Ryan Santana dos Santos e Raphael Sousa Oliveira foram presos em abril deste ano após a Operação Narco Fluxo, realizada pela Polícia Federal
O funkeiro MC Ryan SP e o dono da Choquei, Raphael Sousa Oliveira, foram soltos dos presídios onde estavam presos, nesta quinta-feira (14). As solturas ocorreram após pedido revogação da prisão preventiva pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (13), após a soltura do empresário da Love Funk Henrique Alexandre Barros Viana, o "Rato". Ryan e Raphael, assim como o MC Poze do Rodo e Diogo Santos de Almeida, foram soltos após extensão do habeas corpus concedido ao empresário da Love Funk.
Entenda decisão que revogou prisão de Poze, Ryan e dono da Choquei
Todos os envolvidos foram presos preventivamente durante a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, em abril deste ano, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do crime por meio do mundo do entretenimento.
Nas redes sociais, MC Ryan compartilhou uma foto ao lado da esposa, Giovana Roque. "Não sou bandido, não sou faccionado, só quero cuidar da minha família e cantar funk", divulgou o cantor.
Em nota, a defesa de Raphael informou que a investigação não atribui a ele papel de liderança, coordenação ou gestão financeira de organização criminosa. "Sua relação com os fatos investigados decorre exclusivamente da prestação de serviços publicitários regularmente remunerados, no exercício ordinário de sua atividade profissional". A defesa de MC Ryan SP confirmou a soltura, mas ainda não enviou um posicionamento.
Habeas Corpus
A Justiça Federal determinou, na tarde desta quarta-feira (13), a revogação da prisão preventiva de MC Ryan SP e a consequente soltura do funkeiro. O TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) estendeu ao artista o habeas corpus concedido ao empresário da Love Funk Henrique Alexandre Barros Viana, o "Rato", nessa segunda-feira (11).
De acordo com o tribunal, a liberdade de MC Ryan deverá ser cumprida mediante a imposição das seguintes medidas cautelares:
Comparecimento a todos os atos do processo;
Não se ausentar da cidade de residência por mais de 5 (cinco) dias sem autorização do juízo;
Comparecer mensalmente em juízo para comprovar suas atividades; e,
Proibição de se ausentar do país sem autorização do juízo, com entrega do passaporte, se houver.
A medida também foi imposta a Diogo Santos de Almeida. MC Ryan e Diogo estavam presos preventivamente no escopo da investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro do crime no mundo do entretenimento.
Operação Narco Fluxo
A investigação teve início a partir da análise de um backup na nuvem (iCloud) de Rodrigo Morgado, apontado como o contador do esquema, cujos dados foram obtidos na investigação anterior, a Operação Narco Bet.
Para mascarar a origem ilícita dos recursos e enganar os órgãos de fiscalização, a organização utilizava um mecanismo batizado de escudo de conformidade, em que artistas e influenciadores digitais usavam sua visibilidade pública e engajamento na internet para naturalizar transações milionárias.
A lavagem do capital operava em três eixos principais:
Pulverização: Inserção de dinheiro sem lastro econômico por meio da venda de ingressos para shows, produtos e ativos digitais.
Dissimulação: Uso intensivo de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e múltiplas transferências fracionadas para dificultar o rastreamento financeiro.
Interposição de terceiros: O chamado "aluguel de CPFs", com o uso de familiares, laranjas e empresas de fachada para esconder quem eram os reais donos dos valores.
A investigação identificou um fluxo financeiro de R$ 1,6 bilhão movimentado pelo grupo em menos de dois anos, valor que teve seu sequestro e bloqueio determinado pela Justiça. As estimativas da PF apontam que a organização pode ter movimentado até R$260 bilhões.
A ação contou com mais de 200 policiais federais cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em nove estados e no Distrito Federal.
Foram apreendidos R$ 20 milhões referentes a cerca de 55 veículos de luxo (incluindo modelos Porsche, BMW, Amarok e uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren), além de armas, R$ 300 mil e US$ 7,3 mil em espécie, 56 joias e relógios Rolex, e o bloqueio de saldo em corretoras de criptomoedas.
Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, além do dono da página Choquei Raphael Sousa Oliveira. (CNN)







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