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Pacientes retidos em UPAs aguardando vagas hospitalares geram sobrecarga e afetam atendimento de urgência

Falta de leitos no Hospital João Paulo II impede a transferência de pacientes já regulados e compromete a capacidade de novos atendimentos na rede municipal...

O acúmulo de pacientes que já receberam indicação médica para transferência, mas continuam retidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Porto Velho, gera lentidão e sobrecarga nessas unidades. A indisponibilidade de vagas no Hospital de Pronto Socorro João Paulo II, impede a remoção desses pacientes e afeta o fluxo do atendimento de urgência do município.

Atualmente, o sistema contabiliza 31 pacientes aguardando transferência para leitos hospitalares distribuídos pelas unidades da capital, sendo 12 na Unidade Ana Adelaide, 10 na UPA Sul, 7 na UPA Leste e 2 na UPA José Adelino. 

O acúmulo desses pacientes compromete o funcionamento das UPAs, que são estruturadas para prestar atendimento temporário de urgência e emergência, com previsão de permanência de até 24 horas para estabilização, diagnóstico inicial ou encaminhamento.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explica o impacto direto desse represamento na rotina operacional das unidades municipais. "As nossas UPAs foram projetadas para atender urgências, estabilizar o paciente e dar o encaminhamento adequado em até 24 horas. Quando a rede hospitalar de alta complexidade não consegue absorver os pacientes regulados, esses leitos de observação ficam ocupados por dias. Isso consome insumos, exige atenção contínua das equipes médicas e de enfermagem e reduz fisicamente a nossa capacidade de receber quem chega na ponta precisando de um atendimento rápido."

O prefeito Léo Moraes enfatiza a necessidade de celeridade no processo de regulação para desobstruir as unidades municipais. "O município está cumprindo o seu papel de acolher, diagnosticar e estabilizar os pacientes nas nossas unidades de urgência. No entanto, para que o sistema funcione com eficiência, é fundamental que a transferência para o ambiente hospitalar ocorra com agilidade. É preciso que as vagas no Hospital João Paulo II e na rede de alta complexidade sejam liberadas com mais celeridade pela regulação, desobstruindo os leitos das nossas UPAs e garantindo um atendimento mais rápido e humanizado para quem espera na recepção."



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