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Gênese rondoniense (4 - final) Aos olhos de observadores, William Curi foi “vítima de conspiração do partido do governo”

Por MONTEZUMA CRUZ*

Crescimento político de Curi abalou o governo rondoniense (Foto Rosinaldo Machado)  - Gente de Opinião
Crescimento político de Curi abalou o governo rondoniense (Foto Rosinaldo Machado)

O agrônomo William Curi teve efêmera passagem pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, onde ensaiou seus passos políticos, sem obter o mesmo êxito do técnico benquisto pelo Ministério do Planejamento. O Banco Mundial continuava seu padrinho, do alto dos seus mais de 60 anos de apoio ao governo brasileiro, estados e municípios, totalizando mais de 430 financiamentos.

Codaron, conforme mostramos amplamente em capítulos anteriores, é a sigla de Companhia de Desenvolvimento do Estado de Rondônia.

“Curi se destacou demais, a Codaron era um verdadeiro governo paralelo e isto despertou a ciumeira do primeiro escalão e da classe política do antigo Partido Democrático Social (PDS), partido situacionista alinhado a Teixeirão”, opina o jornalista Carlos Sperança Neto.

Um rancho em Colorado do Oeste em 1978, antes dos investimentos do Polonoroeste (Foto Kim-Ir-Sen Pires Leal)   - Gente de Opinião
Um rancho em Colorado do Oeste em 1978, antes dos investimentos do Polonoroeste (Foto Kim-Ir-Sen Pires Leal)

Para Sperança, o poder do agrônomo cresceu devido ao seu período de secretário de agricultura e de presidente da Codaron. “Com o crescimento dos Núcleos Urbanos de Apoio Rural (NUARs), que se se tornaram municípios nos anos seguintes do povoamento, o prestígio dele subiu além da conta”, assinala.

Ele deixou o governo? – perguntamos ao jornalista. “A exoneração dele foi uma conspiração das lideranças do PDS, e isso também interessava à oposição; a Codaron era tão forte que ele conseguiria se eleger senador eleito em 1986, e por conseguinte era preciso derrubá-lo do poleiro, se possível desmoralizando-o com uma CPI em alguma armação.”

Sperança lembra o fato de Curi ter elegido uma bancada inteira em 1982: “Os deputados integrantes do setor agropecuário chegaram a ser apelidados de Codaron boys, porque ele os orientava e coordenava sua atuação; acredito que a partir daí começaram as articulações para tirá-lo do páreo quando também se cogitava seu nome como sucessor de Teixeirão. Então o pau cantou...”

“Quanto à CPI, ela foi instalada pela Assembleia, não deu em nada, pelo contrário: os deputados lhe agradeceram pelo grande trabalho realizado no estado, e ele foi um dos técnicos mais inteligentes e com visão de futuro que apareceram por aqui.”

“Forte personalidade”

Convidado para ser secretário-adjunto de Planejamento, embora não tenha sido tão próximo do governador Teixeirão, o economista Sílvio Persivo explica que sua função fora técnica, com o papel de auxiliar o governo Guedes. “O novo governo se definia como do ‘fazejamento’, em contraposição ao anterior”, frisa.

Jorge Elage, que chefiou a Codram, na comemoração dos 80 anos (Arquivo Familiar) - Gente de Opinião
Jorge Elage, que chefiou a Codram, na comemoração dos 80 anos (Arquivo Familiar)

Jorge Elage e William Curi ganham elogios de Persivo: “Eles foram importantes cabeças influentes na concepção de planos e projetos para o então secretário de planejamento Luiz César Auvray Guedes, e o próprio governador Humberto Guedes, que não só participava de muitas reuniões como escrevia sobre o que se deveria fazer para elevar o território a estado”, assinala.

Planejamento de Humberto Guedes

Sucessor de Elage na Coordenação de Desenvolvimento e Articulação dos Municípios (Codram), divisão da antiga Seplan responsável pela organização dos novos municípios e seus planos urbanos, Persivo lembra do trabalho dos grupos de discussões em torno de uma diretriz de pensamento sobre o planejamento que se apoiava de certa forma nas ações do INCRA.

O geógrafo Milton Santos foi contratado na USP para
O geógrafo Milton Santos foi contratado na USP para "pensar Rondônia", no governo Guedes (Arquivo USP)

“Elage entendia de tudo um pouco, e Milton Santos foi o pensador do estado”, não tem dúvida Persivo.

“Buscava-se fazer um estado onde houvesse uma hierarquia urbana e uma localização espacial que aproveitasse os projetos de colonização para criar uma riqueza mais bem distribuída, e nesse contexto os NUARs foram o grande laboratório das cidades, consolidando o trabalho do geógrafo Milton Santos, da Universidade de São Paulo (USP) ainda em tempo de coronéis nomeados.

Ariquemes, Ji Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena tiveram, então, as digitais do governador Humberto da Silva Guedes, sucedido por Jorge Teixeira. “Eu considero o Guedes o grande governador de Rondônia, pois ele realmente planejou o estado, restando ao Teixeira consolidá-lo, na qualidade de ‘fazedor de obras’, assinala.

O economista reconhece: Guedes aparece em fotos no meio da mata, arregaçando mangas de camisa na inspeção de projetos, mas até hoje não é nem sequer nome de creche, escola, rua ou avenida.

Primeiras obras

O melhor dos NUARs no período ainda sem rodovias asfaltadas, foi o apoio aos parceleiros que recebiam ou adquiriam lotes. Segundo Persivo, eles dispunham de comércio e serviços próximos, evitando a evasão para cidades maiores.

Manoel Serra Nascimento, diretor do “amortecido” (pelo governo Marcos Rocha) Banco do Povo de Rondônia lembra que nos anos 1980 foi comerciante de equipamentos agrícolas: “Vendi muitas motosserras na região de Cacoal.”

Ainda conforme análise de Persivo, os NUARs executados pela Codaron se somavam à estruturação econômica dos municípios; ao trabalho do Centro de Triagem de Migrantes (Cetremi), na entrada de Vilhena, que fazia o cadastramento de migrantes, orientando-os quanto à sua localização; e à criação de modelos de casas adaptadas para a região.

A esses investimentos públicos se somariam: a Usina de Samuel (no Rio Jamari), concluída graças a novos aportes financeiros autorizados pelo então ministro do Planejamento, Antônio Delfim Neto; o Hospital de Base Ary Tupinambá Penna Pinheiro; e o asfaltamento da BR-364.

A visão de Jorge Teixeira incentivou a migração, controlou-a, e tudo o que fora planejamento para médio prazo passou a ações imediatas.

Teixeira viu em Curi uma liderança de personalidade forte desde o seu papel na Embrapa, e assim ele exerceu um papel fundamental, mesmo pagando o alto preço por mudar da ação técnica para a ação política, de certa forma obrigado pelas circunstâncias, ao ganhar luzes no palco político.

“Braço político do governo”

José Renato Uchôa (1º à esq.), secretário centralizador no estilo:
José Renato Uchôa (1º à esq.), secretário centralizador no estilo: "decifra-me, ou te devoro" (Foto Rosinaldo Machado)

“Por trás de Jorge Teixeira havia o poder de José Renato da Frota Uchôa, que era a cara metade de seu chefe. Cabia a esse economista a direção das ações todas e, no fundo ele era uma pessoa prática, um contador ao velho estilo, que desejava ter controle de todo o governo – e tinha”, observa Persivo.

Desses bastidores, ele põe todos os dedos nas feridas abertas naquele início da década de 1980. “Vez ou outra, Zé Renato realizava ações necessárias que Teixeira não deveria saber ou preferia ignorar, e talvez tenha sido este o gatilho da estigmatização que procuraram fazer em relação a Curi: sempre foi evidente que o titular da Seplan não gostava nenhum pouco da deferência com que Teixeira tratava o agrônomo. E fazia claramente uma divisão entre quem considerava que era de sua confiança ou dele, o que também refletia no apoio que dava.”

Nesse contexto, conforme Persivo, “o certo é que Zé Renato tinha a chave do cofre e cuidava para que estivesse bem cheio.”

“A quantidade de recursos que circulou por Rondônia foi imensa, e o. secretário só dava atenção aos planos e projetos que dessem dinheiro de forma imediata, ou seja, puxassem recursos da União. Considerava que pensar em ciência, tecnologia, indústria, coisas que se destinavam ao futuro, era “criar papel”, diz o economista.

Enfim, nada se fazia então sem o aval de Uchôa, todos dependiam dele. Exceção à regra, a Codaron muitos recursos antes de ser bafejada pelo Banco Mundial.

“A leitura que se fez não é minha, mas o que circulava como fofoca é que se tratava do meio de ganhar a eleição, ainda assim, Zé Renato teve uma ação muito forte e decisiva em 1982, em conjunto com as áreas de segurança e de saúde, basta observar o trabalho do médico Claudionor Roriz, depois senador por Rondônia”, diz Persivo.

“Evidenciou-se que, embora fosse uma companhia destinada a acelerar a infraestrutura, especialmente estradas intermunicipais, a Codaron seria também um braço político do governo, e essa percepção consolidava-se: Curi apoiava um grupo de pessoas ligadas ao setor agrícola, angariando um papel eminentemente político, e aparecia como chefe de um grupo, que, em tese, se contrapunha ao personagem mais poderoso do governo.”

Curi de paletó e gravata

Persivo não assegura, mas faz coro até hoje às vozes correntes que percebiam a tentativa de miná-lo com o governador. “Enfim, havia uma briga de poder, uma queda de braço cujo desfecho só poderia mesmo ser a ‘demonização’ do agrônomo, porque não só Teixeira era indissociável de José Renato, como este segurava o leme do barco todo.”

Em relação a Curi deputado estadual: “Tenho a impressão de que a política não era a praia dele.”

“Sem muito tempo e paciência, deve ter se desiludido a exemplo de outras pessoas que esperavam melhorias, porém, perceberam que quando entra o fator político as realizações são muito mais complicadas.”

Após o retorno dos países africanos a serviço do Banco Mundial, Curi exerceria o mandato de deputado estadual a partir de 1991, pelo Partido de Mobilização Nacional (PMN), o número 33 no Tribunal Superior Eleitoral. O PMN criado pelo escritor, professor, jurista e deputado federal Celso Brant, tinha como patrono Tiradentes e símbolo a bandeira dos Inconfidentes.

O PMN escolhido por Curi surgira de um movimento nacionalista e sua consolidação acontecera a partir da aprovação – em maio de 1985 – da Emenda Constitucional nº 25, que, além de legalizar os partidos comunistas, permitiu a apresentação na eleição seguinte de candidatos de partidos ainda em formação.

O mais votado (4.111) entre os candidatos, Curi ficou apenas um ano e meio no cargo, deixando-o em 1995 para assumir a Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral do Estado de Rondônia na gestão do médico e ex-deputado estadual Oswaldo Piana Filho.

Curi, que vestia paletó e gravata, porém, costumava ir à Assembleia Legislativa de calça jeans, não demonstra saudade do Parlamento. No âmago, ele sente que imprimiu sua marca ao conduzir a política agrícola rondoniense com o apoio de uma equipe de colaboradores diretos e indiretos que chegou a alcançar dez mil pessoas.

De certa forma, cabe como uma luva analisar que o PMN, cujos princípios incluíam a realização da reforma agrária entrava no cenário político-partidário brasileiro depois que o INCRA havia iniciado a entrega de títulos definitivos de terras a milhares de migrantes em Rondônia.

Texto anterior - Gênese rondoniense (3) – No xadrez sucessório, a continuidade de Cury espremeu Teixeirão

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).


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Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

Porto Velho inicia festival que marca a retomada da pesca esportiva

 Evento abre oficialmente as comemorações de 111 anos da capital rondoniense...


Na Vila Nova de Teotônio, neste sábado (27) começou o maior festival de pesca que a comunidade já viu. O evento marca o início das comemorações do aniversário de 111 anos de Porto Velho e termina no domingo (28). O primeiro dia de campeonato reuniu aproximadamente 50 caiaqueiros.

Ao dar a largada, os amantes da pesca seguiram para o extenso lago da Vila

A iniciativa é da Prefeitura de Porto Velho com a Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel). Ao dar a largada, os amantes da pesca seguiram para o extenso lago da Vila. Os competidores registraram o maior peixe içado da água em fotos enviadas para um aplicativo de internet. Ao final, a comissão organizadora aferiu quem coletou o animal de maior tamanho.

À prova de pesca durou sete horas pela manhã. Franqui Nunes, o primeiro classificado, fisgou um peixe com 65 centímetros. “Eu fiquei surpreso e alegre com essa colocação. Fiquei muito feliz com a premiação e, além disso, avalio essa iniciativa como um bom incentivo à preservação dos peixes. Parabenizo à Prefeitura de Porto Velho por promover o evento, fomentando também o turismo da região”, afirmou.

De acordo com o presidente da Associação dos Caiaqueiros de Rondônia, Breno Rodrigo, a realização do festival proporciona mais visibilidade e incentivo para a prática esportiva. “Agradecemos à Prefeitura por convidar os caiaqueiros a participarem e, consequentemente, incentivar os pescadores à busca da preservação das espécies em abundância. E a prática da pesca esportiva é muito boa para que possamos conseguir manter o ecossistema limpo e saudável a todo tempo”.

FOMENTO AO TURISMO

Pescaria na comunidade aquece a economia local, incentiva pequenos negócios e gera emprego e renda

O festival marca a retomada histórica da pesca esportiva na região da antiga Cachoeira de Teotônio, que volta a ser referência em competições e atividades culturais. A região sempre foi símbolo de grande potencial turístico da capital. A pescaria na comunidade aquece a economia local, incentivando pequenos negócios e gerando emprego e renda.

“O porto-velhense conhece bem a antiga cachoeira de Teotônio e sabe o quanto contribuiu para o turismo de nossa cidade. Os festivais de pesca eram muito movimentados. E, agora, a Prefeitura resgata esse simbolismo de pertencimento nosso. O comércio está bem aquecido, proporcionando o melhor da nossa culinária aos visitantes”, lembrou o prefeito Léo Moraes.

O secretário-executivo de Turismo da Semtel, Aleks Palitot, lembrou o resgate histórico e cultural que o festival proporciona. “Essa localidade sempre foi palco de grandes festivais de pesca no passado, quando tínhamos as corredeiras. Após as barragens, as comunidades tradicionais foram deslocadas para outro ponto, encontrando dificuldades para fomentar o turismo da região. E, hoje, estamos unindo esse anseio e ao mesmo tempo valorizando uma prática que já está na prateleira do turismo na Amazônia, que é o de pesca esportiva. Esse é um festival que vai se consolidar, em parceria com a Só Pescar, com a comunidade da Vila Nova de Teotônio”.

Evento conta com premiações até o 6º lugar

No domingo a competição será com pescadores de embarcação. Cerca de 300 já foram inscritos. A largada está prevista para às 7h.

PARCEIROS

O festival tem a força de parceiros como a Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur), que realizou os trabalhos da troca de iluminação na Vila. Mais de 270 pontos de luz de Led foram instalados, garantindo mais qualidade na segurança pública e segurança aos moradores e visitantes. O evento contou ainda com o apoio da Marinha, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, secretarias municipais, além de parceiros privados. Também são realizadores a “Só Pescar” - grupo de praticantes da pescaria -, e a Associação dos moradores da Vila.

Confira os nomes dos vencedores e as premiações:

1º lugar: Franqui Nunes – Troféu e caiaque Robal individual
2º lugar: Odilon – Troféu e Tenda Colleman
3º lugar: Bruno Natanael – Troféu e Drone Z908 PRO
4º lugar: Fabiana Back Locks – Cooler de 26,5 litros
5º lugar: José Maria – Fogareiro a gás (NTK)
6º lugar: Débora - Molinete Curió

Texto: Jaqueline Malta
Foto: SECOM

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Capital de Rondônia vira palco de festa gigante e serve bolo do tamanho de prédio de 37 andares

Porto Velho se prepara para celebrar seus 111 anos de criação nesta quinta-feira (2 de outubro) com uma festa grandiosa que se estenderá por cinco dias e terá um ingrediente especial: um bolo monumental de 111 metros de comprimento. A atração principal, com proporções que desafiam a imaginação, será capaz de servir até 30 mil pessoas, de acordo com a organização do evento.

foto - reprodução

Para dar vida a essa receita épica, quase uma tonelada de ingredientes será mobilizada, incluindo 350 quilos de trigo, 350 quilos de açúcar, além de dezenas de quilos de emulsificante, fermento e mais de 235 cartelas de ovos.

A dimensão do doce é o que mais chama a atenção. Os 111 metros de comprimento superam um campo de futebol oficial, que tem cerca de 105 metros. Para uma comparação vertical, o bolo empilhado teria altura semelhante a um prédio de 37 andares. Horizontalmente, ele ocuparia o espaço de 18 caminhões 3/4 estacionados em fila ou um quarteirão inteiro em muitas áreas da cidade.

Logística de Gigante

A complexidade da produção exige uma operação logística detalhada. O preparo do bolo começou com quatro dias de antecedência, mobilizando mais de 70 pessoas, entre chefs renomados, professores, alunos do Senai e estudantes de gastronomia. O doce será montado em partes na Avenida Sete de Setembro, local central da celebração.

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No dia da festa, uma equipe de 300 pessoas será responsável por cortar e servir as fatias ao público. A organização garantiu que a distribuição será feita em guardanapos individuais. Embora não haja refrigerante, quem desejar repetir a fatia poderá retornar à fila.

Programação de cinco dias

A celebração dos 111 anos de Porto Velho não se resume ao bolo. A festa vai de 1º a 5 de outubro, concentrada em frente à histórica Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM).

A programação musical é um dos pontos altos e contará com show gratuito da cantora Joelma no dia 2 de outubro. Outras atrações incluem a dupla gospel Jefferson e Suellen e o grupo infantil 3 Palavrinhas, além de diversos artistas locais.

Uma novidade na agenda é o Beiradão Cultural, marcado para o dia 3, prometendo uma imersão de 12 horas de música sem interrupção, estendendo-se pela madrugada. 

Além disso, a tradicional locomotiva 18 da EFMM deverá voltar a circular durante as comemorações, e a Praça Jonathas Pedrosa, a primeira da cidade, será reinaugurada após ampla revitalização.

A proposta da prefeitura é clara: transformar o centro histórico em um grande palco a céu aberto para celebrar a diversidade cultural da capital de Rondônia.


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Por G1 RO, edição R1 Rondônia.

Homem é executado a tiros em residência no centro de Porto Velho

Um crime de homicídio foi registrado na tarde deste domingo (28), em uma residência na rua Beira Rio, no bairro Cai N'água, região Central de Porto Velho.

A vítima, identificada apenas pelo apelido "Xota", foi atacada a tiros dentro da casa e morreu no local. A Polícia Militar e o SAMU foram acionados, e o médico de plantão confirmou o óbito. O homem foi morto com vários disparos em diferentes partes do corpo.



O proprietário da residência relatou à polícia que estava próximo, no Mercado do Pescado, quando ouviu os tiros. Ao ir para casa, encontrou "Xota" já sem vida na cama. O morador afirmou não conhecer a vítima.


Testemunhas informaram ter visto uma pessoa de cabelos compridos, aparentemente uma mulher, saindo do local após os disparos.


A Perícia Criminal recolheu cinco cápsulas de pistola calibre 9mm na cena do crime. O caso será investigado pela Polícia Civil para identificar a autoria.

Policial Militar reage a assalto e mata ladrão em Porto Velho

Um cabo da Polícia Militar matou um criminoso ao reagir a uma tentativa de assalto na madrugada deste domingo (28), na rua Granada, bairro Jardim Santana, Zona Leste de Porto Velho. O policial estava acompanhado da esposa e do filho, de 13 anos, a caminho de casa.



O militar e a família foram surpreendidos por dois homens em uma motocicleta. Segundo a ocorrência, o garupa desceu do veículo simulando estar armado e anunciou o roubo.


O policial reagiu imediatamente, entrando em luta corporal com o assaltante. Ele sofreu escoriações nos braços, pernas e mãos devido à queda em uma área de cascalho durante a briga.


No calor da ação, o condutor da motocicleta teria ameaçado atirar contra o filho do policial. Neste momento, o militar conseguiu recuperar sua arma e efetuou disparos contra o piloto, identificado como Frankislaine P. de S., de 38 anos.


O assaltante atingido perdeu o controle da motocicleta após percorrer cerca de 50 metros e caiu fora da pista, morrendo no local. O garupa ainda tentou retornar em direção ao policial, mas fugiu após um novo disparo.


Equipes do Samu e da Polícia Militar foram acionadas e confirmaram o óbito de F. P. de Souza. Nenhum pertence da família foi levado. A esposa e o filho do policial presenciaram toda a ação.

Filho de Popó foi o responsável por nocautear Wanderlei Silva; confira

Wanderlei Silva foi à nocaute após levar um golpe de direita, no queixo, durante confusão generalizada ao fim da luta de Popó

O combate entre Acelino Popó Freitas e Wanderlei Silva terminou em confusão generalizada no Spaten Fight Night, na madrugada desse domingo (28/9). O ex-lutador de MMA foi à nocaute após ser acertado por um golpe de direita, no queixo, durante a briga no ringue. Imagens recuperadas por fãs nas redes sociais e pela transmissão do duelo mostram que o filho do tetracampeão de boxe, Rafael Freitas, foi o responsável por agredir Wand.



Veja o momento em que o filho de Popó acerta Wand:



Wanderlei Silva ficou desacordado por um tempo após ser atingido pelo golpe de Rafael Freitas, mas deixou o ringue consciente e foi encaminhado ao hospital. O ex-lutador de MMA passou cerca de quatro horas sob cuidados médicos antes de receber alta.


Confusão generalizada

A luta entre Acelino Popó Freitas e Wanderlei silva, que estava prevista para oito rounds, terminou em quatro após Wand ser advertido em três momentos diferentes do confronto. Wand foi desclassificado por tentar atingir o tetracampeão mundial de boxe com a cabeça em três oportunidades da luta.


Logo após o final da luta, Popó foi declarado campeão e uma confusão generalizada tomou conta do ringue na sequência. Membros das equipes dos dois lutadores invadiram o local e iniciaram uma briga. Rafael Freitas estava entre os envolvidos e acertou um golpe que nocauteou Wanderlei Silva.


Wand deixou o local com muitos hematomas e foi encaminhado de ambulância ao Hospital São Luiz, na Zona Sul de São Paulo.


Juan Freitas, outro filho de Popó, parabenizou o irmão nas redes sociais, mas apagou o post pouco tempo depois. Após a repercussão dos acontecimentos, Rafael apagou os perfis pessoal e profissional nas redes sociais. (Metrópoles)


Confira o post:



Duelo entre Popó e Wanderlei termina em briga generalizada; veja o vídeo

Brasil – A luta entre Acelino Popó Freitas e Wanderlei Silva terminou de forma vexatória, na noite deste sábado (27) em São Paulo. Após o árbitro declarar a vitória a Popó, as equipes de ambos lutadores entraram no ringue e uma briga generalizada tomou conta do espaço.


As imagens transmitidas pela TV Globo mostram o momento em que Popó sobe nas cordas do ringue para comemorar a vitória e, instantes depois, as duas equipes se desentendem e começam uma briga. A luta, promovida pela cervejaria Spaten, tinha previsão de ter oito rounds, mas foi interrompida no quarto round após Wanderlei ser advertido em três ocasiões por realizar golpes proibidos.


Após a luta, Popó se manifestou nas redes sociais pedindo desculpas pelo ocorrido e atribuiu a responsabilidade da briga à equipe de Wanderlei Silva. “Eu procurei dar o meu melhor possível. Praticar o que eu sempre pratiquei, que é o boxe. Infelizmente, eu tomei três cabeçadas, dá pra ver. E quando encerrou a luta, que o árbitro desclassificou o Wanderlei pelas três cabeçadas que ele deu, o treinador dele, vocês podem ver, foi pra cima de mim, me deu um soco, machucou muito. Mas, Wandi, foi só com você, não tinha nada a ver com a equipe. A nossa briga foi em cima do ringue. Se você deu cabeçada de boa, tônem aí, tudo bem. Mas, infelizmente, o Werdun, covardemente invadiu o ringue junto com seu filho. Foi pra cima de todo mundo”, apontou Popó.


Já Werdum, da equipe de Wanderlei Silva, gravou um vídeo no hospital e disse que apenas reagiu às agressões da equipe de Popó. “Quando a gente entrou no ringue, tinha acabado, o Wanderlei foi desclassificado. Entrou não sei quantas pessoas […]. Então, para vocês entenderem, eu acho que as imagens não mentem. Foi uma reação nossa, uma reação no ataque deles, entendeu? Porque eles começaram a gritar e vieram para cima, e a gente estava ali entre quatro”, declarou Werdum. O lutador também afirmou que Wanderlei Silva foi atacado após a luta, quebrou o nariz e foi levado ao hospital para dar pontos em um ferimento perto dos olhos. O lutador disse ainda que ficou triste com a situação. “É uma situação horrível, é uma briga […] E acontecer um negócio desse aí pra nós, lutadores, pro nosso esporte, é horrível”, afirmou.



Antes da Luta, Wanderlei Silva publicou: ‘Peso batido, foco ajustado e a guerra já começou antes mesmo do primeiro golpe. Aqui não tem moleza, aqui é PRESSÃO do começo ao fim. Amanhã você vai encarar o Cachorro Louco sem coleira, e vai descobrir o que é lutar contra quem nunca dá um passo pra trás.”


Após o evento, a cervejaria Spaten — que promoveu e organizou a luta —  emitiu nota reprovando ‘os eventos após a luta’ e afirmou que a briga não representa os valores da marca.


Com informações do Correio Braziliense. 

MPRO firma TAC com Sedam para reforçar fiscalização ambiental em Rondônia

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) firmou, nesta quarta-feira (24/9), Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) para garantir o cumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a suplementação orçamentária destinada às ações de fiscalização e proteção ambiental em Rondônia.

FOTO - MPRO

O acordo prevê a desocupação da Estação Ecológica Samuel até dezembro de 2025; o fortalecimento das ações de prevenção e combate ao desmatamento e aos incêndios florestais em todo o estado.

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Medidas previstas

O TAC estabelece que a Sedam deverá apresentar, em até 30 dias, plano detalhado para a desocupação da Estação Ecológica Samuel, incluindo cronograma, logística, segurança, alternativas para famílias em situação de vulnerabilidade e ações de recuperação da área.

Também estão previstas medidas permanentes de fiscalização e combate a ilícitos ambientais, com atenção especial ao Parque Estadual Guajará-Mirim e à Estação Ecológica Soldado da Borracha, regiões que sofrem com queimadas e invasões.


Transparência

O acordo determina que todos os relatórios sobre execução das ações e aplicação dos recursos sejam divulgados no portal da Sedam, garantindo transparência. Além disso, a Secretaria deverá encaminhar ao MPRO relatórios mensais com os resultados alcançados.

Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil, sem prejuízo de outras medidas administrativas e judiciais.


Compromisso firmado

O documento foi assinado pelo Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, e pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Marco Antônio Ribeiro de Menezes Lagos.

O TAC garante a destinação de recursos específicos para ações de fiscalização, sem possibilidade de bloqueio orçamentário, e reforça a responsabilidade do Estado na proteção das unidades de conservação e no enfrentamento do desmatamento ilegal.

fonte - MPRO.

INSS realiza grande mutirão de perícias médicas em 35 cidades brasileiras

O Ministério da Previdência Social fará, neste fim de semana, mutirões de perícias médicas em 35 cidades. A expectativa indica que hoje e domingo (28) mais de cinco mil pessoas sejam beneficiadas, uma vez que a maior parte dos atendimentos poderá ser feita por meio de telemedicina (perícia conectada).

Foto - reprodução

Com uso dessa tecnologia, o Instituto do Seguro Social (INSS) pretende alcançar regiões onde há poucos peritos, evitando a necessidade de longos deslocamentos – ampliando ainda mais o acesso da população aos benefícios, além de reduzir o tempo de espera dos beneficiários.

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Atendimentos

De acordo com o Ministério da Previdência Social, o maior número de vagas foi ofertado para a Região Sul. “Serão 800 atendimentos na cidade de Joinville (SC), 400 vagas em Curitiba (PR) e 374 atendimentos em Cascavel (PR)”, informou a pasta.

Os atendimentos serão dirigidos a pessoas que já haviam agendado atendimento pericial, mas que estavam com tempo de espera elevado. O ministério informou que a perícia conectada tem “a mesma segurança e os mesmos princípios basilares” do atendimento presencial, preservando a privacidade e o sigilo do atendimento pericial.

“As perícias conectadas também serão utilizadas em perícias iniciais para benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) que não foram conformados no Atestmed (análise documental), além de avaliações médicas de requerimentos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e nas revisões desses benefícios assistenciais (REVBPC)”, detalhou o ministério.

Informações sobre o atendimento pericial podem ser obtidas por meio da Central 135; pelo aplicativo Meu INSS; ou no site.

Veja onde haverá mutirão

Amazonas

Tabatinga (sábado)

Manacapuru

Itacoatiara

Presidente Figueiredo (domingo)

Iranduba

Bahia

Irecê

Paripiranga

Caetité (sábado)

Barreiras

Santa Rita de Cássia

Eunápolis

Cruz das Almas

Nazaré

Ceará

Ubajara

Pará

Goianésia do Pará

Redenção/Pará

Marabá

São Geraldo do Araguaia

Rondon do Pará

Jacundá

Xinguara

Parauapebas

Conceição do Araguaia (sábado)

Paraná

Campo Mourão

Maringá

Cascavel

Francisco Beltrão

Marechal Candido Rondon

Medianeira

Ponta Grossa

Cianorte

Curitiba

Rio Grande do Sul

Santa Rosa

Frederico Westphalen

Santa Catarina

Joinville.


Fonte - Agência Brasil.

Senado apura abusos contra ribeirinhos durante operação no Rio Madeira

A Comissão de Direitos Humanos do Senado esteve nos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas, para investigar denúncias de abusos contra a população ribeirinha durante a Operação Boiúna. A ação da Polícia Federal, voltada ao combate do garimpo ilegal no Rio Madeira, resultou na destruição de 277 dragas usadas na extração de ouro.

Foto - reprodução

A Comissão de Direitos Humanos realizou uma diligência externa para investigar supostos casos de abuso contra a população ribeirinha dos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas, durante uma operação da Polícia Federal. A Operação Boiúna destruiu 277 dragas utilizadas no garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira, localizado entre os dois municípios.

Foto: Reprodução

O autor do requerimento da diligência, senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, disse no entanto que a operação colocou em risco a segurança da população e prejudicou o meio ambiente.

Além de Plínio, a presidente da comissão, senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, também esteve presente na diligência. Segundo ela, a operação não respeitou os ribeirinhos e violou os direitos das crianças e adolescentes. Após os dois dias de diligência, a comissão irá elaborar um relatório para ser enviado a órgãos federais e internacionais.

Sonora Damares:Mas a nossa ida lá, além de ter levado a eles um gesto de solidariedade, foi uma visita para a gente buscar elementos, estamos trazendo muitos documentos, nós estamos trazendo pendrives com imagens, , vamos produzir um grande relatório na Comissão de Direitos Humanos, mas saímos de lá também provocados em fazer uma provocação na legislação brasileira, o marco legal precisa ser revisto, então a gente sai daqui com outra grande missão.

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A operação foi determinada pelo Ministério Público Federal para que os órgãos ambientais, como o Ibama, e a Polícia Federal destruíssem equipamentos utilizados no garimpo entre Rondônia e Amazonas. Sob a supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Maria Beatriz Giusti.

fonte - SENADO.

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