A disparada nos preços e a dificuldade de abastecimento de combustíveis já provocam reflexos severos em diversas regiões do Brasil. No Rio Grande do Sul, a prefeitura de Formigueiro decretou situação de emergência após a falta de insumos e a alta descontrolada dos valores esvaziarem as ruas da cidade. A crise atinge serviços essenciais e compromete o uso de máquinas agrícolas em pleno período de escoamento da safra, base da economia local.
O cenário de instabilidade é um reflexo direto da pressão sobre o mercado global de petróleo. No Brasil, o impacto é sentido com maior intensidade no diesel, uma vez que o país depende de importações para garantir cerca de 25% do consumo nacional.
Em São Paulo, caminhoneiros já relatam casos pontuais de escassez do combustível em postos de rodovias, além de variações bruscas de preço em intervalos de poucas horas.
Impacto no transporte e fretes
Nas estradas que ligam as regiões Norte e Sudeste, caminhoneiros enfrentam dificuldades para manter a viabilidade do trabalho. Relatos indicam que o custo do diesel consome grande parte do valor bruto das viagens, reduzindo drasticamente as margens de lucro. Em alguns casos, motoristas apontam que o gasto com combustível chega a representar cerca de 75% do valor total do frete.
Diferenças regionais de preços
A dinâmica de preços varia conforme a política de refino de cada região:
São Paulo e Interior Paulista: em Ribeirão Preto, consumidores registram alterações constantes nas bombas, com o preço do diesel ultrapassando a marca de R$ 6,70 em alguns estabelecimentos;
Bahia e Sergipe: com refinarias 100% privadas, os reajustes seguem rigorosamente a cotação internacional. O último aumento para as distribuidoras foi de 11,8% para a gasolina e de 17,9% para o diesel, forçando muitos motoristas a deixarem os carros em casa devido ao custo insustentável.
A incerteza sobre novos reajustes mantém o setor de transportes em alerta, com profissionais indicando que, caso os preços continuem a subir, o repasse para o valor dos fretes será inevitável para garantir a continuidade dos serviços.
FONTE - Por Giba SmaniottoKris Lima/ JORNAL DA BAND.






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