A Polícia Federal encontrou documentos de uma auditoria interna encomendada pelo BRB que apontam que o Banco Master pagou R$ 33 milhões, em 2024, ao escritório da advogada Dalide Corrêa.
O nome de Dalide também aparece em mensagens de diretores do Master obtidas pela PF. Em uma delas, o pagamento ao escritório é associado à expressão “canal direto com o STF”.
A auditoria apontou que o Master gastou R$ 215 milhões com escritórios de advocacia em 2024, contra R$ 76 milhões no ano anterior. O documento destacou os valores pagos e apontou a necessidade de compreender qual seria o patamar habitual dessas despesas.
Até o momento, a PF não fez uma avaliação sobre a legalidade do contrato com Dalide nem realizou diligências específicas para verificar os serviços prestados pelo escritório.
Em nota, Dalide Corrêa afirmou que “jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”. Segundo a advogada, sua atuação ocorreu exclusivamente em processos de primeira e segunda instâncias.
Dalide foi diretora do IDP, instituição fundada por Gilmar Mendes, e os dois se afastaram após sua saída do instituto, em 2017. Gilmar afirmou, por meio de interlocutores, que não mantém relação de proximidade com a advogada.
Fonte: Estadão.





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