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Bolo de dinheiro é achado com carcereiro suspeito de favorecer Milton Leite

Dinheiro foi encontrado na casa e nos bolsos do agente durante operação do Ministério Público que investiga supostas regalias ao ex-presidente da Câmara de São Paulo na prisão; presidente do PL foi uma das visitas

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apreendeu cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar regalias ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A apreensão ocorreu nesta sexta-feira (16), durante a Operação Custódia (In)Fiel.



Segundo apuração da CNN Brasil, cerca de R$ 150 mil e US$ 10 mil foram encontrados na residência do agente.


Outros aproximadamente R$ 4 mil estavam nos bolsos dele durante uma busca realizada na unidade prisional.


A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPSP, para investigar suspeitas de tratamento privilegiado a presos provisórios custodiados na cadeia.


Entre os investigados está Milton Leite, preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta.


De acordo com o Ministério Público, a investigação apura um fluxo frequente de visitantes dos presos, muitos sem vínculo familiar com os detidos, além de possíveis benefícios incompatíveis com as condições de custódia.



Visitas fora do horário permitido

A investigação teve início após uma denúncia anônima sobre possíveis regalias concedidas a Milton Leite na prisão. Entre as suspeitas estão visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários permitidos, inclusive à noite e aos fins de semana.


Segundo a CNN Brasil apurou, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, esteve entre os visitantes de Milton Leite. Os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL) também teriam visitado o ex-vereador sem autorização formal, conforme a publicação.


O Ministério Público cumpriu três mandados de busca e apreensão na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, no 1º Distrito Policial do município e em um endereço residencial. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Corregedoria da Polícia Civil.


As diligências buscaram reunir provas que possam esclarecer as suspeitas, incluindo possíveis registros de visitas e outros elementos relacionados à rotina dos presos.


Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes de corrupção ativa e passiva, além de prevaricação. A investigação segue sob sigilo.


A CNN Brasil procurou a assessoria do PL sobre o assunto e aguarda retorno.


Prisão de Milton Leite

Milton Leite está preso desde 18 de setembro, quando se entregou à polícia no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo e no poder público.


A investigação apura suspeitas de envolvimento da organização criminosa em empresas de ônibus que operam na capital paulista e no financiamento de campanhas políticas.


Na quarta-feira (14), a Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Milton Leite e de outros investigados.


A apuração sobre as possíveis regalias na cadeia é distinta da investigação sobre a atuação do PCC no setor de transporte público. Até o momento, não há conclusão sobre a origem do dinheiro apreendido nem sobre eventual relação dos valores com os benefícios investigados.


A investigação sobre as supostas regalias continua sob sigilo. (CNN)

Delegada do Pará recebeu Pix de R$ 50 mil de líder do PCC, diz polícia

Segundo as autoridades policiais, Maria Virgínia Grimwood Pinto também repassava informações sobre possíveis investigações envolvendo ele e integrantes da facção

A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto teria recebido uma transferência via Pix de R$ 50 mil de um homem conhecido como “Gordão”, apontado pela Polícia Civil de Pernambuco como liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital).



Segundo o delegado Ney Luiz, titular do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), havia conversas em que a policial dizia consultar sistemas policiais para verificar se existia alguma ação contra o suspeito. Ela também repassava informações sobre possíveis investigações envolvendo ele e integrantes do grupo criminoso.


A delegada foi presa em um hotel em Brasília, na quinta-feira (15), durante a Operação Sinalagma. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, agentes policiais em Brasília, incluindo integrantes da FICCO, com participação de policiais militares e federais, monitoraram a investigada e efetuaram a prisão.


Ainda segundo o delegado, o suspeito, Gordão, teria pago despesas de viagens para que ela visitasse o estado, incluindo destinos como Porto de Galinhas e Serrambi.


Questionado sobre a possibilidade de os dois manterem um relacionamento amoroso, o delegado Ney Luiz respondeu: “Aparentemente, sim”, e acrescentou que o suspeito a convidou para ir a Pernambuco, teria custeado as passagens e pedido que ela viajasse sozinha.


Suspeito foi detido e liberado no Pará; episódio pode marcar início da conexão

Segundo a investigação, a conexão entre o suspeito conhecido como “Gordão” e a delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto pode ter começado no Pará, quando ele foi detido e conduzido a uma delegacia por uma equipe policial que incluía a delegada e outro delegado. O episódio, ocorrido em 2024, envolveu uma situação de trânsito, com uma suposta batida de carro e uma discussão. O homem acabou liberado, mesmo estando com documento falso.


De acordo com o delegado Ney Luiz, a Polícia Civil de Pernambuco suspeita que a liberação tenha ocorrido mediante pagamento à equipe policial.


Após deixar o Pará, o suspeito foi para Pernambuco, onde foi preso em janeiro de 2025, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, em cumprimento de mandado expedido pela Justiça de São Paulo.


A partir dessa prisão, a Polícia Civil pernambucana instaurou um inquérito e passou a investigar a atuação do homem no estado e suas conexões com agentes públicos do Pará.


Operação Sinalagma cumpre 14 mandados e bloqueia até R$ 14,95 milhões

Deflagrada em 15 de outubro de 2026, a Operação Sinalagma cumpriu três mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, no Pará e em São Paulo. A investigação apura uma organização criminosa com conexões interestaduais e suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e cooptação de agentes públicos.


Apontado pela Polícia Civil como uma liderança criminosa ligada ao PCC, “Gordão” foi preso novamente durante a operação, nesta quinta (15), em um apartamento de luxo no Recife. Segundo os investigadores, ele atuava no tráfico de drogas em Pernambuco e exercia papel de liderança no Pará, no Amazonas e no Acre.


A investigação identificou movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 14 milhões. Como parte das medidas patrimoniais, foi determinado o bloqueio de bens móveis, imóveis e ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas investigadas, até o limite de R$ 14,95 milhões.


Durante as diligências, foram apreendidos relógios, joias e aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, três relógios poderiam valer entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, caso a autenticidade dos itens seja confirmada. Uma joia também foi estimada entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.


De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa tinha núcleos com funções distintas, incluindo tráfico de drogas, movimentação financeira e proteção institucional.


A investigação continua para analisar o material apreendido, individualizar a participação de cada investigado e verificar o eventual envolvimento de outras pessoas. Segundo a Polícia Civil, novas prisões poderão ser solicitadas caso surjam elementos que justifiquem as medidas. (CNN)


Queda de avião particular deixa dois mortos em SP; veja

Acidente aconteceu na pista de um aeroporto particular na cidade de Orlândia e a ocorrência é atendida pela Polícia Militar e pelos Bombeiros

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) divulgou, na tarde desta sexta-feira (16), a queda de uma aeronave de pequeno porte na pista de um aeroporto particular em Orlândia, município localizado no interior do estado de São Paulo.  



O acidente aconteceu no Aeroporto Tangará, e o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h. Segundo a nota sobre as primeiras informações, o avião caiu na pista, logo após a decolagem. Além disso, foram constatadas duas mortes, sendo dois homens.  


Segundo a Defesa Civil, a aeronave caiu em área aberta, causando pequenos danos a estruturas.


A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Duas viaturas dos bombeiros estão atendendo a situação. Seguem as investigações para esclarecer os fatos.  


À CNN Brasil, a FAB (Força Aérea Brasileira), apontou que, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), enviou equipes do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do CENIPA, com sede em São Paulo (SP), para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-ZLC, em Orlândia.



"Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", destacou. (CNN)

Lula coloca Globo sob suspeita após almoço com Flávio Bolsonaro: “Não merece confiança”; veja

Presidente questionou encontro entre o adversário e dirigentes da emissora horas antes de sabatina eleitoral e criticou o tratamento dado aos candidatos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente a TV Globo nesta sexta-feira (16), após o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participar de um almoço com integrantes da direção da emissora, no Rio de Janeiro. Durante um ato de campanha em Ipatinga, Minas Gerais, Lula afirmou que a empresa passou a estar sob suspeita de sua candidatura e declarou que não merece confiança.



O encontro ocorreu poucas horas antes da entrevista de Flávio Bolsonaro à emissora, em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Lula, que participou da mesma série de sabatinas na quinta-feira (15), não teve uma reunião semelhante com os executivos do grupo.


Durante o discurso, o presidente demonstrou insatisfação com a situação e questionou a proximidade entre a direção da Globo e seu adversário político.


“A partir de hoje, a Globo está sob suspeição da minha candidatura. Não merece confiança. Não merece”, declarou Lula.


O petista também afirmou acreditar que a emissora esteja insatisfeita com medidas defendidas por seu governo, mencionando o fim das apostas esportivas, a aprovação do fim da escala de trabalho 6x1 e a proposta de gratuidade do transporte público aos fins de semana. Essas avaliações foram apresentadas pelo presidente durante o discurso.


O almoço reuniu Flávio Bolsonaro, o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e o vice-presidente de Relações Institucionais da empresa, Paulo Tonet. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, também acompanhou o encontro.


A reunião provocou reações entre integrantes da campanha petista. O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da candidatura de Lula, classificou a iniciativa como inoportuna e inadequada, especialmente por ter ocorrido no mesmo dia da entrevista eleitoral.


Em nota, a Globo confirmou a visita e esclareceu que o encontro teve caráter institucional, sem a participação de dirigentes da área de jornalismo. A empresa afirmou que reuniões de cortesia com candidatos fazem parte da rotina de seus executivos.


A emissora também informou que a reunião ocorreu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e que a equipe de Lula não havia solicitado um encontro semelhante.


A controvérsia ocorre em um momento decisivo da corrida presidencial, com Lula e Flávio Bolsonaro disputando o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Operação Contrafluxo II prende seis suspeitos de crimes graves em São Miguel do Guaporé

Ação da Polícia Civil investiga homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e atuação de organização criminosa; mandados foram cumpridos nesta sexta-feira (16)...

A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Contrafluxo II, em São Miguel do Guaporé, para combater crimes relacionados a homicídio qualificado, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. A ofensiva resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e em quatro prisões em flagrante.

A operação faz parte das investigações sobre um homicídio e uma tentativa de homicídio registrados em 13 de agosto de 2026, envolvendo dois irmãos identificados pelas iniciais W.B. de S. As apurações também buscam esclarecer a participação de integrantes de uma facção criminosa em atividades ilícitas na região.

Durante as diligências, os policiais cumpriram ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos investigados.

Além das duas prisões preventivas, quatro pessoas foram presas em flagrante por crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes e ao porte ilegal de arma de fogo.



As buscas tiveram como objetivo localizar armas, munições, drogas, aparelhos eletrônicos, documentos e registros financeiros que possam contribuir para o avanço das investigações.

A Operação Contrafluxo II foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Guaporé, com apoio das delegacias de Alvorada do Oeste, Urupá, Seringueiras e Nova Brasilândia, além do 11º Batalhão da Polícia Militar de Rondônia (11º BPM).

As investigações seguem voltadas à identificação dos envolvidos nos crimes e ao esclarecimento da atuação da organização criminosa na região.

Cão farejador encontra quase 200 gramas de haxixe escondidos em pote de suplemento em Porto Velho

Droga foi localizada em encomenda enviada de São Paulo durante fiscalização em transportadora; ação contou com a participação de forças de segurança estaduais e federais...

Uma operação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de aproximadamente 197,1 gramas de haxixe escondidos dentro de um pote de suplemento alimentar, na manhã de quinta-feira (15), em uma transportadora localizada em Porto Velho. A droga foi descoberta após a cadela policial Brida identificar a presença de entorpecentes em uma encomenda enviada do estado de São Paulo.

A apreensão ocorreu durante uma fiscalização realizada no âmbito da Operação Madeira-Mamoré, coordenada pela Delegacia da Polícia Federal de Guajará-Mirim, com a participação de diferentes órgãos de segurança pública.

Durante a inspeção das mercadorias, os policiais identificaram uma caixa considerada suspeita, postada em São Paulo e com destino à capital rondoniense.

Diante da suspeita, os agentes acionaram o Núcleo de Operações de Cães (NOC), vinculado ao Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Rondônia.

A cadela farejadora Brida foi conduzida até a encomenda e sinalizou positivamente para a possível presença de substâncias ilícitas no interior da embalagem.

Após a indicação do animal, os policiais abriram a caixa e encontraram um pote de suplemento alimentar. Dentro do recipiente, estavam escondidos dois invólucros contendo haxixe, que juntos pesavam aproximadamente 197,1 gramas.

A operação contou com a atuação dos Núcleos de Inteligência do Denarc, da equipe da Operação Protetor das Fronteiras e do Núcleo de Operações de Cães, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisas (BPFRON) e Núcleo Integrado de Inteligência de Fronteira (NIIF).

O entorpecente apreendido foi encaminhado à autoridade policial competente para os procedimentos legais e a continuidade das investigações.

A Polícia Civil reforçou que as ações integradas fazem parte das estratégias de enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado em Rondônia, especialmente nas regiões de fronteira.

A população também pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas pelo telefone 197 ou pelo WhatsApp (69) 3216-8940.

Suspeito de ser o maior traficante de ecstasy em raves é preso em Porto Velho

Homem de 31 anos foi localizado no bairro Flodoaldo Pontes Pinto durante operação policial; investigação começou após apreensão de 1,1 mil comprimidos da droga...

Um homem de 31 anos, apontado pela Polícia Civil como o principal responsável pelo tráfico de ecstasy em festas de música eletrônica, conhecidas como raves, foi preso nesta sexta-feira (16), em Porto Velho. Segundo as investigações, ele seria responsável por encomendar, financiar e organizar o transporte da droga destinada à comercialização na capital rondoniense.

A prisão ocorreu durante a Operação Madeira-Mamoré, realizada pela Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), sob coordenação da Delegacia da Polícia Federal de Guajará-Mirim.

O suspeito foi localizado em uma residência no bairro Flodoaldo Pontes Pinto, na zona Norte de Porto Velho. Durante o cumprimento da ordem judicial, ele teria se recusado a abrir o portão do imóvel, levando os policiais a arrombarem a entrada.

Além da prisão, os agentes apreenderam aparelhos celulares pertencentes ao investigado e a familiares. Os dispositivos serão submetidos à perícia para auxiliar no aprofundamento das investigações.

As apurações tiveram início após a interceptação de uma encomenda contendo aproximadamente 1.100 comprimidos de ecstasy, transportada em junho deste ano. A apreensão levou os investigadores a identificar suspeitos de envolvimento na organização e no transporte dos entorpecentes.

Durante a operação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no bairro Agenor de Carvalho, onde foram recolhidas mídias e equipamentos eletrônicos relacionados a outro investigado, apontado como responsável pelo transporte da droga.

De acordo com a polícia, o homem preso teria participação direta no financiamento e na logística de distribuição dos comprimidos comercializados em festas na capital.

A identidade do suspeito não foi divulgada. Após os procedimentos policiais, ele foi encaminhado ao sistema prisional de Porto Velho.

TSE define regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas; entenda

Resolução aprovada por unanimidade após impasse com o canal “Exército do Lula” lista seis critérios não cumulativos e exige comunicação à Justiça Eleitoral...

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nesta sexta-feira (16), por unanimidade, resolução que fixa critérios para definir quando canais de WhatsApp e outros espaços digitais mantidos por apoiadores devem ser considerados vinculados oficialmente a campanhas eleitorais. O texto foi aprovado pelos sete integrantes do Corte no plenário virtual.

A medida vem após o impasse de decisões sobre o canal “Exército do Lula” e em meio às negociações conduzidas pelo presidente da corte, Kassio Nunes Marques, com as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial.

Os dois lados tentavam chegar a um entendimento para reduzir a judicialização da disputa. Como mostrou a CNN, houve convergência em alguns pontos, como a adoção de aviso prévio e de prazo para correção de determinados conteúdos. Persistiu, porém, a divergência sobre em que momento um canal mantido por apoiadores passa a integrar a estrutura oficial da campanha e, por isso, precisa ser comunicado à Justiça Eleitoral.

Pela resolução aprovada, relatada pelo ministro André Mendonça, os critérios não são cumulativos. A comprovação de apenas um deles pode bastar para caracterizar o vínculo, desde que haja elemento objetivamente verificável. São eles:

  • uso de recursos financeiros, bens ou serviços da campanha, do partido ou da federação para estruturar, manter ou operar o canal;
  • uso de estrutura ou de pessoal da campanha, inclusive com fornecimento habitual de áudios, vídeos, imagens ou roteiros;
  • utilização de suporte técnico ou tecnológico da campanha;
  • divulgação do link ou do endereço do canal nos perfis ou nos canais oficiais da candidatura;
  • direcionamento sistemático e coordenado dos seguidores do canal aos perfis oficiais da campanha;
  • orientação da campanha sobre conteúdo, frequência de publicações ou metas do canal.

A norma também lista situações que, isoladamente, não bastam para configurar o vínculo. É o caso de canais criados espontaneamente por pessoas físicas para manifestar apoio político, ainda que reproduzam conteúdos divulgados publicamente pela campanha. Tampouco são suficientes, por si sós, uma menção isolada do candidato ou sua participação eventual em conteúdo produzido pelo administrador do canal.

Uma vez enquadrado como vinculado, o canal deverá ser comunicado à Justiça Eleitoral e ficará sujeito às regras de propaganda aplicáveis às campanhas, respeitadas as características da plataforma em que opera.

O texto estabelece ainda que os responsáveis pelos canais e as respectivas campanhas têm o dever de zelar pela legalidade dos conteúdos e pela integridade das informações divulgadas.

fonte - Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília.

Prefeitura entrega segundo Pocket Park de Porto Velho; veja

Pocket Park Jacaré preserva memória da Cohab e amplia espaço de convivência...

Um lugar conhecido há anos pelos moradores da Cohab ganhou uma nova função sem perder a história construída no local. A Prefeitura de Porto Velho entregou o Pocket Park Jacaré, instalado entre as ruas Algodoeiro e Abacateiro, na Zona Sul da capital.

Executado pela Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o parque ocupa uma área que antes registrava descarte irregular de resíduos e acúmulo de água. O local agora reúne paisagismo, mobiliário urbano, iluminação e estrutura para convivência.

Antes da intervenção, o terreno já fazia parte da rotina do bairro. Nas proximidades ficava o antigo Campo do Jacaré, referência conhecida pelos moradores. O nome surgiu por causa do formato da área, associado à cauda de um jacaré, e foi mantido no novo parque como forma de preservar essa ligação com o bairro.

Parque combina formas geométricas inspiradas nas escamas do jacaré, com projeto assinado pelo arquiteto Alecsander de Souza

Para o prefeito Léo Moraes, a recuperação do espaço também representa o reconhecimento da história construída pelos moradores. “Mais do que entregar uma estrutura, nós estamos devolvendo esse espaço para quem sempre fez parte dele. O Jacaré já existia na memória da Cohab muito antes deste parque. O que fizemos foi respeitar essa identidade, organizar o espaço e criar condições para que novas histórias também possam acontecer aqui. Quando o morador olha para uma obra pública e se reconhece nela, existe pertencimento.”

O Jacaré dá continuidade à implantação de pocket parks em Porto Velho. O primeiro foi o Pocket Park Paneiro, inaugurado em agosto na avenida Calama, ao lado do Instituto Federal de Rondônia (Ifro).

DO CAMPO DO JACARÉ AO POCKET PARK

Círculos, arcos, linhas radiais e módulos de diferentes dimensões aparecem no piso, nos bancos e nos canteiros. A composição utiliza princípios da arquitetura paramétrica, método que permite desenvolver diferentes formas a partir de uma mesma lógica geométrica. A referência ao jacaré também aparece no desenho do parque, assinado pelo arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, assessor executivo da Sesb, que utilizou a geometria das escamas do animal como base para a proposta.

Projeto priorizou o conforto ambiental e preservou uma árvore existente, integrando-a aos bancos e às áreas de circulação

Para o arquiteto, essa combinação faz parte de uma maneira mais ampla de pensar os espaços públicos e permite diferentes formas de uso pelos moradores, preservando características que já faziam parte da identidade do local.

“O Pocket Park Jacaré representa uma etapa importante na forma como temos desenvolvido nosso trabalho. O projeto não foi pensado apenas como um desenho, mas como a integração entre diferentes camadas da arquitetura: o espaço de convivência, o paisagismo, o conforto, a circulação e a infraestrutura urbana. Para nós, o resultado está justamente em fazer com que essas decisões trabalhem juntas e transformem uma área antes subutilizada em um espaço qualificado para a cidade”, explicou Alecsander.

O projeto também considerou aspectos como paisagismo, vegetação, conforto ambiental, circulação e infraestrutura urbana. Uma árvore que já existia no terreno, por exemplo, foi preservada e incorporada ao conjunto. Os bancos foram posicionados ao redor dela para aproveitar a sombra natural, enquanto as características do terreno contribuíram para a organização das áreas de permanência e passagem.

CONVIVÊNCIA E DRENAGEM

O Pocket Park Jacaré também recebeu o quarto jardim de chuva implantado em Porto Velho. A estrutura auxilia no escoamento da água e aproveita o próprio terreno como parte da solução de drenagem.

Alecsander afirma que o projeto transforma uma área pouco utilizada em espaço de convivência e lazer

Durante as chuvas, parte da água que escoa pelas ruas e calçadas segue para uma área rebaixada formada por pedras, solo e vegetação. O sistema reduz a velocidade da água e favorece a infiltração antes que o volume chegue à rede convencional de drenagem.

O secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, explica que a escolha do terreno permitiu reunir diferentes funções em uma mesma intervenção. “Esse é um projeto que reúne várias funções no mesmo espaço. Recuperamos uma área que sofria com descarte irregular, criamos um ambiente de convivência para os moradores e ainda aproveitamos as características do terreno para implantar uma solução de drenagem. Mas existe também um aspecto que consideramos desde o início: manter a relação que a comunidade já tinha com esse lugar.”

O caimento natural do terreno também favoreceu a implantação do jardim de chuva. A escolha da área levou em conta ainda a necessidade de ampliar espaços públicos desse tipo na Zona Sul.

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Texto: Renata Beccária

Fotos: Erisson Soares

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Mais de 30 atletas do Construindo Campeões disputam etapa do Campeonato Estadual de Judô

Competição será realizada neste sábado (17) e domingo (18), no Ginásio do Sesi, reunindo atletas da modalidade...

Mais de 30 atletas do programa Construindo Campeões, desenvolvido pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), participam neste final de semana da 3ª etapa do Campeonato Estadual de Judô. A competição será realizada nos dias 17 e 18 de outubro, no Ginásio do Sesi, em Porto Velho.

Os judocas representam o trabalho desenvolvido pelo programa, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social, disciplina e formação cidadã, além de incentivar o desenvolvimento de novos talentos no município.

Sob a orientação da sensei Alda Cristina, os atletas chegam à competição preparados para colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante os treinamentos, demonstrando dedicação, respeito e espírito esportivo no tatame.

Para a sensei Alda Cristina, a participação na competição representa uma oportunidade importante para o crescimento dos alunos. “Cada campeonato é uma oportunidade de aprendizado e superação. Estamos trabalhando para que nossos atletas entrem no tatame confiantes, com disciplina e determinação. Mais do que conquistar medalhas, queremos que eles evoluam como atletas e como pessoas”.

O secretário da Semtel, Cássio Moura, ressaltou a importância de apoiar iniciativas que incentivam a prática esportiva e abrem oportunidades para crianças e adolescentes.

Programa Construindo Campeões incentiva o esporte, promove a inclusão social e contribui para a formação de crianças e adolescentes

“É uma satisfação ver mais de 30 atletas do Construindo Campeões representando o nosso trabalho em uma competição estadual. Investir no esporte é investir no futuro, oferecendo oportunidades, fortalecendo valores e ajudando a transformar vidas por meio da atividade esportiva”.

Esporte que transforma vidas

O programa Construindo Campeões integra as ações da Semtel voltadas ao incentivo ao esporte e à formação de crianças e adolescentes. Por meio das modalidades esportivas, os participantes desenvolvem habilidades físicas e sociais, aprendem sobre responsabilidade, respeito e convivência e encontram novas possibilidades de crescimento.

“A participação na 3ª etapa do Campeonato Estadual de Judô reforça o compromisso do município com o fortalecimento do esporte e com o incentivo aos atletas que levam o nome de Porto Velho às competições”, disse o prefeito Léo Moraes.

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Texto: André Oliveira

Fotos: André Oliveira

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Faixa reversível na avenida Calama melhora fluxo de veículos

Sistema funciona das 6h30 às 8h30 e conta com acompanhamento da Semtran para garantir mais organização e segurança no trânsito...



O movimento começa cedo na avenida Calama. São trabalhadores a caminho do emprego, pais levando os filhos à escola e motoristas que precisam chegar à região Central de Porto Velho. Com tantos veículos circulando ao mesmo tempo, os congestionamentos faziam parte da rotina de quem utilizava o trecho entre a avenida Guaporé e a rua Venezuela.

Para melhorar essa situação, a Prefeitura de Porto Velho implantou, há mais de um ano, um sistema de faixa reversível que reorganiza a circulação de veículos durante o período de maior movimento da manhã. A medida permite aproveitar melhor o espaço disponível na avenida e facilitar o deslocamento de quem segue em direção ao Centro.

Na prática, o funcionamento é simples: diariamente, das 6h30 às 8h30, uma das faixas da avenida Calama passa a operar no sentido contrário ao habitual, ampliando o espaço destinado aos veículos que seguem em direção à região Central.

Os semáforos instalados no trecho indicam quando a faixa está liberada ou bloqueada para cada sentido. O controle é automatizado, permitindo que a operação ocorra nos horários programados, sem necessidade de mudanças manuais na sinalização.

Para Léo Moraes, a faixa reversível busca melhorar a mobilidade e organizar o trânsito na avenida Calama

Durante esse período, a Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade (Semtran) acompanha o funcionamento do sistema e orienta os condutores, contribuindo para a organização do tráfego e a segurança de quem utiliza a via.

Para o prefeito Léo Moraes, a faixa reversível representa uma alternativa para melhorar a mobilidade urbana e facilitar os deslocamentos de quem utiliza diariamente a avenida Calama.

“Quem enfrenta o trânsito todos os dias precisa de soluções que funcionem. A faixa reversível é uma medida que ajuda a organizar a circulação, facilita os deslocamentos e oferece mais segurança para os motoristas de Porto Velho”.

Implantado para atender à demanda de veículos no início da manhã, o sistema utiliza a estrutura já existente da avenida, com alterações temporárias no sentido de circulação. Dessa forma, a faixa adicional fica disponível justamente no período em que mais motoristas seguem em direção ao Centro.

Iremar Torres orienta os motoristas a respeitarem os semáforos e as instruções dos agentes para garantir a segurança na faixa reversível

O secretário municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade, Iremar Torres, reforça que a atenção dos condutores à sinalização é essencial para o funcionamento seguro da faixa reversível.

“A faixa reversível facilita o deslocamento de quem precisa chegar ao Centro pela manhã. Mas é importante que os motoristas estejam atentos aos semáforos e às orientações dos agentes, porque a segurança depende da colaboração de todos”, explicou.

O respeito às indicações dos semáforos é fundamental para evitar que veículos utilizem a mesma faixa em sentidos opostos. Por isso, os motoristas devem observar a sinalização antes de acessar o trecho e seguir as orientações dos agentes de trânsito.

Após as 8h30, a avenida retorna à configuração habitual de circulação. A Semtran orienta os condutores a ficarem atentos aos indicadores luminosos e a respeitarem o sentido permitido em cada faixa, especialmente durante a mudança de operação do sistema.

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Texto: Jhon Silva

Fotos: Secom

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