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Golpe Matrix: grupo fingia ser Keanu Reeves para roubar idosa em Belém

Suspeitas foram presas em São Paulo durante operação da Polícia Civil do Pará contra esquema de “golpe do amor”

A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã de quarta-feira (27), a operação “Hollywood”, que resultou na prisão de um grupo investigado por aplicar o chamado “golpe do amor” contra uma idosa de 71 anos, moradora de Belém.



Segundo as investigações, os criminosos usavam a imagem do ator Keanu Reeves para simular um relacionamento amoroso virtual e convencer a vítima a realizar transferências bancárias, causando um prejuízo estimado em R$ 300 mil.


Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar e quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara das Garantias da Região Metropolitana de Belém. As prisões ocorreram na cidade de São Paulo e uma das buscas foi realizada em Diadema.


De acordo com a delegada Géssica Araruna, as investigadas são suspeitas de integrar um esquema criminoso voltado à prática de estelionato sentimental, além de associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


“Os criminosos utilizaram a imagem do ator para abordar a vítima em redes sociais e aplicativos de mensagens, simulando um relacionamento afetivo virtual”, explicou a delegada. Segundo a investigação, a idosa acreditava manter um relacionamento verdadeiro com o suposto ator.


Durante mais de um ano, ela teria trocado mensagens diárias e participado de videochamadas com os golpistas, que aos poucos passaram a solicitar dinheiro sob diferentes justificativas, como pagamento de taxas alfandegárias, liberação de valores e despesas de viagem.


Convencida da relação amorosa, a idosa realizou sucessivas transferências bancárias que somaram cerca de R$ 300 mil.


As investigações apontam que os valores eram enviados para contas bancárias de mulheres residentes no estado de São Paulo, responsáveis pelo recebimento, movimentação e pulverização do dinheiro.


Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos celulares, notebook, máquina de cartão, documentos e outros materiais considerados importantes para o andamento das investigações.


Além das prisões e buscas, a Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros supostamente ligados ao esquema criminoso. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do grupo.


“As nossas investigações seguem para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema criminoso. A operação reforça o compromisso da DECCC no enfrentamento aos crimes cibernéticos e à violência praticada contra grupos vulneráveis”, destacou a delegada.


As suspeitas foram encaminhadas para a unidade policial, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.


A ação foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Contra Grupos Vulneráveis Praticados por Meios Cibernéticos (DCCV), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.  (CNN)



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