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Polônia acusa Rússia de sabotagem por incêndio em estação da Starlink

Ministro polonês diz que ação supostamente russa buscava interromper conexão usada por instituições do país e forças armadas da Ucrânia

Um incêndio em uma estação da Starlink na Polônia, que destruiu o sistema de energia e o gerador de reserva na noite de quarta-feira (23), foi um ato de sabotagem com o objetivo de interromper os serviços de internet, inclusive para as forças armadas da Ucrânia, afirmou nesta quinta-feira (24) um ministro do governo.



A Polônia está em estado de alerta máximo para atos de sabotagem desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. A Rússia nega repetidamente qualquer envolvimento nesses incidentes.


"O incêndio consumiu a central elétrica e o gerador; é evidente que este ato de sabotagem foi deliberadamente planejado para desativar a central — cortando efetivamente a conexão com a internet... e interrompendo o acesso à internet para várias instituições, incluindo as forças armadas ucranianas", disse o vice-primeiro-ministro polonês, Krzysztof Gawkowski.


Ele afirmou que a estação, localizada no centro da Polônia, já está operando normalmente. A Ucrânia não se pronunciou publicamente sobre se o incêndio causou alguma interrupção em seu território.


Gawkowski afirmou que ainda não foi determinado quem foi o responsável pelo incêndio, mas disse que "muitos indícios sugerem que isso está de acordo com a nova doutrina de ataque da Rússia".


"Embora tudo esteja operacional hoje, devemos reconhecer, como o primeiro-ministro (Donald) Tusk observou recentemente, que isso é um elemento de guerra híbrida", afirmou.


Elon Musk ativou os serviços Starlink na Ucrânia em 2022, depois que Kiev pediu ajuda nos primeiros dias após a invasão russa em larga escala. A Polônia já havia declarado que pagava pela assinatura do Starlink na Ucrânia.


Apesar dos subsequentes desentendimentos de Musk com autoridades ucranianas sobre suas opiniões a respeito da guerra, as forças armadas da Ucrânia dependem de dezenas de milhares de terminais Starlink para comunicações no campo de batalha e algumas operações com drones.


Musk também concordou em desligar milhares de roteadores Starlink russos do chamado "mercado cinza" na Ucrânia este ano, causando problemas para as forças russas.


A Ucrânia agora busca utilizar os terminais também para ataques em território russo. (CNN)




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