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Justiça Federal mantém preso investigado por garimpo ilegal na Flona do Jamari após reincidência criminosa

Liberdade provisória foi negada diante da repetição da prática de crimes e risco à ordem pública...


A Justiça Federal em Rondônia negou o pedido de liberdade provisória e manteve a prisão preventiva de um investigado por extração ilegal de minério (cassiterita) na Floresta Nacional do Jamari. 



A decisão seguiu manifestação do Ministério Público Federal (MPF) contra a soltura do homem.  

Ele foi preso em flagrante, em janeiro desse ano, pela prática de extração ilegal de recurso mineral (art. 55 da Lei nº 9.605/1998), usurpação contra o patrimônio da União (art. 2º da Lei nº 8.176/1991) e porte ilegal de arma de fogo (art. 14 da Lei nº 10.826/2003).

Segundo o MPF, o homem possui condenações anteriores transitadas em julgado (não cabendo recursos) por crimes praticados com violência ou grave ameaça e voltou a cometer crimes mesmo estando em liberdade condicional desde dezembro de 2023.

“A reiteração e a reincidência são comuns em casos de garimpo ilegal, devido ao prevalente sentimento de impunidade. É importante destacar que a prática de novo crime pode, efetivamente, resultar em privação da liberdade”, observa o procurador da República Andre Porreca.

Ao se manifestar no processo, o MPF defendeu a manutenção da prisão, apontando que as provas permanecem as mesmas e que outras medidas são insuficientes para interromper o ciclo de infrações e garantir a aplicação da lei penal.

Processo nº 1002239-03.2026.4.01.4100

Assessoria de Comunicação - Ministério Público Federal em Rondônia.

Operação Xeque Mate desarticula plano de facção para executar policiais penais em Rondônia

Na manhã desta segunda-feira (02), a Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado – DRACO 1, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), deflagrou a Operação denominada Xeque Mate, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão, mandados de prisão e outras medidas cautelares expedidas pelo Poder Judiciário.

IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA

A ação integra a fase ostensiva de investigação que apura a existência de ameaças e a elaboração de plano criminoso, por parte de presos vinculados a organização criminosa atuante no Estado, voltado à execução de policiais penais. 

As ameaças teriam sido motivadas pela atuação desses servidores no impedimento da entrada de entorpecentes e aparelhos celulares em unidade prisional, o que ocasionou prejuízo às atividades ilícitas da facção criminosa.

Ao todo, foram expedidos 10 (dez) mandados judiciais, entre ordens de busca e apreensão e de prisão, além de medidas destinadas à transferência de lideranças para o sistema penitenciário federal.

Os mandados foram cumpridos com o apoio de diversas Delegacias e setores especializados da Polícia Civil, bem como com a participação de policiais penais das unidades envolvidas nas diligências e do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais – GAPE, vinculado à Secretaria de Estado da Justiça – SEJUS.

O nome da operação, “Xeque Mate”, faz referência à expressão identificada nas comunicações dos investigados como sinalização de autorização final para a execução dos atentados planejados. A atuação integrada das forças de segurança resultou na neutralização do plano criminoso.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a defesa da ordem pública e a proteção dos agentes do sistema de justiça, atuando de forma estratégica e integrada no enfrentamento às organizações criminosas.

fonte - PC/RO.

Resultado da segunda chamada do Prouni já está disponível

Selecionados devem comprovar informações da inscrição até dia 13...

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (2) o resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026.

A lista pode ser consultada no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Prouni. É preciso fazer login da plataforma Gov.br.

O Programa Universidade para Todos (ProUni) oferece bolsas de estudo integrais (100% de gratuidade do valor da mensalidade) e parciais (50%) em universidades particulares para estudantes de baixa renda.

Documentação comprobatória

Entre os dias 2 e 13 de março, os pré-selecionados precisam entregar a documentação que comprove as informações prestadas em sua inscrição diretamente na instituição privada de educação superior em que foram selecionados.

O estudante pode comparecer à faculdade privada para entregar fisicamente aos colaboradores a documentação, nos locais de oferta de curso superior. Outro meio é o encaminhamento da documentação virtualmente, por meio eletrônico disponibilizado pela instituição, em um campo específico, em sua página na internet.

Bolsas

O requisito para ter a bolsa integral é comprovar a renda familiar menor ou igual a um salário-mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar não pode ultrapassar três salários-mínimos por pessoa.

O MEC comemora que a edição de 2026 é a maior da história do Prouni, com 22 anos de existência.

Neste ano, estão sendo ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.

Certificação do ensino médio

Os candidatos com 18 anos ou mais que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025 - e se enquadram nos pré-requisitos previstos no edital do Enem - devem requerer a declaração de conclusão para apresentar na faculdade.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou documento autenticado na Página do Participante do Enem, o que permitirá a pré-matrícula dos pré-selecionados em instituições de educação superior de candidatos do Prouni.

Segunda chamada

Para quem está de olho nas vagas remanescentes e não foi selecionado na primeira e segunda chamadas, deverá manifestar seu interesse em participar da lista de espera do Prouni, entre os dias 25 e 26 de março de 2026, por meio Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Todas as informações sobre as regras do processo seletivo estão no Edital nº 2/2026.

FONTE - AGENCIA BRASIL.

Ministério Público de Rondônia recomenda medidas para garantir educação inclusiva na rede estadual

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), na última sexta-feira (27/2), por meio do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc), expediu recomendação para que o Governo do Estado de Rondônia adote medidas para assegurar a educação inclusiva nas escolas da rede estadual, sejam elas rurais, ribeirinhas, indígenas, quilombolas ou urbanas.


O documento foi direcionado à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), à Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep) e ao Conselho Estadual de Educação. A medida foi tomada após análise de dados do Censo Escolar de 2024 e de diligências realizadas em inquérito civil que acompanha a política de educação especial no Estado.

A recomendação foi assinada pela coordenadora do Gaeduc, promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues Silva. O objetivo é garantir que estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades tenham acesso, permanência e aprendizado na escola regular.

Falta de salas e de atendimento especializado

Dados do Censo Escolar mostram que a rede estadual possui 411 escolas. Destas, 319 têm alunos da educação especial matriculados. No entanto, apenas 246 contam com Sala de Recursos Multifuncionais.

Essas salas são espaços dentro da escola com materiais e equipamentos que ajudam o aluno a aprender. Nelas funciona o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que complementa as aulas comuns e não substitui a sala regular.

O levantamento aponta que parte dos alunos está matriculada em escolas sem essas salas. Também há unidades que possuem a estrutura, mas não oferecem o atendimento.

Problemas de acessibilidade

O MPRO também identificou falhas na estrutura física das escolas. Há unidades sem banheiro adaptado para pessoas com deficiência. Outras não possuem recursos básicos de acessibilidade. Em algumas, as salas de aula não permitem a circulação de alunos com dificuldade de locomoção.

A recomendação orienta o Estado a fazer adaptações, como instalação de banheiros acessíveis, melhorias nas salas de aula e oferta de transporte escolar efetivo e adequado.

Déficit de profissionais

O inquérito civil apontou falta de profissionais para atender a demanda da educação especial. Entre os cargos necessários estão professores do AEE, intérpretes de Libras, professores de Braille, cuidadores e mediadores. Esses profissionais ajudam o aluno a se comunicar, se locomover e acompanhar as atividades escolares.

Segundo os dados reunidos pelo MPRO, há necessidade de contratação de centenas de profissionais para o ano letivo de 2026. O MP também destacou que editais de concurso público lançados neste ano não previram vagas específicas para esses cargos.

Matrícula sem exigência de laudo

A recomendação reforça que a escola não pode exigir laudo médico para matricular aluno com deficiência, já que a matrícula é um direito garantido a toda criança e adolescente. A escola deve receber o estudante e oferecer o apoio necessário para acesso.

A recomendação também orienta a realização de estudo individual de cada aluno, com objetivo de identificar barreiras e definir estratégias de ensino adequadas e específicas. O Estado deve ofertar acesso e matrícula, além de garantir a busca ativa escolar.

Planejamento e acompanhamento

O MPRO recomendou que o Estado organize o planejamento do atendimento especializado dentro da própria escola onde o aluno estuda. Também orientou que seja feito levantamento atualizado da necessidade de profissionais em cada região do Estado. O objetivo é alinhar o número de servidores às necessidades reais dos estudantes.

Na Recomendação, o MPRO deu o prazo de trinta dias para ser apresentado plano de ação detalhado contemplando todas as ações necessárias ao cumprimento das medidas recomendadas, acompanhado de cronograma específico, definição de responsáveis e da respectiva previsão orçamentária, priorizando-se, com maior celeridade, as medidas de caráter imediato e com mesmo prazo, especialmente aquelas indispensáveis à organização do ano letivo de 2026.

fonte - MPRO.

MPRO e MPF recomendam que Estado implemente equipes com psicólogos e assistentes sociais na educação

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) e o Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) emitiram recomendação conjunta ao Estado para que implemente equipes multidisciplinares, com a presença de psicólogos e assistentes sociais para atendimento de instituições de ensino da rede pública estadual.

A medida busca garantir o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que prevê a prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de educação básica, de modo a ampliar o suporte psicossocial no ambiente escolar. Segundo a norma, os técnicos atuarão em apoio direto aos estudantes, atendendo às necessidades e prioridades das políticas educacionais e contribuindo diretamente com a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

Conforme explicam os MPs na recomendação, o sistema educacional teve o prazo de um ano, a partir da publicação da lei, para garantir o efetivo cumprimento das obrigações previstas na norma.

Para viabilizar a implementação, os Ministérios Públicos endereçaram o documento com pedido de uma série de providências às Secretarias de Estado da Educação (Seduc), de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) e à Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), bem como ao Conselho Estadual de Educação de Rondônia.

Pedidos – Na recomendação, MPRO e MPF solicitam que os profissionais tenham as atividades voltadas exclusivamente para as atividades escolares, não compartilhando carga horária com o Sistema Único de Saúde (SUS) e Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

As instituições pedem que o Estado realize, no prazo de 90 dias, estudo técnico/diagnóstico de dimensionamento da necessidade de técnicos, considerando o número de escolas que compõem a rede pública estadual de ensino no Estado e a localidade de cada uma das instituições.

Solicitam que seja indicada a quantidade de estudantes que estão matriculados em cada unidade escolar e a definição de demandas que a Secretaria de Estado da Educação identifica como principais a serem trabalhadas pelas equipes multiprofissionais definidas pela Lei nº 13.935/2019, além da capacidade de atendimento das equipes multiprofissionais.

O estudo e o relatório final conclusivo deverão ser enviados aos MPs no prazo de 90 dias.

Concurso – Ainda no documento, as instituições recomendam que o Estado, por meio das secretarias, adote providências administrativas e orçamentárias, no prazo de 90 dias, com base no dimensionamento obtido por meio do estudo diagnóstico, para a ampliação de cargos efetivos de psicólogo e de assistente social no quadro da educação, promovendo concurso público, ou, excepcionalmente e devidamente justificado, processo seletivo emergencial, em conformidade com as normas constitucionais, assegurando a permanência e continuidade dos serviços na rede de ensino.

Os Ministérios Públicos orientam que, havendo provimento emergencial, tão logo preenchidas as vagas sejam iniciados os trâmites para concurso público, seja assegurada a presença de profissionais da Psicologia e do Serviço social de forma contínua e sistemática, em número suficiente para atender as 18 Superintendências Regionais de Educação de todo o Estado e às escolas sob suas jurisdições.

fonte - MPRO.

Hospital de Amor Amazônia realiza campanha de prevenção do câncer de colo do útero

“Março Lilás” tem início no dia 02 de março e, mulheres entre 25 e 64 anos podem realizar o exame de Papanicolaou (preventivo).

Hospital de Amor Amazônia realizará, a partir, do dia 02 de março, a campanha de prevenção do câncer de colo do útero, “Março Lilás”, que tem como objetivo conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para triênio 2026-2028, a estimativa é que, 19.310 novos casos de câncer de colo do útero sejam diagnosticados para cada ano do triênio no Brasil. No norte do país, se desconsiderar os tumores de pele não melanoma, é a região que possuí o maior índice de câncer de colo do útero, 22,79 por 100 mil mulheres.

“É fundamental reforçar que o câncer de colo do útero é uma doença prevenível. A prevenção começa com a vacinação contra o HPV, que é a principal causa desse tipo de câncer, e continua com a realização periódica do exame preventivo, que permite identificar lesões antes mesmo de se tornarem câncer. Aqui na Região Norte, onde temos os maiores índices da doença, ampliar o acesso à informação, à vacina e ao diagnóstico precoce é essencial para reduzir casos e salvar vidas”, destaca a médica ginecologista oncológica do Hospital de Amor Amazônia, Dra. Isabela Assunção Velho.

Entre os dias 02 e 31 de março, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h, o Hospital de Amor Amazônia realizará exame de prevenção do câncer de colo do útero. Mulheres entre 25 e 64 anos, podem realizar o exame de Papanicolaou (preventivo).

Não é necessário agendamento, a mulher que atender aos critérios de faixa etária, poderá comparecer no Hospital de Amor Amazônia, localizado na BR 364 - KM 15 (sentido Candeias), portando o RG, CPF, comprovante de residência e cartão SUS.

Havendo alterações nos exames, a paciente será convocada, o mais breve possível, para passar por uma avaliação mais detalhada com a equipe médica, no Hospital de Amor Amazônia.

Além dos exames, a instituição realizará palestras educativas sobre a prevenção do câncer de colo uterino, na própria unidade, em entidades públicas e privadas, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção primária, com a vacinação contra o HPV e prevenção secundária, com realização de coletas do exame de Papanicolaou.

Serviço:

  • Campanha de prevenção do câncer de colo do útero (Março Lilás)
  • Início: 02/03/2026
  • Público-alvo: mulheres entre 25 e 64 anos

fonte: assessoria.

O jumento é nosso irmão - por Montezuma Cruz*

Burros e jumentos vindos do Ceará viajavam anestesiados (Foto: Gilson Costa /Biblioteca IBGE)  - Gente de Opinião
Burros e jumentos vindos do Ceará viajavam anestesiados (Foto: Gilson Costa /Biblioteca IBGE)

Em meio século de Rondônia, o jornalista cearense Ciro Pinheiro de Andrade viu a saga da cassiterita. Seu olhar sociológico traz para análise histórica o trabalho duro de animais de carga para garimpeiros e multinacionais do minério de estanho no período 1960-1970

Por óbvios motivos, as Redações de jornais prestavam mais atenção a balanços financeiros de fim de ano, volume de estanho apurado e enviado à Usina Siderúrgica de Volta Redonda, e nas festas promovidas pelas empresas, geralmente com almoços e jantares aos donos de jornais, rádios e TV.

A pauta jornalística cometia ainda o pecado de não escalar repórteres para acompanhar o funcionamento de máquinas gigantes que resgavam a floresta para extrair minério. Muito menos se interessava por burros e jumentos que suportavam no lombo o peso dos sacos carregados com cassiterita apurada.

Tampouco historiadores disseram, até então, algo a respeito. O capital atropela a própria literatura, escondendo o heroico esforço animal no quintal e na floresta explorada por multinacionais.

Quem analisar edições de jornais e revistas daquele período irá notar que as reportagens mostravam: aviões desaparecidos, indígenas, formação de vilas, o trem da Madeira-Mamoré, possíveis jazidas de diamantes, e a presença dos soldados do Exército em missões amazônicas. Burros e jumentos, se quiserem, só em fotos raríssimas de arquivos pessoais ou da Biblioteca do IBGE.

Jornalista Ciro Pinheiro, cearense, viveu décadas em Porto Velho (Foto: Gente de Opinião)  - Gente de Opinião
Jornalista Ciro Pinheiro, cearense, viveu décadas em Porto Velho (Foto: Gente de Opinião)

Para Ciro Pinheiro, o burro e o jumento podem também ser vistos como pioneiros no Território Federal de Rondônia. Antes do Hino do Estado eles já eram destemidos pioneiros, eu concluo.

Algumas décadas atrás, jumentos ‘importados’ do Ceará, depois de anestesiados, eram amontoados em avião taxi aéreo e vinham parar nos garimpos do município de Porto Velho, cuja extensão era ainda mais gigantesca que os seus 34mil Km². “Verdadeira saga”, observa o jornalista.

Aqui, os animais eram usados pelas empresas mineradoras no transporte de cassiterita. “Somente o burro e o jumento, com suas colunas horizontais tinha condições de transportar o pesado minério de estanho, da lavra no meio da floresta, até o acampamento”, relata o jornalista.

Animais de carga são parte da história mineral de Rondônia (Foto: Marco Zero)  - Gente de Opinião
Animais de carga são parte da história mineral de Rondônia (Foto: Marco Zero)

Ciro presenciou várias vezes o embarque desses que considera conterrâneos, no antigo aeroporto Caiari. “Os bichinhos seguiam dormindo até o destino, lá nas minerações”, recorda-se.

Também o engenheiro agrônomo pinheiro na assistência técnica rural em Rondônia, ex-deputado estadual Luiz Carlos Coelho Menezes, conheceu a situação. “Quando cheguei aqui, no ano de 1970, meu tio Raimundo era muito ligado ao garimpo; ele era conhecido por Raimundo dos burros.”

Conta Menezes que o seu tio Ormidas trazia burros do Nordeste e vendia para seringalistas do Acre, Amazonas e Rondônia. “E o tio Raimundo participava dessa operação com mais dedicação, e por isso recebeu o apelido.

Naquela ocasião, por trabalhar com garimpo ele tinha muito contato com o pessoal do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM e com o próprio governador, coronel João Carlos Marques Henrique.”

Em síntese: gente importante e animais anônimos abriram campos minerais neste que atualmente é o primeiro produtor de cassiterita no País.

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NOTA
Marivalda Kariri, f
orrozeira raiz que andou por aqui nos anos1980, gravou 25 discos em seus 60 anos de carreira, entre os quais, “A dança do jumento”. E ficou nisso a homenagem ao animal. Como Rondônia é ingrata!

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  O menino viu - por Montezuma Cruz

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