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PF arquiva apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições

Anuncio de abertura de investigação preliminar foi feito por diretor-geral da corporação no dia da votação do primeiro turno, no último domingo (4)...

A PF (Polícia Federal) decidiu arquivar o pedido de apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A representação foi feita pela AGU (Advocacia-Geral da União) à PF na semana passada.

A investigação preliminar foi anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da votação no primeiro turno, no último domingo (4).

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou na ocasião.

Questionada pela CNN, a AGU disse já ter sido informada sobre o arquivamento.

Entenda

O pedido da AGU foi apresentado após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil", que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o veículo, o valor seria investido em organizações que são contra o que consideram "abuso de poder judicial e censura" por parte do STF.

O valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo, afirmou o jornal.

O Guardian diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.

Em outras medidas contra o STF, o governo americano já sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky, como punição por supervisionar o julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe, após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Os EUA posteriormente revogaram as sanções em dezembro. Agora, o financiamento aos grupos no Brasil acontece enquanto o governo do presidente Lula vê uma tentativa de interferência de Washington nas eleições brasileiras.

fonte - Larissa Rodrigues e Elijonas Maia, da CNN Brasil



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