, o carro capotou.


Após os primeiros atendimentos, o motorista foi encaminhado à UPA Sul para avaliação médica. As circunstâncias do acidente foram registradas pela Polícia Militar. 

Com informações do SGC


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