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Quem são as vítimas m*rtas por técnicos de enfermagem em UTI do DF

Dois dos três pacientes mortos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), eram servidores públicos.

FOTO - REPRODUÇÃO

Embora a polícia não tenha revelado a identidade das vítimas, o Metrópoles apurou quem são os mortos na ação criminosa cometida por técnicos de enfermagem.

Marcos Moreira (no centro na foto em destaque), 33 anos, era morador de Brazlândia (DF) e servidor dos Correios. Ele deixou uma filha de 5 anos.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (Sindect-DF) lamentou a morte do carteiro, ocorrida no início de dezembro.

“É com pesar que o Sintect-DF comunica o falecimento do carteiro Marcos Raymundo Fernandes Moreira, trabalhador dos Correios lotado no CDD Brazlândia. Nossa solidariedade vai para os familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de despedida e dor. Descanse em paz, Marcos”, disse o sindicato em nota.

O servidor dos Correios deu entrada na UTI com dores abdominais e morreu no dia 1º de dezembro de 2025. O velório aconteceu no dia seguinte, no Campo da Esperança de Brazlândia.
 
Em entrevista ao Metrópoles, a esposa de Marcos afirmou que a notícia da morte do marido foi recebida com muita surpresa.

“Ele chegou consciente e conversando normalmente com a equipe médica. Foi um choque”, disse a mulher.

Outra vítima é João Clemente Pereira (à esquerda na foto em destaque). Ele tinha 63 anos e era servidor da Caesb. Segundo a família, o paciente reclamava de dores de cabeça. No hospital, foi constatado que ele estava com um coágulo na parte superior do crânio.

Após cirurgia, o paciente apresentou algumas complicações pulmonares devido à intubação, mas melhorou com o passar dos dias. Em 18 de novembro, ele sofreu quatro paradas cardíacas e morreu.

João Clemente se aposentaria em dois anos. Ele deixa a esposa, dois filhos e um neto.

A terceira vítima é a professora Miranilde Pereira da Silva (à direita na foto), de 75 anos. Segundo a investigação policial, o técnico preso injetou desinfetante na mulher.

A Polícia Civil do Distrito Federal agora investiga pelo menos 20 outros atestados de óbito em hospitais do Distrito Federal.

Entenda o caso

A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.

Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.

A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.

As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.

Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Confira a nota do hospital na íntegra:

“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.

Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.

Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça.”

fonte - METRÓPOLES.


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