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Cremero confirma surto de infecção após mutirão de cirurgias oftalmológicas em Rondônia

Dos 40 casos confirmados, 13 pessoas foram positivados para a bactéria pseudomonas, a mais grave na especialidade.

Três dias depois do mutirão realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia (Sesau) o Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), registrou 40 casos de endoftalmite (infecção oftalmológica pós cirúrgica).



O caso foi encaminhado pelo departamento para a presidência, que está apurando os fatos.


No último dia (4) de março, aconteceu uma reunião em caráter de “esclarecimento” quando médicos da empresa responsável pelas cirurgias confirmaram as infecções e explicaram a respeito do fluxo e funcionamento da rotina que tem sido realizada, para os representantes do Cremero.


A ocorrência aconteceu durante três dias de mutirão, quando foram operados na cidade de Porto Velho em torno de 120 pacientes por dia.


“Um número abusivo de cirurgias realizadas por dia, em que fica difícil manter a segurança dos procedimentos e pacientes. Dos 40 casos confirmados, 13 foram positivados para a bactéria pseudomonas, a mais grave na especialidade. Esses pacientes correm o risco de perder a visão”, ressaltou a presidente do Cremero, Dra. Ellen Santiago.


Segundo os oftalmologistas especialistas em retina, Dr. Wener Passarinho Cella, da Universidade Federal do Maranhão, essa infecção apesar de ser rara é extremamente grave. “O tratamento deve ser iniciado imediatamente a apresentação dos sintomas. Geralmente é necessário inclusive uma cirurgia para a remoção do conteúdo infeccioso do olho na tentativa de salvar a visão do paciente”, explicou.


Os sintomas da endofitalmite são dor ocular intensa, vermelhidão e perda da visão. “Essa infecção é considerada a mais grave e com pior resultado funcional da oftalmologia. O diagnóstico rápido é fundamental”, reforçou Dra. Grace Pelicione


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A resolução 01/2020 do Cremero dispõe sobre a obrigatoriedade da apresentação prévia de documentos para a realização de mutirões, como forma de garantir a segurança do paciente que será atendido. “É importante salientar que o paciente precisa ter um pré operatório não só do olho, mas da condição clínica geral também. E em seguida, o acompanhamento médico adequado que evitará possíveis complicações. Um paciente não pode ser operado nessa velocidade sem ter direito a um pós cirúrgico assistido de forma correta pelo médico”, explicou a presidente.


Nesta quinta-feira (10), a presidência do Cremero oficializará a SESAU solicitando os contratos e processo de licitação com a empresa envolvida, informações de providências tomadas e procedimentos adotados com os pacientes infectados além da suspensão imediata no local assim como de todos os mutirões de oftalmologia do Estado até que seja encerrada a apuração pelo Conselho. (Assessoria)



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