A divulgação das imagens ocorre após Moraes ter declarado, em abril, que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”
Brasília – Um vídeo divulgado neste domingo (20) mostra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a esposa, a advogada Viviane Barci, desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A aeronave era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, registrado oficialmente em nome de uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O registro foi feito em 22 de agosto de 2025 e passou a repercutir após publicação do colunista Lauro Jardim, de O Globo.
A viagem ocorreu cerca de três meses depois de, segundo documentos citados nas investigações da Polícia Federal, um escritório ligado a Viviane Barci ter firmado um contrato de até R$ 50 milhões com uma empresa relacionada a Vorcaro.
O contrato, datado de 12 de maio de 2025, teria como objeto a prestação de serviços e honorários advocatícios. De acordo com informações atribuídas à investigação, parte do valor seria relacionada a cotas de utilização de um jato e de um helicóptero.
Conversas encontradas pela PF
Além do vídeo, mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro também passaram a integrar o conjunto de informações sobre o uso das aeronaves.
Em uma conversa de 16 de julho de 2025, Vorcaro perguntou a Marcos Matta, responsável pela gestão das aeronaves, se “eles” estavam utilizando os aviões. Segundo a reportagem de O Globo, a referência seria a Alexandre de Moraes e Viviane Barci.
Na sequência, Matta teria respondido que o uso estava liberado e que o casal já havia utilizado aviões e helicópteros. As mensagens também indicariam que Vorcaro orientou o responsável pela gestão das aeronaves a manter contato com os dois para que pudessem utilizá-las.
Moraes nega ter usado aeronaves de Vorcaro
A divulgação das imagens ocorre após Moraes ter declarado, em abril, que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. A posição foi reiterada pelo ministro quando questionado sobre o novo vídeo.
Moraes e a defesa do escritório de Viviane Barci também afirmam que o contrato de R$ 50 milhões mencionado nas investigações não existiu ou não chegou a ser assinado.





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