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Brasil

Explosão em supermercado no México mata ao menos 23 pessoas

Mundo – Uma explosão, aparentemente acidental, atingiu o supermercado Waldo’s e pode ter sido causada por um transformador elétrico. O acidente aconteceu nesse sábado (1º) e vitimou pelo menos 23 pessoas, deixando ainda 12 feridos, no Estado de Sonora, no norte do México.



De acordo com relatório preliminar das autoridades, entre as vítimas estão, pelo menos, seis menores, duas mulheres grávidas, vários idosos e funcionários. O governo local expressou, através das redes sociais, condolências aos familiares das vítimas e garantiu que a administração local vai prestar apoio a todos os afetados.


“Infelizmente, mineiros estão entre as vítimas”, disse o governador do estado de Sonora, Alfonso Durazo, num vídeo publicado nas redes sociais. “Ordenei uma investigação completa e transparente para apurar as causas do acidente e determinar os responsáveis”, acentuou.


Inalação de gases

O acidente ocorreu em Hermosillo, capital do estado de Sonora. O procurador-geral do estado, Gustavo Salas, indicou que a maioria das vítimas morreu por inalação de gases tóxicos.


“A hipótese em estudo é que foi acidental, e a investigação está centrada num transformador que estava no interior da loja”, declarou a Procuradoria de Sonora. “Mas não descartamos nenhuma pista”.


“Assim que os bombeiros permitirem o acesso ao interior, enquanto continuam a remover os escombros, e assim que a estrutura for inspecionada e os peritos puderem entrar com segurança, será possível determinar com precisão as causas do incêndio e, se necessário, corroborar a linha de investigação”, finalizou a autoridade judicial.


Com informações da Agência Brasil.

Netanyahu alerta para reação de Israel se Hezbollah se rearmar

Primeiro-ministro diz que país "agirá conforme necessário" e pediu ação do governo do Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou neste domingo (2) que o Hezbollah está buscando se rearmar. Ele pontuou que Israel exercerá seu direito à autodefesa, conforme o acordo de cessar-fogo do ano passado, caso o Líbano não desarme o grupo.



No início de uma reunião de gabinete, Netanyahu afirmou que Israel "agirá conforme necessário" se o governo libanês não tomar medidas para impedir que seu território se torne uma nova frente de batalha.


Os Estados Unidos intermediaram um cessar-fogo em novembro de 2024 entre o Hezbollah e Israel, após mais de um ano de conflito desencadeado pela guerra em Gaza, mas os ataques israelenses continuam esporadicamente.


Também neste domingo, o Exército de Israel afirmou em um comunicado que matou quatro integrantes do Hezbollah.


O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, por sua vez, ressaltou que o governo libanês deve cumprir seu compromisso de desarmar o grupo e tirá-lo do sul do país.


Katz disse que os esforços máximos de fiscalização continuarão e serão intensificados para proteger os residentes israelenses no norte do país.


Nos termos do acordo de cessar-fogo, o Líbano concordou que apenas as forças de segurança do Estado deveriam portar armas, o que significa que o Hezbollah deve ser completamente desarmado.


Fontes do Exército libanês disseram à Reuters que explodiram tantos depósitos de armas do Hezbollah que ficaram sem explosivos. Eles esperam concluir a varredura do sul do país até o final do ano.


O Hezbollah se comprometeu publicamente com o cessar-fogo e não se opôs à apreensão de depósitos de armas não tripuladas no sul. Também não disparou contra Israel desde a trégua de novembro.


No entanto, insiste que o desarmamento, conforme mencionado no texto, aplica-se apenas ao sul do Líbano e insinuou que um conflito é possível caso o Estado aja contra o grupo. (CNN BRASIL)


Chefe do Pentágono barra militares dos EUA de discutirem ataques a barcos

Gabinete do secretário de Defesa divulgou lista de assuntos sobre os quais os funcionários do governo Trump agora precisam de aprovação antes de debater com o Congresso

O gabinete do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, divulgou uma ampla lista de tópicos sobre os quais os militares americanos agora precisa obter aprovação prévia antes de discutir com o Congresso.



Essa lista inclui todas as "operações militares sensíveis" e ataques militares dos EUA contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na América Latina, de acordo com pessoas familiarizadas com as diretrizes mais recentes.


A orientação foi emitida após a confusão em torno de um memorando inicial de Hegseth que proibia todo o pessoal do Departamento de Defesa, incluindo comandantes militares, de falar com o Congresso ou legisladores estaduais, a menos que tivessem recebido aprovação prévia do escritório de assuntos legislativos da agência.


A lista de tópicos que agora “exigem coordenação prévia” com o gabinete de Hegseth antes de qualquer interação com o Congresso inclui:


Operações militares sensíveis do DoW [Departamento de Guerra];

Atividades marítimas do Departamento de Guerra na área de responsabilidade do Comando Sul (incluindo operações reforçadas de combate ao narcotráfico);

Domo de Ouro/Defesa Antimíssil Nacional;

Reforma de Aquisições;

Munições Críticas;

Estratégia de Defesa Nacional.

Outros tópicos incluem planos de gastos com orçamento e reconciliação; minerais críticos; reforma das Vendas Militares Estrangeiras; AUKUS, uma parceria de segurança trilateral entre Austrália, Reino Unido e Estados Unidos; incidentes anômalos de saúde, também conhecidos como "Síndrome de Havana"; e Spectrum, que se refere ao espectro eletromagnético que sustenta as operações militares e outras funções-chave do governo dos EUA.


O site entrou em contato com o Departamento de Defesa para obter um comentário.


O deputado republicano Don Bacon afirmou no sábado que a política representava "mais uma manobra amadora" do secretário, que estava fazendo com que os militares "tivessem medo de se comunicar" com os legisladores.


“Fui comandante por cinco vezes e nossa liderança QUERIA que interagíssemos com membros do Congresso”, ele publicou no X.


“Queríamos compartilhar o que nossos excelentes aviadores estavam fazendo. Estávamos orgulhosos do nosso serviço. As novas regras criaram uma grande barreira entre os militares e o Congresso. O Pentágono diz que a mudança é muito pequena. Mas eu já vejo o impacto, com os militares com medo de se comunicar. Esta é mais uma atitude amadora”, completou.


As novas diretrizes surgem num momento em que o Congresso se mostra cada vez mais frustrado com a falta de respostas do Pentágono sobre as operações militares dos EUA no Caribe e no Pacífico.


Na sexta-feira, o presidente e o membro de maior hierarquia do Comitê de Serviços Armados do Senado, o senador republicano Roger Wicker e o senador democrata Jack Reed, divulgaram publicamente duas cartas que haviam escrito a Hegseth no último mês, buscando esclarecimentos sobre as operações.


Os parlamentares afirmaram que ambas as cartas permaneceram sem resposta. Os democratas saíram de uma reunião informativa na quinta-feira furiosos com a ausência de advogados do Departamento de Defesa para responder a perguntas básicas sobre a justificativa legal dos ataques.


Hegseth, cujo mandato tem sido marcado por vazamentos, tomou uma série de medidas para controlar mais rigorosamente as informações desde o início deste ano, incluindo a proibição da maioria das interações entre pessoal do Departamento de Defesa e grupos de discussão, jornalistas ou outros eventos e conferências externas.


Dezenas de jornalistas entregaram seus crachás no mês passado em vez de assinar um documento produzido pelo Pentágono que incluía restrições ao seu trabalho. (Cnn Brasil)

Ação rápida da Força Tática prende assaltante no centro de Porto Velho

A Força Tática do 1º BPM agiu rapidamente e prendeu Mirivan N. C., de 47 anos, acusado de assaltar uma adolescente no Centro de Porto Velho na noite de sábado (1º).

Foto: alothanos


O criminoso abordou a vítima, de 14 anos, na Praça Marechal Rondon (Avenida 7 de Setembro), utilizando uma faca para subtrair o seu celular.


A jovem reagiu gritando "pega ladrão!", o que alertou a guarnição da Força Tática que patrulhava a área. Os policiais interceptaram o suspeito de bicicleta na Avenida Rogério Weber.


O homem foi preso, o celular foi recuperado e a faca utilizada no assalto foi apreendida. O acusado foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes.

Viatura do IML, que estava transportando um corpo, capota após colisão na BR-174; veja o vídeo

Manaus – Uma viatura do Instituto Médico Legal (IML) capotou no quilômetro 4 da BR-174, rodovia que liga Manaus ao município de Presidente Figueiredo, após colidir na traseira de um veículo modelo Ford Ka, na tarde deste domingo (2).



De acordo com informações preliminares, os servidores do IML estavam retornando de Presidente Figueiredo, onde haviam recolhido um corpo, quando ocorreu o acidente. Com o impacto, a viatura capotou e ficou parcialmente destruída.


Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e socorreram os servidores, que foram encaminhados a uma unidade hospitalar em Manaus. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde das vítimas.


O corpo que seria transportado pelo grupo foi levado para a sede do IML por outra viatura enviada ao local.



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve na rodovia para controlar o trânsito e apurar as causas do acidente. (Fonte: cm7)

Carlo Ancelotti faz nova convocação nesta segunda-feira. Veja detalhes

Seleção Brasileira realiza amistosos contra Senegal e Tunísia, na Europa, durante o mês de novembro

Carlo Ancelotti realiza nesta segunda-feira (2/11) a última convocação da Seleção Brasileira neste ano. A escolha dos jogadores será feita na sede da CBF, no Rio de Janeiro, às 15h.



O time nacional encara Senegal e Tunísia, respectivamente, em confrontos realizados na Europa. O primeiro jogo acontece no próximo sábado (15/11), às 13h (horário de Brasília). Na sequência, o Brasil encara os europeus no dia 18 de novembro, às 16h30 (horário local).


É esperado que Ancelotti repita a convocação anterior. O italiano declarou que deixaria de testar jogadores, e que os grupos montados por ele nesse período seriam já pensando em quem levar para a Copa do Mundo 2026.


Onde assistir?

A convocação de Carlo Ancelotti será transmitida às 15h desta segunda-feira no canal oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pelo YouTube. (metrópoles) 

Flamengo atropela Sport por 3 x 0 e assume a liderança do Brasileirão

Com dois gols de Bruno Henrique e um de Arrascaeta, o Flamengo vence e assume a liderança do campeonato, enquanto o Sport amarga a lanterna

O Flamengo venceu o Sport por 3 x 0 neste sábado (1º/11), no Maracanã, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time rubro-negro chega ao topo da tabela, enquanto o Sport permanece na lanterna da competição. Os dois primeiros gols foram de Bruno Henrique e o terceiro, de Arrascaeta.



O time carioca pressionou do início ao fim, mas parou em uma boa atuação defensiva do Sport e em noite inspirada do goleiro Gabriel. O Rubro-Negro ficou no 0 x 0 com o Leão pernambucano pela 31ª rodada, desperdiçando a chance de encostar na liderança.


A equipe de Filipe Luís teve amplo domínio das ações, chegando a registrar 65% de posse de bola no primeiro tempo e 10 finalizações contra nenhuma do adversário. Samuel Lino, Bruno Henrique e De La Cruz foram os mais ativos no ataque, mas o goleiro Gabriel garantiu o empate com defesas importantes, como no chute de fora da área do uruguaio.


Na etapa final, o cenário seguiu o mesmo: Flamengo atacando e o Sport se defendendo. Luiz Araújo, que entrou no lugar de Carrascal, tentou dar novo fôlego ao time, mas também parou na marcação rival. Apesar da pressão e do apoio constante da torcida, o gol do Flamengo não saiu.


Os tentos só saíram no segundo tempo. Aos 51, o Bruno Henrique balançou as redes e abriu o placar: 1 x 0. Alguns minutos, aos 60, depois, o mesmo autor fez o segundo e ampliou a vantagem para a equipe carioca.


Não parou por aí: seis minutos depois, na entrada da área Bruno Henrique foi derrubado por Lucas Lima, ganhando uma falta. Arrascaeta bateu direto para o gol.


Agora, a próxima partida do Flamengo será contra o São Paulo, válida pelo Brasileirão Série A, marcada para quarta-feira (5/11), às 21h30. O confronto será realizado no Morumbi, em São Paulo, e promete ser um dos grandes jogos da rodada. Já o Sport encara o Juventude na quarta-feira (5/11), às 19h. (Metrópoles)

Especialistas criticam retórica de governadores sobre combate ao crime

Discurso de líderes de direita levaria debate para o campo político

Conflitos não são administrados apenas com tiros de fuzil, mas também com discursos políticos. Em paralelo às operações policiais nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, governadores alinhados ao chefe da administração fluminense, Cláudio Castro, criaram o “Consórcio da Paz”, projeto de integração para combater o crime organizado no país.



O sociólogo Ignacio Cano, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), critica o termo. Para ele, trata-se de uma estratégia discursiva que inverte o significado real da operação que deixou 121 mortos.

“Os governadores erraram no nome. Deveria se chamar Consórcio da Morte, porque é isso que eles estão propondo. Certamente não é a paz”, diz Cano. “Retoricamente, não vai pegar bem e, cada vez que usarem o termo, vão ser lembrados da quantidade de mortes que os seus governos produzem. A maioria dos governadores de direita estão promovendo a letalidade policial”.


Sete governadores integram o “Consórcio da Paz”. Além de Castro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Eduardo Riedel (Progressistas), do Mato Grosso do Sul; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.


“Narcoterrorismo”

Sociólogos, cientistas políticos e especialistas em segurança pública ouvidos pela Agência Brasil analisaram o vocabulário adotado pelas autoridades nos últimos discursos. E apontaram para os usos políticos e simbólicos dos termos relacionados à operação mais letal já registrada no Brasil.


Entre as palavras recorrentes, está “narcoterrorismo”. Ele foi usado por Castro, Tarcísio e Zema para se referir às facções criminosas, principalmente as maiores que tem Rio de Janeiro e São Paulo como centros de poder.


“Isso é mais uma bobagem que atrapalha a polícia, a segurança pública, a sociedade e o próprio governo. Da mesma forma como usam ‘narcomilícia’ e outras categorias mais antigas como ‘Estado paralelo’. Isso, na verdade, oculta incompetências, incapacidades e oportunismos políticos”, diz Jacqueline Muniz, antropóloga e cientista política, professora do departamento de segurança pública da Universidade Federal Fluminense (UFF).


“Quando você diz que está diante de um narcoterrorismo, você está dizendo que precisa de mais poder, mais dinheiro, mais orçamento e que não precisa dar satisfação do que vai fazer”, complementa.



Para Ignacio Cano, o termo é errado também do ponto de vista conceitual. “Terrorismo normalmente é associado a objetivos políticos. É o uso indiscriminado da violência contra civis para perseguir esses objetivos. Um narcoterrorista não teria nenhuma motivação política. O objetivo é o mesmo de todo criminoso, que é o lucro. O termo é uma contradição em si mesmo”, explica o sociólogo.


No Brasil, a Lei n° 13.260, de 2016, define que: “terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.


Facções de tráfico de drogas são classificadas pela legislação brasileira como organizações criminosas. E é dessa forma que o governo federal, especialmente o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, tem se posicionado.


Um grupo de deputados está tentando mudar isso por meio do Projeto de Lei 724/25, que amplia o conceito de terrorismo para incluir o tráfico de drogas ilícitas. O projeto é de autoria do deputado Coronel Meira (PL-PE) e foi aprovado há algumas semanas na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.


Ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes de ser votado pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


Pressão internacional

Esse entendimento tem recebido pressão internacional de políticos de direita. Os governos de Javier Milei, na Argentina, e Santiago Peña, no Paraguai, classificaram recentemente as organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. Os Estados Unidos sugeriram que o Brasil fizesse o mesmo em visita da comitiva norte-americana ao país em maio deste ano.


Os especialistas em segurança pública entendem que a pressão de governadores no Brasil pelo uso de “narcoterrorista” é uma forma de alinhamento político com essas forças externas. Dessa forma, o debate é transferido do campo policial para o geopolítico. Para eles, o termo, se adotado no país, fragilizaria a democracia e aumentaria o risco de interferências internacionais.


“Uma forma de os Estados Unidos intervirem de forma mais efetiva no nosso território é justamente apelar para o que os norte-americanos temem historicamente, principalmente depois do 11 de setembro, que é a questão do terrorismo”, diz Jonas Pacheco, coordenador de pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança.


“É um discurso que trata de uma questão de dominação da América Latina. Os países que têm grupos classificados como terroristas claramente não são alinhados ideologicamente com o governo Trump”, complementa.


“O terrorismo é usado pelo presidente dos Estados Unidos para cometer execuções sumárias na costa da Venezuela e da Colômbia. Termo foi adotado pelos governos de El Salvador e Equador também. São tentativas de evadir qualquer limite legal. Leis terroristas alongam prazos de prisão provisória e diminuem garantias processuais. Mas, importante destacar, nenhuma lei antiterrorista autoriza execução sumária de pessoas”, diz Ignacio Cano.


“Guerra às drogas”

Outra categoria semântica muito comum entre as autoridades estaduais é o de “guerra”. As polícias militares estariam diante de conflitos semelhantes aos sofridos em outras realidades do Leste Europeu, África e Oriente Médio.


Os cientistas políticos e sociólogos são categoricamente contrários à terminologia, por uma série de consequências simbólicas e materiais que ela produz.


“Quando você pauta o debate na ideia de guerra, você valida ações que barbarizam todo um território. Quem é o inimigo nessa guerra? É o traficante que está na Faria Lima lavando o dinheiro? Não, é o traficante que está na favela. É o pobre e o preto que moram em territórios de extrema vulnerabilização e precarização”, diz Jonas Pacheco.


“Segurança pública é para gerar segurança, não é para matar. Uso da força deve respeitar as devidas normativas legais. Não é um fim em si mesmo. O fim é gerar segurança. O pacto social prevê que o Estado deve garantir a preservação da vida”, complementa.


“Sempre bom lembrar que, se a sociedade autoriza a polícia a agir sem controles e parâmetros legais, sem fiscalização do Ministério Público, todos nós estamos em risco. Se as pessoas acham que só os moradores do Alemão e da Penha vão sofrer as consequências, estão muito enganadas”, diz Ignacio Cano.


“O objetivo é trazer a guerra para dentro das cidades. E nada melhor do que uma guerra contra o crime. Mas não se trata de combater crime nenhum. Se trata de produzir repressão e espetáculo. Se queremos resolver, temos que mudar também essa linguagem”, analisa Jacqueline Muniz.


“Estamos falando de um projeto autoritário onde a insegurança se torna política pública. Quanto maior a insegurança, melhor para essas autoridades, porque nós somos fidelizados pelo medo. Diante da ameaça, todos nós podemos abrir mão das garantias individuais e coletivas em favor de quem possa nos proteger e, depois, nos tiranizar”, complementa. (Agência Brasil)

Câmera de segurança flagra momento em que homem abandona cachorros em abrigo de Cacoal, RO

Animais foram jogados pela grade do abrigo. Voluntários buscam identificar os responsáveis para responsabilização civil e criminal.

Três filhotes de cachorro foram abandonados em um abrigo em Cacoal (RO) na noite de quinta-feira (30). Os funcionários encontraram os animais na manhã seguinte, na área de soltura do local.

Câmera de segurança flagra momento em que homem abandona cachorros em abrigo


O abandono foi registrado pelas câmeras de monitoramento. Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver quando um homem e uma criança jogam os filhotes pela grade do abrigo (veja acima).


Segundo Natália Pina, voluntária do abrigo Vira Lata Vira Amor, elas imediatamente notificaram a equipe, que passou a analisar as imagens das câmeras de segurança para identificar os responsáveis pelo ato.


“Quando um animal é resgatado, ele precisa passar por exames para evitar a contaminação dos que já estão no abrigo, caso estejam doentes. Por isso, encaminhamos os filhotes ao veterinário para avaliação e emissão de laudo, que será anexado ao boletim de ocorrência do caso”, explicou a voluntária.

Natália informou que o abrigo está buscando outros ângulos das câmeras para auxiliar na identificação do homem que abandonou os animais e vão registrar um boletim de ocorrência.


Caso a pessoa seja identificada, o abrigo pretende entrar com uma ação de reparação na esfera cível, já que os custos com cuidados veterinários dos filhotes serão assumidos pelo abrigo, que atualmente abriga mais de 100 animais, entre cães e gatos.


De acordo com a equipe, os filhotes estão em boas condições de saúde, embora ainda frágeis, com pouca imunidade, o que os torna mais vulneráveis a vírus. Natália reforça que o local não é um ponto de descarte de animais e que as regras de acolhimento existem justamente para garantir a segurança e o bem-estar dos animais já residentes.

Por g1 RO


Campanha alerta para riscos da diabetes à visão

Iniciativas pretendem aproximar pacientes dos exames preventivos

Campanha de conscientização do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) alerta para os riscos aumentados que os portadores de diabetes tem de desenvolver a retinoplastia diabética, doença que pode causar a perda parcial ou total de visão.



Segundo o CBO há estudos que indicam que 4 em cada 5 pacientes crônicos tem risco de comprometimento por retinoplastia em algum grau. A doença afeta os vasos sanguíneos da retina, alvo principal nesta campanha. 


Durando todo o mês de novembro, a mobilização promovida pela CBO começa neste sábado (1º), com uma maratona online de conscientização e o início de um calendário de mutirões de atendimentos em diversas regiões do país, voltados ao diagnóstico e ao tratamento precoces. Os mutirões, organizados por município, podem ser pesquisados pelo site da campanha.


O público também poderá acompanhar a programação ao vivo entre hoje e domingo, no canal da CBO no Youtube, e acessar conteúdos complementares no site oficial do 24 Horas pelo Diabetes, que será atualizado ao longo do mês de novembro com vídeos, podcasts e depoimentos em apoio à campanha.


A diabetes é uma das principais doenças crônicas do país, e atinge mais de 16 milhões de pessoas, cerca de 7% de nossa população. Seu acompanhamento pode ser feito nas unidades básicas de saúde, em todo o território nacional, de maneira gratuita. O Sistema Único de Saúde (SUS) também fornece materiais para medição e controle da doença, capaz de complicar a condição de pacientes para diversas outras doenças, como demências e doenças metabólicas. A própria diabetes é uma doença com risco de complicações metabólicas e circulatórias, podendo levar à morte se não for devidamente tratada. (Agência Brasil)

Mega-Sena acumula e pagará R$ 41 milhões dia 4

Números sorteados nesse sábado: 09 – 18 – 28 – 34 – 38 – 57

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2935 da Mega-Sena, realizado nesse sábado (1º). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 41 milhões para o próximo sorteio.



Os números sorteados foram:  09 – 18 – 28 – 34 – 38 – 57.


45 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 48.378,50 cada


Além disso, 3.341 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.074,08 cada


Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (1ª), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.


A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Brasil tem 358 mil pessoas em situação de rua, com 60% no Sudeste

Cidade de São Paulo se aproxima dos 100 mil

A população em situação de rua no Brasil era de 358.553 pessoas no mês de outubro, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



O levantamento indica predominância nos estados do Sudeste. No estado de São Paulo, estão 148.730 pessoas em situação de rua, das quais na capital 99.477 vivem na capital.


Os estados do Rio de Janeiro, com 33.081 pessoas, e de Minas Gerais, com 32.685, vem em segundo e terceiro lugar no levantamento. As três unidades federativas (UF) respondem por cerca de 60% da população de rua do país.


O levantamento considera dados da plataforma CadÚnico, que centraliza os registros de assistência social a partir dos municípios.   


As três UFs da região Sul aparecem pouco abaixo no levantamento, embora com grande diferença em números absolutos, assim como Bahia, Ceará e Roraima:


Paraná: 17.091 pessoas em situação de rua;

Bahia: 16.603;

Rio Grande do Sul: 15.906;

Ceará: 13.625;

Santa Catarina: 11.805;

Roraima: 9.954 pessoas.

Aumento alarmante

O estado do Norte do país surpreende por ter mais pessoas em situação de rua do que o Distrito Federal, Pernambuco e Amazonas, entre outros estados com populações maiores e maior número de grandes cidades.


Para efeito de comparação, a capital de Roraima, Boa Vista, tem menos de 500 mil moradores, enquanto Brasília, Recife e Manaus têm mais de um milhão e meio de habitantes.


Essa desconexão é ainda mais importante se for comparado crescimento, já que a capital de Roraima tinha pouco mais de 1 mil pessoas em situação de rua em 2018, quase dez vezes menos que no último levantamento. Esse crescimento é bastante superior ao do país, que foi de 138 mil para 358 mil pessoas, e que o da capital paulista, de quase 39 mil para cerca de 100 mil, e chamou atenção do Observatório.


"O descumprimento da Constituição Federal de 1988 com as pessoas em situação de rua continua no Brasil, com pouquíssimos avanços na garantia de direitos dessa população, majoritariamente negra e histoticamente tão vulnerabilizada no nosso país", afirma o Observatório, em nota.


Os pesquisadores também chamaram atenção para a falta de transparência nos dados sobre a população em situação de rua, que deveriam ser públicos, abertos, transparentes e acessíveis a toda a sociedade.  (Agência Brasil)

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