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Quem diria? O Governo de Rondônia arrecadará glebas devolutas

Na antevéspera das eleições gerais no País, o Governo de Rondônia fará a primeira arrecadação “sumária e administrativa” de terras devolutas após a consolidação de projetos fundiários e de colonização iniciados em 1970 e concluídos no início da década de 1980 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Foto: Gleison Miranda

Para esse serviço inédito, a Secretaria Estadual de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat) constituiu uma comissão de oito servidores técnicos*.

Desde 2022, o governo estadual mantém convênio com o INCRA, para cuja superintendência estadual cede funcionários da Sepat que trabalham no reconhecimento da atual situação fundiária no estado.

16,1 MILHÕES DE HECTARES

Levantamento preliminar da Inteligência Territorial sobre as Terras da União no estado indica a existência de aproximadamente 16,1 milhões de hectares de glebas. O diagnóstico aponta 79 glebas, das quais, 65 com georreferenciamento de perímetro e 14 sem, abrangendo áreas arrecadadas.

Até então, a maior arrecadação de terras devolutas em Rondônia ocorreu no período territorial. Conforme lembra o advogado Amadeu Matzembacher Machado, o INCRA, onde trabalhou, arrecadou 1 milhão e 200 mil hectares de antigos seringalistas. Esse volume pertencia ao total de 22 milhões e 800 mil de terras devolutas que Rondônia possuía até 1976.

Instituto de  Terras segue misterioso

Em nenhuma linha, a Portaria nº 64, de 10 de março de 2026, publicada no Diário Oficial Eletrônico menciona o Instituto de Terras do Estado de Rondônia (Iteron), que, embora criado com aprovação da Assembleia Legislativa, nunca prestou contas do que fez, nem são conhecidos seus diretores.

Assinado pelo diretor executivo da Sepat, Davi Machado Alencar, o documento assinala que a Lei Estadual nº 214, de 30 de novembro de 1988 dispõe sobre terras públicas, disciplinando sua ocupação. Informa, ainda, que o Decreto nº 30.746, de 7 de outubro de 2025, dá outras providências; e a Instrução Normativa nº 1, de9 de março de 2026 estabelece procedimento para arrecadação. 

A Sepat não estima o atual volume de terras públicas, nem o custo desses levantamentos. Legalmente, o governo deverá iniciar a arrecadação, matricular as terras no regime de imóveis, e em seguida regularizar posses antigas.

 

“Promover assentamentos com políticas públicas”

Estranhamente, o Portal da Transparência do Governo de Rondônia não inclui o Iteron entre os órgãos públicos (Governadoria, Casas Civil e Militar, Secretarias, Superintendências, Fundações e institutos) que prestam contas de seus atos.

Outros dois institutos figuram nos atos do DIOF: Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep) e Instituto de Pesos e Medidas (Ipem)

Em 2025, um decreto orçamentário em setembro mencionou a abertura de um crédito adicional suplementar no valor de R$ 57,3 mil “para reforço de dotações.”

Até 2024, o Ministério Público Federal trabalhava em 67 procedimentos relacionados à reforma agrária e questões fundiárias de ocupação e grilagem de terras públicas em Rondônia.

A Lei 1.180 de 14 de março de 2023 criou o ITERON com a seguinte Redação:

Subseção I

Do Instituto de Terras do Estado de Rondônia – ITERON

Art. 111-B. Fica criado o Instituto de Terras do Estado de Rondônia – ITERON, autarquia estadual vinculada à Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária – SEPAT, dotado de autonomia administrativa e financeira, regido por esta Lei Complementar e por seu regimento interno, aprovado mediante Decreto do Poder Executivo, competindo-lhe:

I – Promover a discriminação administrativa das terras localizadas na área rural de seu território;

II – Reconhecer as pessoas legítimas e destinar as terras apuradas, arrecadadas e incorporadas ao patrimônio imobiliário do Estado de Rondônia, de forma a promover a democratização do acesso à terra e fixação do homem no campo;

III – realizar, bienalmente, a avaliação das terras devolutas e do patrimônio do Estado, agrupadas nas respectivas regiões, atribuindo valoração uniforme a cada lote, respeitando as especificidades;

IV – Promover a formalização e tramitação, em tempo razoável, de processos administrativos que visem à expedição de licenças de ocupação, títulos provisórios e definitivos, com chancela do Governador do estado de Rondônia;

V – Coordenar a elaboração e a implementação dos planos de regularização fundiária rural por meio de convênio e/ou outros instrumentos;

VI – Promover, em conjunto com demais órgãos ou entidades, apoio técnico, social e ambiental aos assentados nos programas do Estado, para implementação de políticas públicas de desenvolvimento agrícola e preservação ambiental; e nacionais ou internacionais, para execução de suas finalidades e competências.

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*São integrantes da Comissão Permanente de Arrecadação de Terras: Ilenon Reis Barroso Ribeiro, presidente da Comissão, membro da Coordenadoria de Regularização Fundiária Rural na Sepat; Felipe Costa Andrighi e Tâmara Katiele Soares Oliveira, da mesma Coordenadoria; Carlos Alexandre Lourenço, Guiherme Lira Souto e Clebson Vasconcelos Pinheiro, todos da Gerência de Sensoreamento e Cartografia; Caroline Braga de Almeida, da Gerência de Obtenção e Acervo Fundiário; e Márcio Fábio Alves da Silva Júnior, da Assessoria Técnica.

 

*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

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Texto anterior -
  Antes do Estado, a escravidão; horrores vistos pelo repórter - por Montezuma Cruz (*)

Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

Vorcaro assina termo de confidencialidade com PGR e PF e abre caminho para delação

O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, assinou termo de confidencialidade, na noite desta quinta-feira (19/3), com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).


A coluna apurou que o documento abre caminho para tratar sobre uma possível delação premiada.

Um dos termos discutidos no acordo envolvia a mudança no local de custódia do banqueiro — que foi realizada nesta quinta-feira.

Como o Metrópoles adiantou, na coluna Mirelle Pinheiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o dono do Master fosse transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal.

A defesa de Vorcaro sustentou que cogitava uma delação e ouviu dos investigadores que a colaboração seria bem-vinda, segundo interlocutores.


Transferência

Daniel Vorcaro embarcou em um helicóptero, na Penitenciária Federal de Brasília, por volta das 18h50 desta quinta-feira e chegou à Superintendência da PF às 19h05.

O Metrópoles registrou com exclusividade imagens da chegada do banqueiro Daniel Vorcaro à Superintendência da PF. Confira:

Vorcaro está preso desde o início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de crimes financeiros no Banco Master, pagamentos indevidos a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de monitoramento.

Segundo investigadores, esse grupo teria atuado como uma espécie de “milícia privada”, voltada ao acompanhamento de alvos de interesse da organização investigada.


fonte - Pablo GiovanniPedro Grigori/Metrópoles.

MPF aciona Justiça para suspender abate de búfalos em reservas de Rondônia

O Ministério Público Federal pediu à Justiça a suspensão imediata do abate de búfalos considerados invasores em três reservas ambientais de Rondônia. A medida atinge uma ação conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que realiza um projeto experimental voltado à erradicação dos animais.

Foto - Vinicius Assis/ Rede Amazônica

Segundo o MPF, o órgão ambiental não comunicou previamente a Justiça sobre a execução da atividade nem apresentou o plano de controle exigido judicialmente. Diante disso, foi solicitado que a ação seja interrompida até que todas as exigências legais sejam cumpridas.

O pedido também inclui a realização de consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais potencialmente afetadas, além da apresentação formal do plano definitivo de controle e erradicação para análise judicial.

A iniciativa de abate integra um projeto que busca enfrentar a presença de cerca de 5 mil búfalos na região. A questão já é alvo de uma Ação Civil Pública movida em 2025 pelo MPF, que cobra a adoção de medidas urgentes para controle da espécie e solicita indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos, com destinação para ações de reflorestamento.

O processo tramita na 2ª Vara Federal de Ji-Paraná. Em resposta, o ICMBio informou que está cumprindo a decisão judicial e que a pesquisa em andamento tem justamente o objetivo de subsidiar a elaboração do Plano de Erradicação.

O objetivo do projeto piloto é testar o método de erradicação para que seja mais eficiente, mais seguro para as equipes e cause o menor sofrimento possível aos animais. O abate é feito por controladores de fauna, especializados e armados com rifles.

A expectativa é que aproximadamente 500 animais sejam mortos no primeiro momento. A partir disso, os pesquisadores e demais pessoas envolvidas pretendes descobrir, entre outros pontos:

  • avaliar a capacidade diária de abate de animais;
  • observar o comportamento dos búfalos e as condições ambientais que interferem na operação;
  • mapear desafios logísticos e operacionais para aprimorar o planejamento, incluindo equipes, rotas, equipamentos e estratégias de abordagem.

Todas essas características serão usadas para embasar uma estratégia aprimorada para erradicar totalmente os animais da região.

Além disso, uma equipe da Universidade Federal de Rondônia (Unir) está em campo para coletar a maior quantidade possível de material biológico (órgãos, tecidos, amostras sanguíneas ou outras estruturas) dos animais abatidos para subsidiar estudos.

Por que os búfalos estão sendo abatidos?

Como não são nativos do Brasil, os búfalos não possuem predadores naturais. Soltos e se reproduzindo sem controle, eles provocam graves impactos, como a extinção de espécies da fauna e da flora nativas e alteração no curso dos campos naturalmente alagados, que fazem parte da biodiversidade local.

Foto - Vinicius Assis - Rede Amazônica

De acordo com o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido, a erradicação dos búfalos é, no momento, a única alternativa viável para resolver a questão. Como a região é isolada e de difícil acesso, não existe logística possível para retirar os animais vivos ou mortos. Além disso, como se desenvolveram sem controle sanitário, a carne não pode ser aproveitada.

Atualmente, os animais vivem entre a Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, a Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras e a Reserva de Fauna (Refau) Pau D'Óleo, no oeste de Rondônia, uma região de encontro entre três biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado.

As reservas biológicas são a categoria de proteção ambiental mais restritiva em Rondônia. As únicas atividades permitidas nessas áreas são a educação ambiental e pesquisas científicas. No entanto, algumas famílias ainda vivem nesses locais, pois já residiam ali antes da criação das unidades de conservação.

"É um ambiente único, com várias espécies endêmicas [nativas] e a presença do búfalo vai levar à extinção de várias delas. Algumas espécies que a gente só tem registros aqui, sejam elas residentes ou migratórias", explica o biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido.


Com informações Por Jaíne Quele Cruz, Vinicius Assis, g1 RO e Rede Amazônica.

PF: chefe da Civil de Alagoas lidera quadrilha de fraude a concursos

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (18/3), um mandado de busca e apreensão contra o chefe da Polícia Civil de Alagoas, o delegado Gustavo Xavier. Na representação, a PF acusa Gustavo Xavier de ser o líder de uma organização criminosa que se dedicava a fraudar concursos públicos.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a quadrilha liderada pelo chefe da Civil alagoana fraudou concursos para as polícias Civil e Científica do estado, além do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do Concurso Nacional Unificado (CNU).

A operação foi autorizada pelo juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da 16ª Vara Federal em João Pessoa (PB). A coluna teve acesso à decisão. Leia aqui, na íntegra.

De acordo com a investigação, Gustavo Xavier ocupava posição de comando dentro da organização criminosa, atuando na coordenação das fraudes e no direcionamento de ordens a outros integrantes do grupo.

A PF aponta que o delegado teria passado a exercer papel central no esquema após coagir um dos operadores do grupo, Thyago José de Andrade, a atuar sob suas ordens na fraude de concursos.

Xavier “passou a ter poder de comando na ORCRIM quando, mediante ameaça, fez com que Thyago José cometesse fraude em benefício de seus aliados”, diz a representação.

Ainda segundo os investigadores, Xavier operava por meio de intermediários. Um deles seria o policial civil Eudson Oliveira de Matos, descrito como “braço direito” do delegado. Ele seria responsável por fazer a interlocução com os executores das fraudes.

Na manhã desta quarta, Eudson também foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal dentro de uma cela da Central de Flagrantes da Polícia Civil de Alagoas, onde ele está preso. Com ele, a PF encontrou um telefone celular.

A estrutura do grupo, de acordo com a PF, envolvia divisão de tarefas e atuação coordenada: havia integrantes responsáveis por obter previamente as provas, outros por repassar respostas durante a aplicação dos exames — inclusive com uso de ponto eletrônico — e ainda operadores encarregados de captar candidatos interessados em comprar o gabarito.

As investigações também indicam que pessoas próximas ao delegado teriam sido beneficiadas diretamente pelo esquema. O irmão de Gustavo Xavier, por exemplo, aparece como beneficiário de fraudes em ao menos dois concursos.

Outro elemento que reforça o papel central do delegado, segundo a PF, é a suspeita de interferência nas investigações. Há indícios de que ele teria determinado o vazamento de informações sobre operações policiais, permitindo que integrantes do grupo fossem avisados previamente sobre o cumprimento de mandados.

A apuração aponta ainda que a organização criminosa tinha atuação interestadual e fraudava concursos de grande porte, incluindo seleções nacionais e certames de instituições financeiras públicas.

Para a Polícia Federal, os elementos reunidos indicam uma estrutura estável, com reiterada prática criminosa e uso de mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar os valores pagos pelos candidatos beneficiados.

A coluna procurou Xavier por meio da Secretaria de Segurança de Alagoas, mas ainda não há resposta. O espaço segue aberto.

fonte - Andre Shalders/METRÓPOLES.

ANP entra em sobreaviso e cobra Petrobras para ofertar mais combustíveis

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) declarou sobreaviso no abastecimento nacional e determinou o aumento imediato da oferta de combustíveis no país, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao risco de pressão sobre o mercado interno.



Em um documento ao qual o CNN Money teve acesso, a diretoria da agência aponta um “cenário excepcional observado a partir do fim de fevereiro de 2026” e estabelece medidas emergenciais para garantir o suprimento de diesel e gasolina.

Entre as ações, a ANP decidiu “declarar sobreaviso no abastecimento nacional de combustíveis” e obrigar agentes do setor a reforçarem a oferta e a transparência de informações.

A agência também determinou a flexibilização de regras para facilitar a distribuição. Segundo o documento, a medida busca “aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado” até o fim de abril.

Um dos pontos mais contundentes da decisão recai sobre a Petrobras. A estatal foi notificada a recompor imediatamente a oferta após o cancelamento de leilões.

A Petrobras afirma que "continua entregando ao mercado todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima. A companhia tem ampliado e antecipado entregas às distribuidoras, fornecendo volumes cerca de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês".

"Em relação às notícias veiculadas na imprensa sobre decisão da ANP a respeito da oferta de combustíveis ao mercado nacional, a companhia informa que irá analisar o teor completo da decisão e avaliar todos os detalhes e implicações envolvidas. A Petrobras sempre prestou e continuará prestando todas as informações e esclarecimentos solicitados pela ANP, com a qual mantém relação de respeito e colaboração, conforme é a obrigação da empresa perante seu órgão regulador", diz nota enviada ao CNN Money.

A ANP determinou que a companhia “oferte imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e de gasolina de março de 2026 que foram cancelados”.

Além disso, distribuidoras, importadores e produtores foram alertados a adotar todas as medidas necessárias para evitar falhas no abastecimento, com risco de punição em caso de recusa de fornecimento ou prática abusiva de preços.

A decisão também prevê o envio do caso ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), em meio a suspeitas de distorções no mercado.

O movimento da ANP ocorre após o próprio governo já ter acionado o Cade para investigar aumentos considerados atípicos nos preços dos combustíveis. A avaliação é que distribuidoras elevaram valores mesmo sem reajuste nas refinarias, sob justificativa da alta internacional do petróleo provocada pelo conflito no Irã.

Nos bastidores, distribuidoras também têm alertado o governo para riscos ao abastecimento diante da volatilidade externa e da dependência de importações — especialmente de diesel, produto mais sensível ao choque internacional.

Ao mesmo tempo, o governo tenta conter a alta dos preços com medidas fiscais e regulatórias, mas enfrenta resistência dos estados.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a pedir “boa vontade” dos governadores para reduzir o ICMS sobre combustíveis, mas o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretarias Estaduais de Fazenda) classificou a medida como ineficaz e “injustificável”, argumentando que cortes anteriores já geraram perdas bilionárias e nem sempre chegam ao consumidor final.

Diante desse cenário, o governo também avalia recorrer à Justiça para pressionar por medidas que ajudem a conter os preços, ampliando a disputa federativa em torno do tema.

FONTE - Cristiane Noberto, da CNN Brasil, em Brasília.

Caminhoneiros adiam greve e aguardam reunião com governo na próxima semana

Dirigente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira diz que assembleia aguarda alguns ajustes em reunião com membros do governo na próxima semana...


Os caminhoneiros decidiram em assembleia nesta quinta-feira (19) adiar a greve por conta do aumento dos combustíveis.

A categoria decidiu por uma nova reunião com membros do governo, que deve ocorrer no início da próxima semana.

Segundo informou à CNN Brasil um diretor do Sindicam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira), a categoria está dividida e espera afinar com o governo os detalhes para absorver a alta no preço do diesel.

A reunião será com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), com a participação de membros do governo.

Além dos pedidos para barrar o aumento do preço dos combustíveis, a categoria apresentou outras demandas, por exemplo, como a isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise — algo que poderia ser identificado pela suspensão dos eixos dos veículos.

Também cobram maior fiscalização sobre o preço do diesel, com atuação da ANP (Agência Nacional do Petróleo), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Ministério da Justiça, além da criação de um teto emergencial para o combustível.

Outras demandas incluem a reestatização da Petrobras e críticas às medidas já adotadas pelo governo, como a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel.

FONTE - André Rigue, Tainá Falcão e Pedro Venceslau, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília.

RS: cidade decreta emergência por crise do combustível; falta diesel em SP

A disparada nos preços e a dificuldade de abastecimento de combustíveis já provocam reflexos severos em diversas regiões do Brasil. No Rio Grande do Sul, a prefeitura de Formigueiro decretou situação de emergência após a falta de insumos e a alta descontrolada dos valores esvaziarem as ruas da cidade. A crise atinge serviços essenciais e compromete o uso de máquinas agrícolas em pleno período de escoamento da safra, base da economia local.


O cenário de instabilidade é um reflexo direto da pressão sobre o mercado global de petróleo. No Brasil, o impacto é sentido com maior intensidade no diesel, uma vez que o país depende de importações para garantir cerca de 25% do consumo nacional. 

Em São Paulo, caminhoneiros já relatam casos pontuais de escassez do combustível em postos de rodovias, além de variações bruscas de preço em intervalos de poucas horas.

Impacto no transporte e fretes

Nas estradas que ligam as regiões Norte e Sudeste, caminhoneiros enfrentam dificuldades para manter a viabilidade do trabalho. Relatos indicam que o custo do diesel consome grande parte do valor bruto das viagens, reduzindo drasticamente as margens de lucro. Em alguns casos, motoristas apontam que o gasto com combustível chega a representar cerca de 75% do valor total do frete.


Diferenças regionais de preços

A dinâmica de preços varia conforme a política de refino de cada região:

São Paulo e Interior Paulista: em Ribeirão Preto, consumidores registram alterações constantes nas bombas, com o preço do diesel ultrapassando a marca de R$ 6,70 em alguns estabelecimentos;

Bahia e Sergipe: com refinarias 100% privadas, os reajustes seguem rigorosamente a cotação internacional. O último aumento para as distribuidoras foi de 11,8% para a gasolina e de 17,9% para o diesel, forçando muitos motoristas a deixarem os carros em casa devido ao custo insustentável.

A incerteza sobre novos reajustes mantém o setor de transportes em alerta, com profissionais indicando que, caso os preços continuem a subir, o repasse para o valor dos fretes será inevitável para garantir a continuidade dos serviços.

FONTE - Por Giba SmaniottoKris Lima/ JORNAL DA BAND.

Governo de RO realiza entrega de 60 veículos ao Detran-RO na segunda-feira (23)

Entrega de veículos será no Palácio Rio Madeira na próxima segunda-feira (23) e prevê a modernização da frota utilizada nas atividades administrativas, educativas e de fiscalização em todo o estado...


Fortalecer a atuação institucional do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO), esse é o objetivo do governo de Rondônia, que realiza na segunda-feira (23), às 9h, no Palácio Rio Madeira, a solenidade de entrega de 60 veículos destinados à autarquia. A iniciativa integra o planejamento estratégico do Detran-RO, que prevê a modernização da frota utilizada nas atividades administrativas, educativas e de fiscalização em todo o estado.

Para o governador Marcos Rocha, “investir em estrutura e modernização é garantir que os órgãos do governo tenham condições adequadas para trabalhar e atender melhor a população”. A disponibilização dos veículos ocorre por meio da contratação de empresa especializada em locação e gestão de frota, modelo que assegura maior eficiência administrativa e operacional ao órgão, incluindo serviços de manutenção, cobertura securitária e substituição imediata dos veículos em caso de necessidade. O contrato prevê investimento anual de R$ 6.962.394,96, com vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado por iguais períodos, conforme os limites estabelecidos pela Lei nº 14.133/21. 

O diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha, destaca que a medida reforça o compromisso do governo estadual com a melhoria dos serviços públicos e a segurança no trânsito. “A renovação da frota permite ampliar a eficiência logística do Detran-RO, garantindo veículos adequados para ações educativas, operações de fiscalização em todo o estado e trabalhos demais administrativos”. 

MODERNIZAÇÃO DA FROTA E EFICIÊNCIA OPERACIONAL

Três tipos de veículos serão disponibilizados ao órgão, que vão atender diferentes demandas operacionais do departamento, incluindo atividades administrativas, transporte institucional e ações de fiscalização. Entre os modelos estão 46 caminhonetes administrativas, destinadas ao uso geral no perímetro urbano e em viagens intermunicipais, especialmente nas atividades de educação de trânsito, transporte de servidores e apoio às comissões examinadoras.

Também serão incorporadas cinco unidades do modelo SUV de grande porte, que serão utilizadas para transporte de servidores e materiais sensíveis necessários ao desempenho das atividades institucionais. Outras nove caminhonetes serão destinadas exclusivamente às ações de fiscalização de trânsito, configuradas como viaturas operacionais, equipadas com barra sinalizadora acústico-visual em LED e sistema de radiocomunicação, para fortalecer as atividades de fiscalização e ampliar a capacidade de atuação do Detran-RO nas diferentes regiões do estado.

fonte - SECOM RO.

Para delação, Vorcaro é transferido à Superintendência da PF em Brasília

A pedido da defesa, o ministro André Mendonça autorizou a transferência...

Foto - reprodução

A coluna apurou, com exclusividade, que o empresário Daniel Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília na noite desta quinta-feira (19/3).

A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada.

Vorcaro está preso desde o início de março, no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação apura suspeitas de crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de monitoramento, descrita por investigadores como uma espécie de “milícia privada”.


Após a nova ordem de prisão, ele foi transferido para o Sistema Penitenciário Federal e permanece, desde então, na ala de saúde da Penitenciária Federal em Brasília, em regime de isolamento.

A permanência no local segue o protocolo de inclusão, etapa inicial aplicada a presos recém-ingressos, com restrições severas de contato.

Nos bastidores, fontes ligadas à investigação indicam que o banqueiro sinalizou disposição para colaborar com as autoridades, oferecendo informações consideradas relevantes para o avanço do inquérito.

A transferência para a Superintendência da PF é vista como um movimento estratégico. No local, Vorcaro ficará mais próximo das equipes responsáveis pela investigação, o que deve facilitar a realização de depoimentos e a condução das negociações.

FONTE - Mirelle Pinheiro/METRÓPOLES.

Artesãos de Porto Velho ganham espaço e incentivo com ações da Prefeitura

A Feira Mulher do Norte, por exemplo, reúne mais de 80 artesãs com diversas peças...


A arte sempre fez parte da vida de Bruno Alves de Souza. Nascido em Goiânia e criado em Porto Velho, ele encontrou na paisagem amazônica a principal fonte de inspiração para suas criações. Ainda na infância, já se dedicava a desenhos e esculturas, dando os primeiros passos em uma trajetória que atravessaria fronteiras.

É sempre um orgulho retratar a nossa identidade, disse Bruno Alves

Bruno se especializou em pintura na Academia de Belas Artes de Catânia, na Itália, onde também concluiu a pós-graduação. Anos depois, retornou à capital rondoniense, onde hoje desenvolve trabalhos que vão desde cerâmicas e louças artesanais até esculturas, monumentos públicos e pinturas a óleo sobre tela.

Inspirado pelas lendas amazônicas, pelo regionalismo e pelos contos intertribais, o artista transforma elementos da cultura local em obras que valorizam a identidade da região e reforçam a riqueza cultural da Amazônia. “Eu já fiz vários trabalhos em Porto Velho, esculturas de seringueiro, busto na Praça Jonathas Pedrosa e diversos outros objetos que retratam a nossa história. É sempre um orgulho retratar a nossa identidade”, disse o artista.

Tetê Frazão também revela a força da persistência e do empreendedorismo construído no dia a dia

A trajetória da artesã Tetê Frazão também revela a força da persistência e do empreendedorismo construído no dia a dia. Aos 68 anos, ela soma cerca de 30 anos dedicados ao artesanato. O que começou como um passatempo se transformou em profissão e principal fonte de renda. Com habilidade e sensibilidade, Tetê produz brincos, colares e acessórios em miçangas, peças que se destacam pela delicadeza e originalidade.

“É muito gostoso trabalhar com artesanato. O artesanato é uma obra de arte. Eu costumo dizer que, quando você trabalha com artesanato, você não trabalha: você se diverte. Eu me sinto realizada como mulher empreendedora e conquistei meus objetivos por meio da minha arte. É uma honra ver as pessoas usando o meu trabalho, fico muito orgulhosa”, destacou Tetê.

Incentivo e valorização

Mais do que movimentar a economia, o artesanato também preserva saberes e tradições da região

Histórias como as de Bruno e Tetê refletem o potencial criativo existente em Porto Velho e são fortalecidas por iniciativas da Prefeitura, que tem investido na valorização dos artesãos locais. Um dos destaques é a Feira Mulher do Norte, coordenada pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, que reúne mais de 80 artesãs. Entre os produtos estão, cerâmica (argila), tecelagem/crochê (fios), marcenaria (madeira), cestaria (fibras naturais), além de técnicas como patchwork, biscuit, sabonetes artesanais, velas e reciclagem. O espaço funciona como vitrine para exposição e comercialização de produtos, além de incentivar o empreendedorismo feminino e garantir geração de renda.

Oportunidade

Mais do que movimentar a economia, o artesanato também preserva saberes e tradições da região. Cada peça produzida carrega referências culturais, histórias e vivências que ajudam a manter viva a identidade amazônica.

Segundo o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, com ações de incentivo, apoio institucional e espaços de comercialização, a Prefeitura de Porto Velho segue fortalecendo o setor, reconhecendo no artesanato uma ferramenta de transformação social e valorização cultural.

“Nossos artesãos têm um papel fundamental no desenvolvimento da nossa cidade. Eles preservam a nossa cultura, contam a história da nossa região por meio da arte e ainda geram emprego e renda para muitas famílias. Valorizar o artesanato é investir nas pessoas, na identidade local e no fortalecimento da nossa economia criativa. E muitos outros trabalhos faremos para valorizar esses profissionais”, finaliza.

Texto: André Oliveira
Edição: Secom
Fotos: José Carlos/ Acervo pessoal

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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