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Artemis II: Nasa deve lançar nesta quarta missão histórica de sobrevoo tripulado à Lua; saiba tudo

Expedição marca a primeira etapa com astronautas do programa Artemis e leva quatro tripulantes, mais de 50 anos após a última missão humana ao satélite. Lançamento está previsto para às 19h24 (no horário de Brasília), dependendo das condições do tempo.



Saiba como vai ser a missão Artemis II

Depois de uma série de ajustes no cronograma , a Nasa se aproxima de um momento histórico nesta quarta-feira (1º de abril): o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972.

E desta vez, diferentemente da Artemis I, há astronautas a bordo.

Quatro tripulantes vão viajar dentro da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System - SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial), o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana.

A previsão é que a decolagem aconteça às 19h24 (horário de Brasília), a partir da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

A agência terá uma janela de cerca de duas horas para tentar o lançamento e, se for preciso, novas tentativas podem ocorrer nos dias seguintes (entenda mais abaixo).

A missão terá duração aproximada de dez dias e não prevê pouso na Lua. O plano é levar os astronautas a um sobrevoo pelo satélite natural, passando pelo seu lado oculto e retornando à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, que aproveita a gravidade da Terra e da Lua para trazer a cápsula de volta sem necessidade de grandes manobras de propulsão.

Durante o voo, a tripulação vai testar sistemas essenciais da Orion em um ambiente de espaço profundo (longe da influência da Terra), incluindo suporte de vida, comunicações, navegação e controle manual da cápsula — etapas consideradas fundamentais antes de uma tentativa de pouso lunar.

A bordo estão Reid Wiseman, comandante da missão; Victor Glover, piloto; Christina Koch, especialista de missão; e o canadense Jeremy Hansen. Eles serão os primeiros humanos a se afastar tanto da Terra em mais de meio século, superando distâncias alcançadas desde as missões Apollo.

Por isso, se bem-sucedida, a Artemis II abre caminho para a ainda mais aguardada Artemis III, missão que deve marcar o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no satélite natural.

Abaixo, você confere tudo sobre como será o voo da Artemis II e vai entender por que essa missão é considerada um dos passos mais importantes da nova era da exploração espacial.



O que é o programa Artemis?

É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.

O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua" em meados desta década.

Para chegar lá, a Nasa planejou uma série de missões progressivas ao redor e na superfície lunar.

A primeira missão, a Artemis I, aconteceu em novembro de 2022 e não foi tripulada. Agora, quatro astronautas viajarão ao redor da Lua durante esses 10 dias, testando todos os sistemas da Orion com humanos a bordo.

Eles não pousarão no satélite natural, mas chegarão a aproximadamente 7.500 km além do nosso satélite natural, mais longe do que qualquer ser humano já esteve da Terra.

A terceira missão, a Artemis III, prevista para não antes de 2027 ou 2028, levará astronautas de volta à superfície lunar pela primeira vez desde a Apollo 17 em 1972. O pouso acontecerá no polo sul da Lua, uma região nunca antes explorada por humanos.

No futuro mais distante, a Nasa planeja inclusive não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer uma presença humana permanente em solo lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway, que orbitará o satélite e servirá como base para missões de longa duração.

O objetivo final é usar a Lua como "trampolim" para futuras missões tripuladas a Marte.



O que são o foguete SLS e a cápsula Orion?

O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo que serve de transporte para essa nova geração de astronautas em missões lunares.

Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”.

Embora um pouco menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o modelo produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747.

O foguete tem dois propulsores de combustível sólido nas laterais e um estágio central equipado com quatro motores RS-25.

Após consumir todo seu combustível durante a subida, o estágio central se separa e um estágio superior chamado ICPS (Estágio criogênico provisório de propulsão, em tradução livre) continua impulsionando a Orion para além da órbita terrestre.

Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço profundo.

O módulo da tripulação, onde os astronautas viajam, tem capacidade para quatro pessoas e conta com sistemas de suporte de vida, painéis de controle avançados e janelas que permitirão vistas espetaculares da Terra e da Lua.

Um componente crucial da Orion é o Módulo de Serviço Europeu (ESM), construído pela Agência Espacial Europeia e pela Airbus na Alemanha.

Ele fornece propulsão, energia elétrica através de painéis solares, controle térmico, água e os gases respiráveis (oxigênio e nitrogênio) essenciais para manter a tripulação viva durante toda a missão.

A Orion também possui um sistema de escape de lançamento no topo, que pode puxar rapidamente o módulo da tripulação para longe do foguete em caso de emergência durante o lançamento.

“A Artemis II será um passo decisivo para a exploração espacial humana”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman.

“A Artemis II representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura e ao envio de americanos a Marte. Não poderia estar mais impressionado com a equipe da NASA e com a tripulação da Artemis II, e desejo sucesso a todos. Avante, com ousadia.”


Quem são os astronautas?

São três homens e um mulher. Entre eles, um homem negro. A astronauta Christina Hammock Koch será a primeira mulher que irá para uma missão ao redor da Lua organizada pela Nasa. Já Victor Glover será o primeiro homem negro.

Os escolhidos foram:

  • Jeremy R. Hansen - função: especialista de missão; é um coronel da Força Aérea Real Canadense e o primeiro canadense escolhido para um voo para a Lua;
  • Victor Glover - função: piloto; é um aviador da Marinha dos EUA e veterano de quatro caminhadas espaciais;
  • Christina Hammock Koch - função: especialista de missão; ela é uma engenheira que já detém o recorde de voo espacial contínuo mais longo por uma mulher e fez parte das três primeiras caminhadas espaciais femininas da Nasa;
  • Reid Wiseman - função: comandante, é ex-piloto de caça da Marinha dos EUA.

Todos os três astronautas da Nasa escolhidos para a missão Artemis 2 são veteranos de expedições anteriores a bordo da Estação Espacial Internacional.

O canadense Hansen é um novato em voos espaciais.


A Artemis II vai pousar na lua? Como vai ser essa missão?

Novamente, não veremos um pouso lunar desta vez.

Esta é uma missão de teste tripulada que preparará o terreno para o pouso lunar da Artemis III, previsto para acontecer alguns anos depois.

Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 10 dias e será a primeira vez em mais de 50 anos que seres humanos viajarão para além da órbita terrestre.

A missão começará com o lançamento do foguete SLS do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em 1º de abril.

Após a decolagem, a Orion e seu estágio superior entrarão em órbita ao redor da Terra, onde permanecerão por aproximadamente um dia completo, período em que os astronautas deve realizar checagens importantes dos sistemas da nave ainda relativamente perto do nosso planeta.

Durante essa fase em órbita terrestre, a tripulação também assume o controle manual da Orion para um teste inédito: os astronautas vão pilotar a cápsula nas proximidades de uma parte do foguete já separada, simulando manobras que serão necessárias em missões futuras, como a aproximação de outras naves e estruturas no espaço, incluindo a estação lunar Gateway.

Ao se aproximar da Lua, a Orion vai passar entre 6.400 e 9.600 quilômetros acima da superfície lunar, distância que deve variar conforme a data exata do lançamento.

E mesmo sendo mais distante do que o sobrevoo feito pela Artemis I, a trajetória ainda levará os astronautas a dezenas de milhares de quilômetros mais perto da Lua do que qualquer ser humano esteve nos últimos 50 anos.

O momento mais marcante da missão deve acontecer quando a cápsula voar atrás do lado oculto da Lua - o lado que não conseguimos avistar aqui da Terra.

Durante essa passagem, a tripulação ficará sem comunicação com a Terra por 30 a 50 minutos, enquanto fotografa e filma a superfície lunar para observações científicas.

Após contornar a Lua, a Orion viajará aproximadamente 7.500 km além do lado oculto, alcançando o ponto mais distante da Terra que humanos já atingiram - quebrando o recorde estabelecido pela Apollo 13 em 1970.

E, diferentemente das missões Apollo, a Artemis II não depende de grandes queimas de motor para voltar. Depois de passar pela Lua, a Orion entra em uma trajetória de retorno livre, em que a gravidade conduz a espaçonave de volta à Terra, reduzindo a necessidade de combustível e aumentando a segurança da missão.

No total, a Orion viajará mais de 2,2 milhões de quilômetros durante sua missão. Ao retornar, a espaçonave entrará na atmosfera terrestre a aproximadamente 40.000 km/h - uma das reentradas mais rápidas já realizadas por uma nave tripulada. O escudo térmico da Orion enfrentará temperaturas de cerca de 3.000 graus Celsius.

Finalmente, após uma sequência de paraquedas - primeiro dois paraquedas estabilizadores, depois três paraquedas-piloto e finalmente três paraquedas principais de 35 metros de diâmetro - a cápsula amerissará (pousará) no Oceano Pacífico, onde será recuperada pela Nasa.

Por que a Nasa ainda não lançou o foguete?

A Artemis II ainda não saiu do chão porque a Nasa decidiu avançar com cautela máxima antes de colocar astronautas novamente em uma missão lunar tão importante.

Desde o voo de teste realizado em 2022, a agência vem revisando sistemas, ajustando procedimentos e aceitando atrasos como parte do processo para reduzir riscos.

O principal ponto de atenção surgiu justamente após a missão Artemis I, quando análises revelaram danos inesperados no escudo térmico da cápsula Orion. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, mais de 100 pontos de desgaste foram identificados: pedaços do material de proteção se desprenderam de forma irregular, um comportamento que poderia comprometer a segurança de uma missão tripulada.

Fora isso, investigações descobriram que gases ficaram presos dentro do revestimento da cápsula durante a reentrada, o que provocou fissuras no material. A Nasa precisou realizar ao todo mais de 100 testes em diferentes centros para entender o problema e, por isso, decidiu alterar o perfil de reentrada da Artemis II para reduzir esse risco.

Além do escudo térmico, os sistemas de suporte à vida — que fornecem ar respirável, água e controle de temperatura durante os 10 dias de viagem — também passaram por testes extras.

E mesmo com as correções encaminhadas, a agência ainda precisa concluir o ensaio final com o foguete na plataforma. É o chamado Wet Dress Rehearsal (algo como ensaio geral "molhado"), que simula o abastecimento de combustível, a contagem regressiva completa e procedimentos de emergência.

Aliado a isso, o clima também atrapalhou. Em janeiro, uma onda de frio intenso na Flórida inviabilizou os testes da agência — o ar ártico representa risco para os propulsores de combustível sólido, e a memória do desastre do Challenger, em 1986, causado por falha em condições de frio, ainda pesa nessas decisões.

Depois disso, a agência também identificou um vazamento de hidrogênio líquido e de hélio durante testes técnicos realizados antes da decolagem prevista para fevereiro e março.

Segundo a agência espacial, o vazamento de hidrogênio aconteceu em uma conexão do foguete responsável por levar o combustível até a parte central do veículo, durante um teste que simula todas as etapas do lançamento, incluindo o abastecimento.

E o problema com hélio, causado por um selo defeituoso, levou ao retorno do foguete ao prédio de montagem para reparos, adiando o lançamento de março para abril.

John Honeycutt, chefe da equipe de gestão da missão, resumiu a filosofia da Nasa: "Vamos voar quando estivermos prontos. A segurança da tripulação será nossa prioridade número um."

Equipes da Nasa treinam procedimentos de resgate no mar durante simulação de emergência da missão Artemis II, na costa da Flórida. O exercício usou um modelo em tamanho real da cápsula Orion, em 12 de junho de 2025. — Foto: NASA/Isaac Watson

E caso haja qualquer outro problema?

Caso surja qualquer problema — seja técnico ou relacionado ao clima — o lançamento não acontece.

A NASA segue critérios rígidos de segurança e pode interromper a contagem regressiva até nos minutos finais, se algum parâmetro sair do padrão.

No caso do tempo, fatores como ventos fortes, formação de nuvens ou risco de raios são suficientes para adiar a decolagem.

Mesmo com previsão favorável, basta uma mudança repentina nas condições para que a missão seja suspensa temporariamente.

Já do ponto de vista técnico, qualquer falha em sistemas do foguete, da cápsula Orion ou das comunicações também leva a um adiamento.

Se isso acontecer novamente, a agência trabalha com janelas alternativas nos dias seguintes (veja ABAIXO).


Há pressão política para lançar a Artemis II?

Sim, mas não do tipo que força a Nasa a lançar a qualquer custo. A pressão existe e vem de várias frentes — do Congresso americano, de parceiros internacionais e da competição geopolítica com a China.

Isso acontece porque a missão está no centro de uma nova corrida espacial. De um lado, os Estados Unidos lideram uma coalizão de países aliados.

Do outro, China e Rússia promovem seu próprio projeto lunar, com planos ousados de pousos tripulados chineses até 2030.

Por causa disso, políticos americanos até usaram expressões como "Lua vermelha" para descrever o risco de a China dominar a corrida caso os EUA atrasem demais.

Fora isso, a missão carrega peso diplomático: A Artemis II inclui o astronauta canadense Jeremy Hansen como parte de um acordo pelo qual o Canadá fornece o braço robótico Canadarm3 para a futura estação lunar Gateway, em troca de vagas em missões do programa.

A Europa participa com o Módulo de Serviço da cápsula Orion, já integrado à cápsula que voará na Artemis II, além de componentes de módulos habitacionais do Gateway.

O Japão contribui com sistemas de suporte à vida e com o desenvolvimento de um rover pressurizado para missões futuras na superfície lunar. Já os Emirados Árabes Unidos ficaram responsáveis pela câmara de ar de tripulação do Gateway.

Assim, para os parceiros internacionais, a Artemis II funciona como um teste de confiança no programa e um passo decisivo antes da montagem da estação lunar e das próximas missões tripuladas.


E os outros lançamentos?

Por ora, haverá pelo menos mais duas missões tripuladas no programa: a Artemis III e a Artemis IV, além de outras planejadas para estabelecer presença humana permanente na Lua.

A Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972.

Prevista para acontecer "não antes de 2027", segundo a Nasa, embora especialistas considerem 2028 um período mais realista, a missão fará história ao pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na superfície lunar, especificamente na região do polo sul da Lua — uma área nunca antes explorada por humanos.

Para a Artemis III, a Nasa ainda precisa escolher entre duas opções de módulo de pouso: o Starship da SpaceX ou uma nave desenvolvida pela Blue Origin, de Jeff Bezos. Novos trajes espaciais fabricados pela empresa Axiom também ainda estão em desenvolvimento.

Depois dessa etapa, o programa Artemis entra em uma nova fase. As missões seguintes devem priorizar a presença direta na Lua, com estruturas voltadas a operações mais longas na superfície, deixando em segundo plano o plano original de uma estação orbital ao redor do satélite.

A ideia é criar condições para estadias mais frequentes prolongadas, com participação de diferentes países nas missões.

No longo prazo, o objetivo é ambicioso: manter astronautas vivendo e trabalhando na Lua por mais tempo, com apoio de robôs na coleta de amostras e na realização de experimentos científicos.

FONTE - Por Roberto Peixoto, g1.

Flamengo atinge 2° maior superávit da história; veja balanço de 2025

O Flamengo divulgou o relatório anual com as demonstrações financeiras referentes ao ano de 2025 nessa terça-feira (31/3)...

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Flamengo divulgou, nessa terça-feira (31/3), o relatório anual com as demonstrações financeiras referentes ao ano de 2025. No documento, a equipe carioca apontou um superávit superior a R$ 336 milhões — o segundo maior da história do clube.

Além disso, a equipe treinada por Leonardo Jardim atingiu uma receita recorrente de R$ 1,571 bilhões, um crescimento 22% em relação a 2024.

Recorde

O clube Rubro-Negro atingiu uma receita operacional bruta total de R$ 2,089 bilhões em 2025, e ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões. O resultado foi possível graças ao desempenho esportivo da equipe no ano passado, com os títulos da Supercopa Rei, Campeonato Carioca, Brasileirão e Libertadores.

Além disso, a equipe arrecadou R$ 519 milhões com a venda de atletas, o que representa um aumento de 359% em relação a 2024, quando o faturamento foi de R$ 113 milhões.

O patrimônio líquido do Flamengo também bateu recorde e atingiu R$ 954 milhões, 54% maior que 2024 (aproximadamente R$ 620 milhões). Em 2019, esse valor era de R$ 128 milhões.


    Com base na receita recorrente de R$ 1,571 bilhão, as despesas com pessoal foram estimadas em cerca de R$ 785 milhões, o que representa aproximadamente 50% desse indicador.

    Já em relação à receita total, que inclui as transferências, o clube atingiu R$ 2,089 bilhões. Os gastos com a folha salarial giraram em torno de R$ 815 milhões, equivalentes a 39% do valor total.

    Confira o balanço do Flamengo em comparação aos últimos três anos:

    Foto colorida de balanço financeiro - Metrópoles
    FOTO - REPRODUÇÃO

    *Valores em milhões.


    FONTE - CNN BRASIL.

    Abertas as inscrições para o Desafio Liga Jovem, maior competição de empreendedorismo estudantil do Sebrae no país

    Alunos de todo o Brasil estão desafiados a criar projetos de impacto social que resolvam problemas reais da escola ou da comunidade...


    Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Desafio Liga Jovem (DLJ), maior competição de empreendedorismo tecnológico de impacto realizada pelo Sebrae em instituições de ensino brasileiras. Podem participar estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental 2, do Ensino Médio e do Técnico. 

    A proposta é desenvolver soluções criativas para desafios da escola ou da comunidade tendo a tecnologia como aliada. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 28 de maio pelo site desafioligajovem.com.br.


    Nesta terça-feira (31), o Sebrae/PE promove o lançamento oficial da edição do DLJ, no Recife. A programação vai incluir palestra, música e outras dinâmicas e contará com autoridades, gestores e players do ecossistema de educação, além de estudantes da rede pública de ensino da Região Metropolitana da capital. A ação começa às 10h, também com transmissão ao vivo pelo canal do Sebrae/PE no YouTube.

    INSCREVA-SE AQUI

    Soluções de problemas

    Na última edição do DLJ, Pernambuco teve destaque nacional: conquistou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental com o projeto “Bioplacas de cascas de mariscos: uma alternativa inteligente para comunidades sustentáveis”.

    A proposta envolveu a concepção de placas de revestimento que usam como matéria-prima conchas de ostras descartadas de forma irregular em Itapissuma, no Grande Recife, onde a pesca artesanal é uma importante atividade econômica. Além de eliminar problemas como ferimentos causados pelas cascas jogadas em locais indevidos, o projeto evita acúmulo de resíduos sem tratamento e desenvolve um produto com potencial para se tornar uma fonte de renda para os moradores.

    A equipe vencedora, formada pelas estudantes Giovana Andrade e Maria Eloíza Ferreira e pela professora Maria Eduarda Santos da Silva, do 9º ano da Escola Municipal de Referência João Bento de Paiva, ganhou uma viagem com todas as despesas pagas para Barcelona, na Espanha. A missão internacional aconteceu no início deste mês de março.

    Criação de ideias

    O Desafio Liga Jovem funciona também como um laboratório de criação de ideias. Ao longo da jornada, os participantes são incentivados a transformar proposições em projetos concretos de inovação social. Na disputa, vale desenvolver desde aplicativos, jogos e plataformas até produtos físicos, serviços e metodologias sustentáveis que tragam impacto positivo e sejam construídos de forma colaborativa e inovadora.

    “O primeiro ganho do Desafio Liga Jovem é o aprendizado. É fundamental estimular o engajamento de todo o ecossistema escolar para conversar sobre o impacto socioambiental no planeta e criar soluções, já na fase estudantil, para o desenvolvimento do nosso território e da nossa realidade comunitária”, enfatiza Danilo Lopez, especialista em Educação Empreendedora do Sebrae/PE.

    Competição

    O Desafio Liga Jovem é dividido nas categorias Ensino Fundamental (8º e 9º ano), Ensino Médio e Educação Profissional (Técnico), com participação de estudantes das redes pública e particular de educação. Cada equipe, com estudantes do Ensino Fundamental (8º e 9º anos), do Ensino Médio e da Educação Profissional (Técnico), pode ter de dois a cinco alunos, com apoio de um professor orientador.

    Na primeira fase, serão classificados os seis melhores times por categoria e estado. Entre agosto e setembro, os selecionados apresentarão suas ideias online para uma banca de jurados. Avança para a etapa seguinte a melhor equipe de cada banca. As primeiras colocadas ganharão uma viagem com tudo pago para participar da Etapa Nacional. Cada aluno e orientador que ficar em 2º lugar receberá um vale-compras de R$ 500.

    As equipes semifinalistas participam da missão nacional, em novembro, quando vão detalhar seus projetos em bancas presenciais de semifinal e final. Elas ainda vão participar de uma imersão em centros de tecnologia, inovação e empreendedorismo. Os primeiros lugares de cada categoria ganharão uma viagem internacional com todas as despesas custeadas pelo Sebrae. Quem ficar em segundo receberá um notebook; os terceiros lugares e honras ao mérito serão contemplados com celulares pelo desempenho na disputa.


    Números

    Em 2025, o Desafio Liga Jovem registrou cerca de 62,3 mil inscritos e cinco mil projetos de inovação social submetidos. 

    As quantidades superaram as marcas do ano anterior, quando foram contabilizadas 54 mil inscrições e três mil propostas inovadoras.

    FONTE - SEBRAE

    PRF em Rondônia participa de operação conjunta na fiscalização de combustíveis

    PCRO, PROCON e ANP compuseram a força-tarefa...


    A Polícia Rodoviária Federal em Rondônia, entre os dias 25 e 27 de março, participou, em conjunto com a Polícia Civil do estado, PROCON e Agência Nacional de Petróleo, de ações de fiscalização na capital.

    Diante do recente aumento nos preços dos combustíveis, impulsionado pela elevação da demanda e pelas instabilidades no mercado internacional decorrentes de conflitos no exterior, tornou-se necessária a intensificação das ações de fiscalização que envolvem o transporte, venda, compra e consumo desses insumos.

    O trabalho se desenvolveu com o escopo de coibir a prática de preços abusivos, adulterações, armazenamento irregular e outros delitos relacionados ao transporte, venda, compra e consumo desses combustíveis, especialmente em postos. 

    Em Porto Velho, foram fiscalizados cinco postos e seis distribuidoras de combustíveis. Houve lavratura de dois autos de infração e coleta de uma amostra de combustível para análise laboratorial.

    FONTE - PRF/RO.

    PF desarticula esquema internacional de tráfico com base em Rondônia

    Operação Engrenagem foi realizada em quatro municípios rondonienses: Cacoal, Alto Alegre dos Parecis, Ministro Andreazza, Porto Velho; e no distrito de Nova Estrela/Rolim de Moura...


    A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (31/3), a Operação Engrenagem, com o objetivo de apurar a prática de crimes de tráfico internacional de drogas, de associação para o tráfico e de lavagem de capitais. 

    Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária de Rondônia da Justiça Federal, após representação da Polícia Federal.


    As investigações indicam a existência de organização voltada à produção, à internalização e à distribuição de entorpecentes, com atuação transnacional.

    Constatou-se a existência de laboratório de drogas em território boliviano, sendo a substância ilícita introduzida no estado de Rondônia por meio de aeronaves de pequeno porte, com posterior distribuição via rodovias estaduais em direção à região Centro-Oeste.


    Foram apreendidas diversas armas de fogo, incluindo pistolas e espingardas de variados calibres, além de materiais e de dispositivos que serão submetidos à perícia técnica.

    fonte - PF/RO.

    99electric-Pro, categoria com veículos eletrificados, chega a Porto Velho com mais ganhos para motoristas parceiros

    A categoria pode gerar ganhos pelo menos 40% maiores do que a 99Pop, somados à economia de até 80% nos custos com combustível proporcionada pelos carros eletrificados...
    foto - divulgação

    Os motoristas parceiros de Porto Velho passam a contar com uma nova oportunidade de aumentar os ganhos com transporte de passageiros, pois a 99 lança oficialmente, no dia 7 de abril, 99electric-Pro, a primeira categoria premium com carros elétricos e híbridos do Brasil, disponível inicialmente em Baixa da União, KM-01, Olaria, São Cristóvão, Triângulo, Bairro Nacional, Jardim Eldorado, Nova Porto Velho e Embratel.

    A novidade amplia as possibilidades de ganhos para motoristas parceiros na cidade ao reunir potencial de mais ganhos, redução de custos operacionais e uma experiência diferenciada para passageiros. Com veículos mais silenciosos, modernos e com mais espaço interno, 99electric-Pro combina conforto, tecnologia e mais eficiência para os deslocamentos urbanos.

    “Com a chegada de 99electric-Pro a Porto Velho, ampliamos as oportunidades para motoristas parceiros que querem aumentar seus ganhos com uma categoria diferenciada e alinhada às novas demandas de mobilidade urbana. Além do potencial de ganhos maiores, os veículos eletrificados também ajudam a reduzir custos no dia a dia da operação”, afirma Fabrício Ribeiro, diretor sênior de operações da 99.

    Economia e eficiência para motoristas parceiros

    Além do impacto ambiental positivo, a eletrificação traz vantagens econômicas para os motoristas. A migração de veículos a combustão para elétricos pode reduzir em até 80% os custos com combustível - de cerca de R$3 mil mensais para uma média entre R$600 e R$900. 

    “Para os motoristas de carros eletrificados, os ganhos também podem ser maiores. Na prática, os parceiros podem ganhar  até 40% a mais em relação à categoria 99Pop, o que pode chegar a   cerca de R$2 mil adicionais por mês”, afirma Ribeiro.

    Os custos de manutenção também são menores, já que veículos elétricos dispensam trocas de óleo, filtros e velas, tornando-se uma alternativa mais eficiente e rentável. Os condutores ainda garantem mais conforto e segurança ao volante, com carros mais silenciosos e modernos. Interessados já podem se cadastrar diretamente no app ou no site da 99.

    Mais conforto e tecnologia

    A nova categoria responde à demanda de passageiros por viagens mais confortáveis e sustentáveis, o que contribui para aumentar a demanda e o potencial de ganhos dos motoristas parceiros. Com veículos com mais espaço interno, silenciosos e de baixa emissão de CO₂, a categoria oferece um serviço premium em todos os sentidos.

    O lançamento acompanha o crescimento do setor no país. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de veículos elétricos no Brasil aumentaram 24% no ano passado em relação a 2024. Esse avanço reforça o potencial de crescimento da categoria no Brasil e reflete o movimento de empresas como a 99, pioneira na eletromobilidade por aplicativo.

    Em 2025, 99electric-Pro expandiu e deixou de ser uma categoria disponibilizada somente em São Paulo, chegando a Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, e, agora, a Porto Velho. 

    A iniciativa faz parte da estratégia da 99, que fundou e lidera a Aliança pela Mobilidade Sustentável - uma coalizão de 31 empresas em torno da descarbonização e eletrificação da frota brasileira e que já foi responsável por cadastrar mais de 43  mil carros elétricos e híbridos na 99 e por viabilizar mais de 46  milhões de viagens em veículos eletrificados.

    “O compromisso central da Aliança é impulsionar a mobilidade urbana brasileira em direção a um modelo mais limpo, acessível e eficiente. Isso inclui criar condições reais para que veículos eletrificados sejam uma opção viável no dia a dia, especialmente para quem depende da mobilidade como fonte de renda e busca ampliar seus ganhos”, explica Thiago Hipolito, Diretor de Inovação da 99.

    Desde a fundação da Aliança, mais de 69 milhões de passageiros percorreram mais de 347 milhões de kms com carros eletrificados por intermédio da 99, gerando redução de emissão de 50,6 mil toneladas de CO₂ na atmosfera, o que equivale ao plantio de 398 mil árvores.


    Sobre a 99

    A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. 

    O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing (“DiDi”) e no Brasil conecta pessoas a serviços de mobilidade, pagamentos e entregas.

    fonte - assessoria.

    Trump diz que Irã pediu cessar-fogo aos Estados Unidos na guerra

    Presidente dos EUA diz que só considerará trégua com Estreito de Ormuz livre; ataques seguem em curso...


    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º), em sua rede social Truth Social, que o novo líder supremo do Irã pediu um cessar-fogo na guerra.

    Trump condicionou a trégua à reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que só consideraria a proposta quando a via estratégica estivesse “aberta, livre e segura”.

    Israel mata comandante sênior do Hezbollah no Líbano

    Em sua postagem, ele escreveu: “O novo líder supremo do Irã, muito menos radicalizado e muito mais inteligente que seus predecessores, acabou de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos. Vamos considerar quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e seguro. Até lá, vamos atacar o Irã até reduzi-lo à destruição total, ou, como dizem, de volta à Idade da Pedra!”

    Ao mesmo tempo, ele reforçou a ofensiva contra o país, afirmando que continuará a atacar o Irã até que seus objetivos sejam alcançados.

    A declaração surge em meio à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã, com tensões crescentes no Oriente Médio e impactos diretos sobre rotas de petróleo e a segurança regional.

    FONTE - Da CNN Brasil.

    Pesquisa aponta que 90% dos consumidores comprarão chocolate na Páscoa

    Índice é 4 pontos percentuais maior do que o declarado em 2025...

    São Paulo (SP), 25/03/2025 - Ovos e bombons  de Páscoa, da chef Dayane Cristin, que vende diretamente ao público.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    © Paulo Pinto/Agência Brasil

    Um levantamento feito pelo Instituto Locomotiva revelou que, mesmo com 69% dos brasileiros considerando o preço dos ovos de Páscoa injustos em relação às barras de chocolate com o mesmo peso, 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à data neste ano.

    O percentual equivale a 148 milhões de pessoas. O índice é 4 pontos percentuais maior do que o declarado em 2025, quando 86% tinham intenção de comprar.

    Foram entrevistados 1.557 brasileiros com 18 anos de idade ou mais, em todo o país, entre os dias 25 de fevereiro e 13 de março.

    De acordo com a análise feita em parceria com a QuestionPro, a intenção de compra é mais alta entre a população de maior renda: pretendem comprar 95% das classes AB; 88% da classe C e 80% das classes DE.

    Entre aqueles que têm filhos, 93% pretendem comprar, ante 82% entre os que não têm.

    Dos que pretendem comprar chocolates, 69% afirmam que vão presentear. 

    Aqueles que vão comprar qualquer chocolate para consumo próprio são 67% e os que vão comprar ovos para si são 63%.

    O estudo mostra ainda que 61% apontaram que o preço é o principal fator para escolha, seguido pela qualidade dos ingredientes (53%), tamanho do produto (44%), marca conhecida (43%) e variedade de sabores (40%).

    Também aparecem como relevantes a embalagem (29%), o conteúdo temático, como brindes e personagens (27%), e a oferta de opções para dietas especiais, como produtos sem lactose ou veganos (12%).

    Outros 68% afirmam preferir produtos artesanais, feitos por pequenos produtores.

    Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, embora as marcas tradicionais ainda liderem em volume, os chocolates artesanais ganham relevância na decisão de compra.

    “Há uma busca crescente por produtos mais personalizados, com identidade e propósito. Esse movimento não só amplia as opções para o consumidor, como também fortalece o microempreendedor brasileiro", disse.

    Formato

    Os ovos continuam sendo os preferidos nas compras para crianças, com 68%, ante 56% dos que mencionam chocolates em formatos tradicionais.

    Entre os adultos, 66% pretendem presentear com ovos de Páscoa e 63% com formatos tradicionais.

    Quando questionados sobre o que gostariam de ganhar, o percentual é igual para ovos e formatos tradicionais: 72%.

    "A pesquisa mostra que o chocolate segue no centro da Páscoa e que o formato ovo não carrega sozinho o consumo na data. Esse significado permanece mais forte quando o presente é para crianças, onde o ritual ainda faz diferença”, explica Meirelles.

    “Entre adultos, outros formatos ganham relevância. Em um cenário de preços elevados, o consumidor brasileiro começa a separar o gesto de presentear do produto em si, abrindo espaço para novas formas de consumo", analisa.

    Brasília-DF, 27/03/2024 - Na semana da Páscoa as lojas oferecem diversas oções de ovos com brinquedos para atrair os clientes. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Geração de renda

    O levantamento indicou que 22% dos brasileiros pretendem produzir ou vender chocolates na data, o equivalente a 36 milhões de pessoas.

    Entre jovens de 18 a 29 anos, esse percentual sobe para 29%, e nas classes DE chega a 33%.

    Em 2025, o índice era de 19%, indicando crescimento do empreendedorismo e oportunidade de geração de renda associado à data.

    Simbologia

    O estudo aponta que 82% dos brasileiros concordam que a data é um momento para estar com a família, o equivalente a 135 milhões de pessoas, e 77% afirmam participar de almoços ou encontros especiais para celebrar a ocasião, sendo que 52% se reúnem apenas com familiares e 42% com familiares e amigos.

    Dos entrevistados, 76% veem a Páscoa como um momento para presentear pessoas queridas.

    Os que pretendem comprar alimentos para o almoço ou jantar de Páscoa, como peixes e sobremesas, somam 54%; 38% comprarão bebidas para a ocasião; 32% produtos infantis ou brinquedos temáticos; e 28% itens de decoração.

    FONTE - AGÊNCIA BRASIL.

    Ancelotti celebra vitória do Brasil sobre Croácia: "Aumenta a dúvida"

    Técnico brasileiro fez avaliação sobre amistoso em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos...

    foto - reprodução

    No último teste antes da convocação para a Copa do Mundo, o Brasil venceu a Croácia, por 3 a 1, em amistoso.

    O confronto, na noite desta terça-feira (31), foi disputado em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos.

    Após o embate, o técnico canarinho, o italiano Carlo Ancelotti, valorizou a disputa pelas vagas para o Mundial.

    "O que me deixa mais satisfeito é que os novos aproveitaram a oportunidade, obviamente aumenta a dúvida para a lista definitiva", disse.

    "Igor Thiago foi bem, Léo Pereira foi bem, Danilo (foi) bem, Endrick, muito bem, Kaiki...", continuou.

    "É um sinal positivo da equipe, agora vamos seguir avaliando o que vai acontecer nas ligas europeias e no Campeonato Brasileiro", encerrou.

    Antes de viajar para a Copa, o Brasil enfrenta o Panamá no Maracanã.

    O jogo que marca a despedida dos convocados da torcida brasileira está marcado para o dia 31 de maio.

    Já nos EUA, a Seleção encara o Egito em Cleveland, em 6 de junho, uma semana antes da estreia no Mundial.

    fonte - Da CNN Brasil.

    Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça

    Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos...


    Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

    O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:

    • 3,81% para medicamentos com concorrência;
    • 2,47% para medicamentos de média concorrência;
    • 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

    Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

    Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

    “A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%.”

    A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.

    “A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.”


    Entenda

    O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria.

    A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.

    A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões.

    fonte - Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil.

    Fatores sociais empurram famílias para ultraprocessados, diz pesquisa

    Unicef ouviu pessoas de comunidades em Belém, Recife e Rio...

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    © Agência Brasil

    A sobrecarga materna, o preço atraente e até componentes afetivos são alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

    O estudo entrevistou cerca de 600 famílias de três comunidades urbanas do país: Guamá, em Belém (PA); Ibura, em Recife (PE); e Pavuna, no Rio de Janeiro (RJ).

    Apesar de 84% dos entrevistados se considerarem muito preocupados em oferecer uma alimentação saudável para suas famílias, em metade dos lares os alimentos ultraprocessados faziam parte do lanche das crianças. Além disso, em um a cada quatro, algum desses produtos estava no café da manhã.


    Os produtos ultraprocessados mais presentes nas casas foram iogurte com sabor, embutidos, biscoito recheado, refrigerante e macarrão instantâneo.

    O que são ultraprocessados?

    Os ultraprocessados são produtos alimentícios de origem industrial, resultantes da mistura de ingredientes naturais com aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e emulsificantes. Isso permite a fabricação de produtos de baixo custo, longa durabilidade e com sabores intensos, que viciam o paladar.

    Evidências científicas mostram que o seu consumo aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes, problemas cardíacos, depressão e câncer. 

    Brasília (DF) - Novas regras para fabricação de presunto entram em vigor em maio. Foto: MAPA/Divulgação

    Sobrecarga materna

    Nas famílias ouvidas pela pesquisa, 87% das mães exerceram a tarefa de comprar e servir o alimento às crianças, e 82% delas também foram responsáveis pela preparação.

    Já entre os pais, apenas 40% comprou alimentos, enquanto 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida às crianças da casa.

    A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Stephanie Amaral, ressalta a sobrecarga das mulheres nos cuidados com a alimentação.

    "Muitas mães fazem isso sozinhas, além de trabalhar fora. É uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais".

    Desconhecimento

    Outro ponto destacado pela pesquisa é o desconhecimento sobre os produtos ultraprocessados. Muitos alimentos que se enquadram nessa categoria foram apontados como saudáveis pela maioria dos entrevistados, como os iogurtes com sabor e os nuggets de frango fritos na airfryer.

    A nova rotulagem frontal dos produtos, que traz avisos quando eles têm grande concentração de sódio, açúcar e gorduras saturadas também não cumpre seu papel de forma integral: 26% dos entrevistados disseram não saber o que esses avisos significam.

    Além disso, 55% dos entrevistados nunca observam os avisos de alto teor no rótulo dos alimentos, e 62% admitem que nunca deixaram de comprar algum produto por causa deles.

    Preço baixo

    A percepção de preço também pode influenciar no consumo. A maioria das famílias (67%) considera que os sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são baratos.

    Já legumes e verduras são considerados caros por 68% delas, proporção que sobe para 76% no caso das frutas e 94% no das carnes.

    Os pesquisadores também fizeram entrevistas aprofundadas com algumas famílias e identificaram ainda um componente afetivo.

    "Essas pessoas não tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crianças, então agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a criança quer comer. E aí esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, são associados a uma infância feliz", explica Stephanie Amaral.

    A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef destaca ainda que é mais difícil controlar o consumo no caso dos ultraprocessados, porque os danos que eles causam à saúde são cumulativos e não imediatos. Mesmo assim, ela acredita que as escolas podem contribuir de forma essencial:

    "As famílias mostram uma confiança muito grande na alimentação escolar, o que mostra como as escolas são importantes em oferecer o alimento saudável, mas também em promover essa alimentação para as famílias"

    Merenda escolar -  Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

    Recomendações do estudo

    Fortalecer a regulação de alimentos ultraprocessados: avançar na regulação da publicidade infantil, na tributação de ultraprocessados e na promoção de ambientes escolares saudáveis, reduzindo a exposição e o consumo desses produtos

    Expandir creches e escolas em tempo integral: a ampliação da educação infantil e da jornada escolar fortalece redes de apoio às famílias, reduz sobrecargas, especialmente sobre as mulheres, e contribui para a proteção e promoção de hábitos saudáveis.

    Fortalecer a orientação alimentar nos serviços de saúde: ampliar o aconselhamento alimentar, desde a gestação, de forma a promover informação de qualidade, evitar a introdução precoce de ultraprocessados e influenciar a adoção de hábitos saudáveis desde o início da vida.

    Apoiar iniciativas e lideranças comunitárias: fortalecer ações locais — como hortas, feiras, atividades esportivas e redes de apoio — amplia o acesso a alimentos saudáveis e incentiva práticas de atividade física nos territórios.

    Ampliar a compreensão e o uso da rotulagem frontal: promover campanhas e ações educativas que expliquem, de forma clara, o significado da rotulagem e seu uso no dia a dia e acompanhar a efetividade da rotulagem frontal, considerando seus critérios nutricionais e formato dos alertas.

    Investir em comunicação para mudança de comportamento: estratégias de comunicação devem considerar a realidade das famílias, usar linguagem simples e abordar desafios práticos, como identificar “falsos saudáveis” e melhorar formas de preparo.

    fonte - agencia brasil.

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