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Páscoa no Parque movimenta Porto Velho com atividades, lazer e distribuição de chocolates

Com programação gratuita, distribuição de chocolates e atividades para toda a família, Prefeitura de Porto Velho reforça convivência comunitária...


A Páscoa no Parque se consolidou como uma das tradicionais atividades voltadas às famílias em Porto Velho. Ao longo dos cinco dias de programação, realizados no Parque da Cidade, a iniciativa reuniu famílias, transformando o espaço em um grande ponto de encontro, lazer e convivência.

Páscoa no Parque se consolidou como uma das tradicionais atividades voltadas às famílias em Porto Velho

Com uma agenda diversificada e totalmente gratuita, o evento ofereceu atividades para todas as idades, reunindo desde atrações recreativas até momentos de reflexão e celebração. Entre os destaques estiveram a Fábrica de Chocolate, com distribuição de caixas de chocolate e registros fotográficos, além de ações como caça aos ovos, pintura temática, apresentações culturais, corrida solidária e sorteio de bicicletas.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou que a proposta da tradicional atividade da páscoa prioriza e fortalece os vínculos entre as famílias e o acesso ao lazer. “Pensamos em uma programação que acolhesse todas as idades e levasse alegria para as famílias de Porto Velho”.

Bruno Holanda disse que  a ação proporcionou uma experiência completa para a população

Ao todo, mais de 14 mil caixas de chocolate foram distribuídas durante o evento, incluindo cerca de dois mil ovos de Páscoa, resultado de parcerias que contribuíram para ampliar o alcance da programação.

Segundo o presidente da Emdur, Bruno Holanda, a proposta foi ir além do entretenimento e proporcionar uma experiência completa para a população.

“A Páscoa não é apenas um evento, é uma celebração. Aqui a gente viu religiosidade, solidariedade e também superação, com atividades esportivas. É um momento que reúne muitos significados e fortalece o convívio entre as famílias”.

Miguel destacou a importância de iniciativas como essa na cidade

Ainda de acordo com o presidente, a Páscoa no Parque já se consolida como um dos grandes eventos da cidade.

Haigda ressaltou o impacto positivo da programação para as crianças

“Essa segunda edição foi um sucesso total. A gente espera que no próximo ano seja ainda melhor. É gratificante ver as crianças tendo acesso a um ambiente seguro, bem estruturado e com tantas atividades gratuitas”.

Experiência do público

Para quem participou, a experiência foi marcada por momentos de alegria e conexão em família.

O estudante Miguel Lobato visitou o evento pela primeira vez e destacou a importância de iniciativas como essa na cidade.

“É minha primeira vez vindo, achei bem legal ver isso acontecendo na nossa cidade”, afirmou.

Mãe de três filhos, a inspetora de escola Haigda da Guarda ressaltou o impacto positivo da programação para as crianças.

“É uma data especial e as crianças estavam ansiosas. Queriam vir conhecer, tirar foto, ver o coelho. É um ambiente acolhedor e importante também para aprender sobre a Páscoa. Eu mesma não lembro de ter eventos assim anos atrás. Estão de parabéns”, disse.

Já a estudante Ana Alice não escondeu a empolgação com as atrações.

 Ana Alice não escondeu a empolgação com as atrações

“Eu gostei de ver o coelhinho da Páscoa, gostei muito dos brinquedos e de dançar. Eu espero que tenha sempre mais festinhas como essa”, contou.

Espaço de convivência e inclusão

Além do entretenimento, a Páscoa no Parque reforçou a importância da ocupação dos espaços públicos de forma positiva, promovendo acesso ao lazer, cultura e convivência comunitária.

O evento também se destacou por alcançar diferentes regiões da cidade, reunindo famílias de diversos bairros em um ambiente seguro, organizado e acolhedor.

“A gente vê pessoas de todos os cantos de Porto Velho participando. Isso mostra que é um evento que realmente chega a quem precisa e faz a diferença”, pontuou Bruno Holanda.

Com o sucesso da segunda edição, a Páscoa no Parque se firma como uma das principais programações do calendário municipal, unindo lazer, cultura e inclusão em um único espaço.

Texto: Helen Paiva
Fotos: Hellon Luíz

Secretaria Municipal de Comunicação - (Secom)

Festival Peixes da Amazônia encerra edição com grande sucesso; veja vídeo

O Festival Peixes da Amazônia chegou ao fim consagrado pelo grande público e pelo clima de celebração que marcou mais uma edição do evento. Ao longo dos dias de programação, visitantes prestigiaram uma ampla experiência voltada à valorização da cultura regional, da biodiversidade e das tradições amazônicas, consolidando o festival como um dos destaques do calendário local.


A programação reuniu exposições de espécies da região, peças de artesanato e espaços dedicados à imersão na riqueza natural da Amazônia, proporcionando momentos de aprendizado e encantamento para pessoas de todas as idades. Famílias, grupos de amigos e visitantes acompanharam de perto as atrações, fortalecendo o caráter cultural e educativo do evento.


Outro ponto de grande destaque foi a culinária típica, que atraiu o público com sabores marcantes e representativos da identidade amazônica. Os pratos regionais estiveram entre os espaços mais visitados, reforçando a conexão entre gastronomia, tradição e turismo.

Com o encerramento desta edição, permanece entre o público a sensação de saudade e a expectativa pela próxima realização do festival. 

O sucesso alcançado deixa no ar a pergunta sobre quando acontecerá o 4º Festival Peixes da Amazônia, já cercado por grande expectativa.

Campanha de lançamento do filme "O Rei da Internet" invade o mundo real, revive o Orkut e expõe vulnerabilidade digital do público

Com João Guilherme no papel de um dos maiores hackers do Brasil, e Marcelo Serrado como chefe da quadrilha o longa estreia no dia 14 de maio só nos cinemas...


Assista ao trailer

Com estreia confirmada para o dia 14 de maio, a campanha de pré lançamento do longa-metragem "O Rei da Internet" tem como estratégia uma “invasão” multiplataforma, que mistura nostalgia com um "choque de realidade" sobre segurança digital. A produção, dirigida por Fabrício Bittar, é uma cinebiografia de Daniel Nascimento, um dos maiores hackers brasileiro, vivido nas telas por João Guilherme e com Marcelo Serrado, no papel do chefe da quadrilha.


O site oficial do filme transporta o visitante diretamente para o início dos anos 200o. Em uma reconstrução detalhada, os fãs podem navegar pelo perfil “oficial”de Daniel Nascimento no “falecido” Orkut, rede social que marcou uma geração. Estão lá os depoimentos, a sorte do dia e as comunidades icônicas, servindo como um revival para a geração que viu a internet nascer.

Completam a experiência, um game imersivo, onde o público simula as invasões reais retratadas no longa, e um "curso" de hacking, satirizando a atual indústria de "gurus" digitais e promessas de enriquecimento rápido — um tema central na trajetória de Daniel, que viveu ao longo da adolescência uma vida de ostentação e fez parte de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais.

Nem tudo é ‘fake’ na campanha. No link Você Foi Hackeado o público tem acesso a uma ferramenta gratuita de checagem de segurança digital criada como ativação do filme. O usuário digita o e-mail e verifica se ele aparece em vazamentos de dados já conhecidos, com base em fontes públicas. A ação reforça um dos temas do longa: a tecnologia evoluiu, mas muita gente ainda hoje cai em golpes virtuais.

Para Fabrício Bittar, diretor e co-roteirista do longa-metragem, a tecnologia deu saltos gigantescos, mas continuamos vulneráveis.

“O filme retrata o início dos crimes virtuais, e a primeira grande operação da Polícia Federal contra essa quadrilha. Mas nada mudou, todos os dias somos impactados com notícias sobre novos golpes, com milhares de hackers em atividade.", explica.

O filme

“O Rei da Internet” é uma aventura dramática que conta como Daniel se tornou um dos maiores hackers do Brasil ao invadir servidores nacionais e internacionais, fazer parte de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais, viveu intensamente uma vida de ostentação e foi alvo da primeira grande operação da Polícia Federal contra crimes virtuais. Tudo isso antes de completar 17 anos. A trama é cheia de ação, com motos, carros, festas, e um quê de saudosismo do tempo em que os computadores ainda usavam disquetes e ‘hacker’ era uma palavra nova no dicionário.

Dirigido por Fabrício Bittar (“Como Hackear Seu Chefe”, “Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola”), que também assina o roteiro com Vinícius Perez, o filme tem no elenco Marcelo Serrado, no papel de mentor de Daniel e chefe da quadrilha; Emílio de Mello e Bia Seidl, nos papéis de pais de Daniel; Débora Ozório, como a namorada, além de Adriano Garib, Kaik Pereira, Clarissa Muller, André Ramiro e Eri Johnson.

Distribuído pela Manequim Filmes (selo da Vitrine Filmes), que também assina a coprodução com Telecine e Clube Filmes, “O Rei da Internet” mostra o que um adolescente é capaz de fazer com tanto dinheiro em mãos e sem nenhum juízo.

Este projeto é realizado com recursos do Fomento Cult SP, com o apoio do ProAC Editais, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Considerando o recebimento do recurso público mencionado e o interesse na ampliação do acesso aos produtos culturais, foram adotadas medidas de democratização do projeto como a aplicação de recursos de acessibilidade comunicacional e ações formativas.

Sinopse:

Inspirado na vida de Daniel Nascimento, “O Rei da Internet” é uma aventura dramática que conta como Daniel se destacou como um dos maiores hackers do Brasil, fez parte de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais, viveu intensamente uma vida de ostentação e foi alvo de operação da Polícia Federal. Tudo isso antes de completar 17 anos.

Elenco:

João Guilherme, Marcelo Serrado, Emílio de Mello, Kaik Pereira, Adriano Garib, Caio Horowicz, Miguel Nader, Enrico Cardoso, Clarissa Müller, Bia Seidl, Débora Ozório e muito mais.

Ficha técnica:

  • Direção: Fabrício Bittar
  • Roteiro: Fabrício Bittar e Vinícius Perez
  • Produção executiva: Fabrício Bittar, Lucas Veiga e Julia Carlucci
  • Direção de arte: Tatiane Oliveira
  • Direção de fotografia: Pedro Pipano
  • Direção de produção: Talita Cassiano
  • Produção de elenco: Bruna Bueno
  • Som: André Bellentani
  • Figurino: Débora Ceccatto
  • Maquiagem: Tatiane Manfrin

Sobre a Manequim Filmes

A Manequim Filmes é o selo comercial de distribuição do grupo Vitrine e tem como objetivo alcançar grandes audiências para os melhores filmes brasileiros. Com três anos de atuação, a Manequim já se consolidou no mercado audiovisual com a maior bilheteria nacional de 2023: “Nosso Sonho - A História de Claudinho e Buchecha”. Para os próximos lançamentos, a Manequim tem no line-up os filmes "O Rei da Internet", história do hacker brasileiro Daniel Nascimento; e “Quinze Dias”, baseado no bestseller de Vítor Martins.

O Grupo Vitrine Filmes, em 15 anos de atuação, já distribuiu mais de 250 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius”, “Bacurau”, “A Vida Invisível”, e “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, Entre os documentários, a distribuidora lançou “Retratos Fantasmas”, “Divinas Divas”, “O Processo” e “Amigo Secreto”. Em 2025, a Vitrine já lançou "Baby", de Marcelo Caetano, exibido em Cannes, "O Último Azul", de Gabriel Mascaro, vencedor do Urso de Prata em Berlim, e "O Agente Secreto", novo longa de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura, que está concorrendo ao Oscar em quatro categorias.

Sobre a Clube Filmes

A Clube Filmes é uma produtora brasileira reconhecida pela criatividade, pela força de suas histórias e pelo forte apelo de público.

Produziu sete temporadas do “MTV Sports” e assinou projetos como “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” (Paris Filmes/Warner Bros./Telecine), “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro” (Galeria Distribuidora/Warner), o drama “Inexplicável”, que alcançou o Top 3 global na Netflix, o documentário “Amor Sertanejo” e a série “Politicamente Incorreto” (FX), que se tornou a maior audiência da história do canal no Brasil e foi finalista do Prêmio APCA.

A produtora está finalizando o longa “O Rei da Internet”, em coprodução com a Manequim Filmes e o Telecine, e a série exclusiva Globoplay “Quando Ela Desaparecer”, enquanto inicia a produção de seu novo filme, “Tristeza em Pó”.

Sobre o Telecine

O Telecine oferece um serviço 100% filmes, construído a partir de uma curadoria feita por pessoas que amam cinema e entendem o gosto do brasileiro. Disponível em streaming e nos canais de TV por assinatura, o catálogo do Telecine está recheado de preciosidades, que vão desde lançamentos a filmes amados que marcaram época. A marca aposta na capilaridade de distribuição e parcerias, permitindo ao assinante acessar o acervo completo de filmes em diferentes telas, seja através de apps já conhecidos pelo público, como Globoplay e Prime Video, ou nas plataformas das operadoras de TV paga (Claro, Oi, SKY e Vivo).

fonte - assessoria.

MPRO busca garantir funcionamento 24h da Delegacia da Mulher em Porto Velho

Ação que tramita desde 2013 segue para julgamento para garantir atendimento 24h da Delegacia da Mulher...


O Ministério Público de Rondônia (MPRO) reforçou a defesa do direito das mulheres ao atendimento especializado e contínuo ao promover, nesta terça-feira (31/3), uma reunião online com representantes da segurança pública sobre o funcionamento 24 horas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em Porto Velho.

A reunião é mais uma tentativa de atendimento a uma Ação Civil Pública (ACP), movida pelo MPRO ainda em 2013, que visa garantir o funcionamento adequado da DEAM da capital, com estrutura, capacitação de servidores e atendimento ininterrupto e especializado em situações de violência doméstica.
Representaram o MPRO a promotora de Justiça Maira Coura e o promotor de Justiça Dandy Jesus Leite Borges. Também participaram a juíza Ângela Maria da Silva, o secretário de Segurança Pública, coronel BM Felipe Bernardo Vital, a secretária de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, Beatriz Basílio Mendes, além de representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Financeiro e planejamento
Durante a reunião, os representantes do governo de Rondônia informaram não possuir orçamento e disponibilidade financeira para convocar a segunda turma de aprovados no concurso da Polícia Civil. Segundo o Estado, a falta de efetivo impede a implantação do atendimento 24 horas na unidade.
O MPRO alertou que, em razão do calendário eleitoral, o prazo final para nomeação de aprovados em concursos homologados antes do período de vedação é 4 de julho de 2026. Após essa data, restrições legais podem impedir novas convocações.
Diante da ausência de consenso, o MPRO requereu o prosseguimento da ACP, com julgamento do mérito pela Justiça.
Dados
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Rondônia está em segundo lugar, seguido do Acre, entre os estados com maiores taxas de feminicídio do país, considerando os números proporcionais. Estudos nacionais aplicáveis ao contexto do estado indicam que, em mais de 70% dos casos de assassinatos de mulheres, houve registros prévios de violência doméstica, pedidos de medidas protetivas e episódios de descumprimento dessas determinações.

fonte - MPRO.

Estão abertas as inscrições para o Concurso Nacional de Jornalismo e Comunicação

Interessados em participar podem submeter trabalhos em seis categorias até o dia 21 de maio. Edital permite inscrições por escrito ou de forma oral (em áudio e vídeo)...


O período de submissão de iniciativas para o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação está oficialmente aberto. A iniciativa busca reconhecer e contemplar trabalhos nas áreas de jornalismo, comunicação e educação midiática que atuem na proteção do meio ambiente e na defesa dos direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico até às 23h59 do dia 21 de maio de 2026.

Podem participar pessoas físicas com mais de 18 anos, incluindo jornalistas profissionais, fotojornalistas, artistas, educadores e pesquisadores. O concurso também reserva espaço fundamental para comunicadores indígenas e de comunidades tradicionais, que devem comprovar vínculo comunitário mediante declaração de liderança reconhecida. É permitido que um participante inscreva mais de uma iniciativa, inclusive em categorias diferentes, mas cada trabalho só poderá ser submetido em uma única modalidade.

As iniciativas devem ser classificadas em uma das seis categorias disponíveis:

  1. Reportagem em Texto,
  2. Fotojornalismo e Artes Visuais,
  3. Reportagem Audiovisual,
  4. Comunicação Indígena,
  5. Comunicação de Comunidades Tradicionais e
  6. Educação Midiática.

Serão aceitos trabalhos publicados ou veiculados a partir de janeiro de 2023. Acompanhe todas as informações sobre o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação na página especial sobre o tema.

Um diferencial importante deste edital é a acessibilidade: o candidato pode optar por enviar as informações da inscrição de forma oral, por meio de arquivos de áudio (MP3) ou vídeo (MP4) com até 20 minutos de duração. As modalidades visam garantir que a diversidade de linguagens e a oralidade das comunidades sejam respeitadas e permite que o proponente relate o histórico da iniciativa, seus objetivos e resultados sem a obrigatoriedade de ser em formato escrito.

O processo de seleção será conduzido por um Corpo de Jurados composto por até 30 profissionais com experiência reconhecida em direitos humanos, meio ambiente e comunicação. Os critérios de avaliação incluem relevância social, qualidade técnica, originalidade, rigor ético e a contribuição para o enfrentamento da desinformação.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

COP15 aprova plano transnacional para conservar bagres ameaçados na Amazônia

Acordo entre cinco países amazônicos – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru – busca proteger espécies como a dourada e a piramutaba, ameaçadas pela pesca predatória e pela construção de hidrelétricas...


O Brasil junto à Bolívia, Colômbia, Equador e Peru deverão adotar um plano de ação para conservar os bagres migradores da Amazônia. A decisão é histórica, ocorre 30 anos após o início das discussões sobre o tema, e foi tomada nesta quinta-feira (26), durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção das Nações Unidas para as Espécies Migratórias (CMS), prevista para terminar no próximo domingo (29), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.


A medida busca salvar duas espécies de bagre que são essenciais para a economia e a ecologia da Amazônia: a dourada e a piramutaba. Ambas estão incluídas entre as espécies vulneráveis e ameaçadas de extinção na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Dados recentes também revelam que essas populações de bagres estão prestes a desaparecer em partes da bacia do Amazonas.

A dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) pode atingir até 1,5 metro de comprimento e é considerada a espécie de água doce que percorre as maiores distâncias: ao longo do ciclo de vida, pode viajar até 11 mil quilômetros. A desova ocorre nas cabeceiras dos rios amazônicos, na transição entre os Andes e a floresta. Os filhotes seguem até o estuário da foz do rio Amazonas, onde se alimentam até atingir a idade adulta, quando então iniciam a viagem de volta ao sopé das montanhas.

A secretária nacional de Registro e Monitoramento e Pesquisa do Ministério da Pesca e Aquicultura, Carolina Doria, afirma que o plano aprovado durante a COP15 é um marco importante para garantir a cooperação entre os países: “agora é a hora de colocar a mão na massa”, enfatiza.

Na conferência, a proposta de conservação partiu do Brasil e foi articulada com outros quatro países. A aprovação no plenário da convenção da ONU foi facilitada por uma série de encontros entre a sociedade civil, governos e pescadores desses países, o que ajudou a construir consenso em torno da iniciativa.

O plano de ação é um dos principais instrumentos para incentivar políticas transnacionais voltadas a espécies migratórias. Na COP anterior, realizada em 2024 no Uzbequistão, uma resolução já havia incluído a dourada e a piramutaba no Anexo II da CMS. Ao reconhecer que essas espécies estavam ameaçadas, a convenção abriu caminho para a adoção de uma estratégia transnacional de conservação.

Bagres na mira

Em 1995, os países amazônicos já tinham realizado reuniões para regular a pesca de bagres na Amazônia. Sem resultados, viram um avanço acelerado da pesca industrial e com isso uma queda acentuada nos estoques pesqueiros dessas espécies.

O problema foi agravado com a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau no rio Madeira a partir de 2008. As usinas romperam com a conectividade entre a Amazônia e os Andes, afetando o curso por onde ocorria a migração. De acordo com estudos coordenados pela FaunÁgua, organização boliviana de pesquisa, a redução de capturas de dourada no Alto Madeira é de 93%.

“O estado desta espécie na Bolívia já pode ser considerado crítico”, diz o pesquisador Paul Van Damme, ao contar que, neste momento, ele e colegas trabalham para elevar o status de gravidade na lista vermelha das espécies ameaçadas no país. “O que estamos vendo no Alto Madeira já é o colapso das populações da dourada”.

Apesar das ameaças, um estudo de 2020, liderado pelo pesquisador Fabrice Duponchelle, calculou que a pesca dos peixes lisos, como também são conhecidos os bagres, representa 93% de todos os desembarques em portos pesqueiros na região amazônica, gerando uma renda anual de US$ 436 milhões. A dourada e a piramutaba representam 23% do total capturado.

FONTE - Por Gustavo Faleiros.

Nova portaria atualiza limites de renda bruta familiar admitidos para famílias atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida

Com a medida, dezenas de milhares de famílias brasileiras serão beneficiadas com a redução nas taxas de juros nos financiamentos habitacionais...


O Governo do Brasil atualizou os limites de renda bruta familiar admitidos para famílias atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida com a publicação nesta quarta-feira (01/04) no Diário Oficial da União da Portaria MCID nº 333. Os novos valores foram aprovados pelo Conselho Curador do FGTS no dia 24 de março, ocasião em que também foi aprovado o teto do valor dos imóveis que se enquadram nas faixas 3 e 4 do programa.

A portaria, assinada pelo ministro Jader Filho (Cidades), traz os novos valores limites de renda bruta familiar admitidos pelo Minha Casa, Minha Vida para atendimento às famílias residentes em áreas urbanas. O programa também passa a atender famílias residentes em áreas rurais com renda bruta familiar anual de até R$ 162,5 mil.

As faixas do Minha Casa, Minha Vida passam a considerar os seguintes valores:

Famílias residentes em áreas urbanas
Faixa 1 - renda bruta familiar mensal até R$ 3.200
Faixa 2 - renda bruta familiar mensal de R$ 3.200,01 até R$ 5 mil
Faixa 3 - renda bruta familiar mensal de R$ 5.000,01 até R$ 9.600


Criada em 2025 para atender famílias de classe média, o teto da faixa 4 para famílias residentes em áreas urbanas sobe de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

Famílias residentes em áreas rurais
Faixa 1 - renda bruta familiar anual até R$ 50.000
Faixa 2 - renda bruta familiar anual de R$ 50.000,01 até R$ 70.900
Faixa 3 - renda bruta familiar anual de R$ 70.900,01 até R$ 134.000

JUROS MAIS BAIXOS – A atualização da Faixa 1 para residentes em áreas urbanas permite que, mesmo com o reajuste do salário mínimo que entrou em vigor este ano, para R$ 1.621, a faixa se situe próxima a dois salários mínimos. Na prática, famílias cuja renda é de cerca de R$ 2.900, menos de dois salários mínimos no valor atual, que estavam enquadradas na faixa 2 do programa, passam agora para a faixa 1. Com isso, essas famílias terão acesso a juros mais baixos e assim sucessivamente.

MILHARES DE BENEFICIADOS – Com os novos limites das faixas, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras serão beneficiadas com a redução nas taxas de juros em seu financiamento habitacional. Cerca de 31,3 mil famílias serão incluídas na faixa 3 do programa, e outras 8,2 mil famílias da classe média terão acesso ao Minha Casa, Minha Vida pela faixa 4.

A partir dos novos valores, uma família moradora de Belém, por exemplo, com renda mensal de R$ 4.900 migrará da faixa 3 para faixa 2. Com isso, a taxa de juros cairá de 7,66% para 6,5% a.a e ampliará a capacidade de financiamento de R$ 178 mil para R$ 202 mil.

TETO — O teto do valor dos imóveis das faixas 3 e 4 foi ampliado, de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. O valor máximo dos imóveis nas faixas 1 e 2 já tinha sido aprovado em 2025 e entrou em vigor em janeiro.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Irã diz que ataques à infraestrutura terão consequências globais

Chanceler iraniano afirma que agressões dos EUA representam crimes de guerra e podem afetar energia global e economia; retaliação decisiva será aplicada se ataques ocorrerem...


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta segunda-feira (6) ao seu colega francês que os ataques à infraestrutura iraniana terão consequências que vão além do país e da região.

“Essa ameaça equivale à normalização de crimes de guerra e genocídio”, afirmou Araghchi ao ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, durante conversa por telefone, referindo-se às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar usinas de energia e outras instalações civis iranianas.

“As consequências de uma situação como essa não se limitarão ao Irã e à região, mas também terão efeitos destrutivos sobre a energia global e a economia, pelos quais a responsabilidade recairá exclusivamente sobre autoridades americanas e os agressores”, acrescentou Abbas Araghchi.

Ele ainda afirmou que, caso algum ataque aconteça, será respondido com “uma retaliação decisiva e abrangente” das forças armadas iranianas.

FONTE - Nadeen Ebrahim, da CNN.

Projeto de ciência cidadã com jovens ribeirinhos inicia novo ciclo de atividades no rio Madeira

Iniciativa transforma estudantes de escolas públicas em pesquisadores da pesca artesanal e expande atuação nas águas do Madeira em 2026...


A bacia amazônica é o maior sistema de água doce do mundo, e sua compreensão é enriquecida quando a pesquisa é feita por quem vive às suas margens. Neste mês de março, a equipe técnica do projeto "Ciência Cidadã como ferramenta de pesquisa em escolas ribeirinhas" retomou as viagens pelas águas de Rondônia para iniciar um novo ciclo de atividades.

A iniciativa busca  estudantes voluntários de escolas públicas ribeirinhas e os capacita para atuarem como cientistas da pesca, realizando o monitoramento pesqueiro com pescadores, especialmente, de seu núcleo familiar,  contribuindo na coleta e análise de dados sobre os peixes e a pesca na sua comunidade . Neste ano, a atuação do projeto foi expandida para incluir mais duas unidades de ensino na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã.



O projeto  integra o Programa Ciência Cidadã para a Amazônia, uma iniciativa da Aliança Águas Amazônicas. O objetivo do programa é conectar organizações, democratizar a produção de conhecimento e empoderar os cidadãos para o manejo sustentável da pesca. Em Rondônia, a execução é da Ecoporé em parceria com o Laboratório de Ictiologia e Pesca (LIP/UNIR), com o apoio da Wildlife Conservation Society (WCS) e da Fundação Moore.

A metodologia insere a ciência na rotina comunitária. O projeto busca engajar estudantes que tenham pescadores em seu círculo de convivência social: sejam eles pais, avós, tios, vizinhos ou amigos.

A dinâmica é prática: o jovem cientista fica responsável por monitorar a atividade desse pescador. Por meio de entrevistas e coleta de dados, o aluno transforma o peixe que chega à mesa ou ao comércio local em informações científicas, unindo o saber tradicional à metodologia científica.

As águas amazônicas e as estradas como trajeto

Para chegar aos moradores, a equipe encara a logística amazônica saindo de Porto Velho. O trajeto exige diversificar o transporte e revela a diversidade da região, passando por paisagens e realidades que mudam completamente a cada etapa da viagem.

A 33 quilômetros da zona urbana de Porto Velho fica a escola de Cujubim Grande, e a 80 quilômetros está a de Jaci-Paraná. Embora o acesso a ambas seja terrestre, as duas comunidades estão erguidas às margens das águas amazônicas, conectadas diretamente à dinâmica dos rios que o projeto busca monitorar junto aos alunos.

Para chegar à escola de São Carlos, a 70 quilômetros da capital, a rodovia não basta: é necessário realizar a travessia fluvial no rio Madeira.

O grau de complexidade aumenta na rota para a Resex do Lago do Cuniã, a 100 quilômetros de distância. A equipe cruza o rio Madeira até São Carlos, percorre mais 13 quilômetros de estrada de terra — trecho que opera com capacidade mínima durante o atual período de chuvas — e, por fim, atravessa o lago em pequenas embarcações para chegar às escolas.

O percurso mais longo é o do distrito de Nazaré, localizado entre 100 e 150 quilômetros de Porto Velho. A expedição viaja de carro até a boca do rio Jamari e segue por uma hora de barco tipo voadeira até o destino final. São percursos extensos, mas formados essencialmente por vias fluviais que conectam a bacia Amazônica.

O tamanho do rio Madeira e o engajamento

Neste novo ciclo, o desafio da equipe é combater a evasão registrada no ano passado e consolidar a permanência dos jovens como pesquisadores ativos. Para reverter as desistências, o caminho adotado em 2026 foca na base estrutural: buscar um envolvimento maior das escolas e fortalecer o vínculo direto com gestores e professores, inserindo a iniciação científica e a pauta da pesca de forma mais orgânica na rotina escolar.

Além de ensinar a coletar dados, a continuidade do aluno no projeto exige uma mudança de perspectiva sobre o lugar onde ele vive e a importância da atividade pesqueira para sua comunidade. A analista ambiental do projeto, Dayana Catâneo, pontua que a participação efetiva começa pelo reconhecimento geográfico e cultural do território. A base do engajamento é fazer o jovem compreender o privilégio de ter o rio Madeira — o segundo maior rio da bacia Amazônica e com a maior ictiofauna já descrita — correndo no quintal de casa.

Ao mapear a riqueza das espécies locais e entender a importância da pesca para a subsistência das comunidades ribeirinhas da região, o estudante ressignifica o próprio entorno. "Eles passam a valorizar o conhecimento tradicional de suas próprias comunidades. O projeto aproxima a ciência da realidade deles", sintetiza a analista.

De Terra Caída para Brasília

O engajamento dos estudantes conta com o incentivo de bolsas do programa "Jovem Cientista da Pesca Artesanal", do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e CNPq. Recentemente, o impacto dessa política ganhou contornos nacionais.

A jovem cientista Fernanda Oliveira representou os bolsistas de Rondônia no lançamento do novo edital do programa, em Brasília. A trajetória da estudante reflete o público do projeto: ela mora na comunidade de Terra Caída e, diariamente, utiliza o transporte fluvial para ir à escola em São Carlos.

"Eu creio que, nessa nova etapa, nós podemos criar boas expectativas pelo fato de ter mais alunos interessados e querendo participar, e com isso ter um aumento na coleta de dados", projeta Fernanda.

A ciência no "quintal de casa"

A aplicação do método científico na rotina alimentar gera uma mudança de percepção nos jovens, que passam a atuar como jovens investigadores de sua própria realidade. O biólogo e integrante da equipe técnica, Felipe Lins, acompanha estudantes que entraram no projeto nos primeiros anos do ensino médio.

"Eles têm como objeto de pesquisa os peixes e a pesca no 'quintal de casa'. A partir disso, começam a se perceber como ribeirinhos e a entender a magnitude do trabalho de seus próprios familiares. É uma sensação indescritível de orgulho", relata Lins.

O biólogo detalha como o vocabulário das famílias se transforma com as anotações. "Vi alunos que eram alheios à atividade pesqueira se indagarem, meses depois, por meio de coletas feitas por eles: 'por que comemos menos branquinhas que antes?' ou 'nossa, eu não reparava qual espécie de peixe eu comia'."

A produção científica se funde à subsistência. Lins cita o envio recente de um vídeo por um aluno. Na gravação, enquanto o estudante media o peixe com rigor metodológico, ele e a mãe já conversavam sobre a produção de farinha programada para o mês seguinte.

A geração de conhecimento é horizontal. Jamile Ferreira, graduanda de Biologia da UNIR e integrante da equipe técnica, resume o impacto de fazer ciência com a comunidade: "Assim como os alunos, eu também venho adquirindo conhecimento com os resultados coletados por eles. É muito gratificante ver que o empenho deles está gerando bons resultados para a pesquisa."

fonte - assessoria.

Prefeitura resgata cachorro abandonado e retoma tratamento em Porto Velho

Caso repercute e reforça importância de acionar canais oficiais...

Um caso de abandono animal mobilizou a equipe de proteção da Prefeitura de Porto Velho nesta semana. Um cachorro, conhecido como “Negão”, foi resgatado na zona Leste da capital após ser encontrado debilitado, mesmo já tendo passado por atendimento na Clínica de Bem-Estar Animal.

Negão foi resgatado na zona Leste da capital após ser encontrado debilitado

O animal havia sido levado à unidade na última quinta-feira (26), quando foi diagnosticado com erliquiose (doença do carrapato), sarna e fratura em uma das patas dianteiras. Na ocasião, recebeu prescrição de medicamentos e foi liberado para tratamento domiciliar, etapa necessária antes da realização de cirurgia.

De acordo com a médica veterinária e coordenadora da clínica, Natália Macedo, o cachorro já estava em acompanhamento e aguardava evolução do quadro clínico. No entanto, em nova avaliação, foi constatado que o tratamento não estava sendo realizado conforme orientação, o que contribuiu para o agravamento do estado de saúde.

De acordo com a médica veterinária Natália Macedo, o cachorro já estava em acompanhamento e aguardava evolução do quadro clínico

“Ele já havia passado pela unidade e estava com medicação prescrita. Esse período de cerca de 15 dias era essencial para estabilizar o quadro antes da cirurgia. Sem o tratamento adequado, há riscos que podem comprometer o procedimento”, explicou.

A situação ganhou repercussão na última terça-feira (31), após imagens mostrarem o animal novamente na rua, debilitado. A partir disso, equipes da Coordenadoria de Proteção Animal realizaram o resgate.

Segundo o coordenador da proteção animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), André Oliveira, o atendimento segue um fluxo técnico iniciado a partir de denúncias da população. Ele destacou que, neste caso, não houve acionamento pelos canais oficiais.

Segundo André Oliveira, o atendimento segue um fluxo técnico iniciado a partir de denúncias da população

“As denúncias são recebidas via WhatsApp, com envio de fotos e vídeos. A equipe vai até o local para verificar a situação e, confirmada a necessidade, acionamos a clínica. Nesse caso, não houve registro formal, mas atuamos após ver um vídeo em rede social”.

O coordenador também reforça que a população não deve realizar resgates por conta própria, especialmente envolvendo animais desconhecidos.

“Além do risco de doenças, a pessoa pode colocar em risco a própria saúde e a de outros animais. O correto é acionar a equipe responsável para que o resgate seja feito com segurança”.

De acordo com o diretor de proteção animal, Yaylley Coelho, os atendimentos seguem critérios técnicos de prioridade.

Yaylley Coelho disse que os atendimentos seguem critérios técnicos de prioridade

“Buscamos atender primeiro os casos mais graves, como atropelamentos ou sofrimento intenso. Nem toda situação é emergência, por isso a equipe faz a verificação antes de agir”.

Ainda segundo o diretor, o caso chamou atenção pela necessidade de intervenção após o retorno do animal às ruas.

“Assim que tomamos conhecimento, a equipe foi ao local e realizou o resgate. O animal precisava retomar o tratamento para, posteriormente, passar pela cirurgia”.

O cachorro permanece sob cuidados da Clínica de Bem-Estar Animal, onde recebe acompanhamento veterinário e medicação para recuperação.

A Prefeitura reforça que casos de maus-tratos ou situações de risco devem ser denunciados pelos canais oficiais da proteção animal, pelo número (69) 98423-4091, com envio de fotos, vídeos e localização.

Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Foto: Hellon Luís

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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