Áudios e mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro abalaram candidatura...
A revelação das trocas de mensagens e áudios entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abalaram a pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro à Presidência da República. Ao longo das última semana, novas informações sobre o financiamento dado pelo banqueiro à produção do filme Dark Horse foram divulgadas. Ainda há, no entanto, lacunas e perguntas sem resposta no caso. Saiba mais abaixo:
Quem financiou e quanto custou o filme?
A produção recebeu R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões prometidos por Daniel Vorcaro, segundo a colunista Malu Gaspar. Os repasses pararam após a prisão do banqueiro, levando Flávio a cobrá-lo. A produtora Karina Gama afirmou à GloboNews que o dinheiro financiou 90% do filme e que cerca de US$ 13 milhões (R$ 65,7 milhões corrigidos) já foram gastos. O ministro do STF Flávio Dino abriu inquérito para investigar R$ 2,6 milhões em emendas destinados a ONG presidida por Karina. Não se sabe se essa verba foi para o filme.
Flávio e Vorcaro se falaram ou se encontraram mais vezes?
O senador confirmou na terça-feira ter se reunido com Vorcaro no fim de 2025, na casa do executivo, quando ele já usava tornozeleira eletrônica em cumprimento a medidas cautelares. Segundo Flávio, o encontro serviu para “botar um ponto final” na situação e reclamar que não foi avisado antes sobre a gravidade do caso Master, o que teria permitido buscar outro investidor para o filme. Flávio havia dito inicialmente que teve contato limitado com Vorcaro; depois admitiu ter se encontrado com ele em mais de uma ocasião.
Por que o dinheiro foi enviado para um fundo no Texas?
O dinheiro de Daniel Vorcaro destinado ao filme “Dark horse” foi enviado ao fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas, nos Estados Unidos, por meio da Entre Investimentos e Participações. O agente legal do fundo é o advogado Paulo Calixto, que atua para Eduardo Bolsonaro. Flávio afirmou à GloboNews que o fundo seria “específico para a produção do filme”. A Polícia Federal investiga, contudo, se os recursos também podem ter financiado a permanência de Eduardo no exterior.
Por que a GoUp, inexperiente, foi escolhida como produtora?
Responsável pela produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, a Go Up Entertainment, que pertence a Karina da Gama, é inexperiente no setor de audiovisual, não tendo lançado filmes no Brasil ou no exterior para cinema ou TV. As outras duas empresas ligadas a ela, a Go7 Assessoria e a ONG Instituto Conhecer Brasil, também não têm atuação conhecida no ramo, conforme informou a Agência Nacional de Cinema (Ancine) à colunista do GLOBO Malu Gaspar.
fonte - Agência O Globo.






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