A operação havia sido suspensa pela Justiça Federal em março, poucos dias após o início, mas uma nova decisão autorizou a continuidade da ação científica...
O projeto piloto prevê a eliminação de cerca de 10% dos aproximadamente 5 mil búfalos que vivem soltos na região. A nova etapa da operação ocorre entre segunda-feira (18) e quarta-feira (20), com equipes especializadas realizando disparos a partir de helicópteros durante sobrevoos nas áreas de preservação.
Segundo o ICMBio, o objetivo é testar métodos considerados mais eficientes e seguros para o controle dos animais, além de reunir informações técnicas para a elaboração de um plano definitivo de erradicação da espécie invasora.
Nas primeiras ações realizadas em março, os agentes utilizaram rotas terrestres e aquáticas, abatendo mais de 100 animais durante os testes iniciais.
O rebanho de búfalos selvagens está no centro de uma disputa judicial envolvendo o Ministério Público Federal, o governo de Rondônia e o ICMBio. Em ação civil pública, o MPF cobra medidas efetivas para o controle e erradicação dos animais nas unidades de conservação.
O instituto afirma que o estudo envolve pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia, responsáveis pela análise sanitária dos animais abatidos, além de uma empresa especializada que atua voluntariamente na execução do manejo.
Inicialmente, o MPF questionou a operação alegando ausência de um plano formal de controle e falta de consulta prévia a comunidades indígenas e quilombolas impactadas pela ação. Na época, o juiz federal Frank Eugênio Zakalhuk suspendeu o abate ao entender que a autorização judicial anterior permitia apenas a elaboração do plano técnico.
Após reavaliar o caso, o magistrado concluiu que o projeto possui caráter científico e que os testes são necessários para definir estratégias viáveis de erradicação.
De acordo com o ICMBio, os búfalos causam graves impactos ambientais na região por não possuírem predadores naturais. A reprodução descontrolada ameaça espécies nativas da fauna e da flora, além de alterar áreas alagadas que fazem parte da biodiversidade local.
O biólogo e analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido, afirma que o abate é atualmente a única solução considerada viável devido ao difícil acesso da região e à impossibilidade de retirada dos animais vivos. Segundo ele, a carne também não pode ser aproveitada por falta de controle sanitário.
Os animais vivem entre a Reserva Biológica do Guaporé, a Reserva Extrativista Pedras Negras e a Reserva de Fauna Pau D’Óleo, no oeste de Rondônia, área considerada estratégica por reunir características da Amazônia, Cerrado e Pantanal.






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