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Quer conhecer o melhor da alimentação em Rondônia? Visite a Feira do IFRO

Montezuma Cruz*

Chacareiros, agricultores familiares e indígenas levam sua riqueza às bancas da III Feira Agroecológica (Foto cedida pelo evento) 

Amostras da produção de pequenos produtores do campo rondoniense serão vistas de 26 a 28 deste mês, das 8h às 22h, durante a III Feira da Agricultura Familiar e Agroecológica, no Campus Porto Velho Calama do Instituto Federal de Rondônia (IFRO). Paralelamente, acontecerá o Festival de Música Cultura Liberta, no estacionamento do instituto.

O evento gratuito é uma oportunidade para a população conhecer a diversidade de aromas, sabores, texturas e sementes crioulas genuinamente procedente das roças de várias áreas camponesas, etnias indígenas, artesãos, ribeirinhos, e de pequenos agricultores do setor chacareiro.

Muito além das culturas de exportação, o IFRO mostra ao público o que há de melhor na diversidade alimentícia (Foto cedida pelo evento)

No palco principal do Festival de Música se apresentarão artistas com repertório próprio. Unindo à música à produção dos pequenos com práticas sustentáveis, o IFRO repete eventos anteriores, os quais valorizaram sobremaneira o que há de melhor nessa área.

A integração entre saberes tradicionais, conhecimento científico e a comunidade revela a força do campo, que na maioria das vezes é vista em plano secundário devido à overdose de notícias exaltando exportações de carne bovina e grãos.

Para a comissão organizadora, a venda direta de produtos da agricultura familiar e agroecológica proporciona renda e valorização dos itens expostos. Ao mesmo tempo, oficinas, palestras e apresentações culturais complementam os objetivos do evento.

foto - divulgação Feira da Agricultura Familiar e Agroecológica

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já designou técnicos para trabalhar no cadastramento de produtores, e eles próprios divulgarão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que têm abastecido creches, escolas e instituições na Capital e no Interior, abrindo cada vez mais espaço para fortalecer redes de comercialização solidária e a troca de saberes tradicionais.

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

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