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ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

Legislação busca regular acesso online para proteger crianças e jovens...

Uso contínuo de celular com  a cabeça inclinada para baixo pode gerar problemas na cervical.
© Rovena Rosa/Agência Brasil

A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.

A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

“Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

Lei Felca

São Paulo (SP), 13/08/2025 - Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca)  participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência
Foto: Reprodução

aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

“O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

Impactos

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

"Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela", explicou o pai.

Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

"Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos."

A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.

Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Karen Lima e Filipe Adão, pais de Catarina, que cuidam das fotos postadas na rede social da menina de 6 anosFoto: Karen Lima/Arquivo Pessoal

Responsabilidade das famílias

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

A pesquisadora do Child Fund Brasil Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores:

"Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?", questiona Bianca.

Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

“Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

Acompanhamento

Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Julianna Passos, psiquiatra, e mãe de Bernardo e Adam.Foto: Julianna Passos/Arquivo Pessoal
Foto: Reprodução

A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o "mundo real" e o diálogo franco.

A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar "boa noite" ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. "Ele nem tem conta ou acesso", afirma Julianna.

Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

"Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição", explica a mãe psiquiatra.

Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental.

As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

Autodeclaração

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em "tenho +18 anos", permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

“O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

Vulnerabilidade

Brasília (DF), 28.06.2024. - Pesquisadora Águeda Barreto. Matéria sobre 10 anos da Lei da Palmada. Foto: ONG Child Fund/Divulgação.

No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullyingcyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

Dados da TIC Kids Online Brasil mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

Caixas de recompensa

Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infantojuvenil, como o Roblox.

Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

“Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

Dados

A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um "sinal de idade", via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes.

“O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

Responsabilidades

O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infantojuvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

*Colaborou a repórter da Rádio Nacional Priscilla Mazenotti

> Confira aqui os demais pontos do ECA Digital

TRT-14 participa de evento em que homenageia Tribunal de Justiça de Rondônia em sessão solene no TRE-RO

Vice-presidente e corregedor do TRT-14, desembargador Carlos Lôbo, representou a Justiça do Trabalho na sessão celebrativa...


Na última quinta-feira (12/3), o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) participou de sessão solene no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), marcada por homenagens ao Tribunal de Justiça de Rondônia e à juíza Tânia Mara Guirro, que se despediu da corte eleitoral.

O vice-presidente e corregedor do TRT-14, desembargador Carlos Augusto Gomes Lôbo, representou a Justiça do Trabalho na cerimônia, que celebrou a atuação conjunta entre as instituições em prol do fortalecimento da democracia. “Como filho de Rondônia, nunca poderia deixar de falar da Justiça do meu estado. É muito significativa a manifestação da Justiça do Trabalho que fica honrada em ressaltar a importância da nossa Justiça Estadual, tão jovem, apenas 44 anos, que é senão a melhor, uma das melhores do nosso país”, registrou.

“Nossa Justiça Estadual se caracteriza não somente pela inovação tecnológica, mas também pelo cuidado com os seus magistrados e magistradas, servidores e servidoras, na formação de seus membros, o que vem desembocar nesse estado de excelência, reconhecido nacionalmente com o Selo Diamante do Prêmio CNJ Qualidade por setes vezes”. Portanto, é com grande honra e orgulho que a Justiça do Trabalho presta essa importante homenagem ao judiciário de Rondônia”, ressaltou Carlos Lôbo.

Na ocasião, o presidente do TRE-RO, desembargador Raduan Miguel Filho, acentuou a importância da parceria com o TJRO. “Rendemos justo reconhecimento a essa valorosa instituição que sempre se mostrou aliada na missão de bem servir a sociedade para que este Tribunal Regional Eleitoral cumpra seus objetivos institucionais de assegurar a realização de eleições seguras, transparentes, legítimas, garantindo a democracia e garantindo a cidadania. Agradeço imensamente cada palavra que foi dita aqui em benefício do Tribunal de Justiça de Rondônia”, afirmou.

Em seu discurso de agradecimento, o presidente do TJRO, desembargador Alexandre Miguel, destacou a histórica parceria entre as duas instituições. “Ao olharmos para o horizonte das próximas eleições percebemos que a missão dessa corte eleitoral exigirá uma vigilância sem precedentes”, pontuou.

A sessão, que também marcou a despedida da juíza Tânia Mara da Corte Eleitoral, reforçou a integração institucional entre os tribunais e o reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol do fortalecimento da democracia em Rondônia.

Participaram também da ocasião o prefeito Léo Moraes e representantes da Advocacia, Ministério Público Eleitoral e do Governo do Estado de Rondônia.

>> Acompanhe a sessão no canal do YouTube do TRE-RO


CCOM/TRT-14 (Luiz Alexandre ).

PF deflagra operação em 17 estados contra abuso s*xu4l infantojuvenil na internet

Ação nacional cumpre mandados de busca e apreensão para identificar criminosos envolvidos no armazenamento, no compartilhamento e na produção de material de abuso...

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17/3), a Operação Guardião Digital, em 17 unidades da Federação, com o objetivo de combater crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e de adolescentes. São cumpridos 35 mandados de busca e apreensão. Até o momento, uma pessoa foi presa em flagrante.

Na ação, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em todo o país para identificar e para responsabilizar criminosos que atuam, principalmente na internet, armazenando, compartilhando, produzindo ou comercializando material de abuso sexual infantojuvenil.


A operação integra o esforço permanente da PF no enfrentamento a esse tipo de crime, considerado uma das mais graves violações à dignidade de crianças e de adolescentes.

A deflagração ocorre no mesmo dia em que entra em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece novos mecanismos de proteção de crianças e de adolescentes no ambiente virtual.


Entre as medidas previstas na legislação, está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, estrutura que será implementada no âmbito da Polícia Federal para receber comunicações de provedores de internet sobre conteúdos que violem a dignidade sexual de crianças e de adolescentes.

Nomenclatura e alerta

Embora o termo "pornografia" ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual de crianças e adolescentes", por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.


Mandados de busca e apreensão por estado:

AP - 2
AM - 1
BA - 2
DF- 1
ES - 4
GO - 2
MG - 3
MS - 1
MT - 1
PA - 1
PB - 1
PR - 2
PE - 1
PI - 2
RJ - 4
RN - 1
RO- 1
RS - 2
SP - 4

FONTE - PF/RO.

Mais de 2,3 mil vagas de emprego em Rondônia: veja se sua cidade está na lista desta semana

As vagas se renovam constantemente, mostrando a força da economia rondoniense. Somente na última semana, foram cadastradas 388 novas oportunidades...


A semana começa com oportunidades batendo à porta da população de Rondônia. O estado que tem uma das menores taxas de desocupação do Brasil registra de 2.377 vagas formais abertas no estado pela plataforma do Governo de Rondônia que conecta trabalhadores a empresas. As vagas se renovam constantemente, mostrando a força da economia rondoniense. Somente na última semana, foram cadastradas 388 novas oportunidades.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, evidencia a transformação do cenário econômico do estado. ‘‘Os números mostram o sucesso das políticas públicas do governo de Rondônia, da dedicação dos empreendedores e da força da população em gerar juntos um ambiente de negócios e empregos próspero. As empresas encontram condições para crescer no estado e a população está encontrando oportunidades no mercado de trabalho’’.

O secretário da Sedec, Lauro Fernandes, explica que o Governo de Rondônia tem trabalhado para facilitar e apoiar o empreendedorismo no estado. ‘‘Há a construção de uma economia sólida, com menos custo para abrir negócios, com mais oportunidade de qualificação gratuita da população e com a tecnologia intermediando o encontro de quem deseja uma oportunidade com quem está ofertando vagas’’.

Há vagas no setor de alimentos, com oportunidades para cozinheiro(a), auxiliar de cozinha e chapeiro

Confira as cidades com novos postos registrados :

  • ​Porto Velho: 150 vagas
  • ​Ji-Paraná: 82 vagas
  • ​Cacoal: 42 vagas
  • Vilhena: 37 vagas
  • ​Pimenta Bueno: 31 vagas
  • ​Ariquemes: 18 vagas
  • ​Rolim de Moura: 12 vagas
  • ​São Miguel do Guaporé: 5 vagas
  • ​Espigão do Oeste: 3 vagas
  • ​Jaru: 3 vagas
  • ​Ouro Preto do Oeste: 3 vagas
  • ​Colorado do Oeste: 1 vaga
  • ​São Francisco do Guaporé: 1 vaga

VAGAS EM DESTAQUE

As oportunidades atendem a diversos perfis:

  • Comércio e Atendimento: Vendedor(a), Atendente, Operador de Caixa, Repositor de Mercadorias, Consultor de Vendas, Fiscal de Loja, Recepcionista e Balconista.
  • Setor Industrial e Operacional: Auxiliar de Linha de Produção, Auxiliar de Produção, Magarefe (Profissional que trabalha com abate, desossa e corte), Operador de Máquinas, Operador de Caldeira, Mecânico Industrial e Acabador de Mármore.
  • Logística e Transporte: Motorista de Caminhão, Motorista Entregador, Ajudante de Carga e Descarga, Estoquista, Almoxarife e Agente de Carga.
  • Construção Civil e Manutenção: Servente de Obras, Ajudante de Obras, Auxiliar de Eletricista, Soldador, Auxiliar de Manutenção em Edificações e Serralheiro Montador.
  • Administrativo e Técnico: Auxiliar Administrativo, Técnico em Segurança do Trabalho, Assistente Fiscal, Analista de RH, Auxiliar Contábil e Gerente de Crédito e Cobrança.
  • Educação e Saúde: Professor de Ensino Fundamental, Nutricionista Clínica, Biomédico Esteta, Cuidador de Idosos e Instrutor Educacional.
  • Serviços Gerais e Gastronomia: Auxiliar de Limpeza, Cozinheiro, Chapeiro de Lanchonete, Auxiliar de Cozinha, Zelador e Empregado Doméstico.
  • Especializadas e Veículos: Mecânico de Linha Leve, Funileiro, Borracheiro, Lavador de Motos e Preparador de Veículos.

PARA APRENDIZ

Também há 24 vagas para Jovem Aprendiz. Impulsionando e apoiando os jovens que estão em busca de ingressar no mercado de trabalho. São oportunidades desde auxiliar de limpeza a auxiliar de linha de produção. Confira a lista completa.

PERFIL ESPERADO

Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), responsável pela coordenação das ações do Sistema Nacional de Emprego em Rondônia (Sine-RO), com mais de 7 mil empresas cadastradas, a plataforma do governo estadual já gerou mais de 3,3 milhões de matches

O match acontece quando as habilidades dos candidatos combinam com o que a empresa procura, facilitando a contratação. Consulte as vagas.

FONTE - SECOM RO.

Sine de Porto Velho abre vagas de emprego nesta terça-feira

O Sine Municipal de Porto Velho disponibiliza novas oportunidades de trabalho nesta terça-feira, 17 de março. Entre as vagas ofertadas estão funções para vendedor de veículos, vendedor de shopping, ajudante de obras e motorista entregador, além de outras ocupações em diferentes áreas.


Para concorrer, os interessados precisam atender às exigências definidas pelos empregadores e comparecer presencialmente a uma das unidades de atendimento levando documentos pessoais, currículo e comprovantes de experiência, quando houver essa exigência.

O atendimento é realizado na unidade da Rua General Osório, nº 81, no bairro Centro, e também na unidade 2, localizada na Praça CEU, na Rua Antônio Fraga Moreira, 1706, na zona Leste de Porto Velho.

O Sine ainda oferece suporte por meio do e-mail sinemunicipal@portovelho.ro.gov.br e pelos telefones (69) 3901-3213 e (69) 3901-3181 para esclarecimentos sobre as vagas disponíveis.

Para mais informações sobre as vagas disponíveis, clique aqui.

Procurador-Geral de Justiça destaca papel da imprensa em evento de homenagem promovido pela Fenacom

Em noite especial, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) foi homenageado com o título de “Amigo do Comunicador”, concedido pela Federação Nacional de Comunicação (Fenacom)...


A homenagem ocorreu em evento realizado no auditório da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (12/3), sob coordenação do presidente nacional da Fenacom, Fábio Camilo. Na ocasião, o Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, recebeu a honraria das mãos de um dos padrinhos da iniciativa, o jornalista Léo Ladeia.

Durante sua fala, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago agradeceu o reconhecimento e ressaltou o papel da imprensa na democracia brasileira.O chefe do MPRO também destacou a atuação da Fenacom junto à categoria, apontando a entidade como espaço de defesa dos comunicadores, da liberdade e da valorização profissional. “A liberdade de imprensa é essencial para o Estado Democrático de Direito, para os direitos da cidadania e para a formação de uma sociedade mais consciente, crítica, livre, justa e solidária”, afirmou.

O Procurador-Geral também mencionou a presença de jornalistas homenageados no evento, a quem classificou como referências e inspirações para a profissão. Ele ressaltou ainda que o Ministério Público é parceiro da liberdade de imprensa, da cidadania e da comunicação.“O MP está sempre de portas abertas para aqueles que atuam em causas justas. Fomentar o senso crítico e esclarecer as pessoas também é papel da instituição”, concluiu.

Também foram agraciados no evento o Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia, a Defensoria Pública, além de representantes de entidades e jornalistas de todo o estado. Segundo Fábio Camilo, a homenagem representa um reconhecimento às instituições e pessoas que contribuem para a valorização da imprensa.

fonte - MPRO.

SGB conclui estudos que contribuem para identificar fontes de água seguras e sustentáveis em aldeias indígenas

Pesquisadores realizaram a entrega oficial dos primeiros 18 relatórios de estudos hidrogeológicos e geofísicos realizados em aldeias dos estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso...


O Serviço Geológico do Brasil (SGB) finalizou os primeiros estudos hidrogeológicos, elaborados com a aplicação de métodos geofísicos em aldeias indígenas para identificar áreas favoráveis à captação de águas subterrâneas destinadas ao abastecimento das comunidades. Na terça-feira (3/03), foram entregues 18 relatórios técnicos ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Porto Velho, referentes a aldeias localizadas em Rondônia, Amazonas e Mato Grosso.


Os estudos estão previstos em Termo de Execução Descentralizada (TED) celebrado entre o SGB e o Ministério da Saúde, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), e executados pelas Diretorias de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT) e de Geologia e Recursos Minerais (DGM). O objetivo é contribuir para a garantia de fontes seguras e sustentáveis de água, apoiando ações de abastecimento e melhoria das condições de saúde das comunidades indígenas.


Durante o encontro, foram apresentados os resultados dos estudos, realizados em 2025, e discutidas as próximas etapas. Os relatórios entregues reúnem informações técnicas sobre a infraestrutura hídrica subterrânea, com base em dados do Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS), levantamentos geofísicos e análises hidrogeológicas realizadas em campo. A partir dessas informações, foram indicadas áreas com maior potencial para a perfuração de novos poços tubulares.

Foto: Divulgação/SGB

“Esse momento marca um avanço nas ações de pesquisa aplicada e suporte técnico voltados ao fortalecimento da infraestrutura hídrica nas comunidades atendidas”, destacou o chefe da Residência de Porto Velho, Marcelo Macedo Guimarães. A reunião contou também com a participação da chefe do Departamento de Hidrologia, Andrea de Oliveira Germano; do chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica, Iago Sousa Lima Costa; e do pesquisador do SGB Rafael Rolim de Sousa, representando a Divisão de Hidrogeologia e Exploração.


Ao todo, 45 aldeias serão atendidas pelos estudos do SGB. Os estudos estão planejados para ocorrer até 2027.

​Aldeia Cajuí - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25861
Aldeia Bela Vista II - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25862
Aldeia Estaleiro - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25863
Aldeia Caracol - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25864
Aldeia Figueira - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25865
Aldeia Formigueiro - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25866
Aldeia Jamari - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25867
Aldeia Jamari II - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25868
Aldeia Juí - https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25869
Aldeia Nova: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25878
Aldeia Murumuru: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25877
Aldeia Kassuapá: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25876
Aldeia Karipuna: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25875
Aldeia Taboca: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25874
Aldeia Rio Azul: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25873
Aldeia Poção GM: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25872
Aldeia Poção AF: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25871
Aldeia Paranã Pikahu: https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25870

fonte - assessoria.

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