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PF investiga dados falsos no CadÚnico e R$ 7,7 milhões em benefícios

Os levantamentos apontaram para a existência de 399 benefícios com características de fraude

Nesta quinta-feira (24/9), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Duplo Espelho em Patos (PB) para aprofundar investigação sobre esquema de fraudes na concessão e na manutenção de benefícios assistenciais.



A ação policial, que contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU),  coletou elementos probatórios relacionados à possível inserção e manutenção de dados falsos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), além da utilização de CPFs extemporâneos, múltiplas identidades e endereços cadastrais divergentes para viabilizar ou manter benefícios indevidos.


Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba.


A investigação

Segundo a PF, a investigação foi iniciada após uma análise identificar fraudes previdenciárias e em benefícios assistenciais para pessoas de baixa renda.


Os levantamentos apontaram para a existência de 399 benefícios com características sugestivas de fraude. O prejuízo ao erário pode alcançar cerca de R$ 646,7 mil por mês, ou R$ 7,76 milhões por ano, caso confirmada a irregularidade.


As investigações seguem em andamento, com a preservação da presunção de inocência dos investigados. (Metrópoles)


Carbono Oculto mira ex-diretor do Genial e empresário ligado a Vorcaro

Operação investiga a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis; terceira fase, chamada de Crédito Oculto, foi deflagrada nesta quinta (24)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Crédito Oculto, uma nova fase da Operação Carbono Oculto.



Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.


Entre os alvos da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos.


Mineiro é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário assinou acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).



A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Procurada, a defesa de Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, informou que não irá se manifestar.


Em nota, o Banco Genial ressaltou que Humberto Tupinambá não atua mais na instituição. Veja o posicionamento na íntegra:


"O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.


Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.


No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.


A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.


Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.


A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários."


Investigações e desdobramentos da Carbono Oculto

De acordo com as identificações ocorridas na operação Carbono Oculto, a primeira estrutura foi criada para ocultar e dissimular os reais proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo.


Outro operador financeiro, titular de fintechs e outras empresas, teria usado a infraestrutura societária e financeira do grupo empresarial, não apenas para a movimentação financeira das empresas da organização criminosa, como para criar novas camadas de ocultação sobre a titularidade da usina sucroalcooleira, entre outras fraudes.


Embora a titularidade formal da empresa sucroalcooleira estivesse distribuída entre fundos de investimento e outras empresas aparentemente independentes, os elementos reunidos indicam que a estrutura foi organizada para preservar o controle econômico dela sem que os reais beneficiários fossem revelados.


Segundo as investigações, um dos pontos envolve uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina. Os levantamentos apontam que uma empresa ligada à sociedade de investimentos adquiriu os créditos por meio da transferência de cotas de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).


A análise financeira indicou que uma parte relevante dos recursos empregados na aquisição das cotas tinha origem de fundos de investimentos controlados pelo mesmo grupo investigado. A estrutura teria criado um fluxo financeiro circular, que dava aparência de legitimidade à operação e dificultava a identificação dos reais beneficiários.


A ocultação da titularidade da usina sucroalcooleira, em duas etapas e por dois grupos de operadores do mercado financeiro, blindou a usina sucroalcooleira e também a usou como instrumento para a estruturação de um novo negócio jurídico da organização criminosa.


A nova aquisição do esquema seria de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país, conhecida como Terrana. 


Usina sucroalcooleira e os R$ 100 milhões

As análises econômico-financeiras apontam que a aquisição da distribuidora de combustíveis foi viabilizada por outra estrutura financeira composta por banco, fundos de investimento, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada. Ela era organizada para distanciar os recursos ilícitos usados na operação e os seus verdadeiros financiadores e beneficiários econômicos.


As prórprias contas bancárias da usina teriam recepcionado R$ 100 milhões enviados pela organização criminosa para financiar a aquisição.


Seguindo modus operandi já apontado pelo Ministério Público de São Paulo, os valores passaram “em poucos minutos” por múltiplas contas gráficas de três empresas do grupo ocultadas por contas bolsões em fintechs, que seriam usadas como “contas de passagem”, até aportarem na conta da usina sucroalcooleira.


Com isso, a usina passou a integrar a carteira de um novo fundo de investimento criado especificamente para o negócio jurídico. O valor de R$ 100 milhões foi aportado em referido fundo de investimento.



Depois, a fraude foi arquitetada por intermédio de um Certificado de Depósito Bancário Vinculado (CDBV). O fundo de investimento realizou a aquisição de um CDB perante o Banco Tradicional que, por sua vez, usou o dinheiro para realizar uma operação “casada” com a emissão de duas cédulas de crédito bancário para duas shell companies da própria organização criminosa.


As empresas de fachada se capitalizaram mediante o negócio jurídico simulado e foram usadas para ocultar e dissimular os verdadeiros beneficiários finais do negócio jurídico, ou seja, a aquisição da distribuidora de combustíveis.


Segundo as investigações, recursos foram utilizados para adquirir integralmente as cotas de um fundo imobiliário. Os imóveis que davam suporte econômico à operação já haviam sido previamente transferidos para empresas patrimoniais e, posteriormente, para fundos imobiliários.


Dessa forma, os bens permaneciam sob o controle econômico do grupo investigado, mas deixavam de figurar diretamente em seu patrimônio pessoal, o que dificultava a identificação dos reais proprietários e proporcionava blindagem patrimonial.


Os elementos reunidos apontam que a fintech, a empresa sucroalcooleira, os fundos de investimento, as holdings e as empresas-veículo desempenhavam funções complementares na estrutura.


O papel de cada instituição no esquema

De acordo com as investigações, a fintech permitia a circulação e fragmentação dos recursos. A empresa sucroalcooleira recepcionava e incorporava os valores à atividade econômica formal.


Já os fundos assumiam a posição econômica de financiadores de fato, as holdings realizavam as aquisições e as empresas-veículo serviam como camada adicional de separação entre a origem dos recursos e os reais beneficiários dos ativos adquiridos.


Os fundos imobiliários foram usados para concentrar imóveis vinculados aos investigados.


Além de fornecer garantias e suporte econômico às operações, os veículos mantinham bens de alto valor em patrimônios segregados, fora da titularidade direta dos investigados, o que ampliava a blindagem patrimonial e dificultava a visualização do patrimônio efetivamente controlado pelo grupo.


A investigação constatou a construção e a interligação de múltiplas estruturas de lavagem de dinheiro, não apenas pela organização criminosa atuante em todo o setor de combustíveis, mas também por operadores do mercado financeiro que prestam serviços de lavagem de capitais, consistindo em verdadeiras convergências criminosas à disposição de múltiplos grupos criminosos.


A empresa financeira empregada na aquisição simulada da empresa sucroalcooleira movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.


Para os investigadores, o volume financeiro, considerado com as demais evidências, reforça os indícios de uso de uma estrutura financeira e de investimentos para ocultação patrimonial, dissimulação da origem de recursos e lavagem de dinheiro.


A CNN Brasil entrou em contato com a Entre Investimentos e tenta localizar a defesa dos citados. O espaço está aberto para manifestações. (CNN)


Polônia acusa Rússia de sabotagem por incêndio em estação da Starlink

Ministro polonês diz que ação supostamente russa buscava interromper conexão usada por instituições do país e forças armadas da Ucrânia

Um incêndio em uma estação da Starlink na Polônia, que destruiu o sistema de energia e o gerador de reserva na noite de quarta-feira (23), foi um ato de sabotagem com o objetivo de interromper os serviços de internet, inclusive para as forças armadas da Ucrânia, afirmou nesta quinta-feira (24) um ministro do governo.



A Polônia está em estado de alerta máximo para atos de sabotagem desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. A Rússia nega repetidamente qualquer envolvimento nesses incidentes.


"O incêndio consumiu a central elétrica e o gerador; é evidente que este ato de sabotagem foi deliberadamente planejado para desativar a central — cortando efetivamente a conexão com a internet... e interrompendo o acesso à internet para várias instituições, incluindo as forças armadas ucranianas", disse o vice-primeiro-ministro polonês, Krzysztof Gawkowski.


Ele afirmou que a estação, localizada no centro da Polônia, já está operando normalmente. A Ucrânia não se pronunciou publicamente sobre se o incêndio causou alguma interrupção em seu território.


Gawkowski afirmou que ainda não foi determinado quem foi o responsável pelo incêndio, mas disse que "muitos indícios sugerem que isso está de acordo com a nova doutrina de ataque da Rússia".


"Embora tudo esteja operacional hoje, devemos reconhecer, como o primeiro-ministro (Donald) Tusk observou recentemente, que isso é um elemento de guerra híbrida", afirmou.


Elon Musk ativou os serviços Starlink na Ucrânia em 2022, depois que Kiev pediu ajuda nos primeiros dias após a invasão russa em larga escala. A Polônia já havia declarado que pagava pela assinatura do Starlink na Ucrânia.


Apesar dos subsequentes desentendimentos de Musk com autoridades ucranianas sobre suas opiniões a respeito da guerra, as forças armadas da Ucrânia dependem de dezenas de milhares de terminais Starlink para comunicações no campo de batalha e algumas operações com drones.


Musk também concordou em desligar milhares de roteadores Starlink russos do chamado "mercado cinza" na Ucrânia este ano, causando problemas para as forças russas.


A Ucrânia agora busca utilizar os terminais também para ataques em território russo. (CNN)


Ataques houthis ameaçam petróleo saudita e podem elevar preços nos EUA

Escalada no Iêmen coloca rotas alternativas de exportação de petróleo em risco enquanto Trump evita intervenção militar contra os rebeldes

A Arábia Saudita é, naturalmente, a maior exportadora mundial de petróleo bruto, despejando milhões de barris por dia no mercado global e conferindo ao reino uma influência incomparável sobre os preços — e, em última análise, sobre quanto os americanos pagam nos postos de gasolina.



Mas a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, resultou no fechamento parcial do Estreito de Ormuz, cortando efetivamente a rota de exportação mais importante do reino, bem como a de outros estados árabes do Golfo.


Agora, com os houthis e outros grupos apoiados pelo Irã intensificando seus próprios ataques, as rotas alternativas essenciais da Arábia Saudita também estão sob ameaça — com consequências potencialmente devastadoras para o fornecimento global de petróleo e para os consumidores americanos, que já enfrentam preços historicamente altos de gasolina e diesel.


"Não acho que a América compreenda plenamente o impacto que essa deterioração da situação de segurança está causando, nem o impacto de longo prazo que isso provavelmente terá", disse Neil Quilliam, especialista em política energética, geopolítica e assuntos externos do think tank Chatham House, em Londres.


"Isso não é necessariamente sobre o preço do petróleo hoje, se está a US$ 100 ou se sobe para US$ 109 o barril. O que aconteceu em Ormuz, por exemplo, é estrutural. Não há como voltar à situação anterior a 28 de fevereiro", disse Quilliam à CNN.


Nas últimas semanas, ataques de milícias iraquianas apoiadas pelo Irã atingiram o principal oleoduto saudita Leste-Oeste, interrompendo milhões de barris de exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho.


Houve também uma série de rápidos avanços militares dos houthis, que nas últimas semanas assumiram o controle efetivo do vital Estreito de Bab al-Mandeb — uma via navegável estratégica na entrada do Mar Vermelho, pela qual grande parte das exportações de petróleo saudita foi desviada desde a guerra com o Irã — e declararam um bloqueio à navegação saudita.


Alarmado com o revés inesperado, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que no ano passado firmou um pacto de defesa com Washington, solicitou pessoalmente a intervenção militar dos EUA, mas foi recusado, disse à CNN uma fonte familiarizada com o assunto.


Em declarações recentes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que essa decisão poderia ser revisada. Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que sua linha vermelha atual é realizar ataques contra os houthis, com quem ele afirma que os EUA estão em negociação.


"Os houthis nos ligaram e não querem lutar conosco", disse Trump em declarações a jornalistas no início deste mês.


"É apenas um país com o qual eles não estão muito satisfeitos", acrescentou Trump, referindo-se à Arábia Saudita. "E vamos resolver isso."


"Segurado pela garganta"

Enquanto isso, a ansiedade e a frustração no reino parecem estar aumentando, chegando a transbordar para as festividades anuais do Dia Nacional.


Em meio à ameaça de novos ataques dos houthis, exibições de drones e fogos de artifício amplamente divulgadas foram abruptamente canceladas em todo o país. Os organizadores afirmam que estão apenas adiadas até novo aviso.


Mas em um jantar festivo do Dia Nacional em Riad, onde famílias jantavam enquanto músicas patrióticas preenchiam o ambiente, havia uma sensação crescente de que o humor público pode estar se tornando mais sombrio.


"É claro que nem tudo o que nossos dois países pedem um ao outro pode ser feito", disse à CNN um dos presentes ao jantar, que se identificou apenas como Khaled.


"Mas estamos sendo segurados pelo pescoço e Trump deveria atacar os houthis porque eles são bandidos que querem perturbar o comércio global", acrescentou.


Ainda assim, há boas razões para que Trump esteja contendo sua resposta, sobretudo para evitar a abertura de uma segunda frente potencialmente dolorosa, apenas sete meses após ter iniciado seu conflito prejudicial e em curso com o Irã.


Também pode haver reservas sólidas quanto à eficácia dos ataques aéreos americanos, dado que uma campanha de bombardeios punitiva — e cara — de 50 dias liderada pelos EUA no ano passado terminou em trégua e não conseguiu degradar permanentemente a determinação dos houthis.


Mas a relutância em intervir também é arriscada, pois corrói ainda mais a credibilidade dos EUA na região como parceiro de segurança confiável, já abalada por uma guerra com o Irã que deixou os aliados americanos na região do Golfo se sentindo perigosamente expostos.


"É absolutamente um erro não apoiar militarmente a Arábia Saudita contra os houthis", disse à CNN o ex-oficial do Golfo.


Há também o sério risco econômico de permitir que as exportações de petróleo sauditas sejam reduzidas ainda mais do que já foram.


Embora os EUA sejam o maior produtor de petróleo do mundo, eles não estão imunes às turbulências no Oriente Médio. Ao contrário da sugestão de Trump de que a dependência limitada de Washington do petróleo da região a protege de perturbações, o petróleo bruto é negociado em um mercado global: quando os suprimentos do Oriente Médio são ameaçados, os preços sobem em todo o mundo e os motoristas americanos sentem isso nos postos de gasolina.


Qualquer queda nas exportações sauditas significa preços mais altos para todos. Esse é o tipo de ponto de pressão política sensível que Trump pode estar desesperado para evitar, com as cruciais Eleições de Meio de Mandato de novembro se aproximando.


Em outras palavras, o Iêmen e os houthis podem parecer mais um problema distante para os americanos, muitos dos quais estão compreensivelmente fatigados com intervenções estrangeiras e lutando contra um custo de vida em espiral.


Mas de uma Riad escaldante e tensa, enfeitada com suas bandeiras verdes e faixas patrióticas, o problema da Arábia Saudita parece ser também, em grande medida, um problema da América. (CNN)

Relatório revela impactos na saúde mental da tripulação do Abraham Lincoln

Carta do secretário interino da Marinha dos EUA revela número inédito durante período de operações de porta-aviões no combate contra o Irã

Oito militares da Marinha dos Estados Unidos designados ao grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln tentaram suicídio durante um período que incluiu operações de combate contra o Irã e no qual o porta-aviões estabeleceu um recorde moderno de tempo no mar, de acordo com uma carta do secretário interino da Marinha obtida pelo site.



O secretário interino da Marinha, Hung Cao, revelou o número — que não havia sido divulgado anteriormente e abrange militares de vários navios que operam juntos, incluindo o porta-aviões — em respostas escritas a perguntas feitas pela senadora Kirsten Gillibrand sobre o moral e a saúde mental da tripulação do USS Abraham Lincoln. Cao afirmou que nenhum militar morreu por suicídio durante o desdobramento.


A taxa de tentativas de suicídio entre os marinheiros do grupo de ataque do Lincoln foi aproximadamente consistente com a registrada em toda a Marinha dos EUA na ativa em 2024, o ano mais recente para o qual o Pentágono divulgou dados sobre suicídios. Naquele ano, a Marinha registrou 356 tentativas de suicídio entre cerca de 337 mil militares da ativa.


"Desde o início do desdobramento do Lincoln, houve um total de oito tentativas de suicídio em todo o grupo de ataque", escreveu Cao a Gillibrand, democrata e integrante do Comitê de Serviços Armados do Senado, em carta datada de terça-feira. "Esse número inclui a tripulação do Lincoln e marinheiros da ala aérea do porta-aviões, da equipe do grupo de ataque e do esquadrão de destróieres, dos destróieres de escolta e de todos os esquadrões de aviação embarcados."


Entre 6 mil e 7 mil marinheiros da Marinha dos EUA foram desdobrados como parte do grupo de ataque do Lincoln, formado por aproximadamente meia dúzia de navios. O porta-aviões permaneceu fora do porto por mais de seis meses enquanto conduzia um alto ritmo de operações de combate contra o Irã.


"Oito tentativas de suicídio é um número incrivelmente alto", disse um oficial militar dos EUA à CNN, observando que desdobramentos recentes de grupos de ataque de porta-aviões registraram uma ou duas por ano. "A pressão das operações de combate é muito maior do que a de desdobramentos normais. Sem escalas em portos, alertas constantes, etc."


A Marinha não respondeu, antes da publicação, a um pedido de comentário sobre a carta.


"O que Trump e o secretário Hegseth descartaram como 'fake news' revelou-se como condições sérias e deteriorantes para nossos militares", disse Gillibrand em uma declaração à CNN na quarta-feira (23). "Nossas tropas e suas famílias fazem imensos sacrifícios todos os dias, mas o presidente as dispensou com desrespeito aberto. O fato de este governo conseguir encontrar infinitos dólares dos contribuintes para bombas, salões de baile e bilionários, mas não conseguir cuidar de nossos militares, é completamente inaceitável."


O Lincoln foi desdobrado com diversos recursos de saúde mental a bordo, incluindo cinco capelães, um conselheiro de prevenção integrado, um psicólogo, um assistente social clínico, três técnicos de saúde comportamental e um cão de instalação expedicionária, de acordo com a carta de Cao.


O site noticiou anteriormente que dois marinheiros designados ao grupo de ataque do Lincoln, um do porta-aviões e outro de outro navio, haviam pulado ao mar nos últimos meses. Ambos foram resgatados, segundo autoridades americanas. Outros foram impedidos de pular, de acordo com reportagens do Navy Times e do Stars and Stripes.


Em sua carta a Gillibrand, Cao também confirmou que um marinheiro designado à ala aérea caiu ao mar do navio no início de agosto, mas foi "rapidamente recuperado" e tratado pelo departamento médico do Lincoln. "Além disso, um marinheiro tentou ir ao mar em março e foi detido por seus companheiros de bordo. Esse marinheiro também recebeu atendimento médico imediato e posteriormente retornou ao porto de origem."


A Marinha disse anteriormente em uma declaração ao site: "Não observamos um aumento em ideações suicidas ou tentativas a bordo do navio. Levamos a sério o bem-estar de cada militar e temos profissionais religiosos, médicos e de saúde mental disponíveis para avaliar e tratar preocupações à medida que surgem."


Uma autoridade americana também disse anteriormente ao site que a Marinha não acredita haver correlação entre a duração do desdobramento e pensamentos de automutilação, e que incidentes de homem ao mar não são exclusivos deste grupo.


Um membro da tripulação que serve no Lincoln descreveu anteriormente ao site que o moral no porta-aviões estava muito baixo e disse ter ouvido repetidamente relatos de ideação suicida por parte de colegas. Também havia tensões frequentes em comodidades essenciais: banheiros e bebedouros pelo navio fechavam com frequência, e água quente muitas vezes não estava disponível, disse o membro da tripulação.


"Todo dia acordamos e ouvimos nosso capitão falar, estamos desesperadamente esperançosos e ansiosos por atualizações sobre nosso retorno", disse o membro da tripulação à CNN, falando antes de o navio receber a ordem de retornar ao seu porto de origem, em San Diego. O navio deixou o Oriente Médio em agosto e deve retornar a San Diego nas próximas semanas.


Outros marinheiros a bordo do Lincoln que conversaram com a CNN descreveram condições diferentes das de seus destacamentos anteriores, em grande parte devido aos combates que impediram o porta-aviões de fazer paradas em portos aliados. Os navios podem receber novos suprimentos e permitir que seus marinheiros descansem e relaxem durante essas escalas.


Davis Winkie e Pamela Brown, da CNN, contribuíram para esta reportagem.

Linguiça calabresa de R$ 200 mil que viajaria pelo Brasil é apreendida

Mercadoria saiu do Rio de Janeiro e tinha como destino o Maranhão; apreensão ocorreu em Juiz de Fora (MG)

Durante uma fiscalização de combate ao crime realizada no quilômetro 770 da BR-040, em Juiz de Fora (MG), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um conjunto transportador, composto por um cavalo-trator e um semirreboque, que levava uma carga de linguiça calabresa sem a documentação fiscal obrigatória.



A irregularidade foi constatada no momento em que os policiais solicitaram a documentação do carregamento e o motorista não apresentou o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE).


A carga havia saído do estado do Rio de Janeiro com destino ao Maranhão e, caso não fosse interceptada pelos agentes em Minas Gerais, percorreria cerca de 3 mil quilômetros pelo país.


A mercadoria foi avaliada em aproximadamente R$ 200 mil, enquanto o montante de tributos supostamente sonegados pode chegar a quase R$ 25 mil.


Após o flagrante de transporte irregular, a ocorrência foi encaminhada à Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), órgão responsável pela apuração das questões fiscais e tributárias associadas ao caso. (CNN)

FAB localiza 'caixa-preta' de helicóptero que caiu com Rick em SC

Dispositivo passará por extração e degravação no laboratório especializado da Força Aérea Brasileira

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou, nesta quarta-feira (23), que localizou a “caixa-preta” do helicóptero do acidente envolvendo o cantor Rick, dupla de Renner em Urubici, em Santa Catarina.  



A nota explica que com isso, foi finalizada a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-MGR. Essa primeira fase, segundo o órgão, é realizada logo após o evento, quando os investigadores coletam e confirmam dados, além de confirmar os danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. 


O CENIPA destaca que a primeira etapa é essencial para reunir elementos que vão auxiliar os próximos passos, que podem identificar possíveis fatores contribuintes e, até mesmo ajudar na prevenção de futuros acidentes.  


“Caixa-preta” foi localizada e passará por analises  

O gravador Cockpit Voice Recorder (CVR), também conhecido como “caixa-preta”, foi localizado pelas equipes e será enviado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), do CENIPA, em Brasília (DF). 


A tecnologia é responsável por registrar as comunicações e os sons que acontecem na cabine de comando.  


A análise inicial será de preparação, extração e degravação dos dados.  



Liberação do local 

Após a conclusão da Ação Inicial às 15h30, após toda coleta das evidências e partes da aeronave que serão necessárias para a investigação, os outros destroços foram encaminhados as autoridades. O espaço do acidente deve, segundo o CENIPA, ser isolado e preservado, conforme o art. 88-O do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).  


Já em relação à remoção dos destroços e dos bens transportados, o CENIPA esclarece que essa responsabilidade cabe ao operador da aeronave. Dessa forma, cabe ao operador ou proprietário providenciar a remoção dos destroços e outros bens transportados, além da higienização da área. A medida visa prevenir riscos. 


Quais são os próximos passos? 

Após a conclusão da Ação Inicial em Urubici, a investigação segue para a etapa de Análise de Dados, onde vão ser examinadas as atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos.  


Acidente 

Os destroços do helicóptero desaparecido em Santa Catarina foram encontrados na manhã desta terça-feira (22). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do estado. Foram encontradas cinco pessoas sem vida. Uma delas é o cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner. 


Quem são os mortos?

Os mortos na queda do helicóptero são o cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto e o copiloto que comandavam a viagem.


Quem era Rick Sollo

Rick Sollo, da dupla sertaneja Rick & Renner, morreu aos 59 anos e deixou seis filhos. Até a última semana, realizava shows na região Centro-Oeste do país ao lado de sua dupla.


Além de cantor, Rick era compositor de grandes sucessos gravados por outros duetos, como "Página de Amigos", famosa na voz de Chitãozinho & Xororó; "Só Dá Você na Minha Vida", João Paulo & Daniel; "Agenda Rabiscada", Cleiton & Camargo; "Bebo pa Carai", Gino & Gino; entre outras.


Quem era Bruno Avelar

Bruno Avelar era um empresário e fundador do "Poder do Network", reconhecido por sua experiência em conexões profissionais e por compartilhar nas redes sociais sua rotina de palestras sobre o tema.


Além da atuação no mercado corporativo, o empresário apareceu ao lado de personalidades como Neymar Jr., como no leilão do instituto do jogador em 2025 e uma viagem.


Quem era o videomaker Paulo Soares

Paulo Soares era o videomaker que estava a bordo e produzia imagens da viagem para Santa Catarina. Ele realiza trabalhos com o empresário Bruno Avelar.


Nas redes sociais, Paulo compartilhava momentos da vida profissional e algumas dicas de filmagens para os seguidores. Uma das últimas publicações feitas no perfil ocorreu momentos antes de decolar, justamente em frente a aeronave.


Piloto e copiloto

O piloto e o copiloto presentes na aeronave que desapareceu foram identificados como Antônio e Leopoldo, respectivamente. A informação foi confirmada pela empresa responsável pela aeronave. (CNN)

Fisioterapeuta é presa após jogar água fervente no rosto da atual namorada do ex

Ataque aconteceu na casa do homem e teria sido motivado por uma crise de ciúmes

Minas Gerais – Uma fisioterapeuta de 30 anos foi presa após jogar água fervente no rosto da namorada de seu ex-companheiro. O ataque aconteceu na residência do homem e, segundo a investigação, teria sido motivado por ciúmes.



(Foto: Reprodução RECORD MG)


A vítima, de 22 anos, sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus.



De acordo com a polícia, a suspeita conhecia a rotina da jovem e esperou o momento adequado para realizar o ataque. Ela teria usado uma leiteira para ferver a água antes de jogá-la contra o rosto da vítima.


A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra a fisioterapeuta. Ela deve responder por tentativa de homicídio duplamente qualificado.


Se condenada, a suspeita poderá receber pena de até 20 anos de prisão.


Fonte: D24am

PMs são presos por extorsão e ‘arrocho’ de drogas no Porto de Manaus; veja

O objetivo do grupo seria interceptar uma mulher que desembarcaria em uma lancha transportando drogas

Manaus –  Três policiais militares foram presos nesta terça-feira (21) durante uma operação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), no Porto da capital amazonense, no bairro Centro, zona sul da capital. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os agentes são suspeitos de praticar extorsão e traficar drogas, atuando na modalidade conhecida no meio criminal como ‘arrocho’ prática que consiste em abordar criminosos para se apropriar de cargas ilícitas.



Os policiais militares presos foram identificados como Kelliton Bispo da Silva, 3º sargento; Geovane da Silva Cruz, 3º sargento; Reginaldo Costa Maciel, cabo.


A intervenção do DRCO teve início após o recebimento de denúncias informando que um grupo de policiais militares estaria se deslocando ao Porto de Manaus a bordo de uma caminhonete de cor preta. O objetivo do grupo seria interceptar uma mulher que desembarcaria em uma lancha transportando entorpecentes.



Equipes da Polícia Civil foram enviadas à área central e passaram a monitorar a movimentação da caminhonete, que realizou sucessivas voltas nas proximidades do terminal hidroviário. Durante a verificação no sistema de segurança pública, os agentes constataram que o veículo ostentava uma placa adulterada (“fria”).


Por volta das 16h, dois dos ocupantes da caminhonete desembarcaram do veículo e abordaram Gabriele Alves de Sousa logo após a mulher deixar a embarcação. A suspeita foi conduzida pelos policiais militares em direção à caminhonete, momento em que as equipes do DRCO realizaram a abordagem ao grupo.



Durante as buscas pessoais e no veículo, as autoridades apreenderam tabletes de substância entorpecente sob posse de Gabriele; pistolas pertencentes aos agentes; R$ 5.464,00 em espécie; insumos e materiais destinados ao acondicionamento e embalagem de drogas e a chave de um segundo veículo de cor branca, que atuava como carro de apoio na ação ilegal.


Os três policiais militares receberam voz de prisão e foram conduzidos à sede do DRCO para os procedimentos cabíveis, ficando à disposição da Justiça. Gabriele Alves de Sousa também foi autuada em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. Todo o material apreendido foi apresentado na unidade especializada, e as investigações prosseguem sob a responsabilidade da Polícia Civil.


Fonte: D24am

Suspeita de abusar de padrasto cita transfobia e ‘maconha turbinada’

A mulher trans, de 27 anos, manteve o idoso alemão de 61 anos, em cativeiro e o submeteu a atos de extrema violência

Manaus – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) detalhou, nesta quarta-feira (23), os novos desdobramentos sobre a prisão da mulher trans, de 27 anos, conhecida como ‘Aurora’, suspeita de manter o padrasto, um de origem alemã, de 61 anos, em cativeiro e submetê-lo a atos de extrema violência no bairro Praça 14 de Janeiro, na zona sul de Manaus.



Em depoimento prestado à polícia, a investigada afirmou ter consumido uma modalidade de ‘maconha turbinada’ antes das agressões. Ela relatou ainda que o idoso mantinha um relacionamento com a mãe dela há cerca de cinco anos e que sofria transfobia por parte da vítima, alegando que o homem nunca aceitou a sua identidade de gênero.


Durante o interrogatório, a mulher declarou não se recordar de ter praticado atos sexuais contra o padrasto, tampouco de ter mordido as orelhas ou desferido as mutilações contra a vítima. Entretanto, as alegações da suspeita divergem dos laudos periciais e das constatações policiais efetuadas no local do crime. De acordo com o titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado Cícero Túlio, exames preliminares indicam que o idoso sofreu abuso sexual e severa tortura física. Ainda segundo a polícia, a mulher teria introduzido os dedos nas cavidades oculares da vítima, causando graves lesões e a destruição dos globos oculares.


“A suspeita devorou as orelhas, arrancou os olhos e estuprou a vítima”, afirmou o delegado sobre a gravidade dos fatos apurados.


Durante o ataque, o idoso conseguiu se desvencilhar da suspeita e correu em direção à sacada do apartamento para tentar escapar.


Na fuga, ele caiu do terceiro andar do edifício e ficou sobre o telhado de um imóvel vizinho. O idoso permanece internado em estado grave em uma unidade hospitalar da capital. Ele teve perda dos globos oculares e das orelhas arrancadas por mordidas da mulher .


A mulher trans permanece presa e à disposição da Justiça, respondendo por cárcere privado, tortura, estupro de vulnerável e tentativa de homicídio qualificado. O inquérito policial segue em andamento no 1º DIP para a conclusão das investigações.


Fonte: D24am

Homem é executado com tiros na cabeça próximo ao Campo do 13 em Porto Velho

Atirador estaria em uma caminhonete de cor escura e fugiu após o crime; DHPP investiga o homicídio

Um homem foi executado com pelo menos dois tiros na cabeça na noite desta quarta-feira (23), nas proximidades do conhecido Campo do 13, na região da Rua Uruguai com a Avenida Pinheiro Machado, no bairro Embratel, em Porto Velho.



Conforme as informações colhidas no local, a vítima foi surpreendida pelo criminoso e atingida por disparos de arma de fogo na região da cabeça.


O autor do homicídio estaria em uma caminhonete de cor escura. Logo após efetuar os disparos, o suspeito fugiu rapidamente do local.


A Polícia Militar foi acionada e isolou a área para os trabalhos da Perícia Técnica.


O caso ficará sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deverá apurar a motivação do crime, identificar o autor e localizar o veículo utilizado na fuga.

Família ouve gemidos e encontra idosa viva dentro de caixão

Mulher de mais de 70 anos voltou a apresentar sinais vitais, mas morreu 48 horas após o episódio

Uma idosa de mais de 70 anos voltou a apresentar sinais de vida após passar cerca de um dia dentro de um caixão refrigerado na província de Hebei, no norte da China. Segundo o jornal South China Morning Post, a mulher chegou a recuperar a consciência, mas morreu dois dias depois.



O caso ocorreu na cidade de Hejian. Segundo relatos de familiares e moradores, a idosa sofria havia mais de dez anos com trombose cerebral, estava paralisada há anos e enfrentava um câncer em estágio avançado.


Após médicos concluírem que a doença já não tinha tratamento, a família levou a mulher para casa. Na noite de 8 de setembro, parentes não identificaram sinais aparentes de vida e a colocaram em um caixão refrigerado enquanto aguardavam a chegada de familiares que moravam fora da região.


Na tarde do dia seguinte, porém, a nora ouviu sons semelhantes a gemidos vindos do interior do caixão. Ao verificar o que estava acontecendo, a família percebeu que a idosa ainda apresentava sinais vitais e a retirou.


Em 11 de setembro, parentes que foram visitá-la encontraram a mulher consciente e capaz de abrir os olhos, embora permanecesse em estado grave e não conseguisse comer nem beber. Ela morreu naquela mesma noite e foi sepultada no dia 13.


Segundo uma autoridade local, o equipamento funerário estava configurado no modo de refrigeração, e não de congelamento profundo. Em áreas rurais chinesas, é comum que famílias mantenham o corpo em casa por alguns dias antes do funeral, utilizando caixões refrigerados principalmente durante períodos de calor.


O episódio levantou a possibilidade de a idosa ter passado por um quadro conhecido como "morte aparente", no qual respiração e batimentos cardíacos ficam extremamente fracos e difíceis de detectar. A pessoa também pode entrar em coma profundo e apresentar metabolismo muito reduzido.


Especialistas citados pela imprensa chinesa ressaltaram que a confirmação médica da morte exige critérios rigorosos e avaliação de diferentes sinais vitais. O caso ganhou repercussão nas redes sociais do país e provocou discussões sobre os cuidados necessários antes da realização de procedimentos funerários.

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