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Desabamento de dois prédios deixa 22 m*rtos em Marrocos

As equipes de resgate ainda atuam no local para verificar se há pessoas presas sob os escombros. No total, 16 pessoas ficaram feridas

Dois prédios residenciais desabaram, nesta quarta-feira (10/12), na cidade de Fez, no centro de Marrocos, resultando na morte de pelo menos 22 pessoas. O acidente aconteceu durante a madrugada. Os dois edifícios tinham quatro andares.



Cerca de 16 pessoas ficaram feridas. Os prédios abrigavam oito famílias. Segundo a mídia local, os serviços de resgate chegaram rapidamente ao bairro, isolaram a área e evacuaram os moradores das casas próximas.


Os feridos foram encaminhados para o Centro Hospitalar Universitário de Fez. As equipes de resgate ainda atuam no local para verificar se há pessoas presas sob os escombros.


As autoridades afirmaram que as buscas continuam, sem interrupção, e que o número de mortos pode aumentar. (Metrópoles)


Maior investigação da história do PCC prescreve e Marcola é absolvido; veja

A denúncia original, apresentada em 2013, trazia um raio-X inédito da estrutura da facção paulista PCC

A maior investigação já produzida pelo Ministério Público de São Paulo contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), um dossiê que reuniu ao longo de três anos e meio milhares de interceptações telefônicas, documentos, relatórios, apreensões de armas e drogas e depoimentos que levaram à denúncia de 175 integrantes da facção, foi encerrada sem qualquer punição.



A 2ª Vara de Presidente Prudente reconheceu, no dia 2 de dezembro deste ano, a prescrição da pretensão punitiva, o que resultou na extinção da punibilidade de todos os réus, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado há mais de duas décadas como líder máximo do PCC.


A decisão põe fim definitivo a um processo que, à época de sua apresentação, foi descrito por promotores do Gaeco como “o maior mapeamento da história do crime organizado no Brasil”.


O caso que virou esqueleto judicial

A denúncia original, apresentada em 2013, trazia um raio-X inédito da estrutura da facção.


Os promotores conseguiram identificar a cadeia de comando; mapear o fluxo de drogas e armas; apontar fornecedores internacionais; registrar planos de homicídios, resgates e atentados; revelar o faturamento milionário do grupo (cerca de R$ 10 milhões/mês na época); solicitar a internação de 32 líderes no RDD; e pedir a prisão preventiva de 112 acusados.


Era, segundo o MP, uma prova da atuação permanente da cúpula, que mesmo presa, mantinha o controle do crime em ao menos 22 estados, além de Bolívia e Paraguai.


Mas, apesar do volume robusto de provas, o processo jamais avançou para julgamento.

Decisões liminares, sucessivos recursos, fragmentações da ação penal e discussões procedimentais fizeram o caso se arrastar por mais de uma década.


Dessa forma, quando a Justiça analisou o mérito, em 2025, os prazos legais para punição já haviam expirado.


A decisão

No despacho de 2 de dezembro, ao qual a coluna teve acesso, a juíza responsável reconheceu que todos os crimes imputados estavam prescritos, considerando o tempo decorrido desde os fatos, as penas máximas previstas, e o avanço do processo sem sentença.


Com isso, determinou a absolvição completa dos investigados. A decisão também menciona a impossibilidade de continuar a persecução penal mesmo diante do caráter grave dos fatos, já que o Estado perdeu o prazo para punir.


O que diz a defesa de Marcola

O advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa técnica de Marcola, afirmou que a decisão apenas cumpre o que prevê o ordenamento jurídico brasileiro.


Em nota enviada à coluna, ele declarou que “o Poder Judiciário reconheceu a prescrição da pretensão punitiva estatal in abstrato, decisão que declarou extinta a punibilidade do assistido.”


Ferullo destacou que a prescrição é garantia constitucional, não se trata de favorecimento, mas do cumprimento rigoroso da lei penal, e que o Estado não pode exercer poder punitivo de forma ilimitada no tempo.

O advogado reforçou ainda que a decisão reafirma princípios como a duração razoável do processo e o devido processo legal, e que sua atuação permanece estritamente técnica e ética. (Metrópoles)

Tesouro dos EUA se manifesta sobre Magnitsky a Moraes

Em carta enviada a congressista nessa segunda-feira (8/12), Tesouro dos EUA diz que Magnitsky foi motivada por “prisões arbitrárias”

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos se manifestou sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em meio a rumores de que a sanção seria revogada, o órgão enviou, nessa segunda-feira (8/12), uma carta ao congressista norte-americano Rick McCormick afirmando que o ministro foi penalizado por “prisões preventivas arbitrárias” e “ataques” à liberdade de expressão.



“A medida foi tomada em conformidade com a Ordem Executiva (OE) 13818, que complementa e implementa a Lei Global Magnitsky de Responsabilização por Direitos Humanos e visa a autores de graves violações de direitos humanos em todo o mundo”, diz o documento endereçado a McCormick, em resposta a uma carta do congressista enviada ao Tesouro em outubro.


“A medida seguiu-se à revogação, pelo Departamento de Estado, do visto de Moraes e de seus familiares imediatos em 18 de julho de 2025, por sua cumplicidade em auxiliar e instigar a campanha ilegal de censura de Moraes contra cidadãos americanos em território norte-americano”, afirmou o Tesouro dos EUA.

Em suas redes sociais, McCormick agradeceu o posicionamento do governo dos EUA em relação a Moraes. “Sou grato por ter um Poder Executivo disposto a dialogar com nosso gabinete sobre essas questões.


Magnitsky e perda de vistos

“Como membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, levo muito a sério os ataques à liberdade de expressão e às tentativas de governos estrangeiros de ameaçar e coagir cidadãos norte-americanos, tanto aqui quanto no exterior”, disse o congressista.


Além de sancionar Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky em julho deste ano, o governo de Donald Trump revogou os vistos de outros sete ministros da Corte. Apenas André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux foram poupados.


Após reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump na Malásia, em outubro, o Brasil passou a pressionar a Casa Branca para que recue nas sanções impostas a magistrados da Suprema Corte. (Metrópoles)

Saiba quanto o Flamengo pode faturar na Copa Intercontinental

Flamengo estreia na Copa Intercontinental nesta quarta-feira (10/12), contra o Cruz Azul, equipe do México

O Flamengo estreia nesta quarta-feira (10/12) na Copa Intercontinental. A equipe carioca encara o Cruz Azul, às 14h (de Brasília), no Catar, pela última competição da temporada, e pode faturar uma boa quantia em dinheiro.



Ao entrar em campo diante dos mexicanos, para a disputa da fase chamada de “Derby das Américas”, o Flamengo vai garantir US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões). Se disputar a semifinal (Challenger Cup) contra o Pyramids, o time brasileiro receberá mais US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões). Caso conquiste o título contra o PSG, o Rubro-Negro levará para casa US$ 5 milhões (R$ 27,2 milhões) como premiação total.


Confira a premiação da Copa Intercontinental

Quartas de final:


Eliminado: US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões)

Classificado: US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões)

Semifinal:


Eliminado: permanece com US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões)

Classificado: soma mais US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões)

Final:


Vice-campeão: permanece com US$ 4 milhões (R$ 21,7 milhões)

Campeão: soma mais US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões)

Total do campeão: US$ 5 milhões (R$ 27,2 milhões)


Quem avançar no duelo entre Flamengo e Cruz Azul encara o Pyramids, do Egito, em 13 de dezembro. A final do torneio será contra o PSG, atual campeão da Champions League, no dia 17 do mesmo mês.

‘Casal Catinga’ é flagrado roubando perfumes em loja de Manaus: “Eles garantiram o presente de Natal”; veja

Manaus – Um casal foi flagrado por câmeras de segurança furtando vários frascos de perfume em uma loja instalada dentro do Hiper Supermercado, no bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus. O crime ocorreu na tarde de sábado (6) e veio à tona após as imagens serem divulgadas nas redes sociais.



Segundo o registro, os dois se passaram por clientes e circularam pelo setor de perfumaria simulando interesse em diferentes fragrâncias. A filmagem mostra que, enquanto aparentavam testar os produtos, os suspeitos aproveitavam momentos de distração da vendedora para subtrair os itens das prateleiras.


Nas imagens, a mulher aparece escondendo frascos dentro da própria roupa, enquanto outros são repassados ao homem, que os guardava na mochila. A dupla age de forma coordenada, criando situações para desviar a atenção da funcionária e prolongar a permanência no local sem levantar suspeitas.


A equipe da loja só percebeu o furto após a saída do casal. O valor total do prejuízo não foi informado. A ocorrência foi registrada no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que deu início às investigações para identificar os responsáveis. Fonte: CM7


Veja vídeo:



Homem que decepou patas de cavalo é condenado a 11 meses de prisão por maus-tratos; veja

Brasil – A Justiça condenou Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz a 11 meses de prisão por maus-tratos, por mutilar as patas de um cavalo com um facão em Bananal, no interior de São Paulo. Segundo a perícia feita por veterinários, o animal estava vivo quando foi decepado.



Diante dos depoimentos, laudos de peritos e da análise que fez do caso, a juíza condenou Andrey a 11 meses e 18 dias de detenção em regime inicialmente semiaberto, além de 34 dias-multa. Segundo a Justiça, o dia-multa vale 1/30 do salário mínimo em vigor. Andrey vai poder recorrer em liberdade.


O caso aconteceu em agosto e viralizou nas redes sociais. Na época, o tutor confessou a mutilação do animal, mas alegou que o cavalo já estava morto quando as patas foram decepadas. Ele disse que se arrepende do que fez.


Andrey foi condenado por prática de maus-tratos contra animais, com emprego de métodos cruéis para abate do cavalo. Pela lei, a pena prevista para esse crime no código penal varia de três meses a um ano, mas que pode ser aumentada em até quatro meses considerando o agravante.


A juíza Luciene Belan Ferreira Allemand, da Comarca de Bananal, avaliou que houve “a prática de duas condutas autônomas de maus-tratos, ambas determinantes para o óbito do animal”.


A juíza alega que Andrey “submeteu o equino a intenso esforço físico em trajeto de elevada exigência, o qual demandaria condicionamento que o cavalo não possuía” e que “tal circunstância levou o equino à exaustão extrema, a ponto de cair ao solo”.


A magistrada destacou que mesmo com o cavalo caído, Andrey fez o cavalo “se levantar e prosseguir, quando o exigível teria sido prestar-lhe auxílio ou buscar socorro, medidas plenamente possíveis, já que o réu estava acompanhado e, durante o percurso, teve contato com terceiros que poderiam ter ajudado”.


Ainda segundo a juíza, quando o cavalo caiu no chão pela segunda vez, Andrey “em ato de extrema crueldade, decidiu mutilá-lo ainda em vida, desferindo diversos golpes de facão enquanto o cavalo permanecia imóvel”.


“Optou por desferir-lhe diversos golpes de facão, não antes de advertir à testemunha que, “se tivesse coração”, era melhor não olhar, expressão que revela plena consciência do caráter ilícito, doloroso e cruel da ação que se seguiria. Tal circunstância evidencia, com nitidez, o dolo do agente e afasta por completo qualquer alegação de erro. Não subsiste dúvida de que o réu praticou duas condutas de maus-tratos que culminaram na morte do animal”, completou a juíza no documento.

Com alta de passagens aéreas, inflação acelera a 0,18% em novembro

No ano, IPCA acumula alta de 3,92% e, nos últimos 12 meses, índice ficou em 4,46%

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou a 0,18% em novembro, após alta de 0,09% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10).



No ano, IPCA acumula alta de 3,92% e, nos últimos 12 meses, índice ficou em 4,46%


Bebê e casal m*rrem após carro ser arrastado em enxurrada causada por chuva; veja

O casal que m*rreu com o bebê de cinco meses após o carro ser arrastado pela correnteza durante as fortes chuvas da terça-feira (9) em Palhoça, na Grande Florianópolis, era formado por estrangeiros que administravam imobiliárias na região. As vítimas foram identificadas como Mackendy Bernard, de 32 anos e Michelaine Francique, que não teve a idade divulgada. Ele era natural do Haiti, enquanto a esposa era da República Dominicana.



O casal estava junto desde 2023 e havia se mudado há pouco tempo para o bairro São Sebastião, onde ocorreu o acidente. A família estava em uma Land Rover que foi levada pela força da água ao tentar atravessar uma área alagada próxima a um viaduto. Nas redes sociais, o casal de corretores de imóveis compartilhava conquistas profissionais e momentos pessoais com clientes e com a filha. Em nota, a imobiliária confirmou a morte da família e anunciou a suspensão temporária das atividades.

Acidente


A Polícia Militar confirmou a m*rte do casal e do bebê após o carro ser arrastado pela correnteza em meio às fortes chuvas que atingiram Palhoça. A instabilidade foi causada pela passagem de um ciclone extratropical pelo Sul do país. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que o veículo tenta atravessar a área alagada e é levado pela força da água.


(Fonte: g1/SC)

Avião faz pouso de emergência em rodovia e aterrissa em cima de carro; veja

Estados Unidos - Um pequeno avião acertou em cheio um carro que trafegava na rodovia I-95, na Flórida, nos Estados Unidos, ao fazer um pouso de emergência nesta segunda-feira (8).



Imagens do acidente, registradas por uma câmera instalada no painel de outro veículo, mostram quando a aeronave começa a descer, acaba aterrissando em cima do carro e é lançada mais à frente com a colisão.


O motorista do veículo foi levado para um hospital próximo, mas teve apenas ferimentos leves. O piloto e o passageiro da aeronave não se feriram.


De acordo com as autoridades federais dos EUA, o piloto havia relatado problemas no motor momentos antes.

Polícia Militar flagra tentativa de furto de energia e detém seis suspeitos em Porto Velho

Uma ação rápida da Polícia Militar interrompeu uma ligação clandestina de energia e levou à detenção de seis pessoas na tarde de 13 de novembro. A equipe foi direcionada pelo CIOP após receber denúncia de que indivíduos manipulavam cabos em um poste na área urbana.

FOTO - PM/RO

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram duas pessoas sobre um muro mexendo na fiação, enquanto outras quatro permaneciam no chão auxiliando a prática. 

A equipe verificou que um dos cabos já havia sido conectado de maneira irregular na fase neutra, e outro fio estendido no solo demonstrava preparo para completar a ligação.

Para garantir segurança na ocorrência, uma equipe técnica da concessionária foi chamada e desativou o ponto clandestino. 

Os policiais recolheram fios, uma faca e fita isolante, itens usados na tentativa de fraude.

Os envolvidos resistiram à abordagem, o que exigiu o uso de algemas devido à desvantagem numérica da guarnição. 

Após receberem voz de prisão, todos foram encaminhados à Central de Flagrantes junto ao material apreendido.

A intervenção evitou a continuidade da ligação irregular e reduziu riscos de acidentes e danos à rede elétrica da região.

fonte - PM/RO.

Câmara aprova PL que reduz penas de Bolsonaro e condenados por 8 de janeiro

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta foi aprovada em plenário por 291 votos a 148 e será enviada ao Senado.


O texto aprovado na madrugada desta quarta-feira (10) é um substitutivo do relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ao Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e outros.

O substitutivo determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O texto original previa anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e dos acusados dos quatro grupos relacionados à tentativa de golpe de Estado julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas esse artigo foi retirado do projeto.

Grupo principal

Se virar lei, a nova forma de soma de penas deve beneficiar todos os condenados da tentativa de golpe de Estado, como aqueles do grupo principal:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
  • Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e
  • Alexandre Ramagem, deputado federal.

Esse grupo foi condenado a penas que variam de 16 a 24 anos em regime fechado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter definitivo, em 25 de novembro deste ano. Outras penas de detenção devem ser cumpridas depois daquelas de reclusão.

Como a lei pode retroagir para beneficiar o réu, a nova regra implicaria revisão do total para esses dois crimes, prevalecendo a pena maior (4 a 12 anos) por tentativa de golpe de Estado. Agravantes e atenuantes ainda serão aplicáveis sobre o cálculo.

Parlamentares da oposição preveem, para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o total da redução pode levar ao cumprimento de 2 anos e 4 meses em regime fechado em vez dos 7 anos e 8 meses pelo cálculo atual da vara de execução penal.

A conta final, no entanto, cabe ao Supremo definir e pode depender de ser validado o uso de trabalho e estudo em regime domiciliar para diminuição dos dias de prisão.


Progressão

A diferença também é influenciada pela mudança nas regras de progressão de regime fechado para semiaberto feita pelo relator.

Atualmente, exceto para condenados por crimes hediondos, o réu primário obtém progressão de pena se cumprir 16% dela em regime fechado, mas o crime não pode ter sido cometido com violência à pessoa ou grave ameaça.

Como os crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático são tipificados com a característica de “violência ou grave ameaça”, Paulinho da Força muda o texto da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) para fazer valer os 16% de regime fechado para crimes com ou sem violência ou grave ameaça.

Sem a mudança, a progressão ocorreria apenas com o cumprimento de 25% da pena pelo réu primário. Para os reincidentes, o índice de cumprimento no regime fechado passa de 30% para 20%.

Esses 25% valerão apenas para o réu primário condenado por crimes contra a vida (título I do Código Penal) e contra o patrimônio (título II do Código Penal) praticados com violência ou grave ameaça.

Já a reincidência, na mesma situação de crimes contra a vida ou o patrimônio, continua implicando cumprimento de 30% da pena para a progressão.

Outros crimes

A referência, no Código Penal, a crimes praticados com “grave ameaça” envolve vários não pertencentes aos títulos I e II, como o de afastamento de licitante (reclusão de 3 a 5 anos), constante do título XI.

No título VI estão tipificados crimes contra a liberdade sexual para os quais há agravantes relacionados a essa grave ameaça, como favorecimento da prostituição (reclusão de 4 a 10 anos) e rufianismo (reclusão de 2 a 8 anos), cujas progressões seriam também afetadas pela redação proposta, já que a referência à violência contra a pessoa ou grave ameaça, para efeitos de progressão de regime, é substituída pela referência apenas aos títulos I (crimes contra a vida, como homicídio) e II (crimes contra o patrimônio, como roubo).

Assim, esses crimes citados contarão com menor tempo para progressão de regime, pois não são enquadrados como hediondos, com exigência maior para alcançar o semiaberto, nem constam dos títulos I ou II do Código Penal.

Prisão domiciliar

O relator propõe ainda que a realização de estudo ou trabalho para reduzir a pena, como permitido atualmente no regime fechado, possa valer no caso da prisão em regime domiciliar.

Sobre esse tema, principalmente o Superior Tribunal de Justiça (STJ) produziu jurisprudência permitindo essa prática, contanto que comprovada e que possa ser fiscalizada.

Multidão

Para os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de Estado, quando praticados em contexto de multidão, como o caso dos participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos três Poderes, em Brasília, o texto reduz a pena de um terço a dois terços, desde que o agente não tenha financiado o ato ou exercido papel de liderança.


Destaques rejeitados

O plenário rejeitou todos os destaques apresentados pelo PSB e pelas federações PSOL-Rede e PT-PCdoB-PV na tentativa de mudar trechos do texto.

Confira os destaques votados e rejeitados

Destaque do PSB pretendia excluir todas as mudanças no sistema de progressão de penas

Destaque da Federação PSOL-Rede pretendia manter o cumprimento mínimo de 25% da pena de reclusão pelo réu primário condenado por qualquer crime com o exercício de violência ou grave ameaça, como os relacionados à tentativa de golpe de Estado

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV tinha o mesmo objetivo, com outra exclusão semelhante de parte do texto

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia excluir a possibilidade de diminuição de pena com estudo ou trabalho realizado em prisão domiciliar

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia retirar trecho que determina o uso apenas da maior pena dos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito;

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia excluir trecho que prevê redução de um terço a dois terços da pena por esses crimes se praticados no contexto de multidão, como os atos de 8 de janeiro de 2023.


Com informações da Agência Câmara de Notícias.

Porto Velho está entre as 24 capitais do país que tiveram redução na cesta básica em novembro


O custo da cesta básica de alimentos teve redução em 24 das 27 capitais do Brasil em novembro na comparação com outubro. A informação é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira, 9 de dezembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Porto Velho, o preço da cesta básica em novembro apresentou queda de -0,76% em relação a outubro e ficou em R$ 614,13.

NOVE DE 12 – Na capital rondoniense, nove dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre outubro e novembro: tomate (-5,54%), arroz agulhinha (-2,98%), açúcar cristal (-2,00%), leite integral (-1,96%), farinha de mandioca (-1,81%), manteiga (-1,45%), café em pó (-0,91%), feijão carioca (-0,34%) e carne bovina de primeira (-0,11%). Outros três produtos apresentaram elevação: óleo de soja (4,35%), banana (2,34%) e pão francês (0,93%).

ACUMULADO – Nos últimos sete meses, entre abril e novembro, a variação do preço da cesta básica em Porto Velho foi de -7,78%. E oito produtos apresentaram diminuição de preços: tomate (-30,68%), arroz agulhinha (-27,53%), manteiga (-11,66%), farinha de mandioca (-11,05%), açúcar cristal (-10,21%), leite integral (-7,41%), feijão carioca (-1,67%) e carne bovina de primeira (-0,20%). Outros quatro produtos apresentaram alta: óleo de soja (16,62%), banana (5,21%), café em pó (2,26%) e pão francês (0,07%).


NACIONAL - Na avaliação nacional, o valor dos alimentos básicos caiu, entre outubro e novembro, em 24 das 27 capitais, onde a pesquisa é realizada, com destaque para Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%). No acumulado no ano, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, nove capitais registram queda no preço da cesta básica, com destaque para Brasília (-5,35%), Natal (-4,20%) e Aracaju (-2,88%).

ARROZ - Entre outubro e novembro de 2025, o preço do arroz agulhinha caiu nas 27 cidades acompanhadas, com variações entre -10,27%, em Brasília, e -0,34%, em Palmas.

TOMATE - O preço do tomate caiu em 26 das 27 capitais, com variações entre -27,39%, em Porto Alegre, e -3,21%, em Boa Vista. Apenas Rio Branco (0,11%) registrou aumento. A maior oferta, principalmente devido à maturação, reduziu o preço no varejo.

AÇÚCAR - O valor médio do quilo do açúcar caiu em 24 capitais, com quedas mais expressivas em Boa Vista (-6,22%) e Aracaju (-6,09%). A queda ocorreu em função da redução de preços no mercado internacional e da oferta em alta no período de safra.

LEITE - O preço do leite integral ficou menor em novembro em 24 das 27 cidades. As reduções oscilaram entre -7,27%, em Porto Alegre, e -0,28%, em Rio Branco. O excesso de oferta no campo e a importação de derivados contribuíram para a redução.

CAFÉ - O valor do café em pó caiu em 20 cidades, principalmente em São Luís

(-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%). A boa produtividade das lavouras e o lento processo de negociação das tarifas americanas fizeram com que os preços do varejo caíssem.

DOZE MESES - A comparação no intervalo de 12 meses (de novembro de 2024 a novembro de 2025) somente é possível para as 17 capitais onde o DIEESE já realizava o levantamento em 2024: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

QUEDAS MAIS EXPRESSIVAS - Em todas as 17 capitais, o preço do arroz agulhinha caiu no período de 12 meses. As quedas variaram entre -40,22%, em Brasília, e -21,77%, em Aracaju. O preço do açúcar diminuiu em 14 das 17 capitais, com destaque para variações de Belém (-30,67%) e Brasília (-18,71%). O preço da batata, pesquisado nas 10 capitais do Centro-Sul, caiu em todas essas cidades, com variações entre -52,45%, em Campo Grande, e -30,70%, em Vitória. Já o valor do leite integral diminuiu em todas as capitais, com variações entre -11,76%, em Recife, e -1,33%, em Fortaleza.

PARCERIA CONAB E DIEESE - A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras em 2025, resultado da parceria entre Conab e Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025, com base nos dados de julho.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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