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Nova travessia na Caúla corrige problema antigo e facilita ligação da zona Norte para a zona Sul

Obra da Prefeitura de Porto Velho também proporciona mais segurança e proteção à vida...


Uma nova travessia que está sendo construída na Av. José Vieira Caúla, entre as avenidas Prefeito Chiquilito Erse e Guaporé, zona Leste da capital de Rondônia, vai melhorar significativamente a fluidez do tráfego, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança viária.

Um dos principais benefícios é que a obra vai corrigir um problema antigo, que é facilitar o trajeto da zona Norte para região Sul da cidade, o que era impossível antes.

O empresário e advogado Juliano Mendes, proprietário de uma recuperadora de automóveis em frente à nova travessia, sofria com a situação. Ele disse que a dificuldade de acesso afastava muitos clientes.

Juliano Mendes disse que a dificuldade de acesso afastava muitos clientes

“Acreditamos que, com a abertura da via e a instalação do semáforo, o acesso será facilitado e o movimento tende a melhorar”, comentou.

Para tornar isso possível, a Prefeitura de Porto Velho está executando a obra, que inclui a instalação de um novo semáforo, além de sinalização vertical e horizontal para orientar a população.

NOVA ALTERNATIVA

O titular da Secretaria Municipal de Segurança, Transporte e Mobilidade (Semtran), Iremar Lima, disse que a demanda determinada pelo prefeito Léo Moraes resolve um problema antigo de mobilidade urbana naquela área.

Para o José Carlos Mendes, o trânsito naquele trecho, além de fluir melhor, também ficará menos perigoso

“Atualmente, a principal alternativa para a travessia entre as zonas Norte e Sul é a Rua Governador Ari Marcos, que permite o fluxo no sentido sul-norte, mas não o contrário”, disse o secretário.

A ausência de opções para a travessia no sentido norte-sul obriga os usuários a se deslocarem por cerca de 1 km até a Av. Prefeito Chiquilito Erse (Rio Madeira) ou Av. Guaporé, o que contribui para o aumento do congestionamento nessas vias.

“Essa intervenção visa proporcionar uma alternativa para quem precisa se deslocar entre as zonas Norte e Sul, reduzindo a sobrecarga nas avenidas Rio Madeira e Guaporé”, completou.

MENOS ACIDENTES

Para o morador José Carlos Mendes, o trânsito naquele trecho, além de fluir melhor, também ficará menos perigoso.

“Antes, era comum as pessoas cruzarem o canteiro central para acessar a outra via, e isso resultava em muitos acidentes. Com a sinalização isso será menos frequente”, afirmou.

MUDANÇA

Com a construção da travessia, a rua América, entre a rua Independência e José Vieira Caúla, passa a ser mão única no sentido da zona Sul, e, conforme informou Iremar Lima, o semáforo já foi testado e vai operar em ciclos de dois tempos.

Texto: Augusto José
Fotos: Júnior Costa

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

A terra treme em Porto Velho

MONTEZUMA CRUZ*

Originalmente no Cool do Mundo, de Vilhena

 

Alto Madeira capa da edição de 19 de janeiro de 2022/Reprodução

Já sob a direção do médico baiano Joaquim Augusto Tanajura, em 19 de janeiro de 1922, ano do centenário da Independência do Brasil, o jornal Alto Madeira exibia na 1ª página da edição nº 487, "telegrammas" de "Manaos", Capital do Estado do Amazonas; navios vapores que zarpavam; e um tremor de terras percebido em Porto Velho.

A gerência administrativa era de Cincinato Elias Ferreira. O jornal ainda não publicava clichês, apenas noticiou o fato. Clichê era uma placa de metal com zinco, ou, depois, de borracha ou fotopolímero; nelas saíam imagens em relevo.

Na íntegra e na linguagem em 1922:

"No dia 16 do corrente, as 11 1[2 horas da noite pouco mais ou menos, deu-se nesta cidade um tremor de terra. As casas trepidaram fortemente, sahindo alguns de seus habitantes para a rua.

"Os móveis, perdendo o estão de repouso, oscilaram sobre o seu ponto de apoio. No mez passado o mesmo phenomeno foi notado nesta cidade, as 11 horas do dia 18, sendo mais rápido do que o último."

Observações deste repórter: naquela época, estudos sobre ocorrências de tremores deviam ser raridade. Atualmente, sismógrafos e sismômetros instalados da Universidade de Brasília, revelam a localização e a intensidade (medida na escala Richter) desses fenômenos. Aqui na Amazônia Ocidental Brasileira mesmo, fortes tremores no Peru são sentidos em Cruzeiro do Sul (AC), e até mesmo em Rio Branco (AC) e Porto Velho.

Sismógrafo fabricado por chineses localiza epicentro de tremores/ Foto Ibrachina

Além do tremor ocorrido em alguma placa tectônica sul-americana vizinha ao Amazonas e 21 anos depois Território Federal do Guaporé, algo mais atraía o leitor do Alto Madeira naquela 1ª página: o folhetim novelesco "As 13 noivas", escrito por E. Lloyd Sheldon.

No capítulo VIII ele relata que o tenente Morgan penetra no calabouço do navio, após a retirada do seu pessoal e o lançamento de uma poderosa carga de dynamite. Mantenho a grafia da época.

O texto emocionado:

"(...) Então Morgan, disfarçando-se com a roupa de uma das moças, sahe e vai ao encontro dos miseráveis. Chegando junto d'eles apodera-se do archote e, servindo-se dele como de uma massa d'armas, trava lucta e abre caminho até o mar.

"Ahí, atira-se ás águas e nada em direção ao submarino. Graças a escuridão os bandidos perdem-o de vista e julgam-o morto. Elle aborda o submarino, domina sem grande esforço os poucos miseráveis que ali estão de guarda, e penetrando no compartimento de telegrafia Marconi da primorosa embarcação, começa a telegraphar para o Ministro da Marinha pedindo socorro.

"Infelizmente os que estavam de guarda no barco fugiram e foram dar alarma a seus companheiros na ilha. Os bandidos não tardaram a vir, sedentos de vingança. E um d'eles penetra na câmara do submarino quando Morgan ainda está telegrafando (...)"

E assim, numa cidade onde a pequena população não dispunha de outro meio de comunicação, senão o jornal e o telégrafo instalado em 1909. No mais, as pessoas liam textos redigidos por Joaquim Tanajura e colaboradores, ou captados pelo fio telegráfico, do noticiário nacional e internacional de agências.

O rádio só seria inaugurado no Brasil em 7 de setembro daquele ano de 1922, durante as celebrações do centenário da Independência, quando a transmissão pioneira feita no Rio de Janeiro divulgou o discurso do presidente Epitácio Pessoa.

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*Chegou a Rondônia em 1976. Em dois períodos profissionais esteve no Acre, norte mato-grossense, Amazonas, Pará e Roraima, a serviço da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Acompanhou a instalação do Centro de Triagem de Migrantes em Vilhena e a chegada dos recursos financeiros da Sudam, Polamazônia e Polonoroeste durante a elevação do antigo território federal a estado. Deu ênfase à distribuição de terras pelo Incra, ao desmatamento e às produções agropecuária e mineral. Cobriu Mato Grosso antes da divisão do estado (1974 a 1977); populações indígenas em Manaus (AM); o nascimento do Mercosul (1991) em Foz do Iguaçu, na fronteira brasileira com o Paraguai e Argentina; portos, minérios e situação fundiária no Maranhão; cidades e urbanismo em Brasília (DF).

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Nota de responsabilidade

As opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição editorial deste jornal.

Câmera corporal revela detalhes de ação policial que terminou com m#rte de jovem com esquizofrenia

Imagens gravadas pela câmera corporal de um policial militar revelam como ocorreu a ação que resultou na morte de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, durante uma ocorrência em setembro, na capital gaúcha. As gravações, entregues à defesa da família, mostram toda a intervenção dentro da residência onde o jovem estava com a mãe.

FOTO - ND MAIS

Herick, que tinha diagnóstico de esquizofrenia, teria sofrido um surto no momento da abordagem. Nesta segunda-feira (10), a Polícia Civil concluiu o inquérito e apontou que os policiais agiram em legítima defesa, motivo pelo qual não houve indiciamento. O relatório final será encaminhado à Justiça, que deve enviar o caso ao Ministério Público para manifestação.

De acordo com a Polícia Civil, a análise das imagens e do restante do material coletado confirmou que os agentes seguiram os protocolos de uso progressivo da força. A Corregedoria da Brigada Militar, que realizou uma apuração paralela, chegou à mesma conclusão. 

Segundo o órgão, houve tentativa de diálogo, uso de arma de choque e, posteriormente, quatro disparos de arma de fogo. Com o fim das investigações, os policiais, que estavam afastados, podem retomar suas atividades.

As imagens mostram que, ao entrar na residência, os policiais encontram Herick sentado ao lado da mãe. 

Os agentes conversam com ele por alguns minutos e pedem que permaneça sentado. Em determinado momento, o jovem se levanta e passa a confrontar os policiais, que utilizam a arma de choque na tentativa de contê-lo. Em seguida, ocorrem os disparos de arma de fogo, apesar das tentativas da mãe e da tia de segurá-lo.

Logo após os tiros, a mãe desabafa, emocionada, dizendo que chamou a polícia para ajudar, não para matar o filho. O Samu foi acionado, mas Herick não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Brigada Militar afirma que foi acionada pela própria mãe do jovem, que relatou comportamento agressivo do filho. 

Conforme a corporação, o laudo toxicológico apontou alto índice de cocaína no organismo de Herick, o que, somado ao transtorno mental, teria contribuído para o descontrole apresentado durante a ocorrência.

Estudantes de Triunfo enfrentam apreensão de ônibus e quase perdem o Enem em viagem à capital

Mais de 30 estudantes do distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari, passaram por um contratempo neste domingo (16) enquanto seguiam para o segundo dia do Enem. O grupo teve a viagem interrompida após o ônibus em que estavam ser retido pela Polícia Rodoviária Federal durante uma fiscalização de rotina. Segundo os agentes, o veículo apresentava irregularidades e, por isso, não pôde continuar.

FOTO - Reprodução Redes sociais

A situação deixou os alunos cerca de 40 minutos à espera de uma solução às margens da rodovia. Para garantir a chegada aos locais de prova, parte deles precisou arcar com outro transporte, enquanto outros seguiram em um segundo ônibus enviado pela prefeitura. Alguns ainda foram conduzidos pela própria PRF para evitar que perdessem o exame.

Relatos dos estudantes indicam que o problema já havia ocorrido no domingo anterior, quando o motorista foi apenas orientado a seguir viagem. 

Apesar do alerta, a regularização não teria sido feita ao longo da semana. Um dos candidatos, Thiago Damião de Souza, contou que todos conseguiram realizar a avaliação, mas destacou que o atraso e o estresse prejudicaram sua concentração.

A PRF informou que a abordagem aconteceu às 9h47 e que todos os estudantes foram liberados por volta das 10h15, antes do fechamento dos portões. 

Em nota, o prefeito de Candeias do Jamari, Lindomar Garçon, afirmou que o transporte foi substituído por um veículo novo, equipado com ar-condicionado e acessibilidade.

Com informações G1 RO.

Como Rondônia se tornou a nova porta de entrada do mercúrio ilegal que abastece garimpos na Amazônia

Capital de Rondônia atua como um ponto central de redistribuição para o mercúrio contrabandeado, que é então escoado para as principais áreas de garimpo no Brasil. O mercúrio é utilizado para separar o ouro de sedimentos como areia e pedras.

O estado de Rondônia é uma das principais portas de entrada do mercúrio ilegal na Amazônia. O metal atravessa a fronteira entre as cidades-gêmeas de Guajará-Mirim, no Brasil, e Guayaramerín, na Bolívia. Em solo brasileiro, é distribuído clandestinamente para uso no garimpo ilegal.

Porto na fronteira entre Guajará-Mirim e Guayaramerín — Foto: Governo de Rondônia


A rota do mercúrio foi detalhada no estudo "Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança", elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).


O mercúrio é utilizado na amalgamação, processo que separa o ouro de sedimentos como areia e pedras. Atualmente, não há substância com a mesma facilidade de manejo. Além disso, ele é fácil de transportar e acessível no mercado paralelo.


O estudo aponta que a transformação de Rondônia como rota estratégica para atividades ilícitas foi impulsionada por fatores políticos, econômicos e geográficos.


Até 2015, o Peru era um dos principais importadores de mercúrio na América do Sul, detentor das maiores reservas conhecidas de ouro e ponto central do contrabando. Esse cenário mudou quando o país aderiu à Convenção de Minamata, tratado internacional que estabelece uma série de regras rígidas, como a redução e, se possível, eliminação do uso de mercúrio na mineração.


Devido às fiscalizações frequentes no Peru, as organizações criminosas se deslocaram para outro ponto estratégico: a Bolívia.


A ascensão da Bolívia como importador de mercúrio

Entre 2015 e 2021, a Bolívia passou a ser o segundo maior importador de mercúrio do mundo, atrás somente da Índia. O volume comprado era muito maior que o necessário para o consumo interno, levantando a suspeita de que o país estaria sendo usado como rota de entrada e distribuição de mercúrio para garimpos ilegais, assumindo o papel antes ocupado pelo Peru.


Em 2016, um ano após o Peru aderir à Convenção de Minamata, a Bolívia importou 238 toneladas de mercúrio, embora necessitasse de apenas 34.


"Essa rápida realocação e manutenção do fluxo demonstram a elevada capacidade de adaptação e articulação regional das estruturas criminosas envolvidas na cadeia do mercúrio", apontam o MMA e a Abin em nota conjunta enviada ao g1.


Além da ausência de legislação restritiva, a posição e as características geográficas da Bolívia tornam a região estratégica para o contrabando. O país faz fronteira com quatro estados brasileiros; três deles fazem parte da Amazônia Legal: Acre, Rondônia e Mato Grosso.


No Brasil, a venda de mercúrio é legal apenas para empresas autorizadas e com uso específico, como na indústria de cloro e soda. O uso do mercúrio é fiscalizado pela Lei de Crimes Ambientais, que proíbe o uso de substâncias tóxicas sem controle técnico.


Rondônia como uma das principais rotas de contrabando

O mercúrio usado em garimpos ilegais na Amazônia vem, em grande parte, do Tajiquistão, um país da Ásia Central. Segundo o estudo, o transporte é feito por triangulação: os Emirados Árabes Unidos compram o metal e o revendem para países como Índia e Rússia, que depois enviam para Bolívia e Guiana.


A fronteira entre Brasil e Bolívia tem mais de 3.400 km de extensão, segundo a Fundação Alexandre de Gusmão. É a maior do país e inclui rios, canais e áreas de floresta densa.

Um relatório do Centro Internacional para o Desenvolvimento de Políticas Migratórias(ICMPD) classifica a fronteira entre Brasil e Bolívia como “imaginária”. O trecho não tem controle migratório nem alfandegário, o que facilita o contrabando, mas a polícia diz que vem intensificando ações na fronteira (veja mais abaixo).


O limite natural entre as cidades é o rio Mamoré. A travessia de barco leva cerca de 10 minutos e é feita diariamente por moradores que cruzam a fronteira para trabalhar, estudar ou buscar atendimento médico. O Ministério do Meio Ambiente e a Abin apontam que as atividades ilícitas nesse trecho "desafiam a capacidade do Estado em exercer controle territorial".


"A fragilidade da fronteira em Guayaramerín-Guajará-Mirim reside principalmente no aspecto de serem cidades-gêmeas de fronteira fluvial. A fronteira urbana de economia integrada dessas cidades permite que o fluxo de ilícitos [contrabando “formiga”, de várias viagens de pequenas quantidades] se tornem encobertos no meio do fluxo lícito ao longo do rio Mamoré", aponta a Abin e o MMA.


Na Bolívia, o metal sai da cidade de Riberalta e segue para Guayaramerín, na fronteira com Guajará-Mirim (RO). Depois de atravessar o rio em embarcações, o material, embalado em pequenos frascos, segue para Porto Velho por rodovias federais e estaduais.


A capital de Rondônia atua como ponto central de redistribuição do mercúrio contrabandeado, que é então escoado para as principais áreas de garimpo no Brasil, como no rio Madeira e Tapajós.


A Bolívia opera como um grande depósito legal de mercúrio, enquanto a fronteira com Rondônia age como uma “torneira clandestina” aberta ao contrabando.


Riscos à saúde e o meio ambiente

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o mercúrio altamente tóxico. A exposição pode prejudicar o desenvolvimento de crianças e causar danos ao sistema nervoso, imunológico, cardiovascular e até levar à morte.


Quando despejado nos rios, o mercúrio contamina os peixes, principal fonte de alimentação de indígenas e ribeirinhos.


Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Socioambiental (ISA) feito na Terra Indígena Yanomami divulgado há pouco mais de ano, revelou que 94% dos indígenas que participaram da pesquisa estão contaminados por mercúrio.

Rio poluído por mercúrio na Terra Yanomami — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica


Policiamento na fronteira

Para combater o contrabando, a Polícia Militar criou o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron). Outros órgãos também atuam no combate ao tráfico de mercúrio e ao garimpo ilegal.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atua nas rodovias federais, fiscalizando veículos de carga, ônibus e carros para interromper a logística do contrabando.


O Ministério da Justiça criou o programa Protetor, voltado para o combate ao crime nas fronteiras. Entre 2024 e 2025, mais de 200 quilos de mercúrio foram apreendidos.


Mas, por que, apesar das operações de fiscalização, a prática do contrabando de mercúrio ainda é tão frequente? De acordo com a Abin e o MMA, o contrabando do metal é pouco arriscado, pois há imensa facilidade em obtê-lo. Além disso, o comércio gera lucros em todas as suas etapas.


O relatório aponta que na importação formal (entrada no continente), os custos são baixos, variando de US$ 10,00 a US$ 31,00 o quilo (R$ 53,70 a R$ 166,47, considerando a cotação atual do Banco Central). Porém, próximo às áreas de garimpo, o valor do quilo de mercúrio pode variar entre R$ 3,6 mil e R$ 6 mil.


Abin e MMA apontam que o maior fator para a alta rentabilidade do metal é a ligação direta com o comércio de ouro. Isso porque os mesmos indivíduos e redes que compram o ouro dos garimpeiros são os que vendem o mercúrio para eles.


Mesmo com os esforços do governo e das forças de segurança, Rondônia segue como uma das áreas mais vulneráveis da Amazônia ao contrabando de mercúrio. O reflexo disso é a destruição de rios, florestas e a saúde de quem vive deles.


Por Jaíne Quele Cruz, g1 RO.

Polícia Civil cumpre mandado e apreende drogas e munições

A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), deu fiel cumprimento, na manhã desta sexta-feira, ao Mandado de Busca e Apreensão no âmbito da Operação NARKE/MJ. A medida judicial foi direcionada a um imóvel localizado no bairro Cidade do Lobo, associado ao investigado F. I. N. F., conhecido como “Polaco”.



Durante a ação, a companheira do investigado, A. C. S. F., foi presa após a localização de entorpecentes, munições e materiais típicos do tráfico de drogas. No interior da residência foram apreendidos aproximadamente 2,7 kg de maconha, cerca de 100 g de cocaína em pó, balanças de precisão, máquina de cartão, sacos plásticos utilizados para fracionamento de drogas, além de munições de diversos calibres e R$ 339,00 em dinheiro.


A Polícia Civil reforça seu compromisso permanente no enfrentamento ao tráfico de drogas e seguirá atuando de forma firme e contínua em operações integradas e estratégicas em todo o Estado. (Fonte: PCRO)

Polícia Civil cumpre mandado de prisão por crime de tortura em Candeias do Jamari

A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da Delegacia de Candeias do Jamari, cumpriu na tarde desta sexta-feira (14) um mandado de prisão em desfavor de D. W. de S., investigado pelo crime de tortura.



De acordo com as apurações, o indivíduo é apontado como um dos participantes de uma ação conhecida como “disciplina”, praticada por facções criminosas, contra uma mulher. Após diligências, a equipe policial localizou o suspeito no distrito de Triunfo.

O investigado foi conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe e, em seguida, colocado à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil reforça seu compromisso com o enfrentamento à violência e com a responsabilização de autores de crimes em todo o estado. (Fonte: PCRO)

Crônica de Fim de Semana - Mutirão de Amor , por Arimar Souza de Sá

Crônica de Fim de Semana  - Mutirão de Amor , por Arimar Souza de Sá

foto - edição Rondonoticias

Hoje é sexta-feira! No banho da manhã, deixei a água cair nos ombros como quem lava a alma, ouvindo a música Mutirão de Amor, na doce voz de Roberta Sá — (logo SÁ)

— e no balanço gostoso de Zeca Pagodinho. Enquanto ensaboava o corpo para sair e enfrentar a vida, escutei essa composição de Jorge Aragão lembrando que “cada um de nós deve saber se impor e até lutar em prol do bem-estar geral”...

Ah, Jorge Aragão… esse poeta do cotidiano que transforma sabedoria popular em melodia. E eu, no meu palco exclusivo de azulejo, cantei à beça, me alinhei a ele para começar o dia do jeito certo.

Respirei um ar puro, me enchi de entusiasmo e “vambora”. A música me conduziu a propor ao povo rondoniense — e por que não ao Brasil inteiro? — um Mutirão de Amor, pedindo um pouco de descanso para o coração do país. Abri a janela, deixei o sol entrar devagar e permiti que a melodia tomasse conta da casa. Afinal, diz o poeta na canção: “afastar da mente todo mal pensar, saber se respeitar, se unir pra se encontrar”...

E foi ouvindo e viajando em cada verso que pensei nesse Brasil cansado. Cansado de Lula versus Bolsonaro, de esquerda e direita, de discussões que começam no café e terminam no jantar. Um país exausto de tropeçar, dia após dia, nos ressentimentos deixados no meio da sala da nação como se fossem decoração permanente — poeira emocional que ninguém varre, móvel pesado que ninguém muda, pedra de tropeço que se recusa a sair do caminho.

Nas padarias, no zap da família, no trabalho… basta olhar. A polarização senta no meio da conversa, ajeita a cadeira e não vai embora. Rouba o riso, abafa o afeto e empurra para longe a leveza que merecemos. O que deveria ser congraçamento vira frustração — e às vezes até briga da braba. Ave Maria!

Mas, felizmente, existe outro Brasil. O Brasil silencioso. Aquele que acorda cedo, faz uma oração antes de sair, paga as contas, abraça forte quem ama e não tem tempo para ódio porque está ocupado vivendo. A brava gente desse Brasil sadio sabe que o remédio não está na farmácia, mas no suor do rosto, no respeito, na união e no olhar mais demorado sobre o outro — remédios da alma, desses que não vêm em caixa, mas que curam feridas profundas.

É esse Brasil que a música Mutirão de Amor inspira. É esse Brasil que pede — com voz mansa — um mutirão de amor coletivo. E não é amor de novela das seis. É amor de gente grande: que desarma, que desencana a conversa, que derruba muros, que baixa a febre das ideias inflamadas.

Um amor que começa no básico: ouvir sem atacar, discordar sem destruir, perdoar sem humilhar, conviver sem ferir e, como diz Aragão, ‘se manter respeitado para ser amado’. Isso sim é amor de verdade!

É claro que o mutirão que proponho, em parceria com o compositor, começa dentro da gente — no instante em que arrancamos o mal pela raiz, esse mal que se esconde atrás do famoso: “é minha opinião, respeite”. Mal pensar é escolha, mas o bem também é. E toda escolha é uma porta: ou abre para luz, ou abre para o breu.

Ora, o país está faminto de gestos pacíficos. De boas palavras. De vozes que cantem — mesmo desafinadas como a minha no banheiro — lembrando que a vida pode ser simples. De gente que não dá palco para os malvados — porque malvado sem plateia murcha, se lasca. De quem perdoa porque sabe que rancor pesa — e pesa como pedra molhada. De quem entende que amor não é fraqueza — é virtude da boa.

Pois é! Se cada um fizer a sua parte — e aqui não tem frase pronta, tem convocação — as barreiras viram pó. Sobra espaço e luz para o reencontro: com o bom dia conciliador, o deixa pra lá, o você tem razão, o “vamos juntos nessa?”.

Estejam certos: o Brasil não precisa de heróis. Precisa de pessoas normais — tipo eu, você. Gente disposta a colocar menos raiva e mais serenidade nas conversas. Menos incertezas e mais coração.
No fim, ser feliz não é projeto individual — é obra coletiva, porque gastar energia com besteira é uma m...

E se a gente começar agora, talvez o país acorde neste sábado mais leve: sem muros, sem punhais na palavra, sem a gritaria que divide. Porque, como diz a canção: “nem tudo está perdido”.

E quando a gente canta — mesmo cansado — é porque ainda acredita. E acreditar, no Brasil de hoje que degringola ladeira abaixo, já é um ato de coragem. É um ato de puro amor. Então, meus fiéis leitores das Crônicas de Fim de Semana, peço licença para me unir a Jorge Aragão e convocar vocês:

Bora para esse mutirão?

Prometo que não precisa trazer vassoura, nem rodo, nem água sanitária — só boa vontade, um sorriso na cara e disposição para cantar sempre que for possível, como está expresso na letra de Jorge Aragão.

E, para quem ainda não conhece a música, faça esse favor a si mesmo: ouça Mutirão de Amor.
Deixe a melodia bater no peito e, dela, derive uma atitude que apague o fogo dessa criminosa polarização.

Porque, afinal, como diz o poeta: o fim do mal pela raiz, nascendo o bem que eu sempre quis, é o que convém pra gente ser feliz.”
E que assim seja — hoje, amanhã e sempre.

Amém!
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Texto anterior -  CRÔNICA DE FIM DE SEMANA - Sou impaciente e tenho motivos de sobra

Assembleia aprova R$ 3 milhões para concurso público da Educação

A educação estadual deve ganhar reforço em breve. A Assembleia Legislativa aprovou um crédito adicional de R$ 3 milhões destinado exclusivamente à realização do próximo concurso público da rede de ensino. 

foto - reprodução

A medida atende a um pedido do próprio governo, que justificou a necessidade do aporte após constatar a falta de previsão orçamentária específica no PPA 2024-2027.

Com o recurso aprovado, a Secretaria de Educação passa a ter condições financeiras para iniciar os trâmites da seleção, que contemplará a contratação de professores e técnicos. 

Apesar do avanço, ainda não foram informados detalhes sobre o número de vagas, o lançamento do edital ou o cronograma das etapas.

A expectativa é de que o novo concurso ajude a suprir demandas históricas do setor e garanta reforço profissional nas escolas estaduais.

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