Trabalhadores do município podem enviar a documentação para liberação dos valores pelo aplicativo FGTS...
Desde a sexta-feira (06), os trabalhadores de Rio Branco (AC) já podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade. A liberação, motivada pelas inundações que atingiram a cidade, pode ser feita pelo Aplicativo FGTS da CAIXA.
Conforme endereços identificados pela Defesa Civil do município, os moradores podem realizar o saque até o dia 19 de abril de 2026.
É necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter realizado saque pelo mesmo motivo em período inferior a 12 meses. O valor máximo para retirada é de R$ 6.220,00 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta.
A solicitação é realizada de forma fácil e rápida pelo Aplicativo FGTS, opção Saques, no celular, sem a necessidade de comparecer a uma agência. Ao registrar a solicitação, é possível indicar uma conta da CAIXA, inclusive a Poupança Digital CAIXA Tem, ou de outra instituição financeira para receber os valores, sem nenhum custo.
Confira aqui a relação completa dos municípios habilitados para o Saque FGTS por motivo de calamidade e os prazos para a solicitação.
Saque 100% digital App FGTS:
O aplicativo está disponível para download gratuito nas plataformas digitais e é compatível com os sistemas operacionais Android e iOS.
Como solicitar o saque FGTS:
Confira as orientações para o trabalhador com direito ao saque por calamidade:
- Baixe o app FGTS e insira as informações de cadastro;
- Acesse a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou, no menu inferior, vá em “Saques” e selecione “Solicitar saque”;
- Clique em “Calamidade pública”, informe o nome do município e selecione-o na lista;
- Escolha o tipo de comprovante de endereço, digite o CEP e o número da residência;
- Encaminhe os seguintes documentos:
- Foto de documento de identidade;
- Comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade;
- Escolha a conta para crédito do valor (CAIXA ou outro banco) e envie a solicitação.
Informações sobre a documentação:
- Documento de identidade: também são aceitos RG, CNH ou passaporte (frente e verso);
- Selfie: (foto de rosto) com o documento de identidade visível;
- Comprovante de residência em nome do trabalhador: conta de luz, água, telefone, gás, fatura de internet/TV, cartão de crédito, entre outros, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade;
- Caso não possua comprovante de residência, o trabalhador poderá apresentar:
- Declaração do município atestando residência na área afetada;
- Declaração própria com nome completo, CPF, data de nascimento e endereço completo com CEP (as informações serão verificadas pela CAIXA nos cadastros oficiais do Governo Federal);
- Certidão de casamento ou escritura pública de união estável, caso o comprovante de residência esteja em nome do cônjuge ou companheiro(a).
fonte - Assessoria de Imprensa da CAIXA
Uma explosão provocada por vazamento de gás dentro de uma residência no bairro Valparaíso, em Ji-Paraná, terminou de forma trágica com a morte de três integrantes da mesma família. O pai, Emerson P. de Souza , que estava internado em estado grave desde o acidente, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta segunda-feira (9), tornando-se a terceira vítima da ocorrência.
| FOTO - REPRODUÇÃO |
A explosão aconteceu na manhã de domingo (1º), em uma casa localizada na T-19. Informações apontam que havia acúmulo de gás no interior do imóvel e, no momento em que uma lâmpada foi acionada, ocorreu a ignição que desencadeou uma forte explosão seguida de incêndio. A força do impacto deixou os três moradores gravemente feridos.
A primeira vítima fatal foi o pequeno Benício Nathanael de Paulo Souza, de 1 ano e 7 meses. A criança sofreu queimaduras em praticamente todo o corpo, chegou a ser socorrida e levada para a unidade de terapia intensiva infantil, mas morreu ainda na noite do mesmo dia do acidente.
A mãe do menino, Kyara de Souza, também sofreu queimaduras graves e permaneceu internada em estado crítico por alguns dias. Apesar dos esforços das equipes médicas, ela não resistiu aos ferimentos e morreu durante o período de internação.
Emerson, pai da criança e marido de Kyara, continuou hospitalizado lutando pela vida após sofrer queimaduras severas. No entanto, ele acabou morrendo nesta segunda-feira devido às complicações provocadas pelas lesões, confirmando a terceira morte decorrente da explosão.
A tragédia causou grande comoção entre moradores de Ji-Paraná, que acompanharam o caso com preocupação e manifestações de solidariedade nas redes sociais.
O episódio também serve como alerta para os riscos de vazamentos de gás em ambientes residenciais, que podem provocar explosões quando entram em contato com qualquer fonte de ignição.
As autoridades devem apurar as circunstâncias do acidente para identificar as causas do vazamento e verificar se houve algum fator que contribuiu para a explosão.
Enquanto isso, familiares, amigos e moradores da cidade lamentam a perda da família, em um caso que marcou profundamente a comunidade local.
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (10) o julgamento de dois deputados federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A sessão está prevista para começar às 9h.
Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares.
Além dos deputados, mais cinco pessoas ligadas aos parlamentares são réus no processo e também serão julgadas.
De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).
O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também fazem parte da turma os ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Além da sessão desta manhã, o STF marcou mais duas reuniões para analisar o caso, que serão realizadas nesta tarde e na manhã desta quarta-feira (11).
Defesas
Durante a tramitação do processo, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se "mostram frágeis e desfundamentadas".
Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. A defesa afirmou ao Supremo que a acusação está baseada em "diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco".
A defesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em "hipóteses e conjecturas".
Levantamento aponta que, até o momento, escândalos do Master e dos descontos no INSS não afetaram a percepção dos brasileiros de forma significativa
Uma nova pesquisa Datafolha mostra que a saúde e a segurança são as principais preocupações dos brasileiros a sete meses das eleições gerais no país. Um em cada cinco entrevistados (21%) citou como o principal problema do Brasil a saúde, tecnicamente empatada com a segurança (19%). Os eleitores ainda apontaram receio com a economia (11%), seguida pela educação (9%) e pela corrupção (9%), em meio aos desdobramentos dos escândalos do banco Master e às investigações dos descontos irregulares no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil antes da revelação, pela colunista do GLOBO Malu Gaspar, de conversas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro horas antes da prisão do banqueiro.
No levantamento, os entrevistados foram instados a indicar a intenção de voto, como avaliam o governo e também responderam à pergunta: “Considerando as áreas que são de responsabilidade do governo federal, na sua opinião qual é o principal problema do país hoje?”. A resposta deveria ser única e espontânea.
Segundo o Datafolha, em setembro de 2023, a corrupção, a roubalheira ou a desonestidade foram citados por 6% como principal problema do Brasil. De lá para cá, o número sempre oscilou dentro da margem de erro.
Embora ainda não tenham repercutido de forma significativa na percepção do brasileiro, o caso Master e suspeitas de ligação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, já acirram troca de ataques entre governistas e bolsonaristas na pré-campanha.
Os dados da pesquisa mostram que a preocupação com corrupção é menor entre os que declaram voto em Lula (4%) em relação aos que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL) (14%).
Ainda de acordo com o Datafolha, a corrupção foi citada como a principal corrupção no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), com 34% e 37%. No primeiro mandato dela, a moralidade como principal problema foi de 3% a 14%, mas bem atrás da saúde, que marcava 31% a 38%. Já no governo de Michel Temer, a corrupção como principal problema despencou de 32%, em 2016, a 20%, em 2018. O dado se estabilizou em um dígito, na variação entre 3% e 9%, a partir do governo de Jair Bolsonaro.
A margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026. (Infomoney)
O líder americano também prometeu destruir alvos que "tornarão virtualmente impossível para o Irã se reconstruir, como Nação, novamente"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (9) atacar o Irã com “vinte vezes mais força” do que já foi atingido se o país “fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz”.
O líder americano também prometeu destruir alvos que “tornarão virtualmente impossível para o Irã se reconstruir, como Nação, novamente”.
“Morte, Fogo e Fúria reinarão sobre eles”, disse Trump, em publicação na rede Truth Social.
O presidente americano afirmou ainda que a nova ameaça ao regime iraniano é “um presente dos Estados Unidos da América para a China e todas aquelas Nações que usam intensamente o Estreito de Ormuz”. (Infomoney)
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) acionou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público Federal (MPF) contra a Prefeitura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, por suposta omissão no encaminhamento de R$ 1,1 milhão encaminhados ao município por meio de emendas parlamentares.
Os recursos seriam usados para a reforma do quartel da Polícia Militar (PM) e a aquisição de um veículo para o Lar Jesus Entre as Crianças. A prefeitura osasquense afirmou que o atraso ocorreu pela troca de capitão no quartel da PM, que onerou a obra, e apontamentos burocráticos no trâmite da compra do veículo.
Ao MPF, o deputado pediu “diligências investigatórias”, a “verificação da regularidade da aplicação dos recursos federais transferidos” e apuração de “eventual responsabilidade de agentes públicos municipais pela omissão administrativa”.
Já o ministro Dino foi notificado porque é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854 no STF, que dá diretrizes de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.
Troca de capitão atrasa obra
Para a PM, o deputado encaminhou R$ 755 mil. A verba deveria ser totalmente alocada na reforma do quartel em prédio próprio do município. Segundo Kataguiri, a prefeitura não iniciou nem a licitação, sendo que o plano de trabalho determinava que o início dos trâmites deveriam ser em janeiro de 2025 e o fim da obra em 2028.
“Já transcorreu parcela significativa do período de execução sem que sequer tenha sido iniciado o procedimento licitatório, o que compromete a viabilidade técnica do cronograma inicialmente aprovado”, diz o parlamentar na notícia-crime encaminhada ao MPF.
A prefeitura afirma que é possível fazer a reforma dentro do prazo e que há o projeto básico para obra. Porém, a obra foi protelada por mudanças do próprio batalhão, que trocou de comando “algumas” vezes.
“Houve algumas mudanças de capitão e cada vez que mudava, eles solicitavam novas alterações no projeto. As alterações impactaram significativamente no processo, atrasando a elaboração do projeto e do orçamento da obra”, responde a prefeitura.
Burocracia trava compra de veículo
Quanto ao veículo para o Lar Jesus Entre as Crianças, a prefeitura afirmou que a entidade participa de todas as tratativas e que há um processo administrativo aberto e tramitado para a compra.
“O processo teve vários apontamentos da Secretaria Executiva de Compras e Licitação e pela Procuradoria Geral, que já foram superados”, informa o município.
fonte - Metrópoles.
Presidente da comissão ameaça usar condução coercitiva...

Os três depoimentos previstos para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foram cancelados. Os depoentes: Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam.
Com isso, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu fazer uma reunião de debates entre os integrantes da comissão e disse que poderá determinar condução coercitiva;
À Comissão, as defesas de Leila e de Artur argumentaram que os clientes não compareceriam por entenderem que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se estenderia aos requerimentos de convocação.
No entendimento da defesa, a decisão de Dino se aplica a todos os requerimentos aprovados, inclusive os de convocação. No entanto, o presidente da CPMI disse que a decisão de Dino só vale para a quebra de sigilo e remarcou o depoimento de Leila e de Artur para a próxima quinta-feira (12).
Já o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, esteve na CPMI na quinta-feira da semana passada, quando a reunião foi cancelada por motivos de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL).
Nesta segunda-feira, a justificativa da ausência de Assumpção foram exames médicos marcados anteriormente para hoje. A nova oitiva foi reagendada para o dia 23.
Se não for prorrogada, a CPMI deve ser encerrada no dia 26 de março. A previsão é que a leitura do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) seja feita dia 23 de março..
O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).
Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Mpox
A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.
fonte - Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil.
Marco legislativo brasileiro voltado à proteção digital infantojuvenil entra em vigor em março e amplia responsabilidades das plataformas digitais...
A entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), Lei nº 15.211/25, no mês de março, estabelece regras claras, deveres e punições específicas aplicáveis às plataformas digitais, ampliando ao espaço virtual os direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A nova legislação representa o primeiro marco legal brasileiro voltado exclusivamente à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Segundo Maurício Cunha, presidente executivo do ChildFund, organização que há quase 60 anos atua na defesa dos direitos da infância no Brasil, a implementação da lei é resultado de anos de mobilização da sociedade civil diante dos riscos do uso não protegido das tecnologias. “Em um mapeamento feito pelo ChildFund com mais de 8 mil adolescentes de todo o país, foi possível identificar que mais da metade dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual on-line. É um número muito alto, que revela um ambiente com baixa segurança e uma necessidade de maior letramento digital”, afirma.
O contexto brasileiro acompanha um movimento global de maior regulação das plataformas digitais. Na Austrália, por exemplo, uma lei aprovada em 2025 proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade.
No Brasil, o debate sobre segurança digital também ocorre em meio ao aumento de crimes cibernéticos. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela SaferNet, indicam que as queixas de crimes on-line cresceram 28,4% em 2025 em comparação com 2024, totalizando mais de 87 mil novas denúncias. A maior parte dos registros está relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil. Casos de misoginia, apologia a crimes, racismo e outras formas de violência também apresentaram crescimento significativo.
Embora a legislação passe a valer neste mês, o debate sobre o uso responsável da internet é anterior e envolve pais, responsáveis, educadores e órgãos de proteção. Desde 2022, o ChildFund acompanha e contribui para o desenvolvimento do ECA Digital junto a instituições e parlamentares, com sugestões ao texto técnico e participação em reuniões com equipes legislativas.
“O ChildFund também assinou, em 2024, uma nota da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência Contra Crianças defendendo a relevância do projeto e a urgência da aprovação. A organização também realizou campanhas, como o Maio Laranja, e pesquisas que contribuíram para sensibilizar a sociedade e os tomadores de decisão, processo que se intensificou após a denúncia do influenciador Felca, que evidenciou a vulnerabilidade de crianças e adolescentes”, complementa Águeda Barreto, especialista sênior de Advocacy do ChildFund Brasil.
Sobre os principais avanços do ECA Digital, Águeda destaca que “a nova lei representa um marco na proteção digital ao reconhecer expressamente esse direito no ECA e estabelecer deveres mais claros para as plataformas, como transparência na moderação, canais acessíveis de denúncia e design seguro, além de proporcionar novas formas de mediação para famílias. Ao integrar as dimensões on-line e offline, fortalece a atuação do sistema de garantia de direitos e consolida uma cultura de proteção impulsionada pela pressão da sociedade”.
Atuação na proteção digital
O trabalho do ChildFund na prevenção à violência on-line inclui iniciativas de formação, advocacy e produção de conhecimento. Um dos destaques é o Safe Child – Escola de Proteção Digital, curso voltado à navegação segura na internet para crianças e adolescentes, que vem sendo implementado em parceria com o poder público e organizações da sociedade civil (OSCs). Outra estratégia recém-lançada é o website www.navegandoseguros.org.br, que disponibiliza diversos materiais informativos sobre a proteção on-line.
Recentemente, a formação foi ampliada por meio de articulações com o Governo do Distrito Federal e com as prefeituras de Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Vitória da Conquista (BA), além de uma parceria internacional com uma organização do Paraguai. As formações envolvem crianças, adolescentes, familiares, profissionais da educação e integrantes da rede de proteção, ampliando o alcance e o impacto das ações.
A iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos dados do estudo Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet, realizado pelo ChildFund com mais de 8 mil adolescentes em todo o país. O levantamento revela que 54% dos adolescentes já sofreram algum tipo de violência sexual on-line e que 20% interagiram com pessoas desconhecidas ou suspeitas em jogos e redes sociais. Apesar de 94% afirmarem ter recebido alguma orientação sobre o uso seguro da internet, a maioria ainda não sabe como agir diante de situações de risco, o que reforça a urgência de ações preventivas.
Principais pontos do ECA Digital
O ECA Digital estabelece uma série de medidas inéditas para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. Entre os principais pontos estão:
- Verificação real da idade, com a proibição da autodeclaração e a exigência de métodos eficazes para comprovar a faixa etária dos usuários;
- Responsabilização das plataformas, que passam a ter a obrigação de monitorar e remover de forma ativa conteúdos nocivos, como violência, exploração e abuso sexual, cyberbullying, incentivo à automutilação e jogos de azar. A legislação também determina que as empresas encaminhem relatórios às autoridades com informações sobre conteúdos removidos ou denunciados e mantenham, por no mínimo seis meses, os dados relacionados aos casos, a fim de subsidiar investigações. A solicitação de retirada de conteúdo poderá ser feita pelas próprias vítimas, por seus responsáveis legais, pelo Ministério Público ou por entidades de proteção à infância e adolescência;
- Supervisão parental reforçada, com a obrigatoriedade de vinculação das contas de crianças e adolescentes menores de 16 anos às de um responsável legal. A lei determina que as plataformas disponibilizem ferramentas claras e acessíveis de controle parental, como bloqueio de conteúdos inadequados, definição de limite de tempo de uso, autorização prévia para compras e monitoramento das interações realizadas no ambiente digital;
- Proibição da publicidade direcionada a crianças e adolescentes, incluindo o uso de dados pessoais e perfis emocionais para fins comerciais. Também é proibida a veiculação de conteúdos que exponham crianças e adolescentes de forma erotizada ou inadequada, bem como sua monetização ou impulsionamento nas plataformas;
- Limitação de mecanismos que estimulam o vício, como as chamadas loot boxes, ou caixas-surpresa, presentes em jogos eletrônicos, que exigem pagamento sem que o usuário saiba previamente qual item ou benefício será recebido.
A Lei também define regras claras para a remoção de conteúdos, amplia a transparência das plataformas e estabelece a fiscalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que poderá aplicar advertências, multas e, em casos graves, solicitar a suspensão das atividades das empresas no Brasil por decisão judicial. Para saber mais informações sobre o ECA Digital e o Safe Child, acesse www.childfundbrasil.org.br.
Sobre o ChildFund
O ChildFund é uma organização que atua no desenvolvimento integral, promoção e defesa dos direitos da criança, do adolescente e do jovem, criando futuros com mais oportunidades, para que tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial.
As iniciativas do ChildFund no Brasil, em 2024, alcançaram 1,3 milhão de pessoas. A organização realiza suas iniciativas em oito estados brasileiros: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Piauí. Para realizá-las, conta com a contribuição de pessoas físicas, por meio do programa de apadrinhamento de crianças e de doações para a causa, como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações que apoiam os projetos desenvolvidos.
A organização foi fundada em 1966, sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG) e faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International, presente em mais de 60 países e que gera impacto positivo na vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias.
O ChildFund gera retorno de mais de sete reais para a sociedade, para cada um real doado ou investido na organização. A conclusão foi feita a partir de uma avaliação de impacto social dos programas do ChildFund, realizado pela Social Value International, uma rede global dedicada à avaliação e relato de impacto e valor social.
A organização foi premiada internacionalmente em 2025 e está entre as 20 melhores no ranking brasileiro emitido pela The Dot Good, uma certificadora de projetos sociais com sede na Suíça que avalia os impactos locais e globais de ONGs em todo o mundo. O ChildFund Brasil já foi eleito, também, a melhor ONG de assistência social do país em 2022 e a melhor ONG para crianças e adolescentes do Brasil por três anos (2018, 2019 e 2021) pelo Prêmio Melhores ONGs, que também a elegeu entre as 100 melhores ONGs do país por oito anos.
fonte - assessoria.
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