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Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres

Normas definem casos de vicaricídio e monitoramento de agressores...

Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mulheres de todo o país passam a contar nesta sexta-feira (10) com leis de proteção mais abrangentes para casos de violência. Diário Oficial da União desta sexta-feira (10) traz publicadas normas que tipificam crimes e ampliam a vigilância sobre agressores.

As medidas foram sancionadas nessa quinta-feira (9) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atualizam a legislação sobre o tema.

Lei 15.382/2026 cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser lembrado em 5 de setembro.

Tornozeleira

Outra norma prevê o monitoramento eletrônico de agressores. A Lei 15.383/2026 altera a Lei Maria da Penha para incluir tal possibilidade, quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar.

Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

Violência vicária

Lei nº 15.384/2026 tipifica o crime de vicaricídio, que é o assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres.

Um dos casos mais recentes foi o do secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, que atirou nos dois filhos e se matou.

A legislação prevê pena de 20 a 40 anos em regime fechado para casos de violência vicária.

A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle;
  • contra criança ou adolescente ou pessoa idosa ou com deficiência;
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.
  • As medidas entram em vigor hoje
FONTE - AGENCIA BRASIL.

Decisão judicial cancela matrícula de estudante que se passou por indígena em Rondônia

Uma decisão da Justiça Federal determinou o cancelamento da matrícula de um estudante do curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia (Unir) após o Ministério Público Federal em Rondônia comprovar que ele não possui pertencimento a comunidade indígena, embora tenha ingressado por vaga destinada às cotas étnicas. O caso, divulgado pelo MPF durante o Abril Indígena, reacende o debate sobre fraudes no sistema de reserva de vagas no ensino superior.


A ação teve início em 2024, quando o candidato apresentou autodeclaração indígena para disputar a vaga, mas acabou reprovado pela banca de heteroidentificação da universidade. Mesmo assim, ele obteve uma liminar na Justiça e conseguiu efetivar a matrícula no curso.

Após denúncia apresentada por lideranças do povo Karitiana, o MPF passou a atuar no processo e reuniu elementos que demonstraram a inexistência de vínculo étnico, cultural, histórico ou familiar do estudante com a comunidade. Na decisão, a Justiça acolheu os argumentos apresentados pelo órgão federal e determinou o cancelamento da matrícula.

O procurador da República Leonardo Caberlon ressaltou que a autodeclaração, isoladamente, não garante o direito à vaga. “Não basta se autodeclarar indígena, é necessário ser reconhecido pela comunidade indígena”, afirmou, destacando que esse reconhecimento decorre do direito constitucional à autodeterminação dos povos originários.

Segundo o MPF, lideranças Karitiana informaram que o estudante não era reconhecido pelos anciãos nem pelas lideranças tradicionais. O documento encaminhado ao órgão também relata que ele teria induzido integrantes da comunidade ao erro para conseguir assinaturas em uma declaração de pertencimento étnico.

De acordo com a apuração, o estudante afirmou a alguns Karitiana que pertencia ao povo Parintintin e alegou não ter tempo para buscar assinaturas em Humaitá, no Amazonas. A situação, no entanto, despertou suspeitas da banca de heteroidentificação da Unir, composta por indígenas, que decidiu checar a autenticidade do documento.

Durante a entrevista, o candidato não conseguiu demonstrar vínculos de parentesco, vivência comunitária ou conhecimento sobre a cultura, as tradições e a localização geográfica da aldeia Karitiana, o que reforçou as dúvidas sobre a declaração apresentada.

Um laudo antropológico elaborado pela pesquisadora Andréa Carvalho Mendes de Oliveira Castro também foi anexado ao processo. O estudo apontou que não existe qualquer registro genealógico do estudante entre os Karitiana nos últimos 130 anos. A antropóloga alertou para o risco do chamado “índio de papel”, expressão usada para descrever apropriação indevida de identidade indígena.

Ainda segundo o laudo, a comunidade Karitiana vive em uma única aldeia, com pouco mais de 300 indígenas, mantendo fortes vínculos familiares, o que torna inviável a existência de um integrante desconhecido.

O MPF informou que outras denúncias de possíveis fraudes em vagas destinadas às cotas indígenas na Unir seguem sob investigação por meio de inquérito civil.

Justiça condena cooperativa de crédito por cobrança indevida e determina devolução em dobro

A 1ª Turma Recursal Cível da Justiça de Rondônia condenou uma cooperativa de crédito à devolução de valores recebidos a mais do que o valor para quitação da dívida com uma cliente. O banco e a mulher pactuaram um acordo para pôr fim aos processos relativos à dívida de 19 mil reais.

FOTO - REPRODUÇÃO

O pagamento foi dividido em duas parcelas, sendo a primeira de 15 mil reais. Ficou estabelecido que valores objetos de penhora seriam transferidos para a cooperativa para abater o saldo devedor. No entanto, a cooperativa não compensou o valor de R$ 1.248,00 (um mil duzentos e quarenta e oito reais) já retido e enviou um boleto no valor de R$4 mil. A cliente pagou sob ameaça de aplicação de multa de 30% por quebra de acordo, mas solicitou o reembolso, que foi negado.

Seu pedido foi julgado improcedente no Juizado Especial, a cliente não conseguiu reverter a cobrança. Mas o advogado recorreu, alegando que houve cobrança em dobro, pois, conforme o acordo firmado, parte da dívida já havia sido quitada pelos valores penhorados via bloqueio bancário em ação de cobrança. Para o juiz relator do processo, Acir Teixeira Grécia, a Justiça deve reconhecer que houve cobrança indevida com base nas comprovações apresentadas. "Os próprios advogados da cooperativa, ao firmar o acordo, orientaram que a penhora seria abatida da dívida."

Ao reconhecer a relação de consumo e o pagamento indevido, o relator determinou a restituição em dobro. No entanto, não reconheceu o dano moral presumido, entendendo que a situação decorreu de uma falha no atendimento do banco, algo considerado inerente às relações contratuais modernas. O voto foi acompanhado por unanimidade pelos juízes João Rolim Sampaio e José Gonçalves da Silva Filho, em sessão realizada nesta quarta-feira, 8, no Fórum Geral de Porto Velho.

Restituição

Com a decisão, a cooperativa de crédito terá que devolver em dobro o valor pago a mais, acrescido de atualização monetária e juros de 1% ao mês desde a citação.

Processo nº: 7002083-65.2025.8.22.0013

FONTE - TJRO.

Tribunal de Justiça de Rondônia abre seleção para Juiz de Paz em São Felipe D'Oeste

O Poder Judiciário, por meio da Corregedoria Permanente das Serventias Extrajudiciais da Comarca de Pimenta Bueno, abriu um processo seletivo para o preenchimento das vagas de 1º e 2º suplentes de Juiz de Paz. A seleção, regida pelo Edital nº 001/2026, destina-se ao Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas do Município de São Felipe D'Oeste. O Juiz Hugo Soares Bertuccini preside o certame, que busca cidadãos aptos a colaborar com os atos civis na localidade.


Os interessados têm o prazo de 20 dias, contados a partir de 7 de abril de 2026, para efetuar a inscrição de forma gratuita. A participação ocorre mediante a entrega de um requerimento simples e documentação específica diretamente no Cartório de Registro Civil de São Felipe D'Oeste, situado na Avenida Tancredo Neves, nº 21-C. 

O processo exige que os candidatos apresentem currículo, comprovantes de escolaridade, certidões negativas criminais e cíveis, além de uma redação de até 20 linhas sobre o interesse na função.

Para concorrer ao cargo, o edital estabelece critérios rígidos de elegibilidade e conduta. É necessário ter idade mínima de 21 anos, nacionalidade brasileira, residência fixa no município e estar em pleno gozo dos direitos políticos e civis. 

Além disso, a norma proíbe a filiação partidária ou o exercício de atividades políticas pelos candidatos. Após a fase de entrega de documentos, o Juízo Corregedor poderá realizar entrevistas individuais com os inscritos antes do envio da lista final para nomeação pela Presidência do Tribunal de Justiça de Rondônia.

Os selecionados exercerão o mandato por um período de quatro anos, com possibilidade de recondução. 

A atuação não possui vínculo empregatício com o Estado, mas pode prever participação nos emolumentos dos atos realizados. 

O processo seletivo garante a continuidade dos serviços essenciais à população local, assegurando que o município conte com autoridades preparadas para suprir eventuais faltas ou impedimentos do titular.

A função do Juiz de Paz é fundamental para a organização civil da sociedade e para o exercício da cidadania em nível municipal, pois tem a competência legal para a celebração de casamentos civis, a verificação dos processos de habilitação matrimonial, dentre outras questões relacionadas.

Leia o _Edital_001.pdf

FONTE - TJRO.

Atletas rondonienses disputam Campeonato Brasileiro de Ciclismo com apoio do governo de RO

FOTO - REPRODUÇÃO

Atletas rondonienses participam, entre os dias 9 e 12 de abril, do Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada e Contrarrelógio Juniores 2026, realizado em Londrina. Representando o estado, cinco jovens competidores disputam provas nacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Ciclismo, buscando destaque nas categorias de base e projeção no cenário esportivo.

A participação tem como objetivo fortalecer o esporte de base e revelar novos talentos, com apoio do programa Pró-Atleta, desenvolvido pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) que garante suporte para que atletas representem o estado em competições nacionais.

A delegação rondoniense é formada pelos atletas Alícia Martins, Jonathan Trindade e Amanda Souza, de Guajará-Mirim; Murilo Espada, de Vilhena; e Felipe Souza, de Porto Velho. O grupo integra a equipe CTPM-X, que vem ganhando destaque em competições estaduais e nacionais.

Com uma base promissora e resultados consistentes, os atletas entram na disputa com expectativa de alcançar posições de destaque e representar Rondônia com excelência no cenário nacional.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos do governo de incentivo ao esporte fortalecem o esporte de base e apoia jovens talentos para que possam representar o estado em competições importantes no Brasil e no exterior.

REPRESENTAÇÃO NACIONAL

Entre os nomes, a atleta Amanda Souza se destacou por ter sido convocada para representar o Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, que acontecem entre os dias 12 e 25 de abril, no Panamá. A convocação reforça o potencial esportivo da atleta e evidencia a força do ciclismo rondoniense. A competição reúne jovens talentos de todo o país nas modalidades de resistência e contrarrelógio individual, sendo considerada uma das principais vitrines para atletas em formação no ciclismo brasileiro.

A participação de atletas rondonienses nos campeonatos demonstra compromisso do governo do estado com políticas públicas voltadas ao esporte, promovendo oportunidades, incentivando novos atletas e ampliando a presença de Rondônia em competições nacionais e internacionais.

fonte - SECOM RO.

Volta da Artemis II: saiba quando, onde e a que horas a missão chega

Artemis II marcou o retorno dos humanos à Lua após mais de 50 anos, além de bater o recorde de viagem mais distante do nosso planeta...

FOTO - REPRODUÇÃO


Em viagem rumo à Terra, a previsão da Nasa é que os astronautas da Artemis II aterrissem nessa sexta-feira (10/4), às 21h07 (horário de Brasília). A missão histórica marcou a volta dos humanos à Lua após mais de 50 anos, além de bater o recorde de viagem mais distante do nosso planeta. O retorno da tripulação para casa será transmitido pelo Metrópoles a partir das 19h. 

Ao invés de voos convencionais, a cápsula Orion, responsável por levar e trazer os astronautas, irá pousar nas águas do Oceano Pacifico, próximo à costa da cidade de San Diego, nos Estados Unidos – mesmo local do pouso da missão não tripulada Artemis I. A escolha do lugar pela Nasa se dá por vários motivos:

Cronograma do retorno da Artemis II

De acordo com o portal norte-americano Space, a programação da Artemis II para voltar à Terra é a seguinte (os horários estão sujeitos a alterações):

  • 15h53: será feita a terceira manobra de correção de trajetória para pousar a cápsula no Oceano Pacífico.
  • 18h05: os astronautas iniciam a lista de verificação para a reentrada na Terra.
  • 20h33: a unidade de serviço da Orion, responsável por guiar e impulsionar o veículo no espaço, deve se separar do módulo da tripulação, a região onde ficam os astronautas.
  • 20h53: a cápsula Orion entra novamente na atmosfera terrestre e o escudo térmico da nave agirá para proteger o veículo e astronautas do plasma superaquecido que rodeará a Orion.
  • 21h07: a cápsula pousa no Oceano Pacifico, próximo à costa da cidade de San Diego.

Quando pousarem, os tripulantes serão socorridos por helicópteros da Marinha dos Estados Unidos levando equipes já treinadas para tal função. 

ACOMPANHE:

FONTE - METRÓPOLES.

PF deflagra operação contra garimpo ilegal em terras indígenas de Rondônia; veja

A Polícia Federal realizou, na quinta-feira (9), a Operação Turbid River para combater o garimpo ilegal e outros crimes ambientais em áreas protegidas de Rondônia. A ação teve como foco as Terras Indígenas Roosevelt e o Parque do Aripuanã, regiões consideradas de alta sensibilidade ambiental e constantemente pressionadas pela exploração clandestina de recursos naturais.


A operação foi conduzida em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Força Nacional e com apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

Ao todo, 28 agentes participaram da ofensiva, que resultou na apreensão e inutilização de diversos equipamentos utilizados na atividade ilegal. 

Entre os materiais recolhidos estão pás carregadeiras, motores, gerador de energia, combustível, aparelhos celulares, equipamentos de comunicação via satélite e estruturas de acampamento.

Durante a operação, também foi destruída uma ponte clandestina que vinha sendo utilizada por garimpeiros e madeireiros para acessar as áreas protegidas, facilitando a exploração ilegal na região.


Segundo a Polícia Federal, a atuação visa preservar áreas de grande importância ambiental e proteger as comunidades indígenas afetadas pelos impactos da mineração ilegal, que incluem danos ao meio ambiente, pressão sobre o território e prejuízos sociais e culturais às populações tradicionais.


Suzane von Richthofen recebeu R$ 500 mil da Netflix para autorizar doc, diz jornal

O pagamento foi feito diretamente à ex-detenta para garantir a gravação do seu depoimento...


Suzane von Richthofen, condenada por assassinar seus pais em 2002, ganhou cerca de R$ 500 mil da Netflix para autorizar a produção de um documentário biográfico com previsão de lançamento ainda em 2026.

Segundo o F5, da Folha de S. Paulo, o pagamento foi feito diretamente à ex-detenta para garantir a gravação do seu depoimento.

A produção da Netflix tem o título provisório de “Suzane Vai Falar” e ganhou repercussão desde o último feriado após imagens de uma suposta pré-estreia viralizarem nas redes sociais.

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O atual marido de Suzane, o médico Felipe Zecchini Muniz, também faturou com o documentário, assim como outras pessoas da família. Nesse caso, o pagamento foi referente à autorização do uso de imagem e concessão de entrevistas.

Contudo, devido a um acordo de confidencialidade vitalício entre Suzane e a Netflix, nenhuma das partes pode falar publicamente o valor exato da transação. Além disso, o mesmo contrato garante que a ex-detenta não conceda entrevistas a outros veículos ou concorrentes da gigante do streaming por tempo determinado.

A produção foi iniciada em 2025, após o sucesso da série Tremembé relembrar os crimes conhecidos do chamado “presídio dos famosos”. A expectativa é de que o documentário relate sua vida em regime aberto. Essa é a primeira vez que Suzane dá qualquer depoimento ou entrevista desde a sua prisão, em 2002.

Suzane von Richthofen e outros detentos podem receber por produções documentais?

Em termos gerais, conforme visto nesta matéria do InfoMoney, a legislação brasileira não garante direito a pagamento dos criminosos para autorização de imagem ou contar suas histórias. Luiz Friggi, sócio da área cível e de resolução de conflitos do Simões Pires Advogados, explica que esse não é um direito garantido aos criminosos pois são fatos públicos, que já foram amplamente divulgados, e também de interesse público.

“No caso deles, são fatos públicos documentados em processo, com acesso público. Dessa forma, a obra, seja a literária ou a audiovisual, é ‘multibiográfica’ e não só dispensa autorização dos biografados, como também não gera obrigação de remunerá-los de qualquer forma”, afirma Friggi.

Segundo Daniela Poli Vlavianos, advogada do escritório Arman Advocacia, o artigo 20 do Código Civil assegura que a utilização da imagem de uma pessoa depende de consentimento, salvo se necessária à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública.

“Como as produções que retratam crimes normalmente têm finalidade jornalística, documental ou de interesse público, a jurisprudência tende a afastar a obrigação de pagamento. O direito de imagem não se confunde com a exploração comercial de fatos públicos, e o criminoso não adquire, por seus atos ilícitos, o direito de lucrar sobre eles”, comenta Vlavianos.

Inclusive, os especialistas indicam que há entendimento doutrinário e projetos de lei que visam impedir que condenados obtenham qualquer ganho financeiro proveniente da exploração midiática de seus crimes.

O caso do documentário “Suzane Vai Falar” é diferente. Não há direito garantido para criminosos em lucrarem com suas histórias. Porém, eles podem ser pagos caso participem da produção, seja no roteiro ou no uso de imagens pessoais não públicas e não relacionadas ao crime.

Vlavianos, do escritório Arman Advocacia, explica que essa situação é excepcional porque houve uma cessão contratual específica entre Suzane e a Netflix.

“Nesses casos, a plataforma ou produtora celebra um contrato com a pessoa retratada para obter autorização de uso de imagem, voz e relatos pessoais. Esse pagamento não decorre de direito automático, mas de um ajuste voluntário entre as partes”, afirma.

Já no caso de Tremembé, a produção é baseada em dois livros de Ulisses Campbell — “Suzane: Assassina e manipuladora” e “Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido”. Dessa forma, é o autor do livro que pode ter direitos autorais a serem negociados, remunerados, cedidos para a fim de adaptação.

Quando se trata de produções ficcionais inspiradas em acontecimentos reais, a relação é diferente: a obra pode usar livremente fatos públicos, alterando nomes e contextos, sem precisar de autorização, desde que não cause dano moral ao retratado.


FONTE - Camila Lutfi/ INFOMONEY.

FICCO prende suspeito e apreende 5 quilos de cocaína em Alta Floresta D’Oeste

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia realizou, na manhã desta sexta-feira (10), a prisão em flagrante de um suspeito por tráfico de drogas durante ação da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, em Alta Floresta D’Oeste. 


Na ocorrência, foram apreendidos cerca de 5 quilos de pasta base de cocaína, além de uma motocicleta utilizada no transporte do entorpecente.

Foto - divulgação PF/RO

Segundo as forças de segurança, a abordagem ocorreu após informações apontarem que a droga seria levada para o município. Ao localizar o suspeito, as equipes deram ordem de parada, que não foi obedecida. Durante a tentativa de fuga, o condutor acabou colidindo contra uma viatura policial.

foto - divulgação PF/RO

Após a contenção, os agentes encontraram a droga armazenada em uma mochila que estava com o suspeito. Em razão do impacto da colisão, ele precisou ser encaminhado para uma unidade hospitalar antes de ser apresentado à autoridade policial.

O homem poderá responder pelos crimes de tráfico de drogas, dano qualificado ao patrimônio público e desobediência.

A operação contou com apoio da Polícia Militar de Rondônia, por meio do Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisas e do 10º Batalhão da PM.

A FICCO em Rondônia reúne forças da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, com atuação integrada no enfrentamento ao crime organizado no estado.

Polícia Civil divulga lista de 13 foragidos suspeitos de planejar ataque a fórum em Rondônia

A Polícia Civil de Rondônia divulgou a relação de 13 foragidos investigados por participação em um plano criminoso que tinha como alvo o Fórum de Rolim de Moura e uma loja de armas em Cacoal. Os suspeitos são apontados como integrantes de uma facção criminosa e tiveram os nomes e imagens tornados públicos para auxiliar nas buscas.


A ação faz parte da operação Descarrilho IV, conduzida pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, que apura a atuação do grupo desde julho de 2025. De acordo com as investigações, a quadrilha pretendia invadir o fórum para subtrair armas apreendidas armazenadas no local, além de atacar um estabelecimento comercial do ramo de armamentos.

Todos possuem mandados de prisão registrados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão.

A ofensiva policial mobilizou cerca de 150 agentes e resultou na prisão de 24 suspeitos, além do cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, o grupo também é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organização de sequestros e cárcere privado na região.

As apurações tiveram início após a prisão de seis integrantes suspeitos de manter duas pessoas em cárcere privado. 

Durante a análise dos aparelhos celulares apreendidos, os investigadores encontraram mensagens que apontavam o planejamento dos ataques.

Informações sobre o paradeiro dos foragidos podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, 190 ou pelo WhatsApp (69) 3216-8940. 

A polícia reforça o pedido de colaboração da população para auxiliar na localização dos suspeitos.

Veja a lista dos alvos dos mandados:

  1. Yan Pereira Rocha
  2. Kamile Vitória de Souza Moreira
  3. Cleverson de Oliveira
  4. Flávia Kailaine Barbosa Merquiades
  5. Sidnei Aparecido Tomasim Umbelino
  6. Maikon Felipe
  7. Flávio da Silva Guimarães
  8. Luan Espírito Santo da Silva
  9. Vanderlei Gomes Martins
  10. Leonardo da Silva Nascimento
  11. Jorge Felipe da Silva Gomes
  12. Willian Macedo dos Santos
  13. Salomão Araújo dos Santos

Vance embarca para negociações com o Irã e faz alerta sobre manipulação

Vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que espera diálogo positivo e reiterou que Trump deu 'diretrizes claras' à equipe...


O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, embarcou no Air Force Two nesta sexta-feira (10), em direção a Islamabad, capital do Paquistão, onde irá liderar as negociações cruciais com os iranianos.

“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva”, disse Vance a repórteres na pista de decolagem antes de sua partida. “Como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não está tão receptiva.”

Segundo o vide-presidente, Donald Trump deu à equipe de negociação, que também inclui os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, “diretrizes claras” sobre as negociações, sem entrar em detalhes.

“Vamos tentar ter uma negociação positiva. O presidente nos deu algumas diretrizes bastante claras e vamos ver o que acontece”, continuou ele.

fonte - Kit Maher, da CNN.

Quem é Cartolouco, jornalista investigado por vi*lência doméstica

Cartolouco foi ouvido pela polícia após denúncia de ex-companheira, que relatou episódios de violência psicológica, patrimonial e física...


O jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, foi ouvido pela Polícia Civil de São Paulo nessa quinta-feira (9/4) no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de lesão corporal qualificada, violência psicológica contra mulher, injúria e dano.

Cartolouco ganhou notoriedade nacional a partir de 2016, quando se tornou um dos rostos do Cartola FC, ligado ao Grupo Globo. O influenciador também participou de realities como A Fazenda 12 e Power Couple Brasil 6, além de manter forte presença nas redes sociais, onde reúne cerca de 1,2 milhão de seguidores no Instagram.


Atualmente, Cartolouco produz conteúdo para a internet e tem um canal no YouTube com foco em experiências no universo do futebol, incluindo viagens e bastidores de clubes e torcidas.

O caso tramita no 11º Distrito Policial de Santo Amaro e foi formalizado em março, a partir da denúncia de uma mulher de 32 anos, que afirma ter mantido um relacionamento com o influenciador por cerca de dez meses. As informações são da coluna Alicia Klein, do UOL.

Segundo o relato da denunciante, o relacionamento teria sido marcado por episódios de violência psicológica, moral, patrimonial e física ao longo do período.

A investigação reúne diferentes tipos de material probatório, incluindo mensagens, gravações, fotografias, registros de câmeras de segurança, laudos médicos e psicológicos, além de depoimentos de testemunhas.

FONTE - Letícia Perdigão/ METRÓPOLES.

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