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Impressões digitais e movimentações financeiras apontam ligação de irmão de Poliana com a morte dela em RO

Investigação reuniu perícias, câmeras de segurança e tentativas de acesso às contas digitais da vítima; irmão está entre os três investigados presos

FOTO - REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS

Impressões digitais encontradas na residência, movimentações financeiras, imagens de câmeras de segurança e o uso do chip do celular de Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos, após o crime estão entre as provas reunidas pela Polícia Civil de Rondônia na investigação do latrocínio ocorrido em Machadinho D’Oeste.

As apurações identificaram cinco suspeitos de participação no roubo seguido de morte. Entre eles está João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, irmão da vítima, preso preventivamente no dia 24 de setembro.

Além das impressões digitais e das imagens, os investigadores analisaram tentativas de acesso às contas digitais de Poliana, depoimentos, laudos periciais, informações fornecidas por testemunhas e movimentações financeiras. Segundo a Polícia Civil, o conjunto das provas aponta a participação dos investigados no crime.

Dos cinco suspeitos identificados, três estão presos preventivamente. Outros dois morreram durante o andamento da investigação.

Irmão comunicou morte à polícia

Poliana foi encontrada morta dentro de casa em março de 2026. Na época, o próprio irmão comunicou o caso à polícia. Ele relatou que colegas de trabalho da vítima entraram em contato depois que ela não compareceu ao plantão.

João Vitor afirmou que foi até a residência da irmã, encontrou a porta dos fundos aberta e localizou Poliana caída no chão do quarto, ao lado da cama.

Segundo a delegada Maria Braga, o comportamento apresentado pelo irmão também chamou a atenção durante as investigações. De acordo com ela, João Vitor demonstrava frieza, teria apresentado pressa para realizar o sepultamento e, conforme informações obtidas pela investigação, evitava permanecer junto à família durante o enterro.

O caso permaneceu sob sigilo durante as apurações. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Ministério Público de Rondônia (MPRO), responsável pela continuidade das medidas cabíveis.

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