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Primeira Unidade de Acolhimento Terapêutico de Rondônia inicia atendimento em Porto Velho

Os serviços visam fortalecer o tratamento, apoiar famílias e promover a reinserção social de jovens...


Com o objetivo de acolher jovens em situação de vulnerabilidade por uso de substâncias psicoativas, a Prefeitura de Porto Velho entrega a Casa Bem Viver Saúde, a primeira Unidade de Acolhimento Terapêutico Transitório de Rondônia, localizada na Avenida Guaporé.

Embora o recurso para a construção da unidade tenha sido destinado ainda em 2012 e a obra tenha sido concluída em 2024, somente em 2026 o espaço passa a desempenhar plenamente sua função social, oferecendo acolhimento especializado para jovens entre 10 e 18 anos incompletos.

O acesso ao serviço ocorre por meio de encaminhamento realizado pelos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), Caps Infantil e também pela Casa da Juventude. Após avaliação técnica, os adolescentes são recebidos em um ambiente preparado para promover cuidado, proteção e recuperação.

Foto: Reprodução

A Casa Bem Viver Saúde conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, enfermeiros, cuidadores e profissionais da área da educação, que trabalham de forma integrada para oferecer acompanhamento individualizado e fortalecer os vínculos familiares e sociais dos acolhidos.

A secretária Sandra Cardoso, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), informou que o modelo de atendimento é transitório, porém eficiente para reintegração social.

"Os jovens serão acolhidos por um período de até seis meses. Durante esse tempo, eles receberão acompanhamento terapêutico especializado e participarão de atividades como musicoterapia, oficinas de arte, informática e culinária, que contribuem para o desenvolvimento de habilidades e para uma convivência comunitária mais saudável e integrada".

Atualmente, a unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. A expectativa é que, após a conclusão do quadro completo de profissionais, o serviço passe a operar 24 horas por dia, sete dias por semana, ampliando sua capacidade de acolhimento e assistência.

Foto: Reprodução

De acordo com os profissionais envolvidos, o acompanhamento oferecido já tem contribuído para a redução de incidentes e situações de risco entre os adolescentes atendidos, demonstrando a importância de um cuidado especializado e contínuo.

Segundo o prefeito Léo Moraes, a Casa Bem Viver Saúde vai além de um espaço físico, representa esperança e a possibilidade de um recomeço.

"Muitas famílias infelizmente sofrem ao enfrentar os desafios da dependência química na adolescência. A Unidade surge como um instrumento de transformação, onde é possível mudar a realidade oferecendo apoio, dignidade e uma nova oportunidade para quem deseja reconstruir sua trajetória".

Texto: Leticia Regis
Edição: Secom
Foto: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Sobre PCC e CV, porta-voz dos EUA diz que Trump quer eliminar grupos

Segundo Amanda Roberson, presidente americano "deixou muito claro desde o início do mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas para combater grupos criminosos"...


Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (1º), a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que o presidente americano, Donald Trump, quer eliminar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).

"O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas a nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos", disse a porta-voz. "O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos", acrescentou ela.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC como "Terroristas Globais Especialmente Designados". A medida começa a valer no dia 5 de junho.

"O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros", destaca o comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio.

fonte - Malu Baccarin, da CNN Brasil.

Boris sobre pesquisas: Flávio não sofreu tanto com Master

Apresentador criticou as últimas ações de Donald Trump e defendeu um noticiário imparcial...


A estreia do Jornal do Boris no SBT News foi marcada por uma análise sobre os impactos políticos das investigações envolvendo o caso Master. Em seu primeiro programa, Boris Casoy afirmou que o senador Flávio Bolsonaro não sofreu um desgaste significativo nas pesquisas de opinião após a revelação de seu envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mantendo níveis de apoio semelhantes aos observados antes da repercussão do episódio.

Além da análise eleitoral, o programa abordou temas relacionados à segurança pública e às relações entre Brasil e Estados Unidos. Ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras por autoridades americanas, Boris afirmou que organizações como PCC e Comando Vermelho são problemas que devem ser enfrentados prioritariamente pelo próprio Brasil.

“Essa questão do PCC e do Comando Vermelho é uma questão brasileira. Se os americanos quiserem fazer algo contra o crime organizado, que façam no seu território”, declarou.

O jornalista também criticou recentes iniciativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando algumas de suas ações como “coisa de cabeça confusa”. A avaliação ocorreu durante uma análise sobre política internacional e os reflexos das decisões americanas para outros países.

Ainda, Boris destacou a satisfação de integrar a programação do SBT News e ressaltou porque concordou em fazer parte da equipe. “Ambos com um jornal com um noticiário imparcial, independente e apartidário. Quem conhece o SBT News, sabe da qualidade e da imparcialidade do seu noticiário”, afirmou.

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fonte - SBT News.

Prefeitura de Porto Velho implanta novo sistema de rodízio na Central de Óbitos

Medida começa a valer hoje, 1º de junho, e busca garantir mais transparência, organização e igualdade no atendimento funerário...


A Prefeitura de Porto Velho passou a adotar, a partir desta segunda (1º de junho), um novo sistema de rodízio de atendimentos na Central de Óbitos do município. A medida tem como objetivo garantir mais transparência, organização e igualdade na prestação dos serviços funerários realizados na capital.

De acordo com o diretor do Departamento de Posturas, Joel Limoeiro, o novo modelo foi criado para assegurar um atendimento mais justo e organizado às famílias.

“O sistema de rodízio vai garantir mais equilíbrio entre as funerárias credenciadas e mais transparência no atendimento prestado à população. Nosso objetivo é evitar práticas irregulares e assegurar que as famílias sejam atendidas com respeito e dignidade nesse momento tão delicado”.

Com o novo modelo, os familiares que procurarem a Central de Óbitos para iniciar os procedimentos relacionados ao funeral e ao velório serão atendidos conforme a ordem de rodízio das funerárias cadastradas no sistema. Dessa forma, não será mais permitido que o familiar escolha diretamente a funerária responsável pelo atendimento inicial, já que o sistema indicará automaticamente a empresa que estiver na vez.

Foto: Reprodução

A funerária designada ficará responsável pelos serviços de preparação do corpo. No entanto, os familiares continuarão tendo liberdade para contratar outras empresas para serviços complementares, como fornecimento de flores, caixão e estrutura de velório.

O prefeito Léo Moraes destacou que a mudança representa um avanço importante para garantir mais respeito, transparência e acolhimento às famílias em um momento delicado.

“Estamos implantando um sistema mais organizado, transparente e humanizado para assegurar que as famílias sejam atendidas com dignidade e respeito. Essa medida também fortalece a fiscalização e combate práticas irregulares, garantindo mais segurança e tranquilidade para a população de Porto Velho”.

De acordo com a Seinfra, todas as funerárias que atuam no município passam por fiscalização do setor de Posturas, garantindo que os estabelecimentos estejam regularizados e aptos a prestar atendimento à população.

O secretário municipal de Infraestrutura, Thiago Cantanhede, destacou que a mudança busca assegurar mais respeito e equilíbrio no atendimento às famílias.

Foto: Reprodução

“Esse novo sistema foi pensado para trazer mais transparência e organização ao atendimento prestado na Central de Óbitos. Nosso objetivo é garantir que todas as funerárias trabalhem dentro das regras estabelecidas pelo município, oferecendo um serviço digno e humanizado para as famílias de Porto Velho”, afirmou o secretário.

A Prefeitura também reforçou que práticas abusivas, como abordagem de familiares em frente a hospitais ou em outros locais para oferta de serviços funerários, estão proibidas. Para denúncias relacionadas a esse tipo de situação, a população pode entrar em contato pelo telefone (69) 98473-2922.

Além do contato telefônico, os familiares também poderão registrar denúncias presencialmente na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), procurando o setor da Central de Óbitos, localizado na Rua Aparício Moraes, nº 3186, bairro Industrial. As denúncias ainda podem ser encaminhadas pelo e-mail casfu.seinfra@portovelho.ro.gov.br.

De acordo com a administração municipal, a medida busca combater irregularidades e proporcionar mais segurança, transparência e tranquilidade às famílias durante o processo de atendimento funerário.

Texto: Thaís Alves
Edição: Secom
Foto: Thaís Alves

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Comerciante ganha catetos e perde o sossego - por Montezuma Cruz

Comerciante ganha catetos e perde o sossego

Montezuma Cruz*

Queixada do Iguaçu se desenvolveu na região de Maringá (Wikipédia)

Em minhas novas andanças Paraná adentro, entre 2006 e 2007, enveredei-me na área ambiental. Lá, onde não mais existem matas abundantes, o bicho vira notícia. Foi assim que, no meio de uma tarde calorenta, deparei-me com arbustos jogados sobre o alambrado de um sítio, atraindo a manada de 50 cabeças de queixadas (Tayassu pecari) e catetos (catititu, Tayassutajacu) soltas num extenso terreno arenoso próximo à faixa de mata nativa da Granja Suim, em Mandaguaçu.

Esse município é vizinho a Maringá], na região noroeste do Estado do Paraná, sede de uma das maiores cooperativas do País, a Cocamar.

Constatava que machos, fêmeas e filhotes só reagem ao sentir ameaça de invasão do território. São simpáticos, mas afugentam caçadores. Batem os dentes mandibulares contra os maxilares, atemorizando onças e cães caçadores. O barulho é ouvido longe.

Comem sementes, brotos, raízes e frutas. São canibais: confinados, queixadas se agridem, e os mais fortes devoram os fracos. Enquanto a porca dá cria de 26 filhotes por ano, a queixada gera apenas dois.

Cateto teve rápida reprodução no sítio de Antônio Populim (Hudson Martins Soares/Bioface)

Eu contava em reportagem de página n’O Diário do Norte do Paraná (22/10/2006), o drama do comerciante e sitiante Antonio Roberto Populim, que recebera as primeiras cabeças de presente de um amigo fiscal do Ibama, em Foz do Iguaçu. Até aí, ele estava sossegado, vendendo produtos veterinários na loja da Avenida Brasil, em Maringá, e cuidando da granja de suínos em Mandaguaçu.

Os bichos adquirem pelagem até os 75 dias de vida, acompanham a mãe no mesmo dia do nascimento, e se multiplicam rapidamente. Sem ordens para doar, comercializar ou abatê-los, Populim sentiu o “presente de grego”.

Queixadas e catetos faziam parte da fauna regional entre os municípios de Cianorte e Jussara. Sobreviviam até em áreas devastadas, o que reforçava sua rusticidade. No Paraná, já estavam ameaçados pela perda do ambiente natural para a ocupação humana e a pressão exercida pela caça em algumas regiões, a exemplo das cercanias do Parque Nacional do Iguaçu.

Na reserva florestal da Companhia de Melhoramentos Norte do Paraná, em Jussara, eles devoravam lavouras de milho e de soja. “Tem agricultor que já desistiu de plantar, outros caçam o bicho que come as folhas da soja quando a planta se desenvolve, e em seguida devora as sementes; são numerosos”, contava-me Acrécio Moroti, funcionário da companhia.

E a carne do bicho? – o leitor pergunta.

Mário Roberto Andriheti, naquela ocasião presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Maringá, garantia-me que a aceitação da carne de queixada e cateto só ocorreria em médio prazo. “Aqui, o povo ainda prefere carneiro e o avestruz ainda vai marcar posição, e tudo depende da licença ambiental”.

 

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves Cláudio Bellaves diferenciava a carne iguaria e a carne alimento: “A iguaria – carne de avestruz, cateto, faisão, queixada e outros – é cara e de paladar sofisticado. Certamente, é diferente da carne alimento, da qual a população, de maneira geral, precisa para seu desenvolvimento sadio”.

O ser humano tem preferências para tudo, basta instigá-lo.

FICHA DO BICHO

Cateto

Nome popular: Cateto, caititu. Nome científico: Tayassu tajacu
Vive em florestas e cerrados, até 25 anos. Pesa 30 quilos. Come folhas, tubérculos, raízes e outros alimentos suplementados com milho e sal mineral.

Um a quatro filhotes, em 150 dias de gestação. Demarca o território com uma glândula que tem nas costas: Dali sai uma gordura com cheiro forte que ele esfrega nas árvores, deixando esse sinal de cheiro, para que ninguém invada seu território.

Queixada

Nome científico: Tayassu pecari.
Habitat: florestas.

Quando criado em cativeiro come frutas, sementes, brotos, raízes, mandioca, abóbora, milho, sal mineral, folhas verdes e outros disponíveis no ambiente.

Dois filhotes, em 156 dias de gestação. Adulto, mede 76,5 a 105 centímetros de comprimento. Andam em bandos de 50 a 300 indivíduos. Os machos velhos normalmente ponteiam as varas. Possui na base da cauda uma glândula que produz cheiro forte, característico, quando está alarmado.

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).


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