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Vendedores ambulantes reivindicam retorno para antigo terminal rodoviário de Porto Velho

Ambulantes foram remanejados, após a desativação em 2018. Parte da categoria ocupou o terminal nesta semana.

Vendedores ambulantes de Porto Velho reivindicam um local para trabalhar. Durante o fim de semana, parte da categoria ocupou o antigo terminal rodoviário, localizado na área central da capital.

Terminal Rodoviário desativado em Porto Velho 

De acordo com Rui Siqueira, um dos comerciantes, o local está com condições precárias, não possui acesso a água ou energia, o teto está cheio de buracos e há lixo espalhado. "A parte higiênica do local não existe", comenta.


Entenda

O terminal rodoviário costumava ser um dos pontos de trabalho dos vendedores ambulantes. No entanto, desde 2018 o local foi desativado por "falta de segurança estrutural e inviabilidade técnica".


De acordo com os vendedores, alguns deles foram relocados para a Praça Marechal Rondon, conhecida como praça do baú, mas pouco tempo depois foram retirados através de uma decisão judicial.


Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, a Prefeitura acatou uma recomendação do Ministério Público Estadual (MP-RO) e também retirou os trabalhadores que ocupavam a praça Jônathan Pedrosa, sob a alegação de que o local não possuía "controle sanitário" e causaria riscos de contaminação da doença.


Retorno

Lixo espalhado por terminal rodoviário em Porto Velho

Segundo os ambulantes, a necessidade financeira e a falta de um local para trabalhar estão entre os motivos para retornarem ao terminal rodoviário desativado. Eles improvisaram pequenas cabines de madeira para expor os produtos.


"Não cabe todo mundo nas calçadas nem nas ruas, mas a necessidade vai fazer as pessoas irem para lá. Eu mesmo estou no ponto que um amigo meu me emprestou, mas ele já vai precisar do ponto dele e eu vou ter que ir para onde? Para a calçada", comenta Cristiane Costa.


Os vendedores marcaram um mutirão de limpeza no terminal para a manhã desta segunda-feira (25). A ideia é reorganizar o local e reivindicar o direito de usá-lo como ponto de trabalho.


A Rede Amazônica entrou em contato com a Prefeitura de Porto Velho, mas ainda não obteve resposta quanto a situação dos vendedores ambulantes.(G1RO)



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